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Notre Dame e o que nós perdemos
E as políticas que desestimulam a construção de riqueza para as gerações futuras

Segunda-Feira, 15 de abril de 2019, apresentou ao mundo uma cena triste e assombrosa: a Catedral de Notre Dame em Paris foi parcialmente consumida por um incêndio.

Este terrível "espetáculo" serviu para nos relembrar como séculos de "capital cultural" acumulado podem rapidamente ser destruídos.

As madeiras de carvalho dos anos 1200 que formavam o telhado da catedral e sua torre principal (a 'flecha') se perderam para sempre. Alguns vitrais inestimáveis podem ter sido danificados.

Como diz o ditado, a França é o coração do Ocidente, Paris é o coração da França e Notre Dame é o coração de Paris — e, sendo assim, a imagem da icônica catedral em chamas representa uma perturbadora, embora simplista, metáfora do declínio do Ocidente.

A expressão "capital cultural" aqui utilizada significa, é claro, algo bem mais amplo do que as meras definições econômicas de capital como sinônimo de 'riqueza financeira' ou de 'fatores de produção'. Mesmo a mais ampla visão austríaca, que classifica 'capital' como bens de produção heterogêneos — aquilo que Rothbard rotulou de "a intrincada, delicada e entrelaçada estrutura de bens de capital" — não é capaz de capturar a soma da riqueza de uma sociedade.

O capital, em última instância, é algo mensurável, reduzível a unidades, ao passo que o valor de Notre Dame para os católicos ao redor do mundo não pode ser mensurado.

Não é possível quantificar o custo de seu estrago ou destruição em termos puramente econômicos. Mas é possível reconhecer uma perda. Centenas de anos de riqueza associados ao belo telhado e à bela torre principal da catedral foram perdidos pela humanidade para sempre.

A riqueza é composta ao longo do tempo

Assim como ocorre com os juros compostos, a riqueza civilizacional também é algo que vai se capitalizando (crescendo exponencialmente) ao longo do tempo. O conceito de 'riqueza' pode ser tanto algo material como também cultural, espiritual e, é claro, civilizacional.

Pense em riqueza não apenas em termos de balanços patrimoniais, mas em termos de cultura, de conhecimento e de sabedoria que vão se acumulando (capitalizando) ao longo do tempo — como uma espécie de poupança que vai crescendo exponencialmente.

Com efeito, este é o segredo: acumulação e tempo. Sociedades saudáveis constroem e preservam riqueza, o que significa que elas são criadas por indivíduos com um horizonte temporal voltado para o longo prazo; por indivíduos que se esforçam para produzir mais do que consomem.

As pessoas que construíram Notre Dame ao longo de dois séculos, utilizando andaimes e polias rudimentares, certamente não esperavam ver o resultado final de seu trabalho. Com efeito, nenhum papa, arquiteto, financista, pedreiro, artista, operário ou monarca francês testemunhou todo o desenrolar do projeto, desde o início até a conclusão.

Mas eles construíram algo que durou, algo de benefício incalculável para as gerações futuras. Eles criaram uma riqueza que se expandiu para muito além de suas vidas.

Todas as sociedades saudáveis fazem isso. A noção de se preocupar com coisas que irão durar para além de sua vida é algo intrinsecamente humano. Os seres humanos são naturalmente propensos a construírem sociedades, e os humanos mais ambiciosos sempre se esforçaram para criar não apenas monumentos, mas também modos de vida duradouros.

E isso só é possível quando as pessoas trabalham com uma visão de longo prazo, visando a um futuro que eles próprios não irão usufruir.

Tal comportamento foi ainda mais verdadeiro para nossos ancestrais primitivos, que viveram vidas extremamente curtas e difíceis — as quais permitiram o luxo e a abundância na qual hoje vivemos. Podemos apenas imaginar o quanto eles gostariam de apenas poder usufruir meios de subsistência que hoje damos como garantidos — comida, água, roupas, abrigo — em vez de ter de caçar, coletar e produzir estes meios diariamente.

Este traço, aliás, talvez seja, mais do que qualquer outro, o marco distintivo da civilização. Podemos rotulá-lo de várias coisas, mas vamos apenas dizer que sociedades saudáveis criam capital. Elas consomem menos do que produzem. E esta acumulação de capital cria uma espiral ascendente que permite o aumento do investimento e da produtividade, tornando o futuro mais rico e mais brilhoso.

A acumulação de capital tornou possível à população humana se desenvolver e prosperar para além da angústia da mera subsistência. Tornou possíveis as revoluções agrícola, industrial e digital.

