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O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia expõe a insanidade do protecionismo
Políticos decidem o que é bom para os cidadãos

A União Europeia e o Mercosul assinaram um histórico acordo comercial no dia 28 de junho de 2019. O adjetivo 'histórico' é, com frequência, muito mal aplicado. No entanto, neste caso, ele é pertinente.

O acordo vinha sendo negociado há impressionantes vinte anos. Com efeito, as conversas começaram no dia 28 de junho de 1999. Ficaram praticamente paralisadas até 2016, quando houve um novo esforço. De acordo com Jean-Claude Junker, presidente da Comissão Europeia, "este pacto comercial é o maior acordo comercial que a União Europeia já concluiu".

O Mercosul é uma aliança regional formada por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A população conjunta destes quatro países é de 260 milhões, formando uma renda nacional brutal per capita de 9.500 euros. É o primeiro acordo comercial deste tipo assinado por estas nações sul-americanas.

De acordo com Bruxelas, o pacto irá eliminar 4 bilhões de euros em tarifas anuais e encargos aduaneiros para as exportações oriundas da União Europeia. Ademais, de acordo com o jornal Financial Times, a UE "estima que a poupança gerada pelas reduções tarifárias será quatro vezes maior que a gerada pelo recente acordo entre UE e Japão, e quase sete vezes maior que a do acordo com o Canadá".

Maluquice protecionista

O mesmo artigo do Financial Times apresenta um dos mais bizarros motivos por que o acordo demorou tanto tempo para sair:

Para o Mercosul, algumas das mais difíceis concessões incluíam a redução de tarifas sobre carros europeus importados e peças automotivas, bem como a abertura de seu mercado de licitações públicas. Do lado da União Europeia, as questões mais controversas giravam ao redor do seu setor agrícola.

Traduzindo: para os políticos, burocratas e reguladores da América do Sul, era um enorme problema o fato de seus cidadãos passarem a poder ter acesso a Mercedes Benz e Ferraris mais baratas. Já para seus congêneres europeus, o "problema" era os cidadãos passarem a ter acesso mais barato às excelentes carnes argentinas e à cana-de-açúcar brasileira.

É somente através das lentes do estado que tal arranjo, em vez de ser visto como o mais robusto incentivo, pode se transformar em um prolongado impedimento.

Não obstante, o presidente francês Emmanuel Macron permaneceu leal ao lobby agrícola francês até o final. Macron incorreu em frenéticos esforços para conseguir um arranjo que não fosse tão "generoso", principalmente na questão da carne. Coincidentemente, a França é a principal beneficiada pelos subsídios agrícolas da União Europeia, sendo a recebedora de um total de 7,6 bilhões de euros.

Em uma interessante reviravolta, a contra-ofensiva à França foi orquestrada pelo primeiro-ministro da Espanha (que é chamado de presidente do governo da Espanha) Pedro Sánchez, que, sendo de esquerda, não é exatamente conhecido por ser a favor de uma maior liberalização comercial. Ele foi rapidamente seguido por Angela Merkel (Alemanha), António Costa (Portugal), Mark Rutte (Holanda), e outros.

Ar fresco, porém...

Nestas épocas em que o presidente dos EUA assumiu uma perigosa retórica anti-comércio, e na qual há uma crescente guerra tarifária entre EUA e China, o acordo Mercosul-União Europeia vem como uma lufada de ar fresco. Cecilia Malmstrom, a Comissária do Comércio da UE, afirmou que o acordo representava "uma mensagem em alto e bom som de que nós acreditamos que o comércio é algo bom, pois aproxima as pessoas".

É, de fato, inegável que acordos comerciais trouxeram um grande aumento no volume do comércio global, e que eles foram positivos para a globalização. Entretanto, acordos comerciais também possuem um lado obscuro. Por sua própria natureza, eles são discriminatórios. As condições de relativa abertura que eles trazem são usufruídas apenas pelos membros do arranjo. Para quem está de fora, a situação pode ficar bem mais complicada.

A própria União Europeia é um bom exemplo disso. Os países-membros usufruem as benesses do livre comércio entre eles. Mas quem está de fora praticamente é proibido de participar. Ou seja, a UE pode ser bem aberta para quem está dentro, mas é uma fortaleza para quem está de fora. Por causa da Tarifa Externa Comum (TEC), todos os países do grupo são obrigados a aplicar a mesma taxação em relação à importação de produtos de países fora do grupo.

Com efeito, o mesmo ocorre para o Mercosul. Seus países-membros adotaram a TEC em 1995. Isso implica que, por exemplo, o Brasil não pode reduzir autonomamente a taxação sobre determinado produto que compra da China em troca de algum benefício no mercado chinês. Para mudar a taxa, é preciso fazer um acordo com todos os países-membros, que também reduzirão suas tarifas. Ou seja, é preciso negociar em bloco. 

Por causa desta característica típica das uniões aduaneiras, um país-membro de uma união aduaneira não pode unilateralmente praticar o livre comércio com países que estão fora do arranjo.

Para piorar, acordos comerciais "profundos e abrangentes" frequentemente incluem cláusulas exóticas que nada têm a ver com a redução de tarifas de importação.

Como deveria ser

Por isso, existe uma diferença crucial, praticamente intransponível, entre "livre comércio" e "acordos de livre comércio". Livre comércio significa simplesmente você e eu transacionarmos livremente com quem quisermos, não importa se a outra pessoa está do outro lado da rua ou do outro lado do globo. Não há barreiras, não há tarifas, não há imposições governamentais.

Um genuíno livre comércio não requer um "tratado" ou um "acordo comercial". Se um governo genuinamente quisesse um livre comércio, tudo o que ele teria de fazer seria abolir as inúmeras tarifas de importação, as cotas de importação, as leis "anti-dumping", e todas as outras restrições estatais impostas ao comércio. Não é necessária nenhuma política externa ou manobra conjunta.

