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Eis as três principais maneiras como os capitalistas melhoram a vida dos trabalhadores
Ao mesmo tempo em que eles próprios, os capitalistas, arriscam seu patrimônio

Um dos principais lugares-comuns utilizados pelos críticos do capitalismo é o de que este arranjo não apenas não trouxe nenhuma liberdade para os trabalhadores, como, ao contrário, representou sua escravização.

Alguns críticos, inclusive, vão ainda mais longe e dizem que, sob o capitalismo, a única liberdade que há para o trabalhador é a "liberdade para morrer de fome".

Com efeito, os socialistas de hoje descrevem a crítica de Marx ao capitalismo como um sistema no qual "os trabalhadores são duplamente livres — livres para trabalhar e livres para morrer de fome".

Em outras palavras, sob o capitalismo, os trabalhadores não têm alternativa senão venderem sua mão-de-obra para os proprietários do capital com o intuito de garantirem sua própria sobrevivência.

Os socialistas, portanto, afirmam que a característica singular de uma economia capitalista é a de que as pessoas têm de trabalhar para não morrerem de inanição.

Dica: isso vale para qualquer arranjo

Não, não é o capitalismo quem requer que os humanos "trabalhem para evitar sua morte", mas sim a própria natureza.

Em um estado natural, seja no meio de uma floresta ou mesmo em uma ilha deserta, o homem terá de efetuar trabalho produtivo para obter alimentos para sua sobrevivência. A comida não irá simplesmente surgir, sem nenhum esforço, dentro de sua boca.

Para cultivar vegetais, ele terá de efetuar esforço físico na atividade agrícola. Para comer carne, ele terá de fazer esforço físico caçando. Para outros alimentos, ele provavelmente terá de subir em árvores para pegar os frutos de seus galhos.

O que nos traz à questão de como um indivíduo opta por trabalhar para obter os recursos necessários para se alimentar.

De acordo com o portal O Trabalhador Socialista, não há escolha nenhuma:

O capitalismo depende de um grupo de pessoas que é proprietária dos meios de produção — fábricas, escritórios, maquinários, matérias-primas etc. — e de outro, muito mais numeroso, que não é proprietário de nada disso, mas que tem de trabalhar para o grupo minoritário para poder sobreviver.

Adicionalmente, os socialistas insistem que os proprietários dos meios de produção não criam nenhum valor, e utilizam seu poder sobre os trabalhadores para explorá-los em troca de lucros.

Para começar, este é um falso dilema, pois o "grupo" que é hoje proprietário dos meios de produção não é algo fixo e definitivo. Ademais, indivíduos são livres para adquirir bens de capital para produzir bens que gerem renda para eles. Qualquer empreendedor autônomo — mesmo um pipoqueiro dono de sua carrocinha de pipocas — sabe disso.

A real questão, portanto, é outra: por que tantas pessoas optam por trabalhar em troca de salários para capitalistas proprietários dos meios de produção? A quais propósitos os capitalistas realmente servem?

O real valor dos capitalistas

Comecemos com o exemplo de João.

João não tem nenhum emprego e não é proprietário de nenhum meio de produção. Sem emprego, sem renda e sem ativos que possam lhe gerar renda, a única opção que ele tem para alimentar a si próprio e a sua família é literalmente utilizar suas mãos para produzir bens que satisfaçam a vontade de consumidores voluntários.

Obviamente, a produtividade de João será próxima de zero. Na melhor das hipóteses, ele conseguirá cultivar alguns vegetais e abater alguns pequenos animais para alimentar sua família.

Ou então ele pode fazer pequenas atividades artesanais com suas mãos utilizando recursos brutos que ele encontrou na natureza, e então vender este artesanato para quem quiser voluntariamente comprar.

Se a família de João sobreviver, o máximo a que ela pode almejar é um nível mínimo de subsistência.

Para se tornar mais produtivo, e assim garantir a sobrevivência sua e de sua família, João obviamente necessita ter acesso a bens de capital que lhe permitam aumentar sua produtividade. Afinal, quanto mais ele conseguir produzir utilizando sua mesma mão-de-obra, maior será sua receita.

Sendo assim, João agora tem de fazer uma escolha: adquirir ele próprio bens de capital para que ele possa produzir bens para vender, ou ir trabalhar para um capitalista que lhe forneça os meios de produção aos quais João pode aplicar sua mão-de-obra em troca de um salário.

Há vários, mas eis os três principais benefícios fornecidos pelo capitalista a João, os quais fazem com que João, e a esmagadora maioria das pessoas, considere ser mais benéfico trabalhar para um capitalista.

1. Os bens de capital fornecidos pelo capitalista fazem com que o trabalhador seja muito mais produtivo do que ele seria caso trabalhasse por conta própria

A maioria dos indivíduos possui recursos limitados, e consequentemente seria capaz de conseguir muito menos bens de capital, e bem menos produtivos, do que aqueles que o capitalista pode fornecer.

Uma maior produtividade (permitida pelos bens de capital) irá se traduzir em salários mais altos para os trabalhadores em relação à receita que ele conseguiria auferir produzindo e vendendo bens fabricados artesanalmente por conta própria.

Trata-se de uma regra inviolável: quanto maior a quantidade de bens de capital utilizados por um trabalhador, maior será sua produtividade. Um operário americano chega a ganhar até cem vezes mais que um indiano não porque ele é mais trabalhador ou mesmo mais capacitado, mas sim porque o americano utiliza cem vezes mais capital físico (máquinas, ferramentas, instalações industriais, meios de transporte etc.) que seu colega indiano.

Esse capital físico é o que aumenta a produtividade, os salários e, consequentemente, o padrão de vida de uma sociedade. A acumulação de capital, ao tornar o trabalho humano mais eficiente e produtivo, é o que permite aumentos salariais para todos.

