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Como o desarmamento se transformou em um instrumento de tirania na Venezuela
Os venezuelanos estão indefesos contra um governo que destruiu suas liberdades civis e econômicas

Estaria a Venezuela pagando o preço do desarmamento?

A natureza horrenda do colapso econômico da Venezuela já foi coberta ad nauseam por todos os veículos de comunicação. Entretanto, um aspecto da crise venezuelana que não recebe muita cobertura da mídia é o desarmamento da população imposto pelo governo.

A rede Fox News recentemente publicou um excelente artigo ressaltando o arrependimento dos venezuelanos em relação às políticas de desarmamento que o governo da Venezuela implantou em 2012. Eis alguns trechos.

Venezuelanos se arrependem de terem entregado suas armas ao governo

Cúcuta, fronteira da Colômbia com a Venezuela — À medida que a Venezuela sucumbe à ditadura socialista de Nicolás Maduro, cidadãos expressam seu lamento pelo dia em que foram forçados a entregar suas armas em razão da dura legislação implantada no país.

"Armas teriam servido como um pilar vital para manter o povo livre, ou pelo menos capaz de lutar", disse Javier Vanegas, professor de inglês venezuelano exilado no Equador. "As forças de segurança do governo, no início deste desastre, sabiam que não teriam uma real resistência à sua força. Quando as coisas ficaram realmente ruins, tornou-se evidente que a medida foi uma clara declaração de guerra contra uma população desarmada."

Sob o comando do então presidente Hugo Chávez, o Congresso venezuelano aprovou, em 2012, a "Lei do Controle de Armas, Munições e Desarmamento", cujo objetivo explícito era "desarmar todos os cidadãos". A posse de armas no país foi totalmente proibida. A lei entrou em vigor em 2013, proibindo por completo as vendas de armas e munição — exceto para entidades do governo.

Inicialmente, Chávez promoveu um programa de anistia, com meses de duração, estimulando os venezuelanos a trocarem suas armas por eletrodomésticos. Naquele ano, houve apenas 37 registros de entregas voluntárias de armas, sendo que a maioria das armas obtidas pelo governo — mais de 12.500 — foi na base da força.

Em 2014, já com Nicolás Maduro no poder, o governo investiu mais de US$ 47 milhões para impingir o desarmamento — o que inclui espetáculos públicos grandiosos de tratores destruindo armas em praças públicas.

Apenas podem ser proprietários de armas na Venezuela membros do governo. A restrição é tão abrangente que até mesmo estilingues e armas de pressão (airsoft) só podem transitar nas mãos dos agentes estatais, segundo informou um ex-vendedor de armas venezuelano, que hoje vende apenas produtos de pesca após a política desarmamentista do governo ganhar corpo.

A pena por vender ou possuir armas é de 20 anos de cadeia. [...]

Desde abril de 2017, quase 200 manifestantes pró-democracia na Venezuela — armados principalmente com pedras — foram mortos a tiros pelas forças do governo. [...]

"A Venezuela mostra como pode ser fatal os cidadãos serem privados dos meios de resistir às depredações de um governo criminoso", disse David Kopel, analista político e diretor de pesquisa do Independence Institute e professor adjunto de Direito Constitucional Avançado da Universidade de Denver. "Os governantes venezuelanos — assim como seus semelhantes cubanos — aparentemente veem a posse de armas pelos cidadãos como um grande risco para a perpetuação do monopólio comunista do poder".

Obviamente, o pretexto da legislação do desarmamento foi a "segurança da população", "a redução da criminalidade" etc. A realidade, no entanto, é que cidadãos desarmados são presas fáceis e oferecem uma resistência menor àquele que detém o monopólio das armas: o estado.

O governo venezuelano é hoje um dos mais tirânicos do mundo, com um comprovado histórico de violação das mais básicas liberdades civis, o que inclui proibir a liberdade de expressão e a imprensa livre, destruir a moeda nacional, confiscar a propriedade privada, e criar todos os tipos de controles econômicos que destroem a produtividade do país.

As eleições se mostraram totalmente inúteis, pois sempre foram repletas de denúncias de fraude, corrupção e manipulações do governo. Para muitos, pegar em armas era a única opção que restava para que o país se livrasse de seu governo tirânico. Entretanto, o governo venezuelano foi muito bem-sucedido em impedir essa insurreição popular ao aprovar e impingir o draconiano desarmamento da população, o qual será detalhado abaixo.

Nunca houve uma tradição pró-armas na Venezuela

Historicamente falando, a Venezuela nunca teve um robusto histórico de posse de armas, ao contrário da população americana. A ausência dessa tradição, e até mesmo a ausência de uma vigilância do povo sobre o monopólio governamental das armas, é um vestígio de seu legado colonial.