Por isso, o acordo de livre comércio ideal deveria caber em uma única página: "Não haverá nenhuma restrição ao comércio entre indivíduos do país A e indivíduos do país B."

Tudo que um país tem de fazer para alcançar um genuíno acordo de livre comércio é passar uma ínfima legislação declarando simplesmente que:

Por meio desta, o governo [insira o nome do gentílico] elimina todas as vigentes barreiras, restrições e proibições à livre e irrestrita exportação e importação, compra e venda, de todos os bens e serviços entre [nome do país] e toda e qualquer nação do mundo. O governo [insira o nome do gentílico] declara que todas as formas pacíficas e não-fraudulentas de comércio e troca são questões exclusivas do foro privado de cada indivíduo, e dizem respeito apenas aos cidadãos do [insira o nome do país] e do resto do mundo envolvidos na transação. Esta lei entra em vigor imediatamente.

Igualmente, a política comercial ideal seria o livre comércio unilateral. Países não comercializam com outros países. Apenas indivíduos e empresas o fazem. Nunca um país como um todo. O melhor que um país pode fazer é deixar seus cidadãos e empresas em paz e deixar os mercados (ou seja, indivíduos comprando e vendendo) operaram normalmente. Isto, sim, constituiria uma verdadeira abertura ao mundo.

Um comércio livre e abrangente, sem subsídios, entre as pessoas da terra reduz as tensões e melhora o padrão de vida de todos. Este arranjo é, moral e economicamente, a única política adequada.

E esta política funciona. Países como Suíça, Hong Kong e Cingapura já a implantaram há muito. E são, respectivamente, o sétimo, o oitavo e o segundo mais ricos do mundo em termos per capita.

Ainda falta muito

Por tudo isso, a assinatura do acordo União Europeia-Mercosul constitui, na melhor das hipóteses, apenas um ponto de partida. Ele ainda tem de ser ratificado por nada menos que 28 parlamentos nacionais na Europa e por quatro parlamentos nacionais na América do Sul. Pior: uma aliança profana entre políticos protecionistas, lobistas do setor agropecuário e ambientalistas pode estar se formando.

Quão céticos os parlamentos francês e polonês continuarão é algo a ser conferido. Diplomatas brasileiros já estão alertando que a implantação de fato do acordo "pode demorar anos". O mais poderoso lobby agrícola da Europa, o grupo Copa-Cogeca, já emitiu uma declaração denunciando que está havendo "dois pesos e duas medidas" para beneficiar os bens agrícolas do Mercosul, e que isso representaria uma "concorrência desleal". Como todos sabemos, "concorrência desleal" nada mais é do que uma lamúria contra a boa e velha concorrência que afeta reservas de mercado.

E até a multinacional ambientalista Greenpeace entrou em cena, rapidamente gritando contra o acordo. Naomi Ages, a "especialista" da organização, disse que "comercializar mais carros em troca de vacas nunca é aceitável quando gera destruição da Amazônia, ataques aos povos indígenas, e aumento da hostilidade na sociedade civil".

Com alguma esperança, ainda chegará a época em que europeus e sul-americanos poderão ter acesso barato a melhores carnes, melhores vinhos, e melhores carros. Não necessariamente nesta ordem.

 


autor

Federico N. Fernández

  • Pedro  15/07/2019 18:40
    Considero um grande avanço. Só de pensar que daqui a uns 10 anos poderei comprar BMW e Porsche sem tarifa de importação já é um alento. Comprando mais barato de fora, sobra mais dinheiro para gastar e investir aqui dentro. É só o governo não cagar na moeda que o padrão de vida da população já aumentará automaticamente.
  • Daniel  15/07/2019 18:43
    Alguém sabe se a conversão de Bolsonaro ao livre comércio é genuína?
  • Gustavo  15/07/2019 19:26
    Dizem que ele é humilde e sabe ouvir, aceitar e aprender. Ao contrário de seus antecessores, reconhece que não domina um assunto e ouve com atenção.

    Se continuar assim, pode ser uma grata surpresa.
  • Anti Patriota  15/07/2019 20:05
    Bolsonaro está mais preocupado em levar os filhos para passear em washington do que reformar esse país.
  • Andre  15/07/2019 19:39
    O problema não é se a conversão do presidente ao livre comercio é genuína ou não, mesmo que seja, falta combinar com o congresso que é pago e muito bem pago para manter privilégios, com o judiciário militante louco no discurso distributivo, com a elite empresarial acostumada a viver sob o guarda chuva estatal e com o povo brasileiro ainda crente fervoroso do almoço grátis, tudo isso posto por escrito na constituição federal de 1988 cópia da URSS em uma conjuntura de completo desastre das contas públicas. Se este governo não começar a entregar vagas de emprego aos montes já em 2020 a popularidade do presidente virará pó e este se renderá a qualquer falácia econômica que lhe soe bem aos ouvidos.
  • brunoalex4  16/07/2019 13:40
    Sábia observação.
  • Fellipe Andrade  17/07/2019 19:22
    Excelente comentário!!
    Nada mais claro e conciso.
  • Caio  15/07/2019 18:46
    Sinceramente? Não vejo muita chance disso aí prosperar não. Sem chance de menores tarifas de importação no Brasil. O que vai ter de gente gritando que o país está sendo vítima do imperialismo (agora europeu, provavelmente alemã) tentando destruir a indústria nacional não tá no gibi. E aí o povo brasileiro, que na verdade é um rebanho, apoiará o fim do tratado e todas as novas tarifas que vão inventar para protegerem seus empregos de classe média para comprar aptos de 44m². E tudo em nome da "soberania nacional". E tudo com forte apoio da mídia esquerdista.
  • Marcelo  15/07/2019 18:49
    Qualquer coisa que vier de efetivo eu aplaudo.

    O meu ramo, oftalmologia e optometria, é protegido para ninguém, pois não tem fabricantes nacional. Mas as tarifas de importação são violentas.

