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A Venezuela comprova os separatistas: são necessárias mais fronteiras para que haja mais liberdade
A liberdade de escolha e de autodeterminação depende da quantidade de estados à sua volta

No contexto do comércio e da imigração, fronteiras são sempre discutidas como um meio de excluir trabalhadores estrangeiros e bens estrangeiros. 

De uma forma, fronteiras fornecem uma oportunidade para os estados excluírem indivíduos privados, como trabalhadores, comerciantes e empreendedores. Serve também para impedir a população nativa de ter acesso a bens estrangeiros baratos via tarifas de importação.

Entretanto, fronteiras também podem exercer funções bem mais estimulantes: elas representam os limites do poder do estado. 

Ou seja, ao passo que as fronteiras podem excluir bens e pessoas, elas também, e com frequência, excluem outros estados.

Por exemplo, a fronteira da Alemanha Oriental com a Alemanha Ocidental impôs limites ao estado policial praticado pelo governo alemão oriental. Para além de suas fronteiras, o poder da Stasi de sequestrar, torturar e encarcerar pessoas pacíficas era muito mais limitado do que dentro de sua jurisdição nativa. A fronteira da Alemanha Ocidental atuou para conter o estado da Alemanha Oriental.

Similarmente, as fronteiras da Arábia Saudita impõem um limite à capacidade do regime saudita de decapitar pessoas acusadas de feitiçaria ou de fazer críticas aos ditadores sanguinários da Casa de Saud.

Mesmo dentro de um país, fronteiras podem ilustrar os benefícios da descentralização. Nos EUA, por exemplo, há o caso da fronteira entre Colorado e Nebraska. De um lado da fronteira (em Nebraska), a polícia estadual irá lhe prender caso você esteja portando maconha. A polícia, inclusive, pode até lhe matar caso você resista à prisão. Já do outro lado da fronteira, no Colorado, a constituição daquele estado proíbe a polícia de perseguir usuários de maconha. Assim, a fronteira do Colorado detém a guerra às drogas praticada pelo estado de Nebraska.

Certamente, há maneiras pelas quais um governo pode estender seus poderes para além de suas fronteiras. Isso pode ser feito, por exemplo, por meio de alianças com outros regimes dos países vizinhos. Pode ser feito também por meio da intimidação. Ou por meio de organismos internacionais. Ou, como no caso dos EUA e da União Europeia, por meio da imposição de amplas e abrangentes políticas sobre vários estados supostamente soberanos.

Não obstante, graças à natureza concorrencial dos estados, vários países frequentemente terão dificuldades em projetar seus poderes sobre países vizinhos. Desta forma, fronteiras representam um impedimento muito real aos poderes de um estado. E isso abre as portas para uma maior liberdade, podendo até mesmo salvar vidas à medida que determinados estados vão empobrecendo ou fazendo guerras contra seus próprios cidadãos.

O exemplo da Venezuela

Esse princípio está sendo ilustrado à perfeição na Venezuela.

Em 2016, após divergências entre seus respectivos governos, a Venezuela determinou o fechamento de sua fronteira com a Colômbia. Aparentemente, o estado venezuelano acreditava que havia muita liberdade acontecendo nas terras fronteiriças — onde contrabandistas e operadores do mercado negro conseguiam usar a fronteira com a Colômbia para conseguir bens de primeira necessidade e, com isso, contornar a escassez gerada pelas rígidas medidas anti-mercado do governo venezuelano. 

Como isso simplesmente aumentou a situação de penúria da sofrida população Venezuela, o próprio governo teve de recuar e reabrir a fronteira do país (a qual é sobre uma ponte) para conceder aos venezuelanos a oportunidade de comprar alimentos e outros bens no lado colombiano da fronteira. Foi uma festa.

Agora, em 2019, o governo venezuelano voltou a fechar as fronteiras novamente. Desta vez com o Brasil, para onde os venezuelanos também frequentemente iam em busca de comida.

Os regimes colombiano e brasileiro, obviamente, estão longe de serem perfeitos; porém, não obstante todos os seus problemas, os governos colombiano e brasileiro, ao contrário do venezuelano, não reduziram a população do país a uma situação de penúria e pobreza desesperadoras, em meio a um colapso total das instituições econômicas e sociais.

Consequentemente, é fácil comprar comida e itens básicos na Colômbia e no Brasil, ao passo que as prateleiras dos supermercados estão constantemente vazias na Venezuela.

Felizmente, o governo da Venezuela é restringido pelas fronteiras dos países vizinhos, de modo que a capacidade do regime venezuelano de causar fome e miséria termina onde começam os territórios colombiano e brasileiro.

Assim, as fronteiras com a Colômbia e com o Brasil não apenas representam uma proteção para colombianos e brasileiros, como também se tornaram a corda de salvação para os venezuelanos, sendo uma fonte para alimentos e itens de primeira necessidade — além de representarem uma fuga parcial de uma vida de privação imposta à população pelas políticas socialistas de Nicolás Maduro e Hugo Chávez.

