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“No Brasil, até o passado é incerto” - como comprova a proibição da taxa de conveniência
Assim como não há almoço grátis, não há ingresso grátis

"Não há almoço grátis" é uma lei irrefutável da economia. Para que um serviço possa existir, alguém tem de pagar a conta. Sempre.

Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a taxa de conveniência cobrada pelas empresas que vendem ingressos online é ilícita.

Apenas para explicar a quem não é do ramo, a taxa de conveniência permite que o consumidor compre o ingresso para um determinado show sem ter de sair de casa e se deslocar até o local ou a algum ponto de venda autorizado (o que obviamente gera gastos com transporte, estacionamento e perda de tempo no trânsito). O valor correspondente ao ingresso é repassado ao produtor/organizador do evento e a taxa de conveniência é retida pela empresa que preste este serviço.

Mas não foi só isso. O STJ também condenou a minha concorrente "Ingresso Rápido" a pagar retroativamente 5 anos de taxas de volta aos consumidores.

Como disse o site Brazil Journal em excelente artigo, citando Roberto Campos, "no Brasil, até o passado é incerto".

Esta "curiosa" determinação do Superior vai resultar em um destes 3 cenários (ou em uma combinação deles):

1. De volta à idade da pedra: as empresas que criaram a comodidade de compra online deixam de existir. É simples: ninguém trabalha de graça (nem os usuários por ora felizes em receber um dinheiro, nem os digníssimos ministros do STJ). A possibilidade de comprar ingressos no celular desaparece e voltamos às lojas físicas, às óticas e aos quiosques em shopping centers.

2. Produtoras vão falir: a grande maioria dos produtores não aguenta pagar taxas adicionais como quer o STJ. Tendo trabalhado, por meio da Ingresse, com milhares de empresários do segmento, posso garantir: a conta não fecha.

Produzir eventos já é, por si só, uma atividade de altíssimo risco, e a maioria dos eventos dá prejuízo. Se considerarmos os diversos impostos a serem pagos, alvarás, taxas ao ECAD, passivos trabalhistas etc., notamos que o custo imposto inviabiliza a maioria dos eventos? — ?principalmente aqueles que pagam seus impostos.

Na maioria dos eventos, a margem é de cerca de 10 a 20%, exatamente o custo que o STJ vai impor aos produtores.

3. Ingressos Mais Caros: no entanto, na maioria dos casos, o que irá acontecer será análogo ao que ocorreu com a Lei da Meia-Entrada. Quando os produtores foram forçados a cobrar meia-entrada, os ingressos simplesmente dobraram de preço. Assim, além de não haver almoço grátis, eis outra regra da economia: sempre que o judiciário impõe regras de negócio inapropriadas ao mercado, o cliente final irá pagar a conta.

Ao embutir as taxas no preço do ingresso, os usuários não só perderão transparência, como também a chance de comprar sem taxa nos pontos de venda. Não foi exatamente o que ocorreu com a meia-entrada?

Quem perde quando há uma diminuição na quantidade de espetáculos, quando as pessoas precisam voltar a se deslocar fisicamente para comprar em pontos de venda específicos ou quando o preço do ingresso sobe e a transparência cai? Sim, você, consumidor.

No final, a taxa de conveniência é o equivalente à taxa de booking quando alugo uma casa no AirBnB, à taxa de entrega quando peço comida no iFood, ou à comissão quando compro um livro na Amazon. Afinal, eu não gosto de ter de ir até a livraria se posso receber em casa.

De resto, vale ressaltar que, ao redor do mundo, as empresas de ingressos cobram taxas de conveniência. É assim na Índia com a BookMyShow (avaliada em $850 milhões), na China com a Maoyan ($19 bilhões), na Turquia com a Biletix ($264 milhões). O segmento no Brasil em 2018, de acordo com o website Ebit Webshoppers, movimentou R$ 3,7 bilhões entre Cinema, Esportes e Entretenimento.

Destrinchando os gastos

Recentemente, comprei ingressos para assistir ao músico de rap brasileiro "Baco Exu do Blues", no Espaço Áudio. Paguei R$ 50,00 por ingresso e R$ 6,00 de taxa. Este é exatamente o preço médio de um ingresso no Brasil. Agora, vamos fazer um pequeno exercício de álgebra.

Nós que somos do ramo sabemos que, em média, os usuários compram 1,56 ingresso e, portanto, pagam R$ 9,36 em taxas. Se eu tivesse me deslocado para comprar esse ingresso em um ponto de venda, eu teria de gastar:

  • Cerca de R$ 26,53 com o UberX até a bilheteria. Com transporte público, eu pegaria dois ônibus até a Barra Funda e gastaria R$ 8,60, assumindo duas passagens. Se o ponto de venda for em um shopping e eu usasse meu carro, teria gasto no mínimo R$ 10,00 com o estacionamento. E, considerando uma distância de 5 km e um carro médio, gastaria ?cerca de R$ 2,40 com gasolina.
  • De 30min a 2h no trânsito de São Paulo (lembrando que bilheterias não funcionam fora do horário comercial). Qual o valor do nosso tempo? A média salarial no Brasil (R$ 2,1 mil) dividida pelo número de horas trabalhadas no mês (8 horas por dias, 20 dias úteis) é de R$ 13,2 por hora. Portanto, para cada hora que o brasileiro médio trabalha, ele gera cerca 13 reais de retorno para si mesmo.

