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A Revolução Industrial, as mulheres e as minorias: como a ideologia suprimiu a realidade
Por causa da distorção dos fatos, a Revolução Industrial deveria processar a história por calúnia

Um mito altamente destrutivo passou a dominar o debate sobre o capitalismo: a falsa noção de que o livre mercado prejudica os "vulneráveis" dentro da sociedade. Mais especificamente, afirma-se que o capitalismo afeta mulheres e crianças ao cruelmente explorar sua mão-de-obra. Mas a verdade é exatamente oposta. 

O capitalismo oferece exatamente aquele elemento de que os vulneráveis mais necessitam para sobreviver e prosperar: a liberdade de escolha. A escolha mais libertadora que um indivíduo pode ter é a capacidade de se sustentar a si próprio, sem ter de depender de ninguém mais para que a comida chegue à sua boca.

Utilizando este mito como pressuposição inicial, os historiadores sempre se mostraram extremamente hostis ao analisarem um dos mais libertadores fenômenos da história ocidental: a Revolução Industrial. Do século XVIII ao século XIX, o mundo avançou acentuadamente em termos de tecnologia, indústria, transporte, comércio e inovações que mudaram o padrão de vida, como roupas de algodão feitas a baixo custo. Em um período de dois séculos, estima-se que a renda mundial per capita tenha aumentado dez vezes, e a população mundial, seis vezes. 

O economista prêmio Nobel Robert Lucas declarou que "Pela primeira vez na história, o padrão de vida das massas formadas por cidadãos comuns começou a apresentar um crescimento contínuo e constante. [...] Nada remotamente parecido com este fenômeno econômico havia acontecido até então." 

O acentuado avanço da prosperidade e do conhecimento havia sido alcançado sem nenhuma engenharia social e sem nenhum controle centralizado. Tudo foi possível em decorrência de se ter permitido que a criatividade humana e o interesse próprio se manifestassem livremente.

Certamente ocorreram abusos. Alguns podem ser imputados às tentativas governamentais de se aproveitar da energia e dos lucros daquele período. Outros abusos ocorreram simplesmente porque toda sociedade possui pessoas desumanas e amorais que agem de má fé, especialmente quando querem lucro fácil; isto, obviamente, não é uma crítica à Revolução Industrial, mas sim à natureza humana. 

Adicionalmente, os avanços econômicos foram amplamente maiores que as mudanças nas atitudes culturalmente vitorianas. No século XVIII, mulheres e crianças eram vistas como cidadãos de segunda classe e, algumas vezes, como bens e posses que podiam ser livremente trocados. A revolução econômica foi o motor que impeliu a cultura e as leis a sofrerem mudanças similarmente drásticas. Quando as mulheres deixaram os campos em busca de emprego e educação, elas se tornaram uma força social que não mais podia ser negada. Consequentemente, os direitos das mulheres avançaram extraordinariamente durante o final do século XIX, algo que não teria ocorrido não fosse a Revolução Industrial.

Até o século XVIII, não havia oportunidades para o trabalho feminino. Com as máquinas implantadas pela Revolução Industrial, as habilidades humanas mudaram de valor. O capital deixou o trabalho menos braçal e mais intelectual, permitindo que as mulheres compensassem com neurônios o que lhes faltava em musculatura. Por ser mais produtivo que o trabalho rural, a renda dos trabalhadores industriais superou a renda do campo. Foi a Revolução Industrial quem dinamizou o processo de emancipação econômica das mulheres.

Infelizmente, esta ligação salutar entre capitalismo e direitos das mulheres se perdeu ao longo do tempo. Durante a segunda metade do século XX, as feministas ortodoxas começaram uma cruzada para reverter esta força que havia contribuído tão acentuadamente para o progresso nos direitos das mulheres. Em vez de defenderem a liberdade de mercado, elas passaram a exigir, em nome da "igualdade", que vários privilégios para as mulheres se tornassem leis

O livre mercado passou a ser demonizado como uma ferramenta opressora que tinha de ser combatida por meio de ações afirmativas, leis contra assédio sexual, ações judiciais contra qualquer tipo de discriminação, sistemas de cotas e uma miríade de outras regulações sobre o mercado de trabalho.

Em meio a este processo, a Revolução Industrial passou a ser retratada como o Grande Satã que destruiu o bem-estar de mulheres e crianças. Esta descrição da Revolução Industrial, além de ser um simplório preconceito ideológico, se baseou fortemente na deturpação dos fatos.

Deturpando fatos sobre as crianças

Sempre que os termos "crianças" e "Revolução Industrial" são citados na mesma frase, imagens horrendas imediatamente vêm à mente: uma criança de cinco anos sendo baixada, por meio de uma corda, em uma mina de carvão; crianças esqueléticas trabalhando precariamente em fábricas têxteis; o Oliver Twist, de Charles Dickens, oferecendo uma jarra de madeira em troca de uma colher de mingau. 

Estas imagens são normalmente utilizadas para condenar o capitalismo e a Revolução Industrial. Em algumas ocasiões, elas são utilizadas para glorificar políticos "humanitários" que criam leis proibindo qualquer tipo de trabalho infantil. Elas são extremamente eficazes em incitar um compreensível horror naquelas pessoas decentes que condenam qualquer exploração de qualquer criança. O problema é que este procedimento sofre de graves distorções.

Uma das distorções é que tal procedimento ignora uma distinção essencial. No início do século XIX, a Grã-Bretanha apresentava duas formas de trabalho infantil: crianças livres e crianças "pobres" ou dos reformatórios, que eram entregues aos cuidados do governo. 

Os historiadores J.L. e Barbara Hammond, cuja obra sobre a Revolução Industrial Britânica e o trabalho infantil é considerada definitiva, reconheceram esta distinção. O economista Lawrence Reed, em seu ensaio "Child Labor and the British Industrial Revolution", foi ainda mais adiante e enfatizou a importância desta distinção. Escreveu ele:

Crianças livres moravam com seus pais ou guardiões e trabalhavam durante o dia em troca de salários acordados com seus adultos responsáveis. Mas os pais frequentemente se recusavam a enviar seus filhos para situações de trabalho excepcionalmente severas ou perigosas. [...] Os proprietários das fábricas não podiam subjugar violentamente essas crianças livres; eles não podiam obrigá-las a trabalhar em condições que seus pais julgassem inaceitáveis.

Em contraste, as crianças dos reformatórios estavam sob a autoridade direta de funcionários do governo. Reformatórios já existiam há séculos, mas a empatia pelos oprimidos já havia sido arrefecida pelo fato de que os impostos criados exclusivamente para aliviar a situação dos pobres já estavam, em 1832, cinco vezes mais altos do em 1760, quando foram criados. (O livro de Gertrude Himmelfarb, The Idea of Poverty, faz uma narração cronológica desta mudança de atitude em relação aos pobres, da compaixão à condenação).