Trata-se de um ponto que merece ser ressaltado: felizmente para as pessoas da América do Sul (e do mundo), a Venezuela é apenas um país de médio porte, com uma área total aproximadamente 30% maior que o Texas, e é restringido por suas fronteiras. É de se imaginar toda a miséria e o sofrimento que poderiam ser impostos a uma população muito maior caso a Venezuela fosse do tamanho do Brasil ou da Rússia — ou, pior ainda, se ela fosse um governo mundial em um mundo sem fronteiras.

O fato de o governo da Venezuela estar fisicamente limitado — em termos de tamanho e abrangência de suas políticas — gera alívio não só para aqueles que moram além das fronteiras, como também para alguns dos próprios venezuelanos que ao menos podem se beneficiar da proximidade da fronteira e podem comercializar com estrangeiros e operadores do mercado negro.

Como observou a Associated Press, a "proximidade" de um indivíduo com a fronteira pode ser definida de acordo com o desespero deste, como ilustrado pelo fato de que alguns venezuelanos viajam 10 horas para as fronteiras para conseguir comida.

Os benefícios da descentralização e da secessão

As realidades físicas do tamanho e da distância nos mostram, mais uma vez, os benefícios da secessão e da descentralização política: aqueles que moram a apenas duas horas da fronteira terão mais oportunidades para comprar comida do que aqueles que moram a mais de 10 horas de distância. Aqueles que vivem perto da fronteira podem também usufruir mais oportunidades para escapar fisicamente do território venezuelano caso a necessidade se imponha.

E eis o principal: essa situação seria aprimorada caso houvesse ao menos um movimento separatista bem-sucedido. Bastaria um único movimento separatista localizado para que a situação de todas as outras pessoas do país melhorasse.

Por exemplo, se as províncias ocidentais da Venezuela, que fazem fronteira com a Colômbia, se separassem do país, isso efetivamente moveria as fronteiras da Venezuela mais para o leste, reduzindo a tirania de seu governo. E isso melhoraria a vida de todos os outros venezuelanos.

Imagine, por exemplo, se o estado de Zulia, no oeste da Venezuela, expulsasse os militares venezuelanos e abrisse completamente suas fronteiras com a Colômbia. Bens e serviços imediatamente começariam a fluir para o recém-liberado território de Zulia, e tudo se tornaria muito mais abundante. 

Mas isso não beneficiaria apenas os habitantes de Zulia. A nova realidade também significaria que a fronteira venezuelana acabaria na fronteira leste de Zulia, tornando agora a liberdade das áreas fronteiriças mais acessíveis aos estados vizinhos de Trujillo e Mérida. Os moradores do estado de Trujillo, que antes estavam distante várias horas da fronteira com a Colômbia, estariam agora a apenas uma hora de uma fronteira externa, assim permitindo a mais pessoas a capacidade de viajar para a fronteira ou fazer uso mais amplo dos mercados negros ou mesmo dos mercados legais que estão fora do alcance do regime venezuelano.

Ludwig von Mises já havia entendido os benefícios desse tipo de secessão gradual, observando com grande aprovação a possibilidade de se permitir a províncias e vilarejos a oportunidade de se separar de um estado e se juntar a outro, ou permanecer independente. Quanto maior for um estado, mais recursos ele controla, e maior é sua capacidade de impor altos custos àqueles que podem querer emigrar ou fugir do controle do estado central.

Escrevendo sobre "autodeterminação", Mises disse que não são as "nações" que têm um direito à autodeterminação, mas sim os "indivíduos". Mises defendia o "direito dos habitantes de cada território decidirem sobre o estado ao qual desejam pertencer". Na prática, Mises nos relembra, isso significa fragmentar os países em territórios menores:

Quando os habitantes de um determinado território (seja uma simples vila, todo um distrito, ou uma série de distritos adjacentes) fizerem saber, por meio de um plebiscito livremente conduzido, que não mais desejam permanecer ligados ao estado a que pertencem, mas desejam formar um estado independente ou tornar-se parte de algum outro estado, seus anseios devem ser respeitados e cumpridos.  Este é o único meio possível e efetivo de evitar revoluções e guerras civis e internacionais.

Certamente, a adoção desse plano de Mises traria alívio quase que imediato àquelas várias pessoas que atualmente vivem do lado errado da fronteira venezuelana. Infelizmente, o governo central da Venezuela — como a maioria dos governos nacionais — raramente demonstra alguma hesitação em reprimir brutalmente os "dissidentes". Assim, a menos que ocorra uma significativa mudança ideológica na Venezuela, é pouco provável que qualquer movimento local em prol de uma maior "autodeterminação" seja respeitado.

A secessão já deveria ter sido feita antes.

Mais estados = mais escolhas

Na prática, se você defende a liberdade de escolha, de movimento e de oportunidade para fugir de regimes opressores, então a solução necessariamente está na criação de mais fronteiras e mais estados. Ao passo que fronteiras podem frequentemente inibir a movimentação de bens e seres humanos, elas também podem oferecer oportunidades para uma maior liberdade ao limitar o poder e o alcance dos governos vigentes.

Adicionalmente, dado que estados menores têm mais dificuldades em regular mercados e pessoas fora de suas fronteiras, esses estados pequenos serão mais dependentes do livre comércio com outros estados caso queiram viver bem e prosperar. A chance de um território pequeno adotar o protecionismo é ínfima. Se o fizer, virará Cuba.

