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Erros que as pessoas cometem ao serem demitidas - e que podem destruir a carreira
Todos seremos demitidos em algum ponto de nossas vidas. Saiba transformar isso em algo bom

Eis o primeiro fato crucial a ser entendido: o trabalho assalariado é uma via de mão dupla.

Em uma economia de mercado, o contrato de trabalho ocorre quando há a expectativa de que ocorrerá uma cooperação mútua, a qual irá melhorar a situação tanto do empregador quanto do empregado.

Caso não houvesse escassez no mundo, o empregador iria preferir não contratar ninguém e fazer tudo sozinho. Isso não apenas lhe pouparia recursos, como também, em todo caso, a maioria dos empregadores imagina poder fazer um trabalho melhor do que qualquer pessoa que venham a contratar. Eles apenas contratam porque sabem que não podem fazer tudo sozinhos.

A própria existência de empresas que empregam mais pessoas do que o número de proprietários é um fenômeno oriundo da necessidade de se dividir o trabalho. A teoria da divisão do trabalho e das vantagens comparativas mostra que, mesmo que o patrão seja o melhor contador, faxineiro, comerciante, desenvolvedor de página de website e especialista em marketing em todo o mundo, ele estará em melhor situação caso se especialize em apenas uma área, e entregue as outras tarefas para outras pessoas, mesmo que estas pessoas não sejam tão boas quanto ele nestas tarefas.

Cada patrão, portanto, considera cada decisão de contratação uma combinação entre temor ("não quero desperdiçar dinheiro!") e alívio ("finalmente poderei me concentrar em algo aqui!").

O empregado não está fazendo nenhum favor ao seu patrão ao meramente trabalhar ali. Já o patrão não deve ser visto como um generoso distribuidor de fundos, muito menos alguém sob uma obrigação moral de fazer redistribuição de renda. O empregado está ali porque a natureza do mundo e a escassez de tempo e recursos o tornam necessário.

Para que todo este arranjo funcione bem e pacificamente, é necessário haver benefícios mútuos. Sempre.

Quando este benefício mútuo deixa de existir, passa a ser do interesse de ambos os lados desfazer a relação. O empregado, que deixou de ser útil para aquele patrão, estará livre para ir à procura de melhores e mais agradáveis oportunidades. Já o patrão poderá parar de pagar a esse empregado, que estava lhe oferecendo serviços que ele não mais acredita serem benéficos para a empresa.

Por isso, vale repetir, o contrato de trabalho deveria ser baseado no benefício mútuo. A liberdade de demitir e a liberdade de se demitir são os mecanismos que mantêm funcionando essa relação de trocas mútuas.

O que nos leva ao fenômeno da demissão.

Nem sempre é uma tragédia

Ser demitido nem sempre é uma tragédia. No ciclo ideal da vida, você vive, aprende e segue em frente.

Adicionalmente, a causa da sua demissão nem sempre é a incompetência. Nunca conheci uma pessoa produtiva, ambiciosa e talentosa que não tenha sido demitido de pelo menos um emprego. Todas as pessoas, por melhores que sejam, já foram demitidas ao menos uma vez.

Em algumas ocasiões, grandes empregados são tão inovadores que passam a ser vistos como disruptivos, o que faz com que a estrutura já estabelecida da empresa na qual ele trabalha reaja negativamente. Steve Jobs é o exemplo mais famoso: ele foi demitido de sua própria empresa em 1985, e retornou anos depois para liderar a Apple à grandeza.

Dito isso, é fato que as pessoas raramente estão preparadas para ser demitidas. Por essa razão, pessoas que são demitidas tendem a cometer os mesmos erros quando recebem a notícia. E é assim porque a experiência é nova, e nada em nossa educação ou no nosso sistema educacional nos preparou para o que fazer (com efeito, nosso sistema educacional não nos prepara para absolutamente nenhuma situação do mundo real).

Sendo assim, as pessoas recebem a notícia ruim, entram em pânico, e tornam a situação ainda pior.

Ser demitido já aconteceu comigo, e provavelmente acontecerá com você em algum momento da sua carreira (exceto se você for funcionário público). Sim, no momento, parece ser um dos grandes traumas da vida. Entretanto, todos nós temos a tendência de exagerar enormemente as implicações disso, e perdemos muito tempo pensando no ocorrido em vez de ver esse acontecimento como um desafio e uma oportunidade.

Primeiro, entenda que nem todo emprego é o certo para você

A criação de valor tem de ser para ambos os lados: de você para seu patrão e do seu patrão para você.

E essa relação de troca tem de continuar diariamente. Se houver uma incompatibilidade, não faz sentido continuar a relação.

Ao ser demitido, ninguém está necessariamente querendo prejudicar você, da mesma forma que você não está querendo prejudicar uma joalheria ao se recusar a comprar seu produto. Seu patrão simplesmente não mais está querendo continuar essa relação de troca, algo que é um direito humano dele.

Dica: você não vai querer um emprego no qual você não é visto como um criador líquido de valor. Se a relação não está funcionando, você tem de saber disso.

A razão por que você foi demitido importa? Não muito. O próprio empregador nem sempre sabe o motivo. Ele apenas sabe que, do ponto de vista dele, a relação não mais está funcionando. E ele está em seu perfeito direito de terminá-la.

De novo: por que você iria querer continuar trabalhando para alguém que não mais lhe quer?

Por fim, se seu empregador decide que você não mais se encaixa no empreendimento, não lhe fará nada bem ficar penando em um estado de negação, acreditando, por exemplo, que alguém irá ligar para você implorando para voltar. Isso não irá acontecer, mesmo que devesse. Aquele período da sua vida acabou, e um novo período está começando. Processe essa realidade o mais rapidamente possível.

Segundo, não tenha um surto de raiva

Isso seria um erro enorme e desastroso. Você precisa criar uma ponte entre seu atual emprego e o próximo. Sua saída tem de ser elegante, com manifestações de genuína gratidão pela confiança que o empregador demonstrou ter em você. Expresse isso de todas as maneiras possíveis — deixando de lado todas as fantasias de vingança —, com o máximo de sinceridade que você conseguir reunir.

Ainda que você tenha a certeza de que o lugar vai entrar em colapso na sua ausência, deixe que isso seja um problema deles, não seu.

Acredite: você ficará feliz por ter optado por se comportar como uma pessoa decente e madura. Seu empregador ficará positivamente impressionado com sua atitude, e poderá de muito bom grado escrever uma ótima carta de recomendação para seu próximo emprego. Jamais se deixe levar pela ideia de que isso não é importante.

Dentro de semanas ou meses, você será perguntado como ou por que sua relação anterior de emprego terminou. Você terá de explicar. É quase certo que seu próximo patrão irá entrar em contato com seu anterior. Você quer que essa conversa seja boa. Se você deixar seu empregador com a sensação de que você é uma pessoa decente, ponderada e até mesmo magnânima, melhor para você.

E tenha em mente também que as relações que você construiu gerarão bons retornos em termos de reputação pelos próximos anos, quem sabe décadas. Sua atitude não se resume apenas ao contracheque do momento. O objetivo é construir uma rede de respeito e admiração por sua inteligência, seu caráter e sua disciplina.

Não há momento melhor para mostrar isso do que quando as más notícias são recebidas.

Terceiro, há um problema sério e imediato: fluxo de caixa

Por algum motivo, enquanto estão empregadas, as pessoas tendem a se esquecer das finanças, se comportando como se sua atual receita fosse um direito garantido. E então vem a demissão inesperada e a pessoa entra em choque depois de um mês ao descobrir que o dinheiro parou de entrar. Esse comportamento é fatal. Ao ser demitido, você tem de imediatamente se ocupar em encontrar uma maneira de estancar o vazamento em suas finanças pessoais. Cortar gastos é essencial.

Você pode até conseguir alguns meses de oxigênio com o seguro-desemprego, mas isso será temporário (e, na esmagadora maioria das vezes, sua receita será bem menor do que seu salário anterior).

Tudo fica pior ao se deparar com a realidade do mercado de trabalho: você pode demorar meses até encontrar seu próximo emprego. E, se encontrar, terá de esperar mais 30 dias até receber o próximo salário. Essa é a realidade cruel, e ela se deve majoritariamente aos custos artificiais impostos pelo governo na relação de trabalho. Os encargos sociais e trabalhistas, bem como toda a carga tributária, aumentam enormemente os riscos de se contratar alguém. Não deveria ser assim, e não seria assim em um livre mercado. Mas não vivemos nesse mundo e essa é a realidade.

Portanto, entre o fim do seguro-desemprego e o início do próximo emprego, pode haver um espaço de meses. Se, durante esse tempo, você estourar seu cartão de crédito e estiver sem renda, você estará seriamente encrencado, entrando em uma situação da qual poderá levar mais de um ano para se recuperar.

