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A evolução dos gastos correntes do governo federal: um gráfico que assusta e deprime
Nenhum descontrole será impune

Que as finanças públicas estejam em descalabro é um fato que a mídia vive relembrando diariamente. Este Instituto possui um artigo detalhado sobre a explosiva situação fiscal do governo federal, mostrando o crescimento exponencial da dívida pública e o total descontrole do déficit orçamentário.

No entanto, algo que é pouco ilustrado — embora seja muito comentado — é a evolução dos gastos correntes do governo federal.

Os gastos correntes são, em termos gerais, as despesas do governo destinadas ao seu próprio custeio e a programas de bem-estar social. São as despesas efetuadas com o objetivo de pagar salários de funcionários públicos, de contratar serviços, de pagar toda a rede de seguridade social, e de adquirir produtos necessários para a realização de funções administrativas.

Eis alguns exemplos práticos de despesas correntes:

* Salários e encargos sociais do funcionalismo público.

*Gastos com as contas de água, energia, telefone etc. das instalações do governo federal (os prédios dos ministérios, das agências reguladoras, das secretarias, do Congresso e de todas as repartições federais).

* Gastos com a aquisição de bens de consumo pelo governo. Exemplos: automóveis para autoridades políticas; armas e veículos para a Polícia Federal; o cafezinho do Congresso; canetas, computadores, papeis, clipes, grampeadores, telefones para as repartições públicas; combustível para a locomoção das excelências (inclusive policiais federais).

* Gastos com a contratação de serviços terceirizados. Exemplos: faxinas nos prédios da União; consertos de veículos, de computadores, de aparelhos de ar condicionado etc.; manutenção de prédios, instalações e equipamentos do governo.

* Gastos com os juros e encargos da dívida (os quais não devem ser confundidos nem com amortização e nem com refinanciamento, como faz Ciro Gomes).

* Gastos com a Previdência Social.

Em suma: os gastos correntes são as despesas com pessoal e encargos sociais; com juros e encargos da dívida; com a seguridade social; e todas as demais atividades voltadas para manter a atividade do serviço público.

A evolução descontrolada

Felizmente, essas rubricas são fáceis de ser coletadas na internet, estando totalmente à disposição dos interessados.

site do Tesouro, utilizando dados do SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal) (link aqui), disponibiliza todas as despesas correntes do governo federal desde 1980.

Dei-me ao trabalho de coletar os dados a partir de 1995, que foi o primeiro ano completo do real. Os números vão até 2017.

As rubricas analisadas são:

* Pessoal e encargos sociais (linha azul);

* Juros e encargos da dívida (linha vermelha);

* Demais despesas correntes (linha roxa);

* Previdência Social (linha verde).

A coluna da esquerda mostra o valor dos gastos, em bilhões de reais.

graficodespesas.png

Evolução das despesas correntes do governo federal: quatro rubricas

Comecemos pelas notícias boas. São apenas duas.

* As despesas com juros se estabilizaram em 2016 e 2017, certamente por causa da forte queda na SELIC, que caiu de 14,25% para os atuais 6,50%.

* O item "Demais despesas correntes", que abrange todos aqueles gastos citados acima (aquisição de bens e serviço pelo governo), começou — pela primeira vez na história do real — a apresentar uma tendência de queda. Após chegar ao ápice em 2015, se estabilizou em 2016 e recuou em 2017. Seria esse um efeito da lei do teto de gastos? É bem provável.

Agora as notícias ruins.

* Não apenas não há nenhuma tendência de estabilização nos gastos com funcionalismo público, como, ao contrário, aparenta ter havido uma aceleração em 2016 e 2017. Os números, por si sós, sugerem que está havendo ou mais contratação de funcionários públicos, ou mais aumentos salariais, ou uma combinação de ambos.

* Em 1995, primeiro ano de FHC, os gastos com funcionários públicos terminaram o ano em R$ 38 bilhões. Em 2002, seu último ano, foram de R$ 75 bilhões. Aumento de 97% em sete anos (estamos partindo do final de 1995, e não do final de 1994). Isso dá uma média de 10,2% de aumento ao ano.

* Lula entra em 2003 e sai em 2010 com esta rubrica já em R$ 169 bilhões. Aumento de 125% em oito anos. Uma média de 10,7% de aumento ao ano.

* Dilma entra em 2011 e sai em 2015 (ok, ela saiu em abril de 2016, mas para efeitos práticos consideremos final de 2015) com esta rubrica em R$ 236 bilhões. Aumento de 40% em cinco anos. Uma média de 7% de aumento ao ano.

* Temer entra em 2016. Ao final de 2017, esta rubrica estava em R$ 281 bilhões. Aumento de 19%. Uma média de 9% de aumento ao ano.

* Vale notar que Temer foi muito mais generoso com os funcionários públicos do que Dilma.

* Não há nenhuma indicação de que os privilégios deste estrato da sociedade — que vive à custa dos impostos pagos por trabalhadores e empreendedores — estão sendo efetivamente atacados.

Por fim, as notícias péssimas.

* Não há o mais mínimo sinal de controle nos gastos previdenciários. Seu crescimento já adquiriu formato exponencial.

* Em 1995, os gastos previdenciários foram de R$ 32,5 bilhões. Em 2017, foram de R$ 545,7 bilhões. Aumento de 1.580% em 22 anos. Uma média 13,7% de aumento ao ano.

* Os gastos com previdência equivalem à soma dos gastos com salários e encargos de funcionários públicos (linha azul) mais todas as demais despesas correntes (linha roxa). E sua taxa de crescimento anual é muito superior à de todas as demais rubricas.