Fosse a Venezuela menor e com mais vizinhos internacionais, o povo venezuelano teria mais oportunidades para interagir com outras áreas que estão fora do controle do regime venezuelano. Ao mesmo tempo, teriam muito mais oportunidade em termos de emigração e comércio. Em outras palavras, o monopólio usufruído pelo estado venezuelano seria mais fraco, e os cidadãos teriam mais liberdade de escolha.

A solução realmente está na descentralização, a qual gera mais escolha e, consequentemente, mais liberdade. Por isso, a resposta prática para a atual falta de opção (ou seja, falta de "autodeterminação") não reside na abolição imediata de todos os estados (até mesmo porque nunca houve consenso quanto à maneira de se fazer isso), mas sim na fragmentação dos atuais estados em estados cada vez menores.

O que Mises descreve acima refere-se a votos formais em eleições e a declarações de independência. Porém, os mesmos efeitos, na prática, podem ser obtidos por meio dos métodos de nulificação e separação locais, tal como sugerido por Hans-Hermann Hoppe. E, obviamente, por razões práticas, a secessão de facto pode frequentemente ser o método preferível.

Alguns doutrinários e até mesmo anarcocapitalistas frequentemente argumentam, de maneira nada prática, que a secessão é uma coisa negativa porque "cria um novo estado". Entretanto, este é um ponto de vista bastante simplista, dadas as realidades geográficas do planeta Terra. A menos que alguém esteja formando um novo estado situado completamente em águas internacionais, ou na Antártida, ou no espaço sideral, a criação de qualquer estado novo terá necessariamente de ocorrer à custa de algum estado existente.

Assim, a criação de um novo estado — por exemplo, na Sardenha — seria feita à custa do atual estado conhecido como "Itália". Por causa da secessão, o governo italiano seria privado de receitas dos impostos dos sardos e das vantagens militares do território. Consequentemente, o estado que perde território torna-se necessariamente enfraquecido. 

Portanto, a secessão, em vez de ser vista como apenas "um ato que cria um novo estado", deve ser vista como um ato que enfraquece um estado existente.

Conclusão

Além de enfraquecer governos, a vantagem da secessão, pela perspectiva do indivíduo, é que ele agora tem à sua disposição dois estados para escolher, onde antes havia somente um. Agora, o indivíduo tem mais opções: ele pode, mais facilmente, escolher um lugar para viver que seja mais adequado ao seu estilo de vida pessoal, ideologia, religião, grupo étnico e assim por diante.

A cada ato de secessão bem-sucedido, as escolhas disponíveis para cada pessoa aumentam continuamente.

Caso houvessem seguido esta prática, certamente os venezuelanos estariam em melhor situação. Que isso sirva de lição para outras civilizações.

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Leia também:

Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar outro

Secessão e subsidiariedade são a solução contra governos agigantados e centralizadores



autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Tann  22/02/2019 17:36
    Eu concordo totalmente com o texto.

    É bem mais fácil se separar do que tomar todo o país e destituir o Presidente (como já constatado reiteradas vezes na Turquia).

    Mas só não entendo por que não houve nenhuma secessão na Venezuela até o momento. Seria a esperança de retirar o Maduro nas próximas eleições?
  • Armando  22/02/2019 17:44
    Não houve "secessão na Venezuela até o momento" pelo simples fato de que antes o "povo" acreditava que o governo estava fazendo o que era melhor para ele. Só agora é que caíram em si. E também já perceberam que se levantarem a voz contra o governo podem acabar um coturno na porta e uma bala na cabeça.

    Levando em conta a democracia reinante na Venezuela deve ser mais fácil ficar 12 horas em uma fila do que correr o risco de acaba na prisão.

    É minha opinião de leigo.
  • Humberto  22/02/2019 17:46
    Essa é fácil. Porque a população foi completamente desarmada pelo governo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2983
  • Andre  22/02/2019 17:38
    Se eu fosse um venezuelano e tivesse cruzado aquela fronteira eu não voltava mais. Por pior que seja Roraima, ainda é milhões de vezes melhor que a Venezuela. Por que as pessoas cruzam e voltam? Meus pêsames.
  • Tulio  22/02/2019 17:43
    Não é tão simples vir e ficar aqui ilegalmente. Inclusive, a pessoa pode até ser presa.
  • Lucas-00  22/02/2019 18:30
    Família também.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2980
  • Pobre Mineiro  23/02/2019 20:31
    Se fosse fácil morar e trabalhar ilegalmente no exterior, eu sou um daqueles que já estaria longe do Brasil.
    Imigrar para um país, não é simplesmente aprender o idioma daquele país e ir.

    Obs: eu sei como é, já vivi e trabalhei ilegalmente na Alemanha.
  • Conservador  22/02/2019 17:40
    Muito bom.
  • Marco Antônio  22/02/2019 17:42
    Obviamente a população da Venezuela se beneficiaria com a fragmentação do seu Estado, simplesmente porque não há como piorar a situação.

