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Eis a promessa da “Teoria Monetária Moderna”: as utopias são alcançáveis sem consequências nefastas
Por isso mesmo ela poderá ser rapidamente aceita por aqui

Em um intervalo de tempo de poucos meses, a chamada Teoria Monetária Moderna (TMM) saiu da escuridão para a proeminência.

O gatilho para o lançamento da TMM para a notoriedade foi o "Green New Deal", projeto ambiental para os Estados Unidos criado pela ala socialista do Partido Democrata (Democratic Socialists of America).

As promessas abrangem, além de mais gastos para a proteção ambiental (o que inclui, sem exagero, a abolição de viagens aéreas), uma renovação da infraestrutura, pleno emprego, saúde pública "gratuita" para todos e, principalmente, a promessa de uma renda mensal para todos aqueles que "não querem" trabalhar (atenção: não é apenas para aqueles que "não podem" ou "não conseguem" trabalhar, mas também aqueles que simplesmente não estão dispostos a trabalhar)

Os promotores deste projeto citaram a Teoria Monetária Moderna como sendo o arcabouço que permite que todos estes desejos sublimes se tornem magicamente práticos. Em outras palavras, a TMM seria o elixir que irá financiar todo esse plano de gastos públicos.

Os pontos que a TMM defende

A TMM sustenta que o governo pode gastar sem restrições, e que grandes déficits e dívidas públicas não importam quando a economia não está em plena capacidade.

Também afirma que o estado, como emissor soberano da moeda, não pode ir à falência porque cria moeda sempre que gasta. Poupança insuficiente não restringe os gastos públicos, pois os déficits orçamentários têm automaticamente a poupança privada como contrapartida.

Os representantes desta teoria alegam que o emissor da moeda do país não pode ir à falência porque o estado soberano pode sempre criar o máximo de dinheiro necessário para honrar sua dívida. A função da tributação não é "obter receita" para o governo, mas sim ser um instrumento para obrigar o público a usar a moeda soberana como dinheiro (segundo a teoria, a aceitação da moeda decorre do fato de que ela pode ser usada para quitar impostos). Adicionalmente, a tributação também teria a função de retirar dinheiro da economia quando este se tornasse excessivo e começasse a pressionar os preços.

Em outras palavras, a moeda é dívida e não primariamente um meio de troca. A lógica da MMT diz que, como o governo cria dinheiro com seus próprios gastos, a tributação não é necessária para financiar a atividade estatal. A principal função da tributação é motivar o uso da moeda nacional e obter sua aceitação geral, porque é essa unidade de conta que o estado reconhece como meio de pagar impostos. Além disso, a tributação tem uma função reguladora para desviar o excesso de demanda e modificar o comportamento individual.

Todo o gasto público pode ser financiado ou pela impressão direta de dinheiro ou pelo endividamento do governo, pois os títulos do governo são tão bons quanto a moeda que o estado soberano emite. O estado, portanto, pode emitir dívida e, depois, imprimir dinheiro para quitar esta dívida.

A dívida pública, ademais, não é um problema, pois ela representa a "riqueza financeira no setor privado", que investe nela. Logo, o gasto do setor público não apenas não absorve a poupança, como, ao contrário, gera renda para o setor privado. Os gastos do governo e os déficits orçamentários não levam a um menor investimento privado e não exigem uma carga tributária maior no futuro. O governo está livre de qualquer restrição fiscal porque pode sempre criar tanto dinheiro quanto for necessário.

Por tudo isso, o governo não deve conduzir suas finanças como uma família, que antes de gastar precisa de renda. Um governo que emite moeda fiduciária como moeda legal de um país não necessita de impostos e empréstimos para gastar.

"Déficits não importam" é o mantra fundamental da Teoria Monetária Moderna. Os déficits orçamentários não representam um problema para o desempenho da economia quando há capacidade econômica supostamente não-utilizada. Ao contrário: são benéficos. Como os gastos públicos levam à criação de dinheiro, eles próprios criam a poupança necessária para financiar o déficit orçamentário. Consequentemente, o governo (ou seu Banco Central) pode definir a taxa de juros em qualquer nível que desejar, de preferência em zero.

O verdadeiro significado de tudo isso é a crença de que a escassez não existe.

Para os promotores da MMT, a dívida nacional não é uma dívida no sentido convencional, mas representa os déficits acumulados do passado e, como tal, é um registro da quantia líquida de moeda que o governo federal criou ao longo do tempo. Entender esse poder da criação de moeda significa abandonar as restrições dos tetos de endividamento e renunciar à exigência de um orçamento equilibrado. A adoção desta visão tornaria o governo livre de falsas restrições e abriria o caminho para a plena prosperidade.

Livre das amarras da contenção financeira, o governo federal poderia restaurar a infraestrutura do país, investir em saúde e educação, garantir a segurança interna e externa, garantir salário para quem não quer trabalhar, e, de quebra, resolver o problema previdenciário.

A visão utópica diz que, com a aplicação da Teoria Monetária Moderna, qualquer nação alcançaria o pleno emprego e acabaria com a pobreza.

A TMM está chegando (na verdade, voltando) ao Brasil

No Brasil, a crise que nos açoita desde 2014 escancarou a fragilidade das políticas econômicas da última década.

A política fiscal e a trajetória da dívida pública estão no centro do debate brasileiro, mais notavelmente com a aprovação da lei, em 2016, que impõe um teto aos gastos públicos e o projeto de reforma previdenciária atualmente discutido no Congresso.

Neste contexto, André Lara Resende, em artigo publicado no Valor Econômico, adota o discurso da TMM — apesar de não fazer referência ao termo devido à sua conotação político-ideológica — para afirmar que a moeda fiduciária é unidade de conta e que, por isso, o governo não enfrenta restrição financeira.

Ao inverter a causalidade entre moeda e gasto, ele afirma que o governo, sempre que gasta, credita unidades monetárias nas contas bancárias de sua contraparte e, por isso, não precisa de financiamento. Conforme sua visão, os impostos não são arrecadados como receita para financiar os gastos, mas para obrigar o uso da moeda que o estado soberano emite. Da mesma maneira, a emissão de dívida não é uma exigência para financiar os gastos públicos, mas um instrumento de gestão de passivo.

Para Lara Resende, a inflação não é causada por excesso de moeda, mas por excesso de demanda agregada. Os gastos do governo, que são parte da demanda agregada e são financiados com criação de moeda, não causam inflação desde que sejam focados em "setores operando abaixo da capacidade". A restrição aos gastos do governo, portanto, está na capacidade produtiva do país. A preocupação da política fiscal não deve ser seu financiamento, mas sua "qualidade", tanto dos gastos quanto da tributação.

