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Trabalhadores e capitalistas não são inimigos, mas aliados - como dolorosamente comprova a Venezuela
Quem destrói esta relação mutuamente benéfica é o governo

Mão-de-obra e capital são dois fatores de produção. Nossa prosperidade depende de quão eficientemente eles são alocados.

A mão-de-obra, como todos sabem, diz respeito aos trabalhadores humanos. Quanto mais capacitados e preparados são os trabalhadores, maior tende a ser a qualidade do bem ou serviço produzido.

Mas apenas uma mão-de-obra bem preparada e capacitada não basta. Ela precisa ter à sua disposição um capital de qualidade. E o que seria este capital?

Grosso modo, capital é tudo aquilo que aumenta a produtividade da mão-de-obra. Capital são todos os ativos físicos das empresas e indústrias que tornam o trabalho humano mais eficiente e produtivo. São as instalações, os maquinários, as ferramentas, os estoques, as edificações, os meios de transporte, os equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma empresa qualquer.

Assim como um trator multiplica enormemente a produção agrícola em relação a uma enxada, o uso de máquinas e equipamentos modernos multiplica enormemente a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários e, em última instância, o padrão de vida de uma sociedade.  

Se você quiser que uma economia produza mais, suas únicas opções são alcançar uma ou mais das seguintes alternativas:

* Mais capital.

* Mais mão-de-obra.

* Um uso mais eficiente do capital disponível.

* Um uso mais produtivo da mão-de-obra disponível.

Ou seja, trabalho e capital são dois ingredientes que determinam o desempenho de uma economia. Mais do que isso, eles são complementares: trabalhadores se tornam mais produtivos e ganham maiores salários quando investidores e capitalistas compram máquinas e aprimoram a tecnologia.

Em outras palavras, os marxistas e os socialistas estão completamente equivocados ao afirmarem que trabalhadores e capitalistas são inimigos mútuos. A realidade é oposta: quanto mais capitalistas, maior o padrão de vida dos trabalhadores. E nem é preciso uma profunda teoria para refutar essa ideia marxista: apenas olhe ao redor do mundo e compare a prosperidade dos trabalhadores em economias mais voltadas ao mercado com as privações dos trabalhadores em economias estatizadas.

capital.jpg

No eixo Y, a quantidade de capital investida por trabalhador; no eixo X, a renda por trabalhador. Fonte: Economic Growth

Entra a Venezuela

Toda essa teoria se torna dolorosamente clara ao lermos essa reportagem do Wall Street Journal sobre o atual inferno socialista da Venezuela:

A multinacional irlandesa Smurfit Kappa, líder em embalagens de papelão ondulado da Europa e uma das principais empresas de embalagens de papel do mundo, anunciou recentemente sua saída da Venezuela, alegando impossibilidade de manter sua produção perante as destrutivas políticas implantadas pelo governo socialista de Nicolás Maduro. Foi mais uma multinacional a sair do país.

Mas este caso trouxe uma reviravolta. Centenas de empregados venezuelanos da empresa, que dependem da multinacional irlandesa para transporte, educação, moradia e alimentos, continuam aparecendo diariamente na empresa querendo trabalhar. Eles se revezam em turnos para proteger todo o pesado maquinário ocioso contra roubos e saques, algo que se tornou uma desenfreada rotina à medida que a Venezuela se afunda na hiperinflação e no caos econômico. [...]

"Socorro, precisamos de um patrão aqui! Estamos desesperados!", disse Ramón Mendoza, funcionário há 17 anos da divisão florestal da Smurfit. "Estamos apavorados porque só agora estamos vendo que a única coisa que o governo sabe fazer é destruir absolutamente tudo, todas as empresas."

O sofrimento destes trabalhadores ressalta a devastação que as comunidades rurais venezuelanas estão vivenciando à medida que as empresas privadas vão se retirando daquele país que já foi não apenas o mais rico da América Latina, como também o quarto mais rico do mundo.

A economia já encolheu 50% nos últimos quatro anos.

A única exclamação que me vêm à cabeça após ler a declaração do senhor Mendoza é: uau! Ele de fato entendeu exatamente o que se passa: "a única coisa que o governo sabe fazer é destruir absolutamente tudo".

Eis outro trecho do artigo:

Os trabalhadores que vivem perto da empresa haviam recebido empréstimos a juros zero da Smurfit para suas casas. Os residentes afirmaram que, com a saída da empresa, eles não mais podem contar com as quatro ambulâncias que a empresa bancava para servir às comunidades ao redor.

