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Dez motivos por que os governos sempre fracassam
Por causa da própria natureza do estado, nem mesmo os ínclitos conseguiriam ser bem-sucedidos

Sempre que um governo decepciona ou mesmo estraga a economia, ou sempre que políticos e burocratas fracassam em cumprir o que prometeram — o que é uma constante —, os defensores do estado prontamente se apresentam com a mesma explicação de sempre: o problema será resolvido quando os eleitores votarem nas pessoas certas para gerir o governo.

A lógica é imutável: os políticos vigentes não estão se esforçando o bastante, e precisam ser mudados. Ou então os atuais políticos "são ruins e mal intencionados", e por isso também têm de ser trocados.

Embora seja verdade que há uma enormidade de pessoas incompetentes e mal intencionadas no governo (em qualquer governo), não é correto colocar toda a culpa exclusivamente nas pessoas envolvidas. Com frequência, o fracasso estatal é uma realidade irreversível, a qual já está enraizada na própria instituição do governo.

Em outras palavras, políticos e burocratas não são bem-sucedidos em cumprir suas boas intenções simplesmente porque eles não têm como ser bem-sucedidos. É impossível. A própria natureza do governo, a maneira como a máquina estatal funciona, é naturalmente enviesada contra as genuínas boas intenções, impossibilitando o sucesso.

Eis aqui as dez razões.

I. Conhecimento

Todas as políticas estatais sofrem da pretensão do conhecimento.

Para conseguirem efetuar uma intervenção bem-sucedida no mercado, políticos necessariamente terão de saber mais do que é humanamente possível. O conhecimento que existe no mercado não é algo centralizado, sistêmico, organizado e geral, mas sim disperso, heterogêneo, específico e individual. Um punhado de políticos simplesmente não tem como saber mais do que milhões de empreendedores, investidores e consumidores interagindo diariamente no mercado, efetuando compras e vendas.

É impossível um punhado de políticos vislumbrarem uma falha nesta interação e, em seguida, identificarem exatamente o que deve ser feito e como deve ser feito. Não apenas não há os instrumentos para isso (o que classifica uma interação como sendo uma "falha de mercado"?), como também, e pior ainda, não há um sistema de incentivos que possibilite isso (o que o político pode fazer para levar a uma situação melhor, e que não possa ser voluntariamente feito por empreendedores, investidores e consumidores?).

Mas piora.

Diferentemente de uma economia de mercado, na qual há vários participantes submetidos a um contínuo processo de tentativa e erro, a percepção e a subsequente correção de erros praticados pelo estado sempre será limitada, pois o governo é um monopólio, e monopólios não permitem uma fácil identificação de erros. Adicionalmente, para o político, admitir um erro quase sempre é pior para sua reputação do que insistir no erro — mesmo que isso vá contra seu próprio julgamento.

II. Assimetrias de informação

Embora também haja assimetrias de informação no mercado — por exemplo, entre a seguradora e o segurado, ou entre o vendedor e o comprador de um carro usado —, a assimetria de informação é mais profunda no setor público do que na economia privada.

No mercado, vários mecanismos que permitem mitigar ao máximo as informações assimétricas surgem espontaneamente, pois tal atividade é lucrativa para empreendedores. O mesmo não ocorre para o governo.

Ao passo que há, por exemplo, várias seguradoras e várias revendedoras de carros, há apenas um governo. Os políticos que representam o estado não têm a pele em jogo, isto é, eles não pagam pelos erros. Consequentemente, eles não têm por que despender muitos esforços para investigar e evitar assimetrias de informação. Ao contrário: políticos são tipicamente ansiosos para fornecer fundos não para aqueles que mais precisam deles, mas sim para aqueles que são mais relevantes dentro do jogo do poder político.

III. Deslocando o setor privado

Intervenções estatais não apenas não eliminam aquilo que parecem ser deficiências de mercado, como também criam essas próprias deficiências ao deslocarem o setor privado da área. Fenômeno tecnicamente conhecido como crowding-out, ele ocorre quando o aumento do envolvimento do governo em um setor da economia afeta sobremaneira o resto do mercado, tanto no lado da oferta quanto da demanda.

Se, por exemplo, não houvesse uma dominância estatal nas áreas de saúde e assistência social, hospitais de entidades religiosas e instituições de caridade preencheriam a lacuna, como de fato ocorria antes de o governo usurpar estas atividades. (Eis o melhor e mais sucinto artigo ilustrando este fenômeno).

O deslocamento do setor privado por meio de políticas estatais é algo que ocorre continuamente porque os políticos sabem que irão conseguir votos ao oferecerem serviços públicos adicionais — mesmo com a inevitável consequência de que a administração pública não irá melhorar, mas sim deteriorar o setor.

IV. Diferença entre diagnóstico e efeito das medidas

Há um enorme intervalo de tempo entre o diagnóstico do problema e os efeitos da intervenção estatal.

O processo governamental está preocupado com o poder, e sua antena captura apenas aqueles sinais que são relevantes para o jogo do poder. Somente quando um assunto estiver suficientemente politizado ele terá a atenção do governo. Ato contínuo, soluções serão estudadas. Após o assunto receber atenção e ser diagnosticado, outra demora ocorrerá até que as autoridades encontrem um consenso em relação a como abordar o problema político. E então haverá nova demora até que os meios políticos adequados encontrem o necessário apoio da opinião pública.

Após as medidas serem finalmente implantadas, um novo intervalo de tempo ocorrerá até que elas apresentem seus efeitos (os quais, como discutido nos itens e I e II, não irão funcionar como previsto).