2. Trabalhar para um capitalista em uma empresa permite ao trabalhador obter uma renda imediatamente

O capitalista investe hoje (compra maquinários, contrata mão-de-obra e até mesmo pega empréstimos) na esperança de que suas receitas futuras compensarão estes gastos incorridos no presente.

Ao passo que o capitalista tem de esperar não apenas pelo término de todo o processo de produção, como também pela venda dos produtos finais, para só então eventualmente auferir seu lucro (o que pode levar anos), o trabalhador assalariado já consegue obter o seu lucro (salário) de imediato — normalmente, tendo de esperar no máximo um mês após sua contratação.

Os salários auferidos pelos trabalhadores representam uma antecipação das receitas futuras esperadas pelo capitalista com a eventual venda dos produtos finais. Tal antecipação não é possível quando o indivíduo produz autonomamente utilizando seus próprios bens de capital.

Isso é de crucial importância e merece ser ressaltado: para que um operário de uma fábrica possa fabricar mercadorias, houve uma montanha de dinheiro investido na fábrica. A empresa investiu, digamos, $ 10 bilhões (construiu a fábrica, comprou maquinários e paga os salários) para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $ 1 bilhão. Serão necessários 10 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado. (Fora a inflação do período)

Ou seja, o capitalista abriu mão de $ 10 bilhões em consumo presente para receber, anualmente, uma receita de $ 1 bilhão. Tudo dando certo, daqui a uma década o principal é recuperado (e desvalorizado pela inflação).

Os trabalhadores que este capitalista emprega hoje não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários. O capitalista adianta um bem presente (salário) aos trabalhadores em troca de receber — somente quando o processo de produção estiver finalizado — um bem futuro (o retorno do investimento). Existe necessariamente uma diferença de valor entre o bem presente do qual o capitalista abre mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e o bem futuro que ele receberá (se é que receberá).

Já o trabalhador recebe hoje o valor integral daquilo que ele produz e que só será vendido no futuro. Consequentemente, há um inevitável desconto no valor dos salários pagos, pois o valor futuro de algo é trazido ao seu valor presente. Sempre que o valor futuro de algo é trazido ao seu valor presente, o valor presente é menor. São os juros intertemporais.

(Confira toda a explicação em detalhes neste artigo).

3. O capitalista arca com o risco dos potenciais prejuízos

Apetite por risco e disponibilidade para assumi-los são atitudes cuja oferta é bastante escassa.

A maioria das pessoas não está disposta a se arriscar a perder seu capital (ou a pedir emprestados fundos que terão de ser pagos, com juros, no futuro) caso seus bens produzidos não sejam valorizados pelos consumidores a um preço maior do que os custos de produção.

Apenas os capitalistas aceitam incorrer neste risco.

Para concluir

Em suma, o sistema de salários permite que: 1) os trabalhadores ganhem mais do que ganhariam individualmente; 2) recebam antecipadamente (sem ter de esperar que todos os produtos finais sejam vendidos), e 3) terceirizem o risco de prejuízos nos investimentos (o que pode dizimar um capital próprio) para o capitalista.

O capital não explora o trabalhador. Ao contrário: ele aumenta o valor da mão-de-obra ao fornecer ao trabalhador as máquinas e ferramentas de que ele necessita para produzir bens e serviços que os indivíduos valorizam. E, assim, permite não apenas a sobrevivência do trabalhador, como também um crescente padrão de vida.

Não fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas (maquinário, ferramentas, matéria prima, insumos, instalações etc.), a mão-de-obra não teria como produzir estes bens de qualidade altamente demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda.

Logo, não apenas a crítica do "livre para morrer de fome" está totalmente errada (mesmo porque a exigência que todos trabalhem para sobreviver não é do capitalismo, mas sim da própria natureza), como, ao contrário, a realidade é que o capitalismo presta o valioso serviço de fazer com que a situação dos trabalhadores seja melhor do que seria sem ele.



autor

Bradley Thomas
é o criador do portal Erasethestate.com, é libertário ativista e escritor com aproximadamente 15 anos de experiência na área de filosofia política e economia.


  • Novato  01/07/2019 18:31
    Minha dúvida pode ser meio amadora mas vou arriscar.

    Como os salários aumentam? Tipo assim, a partir do momento que você está inserido em uma empresa, e essa empresa apresenta desenvolvimento, o salário ainda não dependeria da sanção do meu chefe? Eu não teria que solicitar o aumento mediante aquela lei da oferta e demanda de mão de obra, algo como "Eu sou bom no que faço, aumente meu salario, ou trabalharei pra outra pessoa" ?

    O núcleo da duvida é: "O salário aumentaria necessariamente?"
  • Guilherme   01/07/2019 18:38
    "O núcleo da duvida é: "O salário aumentaria necessariamente?"

    Se você for bom e estiver gerando valor para seu empregador, sim. Afinal, ele pode perder você para um concorrente. Por outro lado, caso você não seja indispensável, dificilmente você terá aumento.

    Aliás, uma dica: se a sua empresa estiver em crescimento, mas você não estiver recebendo aumento (e não houver indicativo disso), então tenho más notícias: você é dispensável. Provavelmente rodará. Recomenda-se já ir procurando outro emprego.
  • Saulo  01/07/2019 18:46
    Pensei que o pensamento do captalista seria: Eu posso aumentar o seu salários, mas não vou pois essa diferença incrementará meus lucros.
  • Régis  01/07/2019 18:54
    E aí o funcionário que é bom vai para a empresa concorrente. E então o capitalista perde duplamente: fica sem um funcionário produtivo (que gera valor para sua empresa) e ainda vai ver o concorrente progredindo (pois está fazendo uso de seu funcionário bom) e, consequentemente, perderá fatia de mercado (o que irá reduzir seus lucros).
  • Tarantino  03/07/2019 02:17
    Não é uma regra, mas em certos ramos de atividade, existe um consenso não explícito entre os empresários de tais ramos, que faz com que os salários na maioria das empresas desses ramos sejam praticamente iguais.
    Resumindo: um bom funcionário que traz lucro para a empresa, muitas vezes não vai atrás de outro emprego nos concorrentes, pois sabe que irá receber um salário praticamente igual. A maioria parte para empreendimentos próprios.
  • Vladimir  03/07/2019 13:06
    "Não é uma regra, mas em certos ramos de atividade, existe um consenso não explícito entre os empresários de tais ramos, que faz com que os salários na maioria das empresas desses ramos sejam praticamente iguais."