Mais: a expansão dos gastos do governo deve ser mantida até o ponto de pleno emprego, quando, aí sim, a tributação entrará em cena para absorver qualquer excesso de dinheiro que possa ser inflacionário.

Como políticas específicas para o Brasil, Lara Resende propõe a remuneração das reservas bancárias, inclusive para pessoas físicas, o que representaria a forma mais barata de financiar o passivo do governo, e a manutenção da taxa básica de juros sempre abaixo da taxa de crescimento da economia, o que significaria uma trajetória decrescente da dívida pública.

Ou seja, na prática, a TMM é apenas uma combinação convoluta de antigas e heterodoxas idéias que envolvem imprimir dinheiro, colocar o governo para gastar (nada de muito diferente do que era feito rotineiramente durante o governo de José Sarney) e usar impostos para "retirar o excesso de dinheiro da economia".

A arrogância intelectual é a mesma

Os seguidores da Teoria Monetária Moderna subestimam as complexidades das modernas economias. Eles sofrem da chamada pretensão do conhecimento. A MMT nega a complexidade da economia que opera hoje em escala global.

A coordenação da ação individual entre os consumidores e os produtores em uma rede tão complexa necessita de mercados para os quais o planejamento de políticas não é um substituto. Para que o estado realize a tarefa que a teoria estabelece, os governos teriam de saber muito mais do que poderiam (com burocratas sabendo mais que investidores, produtores e consumidores) e agir de forma mais racional do que a política permite.

Ainda mais do que antes, uma nova onda de planejamento econômico baseada na arrogância da pretensão do conhecimento não traria prosperidade e estabilidade, mas miséria e caos. Uma vez iniciados, os planos de política econômica da TMM levariam o país em direção ao socialismo.

As consequências inflacionárias do aumento substantivo dos gastos do governo são minimizadas pela Teoria Monetária Moderna. A expansão pode continuar até o ponto de pleno emprego, no qual, a partir de então, a tributação entrará em cena para absorver qualquer excesso de dinheiro que possa ser inflacionário.

Com essa crença, os devotos dessa teoria assumem uma economia de um setor com um suprimento ilimitado de capital cuja única restrição é o trabalho. Obviamente, essa visão da economia moderna é totalmente irrealista. A economia não é uma entidade homogênea em que a atividade econômica pode ser inflada e murchada como se fosse um balão.

Mas piora: nos escritos dos partidários da TMM é impossível encontrar o conceito e a função do capital na economia moderna. Em suas construções, a economia é um veículo puramente monetário e está longe da economia "capitalista", na qual os empreendedores devem construir e reorganizar incessantemente a estrutura de capital.

A mesma história, contada várias e várias vezes

Gastos sem fim derrubaram o Império Espanhol com o influxo de ouro e prata das colônias americanas. A expansão maciça da oferta monetária durante e após a Primeira Guerra Mundial levou à hiperinflação na Alemanha, que destruiu sua classe média. Na América Latina, diferentes experiências com políticas semelhantes à TMM levaram à hiperinflação e ao colapso econômico. Esse foi o caso do Chile nos anos 1970, do Peru e da Bolívia nos anos 1980, e da Argentina e da Venezuela hoje.

O Brasil, obviamente, também vivenciou uma hiperinflação de preços como consequência da emissão exponencial de dinheiro. As agruras vivenciadas na década de 1980 foram consequências diretas deste arranjo. Desde então, o Brasil assumiu um setor público hipertrofiado, presente em todas as áreas, o que gerou um profundo traço de corrupção e uma aversão à confiança e à poupança.

Para concluir

A Teoria Monetária Moderna não é nem moderna nem uma teoria — é a tentativa de vender algo velho como novo. Vinho velho em garrafa nova é um fenômeno recorrente na economia. Embora prometa curar todos os tipos de problemas econômicos, a MMT é o elixir venenoso que arruinará aqueles que o tomam, como já aconteceu antes.

Embora a TMM seja um sistema de crenças falsas, isso não exclui seu uso como instrumento de propaganda política. A promessa de prosperidade para todos por meio de mais atividades do estado e de mais gastos do governo sempre encontrará voz na política e ouvidos na população. É apenas uma questão de tempo até que mais políticos descubram a Teoria Monetária Moderna e levem sua mensagem para avançar sua agenda socialista de políticas governamentais.

Por fim, embora seja correto dizer que a TMM é para a economia o que o movimento da Terra plana é para a geografia, a realidade é que a forma da terra não muda de acordo com o que as pessoas pensam sobre ela. Por outro lado, as ideias econômicas são poderosas mesmo quando estão erradas. Em termos puramente acadêmicos, a TMM não mereceria mais análises. No entanto, como artifício político, a Teoria Monetária Moderna é atualmente uma das ideias econômicas mais perigosas e, portanto, deve atrair nossa maior atenção.

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Leia também:

O tenebroso conto de fadas da Teoria Monetária Moderna - e de André Lara Resende

A Teoria Monetária Moderna foi aplicada na Argentina. Eis os resultados


autor

Antony Mueller e Samuel Vaz-Curado

Antony Mueller é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica.

Samuel Vaz-Curado é mestre em Economia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e economista pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).


  • Andarilho  13/05/2019 19:16
    Eu li em algum lugar que para o André Lara Resende a "Inflação" ta relacionada com as "expectativas" dos agentes. Deu a entender que é mais um fenômeno psicológico. É como se ele dissesse que "aumentar a quantidade de dinheiro" na economia nem sempre vai causar a inflação. (Diferente da Escola Austríaca que afirma categoricamente isso como se fosse algo exato, tipo 2+2 sempre será 4.)

    Hoje com a informática dos bancos e o dinheiro digital é possível ter um controle muito diferente do que ocorreu no passado. O Estado consegue "ver" quem tem dinheiro e inclusive consegue "tomar" esse dinheiro. Consegue irrigar e enxugar o dinheiro da economia de uma forma muito mais abrangente.


    Eu li também um texto do David Graeber que ele fala da criação dos "empregos de merda". Que aumentaram muito nos EUA. Você tem vários trabalhos "improdutivos" simplesmente porque as pessoas têm que fazer alguma coisa... essa moral de mercado(que a escola austríaca endossa) de que todo mundo tem que ser "produtivo" pra economia girar... Mas na verdade você tem uma grande parcela de trabalhos inúteis...
    O mundo atual o tal do CAPITAL não migrou para produtividade.
    Tem até um livro sobre isso "A Era do Capital Improdutivo". Os agentes que tem excesso de capital preferem especular, "jogar" com o dinheiro e esse dinheiro não é usada para produção, para coisas que geram valor de verdade pra sociedade.
    Nesse aspecto a escola austríaca é meio negligente e ingênua(Por que acha que o Capital sempre vai migrar pra algo produtivo). Nem Marx tinha previsto isso... esse FINANCISMO. Essa outra fase do capitalismo.