Seus conquistadores espanhóis não possuíam a cultura política da propriedade civil de armas de fogo. Durante a era colonial, eram majoritariamente os militares e a nobreza proprietária de terras que possuíam armas de fogo. Essa tradição se manteve mesmo após os países latino-americanos se tornarem independentes da Espanha nos anos 1820.

No século XX, a situação piorou, e a Venezuela iniciou suas primeiras tentativas de "modernizar" sua política desarmamentista. Em 1939, o governo venezuelano implantou a Ley de Armas y Explosivos, a qual estabelecia o monopólio estatal sobre o uso de armas de fogo. O estado passava a ser a única entidade que poderia possuir "armas de guerra", as quais incluíam desde canhões, rifles, morteiros, metralhadoras e sub-metralhadoras até carabinas, pistolas e revólveres. Os civis podiam possuir rifles calibre .22 e espingardas. Em certas circunstâncias específicas, eles podiam ter revólveres, desde que obtivessem uma licença para isso.

O papel das idéias progressistas na consolidação do estatismo venezuelano

Idéias importam. Idéias têm poder.

Não é surpresa nenhuma que a Venezuela tenha embarcado nesta aventura desarmamentista no final da década de 1930. [N. do E.: "coincidentemente", foi quando Getúlio Vargas também iniciou o desarmamento no Brasil]. Este foi um período em que o estatismo estava em voga em todo mundo, como pode ser comprovado pela ascensão do fascismo e do comunismo na Europa, e do New Deal nos EUA.

Com efeito, foi exatamente durante o New Deal que o governo americano fez sua primeira investida na seara do controle de armas com a aprovação do National Firearms Act (que aumentava impostos sobre a manufatura e transferência de determinadas armas, e exigia seu registro junto ao governo), em 1934.

Não obstante suas políticas desarmamentistas, a Venezuela ao menos ainda mantinha uma certa restrição ao envolvimento do governo na economia. Isso durou até o início da década de 1970.

A estatização de toda a indústria petrolífera na década de 1970 e as subsequentes recessões das décadas de 1980 e 1990 abalaram as bases institucionais da Venezuela. Consequentemente, o país se tornou propício para ser tomado por demagogos.

A agenda anti-armas de Hugo Chávez

Quando o socialista Hugo Chávez assumiu o poder, em 1999, as anteriores leis desarmamentistas da Venezuela não apenas foram mantidas intactas, como ainda foram expandidas. O artigo 234 da atual Constituição venezuelana (a 26ª da sua história) manteve o monopólio das armas de fogo com o estado e colocou as Forças Armadas como a entidade responsável por regular todas as armas de fogo no país.

Em 2002, o governo venezuelano aprovou a primeira versão da Lei do Controle de Armas, Munições e Desarmamento, reforçando o férreo controle estatal sobre as armas no país. Uma década depois, a lei foi modificada para aprofundar e expandir o escopo do desarmamento, entregando às Forças Armadas o poder exclusivo de controlar, registrar e confiscar as armas.

Sob a justificativa de estar combatendo a criminalidade, o governo venezuelano finalmente implantou a proibição total de toda a venda de armas e munições em 2012 [N. do E.: com o entusiasmado apoio da Viva Rio, vale ressaltar].

Como outros episódios de desarmamento, tal medida se comprovou completamente fútil na redução da criminalidade. De acordo com as estatísticas do Observatório da Violência venezuelano, a taxa de homicídios do país disparou de 73 assassinatos por 100.000 pessoas em 2012 para 91,8 assassinatos por 100.000 pessoas em 2016.

Desarmamento: transformando os cidadãos em reféns desarmados

Os venezuelanos estão hoje completamente indefesos contra um governo que diariamente destroça suas liberdades civis e econômicas. Um governo que impede sua liberdade de expressão, que confisca sua propriedade privada, que expropria sua riqueza, que destrói sua moeda e seu poder de compra, que empurra suas mulheres para a prostituição e que literalmente mata a população de fome.

Como se não bastasse, os venezuelanos também têm de lidar com a criminalidade desenfreada e com a constante ameaça dos colectivos, que são as infames unidades paramilitares pró-governo que assassinam pessoas consideradas inimigas do regime.

Embora uma política desarmamentista, por si só, não leve automaticamente para tirania, eventos históricos nos lembram que mesmo intervenções bem-intencionadas feitas por governos anteriores podem ser utilizadas por governos subsequentes para propósitos nefastos. A proibição, o confisco e mesmo a exigência de registro de armas dão ao estado o monopólio prático da violência, desta maneira transformando os cidadãos em meros reféns passivos e indefesos.