Neste exercício simples, para cada ingresso vendido, o usuário economizou de R$ 19,04 (no caso de usar o ônibus com 1,5h de deslocamento) a R$ 23,24 (no caso de usar o UberX com 30min de deslocamento).

Em 2018, no Brasil, foram vendidos 46 milhões de ingressos online — portanto, o serviço online gerou uma economia de, no mínimo, 914 milhões de reais (assumindo que 80% das pessoas optam pelo ônibus).

tabela.png

Sim, a conta é mais complexa e existem algumas empresas que cobram taxas de conveniência elevadas. Mas, nesse caso, a discussão deve ser sobre se vale a pena ir até o ponto de venda ou não.

Como disse o Brazil Journal:

As chamadas tiqueteiras — empresas como a Ingresso.com, Ingresso Rápido, Ingresse — investem milhões de reais em tecnologia, sistemas antifraude e melhorias constantes da experiência do usuário. (Se cobram caro por isso é outra história, e o remédio para isto também não é a judicialização, e sim mais concorrência).

Se a Netflix passasse a cobrar uma taxa muito elevada de assinatura, o que você faria? Eu pararia de assinar e passaria a assistir à HBO Go. A lógica do STJ é exigir que o Netflix pare de cobrar do usuário e que voltemos a alugar filmes na locadora.

No Brasil, há empresas novas trabalhando sério para entregar uma experiência de qualidade na compra de ingresso e cobrando barato. A Ingresse e meus concorrentes no Sympla e Eventbrite, por exemplo, cobramos de 5 a 10% na compra, zero pela retirada do ingresso e permitimos que você entre sem nenhuma fila adicional. Conveniente, não?

Por que não focam no essencial?

O judiciário tem a função clássica de proteger os direitos dos cidadãos; no entanto, ao tentar distorcer uma dinâmica de mercado universal, ele acaba atingindo exatamente quem deveria estar protegendo: o consumidor final — e, é claro, atropelando alguns milhares de empregos no caminho.

Em vez de o judiciário se concentrar no essencial, ele está legislando sobre a taxa no ingresso do show do Paul McCartney — o que, no final, gera não só um aumento no preço do ingresso para o comprador, como também custo de deslocamento e, principalmente, uma grande perda de tempo (e o tempo, ao contrário do dinheiro, é um ativo irrecuperável).

Como disseram os peritos do BTG Pactual em seu recente relatório, "for the good of Brazil, we hope this decision is reversed".



autor

Gabriel Benarrós
é Economista Comportamental (Begavior Economist) formado pela Universidade de Stanford, CEO e co-fundador da Ingresse, Entrepreneur Endeavor, Forbes 30 Under 30.


  • Daniel  18/03/2019 17:41
    Existe algum aspecto da vida econômica que esses funcionários públicos arrogantes e altamente bem pagos (com o dinheiro extraído dos desdentados) não queiram controlar? Afinal, por que existem pessoas que juram que o mundo deve funcionar estritamente de acordo com sua visão de mundo provinciana?
  • Régis  18/03/2019 17:57
    É a velha "arrogância fatal" tão bem descrita por Hayek. Essa gente jura que as leis de mercado só podem "funcionar" se estiverem de acordo com sua visão de mundo míope. Se o mercado não funciona exatamente da maneira como eles acham que deve funcionar, então é porque tem algo errado, e a caneta irá resolver.

    Eles simplesmente não aceitam que as pessoas interagem voluntariamente visando a melhorar seu padrão de vida, e acham que absolutamente tudo deve ser tutelado. No fundo, sempre prevalece aquela visão "coitadista" da economia.
  • Dj  18/03/2019 18:01
    Faço minhas as suas palavras. Apesar de ser servidor público e ter uma visão econômica mais "antenada" com o mundo real capitalista o que vejo dos colegas é que muitos ainda tem a mentalidade anticapitalista.
  • Paulo Henrique   19/03/2019 00:51
    Se ingressos onlines tem custos menores, por que eles tem taxa de conveniencia?
    É como, paralelamente, dizer que redução de custos provoca aumento de preços ao consumidor.
    Realmente não é fácil entender a existêcia dessa cobrança, dai de terem proibido.

    Intuitivamente, vender algo não físico, online, custa menos do que imprimir, contratar funcionario para ficar no lugar, se locomover até o lugar, e comprar
  • Geraldo  19/03/2019 01:31
    "Se ingressos onlines tem custos menores, por que eles tem taxa de conveniencia?"

    Exatamante porque você não precisa se deslocar até o local para comprar. A empresa faz isso por você. Meio óbvio, não?

    "É como, paralelamente, dizer que redução de custos provoca aumento de preços ao consumidor."

    Não, cidadão. É como dizer que a terceirização do ato de comprar um ingresso para você tem um custo. Meio óbvio, não?

    "Realmente não é fácil entender a existêcia dessa cobrança, dai de terem proibido."

    Não é fácil entender a cobrança de um serviço terceirizado? Não é facil entender a cobrança de um despachante? Sério?

    "Intuitivamente, vender algo não físico, online, custa menos do que imprimir, contratar funcionario para ficar no lugar, se locomover até o lugar, e comprar"

    Como assim "algo não físico"? O ingresso é algo bem físico. Você precisa apresentá-lo para entrar no show. Mas a taxa de convém é um serviço que dispensa você da chateação de ter de ir a um quiosque para retirar o ingresso físico. Ele faz isso por você.