Em 1832, em parte a pedido de industriais ávidos por mão-de-obra, a Comissão Real Para a Lei dos Mais Pobres começou uma pesquisa sobre o "funcionamento prático das leis para o alívio da pobreza". Seu relatório dividiu os pobres em duas categorias básicas: pobres preguiçosos que recebiam ajuda do governo e pobres trabalhadores que se sustentavam a si próprios. O resultado foi a Lei dos Pobres de 1834, em nome da qual o estadista Benjamin Disraeli fez anúncios dizendo que "a pobreza é um crime".

A Lei dos Pobres substituiu a ajuda fornecida por terceiros (subsídios e esmolas) por "abrigos para pobres", nos quais as crianças pobres ficavam virtualmente aprisionadas. Lá, as condições eram propositalmente severas, exatamente para desincentivar as pessoas a mandarem seus filhos para lá (para funcionários públicos, mais trabalho é mais estorvo).

Praticamente todas as comunidades da Grã-Bretanha apresentavam um "grande estoque" de crianças abandonadas em reformatórios, as quais passaram a ser virtualmente compradas e vendidas para as fábricas; estas sim vivenciaram os maiores horrores do trabalho infantil.

Considere a desprezível função do "carniceiro" nas fábricas têxteis. Tipicamente, "carniceiros" eram crianças novas — de aproximadamente 6 anos de idade — que recuperavam, embaixo das máquinas, algodão que havia se desprendido durante os processos de produção. Como as máquinas estavam em funcionamento, este trabalho era extremamente perigoso e, como consequência, terríveis ferimentos eram totalmente comuns. "Felizmente" para aqueles donos de fábricas dispostos a usar o aparato do estado em benefício próprio, o governo não tinha problema algum em enviar as crianças dos reformatórios para trabalhar embaixo das máquinas em funcionamento. A maioria das crianças das comunidades tinha como alternativa a este trabalho morrer de fome ou viver na criminalidade.

Não é nenhuma coincidência que o primeiro romance sobre a Revolução Industrial publicado na Grã-Bretanha tenha sido Michael Armstrong: Factory Boy. Michael era um aprendiz de uma agência para crianças pobres que foi mandado para as fábricas. Também não é coincidência que Oliver Twist não era abusado por seus pais ou por agentes privados, mas sim por brutais funcionários públicos dos reformatórios, em comparação aos quais o antagonista Fagin era praticamente um humanitário. Vale lembrar que, aos 12 anos de idades, com sua família na prisão, Dickens havia sido ele próprio uma criança pobre que trabalhava em uma fábrica. O economista Lawrence Reed observa que "a primeira lei na Grã-Bretanha voltada para crianças de fábricas foi criada para proteger exatamente estas crianças de reformatórios, e não as crianças 'livres'". A lei mencionava isso de maneira explícita.

Logo, ao defender a regulamentação da mão-de-obra infantil, os reformistas sociais pediram ao governo para remediar abusos pelos quais o próprio governo era o responsável. Mais uma vez, o governo era a doença que se fingia de cura.

Ideologia equivocada em relação às mulheres

A distorcida apresentação dos fatos no que diz respeito ao trabalho infantil e à Revolução Industrial só encontra paralelos na distorcida ideologia pela qual se analisa o status da mulher. 

É perfeitamente possível argumentar que as mulheres foram as principais beneficiárias econômicas da Revolução Industrial. Isto se deveu majoritariamente à sua baixa condição econômica no período anterior à Revolução. Elas simplesmente tinham mais a ganhar do que os homens.

Quando as mulheres tiveram a oportunidade de abandonar a vida rural em busca dos salários das fábricas e de trabalho doméstico, elas invadiram as cidades em quantias sem precedentes. Para a nossa atual vida moderna, em que estamos já acostumados com todos os luxos criados pelo capitalismo, as condições de vida e de trabalho eram obviamente terríveis, com várias mulheres recorrendo à prostituição como ocupação secundária, tudo para manter um teto sob suas cabeças. No entanto, por mais terríveis que as condições possam ter sido, um fato fundamental não pode ser ignorado: as próprias mulheres acreditavam que ir para as cidades era algo vantajoso — caso contrário, elas jamais teriam feito a jornada ou simplesmente retornariam à vida rural desencantadas. 

Dizer que o trabalho industrial "prejudicou" as mulheres dos séculos XVIII e XIX é ignorar a preferência que elas próprias demonstraram e expressaram; é ignorar a voz de suas escolhas. Claramente, as mulheres da época acreditavam que tal situação era um aprimoramento de suas atuais condições.

Uma substantiva fatia do historicismo feminista nada mais é do que uma tentativa de ignorar as vozes de mulheres que de fato fizeram suas escolhas à época. Um método comum de se fazer isso é reinterpretar a realidade que cercava as escolhas e, então, impor esta reinterpretação de modo a fazer com que as "escolhas" não mais aparentem ter sido voluntárias, mas sim coagidas.

(É claro que as mulheres dos séculos XVIII e XIX tinham escolhas severamente limitadas e podiam apenas escolher a melhor opção entre várias ruins. No entanto, isso é muito diferente de dizer que o trabalho industrial representava um retrocesso, uma coerção pior do que a vida rural.)

Uma obra essencial para se compreender a análise histórica da Revolução Industrial feita à luz do feminismo é a imensamente influente The Origin of the Family, Private Property and the State, de Friedrich Engels, lançada em 1884. Engels argumenta que a opressão à mulher originou-se com o formato tradicional da família, mas ele próprio desdenha a noção de que a família por si só havia subordinado as mulheres ao longo da história. Em vez disso, ele firmemente coloca toda a culpa no capitalismo, o qual ele acreditava ter destruído o prestígio que as mulheres outrora usufruíam dentro da família.

Escreveu Engels,

Que a mulher era escrava do homem nos primórdios da sociedade é uma das idéias mais absurdas transmitidas pela filosofia do século XVIII. [...] As mulheres não apenas eram livres como também usufruíam uma posição altamente respeitada nos estágios iniciais da civilização, sendo o grande poder entre as tribos.

Portanto, as épocas anteriores à Revolução Industrial foram romantizadas como sendo um período em que as mulheres tinham grandes poderes. Engels alegava que a industrialização provocou uma separação entre o trabalho doméstico e o trabalho produtivo, separação esta que fez com que a injustiça que era o formato da família tradicional se ampliasse. Sendo assim, o trabalho feminino se tornou um importante, mas ainda assim secundário, aspecto da libertação da mão-de-obra humana rural para o alimento da máquina capitalista. Presumivelmente, os inegáveis avanços gerados pela Revolução Industrial para as mulheres — incluindo-se um aumento na expectativa de vida e vários direitos políticos — foram adquiridos a um custo extremamente elevado.