Na Escola Técnica de Agricultura, que fica na cidade de Acarigua e que foi inteiramente financiada pela Smurfit, aproximadamente 200 crianças que viviam na extrema pobreza passaram a receber educação, moradia e também refeições quentes, as quais se tornaram um luxo após o colapso das escolas públicas do país.

Ao longo de duas décadas, muitos dos formandos desta escola técnica foram trabalhar na Smurfit. O ano acadêmico deveria começar em 1º de outubro, mas, sem dinheiro para alimentar e transportar os estudantes, há apenas silêncio nos corredores e nas salas de aula. "É como se todo o nosso futuro tivesse sido repentinamente abolido", disse a senhora Sequera.

Agora, atenção para o trecho a seguir. O governo venezuelano não apenas não faz a mais mínima ideia de como consertar a baderna que ele próprio provocou, como os próprios trabalhadores estão rejeitando o ideal socialista de assumir o controle dos meios de produção.

Nos últimos dias, a administração Maduro afirmou que havia encontrado uma solução para as instalações da Smurfit: os trabalhadores iriam eles próprios administrá-la. O governo não irá estatizá-la, mas nomeou um comitê temporário para ajudar a reiniciar as operações.

O Ministério do Trabalho não ofereceu detalhes de como iria substituir toda a rede de distribuição da Smurfit, por meio da qual a empresa abastecia suas subsidiárias em outros países. No entanto, os próprios trabalhadores vieram a público dizer que eles não querem e não são capazes de gerenciar as instalações, e insistem que querem ter patrões — mas desde que não sejam funcionários do governo.

"Sabemos como transportar a madeira daqui para a fábrica. Mas não sabemos nada sobre finanças e marketing", disse o senhor Mendoza.

Novidade nenhuma, é claro. Isso é divisão do trabalho pura e simples. Se operários fossem igualmente capacitados para também efetuar tarefas administrativas, eles formariam cooperativas e seriam eles seus próprios patrões. Só que, ao contrário do mundo cor-de-rosa imaginado por socialistas, nem todo o operário é qualificado para efetuar também questões financeiras e gerenciais. Nem todo operário pode assumir o controle dos meios de produção com a mesma competência de empreendedores e capitalistas. Com efeito, nem todo operário quer se tornar um empreendedor.

É interessante constatar como um simples e rotineiro exemplo venezuelano jogou por terra todo um enorme arcabouço marxista.

De resto, é impossível não se solidarizar com os trabalhadores (agora sem patrões) da Smurfit. Eles simplesmente querem trabalhar honestamente em troca de um salário honesto. Eles não querem brincar de revolução, não querem ficar sem patrões e nem muito menos assumir o controle dos meios de produção. Querem apenas continuar trabalhando, algo tornado impossível pelas políticas socialistas adotadas pelo governo da Venezuela.

Conclusão

Não, não estou insinuando que patrões são motivados por um profundo amor a seus empregados. Tampouco estou dizendo que empregados são motivados a criar lucros para as empresas para as quais trabalham. Ambos os lados estão em um constante cabo de guerra para definir como cortar o bolo. Isso vale para todas as áreas.

Mas há dois pontos a serem constatados.

1) O bolo só cresce quando os mercados têm liberdade para funcionar, e esse crescimento do bolo beneficia tanto patrões quanto empregados.

2) A ideia de que empregados assalariados estarão em melhor situação caso fiquem sem patrões e assumam o controle dos meios de produção não passa de um mero devaneio adolescente, algo que faz sentido apenas na mente de intelectuais socialistas.



autor

Daniel Mitchell
é membro-sênior do Cato Institute e especialista em política fiscal e o fardo representado pelos gastos do governo. É também membro do quadro editorial do Cayman Financial Review.


  • Juliano  19/11/2018 16:36
    Outro dia meu primo, que é de esquerda, disse que a explosão do número de pessoas vendendo marmitas, quentinhas e comidas mais baratas (como pizzas a preços populares) era uma "consequência nefasta" da reforma trabalhista de Temer. Segundo ele, "gente que poderia estar em melhor situação trabalhando com carteira assinada e repleta de direitos está agora tendo de se virar empreendendo, e sem direito nenhum".

    Aí eu perguntei: "Ué, mas não é exatamente esse o sonho da esquerda, abolir os patrões e transformar trabalhadores em donos dos meios de produção?"

    Ele se surpreendeu com a incoerência, gaguejou e até hoje não me respondeu.
  • Humberto  19/11/2018 16:44
    Seu primo teve o insight correto, ele apenas se embananou ao constatar que a realidade contradiz sua teoria adolescente.