Tenho uma amiga que tinha um ótimo emprego em uma cidade grande. O salário era alto, e ela era "gastadeira" e não tinha o hábito de poupar. Sempre agiu como se fosse estar naquele emprego para sempre. E então veio o imprevisto, e ela se tornou vítima dos maus humores do novo administrador da empresa. Repentinamente, ficou desempregada. Como não tinha feito poupança, ela rapidamente percebeu que agora tinha duas ocupações: procurar outro emprego e conseguir renda imediatamente, de qualquer fonte.

O que ela fez? Tornou-se lavadora de pratos no pequeno restaurante na rua de sua casa. Ao mesmo tempo, não descuidou de sua página no LinkedIn. Foi realmente incrível e inspirador. Rapidamente, ela encontrou outro emprego ainda melhor que o anterior, e está hoje ascendendo na carreira corporativa. É assim que se faz.

Entretanto, nada substitui a importância da poupança e da educação financeira. Crie esse hábito para não passar aperto ao eventualmente ficar desempregado.

Quarto, abra seu leque ao procurar o próximo emprego

Pode ser que você já esteja de olho em uma determinada empresa porque, por exemplo, um amigo trabalha lá. Você se apresenta e se esforça para conseguir uma vaga. É ali que você se imagina. No entanto, a dolorosa realidade é que você não está no controle da situação. Com efeito, você não possui o controle exclusivo de nenhuma situação. Por isso, em vez de se prender a uma única oportunidade, você tem de se imaginar em uma variedade de novas posições e instituições, e se inscrever em todas elas, o mais rapidamente possível.

Há um elemento prático aqui. Seu próximo empregador tem de acreditar que você está sendo bastante demandado por todos os lados, de modo que ele terá de começar a fazer ofertas salariais pelos seus serviços o mais rapidamente possível. Do seu ponto de vista, você tem de estar um tanto desprendido. Você tem de estar na posição de poder recusar, e talvez até mesmo (embora isso seja capcioso) jogar uma instituição contra outra, colocando as duas para disputar sua mão-de-obra. Para ser um agente independente no processo de contratação, você precisa de opções. Mas somente você pode criá-las.

Quinto, aprenda com seus erros

Todos cometemos erros. A primeira vez que fui demitido foi por insubordinação. Eu trabalhava em uma loja que vendia ternos feitos sob medida. Cheguei a ser considerado pela gerência o melhor vendedor da loja. Durante uma temporada de natal, o patrão disse a todos os vendedores que, dali em diante, todos os pedidos de alteração nas medidas das roupas só poderiam ser prometidos para três semanas após a data da venda (quem fazia o trabalho de alfaiate era o próprio patrão).

Considerei aquele alongamento vergonhoso. Não era necessário tanto tempo.

Como era de se esperar, menos de uma hora depois, um cliente adentrou a loja e disse que compraria sete ternos caríssimos, mas com uma condição: todas as alterações teriam de estar prontas em, no máximo, uma semana.

Desconsiderei as ordens do patrão e prometi ao cliente que as roupas estariam prontas em uma semana. Ao fim do expediente daquele dia, meu patrão descobriu os recibos, ficou enfurecido, jogou todos os sete ternos em cima de mim e exigiu saber "quem irá fazer as alterações neles?"

E então eu disse: "Eu irei". E imediatamente fui para a máquina de costura e comecei a trabalhar. Quando eram 9 da noite, eu já havia terminado todos os ternos. Imediatamente, levei todo o trabalho completo para o patrão e disse que eu mesmo entregaria os ternos pessoalmente ao cliente na manhã do dia seguinte.

Meu patrão, então, disse: "Ótimo." E completou: "Quando você terminar da fazer isso, não mais precisarei dos seus serviços."

Não, isso não foi uma injustiça. Nenhum patrão toleraria tamanha insubordinação. Aprendi com isso, cresci, e simplesmente arrebentei no meu emprego seguinte. (Virei gerente em outra loja de roupas, diretamente concorrente à do meu antigo patrão; minha loja superou a dele em todas as temporadas seguintes).

De novo: todos cometemos erros. Descubra quais foram os seus, aprenda com eles, e utilize essas lições em seu próximo emprego. Deixe o rancor de lado e pense em si mesmo como um ativo cujo valor aumenta com o tempo e, principalmente, com os erros cometidos e reconhecidos.

Para finalizar

Talvez a demissão nem foi porque cometemos erros. A relação de troca funcionou por algum tempo, e então parou de funcionar. Isso acontece e é normal. Já lidei com essa situação várias vezes ao longo de minha vida profissional. Não há nada de errado com isso. Pode acontecer a qualquer pessoa em qualquer situação de emprego.

Por esse motivo, o empregado esperto tem de estar sempre se imaginando em outras posições no mercado, talvez não ativamente procurando novos empregos, mas sempre mantendo o olho aberto para possíveis opções. Isso não é deslealdade. Ao contrário, tal atitude ajuda você a encontrar mais rapidamente qual é a ocupação que gera seu maior valor no mercado de trabalho, algo que beneficia seu atual empregador tanto quanto você.

Todos seremos demitidos em algum ponto da carreira. Saber transformar isso em algo positivo na sua vida vai depender de você.


autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Lucas-00  17/01/2019 16:49
    Haveria algum jeito de vocês começarem a colocar o link do post original, que vocês traduzem, no artigo?
    Claro que se isso for aumentar o trabalho de vocês, desconsiderem esta mensagem.
    Até porque o conteúdo daqui é totalmente de graça e livre de anúncios.
  • Jota  17/01/2019 17:30
    Vale ressaltar que nada é mais absurdo do que tentar restringir o direito de demitir, como faz o governo. Acordos voluntários valem para ambos os lados. O empregado pode pedir para sair, e o empregador pode demitir. Qualquer outro arranjo, como um que restringe um dos lados, representa um ato de coerção que diminui o bem-estar de ambos os lados.
  • Minarco  17/01/2019 17:47
    No Brasil isso é um tormento. Há várias situações em que o empregador é proibido de demitir:

    a) em época pré-dissídio - que pode se estender enquanto não se chegar a um acordo de aumento.

    b) 12 ou 24 meses antes do empregado ter direito a se aposentar.

    c) 12 meses depois do empregado ser afastado por acidente de trabalho, mesmo que esse acidente seja um acidente de trânsito no seu deslocamento para / do trabalho, e mesmo que ele se encontre plenamente recuperado.

    d) gestação: desde a presumida data de concepção até 5 meses depois do parto. Isso vale mesmo em contratos de experiência.

    e) em negociação coletiva da categoria, entre os sindicatos patronal e dos empregados. As grandes empresas que representam todo o setor, sempre negociam cláusulas que só elas podem cumprir, afogando os pequenos empresários.

    f) durante greves.

    g) Funcionários eleitos para a Cipa.


    É óbvio que:

    1) Muitos empregados usam esta estabilidade para "deitar e rolar" em cima dos patrões.

    2) Estas restrições incitam a fraude dos empregados contra os patrões. Estou com medo de ser demitida? É só ficar grávida! Ou cortar propositalmente o dedo mindinho. Está tendo corte na minha empresa? É só fingir um acidente e arranjar um atestado de 15 dias. Vai haver demissões? Vamos fazer uma greve!

    3) Os empresários já põem tudo isso na conta. Para um sujeito ter um salário de X, e receber líquido 3/4 de X, ele custa diretamente 2 X. Mas para o empregador a conta só fecha se o empregado agregar pelo menos 3 X, pois ele tem que fazer reservas financeiras para os casos em que o empregado ficará recebendo sem produzir e sem poder ser demitido. E é necessário fazer reserva também para os processos trabalhistas.

    4) Os empregadores vão contratar mulheres em idade fértil somente mediante um "desconto".

    Conclusões: Toda essa pseudo-proteção dada aos empregados sai - pelo menos em grande parte - dos bolsos deles mesmos. Inúmeros empreendimentos são inviáveis devido a esses custos agregados da mão de obra.
    Os dois fatores acima prejudicam a atividade econômica de forma geral, deixando a todos mais pobres.
  • Maurício  17/01/2019 17:33
    Um conselho aos mais jovens: se você começar a trabalhar com ou sem carteira assinada, por exemplo aos 18 anos, faça um favor a si mesmo e fique durante 5 anos juntando seu salário. Isso mesmo, fique 60 meses ou mais juntando o máximo de dinheiro independentemente do tamanho do seu salário. E só depois disso passe a desfrutar um pouco dele. Continue economizando no mínimo 20% do seu salário e investindo até se aposentar por conta própria.