A análise de Engels, no entanto, apresentava um problema para as feministas. Ele pressupôs que os homens não tinham nada a ganhar ao exercer poder sobre as mulheres, pois Engels analisava os seres humanos em termos de suas afiliações de classes — isto é, sua relação com os meios de produção. Já as feministas queriam uma abordagem que incluísse tanto uma opressão de sexos quanto uma opressão de classes

Para explicar por que as mulheres (ao contrário dos homens) possuem interesses que estão em conflito com o capitalismo, as feministas tiveram de ir além de Engels em suas análises.  Elas desenvolveram uma 'teoria do patriarcado' — do capitalismo masculino —, segundo a qual as mulheres eram oprimidas pela cultura masculina por meio dos mecanismos criados pelo capitalismo. Tal teoria está em nítido contraste com as análises anteriores que diziam que as oportunidades geradas pelo livre mercado eram o remédio social para as mulheres culturalmente oprimidas pelo preconceito ou pelo privilégio masculino.

Em termos mais explícitos, como funciona este remédio? Um empregador quer maximizar seus lucros sobre cada $ gasto. Isto cria um forte incentivo para que ele leve em conta apenas o mérito de um empregado, desconsiderando por completo sua cor, etnia, religião ou sexo. Tudo o que importa é a produtividade do empregado. Uma mulher capacitada, que aceitar trabalhar por, digamos, um salário $100 menor que o de um homem similarmente capacitado, irá conseguir o emprego. Se ela não conseguir, então aquele concorrente isento de preconceitos, que possui um estabelecimento logo ali na esquina, irá contratá-la, e o empregador preconceituoso irá perder sua vantagem competitiva. 

Quando esta dinâmica ocorrer em escala maciça, as mulheres trabalhadoras serão crescentemente capazes de exigir salários continuamente maiores, reduzindo esta diferença de $100. Este fator "equalizador" não se manifesta de imediato, e não ocorre perfeitamente. Porém, com o tempo, movidos pelo interesse próprio, os empregadores tenderão a se tornar indiferentes a raça e gênero, pois é do interesse deles. Eles farão isso em busca do lucro, e todos se beneficiarão.

Feministas que se opõem a este processo de equalização não estão defendendo a igualdade por si só; elas estão defendendo uma igualdade que existe somente de acordo com os termos que elas consideram "justos" e "corretos". Suas objeções à Revolução Industrial não são empíricas, mas ideológicas. 

Assim como elas não gostam das vozes das mulheres dos séculos XVIII e XIX que correram para as fábricas, elas também rejeitam tudo que o livre mercado está dizendo sobre seu desejo de igualdade.

Conclusão

Não importa se a "difamação" se deve a uma distorção dos fatos ou à imposição de uma ideologia; o fato é que a Revolução Industrial deveria processar a história por calúnia. Ou, mais especificamente, deveria processar a maioria dos historiadores.

Jocosidades à parte, e sem desconsiderar as injustiças que inevitavelmente ocorrem durante qualquer período, a Revolução Industrial estabeleceu a liberdade com a qual as pessoas se tornaram tão acostumadas, que até passaram a tratar a liberdade com desrespeito. Talvez o redentor da reputação da Revolução Industrial venha a ser a inegável prosperidade que ela criou. 

Atualmente, a prosperidade parece ser algo mais respeitado do que a liberdade, muito embora ambas sejam inextricavelmente relacionadas.

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35 votos

autor

Wendy McElroy
é escritora, autora de vários livros, conferencista e articulista freelancer. Seus websites: wendymcelroy.com e ifeminists.com.

  • Marcos  03/09/2018 16:43
    Se algum saudosista da romântica era pré-Revolução Industrial quiser ver como funciona uma sociedade bucólica e pré-industrial basta ir ao Haiti. Ou a Bangladesh. Lá quase todo mundo vive na subsistência.
  • Bernardo  03/09/2018 16:49
    A maioria das pessoas que reclama da industrialização são intelectuais chiques que nunca viram e nem muito menos vivenciaram a era pré-industrial para ver como eram as condições de vida.
  • anônimo  03/09/2018 17:51
    Quem critica a Revolução Industrial do conforto de suas casas não fazem a mais mínima ideia do que é uma transição de 10.000 anos de vida agrária para uma industrial. É claro que haveria percalços e coisas ruins. Nenhuma transição desse estilo tem como ser suave.
  • Juliano  03/09/2018 18:00
    Ainda hoje, há pessoas que realmente acreditam que no século XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que há hoje, de modo que, se os salários eram baixos (comparado aos padrões de hoje), se a segurança no trabalho era precária (de novo, comparado aos padrões de hoje) e se mulheres e crianças trabalhavam, isso só ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover segurança e salários altos, e obrigavam mulheres e crianças a trabalhar.

    Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, segurança no trabalho e níveis salariais vigentes hoje. É inacreditável. Para quem está acostumado a todas as comodidades e confortos do século XXI, é claro que as condições de vida do século XVIII pareciam "sub-humanas".

    Falar que a qualidade de vida era ruim nos séculos XVIII e XIX tendo por base o século XXI, e daí tirar conclusões, é impostura intelectual. Ignora toda a acumulação de capital que ocorreu ao logo dos séculos seguintes. Era simplesmente impossível ter nos séculos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufruímos hoje no século XXI, a segurança no trabalho, e a renda.

    Naquela época, não havia a mesma acumulação de capital que temos hoje. A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e serviços eram menores. Era impossível ter naquela época a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.

    Trabalhar muito e receber pouco não era uma decisão de capitalistas maldosos. Era a necessidade da época. Quem realmente acredita que era possível trabalhar 6 horas por dia nos séculos XVIII e XIX e ainda assim viver bem não entende absolutamente nada de economia. Tal raciocínio parte do princípio de que vivemos no Jardim do Éden, que a riqueza já está dada, e que tudo é uma mera questão de redistribuição.

    O que fez com que as jornadas de trabalho no século XIX fossem longas foi o mesmo fenômeno que obrigou agricultores a colocar seus filhos para trabalhar: a produtividade era baixa, e as pessoas simplesmente tinham de trabalhar 70-80 horas por semana se quisessem produzir o suficiente para comer. Isso, obviamente, não pode ser atribuído a "patrões exploradores", a menos que consideremos que pais são exploradores. Tal fenômeno se devia ao fato de a economia ainda ser subdesenvolvida.

    À medida que a produtividade e, consequentemente, os salários foram crescendo, os trabalhadores foram se tornando aptos a viver à custa de menos horas de trabalho, o que deu a eles um incentivo para barganhar — de maneira bem-sucedida, como podemos testemunhar — jornadas semanais menores.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2178
  • Leandro C  05/09/2018 14:05
    Juliano,
    Assim como não apenas é possível, como provável, que daqui a duzentos-trezentos anos olhem nosso tempo como algo estranho e selvagem; não precisamos ir tão longe, basta lembrar do período anterior à internet ou mesmo do smartphone (como a raça humana conseguiu sobreviver à inexistência do smartphone!?).
  • Fábio  04/09/2018 15:55
    Ou lembrar da época em que os chineses comiam gafanhotos e escorpiões.
  • Fernanda Souza  05/09/2018 04:31
    Se Ciro ou Haddad ganhar não precisaremos ir a outro país pra saber como era o mundo antes da revolução industrial
  • Emerson Luis  14/09/2018 10:55

    Se Ciro ganhar, em um ano estaremos comendo grama.

