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A democracia é um arranjo contraditório e propício a gerar divisões, conflitos e desastres
A razão e a lógica explicam: não é surpresa nenhuma o acirramento dos ânimos causado pela democracia

É comum ver os simpatizantes de um candidato político derrotado nas eleições levantarem teorias conspiratórias sobre fraudes nas urnas. Quem afirma que houve fraude eleitoral está, na prática, dizendo que não acredita que a maioria dos eleitores tenha optado por votar de outra maneira que não aquela única que ele considerava a correta.

Mas não é necessário recorrer a teorias conspiratórias para explicar um eventual resultado adverso em uma eleição. E o motivo é simples: a maioria votante nem sempre tem razão.

A falibilidade democrática

A democracia é um método de agregação de preferências individuais acerca de diversas questões que afetam o conjunto do coletivo

Mais ainda: tais preferências individuais são ponderadas de maneira igualitária — motivo pelo qual tendem a prevalecer regras de decisão majoritárias, isto é, a maioria simples vence.

Quatro aspectos são relevantes — e potencialmente problemáticos — nessa definição de democracia: a) método de agregação, b) preferências individuais, c) questões que afetam o coletivo, e d) ponderação igualitária.

Primeiro, o insumo de toda democracia é simplesmente a "preferência eleitoral de cada indivíduo" (ou seja, os votos): assim como não é nada controverso reconhecer que um indivíduo pode se equivocar em várias ocasiões da sua vida privada, tampouco deveria ser controverso reconhecer que um indivíduo pode se equivocar ao votar. 

Com efeito, há razões de sobra para crer que uma pessoa se equivoca com muito mais facilidade ao votar do que ao tomar decisões sobre sua vida privada: dado que a influência de um único voto sobre o resultado final de eleições gerais é praticamente nula (salvo em localidade muito pequenas), as pessoas carecerão de incentivos para se informar suficientemente antes de dar o seu voto e terão ainda menos incentivos para analisar as reais consequências econômicas de seu voto (custos altos e ganhos nulos).

Já no âmbito privado a situação é muito distinta: as preferências de um indivíduo são absolutamente determinantes nas decisões que ele toma — o custo de se informar pode ser igualmente alto, mas os ganhos de agir de forma correta também serão.

No âmbito da democracia, isso que foi descrito é conhecido como o fenômeno da ignorância racional dos eleitores, fenômeno esse que tende a ser intensificado à medida que o voto de um especialista no assunto sendo votado tem absolutamente o mesmo peso que o voto de um não-especialista — por exemplo, o meu voto em relação a uma matéria de desenho urbanístico vale o mesmo que o de um arquiteto.

Segundo, por ser um método de agregação de preferências individuais, pode-se argumentar que os erros aleatórios de alguns indivíduos seriam cancelados pelos erros aleatórios de outros indivíduos, gerando como resultado um acerto agregado. Por exemplo, minha ignorância em relação a desenho urbanístico poderia ser contrabalançada pelos meus conhecimentos de economia; por sua vez, o conhecimento de arquitetura do arquiteto poderia ser contrabalançado por sua ignorância em economia. Minhas deficiências se complementam com a sabedoria de terceiros e vice-versa.

No entanto, não há nenhuma razão para pressupor que todas as deficiências que afetam os eleitores sejam não-sistemáticas. Ao contrário: sabemos que certas deficiências são sim de caráter sistemático: por exemplo — e ficando apenas no campo da economia —, dispomos de fortes evidências de que os eleitores padecem de um viés anti-mercado (a tendência de subestimar os benefícios trazidos pelo livre mercado), de um viés pró-emprego (a tendência de superestimar os benefícios de se criar qualquer tipo de emprego, mesmo o emprego público), e de um viés assistencialista (a tendência de sobrevalorizar qualquer política que proclame aumentar a presença paternalista do estado na vida do cidadão). 

Por tudo isso, a agregação de preferências individuais sistematicamente enviesadas gerará decisões coletivas também enviesadas. Tal é o fenômeno da irracionalidade do eleitor.

Terceiro, mesmo que as preferências individuais não se manifestem sistematicamente enviesadas e caiba supor que os erros aleatórios de alguns indivíduos serão contrabalançados pelos de outros, ainda assim seria necessário que o método concreto de agregação de preferências individuais fosse neutro para que a "vontade coletiva" da democracia não fosse arbitrariamente irracional: ou seja, necessitaríamos de que, dadas algumas preferências individuais, a decisão coletiva fosse sempre a mesma, independentemente do método de agregação utilizado.

Não obstante, distintas regras eleitorais geram distintos resultados eleitorais. Distritão, distrital misto, distrital puro, voto majoritário, voto proporcional, colégio eleitoral, proporcional com lista aberta etc. Qual dentre esses métodos agrega com maior fidelidade as preferências individuais dos eleitores? Impossível saber.

Nenhum deles exibe as características típicas da racionalidade individual para que possamos categorizá-los como melhor ou pior. Essa é uma das implicações mais conhecidas do chamado Teorema da Impossibilidade de Arrow.

E quarto, mesmo que não houvesse erros sistemáticos nas preferências individuais, e mesmo que o método de agregação dessas preferências fosse neutro, vale recordar que a democracia agrega preferências individuais acerca de questões que afetam o coletivo

A questão passa a ser, então, a de quais assuntos são de competência individual e quais são de competência coletiva.

Ou, dito de outra forma, antes de votar é necessário termos uma teoria ética que delimite quais assuntos podem ser votados, por se tratarem de assuntos coletivos. E, neste sentido, podemos nos mover desde um extremo político (o totalitarismo: no qual tudo é suscetível de ser votado porque todo aspecto da vida pessoal tem implicações coletivas) até o outro extremo político (o anarquismo individualista: no qual nada é suscetível de ser votado porque existe apenas o indivíduo, e não um grupo), passando por questões mais intermediárias (uma remissão cega à Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual define quais assuntos devem ficar de fora das urnas por serem direitos já previamente estabelecidos para o indivíduo).

Assim, ao menos que caiamos em um relativismo extremo segundo o qual qualquer filosofia política é igualmente válida, uma democracia perfeitamente racional poderia se equivocar ao votar sobre matérias que não deveriam ser de âmbito coletivo, mas sim de competência (liberdade) individual. 

Por exemplo, ainda que todos soubessem que Marx está profundamente equivocado e que a leitura de suas obras pode contaminar a mente dos cidadãos, seria legítimo votarmos a favor de proibir a leitura de Marx? Não parece.

Em suma, as decisões democráticas podem se equivocar por falta de informação dos eleitores, pelo viés sistemático deles, pela arbitrariedade do método de agregação de preferências individuais, e por uma inadequada teoria ética subjacente.

As implicações da falibilidade democrática

Tão logo admitimos que o resultado de uma eleição democrática não é inexoravelmente correto, o simpatizante do partido ou do político que perdeu, ou mesmo aquele que odeia o partido ou o político vencedor, tem agora um argumento baseado na razão e na lógica: ele não tem de aceitar que a eleição de um partido ou político que ele considera corrupto, mendaz e criminoso tenha sido um processo correto.

Pode ser que seus eleitores não estavam conscientes da corrupção e das mentiras; pode ser que eles não se atentaram suficientemente a outras questões; ou pode ser que eles foram cúmplices e quiseram se beneficiar a si próprios. 

As explicações podem ser várias e a eleição de tal político não foi necessariamente "correta" e "inquestionável".

Certamente, e como já exposto, não se pode descartar a priori que as pessoas podem se equivocar ou que elas tenham motivações ruins na hora de votar. 

Agora, se uma pessoa acredita que os eleitores podem se equivocar com certa frequência, então, por definição, tal pessoa jamais deveria defender que várias questões cruciais fossem submetidas a uma decisão coletiva, ao voto da maioria. Se aceitamos que as pessoas se equivocam ou por ignorância ou por má fé, então jamais deveríamos expor questões vitais que envolvem vida, propriedade e liberdade a essa ignorância ou má fé. 

Dito de outra maneira: questões vitais quem envolvem vida, propriedade e liberdade jamais deveriam ser levadas a uma "votação da maioria". Elas jamais devem ser questões "decididas pelo voto".

(Não é à toa que a esquerda sempre gosta de defender plebiscitos e referendos sobre assuntos cruciais, colocando nas mãos do coletivo assuntos que envolvem a vida, a liberdade e a propriedade individual — o que seria uma "democratização" da vida social).