    Mas não é tão simples assim. É necessário abordar pelo menos a questão da "teoria dos jogos" - Estado menor significa menor poder bélico e econômico. Uma Índia fragmentada é uma oportunidade para o Paquistão conquistar cada pedaço dela, o mesmo serve para países próximos a Rússia, Coréia do Norte, China ... Na geopolítica real, uma Colômbia fragmentada geraria um potencial real para a Venezuela AUMENTAR seu bolivarianismo e uma Venezuela fragmentada é espaço para as FARC ampliar seu domínio.

    Fronteiras de Estados sem expressão política e econômica simplesmente não são respeitadas no mundo real.
  • Agnaldo  22/02/2019 17:48
    "Estado menor significa menor poder bélico e econômico."

    Tipo, Suíça é fraca economicamente e militarmente? É o único país do continente europeu que nunca foi atacado militarmente.

    A Argentina é forte militarmente e economicamente? É um país grande (maior que qualquer europeu).

    Luxemburgo? Cingapura? Andorra? Holanda? Todos são fracos economicamente?

    Todo o imenso continente africano é economicamente forte?

    O México é militarmente poderoso?
  • Marco Antônio  22/02/2019 17:59
    Suíça, Luxemburgo, Cingapura e Andorra tem algum protagonismo nas decisões em fóruns mundiais como a OMC? Veja bem, não estou falando de PIB percapita ou de IDH, nem mesmo das liberdades individuais.

    Estou afirmando que um Estado com 2,3 milhões de soldados e um PIB de US$ 10 trilhões vai possuir uma capacidade de influência infinitamente maior do que Cingapura.

    Respondendo ponto a ponto:

    (a) Suíca já foi atacada. Waterloo, ja ouviu falar? 38º PIB, muito menos relevante no mundo do que o Mexico.

    (b)A argentina é superior economicamente e militarmente a maioria dos países europeus individualmente. Leia mais

    (c) Luxemburgo? Cingapura? Andorra? Sem expressão econômica mundial.

    (d) Você esta falando que a África é um só país? Estamos falando de Estados nacionais aqui, não seja tão limitado intelectualmente.

    (e) México é militarmente mais poderoso do que maior parte dos países da europa individualamente também, com certeza mais poderoso que seus vizinhos de américa central e milhares de vezes mais poderosos do que Tuvalu.
  • Amante da Lógica  22/02/2019 18:07
    "Veja bem, não estou falando de PIB percapita ou de IDH, nem mesmo das liberdades individuais."

    Ou seja, você não está falando de nada que realmente importa. Você não está falando de padrão de vida, não está falando de criação de riqueza, não está falado de expectativa de vida, não está falando de mortalidade infantil, não está falando de nada que traga conforto para o homem. Você está falando apenas de dar mais poder a políticos e burocratas.

    "Estou afirmando que um Estado com 2,3 milhões de soldados e um PIB de US$ 10 trilhões vai possuir uma capacidade de influência infinitamente maior do que Cingapura."

    E a qualidade de vida da população? Poderio bélico nas mãos de políticos e burocratas é sua máxima aspiração mundial.

    "Suíca já foi atacada. Waterloo, ja ouviu falar?"

    Pesquisei e nada encontrei sobre ataques militares que dizimaram a Suíça. Você se importaria em fornecer as fontes?

    "38º PIB, muito menos relevante no mundo do que o Mexico."

    Nossa! Então é por isso que os suíços estão fugindo em disparada para o México, cuja qualidade de vida deve ser muito mais alta que a dos suíços!

    (Aliás, não foi você quem disse que PIB não era importante? Não entendi. Mudou de ideia?)

    "A argentina é superior economicamente e militarmente a maioria dos países europeus individualmente. Leia mais"

    É por isso então que todos os países europeus são submissos -- econômica e militarmente -- à Argentina. De fato, preciso ler mais, pois não sabia que o mundo estava assim.

    "Luxemburgo? Cingapura? Andorra? Sem expressão econômica mundial."

    E, exatamente por isso, suas populações fogem em manada para China e Rússia, cuja "expressão econômica mundial" garante uma altíssima qualidade de vida para sua população.

    "Você esta falando que a África é um só país? Estamos falando de Estados nacionais aqui, não seja tão limitado intelectualmente."

    Ué, o continente africano como um todo possui muita "expressão econômica mundial", além de ser muito militarizado (como você gosta). Qual o problema? Quando a coisa não é do seu agrado você muda o padrão de critérios?

    "México é militarmente mais poderoso do que maior parte dos países da europa individualamente também, com certeza mais poderoso que seus vizinhos de américa central e milhares de vezes mais poderosos do que Tuvalu."

    Por isso mesmo o México domina militar e economicamente quase todo o mundo, inclusive a Europa, rivalizando em poderio apenas com os EUA. Né?
  • Marco Antônio  22/02/2019 18:13
    vocÊ não entendeu nada......não estou falando de qualidade de vida. Estou falando de equilíbrio de forças mundiais...
  • anônimo  22/02/2019 18:22
    Marco Antônio, eu entendi seu ponto. Você acredita que estados pequenos, por serem militarmente mais fracos, serão tomados por estados maiores. O raciocínio não está de todo errado. Isso de fato já aconteceu em alguns casos. Mas em outros casos, não.

    Estados pequenos podem formar coalizões, e assim resistir aos ataques de estados maiores.