Quando a realidade se impõe, uma população desarmada simplesmente não tem nenhuma chance de oferecer resistência a um Leviatã muito bem armado e detentor do monopólio das armas.

Por fim, vale a lição: turbulências políticas e tentações autoritárias podem surgir a qualquer momento e em qualquer país, e os cidadãos têm de ter um meio final de se protegerem caso todas as opções institucionais estejam exauridas. Cidadãos armados impõem um limite natural à tirania do estado.

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autor

José Niño
, nascido na Venezuela, faz mestrado na universidade de Fort Collins, Colorado. Já morou no Chile, na Venezuela e nos EUA. Atualmente, ele é analista do Círculo Acton, do Chile.

  • Revoltado  25/01/2019 16:04
    Eis o que todos os desarmamentistas da esquerda-caviar deveriam compreender a respeito, de playboys elitistas a hipsters votantes no PSOL.

    Defender a restrição à uma arma ao cidadão comum é fácil quando se vive em lugares seguros com cercas elétricas, videomonitoramento e portaria treinada e armada.

    Pensariam de modo bem diferente se não tivessem as mesmas regalias...
  • Gato Gordo  25/01/2019 17:03
    Talvez a grande vantagem de se ter uma cultura pró-armas, como nos EUA, é a atitude que ela gera. O cara que decide comprar uma arma para defesa própria pode até não estar pensando em "oferecer resistência" ao governo, mas ele certamente está pensando em duas coisas:

    1. Agora sou capaz de me defender por conta própria.
    2. Não posso confiar no estado para me proteger.

    Esses dois pensamentos são o que os progressistas realmente odeiam.
  • Pedro Henrique Ferreira de Souza  26/01/2019 11:15
    Ou seja, uma independência frente ao Estado.
    Eu sempre pensei nesse contexto, inclusive, até uso essa situação para tentar conversar com os pró-desarmamentistas. É importante um meio de comunicação explorar esse lado, já que as pessoas não costumam olhar o lado indivíduo x Estado.
  • Tarantino  29/01/2019 01:47
    Eles compreendem muitíssimo bem, são mesmo é canalhas.
  • anônimo  25/01/2019 17:07
    De que adianta, você com seu riflezinho, eles vem com um tanque e derrubam tua casa. Ou te matam usando um drone sem você nem ver a cor dele
  • Nulo  25/01/2019 17:11
    Um drone ou um tanque não podem matar o povo todo. A questão não é sair incólume de uma guerra contra o estado, mas resistir o máximo. A palavra heroísmo parece que vai ser a próxima a cair de todos os dicionários de todas as línguas. Os políticos estão cada vez mais brutais, e os civis cada vez mais bundões.
  • Dalton  25/01/2019 17:11
    Não precisa você ter uma metralhadora para impedir uma batida de polícia secreta alguma. Basta um revolver calibre 38 spl. Numa emergência, entre um revólver na mão ou um celular, eu prefiro o revolver na mão.
  • Oliveira  26/01/2019 11:37
    Prova de que é importante o cidadão ter arma é que os que apoiam o ditador estão armados. Primeiro se desarmam todos, depois se identifica os "aliados" e libera para eles. Quando há protestos, esse grupos saem em bandos e matam os que protestam. O governo possa de inocente e ninguém protesta mais. Ou se tira maduro agora, ou cada vez fica mais difícil. Outros ditadores vão o apoiando. China, Rússia, Iran, Cuba. Pobre Venezuela...
  • Victor  25/01/2019 17:12
    Pesquise sobre a guerra de inverno, onde fazendeiros finlandeses derrotaram as tropas soviéticas.
  • cmr  26/01/2019 08:30
    Sobre a guerra de inverno,
    os aviões de guerra soviéticos caíam aos montes sozinhos, os tanques soviéticos iam se desmanchando no caminho.
    Mas ainda assim a Finlândia PERDEU a guerra de inverno, a quantidade venceu a qualidade.

    Sobre a Rússia,
    a Rússia é um país que vive e sempre viveu de muita propaganda, de fato eles tem um tino para isso.
    Tirando os fuzis Kalashinikov nada mais presta, é tudo pura propaganda.

    As baterias anti aéreas S300 e Pantsir na Síria que o digam... A força aérea americana e principalmente a israelense, brinca de bobinho com aquelas tranqueiras caras e inúteis. (já destruíram um monte delas e saíram ilesos)
  • Daniel  25/01/2019 17:17
    Anônimo, um fuzil de assalto custa menos que um smartphone.