    A esmagadora maioria das pessoas comuns, quando apresentadas às alternativas da vida, prefere muito mais apenas ser empregada (com vários direitos e zero preocupações) do que ter de empreender (zero direitos e um mundo de preocupação).

    Eu mesmo nunca tive vontade de empreender. Não no Brasil. Trabalho, poupo ao máximo e vislumbro uma aposentadoria precoce. Apenas sigo as lições do Pai Rico, Pai Pobre: primeiro você trabalha pelo dinheiro; depois coloca o dinheiro para trabalhar pra você.

    Empreender no Brasil (aliás, na América Latina) pode dar cadeia. Muito mais tranquilo ser empregado. Jornada de trabalho definida, vários direitos, e não precisa de esquentar cabeça com nada.
  • Lucas  19/11/2018 16:45
    Acreditar que todos os assalariados querem virar empreendedores é delírio pueril da esquerda. Tenho um parente que é dono de restaurante a quilo. Trabalha igual a um camelo. Diz ele que se alguém oferecer a ele carteira assinada e direitos trabalhistas (férias pagas, 13º etc.), vende tudo e aceita na hora.
  • Mais um louco que acredita nesses país  19/11/2018 20:01
    Onde roubo se torna direito ?
    Resposta : Países Social Democratas ( socialismo democrático ), Socialistas, Comunistas, mais estatistas ,....etc.

    ( FGTS, 13º , auxílio doença, insalubridade, Férias remunerada, INSS, PIS, e por ai vai ) Tudo isso faz parte do salário que o Empregador paga para o Empregado. O Empregador simplesmente não pode de lhe dar , pois a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA( governo) não deixa, se ele o fizer vai para cadeia.

    Quando uma EMPRESA fecha o Empreendedor perde tudo o que levou uma vida para construir, enquanto o Empregado perde somente seu salário. Os riscos e incertezas estão todos em cima do Empreendedor, por isso é ganha mais que o trabalhador assalariado.

    Nunca me esqueci do dia que descobri meu salário REAL, quase morri de raiva. Jurei para mim mesmo que nunca mais iria trabalhar de Carteira na minha vida outra vez. Depois disso faço qualquer coisa para ganhar meu dinheiro sem ter a ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA ( governo ) no meu pescoço. Pobre coitado daquele que ainda vive na escuridão. Seu futuro e de suas famílias estão comprometidos até que consigam enxergar isso.
  • Felipe Lange  19/11/2018 18:30
    Eu acredito que os empreendedores sempre serão minoria em qualquer sociedade humana, porque empreender implica em sair da tendência humana à zona de conforto.

    O assalariado tem vantagens e desvantagens, assim como o empreendedor. Aí a preferência irá variar de indivíduo para indivíduo.

    Sempre quis empreender aqui no Brasil, melhor coisa é fazê-lo fora daqui. Tem gente que vai dizer o contrário, mas em dada circunstância, por aqui e para minha realidade, não dá. Na informalidade você fica estagnado e pode ser preso (e depois contrair HIV), no jeito "legalizado" é aquele inferno. Entretanto, eu reconheço o heroísmo dos empreendedores honestos aqui no Brasil.
  • Eduardo  19/11/2018 16:40
    Ótimo artigo. Gostos destes que aliam teoria e prática. Obrigado.
  • Breno  19/11/2018 16:41
    Sim, trabalho e capital são aliados naturais. Ambos têm um interesse em comum. Somente a intervenção do governo (o que inclui sindicatos protegidos pelo governo), seja fornecendo tratamentos especiais para um dos lados, ou mesmo incitado um lado contra o outro, pode fazer com que se tornem adversários.

    Estamos avançados no século XXI e "intelequituais" ainda não entenderam isso.
  • André Vitório  19/11/2018 16:56
    Gostaria que os amigos do IMB dissertassem referente à questão dos médicos cubanos.
  • Leitor  19/11/2018 17:03
    1) Mão de obra estrangeira, que vem para trabalhar livremente, é sempre bem-vinda.

    2) Mão de obra estrangeira que é utilizada como fachada para sustentar regimes ditatoriais e homicidas é algo ética e moralmente intolerável.

    3) Se 85% do dinheiro utilizado para financiar essa mão de obra é desviado para sustentar uma ditadura homicida, então o programa nada mais é do que uma fachada para bancar a boa vida de tiranos.

    4) Se essa mão de obra não tem nem sequer o direito de escolher como quer trabalhar, então o programa é escravagista.