    Precisei comprar um oftalmoscopio wellch&allyn. Nos EUA, 300 dólares; aqui 3.200 reais.

    E não existe um mísero fabricante nacional. A proteção se dá para os fornecedores de peças de reposição da indústria de ótica.

    Um autorefrator que custa 2.500 dólares nos EUA chega a 35 mil reais no Brasil. Comprei o meu seminovo por 15 mil reais com um ano de uso de um amigo que fechou o consultório.

    Parece que o objetivo é lascar quem tem problemas de visão porque não vejo razão minimamente racional pra fazerem isso.
  • Renan  15/07/2019 18:51
    Vale lembrar que nem mesmo os princípios básicos do Mercosul são respeitados. Experimente ir ao Paraguai e fazer compras superiores a 300 dólares (que nem é muito). Você vai direto pra PF pagar 50%, fora outras taxas. Que acordo do "livre comércio" é esse que tributa em 50% as importações de um país-membro?
  • Bernardo  15/07/2019 18:55
    Além das barreiras tarifárias, há também no Brasil as barreiras não-tarifárias, que chegam a ser ainda piores.
    Por exemplo, é simplesmente proibido importar carros usados. Ah, e roupas também.

    Ministério da Agricultura, Anvisa e Ibama demoram 10 anos para permitir a importação de defensivos agrícolas que já foram liberados nos EUA e na Europa. Neste momento, há nada menos que 36 defensivos aguardando liberação para ser importados, sendo que 28 deles já têm registros em países como EUA, Japão, Canadá, Austrália e Argentina (Fonte).

    E piora: Os produtos que atualmente estão na fila aguardando liberação são, em média, cerca de 30% mais favoráveis ao meio ambiente e a saúde do que os que estão em uso. (Fonte).

    Tudo para proteger as fabricantes nacionais.

    Ademais, as políticas de compras governamentais (para estatais, por exemplo) dão preferência para empresas nacionais (o acordo com a UE promete mudar isso, vamos ver). Investimentos estrangeiros em terras e em vários ativos regulados pelo governo são severamente limitados.

    Fora isso, há a infraestrutura em frangalhos, que encarecem ainda mais as importações.

    Sim, as barreiras não-tarifárias chegam a ser ainda piores.
  • Brasil é liberal...  16/07/2019 00:36
    Pelo contrário, eu ví dizer que substâncias proibidas na Europa e nos EUA são usadas pela indústria de cosméticos e higiene pessoal no Brasil. Por isso o brasileiro tem expectativa de vida inferior....
  • 4lex5andro  16/07/2019 15:57
    Mas é justamente por isso, como produtos defasados foram proscritos e substituídos por similares mais modernos (e já liberados) nos países desenvolvidos e até países vizinhos, que tais produtos defasados persistem no Brasil, enquanto os avanços ficam parados na fila da burocracia de Estado.

    É só uma corroboração do quão inúteis são as agências reguladoras do Brasil.
  • Leigo  15/07/2019 19:48
    Mostra esse artigo pra um brasileiro comum, ele vai dizer:

    Mas e o mercado interno?
    Mas e a indústria nacional?

    Com sorte, vai aparecer um que vai dizer:

    Mas se acabar com as tarifas de importação, o mercado interno vai ter dificuldade para competir com o mercado externo, devido aos altos impostos nacionais.

    Você vai tentar contra-argumentar que, então, é importante abaixar os impostos para tal competitividade. E irá além, afirmando que ao acabar com tarifas de importação, sobrará mais dinheiro para o empreendedor do mercado nacional investir em áreas distintas.

    Na melhor das hipóteses, se for um cara sensato, vai interpretar os argumentos e concordar. No entanto, é mais fácil que ele aduza sobre a importância dos impostos, a necessidade de investimento do governo na indústria nacional, a importância das taxas de importação para ter empregos aos brasileiros.

    Nem os dados consistentes como estes que o texto assevera: "Um comércio livre e abrangente, sem subsídios, entre as pessoas da terra reduz as tensões e melhora o padrão de vida de todos. Este arranjo é, moral e economicamente, a única política adequada. E esta política funciona. Países como Suíça, Hong Kong e Cingapura já a implantaram há muito. E são, respectivamente, o sétimo, o oitavo e o segundo mais ricos do mundo em termos per capita.", serão suficientes.
  • Felipe Lange  15/07/2019 20:24
    "O Mercosul é uma aliança regional formada por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. "

    Realmente, os chilenos não sentem falta do "Merdosul". Podem comprar sossegados os seus Mazdas.

    A melhor solução seria o Brasil sair dessa porcaria de Merdosul. O povo brasileiro já é muito pilhado em ter que comprar as porcarias dos carros nacionais (ou argentinos, que ainda assim vêm em uma pequena parcela), entre outros prejuízos causados. Nos EUA aqui o Trump veio com essa ideia mercantilista que só besta quadrada acredita, em querer impor tarifa sobre aço e afins e, agora, pior, vem com essa história petista de exigir conteúdo nacional nos carros feitos aqui. Realmente eu acho que o sonho dele é de todo americano voltar a andar em algum carro vagabundo feito pelos sindicalistas da UAW de Detroit.
  • Intruso  15/07/2019 20:28
    Quero apenas saber de uma coisa. A quantidade de empregos irá aumentar com a implementação desse acordo comercial?
  • Túlio   15/07/2019 21:20
    Empregos? Se você for bom no que faz e souber produzir algo de qualidade e fortemente demandado, então sim.

    Caso contrário, não.

    Realmente, não é nada difícil seguir a lógica básica do mundo.
  • Juliano  15/07/2019 21:28
    "Criar empregos" não é e nem deveria ser o objetivo do livre comércio. O objetivo do livre comércio é aumentar o padrão de vida das pessoas.