    Um drone é caro mas não coleta impostos para auto-pagar sua construção e operação. E um cidadão com um fuzil de assalto não vai pagar caso a merda atinja o ventilador. Simples assim.

    Outra coisa, RPGs, mísseis e "technicals" (canhões leves ou metralhadoras pesadas em pickups) são baratos e efetivos. E vale lembrar que uma insurgência armada NÃO é o equivalente a uma guerra assimétrica país vs. país. Os pró-governo perdem meios (de combate, produção e financiamento) no processo e correm contra o relógio.

    Outra coisa: já checou as condições de defesa das bases aéreas e de tanques do Brasil? Qualquer grupo de insurgentes com fuzis e granadas medianamente treinados toma uma base dessas com um golpe de mão e inutiliza ou captura os equipamentos.
  • anônimo  25/01/2019 17:19
    Os afegãos e vietnamitas conseguiram resistir e vencer os dois maiores exércitos do mundo com armas piores do que dos civis de primeiro mundo.
  • Tarantino  29/01/2019 02:02
    Riflezinho? Nos USA, com US$ 800,00 você compra uma AK-47. Ou seja, com menos do que um salário mínimo.
    Está certo que o estado possui uma quantidade gigantesca de armamentos, mas com uma população armada dessa maneira, certamente iriam pensar duas vezes antes de tomarem atitudes mais drásticas. Afinal, ninguém quer morrer, nem mesmo os soldados.
    Entendeu agora o porquê do desarmamento?
  • Rafael  30/01/2019 14:41
    Amigo, tem vídeos dos revolucionários venezuelanos lutando contra blindados usando coquetel molotov
  • Bruno  25/01/2019 17:13
    Conclusão: ser civil, não estar ligado ao estado e não ter arma é uma merda.
  • Henrique M.  25/01/2019 17:14
    É bom para os políticos terem carneirinhos ingênuos e dóceis. Carneirinhos armados não é uma boa ideia. Não é a toa que o PT e o PSOL já se mobilizaram para revogar completamente o decreto de armas de Bolsonaro. Já estão visualizando maior possibilidade de resistência caso voltem ao governo.
  • anônimo  25/01/2019 17:18
    Sou completamente a favor do direito ao cidadão de ter/portar armas de fogo, mas só é útil para se defender contra bandidinhos de meia-tigela. Em se tratando de se defender contra governos tirânicos, acho que não faz diferença alguma estar armado ou não. Uma pessoa comum com uma pistolinha mixuruca não vai conseguir se defender de fuzis e metralhadoras.
  • Jonathan  25/01/2019 17:24
    E quem está defendendo o uso apenas de "pistolinha mixuruca"? A liberdade de acesso a armas tem de ser geral. Políticos e burocratas não têm o direito de especificar quais calibras eu posso e não posso comprar. Questão básica.

    Outra coisa: você realmente acha que mesmo uma população armada apenas com pistolinhas mixurucas já não impõe um certo temor nos agentes estatais? Eu não visualizo famílias inteiras sendo retiradas de suas casas e mandadas para campos de concentração caso seus integrantes possuíssem pistolinhas mixurucas. Não só haveria muita resistência, como os próprios burocratas seriam bem mais temerosos. E o motivo é simples: ao contrário do que você parece imaginar, burocratas estatais são pessoas medrosas e covardes. Elas só atacam quando têm a certeza de que ganharão sem baixas e sem risco de danos físicos.

    Essa sua postura é perigosa. Ela leva a conclusão de que, já que atualmente só é permitido o porte de um .38, então não faria mal algum o governo banir também esse direito, dado que um .38 é uma "pistolinha mixuruca". O próximo passo é banir a venda de facas. Depois, de automóveis. E você estará lá dizendo: "Ah, não faria diferença nenhuma, mesmo..."
  • Gabriel  25/01/2019 17:26
    Pelo visto o anônimo nunca ouvir falar da Revolta do Gueto de Varsóvia.

    www.ushmm.org/outreach/en/article.php?ModuleId=10007745

    Um pistolinha faz diferença. E muito.
  • anônimo  25/01/2019 17:36
    Ok, é melhor uma pistolinha do que nada, mas se o governo quer te exterminar, seja porque motivo for, as chances de você escapar da morte são pequenas. A única saída viável ao meu ver é o refúgio.

    Imagine uma situação em que 10 soldados altamente treinados e bem armados e com ordem pra matar você e sua família cercam sua casa. A não ser que você seja um super herói Rambo de filmes, o máximo que você pode fazer é mandar 1 ou 2 pro inferno. Mas no fundo você já sabe que está morto. É esse meu ponto.