    Ou seja, você está dizendo que os preços (salário é um preço) cobrados tendem a ser homogêneos dentro de uma mesma área.

    Nossa, que espanto!

    Quer dizer então que os preços cobrados por, sei lá, eletricistas autônomos numa pequena cidade deveriam variar acentuadamente? Por quê?

    Você, pelo visto, não entende o básico de economia.

    Eis a sua frase, agora corrigida: Não é uma regra, mas em certos ramos existe um consenso não explícito entre os empresários de tais ramos, que faz com que os preços praticados sejam praticamente iguais.

    "Resumindo: um bom funcionário que traz lucro para a empresa, muitas vezes não vai atrás de outro emprego nos concorrentes, pois sabe que irá receber um salário praticamente igual."

    Resumindo: um consumidor com dinheiro para gastar muitas vezes não faz peregrinação por vários supermercados porque sabe que o preço do arroz será praticamente igual.

    "A maioria parte para empreendimentos próprios."

    Ou seja, ele se liberta da escravidão do trabalho assalariado e se torna ele próprio um empreendedor. Aplausos.
  • Tarantino  04/07/2019 02:12
    Não. O que digo é que existe uma certa uniformidade nos valores pagos aos empregados de empresas de determinados ramos. Tais valores pagos pelos proprietários de tais empresas são frutos de consensos não explícitos entre tais proprietários.
    Observei isso há algum tempo atrás, quando meu cunhado, que na época estava desempregado, surpreendeu-se quando viu que praticamente em todas as empresas nas quais ele foi entrevistado, o valor do salário oferecido variava pouco mais de 10%.
  • Vladimir  04/07/2019 12:46
    Meu caro, qual a sua dificuldade em entender que isso é exatamente o esperado? Assim como os preços dos mesmos produtos tendem a ser iguais, os preços da mesma mão de obra que realiza os mesmos serviços também tenderão a ser iguais!

    Assim como o preço do picolé não tem como variar enormemente em uma mesma região, o preço do auxiliar de escritório também não será diferente em uma mesma cidade.

    Estranho, isso sim, seria haver uma enorme amplitude nestes valores.
  • Tarantino  05/07/2019 02:18
    Não há nenhuma dificuldade em entender isso, apenas acho que esse fato não coaduna com o que a maioria diz aqui: que se um empregado que gera valor não é reconhecido pelo patrão, a concorrência irá disputá-lo, pagando maiores salários. Pois bem, se um empregado não está satisfeito com seus ganhos, na maioria das vezes, se o mesmo deixar o emprego, geralmente irá se deparar com salários semelhantes ao do antigo emprego. Em resumo: isso gera desestímulo em procurar melhores ganhos, por isso a maioria parte para o negócio próprio.
  • Vladimir  05/07/2019 14:19
    "Em resumo: isso gera desestímulo em procurar melhores ganhos, por isso a maioria parte para o negócio próprio."

    Ou seja, segundo você próprio, o cara deixa de ser um mero empregado seguindo ordens e se torna um produtor visando a aumentar seus próprios ganhos.

    Isso é excelente para ele próprio (que passa a ganhar mais) e para a economia como um todo (que ganha mais um empreendedor).

    P.S.: além de tudo, ao deixar de ser um assalariado e se tornar um autônomo, ele se liberta da escravidão de ter um patrão e se torna ele próprio um empreendedor dono de seu destino. A esquerda deveria aplaudir.
  • Tarantino  07/07/2019 03:22
    Melhor do que isso só se o governo retirar o excesso de regulações que entravam o empreendedorismo. O estado adora ganhar um troco a mais em cima do empresário sem fazer absolutamente nada.
  • Alberto Carlos  01/07/2019 18:39
    Sou um ex-microempresário. Na minha empresa, eu sempre pagava um pouco acima da média dos meus concorrentes para os funcionários que eu queria manter (ou seja, os bons). Esperar que o funcionário venha pedir aumento é esperar demais; quando um funcionário pede aumento é porque ele já tem outra oferta e está barganhando.

    Por outro lado, aqueles que eu não fazia questão de manter ganhavam apenas o que a CCT determinava; se ele achasse pouco e pedisse a conta, melhor. Eu economizava o aviso prévio, a multa, e ainda posava de patrão bonzinho que não demite ninguém (nem sempre dá certo).

    Quando trabalhei como empregado, sempre ganhei aumentos sem precisar pedir. Na verdade, uma vez meu chefe imediato me chamou e disse: "Eu sei que seu salário está baixo, mas está difícil convencer o gerente. Queria te avisar que vou dizer a ele que vc ameaçou pedir a conta." Dois dias depois, o gerente geral me chamou e disse que eu havia sido promovido. Desculpe a falta de modéstia.
  • Marciano  01/07/2019 19:18
    Alberto Carlos, não dúvidando de você, mas falo pelo que já vivenciei na minha experiência profissional:

    a) Geralmente os fúncionários que barganhavam aumento de salário eram cargos de comando ou estratégicos, tipo supervisores, diretores, gerentes e etc.

    b) Funcionários operacionais, na linguagem popular "peão", quando pediam o chefe falava: "Quando você entrou o salário era esse e você concordou.", "tem um monte de gente que aceitaria fazer sua função por um salário menor."