    5) O programa Mais Médicos nada mais é do que um truque (genial, devo confessar) utilizado pela ditadura cubana para ganhar dinheiro. O regime envia médicos para rincões do país (onde qualquer coisa serve) e, em troca, recebe bilhões de dólares, que vão diretamente para as contas bancárias da alta hierarquia cubana. E o resto do mundo bate palmas, acreditando o programa é "humanista".
  • Lucas  19/11/2018 17:17
    Perfeito!
  • Comunista de Facebook  19/11/2018 17:38
    Esta foto refuta sua resposta.

    O que a classe operária produz, pertence a classe operária!
  • Libertariozinho  19/11/2018 17:52
    Coletivos não produzem nada. Quem produz são indivíduos.
    O indivíduo operário não possui o capital nem o meio necessário para produzir, e, sem isso, não há produção. Por isso se associa livremente com um capitalista que o tenha.
    Ambos ganham e não há nada de errado nisso.
  • Peruano  19/11/2018 20:16
    Não, não refuta. Os médicos cubanos podem sair do país e trabalhar de forma independente? Se não podem (e não podem), então são escravos. Simples.
    Um trabalhador assalariado na iniciativa privada ESCOLHE trabalhar pros seus patrões em troca de dinheiro, por isso não é, nem de longe, o mesmo caso dos cubanos.

    E a prova disso está na onda de escolha dos cubanos em preferirem ficar no Brasil e mandarem o governo cubano pra PQP.

    Comunistas não conseguem entender o que significa liberdade e consentimento. Por isso ainda levam a sério idiotices rasas como mais-valia.
  • marcelo lanzara  23/11/2018 16:47
    Essa foto/discussão é absurda! Apenas lembrando que na escravidão inexiste salário! Sendo assim, são fatos incomparáveis.
  • Felipe Lange  19/11/2018 21:01
    Muito boa resposta. Acho que o Leandro ou outra pessoa poderia fazer um artigo sobre, até abordando sobre o fato de haver pouca demanda por parte desses médicos para irem em cidades no interior do Brasil. Eu como morador de interior há mais de 20 anos, já posso deduzir: é nessas cidades onde o intervencionismo mais causa estragos, a infraestrutura é simplesmente uma bela porcaria (quem já passou por interior nordestino sabe do que estou falando; nunca mais reclama do interior paulista), além de outros fatores. Em São Paulo é muito mais fácil dispersar os altos custos da burocracia. E em uma cidade de 20 mil, 30 mil habitantes?
  • Pablo Ivo  20/11/2018 14:45
    O capital além de melhorar as condições de vida do operário por aumentar sua eficiencia, aumentando em cascata o valor da sua mão de obra, ainda fornece produtos mais baratos pra esse operário, já que com mais eficiencia pode-se reduzir os custos e assim aumentar a margem de lucro, mesmo diminuindo o preço do produto. O sistema todo ganha com o livre-mercado/livre-associação, só quem não ganha é o político e o burocrata que perdem moeda de troca.
  • Rafael Carvalho  13/12/2018 20:10
    Uns dias atrás me caiu um insight na cabeça como um bloco de granito. Ao ler sobre o esquema "genial", me lembrei do caso. Anos atrás quando ainda estudante, estagiei na Prefeitura daqui, mais especificamente na Secretaria de Meio Ambiente. Dentre vários funcionários, alguns indicados, outros concursados; havia um que aparecia lá todos os dias por volta de 9 da manhã, cumprimentava a todos em todas as salas e sumia. Este era seu horário de trabalho. Não tinha função ou cargo. Descobri depois que era concursado há mais de 30 anos. Simplesmente um cabide, um chupim de dinheiro público. Notório fato era que toda última sexta feira do mês, acontecia uma "farra na secretaria". Comes e bebes típicos com bastante fartura. Como não havia bebidas alcoólicas, tinha-se apenas por uma confraternização no trabalho. Nunca soube de onde vinha o dinheiro que bancava aquilo. Saí de lá coisa de 1 ano depois. Hoje, 1o anos mais tarde, coincide de um amigo meu estar trabalhando lá e, o modus operandi permanece. O mesmo sujeito faz o mesmo ritual das 9 da manhã e desaparece. Na última sexta de todo mês, sempre a confraternização. O dado novo que descobri é que o cabide é quem banca a farra! Cara, genial! Ninguém fala nada simplesmente porque o cara criou um benefício artificial a todos do local. E daí que ele "rouba legalmente", sei lá, 80 mil por ano do dinheiro do contribuinte? Todo fim de mês tem farra. Se podam as asas dele, acabam as farras e todo mundo sai perdendo. É exatamente o mesmo caso com os curandeiros cubanos.
  • MARCOS  19/11/2018 17:21
    Uber é pirâmide financeira. Ops.
  • Eduardo  19/11/2018 18:10
    Algum fundamento para seu ponto de vista?
  • MARCOS  19/11/2018 20:00
    A renumeração dos ubers motoristas cobre somente trabalho de pegar passageiro, causando a ilusão do motorista que ele tem dinheiro. O dinheiro investido no carro vai se esvaindo.Por isso é pirâmide.Na verdade ele não tem dinheiro, é uma ilusão de pegar nas notas somente(ilusão de ação), como nas pirâmides.Por favor, não me fale que só trabalha quem quer!
  • ed  19/11/2018 19:37
    Provavelmente ele quer dizer que os motoristas devem estar pagando para trabalhar pois o que o uber repassa para ele não deve compensar os custos.