O intervalo de tempo entre a articulação de um problema e o efeito das medidas adotadas é tão longo, que a natureza do problema original e seu contexto já serão fundamentalmente diferentes.

Dois exemplos recentes de políticas intervencionistas desastradas.

a) Governo decide que deve facilitar a aquisição de caminhões. Ato contínuo, direciona maciços subsídios para o setor, facilitando a aquisição de caminhões por caminhoneiros. Número de caminhões em circulação aumenta e, consequentemente, preço do frete cai. Tempos depois, o preço do diesel dispara. Caminhoneiros ficam insatisfeitos e protestam. O governo então decreta subsídios e preços mínimos de frete para ajudar caminhoneiros. Os subsídios pioram as contas do governo (o que em nada ajuda o câmbio) e a tabela do frete faz com que caminhoneiros enfrentem novas dificuldades.

b) Governo resolve fazer populismo fácil e diz que as contas de luz estão altas (sendo que não estão), decretando intervenção no setor, com controle de preços, subsídios e revisão de contratos. Como consequência, investimentos desabam, distribuidoras ficam insolventes, oferta escasseia, preço sobe e o Tesouro tem de arcar com tudo. Após um tempo, a medida se torna insustentável para as contas públicas e os preços são reajustados para níveis mais realistas, disparando até 80% de uma só vez.

Não é surpresa nenhuma que os resultados das intervenções estatais, o que inclui a política monetária, não apenas passem longe dos objetivos originais, como ainda geram o resultado oposto do intencionado.

V. A criação de privilégios

A intervenção estatal cria o fenômeno do rent seeking — ou "busca pela renda" —, que nada mais é do que a atividade de conquistar privilégios e benefícios não pelo mercado, mas pela influência política. Neste arranjo, produtores concorrem entre si para ganhar favores de políticos, e não para oferecer a clientes produtos e serviços melhores ou mais baratos. O grosso do lucro advém de privilégios garantidos junto ao governo e não da oferta de bens e serviços aos consumidores.

Crédito subsidiado, patrocínios estatais, tarifas de importação que criam reservas de mercado, agências reguladoras que cartelizam o mercado e dificultam a entrada de novos concorrentes, regulamentações profissionais que aumentam a barreira de entrada de novos concorrentes, pensões, e contratos superfaturados — tudo isso são exemplos de privilégios que criam o rent seeking.

Em uma democracia, há uma constante pressão para se acrescentar novos privilégios aos já existentes com o intuito de ganhar apoio eleitoral e votos. Essa criação de novos privilégios, obviamente, expande o número de pessoas que irão se organizar para se beneficiar destes privilégios. Ao longo do tempo, a distinção entre corrupção e conduta decente e legal vai desaparecendo.

Quanto mais o governo cede no campo dos privilégios e incentiva o rent seeking, mais o país se torna vítima do corporativismo, do clientelismo, da corrupção e da má alocação de recursos.

VI. As trocas de favores

A teoria da Escolha Pública rotulou este fenômeno de logrolling ("rolamento de troncos"). No Brasil, ele ficou popularizado como tomá-lá-dá-cá.

Tal fenômeno nada mais é do que as trocas de favores entre facções políticas com o intuito de que os projetos defendidos por uma facção sejam aprovados em troca do apoio desta facção aos projetos da outra facção.

Esta conduta, obviamente, gera uma contínua expansão da atividade estatal.

Por meio desta troca de favores, um grupo de deputados apóia legislações criadas por outro grupo de deputados em troca de terem o apoio político deste outro grupo para seus próprios projetos. Este comportamento gera o fenômeno da "inflação legislativa", a avalanche de leis inúteis, contraditores e deletérias, as quais só fazem emperrar a produtividade e a criação de riqueza do país.

VII. O Bem Comum

O tão venerado "bem comum" não é um conceito bem definido. Termos similares, como "bens públicos", os quais são definidos como bens não-rivais e não-excludentes, erram o alvo porque não é o bem que é 'comum' ou 'público', mas sim seu fornecimento, o qual é considerado mais eficiente quando feito pelo esforço coletivo em vez de pelo individual.

Entretanto, este raciocínio vale para todos os bens. Não faz sentido lógico dizer que o mercado é melhor para fornecer alimentos, mas pior para fornecer iluminação de ruas. O próprio mercado é um sistema que fornece bens privados por meio de esforços cooperativos. A economia de mercado é uma fornecedora coletiva bens, pois ela combina competição com cooperação. Qualquer um dos chamados "bens públicos", que são fornecidos pelo governo, também podem ser fornecidos pelo setor privado, e de maneira mais barata e mais eficiente.

Ao contrário do estado, a cooperação em uma economia de mercado inclui também a concorrência. Sendo assim, havendo concorrência e cooperação, não só a eficiência econômica mas também os incentivos para se inovar são muito maiores.

VIII. A captura regulatória

O termo captura regulatória denota uma falha governamental que ocorre quando a agência reguladora, em vez de perseguir seu objetivo original de promover o "interesse público", se torna vítima dos grupos de interesse formados exatamente por aqueles setores que a agência deveria regular.

A captura do corpo regulatório por grupos de interesse significa que a agência, em vez de fiscalizar e regular, passa a ser usada para defender e promover os interesses especiais dos setores que eram o alvo da regulação. Para este propósito, os grupos de interesse irão fazer lobby para a aprovação de regulações extras que irão, de um lado, afetar o surgimento de concorrentes e, de outro, garantir fiscalizações mais lenientes sobre si próprios.

Veja aqui e aqui dois artigos ilustrativos sobre isso.