    Impressionante a mentalidade mercantilista do brasileiro comum.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2459

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2635

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2853

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2803
  • Caacupé  15/07/2019 21:07
    "Para mudar a taxa, é preciso fazer um acordo com todos os países-membros, que também reduzirão suas tarifas. Ou seja, é preciso negociar em bloco. "

    Jajajajaja, mas que broma, en Paraguay podemos importar todo lo que deseamos desde Miami y pagar un 10% de tasas de importaciones y 10% de IGV pagos con dólares comprados en la calle.

    Rohayhu Paraguay.
  • Ypacaraí  15/07/2019 21:23
    10%? Tá totalmente dentro.

    "A União Aduaneira, estabelecida pela TEC, está organizada em 11 níveis tarifários, cujas alíquotas variam de 0% a 20%, obedecendo ao princípio geral da escalada tarifária: insumos têm alíquotas mais baixas e produtos com maior grau de elaboração, alíquotas maiores."

    www.mercosul.gov.br/saiba-mais-sobre-o-mercosul

    Desculpe estourar sua bolha, mas ao pagar 10% você não está fora da TEC. Continua fazendo parte do gado, igual aos brasileiros.
  • eugenio  20/07/2019 01:14
    CONTINUA NA SUA IDÉIA, PORQUE NO PARAGUAI PAGA MAS NÃO PRECISA TRAMITAR DOCUMENTAÇAO COM ASSINATURAS DOS BISPOS E CACIQUES DA REGIÃO,AGUARDAR.....

    PAGA E SAI TUDO NA HORA SEM PEDIR BENÇÃO .AGORA VAI FALAR COM TODOS....
  • eugenio  20/07/2019 01:36
    .... abolir as inúmeras tarifas de importação, as cotas de importação, as leis "anti-dumping", .....

    Acho DUMPING uma "TRAPAÇA",e é muita INGENUIDADE que livremente não se considere isso,prejudica todos , os que não falseiam perdem, até por vezes quebram fabricas em função de preciicação desonesta.
    Como falei, acho INGENUIDADE.

    Deixar simplesmente por conta dos players a correta precificação ,seria como deixar por conta dos humanos ,abolir as regras de comportamento que conhecemos como "TÁBUAS DA LEI",orientais nem conhecem ,funcionam de outro modo,e já vimos acontecer em varios setores aqui no Brasil.

    Lembram do cara das Alagoas, em alguns setores escancarou e tivemos fabricas de camisas,de guarda-chuvas,etc, quebrando de norte a sul do pais,pois a chinaiadada importava e vendia camisas,guarda chuvas a um e noventa e nove, e que custavam dez vezes mais nas origens.

    As fabricas locais quebraram todas, e a chinaiada se adonou do fornecimentoi, hoje a preços normais.Ninguem vai investir sabendo-se da gandaia comercial livre.

    Por favor se alguma alma boa puder explicar melhor ,sou "testemunha ocular da história", e foge a minha compreensão não regulamentar sobre DUMPING,acho INGENUIDADE para dizer pouco.
  • Eduardo  20/07/2019 14:27
    Isso é choradeira de incompetente. O cara tá acostumado com uma reserva de mercado garantida pelo governo, mas aí essa reserva acaba e chega outro produtor bem mais eficiente e vendendo a preços menores. Aí o incompetente, que se acostumou com a mamata, não consegue acompanhar e vai chorar.

    Vergonhoso.

    Ah, sim, o tal "dumping" (que nem sequer é corretamente definido), só prejudica o mamador. Toda a população consumidora é beneficiada.

    Produtos importados baratos são tão prejudiciais à economia quanto a gratuita luz do sol
  • Ninguém Apenas  15/07/2019 21:29
    Seria interessante mais um artigo (mais um porque nos anos Dilma foram publicados vários) sobre "A reforma que Bolsonaro não fará!", que no caso seria a reforma cambial que até agora nem foi comentado sobre nesses 6 meses de governo.

    Ou então republicar alguns dos artigos antigos.
  • Marcos  15/07/2019 23:37
    Defina o que você chama de reforma cambial, por favor.
  • Ninguém Apenas  16/07/2019 00:39
    Qualquer reforma que tenha como objetivo final o fortalecimento da moeda e que realmente seja capaz de atingir este objetivo. Reforma cambial não é um bom nome, mas como atualmente no governo tudo se resume a reformas, resolvi aderir a essa nomenclatura.

    Dentre as reformas, existe o Currency Board (de preferência com paridade no ouro), liberação de moedas estrangeiras, adotar o preço do ouro como baliza, liberar moedas estrangeiras, manter o real (como o Peru fez) e dentre outras. Vários artigos já foram escritos nesse site sobre o assunto.
  • anônimo  16/07/2019 03:50
    Isso nunca esteve nas pautas do governo. O feijão com arroz que está sendo feito já tá bom nesse aspecto.

    O que o governo precisa fazer é acabar com a máfia dos cartórios. A MP da Liberdade Econômica pode ser um bom começo.

    A burocracia brasileira é da época do auge do fascismo, isso é inaceitável. Precisa 'copiar' as burocracias de países sérios pra ontem.
  • Leandro  16/07/2019 14:56
    1) "Dentre as reformas, existe o Currency Board (de preferência com paridade no ouro),"

    Não será feito. Nem mesmo com o dólar, e nem muito menos com o ouro. Infelizmente.

    Além de não haver apoio nem intelectual, nem empresarial e nem midiático para isso, basta aos opositores da idéia evocarem o falacioso "fantasma da Argentina" para acabar com qualquer eventual apoio a este reforma.

    2) "liberação de moedas estrangeiras"

    Houve uma medida em direção a isso, quando o atual BC disse que, no futuro, será liberado ter contas em dólar. Aliás, foi exatamente no dia em que tal anúncio foi feito, que o dólar começou a cair, e o real, a se valorizar.

    3) "adotar o preço do ouro como baliza"

    É a minha favorita, pois é mais simples e mais factível do que o Currency Board. Mas não será feita pelos mesmos motivos elencados no item 1.

