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A diferença entre ganhar dinheiro e fazer dinheiro - as três lições de vida de um vendedor de água
A independência financeira não depende de educação formal, mas sim de conhecimento prático

Por muitos milênios, toda a educação recebida pelas crianças tinha utilidade prática e estava totalmente integrada ao trabalho diário que garantia a sobrevivência da família.

As crianças acompanhavam os seus pais nas tarefas diárias, como pequenos aprendizes ou discípulos dos mais experientes. Todos os mais velhos eram os nossos professores, encarregados da tarefa de transmitir conhecimentos e experiências de grande utilidade prática.

Observando e praticando, as crianças aprendiam para sempre. Ainda na juventude, elas já sabiam plantar, caçar, lidar com os animais que criavam, preparar e conservar alimentos, produzir suas próprias ferramentas, habitações e suas armas de caça.

O ensino tinha um propósito claro e objetivo. A vida era a sala dentro de uma grande escola. Clique na figura para assistir ao trailer de um filme com imagens que retratam isso, de como um menino se transformava em um macho alfa.

A teoria era apresentada junto com a prática em situações reais da vida, coisa que nenhuma lousa digital, nenhuma realidade virtual dentro de uma sala climatizada é capaz de oferecer.

Aprender, trabalhar e viver eram uma coisa só, impossíveis de ser separadas. Desde cedo, ficava muito claro para o jovem a importância do conhecimento na sua prática diária, pois disso dependia a sua própria sobrevivência e a qualidade de vida dos seus futuros descendentes.

O jovem atingia a vida adulta com uma visão proativa da vida, ou seja, ele sabia que para tudo ele precisava aprender, pensar e agir com antecedência. Ele sabia que as coisas só aconteciam se ele fizesse o que precisava ser feito, da forma que deveria ser feito.

Se o objetivo fosse comer, o jovem entendia que precisava primeiro plantar. Para isso era necessário preparar a terra, semear e cultivar para, finalmente, ter o direito de desfrutar de uma lavoura repleta de consequências dos seus atos, ou seja, repleta de alimentos e mais vida a ser vivida.

Para caçar também era necessário planejamento, estratégia, respeito aos ciclos de migração e reprodução dos animais, além de muita coragem e autocontrole para enfrentar os riscos da caçada.

O jovem aprendia que as teorias, junto com a prática diária, poderiam construir um mundo farto, próspero e seguro para ele na vida adulta. Ele percebia que a vida que as pessoas tinham no futuro era uma consequência de todo o preparo passado e de todas as ações realizadas no presente.

A educação hoje

Nos dias de hoje, as coisas estão bem diferentes.

As crianças abrem uma das "caixas mágicas" que existem na cozinha e encontram os seus alimentos preferidos. Elas não entendem direito o que estão comendo, não sabem como aquilo foi produzido ou de onde veio. Com o tempo, elas aprendem que existe um lugar mágico de onde podemos retirar todos os alimentos que gostamos (supermercado). Para isso, você só precisa ter um "retângulo de plástico" que também é mágico. Você o coloca em uma máquina, aperta alguns botões e então deixam você levar aquilo que quer para casa.

As crianças aprendem que, para ter um "quadrado mágico", elas precisam primeiro ir à escola, todos os dias, durante toda a infância e juventude.

A escola também é um lugar mágico. É um lugar onde colocamos nossos filhos acreditando que basta isso para que eles saiam de lá sabendo toda a teoria de que precisam para ter sucesso na vida e na prática do nosso tempo.

Em algum momento da nossa história, as famílias resolveram aceitar terceirizar a educação por meio dos modelos de escola que temos hoje. O próprio estado se encarregou de criar uma "educação padronizada", que nivela todas as pessoas. Essa educação é aplicada em série (como em uma fábrica) na vida de todo novo cidadão, não importando suas qualidades, habilidades, desejos, sonhos, necessidades e a realidade prática da vida.

Assim, começamos a criar uma coisa padronizada chamada "povo", que mais lembra um rebanho de pessoas que possuem uma mesma visão de mundo, uma visão cada vez mais padronizada, passiva, dependente e limitada.

Toda criança está condenada a ficar várias horas por dia sentada, imóvel e em silêncio dentro de uma sala, olhando para um adulto que fala, fala e fala sobre coisas distantes, teorias sem prática, sem vivência, sem conexão com a realidade e que não faz sentido para a criança.

Esses adultos que falam coisas sem sentido para as crianças também já foram crianças e aprenderam tudo o que sabem exatamente da mesma forma. Muitos jamais vivenciaram de forma prática aquilo que ensinam. Apenas aprenderam a repetir o que ouviram.