IX. Não há visão de longo prazo

O máximo horizonte temporal político é a próxima eleição.

Em seu esforço para garantir que os benefícios das medidas políticas sejam rapidamente sentidos por sua base eleitoral, o político irá favorecer projetos populistas de curto prazo em detrimento de projetos sensatos de longo prazo. Os benefícios dos projetos sensatos de longo prazo (como reforma da previdência e flexibilização das leis trabalhistas) não só demoram a aparecer, como também seus custos imediatos são mais palpáveis. Já os projetos de curto prazo (aumento de gastos e aumento da dívida pública) podem trazer aparentes benefícios imediatos, mas seus custos futuros serão enormes.

No longo prazo, quando os efeitos nocivos se manifestarem, o político não mais estará lá.

Dado que as medidas que visam ao curto prazo rompem o elo entre o beneficiário (geração atual) e aquele que arca com os custos (a geração futura), a preferência temporal por medidas populistas que aparentemente são benéficas no curto prazo (mas trágicas no longo prazo) se torna irresistível.

X. A ignorância racional

É racional que o indivíduo eleitor, em uma democracia de massa, queira se manter alheio em relação aos assuntos políticos, pois o valor do voto individual é tão pequeno, que praticamente não faz diferença no resultado final. O eleitor racional irá votar naqueles candidatos que prometam os maiores benefícios em troca dos menores esforços.

Dado o pequeno peso de um voto individual em uma democracia de massas, o eleitor racional não irá dedicar muito tempo e esforço para investigar se as promessas são realistas ou se estão em colisão com seus outros desejos. Ele apenas irá para aquele que soar mais belo. Consequentemente, as campanhas políticas não têm o objetivo de ser informativas e educativas, mas sim de desinformarem, serem confusas e causarem discórdia. O que vale, no fim, é conseguir votos.

Não é a solidez do programa o que conta, mas sim o entusiasmo que um candidato pode criar junto a seus apoiadores (bem como o quanto ele pode caluniar seus oponentes). Como consequência, as campanhas eleitorais sempre incitam o ódio, a polarização e o desejo de vingança.

E isso é o oposto do que faz uma economia de mercado — que se baseia na produção, na cooperação e na satisfação de demandas — prosperar e enriquecer.


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autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Racional Radical  04/02/2019 16:55
    Não há consumidores voluntários dispostos a pagar pelos serviços oferecidos. Não há concorrentes. Não há mecanismo de preços. Não há busca pelo lucro para guiar as atividades. As receitas são coletadas coercivamente via impostos.

    Não há como nenhum arranjo com essas características funcionar minimamente bem.
  • Vladimir  04/02/2019 18:28
    Nada, nenhum método pode driblar o problema fundamental: o governo e seus órgãos não vendem seus serviços no mercado concorrencial para consumidores que voluntariamente optam por comprá-los, não se direcionam pelo sistema de lucros e prejuízos, e suas receitas não são auferidas de acordo com a qualidade dos seus serviços.

    Acrescente a isso o monopólio da coerção e de regulação, e acaba sendo um milagre que a economia ainda exista.
  • Dane-se o estado  05/02/2019 21:44
    Não há respeito a preferência real do consumidor, há coerção para manter os serviços, logo nunca poderia ser ético e eficiente. Nunca se pode esperar eficiência ou mesmo, ética, vindo de uma instituição ao qual sua premissa de funcionamento, implica em coerção para financiá-la e estelionato (não ressarcir a sociedade quando não cumpre o serviço). Se já partimos do pressuposto de que você tem obrigação existencial a financiar o estado a importância dos agentes do estado para com sua opinião será nula, pois se você é obrigado, isso já pressupõe que ter preferência ou opinião é irrelevante para o sistema. A ideia de que democracia garante opinião e representatividade é não só ilusão como uma das contradições fundamentais e estruturais do funcionamento do estado.
  • Realista  04/02/2019 17:10
    Artigo bacana. Muito já foi escrito na literatura econômica sobre as causas das "falhas de mercado", mas muito pouco foi escrito sobre as falhas de governo. Messa lista de 10 itens eu acrescentaria mais um:

    11) Risco Moral Individual

    Isso ocorre quando burocratas justificam suas medidas com o famoso "estou apenas seguindo ordens".

    A história é repleta de exemplos de excessos e abusos de governos cometidos por burocratas -- militares, policiais, juízes, políticos, etc. -- que preferiram tapar nariz e participar de eventos que geraram grandes malefícios aos governados. Na prática, essa gente preferiu proteger seus cargos e salários do que seguir a ética ou o juramento de proteger o povo e o estado de direito.

    O principal exemplo disso, claro, são os atos dos nazistas e dos soviéticos, em que literalmente milhões de soldados, policiais, juízes, políticos e burocratas de todos os tipos participaram de todos os crimes horrendos cometidos pelo estado em vez de simplesmente se demitirem ou usarem suas posições de influência para impedir seus próprios governos de saírem dizimando seus conterrâneos.
  • Jeff  04/02/2019 17:23
    Ótimo comentário. Pegando o gancho, também há um déficit na literatura sobre como as intervenções estatais afetam a eficiência do setor privado.

    Quanto mais o governo regulamenta, tributa, impõe barreiras, inflaciona a moeda, proíbe e pratica intervenções pontuais de todos os tipos em todos os setores, mais a iniciativa privada se torna sujeita aos mesmos vícios que assolam o governo.