Democracia é contradição

Admitir que o eleitor pode ser ignorante ou mal intencionado, e ainda assim defender que (quase) tudo deve ser matéria de voto, é uma postura extremamente perigosa, pois alimenta o paternalismo autocrático e oligárquico: se as decisões devem ser tomadas coletivamente, mas não devem ser tomadas "pelas massas ignaras", então restam duas opções: ou toleramos as recorrências de más decisões coletivas até que as pessoas "aprendam" (isto é, sejam reeducadas), ou as decisões coletivas deverão ser tomadas somente por aquelas pessoas que se auto-intitulam sábias e éticas.

A primeira opção não é racional. A segunda é impossível.

Por tudo isso, a democracia é um arranjo totalmente contraditório e propício a gerar conflitos e resultados desastrosos. E, olhando o que está havendo ao redor do mundo nos países democráticos, a situação só tende a piorar.

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Leia também:

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Governo inchado e democracia: um arranjo economicamente explosivo e insustentável

Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar outro

39 votos

autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • brunoalex4  13/09/2018 15:59
    Bem-vindos ao início do totalitarismo pleno:

    Supremo Tribunal Federal proíbe prática do ensino domiciliar no País

    educacao.estadao.com.br/noticias/geral,stf-nao-autoriza-pratica-do-ensino-domiciliar-no-pais,70002499740
  • Túlio1  14/09/2018 22:35
    Tão ruim ou pior:

    m.facebook.com/story.php?story_fbid=2172411916116700&id=100000437386193

    www.otempo.com.br/capa/mundo/resultado-de-elei%C3%A7%C3%B5es-da-constituinte-na-venezuela-foi-adulterado-1.1504246


    www.tecmundo.com.br/seguranca/120152-hackers-invadem-urnas-eletronicas-1-hora-tentativas.htm

    plus.google.com/110867920013418345461/posts/Hm1T2amiDki
  • Capital Imoral  13/09/2018 16:00
    O atentado contra Bolsonaro representa um país que foi desumanizado pelo Capital

    Quando voltava da USP decidi encontrar mamãe no supermercado Pão de Açúcar, queria comprar a hortinha do Jamie, que é uma mini estufa em forma de casinha {1}; também peguei carona com mamãe em sua BMW X4. Lembro-me que algo chamou a atenção de minha mãe, ela afirmou apontando o dedo para mulher no semáforo: "Coitada da pobre senhora (negra), que está ali, veja a pele dela como está apodrecendo". Quando o sinal ficou verde, mamãe acelerou o carro e pudemos ver de perto que não era uma senhora, mas uma mulher, jovem, de uns 25 anos no máximo. O capitalismo foi tão cruel com aquela mulher que a pele dela estava apodrecendo em plena juventude. Mas o que tudo isso tem haver com Bolsonaro e Adélio Bispo de Oliveira?

    Adélio é a representação de um povo que está sofrendo com o golpe e a retirada de direitos. Ele não é rico como o político de direita, é apenas um ajudante de pedreiro, um analfabeto, que tem como única fonte de renda o trabalho (pesado) e ajudas sociais. Homens como Adélio passam por um dos piores momentos da vida, embora nem sempre tenha sido assim. O Brasil de Lula e do PT foi um país que ajudava e auxiliava os mais pobres sem esquecer da classe média (que não merece nada!) . Éramos o Brasil do axé, de gente que em todas ocasiões estava sorridente e encontrava motivos para levantar os braços e dançar na boquinha da garrafa (2006). O Brasil do axé acabou, temos apenas um país de gente desesperada, gente que está entre a vida e a morte. E, como sempre, a classe média nos abandonou.

    Você sabe o que é ficar sem emprego? O que é exigir de você FACULDADE para limpar privadas? O que é não ter dinheiro para pôr em casa e sustentar seus filhos? Você não sabe porque você é um nerd vagabundo que fica o dia inteiro na internet especulando sobre como ganhar dinheiro pagando de intelectual. O homem de família é como uma bomba relógio prestes a explodir, ele não tem tempo para ser um viadão feito você. Os neoliberais são pessoas bobas, limpinhas, cheias de fetiches sociais e de consumo, que ficam gastando dinheiro com bobagens enquanto os pobres de nosso país estão perecendo. Adélio é este homem bruto, do povo, que trabalha de verdade e estava em desespero diante do roubo de seus direitos sociais. Bolsonaro, por outro lado, é a representação exata do homem burguês, consumista, que só pensa na economia e como reduzir o Estado para ter mais dinheiro sendo gasto com fetiches inúteis.

    Bolsonaro representa não apenas a volta do discurso de ódio contra minorias assistidas pelo Estado; mas, como ele mesmo afirmou em seu plano de governo {2}, a volta do liberalismo econômico e do sistema de escravidão que o livre mercado propõe. A mulher do semáforo e Adélio são vítimas do mesmo capitalismo. A faca que entrou no estômago de Bolsonaro foi como uma vingança contra a burguesia; aquele ataque foi um direito de revolta compreensível por uma sociedade que sofre muito nas mãos do capital. Foi a vingança dos pequeninos que não puderam chegar aos céus do consumo, foram barrados pelo livre mercado.

    {1} Eu super recomendo que você compre a Horta do Jamie no Pão de açúcar. Minha plantinha, Helio beltrião, adorou quando cheguei com a nova casinha. Embora eu não goste muito de aplicar este conceito de propriedade privada à uma planta, ainda mais se tratando de Helio beltrião, que é uma planta muito neoliberal. Conheça a Horta do Jamie: hortadojamie.paodeacucar.com.br/pt/sobre-a-horta-do-jamie/

    {2} Do liberalismo à ditadura: os destaques de Bolsonaro no Roda Viva
    www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7539025/liberalismo-ditadura-destaques-bolsonaro-roda-viva

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Constatação  13/09/2018 16:27
    É, pelo jeito tem quem goste de vagabundear na internet bancado pela mamãe que anda de X4.
  • Gianinni  13/09/2018 17:11
    Capital imoral, fiquei realmente estarrecido de como você realmente colocou uma lógica no que pensa e como acredita no que diz, dentro da BMW que o capitalismo proporcionou a você. Como você transformou em vítima um assassino cruel e colocou a culpa em uma pessoa que nunca feriu ninguém e está lutando pela vida rasgado por uma faca em um hospital. A impressão que tive é que você é como aquele personagem de Guerra nas estrelas que se entrega ao lado negro por entender tudo ao contrário. Este é o mal de se ficar protegido pela BMW da mãe assistindo o mundo de fora - Você criou teorias sobre o mundo que não se sustentam na realidade! Porque você não vive nela. Se fosse viver em países socialistas onde foi aplicada sua teoria nerd (neste caso sim) (e onde não existe BMW e internet), você cairia na realidade de cabeça, mas você não vai fazer isso, você irá preferir viajar para os EUA onde o livre mercado provou trazer prosperidade para ricos e pobres, porque ver o mundo da BMW é muito melhor.
  • Rennan Alves  13/09/2018 17:45
    "Minha plantinha, Helio beltrião"

    Hahahahahahahahahahahahahahahaha. Sensacional.
  • Filipe Santos  13/09/2018 17:58
    "ele não tem tempo para ser um viadão feito você". Isso é ou não homofobia? Discurso de ódio?
  • Fernando  13/09/2018 19:42
    Esse cara é um troll inteligente.
  • Rony  14/09/2018 03:23
    Eu tenho certeza que sua mamãe é uma funcionária pública.... Está louca de medo com os liberalistas que gastam seu dinheiro geralmente vindo do empreendedorismo está se organizando para fudê-la....
  • Gui  19/09/2018 20:05
    Funcionário público com BMW? Só se for do judiciário!!!!
  • Gui  19/09/2018 21:32
    Esta reza ao Deus-Mercado só dura até o momento em que determinado grupo econômico está sofrendo perdas pelo avanço tecnológico, se organizam rapidamente e vão bater na porta das agências reguladoras.. Além disso o mercado é concentrador,vão estudar um pouco e vejam como anda o setor de exames laboratoriais, cada vez mais existem pontos de coleta de amostras dos laboratórios x, y ou z só no nome, eles nem fazem mais os exames, terceirizam as rotinas e o resultado sai com a logomarca de x, mas quem executou foi a. É uma falácia a tal liberdade de mercado. Acho que alguns sonham com um apocalipse zumbi para exercer seu lado Negan acompanhado de Lucille...
  • William  19/09/2018 22:48
    "Esta reza ao Deus-Mercado só dura até o momento em que determinado grupo econômico está sofrendo perdas pelo avanço tecnológico, se organizam rapidamente e vão bater na porta das agências reguladoras"

    Correção: grupos protegidos pelo estado, que odeiam a livre concorrência e que adoram usufruir reservas de mercado, correm para o estado quando vislumbram o surgimento de qualquer concorrência. Isso vale desde taxistas até megaempresários.