* Caso os gastos previdenciários mantenham esta exponencial tendência de crescimento — e manterão caso não haja nenhuma reforma, pois seu principal problema é demográfico, e a população está envelhecendo —, a lei do teto de gastos só poderá ser cumprida se houver um forte corte nas demais despesas do governo. Mas nenhum governante terá a coragem de mexer com os interesses da poderosa e privilegiada casta do funcionalismo público. Ou seja, o teto será furado e, muito provavelmente, a lei será revogada, o que poderá gerar grandes turbulências no mercado de títulos públicos, de juros futuros e de câmbio.

* Não haverá carga tributária que baste para bancar esse escabroso crescimento dos gastos previdenciários.

Conclusão

Não é nenhum exagero dizer que a questão previdenciária é, de fato, o grande nó górdio da atual situação das finanças públicas. Funcionalismo público vem em segundo lugar — muito embora boa parte dos gastos previdenciários seja com funcionários públicos aposentados e com pensões para seus familiares.

Insistir na necessidade da reforma da previdência não é, portanto, um fetiche "neoliberal reacionário anti-povo". Uma despesa que já é, de longe, a maior entre as despesas correntes, e que, para piorar, ainda cresce a uma taxa de 14% ao ano (sendo que essa taxa de crescimento também é a maior entre as despesas correntes), não é sustentável.

Ou ela é corrigida voluntariamente via reformas ou ela é corrigida forçosamente pela realidade econômica e pelas leis da contabilidade. Essas duas não admitem nem mágicas e nem desaforos.

Você, que ainda é jovem, ou que está na faixa dos 30-35 anos de idade, é bom — aliás, é urgente — começar a poupar e a investir, pois dificilmente haverá um INSS para bancar sua aposentadoria daqui a 50 anos. Questão de contabilidade. E de realidade econômica.

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Leia também:

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência

A Previdência Social foi uma criação genial - para os políticos

A explosiva situação fiscal do governo brasileiro - em dois gráficos


44 votos

autor

Thiago Fonseca
é graduado em administração pela FGV-SP e é empreendedor do ramo de eletroeletrônicos


  • Michel Pinheiro  17/09/2018 16:36
    Gráficos que demonstram a evolução de uma série são muito melhores e mais explicativos do que apenas números, que são mais abstratos.

    A situação da Previdência realmente é sem solução. E é inacreditável que ainda haja gente confiando sua aposentadoria e seu futuro a ela.

    Apenas agradeço pelo artigo conciso. Sintetizou bem o descalabro feito com as contas públicas nas últimas duas décadas.
  • Vitor  17/09/2018 16:41
    Ainda tem gente confiando em INSS? Ainda tem funça confiando em aposentadoria daqui a 30 anos? Custo a acreditar que tenha tanto gente ingênua assim no mundo.
  • Bernardo  17/09/2018 16:47
    O pior é que quando o governo começar a calotear a Previdência (e ele fará isso, não tenha dúvidas), ele vai atacar os mais velhos, pois estes não votam e não são organizados, não formam grupos de interesse e não têm poder eleitoral.

    Já os marajás do funcionalismo público são muito bem organizados e têm uma grande influencia eleitoral. Nenhum político terá a coragem de mexer com eles.

    Funças estaduais de fato irão se estrepar, pois governos estaduais não podem imprimir dinheiro. Mas os funças federais creio que estarão de boas.
  • Raquel  17/09/2018 23:21
    Pior que tem.Conheço aliás funcionário público,inclusive na minha família,que tem zero de poupança.Já tentei conversar sobre investimentos,e quase fui linchada,além de ser chamada de especuladora que quer ganhar dinheiro fácil e as custas da sociedade.
  • Infiliz  21/09/2018 19:57
    Não é só ingenuidade... é também esperança ou fé cega no governo E, principalmente, também é algo racional: o histórico.

    Pois veja, desde a década de 70 (!!!) que economistas alertam para o fato (inegável, não questiono os números apresentados) que a previdência vai isso ou aquilo, que o INSS não vai mais existir, etc e tal... e tá aí ainda essa estrovenga.
  • Felipe Lange  18/09/2018 11:51
    Falta aprender com os italianos, que sabem que a previdência está quebrada e então poupam tudo o que podem.
  • keila lopez  18/09/2018 22:27
    não basta poupar, é preciso investir bem. Recomendo o estudo sobre Fundos Imobiliários, uma ótima opção de investimento,
  • Érika Gouveia  19/09/2018 20:39
    Tem material para compartilhar Keila?
  • 4lex5andro  19/09/2018 22:37
    Excelente e irretocável artigo, não tem o que acrescer, até sua conclusão é concisa, a realidade do envelhecimento e a matemática se impõem frente a pachequismos típicos de um Brasil arcaico clientelista, que desde sempre esteve no topo do governo.

    Com relação ás dicas para investimentos, tem um bom site pra iniciantes, o "investidor internacional", vale conferir.
  • keila lopez  19/09/2018 22:44
    aqui tem um manual bem simples da pra ler em 20 minutos
    cursos.infomoney.com.br/guia-fundos-imobiliarios
  • Dj  09/10/2018 20:18
    Sou servidor público, mas já tenho noção do problema há algum tempo e sou criticado por muitos de minha classe por ter pensamento liberal. Sempre vêm com aquelas piadas tipo "só no Brasil existe pobre e servidor publico de direita..."
    Eu tenho noção do estrago que está feito nas contas e sempre q aparece oportunidade de debater entre as pessoas, inclusive meus pares, eu entro no tema e explico que eles não devem confiar, pois o estado ta quebrado. Todos correm o risco de ficar sem seus vencimentos ou tê-los reduzidos como aconteceu na Grécia. Muitos começam a pensar no assunto. Alguns caem na real. Fico muito feliz por isso. Acredito que estou fazendo minha parte para mudar essa filosofia. Infelizmente ainda tem muitos da era PT que acham que estão garantidos por serem servidores do Estado.
  • Alexandre Duran  17/09/2018 16:45
    Como sempre ótimo artigo.
    E tem gente que diz que a previdência é superavitária.
  • Marcos__Marques  18/09/2018 15:26
    Você por aqui tadan?