Perceba o paradoxo. A natureza trabalhou por milhares de anos nos aprimorando. Ela preparou o nosso cérebro para aprender por meio dos exemplos e do conhecimento adquirido com a prática, de forma proativa, no convívio diário com os nossos pais e com os mais velhos. E então, do nada, resolvemos jogar fora toda essa "tecnologia natural". Criamos essa coisa chamada escola.

Todos sabem que o oferecido pela escola é muito pouco para preparar alguém para os dias de hoje. O método é ineficiente e incompleto. Mas, mesmo assim, um grande esforço é feito para manter tudo da forma que está.

A padronização desse tipo de educação que temos hoje é tão importante para manter a sociedade da forma como ela é, que o STF decidiu proibir que os pais assumam o papel da escola na vida dos seus filhos. É claro que nem todos os pais podem fazer isso, mas os que podem estão proibidos de fazer.

O conhecimento prático que irá trazer a sua liberdade financeira

Para superar essa deficiência, é muito importante que você estimule (na sua vida e na vida dos seus filhos) a união da teoria com a prática. O uso prático e inteligente do pouco que sabemos é mais importante do que saber muito sem uma prática inteligente.

Isso é o que podemos chamar de sabedoria.

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Seguindo a mesma lógica, as crianças aprendem matemática na escola, mas não aprendem como ela pode ser útil. As crianças sabem o que é dinheiro, mas ninguém as ensina como é possível "fazer dinheiro".

O dinheiro é algo que precisa ser feito por cada um. O próprio termo "ganhar dinheiro" deveria ser substituído por "fazer dinheiro". Tanto é que, em inglês, a expressão "make money" (fazer dinheiro) é utilizada indistintamente com o sentido de ganhar dinheiro e fazer dinheiro.

O próximo vídeo é bem conhecido na internet. Foi gravado por uma pessoa simples que vende água na praia. Não sei muito sobre ele, mas sei que se tornou conhecido na internet e apareceu em muitos programas na TV nos últimos meses graças a esse vídeo.

Eu só não sei se as pessoas entenderam exatamente a essência do que ele fala. Em apenas 1 minuto, o autor do vídeo vai mostrar de forma clara o tipo de matemática que as crianças não aprendem na escola. Ele mostrará uma visão proativa de encarar a realidade, muito semelhante com aquela visão que as crianças recebiam dos nossos ancestrais. Ele vai mostrar como se "faz dinheiro".

É crucial que você assista a esse vídeo antes de continuar. É apenas 1 minuto.

(Atenção: não se comporte como aquele que olha para o dedo quando alguém está tentando lhe mostrar algo muito maior. Ninguém está recomendando a venda de água nas ruas como a solução para todos os problemas do Brasil e do mundo. O que importa é entender a ideia e como essa visão de mundo poderia levar muita gente a buscar soluções em vez de ficar reclamando dos problemas.)

Essa lógica que o cidadão do vídeo acima apresentou é válida para fazer dinheiro em qualquer situação: sendo um simples vendedor de água, o dono da distribuidora de água ou um bilionário dono de incontáveis fábricas de água, refrigerantes e outras bebidas, como Jorge Paulo Lemann, o empresário/investidor mais rico do Brasil.

(Há uma palestra do Lemann em que ele fala sobre o tipo de educação que ele buscou e que fez toda a diferença no seu sucesso como empresário e investidor. Recomendo efusivamente).

Isso praticamente foi perdido

Uma visão de mundo proativa, independente e mais autossuficiente já foi regra na vida dos nossos antepassados, em um tempo em que não existiam supermercados, alta tecnologia, internet ou mesmo livros.

Hoje, paradoxalmente, temos tudo isso, toda a informação do mundo é acessível por todos, custando quase nada, mas nunca fomos tão dependentes de tudo e de todos, nunca fomos tão passivos, tão dependentes dos governos, dos empregos, dos empregadores, do dinheiro alheio, das facilidades e dos comodismos que nos anestesiam e nos paralisam.

No vídeo abaixo (basta clicar para assistir já a partir do ponto certo), Rick Chester — o mesmo cidadão do vídeo acima — conta que precisou escolher entre frequentar a escola ou trabalhar. Foi forçado pela vida a escolher o trabalho. E se deu muito bem por causa desta escolha.

Rick diz que deixou a escola, mas "comeu os livros", chegando a ler três novos livros por semana. Rick poderia ter passado o resto da vida reclamando daquele homem preconceituoso que o ofendeu na praia. Ele poderia reclamar da boa escola que não deram a ele, do emprego com carteira assinada que ele não ganhou de ninguém, da infância pobre e de poucas oportunidades que ele recebeu.