    É cada um...
  • Gabriel Benarros  20/03/2019 21:35
    Complementando a resposta do Geraldo: algo "não físico" pode ter complexidade muito maior do que algo físico. Vamos fazer um exercício simples . Pense nas 3 empresas mais valiosas do mundo: Google , Microsoft, Amazon. Você acha que elas vendem algo "físico"? Ou será que vendem software?
  • Vladimir  19/03/2019 11:24
    "Se ingressos onlines tem custos menores, por que eles tem taxa de conveniencia?
    É como, paralelamente, dizer que redução de custos provoca aumento de preços ao consumidor. Realmente não é fácil entender a existêcia dessa cobrança, dai de terem proibido."


    É impressionante como brasileiro adora um almoço grátis. E o pior é que ele genuinamente acredita que é possível.

    Essas empresas -- Ingresso.com, Ingresso Rápido, Ingresse etc. -- investem milhões de reais em tecnologia, sistemas antifraude e melhorias constantes da experiência do usuário. Você acha que isso tudo é grátis?

    Aliás, é interessante: se tais empresas fizessem um serviço porco, mas baratinho, com fraudes a rodo, mas sem cobrar taxa de conveniência, todo mundo também reclamaria do mesmo jeito (e muitos, aliás, até diriam que prefeririam pagar mais caro desde que isso garantisse bons serviços e inexistência de fraudes).

    Ou seja, nunca haverá um arranjo satisfatório.

    No final, todos querem tudo de graça, e com serviços supimpas. Uma vida deliciosa.
  • Rodolfo Andrello  19/03/2019 16:07
    A maior bobagem que eu li hoje foi essa de que ingressos online devem ter preços menores. Ninguém está comprando um papel pintado com uma numeração pra passar na catraca do evento, o que está sendo pago é uma atração. Além disso apenas eu consumidor posso julgar quanto estou disposto a pagar por um show do Black Sabbath ou Foo Fighters, e se o empresário cobrar um preço além do que estou disposto, nós não fechamos negócio, simples assim.
  • Rodrigo   18/03/2019 17:43
    O judiciário Brasileiro é um lixo. Sem mais.
  • L Fernando  18/03/2019 18:15
    Mas o pior não é isso.
    Quando postaram no twitter este fato 99 % dos que interagiram lá ficaram muito satisfeitos com isso, e que agora não o precisariam mais pagar a taxa de conveniência , e mais que ainda buscariam este dinheiro pago em ingressos passados
    O Judiciário é um reflexo do pensamento dos ignorantes que formam a sociedade como um todo.
  • Xerox  18/03/2019 18:57
    Decisões absurdas no Judiciário, em todas as suas instâncias, infelizmente não são novidade, nem um pouco. Não é apenas o STF ou o STJ que parecem completamente desvinculados da realidade: o salário de qualquer aspone em qualquer comarca já dá sinais claros dessa Disneylândia onde só tem Mickey e nós somos os patetas.
  • Edson  18/03/2019 19:07
    Os meritíssimos querem obrigar empreendedores a trabalhar de graça, mas eles próprios nunca nem sequer arcaram com os próprios custos: além de auxílio-moradia, auxílio-transporte, auxílio-paletó e reembolso por despesas médicas, eles têm carro oficial e gasolina paga pelo cidadão (o mesmo cidadão que eles querem proibir de cobrar para trabalhar).
  • Insurgente  19/03/2019 18:15
    Exatamente isso.
  • Joao  18/03/2019 20:21
    Exato! Os brasileiro, em grande maioria,são burros demais para perceber os efeitos nefastos de tal decisão. Eu não canso de falar: Não existe meia entrada! Existe entrada inteira e o dobro da entrada. Mas meus conhecidos se vangloriam de "dar um jeitinho" para pagar "meia". Ou melhor, para pagar inteira. Bando de imbecil.
  • Tarantino  19/03/2019 02:03
    Mas não é melhor pagar uma "inteira" do que pagar "duas inteiras"?
  • Joao  19/03/2019 15:12
    Mas é injusto com aqueles que pagavam uma inteira, e agora somente porque a Lei proíbe o empresario de praticar o preço dele, aqueles que não se enquadram na vontade da Lei pagam dobrado. Que legal né, muito melhor. Como brasileiro gosta de se sentir enganado.
    "Prefiro pagar uma inteira ao invés de pagar duas inteiras, e me fazem de trouxa pois eu acho que pago meia, dãããã"
  • Tarantino  20/03/2019 01:53
    Meu caro, a partir do momento em que uma "inteira" passa a custar "duas inteiras", a "inteira" vale "metade de duas inteiras" , que agora é a "nova inteira". e a "velha inteira" agora é a "nova meia". Se é justo ou não não sou eu quem vai dizer, mas é inegável que mesmo pagando mais caro, ainda continua sendo a metade da mais cara. Se bem que é uma vantagem pra inglês ver...
  • Matheus  19/03/2019 22:04
    ANTES:
    Ingresso = 10
    Taxa de conveniência = 2

    AGORA
    Ingresso = 12 (para todos, inclusive aqueles que comprarem na loja física)

    Por isso eu digo que compilance será a matéria da salvação no Direito no futuro, porque o Brasil não é mesmo para amadores...
  • Pobre Paulista  18/03/2019 18:04
    Ah mas vamos colocar o Mito no governo pra resolver isso aí Taokey???? Não, péra...
  • L Fernando  18/03/2019 20:19
    Sim, ele vai da noite para o dia trocar todo o Judiciario na caneta, passando por cima de tudo
    Mas pera ai, onde já vi isso mesmo?
    Logo ali na Venezuela
  • Pobre Paulista  18/03/2019 20:37
    Nem zoa não que tá cheio de gente pedindo pra ele fazer exatamente isso
  • Metallion  18/03/2019 20:59
    Se em algum momento você acreditou que colocar um cara de esquerda (o Bolsonaro pode ser mais conservador nos costumes, mas sendo militar ele acredita no Estado Grande) ia afetar essa situação, 1) você estava mal-informado e 2) está acreditando em mágica. Entenda, aceite: a única saído do Brasil é ir embora e abandonar isso aqui. Este país nunca vai dar certo.