    4) "liberar moedas estrangeiras"

    O item 2, como dito, já foi um passo nesta direção. Se for efetivamente implantado, já será ótimo.

    5) "manter o real (como o Peru fez)"

    O arranjo peruano – em que o dólar circula legalmente junto ao novo sol peruano – também é semelhante ao item 2.


    Dito tudo isso, devo confessar que, no momento (enfatizo: no momento), a moeda deixou de ser minha principal preocupação (ela me tirou o sono de meados de fevereiro até 21 de maio), pois ela reverteu sua tendência de desvalorização e assumiu uma de valorização.

    Um indicador que gosto de acompanhar é a evolução do gráfico USDBRL/DXY. Ou seja, o preço do dólar (em reais) dividido pelo índice DXY, que mensura a força do dólar em relação às principais moedas do mundo.

    Esse gráfico (USDBRL/DXY) é bom porque, se o dólar está barateando em reais (USDBRL caindo), mas o DXY também está caindo, isso significa que não é o real que está forte, mas sim o dólar que está fraco. Neste caso, o gráfico não acusará um fortalecimento do real.

    Entretanto, se o dólar está barateando em reais (USDBRL caindo), e o DXY está encarecendo, então aí sim é sinal de que o real está de fato se fortalecendo.

    Igualmente, se o dólar está encarecendo em reais (USDBRL subindo), e o DXY também está encarecendo, então o dólar está se fortalecendo mundialmente, de modo que não necessariamente o real está se enfraquecendo.

    Por fim, se o dólar está encarecendo em reais (USDBRL subindo), mas o DXY está barateando, então, aí sim, o real está se esfacelando.

    O gráfico mostra tudo isso automaticamente. Eis o link para o gráfico. Copie e cole, e então digite USDBRL/DXY no canto superior esquerdo. O valor do gráfico não importa; o que interessa é acompanhar a evolução.

    Quanto menor o número, mais forte está o real.

    www.tradingview.com/chart/

    No momento, voltamos aos níveis de maio de 2018, imediatamente antes da greve dos caminhoneiros. Ainda está ruim e dá pra fortalecer bem mais, mas, como o próprio gráfico deixa claro, o pior já passou.


    P.S.: jamais faça um trade ou invista sem consultar este gráfico.
  • Ninguém Apenas  16/07/2019 16:10
    Caramba, valeu pela dica Leandro.

    Realmente, aguardemos melhoras no futuro.
  • Leitor  16/07/2019 16:16
    Leandro, se, no momento, o câmbio não é sua principal preocupação, qual é então?
    Valeu
  • Leandro  16/07/2019 17:19
    Consolidar aquilo que realmente fará o real se apreciar de maneira sustentada: as reformas estruturais que irão permitir um crescimento econômico.

    Quanto mais empresas estiverem sendo criadas, quanto mais investimentos estiverem sendo feitos, quanto mais pessoas estiverem sendo contratadas, maior será a demanda pela moeda. Afinal, é necessário dinheiro para fazer tudo isso.

    E, quanto maior for a demanda pelo real, mais forte ele ficará perante as outras moedas.

    E, para que tudo isso acima aconteça, é necessário consolidar a MP da liberdade econômica, fazer a reforma tributária (estou aqui dando de barato que a reforma previdenciária já passou) e acelerar as privatizações (preferencialmente com investimento estrangeiro).

    Essas três medidas permitirão o crescimento econômico, e o crescimento econômico consolidará o fortalecimento do real (pelo menos por alguns anos, o que já está de ótimo tamanho).

    Logo, respondendo à sua pergunta, esta é atualmente a minha preocupação: reformas estruturais que possam permitir o crescimento econômico.
  • 4lex5andro  16/07/2019 17:58
    Dependesse só do presidento, os votos de outubro estariam sendo honrados facilmente.

    Pelo menos no quesito economia, já que há tempos não se tem uma equipe com carta branca pra agir, uma equipe (se não liberais clássicos, chicaguistas ao menos) com nomes do naipe de Campos Neto e PG, como o Brasil nunca (ou raras vezes) teve.

    O real problema do Brasil está naquele prédio estranho com 2 torres, no centro da esplanada dos ministérios.
  • Pobre Paulista  16/07/2019 18:06
    "estou aqui dando de barato que a reforma previdenciária já passou"

    Leandro, NMHO: Reforma sem capitalização não dava nem pra chamar de reforma. A parte contábil continua não fechando (não há como garantir que as receitas cubram todas as despesas), ou seja, continuamos num esquema depende da demografia, correto?

    Isso aí não será problema novamente num futuro próximo? Ainda mais com a taxa de fecundidade caindo regularmente...
  • Leandro  16/07/2019 19:20
    Sim, mas garante um oxigênio por algo entre 6 e 10 anos, quando será necessária outra reforma. Em termos de Brasil, tamanho espaço de tempo é um avanço.

    De resto, devo dizer que essa questão da capitalização – nos moldes defendidos pela equipe econômica – nunca me empolgou muito, e por dois motivos:

    1) Em nenhum momento houve clareza sobre o que se pretendia. Inicialmente, falou-se que seria uma capitalização nocional, ao estilo sueco. Mas tal proposta foi abandonada porque é tida como complicada. Depois, falou-se que a economia resultante da reforma seria utilizada para bancar a transição para um regime de capitalização nos moldes chilenos. Essa segunda proposta desafia a contabilidade e a aritmética, e, se realmente fosse adotada, acabaria com boa parte da economia almejada.

    2) Até onde entendi, ambos os modelos seriam compulsórios. Ou seja, o governo torraria o dinheiro economizado com a reforma para fazer a transição para regimes compulsórios. Não se aventou dar a liberdade para quem não quiser contribuir ficar de fora. Não consigo defender isso com empolgação.