    No que se refere a proteção contra bandidos comuns, a pistolinha mixuruca é extremanente eficaz !! rsrsrsrs

    Saudações fraternais.
  • Victor  25/01/2019 17:43
    Discordo. Imagine um bairro de judeus na Alemanha da década de 1930. Embora de fato seria fácil para o governo nazista invadir um apartamento, como ele faria isso para todos os apartamentos de todos os prédios de todo o bairro? Dado que toda a vizinhança estaria armada, quem garante que os vizinhos não formariam uma resistência?

    Como perfeitamente lembrou o leitor Gabriel acima, e como já foi discutido neste artigo, foi uma "pistolinha mixuruca" que salvou vários judeus num gueto em Varsóvia.
  • Guerrilla Warfare  25/01/2019 17:49
    Vale também ressaltar que a cada soldado derrubado seria mais uma arma pesada na mãos de civis. No Egito, os militares em desacordo com o governo de Mubarak fugiam com seus equipamentos, desviavam armas e munição e treinavam os civis.

    Uma arma leve é melhor que nenhuma.
  • Tarantino  29/01/2019 02:07
    Pois é, mas os soldados também têm família e parentes...pense nisso. A vingnaça é uma coisa bem real.
  • Pobre Paulista  25/01/2019 18:12
    Esse artigo foi publicado amanhã?
  • Ombud  25/01/2019 18:28
    Devido a detalhes técnicos, se publicarmos dois artigos com a mesma data, o mais antigo fica em primeiro lugar. Consequentemente, o que ficaria em primeiro lugar seria este outro, que é antigo, mas que foi repostado hoje por motivos óbvios.
  • Diogo  25/01/2019 18:12
    Lista de governantes que impuseram leis de desarmamento aos seus povos apenas nos últimos cem anos: Lenin, Stalin, Hitler, Mussolini, Mao Zedong, Pol Pot, Fidel Castro, Idi Amin, Ceausescu, Mobutu, etc.

    No Brasil, o desarmamento foi imposto aos índios e aos escravos negros antes mesmo da República ser proclamada, em 1889. E sob a República, três governantes fizeram leis de desarmamento do povo brasileiro: Getúlio Vargas, FHC e Lula.
  • Nulo  25/01/2019 18:23
    De políticos é compreensível que sejam contra as armas em mãos populares, mas o que eu não entendo são os idiotas úteis que defendem isso. Pessoas que guardam algum tipo de medo, ou sentimento emotivo. Parecem animais adestrados, daqueles que creem que quem bate é o chicote, nunca a mão do seu senhor. É puro preconceito, pois muitos desconhecem, simplesmente, o que é uma arma: apenas um objeto que lança projéteis, como um arco, um estilingue ou mesmo uma mão que joga pedras ou dá pauladas.
  • Marieva  26/01/2019 17:27
    Esqueceu do John Winston Howard.
  • Revoltado  25/01/2019 21:27
    1. Agora sou capaz de me defender por conta própria.
    2. Não posso confiar no estado para me proteger.

    Esses dois pensamentos são o que os progressistas realmente odeiam.

    ====Gato Gordo, todos os esquerdistas que conheço têm esta atitude. Não conheci até agora uma bendita exceção! A impressão que dão é que querem ser eternamente crianças politicamente falando, carentes do papai estado sugar-daddy até para tomar uma mera decisão pessoal. E como escrevi acima hoje, em geral os mais progressistas são os que vivem bem longe do que o socialismo produz de fato.
  • Felipe Lange  25/01/2019 23:27
    Essa diferença cultural é algo que me fascina. Por exemplo, uma colega minha que morou no exterior (na Espanha) e conhece quem morou no Canadá, disse que culturalmente os pais preparam os filhos para serem independentes muito mais cedo, de forma que no Canadá após os 18 anos, o filho que ainda for morar com os pais tem de pagar um aluguel. É algo realmente intrigante, mesmo porque só uma população muito produtiva poderia se dar ao luxo de mimar tanto os seus descendentes, algo que por exemplo não ocorre no Brasil, onde a renda média já é menor do que na China. O que vocês pensam sobre? Seria isso algo característico de países latino-americanos? Por que isso ocorre? Alguma espécie de cultura de paternalismo estatal? Um getulismo?