O que nos leva ao ponto principal: a reconstrução de Notre Dame.

Seria possível fazer de novo e igual?

O conhecimento prático sobre como fazer alguma coisa (o famoso "know-how"), o talento artístico e a habilidade artesanal também representam formas de riqueza que podem ser perdidas ao longo do tempo. E aparentemente foram.

Este artigo de uma revista especializada questiona se a Notre Dame pode realmente ser reconstruída da mesma maneira:

Embora os arquitetos de hoje possuam informações detalhadas sobre a catedral o suficiente para fazer uma reconstrução tecnicamente muito precisa, a habilidade artesanal muito dificilmente será a mesma dos construtores originais.

Hoje, a pedra que foi utilizada para construir a catedral seria cortada utilizando um maquinário específico, e não as mãos de um pequeno exército de pedreiros especializados, como era no século XII. "Construções góticas dos séculos XIX e XX sempre parecem meio mortas, pois as pedras não apresentam as mesmas marcas criadas pelas mãos dos construtores", afirma Stephen Murray, historiador de arte da Universidade de Columbia.

Além de tudo isso, vale também acrescentar o fato de que a reconstrução de Notre Dame ocorrerá em uma época dominada por uma visão de mundo bastante diferente daquela que levou à construção da catedral. Notre Dame foi construída na Alta Idade Média — era em que a Europa inventou a Universidade. Era a época de São Tomás de Aquino e São Francisco de Assis. Era uma época de imenso interesse em novas tecnologias e em novos tipos de aprendizado. Boa parte do qual possibilitou o surgimento de Notre Dame. Era também, é claro, uma época de amplo e predominante cristianismo.

A Europa de hoje, no entanto, já amplamente rejeitou o cristianismo, e até mesmo o vitupera e ridiculariza em seus trabalhos artísticos, em sua política e em sua academia. Consequentemente, a visão de mundo que levou à construção de Notre Dame se tornou anátema à mentalidade européia moderna. Os europeus podem valorizar a construção física conhecida como Notre Dame, mas o espírito daquilo que ela representa já foi incendiado há séculos.

Trata-se de um capital cultural e espiritual que já foi dilapidado e que não pode mais — ao menos não no curto prazo — ser recriado.

O erro a ser evitado

Questões religiosas e espirituais à parte, nunca é demais ressaltar que, sim, a civilização é muito mais do que a economia, mas é crucial que ela entenda de economia. Mises nunca se cansou de alertar que a civilização "irá perecer caso as nações mantenham o caminho pelo qual optaram ao abraçar doutrinas que rejeitam o pensamento econômico".

Consequentemente, quando consideramos o triste espetáculo da Notre Dame em chamas, deveríamos nos perguntar se a política e a economia de nossa era estimulam ou desencorajam a construção de riqueza para as gerações futuras.

Mesmo se reduzirmos o legado dos atuais países ocidentais ao mero bem-estar material, a ameaça de perdermos no futuro tudo o que nos tornou ricos hoje certamente deve nos preocupar a todos.

Políticas voltadas apenas para satisfações de curto prazo, para imediatismos que geram consequências nefastas de longo prazo, podem consumir o futuro de uma nação exatamente como o fogo consumiu o telhado de Notre Dame.


29 votos

autor

Jeff Deist
é o atual presidente do Ludwig von Mises Institute.


  • Sérgio  22/04/2019 17:33


    Notre Dame não é só um "museu" como a mídia está tentando passar. Notre Dame é um simbolo da fé cristã (católica). Quem construiu Notre Dame não pensava em ganhar dinheiro, pensava tão somente na fé. Quem desenhou aquele templo queria retratar o Céu. E mais além: aquelas pessoas que construíram Notre Dame queriam manifestar o seu pleno amor a Deus. E é impressionante como aquela Catedral possui vários elementos simbólicos (elementos simbólicos que nos remontam a fé).