    Posso afirmar que com esse colchão de liquidez formado nestes 5 primeiros anos sendo peão, arrimo de família ou não, ficar desempregado ao longo da vida não será drama nenhum, pelo contrário serão anos sabáticos e a sensação de liberdade e tranquilidade financeira mesmo sendo pobre ninguém tirará de você...

    Ah, se eu pudesse voltar a minha mocidade! Minha realidade hoje seria outra, apesar de que ainda posso mudá-la, mas quando se começa jovem as coisas são melhores e mais fáceis.
  • André  17/01/2019 17:48
    90% da frustração e do desespero de uma demissão é devido a contas pra pagar e preocupação para atender um padrão de vida que não cabe no salário. Aprendi cedo a administrar bem meu dinheiro. Consequentemente, cada demissão foi um agradável mochilão de alguns meses.
  • Adriano  17/01/2019 17:58
    E vale ressaltar que nos EUA e na Europa praticamente não há como o cidadão comum poupar e aumentar seu capital acumulado, pois as taxas de juros foram suprimidas pelo governo.

    Já aqui no Brasil, se você for realmente poupador, você pode se aproveitar dos maiores juros reais do mundo. Aplicando em Tesouro Direto ou em bancos menores, você consegue duplicar seu patrimônio em 6 ou 7 anos. O que um brasileiro poupador ganha de juros em um mês é muito mais do que um americano ganha em um ano.

    Aqui, se o cara fizer isso que você recomendou (poupar o máximo possível em seus primeiros anos de trabalho e aplicar tudo em juros), você terá um grande colchão caso seja demitido. Só que quase ninguém faz isso. Todo mundo só pensa em gastar todo o salário e viver nababescamente. Aí é claro que vai passar aperto em uma eventual demissão.
  • Carlos  17/01/2019 18:24
    Para um libertario, é imoral investir no tesouro direto?
  • Não  17/01/2019 18:59
    Não, mas se você achar que é imoral tem toda a liberdade de não investir em TD.
  • Juliana  18/01/2019 15:06
    Até porque o mercado financeiro não tem ideologia.
  • Libertarian  17/01/2019 19:09
    Sim.
  • Fernando  17/01/2019 19:29
    Sim, o dinheiro está sendo no caso direcionado ao parasitismo, ineficiências, aumento da dívida pública, e não para o setor produtivo.

    O problema é que é atraente emprestar para o governo pois é um investimento livre de risco e com ganho real (acima da inflação).
  • C. Alberto  17/01/2019 19:30
    Não, não é.

    Trabalho no setor privado e pago uma caralhada de impostos. Quero ao menos receber um pouco de volta. Se há essa possibilidade via títulos públicos, então irei aproveitá-la.

    Eu não sou masoquista e nem candidato a mártir. Muito menos um idealista. Não fui eu quem criou esse sistema imoral. Se ele existe e se todos tiram proveito dele, então não serei eu o otário que ficará de fora apenas reclamando e tendo de bancar tudo

    Se você é prisioneiro em um campo de concentração e sabe que a fuga é impossível, então há apenas duas opções: ou você espera passivamente ser abatido sem fazer nada, ou você se alia aos guardas, permanece vivo e ainda aumenta as chances de sair dali relativamente inteiro.

    Eu opto pela segunda.


    P.S.: vale lembrar que neste nosso campo de concentração os prisioneiros apóiam os guardas.
  • Lucas  17/01/2019 20:17
    Vocês conhecem algum tutorial ou curso que ensine sobre investimentos ? Onde investir e etc..

    Gostaria de saber mais sobre o assunto.
  • Moral  17/01/2019 20:31
    Este cenário do campo de concentração é tão ilusório quanto os exemplos de invasão alienígena que os keynesianismo de vez em quando aparecem para justificar o estado.

    O fato é. Existem diversas opções de investimento que não envolvem sacanear o próximo (pois dar dinheiro para a máfia É sacanear o proximo).
    Libertario que empresta dinheiro para a máfia estatal esta sendo imoral e hipócrita.
  • Libertario de verdade  21/01/2019 13:45
    Imoral é o cara trabalhar em orgaos publicos e nao contribuir com nada para a sociedade. E pior,a maioria das estatais sao tudo monopolio,ou tem zero concorrencia e espaco limitado para poucos. Alguns sao concursados,outra boa parte tem amigos politicos na familia ou amigos de dentro da estatal,e fora as maracutaias para entrar sem concurso para ficar recebendo sem fazer quase nada sugando os pagadores de impostos. Ao contrario do titulo publico,que apesar de servir tambem para financiar essas coisas,é voluntario e todo mundo pode entrar,nao tem que fazer concurso ou ter amiguinhos politicos e tem espaco para todos. O proprio governo,do pt,diga se de passagem,reduziu ao maximo os juros da poupanca justamente para isso,para atrair mais gente para financiar o governo,porque antigamente a poupanca cobria a inflacao e rendia igual ou mais que titulo publico muitas vezes,hoje nao,a poupanca mal cobre a inflacao. Essas pessoas que entram aqui falando mal de investimento em titulos do governo sao esquerdinhas disfarcados e boa maioria trabalha em estatais e tem pavor de privatizacoes.
  • Moral  21/01/2019 14:51
    Eita, esse aqui ficou revoltadinho…

    Imoral é o cara trabalhar em orgaos publicos e nao contribuir com nada para a sociedade. E pior,a maioria das estatais sao tudo monopolio,ou tem zero concorrencia e espaco limitado para poucos. (Etc e tal, mais do mesmo…)


    Parabéns, criou um espantalho e ficou batendo nele. Em nenhum momento qualquer libertário que se preze apareceu aqui defendendo moralidade em ser funcionário público.

    Ao contrario do titulo publico,que apesar de servir tambem para financiar essas coisas,é voluntario e todo mundo pode entrar,nao tem que fazer concurso ou ter amiguinhos politicos e tem espaco para todos.

    Não raro vemos alguns empolgados se contradizerem de forma tão plena. O individuo fala que "apesar de servir também para financiar essas coisas" vem com um "qualquer um pode entrar". Cidadão! Isso é irrelevante. Não é porque qualquer um pode entrar na farra que a farra é moral. Entendeu?

    O proprio governo,do pt,diga se de passagem,reduziu ao maximo os juros da poupanca justamente para isso,para atrair mais gente para financiar o governo,porque antigamente a poupanca cobria a inflacao e rendia igual ou mais que titulo publico muitas vezes,hoje nao,a poupanca mal cobre a inflacao.

    Mais espantalho. Onde quem acredita na imoralidade do título público defende governo do pt (ou qualquer outro governo?)

    Essas pessoas que entram aqui falando mal de investimento em titulos do governo sao esquerdinhas disfarcados e boa maioria trabalha em estatais e tem pavor de privatizacoes.

    Eu não sei se rio ou choro com uma dessas. É surreal um elemento conseguir fazer uma associação dessas. Alguém que acredita na imoralidade de se emprestar dinheiro para o estado, exatamente por considerá-lo um instituição criminosa defende estatal e estado maior?
    É cada um viu.

    O desespero dos esquentadinhos quando confrontados com suas ações contraditórias chega a ser patético.
  • Liberal  17/01/2019 19:45
    Não só imoral, mas contraditório. Enfim, quem investe vai inventar uma desculpa para falar que não é, mas é.
  • anônimo  17/01/2019 19:50
    Sim.
  • Pobre Paulista  17/01/2019 20:22
    Não, não é. Imoral é relativizar quem é o tomador de empréstimo. Cumpram-se os contratos e todos saem felizes.
  • Moral  17/01/2019 21:19
    Um contrato só é válido se for voluntário.
  • Lucas-00  17/01/2019 20:38
    É tão imoral quanto andar nas ruas do estado.
    Se você não coloca seu dinheiro no TD, coloca em CDB (nem preciso lembrar a relação dos bancos com o tesouro), ou numa previdência privada (que com certeza vai comprar títulos do TD) ou ainda mesmo numa poupança (uma parte disso vai para a compra de TDs).
    Ainda se colocar dinheiro em renda variável, como ações, as empresas podem comprar títulos de TD quando houver um aumento de juros e pronto, você tem indiretamente títulos do TD.
  • Libertarian  18/01/2019 11:55
    É deprimente os comentários de alguns "supostos" libertários.
    É tão imoral quanto andar nas ruas do estado.
    Sério mesmo que você consideras igual as duas coisas? As ruas foram feitas com dinheiro roubado à força, já o título público é um OPÇÃO de investimento sua.

    Existem diversas de opções de investimento que não passa por nada do que falaste, tanto dentro quanto fora do país. Isso já foi discutido aqui mais do que uma vez.