    E essa do desarmamento é clássico. E depois eu tenho que ver pseudo-historiador falando que não foi o armamento civil na Suíça que impediu a invasão nazista na Segunda Guerra Mundial (e que acusam os que discordam das suas ideologias de "revisionistas"). Se os venezuelanos estivessem armados, já teriam fuzilado o Maduro. Agora só se os militares começarem a se rebelar em massa, aí não sobra mais nada para o Nicolás.
  • cmr  26/01/2019 08:17
    Primeiramente tenho que avisar que sou totalmente a favor do armamento civil, sem qualquer restrição de calibre e tipo de arma, senão já serei logo rotulado de esquerdista.

    Mas há muita fantasia e romantismo, principalmente quando entra Suíça e Vietnã na história.

    Alguns esclarecimentos abaixo.

    Sobre a Suíça "não ter sido invadida":
    youtu.be/Au-8n01bFM4

    Sobre a "surra que os EUA levaram no Vietnã"
    youtu.be/s1rkLPdOvAo
    youtu.be/qHgx1QdVwzg


  • Dom Arquilinus II  26/01/2019 08:14
    Lugar de esquerdistas e DESARMAMENTISTA é na Venezuela.
  • Revoltado  26/01/2019 12:42
    Uma semana mesmo na capital Caracas seria um estágio espetacular ao esquerdinhas-caviar, sim! Depois de um mês, voltariam ao Brasil chorando de alegria com uma cabeça ancap.
  • Milton Aguiar  26/01/2019 15:06
    Sou homem e estou armado, melhor receita contra a tirania .
  • Curioso  26/01/2019 15:14
    Estou a fazer este comentário apenas para esclarecer uma duvida que tenho que não tem nada a ver com o artigo. Tenho 16 anos já agora e noção de que tenho muito a aprender, tenham paciência.
    Eu diria que sou, antes de tudo, egoísta (e de certa forma um hedonista) e que só sigo "regras morais" se elas me "derem prazer". Por exemplo: eu nunca violei ninguém, mas simplesmente porque me sentiria mal depois do ato e não porque a violação é de alguma forma errada.
    Ando também numa escola pública, vou a serviços de saúde públicos e tudo mais e nunca me senti mal por isso e ao pensar em no futuro eventualmente me tornar um funcionário público não sinto qualquer tipo de repulsa que me faça pensar que me oporia a trabalhar para o Estado.
    Entendo que possam defender o anarco-capitalismo (ou minarquismo ou o vosso tipo favorito de utopia) de um "ponto de vista utilitarista", mas não entendo defendê-lo falando de direito natural ou com outro juízo de valor. Alguém me pode explicar se houve algo que eu não entendi ou porque acham que o hedonismo não faz sentido ou outra coisa qualquer que achem relevante?
  • Matheus  27/01/2019 23:16
    Entendo que possam defender o anarco-capitalismo (ou minarquismo ou o vosso tipo favorito de utopia) de um "ponto de vista utilitarista", mas não entendo defendê-lo falando de direito natural ou com outro juízo de valor.

    De forma, bem bem, bem resumida pode-se dizer que você tem direito sobre você mesmo (auto propriedade, incluindo vida e liberdade) e basicamente tudo que decorra de você ou do seu esforço, desde que você não ataque ninguém pra isso (propriedades).

    É errado alguém vir a violar sua auto propriedade (liberdade, vida), ou o que decorre dela (propriedades).

    Se o Estado faz isso, é legítima a defesa contra ele.

    Resumidamente é isso.


    Eu diria que sou, antes de tudo, egoísta (e de certa forma um hedonista) e que só sigo "regras morais" se elas me "derem prazer". Por exemplo: eu nunca violei ninguém, mas simplesmente porque me sentiria mal depois do ato e não porque a violação é de alguma forma errada.

    Faça o que quiser da sua vida, mas no momento em que você ataca a vida, ou a liberdade ou a propriedade de outros (vide o caso da violação) seu ataque deve ser prontamente repelido. (caralho qual é o seu problema mental em achar que é uma boa violar outras pessoas?)
  • Curioso  02/02/2019 14:54
    Lendo o meu comentário (e principalmente as respostas) uns dias depois acho que me exprimi mal e fui mal interpretado.

    Eu não quis dizer que para mim violar alguém é "uma boa", eu sinto sim que é algo "errado". Se eu bebesse demasiado ou fumasse uma droga qualquer mais potente (no fundo se por alguma razão eu "perdesse o meu juízo") e violasse alguém, não sei se não pensaria em suicidar-me. Da mesma maneira, se eu visse uma violação, faria tudo o que pudesse para a impedir.