    E agências reguladoras, como você corretamente notou, servem exatamente para isso: para abolir a livre concorrência, criar cartéis e garantir reservas de mercado. E tudo isso é defendido e elogiado pela esquerda. Como você. Aliás, por que vocês da esquerda adoram monopólios protegidos pelo estado e são contra a livre concorrência?

    Nós libertários somos vigorosamente contra agências reguladoras e mercados protegidos.

    Artigos sobre isso:

    Como as regulações estatais prejudicam os pequenos, protegem os grandes, e afetam os consumidores

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    Liberem empresas aéreas estrangeiras para fazer vôos internos no Brasil

    "Funciona bem, agrada aos consumidores e não é regulado? O governo tem de proibir!"

    "Além disso o mercado é concentrador,vão estudar um pouco e vejam como anda o setor de exames laboratoriais."

    Já estudou as regulações estatais sobre o setor? Você acha que o estado permite livre concorrência nessa área? Você acha que se você quiser entrar pra concorrer neste setor você pode? Você acha que ANVISA, ANS, Ministério da Saúde e todo o resto da putada existem para gerar concorrência neste setor ou para fechar o setor em prol das empresas já existentes?

    Sua dissonância cognitiva é espetacular: critica o livre mercado, defende agência reguladora, e aí sai reclamando da exata consequência da abolição do livre mercado e da existência de agências reguladoras: a concentração oligopolista.

    Como o estado garante o monopólio das grandes empresas farmacêuticas

    Como o intervencionismo estatal está destruindo o mercado de saúde privado brasileiro

    Como a Anvisa prejudica (e mata) os brasileiros para ajudar o orçamento do governo

    "É uma falácia a tal liberdade de mercado"

    Algo que não existe -- pois é proibido pelo governo -- de fato é uma falácia...

    E a inteligência, de fato, é uma commodity cada vez mais escassa neste país.

  • Alison  14/09/2018 10:18
    Cara, ri demais kkkkk, muito bom
  • Vinicius  14/09/2018 13:35
    Será que o pessoal ainda leva o Capital Imoral a sério? Pra mim está claríssimo que ele é um personagem, que abusa de ironia e faz um contraposto, tentando se opor a Mises. O que ele relata aqui é completamente surreal, impossível alguém que realmente pense como ele, levando pedradas aqui em toda postagem ainda se dê o trabalho de continuar vindo. Pra mim não passa de um personagem para nos fazer vir e entender o que se passa na cabeça de mentes esquerdistas.
  • Nordestino Arretado  14/09/2018 18:58
    Mas ele é mesmo um troll, o pessoal que quer pagar de inteligente que caem nas pegadinhas dele. Kkkkkkkkkkk
  • Leandro C  19/09/2018 01:38
    Capital Imoral 13/09/2018 16:00,
    Conseguiu me aborrecer, adorei a hortinha do Jamie.
  • Edson  13/09/2018 16:03
    Cirúrgica descrição, sem arroubos e sem o fácil "apelo" de que democracia é apenas a eleição dos piores (argumento correto, mas ainda assim insuficiente).

    No final, a questão é uma só e é bem simples: Não existem fundamentos para a decisão coletiva. Portanto não há fundamentos para a democracia.

    Fim de papo.
  • Nunes  13/09/2018 16:23
    Ou então: a vontade da maioria não faz do certo o errado e nem do errado o certo.

    Por isso, e só por isso, a democracia, além de ser um embuste, é imoral.
  • Luiz Henrique  20/09/2018 05:51
    Se a democrácia, conforme proposto, não é um sistema adequado em termos decisórios, qual seria?
    Creio que, pelos argumentos propostos, com requintes, inclusive, de questionamentos sobre Marx e a presunção
    de uma suposta desinteligência de mais de 99,999% das pessoas, os postulantes devam ser capazes de indicá-lo!!!!
  • Bruno  20/09/2018 14:13
    Há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.

    Recomendo também este livreto -- resumido aqui -- que explica o que pode ser feito para se aproximar do arranjo defendido.

    Achar que a única alternativa à democracia é a ditadura é coisa de gente ignara.
  • Márcio  13/09/2018 16:04
    A parte que não consigo aceitar no processo (democrático) de votação é a ausência do NDA (nenhum dos anteriores).

    Para mim é inaceitavel uma votação sem a inclusão do NDA. Se o NDA vence então é necessário uma nova votação sem nenhum dos anteriores. E assim continuamente. Sem a opção NDA temos basicamente uma ditadura, um autoritarismo.
  • Anti-Estado  13/09/2018 18:15
    De fato! Mas se o NDA ganhasse o brasileiro médio iria entrar em parafuso sem um "líder forte". Brasileiro = ovelhinha mansinha que não faz nada sem pastor.
  • Bruno  13/09/2018 16:07
    O problema é que quando se critica a democracia as pessoas imediatamente pensam que você está defendendo ditadura. Elas simplesmente não concebem que haja uma infinidade de arranjos que não necessariamente passam pelo voto coletivo.

    Há vários arranjos políticos que não implicam democracia ou voto da maioria: República Constitucionalista, Ordem Natural formada pelas Elites Naturais, Monarquia, secessão e formação de mini-estados etc.

    Recomendo também este livreto -- resumido aqui -- que explica o que pode ser feito para se aproximar do arranjo defendido.
  • Henrique Z.  13/09/2018 16:25
    Indo do melhor ao pior:

    1- Micro Estados Privados monocráticos onde seus proprietários estabelecem as leis e zelam por elas, alugando as mesmas a quem se interessar. (Anarquismo de Livre Mercado).

    2- Pequenos Estados Monocráticos onde as elites naturais são responsáveis por manter as poucas e simples leis efetivas (Rule of Law), com a possibilidade da votação de alguns aspectos menores por plesbicito (Liberalismo Clássico).

    3- Médios e grandes Estados democráticos com constituições simples e leis pétreas para aspectos básicos, como moeda, onde os burocratas são responsáveis pela gestão da segurança e soberania (Minarquismo).

    4- Grandes Estados democráticos com constituições complexas e que mudam ao sabor do momento, com burocratas intervindo em todos os aspectos da sociedade (Neoliberalismo a Social Democracia).

    5- Grandes Estados totalitários baseados na burocracia, onde os burocratas controlam cada aspecto da sociedade, impondo até mesmo hábitos simples, como comer, vestir ou andar (socialismo a comunismo).
  • Kira  13/09/2018 17:39
    O melhor arranjo é ausência completa de estado, seja micro ou macro, secessão a nível do indivíduo; tribunais privados operando segundo as leis do mercado como mediação de conflitos, polícia privada, população armada, famílias e empresas privadas e nada mais.
  • Karna  13/09/2018 17:41
    A posição dos minarquistas e liberais clássicos não deveria estar trocada?
  • Paulo Henrique  13/09/2018 19:16
    Você vai adorar conhecer o principado de liechtenstein. Talvez o mais próximo de um estado teorizado por libertários. Se existe algum estado ''legitimo'' talvez seja ali
  • Pedro  13/09/2018 16:24
    O problema não é o povo se informar sobre o candidato, mesmo porque muitos processos e ilícitos praticados pelo político não são veiculados na grande mídia, principal fonte de informação da maioria da população. O mais importante é a população saber reconhecer quando um candidato está sendo demagogo. E isso só com nível educacional. Mais uma vez a solução de nossas mazelas passa pela educação.
  • André  13/09/2018 16:30
    Até soa bonito, mas não.