    Ainda se colocar dinheiro em renda variável, como ações, as empresas podem comprar títulos de TD quando houver um aumento de juros e pronto, você tem indiretamente títulos do TD.

    Oh céus! Cada um. Investir em uma empresa é investir em um negócio que traz valor à sociedade. Comparar a decisão da tesouraria (que com certeza não são libertários) da empresa de usar caixa que está sobrando (ou seja, caixa que não está sendo usado para investir no próprio crescimento da empresa) a você propositalmente e voluntariamente entregar sua grana direto ao governo chega a ser surreal. É cômico o tamanho da volta que vocês tentam dar para se justificar.

    Imoral é relativizar quem é o tomador de empréstimo. Cumpram-se os contratos e todos saem felizes

    meu deus do céu!!! Olha só essa!
    Como alguém em sã consciência considera válido um contrato feito com o estado? Um contrato que tem como garantia quebrar a perna do vizinho?
    Isso mostra apenas que não tem a menor noção do que é ética e moral libertária.


    É entristecedor ver até onde vai a vontade destes "supostos" libertários em serem coerentes com o que defendem. Ficar comentando em site é fácil. Mas na hora que se exige uma ação coerente com o que defende, se isso vai afetar o conforto do bolso dele, o cara pula fora e tenta arrumar todo tipo de desculpa. Isso mostra muito bem porque o movimento não consegue engajar mais ainda, pois no final das contas, é só dá boca para fora com estes caras.

    put your money where your mouth is!
  • Rafael  18/01/2019 13:49
    Não tem como vc, morando dentro de um estado, não esbarrar em absolutamente nada que tenha relação com o estado. Os libertários tentam minimizar, mas sempre terá direta ou indiretamente algo que vc faça que "ajude" o estado. Isso de forma alguma invalida a questão de conscientização que você faça contra o estado.

    Aliás somente com mais gente se conscientizando que o libertarianismo fica mais forte e tem mais chances de algum dia ser uma realidade plena (que eu gostaria muito de ver, assim como tantos que já acordaram)

    Se fosse levar ao pé da letra isso que vc diz, então o "correto" era sair dos estados e ir viver em algum canto do mundo onde não se tivesse estado. Vc estando dentro de um estado fatalmente está sob o domínio do estado e contribui com o estado. Não tem como tapar com a peneira, tem algum imposto em algo que vc faça sempre, mesmo que indireto.

    Novamente, pagar impostos não é de longe o que um libertário quer. As formas alternativas de investimentos e o chamado "agorismo" devem ser tentados, mas o mais importante é a conscientização mesmo.

    Essa de "libertário raiz x "Nutella" não está com nada...rs
  • Pobre Paulista  18/01/2019 16:00
    Exato! Parece que a lógica deve ser de lado quando o malvadão estado aparece na conversa hahahaha

    Deixa eles, se tiver muita gente investindo em TD, as taxas irão cair.

    Atenção a todos: não invistam em TD senão vcs vão pro inferno libertário !!!!!!
  • Moral  18/01/2019 17:28
    Apesar da sua evidente infantilidade ao lidar com questionamentos. Pergunto-lhe.
    O estado não é "malvadão" na sua visão?
  • Pobre Paulista  18/01/2019 19:54
    Abrir exceções lógicas só quando se trata do estado implica em dar-lhe mais importância do que ele tem.

    O estado é um cenário, só isso.
  • Moral  18/01/2019 22:57
    Usando sua mesma lógica, um senhor dos escravos tb é um cenário. Um contrato de escravidão portanto se torna válido então?
  • Brasileiro feliz?  17/01/2019 20:29
    Concordo em gênero,número e grau com o Maurício.
  • Brasileiro feliz?  17/01/2019 23:12
    Concordo em gênero,número e grau com o Maurício.
  • Demolidor  18/01/2019 05:45
    Rothbard lecionou na Universidade de Nevada em Las Vegas, uma universidade estatal. Eu não ficaria surpreso se investisse em títulos públicos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1435

    Por mim, não vejo problema algum em ver libertário ligado a um contrato e aproveitando de volta parte do que já lhe foi tomado.

    Só considero um investimento bem ruim. E mais: vejo hoje o título público a pouco mais de 6% ao ano como mais atrativo e de menor risco que aqueles que chegavam a pagar 20% ao ano no fim do governo Dilma. Simplesmente pela perspectiva econômica e, em consequência, cambial.
  • Libertarian  18/01/2019 16:27
    Novamente, pagar impostos não é de longe o que um libertário quer. As formas alternativas de investimentos e o chamado "agorismo" devem ser tentados, mas o mais importante é a conscientização mesmo.

    Concordo totalmente.
    Mas onde pagar imposto se tornou igual a emprestar dinheiro pro governo?

    Temos duas ações complemente díspares!
    Em uma situação você é obrigado a pagar o imposto porque o não pagamento implica em custos altíssimos (como por exemplo, a perda da liberdade).
    Na outra você está emprestando voluntariamente dinheiro diretamente para a entidade que tanto critica. Isso é hipocresia pura e simples.

    Por mim, não vejo problema algum em ver libertário ligado a um contrato e aproveitando de volta parte do que já lhe foi tomado.

    Não não não amigo. O que já lhe foi roubado já era! Esquece, esta grana foi destruída! A única forma de recuperar é derrubando o estado e tirando cada centavo de patrimônio dos políticos e funcionários públicos. Ninguém está recebendo de volta dinheiro que foi tomado. O que está acontecendo é se emprestando mais recursos para uma entidade criminosa que irá no futuro roubar mais recursos do pé rapado para te pagar de volta (usando inclusive o recurso que você emprestou para fazer isso). Você pode não ver problema com isso, mas a discussão aqui é uma discussão lógica e racional de acordo com a filosofia libertária, o questionamento é se é moral para um libertário investir em título público, e a resposta continua sendo: Sim, é imoral, sempre foi e sempre será.
  • Demolidor  18/01/2019 21:34
    Libertário raiz mesmo usa ouro ou criptomoeda. Se está usando real ou dólar, está usando uma moeda que já foi inflacionada e que, neste processo, necessariamente implicou na perda de patrimônio de terceiros. Além disso, tais moedas são, em essência, instrumentos para financiar dívida estatal. Mesmo sem atrelar a um título.

    Eu prefiro ser pragmático. Sigo leis, pago impostos e cumpro minhas obrigações de modo passivo-agressivo. Conseguir algo de volta é até útil, pois ajuda a expor as falhas do sistema.

  • Bitcoiner  18/01/2019 22:55
    Exatamente!
    Eu só toco em reais quando não tem jeito (por exemplo, para gastar).
    Por questão de princípio nunca poupo em fiat.
  • Régis  17/01/2019 17:45
    Assim como o autor, eu também já fui demitido. Não tinha muitas reservas financeiras. Fiquei deprimido por um tempo. E aí percebi que isso não estava adiantando. Aí em vez de continuar culpando o mundo e me afundar ainda mais na autopiedade, ergui a cabeça e fui em frente atrás de novas oportunidades. Sim, houve muita dificuldade e frustração, mas hoje estou em muito melhor situação. Estou realmente fazendo o que gosto e consequentemente ganhando muito mais.

    Agora, sempre há a opção do vitimismo. Aí nada se pode fazer.
  • Luiz  17/01/2019 18:01
    CLT / carteira de trabalho = muito para quem emprega e paga, e pouco para quem recebe.

    Fuja o quanto puder dessa armadilha.

    Sendo possível, seja um empregado-empreendedor, e abra sua própria empresa de prestação de serviço.