    Mas isto é o que eu sinto, não o que "é". Para falar do que todos os Homens devem ou não fazer (e não do que eu quero ou não fazer) eu acho que tenho não só de falar do que eu (ou um grupo de pessoas) sente mas de algo comum a todos os seres humanos, que faça sentido que todos os seres humanos sigam. E a única coisa em que consigo pensar é o prazer. Porquê? Porque, por definição, todos gostamos e queremos prazer.

    Para mim fazer "coisas certas" faz sentido porque me "dá prazer". Impedir os outros de fazer "coisas erradas" também me "dá prazer", eu meio que não gostaria de viver numa sociedade em que violações são "uma boa". Não sei se é possível dizer isto sem parecer um psicopata, mas também não consigo não dizer isto sem sentir que me estou a contradizer.

    "De forma, bem bem, bem resumida pode-se dizer que você tem direito sobre você mesmo (auto propriedade, incluindo vida e liberdade) e basicamente tudo que decorra de você ou do seu esforço, desde que você não ataque ninguém pra isso (propriedades)."

    Mas porque é que eu tenho esse direito, porque é que os outros mo hão de respeitar e porque é que eu hei de respeitar o dos outros? "Porque te dá prazer" não funciona, porque não usar a saúde pública só me ia deixar ou doente ou com menos dinheiro e não me faria sentir melhor.

    Tu és o dono do teu corpo, portanto os outros não devem tentar interferir com o teu uso dele. Antes da vírgula temos um juízo de facto e depois um de valor, que eu não consigo entender de onde vem. Se achar que o que me disse deveria chegar para me convencer da "ética libertária", nesse caso eu simplesmente não concordo com ela.

    TLDR: Eu sinto que a única ética universal/objetiva possível é uma que se baseie no prazer, porque por definição (o prazer é aquilo de que gostamos) toda a gente gostaria de sentir mais prazer. Isto não significa que quando chegar a casa vá violar a escrava que tenho presa na minha cave.
  • João  28/01/2019 15:41
    Se essa doutrina hedonista que você se identifica fosse regida no mundo, eu iria, sem pensar duas vezes, matar você. Seria bem prazeroso pra mim matar uma pessoa que apresenta um risco para o sociedade com um pensamento doentio desses.

    Se houvesse um mundo libertário, sendo regido pela ética e a lógica, nunca chegaria a esse ponto (e se chegasse eu seria punido, afinal não é por que é prazeroso que é correto).

    Um pensamento bem infantil seu, que no máximo bem escrito. Continue assim que vai ir ótimo na redação do ENEM e talvez entre em filosofia em alguma federal e conheça pessoas com os mesmos gostos peculiares que você.
  • Curioso  02/02/2019 15:12
    [i]"Se essa doutrina hedonista que você se identifica fosse regida no mundo, eu iria, sem pensar duas vezes, matar você. Seria bem prazeroso pra mim matar uma pessoa que apresenta um risco para o sociedade com um pensamento doentio desses."[i/]

    Não sei se acredito em si. Aceitar a "minha doutrina" não ia fazer de si um psicopata sedento de sangue, ia (tal como eu) continuar a sentir que há coisas que não devia fazer, como matar pessoas.

    Em relação ao risco que apresento para a sociedade, nunca matei nem nunca violei ninguém e não penso que o vá fazer. Acho também muito improvável que vá votar ou trabalhar para o Estado (não porque é "errado" mas porque tenho coisas melhores/mais rentáveis para fazer com o meu tempo), portanto o meu pecado é mesmo não sentir remorsos por usar passeios, escolas e centros de saúde públicos.

    Se continuar a achar que matar gente que pensa assim é "bem prazeroso" para si, acho que não são precisas 72 virgens para lhe valer a pena arranjar um camião e levar uns 50 infiéis aleatórios da praça mais próxima de sua casa.

    [i]"Se houvesse um mundo libertário, sendo regido pela ética e a lógica, nunca chegaria a esse ponto (e se chegasse eu seria punido, afinal não é por que é prazeroso que é correto)."[i/]

    Não comentei este artigo para "destruir os inimigos num debate", mas para tentar entender a parte da ética que tem lógica. Acredito sinceramente que ela tenha e quero que me expliquem, não que digam simplesmente que estou errado e só não me matam porque estou errado.

    [i]"Um pensamento bem infantil seu, que no máximo bem escrito. Continue assim que vai ir ótimo na redação do ENEM e talvez entre em filosofia em alguma federal e conheça pessoas com os mesmos gostos peculiares que você."[i/]

    Aceito que seja infantil, bem escrito é que já não (estaria bem escrito se o texto passasse a mensagem que queria passar, que infelizmente acho que não passou). Não sou brasileiro portanto não posso fazer o ENEM e gosto demasiado de dinheiro para entrar em filosofia. Para além disso acho que falar com quem eu concordo não é muito interessante.
  • anônimo  26/01/2019 15:18
    Os EUA já tem projeto para proibir assault weapons de novo.