Ele tinha todas as razões para reclamar de tudo e de todos, sem estar errado ao reclamar, mas esse não seria o caminho que produziria algum resultado prático, real e positivo na vida dele. Se ele fosse mais um reclamando, sua própria vida continuaria sem mudanças. Ele transformou tudo que viveu em motivação para construir a sua própria vida a partir do zero. Ele aceitou a realidade da forma como ela era e colocou a cabeça para funcionar para mudar os resultados futuros.

Observe que o Rick diz ter tido um pai que o ensinou sobre o dever de estar preparado para a vida. Vimos no início do artigo a importância da educação que recebemos dos nossos pais, exatamente como ocorria no passado. O pai de Rick ensinou a ele que situações positivas e negativas irão sempre acontecer, isso é algo inevitável e real, mas há uma coisa que podemos controlar: nós podemos fazer alguma coisa hoje para que possamos estar sempre preparados. Na oportunidade ou na calamidade, quem faz a diferença é aquele que estava previamente preparado.

O que os pais dos nossos antepassados faziam era justamente isso. Eles "construíam" crianças realmente preparadas para o mundo real.

Quando os problemas ou as oportunidades surgem, você estará preparado e proativamente fará o que for necessário para superar o problema ou aproveitar a oportunidade. Sem preparo, o problema irá lhe destruir. Sem preparo, a oportunidade será perdida. É isso o que a escola da vida nos ensina. E isso jamais é ensinado (e nem tem como ser) nas salas de aula.

A ignorância financeira e o despreparo são caros

Havia um rapaz que entregava água no meu escritório, aqueles galões de 20 litros de água mineral. Ele usava um tênis de marca famosa que custava 100 vezes os R$ 10 que o Rick utilizou como exemplo no seu minuto de empreendedorismo acima. Esse rapaz conseguiu a oportunidade de ter R$ 1.000,00 em suas mãos, mas o preparo que ele tinha só o permitiu enxergar aquele tênis.

Uma vez, esse mesmo rapaz resolveu pichar (com as iniciais de uma torcida de futebol) os corredores de vários andares de um dos prédios onde ele também entregava água. Foi descoberto pelas câmeras do prédio. Perdeu o emprego de entregador e a administração do prédio ainda abriu um boletim de ocorrência contra ele na delegacia. O preparo que esse rapaz tinha era tão pequeno que não foi possível ficar muito tempo trabalhando como simples entregador de água.

Existem oportunidades surgindo em todos os lugares, para todas as pessoas, de todas as classes sociais, mas só as pessoas preparadas conseguem ver e aproveitar essas oportunidades.

Por isso, você pode e deve começar a se preparar agora, mesmo que você não saiba exatamente para o que está se preparando. Rick não teria feito o sucesso que fez por meio do seu canal no Youtube, não teria atraído a atenção dos meios de comunicação e de empreendedores famosos, não teria feito diversas palestras e não teria palestrado em Harvard se não tivesse se preparado para algo muito maior do que o seu pequeno mundo de vendedor de água.

Conclusão

Toda transformação, todo crescimento profissional, financeiro e pessoal, acontece de dentro para fora. A mudança acontece primeiro na sua cabeça, depois na sua vida e por consequência isso vai se expandir para a vida da sua família, da sua comunidade e, em última instância, do seu país. Tudo começa dentro de você, local onde você é o responsável pela mudança.

Para finalizar, vou deixar esses últimos ensinamentos em que Rick fala de educação financeira. Ele conseguiu sintetizar em 1 minuto aquilo que vários teóricos de esquerda nunca conseguiram entender um uma vida.

Se todo dinheiro do mundo fosse tomado por alguém e depois fosse igualmente distribuído, de uma coisa você pode ter absoluta certeza: em pouco tempo, esse dinheiro retornaria para quem tem muito e desapareceria de quem tem pouco, pois o problema não está na distribuição, o problema está na capacidade de cada um fazer dinheiro, guardar dinheiro e investir dinheiro. 

O poder está naquilo que as pessoas sabem e na maneira como elas colocam em prática aquilo que sabem.

E encerro: quem disse que o conhecimento, a educação, a visão de mundo que precisamos cultivar (e que faz toda a diferença) está dentro das escolas formais? Quem disse que todo trabalho está em um emprego? Quem disse que todo dinheiro de que precisamos está em algum salário? Quem disse que as pessoas mais pobres estão condenadas a uma vida limitada?

