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Perguntas incômodas e apontar falácias: o melhor serviço que economistas podem efetuar
Nenhum outro serviço é tão crucial quanto este

Meu caso de amor pela economia começou há 42 anos, na pequena cidade de Thibodaux, no estado da Louisiana, em uma sala de aula na Nicholls State University. À época, eu era um calouro de 18 anos de idade com apenas quatro paixões: garotas, futebol, cerveja e os Beatles.

Mas essa realidade foi alterada dramaticamente.

Nos EUA, o inverno de dezembro de 1976 e janeiro de 1977 foi intensamente gelado. Em janeiro, minha cidade natal, Nova Orleans, teve temperaturas próximas a -10ºC. Com efeito, o inverno foi tão inclemente, que chegou a nevar até mesmo em Miami!

Em uma gelada e escura manhã de janeiro, enquanto fazia minha jornada para a faculdade, ouvi no rádio que um casal de idosos na cidade de Búfalo, no estado de Nova York, foi encontrado morto em sua casa. Eles haviam literalmente morrido de frio. Foram encontrados congelados em seus aposentos. Motivo: a calefação de sua casa estava inoperante por causa da escassez nacional de gás natural. Todo o país passava por um intenso racionamento de petróleo e gás naquele período.

No primeiro semestre de 1977, matriculei-me em uma matéria de economia. Minha motivação era dupla: eu precisava de créditos e não havia aulas nas terças e quintas. Naqueles dias da semana em que não haveria aula, eu poderia continuar trabalhando no estaleiro em que já trabalhava parcialmente, e onde eu pretendia rapidamente ser efetivado como empregado em tempo integral. Meu objetivo era apenas esse: trabalhar em tempo integral naquele estaleiro. Eu estava na faculdade apenas para satisfazer minha mãe, que queria que eu frequentasse a universidade por pelo menos um ano.

Quando me matriculei no curso de economia, ministrado pela doutora Michelle François, eu não fazia a mais mínima ideia do que era economia e o que ela estudava. Tampouco eu me importava. Eu tinha uma namorada firme, dinheiro suficiente para comprar suprimentos regulares de Budweiser, e uma coleção de todos os discos dos Beatles. A vida estava ótima.

Porém, um certo dia no início do semestre, a doutora François desenhou um gráfico de oferta e demanda no quadro-negro. "Vejam o que acontece quando o governo impõe um controle de preços, estipulando um teto para os preços". Ela apontou para o gráfico. "A quantidade demandada excede a quantidade ofertada. Surge uma escassez". Virando-se para os alunos, a doutora François prosseguiu: "Todos vocês se lembram do racionamento de gasolina em 1973. Eis aqui a explicação. E o governo atual está praticando controle de preços em todo o mercado de energia, gerando as mesmas consequências: uma escassez na oferta de gasolina e gás natural".

Uau! Simplesmente uau! Lembro-me vividamente de como fiquei mesmerizado olhando para aquele gráfico de oferta e demanda no quadro, completamente fascinado. Pela primeira vez em minha vida, estava vivenciando a excitação de uma descoberta intelectual. Ali estava uma explicação convincente e irrefutável do motivo daquele casal em Búfalo ter morrido congelado. Ali estava também uma explicação convincente de por que, tão logo consegui minha licença de motorista em 1973, havia uma escassez nacional de gasolina, com longas e intermináveis filas nos postos, o que me impediu de dirigir muito naquele ano.

Não apenas o curso da doutora François me convenceu a fazer economia e concluir a faculdade, como também me inspirou a sonhar a conseguir um Ph.D. em economia. A ciência econômica é uma coisa poderosa!

Substituindo explicações populistas por explicações poderosas

O que me atraiu para a economia naquela época é aquilo que, até hoje, considero ser o maior serviço público que um economista sólido pode efetuar: derrubar mitos populares por meio de uma lógica direta e irrefutável.

Em 1973, eu tinha 15 anos de idade, e ouvi duas explicações para a escassez de gasolina. Uma era a de que o petróleo estava acabando (afinal, já estávamos utilizando o produto há um século). A outra era a de que a Exxon e outras petrolíferas haviam repentinamente se tornado gananciosas e decidiram manter seus navios-tanque ancorados em alto-mar com o objetivo de aumentar os preços da gasolina para os consumidores.

Sendo ingênuo e sem saber de nada, cada uma dessas duas explicações parecia sensata para mim.

Porém, já em meu primeiro curso de economia, aprendi que as explicações populares em que eu sempre havia acreditado eram falaciosas. "Não tivemos escassez de energia na década de 1960", me disse a doutora François uma tarde em sua sala. "Vai me dizer que as petrolíferas eram menos gananciosas 10 anos atrás do que são hoje? É claro que não. E, se é verdade que o petróleo está acabando, então eis aí um forte motivo para o governo deixar o preço subir, pois este aumento de preço dará a essas gananciosas petrolíferas fortes incentivos para extrair mais petróleo."

E a doutora concluiu: "Eu prometo a você: se esses controles de preços forem abolidos, essa escassez de energia acaba imediatamente".

Desnecessário dizer que foi exatamente isso o que ocorreu. Desde o início da década de 1980, nunca mais houve controle de preços nos EUA e, consequentemente, nunca mais houve nem racionamento e nem temores de "fim do petróleo".

A história comprovou que ela estava correta. E a história também comprovou o poder da lógica econômica em destruir incontáveis outros mitos populares.

Lógica direcionada

Pensar como um bom economista não é apenas ser eternamente cético quanto a explicações populares para fenômenos econômicos; é também ser destemido em examinar a realidade de maneiras que podem parecer bizarras aos não-economistas.