    O problema é que, quanto maior o "nível educacional" do indivíduo, mais ele vota por si mesmo, isto é, ele vai voar em quem vai beneficiá-lo de alguma forma.
  • Yuri  13/09/2018 16:31
    Com essa educação estatal? O que mais vai acontecer é gente votando no status quo, pouco importa o tamanho da incompetência ou sordidez do candidato.

    Tem um vídeo no youtube, canal nerdologia, de título: eleições democráticas são impossíveis. Vale a pena dar uma olhada.
  • Nill  13/09/2018 16:29
    No fundo tudo passa por aquilo que é o mais importante no ser humano: o seu lado Espiritual. Seguido do seu lado Moral.

    Um povo espiritualmente e moralmente baixo sempre correrá o risco de ser governado pelo pior tipo de governante.

    Como é que um povo (coletivo) constituído por pessoas (individual) egoístas, idólatras, ignorantes, aproveitadoras, arrogantes vai eleger um governo de governantes justos, honestos, austeros, humildes, etc?

    Há uma incompatibilidade enorme, que nunca por nenhum meio pode ser ajustada. O contrário também é verdade. Como um povo sábio e bom pode eleger um governo constituído por homens injustos, ladrões, autoritários, falsos e enganadores ?

    O autor do texto talvez sem querer nos mostrou o lado ruim da natureza humana, marcada pela corrupção e pecado. O Antigo Testamento fala que o Antigo Israel era governado pelos Juízes, governantes escolhidos diretamente por Deus. Até que o povo israelita quis ser como todas nações ao redor e ter um rei. O profeta Samuel os avisou que um rei exigiria do melhor das riquezas e os oprimiria. O povo rebelde não lhe deu ouvidos. Saul foi feito rei e foi o primeiro governante perverso de uma lista longa de reis perversos de Israel.

    O pecado do povo não foi simplesmente pedir um rei, mas o coração duro, perverso e rebelde do povo daquela época.

    E não é de hoje que os povos são governados pelos piores governantes. Visto a correlação entre um tipo de eleitorado e um tipo de governantes ser muito estreita.
  • Willian  13/09/2018 16:56
    Verdade. É como está no Hino Rio-Grandense: "mas não basta para ser livre: ser forte, aguerrido e bravo. Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo."!
  • anônimo  13/09/2018 16:43
    "Como é que um povo (coletivo) constituído por pessoas (individual) egoístas, idólatras, ignorantes, aproveitadoras, arrogantes vai eleger um governo de governantes justos, honestos, austeros, humildes, etc?"

    Nem é esse o ponto. A realidade é que, independentemente da qualidade do povo, os piores sempre serão aqueles com o maior incentivo para procurarem poder estatal. Mesmo que pessoas honestas venham a ocupar posições de poder, o poder corrompe. E o poder absoluto corrompe absolutamente. Pegue qualquer país e compare a moralidade de seus governantes com a moralidade dos governados. A dos primeiros é muito pior.


    Como os piores são eleitos
  • Emerson  13/09/2018 17:14
    "Em suma, as decisões democráticas podem se equivocar por falta de informação dos eleitores, pelo viés sistemático deles, pela arbitrariedade do método de agregação de preferências individuais, e por uma inadequada teoria ética subjacente."

    E não precisa mais do que isso para resumir todo o argumento contra e democracia e explicar o motivo pelo qual ela simplesmente não tem como dar certo. Se apenas toda a sabedoria sucintamente contida nestes quatro itens fosse realmente apreendida, o arranjo já teria caído.
  • JP  13/09/2018 17:28
    "É comum ver os simpatizantes de um candidato político derrotado nas eleições levantarem teorias conspiratórias sobre fraudes nas urnas. Quem afirma que houve fraude eleitoral está, na prática, dizendo que não acredita que a maioria dos eleitores tenha optado por votar de outra maneira que não aquela única que ele considerava a correta."

    É até interessante esse argumento, respeito-o já que o autor é estrangeiro. Mas no contexto brasileiro realmente ele fica descabido. Simplesmente dizer que no Brasil os descontentes estão afirmando que houve fraude por uma mera discordância é descabido.

    Aqui, uma coisa é a votação e outra a apuração dos votos. O voto é secreto, mas a apuração não deveria ser. Pode-se muito bem implantar um algoritmo na máquina de votação que ao invés de marcar um voto para um candidato específico pode marcar dois. Ou então, a cada três votos em um, o próximo voto vai para algum candidato já programado. Pode-se muito bem chamar grupos de auditores externos para fazerem auditoria e depois os algoritmos voltaram a serem o que eram: viciados. Pois o esquema de apuração é centralizado no TSE e não descentralizados em nós tipo o Bitcoin, o qual vários apoiadores fiscalizam de forma totalmente autônoma por meio do blockchain.

    Todos os atos em tese, no serviço público, são motivados e públicos. Salvo os de segurança nacional. Por que tais atos de apuração de votos são tão secretos? É como se fosse o VAR do futebol só que ninguém vê rostos, nomes, quem são, como fazem.

    Simples assim. Só um total estúpido e ingênuo para achar que não é possível rearranjar a linguagem de programação dos algoritmos. É mais fácil argumentar "teoria da conspiração", utilizando-se desse subterfúgio, apenas cala o debate. Assim como fazem os esquerdistas chamando os discordantes de "fascistas".

  • Amante da Lógica  13/09/2018 17:48
    Embora eu seja agnóstico nessa questão de "urna fraudada" (pois se trata de tecnologia, e essa não é minha área), não posso me furtar de apontar o fato de que há sério problema de lógica com essa teoria.

    Quando você diz que, em 2014, as urnas foram fraudadas para beneficiar o PT, você está, na prática, dizendo que "na realidade o povo brasileiro é muito sábio, muito sensato e muito bem informado politicamente, mas que, por causa de uma fraude nas urnas, o resultado acabou sendo diferente e favorecendo o PT".

    Ora, vem cá: qual o seu argumento para dizer que a maioria dos eleitores não votou no PT em 2014? Por que você realmente acha que um povo tão mal informado e ainda majoritariamente pobre não votaria em uma candidatura populista que prometia maravilhas e vida fácil para todos? Simplesmente não faz sentido essa sua posição.

    Quem diz que as eleições de 2014 foram fraudadas está dizendo que os eleitores brasileiros não votaram no PT porque são muito bem informados, muito éticos (como se votassem em Aécio fosse sinal de ética...), e totalmente infensos ao populismo, mas que, por causa de uma fraude, acabaram elegendo o PT contra sua própria vontade....

    Lógica zero.

    Mas piora: se as urnas são fraudadas para beneficiar o PT, por que isso não ocorre em São Paulo? Ou nos estados do Sul? Por que o PT apanhou nas municipais de 2016?

    Essa tese de "urna fraudada" é o último tiro furado dos otários que ainda acreditam em democracia. Não, meu caro, as urnas estão certas. É a democracia que está toda errada.

    Enquanto você ficar nesse auto-engano de "urna fraudada", você será apenas mais um infeliz que não entende nada do que está acontecendo.


    Por fim, atenção para essa sua frase:

    "Só um total estúpido e ingênuo para achar que não é possível rearranjar a linguagem de programação dos algoritmos. É mais fácil argumentar "teoria da conspiração", utilizando-se desse subterfúgio, apenas cala o debate. Assim como fazem os esquerdistas chamando os discordantes de "fascistas"."

    Chamar de "estúpido e ingênuo" quem não concorda com sua tese -- isso sim é um subterfúgio para interditar o debate. (Aliás, diga-se de passagem, "estúpido" e "ingênuo" é quem acredita em democracia. Para esse, realmente, não há solução).

    Enquanto você não provar que o povo brasileiro maciçamente teria votado contra o PT em 2014 (porque é muito bem informado e muito ético), você está sim recorrendo a uma mera teoria da conspiração, por mais doloroso que seja ouvir isso.
  • JP  13/09/2018 18:18
    Prezado, em nenhum momento me reportei sobre a eleição de 2014. Essa foi sua conclusão.

    Por exemplo, qualquer candidato que não esteja no espectro político da esquerda psicopata pode ganhar esse ano, e mesmo assim, a esquerda pode dizer o mesmo que o povo que votou no Aécio em 2014 disse.

    Dizer que é fraudada pode ter se tornado apenas uma afirmação para fins políticos, isso que o autor quis se referir.