    Desculpem-me o post-deprê, mas sejamos francos. Mesmo os EUA só deram certo porque uma penca de pensadores liberais impuseram as opiniões deles. Não houve um processo democrático de elaboração da constituição, e por isso ela saiu bem-feita. Se houvesse acontecido como foi no Brasil, os EUA seriam um Taití há duzentos anos. Não há esperança para o país. Não há o que ser feito a não ser ir embora.

    E eu estou indo.
  • Pobre Mineiro  18/03/2019 21:00
    Não se preocupe, em 2022 aparecerá outro "mito" para os direitistas, e outro "pai dos pobrí" para os esquerdistas.
  • 4lex5andro  19/03/2019 14:41
    Um jipe, um cabo e um soldado, talkey?

    KKK
  • anônimo  18/03/2019 18:04
    Posso estar enganado, mas o artigo deixou de considerar um ponto importante no cenário 3, que, muito provavelmente, será o adotado pelo mercado.

    Hoje, havendo cobrança em separado da taxa de conveniência e do ingresso, cada uma das duas empresas paga seus tributos em separado.

    No momento em que o valor da taxa de conveniência for incorporado ao preço do ingresso, ele também passará a ser considerado uma receita do organizador do evento, sobre ele incidindo diversos tributos que também são pagos pela empresa de conveniência.

    Portanto, além dos problemas mencionados no texto, haverá ainda um aumento no preço dos ingressos em decorrência do efeito cascata de alguns tributos.

    Os efeitos dessa decisão do STJ são ainda piores do que os apontados por este artigo.
  • Hélder  18/03/2019 18:25
    Muito bom ponto.
  • Antonio Jose  19/03/2019 14:28
    Já tinha pensado nisso mas você comentou antes. É só incorporar a taxa no preço do ingresso e as empresas promotoras passam a pagar diretamente para as empresas de conveniência por cada ingresso vendido. No final o preço vai ser o mesmo para o consumidor como não vai mais valer a pena comprar fisicamente os bilheteiros ficarão desempregados.
  • 4lex5andro  19/03/2019 14:43
    Não é de se duvidar que a alta côrte tenha pensado exatamente nisso ao decidir seu parecer.

    Se vai aumentar impostos, deve ser bom (pra eles, vulgo Estado).
  • Gabriel Benarros  21/03/2019 01:33
    Excelente comentário!
  • Gabriel Benarros  21/03/2019 11:15
    Excelente comentário!
  • Pobre Mineiro  18/03/2019 18:23
    Fazer o que ?
    O povo brasileiro ama o estado.
  • Geraldo S.  18/03/2019 19:03
    O mais sensacional foi a lógica adota pelos ministros do STJ: para eles, a "conveniência" de vender o ingresso pela internet é do produtor do evento, e não do consumidor. Assim sendo, repassar esse custo ao consumidor seria uma "venda casada", o que a lei proíbe.

    Num livre mercado (sistema econômico muito admirado nos países avançados e nunca tentado no Brasil) funcionaria assim:

    A Empresa A produz eventos mas não vende nem um ingresso online. Isso faz com que ela fature menos que suas concorrentes, e seus clientes vivem xingando a mãe do dono porque o imbecil "ainda não descobriu a internet";

    A Empresa B produz o show e vende os ingressos em sua plataforma própria, o que encarece muito o custo do ingresso porque, no final das contas, a empresa EMBUTE no preço os custos de desenvolvimento e manutenção da plataforma (sem sequer se beneficiar das economias de escala que teria se prestasse o serviço para todo o mercado);

    Finalmente, a Empresa C se contenta em apenas produzir o evento (sua área de expertise) e contrata uma tiqueteira independente para vender os ingressos. A tiqueteira — para fazer todos os investimentos em tecnologia de que precisa e ter uma margem de lucro — cobra uma taxa do consumidor. O consumidor fica p@#$& com a taxa, mas ainda assim está numa situação melhor do que nas duas anteriores.

    O STJ proibiu a C e praticamente impôs a B.
  • Rodrigo  19/03/2019 03:25
    Geraldo, acho que a saída que o mercado adotará é acrescer todos esses custos e mais uma margem de segurança ao preço de face do ingresso, seja a hipótese C será alterada, vc pagará mais caro, mas desta vez sem saber quanto a amais... e quem pagará o pato será o consumidor.
  • João Medalha  18/03/2019 19:06
    "Não há almoço grátis" é uma lei irrefutável da economia

    Claro que há... vc paga pra respirar ? Vc paga por tirar uma mangá do pé da árvore ? Vc pagou pra sua mãe cuidar de vc ?


    O que está exposto aqui nesse artigo é uma briga entre abstrações...a lógica capitalista não é natural. Não é natural ter que ficar pagando pelas coisas. Essa tal "dinâmica de mercado" é algo completamente irreal.

    As pessoas tem que se ajoelhar para outras terem lucro(é isso que vcs estão dizendo). Nunca vi tanto chororô desses "empresários".