    E aqui nós desmistificamos uma grande mentira sobre a Cristandade, a mentira de que a Idade Média foi a "idade das trevas". Quem observa a Catedral de Notre-Dame jamais falaria isso. Alguém diria que aqueles vitrais ou aquela igreja representa algum tipo de "treva", de "obscurantismo"?
  • Pobre Paulista  22/04/2019 17:56
    Ainda não obtive uma informação definitiva sobre quem é o efetivo proprietário da Catedral. É a prefeitura de Paris? O governo da França? A Igreja Católica? Alguém sabe?
  • Renois  22/04/2019 18:03
    Foi construída autonomamente pela Igreja Católica, mas foi expropriada pelo estado francês em 1879, na Terceira República. Hoje, portanto, ela é "propriedade" do estado, que a confiscou.

    en.wikipedia.org/wiki/1905_French_law_on_the_Separation_of_the_Churches_and_the_State
  • Sérgio  22/04/2019 18:12
    Caramba. Eu não sabia que o Estado francês tinha confiscado até a Catedral de Notre-Dame. A Revolução Francesa foi um roubo sistemático a tudo o que pertencia à Igreja.
  • Fabrício  22/04/2019 18:27
  • Adão  23/04/2019 13:25
    A Revolução Francesa, também foi um assassinato. Vejas os vídeos abaixo:

    A guerra da Vandéia
    www.youtube.com/watch?v=ht9MCB4W9N8

    A revolução francesa
    www.youtube.com/watch?v=7Gn0L2Wplrg

  • Mosquito  22/04/2019 18:26
    Sei que já virou meio que um clichê, mas continua sendo verdade: aquele incêndio simbolizou a destruição de todos os aspectos (econômicos, culturais e religiosos) da civilização ocidental, que engloba e sustenta tudo o que apreciamos em termos de liberdade. O símbolo só poderia ser o de uma catedral, e foi isso caprichosamente ocorreu: não foi apenas "uma" catedral, foi "a" catedral.

    Que a destruição desta riqueza herdada já venha ocorrendo há mais de um século é uma façanha que comprova a estupenda riqueza (em todas as suas formas) que nos foi deixada por nossos ancestrais (somos ricos hoje por causa deles), riqueza esta que estamos continuamente dilapidando.
  • Caio  22/04/2019 18:36
    Como já dizia Mises em Marxism Unsmasked:

    O processo de produção que ainda estamos organizando e utilizando hoje começou ainda nas eras mais remotas da história. Se as crianças daquela época tivessem exaurido todas as redes de pesca e todos os peixes de seus países, a acumulação de capital teria acabado e teria de ser reiniciada do zero (e a humanidade teria perecido caso contrário).

    Há um processo contínuo de acumulação, que vem desde as mais simples e primitivas condições até os estágios mais modernos e elaborados que vemos hoje.

    É importante constatar esta realidade porque é imperativo sabermos que, desde os primórdios da humanidade, o primeiro passo rumo a este sistema de produção que utiliza a ajuda de bens de capital foi a poupança. Sempre foi a poupança.
  • Pergunta  22/04/2019 18:48
    Qual será reconstruído primeiro? O Museu Nacional do Rio de Janeiro ou a Catedral de Notre Dame?
  • Adair Machado  23/04/2019 13:06
    Nenhum dos dois. O que se perdeu, perdeu-se definitivamente. O que se pode fazer é colocar réplicas - algumas feitas na China - que de forma alguma possuem o valor daquilo que se perdeu. A prova do descaso que o mundo pós-moderno trata a herança cultural pode muito bem ser simbolizada nestas duas instituições.
  • Jairdeladomelhorqptras  24/04/2019 00:26
    Cara Adair,
    O problema é: quando todas são donos de alguma coisa, ninguém é dono.
    O que me espanta é que sendo o Estado dono de museus e catedrais não ocorram estes sinistros com mais frequência.
    Abraços
  • Bruno Diniz  22/04/2019 18:52
    O ponto principal merece ser ressaltado. Os seres humanos realizaram façanhas incríveis ao longo da história, e a tecnologia hoje está progredindo cada vez mais rápido. E tudo isso foi conseguido por causa da busca pelo lucro. E ainda assim as pessoas são ignorantes em história e foram tomadas pela inveja e descontentamento. As pessoas hoje reclamam sobre ter de trabalhar 40 horas por semana em salas com ar condicionado, quando centenas de anos atrás seus ancestrais tinham de trabalhar pesado dia e noite apenas para conseguir algo para comer (sem qualquer garantia). As pessoas reclamam de serviços como Google, que garante acesso a todo o conhecimento do mundo [u]de graça[u], e da Amazon, que entrega produtos na porta da sua casa em menos de dois dias. Se você voltar no tempo uns 100 anos para dizer às pessoas que encomendavam enciclopédias (de um catálogo que demorava 30 dias para chegar) que os humanos atuais reclamam da Google e da Amazon, você seria internado.
  • Roberto  22/04/2019 18:56
    Quando viajo pelo mundo e observo as belíssimas construções de épocas antigas, principalmente catedrais e igrejas, o que se passa em minha mente é: vejam as maravilhas que as pessoas conseguem criar quando não tem de pagar impostos.
  • Guilherme  22/04/2019 19:01
    O Walter Block tem uma tirada que vai mais ou menos nessa linha. Se não fossem os 40% de riqueza que o estado confisca anualmente do setor produtivo, bem como todas as regulações que ele impõe sobre empreendedores, não só o mundo estaria hoje inundado de invenções que melhoram enormemente o bem-estar e aumentam a expectativa de vida, como também já haveria cura para o câncer e até mesmo instrumentos que impedem intempéries da natureza, como terremotos e furacões.
  • Sérgio  22/04/2019 19:08
    Esta imagem traduz os meus maiores medos do que pode se transformar a Catedral de Notre Dame após a reconstrução. Que Deus nos livre!
  • Guilherme  22/04/2019 19:18
    Se for assim tá até bom. Dada a forte islamização da França, não se espante se a nova arquitetura trouxer traços mais, digamos, magrebinos - com arco, coluna e cúpula.