    Se Haddad ganhar, em um ano não haverá grama suficiente para todos.

    * * *
  • Alexandre Garcia de Carvalho   03/09/2018 16:49
    Isso é questão de lógica. Se a vida bucólica realmente fosse um idílio, ninguém sairia do campo. As pessoas não saíram do campo e foram se arriscar nas fábricas porque a vida bucólica era uma delícia. O fato de que elas saíram do campo e foram se arriscar nas fábricas, por si só, já mostra tudo o que precisamos saber sobre a sociedade pré-industrial.

    Nossos ancestrais não eram idiotas. Eles abandonaram aquela vida do campo por um motivo. Ignorar esse motivo para fazer proselitismo ideológico -- como fazem professores de história -- é um crime. Tais pessoas deveriam demonstrar mais respeito pelos nossos ancestrais e honestamente tentar entender o motivo desse êxodo rural rumo às fábricas.
  • Josue Pinheiro Leite  04/09/2018 11:20
    Não houve abandono na vida do campo. Na revolução industrial ocorrida na Inglaterra houve cercamento do campos, ou seja, desapropriação dos pequenos proprietários para formação de mercado de trabalho. E, houve resistência contra isso, mas, devido ao poder de coerção do Estado, o processo foi concluído.
  • Rafael  04/09/2018 12:17
    Falou besteira (como sempre faz quem está munido apenas do que ouviu a professorinha da oitava série falar).

    Para começar, os cercamentos ocorreram entre 1600 e 1700. Já a Revolução Industrial, ao menos sua fase mais intensa, é de 1830.

    E os cercamentos, ao contrário do que ensinou sua professora de história, não foram um processo de expulsão das pessoas de suas terras. Ao contrário: foi um processo de transformação de terra devoluta em terra privada. Camponeses viraram assalariados.

    Mas tudo isso ainda é o de menos.

    Não houve cercamentos na Alemanha, por exemplo, mas lá também houve camponeses migrando para trabalhar nas fábricas (em volume talvez até maior). A saída de pessoas do campo paras as fábricas nas cidades foi tão intensa, que os proprietários de terra fizeram de tudo para evitar a migração para a cidade.

    Se os cercamentos fossem a explicação da disponibilização de mão de obra para a indústria, então tal fenômeno teria sido observado apenas na Inglaterra, e não no resto da Europa.
  • Eduardo  04/09/2018 12:23
    O sujeito que morava no campo estava em condições de subsistência. Não tinha salários, não tinha nenhum poder de compra, não tinha acesso a nada. Na melhor da hipóteses, trabalhava para um senhor feudal que lhe remunerava com comida.

    Já as fábricas ofereciam salários, o que permitia às pessoas se instalarem nas cidades tendo acesso a saneamento, remédios e até mesmo a lazer, algo que não existia à época.

    É necessário ser um intelectual de esquerda para dizer que a primeira opção tinha de ser a preferida de toda a humanidade que morava no mato sem ter nada.
  • Renato  04/09/2018 12:26
    Outro erro comum é falar que os tais cercamentos foram causa da revolução industrial, como se o surgimento de máquinas e de tecnologia fosse uma consequência de coisas feitas no campo...

    A principal razão da revolução industrial foi o desenvolvimento técnico (não coincidentemente, algum tempo após o início de uma enorme revolução científica). E os fatores necessários foram o fato se permitir um grau razoável de liberdade de mercado, e o acúmulo de capital, isto é, o fato de que havia aumentado rapidamente a quantidade de riqueza disponível em vários países (fato demonstrado pelo aumento das suas populações), seja na forma de mais campos cultivados, estradas, cidades, edificações, instalações, capitais vindos do comércio, etc.

    Só isso já garantia que a revolução industrial aconteceria, e realmente aconteceu em todos os países da Europa ocidental. Cercamentos nada tiveram a ver com isso. A oferta de salários pelas fábricas, sim.

    E não coincidentemente, aconteceu primeiramente em países que mais fortemente estavam vivenciando a revolução científica. Havia uma enorme quantidade de ciência sendo produzida na Grã Bretanha, França, Itália e Alemanha, tinham um mercado relativamente grande e relativamente livre (as instituições do feudalismo estavam refluindo) a produção de riquezas nesses países vinham aumentando e se popularizando. E justamente nesses países, foi sendo iniciada a revolução industrial. Alguns fatores particulares a cada país influenciaram, mas o processo era irreversível.
  • Leandro C  05/09/2018 14:34
    Josué,
    Perceba que sua assertiva é no sentido de que o Estado já era o verdadeiro opressor, desde aquela época.
  • Maurício  03/09/2018 16:59
    Adendo: o próprio feminismo dificilmente existiria sem o capitalismo.
  • Cristiane de Lira Silva  08/09/2018 21:22
    Enquanto luta política não. Mas mulheres individuais que foram contra regras impostas a elas e até pagaram por isso com suas vidas, portanto essencialmente feministas, são anteriores ao capitalismo.
  • Emerson Luis  14/09/2018 11:06

    "Enquanto luta política não. Mas mulheres individuais que foram contra regras impostas a elas e até pagaram por isso com suas vidas, portanto essencialmente feministas, são anteriores ao capitalismo."

    Claro, todas as pessoas que combateram leis e condições injustas contra mulheres eram essencialmente feministas, pois as feministas e somente as feministas lutam pelas mulheres. E os sindicalistas, pelos empregados. E os políticos esquerdistas, pelos pobres.

    Pessoas "essencialmente feministas" (esquerdistas) falam em "igualdade", mas consideram-se superiores; falam de "direitos iguais", mas lutam por privilégios; esbravejam contra a pobreza e outros males sociais, mas dependem da continuidade desses males (reais e imaginários) para obter e manter o poder.

    * * *
  • João  03/09/2018 17:01
    Concordo com o texto. Aceito a ideia de liberdade individual, ocorre que uma sociedade é um conjunto de indivíduos, então o individual é coletivo. Cria-se cenários que se apresentam as pessoas. Livres para fazer suas escolhas todas são, mas que conhecimento ou dicernimento tem daquilo que irão fazer? Não acho que ao Estado caiba resolver isso, mas alguém precisa. Sem educação as pessoas se contentarão sempre em estarem por baixo salvo alguns pouquíssimos e pontuais casos onde o pobre luta com as próprias forças e enriquece.

    O texto foi formidável quando falou de pessoas gananciosas. São pessoas nada mais que isso, mas essas mesmas pessoas fazem a sociedade andar, geram empregos. Ambicionam muito e ganham muito, as vezes inescrupulosamente e ilegalemente, mas geram empregos e renda aos trabalhadores. Como lidar com uma situação assim? O homem é uma animal, age sobre as circunstancias do meio que vive. Se uma oportunidade foi idenficada e ele possui o necessário para empreender nela o fará com certeza, do contrário nem identificará.

    Um cego por vezes é apresentado a caminhos alternados, mas como ele vai enxergar isso? Liberdade para seguir qualquer caminho tem, mas como vai enxergar? É o que a acontece com a educação. Sem ela não seguimos caminhos nenhum e sepre buscaremos sobreviver ao invés de viver.