    Voltando ao mundo real, o que me refiro é ao simples fato da parte tecnológica, estude um mínimo necessário sobre Blockchain e a tecnologia por trás das moedas eletrônicas e sua inovação. Simples. Nenhum sistema computacional é imune a falhas de segurança, nem a CIA. Não precisa ser nenhum "especialista" para entender sobre isso.

    O discurso sobre a incorruptibilidade das urnas eletrônicas se tornou tão dogmático que é surpreendente pessoas "cultas" deste sites acharem o mesmo sobre o tal sistema, pregam a destruição do estado, mas quando se fala da probabilidade do sistema ser fraudável como qualquer sistema, simplesmente dão chiliques. Isso sim, é contraditório amante da sua lógica.

    "Quem vota e como vota não conta nada; quem conta os votos é que realmente importa." Sabe quem disse isso? Joseph Stalin.

    Pois é, tudo teoria da conspiração né? Isso já passou, afinal é " história passada". O não entendimento da mentalidade demoníaca totalitária do esquerdismo é o que mais interessa aos "camaradas".

    Boa sorte.

  • Cristian  13/09/2018 18:50
    Sensacional resposta do Amante da Lógica.

    Aliás, você acaba com o argumento do rapaz, quando coloca que, então se as urnas em 2014 foram fraudadas, a maioria do povo brasileiro "sábio" e "conscientemente politico" desejavam o Aécio Neves? Expoente máximo da honestidade nesse país? E mesmo assim, os que de fato votaram em Dilma, esses não pertenceriam aos sábios da população? É aqui que começamos a confusão mental nos argumentos e precisamos recorrer para subterfúgios como: "só idiota pra não acreditar nisso."


    Acredito ser "impossível" provar que eleições (seja quais forem dentro de um ambiente democrático, e sejam com urna eletrônica ou o velho papel e caneta) são fraudadas ou não. Mas isso pouco importa. O problema real é o arranjo democrático, como o artigo explica com maestria.
  • Ania  13/09/2018 19:33
    Faz total sentido o Amante da Lógica, as eleições de 2014 foi até surpreendente que o candidato do PSDB tenha perdido por tão pífia diferença, e os discursos eram diametralmente opostos, uma vermelha prometendo o céu e desmentindo a crise que já estava na cara de quem quisesse ver e um candidato que apesar de todos seus desvios éticos dava o diagnóstico razoável da situação e uma solução na forma de ajuste fiscal. Brasileiro não vota em quem prometa nada que não seja vida boa e privilégios.
  • JP  13/09/2018 21:22
    Impressionante, é só voltar no meu discurso e nenhum momento disse:

    "Quando você diz que, em 2014, as urnas foram fraudadas para beneficiar o PT, você está, na prática, dizendo que "na realidade o povo brasileiro é muito sábio, muito sensato e muito bem informado politicamente, mas que, por causa de uma fraude nas urnas, o resultado acabou sendo diferente e favorecendo o PT"

    Basta incluir uma sentença maliciosa para distorcer todo propósito do argumento. Muita lógica realmente. Você é aquela típica pessoa que se faltar uma vírgula no discurso não entende o sentido do texto.

    Enquanto você está querendo justificar toda a sua verborréia, me referi apenas ao procedimento técnico: descentralização da contagem dos votos e não centralização por meio de um órgão estatal somente. Em nenhum momento me referir ao regime democrático e suas bizarrices.

    Difícil entender? Tem que explicar tim tim por tim tim? Pelo visto sim. Voto por cédula é mais trabalhoso? sim. Mas só o fato de se ter um trabalho imenso para cooptar os contadores, assim como ocorre nos nós do blockchain não vale apena tentar fraudá-lo (isso é um analogia). A total centralização no TSE facilita demais a fraude. Qual o problema de buscar fazer um blockchain para o sistema eleitoral?

    Mas parece que até o sistema estatal é infalível igual ao papa. Muita coerência dos dogmáticos "lógicos". Sistema eletrônico da Venezuela mandou lembranças a ti. O sistema é tão "perfeito" que os países mais desenvolvidos do mundo não utilizam.
  • Bernardo  13/09/2018 23:36
    Ué, então ao menos tenha a hombridade de dizer o que realmente quer dizer. Houve fraudes nas urnas em qual eleição? E para beneficiar quem? Foi nas presidenciais ou pra governador? Ou foi pra prefeito? Quem foi prejudicado e estaria com razão para acusar fraude?

    Se você não responder especificamente, então sua situação fica insustentável. Você acusa algo grave mas nem sequer aponta quando houve a fraude. Aliás, nem sequer aponta se houve.

    Isso é covardia intelectual.
  • JP  14/09/2018 13:26
    Prezado, covardia intelectual é não é investigar como funciona o estado por dentro e viver num mundo de ingenuidade, sendo papagaios de teóricos louváveis e inteligentes da EA.

    Assuntos sobre desinformação, inteligência e contra-inteligência dos serviços de inteligência estatal.
    Por que estes assuntos não vêm à tona? Porque as pessoas são presas, são mortas, são perseguidas.

    Já leu o sistema tributário da CF/88? Totalmente centralizador na união federal. Para que perder tempo e dinheiro tentando fraudar eleições nos estados e municípios? tais entes precisam levar o pires para pedirem recursos lá no palácio do planalto.

    O sistema político brasileiro é altamente centralizador e funciona por presidencialismo de coalizão. Sabe o que é isso? o reflexo disso é mensalão e petrolão, centraliza o poder em um ponto e vai comprando todo o resto. Com isso, basta focar em um único procedimento de fraude: eleições presidenciais majoritárias. Volta para realidade, a teoria é importantíssima, mas vincule com a vida prática e a moral política dos indivíduos que trabalham para obter poder.

    Como vou descobrir tal informação de fraude? Impossível. Nem cientistas, historiadores profissionais descobriram os segredos da união soviética à época, foram enganados pelos detentores do poder que só passavam "belas" propagandas. Só depois da queda tiveram acesso mal e porcamente a documentos que registraram as mazelas daquele regime "democrático" socialista.

    Assim funciona em qualquer estado. O que nos resta a fazer é deduzir certas relações e efeitos de como funciona o sistema em si e suas brechas. Só com o passar dos anos descobre-se tais fatos e depois de muito trabalho de pessoas sérias.

    Engraçadíssimo, vivem falando do estado no seu aspecto teórico e seus efeitos nefastos, mas não param um momento para entender a face secreta da ação estatal. Parabéns.
  • Lee Bertharian  14/09/2018 04:57
    Paz, JP.
    Não se trata da eficiência do processo eleitoral, mas do contexto geral (democracia). É como discutir a informatização da receita federal e esquecer que imposto é roubo...
    Sugiro fortemente a leitura de Além da Democracia (tem pdf grátis aqui no IMB), é como despertar da Matrix!
    Abraços
  • Marcos  14/09/2018 13:07
    Eu não to entendendo esses caras, criticam tanto o Estado, mas não suspeitam nem um pouco que o mesmo pode fraudar o sistema eleitoral para manter o Establishment, no qual utilizam uma urna que é auditada secretamente e cuja a qual não pode ter o seus votos recontados. Basta pesquisar que vcs verão casos de hackers confessando que foram contratados para invadirem o sistema eletrônico das urnas para favorecem políticos que os contrataram. Fora que as nações que possuem maiores avanços tecnológicos do que o Brasil não usam urnas eletrônicas, justamente por reconhecerem que sistemas informatizados não estão imunes, não existe segurança total na área da informática. Um exemplo disso ocorreu recentemente, o EUA fez um teste em um sistema parecido e que foi invadido por hackers em questão de minutos, assim como existem casos de invasão em computadores do próprio pentágono, da CIA e até da Nasa. Então não venham com essa história de que as urnas brasileiras são confiáveis.
  • Demolidor  14/09/2018 03:19
    Independente de todas as questões lógicas e inerentes à democracia, cabe verificar o que dizem aqueles que auditaram as urnas:

    "We conclude by stating that the Brazilian voting machine software still does not satisfy minimal security and transparency requirements and is very far from the maturity expected from a 20-year mission-critical system. We recommend the SEC to carefully revise their development practices and consider adopting voter-veri?ed paper trails in the system to provide stronger guarantees of its correct functioning on election day. We hope that our ?ndings contribute to the ongoing debate in Brazil concerning the adopting of paper records as a way to improve security and transparency of the voting system.