    Aliás, vão islamizar Notre Dame com a justificativa de que construções cristãs são "ofensivas" aos muçulmanos.
  • Revoltado  22/04/2019 20:05
    Guilherme,

    O Islã é a religião mais protegida no Ocidente, sobretudo na Europa. Fora da Internet quantos comentam e se indignam com o atentado terrorista ocorrido em igrejas no Sri Lanka, vitimando mais de 120 almas? Se dois muçulmanos tivessem a vida tolhida, aí a mídia mainstream daria uma cobertura no mínimo similar ao assassinado da Marielle Franco, creia-me.
  • João Paulo  22/04/2019 20:11
    Também pensei nisso. Quando 40 muçulmanos foram mortos na Nova Zelândia, toda a mídia se derreteu. A brasileira, então, quase entrou em depressão. A esquerda brasileira praticamente quis decretar luto por três no país. Agora que 290 cristãos foram mortos e outros 500 ficaram feridos no Sri Lanka em decorrência de ataques (quase certo que de muçulmanos), não se ouve um pio. No máximo, uma notinha de rodapé, já prontamente esquecida.
  • Adão  23/04/2019 15:38
    A cobertura do dia de hoje(23/03), no Jornal Hora 1, até parecia um atentado politico contra alvos do governo, falou de tudo no final da reportagem mostraram imagens dos enterros com freiras e padres, dando parecer somente que era pessoas simplesmente acompanhando o enterro. Nada de indignações e comentários dos especialistas, nada de falar de atentados contra a fé cristã nos dias mais sagrados para os cristãos a festa da Páscoa.
    Parecia somente mais um acontecimento longe na Àsia.
  • Lucas Araujo de OLiveira  22/04/2019 19:11
    Artigo foda! me fez entender os sacrifícios que todos temos que fazer em nome de um futuro melhor. Peço a Deus que recuperemos o instinto acumular capital, independente de sua natureza, que tornou o ocidente tão glorioso como já foi um dia.
  • Dyego Pereira Lima  22/04/2019 19:28
    Gostaria de participar de um grupo de Whatsapp referente à Escola Austríaca e debater alguns assuntos pertinentes. Meu contato 063992927777. Quem puder me inserir no grupo, fico grato.
  • Revoltado  22/04/2019 20:03
    E por aqui começaram a chover (faz dias) críticos de que a reconstrução da catedral parisiense amealhou vultuosas fortunas, enquanto as vítimas da África e mesmo o Museu Nacional de História do RJ têm sido negligenciados.
    Em duas situações que progressistas puxaram conversa comigo a respeito, a um disse que se por um lado milionários não socorrem as vítimas do ciclone que atingiu Moçambique, por exemplo, grupos religiosos realizam trabalhos caridosos, em especial cristãos, que se voluntariam a fazê-lo. Para outro, semana passada, respondi que seria interessante que milionários auxiliassem os desvalidos por tragédias. Insinuei inclusive, que a Fundação Ford e George Soros da Open Society, poderiam de fato doar quantias generosas a respeito, ao invés de doar grana a feminazistas, gayzistas e abortistas que nada mais fazem que provocar baderna aqui no Ocidente, aonde já possuem não apenas direitos, mas privilégios sobre o cidadão comum.
  • anônimo  23/04/2019 01:07
    Pessoal, tenho uma dúvida urgente. Por que a teoria da crise de superprodução (ou subconsumo) de 1929 está errada? Nunca consegui entender muito bem sobre esse assunto.
  • Risadinha  23/04/2019 01:17
    Essa teoria da superprodução é a mais hilária que já ouvi. Crise econômica causada por excesso de produção? Quer dizer então que a pessoa vive tão na fartura que ela se torna pobre? Quanto mais coisas a pessoa tem à sua disposição, mais pobre ela é?