    E antes que venha algum abestalhado postar link de algum artigo pra eu ler, eu ja li praticamente tudo que esse site tem a dizer.

    Outrora já até flertei com as ideias da escola austríaca, mas elas caem por Terra quando se vive o mundo real. Não se fala do mundo real sem incluir o Estado na jogada.

    O problema da esquerda é tentar corrigir a diferença de capital entre as pessoas por meio de IMPOSTO. É a única via que eles encontraram.
    Imposto é uma violência contra os que possuem Capital.
    Mas os que não possuem Capital já são violentados por não terem Capital para participar do capitalismo. Aqueles que não tem nada a oferecer em troca, onde tudo ao redor virou propriedade. É o toma lá da cá do capitalismo e o poder de barganha entre os que tem Capital/propriedade e os que não tem Capital/propriedade.



  • Amante da Lógica  13/05/2019 21:59
    "Eu li em algum lugar que para o André Lara Resende a "Inflação" ta relacionada com as "expectativas" dos agentes. Deu a entender que é mais um fenômeno psicológico. É como se ele dissesse que "aumentar a quantidade de dinheiro" na economia nem sempre vai causar a inflação."

    Sensacional.

    Quer dizer então que um quilo de comida num restaurante self-service, que custava R$ 6,50 em 1995, custa hoje R$ 60 por causa das "expectativas" dos agentes. Ele subiu de $ 6,50 para $ 60 por causa de um mero "fenômeno psicológico".

    Melhor ainda: houve todo esse encarecimento mesmo tendo aumentado enormemente a oferta de restaurantes a quilo!

    Quer dizer então que um carro 1.0, que custava R$ 7.000 em 1994, custa hoje R$ 35.000 por causa das "expectativas" dos agentes. Ele subiu de $ 7.000 para $ 35.000 por causa de um mero "fenômeno psicológico".

    Melhor ainda: houve todo esse encarecimento mesmo tendo aumentado enormemente a oferta de carros no mercado!

    Quer dizer então que uma picanha bovina, cujo quilo custava R$ 8,90 em 1994, custa hoje quase R$ 100 por causa das "expectativas" dos agentes. Ele subiu de $ 8,90 para $ 100 por causa de um mero "fenômeno psicológico".

    Melhor ainda: houve todo esse encarecimento mesmo tendo aumentado enormemente a oferta de carne no mercado!

    De fato, não tem nada a ver com a explosão da quantidade de dinheiro ocorrida na economia neste período, né?

    Aliás, segundo você, se a oferta monetária tivesse se mantido constante desde 1994, os preços atuais seriam estes, certo?

    "Diferente da Escola Austríaca que afirma categoricamente isso [aumento da oferta de dinheiro gera aumento de preços] como se fosse algo exato, tipo 2+2 sempre será 4."

    Já que a teoria não lhe basta, refute a empiria.

    Aliás, nem vou pedir tanto. Vou me contentar com pouco: gentileza explicar (juro que aceito até explicações toscas) como os preços seriam os mesmos de hoje caso a quantidade de dinheiro na economia fosse a mesma de julho de 1994.

    Juro que aceito qualquer coisa. No aguardo.

    "Eu li também um texto do David Graeber que ele fala da criação dos "empregos de merda". Que aumentaram muito nos EUA. Você tem vários trabalhos "improdutivos" simplesmente porque as pessoas têm que fazer alguma coisa... essa moral de mercado(que a escola austríaca endossa) de que todo mundo tem que ser "produtivo" pra economia girar... Mas na verdade você tem uma grande parcela de trabalhos inúteis..."

    Nunca vi lógica mais asinina. É realmente um desastre analfabetos funcionais quererem comentar coisas sobre as quais nada entendem.

    Releia seu parágrafo acima. Em poucas palavras, você simplesmente disse que:

    1) Capitalistas estão pagando pessoas para não fazerem nada.

    2) Pessoas que não fazem nada (e, obviamente, não produzem nada) não têm como gerar lucro para o capitalista. No entanto, o número de empregos deste tipo não pára de crescer.

    3) Receber um salário sem ter de produzir nada agora se chama "emprego de merda".

    4) Logo, conclui-se que capitalistas são malvados que caridosamente empregam pessoas para que elas não tenham de produzir nada de útil.

    5) Essa forma de caridade (sim, porque empregos remunerados, mas que nada produzem não têm como gerar lucro para o capitalista) está se expandindo porque aumentar custos e não ter lucros é a "moral do mercado".

    6) Todos os trabalhos são inúteis porque a "economia tem de girar".

    Nem mesmo em um livro de ficção distópica esse enredo faria sentido. Parabéns pela façanha.

    "E antes que venha algum abestalhado postar link de algum artigo pra eu ler, eu ja li praticamente tudo que esse site tem a dizer."

    O que apenas comprova arrasadoramente minha suspeita inicial de "analfabetismo funcional". Quando criticavam o sistema educacional brasileiro, eu achava que era exagero. Vejo agora que há muito comedimento nas críticas, mesmo nas mais violentas.


    P.S.: volte apenas se tiver uma resposta ao meu desafio feito lá em cima ("gentileza explicar como os preços seriam os mesmos de hoje caso a quantidade de dinheiro na economia fosse a mesma de julho de 1994"). É só isso que me interessa.
  • Libertário Austríaco  13/05/2019 22:08
    Parabéns pela sua resposta ao socialista!

    De fato, a realidade supera a ficção. É muita idiotice escrita.
  • Andarilho  14/05/2019 00:37
    E a quantidade de pessoas de 1994 pra cá ?? Não se alterou não ??
    Vc ta achando que ta conversando com leigo, rapaz ?

    Vá estudar o mínimo de economia monetária.
    Sugestões: www.youtube.com/watch?v=VU33U10ZXKg


    Tragam alguém melhorzinho pra tentar responder, viu...

    Esse pessoal "Amante da lógica", "Pobre paulista" não dá... chamem outros figurantes com argumentos melhores.


    Cadê o Hélio Beltrão ? rsrs Cadê o Leandro Roque ?
  • Vladimir  14/05/2019 01:12
    "E a quantidade de pessoas de 1994 pra cá ?? Não se alterou não ??"

    A quantidade de pessoas aumentou. As consequências disso?

    1) Mais gente trabalhando e produzindo, o que gera maior oferta de bens e serviços.

    2) Maior oferta de bens e serviços, com oferta monetária constante, joga os preços para baixo.

    3) Em paralelo, mais pessoas portando a mesma quantidade de moeda significa que a demanda por essa moeda aumentou. Aumento da demanda da moeda gera fortalecimento da moeda. Logo, queda de preços. (Detalhe: absolutamente todas as escolas de pensamento econômico concordam com isso).