    (PDF) The Return of Software Vulnerabilities in the Brazilian Voting Machine. Available from: www.researchgate.net/publication/323470546_The_Return_of_Software_Vulnerabilities_in_the_Brazilian_Voting_Machine [accessed Sep 14 2018]."

    Quero ver auditoria disso aí hein?
  • Marcos  14/09/2018 13:19
    "Ora, vem cá: qual o seu argumento para dizer que a maioria dos eleitores não votou no PT em 2014? Por que você realmente acha que um povo tão mal informado e ainda majoritariamente pobre não votaria em uma candidatura populista que prometia maravilhas e vida fácil para todos? Simplesmente não faz sentido essa sua posição.

    Quem diz que as eleições de 2014 foram fraudadas está dizendo que os eleitores brasileiros não votaram no PT porque são muito bem informados, muito éticos (como se votassem em Aécio fosse sinal de ética...), e totalmente infensos ao populismo, mas que, por causa de uma fraude, acabaram elegendo o PT contra sua própria vontade...."

    Vc ignora toda uma conjuntura da época, na qual aconteceram as maiores manifestações populares da história do país contra, principalmente, o PT. Naquela época a Dilma ja estava fraquíssima e muitos brasileiros ja haviam acordado para os maleficios do seu desgoverno. Dessa maneira as pessoas queriam votar em qualquer um menos na Dilma e a única opção que havia para bater de frente com ela era o Aécio, não tem nada a ver com informação ou ética, mas sim com indignação e por se sentirem traídos pelo PT, eu fui um dos q votaram na Dilma em 2010 e contra ela em 2014 e conheço várias outras pessoas que fizeram o mesmo.

    Sendo assim, da mesma maneira que não posso afirmar que houve fraude vc não pode dizer que não houve fraude, pq vc parte de premissas sem comprovação e baseadas em achismos e não na sua amante, a lógica.
  • Tulio  14/09/2018 14:02
    Opa, então você, ao contrário do JP, já fala abertamente que houve fraude em 2014 e a fraude foi pra tirar votos do Aécio e dar para a Dilma. Ou seja, você está dizendo que a maioria do eleitorado repentinamente se tornou bem informada e economicamente sensata, e não quis dar votos para quem prometia mundos e fundos para todos. Beleza.

    Ao menos você tem a hombridade de falar isso abertamente. O JP ali em cima é murista. Fala que houve fraude, mas se recusa a dizer quando e quem favoreceu.

    Ei, JP, favor entrar num consenso com o Marcos. Ele diz abertamente que houve fraude para garfar votos do Aécio. Sem essa fraude, o brasileiro não mais votaria no PT. É isso mesmo?

    Eu juro, e falo sério, que queria ter esse mesmo otimismo que vocês. Meu mundo seria mais tranquilo.
  • anônimo  14/09/2018 14:16
    As quatro últimas eleições na Venezuela foram manipuladas. As duas últimas de forma comprovada.

    No Brasil não deve ter sido diferente, já que o sistema usado é o mesmo.
  • Conservador genuíno  13/09/2018 17:57
    Não, meu caro JP. O problema não são as urnas. O problema é a democracia. Seu funcionamento atenta contra a lógica mais básica. Não tem como uma excrecência dessas dar certo.

    Eleições de Lula e Dilma são meras consequências desta excrescência.
  • Cristiane de Lira Silva  14/09/2018 11:37
    O problema é considerar que a decisão é irracional quando o candidato odiado vence e racional quando o candidato que em que se vota vence. E essa atitude não é privilégio da esquerda.
  • Cristiane de Lira Silva  14/09/2018 11:53
    Ainda tentando entender o que se quer dizer quando se fala de racionalidade e irracionalidade já que muitas definições. De fato há uma tendência dos eleitores a escolher políticos que privilegiem os empregos (inclusive eu, mas talvez eu possa reconsiderar) na esquerda e na direita. Isso parece razoável. Na segunda-feira soube de mais um caso de suicídio motivado por desemprego e dívida. Uma pessoa escolhe privilegiar empregos por pensar em sua sobrevivência e na de sua família. As necessidades de sobrevivência e segurança estão por trás dessas escolhas. O autor deveria culpar também a natureza humana. Há quem diga que a solução para os problemas seria o fim do estado. Não acredito nisso. Se surgisse uma sociedade anarcocapitalista se formaria outra vez o estado em algum momento. Deve ser culpa da natureza humana...
  • thiago  14/09/2018 14:31
    JP tem um ponto e refutou o amante da lógica e companheiros. Concordo com o ponto dele: essa urnas não são confiáveis; se ao menos houvesse uma amostra de voto com impressão, poderíamos ficar mais despreocupados, mas o TSE vetou isso, apesar de estar há anos previsto em lei. E a "possibilidade de fraude" significa apenas um sistema de apuração de votos que não inspira confiança; não quer dizer necessariamente que já houve manipulação; e nem que não houve. E as manipulações possivelmente ocorreriam em âmbito local, as urnas de uma seção eleitoral, por exemplo, e não o presidente do TSE.
    Fora isso tudo, penso que hoje já temos condição de pensar no voto aberto e acabar com essa desconfiança toda.
    E mais, antes que me escrachem, concordo que a democracia de estado está falida e que o poder do estado tem que diminuir progressivamente, aumentando o poder e a responsabilidade das pessoas. Mas são discussões diferentes.
  • Tulio  14/09/2018 17:20
    "JP tem um ponto e refutou o amante da lógica e companheiros. Concordo com o ponto dele"

    Vejamos.

    "essa urnas não são confiáveis; se ao menos houvesse uma amostra de voto com impressão, poderíamos ficar mais despreocupados, mas o TSE vetou isso, apesar de estar há anos previsto em lei"

    Entendi. Então o ponto todo é que a máquina não cospe um papelzinho. Se ela cuspisse um papelzinho, então aí tava jóia.

    De boa: por que o simples cuspe de um papel valida tudo e acaba com a possibilidade de fraude?

    Se a fraude é feita no algoritmo, como disseram ali em cima, então esse próprio algoritmo também pode "fraudar" o que está escrito no papel. Você vota no Aécio, o papelzinho cospe que você votou em Aécio, mas a contagem dos votos eletrônicos (comandada pelo algoritmo) vai pra Dilma.

    Por que toda a sua descrença no sistema acaba com um simples papelzinho cuspido?

    "E a "possibilidade de fraude" significa apenas um sistema de apuração de votos que não inspira confiança; não quer dizer necessariamente que já houve manipulação; e nem que não houve."

    Genial a lógica!

    Reescrita, ela fica assim: "Não sei provar que houve manipulação. Mas também ninguém sabe provar que não houve. Logo, por default, eu ganho!"

    Essa é que foi a "refutação"?
  • Demolidor  14/09/2018 19:48
    Nem tanto, Tulio.

    www.tecmundo.com.br/seguranca/131249-aranha-encontrou-falhas-urna-eletronica-deixara-pais.htm

    O chefe da equipe que editou a urna recomendou a impressão. Com ela, o eleitor poderia conferir se o voto foi realmente dado em seu candidato. Embora ainda pudesse haver fraude (imprimir uma coisa e contabilizar outra), seria uma camada a mais de segurança, possibilitando, inclusive, posterior auditoria e contagem.

    Aliás, é comum, em sistemas de missão crítica, que os logs sejam gerados em dispositivos externos, podendo ser fitas magnéticas, terminais, outros computadores específicos para isso e, não raramente, impressos. Isso porque, caso haja uma intrusão no sistema (um servidor, por exemplo), assume-se que tudo que se encontra na máquina, inclusive registros, pode ter sido manipulado e adulterado. Existe até uma norma da ISO a respeito de logs de sistema. No caso das urnas eletrônicas, creio que o mínimo esperado é que estejam em conformidade com a norma:

    advisera.com/27001academy/blog/2015/11/23/logging-and-monitoring-according-to-iso-27001-a-12-4/

    O TSE arrumou vulnerabilidades, teremos auditoria por parte da PF nos softwares das urnas e auditoria em tempo real por amostragem. Mas a questão ainda permanece: é suficiente? Da maneira como está, a auditoria posterior se encontra severamente limitada.