    Posso abrir uma escola e oferecer uma edecuação para pessoas ignorantes, meus amigos podem fazer o mesmo e teremos alunos, pagando o preço justo pelo resultado que recebem. Brigas entre nós donos de escolas são relativas. Podemos simplesmente manter um padrão similiar entre nós e não competirmos o que levaria um a derrota, outro a vitória no momento que oferecêssemos melhores vantagens aos alunos que pagam. Podemos evitar uma briga. Podemos criar um sistema que mantenha tudo como está e todos saem ganhando e nossos empregados receberão seus salários. Ninguém vai precisar cair é que pensam esses inescrupulosos que o autor se refere (na minha opinião).
  • anônimo  03/09/2018 17:12
    João, você está cometendo um erro grosseiro dizendo que o indivíduo não conta, o que conta é a coletividade. Erro aliás comum entre os socialistas.

    Sugiro a leitura dos artigos abaixo para esclarecimento:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=409
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2934
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2212
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2607
  • Heisenberg  03/09/2018 17:14
    "...conhecimento ou dicernimento tem daquilo que irão fazer? Não acho que ao Estado caiba resolver isso, mas alguém precisa."

    Pode ser a força de vontade? A vontade de buscar uma vida melhor? Se o cara é preguiçoso e não quer buscar aquilo que quer e precisa é problema dele, ninguém tem o dever de ajudar.

    "Podemos evitar uma briga. Podemos criar um sistema que mantenha tudo como está e todos saem ganhando e nossos empregados receberão seus salários."

    Neste trecho você explicou muito bem o surgimento das escolas públicas. Evitaram as brigas e também deixaram de oferecer educação.
  • Patrick  03/09/2018 17:22
    "Um cego por vezes é apresentado a caminhos alternados, mas como ele vai enxergar isso? Liberdade para seguir qualquer caminho tem, mas como vai enxergar?"

    Independente da cegueira, não somos capazes de saber aquilo que se passa por trás dos olhos de outro. Em nosso ponto de vista, todos são cegos; uns são mais racionais que outros.

    Acontece que, independente da cegueira que julgarmos existir nos olhos de outro indivíduo, ainda sim não cabe a nós ou ao estado decidir o que esta pessoa quer ou precisa.

    O cego, em suma, é capaz de decidir por si próprio o que deseja.

    "Ambicionam muito e ganham muito, as vezes inescrupulosamente e ilegalemente, mas geram empregos e renda aos trabalhadores."

    Se o meu amigo ganha ilegalmente obrigando pessoas a trabalharem na fazenda dele, isto não tem nada a ver com capitalismo.

    A filosofia da liberdade baseia-se em três princípios básicos que são muito bem explicados nessa introdução.

    Se você se considera um investidor ganancioso, ótimo. Mas lembre-se que o capitalismo real é uma ditadura dos consumidores, você apenas irá alcançar aquilo que deseja se for capaz de agradar ao consumidor.

    (Desculpe se fui falacioso ao criar um espantalho de seu comentário para servir de exemplo. Acontece que tentei ser o mais claro possível)

    "Podemos simplesmente manter um padrão similiar entre nós e não competirmos o que levaria um a derrota, outro a vitória no momento que oferecêssemos melhores vantagens aos alunos que pagam."

    Sinceramente, apresente-me estes seus amigos donos de escolas; são pessoas tão colaborativas!

    Mesmo se eu, João, Didi e Zacarias decidirmos criar um padrão em nossas escolas para que assim sejamos capazes de controlar um mercado consumidor, NADA impede um de nós criar condições melhores e assim obter mais alunos e mais lucro. Também, NADA impede de a empresa da cidade vizinha descobrir que nós somos uns imbecis e roubar nossos alunos com grande facilidade (oferecendo um serviço um pouco melhor).

    Em minha cidade, São Gonçalo, onde a legislação e os altíssimos impostos facilitam a vida de capitalistas preguiçosos, os próprios alunos (infelizmente) terminam por resolver o problema: estudam na cidade vizinha.

    Conclusão: Sem a lei, não há como criar um monopólio.

    Na experiência brasileira, todas as nossas "briguinhas" que deveriam melhorar as condições dos serviços prestados ao consumidor são reguladas pela agência reguladora que controla o setor. Podemos simplesmente manter um padrão similar entre nós e em vez de competirmos -- o que levaria um a derrota, outro a vitória no momento que oferecêssemos melhores vantagens aos alunos que pagam.

    "Podemos criar um sistema que mantenha tudo como está e todos saem ganhando e nossos empregados receberão seus salários. Ninguém vai precisar cair é que pensam esses inescrupulosos que o autor se refere (na minha opinião)."

    Estes "inescrupulosos" são pessoas em busca de lucro. Tenho uma amiga que acabou de abrir uma padaria após poupar com muito esforço em ouro e prata. Ela não oferece salários formais às suas funcionárias, prefere o trabalho informal pois este é mais barato e mais vantajoso para ambas as partes.

    Ela descobriu que, ao abrir aos domingos (dia em que a grande padaria do outro lado da rua não abre), ela consegue maximizar seus lucros. Acontece que nossa capitalista não consegue convencer suas funcionárias a trabalharem aos domingos. Por isso, decide oferecer ganhos extras às trabalhadoras ou até mesmo contratar uma equipe especial para servir durante os fins de semana. Ela confirma que aliar-se a um estabelecimento maior seria uma desvantagem mútua, pois ambos terminariam facilitando a vida dos comerciantes ainda menores.

    Agora imagine a seguinte situação: Os comerciantes menores são expulsos da cidade por uma ordem estatal orquestrada pelas duas empresas supra-mencionadas. Para "melhorar as coisas", o governo ainda impede nossa amiga de abrir aos domingos e oferecer preços muito menores que a competição. Os dois capitalistas estão seguros pois quem quiser comprar doces só terá três opções: Nossa amiga, o grande empresário ou não comprar.

    Moral da história: Não há nenhum monopólio que sustente-se SEM uma legislação irracional. Se você quer ser ambicioso no capitalismo, terá de submeter-se à única ditadura livre já criada: a dos consumidores.
  • Roberto  03/09/2018 17:27
    João, em uma genuína economia de mercado — isto é, em um ambiente no qual não há subsídios, não há protecionismos e privilégios garantidos pelo governo, e não há barreiras governamentais à entrada de concorrentes —, o interesse próprio e a busca pela riqueza fazem com que a cooperação social seja estimulada e, consequentemente, terceiros sejam beneficiados pelas interações voluntárias no mercado.

    Para ilustrar isso, suponha que João seja um indivíduo completamente egoísta, individualista e obcecado em acumular riqueza. Ele só pensa em si próprio, venera o dinheiro e quer enriquecer rapidamente. Só que, em uma economia de mercado, na qual os direitos de propriedade de terceiros são respeitados, João só pode alcançar esse objetivo se ele induzir todos os outros indivíduos a voluntariamente cooperarem com ele.