    Vejamos dois exemplos:

    As cidades gregas eram estados muito menores que o império Persa. Ocorre que se coligaram para se defender, e quem saiu perdendo foi aquele grande império.

    Antes da unificação de Israel, não existia uma autoridade nacional. Entretanto, para defender-se de outros povos, as cidades recorriam à figura do Juiz, que era também um líder militar que solicitava apoio de todas as cidades, das doze tribos. Venceram diversos inimigos que eram mais fortes que qualquer cidade (ou mesmo qualquer tribo) isoladamente.

    Há muitos exemplos assim na história. Se a secessão gerar desentendimentos de disputas militares entre as partes do anterior estado, então as partes poderão ser engolidas por uma potência externa. Mas se as partes se coligarem militarmente, podem não perder nada em termos de segurança contra atacantes externos.
  • Régis  22/02/2019 18:28
    A Liga das Nações, cujo artigo a respeito foi linkado no artigo acima, foi criada justamente tendo essa proteção como um de seus objetivos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2341
  • Leandro C  26/02/2019 06:26
    anônimo 22/02/2019 18:22

    Colega, apenas para acrescentar, temos que, de certa forma, as coalizões são mais comuns do que foi sendo citado nesta conversa;

    Perceba que foram as diversas coalizões que acabaram ocasionando as duas grandes guerras, pois cada país tinha, para se garantir contra os demais países, acordos com outros países ainda; e, assim, cada país foi sendo sucessivamente chamado ao combate, razão pela qual até mesmo o Brasil, que não tinha nada a ver com aquela bagunça, acabou participando um pouquinho;

    Coalizões, ainda que fora de moda, continuam existindo até hoje, talvez a Otan seja a mais famosa.
  • Intruso  22/02/2019 18:15
    "[A Suíça é o] 38º PIB, muito menos relevante no mundo do que o Mexico."

    Ou seja, para o Marco Antônio, o que interessa é o PIB total (o do México é mais de 4 vezes maior) e não o PIB per capita (o da Suíça é mais de 3 vezes maior). Por essa lógica, é preferível viver na Índia do que na Nova Zelândia.
  • AGB  22/02/2019 19:02
    Waterloo? Waterloo é na atual Bélgica, na época da batalha (1815) fazia parte do reino dos Países Baixos.
  • Voltaire  24/02/2019 14:36
    Na História da América do Sul, o Chile, menor do que a Bolívia, tomou terras dela! Desde o século XIX o único perigo que um cidadão latinoamericano precisa temer é o seu próprio Estado.
  • Alow  25/02/2019 19:37
    Baseado na coleta de dados empíricos, podemos chegar a uma conclusão lógica: Na internet, quem manda o outro estudar ou chama de burro, está errado.
  • Revoltado  22/02/2019 18:58
    E ainda pode dar-se ao luxo de oferecer relativa defesa ao Vaticano, com seus mais de 300 soldados poliglotas e católicos.
  • Jairdeladomelhorqptras  22/02/2019 23:01
    Agnaldo,
    Esqueceu nosso irmão micro: o Uruguay
  • Leandro C  24/02/2019 22:08
    Marco Antônio 22/02/2019 17:42,

    Concordo contigo, mas veja que, de há muito, é muito famosa, pois muitos a têm como verdadeira, a frase "o preço da liberdade é a eterna vigilância".
    Estados menores possuiriam menos meios, ao menos em tese, para sufocar seus patrícios, contudo, estaria mais sujeito aos inimigos externos; o contrário, portanto, acaba também sendo verdadeiro, estados maiores teriam, em teoria, mais condições de se defender de inimigos externos, contudo, teriam também mais poder para sufocar seu próprio povo.

    Há exceções para ambas as situações, com Estados pequenos sufocando o próprio povo e grandes não o fazendo; há exceções também para Estados pequenos e fortes no plano internacional e grandes um tanto bananas, ok ok.

    Sabemos que ser súdito de um Estado nacional sufocante já é dose para leão, imagine então por um estrangeiro; as coligações entre países também não é solução para tudo, vide o caso da Europa, que criou um supra Estado supra nacional, ou seja, a zona do Euro, na prática, possui um governo a mais para sufocar o cidadão europeu, de modo que cada coligação traria também suas imposições.

    Enfim, tenho que estamos num mundo do possível, não do ideal, de modo que o Estado, como muitos estudiosos libertários entenderam, em existindo, teriam como única função prestar alguma segurança, interior e exterior.

    Então, na prática, acabamos nos situando em um ponto em que, no campo teórico, estaríamos variando entre maior segurança e maior liberdade; de todo modo, cabe a análise de qual é o maior perigo atual? o interno (o próprio Estado se voltar contra o seu cidadão) ou o externo (algum Estado invadir outro Estado); cada lugar no mundo possui sua realidade, entretanto, em relação especificamente ao nosso país, e à maioria eu diria, sabemos que o risco é mesmo o interno.