    4) Resumindo: aumento de pessoas com oferta monetária constante só pode fazer com que os preços caiam.

    "Vc ta achando que ta conversando com leigo, rapaz ?"

    Claro que não. Um leigo é minimamente inteligente e sensato, e não tem nenhuma dificuldade para entender esse básico. Já você está em outro nível. E é abaixo do poço do alçapão que está sob o alçapão.

    "Vá estudar o mínimo de economia monetária."

    Por obséquio, diga-me os livros que você estudou para eu ficar muito longe deles. Por uma questão de orgulho próprio, não quero me tornar nem remotamente parecido como você.

    "Tragam alguém melhorzinho pra tentar responder, viu... Esse pessoal "Amante da lógica", "Pobre paulista" não dá... chamem outros figurantes com argumentos melhores. Cadê o Hélio Beltrão ? rsrs Cadê o Leandro Roque ?"

    Se com esses "figurantes" você já foi impiedosamente humilhado, imagina então se fossem o Helio ou o Leandro? Ambos seriam condenados por massacre e poderiam até pegar pena de morte.


    P.S.: se a "resposta" que você deu acima foi a resposta ao desafio do "Amante da Lógica", então é melhor você realmente fazer jus ao seu nome e ir dar aquele passeio. Nunca entendi sua propensão à auto-humilhação.
  • Pobre Paulista  14/05/2019 12:50
    "Vc ta achando que ta conversando com leigo, rapaz"

    Rachei o bico aqui kkkkkkkk
  • Dane-se o estado  14/05/2019 16:59
    A esquizofrenia do sujeito se constata aqui:


    "O problema da esquerda é tentar corrigir a diferença de capital entre as pessoas por meio de IMPOSTO. É a única via que eles encontraram.
    Imposto é uma violência contra os que possuem Capital.
    Mas os que não possuem Capital já são violentados por não terem Capital para participar do capitalismo. Aqueles que não tem nada a oferecer em troca, onde tudo ao redor virou propriedade. É o toma lá da cá do capitalismo e o poder de barganha entre os que tem Capital/propriedade e os que não tem Capital/propriedade. "
  • Dane-se o estado  14/05/2019 16:43
    Além do efeito de inflação o sujeito desconsidera outros fatores em bola de neve, como impostos, regulações que vão influenciando direta e indiretamente os custos de administração de toda a cadeia logística e produção desses produtos cujos custo são repassados aos preços de ponto em ponto da cadeia até o consumidor final.
  • Pobre Paulista  14/05/2019 20:43
    Pois é... pergunte para o cara se um veículo é capital ou não, só pra ver ele se enrolar. (Eu não estou autorizado a perguntar diretamente pra ele, tem que ser outro figurante :-D ).

    Afinal, um cara que aluga carro na localiza para fazer uber é ou não é um capitalista?

  • Insurgente  14/05/2019 19:55
    Saudades de você sem nem te conhecer.
    Parabéns pelos argumentos!

    leio os artigos e sempre chego a sessão de comentários na esperança de ter alguma palavra sua. srsrs.

    Passei a estudar lógica por sua causa.
  • Gustavo A.  13/05/2019 19:54
    Importam essas ideias insanas de países ricos e tentam aplicar no Brasil, um país desgraçado de pobre, tomado por um estado bem estar social gigantesco. É complicado...
  • Pompador  13/05/2019 19:55
    Os autores aqui desse site são engraçados, julgam a economia como uma peça imutável e que segue regras fixas, sem as quais estaria fadada ao "fracasso absoluto". Muito "fear-mongering" e pouco raciocínio prático, vai aqui um belíssimo artigo do Ray Dalio, CEO do maior hedge fundo do mundo, dando uma aula aos incautos sobre como o futuro será com a adoção da MMT e a MP3. Escancara como a política monetária não é uma 'lei' imutável e que novos mecanismos são necessários e muito bem-vindos, quem sabe o pessoal aqui não aprende algo novo? www.linkedin.com/pulse/its-time-look-more-carefully-monetary-policy-3-mp3-modern-ray-dalio
  • Espanador  13/05/2019 20:40
    "Os autores aqui desse site são engraçados, julgam a economia como uma peça imutável e que segue regras fixas, sem as quais estaria fadada ao "fracasso absoluto". Muito "fear-mongering" e pouco raciocínio prático"

    Gozado. Quem pensa exatamente assim é a esquerda. Para ela:

    a) a economia é uma espécie de bolha que pode ser inflada ou desinflada por meio de injeções de dinheiro e de gastos do governo. Na ausência de intervenção do governo, a economia é imutável.

    b) O capital é algo totalmente homogêneo, que pode ser criado do nada (aliás, a esquerda nem considera o processo que leva à criação de capital).

    c) Burocratas têm todo o poder de estimular uma economia, ao passo que consumidores e empreendedores podem apenas destruí-la. Sem burocratas, a economia está fadada "ao fracasso absoluto".

    Tudo isso, aí sim, é "muito "fear-mongering" e pouco raciocínio prático".

    Ou seja, você veio aqui xingar os libertários dizendo que eles pensam coisas que, na verdade, estão apenas no pensamento da esquerda. Sensacional.

    "vai aqui um belíssimo artigo do Ray Dalio [...]"

    Opinião anotada. Agora, eis o meu desafio para você: explique com suas próprias palavras o que está sendo proposto pelo Dalio, onde está o erro na crítica dos austríacos à TMM (que, aliás, não defendem o arranjo monetário atual), por que os austríacos estão errados, e como seria o jeito certo de fazer.

    Substancie suas argumentações apontando exatamente os trechos do pensamento austríaco dos quais você discorda, aponte os da TMM com os quais você concorda, demonstre a superioridade da TMM sobre o modelo defendido pelos austríacos (que não é o atual) e mostre como deveria ser para tudo ficar melhor e, ao mesmo tempo, mais factível.

    Em suma: explique aí, com suas próprias palavras, o "modelo" do Dalio. Demonstre o "erro" na crítica dos austríacos à TMM, o "acerto" do Dalio e a "validade" da TMM.
  • Mateus  13/05/2019 20:21
    A crise econômica tornou-se uma depressão, existe solução para o momento econômico do Brasil? Se existe, qual a solução? Eu vejo em todos os setores, comércio, serviços, além dos profissionais liberais( enfermeiros, advogados, fisioterapeutas, administradores, economistas) se queixam pois as contas não param de chegar mas a renda não acompanha esse ritmo...A reforma da previdência vai surtir efeito?
  • Leitor Antigo  13/05/2019 20:47
    "A crise econômica tornou-se uma depressão"

    Há dois anos este Instituto já previu que seria assim. Ninguém tem o direito de se surpreender.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2694

    "existe solução para o momento econômico do Brasil? Se existe, qual a solução?"

    Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2957

    "Eu vejo em todos os setores, comércio, serviços, além dos profissionais liberais( enfermeiros, advogados, fisioterapeutas, administradores, economistas) se queixam pois as contas não param de chegar mas a renda não acompanha esse ritmo..."

    Pelos motivos explicados nos artigos acima, aos quais acrescento também este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3011

    "A reforma da previdência vai surtir efeito?"

    Sim, mas não imediatamente. Entretanto, sem ela, tudo piora. Por este motivo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2828
  • Magno  13/05/2019 21:17
    A TMM será o destino natural dos desenvolvimentistas frustrados. Essa turma jurava que juro baixo e dólar caro fariam a economia bombar. Pois então. O dólar foi pra R$ 4 e a Selic foi pra 6,50%. Ambos recordes de alta (dólar) e baixa (juro).

    E a economia? Paradona. Aliás, a indústria, que os desenvolvimentistas explicitamente falavam que ia bombar com dólar caro e juro baixo, está praticamente morta.

    Obviamente, quem entende o mínimo de teoria econômica sabe que dólar alto na realidade ferra a indústria, de modo que o que está acontecendo não é novidade nenhuma. Mas querer que essa turma saiba algo de economia já é querer demais.
  • Roberto  13/05/2019 21:26
    Pelamor, não percam mais tempo com isso. Taí uma "teoria" que já nasceu morta. Quando até Paul Krugman vem a público dizer que a TMM concede poderes excessivos ao estado e subestima alguns riscos em relação aos gastos do governo, então a coisa já era.

    Se até Krugman alerta que uma filosofia econômica subestima os perigos dos gastos governamentais, então não há nenhuma chance disso prosperar no mundo real. Ficará mesmo só na Venezuela e na Argentina.

    Todos os artigos publicados aqui sobre a TMM são ótimos, mas não há motivos para perderem mais tempo com isso.
  • Hugo  13/05/2019 21:42
    Uma outra furada dessa "teoria" é acreditar que o governo não vai aumentar gastos quando aumentar impostos para "arrefecer" a demanda. Simplesmente qualquer perspectiva de aumento de receitas de impostos vai fazer os políticos salivarem e aumentar os gastos. Sempre foi assim na história do mundo.
  • José Francisco  14/05/2019 18:28
    A única diferença é que, com a TMM, os políticos não mais terão que esperar pelo aumento de recursos para aumentarem os gastos. Sairão aumentando gastos sem qualquer preocupação com os recursos.
  • Pampa  13/05/2019 21:57
    Como foi bem ilustrado no artigo da TMM na Argentina, vale ressaltar que o país consegue a proeza de ter uma carga tributária maior do que Canadá e EUA.

    Para um país como a Argentina ter a carga tributária maior que países como EUA e Canadá, a tributação precisa ser bastante alta e bem insonegável. Exatamente como pede a TMM, cuja tributação tem de ser eficiente para "enxugar a demanda".

    Conclusão: a Teoria Monetária Moderna está sendo aplicada na veia argentina antes de sequer pensarem em dar um nome pra ela.
  • Rubro-Negro  13/05/2019 22:10
    O gasto que a Teoria Monetária Moderna (TMM) prega é o ótimo (investimentos que tenham retorno) e a tributação que ela defende é a ótima (sistema tributário simples, neutro, transparente, com equidade horizontal e vertical e que deixe pouca margem para evasão. A tributação ótima deve levar em conta a equidade horizontal e vertical, o princípio da neutralidade, o princípio do benefício, a progressividade e a regressividade da tributação, o principio da capacidade contributiva e etc.).

    Se isso for adotado a teoria irá funcionar.
  • Humberto  13/05/2019 22:24
    "o gasto que a Teoria Monetária Moderna (TMM) prega é o ótimo (investimentos que tenham retorno)"

    Claro. Políticos vão imprimir dinheiro para fazer "gastos ótimos" e que tragam "grandes retornos".

    Afinal, fazer "gastos ótimos" e "investimentos que tragam grandes retornos" é exatamente a grande e inequívoca especialidade dos políticos, não? Eles estão na política exatamente por serem exímios investidores e responsáveis usuários do dinheiro público...

    A TMM consegue ser ainda mais patética que o marxismo. Este, ao menos, desconfia de alguns políticos.

    "e que a tributação que ela defende é a ótima (sistema tributário simples, neutro, transparente, com equidade horizontal e vertical e que deixe pouca margem para evasão. A tributação ótima deve levar em conta a equidade horizontal e vertical, o princípio da neutralidade, o princípio do benefício, a progressividade e a regressividade da tributação, o principio da capacidade contributiva e etc.)."

    Belo stand-up.

    Tradução: a TMM irá funcionar satisfatoriamente apenas quando os políticos deixarem de ser políticos e se tornarem exímios gestores de fundos de investimentos -- e, pelo visto, quando também forem exímios geometristas (político determinado "equidade horizontal e vertical" foi sensacional, devo admitir...)
  • anônimo  13/05/2019 22:18
    A bizarrice é tão grande que se torna difícil de acreditar que isto seja uma teoria defendida de maneira séria por algum economista. Mais parece uma paródia criada para fins humorísticos. A TMM ser utilizada para sustentar o Green New Deal, que quer proibir viagens aéreas, e Lara Resende apoiando isso comprovam que sua senilidade chegou relativamente cedo.
  • Ninguem Apenas  14/05/2019 01:39
    Leandro,

    Seria muita falta de educação de minha parte lhe pedir dicas de investimentos e ações? kk


    Mas detalhes a parte, os comentários desse artigo está cheio de gente defendendo a TMM. Há pouco tempo atrás eu jurava que essa mentalidade tinha desaparecido, acreditava que o keynesianismo era o único remanescente das eras de máxima intervenção e que só países realmente muito estatistas (como Zimbábue) recorriam ao mesmo erro.

    Hoje, mesmo tendo 2 exemplos do nosso lado (Argentina e Venezuela), é incrível como tal mentalidade ainda exista. Como realmente defender a impressão generalizada de dinheiro e ainda achar que funciona?

    Achei que nem o PT e os grandes chegariam a tanto.

    Devo também falar que o forte nacionalismo que tá em crescimento no mundo todo também me assusta (Até na Estônia isso aconteceu...).