    Ou seja, João terá de oferecer algo que seja do interesse desses outros indivíduos.

    Mais ainda: João só conseguirá isso se o que ele oferecer for melhor do que todas as alternativas existentes. João não pode coagir ninguém a consumir seus bens e serviços.

    Sendo assim, embora seja egoísta e não se importa em nada com os outros, João tem de agir de maneira a atender os interesses daqueles que estão ao seu redor. Só assim João poderá alcançar seus próprios interesses.

    Vale enfatizar: mesmo que João seja um "adorador do dinheiro" e esteja obcecado apenas em enriquecer, ele — para alcançar seus objetivos — terá inevitavelmente de beneficiar terceiros no mercado, fornecendo-lhes bens e serviços de qualidade, e esperando que essas pessoas, voluntariamente, consumam estes bens e serviços. E para que elas consumam estes bens e serviços fornecidos pelo egoísta João, estes têm de ser de qualidade.

    Desta forma, o egoísmo de João é domado e direcionado para a cooperação com terceiros, fornecendo-lhes mais opções de consumo e beneficiando-lhes como resultado desta interação.

    Esse é o milagre descrito na metáfora da mão invisível de Adam Smith.

    Sim, empreendedores são motivados pelo desejo de auferir lucros monetários. No entanto, em uma economia de mercado, a única maneira de um empreendedor auferir lucros é servindo bem seus clientes.

    No final, um dos mais belos aspectos de uma economia de mercado é que ela é capaz de domar as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas maneiras de agradar terceiros. Empreendedores conduzem a economia de mercado, mas a concorrência entre empreendedores é o que os mantém honestos.

  • Eduardo  03/09/2018 17:07
    Bastante interessante a versão de Engels sobre a posição da mulher na sociedade. Impressionante mesmo. Incrível imaginar que mesmo assim o feminismo ainda tenha um viés tão marxista. Há um tempão que eu adiava a leitura desse livro para saber a visão do comunismo sobre as mulheres.

    Grato pelo texto!
  • Fernando  03/09/2018 17:14
    O feminismo é um movimento muito diversificado, existe inclusive o feminismo individualista ou libertário. Recorrendo à Wikipédia, "Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero."

    Talvez existam algumas feministas que dizem que homens e mulheres são completamente iguais, mas de modo algum isso é a opinião unânime.
  • Sérgio  03/09/2018 17:24
    Fernando, vc acredita que o feminismo existe para "libertar" a mulher? Exatamente o contrário, o feminismo oprime a mulher. Observe: é justamente o feminismo que objetifica a mulher, que prega por meio de uma guerra cultural a promiscuidade, a objetificação, o fim da família, a escolha pela carreira (mesmo sabendo que isso torna a mulher infeliz, pois é comum que elas prefiram a família e não a carreira).

    Em seu livro "A Origem da Família, da Propriedade e do Estado", Frederick Engels deixa bem que o objetivo da esquerda é destruir a família nuclear: "A primeira condição para a liberação da esposa é trazer o sexo feminino inteiro de volta a indústria pública, e por sua vez isto exige a abolição da família monogâmica como a unidade econômica da sociedade".

    E a Revolução Cultural Gramsciana tá cumprindo este objetivo... Este é o sentido de revolução cultural gramsciana. No cultural, as idéias não passadas diretamente para que as pessoas aceitem, mas inseridas subconscientemente aos poucos no meio da cultura até que todos pensem que é o normal e que devem fazer tudo o que o senso comum diz.
  • Skeptic  04/09/2018 21:21
    A autora deste artigo se diz feminista. Feminismo da primeira onda foi um movimento liberal, ou quase isso.
  • Fernanda Souza  05/09/2018 04:26
    Guerreiro da Real detected

    O feminismo tem mais haver com o liberalismo do que o marxismo!
  • Cristiane de Lira Silva  08/09/2018 20:37
    "Fernando, vc acredita que o feminismo existe para "libertar" a mulher? Exatamente o contrário, o feminismo oprime a mulher. Observe: é justamente o feminismo que objetifica a mulher, que prega por meio de uma guerra cultural a promiscuidade, a objetificação, o fim da família, a escolha pela carreira (mesmo sabendo que isso torna a mulher infeliz, pois é comum que elas prefiram a família e não a carreira). "

    Você está falando em objetificação feminina exatamente como grande parte do movimento FEMINISTA faz.
    Quem disse que a tal "objetificação" e "promiscuidade" oprimem a mulher?
    Como você sabe que toda a mulher "objetificada" e "promíscua" é infeliz? E quem disse que mulheres "objetificadas" e "promiscuas" são necessariamente feministas?
    Como você sabe que todas a mulheres querem família e não carreira (embora ela possa perfeitamente ter as duas coisas. Obviamente se optar pelas duas coisas não poderá se dedicar exclusivamente a família. Isto é o que a maior parte das mulheres fazem hoje. E não estão dispostas e serem amélias em sua maioria)?
    Não fale como se soubesse o que faz todas as mulheres felizes. Elas não são iguais.
    Mulheres se dedicam a carreira porque ganhar dinheiro e não depender de marido é bom! As que querem depender de maridos fazem isso. O feminismo "opressor" não as impede. Não vai ter fim de família, mas haverá e já existe novas configurações familiares.

    Toda vez que alguém fala de revolução gramsciana já vem besteira e paranóia...
  • Emerson Luis  14/09/2018 11:30

    Feministas mudam seu discurso conforme a conveniência para ostentar virtudes e para obter privilégios. Por isso não se importam em defender o extremo oposto do que defendiam antes e nem sequer em defender ideias contraditórias ao mesmo tempo.

    Se feministas realmente defendessem as mulheres, pressionariam os governos europeus a impor aos imigrantes islâmicos que respeitassem as mulheres, em vez de terem ficado do lado dos muçulmanos que fizeram aqueles arrastões de abuso sexual.

    E ainda culparam as vítimas por andarem "sozinhas" (sem homens) e usarem roupas "provocantes", o que na cultura islâmica significa autorização para estuprar ("andando sem dono e descobertas"). Por causa de um comentário mal elaborado (porém, bem intencionado) de um guarda canadense começaram a fazer a tal Marcha das Vadias, mas quando os agressores são muçulmanos, as próprias feministas culpam as vítimas.

    Tem mais: Marx defendia a "Comunhão das Mulheres". Que lindo, isso significa as mulheres fazerem comunhão entre si, tipo "uma união espiritual"? Não, significa as mulheres serem compartilhadas por todos os homens, pois não é justo uma mulher pertencer a apenas um homem e os outros não poderem usufruir dela. Marx era contra a propriedade privada de mulheres também...

    As mulheres em geral na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e outros países sofrem condições terríveis (os homens também), mas as deputadas socialistas defendem esses governos totalmente. Se as feministas realmente se importassem com as mulheres conforme dizem, defenderiam o liberalismo e o conservadorismo e seriam contra o socialismo e a islamização da Europa. Você vai acreditar nelas ou em seus olhos?