    Algumas vantagens:

    1- num contrato entre você e o contratante as regras são definidas sem a interferência do Estado;

    2- possibilidade de ter mais de uma fonte de renda;

    3- ampliação do conhecimento de mercado;

    4- diversidade de atuação;

    5- network.
  • João Paulo  17/01/2019 18:08
    Concordo com tudo o que foi dito, mas vale ressaltar que emprego assalariado é solução de curto prazo, como já bem explicou o Flávio Augusto. Logo, qualquer um que almejar passar a vida inteira como empregado assalariado vai passar sustos.
  • anônimo  17/01/2019 18:21
    ótimo texto
  • Endividado  17/01/2019 18:23
    Estou 100% de acordo com o artigo, o problema é que só fui aprender a ter disciplina financeira após o início da crise e na melhor das hipóteses não criei novas dívidas de 2015 pra cá, tenho pesada prestação de financiamento imobiliário, pagar prestações de um acordo para quitar antigas dívidas, gastos com educação de 2 crianças, pagar convênio médico para 2 idosos. Minha esposa trabalha e é de uma área que está muito mal e o salário é baixo, eu tenho um emprego que paga o suficiente para cobrir estes gastos e sobrar um pouco para poupar mas em caso de desemprego a reserva não daria pra segurar os gastos nem por 2 meses. E minha situação no trabalho não é das melhores.
    Não sei como diminuir tantos gastos com moradia, educação e saúde, tenho perdido noites de sono pensando que fiz tudo errado na juventude, que não deveria ter me casado, tido filhos e entregar meu destino financeiro nas mãos de um empregador.
  • Pobreta  17/01/2019 18:45
    Pra você já era colega. Sinto muito, aqui não são EUA em que fazer dinheiro é fácil ou Europa que pode usar serviços públicos pra reduzir seus gastos pessoais com saúde e educação, aqui é o Bostil.
  • Liberal  17/01/2019 19:53
    Você não é o único, também casei e tive filhos cedo. Hoje estou preso como assalariado, não posso sair porque o emprego paga meu teto e todas as necessidades da minha familia, além do plano de saúde. Não consigo poupar porque nunca sobra, e quando sobra sempre aparece algum imprevisto. Acabo me culpando pelo caminho que trilhei, apesar de amar minha familia e não troca-los por nada.
  • FL  18/01/2019 15:18
    Caros Endividado e Liberal,

    Não tenho como saber exatamente a situação financeira de vocês, mas já vi isso acontecer com muita gente (especialmente com meus pais quando eu era mais jovem). A saída é dolorosa, porém "simples".

    Primeiro, e óbvio, é gastar menos do que você (sua família) ganha. Para isso, duas saídas: ou você diminui seus gastos, ou você aumenta sua renda. Simples, não? Com o pouco que vocês falaram, vejo que você, Endividado, tem um problema de financiamento imobiliário. Que tal sair dele? Por que não vender seu imóvel e morar de aluguel? Venda o imóvel, alugue um outro pagando menos do que você paga na parcela do financiamento. Provavelmente você já pagou alguma parte do financiamento que, com a venda, não vai existir mais. Você pega o valor da venda, finaliza o restante do financiamento e vai sobrar algum dinheiro (aproximadamente o que você já pagou). Pegue este dinheiro e, se for possível, quite suas dívidas antigas.

    Fez tudo isso? Bom, agora você mora de aluguel e não tem mais as dívidas antigas e nem o financiamento, que pelo jeito são as suas contas mais pesadas. Mantendo o mesmo padrão de vida, deve sobrar dinheiro no fim do mês.

    Aí entra a outra parte, aumentar sua receita. Você pode usar este dinheiro que sobra para investir em qualquer coisa, desde um CDB conservador até operações arriscadas na bolsa. O importante é ter a disciplina de não usar este dinheiro como conta corrente, dar aquela saída para jantar num lugar legal, afinal você "está com caixa". Faça um boleto para você mesmo, faça um plano de transferir X reais por mês para uma aplicação do seu gosto, e cumpra o planejado. Em pouco tempo você vai se encontrar ávido por guardar e investir mais ainda.

    O valor de tudo isso é pequeno? Temos outras opções: como agora você mora de aluguel, pode escolher morar num lugar mais próximo ao seu trabalho, gastar menos (ou nada) com transporte e ter mais tempo livre. Com o tempo livre você pode estudar (pagando ou por conta própria) para ser promovido/trocar de emprego e ganhar mais. Pode arrumar alguma outra fonte de renda (Uber?), para incrementar no seu valor a ser investido.

    Como eu disse, é dolorido, porém "simples"
  • Pensador capaz  18/01/2019 15:38
    Não se culpe por não conseguir poupar,pois além da falta de iniciativa individual,a inflação monetária e seu efeito inercial a carestia(Aumento do custo de vida)é culpa do TARADÃO DOS PAPÉIS(Setor Público é o maior consumidor de papéis e ainda nos culpa pela derrubada de árvores),enfim com um glutão deste no cangote,aja paciência e perseverança para um assalariado poupar,mas o caminho é poupar independente das circunstâncias.
  • Andre  18/01/2019 13:50
    Nem toda disciplina financeira disponível pode encontrar uma solução para criar filhos com boa educação e sustentar pais idosos no Brasil sem viver a beira do precipício orçamentário, se dedicar a carreira profissional, constituir família, comprar uma casa e ajudar os pais idosos virou um pesadelo, o país é simplesmente inviável e não é de se admirar que as taxas de natalidade por aí desabam e a de solteiros na casa dos 30 vivendo com os pais decolam.
  • Feminista consciente  18/01/2019 17:23
    É exatamente por essas e outras razões que homens deveriam erguer, juntos às mulheres, a bandeira feminista.
    A condição de todos vocês, que trabalham e sofrem para sustentar as suas respectivas famílias, seria indubitavelmente melhorada caso suas esposas tivessem uma boa qualificação acadêmica e profissional, oportunidade de trabalho e não ganhassem 2/3 do salário de um homem pelo mesmo trabalho.
    Não é mais possível sustentar uma família com apenas um salário e manter um padrão de vida moderno, de altas despesas com saúde, educação, alimentação, eletrônicos, entre outros itens indispensáveis para a vida moderna.
    A emancipação feminina nunca se vez tão necessária como a é hoje. Dizer que uma mulher deveria ser vista e tratada como um ser humano não deveria ser motivo de vergonha, abuso e chacota, como é o caso em ambientes majoritariamente masculinos.
  • FL  18/01/2019 18:08
    "Feminista consciente", se uma mulher ganha 2/3 do salário de um homem pelo mesmo trabalho, por que as empresas ainda contratam homens? Não faria mais sentido contratar apenas mulheres e aumentar seus lucros?

    Mulheres em geral ganham menos pois escolhem profissões que pagam menos, simples. No mesmo cargo, fazendo o mesmo trabalho, isso simplesmente não existe.

    (Falo com relativo conhecimento de causa: fui auditor contábil por alguns anos e parte do trabalho consistia em olhar a folha de pagamento. Em mais de 100 empresas visitadas, nunca vi uma diferença salarial no mesmo cargo guiado apenas pelo gênero do funcionário. Hoje trabalho numa multinacional, e o processo de contratação é sempre o mesmo: abre-se uma vaga, é definido o salário e pronto, vamos procurar candidatos. Não existe "vamos pagar 6mil se contratarmos um homem e 4mil se for uma mulher". Isso simplesmente não existe.)
  • Soldado  22/01/2019 15:24
    Também me casei cedo. Fui pai ao 21 anos e hoje tenho quase 31.

    Interessante que um amigo meu teve uma história parecida, casou-se cedo.

    Eu sempre estudei nas melhores escolas, e ele nas piores. Meu pai é servidor público, enquanto ele não conheceu o pai. Aos 17 anos eu estava na universidade federal e ele trabalhando como embalador em atacado de doces.

    O patrão dele pagou um curso de web design para ele. Ele começou a fazer sites, abriu uma empresa e hoje já está bem melhor financeiramente do que eu. Tem apenas uma filha e está no segundo casamento. Ele lamenta não ter aproveitado mais a primeira infância da filha e tenta recuperar o tempo perdido hoje.

    Eu me envolvi em drogas, separei e voltei com a mesma mulher 3x. Hoje sou um empregado mediano de uma multi-nacional. Continuo com a mesma mulher e tenho 2 filhos.

    Ou seja, tudo depende das escolhas. Hoje já me livrei dos vícios e já tenho uma vida familiar mais estável. Aos poucos estou me erguendo. Cada um tem seu tempo. O importante é não parar. Para ser sincero, para mim não há nada mais valioso neste mundo do que estar bem com minha família. Isso não tem preço que pague. Mas não significa que eu não almeje uma melhor condição financeira.

    Estou estudando para empreender nos próximos anos.
  • Anônimo  18/01/2019 15:29
    Esse artigo tem umas lições valiosas, é uma pena que não vivemos em uma economia majoritariamente livre. Em função disso, a disputa por emprego é muito alta e as chances de demissões também.

    Minha mãe trabalhou em uma determinada empresa e sempre foi eficiente durante seu expediente (talvez a mais produtiva de suas colegas), até chegar uma coordenadora substituta querendo aparentar ter algum utilidade (puxa saco de patrão), e por isso, ela cismou com a minha mãe e praticamente a perseguia utilizando todos os meios que lhe eram possíveis. Como era puxa saco de patrão, ela provavelmente só fez isso pra passar a impressão de "olha como eu supostamente estou fazendo meu trabalho, fiscalizando os outros funcionários". Depois de alguns meses que minha mãe foi demitida por causa disso, o triste foi saber que naquela empresa, só permanecia e subia de cargo quem possuía conexões ou amizade com superiores lá dentro.