    As intervenções do governo no mercado, por menores que aparentemente sejam, provocam distúrbios no sistema de preços, afetando toda a contabilidade de custos das empresas. As intervenções estatais podem tanto fazer com que empreendimentos insustentáveis repentinamente aparentem ser lucrativos (sem que realmente o sejam), como também podem fazer com que empreendimentos genuinamente lucrativos se tornem rapidamente insolventes.

    Assim, o governo introjeta na iniciativa privada os mesmos males que o acometem.
  • Minarquista  04/02/2019 20:42
    Ótimo Comentário!
    Recentemente usei exatamente esse argumento numa roda de amigos, para criticar o novo ministro da ciência e tecnologia, Marcos Pontes. Esse sujeito foi para o espaço à custa de 10 milhões de dólares tirados à força de seus semelhantes, na forma de impostos. Argumentei que ele deveria, por razões morais ter se recusado, mesmo que isso lhe custasse o emprego.
    Ouvi uma série de absurdos, como que se ele não fosse, algum outro iria. Respondi que isso parece com "se eu não roubar, alguém vai fazê-lo. Então é melhor eu mesmo roubar primeiro...".
    Ouvi ainda que o estado tem que tirar dinheiro de todos à força para fazer pesquisa científica. Que se o estado não fizer pesquisa, ninguém fará, e que a humanidade ficará estagnada. De nada adiantou mostrar que a absoluta maioria da pesquisa do mundo é feita pelo mercado, que nos USA, as universidades são particulares, e fazem a maioria da pesquisa com dinheiro privado. Também não adiantou falar que tive a oportunidade de trabalhar por um breve período num dos centros de pesquisa pura da IBM, nos anos 90, em Hawthorne.
    Que há duas formas de fazer pesquisa: privada, que é voluntária, sem violência, e mais eficaz; e pública, com dinheiro tirado à força dos outros, uma violência, e pouco eficaz. E, se há duas formas possíveis, não se pode escolher aquela que contém violência.
    Enfim: de nada adiantaram os argumentos morais nem utilitários.
    Mesmo assim, continuei firme: só para arrematar, afirmei que o Ministério da Ciência e Tecnologia não precisa de mais verba - precisa ser extinto. E que o ministro adequado enquanto não se extingue essa bodega imoral, não seria uma pessoa apaixonada por ciência, seria um empresário, acostumado a pesar riscos e benefícios, e com a missão de privatizar, reduzir o orçamento paulatinamente até o completo fechamento do ministério.
    Consegui causar um certo desconforto em todos, tanto nos petistas, quanto nos bolsonaristas. Como sempre...
  • Jeff  04/02/2019 17:16
    Muito bom artigo. Mas quem melhor sintetizou tudo foi Mises.

    Dentro das burocracias do governo, tudo é um jogo de adivinhação. Você não sabe exatamente o quanto deve gastar em quê; você não sabe se há algum objetivo racional naquilo que você está fazendo; você não sabe se este ou aquele plano será bem-sucedido ou se irá fracassar completamente; você não sabe onde cortar gastos caso tenha de fazê-lo; e você não sabe quais seções e quais pessoas estão fazendo um bom trabalho e quais não estão.

    O setor público é um setor que, inevitavelmente, por pura lógica econômica, sempre funciona às escuras, sem ter a mínima ideia do que faz, e sempre tendo de fingir que está fazendo tudo certo.

    Por quê? Porque o governo não opera de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado. Ele não opera segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos.

    Como ele não tem acesso aos sinais de preços, ele não é capaz de calcular lucros e prejuízos. Logo, ele não tem uma bússola que possa guiá-lo em suas ações. Ele não tem como avaliar e estimar a real valia econômica de qualquer coisa que faça. Seus investimentos nunca poderão ser feitos da maneira correta, seus serviços nunca serão prestados de maneira satisfatória, sempre haverá desperdício de recursos e gritante ineficiência.

    Esta é uma realidade inevitável. Não se trata de ideologia; é pura ciência econômica.

    Por não ter esta racionalidade, as burocracias estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, preocupadas exclusivamente em satisfazer as demandas de políticos que visam apenas sua autopromoção e sua reeleição.

    Consequentemente, as burocracias estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.
  • Juliano  04/02/2019 17:30
    Normalmente, as intervenções estatais são justificadas não com base numa tal "alocação ótima de recursos", mas sim pura e simplesmente na distribuição de renda.

    O objetivo alegado é fornecer um serviço a quem tenha uma necessidade não atendida pelo mercado.

    Não estou de forma alguma defendendo a intervenção estatal nem estou dizendo que o Estado faz isso bem, mas mostrando que a encrenca é outra.

    E a realidade é que, em várias situações, a solução de mercado vai ficar distante do que as pessoas desejam, justamente porque o mercado lida com recursos escassos e a propriedade desses recursos dita quem vai ter atendido primeiro.

    Como exemplo, uma empresa de ônibus em uma comunidade pobre vai muito provavelmente conviver com veículos mais velhos e em condições piores que comunidades mais ricas. Foi a alocação possível, tendo em vista a quantidade de recursos disponível. O governo vai se vender como quem vai trazer a igualdade, oferecendo o nivelamento da qualidade de serviços. Como ele não obedece as limitações impostas pelo mercado, pode tirar recursos de quem tem mais o fornecer um serviço que seria inviável em uma comunidade muito pobre.

    Além disso, o mercado força as pessoas a tomar medidas desagradáveis, a encarar as limitações dos recursos. O mercado pode deixar claro que uma determinada região é inviável e que seria preferível aos seus moradores que se mudassem de lá. Ou ainda que uma determinada atividade não faz sentido naquele contexto. O governo vai se oferecer como a solução para essas limitações, como quem vai subsidiar localidades e empreendimentos.