    * * *
  • Pensador Puritano  03/09/2018 17:13
    Eu não aguento é este papo de sociedade patriarcal,do jeito que falam era para a humanidade ter sido destruída por este regime"Brutal e Opressor"dos homens no passado e como diz o artigo,em numa economia onde os músculos eram a norma,mulheres estavam em desvantagem em todos os sentidos e regime atual onde prevalece o intelecto a mulher empatou com o homem e se o salário ainda não reflete isto é devido a dupla jornada da mulher lhe ser uma desvantagem,só corrigida com muito esforço e empenho sem paternalismos e privilégios que só oneram os produtivos(Seja homem ou mulher).
  • Historiador Honesto  03/09/2018 17:39
    Embora o artigo seja extremamente interessante e a autora tenha feito um ótimo trabalho em refutar alguns mitos clichês sobre a revolução industrial, devo dizer que ela própria também quedou vítima de outro mito bastante comum: a ideia de que as mulheres, como um todo, eram oprimidas e tinham um status menor que o dos homens antes do século XVIII.

    Creio que este mito infeliz, que dura até hoje e de maneira cada vez mais forte, decorre de uma simplificação muito significativa, a saber: as pessoas se concentram apenas nas diferenças entre os direitos dos homens e das mulheres ao mesmo tempo em que ignoram as diferenças entre os deveres e responsabilidades do homens e das mulheres.

    Sim, os homens tinham mais direitos no passado, mas também tinham muito mais deveres que as mulheres: lutar (e morrer) em guerras era uma função quase que exclusivamente masculina. Os homens podiam ser compulsoriamente recrutados (como aliás ainda podem hoje) para o serviço militar ou obrigados a se tornar parte da tripulação de um navio de guerra, por exemplo. Homens também eram legalmente obrigados a auxiliar a polícia a capturar criminosos. Também eram legalmente recrutados para fazer as vezes de bombeiro e apagar incêndios.

    Vale ressaltar que, à época, estes estavam entre os trabalhos mais perigosos do mundo.

    Mulheres eram isentas de tudo isso.

    Sim, nas famílias os homens frequentemente tinham mais direitos. E, nos sistemas legais, mais autoridade. Mas eles sempre tinham o dever de prover a mulher e os filhos. O sustento era obrigação masculina. As esposas não tinham nada dessas obrigações. E os maridos eram legalmente responsáveis pelos atos de suas esposas. Por exemplo, um homem podia ser preso por causa das dívidas não pagas de sua mulher.

    Quando se olha as coisas desta perspectiva mais abrangente, a ideia de que as mulheres eram oprimidas e tinham menos direitos cai por terra. Elas também tinham muito menos obrigações. Aliás, em termos legais, elas praticamente não tinham obrigações nenhuma.
  • Ivan  03/09/2018 17:52
    Muito bom o seu ponto. Obrigado pelo relato e por essa nova perspectiva da história. Confesso que nunca tinha visto as coisas por esse lado.
  • Tiago  03/09/2018 17:56
    Só posso agradecer pelo excelente texto. Não tinha conhecimento dessa escravidão infantil promovida pelos reformatórios estatais da época. Para ficar perfeito, a autoria poderia também ter contrastado a situação muito mais deplorável das crianças antes da revolução industrial (mas sei que aí o texto ficaria enorme).
  • Renato  03/09/2018 18:21
    Exato. O ponto central e realmente esclarecedor do artigo foi a respeito da mão de obra escrava por coerção estatal. Sempre me pareceu um tanto estranho o fato de colocarem crianças de cinco anos para trabalhar o dia inteiro, sob condições de extremo perigo e insalubridade, justamente no momento em que a produção per capita (e portanto a prosperidade geral) aumentou bruscamente.

    Parece que é uma regra: onde há absurdos acontecendo contra as crianças, tem o dedo do estado.

    Segundo entendi do artigo, as coisas se passaram mais ou menos assim: a ação criminosa do governo inglês foi precedida de uma imensa "bondade" desse mesmo governo em relação aos mais pobres. A assistência aos mais pobres era feita principalmente por igrejas e por particulares beneméritos. Então o governo resolveu "ajudar", criou um imposto e o aumentou cada vez mais, para suprir as necessidades dos mais pobres. Como os agentes do governo não podem discernir com clareza quais são os realmente necessitados (mas pequenas organizações particulares, como congregações locais e sociedades beneméritas podem), acabou sustentando um bando de vagabundos. Então veio a reação, já que havia malandros se aproveitando, o governo resolveu endurecer com as CRIANÇAS ORFÃS SOB SUA "PROTEÇÃO", e as entregou para um trabalho forçado, exaustivo, perigoso e insalubre, que a imensa maioria dos pais jamais permitiria.

    Bom, agora está compreendido o lado escuro da revolução industrial: burocratas que se julgam mais sábios do que Deus, mas são loucos de pedra.
  • Fã do Mises  03/09/2018 22:03
    E o fogarel do Museu Nacional? Cheio de gado estatal chorando e reclamando que o governo deveria ter cuidado direito dos ossos e caras de barro. Tudo com o nosso dinheiro é claro.
  • Yuri  03/09/2018 22:49
    Um prédio estatal pegou fogo e nem sequer o hidrante (outra propriedade estatal) estava funcionando.

    E tem otário que defende que esta mesma agência incapaz de gerenciar um prédio e um hidrante deve regular a economia, administrar hospitais, mandar na educação, controlar a eletricidade, entregar as cartas, ter petrolíferas, controlar a cultura e dar ordens em nossas vidas.
  • Felipe Lange  04/09/2018 00:24
    Vai ter um artigo analisando o caso do incêndio do museu lá no Rio de Janeiro?
  • Vladimir  04/09/2018 02:27
    Se nem a perícia sabe o que houve, convenhamos que seria um tantinho temerário um site de economia se aventurar a falar sobre isso. Espero que não caiam nessa tentação fácil.

    De resto, o Yuri acima já resumiu bem a questão.
  • Demolidor  04/09/2018 02:24
    Reparem como todos os neologismos esquerdistas já foram resolvidos pelo capitalismo:

    - Empoderamento feminino? Em países capitalistas, mulheres votam, dirigem carros, tornam-se CEOs, CFOs, empreendedoras, juízes, policiais, vão a praia que lhes permitem fazer topless, etc. Enquanto isso, em certas sociedades defendidas por esquerdistas, como a maior parte das árabes, não podem nem dirigir um carro;

    - Educação? Só em países capitalistas os pais têm renda suficiente para permitir que seus filhos fiquem até os 30 ou 40 anos estudando sem precisar trabalhar. A norma, em sociedades atrasadas, como aquelas de Paquistão, Bangladesh e outras, é que comecem a trabalhar na adolescência ou até antes;

    - Saúde universal? Em países capitalistas, tem-se acesso ao que há de mais avançado na medicina e, por mais que alguns tratamentos sejam caros, é muito difícil alguém que não consiga pagar ou ser ajudado a pagar. Em países socialistas, como na Venezuela, bebês que poderiam se tornar crianças perfeitamente saudáveis morrem na maternidade por falta de medicamentos. Em países com medicina socializada, como no Canadá, pessoas morrem por esperar meses por tratamento e são acondicionadas nos corredores dos hospitais, exatamente como ocorre com o SUS;