    E antes que algum "Pobre retardado" venha me criticar, não estou sendo irônico.

    Se o empresário não quer pagar, eu também não quero pagar. Intermediadores inúteis.
  • de Ouro  18/03/2019 19:17
    Concordo plenamente!

    Eu, por exemplo, quero ir pra Londres e ficar num hotel 6 estrelas com tudo incluído, para o resto da vida. E, obviamente, não quero pagar nada por isso. É um direito natural que eu tenho.

    Eu tenho o direito de que toda a humanidade acorde cedo e trabalhe duro para produzir luxos para mim, sem que eu tenha de dar nada em troca.

    Já você, por determinação minha, tem a obrigação de produzir minhas roupas, minha comida, minha moradia e meus meios de transporte, além de lavar minhas cuecas e meias. E eu tenho o direito de exigir que você faça isso para mim sem lhe dar nada em troca. Eu tenho o direito de ter você como meu escravo; e você tem a obrigação de me servir.

    E se você discorda, você está sendo um baita de um incoerente.


    P.S.: sim, eu sei que você está sendo irônico e apenas fazendo troça com o discurso da esquerda (muito boa, aliás). Apenas aproveitei a brecha.
  • Guilherme  18/03/2019 19:19
    Haha, e o pior é que tem gente que realmente pensa. "Tenho o direito de ter tudo o que quero, e de graça. As pessoas têm à obrigação de me servir sem cobrar nada! Mas ai daquele que me pedir um favor sem remuneração! Faço revolução!"
  • Schopenhauer  18/03/2019 19:28
    Pode observar, não falha nunca: normalmente quem pensa assim ("tenho o direito a ter tudo de graça!") é um inútil incapaz de produzir valor para alguém. Consequentemente, para aplacar sua deprimente situação, só resta defender a escravização de terceiros.

    No livre mercado, o dinheiro é um certificado de desempenho. É a prova de que você criou valor para terceiros. Se você é um indivíduo que sabe criar valor para terceiros, você terá dinheiro e, logo, a liberdade de ter e consumir o que quiser.

    Já se você é um sujeito imprestável, incapaz de criar valor para ninguém, então de fato você não poderá nem ter e nem consumir o que quiser. E nada mais justo e moral do que isso: se você não presta pra nada nem pra ninguém, então você realmente não tem serventia nenhuma. Consequentemente, não há por que ter acesso irrestrito a bens e serviços que outras pessoas labutaram tanto para produzir.

    Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros. Não houvesse dinheiro e propriedade, a escravidão estaria generalizada.
  • Pobre Paulista  18/03/2019 19:34
    Eu tenho o direito de ver um show do Elvis Presley e dos Beatles com sua formação original, cadê o STF tomando decisões com efeitos retroativos pra me ajudar numa hora dessas?
  • Joao  18/03/2019 20:28
    "Claro que há... vc paga pra respirar ? Vc paga por tirar uma mangá do pé da árvore ? Vc pagou pra sua mãe cuidar de vc ?"

    Isso só mostra como você não entendeu nada. Primeiro, não ser de graça não significa que alguém pagou "com dinheiro", como você faz parecer.

    Respirar é uma condição humana para sobreviver, e o ar é um recurso natural. Então você respira o que tem por aí. Se quiser um ar com uma qualidade melhor, paga alguém para fornecer isso pra você. Nunca ouviu falar em empresas que vendem oxigênio puro, para hospitais por exemplo?

    Tirar uma fruta da árvore, vc paga com seu esforço. Isso sem falar que a árvore deve ser sua, ou de ninguém, pois se for a minha árvore você vai pagar por isso sim, pode ter certeza.

    Sua mãe pagou bem caro para cuidar de você, se você não reconhece isso, você é um ingrato!
  • Tarantino  19/03/2019 02:12
    "Claro que há... vc paga pra respirar ? Vc paga por tirar uma mangá do pé da árvore ? Vc pagou pra sua mãe cuidar de vc ? "

    Não, não recebo nenhum boleto em casa para pagar pelo ar...mas só respiro se estiver vivo, e para viver preciso comer e beber, e para isso preciso comprar alimentos que custam dinheiro.

    "Mangá" do pé de árvore? Pensei que mangás só eram encontrados em livrarias especializadas em quadrinhos japoneses...

    Eu não paguei para minha mãe cuidar de mim, quem pagou foi ela, vide a quantidade de fraldas, leite e demais itens que ela comprou.
  • Joao  19/03/2019 15:15
    Como é adulto seu comentário, refutando meu argumento baseado em um erro de português. Vc nem deveria estar lendo artigo desse nível.
  • Tarantino  20/03/2019 01:47
    Credo que mau humor...não precisa ficar nervoso só porque estou MANGANDO de você. Eu não deveria estar lendo esse artigo? Infelizmente pra você, essa decisão não te pertence. E atitude infantil é ficar sambando nas tamancas só por que foi contrariado.
  • Gabriel Benarros  20/03/2019 22:28
    Quando economistas afirmam que "não tem almoço grátis", eles não querem dizer que tudo tem um preço financeiro. Mas sim que tudo tem um CUSTO econômico. São duas coisas distintas. Algumas coisas que vem "de graça" pra gente, como nosso zelo paterno tem um custo enorme (quem teve filho sabe). Mas isso não quer dizer que devem ser cobradas. Quer apenas dizer que algum tipo de recurso será gasto para que esse benefício possa existir. No exemplo da árvore por exemplo se necessita de oxigênio, água, luz, etc...Mesmo que você amanhã decida que a água deve ter um custo X ou Y, o custo real dela permanece.
  • Humberto  18/03/2019 19:27
    Achei a decisão do STJ bastante coerente com o Brasil. Não tem nada de novo. Como disse o Samor, todo dia algum juiz manda um plano de saúde cobrir um tratamento não previsto em contrato. O resultado: todos pagamos mais por isso. O mesmo vale para a meia-entrada.