    Mas sejamos justos: a falta de clareza não foi por uma questão de incompetência, mas sim porque é simplesmente impossível resolver a questão da previdência sem prejudicar os envolvidos. Não se reverte um esquema Ponzi por meio de truques contábeis e matemáticos, e nem muito menos criando novos programas estatais (como seria esta proposta de capitalização). A previdência pública é uma excrescência que nunca deveria ter sido criada. Tendo sido, é inevitável que os participantes sofram. Quem é esperto já saiu há muito tempo e já cuida individualmente de sua aposentadoria; quem ficou dançou. É ilusão acreditar que é possível salvar a todos de maneira indolor, sem perdas.

    Dito isso, o que realmente será decisivo para que a reforma tenha algum êxito no curto e médio prazo é a inclusão de estados e municípios na reforma da previdência. Nos estados, o dispêndio com inativos é o principal problema, ainda mais considerados policiais e professores (que se aposentam mais cedo e têm peso maior nos gastos comparado ao governo federal). Algumas estimativas sugerem que a adoção da reforma para estados e municípios implicaria uma redução de gastos da ordem de R$ 300 bilhões em dez anos.

    Isso é crucial porque a experiência histórica já demonstrou que, cedo ou tarde, o desequilíbrio dos governos estaduais e municipais sempre acaba nos cofres federais, sob forma de assunção e reestruturação de dívidas, pacotes de ajuda etc. (Aliás, eis uma notícia de ontem).

    Sendo assim, é uma ilusão acreditar que não haverá repercussões sobre as contas do governo central num horizonte não muito distante caso estados e municípios não sejam incluídos.

    Por isso, de imediato, incluir estados e municípios na reforma é muito mais crucial do que tentar criar um programa paralelo de capitalização gerido pelo estado, o qual, exatamente por ser gerido pelo estado, também necessitará de reformas constantes.

    Eis a realidade que ninguém tem a coragem de dizer em público: aquelas pessoas que não acordarem rapidamente para a vida -- ou seja, que não tomarem iniciativas e não começarem imediatamente a poupar e investir -- não irão se aposentar. E não há programa de capitalização gerenciado pelo governo que possa reverter isso.

  • Anônima  16/07/2019 20:44
    Acordei para a vida e quer saber? Não vou poupar e não vou aprender nada sobre investimento. Tudo o que importa é o agora. Quando eu estiver velha, sem dinheiro e sem saúde a única coisa que eu vou querer é ficar quieta esperando a morte chegar. Vou morrer de fome e falta de remédios e está tudo bem. Na velhice eu só vou querer morrer e lembrar de todas as coisas boas que estão acontecendo comigo hoje.
  • O conselheiro  17/07/2019 00:36
    Pense bem, na pior das hipóteses compre ouro.

    Depender do governo nunca foi uma boa ideia, nem se a previdência não fosse deficitária.

    Eu já morro de ansiedade por não ter os fundos de reserva desejados hoje, se eu agir dessa forma teria um ataque de pânico na hora que perceber que não tenho mais chão (e sem dinheiro para comprar remédio inclusive). Vai por mim, você não vai querer ter essa experiência.

    E outra, não vai achando que isso só poderá acontecer quando tiver velha.

    Desejo boa sorte!
  • Anônima   17/07/2019 16:51
    "Pense bem, na pior das hipóteses compre ouro."

    Conselho aceito. Vou dar uma olhada site da Vivara ou da Pandora para ver o que está barato. (Tô brincando!)

    "Eu já morro de ansiedade por não ter os fundos de reserva desejados hoje, se eu agir dessa forma teria um ataque de pânico na hora que perceber que não tenho mais chão (e sem dinheiro para comprar remédio inclusive). Vai por mim, você não vai querer ter essa experiência."

    Conselho dado: é necessário psicoterapia. Não temos muito controle sobre o que nos acontece. A vida é incerteza.

  • FERNANDO LAZARINI  16/07/2019 21:37
    br.tradingview.com/symbols/spread/TVC%3ADXY/FX_IDC%3AUSDBRL/
  • Juliano  16/07/2019 23:16
    Aí neste link você inverteu numerador e denominador. O raciocínio se mantém, só que agora com o gráfico invertido.
  • FERNANDO LAZARINI  17/07/2019 00:41
    verdade rsrsrs obrigado
  • Paulo  20/07/2019 23:10
    Leandro, supondo que o currency board fosse adotado, isso não exigiria um ajuste fiscal antes para os juros não subirem, dado que o Governo ficaria sem um banco central?
  • Leandro  30/07/2019 19:36
    Antes de implantar o CB, não. Mas depois de implantado, sem dúvida. Esta, aliás, é outra "vantagem" do CB: ele praticamente obriga o governo a se ajustar.
  • Caacupé  16/07/2019 00:13
    Y cuanto en tasas y impuestos vos brasileiros como persona natural pagan por trayer unos 1000 dólares de mercanderias desde Miami?
  • Andre  16/07/2019 13:17
    Trazer 1000 dólares de mercadorias de Miami como pessoa física no Brasil? Via encomenda é quase impossível e se conseguir vai pagar 60% de impostos no mínimo. Os brasileiros se dividem entre os que se conformam com os produtos toscos e caros vendidos no Brasil e os que tem dinheiro para ir ao exterior compra-las

    O valor do imposto funciona assim:

    -até US$500: pagam 60% do valor da mercadoria importada. Esse valor corresponde ao Imposto de Importação;

    -entre US$500,01 e US$3.000: também pagam a alíquota de 60% do seu valor, além de uma taxa de US$250 — referente ao despacho aduaneiro do Importafácil dos Correios — mais o imposto sobre a circulação de mercadorias (ICMS), cuja porcentagem varia de estado para estado, já que é um imposto estadual. Neste caso, é necessário o preenchimento da Declaração Simplificada de Importação (DSI) no site do Correios.
  • Zuca em Tuga  17/07/2019 08:06
    "Importafácil"

    mas que nome mentiroso do caramba
  • Milton Friedman Cover's  16/07/2019 08:40
    Excelente artigo. Uma geração se perdeu nestes 20 anos inúteis, perdidos na má vontade política! Aliás, como em muitas outras coisas que não avançaram. Políticos podem comprar o que quiserem, sempre. Têm dinheiro, viajam ao Exterior várias vezes, taxas, impostos, pagam com o nosso dinheiro, etc.