Meu exemplo favorito de uma abordagem aparentemente bizarra, mas extremamente reveladora da realidade foi a observação feita pelo meu saudoso colega Gordon Tullock: ele disse que se o governo realmente quisesse reduzir para zero os acidentes fatais nas rodovias, tudo o que ele deveria fazer era criar uma lei impondo que houvesse uma adaga extremamente afiada e pontiaguda saindo da coluna direção de cada automóvel e apontando diretamente para o coração do motorista.

Dado que qualquer impacto — ou mesmo uma simples freada mais forte — faria com que essa adega perfurasse o peito do motorista, ninguém correria e ninguém seria imprudente.

Brilhantismo puro.

Ao ouvir essa "sugestão" de Gordon, é óbvio que o cidadão comum imediatamente reagiria com espanto. "O quê?! Ficou maluco?!". No entanto, tal reação rapidamente daria lugar à constatação de que Gordon está incontestavelmente correto. Nenhuma formação econômica é necessária para entender como as pessoas responderiam a este incentivo.

Tão logo a pessoa entende essa constatação, ela facilmente se torna capaz de entender sua verdadeira e prática importância: a realidade é muito mais complexa do que parece à primeira vista. Se, por exemplo, o governo estipular que automóveis devem ser mais seguros, as pessoas tenderão a dirigir com menos cuidado. Consequentemente, a redução nos acidentes fatais nas rodovias será desapontadoramente baixa — se de fato houver alguma redução.

Por si só, essa constatação não é suficiente para provar que melhorias na segurança impostas pelo governo são injustificadas. Porém, é suficiente para nos alertar que jamais devemos aceitar determinadas políticas com base em nossas primeiras impressões. Aquilo que parece ser bonito e correto nem sempre será positivo ou trará boas consequências.

Fazer este alerta de modo incessante, por mais simples e óbvio que pareça, é o serviço mais crucialmente importante que economistas podem fazer para a população.

A arte de fazer perguntas incômodas

Na mesma linha, fazer perguntas que normalmente ninguém mais faria é a principal função de um economista — e não prever qual será a taxa de inflação do ano que vem, ou criar um sistema tributário "mais justo e eficiente", ou mesmo estimar o PIB. Tais atividades empalidecem perante a simples tarefa de estar constantemente fazendo perguntas mais profundas.

Por exemplo, um político promete criar mais empregos por meio de mais obras de infraestrutura. Parece bonito. Mas perguntemos: de onde virão os insumos — aço, concreto, cimento, vergalhões, escavadeiras, máquinas de terraplanagem — para mais infraestrutura?

Obviamente, serão retirados de outras áreas da economia. Ao se apropriar destes insumos, o governo faz com que todos os outros setores da economia tenham agora de pagar mais caro para conseguir a mesma quantidade de aço, cimento, vergalhões etc. Como consequência, todos os bens que utilizam esses itens em sua construção — como imóveis e carros — ficarão mais caros. E vários outros empreendimentos serão inviabilizados.

Assim sendo, a pergunta é: o que será sacrificado para que se possa construir essa infraestrutura? O valor dessa nova infraestrutura será maior que o valor de tudo aquilo que deixou de ser feito? Como você sabe?

E mais: será que realmente serão criados mais empregos? É claro que mais pessoas irão trabalhar nos projetos de infraestrutura, mas de onde virá o dinheiro para financiar esses projetos? Não seria lógico dizer que quando o governo gasta mais em infraestrutura, os pagadores de impostos gastam menos com imóveis, automóveis e cuidados médicos? E não seria lógico dizer que a perda de empregos nestes setores contrabalançam os empregos criados nos projetos de obras públicas?

Para cada emprego criado pelo projeto, foi destruído, em algum lugar, um emprego no setor privado. Vemos os operários empregados nas obras de infraestrutura. Mas não vemos os empregos destruídos para que essas obras fossem possíveis. 

Ainda assim, políticos e eleitores vivem endossando mais gastos em infraestrutura sem sequer considerarem estas perguntas.

Ou então consideremos a questão mais ampla dos encargos sociais e trabalhistas. O governo obrigar empregadores a pagar benefícios trabalhistas para seus empregados é algo visto como totalmente benéfico para os trabalhadores. Mas, obviamente, eles são um custo para os empregadores. Logo, se o governo artificialmente aumenta o custo de se legalmente contratar trabalhadores, qual será a reação dos empregadores? Eles irão simplesmente dar de ombros e permanentemente aceitar lucros menores? Parece bastante improvável.

Irão os empregadores reduzir as contratações? Pagar salários menores? Substituir mão-de-obra humana por máquinas sempre que possível? Com certeza. Você também faria isso.

No extremo, ainda que todos os empregadores de fato aceitassem lucros menores, qual seria o efeito disso sobre os investimentos futuros, sobre a expansão das empresas e sobre novas contratações? Lucros artificialmente reduzidos aumentam ou diminuem o ímpeto de empreendedores para abrir novas empresas, iniciar novos empreendimento e expandir os negócios já existentes? E qual a conseqüência disso sobre a criação de empregos: aumenta ou diminui?

Mais ainda: será que encargos sociais e trabalhistas não fazem com que os processos de contratação sejam mais exigentes e seletivos? Não seria ao menos possível dizer que tais encargos fazem com que os menos preparados sejam expulsos do mercado? Ou então — para ficar em um tema da atualidade —, você não acha que maiores encargos fazem com que homens solteiros e saudáveis sejam preferíveis a mulheres casadas (que podem engravidar e, com isso, não trabalhar porém receber benefícios)?

Conclusão

As respostas para estas perguntas — e várias outras similares — são importantes. Porém, ainda mais importante é o hábito de inflexivelmente fazer tais perguntas.