    Por mim previdência deveria ser opcional. Nada compulsório dá certo.
  • Ninguem Apenas  17/09/2018 16:45
    É racional esperar uma abolição gradual da lei de responsabilidade fiscal?


    Imagino que aos poucos vão criando brechas na lei, como aprovar que o Banco Central possa imprimir e repassar ao Tesouro somente até um limite de 5% das despesas totais (por exemplo), claro que isso pode (e irá) aumentar com o tempo.

    Isso envolve também uma abolição da regra de ouro, o governo vai passar a poder endividar-se para financiar gastos correntes.


    Eu fico só imaginando aonde o dólar vai parar nessa brincadeira.
  • Bernardo  17/09/2018 17:00
    Tudo isso é plausível. Mas ainda creio mais no calote direto das obrigações previdenciárias dos aposentados e pensionistas, bem como nos dependentes de assistencialismo. Chegará um momento em que estes não mais receberão nada.

    Como estes são os grupos menos organizados politicamente, eles são os que sofrerão primeiro.
  • Andre  17/09/2018 17:10
    Já existe, o BC possui a chamada conta câmbio, uma conta em que os lucros da valorização cambial das reservas em dólar podem ser transferidas ao tesouro. Além das já famosas operações compromissadas do BC.

    www.valor.com.br/valor-investe/casa-das-caldeiras/5173702/brasil-lidera-ranking-de-14-paises-em-compromissadas-diz-if
  • Almir  17/09/2018 17:00
    Emigrar é um bom plano para não passar este suplício? Meu pai vive dizendo que os anos 80 foram terríveis.
  • Pobre Mineiro  17/09/2018 20:21
    Se você tiver qualificações para isso...

    Vale lembrar que um engenheiro aqui no Brasil, só arruma trabalho como pião lá fora, nos países de vanguarda tecnológica.

    Não, não é nenhum preconceito contra estrangeiros oriundos de países pobres, mas a verdade é que a educação, nestes países, no geral é ruim, o que implica geralmente numa formação profissional ruim. A verdade é que um engenheiro Brasileiro geralmente tem o conhecimento comparável ao de um pião de obra lá nos países ricos.

    Não estou com o "complexo de vira latas", eu já morei na Alemanha e lá eu tinha uma amiga da Coréia do Sul bem mais nova do que eu, na época eu tinha 33 anos e ela 18. Aquela coreana tinha acabado de terminar o segundo grau na Coréia do Sul, e queria cursar estatística na TUM (Universidade Técnica de Munique). Eu já era formado em física pela UFRJ.

    Fiquei surpreso com os conhecimentos de física e matemática que aquela guria tinha. A menina dominava todo um curso de cálculo diferencial e integral e física básica. Ouso dizer que ela faria muito recém formado das melhores universidades brasileiras, dos cursos de exatas, passar vergonha !!!. Isso com um ensino médio completo na Córeia do Sul. Perguntei a ela onde ela aprendeu aquilo tudo, ela disse que no colégio onde ela estudou em Seoul.

    Sim, é verdade. Enquanto aqui no Brasil estamos a discutir ideologia de gênero, igualdade racial, homem x mulher, vitimismo, pátria grande, direitos humanos, e outras patifarias. Em países como a Coréia do Sul, China, Japão, etc... Tem criança fazendo cálculos que muitos cientistas e engenheiros daqui, não sabem nem começar.

    Quando estive de férias no Japão, vi pais dando de presente para a gurizada kits de robótica, para montar e programar o seu próprio robô. Vi coisas similares na China.

    Já aqui no Brasil; o seu filho ganhará um livro ensinando como a dar a bundinha para o coleguinha, sem sentir dor.
    Me atrevo a dizer que não demorará muito...
  • Felipe Lange  18/09/2018 11:54
    Meu professor do IFSULDEMINAS disse que os cursos de Biologia aqui no Brasil são uma porcaria perto do restante do mundo. Eu não duvido não. Por isso eu acho estúpida a ideia de querer fazer ensino superior aqui, para depois ir embora do país.

    Na URSS havia vários diplomados, mas eles não faziam nada decente.
  • Sabaoth  18/09/2018 12:45
    Depende de sua experiência profissional, da sua área de atuação.
    Terá visto de trabalho? Cidadania europeia?
    Eu sou engenheiro elétrico e trabalhei em multinacional em São Paulo.
    Tenho cidadania europeia e hoje sou gerente de contas em multinacional do ramo de automação industrial no UK.
    Nada a ver esse papo que brasileiro é desvalorizado no exterior. Os europeus que trabalhei são mais "especialistas" que nós, porém falta uma visão geral do negócio e proatividade. Eles valoziram bastante o nosso "can do".
    Desde que me mudei sempre fui chamado pra entrevistas e recebi propostas de emprego com os mesmos salários dos nativos.
    Pesquise bastante sobre as oportunidades, salários e principalmente custo de vida.
    Não acredite cegamente em vídeos do YouTube que dizem que a Europa ou Canadá por exemplo, são o paraíso na terra. Tem muita coisa bem melhor que o Brasil mas também tem muitos problemas.
    Pra começar o custo de vida é altíssimo comparado com SP e os impostos também são altíssimo.
    Boa sorte.
  • Almir  18/09/2018 14:11
    Não tenho cidadania, nem graduação, sou apenas um mecânico de autos, meu pai é pedreiro e disse para não perder tempo e dinheiro com faculdades pois ele ganhava mais que engenheiro, me pagou um curso técnico, e trabalhamos juntos em obra até juntar dinheiro para uma oficina, tenho uma boa renda aqui no Brasil desde os 18 anos, mas minha esposa e eu estamos muito preocupados com a violência e perspectiva que as coisas podem piorar ainda mais. Estava pensando em países mais humildes como Chile, Uruguai e até o Paraguai, não me importo com política, dinheiro eu sei como consegue, a preocupação mesmo é violência, escolas boas para os filhos que planejamos e um lugar sem os ânimos exaltados.
  • Sabaoth  18/09/2018 16:32
    America do Sul nao sei direito como funciona para viver e trabalhar legalmente. Imagino que tenha alguma vantagem por sermos parte do Mercosul. Pelo menos a turismo eu sei que nao precisa de passaporte, apenas o RG.
    Desculpe, mas nao tenho nenhuma informacao sobre esses paises mais proximos pois nao tenho conhecidos vivendo neles para me relatar a realidade.
    Atualmente tenho amigos vivendo no Canada, EUA, Mexico, Espanha, Portugal e Italia, alem do Reino Unido.
    Boa sorte e sucesso nos seus planos!
  • Guilherme  18/09/2018 17:11
    Brasileiro viver em outros países do continente e Panamá é facílimo, apenas preencher papeladas, pagar taxas e esperar, não há risco de ser recusado, exceto se for paupérrimo ou bandido. Como seu problema não é dinheiro segue:

    Uruguai: País muito caro, qualidade de vida excelente, infraestrutura boa, pacato até demais, maior risco é morrer de tédio, economia estável para o empreendedor típico com poder de seu dinheiro;

    Chile: País caro, qualidade de vida boa, infraestrutura excelente, capital e interior muito seguros, muitos destinos para viajar barato, a economia funciona muito bem para os padrões continentais, a competição é alta, muitos profissionais qualificados argentinos e brasileiros já se estabeleceram anos atrás;

    Paraguay: País muito barato, qualidade de vida boa, infraestrutura fraca, fora da região de fronteira com o Brasil o país é muito seguro, a economia está on fire, muitas oportunidades para profissionais e pequenos empreendedores, povo conservador que adora armas e sua liberdade para importar quinquilharias de Miami, ótimo lugar para criar filhos.
  • Lucas  18/09/2018 17:38
    "Brasileiro viver em outros países do continente e Panamá é facílimo, "

    Como assim fácil ?
  • Guilherme  18/09/2018 19:02
    "Como assim fácil ?"

    Fácil, porque em geral, apesar de uma série de burocracias e tempos de espera elevados, os procedimentos de pedido de visto temporário não exigem contrato de emprego formal, investidor ou empregador como Europa, América do Norte e Oceania. A nossa versão do Espaço Schengen.
    Minha primeira experiência foi em 2014 no Chile, solicitei minha residência temporária na embaixada chilena em São Paulo, depois de um tempo, passaporte carimbado, rumo a Valparaíso, documentos nacionais chilenos tirados e com eles até poderia procurar emprego e trabalhar formalmente, mas passei 1 ano vendendo acessórios de tabacaria online. Depois vim para B.A.
  • Eduardo  17/09/2018 17:04
    Ou seja: o "neoliberal" FHC aumentou os gastos com funças (na média por ano) tanto quanto Lula e bem mais que Dilma.

    Temer, embora tenha conseguido a meritória façanha de controlar as "demais despesas correntes", também foi igualmente generoso com os funças.

    Realmente, taí um grupo que nunca perde.

  • Humberto  17/09/2018 17:07
    Sim, só que como a média da inflação de preços foi menor no período 2005-2010, os aumentos nominais para os funças neste período acabaram sendo muito maiores em termos reais do que os sob FHC (que chegou a pegar inflação de 22% ao ano em 1995 e 12,5% em 2002).

    Daí a maior sensação de bem-estar dos funças no período Lula do que no período FHC.

    Mas, sim, ambos eram sabujos dos funças, que são quem realmente manda no país.
  • Sarney  17/09/2018 19:09
    Os funças que nunca perdem são os marajás federais, os funças estaduais só ganham de verdade quando a situação fiscal está favorável. Junto com os aposentados, serão os primeiros a parar de receber suas benesses. Os do RJ, por exemplo, já estão com os salários atrasados faz vários meses.
  • Gabriel Batista  17/09/2018 17:16
    Off-Topic.

    Tenho uma dúvida, tenho um dinheiro guardado e estava pensando em dar entrada em um imóvel, apartamento ou casa mesmo, vcs acham que isso é vantajoso ?

    É melhor ter seu imóvel ou viver de aluguel?

    Porque na minha cabeça o aluguel é um dinheiro sem retorno, já o imóvel, vc pode vender depois mesmo que não pegue o valor que pagou, vc reavê alguma coisa.


    obrigado.
  • Andre  17/09/2018 17:28
    "dar entrada em um imóvel"= financiamento do valor faltante = pagar juro = pagar aluguel sobre o dinheiro emprestado = "um dinheiro sem retorno"
  • Gabriel Batista  17/09/2018 17:38
    Andre entendi seu raciocino, mas no fim vc acaba pagando mais no aluguel poque esse não tem fim, já o juros acaba quando vc termina o financiamento, correto?
  • Souza  17/09/2018 17:59
    More de aluguel, mas jamais viva de aluguel. Além de inquilino depredar patrimônio, a taxa de retorno líquida de um aluguel costuma ser menor até mesmo que a da poupança. Ademais, imóvel -- ao contrário da crença -- não tem liquidez e está longe de ser um ativo que "só valoriza".
  • Gabriel Batista  17/09/2018 18:07
    Obrigado souza pela ajuda.
  • ed  17/09/2018 17:42
    Jamais pague juros. Jamais.
  • Xereta  17/09/2018 17:56
    Caro Gabriel, não sei se a minha situação se aplica a você (depende muito de quanto dinheiro você está falando, qual cidade, qual tipo de imóvel, etc), mas vamos lá:

    Eu cresci ouvindo meus pais dizendo que era um absurdo morar de aluguel, que o mínimo que você deve ter é um imóvel para começar sua vida e "sair de casa". Apesar para situar, meu pai vendeu uma moto no final dos anos 70 para comprar o apartamento onde ele vive até hoje. Colocou mais algumas economias em cima e pronto, o imóvel estava quitado. Tente vender um automóvel e veja quanto ainda vai faltar para pagar num imóvel.