    De todo, a única solução viável que os cidadãos tivessem a consciência de que a responsabilidade para defender seu próprio patrimônio é, antes de mais nada, do próprio dono, o qual deve ter meios para tanto; para defender o próprio país é do cidadão; na prática, enquanto povo, culturalmente, temos certa preguiça e então terceirizamos tudo para o Estado e é por isto que, cedo ou tarde, acabamos nos dando mal.
  • anônimo  22/02/2019 17:54
    Já inventaram uma solução para isso, federação com democracia direta com voto distrital puro. Municípios com grande autonomia, se unem formando estados que se unem formando países. As ligações culturais que determinaram as afinidades entre os entes federativos.
  • Wallace  22/02/2019 17:55
    Eu estava vendo sobre desenvolvimentismo. Percebi que o desenvolvimentismo pode ser considerado como uma teoria fascista no campo econômico. Os desenvolvimentistas defendem que os pobres devem ser prejudicados e o povo deve ser proibido de consumir produtos importados para beneficiar o baronato nacional. O Getúlio Vargas, que era um admirador do Mussolini era um desenvolvimentista. Os ditadores militares tupiniquins também eram desenvolvimentistas. Só não sei se o mesmo pode ser dito dos fascistas e nazistas europeus.

    Portanto está aí uma boa forma de desmoralizar quem defende essas ideias idiotas. É só dizer que o desenvolvimentismo é a política favorita dos regimes autoritários e do baronato nacional. Não sei se vocês pensam o mesmo. Mas o desenvolvimentismo está para economia, como o fascismo para a política.
  • Voltaire  24/02/2019 14:42
    Boa, Wallace! Tanto o nazismo como o fascismo foram financiados e ajudaram grandes conglomerados empresariais, os quais acabariam se tornando semi-estatais durante a guerra. O povo? Pagou o pato lutando na guerra inútil e virando escravos, mais tarde, na metade comunista da Alemanha derrotada.
  • Denilson  22/02/2019 18:09
    Estava pensando em algo do tipo um dia desses, após o episódio do Brexit. Posso não estar correto e seria interessante uma contestação, mas, as duas guerras mundiais que o mundo vivenciou foram fortemente influenciadas por mentes "globalistas", pessoas que vislumbravam um mundo melhor caso seja controlado por uns poucos países. Seriam todos um só. Grande parte das guerras de menores dimensão não ficam pra trás: queriam mais território, queriam o espaço alheio para si.

    Me pergunto, por que ainda insistem nessa ideia? O caso da União Europeia é explicito: centralizar cada vez mais o comando de toda uma região de países. Em que contexto isso daria certo? Cada País tem uma história, tem cultura, tem necessidades diferentes. A inexistência de uma União Europeia da vida não induz a separação dos povos, longe disso. A meu ver, respeitar as necessidades de cada região, descentralizando o poder, é mais eficaz do que repetir o mesmo modelo que alimentou guerras e autoritarismos.

    Essa ideia de "união dos povos" tornando todos sob o comando de um ente soa mais prejudicial do que a ideia de "união dos povos" com o respeito às fronteiras e autonomia de cada País.
  • Jenifer Viana  23/02/2019 14:17
    Esse tipo de ideia existe justamente porque na cabeça dessas pessoas 'iluminadas' os problemas se dão por conta de quem está no poder e não por serem inerentes ao processo centralizador.
    É basicamente o que acontece na cabeça de comunistas. Eles pensam que a ditadura e as mortes por fome ou perseguição acontecem porque o 'dirigente'(ditador) é mal ou não seguiu a cartilha de forma correta, e não porque o regime precisa de uma ditadura e perseguição, sendo a fome uma consequência normal de tal planejamento.
    É a típica falta de analise de ação e consequência funcionando juntamente com a falta de caráter dessas pessoas.
  • Sociologo  22/02/2019 18:52
    Fico triste de saber que enquanto vocês discutem sobre Venezuela existem injustiças a serem corrigidas DENTRO DESSA FRONTEIRA verde-amarela, que é um presidente pai de uma nação estar preso em Curitiba.
  • Jairdeladomelhorqptras  22/02/2019 23:19
    Caro Sociologo,
    Tua zoação está fraquinha. Gostaria de ver mais criatividade. Por ex: o pai da nação dando um tiro no coração igualzinho ao "pai dos pobres". Semelhanças há. O próprio pai da nação vituperou a "República de Curitiba". Quem o fim não será trágico como o acontecido com a "Republica do Galeão". De asas a sua imaginação. Prospere em suas asserçoes. Se continuar chinfrim assim vou parar de ler você. Eu não quero isto. Por falar nisto você é só o sociólogo? Não é o sociólogoda USP? Acho que gosto mais do outro!
    Saudações rosáceas
  • william morgado  22/02/2019 21:36
    Acho que deveria ser um processo natural, do mesmo modo que um povoado torna-se uma cidade, um bairro de uma capital, poderia se tornar uma cidade emancipada e um estado em um país, mas ninguém vai querer diminuir sua propina, seu caixa 2.
  • Imperion  23/02/2019 02:03
    Seria interessante se no Brasil a base economica federativa fosse a cidade e o exército nacional fosse so o acordo mutuo de defesa, mas administrativamente cada cidade cuidaria dos seus negocios sem interfetencia de brasilia.
  • Paulo Henrique   23/02/2019 03:12
    ''A chance de um território pequeno adotar o protecionismo é ínfima. Se o fizer, virará Cuba''
    Existe algum dado empírico disso?
    Pois eu não duvido que um estado prefira virar uma cuba ao invés de deixar o lobby
  • Lucas  23/02/2019 16:30
    Sim. Hong Kong, Cingapura, Liechtenstein, Andorra, Monaco, San Marino, Ilhas Falkland, Ilhas Maurício, Nova Zelândia, Suíça etc.