Quando efetuada corretamente, a ciência econômica regularmente revela que aquilo que parece ser inegavelmente verdadeiro para o cidadão comum é normalmente uma miragem — ou ao menos algo altamente questionável. Nenhum serviço efetuado por economistas é tão importante quanto este.

Essa é, de longe, a principal função de um economista: fazer perguntas incômodas e apontar falácias. Nenhum outro serviço feito pelos economistas é tão importante quanto este.


35 votos

autor

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.


  • Emerson  25/09/2018 16:48
    Para cada $10 que o governo dá para uma parte da sociedade, ele toma $100 de toda a sociedade.

    Cada "direito positivo" (privilégio) que o governo dá para um grupo de pessoas significa uma obrigação arbitrária imposta a outros grupos.
  • Alfredo  25/09/2018 16:52
    Mas suponha que o governo construa uma ponte e essa ponte evitasse uma volta de, sei lá, 50km para os caminhões e ônibus, reduzindo assim o custo de combustível, tempo de viagem e o desgaste dos mesmos, portanto os fretes e passagens. O valor desperdiçado seria recomposto em um certo tempo, não?
  • Gabriel  25/09/2018 16:56
    Seria um grande benefício para os usuários dela. Eles teriam grandes ganhos. Eles estariam sendo subsidiados pelo resto do país/estado, que ficou com a fatura, com preços mais altos para os insumos e com menos empregos.

    Veja a ponte Rio-Niterói, por exemplo. Ótima para os cariocas e niteroienses que a utilizam diariamente. E péssimas para os desdentados do Piauí, que viram todo o seu INPS enterrado na ponte (e também na Transamazônica).

    Uma obra é viável? Tem demanda? Então seus beneficiários diretos estarão mais do que dispostos a pagar por ela. Ou pagar pedágio para a empresa que se dispuser a construí-la.

    Foi assim que aconteceu em Hong Kong
  • Leandro  25/09/2018 17:00
    Adendos:

    1) Se a obra é estatal -- isto é, se ela é feita de acordo com critérios políticos --, então não há como saber que ela está sendo genuinamente demandada pelos consumidores. Não há como saber se ela realmente é sensata ou não, se ela é racional ou não. (Os estádios da Copa na região Norte do país são os melhores exemplos). O que vai predominar serão os interesses dos políticos e de seus amigos empreiteiros, ambos utilizando dinheiro de impostos. Não haverá nenhuma preocupação com os custos.

    2) Se a obra é estatal, haverá superfaturamento. (Creio que, para quem vive no Brasil das últimas décadas, isso não necessariamente é uma conclusão espantosa). Havendo superfaturamento, os preços desses insumos serão artificialmente inflacionados, prejudicando todos os outros consumidores. Os preços, portanto, subirão muito mais ao redor do país.

    3) Por outro lado, se é o setor privado -- e não o estado -- quem voluntariamente está fazendo a obra, então é porque ele notou que há uma demanda pelo projeto. Ele notou que há expectativa de retorno. (Se não houvesse, não haveria obras). Consequentemente, os preços dos insumos serão negociados aos menores valores possíveis. Caso contrário -- ou seja, caso houvesse superfaturamento --, a obra se tornaria deficitária, e seria muito mais difícil a empresa auferir algum lucro.

    Isso, e apenas isso, já mostra por que os efeitos sobre os preços dos insumos são muito piores quando a obra é estatal. Tudo é bancado pelos impostos; não há necessidade de retorno financeiro para quem faz a obra (o governo e suas empreiteiras aliadas); não há exigencia de resultados, cobranças e prestação de contas (a famosa accountability); os retornos são garantidos pelos impostos do populacho.

    Já em uma obra feita voluntariamente pela iniciativa privada, nada é bancado pelos impostos; a necessidade de retorno financeira pressiona para baixo os custos; há accountability; os impostos da população não são usados para nada.

    Dentre esses dois arranjos, o estatal pressionará bem mais os preços dos insumos, prejudicando todos os outros empreendedores do país.
  • Felipe Lange  26/09/2018 02:30
    O superfaturamento é quando um bem ou serviço é vendido por um preço artificialmente alto? Por que acontece em licitações e demais gambiarras estatais? Como beneficia os envolvidos?
  • Magno  26/09/2018 02:53
    1) Você é o prefeito de uma cidade.

    2) Eu sou um empreiteiro.

    3) Você quer recapear uma rua.

    4) Eu me ofereço para o serviço. Outras empreiteiras concorrentes também.

    5) Como eu quero muito ganhar a licitação, eu pago a você uma propina para que você escolha a minha empreiteira.

    6) Em troca da minha propina, você contrata a minha obra por um valor acima do de mercado (superfaturamento).

    7) Você ganhou propina, eu ganhei com a obra superfaturada (o que compensa a propina que eu paguei para você), e a população pagou tudo via impostos.


    No esquema entre empreiteiras e Petrobras -- que deu origem à Lava-Jato -- foi exatamente assim. Empreiteiras pagavam propinas para políticos para serem escolhidas para fazer obras e serem fornecedoras da estatal. Ato contínuo, superfaturavam as obras. Políticos ganhavam, empreiteiras ganhavam, e o patrimônio das estatais era dilapidado.

    Artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1993

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2871

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2809
  • Jorge  25/09/2018 17:07
    Sua pergunta poderia ter duas respostas possíveis: sim ou não.

    Se a resposta fosse NÃO, a ponte seria um desperdício de recursos e não deveria ser construída, nem por um empreendedor privado (a menos que ele queira estupidamente destruir sua riqueza), muito menos pelo poder público (que destroi a riqueza dos outros).