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Este artigo foi originalmente publicado no site Clube dos Poupadores, cuja leitura é fortemente recomendada.

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39 votos

autor

Leandro Ávila
é formado em administração de empresas e se especializou em educação financeira e de investimentos. Escreveu livros sobre Independência Financeira, Investimentos em CDB, LCI e LCA, Investimentos em Títulos Públicos e em Imóveis. Acredita que o conhecimento é uma riqueza que precisa ser dividida para ser multiplicada. 

Jamais deixe de acessar seu website: https://www.clubedospoupadores.com

  • Régis  11/10/2018 16:02
    Artigo foda. Eu comecei a me dedicar a essa questão da independência financeira há 7 anos. Hoje, com 38 anos, já posso me dar ao luxo de parar de trabalhar e viver apenas com renda passiva. A liberdade que isso gera é indescritível.
  • ed  11/10/2018 16:03
    Conte mais sobre a sua historia. O que vc fez para atingir a IF?
  • Régis  11/10/2018 16:21
    Já falei na seção de comentários de outros artigos. Passei a trabalhar em casa (sou tradutor) e mudei-me para o interior do Espírito Santo, para uma cidade com custo de vida bem baixo.

    Passei a poupar freneticamente e a investir conservadoramente, mas sempre a taxas de juros bem altas. No Brasil, país que tem as mais altas taxas de juros reais do mundo, só não enriquece por meio da frugalidade quem não quer.

    Se você deixar luxos de lado, puder trabalhar de casa (hoje, com a internet, isso é cada vez mais comum), largar o consumismo e ter apenas foco em poupar e investir, em no máximo 10 anos você já estará sossegado.
    Agora, se o cara quer morar em bairro chique de São Paulo, trocar de carro frequentemente, ir pra Europa e EUA todo ano, comer e jantar bem, e gastar tudo o que ganha, aí, meu filho, nunca vai ser independente.

    Pode ganhar R$ 20 mil por mês e, se ficar desempregado, vai passar aperto.

  • Marcus Aurelio  11/10/2018 16:25
    Sou autônomo, muito competente em minha aérea (o que sempre me garantiu bons proventos), nunca trabalhei por CLT (o que me permitia reter 100% dos meus ganhos), sempre fui muito poupador e sempre fui estudioso de investimentos.

    Faço apenas aplicações conservadoras. Aplico em Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs de bancos pequenos (que têm ótimas rentabilidades garantidas pelo FGC), Debêntures e Letras de Câmbio. Ou seja, só renda fixa. (Investimentos esses gratuitos e acessíveis a qualquer pessoa com internet).

    Exceto contas, pago tudo no cartão de crédito (o que faz com que eu tenha de dar baixa em meus investimentos apenas uma vez por mês).

    Faço isso desde 2005. O que já tenho acumulado me permite parar de trabalhar completamente hoje, viver sossegadamente de renda, e ainda garantir uma boa vida para meus dois filhos (5 e 8 anos de idade) por um bom período de tempo.

    O Brasil tem os juros reais mais altos do mundo, e beira o inacreditável o quão pouco as pessoas se aproveitam disso. Aqui, se o cara for poupador e bom investidor -- além de competente naquilo que faz (o que lhe garantirá bons salários) -- já dá pra ele se aposentar bem após 15 anos de trabalho. Se tanto.

    Desconheço outro país no mundo em que recompense tanto ser poupador quanto o Brasil. E, incrivelmente, pouquíssimos se aproveitam disso.
  • Eduardo  11/10/2018 19:21
    Há pouco tempo, em uma conversa com colegas, ouvi a famosa expressão de que "é impossível ficar rico sem roubar, sem prejudicar alguém ou sendo honesto". Infelizmente é isso que está incutido na cabeça das pessoas. Isso faz com que muitas vezes a pessoa tente ocultar a sua prosperidade financeira, para não ser mal visto. Pessoas que enriqueceram honestamente deveriam ser vistas como exemplo, como inspiradores, não como monstros gananciosos.
  • Insurgente  11/10/2018 19:41
    Com quanto começou a investir?


  • Marcus Aurelio  11/10/2018 22:01
    Estava com R$ 35 mil na poupança quando comecei a pesquisar sobre investimentos. Isso foi no final de 2005.
  • Insurgente  15/10/2018 18:56
    Ok. Obrigada!
  • jax  12/10/2018 03:05
    tenho 13 mil na poupança vou começar a investir, aceito opiniões,

    obrigado.
  • Marcus Aurelio  12/10/2018 03:38
    Abra conta em corretoras (Easynvest, XP etc.) e faça seus aportes mensais, inclusive em Tesouro Direto. Abra conta também em bancos pequenos, como Intermedium e Sofisa.