    E podem anotar aí: serviços como a Amazon -- que vende e entrega livros produzidos por terceiros -- ainda serão proibidos de cobrar pela entrega. Ela só poderá cobrar pela venda, e ainda assim com margem zero de lucro. Aliás, qualquer serviço de despachante também será proibido.

    No final, todos que facilitam o acesso a serviços não poderão cobrar.
  • Intruso  18/03/2019 20:27
    E agora, o que vai acontecer ? Serviços de motoboy para compra de bilhetes? Quanto de tempo e combustível vai ser gasto nesse vai e vem? Sendo que tudo é bem mais simples usando os meios eletrônicos.
  • Rene  19/03/2019 12:54
    O que eu acho que vai acontecer... A mesma coisa que aconteceu após a lei da meia entrada. A taxa de conveniência vai continuar existindo, mas incorporada ao preço do ingresso. Todos os cinemas, shows, etc, vão subir o preço do ingresso. Caso a pessoa compre online, o estabelecimento vai pagar para a empresa a taxa correspondente. Entretanto, se o consumidor for até o estabelecimento comprar o ingresso, vai pagar mais caro por ele. Da mesma maneira como hoje os estudantes pagam metade do dobro.
  • Paulo Eduardo Schimanski  18/03/2019 20:36
    Olha, a situação é polêmica e há de se ter bom senso dos dois lados. Se, por um lado, a conveniência é justa em alguns casos pela facilidade que causa ao consumidor (como, por exemplo, quando o ingresso custa R$ 50,00 e a taxa é de R$ 10,00); Por outro lado, há sim abusos por parte da empresa também. É comum que o ingresso de um grande show internacional custe R$ 500,00 ou R$ 1.000,00 (nesse caso, a taxa de conveniência seria de R$ 100,00 ou R$ 200,00 - 20%). Nesse caso, é completamente desproporcional o valor da taxa de conveniência. Logo, merece bom senso de ambos os lados: as empresas limitam o valor da taxa de conveniência (para evitar valores absurdos) e, por outro lado, o consumidor paga um valor justo pela comodidade na compra do ingresso.
  • William  18/03/2019 21:40
    "Olha, a situação é polêmica e há de se ter bom senso dos dois lados."

    Qual a polêmica?

    "Se, por um lado, a conveniência é justa em alguns casos pela facilidade que causa ao consumidor"

    Pronto, já acabou a discussão.

    "Por outro lado, há sim abusos por parte da empresa também."

    Ué, se há "abusos", então basta você tirar a bunda da cadeira e entrar neste mercado. Vai ser ganho garantido. Já que você próprio garante que há altas margens de lucro a serem auferidas, então absolutamente nada explica o fato de você não entrar neste mercado para capturar um pouco deste lucro.

    E é uma situação ganha-ganha: você cobra mais barato (como você jura ser possível), rouba clientes das outras empresas, e ainda aufere um belo lucro.

    Por que não faz isso? Odeia dinheiro?

    Nunca consigo deixar de me espantar com a incoerência de uma fatia do povo brasileiro: eles juram que "empresários abusam e têm lucros absurdos", mas absolutamente nenhum deles tem a coragem de entrar neste mesmo mercado para usufruir destes "lucros abusivos".

    Eu, se acredito que "há ganhos absurdos num setor", a primeira coisa que faço é entrar nele para tirar proveito disso. Qualquer outra medida seria absolutamente incoerente.

    Faça você o mesmo: se você realmente acredita que "abusos" e "lucros fáceis", tire a bunda da cadeira e vá empreender neste mercado. Segundo você próprio, seus lucros serão espantosos. Se não fizer isso, é um baita de um incoerente.

    Parodiando Nassim Taleb, "eu não quero saber da sua opinião; quero saber da sua atitude para ver se ela é coerente com sua opinião".
  • Laerte Neres de Oliveira  19/03/2019 02:11
    ...
    Eu só consigo pensar que o cidadão não leu o artigo!

    Caso real - aconteceu comigo- Desloquei até a cidade vizinha, (50km+-, SÓ IDA!), para ir ao cinema. Adivinha! ESGOTADOS! Depois disso passei a compra pela internet. Pra mim ficou bem mais barato!

    Mais uma coisa! Mesmo vendas on line tem custo! C...!!!
  • Ed  20/03/2019 12:09
    Mas por que a taxa de conveniência é 5 reais pra um cantor desconhecido e 100 reais pra uma banda famosa? O ingresso não é produzido da mesma forma? E nao têm concorrência quando minha banda favorita só vende ingresso em um site.
  • Sheeran  20/03/2019 14:20
    Porque o valor do ingresso de um "cantor desconhecido" é baixo. E o valor do ingresso de uma banda famosa é alto.

    Se a taxa de conveniência fosse um valor nominal fixo e independente, ela seria caríssima em termos percentuais para um cantor desconhecido e baratíssima para uma banda famosa.