    Pergunta: quem devolve os meus 20 anos perdidos?

    E agora, vai mais um bom par de anos ( no sentido filosófico, ou seja; mais outros 20 anos...), para que as pessoas possam ter produtos bons, com bom preço, que é no fundo o que mais importa na vida em sociedade, comunidade.

    Tem que acabar com os cartórios, como bem lembrou um leitor acima. Não me conformo na tal "firma reconhecida", que é apenas a nossa assinatura, feita em um cartão duas vezes e carimbada pelo func do cartório! Qual a utilidade disto? Nenhuma, óbvio.

    Finalizando: ah, a preocupação do Greenpeace é com a Amazônia, índios e hostilidade civil. Mas, o que as três coisas tem a ver com importação de produtos sem taxas? Naomi Ages, vai ler um livro, ver um filme, ouvir música. Deixa o mundo real seguir em frente sem a sua opinião.

    É tanta bobagem...e a vida passa.

    Que inveja da Suíça, Singapura, etc. Abraços.
  • Andre  16/07/2019 14:12
    "Pergunta: quem devolve os meus 20 anos perdidos? "

    Não só não serão devolvidos como é mais fácil lhe tomarem outros 20. Pra um país que precisa de reformas econômicas urgentes a produtividade do parlamento local não tem sido maior que a de parlamentos de nossos vizinhos organizados, as nuvens econômicas mundiais apontam uma tempestade para breve e o Brasil em imenso desemprego, estagnação ainda não presenciada em nossa história e contas públicas desastrosas não tem gordura pra queimar no inverno econômico mundial. O Brasil não está saindo de sua segunda década perdida está é entrando em sua terceira.
  • Pensador Puritano  16/07/2019 17:53
    Tento ficar otimista,mas com esse Congresso e um presidente vacilante fica difícil viver sossegado nesta desgraça de país e ainda tenho de aguentar esquerdalhas e pessoas confusas e bestializadas pela doutrinação escolar me falar que fizemos bobagens em voltar nesta pseudo-direita,enfim só notícia ruim,que merda de país vim nascer,quem tiver a paciência de me animar,sinta-se a vontade,pois a cada dia que passa fico mais desanimado,só não entrei em depressão ainda por achar que seria desespero demais,mas é como eu disse,está a cada dia mais difícil viver neste paiséco,notícias ruins,inflação e crise econômica batendo a porta todo dia e a classe política(Centrão e esquerdalhas) canalha zombando de nossa cara.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  17/07/2019 01:42
  • Sadib  17/07/2019 02:34
    Amigo pensador, concordo com vc.
    Faço pra vc a mesma pergunta que ando me fazendo atualmente: Por que vc não investe em você (caso seja necessário) e muda para um país mais promissor dentro de alguns meses/anos? O que te impede de fazer isso?
    Ou realmente "morar no exterior é bom, mas é ruim, e morar no Brasil é ruim, mas é bom"?
  • Guga Bravim  16/07/2019 18:28
    Se faz urgente criar um grupo de ensino de liberais com a missão importantíssima de divulgar e ensinar temas como: livre comércio, desregulamentação, intervenção estatal mínima, liberdade individual, mercado sem barreiras concorrenciais, fomento do empreendedorismo individual sem subsídios governamentais etc. Um projeto de dois anos ou mais ensinando e divulgando com aulas e palestras em todas escolas de nível médio e universidades do país, no intuito de eliminar essa mentalidade socialista e estadista, criada pelos governos esquerdistas interventores durante quase 30 anos, a qual atrapalhou o desenvolvimento econômico e a geração de riqueza do Brasil, aumentou a desigualdade social e atrapalhou a melhoria da qualidade de vida de cada cidadão trabalhador e principalmente, do empresário. É um projeto de longo prazo, pois está inserido na mentalidade do brasileiro que o Estado provém tudo, mentalidade esta exploradora, falaciosa e anti desenvolvimentista, já está mais do que provado de que o Estado não suporta a demanda, fora os oportunistas corruptos. O brasileiro é cego, em regra, não percebe que Estado/Governo não gera riqueza, não percebe que quem cria empregos e riqueza é o empresário, não enxerga que é o livre comércio puro e verdadeiro que trará a salvação, a redução da pobreza e a melhoria de vida de todos. O brasileiro precisa aprender de uma vez por todas que somente com a iniciativa privada obteremos bons frutos, não tem outro caminho, exemplos não faltam. Se depender dos nossos burocratas e parlamentares, estes não farão nada, pois não têm interesse e empatia pelo sofrimento alheio, só almejam poder e mais poder. Concluindo, somente uma educação intensa para abrir a mente dos brasileiros, sobretudo dos mais jovens, de que somente o livre comércio vai gerar riqueza (estou sendo repetitivo intencionalmente) e criar um país desenvolvido e rico, no qual até mesmo o mais pobre terá uma vida digna e com boa qualidade. E, infelizmente ou felizmente, os frutos de uma força-tarefa dessa virão a longo prazo. Não é Governo x, y ou z, nem político fulano, ciclano que vai mudar nosso país, e sim temos que mudar a cultura mental, a cabeça do brasileiro, assim, com o tempo, estaremos brigando de igual para igual até com um EUA.
  • Guga Bravim  16/07/2019 19:12
    Correção: é "estatista" e não "estadista". Quis dizer "estatista", pessoa que deseja mais presença e intervenção estatal.
  • Sadib  17/07/2019 03:51
    Pessoal, posso estar enganado, mas o momento histórico que o mundo ocidental mais esteve perto de viver um anarcocapitalismo foi no século XVI, XVII, certo?
    Nessa época tínhamos empresas mais poderosas do que Estados, como a famosa Companhia das Índias Orientais que (embora tinha um apoio do estado por trás) era uma empresa privada de capital aberto, com ações em bolsa, e detinha um exercício maior e mais poderoso do que de qualquer país.
    Empresas dessa época financiavam guerras, ganhavam dinheiro exportando drogas (ópio pra China no caso) e organizavam a "importação" de escravos para a América.
    Minha pergunta é, em um mundo anarcocapitalista, o que impediria de voltarmos para um cenário como esse?
    Vocês concordam que essa fase da história foi a mais próxima de um mundo anarcocapitalista que já existiu? Por que esse arranjo "deu errado"?
    Obrigado
    Sadib
  • Yuri  17/07/2019 14:22
    Você está de zoeira, certo?