    Novamente, não estou defendendo a intervenção estatal, estou apenas enfatizando que são problemas diferentes. Quando a gente diz para um estatista que o governo não aloca recursos da forma mais eficiente, essa informação pra ele não significa muita coisa. Eles são mais movidos por satisfazer necessidades, por satisfazer desejos. Acham perfeitamente aceitável que atividades mais rentáveis sustentem as atividades menos rentáveis, mesmo que isso não seja ótimo do ponto de vista de alocação de recursos. Acreditam que alguém deve trazer igualdade, que, se o modelo de intervenção não está funcionando, precisa ser corrigido (ad infinitum), mas nunca abandonado.

    Essa abordagem, claro, vai sempre ter o apoio daqueles supostos beneficiados pelas medidas estatais. Tudo o que uma pessoa quer ouvir é que ela não vai precisar enfrentar os custos de suas escolhas, que os recursos vão magicamente aparecer e que alguém vai satisfazer suas necessidades sem olhar a sua capacidade de pagar por elas. Estatistas, quando falam em demanda, falam em vontades, em necessidades, nunca em capacidade de pagamento. O justo, para um estatista, não tem nada a ver com transações voluntárias, tem a ver com o atendimento necessidades, mesmo que seja feita com recursos de terceiros. Isso, claro, no mundo das intenções. Todas as consequências não intencionais do intervencionismo são sempre vistas como problemas que podem ser remediados, e que só precisam de uma pouco mais de regulação.
  • Hélio Beltrão pai já trabalho para o Estado  04/02/2019 17:27
    1 - A única pretensão que existe aqui é a que esse site faz colocando o "MERCADO" num pedestal indiscutível.

    Governos estão também num contínuo processo de tentativa e erro. Aliás todos os seres humanos estão... A democracia e tantas outras formas de governo mudam e vão continuar mudando.

    O governo é um monopólio ? Os governos democráticos mudam seus representantes constantemente. O que se fazia nos anos 50 não é o mesmo que se faz hoje. Governos mudam também.

    REFUTADO

    2 - "Os políticos que representam o estado não têm a pele em jogo, isto é, eles não pagam pelos erros."
    Você está se referindo ao Brasil, cara pálida ? Porque em outros países, políticos se responsabilizam sim pelos seus erros. Isso dá até morte em alguns países. No caso do Brasil isso pode ser implementado. A punição pode ser imediata, inclusive.

    REFUTADO

    3 - "Se, por exemplo, não houvesse uma dominância estatal nas áreas de saúde e assistência social, hospitais de entidades religiosas e instituições de caridade preencheriam a lacuna"

    Mentira. Além de ser uma afirmação sem nenhuma base empírica , o fato é que o setor privado visa lucro e portanto não vai atender pessoas que não tenham dinheiro para pagar pelos serviços.
    Entidades religiosas e instituições de caridade não dão conta da demanda. Nem no passado e que dirá agora com cem vezes mais pessoas no mundo.

    REFUTADO

    4 - Se a intervenção estatal peca pela demora, o setor privado peca por só funcionar se tiver alguém que pague por aquilo. O setor privado é um cão cego que fareja o lucro. Se existe uma demanda e as pessoas não podem pagar por aquilo, o tal mercado(o setor privado) não vai conseguir farejar e não vai mover nenhum dedo em direção àquilo.

    REFUTADO


    5- Privilégios existem no setor privado também. Não vou nem falar do Estado, esqueçamos o Estado por um momento, mas quem domina as "regras" pode oferecer privilégios. Os agentes privados que possuem dinheiro podem comprar privilégios ou alterar as "regras" do jogo a seu favor. Não precisa nem falar de Estado... é simplesmente o poder de quem pode pagar mais e o poder de quem criar as "regras" do jogo. Algo que os libertários daqui esquecem é que governos e mercados são feitos de gente. E o poder existem em qualquer relação de gente. Se não for pelo dinheiro, pode ser pelo uso da força. E manda quem tem mais...sempre foi assim.

    REFUTADO

    6 - Troca de favores também ocorre no setor privado. E diferente do público, se isso for ruim as pessoas não tem a quem recorrer. Inclusive todos os males do setor público(toma lá da cá, nepotismo, falta de transparência) todos eles são permitidos no setor privado...eles são inclusive incentivados. Muitos aqui o ratificariam dizendo que o "mercado" permite tudo isso.

    REFUTADO

    7 - O tão venerado "bem comum" não é um conceito bem definido.

    Ele não é bem definido para o pessoal daqui rsrs Mas qualquer obra pública funciona sob o princípio da Mutualidade. Um imposto pode ser visto como o aporte de capital que cada pessoa realiza; enquanto que as obras públicas podem ser vistas como o capital que será utilizado por essas pessoas caso necessitem. Uma rua é uma obra financiada pela soma dos aportes de muitas pessoas. Quando uma pessoa transita pela rua, o que ela faz é tomar emprestado o capital de muitos, durante o tempo em que transita por dita rua. A pessoa não paga nenhum juros, já que ao terminar de transitar pela rua terá devolvido o capital que recebeu emprestado, nem mais, nem menos. Aquelas pessoas que financiaram com seus impostos a construção da rua tem a segurança de saber que, quando o necessitem, poderão transitar por dita rua, quer dizer, poderão tomar emprestado o capital e somente deverão devolvê-lo sem pagar quaisquer juros extras (a menos que danifiquem dito capital). Este sistema pode, e isso é bastante evidente, financiar obras e empresas de grandes proporções, sob a condição de poderem administrar com justiça os aportes das pessoas. É por isso que o investimento público é muito mais justo que o investimento privado, já que pode estar isenta da usura que parece inevitável no investimento privado.