    Se superprodução gerasse recessão, EUA, Suíça e Alemanha viveriam numa eterna depressão. Já os países africanos e a Venezuela, onde falta de tudo, viveriam numa eterna bonança e prosperidade.

    É cada gente idiota que existe neste mundo...

    Recessão sempre é causada por alterações na oferta monetária e por más alocações dos fatores de produção, os quais foram mal alocados por causa das distorções nas taxas de juros causadas pela expansão monetária engendrada pelo Banco Central em conjunto com o sistema bancário.

    Não existe empobrecimento causado por fartura de produtos à disposição dos consumidores.
    Sobre 1929:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2594
  • Victor  24/04/2019 14:39
    E no Brasil? Como se explica a entrada e saida da crise de 29 no ponto de vista austríaco?
    Na academia só ensinam Furtado kkkk
  • Bruno Feliciano  23/04/2019 01:11
    Pessoal, a França é a terra do cuckismo, sempre foi um lixo! Perderam guerra até pro Brasil, as outras guerras que não perderam é porque se renderam levantando bandeira branca!

    Cara basta ver, os cara ganham a copa e o que fazem? Saem quebrando tudo, pondo fogo em carros e tiram a roupa na rua, enquanto os franceses acham engraçado e param pra tirar foto e rir.

    Doações do mundo inteiro pra Notre Dame, o que fazem? Protestam contra isso querendo que os ricos SEJAM AINDA MAIS ROUBADOS PRA SOLUCIONAR PROBLEMA DOS CUCKS!

    Querem tudo de graça, mas não querem pagar altos impostos.

    Deixam os Kebab invadirem seu país, usufruir de todo serviço público sem contribuir um Euro, estupram as filhas deles, agridem a esposa deles, depredam, destroem igrejas e ameaçam cristãos.
    Querem impor Sharia enquanto os cucks deixam!!!

    Ainda por cima são socialista na veia!! Basta ver que Haddad e Ciro venceram lá!

    Esse país vai colapsar e vai me desculpar, merecem esse fim mesmo. Duro dizer isso, mas é a verdade.
    A direita francesa(Le Pen) é extremamente socialista, não existe um conservador raiz como na maioria do Ocidente, a eleição é disputada por socialistas!!
  • anônimo  23/04/2019 02:24
    Entendo, até por ser cristão, que o valor da catedral é imensurável. Mas como defender as doações bilionárias enquanto há crianças passando fome vítimas de tragédias naturais? Já ouvi, ainda que considere a associação imprópria, que tijolos não valem mais do que seres humanos.
  • Peter Bauer  23/04/2019 02:43
    O que você acha que acontece com o dinheiro que é enviado para países de terceiro mundo para "ajudar as crianças com fome"?

    Sempre -- sem exceção -- esse dinheiro é desviado por políticos locais. Estão há décadas enviando "ajuda humanitária" para a África e a única coisa que aconteceu é que os governantes locais embolsaram o grosso desse dinheiro, e figuram hoje entre os indivíduos mais ricos do mundo.

    Tem que ser muito idiota para mandar dinheiro para as "criancinhas carentes" da África. Otário que faz isso está simplesmente dando ainda mais poder para os governos (quase todos ditaduras) daqueles países. Felizmente, os bilionários estão começando a entender isso, e reduziram seu financiamento involuntário àquelas tiranias.
  • Dane-se o estado  23/04/2019 05:52
    Boa parte dos europeus estão achando lindo se matarem e se entregarem de mãos beijadas mesmo!
  • Dane-se o estado  23/04/2019 05:52
    Faz é tempo que eu penso nisso, hahahaha, qualquer um que conhece a realidade socialista daqueles países vai saber que não adianta fazer ajuda humanitária, é como encher um balde furado, como isso vai adiantar de alguma coisa com países tiranos que nunca vão permitir que o pescador seja livre para usar a vara que lhe foi dada? O dinheiro vai para ditadores mesmo, dificilmente ajuda alguém de forma efetiva lá.
  • Geraldo  23/04/2019 18:08
    Por que não doar alimentos e diretamente para as ONGs dos países em questão, em vez de dinheiro para os governos? É o que eu faria se fosse rico o bastante para fazer doações à África.
  • Samor  23/04/2019 18:17
    Os alimentos também são desviados por burocratas do governo, que passam então a utilizá-lo, de maneira chantagista, para fins políticos perante a população.