    Lembrando que o problema das eleições de 2014 foi justamente este:

    g1.globo.com/politica/noticia/2015/11/auditoria-do-psdb-nao-encontra-fraudes-no-2-turno-das-eleicoes-2014.html
  • Kira  13/09/2018 17:36
    Recuperando o Instituto Mises Brasil! Parabéns pelo artigo!
  • Observador  13/09/2018 17:46
    Boa tarde!

    Mudando de assunto...

    Vcs acham a coleção os fundamentos da matemática do Iezzi boa para ler e praticar para aprender matemática ou tem outra?
    Eu estava pensando estudar contabilidade mas tem que ter uma base antes de começar.
    Eu acabei de terminar as 6 lições de Mises e em breve entrarei na mentalidade anticapitalista ...

    Obrigado.
  • ed  14/09/2018 16:40
    patrickjmt.com/
  • Ania  13/09/2018 19:25
    Por que o brasileiro mediano tem essa ilusão, quase uma obsessão pelo santo graal dos políticos honestos? Qual falha cultural houve no processo de formação deste país que levou o povo a acreditar que é possível fazer política sem corrupção?
  • DeusOdeia  14/09/2018 02:25
    A principal questão aqui é como os nossos amigos libertários irão fazer para chegar ao "poder", ou a pessoa faz porque quer ou porque é obrigada. Para acabar com o voto, vocês terão quem votar para chegar ao tal feito, ou, obrigar as pessoas a fazerem o que não querem.
  • usuário normal  14/09/2018 12:02
    O objetivo de artigos como esse é justamente persuadir as pessoas a não serem enganadas pelo poder estatal e sua ilusão chamada "representatividade" e a resistir à toda e qualquer intervenção do estado sobre os indivíduos (ou, como dizem alguns panfletos dos anarquistas de esquerda, "Não vote, lute")
  • DeusOdeia  14/09/2018 15:03
    Defina o anarquismo de "esquerda'.
  • usuário normal  14/09/2018 17:07
    É o anarquismo que as pessoas comuns se lembram mais, aquele que quer acabar com a propriedade privada e o estado (não me pergunte como)
  • Pobre Paulista  14/09/2018 18:28
    É a anarquia cheia de regras, não faz sentido mesmo.
  • Cristiane de Lira Silva  14/09/2018 10:08
    Acho que o aborto enquanto questão que envolve vida não deve ser colocado como decisão de uma coletividade. É uma decisão individual da mulher que abriga em si uma vida que depende da vida dela. Isso nem deveria estar em discussão. Só a ela cabe decidir se faz ou não um aborto e elas fazem quando querem fazer ainda que que a legislação proíba e que o coletivo queira se impor sobre a vontade delas!

    Ainda que a democracia tenha seus problemas, a criminalização do aborto é um deles, não vejo outro arranjo que seja melhor. Se houvesse monarquia os cidadãos também seriam obrigados a se submeter contra as suas vontades às decisões de um rei ruim.
  • ed  14/09/2018 15:13
    "Acho que o aborto enquanto questão que envolve vida não deve ser colocado como decisão de uma coletividade."

    Acho que o assassinato enquanto questão que envolve vida não deve ser colocado como decisão de uma coletividade.

    "É uma decisão individual da mulher que abriga em si uma vida que depende da vida dela. Isso nem deveria estar em discussão."

    É uma decisão individual do assassino matar alguém. Isso nem deveria estar em discussão.

    "Só a ela cabe decidir se faz ou não um aborto e elas fazem quando querem fazer ainda que que a legislação proíba e que o coletivo queira se impor sobre a vontade delas!"

    Só ao assassino cabe decidir se faz ou não um assassinato e eles fazem quando querem fazer ainda que a legislação proíba e que o coletivo queira se impor sobre a vontade deles!

    "Ainda que a democracia tenha seus problemas, a criminalização do aborto é um deles, não vejo outro arranjo que seja melhor. Se houvesse monarquia os cidadãos também seriam obrigados a se submeter contra as suas vontades às decisões de um rei ruim. "

    Ainda que a democracia tenha seus problemas, a criminalização do assassinato é um deles, não vejo outro arranjo que seja melhor. Se houvesse monarquia os cidadãos também seriam obrigados a se submeter contra as suas vontades às decisões de um rei ruim.
  • Cristiane de Lira Silva  14/09/2018 20:40
    Boa tarde , Ed, o problema que eu vejo na tua argumentação é que aborto e assassinato são coisas diferentes. Se for para criminalizar o aborto por ser interrupção da vida então acho quem nem deveria haver clínicas de fertilização onde embriões são descartados. Eles também são vidas, apesar de intencionalmente criadas. Sou a favor do aborto e da existência de clínicas de fertilização que inevitavelmente precisam descartar embriões. Também acho incoerente ser a favor do aborto só quando é caso de estupro. Só porque um feto foi gerado a partir de estupro ele não deixa de ser uma vida também. Ser a favor da proibição do aborto em casos de estupro, por outro lado, seria obrigar uma mulher a ter o filho de um estuprador. E é ainda pior obrigar uma mãe a ter um filho quando há risco de vida para ela ( há os que apoiam isso). Por isso sou a favor do aborto em todos os casos até 12° semana de gestação quando ainda é seguro fazer isso. Na questão do aborto opto pela escolha da mãe. Houve um caso na América Latina em que um pai procurou a justiça porque não queria que a mulher fizesse o aborto e pretendia criar o filho sozinho. Não tenho opinião definida sobre isso, mas acho que há casos em que a opinião do pai, e só a do pai, além da mãe, possa ser levada em conta.
  • ed  15/09/2018 13:40
    "Ed, o problema que eu vejo na tua argumentação é que aborto e assassinato são coisas diferentes."

    Prove. Prove que em até 3 semanas eliminar um feto não é assassinato mas magicamente, após esse período, passa a ser.
    Mostre-me também qual o método que pode dizer com precisão quanto tempo o feto tem de vida.

    Com relação ao aborto concordo que o caso é mais complexo. Seria cruel obrigar uma mulher a ter um filho sendo que ela foi forçada a engravadar.
  • Cristiane de Lira Silva  16/09/2018 11:20
    Eu não tenho que provar nada Ed. Eu disse meu posicionamento em relação a questão, mostrei os casos em que ocorre interrupção da vida do embrião/feto e que acho incoerente aprovar aborto em alguns casos e outros não. Por isso sou a favor da descriminalização em todos os casos. Aborto e assassinato são coisas diferentes, por isso são definidos por palavras diferentes e também são tipos penais distintos com penas distintas. Quem é a fábrica da descriminalização, como eu, quer que o aborto deixe de ser crime. Para mim, depois de tudo que já li a respeito do aborto, essa deve ser uma decisão da mulher, e até mesmo do pai em casos como o que apresentei antes. Porque o pai citado não estava fazendo birra ou briga de ego com a mãe. Ele só queria o filho. Estava disposto a cria-lo sozinho.
  • Cristiane de Lira Silva  16/09/2018 11:23
    O Novo vermelho por fora e laranja por dentro? Não mesmo! Se houver segundo turno entre direita e esquerda em quem você acha que os eleitores do NOVO irão votar? Só porque eles eles não fazem gritaria nem são paranóicos não significa que são de esquerda até porque a esquerda tem seus histéricos também. Por outro lado que partido REAL se adequa a qualquer modelo ideológico? Não conheço nenhum.
  • Sempre Livre  17/09/2018 05:59
    Aborto é uma escolha individual - ponto.
    Quer dizer que temos que "mostrar" e "provar" para você (ou seria para a "coletividade"?) as razões que nos levam a essa decisão?
    Seu jogo semântico termina na impossibilidade de abortar os filhos dos outros. Só quem carrega uma vida dentro de si sabe quão violento é um aborto, e só moralistas hipócritas podem acusar alguém de ser "a favor" do aborto - numa absurda insinuação que pessoas que vivem este drama queiram simplesmente justificar uma vida promíscua.
    Aborto já é crime, da mesma forma que assassinato. Mas a simples existência da lei não está impedindo essas mortes, não é mesmo?
    Está na hora de encarar este assunto com menos dogmatismo e hipocrisia, e, principalmente, afastar o Estado incompetente das questões que envolvem mais a moralidade do que a legalidade.
  • Pobre Paulista  14/09/2018 16:04
    Cristiane de Lira Silva , faça um favor à coletividade e aborte-se, por favor
  • L Fernando  14/09/2018 21:23
    Tem certas figuras que ficam indignadas quando se corta uma árvore ou se quebra um ovinho de passarinho mas aplaudem de pé o aborto

    Feliz do abortista que não teve isso quando nasceu, pois quem sabe poderiam nem existir.
  • Demolidor  14/09/2018 21:49
    Eu me pergunto por qual razão os abortistas param no nascimento. Se o aborto por insatisfação ou falta de condições da mãe é correto, por que não seria o assassinato de crianças até uns 10 anos, por exemplo? Por que essa contradição? Afinal, qualquer criança antes dessa idade é uma vida que depende da mãe. Única diferença é que já está fora da barriga dela.