    Se a resposta fosse SIM, os usuários da ponte fariam questão de pagar pelo uso da ponte (afinal, isso representa um ganho financeiro para eles), viabilizando sua construção pela iniciativa privada. Não haveria necessidade do poder público tomar essa iniciativa e nem lógica em socializar os custos da obra com pessoas que não iriam utilizá-la (se a ponte é construída com dinheiro de impostos, todos arcam com sua construção, ainda que nunca a usem).

    Portanto, independentemente da resposta para sua pergunta, o resultado é o mesmo: o Estado não deveria construir pontes.
  • anônimo  25/09/2018 17:15
    Exato. Não há como saber antecipadamente se o investimento público é certo ou errado. Simples assim.

    No livre mercado existem milhões de empreendedores tomando decisões diferentes e apenas uma pequena parte consegue "acertar" investimento com a real demand da população. Como podemos achar adequado centralizar as decisões de investimento em um burocrata (por melhor que sejam as decisões dele) se a chance dele errar é sempre maior do que de acertar?

    Muito mais sensato deixar esta decisão de investimento ocorrer naturalmente no livre mercado, onde teremos alguns que conseguirão acertar mais do que errar sempre (como fazem políticos). É quase uma impossibilidade saber exatamente o que desejam milhões de pessoas, por isso é insanidade centralizar este pode em um grupo de burocratas.
  • Demolidor  25/09/2018 18:39
    Um detalhe importante: todo mundo, quando considera a privatização de estradas, já imagina que sempre haverá pedágio.

    Não necessariamente. Com a competição, pode ser vantajoso para uma empresa simplesmente atrair motoristas para sua estrada de graça, ganhando apenas em verbas de publicidade, como ocorre com a maior parte da internet.
  • Libertariozinho  26/09/2018 17:15
    Muito bem colocado Demolidor. É isso que acontece no Facebook e diversas outras áreas da economia ;)
  • Andre  26/09/2018 17:54
    Demolidor, que comentário elucidativo, pensei que eu fosse louco por pensar que há inúmeras maneiras de ganhar dinheiro sendo dono de uma estrada além do famigerado pedágio, anúncios, aluguel de terrenos para comércios, venda dos terrenos a beira da via para empreendimentos imobiliários, aluguem do topo dos morros para torres de celular, aluguel de lotes de terrenos para outros empreendedores mais criativos do que eu.
  • Stuart Mill  28/09/2018 19:33
    Sou novo aqui e gosto do debate de ideias. Confesso que não concordo com tudo que leio aqui, mas acho que a verdade se obtêm do debate. E eu sempre fui uma pessoa que acredita que a iniciativa privada deve sempre ser estimulada, mas há coisas que o Estado não pode deixar de fazer.

    O que me incomoda nessa questão das estradas é que elas são, assim como o Metrô, por exemplo, proibitivamente caras para a iniciativa privada, pelo menos na maior parte do mundo. E nesse caso, o que fazer? Não corremos o risco de ninguém construir tais obras? Se uma empresa resolvesse, simplesmente, construir uma estrada, com a esperança de ganhar dinheiro com pedágios, como se controlaria a compra dos terrenos para a passagem da estrada? E se outra empresa comprasse um terreno, apenas para inviabilizar aquela obra, cobrando um preço maior, de modo a viabilizar que ela fizesse isso, futuramente?

    Mesmo que houvesse um mecanismo que unisse os empresários e usuários de tal maneira que eles decidissem financiar isso, ainda assim sempre hã o tal "free rider", aquele que tenta se beneficiar que outros façam uma obra que ele vai se beneficiar, mesmo não pagando nada, porque ele sabe que a maioria terá interesse na obra. É o que acontece em ruas onde a população paga a obra de asfaltamento. Sempre há aquele que não paga, porque sabe que a obra vai sair, mesmo que ele não contribua.

    Se estou falando bobagens, ficarei feliz que alguém traga argumentos e demonstre isso.

    Mas a impressão que tenho é que a sociedade precisaria ter um grau elevadíssimo de consciência e organização para que se resolvesse coisas assim em um pais pobre como o nosso.
  • Ulysses  28/09/2018 20:04
    Qualquer conglomerado (nacional ou estrangeiro) que tivesse garantido seu direito de propriedade, bem como tivesse a segurança de que não seria expropriado pelo governo, iria construir estradas.

    Isente a obra de impostos e dê a liberdade total de se remeter lucros para o exterior, e não faltarão consórcios estrangeiros ávidos para fazer investimentos de grande vulto.

    O único bloqueio às grandes obras é exatamante o estado. Hoje, ninguém constrói estradas porque o governo proíbe. Se você fizer isso vai em cana. E, mesmo quando o governo eventualmente deixa, as regulamentações ambientalistas acabam tudo.
  • Juliano  28/09/2018 20:10
    A partir do momento em que você entende que o seu mercado é global, e que, principalmente, qualquer indivíduo do mundo pode investir em sua área, toda a análise econômica muda.

    Pense, por exemplo, em uma determinada região do seu país que seja extremamente pobre. Muito provavelmente, os habitantes locais não terão capital físico nem recursos financeiros para fazer grandes investimentos. Consequentemente, será impossível que essa região enriqueça. Entretanto, se você considerar que tal região está inserida em um grande contexto global, o cenário muda totalmente. Os habitantes locais podem não ter capital nem recursos próprios para investir, mas certamente há outros habitantes do resto do globo que possuem esse capital e que, com os devidos incentivos, terão sim interesse de investir ali.

    E isso muda tudo.

    Quando você passa a pensar em termos globais em vez de meramente nacionais, estaduais ou locais, vários desafios econômicos desaparecem.