    Não sei se isso é verdade. Talvez seja, mas e daí?

    Como consumidor do Uber isso não é problema meu.

    O capitalismo não é um sistema feito para garantir lucros para trabalhadores ou empresários.
    Ele é feito para satisfazer o consumidor.

    Sendo assim, pouco importa para mim se o Uber e seus motoristas possuem lucro ou não.
    Tudo o que importa para mim é se o Uber consegue me fornecer transporte com qualidade e preço que eu aceite pagar.

    Como fazer isso dando lucro? Problema do Uber e seus motoristas. Não meu.
  • Guilherme  19/11/2018 20:06
    Outro dia peguei um Uber e conversei com o motorista. Imaginei que iria ouvir choradeira, mas ele disse que trabalhando sete dias por semana, até 12 horas por dia, consegue tirar R$ 7.000 por mês líquido (ele só abastece com álcool).

    Se isso é ser explorado eu também quero ser.
  • anônimo  19/11/2018 20:13
    R$ 7 mil eu acho que o cara deu uma floreada. Mas R$ 5 mil líquido eu sei que dá (fazendo Cabify, Uber e 99). Mas tem que trabalhar que nem um louco.
  • Felipe Lange  20/11/2018 11:43
    Quem dera. Mesmo que eu ganhasse líquido R$3000 mil, na minha realidade, eu estaria satisfeito. Acho que tem um nicho a ser preenchido aqui em Muzambinho, já que falta um transporte que preste.
  • Motorista de Uber  20/11/2018 10:08
    Qualquer motorista Uber já é o 10% mais rico do Brasil.
    Trabalhando na Uber 6 dias por semana 12 horas por dia na grande SP e cidade de SP sem muitos truques é possível tirar R$3.500 mensais líquidos, já pagando todas as despesas com o veículo. Se aprender as manhãs da coisa é possível chegar aos R$4.500 a R$5.000 líquidos. Mais que suficiente para ser o 10% mais rico deste país.

    A choradeira é normal, afinal hemorróidas e dinheiro ninguém diz que tem.
  • Alexandre Dias  20/11/2018 15:25
    Se fosse verdade que motorista de aplicativo "paga para trabalhar" o modelo de negócio seria simplesmente inviável.

    A maior prova de que afirmações com esse teor são mentirosas é que a maioria dos que reclamam não abandonam a atividade.

    Puro chororô...
  • Neusa Eelias  20/11/2018 19:42
    Você não entende: é uma pirâmide. Os mais antigos saem com o prejuízo do carro envelhecido e entra os novos. Pirâmide é assim.Os que envelhecem o carro têm que sair. é por isso que o Uber paga os Youtubers para conquistar novos motoristas.Informe-se como Marlon(youtuber).O que o cara ganhou não cobre o carro envelhecido e é por isso que os taxistas tinham ou têm desconto nos carros ao comprar.
  • Daniel Alves da Silva  22/12/2018 02:25
    verdade conheço 3 todos eles saíram quando deu problema no motor, tem ums que se deram mal mais cedo, caíram na burrice de comprar carro com cambio automatizado, ai chega nos 90 mil km é 7 conto de preju com o carro parado por uma semana. observa a quilometragem do carro quando eles saem, a maioria é entre os 180 mil km e 200 mil km. quando se soma o fim da vida útil da maior parte das peças.
  • Professor  19/11/2018 18:16
    Quando se entende que a mão-de-obra combinada com o capital permite que o trabalho produza bens e serviços que indivíduos consumidores apreciam, o que por sua vez eleva a remuneração da mão-de-obra, toda a visão de mundo de Marx é imediatamente virada de ponta-cabeça.

    O capital não explora o trabalhador. Ao contrário, ele aumenta o valor da mão-de-obra ao fornecer ao trabalhador as máquinas e ferramentas de que ele necessita para produzir bens e serviços que os indivíduos valorizam.