    O pior é que eu tenho certeza que minha mãe não é a única que passou por isso. O Brasil é um país tão pouco competitivo que o proprietário da empresa do relato anterior se sentia confortável pra adotar o critério do "coleguismo" e não da "produtividade" para manter seus funcionários.
  • anônimo  18/01/2019 21:51
    Entendo a situação da sua mãe, acho que tem que melhorar a competitividade do Brasil, aí essas injustiças acabam. Senão, a empresa concorrente contrata o excelente profissional jogado "de graça" no mercado, aí a empresa que fez isso, pode perder competividade, que leva a perda de clientes e consequentemente, a falência.
  • ed  18/01/2019 15:48
    Me solidarizo com os colegas mais acima que são casados e possuem filhos. A despesa e o trabalho são imensos. É realmente difícil conseguir acumular grana vivendo nessas condições.

    Com relação a mim ainda moro com os pais e estou acumulando grana. Estou sendo pressionado para casar mas vou empurrar com a barriga enquanto puder. Nada contra o casamento em si (com uma boa mulher) mas o Brasil torna tudo muito mais difícil do que deveria ser.

    O grande segredo é evitar as grandes despesas pelo maior tempo possível: Carros, moradia e filhos. Com isso é possível acumular uma baita grana mesmo que o indivíduo não ganhe tão bem.
  • QI  18/01/2019 18:50
    Infelizmente o QI (Quem Indica) derruba muitas vezes no mundo corporativo. E nem sempre os melhores são os mais valorizados.

    Mais de 80% das vagas ficam com os amigos do "chefe" o sujeito baba-ovo que é sempre agradável aos olhos da chefia.

    O trabalhador eficiente que faz todo o serviço corretamente, aquele que "veste a camisa da empresa", nunca é promovido. E seo chefe não vai com a cara, pode até ser demitido.

    É mais fácil uma mulher bonita conseguir uma promoção... Tem chefes que pensam com a cabeça de baixo...
  • João Paulo  18/01/2019 19:51
    Quer dizer então que uma empresa escolhe funcionários de acordo com a beleza e com o puxa-saquismo, e não de acordo com a competência e a produtividade? E tal empresa consegue se manter no mercado tendo um quadro de funcionários tão ruim? 80% dos funcionários desta empresa só estão ali por Quem Indica?

    Rapaz, por favor, me fala aí em que setor essa empresa opera. Quero entrar nele. Deve ser uma delícia. Afinal, segundo você próprio, posso ter a pior mão de obra possível, e ainda assim colher lucros fartos -- sim, os lucros têm de ser fartos, pois, para sustentar essa quantidade de funcionário improdutivo durante décadas, só tendo lucros fartos.

    Impressionante como nêgo fala merda com uma desenvoltura assombrosa, sem parar nem 30 segundos pra pensar no que está falando. Descobri agora que ter mão de obra ruim não só permite produtividade boa e lucros duradouros, como ainda este é o segredo para se prosperar no mercado...
  • anônimo  18/01/2019 22:16
    Não viu uma pesquisa publicada na Veja há um tempo atrás que diz que metade dos profissionais é contratado por indicação?

    veja.abril.com.br/educacao/metade-dos-profissionais-e-contratada-por-indicacao-aponta-pesquisa/
  • João Paulo  18/01/2019 22:45
    Pra começar, essa sua reportagem não fala nada do que você prometeu. Eis o que está escrito lá:

    "Cultivar uma boa rede de contatos (networking) é a estratégia mais eficiente para obter emprego. É o que prova a Pesquisa dos Profissionais Brasileiros – Um Panorama sobre a Contratação, Demissão e Carreira dos Profissionais, realizada pelo site de empregos Catho.

    O levantamento, que ouviu 53.622 pessoas de 1.677 municípios brasileiros, aponta que 52,4% dos entrevistados chegaram ao atual posto de trabalho por meio da indicação de amigos ou conhecidos.

    Em segundo lugar, destacam-se os sites de vagas (17,3%), seguidos pela tradicional apresentação de currículo diretamente para o eventual empregador (6%). Depois, aparecem as agências de emprego (5,8%)."

    Ou seja, bem diferente do que você falou. Você deixou implícito que empresas abrem mão de profissionais competentes para abrigar apaniguados, algo que não faz sentido econômico nenhum.

    Entenda o básico: Ser contratado por indicação não significa que o contratado seja ruim. Ele pode perfeitamente ser competente e produtivo.

    Na minha empresa eu só contrato quem é bom. Se o contratado for indicado por alguém que eu conheço e confio, tanto melhor.

    Estou no aguardo de sua comprovação de que empresas preferem apaniguados a empregados competentes.
  • anônimo  21/01/2019 18:20
    Quando eu tava desempregado, um amigo me indicou que onde ele trabalhava tinha falta de mão-de-obra no setor. Ou seja, ele me indicou. Seria esse o tal de QI (Quem Indica) que muitos falam por aí? Se for, qual é o problema? No mais, como foi dito, um indicado pode ser um funcionários bom e produtivo.

    Também foi dito empresas podem preferir contratar mulheres bonitas do que contratar um homem ou uma mulher feia. Existem dois motivos pra uma empresas fazer isso.

    1) pode ser por marketing. Por que a Hooters, aquela rede de restaurantes, coloca aquelas belas mulheres, as Hooter girls. Por marketing. Pra chamar a atenção.

    2) para inibir e manipular os otários. Para entender o que estou dizendo, leia este relato:

    "Hoje fui informado pela direção da empresa que vou continuar aqui em Minas por mais uma semana, vendo bichos cagando pela rua e tentando orientar adolescentes bobalhões a como fazerem a PORRA de uma solda com segurança. Merda!

    Mas algo curioso me aconteceu nesse domingo.

    Meu chefe me ligou de SP pedindo que eu indicasse alguém bom pro cargo de RH. Certo. Indiquei um cara que manda a real em cálculos fodas e tem formação em direito. Meu chefe riu parecendo o Barney soltando perdigotos no telefone e disse que "TEM QUE SER UMA MULHER PARA O CARGO SEU IDIOTA".

    Motivo?

    "Tem que ser uma mulher bonita e gostosa pra inibir esses peões ariscos que vêm reclamar da empresa"

    Então, indiquei para a vaga uma vaquinha que eu conheço. Até hoje ela não aprendeu a discar "0" antes de ligar para obter sinal de linha do PABX, acha que o microondas faz a comida virar mutante, não toma refrigerante porque acha coisa do demônio mas é gostosa pra karalho então está perfeita para ocupar o cargo.

    Essa é a realidade da maioria das empresas hoje. A matrix + politicamente correto virou um negócio rentável e mulheres são usadas pelas empresas para manipular homens imbecis, seja para lidar com funcionários paspalhos ou para seduzir clientes.


    blogdodoutrina.wordpress.com/2009/07/13/a-beleza-feminina-que-inibe-o-homem-parte-1/


    "A beleza feminina é super valorizada pela sua influência avassaladora sobre os homens. É por isso que empresas contratam mulheres bonitas para serem recepcionistas, entrevistadoras, RH ou lidar com clientes. Ou você acha que aquela recepcionista gostosa foi contratada porque sabe manejar o telefone como ninguém? E aquela modelo apresentando o jornal de esportes, manja pra caralho de futebol ou as pernocas dela são sinônimos de audiência? Dê uma pausa para refletir seu bonachão.


    Vou desenhar outra situação para vocês lerdos e lerdas entenderem melhor.


    Imagine um estivador barra-pesada indo até o RH questionar um holerith. Se tiver qualquer um de nós ali com certeza ele vai bancar o neandertal e bater na mesa como quem defende sua caverna diante de outro macho invasor. Nós machos viris que não levamos desaforos vamos partir pra briga e vamos parar na cadeia. A empresa perderá milhares de reais pagando nossa fiança, curativos e direitos rescisórios. Uma tragédia corporativa.

    Mas se tiver uma mulher bonita e gostosa, o que é mais provável acontecer? Isso mesmo mandrião, ele vai ficar inibido e aceitar de bom grado o que a empresa mandar, especialmente se ela der um sorrisinho e piscadela pra ele, ou, se ele for um pouco mais durão, cruzar as pernas."


    blogdodoutrina.wordpress.com/2009/07/14/a-beleza-feminina-que-inibe-o-homem-parte-2/
  • Askeladden  20/01/2019 03:05
    Fui demitido e tinha na cabeça toda a lista de maiores clientes e fornecedores.
    Abri uma empresa e quebrei a empresa que trabalhava, foi tão bom ver meus inimigos afundarem
  • Régis   20/01/2019 16:07
    Inimigos? Quem lhe forneceu salário e meios de subsistência é um inimigo? Quem lhe permitiu pagar suas contas e melhorar seu padrão de vida é um inimigo?
  • Askeladden  21/01/2019 11:18
    Nunca trabalhou em um escritório?
    Até parece que não existem panelinhas, puxada de tapete, chefe falando que seu plano nunca vai dar certo e na semana seguinte sendo promovido porque apresentou sua ideia como fosse dele e não te deu nenhum crédito.
    Invejosos com sua acensão meteorica via competência te sabotando, inventando mentiras tentando te derrubar a cada esquina. Filho do dono que caiu de paraquedas para assumir a empresa e resolveu implementar um monte de lixo aprendido nas faculdades, contratando seus amigos para cargos chaves coma altos salários, zero resultado é muita burocracia.