    Já trabalhei em empresas que agiam assim: Quando o chefe não concedia aumento para um funcionário que era bom e gerava valor e já estava barganhando com outra empresa, ele (o chefe) ligava para outra empresa para queimar o funcionário.

  • Alberto Carlos  01/07/2019 19:32
    "Geralmente os fúncionários que barganhavam aumento de salário eram cargos de comando ou estratégicos, tipo supervisores, diretores, gerentes e etc."

    E daí? Absolutamente todo mundo deseja aumento de salário. Normal. A questão é: esses caras eram realmente bons? Eram totalmente indispensáveis? Eram raros e insubstituíveis?

    Se sim, então arrumaram emprego fácil (e ganhando bem mais) em outra empresa. Se não, então ficaram na mesma. E não eram bons. Podiam até se achar os melhores, mas estavam longe de ser a última garrafa de água do deserto.

    "Funcionários operacionais, na linguagem popular "peão", quando pediam o chefe falava: "Quando você entrou o salário era esse e você concordou.", "tem um monte de gente que aceitaria fazer sua função por um salário menor.""

    Ué, mas é exatamente isso. Se há outras pessoas que aceitariam fazer o mesmo por menos, então é fim de papo. Tal funcionário não é indispensável. Ele não tem aquela qualidade essencial: ter um talento raro, do qual não se pode abrir mão.

    Lamento acabar com suas ilusões, mas este é o mundo real: paga-se bem a quem tem talento raro e é difícil de ser substituído com a mesma competência; o resto é resto. Você só será bem remunerado se souber fazer algo que, de um lado, pouquíssimas pessoas também saibam fazer tão bem quanto você, e, de outro, alcance o maior número possível de consumidores voluntários.

    Isso explica, por exemplo, por que Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo recebem milhões de vezes a mais do que um professor e um gari.

    Economia básica.

    "Quando o chefe não concedia aumento para um funcionário que era bom e gerava valor"

    Quem determinou isso (que o funcionário que era bom e gerava valor)? Mostre-me os
    balancetes.

    "e já estava barganhando com outra empresa, ele (o chefe) ligava para outra empresa para queimar o funcionário."

    Ou seja, segundo você, um empreendedor liga para seu concorrente e, mui gentilmente, recomenda a não-contratação de um funcionário, pois ele é "ruim". E o concorrente acredita!

    Meu caro, vá sacar pra cima de outro. Seu relato é irracional. Qualquer empreendedor em busca de lucro quer exatamente o contrário: que seu concorrente tenha mão-de-obra ruim, pois isso irá fazê-lo perder fatia de mercado. Se meu concorrente me liga dando o "conselho" de não contratar alguém, então é aí mesmo que irei querer contratar essa pessoa.

    Como diria aquele meme de internet, "é verdade esse bilete".
  • Marciano  01/07/2019 19:44
    Que é isso, não tive ilusão nenhuma. Apenas aprendi mais com seus comentários e sua experência. Obrigado pelas respostas.
  • Fabrício  01/07/2019 18:40
    Novato, existe algum empregado que ganha mais do que o salário mínimo oficial e obrigatório? Se sim, está aí a sua resposta. Por que algum patrão paga mais do que o mínimo? Para obter e manter boa mão de obra, simples. E acredite, boa mão de obra é o item mais escasso que existe; logo, as pessoas e empresas estão dispostas a pagar boas quantias por ela.
  • Marcelo  01/07/2019 18:42
    Será que o Patrão aumentaria o salário voluntarimente caso:

    1) houvesse margem pra isso e 2) Não existisse emaranhado de legislação trabalhista?

  • Régis  01/07/2019 18:49
    1) Sim, desde que o empregado gere valor para empresa. Se o patrão não fizer isso, o empregado vai para a concorrência.

    2) Sim, pois, caso o empregado gere valor para a empresa, há o risco de ele migrar para a concorrência.
  • Alberto Carlos  01/07/2019 18:55
    Eu passei boa parte de minha vida procurando aqueles que valem mais do que recebem. Quando acho, pago com gosto. Meus empregados que têm os maiores salários sempre representaram as maiores barganhas de minha folha de pagamento. São os que me dão mais retorno.

    Aqueles que vivem reclamando sobre baixos salários são exatamente aqueles que não valem nem o pouco que recebem. Empregado bom que está subremunerado rapidinho encontra outro empregador que paga o que ele vale.

    Qualquer um que acredite que recebe pouco deve abandonar o emprego e ir testar sua real aptidão no mercado.
  • Humberto  01/07/2019 18:59
    Eis uma coisa que eu nunca entendi: se é tão fácil enriquecer abrindo uma empresa e "explorando" seus empregados (como a esquerda jura que 11 entre 10 capitalistas fazem), então por que esses esquerdistas não estão milionários abrindo empresas e explorando? Será que eles odeiam dinheiro? Conhecendo a esquerda e seu dinheirismo, tenho certeza de que não é por esse motivo.

    A verdade é que quem critica salários nunca não só não empreendeu como também nunca nem sequer empregou ninguém.
  • anônimo  01/07/2019 19:05
    "A verdade é que quem critica salários nunca não só não empreendeu como também nunca nem sequer empregou ninguém."

    Verdade.

    Tenho um primo que diz que qualquer pessoa que tenha uma empregada doméstica no Brasil está comentendo exploração.

    Perguntei para ele se então era melhor não haver doméstica nenhuma, com todas ficando desempregadas e sem renda. Ele engasgou e disse que "o ideal seria ter domésticas bem remuneradas".