    Cita como exemplo de anarcocapitalismo um arranjo em que uma empresa era apoiada e protegida pelo estado e pagava impostos para o estado enviar tropas a outros países?

    As Companhias das Índias Orientais eram subsidiadas e protegidas pelos reis. Gozavam de um monopólio protegido pelo estado. Qualquer um que estudou o mercantilismo (caracterizado pelo protecionismo estatal) sabe disso.

    Aliás, o arranjo que você descreveu era um tanto distópico exatamente porque havia um estado – o monopolista da violência -- protegendo uma empresa e operando em conluio com ela. Exatamente o oposto de um arranjo anarcocapitalista.

    Você é zoeiro assim naturalmente ou ta fazendo esforço?
  • Milton Friedman Cover's  17/07/2019 06:31
    Caro André: grato pela resposta. Por isso, coloquei "E agora, vai mais um bom par de anos ( no sentido filosófico, ou seja; mais outros 20 anos...), ".

    Mas esperava que alguém mais otimista me desse algo positivo para o futuro, rs. Porém, sei que o que se perdeu, não tem volta.

    Anos perdidos não podem ser repostos, eis a grande questão. Não inventaram ainda a máquina que faz as pessoas voltarem no Tempo.

    Concordo com você: congressistas não querem avanço nenhum pq a vida deles cada dia está muito melhor que antes. Abraços.
  • Roberto  17/07/2019 12:50
    Interessante ressaltar que se mercadorias podem entrar e sair, por quê a mão de obra é inibida? Se não há emprego em meu país, poderia muito bem trabalhar em outro. O capitalismo é perverso nesse ponto, vamos liberar a mão de obra no mundo, livre comércio da mão de obra também. Isso iria baratear os custos dos produtos, acabar com reserva de mercado da mão de obra especializada (vide os médicos brasileiros, juízes, etc). Vamos defender isso também, não somente produtos, caros liberais! Pessoas qualificadas no Brasil estão sem emprego, poderiam trabalhar em outro lugar também.
  • Guilherme - Quito Ecuador  17/07/2019 14:06
    Roberto, os brasileiros podem trabalhar em qualquer país da América do Sul e Panamá, basta falarem o idioma local, preencher as papeladas e comprovar que não tem antecedentes criminais, alguns países demoram mais do que os outros mas nenhum passa dos 90 dias.
  • Daniel  17/07/2019 14:12
    Ai, ai... sujeito chegou aqui hoje e já acha que não apenas domina toda a teoria como já encontrou incoerências.

    Meu querido, libertários defendem o livre fluxo de pessoas, desde que estas pessoas se adaptem ao local para onde emigraram e não emigrem apenas para parasitar sobre os pagadores de impostos.

    Coisa básica:

    Uma teoria libertária sobre a livre imigração
  • Lucas-00  17/07/2019 14:59
    "O capitalismo é perverso nesse ponto" ???
    Onde diz que o capitalismo restringe mão de obra?
  • Menestrel da Podridão  17/07/2019 16:08
    O Estado não quer seu bem,
    Quer saquear, limitar,
    Taxar, restringir; além
    De oprimir, punir, matar

    twitter.com/dapodridao
  • Menestrel da Podridão  17/07/2019 16:09
    Só no país dos oxímoros
    Liberdade é legislada.
    E desta desgraça rimo-nos
    Como uma triste piada

    twitter.com/dapodridao
  • Alex  17/07/2019 16:40
    O governo vai liberar parte do FGTS ativo:

    www.valor.com.br/brasil/6353075/governo-vai-liberar-r-63-bi-do-fgts-e-pis

    Essa medida tem força para dar algum alento à economia?
  • Paulo  17/07/2019 23:45
    É possível fazer uma abertura unilateral, mas, aberturas bilaterias geralmente envolve acordos comerciais. Nada impede o Brasil de reduzir suas tarifas, posteriormente, com outros países.
    E também pode ser mais vantajoso que aberturas unilaterais, já que serão dois ou mais países com o comercio facilitado. E a não ser que alguém ainda viva na época em que acreditavam que a riqueza de outras nações significa a pobreza da sua, e não um enriquecimento mutuo, essas aberturas em blocos acabam beneficiando bilhões de pessoas
  • Lucas  17/07/2019 23:56
    Não. Sendo o Brasil integrante do Mercosul, ele perde essa autonomia. Ele não pode reduzir tarifas de importação sem a anuência dos outros países-membros.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  18/07/2019 00:40
    Interessante

    www.youtube.com/watch?v=1CRGbgBQzr8

    O que é o Mercosul?
  • Estudante de Filosofia  21/07/2019 16:10
    Marielle Vive! Tá ok!
  • Caio Márcio  23/07/2019 15:42
    Quem é Marielle ??
  • Pedro  24/07/2019 16:23
    Não sei.
  • Pedro  24/07/2019 16:24
    Sou novo aqui, mas excelente artigo.


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