    REFUTADO

    8 - Mais um exemplo do que já foi dito em 5. Aquele que detém as "regras" pode ser capturado por aquele que pode pagar mais. No setor privado isso acontece e é encarado de forma natural. Quando trabalhadores se juntam em prol de uma causa esse site condena, mas quando empresas privadas se fundem e passam a "capturar" seus concorrentes, impondo uma única forma isso é visto como um processo natural de mercado.

    REFUTADO

    9 - Mais uma afirmação falaciosa... Inclusive os projetos de mais longo prazo que são as construções de cidades e países são feito pelo Estado. O privado não coloca seu dinheiro no longo prazo se isso implicar em alto risco. Quem arca com os riscos de construções "faraônicas" inclusive dando segurança jurídica aos recursos dos entes privados é o Estado.

    REFUTADO

    10 - Dado o pequeno peso de um simples consumidor em uma economia de mercado, o consumidor racional não irá dedicar muito tempo e esforço para investigar se as promessas são realistas ou se estão em colisão com seus outros desejos. Ele apenas irá para aquele que soar mais barato ou vantajoso no curto prazo. Consequentemente, as campanhas publicitárias não têm o objetivo de ser informativas e educativas, mas sim de desinformarem, serem confusas e causarem discórdia(com seu concorrente). O que vale, no fim, é conseguir lucro.
    Só reformular o texto de vocês pra perceber que no mercado o que vale é a voz de uma maioria que gera "lucro".

    Quem não tem dinheiro para comprar, não tem voz.


    REFUTADO.
  • Luis Alfredo  05/02/2019 12:45
    Esse é funcionário público...
  • Gustavo A.  05/02/2019 17:59
    1 - Ninguém coloca o mercado num pedestal. O mercado não é uma entidade, nem uma organização; o mercado é a interação entre os indivíduos, é uma infinita troca de informações entre as pessoas.

    Se você acha que um corpo burocrático consegue substituir essa livre interação e troca de informações está com um sério problema cognitivo... ou é funça.

    2 - O máximo que é punido é corrupção, crimes... Agora me fale, qual punição sofreram Herbert Roover e Franklin Roosevelt pela crise de 1929?

    Qual punição sofreu Dilma Roussef e sua equipe ortodoxa por enfiar o Brasil em uma crise financeira? Em que local presidente é punido por ser keynesiano?

    Esse tipo de conduta nunca vai ser criminalizada.


    3 - Claro, visam o lucro e nenhum empresário vai pensar em baratear os custos para atender determinada parcela da sociedade.

    O que funciona é o SUS , o sistema canadense ou o sistema britânico , não é mesmo?!

    Você não conseguiu demonstrar que o arranjo baseado no mercado não funcionaria e diz que é o contrário.

    4 - Agora você se superou. Se existe uma demanda e as pessoas não estão dispostas a pagar não é uma demanda. Caso haja uma demanda por um preço mais baixo, o empreendedor irá buscar inovações para baratear o custo, para conseguir ofertar e consequentemente lucrar, essa é a mágica. Que coisa horrível, não?! Empreendedores trabalhando para ofertar serviços e produtos aos que demandam. Incrivelmente você pensa que o melhor arranjo é: as pessoas não podem ou não querem pagar por algo, a solução então é extorquir dinheiro de terceiros para bancar. Ótimo, uma lógica genial.

    5 - Somente o Estado pode oferecer privilégios. Privilégio é um "direito" que poucos ou determinados grupos têm; mas que não se aplicam a todos. O Estado tem o poder de criar privilégios.

    Mas você se autorefutou, falou que não tem a ver com Estado, mas falou de poder e criação de regras. De quem é o monopólio do poder e da criação de regras? TCHANÃAAA. Gênio.

    6 - No setor privado, quem paga as contas e sofre com os prejuízos financeiros é a empresa, o empreendedor e quem está conectado voluntariamente com ela. No setor público, todas as pessoas são obrigadas a financiar e pagar pelos erros que o primo do prefeito cometeu.

    No setor privado você tem opções e pode escolher pela empresa transparente, que não empregue incompetente, etc. No setor público o voto do seu vizinho aluno da Unicamp, que frequenta palestras do Boulos, vale a mesma coisa que o seu.

    7 - Olha que ótimo investimento: o estado tomou meu dinheiro para construir o Estádio Mané Garrincha em Brasília e muitos outros em que eu nunca pisei e talvez nunca vá pisar. Construiu uma ponte no acre que nunca vou passar. Construiu uma ponte na minha cidade que você nunca verá nem pelo google maps.

    Qual o bem comum disso? Seu vizinho, aquele aluno da Unicamp que vota no Boulos, pode achar o bem comum é a desapropriação de toda propriedade privada. Será que isso é bem comum?

    E mais, quem mensura melhor o "bem comum". O mercado, com a livre interação entre milhões (bilhões) de pessoas ou o prefeito, governador, presidente, secretários, ministros e funças? Pra mim parece óbvio que é a primeira alternativa.

    Portanto, se você defende o bem comum: defenda o livre mercado.

    8 - Se seus vizinhos se juntarem por uma causa: tomar sua casa e fazer uma praça pelo "bem comum", capitaneado pelo aluno da Unicamp, eleitor do Boulos, seria justo? A propriedade privada é da empresa, chantagem é defensável?