    Aí então perguntei para ele quanto ele pagava para a doméstica dele. Ele disse que não tinha. Perguntei então se ele não se sentia mal ao saber que não estava gerando renda para uma pessoa necessitada, ao mesmo tempo em que criticava as pessoas que empregavam e davam renda para domésticas.

    Ele cortou relação comigo. E continua sem nunca ter empregado ninguém.
  • Moraes S%C3%83%C2%A9rgio  02/07/2019 17:20
    Parabéns anônimo...sensacional...
  • caio Farias de barcelos  16/08/2019 09:24
    O salário aumenta pela lei de oferta e demanda, quanto mais empresas procurando por mão de obra maior o preço da mão de obra. Por isso é muito importante o livre mercado, para fomentar o surgimento de novas empresas, consequentemente aumentando a procura por mão de obra, impulsionando para cima os salários. Observe os salários da Suíça, Cingapura, EUA, Austrália e tantos outros países que adotaram um mercado mais livres, são sempre salários mais altos.
  • Marcelo  01/07/2019 18:32
    Descobri o site do Instituto Mises recentemente e meus olhos se abriram.
    De pensar que a minha vida toda ouvi mentiras e falácias socialistas!
  • Marxista buscando ser convencido  01/07/2019 18:56
    Mas quem garante que não haverá exploração? Claro que o empreendedor deve ter sua margem de lucro em virtude do risco do seu negócio dar errado e perder tudo que poupou. Mas como se define qual é a margem de lucro justa? Se o operário produz 100 e o empresário o paga com 10, quando deveria pagar com 90?
  • Vladimir  01/07/2019 19:03
    Baixos salários, insatisfação e até mesmo "exploração" são fenômenos típicos de economias amarradas pelo governo. A lógica é direta.

    Em uma economia livre e dinâmica, na qual sempre há oportunidades de emprego, se um indivíduo tem um emprego do qual não gosta ou no qual se sente desprestigiado, ele simplesmente pede para sair deste emprego e vai à procura de outro. Sendo ele competente em sua área, os empregadores irão lhe disputar acirradamente, fornecendo benefícios e salários altos. Afinal, sendo ele competente e produtivo, aquele empregador que lhe oferecer um simples aumento salarial e o conseguir como empregado terá enormes lucros. Os empregadores disputariam esse trabalhador.

    Logo, em uma economia livre, é o trabalhador quem estipula o próprio salário.

    Já em uma economia amarrada pelo governo, na qual há poucas oportunidades de emprego, e o próprio ato de contratar alguém legalmente é extremamente caro [no Brasil, encargos sociais e trabalhistas dobram o custo de um empregado], o trabalhador fica sem opção. Nesta economia amarrada pelo governo, aquele trabalhador que não gosta do seu emprego ou não se sente valorizado não tem nenhuma opção. Se ele pedir demissão, dificilmente encontrará outro emprego legal — pois a economia é amarrada e os custos trabalhistas são altos.

    Assim, quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

    Em suma: se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.

    Não culpe os capitalistas. Culpe os políticos.
  • Thiago  01/07/2019 19:13
    Por isso a importância de se acumular capital, da parte do próprio trabalhador: e não só em termo de poupança, mas também capital de conhecimento para melhorar a sua utilidade no trabalho e em potenciais novas empreitadas. Capital que pode começar a ser acumulado desde cedo, com uma boa educação. O trabalhador, quanto menos qualificado, mais propício fica a situações ruins para ele e de dependência.

    A economia, por mais amarrada que seja por burocracias, sempre dará oportunidades para os mais qualificados.
  • Eduardo  01/07/2019 20:04
    Tem também muito caso de funcionário que trabalha pouco e quer ganhar muito. Só que ninguém fala disso porque é politicamente incorreto. Você olha os debates na mídia e parece até que casos assim simplesmente não existem.

    Tive muitos funcionários assim. Tem vezes que quando abre uma vaga você precisa contratar e demitir uns dois ou três até achar um funcionário bom. E quando acha, tem que tratar bem para não perder.

    Funcionário bom escolhe onde quer trabalhar e quanto quer ganhar, e empresário inteligente paga com gosto.

    Funcionário ruim tem que aceitar o que aparece e fica morrendo de inveja do funcionário bom que ganha mais do que ele. Aí reclama do patrão e do mundo. Só não percebe é que a culpa é dele.
  • Paulo  01/07/2019 21:46
    Sobre salários, vale lembrar que no Brasil se o empregador inventar de pagar mais do que a lei manda, ele pode estar assinado o atestado de óbito da empresa.

    Primeiro porque existe a questão da irredutibilidade salarial. Pagou por um certo tempo, lascou! Não pode reduzir mais nada, a despeito das variações contábeis da empresa.

    Segundo porque mesmo que determinado trabalhador desempenhe uma função, esse termina virando paradigma (referência) para que outros trabalhadores venham dizer que faziam a mesma coisa e com isso pleiteiem diferenças salariais. E nisso entram muitos subjetivismos que geram insegurança.

    Terceiro porque o pagamento a mais gera reflexos no décimo terceiro, férias + 1/3, aviso 'breve', no cálculo das horas extras (que vão também se refletir), no FGTS e INSS.

    Note que os três fatores se retroalimentam. Nem mesmo com uma engenharia jurídica muito bem engendrada se evita que um juiz do trabalho condene uma empresa por diferenças salariais (com reflexos) ou que determinada remuneração deva integrar o salários, de sorte a não se poder reduzi-los.
  • Observador  01/07/2019 19:27
    Pessoal, vocês que acompanham política... o Bolsonaro realmente não está sabendo lidar com a articulação no Congresso ou é perseguição da imprensa?
  • Bernardo  01/07/2019 19:37
    Ambos. Mas tenha em mente que "saber lidar com o Congresso" significa distribuir cargos para políticos e apadrinhados, conceder mensalão e distribuir "legalmente" verbas para estes políticos direcionarem para suas respectivas bases eleitorais.