    Isso é matemática básica: percentuais.
  • Arthur Francisco  18/03/2019 22:32
    Tenho uma solução simples! É só a empresa que vende ingressos cobrar dos consumidores uma taxa de comissão sobre os valores dos ingressos. É completamente legal e a questão da transparência é preservada. As empresas de vendas de ingressos quiseram "gourmetizar" o termo comissão com essa tal taxa de conveniência, que na prática são a mesma coisa.
  • Bode  19/03/2019 00:34
    Creio que foi o Pedro Malan que cunhou a frase: "No Brasil até o passado é imprevisível".
  • Paulo Roberto  19/03/2019 01:36
    O Malan popularizou a frase. Mas a origem é de Roberto Campos.

    orlandobarrozo.blog.br/2018/10/26/no-brasil-ate-o-passado-e-imprevisivel/
  • Yoshimoto87  19/03/2019 05:22
    O STJ quer que o Brasil vire uma Venezuela com essa decisão!
  • Rip van Winkle  19/03/2019 05:48
    O grande problema que o autor desconsidera no texto é o monopólio. Chega a ser pândego ele colocar a ingresso rápido como concorrente da ingresso.com, ou demonstra má fé, ou ignorância total! Eu gostaria honestamente que ele entrasse em ambos os sites para não falar boçalidades. Adoro os artigos do Mises, mas esse sujeito é um corporativista da pior espécie. E gostaria de deixar claro que sou contra o que o STF fez, mas eu também sou contra o monopólio. A Ingresso rápido não vende ingresso para cinema, meu querido autor, é só fazer uma pesquisa rasa no site deles para ver isso. Já a ingresso.com até pouco tempo vendia o que a ingresso rápido vende, e me parece que continua em algumas coisas. Então como podem ser concorrentes se são produtos totalmente diferentes? Me poupe! Você não tem ideia do que é ficar na mão da ingresso.com para comprar ingressos e não poder cancelar depois de comprado. Tomei um prejuízo de 60 reais porque eles só cancelavam no dia e não existe (não existia) telefone de contato com eles, e o único canal de atendimento que era via e-mail, tinha tempo de resposta de 48 horas. Como ia ser cancelado no mesmo dia? Só se você dominasse uma máquina baseada na teoria da relatividade pra dilatar o tempo. Eu acho que se for pra acabar com a taxa de conveniência e o monopólio, é válido! Esse país é de selvagens, ninguém respeita o livre mercado, se é pra ter monopólio, então acabe com isso e afunde essas empresas junto. Pode funcionar lá nos EUA na Europa isso que você falou, mas aqui a realidade é outra!
  • Norton  19/03/2019 11:15
    "O grande problema que o autor desconsidera no texto é o monopólio."

    Monopólio? Só há monopólio quando a entrada da concorrência é proibida pelo estado (por exemplo, Correios). É proibido pelo estado entrar nesta área? Se sim, coloca aí a lei, por favor. Se não, você já começou falando m...

    "Chega a ser pândego ele colocar a ingresso rápido como concorrente da ingresso.com, ou demonstra má fé, ou ignorância total!"

    Procurei no artigo e simplesmente não vi essa passagem. Má fé e ignorância total, portanto, são adjetivos que cabem exclusivamente a você.

    "Eu gostaria honestamente que ele entrasse em ambos os sites para não falar boçalidades."

    O cara simplesmente criou a Ingresse e atua nesta área desde meados da década de 2000. E você quer ensinar para ele o que ele faz?!

    Eu já vi nêgo arrogante (e eu até gosto, quando ele sabe do que fala), mas arrogante e ignorante é uma combinação intolerável.

    "Adoro os artigos do Mises, mas esse sujeito é um corporativista da pior espécie."

    Interessante. A lei do STJ, que o autor critica, de certa forma o favorece, pois ferrou sua concorrente direta. Mas o autor está criticando a lei que ferrou sua concorrente. Se ele fosse um "corporativista da pior espécie", ele estaria elogiando e defendendo a lei.

    Logo, você sequer consegue seguir um raciocínio que envolve lógica básica.

    "E gostaria de deixar claro que sou contra o que o STF fez, mas eu também sou contra o monopólio."

    Volto à primeira pergunta: qual monopólio? Posta aqui a lei que proíbe a entrada de concorrentes no setor.

    "A Ingresso rápido não vende ingresso para cinema, meu querido autor, é só fazer uma pesquisa rasa no site deles para ver isso."

    E onde caralhos o autor fala isso? Para de falar bosta (sim, não tenho paciência para caluniador e mau caráter). Se você precisa recorrer a mentiras para sustentar os seus pontos (que, aliás, são mentirosos, como demonstrei acima), então não é necessário falar mais sobre você.

    "Já a ingresso.com até pouco tempo vendia o que a ingresso rápido vende, e me parece que continua em algumas coisas"

    Ué, mas não era monopólio?! Agora já são duas concorrentes? Legal...

    Ah, cansei. No resto de sua postagem, você geme que comprou um ingresso e queria cancelar, mas não conseguiu. Ainda bem. Se fosse fácil comprar e cancelar, os preços explodiriam. Todo mundo sairia comprando despreocupadamente, pois seria fácil cancelar. Como consequência dessa demanda explosiva, e da total insegurança que isso criaria para empreendedores, os preços seriam inevitavelmente maiores. Felizmente não é assim.

    E ainda bem que você não está no ramo. Com esse profundo conhecimento econômico, a destruição de capital que você faria seria avassaladora.

    Volte quando tiver substância. Ou algum caráter.
  • Pobre Paulista  19/03/2019 13:19
    Adoro o cheiro de xablau pela manhã
  • Gabriel Benarros  20/03/2019 21:43
    Ele leu errado. A IngressE não é a Ingresso.com (que realmente vende ingresso de cinema), daí vem a confusão.