    No livre mercado ninguém faz caridade, quem se mata de trabalhar raramente é recompensado. Já os parasitas ganham 10 vezes mais de quem trabalha.
    Empresários são meio miupes, se um peão trabalhou anos e toca toda operação diária e por isso ganha bem. Adivinha quem o mesmo irá demitir quando as coisas vão mão devido à mal gerência? Na hora do corte só vem salários que só cresceram devido aos sindicatos.

    Quando me demitiram, tinha acabado de casar, minha casa foi roubada, estava esperando meu primeiro filho. A seguradora não quis me pagar, a empresa enrolou quase 6 meses para liberar meu seguro desemprego e FGTS, não me pagaram as multas até hoje.

    Montei minha empresa usando o crédito que tinha juntos aos ex fornecedores da finada empresa que trabalhava, recontratei as pessoas chaves que a ex empresa tinha demitido e ofereci meus serviços aos clientes que não recebiam a mercadoria a mais de 1 mês e prometi que entregaria na semana seguinte.

    Moral da história: fornecedores felizes vendendo mais caro e recebendo no prazo, ex funcionários felizes e clientes satisfeito com a melhoria da qualidade, prazo de entrega e pagamentos.


  • Askeladden  21/01/2019 21:53
    O empregado não está fazendo nenhum favor ao seu patrão ao meramente trabalhar ali. Já o patrão não deve ser visto como um generoso distribuidor de fundos, muito menos alguém sob uma obrigação moral de fazer redistribuição de renda. O empregado está ali porque a natureza do mundo e a escassez de tempo e recursos o tornam necessário.

    Para que todo este arranjo funcione bem e pacificamente, é necessário haver benefícios mútuos. Sempre.

    Quando este benefício mútuo deixa de existir, passa a ser do interesse de ambos os lados desfazer a relação. O empregado, que deixou de ser útil para aquele patrão, estará livre para ir à procura de melhores e mais agradáveis oportunidades. Já o patrão poderá parar de pagar a esse empregado, que estava lhe oferecendo serviços que ele não mais acredita serem benéficos para a empresa.
  • desempregado  20/01/2019 13:32
    Tenho 21 anos. Trabalhei como estagiario por 1 ano e fui efetivado ganhando um salário razoável. Essa efetivação durou 14 meses, e em Abril de 2018, fiquei desempregado, pois a firma estava reduzindo o número de empregados, eles alegaram que já havia empregados demais . Eu corri atras dos meus direitos, mas não tive direito ao seguro-desemprego, alegaram que meu tempo de estagio não contava, e pra piorar, a Dilma aumentou para 18 meses, o tempo minimo para poder pegar o seguro (antes era 12 meses), eu só recebi os dias trabalhados naquele mês e o FGTS que me ajudou muito.

    Confesso que nos três primeiros meses eu não estava muito preocupado.

    Estou há exato 9 meses procurando emprego como um louco. Eu estava morando de aluguel sozinho e a vida encaminhando e já fazendo faculdade (q eu tive q trancar faltando pouco para terminar) , eu ganhava o suficiente para me alimentar, pagar o aluguel, pagar as contas de agua, luz, telefone, guardar uma graninha, fazer academia e pagar a faculdade e fui despejado e neste ano voltei com o rabinho entre as pernas de volta para a casa dos pais. Eu tinha me planejado bem antes de sair de casa mas não contava que ficaria tanto tempo desempregado, meu setor parecia bem estavel, ja fazia uma pequena economia desde os tempos de estagio, mas essa economia+FGTS+O dinheiro dos dias trabalhados so durou 6 meses, eu não ficava la vendo muito noticiario, me falavam que o pais tava em crise, mas eu nem dava bola ou achava q era algo q passaria logo, os outros 3 meses eu me mantive graças ao maldito cheque especial e agora estou devendo pro banco um pouco mais do que usei por causa do juros e parece q ta aumentando mais a cada dia a divida. Já perdi as contas do tanto de entrevista que eu fiz, não creio que eu esteja indo mal nas entrevistas, antes da crise eu fazia varias entrevistas e a maioria me ligava a um ponto que eu podia escolher em qual eu iria

    A empresa Teleperformance me aprovou no processo seletivo logo quando fiquei desempregado recorri em uma entrevista nessa empresa e o salario até q estava razoavel para telemarketing, 1300 reais, era menos do que eu ganhava e não tinha nada haver com minha area mas eu tinha feito uns calculos nas minhas economias q daria pra eu me manter cortando algumas coisas, só de aluguel eu pagava 400 reais, cortando uma coisa aqui e la daria e eu tb poderia manter o curso na faculdade e caso eu tivesse urgencia daria pra eu pegar a grana poupada ou o FGTS, fiz exame admissional, entreguei a copia dos documentos e a empresa disse q me ligaria quando o treinamento começasse, 3 meses depois e nada e sempre q eu ligava eles diziam q era pra eu aguardar q estavam esperando definir o dia do treinamento, até q teve um dia q eles ligaram dizendo q a vaga foi cancelada para eu voltar la e pegar a copia dos meus documentos ou fazer novo processo seletivo, fiquei frustrado vejam a pagina dessa empresa no facebook teleperformance são varios os casos como o meu

    Eu cortei gastos, cancelei internet, deixei academia pra la, passei a comprar menos comida possivel mas mesmo comprando menos comida continua caro do mesmo jeito, fiz de tudo pra não voltar pra casa dos meus pais até bico eu procurei eu tinha vergonha de voltar tinha certo orgulho e amava minha independencia, passei a raramente colocar credito no celular e quando colocava era pra poder ficar em sites como vagas.com entregando curriculos na internet e responder alguem aqui e acola, eu distribui muito curriculo, fiz varias entrevistas, muitas mesmo, tinha algumas q exigiam experiencias e absurdos por uma merreca, fui em uma entrevista que exigia inglês fluente para oferecer um salario de 1100 reais, sério isso?

    Hoje eu me pergunto como meu dinheiro de FGTS e economias foram embora tão rapido e eu mal vi

    fiz pequenos bicos que apareceram raramente, eu divulguei na internet as coisas q eu sei fazer de eletrica, edições de video e até criaria beats de musica originais, mas apareceu pouquissimos trabalhos mas cheguei a ganhar cerca de 340 reais o que deu um pouco de alivio mas nem isso anda aparecendo mais

    Hoje estou aqui na casa deles. Meu pai está aposentado uma divida aumentando, desempregado e agora o banco vive me ligando e dizem q se eu não negociar com eles os juros vão continuar aumentando, q ironia eu era disciplinado com dinheiro até pois eu conseguia guarda-lo e eu aqui hj ferrado e desempregado, continuo entregando curriculos na internet mas não vejo retorno, se eu morasse em outra cidade ou não tivesse como voltar pra casa de alguem eu estaria morando na rua agora estou me sentindo inutil pela primeira vez na vida, parece que todos esses anos foram em vão, sinto que nunca conquistei nada na vida, até o tempo na faculdade foi em vão pois tranquei o curso e sabe-se la quando vou poder voltar, não era o curso que eu amava ou sonhava fazer, mas era o curso q eu ja tinha gastado uma boa grana investindo e faltava pouco pra me formar, mas ficou insustentavel continuar pagando, meus pais já tem os leões deles pra matar e dividas, e eu por ser maior de idade e ter sido independente por tanto tempo não tenho coragem de pedir um centavo pra eles

    Se eu soubesse que morar sozinho seria inviavel logo após ficar desempregado e soubesse q a teleperformance iria me enganar e tivesse deixado essa ideia de independencia de lado quando fiquei desempregado, eu já teria voltado pra casa dos meus pais poderia estar terminando a faculdade e não paradão na casa deles e eu ainda estaria com o FGTS, minha ultima esperança é o FGTS de inativos q ainda não caiu

    Bem, as minhas burradas estão feitas, mas é triste. Eu que sempre estive acostumado a trabalhar e ter uma vida ativa, agora desempregado, e o pior, sem poder dar seguimento a faculdade, sem a independencia q eu gostava de ter, sem esperança, ficar o dia inteiro no computador aqui na casa dos meus pais é simplesmente deprimente. Felizmente eu não tenho esposa e filhos para sustentar, senão minha situação estaria muito pior.