    Não fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas (maquinário, ferramentas, matéria prima, insumos, instalações etc.), a mão-de-obra não teria como produzir estes bens de qualidade altamente demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda.

    O capitalismo é fundamentalmente um processo de comunicação por meio do qual os seres humanos tentam decidir qual a melhor maneira de utilizar recursos escassos de modo a satisfazer os mais urgentes desejos e necessidades.

    Transações comerciais e preços de mercado são a maneira como nós consumidores explicitamos para os capitalistas, empreendedores e trabalhadores as nossas percepções subjetivas de valor, de modo que eles então possam encontrar a melhor maneira de nos fornecer as coisas que mais valorizamos.
  • Filho do Capital Imoral  19/11/2018 18:21
    Vocês não conseguem enxergar a culpa do imperialismo Americano nisso tudo? Vocês realmente puxam o saco de Norte Americano sem o menor pudor... Viva a resistência de Maduro!! Vai praticamente sozinho derrubar o câncer do mundo, o País mais nojento, O United States of Swines Capitalists
  • Lucas-00  19/11/2018 20:57
    Prefiro seu pai.
  • Insurgente  20/11/2018 17:04
    Menino, kd seu pai?
  • Paulo Samuel  19/11/2018 19:25
    Nada a ver. A Venezuela sofre da doença holandesa - e não venham com perguntas infantis como: a Holanda está doente? Já esteve à época do termo, mas corrigiu o rumo. Ou seja, a economia venezuelana era dependente de um único produto, o petróleo, não diversificou sua matriz produtiva e, por isso, dirimiu-se diante da queda do preço do barril no mercado internacional.
  • Fabrício  19/11/2018 20:07
    Dá até pena de gente que realmente pensa isso. Se o culpado pelo colapso da Venezuela é o petróleo, então por que países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait e Catar não desapareceram do mapa?

    A esquerda não tem muito o que justificar sobre a Venezuela simplesmente porque o regime venezuelano implantou exatamente todas as políticas defendidas por toda a esquerda que se opõe a uma economia de mercado.

    Trata-se de um programa marcado por controle de preços, estatizações e expropriação da propriedade privada, generosos programas assistencialistas, planejamento centralizado, e uma infindável retórica sobre igualdade, redução da pobreza e, acima de tudo, combate aos "neoliberais".

    Graças às políticas de controle de preços, de impressão desmedida de dinheiro, de estatização de fábricas e de lojas (até mesmo hotéis foram estatizados), absolutamente tudo está em falta no país.

    Tais medidas do governo destruíram de maneira tão completa o pouco que restava de capitalismo, que o desabastecimento se tornou geral. Aquele país que já teve a quarta população mais rica do mundo vivencia hoje uma escassez geral, com racionamento de papel higiênico, comida, cerveja, eletricidade, água e remédios. Até mesmo os hospitais ficaram sem papel higiênico e sem remédios. A taxa de mortalidade de recém-nascidos disparou.

    O próprio presidente venezuelano Nicolás Maduro fez a gentileza de explicar tudo ao mundo: "Há dois modelos: o neoliberal, que destrói tudo; e o chavista, que é centralizado no povo".

    E não há petróleo que possa resistir a isso.


    P.S.: vá lá dizer a Maduro que ele é inocente e que o culpado de tudo é o petróleo. Nem ele próprio afirma isso.
  • Peruano  19/11/2018 20:50
    O IMB deveria fazer uma cronologia, toda detalhada, de como foi a implementação democrática do socialismo no país.

    Aposto que jamais terá outro exemplo de país que fez exatamente todas as políticas defendidas pela esquerda socialista de forma democrática como Hugo Chavéz fez (e exatamente por isso era tão adorado como Fidel Castro).

    Se o governo venezuelano "parou no caminho", é simplesmente porque o país faliu e não faz sentido continuar o processo quando o país morreu pelo caminho.
  • MARCOS  19/11/2018 19:55
    Me desculpe professor, o UBER não fornece ferramentas de trabalho. È o carro novo do motorista que vai se desvalorizando e vira lixo.O capital inserido na compra do veículo é transferido para ao Uber, que usa a base da pirâmide como mão de obra giratória. É por isso que ele renumera quem chama mais ubers. Pirâmide financeira é crime no Brasil.
  • André  19/11/2018 22:03
    Isso é o básico da economia! Mas querer que os esquerdóides saibam o básico do capitalismo é uma afronta aos "jenios"!
  • Nicholas  19/11/2018 23:39
    Pessoal, preciso de algumas indicações, se possível. Já acompanho as postagens do site há algum tempo e queria iniciar leituras sobre a Escola Austríaca, entretanto não sei qual livro é o mais indicado para começar. Se puderem me indicar algum eu agradeço !
  • Insurgente  20/11/2018 17:09
    Vc acompanha a quanto tempo que ainda não foi curioso suficiente para ir até a biblioteca e dar uma pesquisada? www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99
  • Imperion  19/11/2018 23:48
    Socialismo é tirar de quem produz para repassar a quem não produz. O regime vive de criar trabalhos sem importância só pra distribuir o que tirou de quem produz.