    Afinal, o que são assault weapons?
  • Paul Kersey  26/01/2019 17:41
    Fuzis. AR-15, M-16, AK-47 etc.

    pt.wikipedia.org/wiki/Fuzil_de_assalto
  • Mais um Brasileiro  26/01/2019 15:42
    Esse esquerdista é um gozador,perguntem se ele confia na polícia para protege-lo de um governante tirano e como diz o ditado"Pimenta nos olhos dos outros é refresco",o povo armado prevalece contra tiranos e povo desarmado vira massa de manobra de tirano,Maduro irá cair por causa da debandada de parte dos militares que estão se rebelando contra ele,ou seja sem armas é quase impossível derrubar tiranos.
  • Skeptic  26/01/2019 20:35
    Coisa que Bolsonete não entende de jeito nenhum, o motivo No 1 para o povo ter armas é para se defender do governo, pior org criminosa que pode existir.
  • Askeladden  27/01/2019 13:10
    Na realidade estariam entre a frigideira e o fogo.
    Quase todo governo que é derrubado pelo povo vira esquerda, grupos narco traficantes ou ditaduras. Não raras vezes tudo misturado.

    Melhor sair do país e esperar implodir de dentro para fora. Deixa a população sofrer o diabo, do contrário depois ainda aparece outro líder e voltam o esquerdistas dizendo que não deu certo porque os tiraram do poder.
  • Adilson Salomão  27/01/2019 13:30
    Infelizmente o Bolsonaro tomou uma medida modesta demais, armas nem deveriam ser registradas, quanto mais ter validade um registro.
    O porte faz da pessoa um potencial agente em combater o crime e proteger quem precisa.
    Sem falar nas propriedades rurais, onde a telefone não pega e a policia não vai, além de possível ataque por bandidos, temos animais de toda sorte, como a praga do javali que ataca e te mata sem dó.
    Armas deveriam ser obrigatórias.
  • Revoltado  28/01/2019 22:16
    Infelizmente o Bolsonaro tomou uma medida modesta demais, armas nem deveriam ser registradas, quanto mais ter validade um registro.
    O porte faz da pessoa um potencial agente em combater o crime e proteger quem precisa.
    Sem falar nas propriedades rurais, onde a telefone não pega e a policia não vai, além de possível ataque por bandidos, temos animais de toda sorte, como a praga do javali que ataca e te mata sem dó.
    Armas deveriam ser obrigatórias.

    ==== Não querendo agir off-topic, mas aqui no Sul os javalis são de fato uma praga. Não soube de nenhum óbito causado por esses porcos selvagens, em compensação, vemos quase diariamente quantos estragos fazem em fazendas no geral. Eliminá-los por aqui é quase uma situação "sine qua non".
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  29/01/2019 00:28
    Não existe almoço gratis.
    Milton F.

    Não existe almoço.
    Maduro.
  • Mateus Andriolli   29/01/2019 01:29
    Na verdade todo desarmamento implica na tirania dos que tem sobre os que não tem armas.
  • Apenas um Libertário  30/01/2019 04:27
    O que vocês tem a dizer sobre isso?

    www.espn.com.br/esports/artigo/_/id/5222248/apos-polemica-mundial-fifa-points-deixam-de-ser-vendidos-na-belgica
  • Régis  30/01/2019 11:40
    Que boa parte da população mundial, especialmente na Europa, é completamente desocupada.
  • Lucas  30/01/2019 12:19
    Como assim desocupada ?
  • Régis  30/01/2019 12:58
    Nêgo gastando dinheiro com apêndices para videogame? E esquentando cabeça com isso? E o estado intervindo?

    Videogame, por definição, é coisa de gente desocupada. Gastar dinheiro com apêndices para videogame, então, é o ápice da vagabundagem. Que o estado tenha decidido intervir nisso, então, mostra que o ócio alcançou níveis preocupantes.
  • Emerson Luis  02/02/2019 21:36

    Se os venezuelanos se arrependeram, provavelmente sim.

    A questão é se eles aprenderam a lição.

    * * *
  • Victor  03/02/2019 01:24
    De verdade, não, maioria pensa que após no máximo 1 anos após a queda do ditador vai voltar a exercer sua profissão qualificada na Venezuela e receber salários próximos ao dos colombianos, não entenderam que começarão do zero que o país não tem nenhuma base econômica para partir.


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