    Bolsonaro, de fato, (ainda) não está fazendo isso. Se tal postura é boa ou ruim é algo que depende do juízo de valor de cada um.
  • Observador  01/07/2019 19:49
    Mas não é melhor fazer isso do que correr o risco de quebrar o País? Me parece que, se fosse o Temer, já tinham saído mais reformas
  • Bernardo  01/07/2019 19:58
    Como eu disse, vai do juízo de valor de cada um.
  • Andre  01/07/2019 20:07
    O povo brasileiro não elegeu Bolsonaro para governar, apenas o elegeu para ser uma figura decorativa enquanto o centrão e sociais democratas de fato governam, no primeiro turno das eleições o atual presidente obteve 48 milhões de votos enquanto a bancada do PSL, seu partido, obteve apenas 11 milhões de votos, onde raios foram parar os outros 37 milhões de votos?
  • Guilherme  01/07/2019 21:34
    Essa dicotomia é bem visível na roça dos sertões brasileiros. Lá as pessoas trabalham até 15 horas por dia. Acordam as 4 da manhã, saem pro trabalho externo, terminam quando o sol se põe, e aí dentro de casa tem mais trabalho. É a perfeita definição de trabalhar duro para si próprio, e não para um capitalista.

    E, por causa disso, estão na mesma situação há décadas. Melhoraram um pouco o padrão de vida (hoje têm mais bens do que tinham, sei lá, na década de 80), mas para os padrões urbanos ficaram na mesma.

    A tragédia é que elas não têm maquinários e bens de capital avançados, que são as únicas ferramentas que geram um aumento da produtividade. Sem produtividade, impossível trabalhar pouco e produzir muito. Impossível enriquecer.
  • anônimo  01/07/2019 21:37
    Há algum tempo, quando eu ainda estava na faculdade, minha professora disse que o capitalismo obriga as pessoas a trabalhar 8h/dia, mesmo que não queiram.

    Perguntei a ela se, caso um empregado quisesse trabalhar 4h/dia com o correspondente ajuste salarial e seu empregador aceitasse, as leis trabalhistas permitiriam.

    A resposta dela foi "NÃO", sem aparentemente perceber sua enorme contradição. E essas pessoas estão educando seus filhos.
  • Emerson Luis  16/07/2019 17:04

    Meu pequeno plagiador, é você?!

    * * *
  • Valério  01/07/2019 21:43
    Não é preciso nem ser um leitor de obras liberais/libertárias para derrubar a premissa socialista de que o trabalhador é explorado porque não recebe 100% do lucro obtido pela venda dos produtos, basta um pouco de ceticismo (que eu tive) e raciocinar com calma sem fazer os atropelos que eles cometem.

    Já vi um professor argumentando que se um vendedor de uma rede de fast food (McDonald's por exemplo) vende 40 lanches por dia, logo, ele deve ser remunerado de acordo com o preço de todos os 40 lanches. Ué, mas o trabalhador nesse caso não é detentor dos meios de produção que possibilitaram que ele montasse os lanches, ele vendeu apenas a força de trabalho dele em um contrato voluntário, o resto é propriedade privada do capitalista. Essa premissa estaria correta apenas se o vendedor fosse autônomo. Simples assim.

    E como cada força de trabalho é um produto/serviço vendido voluntariamente pelo trabalhador, ela será precificada (com valores distintos para cada profissão) conforme as leis de mercado. Mas parece que esse atropelo de raciocínio que eles fazem é proposital mesmo, só por conveniência.
  • anônimo  01/07/2019 22:02
    Nem se o vendedor fosse autônomo ele se apropriaria 'liquidamente' de todo o lucro das vendas, pois há todo um gasto em manutenção de infraestrutura, recursos, alimentos, para manter o negócio e continuar existindo produtos a serem vendidos. o que esse trabalhador autônomo ficaria é com o lucro, que é exatamente o que sobra depois da soma de todo o gasto com o custo dos meios administrativos do negócio.
  • Lucas-00  01/07/2019 23:14
    Uma vez meu professor de sociologia começou a falar da Mais-Valia.
    Eu, como estudo numa instituição católica privada, perguntei se as irmãs de 90 anos exploravam ele, e como a teoria que ele falava dizia exatamente isso, por quê não chamava elas e falava isso na cara delas de como impiedosamente exploram o trabalho dele.
    Irônicamente, ele falava que o empregador explora o empregado mas não tem coragem de defender isso quando seu patrão (as irmãs franciscanas) aparecem.
  • Revoltado  02/07/2019 12:12
    Ou seja, eis um caso clássico de esfíncter contraído na palma da mão. (risos)
  • Jorge Gaspar  01/07/2019 22:28
    Uma teoria sobre o trabalho por Jorge Gaspar:
    O mercado de trabalho na maior parte dos países é feito de milhares de empresas, milhões de trabalhos e milhões de trabalhadores sendo que ninguém sabe quais são as melhores empresas na perspectiva dos trabalhadores, os melhores trabalhos na perspectiva dos trabalhadores e os melhores trabalhadores na perspectiva das empresas. Tendo como permissa isto que acabei de referir que vai totalmente de encontro á teoria de Hayek, qual é a melhor forma de se obter essa informaçao em falta? É através do método : Tentativa e erro, como quase tudo na vida. A empresa vai tentar com vários funcionários e com vários métodos até conseguir chegar a um ponto de equílibrio. E os trabalhadores vão ter vários trabalhos em várias empresas. Ambos trabalhadores e empresas vão acabar por perceber o que estão a exigir a mais e a menos. As empresas irão perceber quando um funcionário se sobressai e o que deve ser feito para o segurar e os trabalhadores irão perceber para que tipo de trabalhos têm mais habilidade e vocação assim como o tipo de tratamento, salário e exigência se justifica por parte da empresa. Isto só é possível quando existe muita liberdade laboral e empresarial. Quando é fácil despedir e por conseguinte se torna mais fácil contratar, quando o trabalhador não paga uma quantidade absurda de impostos, e aguenta algum tempo sem salário. Quando ter uma empresa não é ideia de maluco ou de rico devido á alta tributação e regulamentação. A informação ou falta dela é o factor fundamental em qualquer economia, quase tão decisivo como a estabilidade monetária, aliás, a a estabilidade monetária é essencialmente informação. No entanto, os ideias liberais/esquerdistas defendem exectamente o contrário. Defendem empregos para a vida, altos custos trabalhistas e extrema regulamentação. Defendem impostos altos sobre os salários e consumo. Na verdade defendem um mundo estático. Nunca chegando a perceber que toda a evolução é precedidade de milhões de pequenos erros, eles pretendem evitar esses mesmos erros. Inicalmente culpam as empresas e os patrões, mas assim que tomam a rédea do poder começam a alterar a linguagem e passam a dividir o mundo entre os que são qualificados e os que não são. Pois bem eu tenho uma pequena surpresa para eles e até para este blog. Não existe isso de trabalhadores qualificados e trabalhadores não qualificados. É apenas uma divisão criada por esquerdistas quando sentem o poder nas mãos.
  • Leandro C  02/07/2019 20:37
    Jorge Gaspar 01/07/2019 22:28