    Se você pensa determinados mercados apenas em termos locais ou nacionais, partindo da premissa de que apenas pessoas que nasceram dentro dos mesmos limites geográficos que o seu podem investir nestes setores, aí realmente o desenvolvimento de vários destes setores será um grande desafio. Se você proíbe o capital externo de investir nestes setores, a melhoria deles se torna bem mais difícil.

    Por outro lado, se você pensa nestes mercados em termos globais, de modo que qualquer pessoa ou empresa do mundo tenha a liberdade de investir nele e de auferir lucros, a realidade muda.

    Quando se entende que o mercado é global, e não meramente local, vários obstáculos deixam de existir. Problemas como falta de recursos físicos ou de capital financeiro são imediatamente mitigados. Se os empreendedores de uma determinada região não possuem recursos para fazer um investimento vultoso e altamente demandado pelos habitantes locais, certamente há empreendedores no resto do mundo que possuem. E, se estes tiverem a garantia de que poderão manter seus lucros, eles virão.

    Se um determinado país está sem recursos para construir portos, aeroportos, estradas, sistemas de saneamento etc., certamente há investidores e empreendedores em algum ponto do globo interessados em ganhar dinheiro com este mercado. Basta apenas deixá-los livres para tal.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2083
  • Ringo  25/09/2018 17:16
    Gostei da história da juventude do Boudreaux. Acho que me identifiquei. ;)
  • Amante da Lógica  25/09/2018 18:00
    Perguntas incômodas para afirmações populares:

    "O governo deve estimular o crédito para salvar a economia!"

    Então a maneira de salvar a economia é aumentando o endividamento das pessoas? (Crédito e dívida são nomes distintos para a mesma coisa, vista de lados opostos).

    "Um pouco mais de inflação gera mais consumo e emprego!"

    Então um aumento no custo de vida estimula as pessoas a contratarem mais serviços e irem mais vezes aos shoppings?

    "Os salários, principalmente o salário mínimo, devem ser aumentados por decreto!"

    Então o segredo para a prosperidade econômica é aumentar os custos de produção?

    "As exportações devem ser aumentadas e as importações devem ser restringidas!"

    Então a quantidade de produtos à disposição da população nacional deve ser duplamente reduzida?

    "O governo deve estimular a indústria nacional por meio de subsídios ou empréstimos subsidiados pelo governo!"

    Então o grande empresariado deve receber dinheiro de impostos do povo e, com isso, levar vantagem sobre os concorrentes menores?

    "As empresas devem ser controladas por agências reguladoras!"

    Então essas empresas devem operar dentro de um cartel protegido pelo estado, com preços garantidos e sem liberdade de entrada para potenciais concorrentes?

    "Um pouco mais de inflação gera mais crescimento econômico!"

    Então uma perda mais acentuada do poder de compra da moeda e uma maior incerteza quanto aos custos futuros estimulam mais empreendedores a fazerem investimentos produtivos de longo prazo?

    "Tarifas de importação devem ser aumentadas e o câmbio deve ser desvalorizado!"

    Então o poder de compra da moeda deve ser reduzido, o povo deve ser proibido de adquirir bens estrangeiros baratos e de qualidade, e toda a população deve ter seu bem-estar afetado apenas para garantir uma reserva de mercado para o grande empresariado nacional?

    "Os agricultores devem ter os preços de seus produtos elevados por programas de compras governamentais!"

    Então toda a população do país deve ter sua comida encarecida?

    "Todos têm direito a saúde, educação e transporte gratuitos!"

    Então aquilo que é caro para ser comprado diretamente ficará mais barato se você repassar seu dinheiro para burocratas e políticos, os quais irão intermediar o serviço para você?

    "As empresas devem utilizar mais conteúdo nacional em seus produtos!"

    Então os fornecedores desse conteúdo nacional têm direito a uma reserva de mercado, podendo assim elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus produtos despreocupadamente?

    "Mais gastos do governo estimulam o empreendedorismo!"

    Então a contratação de mais burocratas e a criação de mais burocracia, mais leis e mais regulamentações incentivam a produção e levam a mais geração de riqueza?
  • Felipe  25/09/2018 19:26
    Muito boa a sua compilação. Vou copiar e usar na faculdade!
  • Daniel  25/09/2018 19:29
    Isso me lembra o grande Rothbard: "Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma 'ciência lúgubre'. Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância."
  • anônimo  26/09/2018 19:49
    O pior não são nem os ignorantes...mas sim, aqueles que se dizem entendidos, palestram, fazem canais no Youtube etc... para prestar desinformação sobre economia...p. ex..assisti recentemente um vídeo de um canal chamado de Saia da Matrix...sobre Suécia, Singapura....francamente...
  • Robert  25/09/2018 19:32
    Recentemente me perguntaram se eu era a favor do salário mínimo, leis trabalhistas, etc, respondi que era contra. Meu amigo passou 10 minutos mostrando como o meu ponto de vista era absurdo. No final eu perguntei: por que um governo populista, corrupto e mentiroso (como o do PT) não fixou o salário mínimo em R$ 2.000,00 Ele não soube responder. As pessoas gostam só da "pretensão do conhecimento". Se você mostrar a falta de lógica, partem para o ad hominem (explorador, fascista, reacionário). Se você não tomar cuidado pode ter o destino de Sócrates.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  26/09/2018 10:01
    Argentina 2018!! com Macri, Marcos Peña, Dujovne, Caputo, e agora Sandleris.
  • Robert  25/09/2018 19:27
    Quase tudo o que se aprende nas faculdades de economia não passa de um amontoado de besteiras matemáticas cuja substância pode ser reduzida àquilo que F.A. Hayek rotulou de "pretensão do conhecimento". Os "especialistas" que as universidades produzem semestralmente são meros embusteiros com péssima formação. Meu palpite mais otimista é que não deve haver mais do que alguns poucos milhares de economistas de verdade em todo o mundo — e eu não me surpreenderia caso essa minha estimativa contenha uma margem de erro otimista.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  26/09/2018 10:02
    Os alunos empregando o livro de Samuelson.......
  • Marx contra a sanha do lucro no capitalista  25/09/2018 19:35
    Só Marx entendeu de economia e resumiu tudinho no conceito da Mais-valia. O resto é mimimi de aspirantes a burgueses desalmados.
  • Pobre Paulista  25/09/2018 20:12
    Mais valia o lucro no meu bolso.
  • anônimo  26/09/2018 00:35
    Estudei em uma universidade federal, é isso mesmo o que acontece, praticamente todos os períodos você só ver o tal do Keynes e o louco do Kalecki.
    Escola austríaca nem e mencionada em nenhum período. É um curso para convencer você a justificar e sair para todos os cantos dizendo que o governo é primordial e essencial.