    Você faz absolutamente tudo de graça e sem sair de casa. Só com um smartphone.

    Se você está mirando o longo prazo, sem necessidade de resgate antecipado, mais fácil ainda. Compre títulos atrelados à inflação e aqueles que pagam acima de 118% do CDI (tudo é garantido pelo FGC).
  • jax  13/10/2018 17:26
    obrigado pela resposta
  • Insurgente  15/10/2018 17:20
    Tesouro direto é pago com imposto e imposto é coerção.
  • Odilon Seabra  17/10/2018 17:29
    Não sou um poupador contumaz mas também não sou um perdulário. Gostei das dicas e comentários dos colegas poupadores.
    Algo que me aflige bastante é essa insegurança política nossa. Você pode se privar de muitas coisas, poupar com sacrifício e de repente vem um governo de esquerda e ameaça tomar tudo que você poupou com esforço pois considera você um vilão.
    Como posso me prevenir de um governo desses?
    É possível eu aplicar minhas economias em outro país?
  • Bitcoiner  17/10/2018 20:25
    Caro odilon.
    O instrumento do poupador libertario se chama bitcoin.
  • Francisco  11/10/2018 16:12
    A educação atual não está preparando nossos filhos nem para arrumar um emprego (que sempre foi sua autodeclarada função), imagine para as demais questões da vida. Penso até que se trata intencionalmente de um sistema de alienação coletiva.

    A educação no Brasil é tenebrosa. Ensina-se o coitadismo e o vitimismo, e isso transforma adolescentes em analfabetos financeiros e emocionais, sempre prontos a culpar o mundo por suas derrotas. E aceitamos (como nação) tamanha ignorância. Agora que o estado barrou o homeschooling, porque quer doutrinar nossos filhos, a coisa só vai piorar.
  • cmr  11/10/2018 16:58
    O Brasil não é uma nação, e sim um enorme aglomerado de nações. Tem que se assumir como tal.

    Não existe essa tal de nação brasileira.
  • Andre  11/10/2018 17:01
    Escola é uma fábrica de desempregados, se seus filhos só estão recebendo o ensino escolar regular terá 99% de chances de ser um fracassado.
    Meu pai foi um homem com extrema displicência na educação de seus filhos, o velho estude e tire boa notas, verdadeiro conselho de fracassado perdedor, mas nas minhas férias escolares este displicente homem cometia seus maiores acertos, me obrigava a ir para casa de meu avô Barnabé para ajudá-lo na pequena fazenda, aprendi que algumas plantas aparentemente inúteis possuíam muito valor em outras cidades, aprendi a convencer pessoas, a transmitir confiança, a negociar, a ser mais duro que os durões, ser mais esperto que os espertalhões, a cuidar bem do dinheiro e dos víveres que davam o dinheiro da fazenda.
    Muitos anos mais tarde, em 2014 quando o mercado de trabalho minguou e os empregos desapareceram, usei meus recursos para entrar de sócio em um projeto de fazenda tecnológica, hoje sou administrador dela com altíssimos níveis de produtividade e são tantos pedidos para consultoria que mal dou conta.
    Faz só 4 anos que usei os ensinamentos de meu avô para me tornar independente e ele sequer está aqui para ver e se orgulhar de mim.

    Obrigado vovô.
  • Rodolfo  11/10/2018 17:17
    Hoje, aos 30 anos de idade, reflito e me impressiono com a quantidade de tempo que perdemos aprendendo coisas sem aplicação prática nenhuma nas escolas e, até mesmo, nas universidades. A educação formal em todos os níveis tem que ser revista, mas ninguém terá a coragem de mexer nesse vespeiro.
  • Adriana  11/10/2018 17:40
    Também fui criada apenas para ir para a escola e tirar boas notas, minha mãe trabalhou muito fazendo salgados para eu vender na faculdade e paga-la, me formei em administração e exerci a profissão por 7 anos até que o desemprego chegou e para não passar necessidades fui fazer a única coisa que sabia, vender salgados, mas dessa vez com a experiência que obtive trabalhando com administração pude profissionalizar o negócio e hoje podemos ter uma vida digna.
    Ensinem habilidades úteis a seus filhos, vender é a mais importante delas.