    ... não irei negar que fiquei surpreso...
  • Milton Friedman Cover's  02/07/2019 07:04
    Outro artigo excelente trazido pelo IM aos seus leitores. Todo esquerdista deveria ler este site! Logo deixariam de ser inocentes manipulados pelos "intelectuais" amiguinhos de Marx e cia. Basta uma rápida olhada no texto de hoje e nos anteriores para saber que a "mais-valia", "divisões igualitárias de lucro", etc., só existem nas cabeças dos que defendem o comunismo/socialismo, seja por acreditarem nesta ilusão ou por má intenção.

    Se não houvesse capitalismo, empregadores, empreendedores; ninguém em uma sociedade minimamente formada sobreviveria. Só alguns nômades poderiam existir caçando, comendo o que encontrasse, como os antigos indígenas das Américas. Claro, existem alguns capitalistas ( falsos capitalistas), que exploram empregados, mas nestes casos raríssimos, que são seguidores dos antigos impérios que escravizavam pessoas de todas as raças e credos, estes maus "capitalistas" tem, comprovando a exploração, a devida ação punitiva da Lei. Atenção: escravizar não é empregar; é usar o ser humano como animal, igual faziam os antigos impérios e os comunistas e nazistas, algo MUITO diferente de capitalista que emprega o seu capital, como está no texto, para obter lucro após muitos anos, ao passo que o empregado pode receber o pagamento pelo seu trabalho ao final do dia, toda a semana, a cada quinze dias ou no máximo em um mês.

    É óbvio que quando a economia vai bem, aumenta a necessidade de mão de obra, qualificada ou não, gerando mais produção, empregos e melhores salários.

    E receberá maior salário quem for mais qualificado, nada mais justo, evidentemente.

    Para que isto ocorra é fundamental que se abra a economia, diminua os impostos, o Estado exerça o mínimo de intervenção possível, algo que não acontece em economias estatizantes e principalmente, nas ditas economias comunistas/socialistas onde, como está no artigo anterior sobre a Polônia, todos tinham emprego mas não conseguiam adquirir o mínimo necessário para a sua sobrevivência, quanto mais progredir, objetivo primário de todo o ser humano, o que por si só já derruba qualquer argumentação da esquerda.

    Embora eu discorde de alguns pontos dos Ancaps, concordo com o ideário liberal, capitalista, logo, não há dúvida que todos buscam oportunidades na vida, sejam grandes oportunidades ou pequenas, como comprar uma bicicleta, por exemplo; ninguém vive com objetivos zeros na vida, mas é preciso que os empregados tenham em mente que precisam se qualificar para ganhar mais e conseguir alcançar os seus sonhos mais elevados. Quem sonha pequeno não pode exigir que o capitalista pague salários acima das suas qualificações e incentive de forma paternal o empregado a buscar maiores ideais materiais para a sua vida. As riquezas de uma sociedade só podem acontecer com um capitalismo constante, sem intervenções estatais, logo, com total liberdade de empreender sem taxas, impostos, burocracias cartoriais.

    Ler os textos do IM é um aprendizado constante. Obrigado, Instituto Mises! Abraços.
  • Eriênio  02/07/2019 16:54
    No caso de lojas de roupas, móveis e etc, o empregado recebe uma comissão pelas venda.
  • Diddy  02/07/2019 18:55
    Ainda sou novata na escola austríaca, por isso não estranhem o comentário, ou melhor, as reflexões.
    Tive muitos professores marxistas, que sempre propagaram a tal corrente do "livre para morrer de fome". Sempre pensei que, não importa onde estivemos (floresta, aldeia, Europa etc), precisamos fazer esforço (trabalho) para conseguir comida.
    Mas então, entre críticas e estudos sobre capitalismo, me surgiu a seguinte questão: se o capitalismo em tese nos propõe a escolha de trabalharmos para alguém ou por conta própria, por que a terra (que é capaz de fornecer alimentos quando trabalhada) é cativa? O fato da terra ser cativa não obriga todos a, pelo menos no início, vender sua mão de obra?
    O mais difícil, entre todas as teses e artigos que leio, é justamente descobrir o tal sonhado equilibrio entre capital X trabalho X lucro. Seria possível equilibrar forças tão antagônicas? Creio que não. Para mim, tanto a "mão invisível", quanto a sociedade socialista "somos todos iguais" são utopias que ignoram o comportamento humano....
    Agradeço por todos os artigos e comentários enriquecedores deste site. Nos fazem pensar e refletir bastante.
  • Yuri  02/07/2019 20:18
    "se o capitalismo em tese nos propõe a escolha de trabalharmos para alguém ou por conta própria, por que a terra (que é capaz de fornecer alimentos quando trabalhada) é cativa?"