    Saí de casa e fui morar de aluguel. Já tinha uma boa grana guardada, mas resolvi não dar entrada e comprar nada. Para mim, as principais desvantagens são o fato de que, óbvio, o apartamento não é meu, ou seja, não posso / não vou fazer grandes modificações para deixar do "meu jeito" (isso se resolve procurando e escolhendo bem, até achar algo que realmente te agrade) e o risco de o proprietário pedir o imóvel de volta (que se "resolve" com multa contratual e/ou uma boa conversa). Mesmo assim, são raros os casos (estou no meu terceiro imóvel e nunca pediram de volta - eu sempre escolhi sair).

    Para mim, vejo diversas vantagens, vou listar as principais:

    1) É mais fácil adaptar minha vida. Moro em SP, meu primeiro apto foi na zona sul, perto de onde meus pais moravam e de onde eu e minha esposa trabalhávamos. Nós dois mudamos de emprego, eu fui para a zona oeste e ela para a zona leste. O que fizemos? Saímos desse apto e alugamos outro, perto do meu trabalho (eu vou a pé) e no contra-fluxo para ela. Melhoramos nossa qualidade de vida e nos adaptamos à nova realidade, sem ter que passar por todo o processo de vender e comprar um novo apartamento.

    2) Serve como um teste: escolhi meu primeiro apto mais na emoção do que na razão; tinha uma boa planta num bairro bom. Pouco tempo depois, uma obra começou no terreno ao lado. Além disso, o condomínio era uma bagunça, a organização das vagas era feita de qualquer maneira, houve um assalto com participação do porteiro... aprendi muitas coisas que devem ser avaliadas antes da decisão.

    3) Para mim, é mais vantajoso financeiramente. Explico: moro num apto de tamanho razoável (90m2), numa parte boa e tranquila da zona oeste, com bom boa estrutura de segurança, salões, piscina (para minha filha, é ótimo), último andar, com duas vagas... normalmente vejo anúncios pedindo em torno de 750mil por um apartamento como esse, e meu aluguel é 2.500 reais. Traduzindo: pago cerca de 0,33% do valor do apartamento como aluguel. Sabendo que o proprietário fez um financiamento, obra e móveis (o apto tem piso, armários nos quartos e cozinha, vidro na varanda), o montante gasto provavelmente passa de 1 milhão de reais. Aplicar um milhão em algo que te rende 2.500 por mês, com a certeza de depreciação e o risco de o imóvel ficar vazio, não me parece algo muito inteligente. Você consegue um rendimento muito melhor que este com uma poupança, que é reconhecidamente um investimento horrível, sem correr nenhum risco. Se você pegar um CDB simples consegue um rendimento melhor que isso. Pessoalmente eu faço isso: meu montante em dinheiro investido não permite que eu compre este apto, mas me rende o suficiente para "pagar o aluguel" todo mês e ainda sobrar.

    Não sei se era esta a resposta que você esperava, espero ter dado alguma perspectiva.
  • Gabriel Batista  17/09/2018 18:06
    Xereta muito obrigado pelo relato, ajudou a tomar a minha decisão eu tenho 1/3 do valor, fazendo a mesma conta que vc, não vale a pena.

    obrigado.
  • Xereta  17/09/2018 20:25
    Gabriel, apenas completando meu comentário, alguém comentou aqui em cima e eu esqueci deste ponto: a liquidez de um imóvel é baixíssima, pra não dizer que é quase nula. Escolha um investimento financeiro com liquidez diária; numa possível emergência (ou até se você eventualmente resolver comprar um imóvel), o dinheiro está lá, disponível. Tentar vender um apartamento, além de ser um processo extremamente demorado, é bem caro (gastos com comissão e documentação) e, para "vender rápido", a solução muitas vezes é baixar o preço e perder dinheiro no processo.
  • keila lopez  19/09/2018 14:29
    gabriel, continue pagando aluguel e invista seu dinheiro em cotas de Fundos Imobiliários, estude o assunto, vc consegue um retorno de uns 0,65% ao mês recebendo os alugueis e suas cotas ainda se valorizam com o tempo.
  • Fernando  19/09/2018 16:06
    Dinheiro pago em aluguel é algo que tem sim um retorno, no caso vc usufruiu de um bem e deu sua grana em troca. Sem contar que tem flexibilidade para mudar-se, decidir melhor propostas de trabalho em outros lugares, deixar o dinheiro investido, enfim sempre falam que é dinheiro que não tem retorno mas vc está pagando por uma comodidade, eu encaro assim.
  • Guilherme  17/09/2018 17:35
    Aproveitando o tema:

    "A promessa de alguns candidatos de não usar os palácios da Alvorada e do Jaburu como moradia, para economizar gastos, não reduz custos. Mesmo desocupada, a residência oficial do presidente consome, em média, R$ 430 mil por mês em manutenção, informou a Coluna do Estadão. Os cálculos são do próprio governo, que justifica o pagamento de contas fixas, como água, luz, manutenção das piscinas e espelhos d'água, jardinagem e até cuidados com animais que habitam as redondezas, como as emas."

    br18.com.br/o-preco-para-manter-palacios/
  • Lee Bertharian  17/09/2018 18:19
    Como é mais fácil nevar no inferno do que políticos deixarem de ser políticos, só vejo uma alternativa "milagrosa-keynesiana" para (mais uma) "recuperação-vôo-de-galinha": a volta da inflação.
    Gostaria de ver o comentário (quem sabe um artigo?) do Leandro...
  • Leandro  17/09/2018 18:38
    Não creio. Políticos não são burros (são anti-éticos e imorais, mas não são burros). Criar inflação destrói a popularidade deles, colocando em risco suas sacrossantas reeleições. Ademais, mesmo eles sabem que inflação não corrige nada.