    Caralho, isso aconteceu na Venezuela não faz nem dois meses... É ilusão achar que ONGs operam livremente nestes países. Aliás, é delírio achar que estas ONGs não operam em conluio com o governo local.

    Mas isso ainda é o de menos. Eis o que realmente importa: ainda que a doação de alimentos ocorresse de maneira supimpa, sem nenhum desvio ou corrupção, alimentos não acabam com a pobreza. No máximo, postergam a fome. Você pode doar toneladas de alimentos hoje. E daí? Mês que vem terá de doar mais. E depois mais. E depois mais. E mais. E mais. E ainda mais...

    E aí? Quando pararia?

    A única solução definitiva para a pobreza é criar riqueza. E não distribuir benesses.

    Por outro lado, doar dinheiro para uma restauração é algo que se resolve em um único ato: doou hoje, a obra fica pronta amanhã, e acabou. Não é necessário ficar fazendo doações mensais, como no caso da África. Daí a explicação de por que bilionários doam para Notre Dame (para a qual basta uma única doação) e não para a África (que é um poço sem fundo).
  • Geraldo  23/04/2019 20:03
    É... mas para o povo gerar riqueza seria necessário que os governos desses países não interferissem na economia e removessem as barreiras comerciais, da mesma forma que foi feito em Hong Kong, Singapura e Coreia do Sul (casos que já foram mencionados aqui mesmo neste site).

    Mas duvido que os caras que mandam nesses lugares "larguem o osso" sem um banho de sangue (como o Peter Bauer bem disse, eles estão entre os mais ricos do mundo).
  • Revoltado  24/04/2019 19:32
    O mesmo ocorre com a Coréia do Norte.
  • Isaias Lobao  23/04/2019 13:17
    Olá. Posso atestar o que foi dito anteriormente em outros comentários. A ajuda humanitária para a África trouxe mais problemas do que benefícios. Participo ativamente de movimentos de apoio a comunidades carentes e posso garantir que o dinheiro direcionado para países africanos são, infelizmente, desviados pela burocracia.

    Deixe-me contar uma história. Quando representava uma organização religiosa, recebi a doação de um consultório dentário completo e muitos remédios. A doação deveria ser encaminhada para um país africano. Fui a embaixada em Brasília para a reunião. O funcionário me recebeu, de forma arrogante, com um copo de uísque na mão. Eu pensei: O país dele saindo de uma guerra civil e o cara se refestelando aqui no Brasil, vivendo no luxo. A conversa foi tensa. Ele deixou claro que não enviaria a doação sem receber uma propina. Não cedi e por fim, a doação ficou no Brasil.

    Os norte-americanos conseguiram enviar sua doação. E ficaram sabendo que o governo reteve tudo na alfandega. E por fim, os itens acabaram sendo vendidos pelos próprios funcionários da receita. Isto é, o que sobrou. Eles recolheram o melhor e o depois venderam o restante.

  • Peter Bauer  06/05/2019 17:01
  • Pergunta  23/04/2019 14:36
    Onde é pior viver como um membro da classe média nos mais diferentes aspectos? Brasil ou Argentina.
  • Régis  23/04/2019 16:19
    Nas cidades interioranas dos estados do sul e do sudeste (e em alguns do Centro-Oeste), você consegue uma boa qualidade de vida. Há segurança, baixo custo de vida, boas opções de lazer e boa gastronomia.

    Para mim, são opções imbatíveis. Se você conseguir trabalhar de casa (algo cada vez mais comum), não pense duas vezes: fuja das capitais (barris de pólvora) e refugie-se no interior. De preferência em cidades com não mais que 100 mil habitantes.

    Não recomendo a Argentina. Os políticos daquele país fazem os nossos parecerem um poço de sensatez.
  • Andre  23/04/2019 17:15
    Brasil está a 2 anos de uma crise da dívida e Argentina a uns 6 meses da hiperinflação, se é jovem caia fora desses lugares, se é velho e cometeu o erro de ter família em lugares toscos abrace a sugestão do Régis que é a menos pior.
  • Jenifer Viana  23/04/2019 23:39
    Off Topic

    Alguém que já tenha trabalhado ou conheça o Forex poderia me explicar se realmente vale a pena esse tipo de investimento?