    Mas Leandro, você com toda a experiência e vivência nesses anos de instituto, graduação de economia e talz, têm alguma coisa a falar disso? Pelo menos no Brasil, tá com uma visão mais otimista? Teria a TMM tanto potencial no meio acadêmico e político?
  • Leandro  14/05/2019 03:21
    Não estou comprando ações no momento. A coisa está muito "embaçada". Além do cenário externo ruim, a situação é piorada enormemente pelo cenário interno. Como a economia do Brasil é extremamente estatizada, as ações aqui variam intensamente ao sabor do noticiário político. Basta um vereador do Rio ir para o Twitter falar mal de um deputado, e bum!, as ações caem 10% na semana. E detalhe: caem, e não sobem mais.

    Ou seja: as ações variam de acordo não com a economia, mas sim com fofocas políticas.

    Chance zero de um colocar mais dinheiro nisso.

    Não vendi minhas ações, mas também não estou a fim de comprar mais.

    No que estou investindo? Desde meados de fevereiro, em qualquer coisa atrelada ao índice IMA-B e IMA-Geral (na prática, fundo de debêntures incentivadas).

    Sobre o Brasil, já estive mais otimista. Diminuí. É difícil manter otimismo com esse legislativo. Mas fazer o quê? Democracia é isso aí.

    Sobre a TMM, felizmente (e isso é realmente impressionante) a coisa ainda não pegou aqui. Parece que a turma ficou um tanto imunizada após as heterodoxias do governo Dilma (são os tais males que vêm para o bem). Até mesmo a esquerda está relativamente calada e muito pouco entusiasmada com isso. E um avanço. Se a coisa for desmoralizada ainda antes de ganhar tração (como estamos tentando fazer), há grandes chances de jamais ser implantada. Esse é um dos nossos objetivos aqui.

    Grande abraço!
  • Ninguém Apenas  14/05/2019 09:55
    Estou torcendo por vocês. Sucesso e obrigado pelas dicas!
  • Esquerda pró reforma  14/05/2019 11:10
    A reforma proposta pelo atual governo pune na medida certa a classe média improdutiva, reacionária e bolsonarista que espera se aposentar entre 50 e 55 anos atualmente uma vez que:

    -Receberam em 1985-90 ao entrarem no mercado de trabalho um país com renda per capita 20% acima da média mundial e hoje 2020 entregam para seus filhos um país com renda per capita 20% abaixo da média mundial;
    -Elegeram Collor, FHC e sucessivos congressistas patrimonialistas que transformaram o Estado brasileiro em um balcão de negócios;
    -A classe média dita progressista pouco fez para reverter votos reacionários, entregar panfletos e ir para o corpo a corpo nas ruas são sempre os mesmos, jovens e pobres.
    -Os pobres pouco serão afetados pela atual reforma uma vez que já são explorados pela classe média reacionária bolsonarista e têm que sofrer na chaga da informalidade até os 65 anos.

  • Guilherme  14/05/2019 14:35
    "Receberam em 1985-90 ao entrarem no mercado de trabalho um país com renda per capita 20% acima da média mundial e hoje 2020 entregam para seus filhos um país com renda per capita 20% abaixo da média mundial"

    Você está dizendo que o país de Sarney, aquele com inflação mensal de 80% é o modelo a ser perseguido?

    Aliás, dica para você: aquele país só tinha uma renda per capita de "20% acima da média mundial" (se é que isso é verdade) porque, à época, metade do mundo era comunista. Esqueceu-se disso? Com metade do mundo sendo comunista, até mesmo uma economia completamente bagunçada como a do Brasil ficava tranquilamente bem posicionada.

    Hoje, estamos na rabeira exatamente porque quem era comunista deixou de ser (aliás, viraram capitalistas), e nós continuamos com a mesma mentalidade estatizante.

    Se você não tem a capacidade de nem sequer entender isso, um abraço.

    "Elegeram Collor, FHC e sucessivos congressistas patrimonialistas que transformaram o Estado brasileiro em um balcão de negócios;"

    Ué, as eleições presidenciais acabaram aí? E os que vieram depois? Não foram patrimonialistas? Não fizeram do governo um balcão de negócios? Não há um ex-presidente preso exatamente por ter transformado o governo em um balcão de negócios? Não teria utilizado ele dinheiro público para as "campeãs nacionais"?

    Você é uma piada. Por isso é de esquerda. A direita é tosca, mas é esquerda consegue bater recordes de ridículo.
  • Dane-se o estado  14/05/2019 18:41
    É incrível como vivem num mundo paralelo. Sarney e os períodos de crise hiperinflacionária era um período ótimo então? Isso deve ser troll.
  • Gustavo A.  14/05/2019 17:09
    Esquerda pró Reforma, poderia até concordar com você, mas aí seríamos dois falando besteira.
  • Dane-se o estado  14/05/2019 18:43
    Engraçado também como a esquerda montou esse discurso de ódio contra a classe média, que basicamente é quem produz e sofre para manter algo que ainda sobra da economia deste país, e como os mesmos adoram inverter o discurso atribuindo lhes a vagabundagem que é na verdade típica deles.
  • Andre  14/05/2019 20:11
    Agora é tarde demais para defender a reforma da previdência, já era, até o Rodrigo Maia já jogou a toalha e já começa a pensar em remover o teto de gastos:

    www.valor.com.br/politica/6254463/teto-de-gastos-pode-causar-%3Fum-colapso-social%3F-no-brasil-afirma-maia

    Agora resta escolher o que vai ser hiperinflação ou calote da dívida.
  • Felipe Lange  14/05/2019 16:32
    Pessoal, o que vocês acham desse tweet, falando que o corte não é de 3,5% e sim de 30% no orçamento do MEC?
  • Leandro  14/05/2019 19:39
    Mesmo 30% é pouco ainda. As Forças Armadas terão um corte de 40%. O IBGE, que tem de fazer o censo decadal ano que vem, também não terá recursos.

    O fato é que o dinheiro, literalmente, acabou. Meu painel na última conferência de Escola Austríaca, neste último fim de semana, foi todo sobre isso. A social-democracia brasileira se esgotou por completo. Os recursos se esgotaram e não há mais de onde serem extraídos. Tentamos brincar de Suécia sendo ainda Moçambique. Hora de voltar à realidade.
  • Lucas-00  14/05/2019 19:58
    Leandro, a CEA ficou gravada?
    Tava louco para ver a apresentação do Ulrich mas não pude ir no dia.
  • Felipe Lange  14/05/2019 21:35
    O que é lamentável, e até lembrei daquele seu artigo de 2016. Bom, vou esperar sair o seu painel, e se surgir alguma dúvida sobre, eu pergunto mais.

    E vai ter universidade e afins entrando em paralisação. Dias atrás alunos do IF onde frequentava (em Muzambinho) protestaram. Se eles soubessem o que há por trás de tudo isso... se estivesse lá ainda, eu iria ficar em casa fazendo outra casa.