    Fazendo uma conta, todo mundo gostaria de ter sem produzir. Sem ter que trabalhar realmente. Daí apóia o roubo alheio. Só que ano apos ano sob o comunismo, o número dos que trabalham diminui e o dos que recebem sem trabalhar aumenta.

    Fala se muito em greve nas esquerdas, mas quando quem produz faz greve, a escassez impera. Não há o que roubar e redistribuir porque nada foi produzido. O que os socialistas querem é escravizar quem trabalha. Quando este não aceita, cruza os braços, e aí a maioria não come.

    Produtores rurais espoliados passam a produzir só o que comem. Para que produzir a mais pra matar a fome de uma população que apóia sua escravidão sem receber nada em troca? Os outros tem que trabalhar pra eu não fazer nada? Isso é um imenso mau caratismo.

    Nesse ponto o estado toma os meios de produção. Mas como fazer os trabalhadores renderem, se o bom é receber sem trabalhar? Quanto mais trabalhar pra sustentar a si e aos outros?

    A sociedade que aceita o socialismo já começa errada desde o começo. E só dura enquanto houver coisa pra roubar.

    Tem uma hora que a produção é destruída. Daí os regimes comunistas quererem espalhar a revolução: roubaram do próprio povo, agora tem que roubar dos outros.
  • Régis  19/11/2018 23:52
    As Seis Lições (Ludwig von Mises)

    Economia Numa Única Lição (Henry Hazlitt)

    O que o governo fez com o nosso dinheiro (Murray Rothbard)

    Liberalismo (Ludwig von Mises)

    A mentalidade anti-capitalista (Ludwig von Mises)
  • Peruano  20/11/2018 10:43
    Se o governo venezuelano não tivesse perseguido tanto o mercado negro, hoje teríamos mais uma máfia superpoderosa no continente.

    Se fosse traçar um paralelo com o passado, a Venezuela seria a China de Mao-Tse Tung que perseguiu e massacrou os traficantes e contrabandistas da região, ao invés da URSS que permitia a máfia russa existir.
  • holder  20/11/2018 10:54
    vale notar q esse gráfico ta numa escala log-log, então a relação é entre as grandezas é exponencial
  • Vinicius  21/11/2018 08:37
    Não é exponencial. Este gráfico é possivelmente a função y=A.x^b (que se torna linear em um gráfico log-log). Funções exponenciais ( y=A.e^(b.x)) se tornam lineares em gráficos mono-log (somente a escala vertical logarítmica)
  • Eduardo  20/11/2018 11:55
    Li recentemente sobre trabalhadores americanos que se aposentaram há uns 20 anos com folga pois recebiam mais ações da empresa como bonificação, e hoje quase não recebem, ficando a maior parte nas mãos de executivos e investidores. Por isso eles não esperam se aposentar cedo ou talvez nunca. Se houve mais acúmulo de capital e maior especialização da mão-de-obra nesses anos, por que eles recebem menos? Não me refiro à maior desigualdade mas sim ao fato de eles estarem recebendo menos mesmo
  • Magno  20/11/2018 12:44
    Nunca ouvi falar disso. Trabalhadores restringidos de obter ações? Posta aí a fonte, por favor.
  • Eduardo  20/11/2018 14:12
    exame.abril.com.br/negocios/empresas-como-a-amazon-dividem-menos-lucros-com-seus-funcionarios/
  • Guilherme  20/11/2018 14:53
    A reportagem fala o exato oposto do que você afirmou. Quem possui ações ganha mais (óbvio, ser acionista significa ser dono da empresa; querer que funcionário ganhe mais que acionista é o mesmo que querer que o balconista ganhe mais que o dono da padaria).

    O passado romantizado sobre os funcionários da Sears serem mimados e embolsarem boa parte dos lucros da empresa não tem como se aplicar hoje porque, na década de 1950, a Sears não tinha concorrência e não precisa usar seus lucros para se expandir. Quem trabalhava nela era rei. Hoje, a concorrência não permite essa doideira. Se você distribuir seus lucros para seus empregados não terá como se expandir e nem como dar descontos para bater a concorrência. Estará falido em um ano.