    Obrigado mamãe.
  • Rodolfo Andrello  11/10/2018 16:36
    Na época do meu bisavô, o conteúdo que ele transmitiu da prática de como conduzir uma propriedade rural era basicamente o que ele via como a totalidade dos conhecimentos necessários pra que cada um de seus filhos se tornasse também um pai de família. O tempo passou e eu dificilmente conseguiria replicar aquela experiência do meu bisavô, vez que é cada vez menos provável que eu acerte a espécie de treinamento que meu filho vai precisar pra daqui 30 anos. Somo a isso a infinidade de conhecimentos exigidos dos profissionais das diferentes áreas, e então fica mais difícil ainda que eu proporcione ao meu filho conhecimentos práticos a cerca de atividades futuras... eu simplesmente não conseguiria da minha parte oferecer os conhecimentos pra que ele fosse um bom mecânico, um bom padeiro, um bom médico, um bom designer de interiores ou um bom marceneiro.
    Não fosse o estado, eu pelo menos poderia mandar meu filho a partir dos 12 anos pra passar um ano numa padaria, outro ano numa mecânica, numa marcenaria... mas graças ao estado até isso me foi tirado.
  • Andre  11/10/2018 18:07
    Então não coloque filhos no mundo para sofrer na mão de pessoas com mais e melhores habilidades que ele. E se já colocou, reconheça que é um fracassado e jogue limpo com seu filho, não o deixe fantasiar que você é capaz de ensiná-lo a obter sucesso, foi exatamente o ensinamento de meu avô de que meu pai era um fracassado que evitou que eu cometesse erros. Comece a cuidar do convívio social de seu filho, faça ele ter amizades com filhos de pessoas com ao menos razoável sucesso empreendendo para frequentar a casa dessas pessoas, o mercado de trabalho é volátil demais para acertar a habilidade em demanda daqui 20 anos, empreender é muito mais seguro. Comece a vender quinquilharia chinesa no Mercado Livre e OLX e dê para o moleque administrar e começar desde cedo o hábito de negociar. O Objetivo é que ele chegue aos 18 anos com ao menos uma habilidade que o permita ter uma renda para pagar pelos pequenos prazeres de adolescente.
  • Rodolfo Andrello  11/10/2018 18:44
    Quanta ausência de interpretação de texto. O problema que eu expus, expus como personagem genérico, não tratei especificamente de dificuldades particulares que a minha persona enfrenta, mas sim que um indivíduo como experiência cotidiana enfrenta. Quanto aos seus conselhos, já tenho minha cota de vendas pela internet e vou além aplicando ganhos no mercado de ações, então acho que dos seus conselhos não necessito de exatamente nenhum.
  • Andre  11/10/2018 19:21
    Quanta ausência de interpretação de texto. Os conselhos que expus, expus como solução genérica, não tratei especificamente de dificuldades particulares que sua persona enfrenta, mas sim que um indivíduo como experiência cotidiana enfrenta.

    Muitas pessoas leem os comentários aqui, abusou de soberba ao avaliar que 100% do escrito era para você.
  • L.A.  11/10/2018 19:29
    Quando minha filha tinha uns 6 anos, ela me pediu um sorvete no shopping. Dei uma nota de R$ 2. Ela não entendeu nada, pois queria o sorvete e não aquele pedaço de papel. Eu disse algo do tipo: Você quer o sorvete, mas aquele homem ali quer esse pedaço de papel. Esse papel tem um poder. Ele faz aquele homem te dar o que você precisa. Vai lá, troque esse papel pelo seu sorvete. Ela foi lá sozinha, toda satisfeita, conquistar o sorvete dela.

    Quando estava maior eu comecei a mostrar como ela também poderia conseguir o seu próprio dinheiro, assim como o dono do quiosque de sorvetes conseguia. As crianças ficam maravilhadas quando entendem como as coisas funcionam e podem experimentar o seu funcionamento. Nossos antepassados distantes ensinavam seus filhos mostrando o funcionamento real da vida.

    Não é necessário usar nenhuma imaginação ou simulação para fazer filhos entenderem desde cedo como o mundo funciona. Basta exemplos práticos e cotidianos. Se trocamos a savana pelas cidades, shoppings e supermercados, que o ensinamento se inicie nesses ambientes.
  • Vladimir  11/10/2018 16:40
    Inspiradora a história do Rick. E emocionante. Vale muito a pena ver o vídeo todo.
  • Juliano  11/10/2018 16:45
    Enquanto uns resmungam e reclamam (e votam em Haddad querendo Lula), outros fazem e enriquecem.
  • Viviane  11/10/2018 16:54
    É daí que surgem esses devaneios de revolução. "Ai, o mundo não é como eu quero, por isso temos de fazer uma revolução para que ele fique exatamente como eu quero".