    Gostaria de aproveitar e agradecer pelos ensinamentos que estou tendo nesse site, através dos artigos diários e dos videos.
  • %C3%83%C2%B3rf%C3%83%C2%A3o  26/09/2018 10:07
  • Lauro Carvalho  26/09/2018 00:37
    Estou em dúvidas entre cursar ciências contábeis ou economia. Eu me interesso pelo estudo da ciência econômica mas em relação ao mercado de trabalho o curso de ciências contábeis parece ser mais atrativo.
    Alguma sugestão ?
  • Rodrigo D.  26/09/2018 00:43
    Contábeis. Terá mais oportunidade de trabalho. E vai danificar menos o cérebro. Estamos no Brasil.
  • Caio  26/09/2018 00:51
    Faça economia. O povo aqui costuma denegrir o curso, mas não é bem assim.

    O curso é bem valorizado pelo mercado, dá forte noções de estatística, matemática, finanças, macroeconomia, administração e até contabilidade. E isso tudo é bem valorizado por quem está recrutando.

    Sou formado em economia e vejo meu curso tão bem visto quanto um curso de administração e contabilidade.

    Ah, só lembrando, não é porque você vai fazer economia que seu mercado se restringirá a vargas de economistas. Na verdade a maioria dos formados em economia vão assumir vagas administrativas, financeiras e derivadas.

    E por fim, se seu foco é a atratividade no mercado, há um curso que é ainda mais bem visto: engenharia.
  • Florian  26/09/2018 00:52
    Como profissional de finanças há algum tempo, sugiro que faça contabilidade.

    Se eu vou contratar alguém mais generalista, que tenha noções de estatística e matemática, prefiro um administrador a um economista; melhor ainda se for um contador.

    Óbvio que vai depender do que você mais gosta, mas contador é um profissional que toda empresa vai precisar, seja para cumprir todas as milhões de regras do Brasil, seja para cumprir as obrigações de GAAP e divulgações de balanço, seja para simplesmente manter os livros e controles da empresa em ordem.

    Agora, se seu foco é atratividade de mercado, faça algum curso de engenharia.
  • Alysson  26/09/2018 02:55
    Em relação a mercado de trabalho, faça contabilidade sem sombra de dúvidas.

    O mercado é abundante e existe reserva de mercado. Basta ter competência.

    Já o Economista, é um dos profissionais mais desvalorizados do mercado. Vai formar e vão mandar você fazer PRONATEC pra arrumar emprego.

    Se o critério for mercado de trabalho não há o que discutir.
  • Leandro  26/09/2018 02:58
    Contabilidade é uma área crucial. Um contador é infinitamente mais importante do que um economista.

    Economista que não entende o básico da contabilidade não entende como funciona o sistema bancário e nem as decisões de investimento de uma empresa. Aliás, economista que não sabe contabilidade não consegue sequer entender por que a inflação de preços e de custos acaba com a indústria -- como explicado em detalhes aqui --, desorganizando todo o seus planejamento e falsificando toda a sua contabilidade.

    O fato de que os cursos de economia negligenciam a contabilidade é um bom indicador do abismo técnico em que se encontra essa disciplina.

    Mises disse que o cálculo monetário e a contabilidade de custos constituem as mais importantes ferramentas intelectuais do empreendedor capitalista. Ele também celebrou a famosa declaração de Goethe, que havia dito que o método contábil das partidas dobradas foi "uma das mais admiráveis invenções da mente humana."

    Eu mesmo me arrependo de ter perdido meu tempo com economia em universidade (não se aprende nada de útil ali). Deveria ter feito contabilidade.
  • Kanitz  26/09/2018 05:32
    Leandro, Off-topic... voltou a circular aquela historinha romantiquinha da "mágica financeira" que os keynesianos adoram: do turista que visita o hotel da cidadezinha e demonstra que quando o dinheiro circula, não há crise.
    Não valeria um artigo?
  • Felipe Lange  26/09/2018 11:21
    Eu faria contábeis, conforme o Leandro Roque já aconselhou meses atrás. Economia é infestado de pseudo-economistas filhotes de Marx e Keynes.
  • Pobreta  26/09/2018 11:38
    Lauro, "...mas em relação ao mercado de trabalho..." aqui mostra que você é pobre, não tem uma família bem relacionada com contatos para dar telefonemas poderosos que resolverão seus problemas empregatícios e nem cidadania de países bons, faça um favor a si mesmo e estude algo que consiga emprego sem precisar se humilhar pra uma vaga ou perder a pouca sanidade que lhe restará ao tentar viver sua vida de pobre no Bostil.
    Seguem os conselhos padrão para os jovens pobres de famílias mal relacionadas:

    Se você é inteligente, medicina, estude, passe no vestibular de uma pública e passe o pires na família e no seu bairro para bancar os seus estudos.