    Na prática, há duas soluções viáveis. A primeira é clichê; a segunda depende do imponderável.

    1) Primeira solução: manutenção da lei do teto de gastos, reforma da previdência, e ataque impiedoso aos privilégios do funcionalismo público.

    (Perceba que só vender estatais não basta, pois essa privatização ajuda apenas em um problema de estoque -- reduz a dívida pública --, mas não ataca o problema do fluxo, que é a necessidade de receitas crescentes para bancar gastos crescentes. Privatizações, por si sós, não irão resolver a questão do descontrole dos gastos).

    2) Já a segunda solução, que depende do imponderável, seria o mundo voltar a viver as condições que vigoraram entre 2004 e 2011: dólar em contínua queda, o que permitiu a expansão do crédito sem pressões nos preços. Essa expansão do crédito sem carestia aumentaria as receitas do governo e permitiria bancar todos esses gastos sem mais endividamento.
  • Político  17/09/2018 19:04
    Leandro, mas se os políticos não atenderem as demandas por manutenção dos privilégios dos servidores, suas sacrossantas reeleições correm risco de popularidade idêntico ao da agressão física a moeda. São aproximadamente 130 parlamentares diretamente ligados ao funcionalismo e mais uma centena de parlamentares com firmes compromissos com os 130 primeiros, o velho toma la da cá. ,
    Aqui em Brasília a reforma da previdência é dada como inevitável, porém o congresso pretende vendê-la cara, bem cara, com uma regra de transição branda, uma idade mínima longe da ideal e o mais grave, tirar a EC do teto dos gastos. E juntamente com a reoneração da folha de pagamento, as privatizações e cessão onerosa da Petrobras acredita-se que serão medidas suficientes para o ajuste fiscal. Se o país precisar de mais medidas de ajuste para estabilizar a economia então o futuro é sombrio.
  • Henrique  17/09/2018 22:19
    De onde conseguiu esse número que 130 parlamentares são ligados ao funcionalismo?
  • Felipe  18/09/2018 00:12
    epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2018/07/bancada-mais-poderosa-do-congresso-um-quarto-dos-deputados-federais-e-servidor-publico.html

    noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/07/22/lobby-do-servidor-reune-a-maior-bancada-da-camara.htm
  • Jango  17/09/2018 19:21
    Vendo esse gráfico percebe-se que nenhum dos atuais candidatos conseguirão entregar o país nem igual ao que pegaram em mãos.

    O único que, ao meu ver, conseguiria pelo menos deixar a situação igual seria o Alckmin por ter mais conexões políticas. E nem seria com corte de gastos, seria com vendas de estatais inúteis (as principais nem pensar também).
  • Marcelo  17/09/2018 19:45
    Mas venda de estatal não necessariamente contém aumento de gastos (como o Leandro bem explicou ali em cima). Aumenta pontualmente as receitas e ajuda pontualmente na dívida pública, mas não corrige os problemas de fluxo e nem do descontrole de gastos.
  • Paulo Henrique  17/09/2018 21:05
    Porem, se reduzir o tamanho da dívida, não diminui o serviço com juros, e consequnetemente os gastos?
    Acredito que privatizar tenha um efeito nos gastos sim. Só que comparado ao rombo da previdência e o aumento contínuo nos gastos, essa redução seria completamente engolida
  • Pobre Paulista  18/09/2018 15:41
    Ajuda marginalmente no fluxo caso a empresa seja deficitária, o governo deixa de gastar dinheiro à toa.

    Mas tem o benefício não-financeiro de deixar de ser moeda de troca para políticos, isso acaba também reduzindo marginalmente o poder do estado.
  • Nomak  23/09/2018 23:18
    No máximo os gastos ficarão no mesmo nível que estão (com exceção da Previdência). Nunca será aprovado algo como um corte de gastos radical.
  • Gustavo A.  17/09/2018 19:46
    O que acharia cômico se não fosse trágico é o fato de ver políticos fazendo propaganda totalmente contrários à reforma da previdência e querendo aumentar a qualidade do SUS.

    Isso é quase um estelionato, tendo em vista que ambos fazem parte da seguridade social.
  • Carlos  17/09/2018 19:48
    Eu me lembro quando Samuel Pessoa e Fábio Giambiagi começaram a falar que a Previdência era uma bomba-relógio: em 2006. Ali, os gastos estavam em "apenas" R$ 160 milhões. Desde então, absolutamente nada foi feito.

    Já era.
  • Judeu  17/09/2018 20:19
    Quanto mais rápido esse sistema de pirâmide desmoronar, melhor.
  • Felipe Melo  17/09/2018 20:24
    A vaca sagrada brasileira é o funcionalismo público. A vaca sagrada americana é o complexo militar-industrial. Qual parasita será o mais difícil de extirpar?
  • O observador  17/09/2018 20:00
    Dependendo do tamanho do colapso das contas públicas, o fim do Brasil poderá ser o mesmo da URSS: a dissolução do país em pequenas repúblicas independentes após o colapso da nação em si decorrente da falência financeira e desordem absoluto em todos os setores.

    Se nada for feito para anemizar a tragédia que se avizinha, daqui a 60 anos, o Brasil existirá somente nos livros de História.
  • Lascado  17/09/2018 20:09
    O futuro da Argentina é ser a Venezuela, o futuro do Brasil é ser a Argentina.
  • Henrique  17/09/2018 21:51
    Boa noite a todos.