    E o mais triste disso tudo é que, enquanto em país desenvolvido até políticos de esquerda fazem reformas, no Brasil fica nesse lero-lero. Recuou em remover a tarifa de importação do leite e afins... ele é cheio de boas intenções, mas o Jair fica nessa brincadeira de telefone sem fio, e o país a beira da falência.

    Fico imaginando se um Brasil falido seria como Detroit (acho que você morou lá, não sei)... Onde a maioria das casas de custa menos de U$60 mil (porque quase ninguém quer morar lá), taxa de homicídios explosiva (eu não sei se a metodologia deles é igual à brasileira, porque no Brasil uma parcela bem menor dos homicídios é investigada) e atolado em dívidas.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  14/05/2019 21:39
    Conforme este

    www.youtube.com/watch?v=MYALAL0RTAE

    sim, os cortes sao de 30% mas afetam os gastos discricionais, não os obrigatorios.

    Não sei se existe algum documento oficial do MEC.
  • Tannhauser  15/05/2019 13:21
    Eu li e achei fraco. Foi exatamente o que o ministro disse. São 3,5% de corte quando se analisa o orçamento total. Se tivessem cortado calados não estaria esse alvoroço.
  • anônimo  15/05/2019 14:20
    Deviam ter privatizado tudo logo.
  • marcelino  14/05/2019 19:47
    Amigos, o que vocês acham da enorme juros da dívida que o Brasil está pagando, será que um auditoria dessa dívida seria bom para saber o que está sendo pago realmente.
  • Bruno GC  14/05/2019 20:17
    [off] Qual o será câmbio do dólar no dia 31/12/2019?

    Gostaria de saber a sua opinião, com as devidas justificativas, sobre qual será o câmbio do dólar em 31/12/2019 considerando que o texto aprovado da reforma da previdência trará uma economia nos próximos 10 anos de:
    1. 1,2 tri
    2. 0,9 tri
    3. 0,6 tri
  • Humberto  14/05/2019 21:23
    Se for de um 1,2 tri ou de 0,9 tri, será de aproximadamente 3,40.

    Devidas justificativas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2901
  • Pedro  15/05/2019 00:37
    Nós precisamos achar uma cura para o esquerdismo. Esquerdismo é doença mental!
  • Hoppe  15/05/2019 14:43
    A cura é um passeio de helicóptero.
  • Marcão  15/05/2019 01:25
    Já que é a festa da impressão do dinheiro, deixa todo mundo imprimir o seu em casa. Aí a economia vai girar que é uma beleza e acabou a pobreza!
  • Tannhauser  15/05/2019 13:16
    Leandro, fale sobre os 250 bi de créditos suplementares. Dá pra estimar o aumento da inflação e dos juros a mercado dos títulos públicos?
  • Humberto  15/05/2019 14:29
    "Em audiência pública na CMO, o secretário adjunto do Tesouro Nacional, Otavio Ladeira, e o secretário de Orçamento Federal, George Soares, afirmaram que, em um cálculo conservador, o governo precisa de no mínimo R$ 146,7 bilhões oriundos de operações de crédito para pagar despesas correntes. Isso não significa, segundo eles, que haverá emissão de novos títulos, porque podem ser usados recursos em estoque no Tesouro, desde que com autorização do Congresso.

    [...]O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO, PLN 5/2019) para 2020 permite despesas condicionadas a crédito suplementar, mas, diferentemente do que aconteceu em 2018, o texto desta vez não exige que o eventual projeto mencione que todo o montante solicitado seja decorrente de operações de crédito."

    www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/05/14/governo-quer-autorizacao-do-congresso-para-quitar-despesas-de-r-146-7-bi

    A conferir.
  • Tannhauser  15/05/2019 16:20
    Grato.
  • Jibóia Violeta  15/05/2019 15:16
    Se o governo não tem restrição(como diz a MMT), então por que estamos discutindo a Reforma da Previdência ?
  • Edson  15/05/2019 16:14
    Essa gente genuinamente acredita que o simples ato de imprimir papel pintado (dinheiro) irá magicamente abolir toda a escassez do universo. A impressão de dinheiro cria matéria-prima, máquinas e bens de consumo. Um milagre.

    Parece que nem sequer são capazes de olhar ali ao lado para a Venezuela, país que imprime dinheiro como se não houvesse amanhã.
  • Estado o Defensor do Povo  15/05/2019 15:26
    "Eu li em algum lugar que para o André Lara Resende a "Inflação" ta relacionada com as "expectativas" dos agentes. Deu a entender que é mais um fenômeno psicológico. É como se ele dissesse que "aumentar a quantidade de dinheiro" na economia nem sempre vai causar a inflação. (Diferente da Escola Austríaca que afirma categoricamente isso como se fosse algo exato, tipo 2+2 sempre será 4.) "

    Meu caro, o que é a moeda? Um meio de troca, ela não é consumida, é apenas usada para mensurar o preço de algo em função dela, por exemplo, se temos 20 sapatos numa economia, e 20 moedas, cada sapato custa em média 1 moeda, se duplicarmos o número de moedas, mas não duplicarmos o número de sapatos, o que acontece com o preço deles? aumenta por "fatores psicológicos"?Aliás o que é esses "fatores psicológicos"? Usar essa palavra no contexto econômico fica ambíguo demais, simplesmente não faz sentido,explique melhor o que significa esses "fatores psicológicos".

    "Hoje com a informática dos bancos e o dinheiro digital é possível ter um controle muito diferente do que ocorreu no passado. O Estado consegue "ver" quem tem dinheiro e inclusive consegue "tomar" esse dinheiro. Consegue irrigar e enxugar o dinheiro da economia de uma forma muito mais abrangente. "

    De novo, não está claro o que você quer dizer, tá falando de que o governo pode simplesmente tomar o meu dinheiro no meu depósito? De forma a combater a inflação?

    "Eu li também um texto do David Graeber que ele fala da criação dos "empregos de merda". Que aumentaram muito nos EUA. Você tem vários trabalhos "improdutivos" simplesmente porque as pessoas têm que fazer alguma coisa... essa moral de mercado(que a escola austríaca endossa) de que todo mundo tem que ser "produtivo" pra economia girar... Mas na verdade você tem uma grande parcela de trabalhos inúteis... "

    "Empregos de merda"? Quem julga o que é emprego de merda e inútil? Pra se gerar um emprego, basta que uma pessoa A pague a B para fazer algo que A ache útil, não precisa ser algo que TODO MUNDO ache útil, tal coisa não existe, se alguém está disposto a pagar você pra fazer o que quer que seja, você está sendo produtivo, pois está fazendo algo de útil pra alguém, por exemplo eu acho degustadores de comida um emprego meio meh, não vejo muita utilidade para o que fazem, mas tem muita gente que quer contratar eles pra sua rede de fast-food, pois são úteis para essas pessoas de alguma forma, logo são produtivos, independente da minha e sua opinião.