    Já a raiva, não sei da onde vem = P

  • Dissidente Brasileiro  25/03/2019 02:34
    "Ele leu errado. A IngressE não é a Ingresso.com (que realmente vende ingresso de cinema), daí vem a confusão. "

    Brasileiros são assim: vêm com quatro pedras na mão para lhe agredir, acusando-o de ter dito aquilo que você não disse, eles ouvem uma coisa e entendem outra totalmente diferente. É a natureza deles, são limitados mesmo...
  • Faminto  19/03/2019 14:58
    Não como ingresso e nem Taxa de Conveniência.
  • Bruno Rafael  19/03/2019 15:01

    Bruno Rafael 16/03/2019 18:02
    Off Topic

    Quais artigos do Mises fala sobre Arranjo Produtivo Local (APL), Clusters industriais, concentração industrial e ou Nova Geografia Econômica (NGE)?

    Quero saber a posição da Escola Austríaca nesse assunto e não só a dos dominantes do mundo acadêmico.

    Alguém com certeza aqui no Mises acompanha a mais tempo que eu os artigos,
  • Constatação  19/03/2019 15:44
    Ainda no tema "até o passado é incerto", coisa engraçada são os textos de certidões negativas que o poder público fornece.

    Geralmente contém: "ressalvados débitos que forem ainda apurados...", você não deve.

    Ou seja, é uma certidão negativa que não é certidão negativa.
  • Henrique Boms  19/03/2019 17:34
    Como uma decisão esdrúxula desses "çabios" do STF consegue prejudicar os consumidores! Pêsames com louvor a essa Suprema Corte sem-noção!
  • Juliano  19/03/2019 19:37
    Alguém tem alguma ideia de por que ainda se usa ingresso físico? Nos EUA é muito comum, já há muitos anos, ter uma versão digital, onde vc simplesmente mostra um QR-Code no celular. Não precisa de motoboy nem de deslocamento, basta fazer a compra e o ingresso já fica disponível.

    Abraços,
    Juliano
  • Junior Capela  19/03/2019 21:21
    Olha..concordo plenamente com a cobrança.... desde que o ingresso seja entregue pra mim... mas o que acontece em 99% dos casos..vc imprime um voucher que apresenta na entrada do evento e pronto...NESSE caso.. acho sim a cobrança abusiva.
  • Vladimir  19/03/2019 23:21
    Ué, por quê? Você acha que essa comodidade de poder comprar e imprimir na sua casa, sem ter de se deslocar e perder tempo, tem de ser gratuita?

    Você tem ideia do volume de investimentos que foi feito para possibilitar essa sua comodidade?

    Essas empresas -- Ingresso.com, Ingresso Rápido, Ingresse etc. -- investem milhões de reais em tecnologia, sistemas antifraude e melhorias constantes da experiência do usuário. Você acha que isso tudo tem de ser de graça?

    É impressionante como brasileiro adora um almoço grátis. E o pior é que ele genuinamente acredita que é possível.
  • Joao marcelo   20/03/2019 14:03
    O judiciário brasileiro é uma vergonha, eles fazem o que querem, nunca vejo com bons olhos quando falam de direitos e de proteção. Eles criam o problema, culpam os outros e se oferecem como a solução.
  • Libertário Austríaco  21/03/2019 22:00
    Os Excelentíssimos Senhores Doutores do STJ, com a sua natural mentalidade socialista, "entenderam" ser exploração contra os consumidores a prática de cobrar taxa de conveniência (i.e., comissão) pela venda de ingressos pelo meio internético.
    Os Excelentíssimos Senhores Doutores do STJ, com a sua natural mentalidade socialista, "entenderam" que esse serviço beneficia as produtoras, não os próprios consumidores.
    Assim, no "entendimento" dos Excelentíssimos Senhores Doutores do STJ, nada é mais "lógico" que as produtoras arquem com (mais) esse custo.
    No entanto, quem REALMENTE pagará por isso é – surpresa! – o consumidor, na forma de ingressos (muito) mais caros. Pois os custos associados à taxa de conveniência (i.e., comissão) serão embutidos no preço final.
    Quanta arrogância, quanta prepotência! Quanta ignorância em relação à realidade!
  • Emerson Luis  27/03/2019 09:38

    Juízes em especial e ministros do STF em especial vivem em uma bolha que acreditam ser a própria realidade, mas que na verdade nela são protegidos dela. Por causa dessa bolha, acreditam que basta decretar com sua caneta mágica para que a realidade aconteça.

    Outro exemplo é quando uma creche municipal não tem vagas, daí um sujeito vai na Justiça exigir uma para seu filho e o juiz ordena que lhe deem - então a direção da escola obedientemente coloca a criança em uma sala já lotada (na qual a professora já não consegue dar boa atenção para todos e por isso é um verdadeiro depósito de crianças). Mas o sujeito e o juiz acreditam que a vaga não foi dada antes por pura maldade.

    * * *
  • Marcel Henrique  10/04/2019 17:42
    Acho que a suspensão da cobrança vale para os casos (e na minha experiência abarca todas as minhas compras) em que era pago uma taxa de conveniência, mas mesmo assim ainda precisava retirar o ingresso no local. A taxa de conveniência era só a plataforma de negociação, uma vez que fazer/gerir um e-commerce pode ser mais complexo. Mas, isso não me interessa e não tem porque eu pagar por NENHUM serviço.


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