    Funcionário que quer receber dividendos (proporcionais aos lucros) é livre para comprar quantas ações quiser da empresa em que trabalha. Querer ganhar ações de graça e viver sobre elas é foda...
  • Eduardo  20/11/2018 15:30
    Você disse que a reportagem fala o oposto do que eu escrevi porém você fala exatamente o que afirmei, mais lucros indo para os acionistas. Só queria uma explicação mesmo. Pensei que pudesse ser isso e que essa política da Sears contribuiu para a sua falência.
  • Clever Castelar  20/11/2018 19:42
    Alguém tem grupo para descutir sobre escola austríaca? No Whatsapp.
  • Patriota Livre  20/11/2018 21:23
    Os médicos cubanos ficam com R$ 3.500,00 e com esta soma gastam digamos R$ 1.800,00 com despesas pessoais e mandam para suas famílias R$ 1.700,00 o que dá mais ou menos US$452,00 e isto em Cuba é uma fortuna,ou seja a Ditadura cubana fica feliz ,o médico cubano fica feliz e a família dele fica feliz...assim pensam os esquerdistas,mas estes médicos livres eles doariam para a ditadura cubana todo este dinheiro e sem falar que tanto a transferência para o governo cubano e para a família do médico é convertida em dólar,ou seja o governo cubano só perde a parte que ele gasta com suas despesas pessoais se é que ele gasta mesmo R$ 1.800,00,enfim este programa é uma indecência,dizem que é para pagar os custos com a formação do mesmo,mas hora bolas ele paga imposto para ter educação e o governo com este programa está cobrando dobrado dele,meu Deus com o governo é opressor e a ditadura cubana passa dos limites neste quesito,graças a Deus estou livre deste lixo tóxico que é o estatismo estatólatra,onde analisar as coisa com bom senso só aqui em Mises.
  • Felipe Lange  21/11/2018 01:11
    Pessoal, qual era a finalidade e os reais interesses do Benito Mussolini em ter implantado a Carta del Lavoro em 1927?
  • Pérsio   24/11/2018 17:42
    Caro Felipe,
    Provavelmente, Mussolini queria agradar tanto a gregos quanto a troianos. Ou seja, a legislação "trabalhista" da Itália fascista deveria, ao mesmo tempo, acalmar os empresários e os sindicatos (em sua maioria, ligados ao Partido Comunista). Se o resultado final foi bom ou não, a questão está aberta. Mas o fato é que o Getúlio Vargas também se baseou na Carta del Lavoro para elaborar a famigerada CLT.
  • Douglas  09/12/2018 11:10
    www.bbc.com/portuguese/internacional-46483717

    É por reportagens como essa que nunca "a massa" vai entender porque políticas socialistas não funcionam. Se vir um novo governo defendendo as mesmas coisas (como tabelamento de preços, nacionalizações e impressão de dinheiro) e não chamar de socialismo, vão acreditar, apoiar com fanatismo e terá os mesmos resultados do passado.

    Segundo os brilhantes formadores de opinião, a culpa da crise é por causa da queda do preço do petróleo (vale lembrar que o preço não está baixo, está no mesmo preço que estava em 2000). Mas então eles precisam explicar para o público porque Emirados Árabes Unidos, Arabia Saudita, Rússia e Noruega (só pra citar alguns) não estão na mesma situação que a Venezuela.

    Jornais que deveriam vir a público e explicar de uma vez por todas porque a Venezuela morreu é a Folha e o Estadão, mas parece que os jornalistas brasileiros possuem rabo preso com a "intelligentsia". Eu já lavei as minhas mãos.
  • anônimo  10/12/2018 02:55
    A Folha reproduziu esse texto. Ignorância econômica é mato na América Latina.
  • Emerson Luis  14/12/2018 18:41

    Administrar, gerenciar, empreender, liderar são atividades como quaisquer outras: envolvem aprendizado, mas também requerem certo talento/pendor.

    Não é só questão de "chance", nem todo mundo possui talento e disposição para determinadas atividades, por mais treinamento e oportunidades que receba.

    Mas para entender isso é necessário aceitar que cada pessoa tem sua individualidade.

    * * *
  • Humberto  14/12/2018 19:51
    E tomara que nunca o Partido Socialista saia do poder por lá. Quem sabe assim, os outros países próximos percebam que esse é o futuro de um país que toma seguidas políticas socialistas sem nenhuma interrupção.

    Não bastasse os exemplos da URSS e de Cuba, parece que ainda não aprenderam o que o socialismo é capaz de fazer num país.
  • junior  28/07/2019 00:22
    Empregado é abençoado e patrão Deus abençoou.



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