    Para começar, sua frase não faz muito sentido. Você dá a entender que a conclusão da frase é antagônica às premissa, quando não é.

    Em segundo lugar, troque "terra" por "fábricas de roupa" ou "materiais de construção de moradias", e você terá o mesmo sentido. Roupa e moradia são tão importantes quanto comida.

    Em terceiro lugar, se não houver propriedade privada dos meios de produção, não haverá nem comida, nem roupas, nem moradia. Isso é o básico da ciência econômica.

    Como explicou Mises:

    1) Sob o socialismo, os meios de produção (fábricas, máquinas, ferramentas e mão-de-obra) não possuem proprietários privados. Eles pertencem ao estado.

    2) Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles.

    3) Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos para esses meios de produção (o que inclui os salários da mão-de-obra).

    4) Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de custos. E sem cálculo de custos, é impossível haver qualquer racionalidade econômica na alocação, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    5) Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente tudo se torna irracional.

    Dado que a própria essência do socialismo é a propriedade coletiva dos meios de produção, e dado que tal arranjo não permite o surgimento de preços de mercado, e dado que sem preços não há o mecanismo de lucros e prejuízos, que é o que traz racionalidade para qualquer processo produtivo, o comitê de planejamento central não seria capaz nem de planejar nem de tomar qualquer tipo de decisão econômica racional.

    Suas decisões necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas. Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente "impossível"


    Ou seja, se a terra não fosse cativa, e sim coletiva, todos já teriam morrido de fome (a "tragédia dos comuns"). O mesmo vale para casa e roupa.


    "O fato da terra ser cativa não obriga todos a, pelo menos no início, vender sua mão de obra?"

    O fato de as fábricas de roubas e de materiais de construção serem cativas, não obriga todos a venderem sua mão de obra? Aliás, qual o problema de vender a mão de obra? Você acha isso degradante? Qual pessoa não vende sua mão de obra? Até mesmo um grande empresário está vendendo sua mão de obra (ele tem de prestar contas a sócios e acionistas).

    Pare de achar que o trabalho remunerado é algo degradante.

    "O mais difícil, entre todas as teses e artigos que leio, é justamente descobrir o tal sonhado equilibrio entre capital X trabalho X lucro. Seria possível equilibrar forças tão antagônicas?"

    Antagônicas?! Acabou de ser demonstrado que elas são complementares, e você diz que são antagônicas? Por que objetos (bens de capital) que aumentam a produtividade do trabalho e permitem maior remuneração são antagônicos?
  • Leandro C  02/07/2019 20:36
    "Lucas-00 01/07/2019 23:14
    Uma vez meu professor de sociologia começou a falar da Mais-Valia.
    Eu, como estudo numa instituição católica privada, perguntei se as irmãs de 90 anos exploravam ele, e como a teoria que ele falava dizia exatamente isso, por quê não chamava elas e falava isso na cara delas de como impiedosamente exploram o trabalho dele.
    Irônicamente, ele falava que o empregador explora o empregado mas não tem coragem de defender isso quando seu patrão (as irmãs franciscanas) aparecem."

    Você foi maldoso hein... kkkkkkkkkkk morri de rir... irmãs franciscanas opressoras!!
  • eugenio  04/07/2019 02:40
    SÓ EXISTE CAPITALISMO!
    --------------------

    CAPITALISMO DE ESTADO ou CAPITALISMO PRIVADO


    CAPITALISMO DE ESTADO:
    o ESTADO é o empreendedor, detem o capital,os meios de produção,distribuição

    CAPITALISMO PRIVADO :
    PESSOAS ,GRUPOS DE PESSOAS ASSOCIADAS EMPREENDEM , detem o capital e os meios e bens de produção

    Sempre esquecem de dizer isso comunismo,socialismo TAMBEM É CAPITALISMO

  • eugenio  06/07/2019 19:04
    QUAL O MELHOR

    Comparem as benesses do capitalismo privado com a desgraça que o capitalismo de estado criou na humanidade ao longo da história.

    Atualmente Os MUSEUS DO CAPITALISMO DE ESTADO AINDA ESTÃO ABERTOS,CUBA E VENEZUELA PODEM SER VISITADOS, NÃO PODEM É SAIR DE CUBA; óbvio ,quem ficaria para trabalhar e ser escravo da nomenclatura...

    OBS.:Na maioria dos paises esquerdistas os partidos politicos não passam de QUADRILHAS DE BANDIDOS TRAVESTIDOS DE POLITICOS,em alguns paises estão sendo desmascarados e seus lideres,até ex presidentes denunciados,julgados,condenados e estão presos.
    DESTROEM A ECONOMIA, CAUSANDO PENURIA AOS DESPOSSUIDOS A QUEM DIZEM DEFENDER.
    RAPINAGEM HUMANA É O QUE DEMONSTRARAM SER.

    NÃO SE SABE DE UM EXEMPLO BEM SUCEDIDO DE CAPITALISMO DE ESTADO,QUER SOCIALISTA OU COMUNISTA.

    NO FINAL, O PAIS QUE CONSEGUE SE LIVRAR DA PRAGA E DO FLAGELO SOCIALISTA COMUNISTA, NUNCA MAIS QUER OUVIR FALAR EM TAMANHA DESGRAÇA.

    EXPERIMENTE ARGUMENTAR A FAVOR DO COMUNISMO NA POLONIA...


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