    Aborto é assassinato.
  • Felipe Lange  14/09/2018 13:34
    Por isso que eu acho que a ideia do Partido Novo é ilusória. A democracia, ainda mais em um país gigantesco como o Brasil, sempre vai premiar o corporativismo, a vagabundagem e gastos estatais pornográficos.
  • Cristiane de Lira Silva  14/09/2018 14:12
    Eu que não acredito em anarcocapitalismo, prefiro no momento o partido NOVO apesar de discordar do conservadorismo de costumes (simplesmente não dá pra entender a criminalização da maconha se é uma decisão que deveria caber a pessoa) de Amoêdo. Gosto da forma como o NOVO esta fazendo política. Não tem a histeria ridícula, entediante e infantil de petistas e bolsonaristas dos quais eu não quero saber absolutamente nada. Pena que na vida real jamais encontrei alguém que conheça as propostas do NOVO. O partido parece coisa de internet.
  • Felipe de Lima  14/09/2018 14:29
    Realmente é mais fácil divulgar digitalmente do que nas ruas, ainda mais agora nesse clima bilateral "bolso x esquerda". Mas onde moro regularmente temos eventos com candidatos do partido, e eu mesmo inclusive costumo mencionar sobre isso quando vou de uber, e na roda de amigos. Então, aos poucos isso vai mudar.
  • Cristiane de Lira Silva  14/09/2018 17:20
    Acredito que sim. Sei que também há eventos por aqui no estado, mas só fico sabendo disso na internet. Nem bandeiras de partido tenho visto pelas ruas. Talvez nas próximas eleições o partido esteja maior.
  • Iridisilva  14/09/2018 22:18
    Não é a democracia que está falida e sim, de como à usam...

    Vemos em muitos países, quê a democracia bem agendrada, funciona e muito bem! Mas, aqui na terra de tupiniquins, à usam para o bem próprio. Governos democráticos com falso comunismo, entranhados no tri-poder...
    Significado do Comunismo (comum à todos).
    Do comunismo no Brasil (comum à todos companheiros do STAFF).
    O problema do Brasil, não esta na democracia e sim: na corrupção, nos conchavos, nos bastidores dos partidos sempre macomunanos algum ganho, contra o povo brasileiro. As mazelas recai sobre à classe média, que mais se paga imposto para sustentar à pobreza e enriquecer a burguesia. Então! Resumindo todo estes mimimis acima, é simples resolver este imbróglio, só cumprir às leis:
    Ficha suja (não se elege e muito menos se reelege).
    Foi julgado e condenado (prisão, perdas de todos os direitos como cidadão, sem direito há nenhum recurso na justiça e ainda tem que trabalhar, para pagar sua estadia da pena). Arresto e penhora dos bens.
    Político com acusação impetrada na justiça ( perda do cargo temporariamente, até que se julgue os fatos.
    Urna corrompida( investigação e prisão dos envolvidos.
    Insiso: Essas leis são validas, para o corruptor, o corrompido e todos os cúmplices.
    Está aí o algoritmo de um governo que vai ter uma gestão, consciente e transparente com à participação do povo.
    Adendo: Extinguir remuneração de deputados estaduais e vereadores. Diminuir em 50% o contingente do congresso. Extinguir o foro privilegiado, com exceção( presidente e vice).
    Minha opinião!
    Vida longa e próspera a nossa pátria, Brasil!




  • anônimo  15/09/2018 13:16
    Parece que Amoêdo não quer ganhar a eleição mesmo.

    www.youtube.com/watch?v=rf6m1Elw6rk

    www.youtube.com/watch?v=2jL4oN3uMF0

    NOVO-Laranja por fora, vermelho por dentro
  • Paulo Henrique  15/09/2018 20:52
    Oras, o amoêdo é um liberal, passa longe de ser um liberal austríaco. Basta ver que ele chamou o Gustavo Franco.
    Se ele é vermelho por defender agendas que outros liberais discordariam ,o resto é o que? Já que ele ainda assim é de longe o que tem a postura mais pro-mercado dos candidatos?
    Por que defender uma agenda da onu de forma parcial (como ele mesmo diz) pegando apenas pontos ambíguos como ''cuidar do meio ambiente'' - como se liberalismo e cuidado com o meio ambiente fossem coisas opostas, é mais vermelho do que defender estatais estratégicas tais como Caixa e Banco do Banco do Brasil (haha) ?

    Quem comparar qual faz mais estrago na sua e na minha vida? A ultima crise Brasileira foi fometada por bancos estatais e crédito direcionado.

    Sobre a taxação de igreja. A posição dele é bem diferente do que estão espalhando. Pegaram uma resposta curta e concluiram coisas que ele não defendeu.

    Igrejas já pagam impostos hoje. Se você não sabe. Não dá para admitir que exista imunidade sobre somas imensas de recursos, muitas vezes na casa dos bilhões, oriundos de ''doações'' e ''dízimos'' (cobrados inclusive com carnê e boletos bancários), nem sobre atividades acessórias, como administração de imóveis comerciais e outras rendas em nada atreladas ao culto religioso. Há que haver um limite para essas isenções, sem o qual vira bagunça.

    De um ponto de um liberal que busca ''igualdade de condições'' como o amoedo, não é incorente.

    Para um austríaco, não há problema em alguns setores pagarem menos impostos que os outros.. Quem sai perdendo é o estado e não o consumidor.

    Isso não o torna vermelho. Se assim for. Todo o resto é comunista perto dele.
  • Conservador da Verdade  16/09/2018 02:40
    Por favor. Se possivel façam uma análise das propostas dos presidenciáveis nessas eleições.
  • Lucas  16/09/2018 15:18
    O que vocês acham do Livres ?
  • Fernando Marcio Aguirrez  17/09/2018 06:10
    PSOL roxo.
  • Lucas  17/09/2018 13:28
    Por que você acha que é o PSOL roxo ?
  • Triste Bahia  17/09/2018 22:55
    Essa plataforma ajuda um pouco Conservador da Verdade.
    Tem um resumo do resumo dos candidatos depois dos filtros.

    temmeuvoto.com

    Infelizmente aqui na Bahia só tem uns 23 candidatos um pouco pró-mercado de 1.147.

    Obs.:Não tem para presidente.
  • Tarantino  18/09/2018 01:43
    Se houve fraude nas urnas em 2014 eu não sei, a única coisa que sei é que não é normal uma urna apresentar 400 votos computados para Dilma às 7:30 da manhã antes de começar a votação.
  • Andre Barbosa  18/09/2018 20:13
    O grande problema é, que a não ser que nos entreguemos a um anarquismo, em algum momento vamos ter que nos voltar ao estado, mesmo que ele seja mínimo. E esse estado, apesar de imperfeito, é melhor que seja escolhido de forma democrática.

    Veja bem, a Democracia assim como o Capitalismo, não é perfeito, mas é o melhor modelo que ainda temos.
  • Emerson Luis  07/10/2018 23:16

    O que muitos não percebem é que a palavra "democracia" possui pelo menos dois sentidos bem diferentes, o que gera muita confusão.

    Democracia no sentido socialista significa fazer tudo o que a maioria quer (e "maioria" sempre representada pela elite do Partido e esta, pelo Grande Líder).

    Democracia no sentido republicano/liberal-conservador significa isonomia baseada nos direitos naturais do indivíduo.

    Por causa dessa confusão, muitos liberais e conservadores evitam o termo "democracia". Mas a maioria pensa que, se você não usa a palavrinha "democracia", então você é a favor de ditadura, plutocracia, etc. Então é melhor usar esse termo com parcimônia e sempre explicar o que quer dizer com ele - e o que NÃO se quer dizer.

    * * *


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