    Não me levem a mal, mas... acredito que quem está reclamando do atual estado das contas públicas foi contra à volta da CPMF. Não é o caso de ter humildade para admitir que teve um posicionamento errado? Não estaria o governo com mais folga em seu caixa caso a medida tivesse sido aprovada, obviamente?


    Abraços.
  • Meirelles  17/09/2018 23:09
    Esse aí, tadinho, não entendeu absolutamente nada. O artigo mostra a explosiva evolução dos gastos do governo, e aí o sujeito vem e diz que essa explosão nos gastos foi causada pela extinção da CPMF!

    Ou seja, segundo o gênio, quanto mais as fontes de receitas diminuem, mais o governo gasta! É de uma inteligência assombrosa.

    Aliás, se a CPMF ainda existisse, trazendo mais R$ 60 bilhões anuais pro governo, é certeza absoluta que os gastos hoje estariam em níveis ainda mais explpsivos, com o governo se apropriando de fatias ainda maiores da economia.

    Afinal, é empiricamente comprovado: quanto mais o governo arrecada, mais ele gasta. E quanto mais ele gasta, mais ele destroça a economia.

    Ainda bem que acabaram com a CPMF. Se essa joça ainda existisse, os gastos já estariam em níveis soviéticos. E nós estaríamos ainda mais pobres.
  • clovis  18/09/2018 13:43
    discordo. CPFM é ótimo instrumento para autuar pessoas que lavam dinheiro, sem declarar à SRF. Basta ver o quanto foi arrecadado de cpmf e quanto declarou, a diferença é autuação de rendimentos não declarados. CPMF não precisa ser escorchante, basta 0,01%. Sem mandado de segurança, sem quebra de sigilo fiscal, sem nada, apenas dados de arrecadação. A SRF agradeçe.
  • 5 minutos de ira!!!  18/09/2018 12:34
    Aff....

    Estamos falando em corte de gastos e não em aumento de arrecadação... Quando se abole um imposto, o sensato é que se compense com a diminuição dos gastos. Por bem ou por mal, isso terá que acontecer. Esse é exatamente o intuito da coisa.
    Um libertário jamais defenderia aumento de imposto. Leia mais a respeito dessa ideologia e entenderá como um libertário resolve o problema das contas públicas.
    Cada imposto que cai, urramos de alegria, sim.
  • Raphael  21/09/2018 23:48
    CPMF q deu lugar ao IOF? vai voltar com a CPMF e vai extinguir o IOF ou vai ficar pagando 2 impostos q sequer deveriam ter existido?
    chega de assalto... a vaca chamada brasil ja ta na uti, vai querer mais uma teta? pra q? pra fazer show no rj, comprar apoio no congresso, aumentar salario de juiz do supremo, financiar empreitero doador de campanha pra fazer obra em alguma republiqueta latrino-americana?
    o problema do brasil nunca foi dinheiro, eh pra onde vai o dinheiro... se voce quer dar o seu pra brasilia fique a vontade mas fique longe do meu
  • Felipe Lange  17/09/2018 23:46
    Porque os gastos da previdência estatal aumentaram proporcionalmente muito mais do que os demais gastos?
  • Luke Skywalker  17/09/2018 23:51
    Boa noite!

    Eu acho que esse site é o melhor da internet mas eu ainda possuo dúvidas interiores...
    Se de uma hora para outra( ou planejado ) todos os funcionários públicos e os "Super Amigos"(Grande mídia, Grandes empresas) resolverem cruzar os braços como ficamos?

    Pois penso que os funcionários públicos já sabem que vão perder privilégios e irão fazer várias greves( mais do que já fazem), ou até uma União de todas as categorias(saúde, educação,segurança...) com o auxílio dos "Super Amigos" vai ficar muito mais difícil viver aqui hein?

    Eu pergunto á vcs quem vai ter coragem para mexer nisso?
    Quem vai ter coragem para arriscar seu próprio pescoço, de familiares e de terceiros nessa empreitada?

    Obs.: Não vejo luz no fim do túnel
  • Anakin  18/09/2018 00:42
    "Se de uma hora para outra( ou planejado ) todos os funcionários públicos e os "Super Amigos"(Grande mídia, Grandes empresas) resolverem cruzar os braços como ficamos?"

    Se os funças cruzarem os braços, o setor produtivo deixará de ser espoliado. A criação de riqueza explodirá e o bem-estar das pessoas aumentará estrondosamente. Trabalhadores e empreendedores poderão manter 100% dos frutos do seu trabalho.

    Cenário paradisíaco.

    De resto, não entendi por que a grande mídia e as grandes empresas também fariam greve. Quais seriam as demandas?
  • 5 minutos de ira!!!  18/09/2018 12:41
    Ah... vai ter funcionário público que é libertário infiltrado e, por não dar trela para sindicato, vai vir trabalhar durante a greve e quebrar o pau.... cidadão vindo dar de dedo e enfrentando os funças... mesmo que arrisque o pescoço pra isso... ou saiu de moda dar a vida por uma causa?