  • Hugo  24/04/2019 00:34
    Extremamente arriscado e imprevisível.
  • Pobre Paulista  24/04/2019 12:22
    Se você não tiver vasta experiência com renda variável, câmbio e alocação patrimonial, fique absolutamente longe disso.
  • Jenifer Viana  24/04/2019 15:40
    Entendi. Obrigada pelas resposta Hugo e Pobre Paulista.

    Qual investimento recomendam para iniciantes?
  • Um humilde investidor  24/04/2019 17:09
    Jenifer Viana,

    Aprenda sobre produtos bancários como CDB, LCI e LCA. Tesouro Direto também. (resumidamente, renda fixa).

    Quando entender, passe para fundos de investimento, fundos imobiliários, ações (renda variável).

    Por fim, futuros e opções (derivativos).

    Isso aqui é, sem exagero, roteiro para uma vida inteira de estudos.
  • Pobre Paulista  24/04/2019 17:15
    Estude nessa ordem: Poupança -> Fundos indexados > CDB/LCA/LCA -> Títulos Públicos -> FII -> Ações.

    Tem assunto para no mínimo um ano já.

    Depois disso, apenas depois disso, estude câmbio, índices, enfim, especulação em geral. É aqui que aparece a desgraça de todos os iniciantes: A alavancagem.

    Apenas depois disso você pensa em Forex.


  • Jenifer Viana  24/04/2019 18:05
    Muito agradecida!!!
  • AGB  24/04/2019 18:12
    Há alguns anos houve um movimento para restaurar o museu nacional, que já apresentava graves sinais de decadência. O plano incluía aportes financeiros e técnicos de entidades e empresas internacionais. Tais ofertas foram descartadas de saída pelos funcionários e dirigentes da instituição, alegando que seria "a entrega da cultura brasileira aos estrangeiros". Resultado: nada se fez e a tragédia consumou-se. Inútil dizer qual a ideologia vigente naquele museu.
  • Stalinmarquisson da Silva  25/04/2019 06:27
    Incêndio no COMEÇO DA SEMANA SANTA. "Ah, só uma infeliz coincidência".

    Poderia até ser, durante essa semana santa prenderam um cara com galões de querosene e isqueiros dentro da uma catedral em Nova York (St. Patrick Cathedral) e a Igreja Matriz de Monte Santo foi incendiada.

    Muita coincidência...não?
  • Askeladden  26/04/2019 15:05
    Que tempestade em um copo de água.
    Está catedral já esteve em ruínas e foi reformada varias vezes ao longo da história, foi até celeiro na revolução francesa.
    Agora com 1 bilhão para reconstrução irá ficar mais linda que nunca.
    Tirando as pirâmides quase tudo já foi reformado que não se sabe dizer quanto ainda é original.
    Se formos pesquisar a fundo a maioria do que é exposto em museu são réplicas pois o original já se perdeu a muito tempo. Vá na catedral de Aparecida e estará cultuando uma réplica pois a original algum retardado quebrou.
  • Paulo  27/04/2019 15:24
    Notre Dame foi um crime não apenas para a Igreja Católica, mas um ataque e um insulto a todas as igrejas cristãs. Foi um crime, nada contrário a isso. Não importa se foi negligência, imperícia ou terrorismo.
    A Europa está se entregando a doutrinas falaciosas, movidas por um idealismo errônico, baseado na noção que todos são iguais e devem ter os mesmos direitos. Não são direitos, mas sim desejos de pessoas que se acham privilegiadas.
    Com todos esse caos que vemos hoje e toda a parcialidade e omissão de grupos pertencentes aquele continente e ao mundo ocidental, me faz pensar que há muito mais nas entrelinhas.
    Quanto será que os Aristocratas de paletó, sínicos e hipócritas, estão ganhando para enganar a sociedade europeia e americana? Porque consideram apenas islâmicos como seres intocáveis e explorados pelas guerras? Porque não fazem os mesmos com todos aqueles que sofrem com violentas formas de opressão e conflitos no centro africano? Não, que esteja defendendo a intervenção estatal na manutenção de povos refugiados em seu solo, em terras europeias. Contudo, apenas uma reflexão. É visível que existe questões financeiros e políticas envolvidas nesse meio. Quanto será que os terroristas da casa de saud estão gastando para manter o terror no mundo? Quanto políticos como Obama, Holande, Merkel ganharam por considerar que todos os islâmicos são pessoas passivas?
    Nos campos de refugiados, assim eu os chamo as vilas ondem se assentaram, é perceptível a forma como tratam os nativos europeus, como desprezo, com um olhar de terror, assassino, como se todos os europeus fossem culpados pelos assassinatos cometidos na tal primavera árabe e pelos seus líderes citados acima.
    Claro que existem sim, religiosos moderados, que sabem conviver em harmonia com todos os outros seres pertencentes a outros credos. Se não fosse assim, a Europa já teria ruído em guerra. Mas vem junto toda a desgraça dos lunáticos terroristas.
    A queda de notre dame é só mais um atentado entre muitos que já foram cometidos e entre muitos que devem estarem sendo planejados nesse exato momento. Defender liberdades individuais não quer dizer sinônimo de ser tolo em relação aos crimes cometidos.
    Se os cristãos, irreligiosos não tomarem cuidado, serão eles os próximos a cair. A guerra santa, hoje muito mais velada do que direta já começou a tempos. Está acima de qualquer pensamento econômico e social. Ignorar isso é aceitar a covardia cometida pelos terroristas que já estão infiltrados.
    Em um modelo libertário, quem nos defenderiam seriam as milícias armadas. Isso? Condenem-me se estiver errado, mas como estamos vivendo em um mundo tomado pelos estatistas e esses se entregaram aos poderosos extremistas, fica difícil saber como nos defender. Como bem diz o ditado: "estamos num mato sem cachorro". Pois, não temos liberdade para nos defender, os terroristas são intocáveis, não podem dizer nada contra eles, que somos taxados como xenófobos, racistas e contra as liberdades individuais dos imigrantes. Mas, ao mesmo tempo, temos que aceitar calados todos os casos onde nossa liberdade de ir e vir é cessada.