    Tá cheio de marmanjo barbudo de esquerda que pensa aí, de Lula a Boulos.

    Eis o fato (que aprendi com um terapeuta):

    1) Você não muda o mundo, você muda apenas a si próprio e a sua forma de ver o mundo.

    2) Não adianta mudar de lugar ou de ramo e levar junto o mesmo velho pensamento. Ou você muda a forma de entender as coisas e assume que a responsabilidade pelo que você é é toda sua, ou você continua responsabilizando os outros, ficando estagnado no mesmo lugar e reclamando da vida.

    A esquerda "pobrista" opta por este último.
  • Diego  11/10/2018 16:48
    Não sei se ele sabe, mas o Rick colocou em prática todos os ensinamentos do Robert Kiyosaki no livro "Pai Rico, Pai Pobre". Quem ainda acha que escola é essencial pra educação e pro aprendizado de uma pessoa ainda não entendeu absolutamente nada do mundo.
  • anônimo  11/10/2018 16:49
    Muito bom mesmo. Acabei de ver agora. Esse cara sim é o verdadeiro mito. Aliás, ele deve ser o pavor da esquerda anti-capitalista.
  • Rafael  11/10/2018 16:57
    Se mostrar o vídeo pra um esquerdista, ele se suicida. Verá que aquilo em que ele acreditou a vida inteira foi uma enganação.
  • Breno  11/10/2018 19:23
    Diego, também pensei nisso. O Kiyosaki diz: "fazer dinheiro, guardar dinheiro e investir dinheiro". É interessante como muitos não enxergam que só assim é possível prosperar.
  • Mídia Insana  11/10/2018 16:44
    Estou muito impressionado com a forma como o Rick leva a vida. Temos muito que aprender.
  • Thiago  11/10/2018 16:59
    História incrível mesmo. Melhores ainda são os ensinamentos do Rick, um tapa na cara de quem só se faz de coitado.
  • Diego  11/10/2018 17:37
    Bonoro nem ganhou e já está tentando dar um jumento(by Ciro) de pau com 13 de bolsa família, não pode vender pra chinês, reformas só ano que vem, vai dialogar(by Osmarina) ainda.
    O FED já começou a fazer os trabalhos...
    Se a bolsa nos Eua despencar e os juros de lá subirem mais, os investidores de lá vão vender as ações e correr pros títulos americanos, mantendo o $ dentro dos EUA, ou caso isso ocorra vai haver uma saída em disparada de $$$$$ dos Eua pra outros países no mundo?
    Obrigado.
  • Jacqueline  11/10/2018 17:40
    Tem um filme recente muito bom sobre um pai que criou seus 6 filhos na floresta e os tornou autossuficientes, Capitão Fantástico. Fala sobre esse tema.

    Eu costumo dizer que a vida é uma professora que gosta dos alunos mais espertos, ou melhor, daqueles que tem um plano de voo e já estão procurando as ferramentas. Ela apresenta as ferramentas.

  • Fernando Pacheco  11/10/2018 22:25
    É um filme com clara propaganda socialista - lembro uma cena que eles vão a um supermercado "libertar os alimentos", um eufemismo pra roubar -, mas entendi seu ponto.
  • Capital Imoral  11/10/2018 17:58
    Mais um artigo de autoajuda

    Acho muito interessante quando aparece esses artigos de autoajuda em um momento em que a maioria da população, com raras exceções, estão sendo explorados pelo capital. É uma maneira que os limpinhos do mercado financeiro encontraram para ficar bem na foto e ir contra o sistema. Que tal publicar este artigo na Venezuela? Será que dá para ser "macho alfa" em um país que está sendo consumido pela fome?

    É muito bonito falar sobre como a vida no mato era boa e fazia homens de verdade, mas o mundo mudou. A Venezuela é um exemplo clássico de país, que está exatamente nessa condição proposta pelo autor. Não há mais estado. Acabou-se tudo. Entretanto todos são vitimas naquele país. Isso sem contar que, chega a ser ridículo, afirmações como "macho alfa" ou "homem alpha" em um mundo com tantas variações de gênero. Meu filho, a época das escolas de sedução já acabou. Não estamos mais em 2008; inventaram o Tinder, sabia? A escola é apenas um reflexo dessa evolução da sociedade.

    Se a escola é tão ruim, porque o autor faz questão de colocar na descrição que é formado em administração de empresas e especialista em educação financeira? Talvez porque alguém sem faculdade não pode, sequer, passar pela porta de um grande fundo de investimento, como a Xp investimentos? Pergunte a um empresário, como jorge lemann, se ele aceita em seu quadro de funcionários pessoas sem formação universitária.