    Aliás, te desafio a demonstrar um monopólio/oligopólio com as seguintes condições: sem ter a mão estatal (seja através de bobagens como monopólio natural ou agências reguladoras) e que não agrade os consumidores.

    9 - Não é o Estado que arca com custos e riscos. É a POPULAÇÃO. Quem perdeu emprego, dinheiro e passou dificuldade com os resultados da Nova Matriz Economica da Dilma não foi o Estado, foram os indivíduos que coercitivamente sustentam o Estado. Agora tive certeza que você é funça.

    10 - Campanha publicitária tem o intuito de vender. Qual sua solução, criar agências reguladoras? O consumidor não sabe o que é melhor para si, mas um burocrata estatal vai saber o que é melhor para 200 milhões de pessoas não é? Gênio.

    Olha um exemplo aqui, da TV Globinho... Que acabou após a proibição de publicidade infantil.

    Caiu de paraquedas e achou que ia arrazar...


    REFUTADO.
  • Breno  04/02/2019 17:35
    Muito bom! Em linha com o item cinco, o estado é a única plataforma do sistema solar que atrai e remunera fenótipos amorais e psicóticos.
  • Roberto H.  04/02/2019 17:44
    Na verdade, nenhuma política estatal fracassa. Ao contrário, todas elas funcionam perfeitamente.

    O problema é que as pessoas levam a sério os objetivos proclamados de cada política, se esquecendo que praticamente tudo o que o governo faz é distribuir benefícios e privilégios para determinados grupos à custa de toda a população ao mesmo tempo em que engana essa população dizendo que tal política clientelista será boa para ela própria.

    Políticas educacionais são implantadas não para estimular a inteligência e o raciocínio dos alunos, e nem para criar uma população mais preparada e qualificada, mas sim para beneficiar os poderosos sindicatos dos professores.

    Políticas industriais e protecionistas são implantadas não para gerar uma indústria nacional competitiva e pujante, mas sim para garantir uma reserva de mercado para essas indústrias proibindo os consumidores de comprar produtos bons e baratos do estrangeiro. São políticas criadas para proteger as empresas ineficientes, seus empresários e seus sindicatos contra as demandas dos consumidores.

    Subsídios não são feitos para aumentar a oferta de produtos bons e baratos para a população, mas sim para garantir privilégios e altos lucros para os amigos do regime.

    Políticas assistencialistas são mantidas e expandidas não para retirar as pessoas da pobreza e torná-las auto-suficientes, mas sim para manter os pobres na pobreza e com isso garantir que eles continuarão eternamente dependentes do governo, o que sempre garante votos.

    Universidades "públicas e gratuitas" foram criadas não para criar uma população altamente capacitada e produtiva, mas sim para açular a classe média pagadora de impostos, devolvendo-lhe um pouco de seus impostos.

    Subsídios para a cultura foram criados não para realmente estimular uma suposta "cultura nacional", mas sim para obter o apoio da intelectualidade e dos artistas engajados.

    Em resumo: toda e qualquer política implantada visa a beneficiar determinados grupos, sejam eles empresariais, de funcionários públicos ou de eleitores poderosos. O governo não dá ponto sem nó. Ele sempre diz que está adotando uma determinada política "para o bem da nação e da economia", mas os reais beneficiados serão apenas alguns poucos, e sempre à custa de todo o resto.
  • Edson  04/02/2019 18:14
    A verdade básica é que intervenções estatais feitas por políticos não têm como produzir resultados melhores do que os resultados gerados pela evolução natural de pessoas que atuam livremente na arena das trocas voluntárias (o mercado). Acreditar que o centralismo gera resultados melhores do que as interações livres e voluntárias é o ápice da arrogância.

    P.S.: políticos erram e não são punidos por seu erros (pois sempre culpam fatores externos). Eles não têm skin in the game. O deles não está na reta. Se errarem, não são eles que pagam o preço. Quem paga os preços são os cidadãos. Esse princípio é universal.
  • Marcos Rocha  04/02/2019 19:19
    Administrar um estado de uma federação já é uma tarefa sobre-humana. Querer administrar um país com dimensões continentais, com 200 milhões de habitantes, microgerenciando cada aspecto da economia e das interações sociais e ainda acreditar que tudo dará certo é algo além da ficção.
  • Emmerson  04/02/2019 21:57
    Imagine se você só pudesse trocar de supermercado a cada quatro anos. Como seriam os preços, a qualidade e variedade dos produtos e o atendimento?

    Pior, imagine se somente a cada quatro anos você pudesse trocar, não de supermercado, mas apenas a administração do supermercado.

    Pior, se a escolha tivesse que ser entre um conjunto de equipes administrativas na sua maioria semelhantes e algumas até compostas por criminosos psicopatas.

    Pior, se essa escolha dependesse de uma votação e a maioria escolhesse acreditando em promessas furadas e por critérios insanos ("vote nela porque ela é mulher").

    Essa é a diferença entre o Estado e o livre mercado.
  • Emerson Luis  12/02/2019 17:50

    Agora fiquei na dúvida: esse comentário foi copiado dos meus ou dos de outra pessoa?

    * * *
  • Paulo Henrique   04/02/2019 23:29
    Eu creio que esse texto é valido para promessas de governo que sejam anti-liberais, mas, ele não analisa quando a promessa do governo é diminuir a si mesmo.. Se esses governos fracassassem, não teríamos casos na história de nações enriquecendo, inclusive as recentes, cromo a Nova Zelandia,Estonia, Etc..
    Basicamente, deveria ser tudo um imenso Zimbabwe
  • Amante da Lógica  04/02/2019 23:47
    "quando a promessa do governo é diminuir a si mesmo"

    Praticamente nenhum governo no mundo promete diminuir a si mesmo. O que a maioria faz é dizer que "será mais eficiente". Aliás, se você for analisar a métrica correta -- ou seja, governo só diminui quando seus gastos são efetivamente reduzidos --, então quase nenhum passa no teste. Na melhor das hipóteses, alguns diminuem o ritmo do crescimento dos gastos.