    Pelo que entendo, ainda pouco, os governos deveriam ser exauridos e as liberdades individuais serem garantidas. Saúde, educação, ruas, segurança, saneamento, energia, comércio em geral são e deveriam ser explorados apenas pelos agentes privados, mas infelizmente, é tomado de forma forçada pelos estatistas. Mas, isso não quer dizer que devemos aceitar todo e qualquer ser humano natural, que atente contra nossas liberdades.

    Por isso, eu indago: Como nós poderíamos agir em uma sociedade libertária, em casos como Notre Dame, SriLanka, etc em relação ao terrorismo velado e aberto, que é cometido atualmente? Teríamos que convocar as milícias armadas para nos defender dos terroristas armados?
    Para manter escolas radicais e a sociedade presa a suas teorias extremistas, líderes religiosos precisam do Estado para manter encabrestado seus membros. Eles os doutrinam desde os primeiros anos de vida e isso é praticável, principalmente, porque dominam os meios de instrução. Casos de mulheres e crianças terroristas estão aí na história, principalmente na Nigéria, onde os milicianos do Boko Haram são presentes. A tempos, eles estão financiando escolas em diversos países, onde são maioria ou usam da força para reprimir e oprimir grupos contrários a eles. Indonésia que o diga. Os atentados contra o sufis no Egito e contra os cristãos coptas são outros exemplos reais de eras atuais.
    Os esquerdistas brandam alto dizendo que todos os povos são iguais, que devem ser aceitos, que a imigração não deve ser inibida, que as pessoas são boas por natureza, que devem ser acolhidos todos aqueles que passam por prolemas no mundo. Controlam a mídia, manipulando a sociedade, enganam os irreligiosos, fazendo os acreditar que estão ao seu lado. Dizem defender os gays, feministas, negros e pobres. Mas, onde estão eles, quando os gays, negros, pobres nativos de outras nações estão convivendo em solo extremista? Onde estão os políticos maravilhosos defensores da paz e da união dos povos quando um ateu, um cristão, um agnóstico é condenado a morte porque discorda da religião de maioria dos povos onde estão vivendo e do seu sistema penal, baseado na legalidade religioso particular? Não estão em lugar algum, omitem-se, acovardam, calam-se, fingem não vê, porque além de serem financiados pelos terroristas, também são financiados pelos grupos que controlam a economia, incluindo os monopolistas armamentistas.
    Na minha singela opinião, o fim que se destina a Europa, será mais uma vez um campo minado no futuro, onde haverá cada vez mais terroristas islâmicos, dizendo ser ético os atos de terror cometidos por eles, para se defenderem dos atos contra os mesmos e de outro lado, os cristãos e talvez irreligiosos, que chegarão ao ponto de não mais aceitar tudo calado.


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