    Cresça! o mundo evoluiu.
    Parece-me que o autor do artigo ainda vive em uma época, que visa promover "o macho", "o gostosão", o gigante de terno e gravata que, mora em uma mansão, fuma charutos, e tem uma mulher loira. Isso é tão 2008. Eu sou bibigênero fico chocado que ainda exista gente com essa mentalidade atrasada. Cresça, meu filho. Acabou o mundo dos cavalos. Agora podemos ficar em casa em frente a um Macbook e levar à vida como no Pinterest. Agora podemos assistir Netflix. Agora podemos estudar para ser servidor público e comprar bicicletas legais. O mundo mudou e está cheio de oportunidades. Você mesmo afirmou:

    "Existem oportunidades surgindo em todos os lugares, para todas as pessoas, de todas as classes sociais"

    Sim, exatamente por isso devemos nos preparar para concursos públicos. Existem tantas oportunidades dentro do Estado. Um dinheiro fácil e sem precisar trabalhar como um cavalo. Você também pode ser servidor público, deixe de ser discípulo do pastor Flávio Augusto e venha para o lado colorido da força.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Andrei Freire  13/10/2018 02:13
    lkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • ARLINDO  13/10/2018 13:23
    Excelente como sempre, Capital Imoral.
    Inclusive, esse tipo de mentalidade capitalista do vendedor de águas é que fomentou a oposição e empresários a conspirar contra o regime democrático de Maduro. Se a Venezuela está desse jeito, os culpados têm nome: capitalistas. Durmam com essa.
  • André  11/10/2018 19:17
    Obrigado por apresentar o Rick. Adorei a maneira com que ele comunica as idéias, simples e direto ao ponto. Ele defende um ponto essencial: o problema, acima de tudo, está na cabeça das pessoas. Grato.
  • Fernando  11/10/2018 22:03
    Leandro Ávila virou colunista daqui? Sensacional, continue com as ótimas postagens. Abraço.
  • Pérsio  12/10/2018 23:19
    Excelente artigo. Devia estar presente em TODAS as escolas do Brasil. Está na hora de formarmos uma geração de empreendedores, homens e mulheres independentes e corajosos. Talvez nossos filhos e netos cheguem lá, essa "geração mimimi" é um caso perdido, nem para adubo servem.
  • Kira  12/10/2018 23:37
    O próximo passo é ele não ser roubado com impostos e inflação. Aí a capacidade dele de ter lucro e acumular riqueza deve triplicar.
  • Halto  13/10/2018 22:59
    Duvido muitíssimo que Paulo Lemann tenha construído sua riqueza sem auxílio do Estado.
  • Matheus  14/10/2018 19:57
    Sim, mas ao custo de outros milhões de empreendedores que poderiam ter criado riqueza para o país.
    Esse é um lado na qual progressistas nunca entenderão, você tira de um lado(ou vários lados) e distribui para o outro lado, aquele com uma maior conexão com os burocratas, tudo com dinheiro tomado dos empreendedores sem nenhuma conexão política, consequência, vários empreendedores irão falir por não suportar a carga tributária para o governo distribuir ao empresários com conexões políticas, como o caso o trio da Ambev.

    Tem um ótimo texto do Instituto Liberal de SP falando sobre como os bilionários brasileiro usaram ou usam o estado para enriquecer.
  • Alfredo  14/10/2018 23:54
  • Ryugamesh  15/10/2018 01:26
    "Tempos difíceis criam Homens forte, Homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis criam homens fracos, homens fracos criam tempos difíceis..."
  • reinaldo  15/10/2018 11:00
    Eu não consegui seguir o tipo de conselhos do Rick, pois acabei fazendo um faculdade que não me ajudou em nada e trabalho num ramo que não tem nada a ver com que estudei.
    Então faço o possível para que minhas filhas "andem com as próprias pernas", uma quer ser fotógrafa: sempre aconselho a comprar uma câmara e começar a fotografar, postar na internet, cobrir eventos de graça e "fazer nome" até pegar experiência e cobrar pelo trabalho, será muito mais útil que fazer um curso superior de fotografia.
    A outtra quer lidar com cavalos, também sempre oriento a começar a trabalahr em um pet shop, fazer amizado coom veterinários, descobrir onde estão os haras e hipicas e correr atrás, nem que nem receba nada pelos priimeiros meses, o conhecimento adquirido será mais importante que o dinheiro no primeiro momento.
    Espero estar no caminho certo
  • Trap  19/10/2018 11:12
    Muito bom.


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