    Todos são pequenos e extremamente aberto. E ricos.

    E Cuba. Pequena, cercada de água e fechada para o comércio. E pobre.

    Eis a lógica: se você mora em um terreno pequeno, então, por definição , é impossível você produzir de tudo ali dentro. Siderurgia, mineração, automóveis, maquinários, robótica, pecuária, agricultura, suinocultura etc. Não dá pra fazer tudo isso num território pequeno. É fisicamente impossível. (Em Hong Kong, não há recurso nenhum. Até a água é importada).

    Logo, ou você pratica o livre comércio ou morre de inanição.

    P.S.: no artigo, há um hyperlink neste trecho que fala exatamente isso.
  • Paulo Henrique   24/02/2019 22:05
    Isso não é cherry picking?
    Tem vários pequenos países(ilhas) na oceania com IDH médio e per capita baixo. E os que não são, também não são uma ilha da liberdade , acima da venezuela tem São Vicente e Granadinas, com um per capita de US$ 7.493 (82.º).. Ilhas mauricius tem per capita de 13 mil.. Dentro de um padrão latino .. Fora os vários da oceania com per capita menor..

    Talvez esse subdesenvolvimento aconteça por isolamento geográfico(são ilhas), ou simplesmente por não ser tão determinista assim..

    A verdade é que temos poucos microestados continentais.. Então é dificil isolar para saber se é isolamento geográfico




  • Lucas  25/02/2019 12:37
    Ué, qual o seu ponto? O meu é que se um país pequeno se fechar, irá morrer de inanição. Apenas isso. O fato de haver ilhotas que ainda não são uma pujança em nada altera esta constatação, pois a pujança depende de uma série de fatores.

    De novo, qual o seu ponto?
  • Che  23/02/2019 22:55
    Cuba é fechada pelo embargo americano.
  • Gary Prado   24/02/2019 02:53
    Antes de 1959, o problema de Cuba era a presença de relações econômicas com os Estados Unidos. Depois o problema se tornou a ausência de relações econômicas com os Estados Unidos.

    Genial.

    Por que Cuba é pobre

    A desconhecida história do embargo cubano

    Os números de Cuba, divulgados pelo seu próprio governo, comprovam: socialismo é pobreza
  • Almagro  24/02/2019 05:09
    Cara, já ouvi que a culpa da fome na Venezuela também é do embargo estado-unidense.

    Não passarei mal com essa sozinho, por isso trago essa informação.
  • Bernardo  24/02/2019 12:15
  • Revoltado  25/02/2019 12:38
    Bairro de Buenos AIres aonde reside o clube de futebol San Lorenzo,

    Passar mal não digo, mas que certamente comecei a rir aqui comecei sim... (mais risos)

    É a velha carta na manga dos argumentos vermelhos: culpar os EUA pelas burradas que o socialismo "per se" produz.

  • Roberto Pessoa  24/02/2019 16:07
    O problema do anarcocapitalismo é que as pessoas querem usar as leis naturais (ou a "única" lei natural que é Propriedade Privada) sem usar a isonomia, adaptando-a aos seus conceitos conservadores.

    Todo ancap acaba colocando a Lei da P.P como uma lei primária e única que resolve conflitos, mas a questão do aborto (que não é um caso bizarro) é um belo exemplo de conflito entre propriedades (a autopropriedade de ambos os indivíduos).

    Para resolver este conflito, os ancaps saem da Lei da P.P e partem pra ética. Ótimo. Aí você fala sobre como é anti-ético você proibir uma pessoa de se alimentar ou de beber água de forma expontânea, colocando uma condição para isso (ao se apropriar de todos os meios de produção - principalmente a terra - o indivíduo faz com que o outro se sujeite aos seus interesses para se manter vivo). Este é o exemplo (que é muito comum) de todas as pessoas que nascem sem propriedade alguma - além do próprio corpo - e que não podem se apropriar de nada pq tudo já foi apropriado. Sendo assim, este sujeito precisa se render aos interesses de outros indivíduos para poder VIVER. Isso é ético?

    Podemos observar este conflito ético ao analisar as relações de exploração que ocorrem em países subdesenvolvidos onde toda a água foi apropriada e há uma demora insustentável para que chova novamente. Nestes locais, os lagos, poços e etc seriam a fonte de vida dessas pessoas mas eles tem um custo muito alto. As pessoas acabam se sujeitando à relações escravagistas para poder viver. Isto é ético?

    O que é a ética? Quem define-a?

    Se imposto é roubo porque há um monopólio coercitivo, a cartelização também é roubo, certo?
    o que é o capitalismo que não um cartel regulamentado?

    Se eu não pagar impostos seria criminalizada e meu direito à vida e à liberdade serão cerceados.
    Se eu não me sujeitar às relações de trocas do capitalismo (que podem ser injustas como no exemplo citado acima) morrei de sede ou serei criminalizada e acabarei morta ou encarcerada.