    O Brasil está dividido ao meio. Qualquer greve, manifestação ou revolução vai ter aderência de, aproximadamente, metade da população.
  • Obi-wan  19/09/2018 01:14
    Agora imagina se todos os funcionários de empresas privadas fizessem acordos diretos com seus contratantes e não mais trabalhassem com carteira assinada... aí queria ver como iriam fazer para pagar os parasitas...
  • Bode  18/09/2018 00:21
    A reforma da previdência vai acontecer por bem ou por mal. Democracias não se sustentam com hiperinflação. A dificuldade é vencer a resistência dos grupos organizados de pressão sobre o congresso, a saber, os funcionários públicos, lavradores, sindicatos, e toda sorte de parasitas dos pagadores de impostos.
  • Danilo Lima  18/09/2018 02:04
    O que pode reverter esse quadro fiscal é um Bolsoshock (alusão ao Fujishock) caso se Bolsonaro seja eleito. Se for Haddad, aí meu amigo, se segure onde puder(Dólar a 10 reais e Inflação de 20% ao ano já no primeiro ano do governo Haddad)
  • André Almeida  18/09/2018 13:34
    Primeiramente parabens pelos gráficos e pelas considerações!
    Apenas como observações acho que colocar a previdência de funcionários públicos e do regime geral no mesmo bolo uma vez que não são o mesmo tipo de despesa, apenas protege o funcionalismo acobertando o seu absurdo . Também gostaria de ver para efeito de coerência e justiça uma série histórica da previdência do regime geral que mostrasse as décadas em que essa conta ficou superavitaria e que o governo se beneficiou...
    Grato
  • Defensor Público  18/09/2018 13:49
    "Apenas como observações acho que colocar a previdência de funcionários públicos e do regime geral no mesmo bolo uma vez que não são o mesmo tipo de despesa, apenas protege o funcionalismo acobertando o seu absurdo."

    Se você tiver os números separados, favor disponibilizar. O site do Tesouro não faz isso. Nem o SIAFI.

    Ademais, em última instância, ambas as previdências são financiadas via impostos extraídos do setor privado (afinal, os salários dos funças são pagos com impostos). Dado que ambas são regimes de repartição, e não de capitalização, ambas são igualmente financiadas pelos mesmos impostos extraídos do setor privado.

    Sendo assim, dado que ambas têm a mesma origem, colocá-las no mesmo balaio até tem fundamento.

    "Também gostaria de ver para efeito de coerência e justiça uma série histórica da previdência do regime geral que mostrasse as décadas em que essa conta ficou superavitaria e que o governo se beneficiou... "

    Se você tiver os números, favor disponibilizar. O site do Tesouro não faz isso. Nem o SIAFI.
  • André Almeida  18/09/2018 14:33
    Grato pela resposta.
    Imagino que o Tesouro não disponibilize mesmo...
    Como dizia o Joelmir Beting " A estatística é a arte de torturar os números até que eles digam o que você quer". Então apresentam os números de forma favorável ao argumento.
    Obras como Furnas, Itaipu, Ponte Rio-Niterói e muitas outras foram feitas a fundo perdido com esse superávit e geram receita para a União . Duvido que essa receita entre na conta do déficit da previdência.
  • Carlos  18/09/2018 16:33
    É interessante notar que a rubrica "demais despesas correntes" se manteve bem comportado no governo FHC, deu uma ligeira disparada no início do governo Lula, mas depois se estabilizou, voltou a acelerar no fim do governo Lula e por fim despirocou geral no governo Dilma. De 2011 a 2015, a curva chegou a apresentar crescimento exponencial.

    A companheirada de fato mamou bonito no governo da Anta.
  • Andre Barbosa  18/09/2018 19:59
    O artigo é bem elaborado, mas peca em uma coisa, ele não desconta a inflação ao longo do tempo.
    Toda conta, coeteris paribus, tende a crescer o mesmo tanto da inflação, a não ser que tenha um intervenção para diminui-la.
    É muito importante que os gastos sejam descontados a inflação, para se ter uma noção real. Por exemplo os primeiros anos de FHC a inflação tava lata e foi caindo, o que teve impacto nos gastos. Já o Temer, teve um aumento maior que Dilma, sendo que a inflação caiu drasticamente.
  • Fabrício  18/09/2018 22:20
    Isso é circular. Quem causa inflação é o governo, via expansões monetárias engendradas pelo Banco Central. O governo que mais causa inflação será o que mais expandirá os gastos.

    Em todo caso, os números são públicos. É só você pesquisar.

    O IPCA acumulado de janeiro de 1996 a dezembro de 2017 foi de 295%

    www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormCorrecaoValores.do?method=exibirFormCorrecaoValores

    No mesmo período, eis os respectivos aumentos dos gastos:

    Pessoal: 642%

    Juros e encargos da dívida: 1.108%

    Demais despesas correntes: 1.012%

    Previdência: 1.579%.
  • Estudante  18/09/2018 22:12
    Para vocês, como seria o governo Bolsonaro?
    Paulo Guedes iria privatizar tudo? As reformas passariam? Governo iria pra frente?


    Pra mim, toda a população e o congresso, ia ignorar as ideias e passar a ser contra as propostas só porque as mesmas vem do Bolsonaro.
    Assim como o PT faz, vota contra tudo aquilo que é proposto por não petista...
  • 4lex5andro  19/09/2018 12:19
    O Brasil, diferente das grandes nações, nunca teve de passar por um conflito civil-militar que abrangesse todo seu território e incomodasse as elites governantes, mas de algum modo,um dia a conta chega e vai ser obrigatório despertar.

    Complicado mas é o choque da realidade, e graças a Deus que a Matemática é imanente.

    Não se dobra a ideologias ou modismos.

  • Felipe Lange  19/09/2018 14:26
    Leandro, por que o estado de São Paulo ainda não passou por uma crise fiscal, como o Rio de Janeiro por exemplo?

    Qual foi o legado econômico deixado pelo Alckmin? Teve alguma relação com os governadores anteriores?
  • anêmona  20/09/2018 00:28
    mises.org.br/Article.aspx?id=2648
  • Felipe Lange  23/09/2018 20:43
    Obrigado, irei ver.
  • Emerson Luis  03/10/2018 10:31

    As elites simplesmente não aprendem com a História. Será que teremos uma "Revolução Americana" ou uma "Revolução Francesa"?

    * * *
  • Décio  29/11/2018 10:40
    A conta não fecha !
    O crescimento da receita foi gigantesco a partir de 2003 !
    Onde foi parar nosso dinheiro ?
  • Kaique  29/11/2018 13:51
    Como um economista pode olhar pra história do Brasil e ainda acreditar no Keynesianismo (por mais brando que seja)?


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