    "Se esses governos fracassassem, não teríamos casos na história de nações enriquecendo, inclusive as recentes, cromo a Nova Zelandia,Estonia, Etc.."

    Meu caro, estes países não enriqueceram por causa de seus governos, mas sim apesar de seus governos. Seus governos retardaram o enriquecimento. Não fossem eles, o crescimento teria sido ainda maior. Isso é uma tautologia.

    Um governo, na mais benéfica das hipóteses, confisca a riqueza criada para se sustentar e para fornecer segurança. Você pode perfeitamente argumentar que isso é necessário, mas não há como dizer que a riqueza foi criada exatamente por causa disso. Se eu contrato uma empresa de segurança privada para proteger minha indústria, ela irá me proteger, óbvio, mas de modo algum minha criação de riqueza foi causada por esta empresa de segurança. Isso é tautológico.

    Nova Zelândia e Estônia não enriqueceram porque seus governos fizeram políticas. Elas enriqueceram simplesmente porque seus governos pararam de fazer bobagens que vinham fazendo e que só atrapalhavam. Há uma diferença enorme aí.

    "Basicamente, deveria ser tudo um imenso Zimbabwe"

    Completamente sem sentido. Zimbábue é produto de hiperinflação da oferta monetária e de políticas abertamente socialistas (confisco de terra e de renda). Ou seja, é produto de um governo ativista. Dizer que governos que param de fazer coisas -- ou que reduzem suas atividades, como Nova Zelândia e Estônia -- geram o Zimbábue é atentar contra a razão.
  • Dane-se o estado  05/02/2019 22:28
    O idiota veio usar um país socialista e ditatorial como exemplo de suposta "catástrofe social" querendo dizer que isso é exemplo de não ação governamental. kkkkkkkkkkkkkkkkk


  • Paulo Henrique   06/02/2019 21:04
    Eu não ia responder, mas, estão me acusando de algo que eu não disse. Eu não usei Zimbábue como exemplo de ação não governamental. Eu usei ele como exemplo de ação anti-liberal de um governo.. Nem todos os governos desejam se expandir cada vez mais.. Não são todos iguais. Alguns governos se retiram de alguns setores, e isso é o que permite esses setores crescerem..
    Quando o Brasil saiu do setor de telefonia, e agora existe mais celulares que habitantes, apesar de ainda manter o mercado cartelizado, é um exemplo de governo diminuindo. Quando ele cria leis de teto de gastos. Quando ele cria uma previdência que não quebra e da opções de investimentos de fundos. Exemplos não faltam de políticas caminhando no sentido de redução do governo. Mesmo que isso as vezes seja insuficiente..

    É elas que não nos deixam ficar igual ao Zimbábue .. Sobre a divida apenas ''crescer mais lentamente''. A estonia diz o contrário. Tem uma das menores dívidas do mundo . E alguns estados pequenos sequer tem Divida Interna , como o principado de lichtenstein .. Simplesmente é falso dizer que todos os estados são incapazes de diminuir a divida interna, ou até mesmo dar um fim nela.. O que eles geralmente fazem é evitar um corte brusco. Mas se a arrecadação subir e os gastos ficarem no minimo estabilizados, no longo prazo você paga a divida..
    A estrutura do estado pode até se manter a mesma, mas o peso dele em relação ao setor privado não é o mesmo se esse setor privado crescer muito mais do que o publico. A economia pode enriquecer.

    Diminuir o governo de uma forma geral, e não apenas sua divida, com uma economia crescente é quase impossível quando a demanda por serviços públicos cresce junto com o crescimento da economia..
    Uma economia crescente, por exemplo, demanda mão de obra instruida, isso significa, mais demanda por escolas, universidades, etc.. E na maioria dos estados esses serviços que caminham lado a lado com o crescimento ecoômico , aumentam em demanda, quando a economia cresce.
    Isso incentiva o governo crescer junto. Mas não necessariamente a divida crescer.
    Não vivemos no ancapistão ainda para que esse incentivo não exista..

  • Felipe Lange  05/02/2019 15:15
    Pessoal, estou morando agora nos EUA e quero saber como funciona a legislação trabalhista (moro na Flórida) para eu poder comparar com o Brasil. Achei o site oficial do Department of Labor um tanto confuso. Alguém inteirado poderia me ajudar?
  • Kelvin  05/02/2019 15:40
    Bem completo aqui. Não há imposto de renda estadual e os impostos indiretos são baixos comparados com o resto do país. Aproveite bem!

    www.employmentlawhandbook.com/wage-and-hour-laws/state-wage-and-hour-laws/florida/
  • Felipe Lange  07/02/2019 15:22
    Há também legislação trabalhista federal?
  • anônimo  05/02/2019 15:41
  • Felipe Lange  07/02/2019 02:57
    Obrigado, irei checar. Se eu entender, acho que farei um vídeo.
  • Sozinho  05/02/2019 18:21
    Caros amigos, como seria a situação de um povo que se livrasse do estado perante os demais países do planeta? Como se dariam as relações diplomáticas por exemplo, e tudo o mais? É factível ser um único país totalmente zero estado no meio de todos os outros?


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