    Se você é mediano e incapaz de passar em vestibular top de linha, TI em qualquer faculdade ou Adm em escola de PRIMEIRA LINHA, para fazer contatos poderosos para o futuro, fique longe de engenharia, este curso já virou sinônimo de esfomeado:

    exame.abril.com.br/carreira/engenheiros-lideram-ranking-de-profissionais-qualificados-mais-demitidos/

    Se você é esperto, porém um aluno ruim e não gosta de estudar, curso técnico ou curso livre, ache algo que gosta, edição, automóvel, som ou qualquer coisa que goste um pouco, aprenda a ser produtivo com os mais experientes na área e ofereça seus serviços pelas redes sociais.
  • marcela  26/09/2018 00:51
    Tínhamos que ter bons economistas entrevistando esses candidatos e colocando-os em saia justa!Argumentos é que não faltam!
    Mas os caras do #elenão estão mais preocupados em dar o cú do que com a real situação econômica do país!


  • 5 minutos de ira!!!  26/09/2018 13:40
    De forma mais "suave", diria que as pessoas estão muito preocupadas com discussões éticas e morais falaciosas, demagogas e hipócritas. Desconhecem ou ignoram o fato de que, se a economia não puder financiar, o Estado Mãe Gentil nada poderá fazer para resolver suas questões filosófico-sociais acerca da sexualidade, ou seja, seu direito de dar o c#ú.
  • Pobreta  26/09/2018 14:33
    Marcela, viver no Brasil é horrível, acostume-se.
  • Felipe Lange  26/09/2018 02:29
    "Ela apontou para o gráfico. "A quantidade demandada excede a quantidade ofertada. Surge uma escassez"."

    O link que leva ao gráfico não está funcionando.

    Será que na década de 70 haveria algum professor brasileiro de Economia ensinando esse tipo de coisa?
  • Corregedor  26/09/2018 02:43
    Corrigido.

    Se duvidar, até hoje ainda não tem... Veja, por exemplo, que o governo Dilma fez exatamente isso com o setor elétrico (o que gerou consequências desastrosas).

    E tudo isso sob aplausos da academia.
  • Engenheiro desempregado  26/09/2018 22:05
    Havia Eugenio Gudin.
  • Leigo  26/09/2018 15:22
    Após o IMB, comecei a me fazer essas mesmas perguntas do artigo.
  • Gestor Público leitor do Mises  26/09/2018 22:23
    Pessoal, meu comentário nao tem a ver com o artigo. Estou me formando em Gestão Pública e recentemente comecei a frequentar esse site. Achei muito bom e gostaria de fazer o meu TCC com um tema tão interessante quanto os textos que eu vejo por aqui, gostaria de algumas sugestões de vcs. Primeiramente tinha pensado em falar sobre a percepção das pessoas sobre a sonegação fiscal, mas acho q existem coisas mais envolventes para eu pesquisar, algo envolvendo empreendedorismo e a Administraçao Pública, ou qualquer outra coisa com uma pegada mais liberal...

    Se alguém tiver alguma ideia deixa aqui, por favor.
  • Chiaki  27/09/2018 14:44
    O texto é bem coerente, tem observações da nossa realidade econômica que nos deixa perplexos, eu só gostaria de fazer uma observação com relação as indagações que devem ser feitas por economistas, acredito que essas indagações devem ser feitas por qualquer cidadão que tenha o mínimo conhecimento econômico, pois até o mínimo conhecimento de economia não permite a falta de lógica presente no populismo, eu particularmente não sou economista e nem sou investidor, porém tenho um pouco desse conhecimento apresentado no artigo é sempre busco fazer esses questionamentos apresentados.
  • Kira  30/09/2018 14:44
    Para aqueles que ainda acreditam que o estado deve fomentar algum incentivo a cultura aqui vai uma dica: Lei Rouanet deve ser extinta e nunca mais retornar sob nenhum aspecto! A razão é muito simples meu caro estatista direitista iludido: a lógica do incentivo a cultura é a mesma lógica dos protecionismos fomentados por programas como BNDES e subsídio similares. Artistas são empresários e/ou trabalham com e/ou para empresários que como tal querem lucros e vantagens em suas gravadoras, produtoras, etc... Usar dinheiro publico para subsidiar artistas sempre vai incorrer nas mesmas distorções e corrupções que programas como BNDES criam. Assim como os subsídios aos empresários amigos do governo, o estado não pode fornecer incentivo financeiro a todos os artistas que são milhares, essa conta não bate, então, terá sempre que escolher dos milhões de reais a quem subsidiarão. O resultado é que empresários do ramo que tiverem as "melhores" conexões políticas (favoritismos de ideologias política, partidos, em troca de protecionismos e mais subsídios) serão os que vão receber a verba, e o mesmo ciclo de protecionismo, troca de favores que ocorrem em todos os mercados que são subsidiados pelo estado. Não seja um idiota em achar que o seu candidato ou o seu partido por não ser de esquerda não vai se enveredar pelo mesmo caminho, ou que não há inúmeras formas de isso ser reconstruído e se repetir indefinidamente.
  • ARLINDO  02/10/2018 14:44
    "Ou então — para ficar em um tema da atualidade —, você não acha que maiores encargos fazem com que homens solteiros e saudáveis sejam preferíveis a mulheres casadas (que podem engravidar e, com isso, não trabalhar porém receber benefícios)?"