    Como isso pode ser ético?

    OBS: Sou liberal, não libertário ou qualquer outra coisa. Diferentemente dos libertários e dos coletivistas, eu coloco o indivíduo acima de tudo, inclusive acima da propriedade. Por indivíduo leia vida/existência/sapiência.?


  • Bernardo  24/02/2019 20:11
    1) Você se chama Roberto e se refere a si próprio no feminino?

    2) Você cita exemplos de cartéis protegidos e mantidos pelo estado, e diz que isso é o ápice do capitalismo?

    Monopólios e oligopólios só existem em ambientes regulados pelo governo. É impossível existir monopólio ou oligopólio quando não há regulamentação estatal impedindo a livre entrada de concorrentes no mercado.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    Como as regulações estatais prejudicam os pequenos, protegem os grandes, e afetam os consumidores

    Liberem empresas aéreas estrangeiras para fazer vôos internos no Brasil

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Sim, há um Mecanismo que governa o país - e sua ideologia é bem clara

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    O capitalismo de estado, ou "rent seeking", é o comportamento que explica a economia do Brasil

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural

    Quem é a favor de estado é, por definição, a favor de monopólios, oligopólios e cartéis. E quem é contra monopólios, oligopólios e cartéis é, por definição, a favor de estado mínimo ou mesmo nulo. Não há meio termo.

    Volte quando tiver alguma coerência. No mínimo, quando já tiver definido seu gênero.
  • Mila  24/02/2019 22:58
    Caro Bernardo, comentário fantástico. Agradeço e fico feliz quando respostas inteligentes e gentis como a sua são postadas e fortalecem, em pessoas leigas como eu, a importância do pensamento liberal e do livre mercado.
  • Pobre Paulista  24/02/2019 21:03
    A questão do aborto não possui conflito nenhum e não é preciso "apelar" para a ética. O feto é auto-propriedade, fim.
  • thiago  25/02/2019 12:19
    Os filhos são propriedade dos pais até que não mais dependam deles para sobreviver; no caso do aborto, a mulher tem pleno direito natural de abortar, por mais que o pai não queira.
  • Ron  25/02/2019 12:40
    Errado. O argumento de que o aborto é legítimo porque a criança depende da mãe para sua sobrevivência não precisa ser limitado ao útero; ele pode facilmente ser estendido a crianças recém-nascidas e até mesmo a incapacitados e idosos. E aí? Você apoia a chacina de idosos e incapacitados?

    A questão do aborto
  • thiago  25/02/2019 14:22
    Não apoio a chacina de ninguém; mas também não vou impedir que uma mulher realize aborto (muito menos vou prendê-la por homicídio); nem vou forçar que ninguém cuide e forneça condições de subsistência a ninguém. O filho nasce e os pais o rejeitam, como tratar essa questão? Não estão matando ativamente, mas passivamente, ao não alimentá-lo, por exemplo. Agora se você ou o estado ou outra pessoa se solidarizar ou se interessar e quiser adotar essa criança, ou esse idoso ou esse feto ou esse incapacitado, também não me oponho. Só não me obrigue a fazê-lo.
  • Eduardo  25/02/2019 14:47
    "O filho nasce e os pais o rejeitam, como tratar essa questão?"

    Adoção.

    "Agora se você ou o estado ou outra pessoa se solidarizar ou se interessar e quiser adotar essa criança, ou esse idoso ou esse feto ou esse incapacitado, também não me oponho."

    Então é fim de papo.

    "Só não me obrigue a fazê-lo."

    Eu nem sequer sabia que existia isso. Há alguma lei dizendo que terceiros são obrigados a adotar os filhos dos outros? Coloca aqui o link, por favor.

  • Pobre Paulista  25/02/2019 16:07
    "O filho nasce e os pais rejeitam".

    Como se uma gravidez fosse um ACIDENTE na vida da mulher, não é mesmo?
  • thiago  25/02/2019 16:25
    Não apoio a chacina de ninguém; mas também não vou impedir que uma mulher realize aborto (muito menos vou prendê-la por homicídio); nem vou forçar que ninguém cuide e forneça condições de subsistência a ninguém. O filho nasce e os pais o rejeitam, como tratar essa questão? Não estão matando ativamente, mas passivamente, ao não alimentá-lo, por exemplo. Agora se você ou o estado ou outra pessoa se solidarizar ou se interessar e quiser adotar essa criança, ou esse idoso ou esse feto ou esse incapacitado, também não me oponho. Só não me obrigue a fazê-lo.
  • João  25/02/2019 14:07
    "filhos são propriedades dos pais"


    Meu Jesus amado, cada coisa que tem que se ler...
  • Johnny  25/02/2019 11:15
    Senador recém eleito Jorge Kajuru: ''déficit na previdência é uma fraude contábil.''

    Lá foi o povo enfiar mais merda no congresso.
  • Emerson Luis  16/03/2019 12:27

    É mais viável promover o federalismo de fato e o princípio da subsidiariedade: se cada Estado brasileiro tiver tanta autonomia a ponto de ser quase um país independente (e cada região de cada Estado, idem), teremos na prática o mesmo benefício da secessão oficial.

    * * *


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