    Que conselhos vocês dariam para um jovem como eu?
  • Capital Imoral  20/01/2019 18:27
    Eu estava tentando tirar férias deste instituto maldito, mas sempre fico comovido quando aparece uma vítima do capitalismo. Quer um conselho que vale para a vida toda? Seja funcionário público! É sério. Procure qualquer coisa, não importa o salário ou o que você faça, o importante é estar dentro do funcionalismo público. Somente assim você vai conseguir ter estabilidade para construir uma vida.

    Não se deixa enganar pelo papinho neoliberal. No fim do dia, quem paga às suas contas é você. Vi gente morar na casa dos pais até os 40 anos porque o capitalismo não permite haver estabilidade para construir algo duradouro. A instabilidade é a característica principal do capitalismo. É assim que o capitalismo acaba com a vida das pessoas e destrói famílias inteiras, por isso lutamos tanto pela estabilidade, pelo garantido, que somente o Estado pode fornecer.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Endividado  20/01/2019 19:31
    Não existe independência no Brasil, aqui você deve se contentar com pouco e morar sozinho é luxo, na próxima vez divida casa com seu irmão, seu primo, seu colega de faculdade ou colega de trabalho e na pior das hipóteses com sua namorada que não deseja ter filhos, não tenha filhos no Brasil em hipótese alguma.
    Nós próximos 5 anos aprenda uma habilidade profissional facilmente exportável, aprender inglês e outro idioma, juntar dinheiro e cair fora desse país.
  • Fernando  21/01/2019 11:59
    Lamentável sua situação. No meu caso, beirando os 40 anos continuo na casa dos pais, porém foi opção minha visto que tenho grana para bancar aluguel ou comprar uma casa própria, o que fez-me decidir por continuar com eles foi o preço ASTRONÔMICO de uma casa e os aluguéis caríssimos.

    Se quiser fazer o que fiz vai ter de ter coragem porque eu juntei grana desde os 23 anos (só consegui começar a trabalhar nessa idade), me abstive de consumos e baladas, não casei nem tive filhos, se eu tivesse optado por casar, ter filhos e comprar uma casa eu estaria no limiar da sobrevivência e isso para uma pessoa como eu que preza por liberdade financeira é uma fonte de preocupações constantes (filho, casamento, contas, aluguéis, etc).

    Pegando o exemplo do preço de uma casa própria, mudamos para cá em mar/1996 e pagamos R$ 28 mil na casa; corrigindo a inflação pelo IGPM equivaleriam a R$ 155 mil hoje, porém nossa casa está avaliada em R$ 400 mil... como vou abrir mão da grana que tenho para pagar 400 mil e viver apertado com medo do desemprego? deixando aplicado no CDI eu ganho um salário e meio, então melhor eu deixar em aplicações financeiras o que me proporciona uma renda mensal + o salário de onde trabalho.

    Enfim, não estou chorando aqui culpando A ou B, pois posso comprar ou alugar, mas é FATO COMPROVADO que intervenções estatais inflacionaram alarmantemente o preço das moradias e complicaram a vida de quem quis construir a própria vida de maneira sustentável. Enquanto isso, os desavisados vão fazendo filhos sem ter condições e engrossando os limites das cidades tornando estes lugares insalubres e os níveis de violência disparando.
  • Askeladden  21/01/2019 21:31
    O que precisava perder já perdeu, seu orgulho de cabra macho.
    Já que está no fundo do poço, comece a pensar como pobre.
    Solicite o bolsa família e já ganhe uns trocos.
    Já no Sebrae, Senac, Senai e procure cursos gratuitos, nem que precise de bicicleta, ir a pé.
    No Sebrae procure cursos voltados para Mei e pode se conseguir empréstimo de R$2.000,00 para iniciar um pequeno negócio.

    Enquanto faz curso mande currículo para os Mc Donald's da vida, se trabalha 4 horas não se ganha muito mas pode estudar ou procurar algo melhor durante o resto do dia.

    Outro lugar com alta rotatividade são lojas de shopping. Sempre contratam pois trocam de vendedores muito rápido. Mas é bom ir entrando na lojas fingindo comprar e dando mil razões para não comprar e ir roubando as táticas dos vendedores.

    Fale com todo mundo que vc conhece se não conhece algum lugar que estão contratando, o Q.I. Quem indica é incrível. Palavras mágicas pode ser qualquer emprego, não precisa ser registrado. Se não gostar inventa uma desculpa adorei a vaga mas gostei mais de outra empresa e estou esperando a resposta é quando vc tiver outra vaga e eu tiver uma proposta de emprego legal entre em contato.(nunca fale que o salário é baixo senão o povo para de oferecer).

    Na faculdade não devia ter trancado e nem pagado, basta ir estudar no no final do ano ir negociar a dívida explicando que gostaria de continuar estudando e bla bla bla. Na realidade já começou errado deveria ter engolido o orgulho de lado e feito o prouni e se não conseguisse pagar problema do governo.

    A próxima vez que o banco ligar converse com o banco e fale minha dívida caduca em 5 anos, estou desempregado só tenho menos da metade do primeiro empréstimo. Não vai pagar mesmo mas vc vai ver a dívida diminuindo sem os juros. Aproveite e fale zoando não estao contratando aonde vc trabalha?


    Bem vindo à escola da vida.
    E o mais importante leia de tudo com empresários fale de mises (trabalhadores só querem direitos e é tão difícil arrumar gente qualificada que beste a camisa da empresa nos EUA um trabalhador vale por 5 brasileiros ,com professores e petista sobre carta capital (Lula só foi preso para não ganhar as eleições, o filho do Bolsonaro roubou muito mais e está livre). É incrível o que as pessoas fazem por você quando gostam de você.
  • Jovem de 21 anos  22/01/2019 09:55
    Askeladden, sábias palavras e parabéns pela clareza de idéias. Por favor não deixe de contribuir mais vezes. As informações práticas para os jovens como eu são escassas.
  • João  22/01/2019 21:22
    Boa tarde amigo, tenho uma história muito parecida com a sua, quero compartilhar a minha história com você(s) e quem sabe minha trajetória lhe sirva de ajuda para superar essa situação.

    Assim como você, eu também consegui um estágio em uma multinacional, após 3 meses de estágio consegui ser efetivado em um cargo técnico, sempre cumpri minhas obrigações da melhor maneira possível, assim como você eu também pagava a minha faculdade, fique lá por 3 anos e 2 meses, após uma mudança na presidência da empresa e uma reestruturação fui demitido.

    Passei longos 3 anos desempregado, todas as minhas economias se acabaram em um ano, o início do segundo mandato da Dilma derrubou o setor industrial, enviei mais de 1000 currículos e não consegui me recolocar. Só não fui morar na rua porque meus pais me ajudaram, tive problemas de auto estima, me sentia um lixo de pessoa, todos os amigos de faculdade sumiram passei por situações complicadas.

    Depois disso, mudei da área industrial para trabalhar na educação, hoje leciono matemática, aos poucos estou me reerguendo e quero deixar alguns conselhos meus para você:

    PRIMEIRO: respeito, respeite a hierarquia, respeite as pessoas e mais importante, RESPEITE A SI MESMO, mantenha suas convicções e não procure agradar ninguém, seja bom consigo mesmo.

    SEGUNDO: mude, mudar é importante, reveja suas convicções, procure entender o porque das situações, você pode ficar com raiva, mas canalize essa raiva de forma positiva, eu mesmo usei meu ódio e minha raiva como impulso para diversas situações. Mude pra melhor, isso é muito importante.

    TERCEIRO: restrinja seus círculos de amigos, muito dos seus amigos já devem ter desaparecido, deixe isso pra lá. Quando a situação está ruim, só tem uma pessoa que pode te ajudar e essa pessoa é você mesmo, ou seja, não conte com os outros conte apenas consigo mesmo.

    QUARTO: e mais importante, aprenda com essa situação, evolua em todos os aspectos da sua vida. Você vai se reerguer aos poucos, e de valor para cada pequena vitória que conseguir, depois de um tempo com as coisas ruins é importante aproveitar os poucos bons momentos.

    Hoje eu não estou onde me imaginava a 10 anos atrás, mas estou me recuperando, estou fazendo planos para continuar estudando, estou lendo bons livros, voltei a curtir a vida e mais importante, apesar de todas as dificuldades não aceitei o fracasso e consegui me reinventar, e tenho certeza que você fará o mesmo.
  • Emerson Luis  02/02/2019 16:29

    Trabalho não é família, nem religião, nem clube social.

    * * *


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