    "O mundo atual o tal do CAPITAL não migrou para produtividade.
    Tem até um livro sobre isso "A Era do Capital Improdutivo". Os agentes que tem excesso de capital preferem especular, "jogar" com o dinheiro e esse dinheiro não é usada para produção, para coisas que geram valor de verdade pra sociedade.
    "

    Desculpa cara mas aqui você errou feio, o mercado financeiro e a bolsa de valores são EXTREMAMENTE IMPORTANTES para a economia, sem eles os investimentos maiores em larga escala demorariam muito mais tempo para acontecer, outra tarefa deles é alocar com maior eficiência os recursos , de modo a evitar problemas como superprodução e escassez, eles fazem isso estabilizando mais os preços das coisas, funciona mais ou menos como a nossa conab, na verdade acho que é a mesma coisa, só que, diferente da conab, eles se importam com o lucro, lhes incentivando a fazer um trabalho melhor, outra tarefa deles é acelerar uma transação, pois compram um bem com demanda baixa esperando que no futuro a demanda seja maior.

    "Nesse aspecto a escola austríaca é meio negligente e ingênua(Por que acha que o Capital sempre vai migrar pra algo produtivo). Nem Marx tinha previsto isso... esse FINANCISMO. Essa outra fase do capitalismo. "

    Desculpa cara, mas é você que está sendo ignorante ao diminuir a importância do mercado financeiro dessa forma, tente abrir uma empresa sem esse "FINANCISMO" e veja se consegue.

    "E antes que venha algum abestalhado postar link de algum artigo pra eu ler, eu ja li praticamente tudo que esse site tem a dizer. "

    Não é o que tá parecendo.

    "Outrora já até flertei com as ideias da escola austríaca, mas elas caem por Terra quando se vive o mundo real. Não se fala do mundo real sem incluir o Estado na jogada. "

    De novo não está claro o que você quer dizer, a EA inclui o Estado sim em suas teorias, e mostram o que acontecerá caso o Estado intervenha demais na economia. Mas tipo, o que diabos é "saia da sua teoria e vá viver o mundo real"? O que é o mundo real então caramba? Explique-se, as pessoas tém muito essa ideia de que teoria e "mundo real" são completamente antagônicos, como se tudo que a teoria mostra fosse o completo oposto do que acontece na prática, como se tudo que fosse teórico fosse inerentemente falso e inútil, a teoria é uma forma de explicar o mundo real meu caro, se não for teoria vai ser o quê? Superstição? Não sei se foi isso exatamente que você quis dizer, mas quis deixar essa interpretação aqui.

    "O problema da esquerda é tentar corrigir a diferença de capital entre as pessoas por meio de IMPOSTO. É a única via que eles encontraram. "

    Corrigir? Corrigir o quê? Se eu ganho 100.000 e você ganha 10.000, isso tem que ser corrigido? Há algum problema aí? Há alguém sendo agredido? Há alguém empobrecendo? Você acha justo que um neurocirurgião ganhe exatamente o mesmo que o porteiro do prédio? E não, a finalidade do imposto não é reduzir as desigualdades, e sim custear as despesas do Estado, mas mesmo que fosse isso, tal coisa não é possível devido aos incentivos que se cria em tal arranjo, se você tira milhões dos mais ricos para distribuir aos pobres, que incentivo os ricos têm de produzir mais riqueza? já que eles sabem que terão seus ganhos confiscados, e que incentivo os pobres têm de produzir alguma riqueza? Já que eles sabem que receberão dos mais ricos independente se trabalham ou não, o resultado que você terá é uma diminuição da produção e aumento da pobreza, isso sim é fugir do mundo real, esse negócio de distribuir riqueza via imposto nunca dará certo na prática, pois não leva em conta inúmeras coisas sobre a natureza humana.

    "Imposto é uma violência contra os que possuem Capital."

    Ou seja, todos. Mas supondo que você esteja certo e que só alguns se dão mal com imposto, então por que você quer que essas pessoas se deêm mal? O que elas fizeram pra você? Pelo amor de Deus cara trate as pessoas como gente, não importa se são ricas ou não, sinceramente não consigo entender de onde vem tanto ódio e difamação contra as pessoas mais ricas, chega a ser revoltante, por que você quer que haja mais violência contra elas? Se alguém é rico, há um motivo, que é servir as pessoas, o dono do Walmart por acaso cometeu algum crime ao começar a vender comida barata para as pessoas? Porque ao taxar ele você está assumindo que sim, de fato Mises estava certo, o homem comum tende a zombar de quem é mais próspero que ele, e diz que se ele não respeitasse as regras de moral e decência, ele também seri rico.

    "Mas os que não possuem Capital já são violentados por não terem Capital para participar do capitalismo.
    Aqueles que não tem nada a oferecer em troca, onde tudo ao redor virou propriedade. É o toma lá da cá do capitalismo e o poder de barganha entre os que tem Capital/propriedade e os que não tem
    "

    Beleza cara, qual a sua sugestão? Obrigar os outros a servirem os mais pobres? Eles por acaso não têm direito nenhum? Se o cara for pobre aí deboa, ele tem direito a tudo, inclusive a escravizar os outros para lhe fornecer algo, agora se esse mesmo pobre enricar, já era, automaticamente ele perde os seus direitos e deve agora ser escravizado por aqueles que não enricaram, cara se for assim então façamos um teste, se alguém pede pra você dar aula ou então a tratar um paciente, você exigirá um pagamento pelo seu serviço? Se sim, nossa como você é cruel e desumano, como assim você quer algo em troca por fazer algo pelos outros?Tinha que ser um egoísta mesmo, gente como você que perpetua esse nosso capitalismo malvadão e desumano; mas se não então pronto, faça o favor de abrir uma escola ou um consultório tudo de grátis, as pessoas lhe agradeceriam bastante.
  • Leandro C  27/05/2019 13:20
    Pelo que entendi das medidas propostas é que não há uma natural escassez e que, muito pelo contrário, o que há é não apenas um estoque, mas, ainda pior, um fluxo tão imenso de riquezas que isto poderá, por alguma razão não muito bem delineada, ser extremamente perigoso à humanidade, razão pela qual o Estado deverá proteger as massas, criando artificialmente tanta escassez quanto consiga, ainda que das formas mais toscas que se possa imaginar.
  • Emerson Luis  28/07/2019 16:37

    A velha jogada de mudar os termos e/ou as definições para parecer que é uma ideia nova e funcional, quando na verdade é algo que já foi refutado na teoria e na prática. Mas como diz o que muitos querem ouvir, sempre encontra pessoas dispostas a acreditar.

    * * *


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