    Olha, faço um adendo importante:
    Segundo o Banco Mundial, lésbicas são mais bem pagas do que mulheres heterossexuais, diferença chega a média de 20%
  • 5 minutos de ira!!!  03/10/2018 14:01
    Vamos apontar falácias, então, um pouco off topic, mas vai lá.

    Quero, através deste texto, contrapôr algumas "verdades" absolutas que são divulgadas maciçamente em todos os meios de comunicação com dados que eu mesmo coletei e interpretei. Posso ter falhado, até porque dificilmente, pra não dizer que é impossível, o trabalho de uma única pessoa é melhor do que o do conjunto de todos os estudiosos, mas como até mesmo o trabalho científico e acadêmico, hoje, está contaminado com perversidades ideológicas, demagogia, sofismas e afins, vi-me obrigado a fazer uma verdadeira cruzada (tipo sessão da tarde) em busca de alguns fatos. Então, esse é apenas o trabalho de um mero cidadão, não é dissertação de mestrado, tese de doutorado ou pesquisa financiada por nenhum grande grupo.

    A Primeira grande "verdade" é que a violência contra a mulher é crescente e está ligada ao machismo violento e, para combatê-la, devemos discorrer leis de proteção específicas para a mulher.

    É fato que a violência contra a mulher é condenável. Acontece que o índice de homicídios de mulheres (diferente de femicídio, que é menor), no Brasil, é de cerca de 4,5 para cem mil mulheres e está praticamente estável na última década. Temos que melhorar, sim, pois ainda estamos acima do que acontece pelo mundo. O fato é que, claramente, o foco de ação deve ser outro. Vejamos a outra verdade:

    O mesmo índice para homens jovens é de 122 para cem mil, chegando acima de 200 em alguns estados. Isso é simplesmente 30 vezes mais. Esses homens não só são as maiores vítimas como também são os maiores causadores dessas mortes. Óbvio, pra mim, que o problema da violência entre homens jovens é que deve ser o grande tema da segurança nacional e deveria estar estampado em todos os jornais e revistas. Se conseguirmos qualquer resultado nesse problema, a violência contra mulheres vai diminuir junto!! Isso porque ela, na minha interpretação, é um reflexo, um respingo dessa violência muito maior. Tratemos a causa e não o sintoma.

    Outra verdade da mídia é que a violência contra negros é maior, por isso, temos que propôr soluções específicas para o problema, focando na questão racial.

    Isso é um sofisma (dados reais, interpretados de maneira tendenciosa propositalmente para se chegar a um resultado preconcebido). Isso acontece em tudo relacionado a questões sociais. Sempre, o negro está em desvantagem. Fica parecendo que a solução é compensar as diferenças raciais.

    Negros e pardos têm, sim, maior índice de homicídios. Qualquer violência realizada por razão racial é condenável, sim!! A má interpretação, aqui, se dá pela ausência de uma variável nessa equação: A POBREZA. Estranhamente, a pobreza não é levada em conta num índice de cunho estritamente social.

    Negros e pardos são considerados 37% mais vulneráveis à pobreza no Brasil. Se excluirmos essa variável, teremos que o índice de homicídios se assemelha. Não por acaso, nos últimos anos, tanto a presença de negros na população pobre quanto as diferenças nos índices de homicídio tenham subido juntamente. Uma está ligada a outra. Sobressai que a real vítima da violência é simplesmente o pobre. Alguma surpresa!?

    É a mesma falha em dizermos que os nordestinos são vítimas da violência por serem nordestinos.

    Os índices de homicídios são maiores no Nordeste, sim. Qualquer violência contra nordestinos, especificamente, é condenável, sim.

    "A violência é, porém, entre nordestinos e não contra eles. Nós aqui do Sul não temos nada que ver com isso, certo!?"……….. Errado!!!!! Outro sofisma. A diferença é porque os estados nordestinos são, no geral, mais pobres.

    Vamos acabar com a pobreza, então!!? Essa é a ideia, a base de tudo, mas não conseguiremos resultado da noite para o dia. Enquanto isso, como encontrado até aqui, o homem jovem pobre, maior vítima e maior perpetrador, deve ser o foco das ações para que se reduza todos os índices de homicídio. Isso é que deveria ser comentado em todos os programas e noticiários.

    Se tratarmos da violência contra os negros AO INVÉS de tratar da violência contra os pobres, teremos um resultado parcial e uma eficiência defasada em qualquer iniciativa.

    A questão racial é condenável? Sim! Dar oportunidades para os negros onde eles são excluídos é importante, mas interpretemos corretamente os números. Eles sempre dizem a verdade. Não é difícil. É só ter gente boa e sem vícios ideológicos nesses estudos.

    VAMOS FALAR SOBRE A VIOLÊNCIA ENTRE HOMENS JOVENS POBRES!!!!!

    Não deixemos de lutar para abrir as portas que se fecham para as pessoas REALMENTE por conta de seu gênero, ascendência ou cultura mas, na questão da violência, espanta-me que o cerne do problema mal seja mencionado!!! Não há grupos de debate, documentários ou temas de escola. Nada!!!

    Obrigado a quem leu o textão e atendeu ao grito de razão em meio a tanta polarização.

    Não importa meu gênero, idade ou raça. O que fiz foi simplesmente uma interpretação RACIONAL de dados que encontrei em meio a estudos grandiosos mas, no geral, cheios de falhas e tendenciosidades mórbidas. Minha reação ao que encontrei é que não foi tão racional assim… hehe… por isso peço desculpas.
  • Emerson Luis  19/10/2018 10:41

    Também conhecido como "método socrático".

    * * *


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