    - Desenvolvimento sustentável? Só em países capitalistas existem indústrias focadas em produtos biodegradáveis, fábricas limpas, com filtro e pesadas penalidades a indústrias que resolvam despejar seus poluentes em qualquer lugar, mesmo que afete poucas pessoas. Em países socialistas, como Bolívia e URSS, podem até secar lagos e acabar com o sustento de cidades inteiras que não acontece nada de mais grave;

    - Proteção a minorias? Sociedades capitalistas costumam abrigar imigrantes de todas as partes do mundo. Não raro, suas cidades abrigam, literalmente, pessoas de todo e qualquer país do globo. Além disso, é nessas sociedades que as pessoas podem ter a orientação sexual que bem desejam, e ainda assim arrumar trabalho sem problemas e sem serem incomodados em sua liberdade. Enquanto isso, em Cuba, gays foram mandados a campos de trabalho forçados e perseguidos.

    - Inclusão social? Em países capitalistas, como os EUA, até mendigos se tornam obesos devido à fartura de comida (quem já andou por Nova Iorque sabe do que estou falando). A pobreza absoluta foi praticamente erradicada. Enquanto isso, em países socialistas, como a Venezuela, quase toda a população foi jogada à pobreza abjeta e as pessoas fogem para os países vizinhos em busca de comida.

    É até compreensível a repulsa que tais temas tenham em pessoas neo-conservadoras, que se colocam contra tudo isso em oposição ao vitimismo esquerdista. Mas essas, na verdade, são bandeiras que valem a pena ser defendidas e cuja solução se dá com o capitalismo. O que aconteceu é que o movimento esquerdista simplesmente se apropriou (roubou) essas bandeiras da direita, como fazem com tudo em que metem as mãos.
  • Demolidor  04/09/2018 05:36
    Melhor dizendo: empoderamento feminino, educação e saúde universais e de qualidade, desenvolvimento sustentável, proteção a minorias e inclusão social só aconteceram graças ao livre mercado e sem alarde.

    Estados, por sua vez, principalmente aqueles dominados por esquerdistas, gastam os tubos em propaganda a respeito desses temas, mas geralmente são justamente eles que afastam as sociedades desses objetivos, frequentemente gerando situações desastrosas.
  • Cristiane de Lira Silva  08/09/2018 21:18
    Sério? Você acha que todos esses discursos não acontecem nos EUA a muito, muito, muito tempo?
  • Democrata  04/09/2018 12:00
    O livre mercado falhou na Romenia?

    g1.globo.com/mundo/noticia/2013/01/milhoes-de-pessoas-vivem-na-romenia-com-salarios-infimos.html

    A renda média Romena é maior que a Brasileira, porém o Euro da uma enorme vantagem ao país do Leste Europeu que nem se compara com o Real BR.
  • Ricardo  04/09/2018 12:32
    Poucas vezes vi alguém se contradizer tão espetacularmente. Observe:

    "O livre mercado falhou na Romênia [...] A renda média Romena é maior que a Brasileira".

    Para um país que era comunista até 1989 e que sempre foi o mais pobre da Europa (atrás apenas da Albânia), ser hoje mais rico que o Brasil em termos per capita é uma façanha incrível.

    Ah, sim, e sua notícia é de janeiro de 2013...


    P.S.: onde foi dito que a Romênia adotou uma economia de livre mercado? À exceção do setor de comunicações, a Romênia é um dos países mais estatizados da Europa. Sempre foi visto como o país europeu mais lento em termos de reformas.
  • Leigo  04/09/2018 15:43
    Devo parabenizar o trabalho feito pelo IMB.
    Exímias traduções.
    Leandro e outros autores sempre com ótimos artigos.


    "A melhor maneira de combater idéias ruins é com idéias boas."
  • Skeptic  04/09/2018 21:19
    Já li tanto artigo bom da Wendy McElroy mas nunca li nenhum sobre feminismo. Ela se considera uma feminista libertária.
  • Jean Carlo Vieira  06/09/2018 19:48
    Falar mal do capitalismo e da Revolução Industrial utilizando o conforto de sua casa, seu celular e computador é fácil. Difícil mesmo é viver sem ambos.
  • Cristiane de Lira Silva  08/09/2018 21:16
    Só de celular às vezes. É que o Mises trava com excesso de comentários.
  • Emerson Luis  14/09/2018 11:37

    Tente usar outro sistema operacional, como o Firefox.

    * * *
  • Cristiane de Lira Silva  09/09/2018 11:51
    Acho interessante Bolsonaro fale sobre o empresário pagar menos para mulher porque mulher engravida e a empresa não pode arcar com os custos dessa mulher. É assim que ele acha que deve ser tratada a mulher que opta por trabalhar na iniciativa privada. É o trabalho na iniciativa privada que vocês, liberais defendem. No entanto Bolsonaro e seus filhos sempre "trabalharam" como políticos recebendo seus salários dos impostos do povo. Ele "empregou" suas ex-esposas no estado para serem pagas com dinheiro público. Sua atual esposa "trabalhou" no gabinete dele e nessa época o salário dela triplicou sendo tudo pago pelo dinheiro público. Porque para Bolsonaro o estado é uma empresa da qual ele é o "dono" e paga o dinheiro que quiser às suas "funcionárias" afinal o dinheiro não sai do bolso dele. Sai do bolso dessas mulheres que engravidam e dão prejuízo aos empresário(a)s!
  • Cristiane de Lira Silva  09/09/2018 11:55
    E quando esta mulher fica grávida e achar melhor não ter o filho por justos motivos pessoais e econômicos esse mesmo idiota se coloca contra o aborto e favor de que a mulher que resolve, com toda a razão, abortar seja presa.
  • Cristiane de Lira Silva  14/09/2018 10:46
    E sou totalmente a favor das leis contra o assédio sexual já que não sou anarcocapitalista. Se alguns homens preferem se comportar como bestas ao agir com as mulheres que sejam punidos. É assim que se combate este câncer. As leis contra o assédio sexual não tem o objetivo de prejudicar empresário, mas de punir os homens, incluindo os que são empresários, que praticam essa barbaridade. Para não ser prejudicado pelas leis é só não assediar. Quero leis mais dura contra assédio e estupro no trabalho ou fora dele . E também sou contra mulheres ganharem menos na mesma função, com a mesma capacidade e produtividade. Isso nos dias de hoje é só discriminação. Já ocupamos muito o mercado de trabalho. Não é preciso estes artifícios. Isso aí é só perda de dinheiro para as mulheres. Por isso sou a favor das leis de igualdade. Não é interessante que se discuta sobre as mulheres ganharem menos que os homens, mas nem se quer se coloque em discussão os homens ganharem 100 dólares a menos que uma mulher?
    Sobre a questão da gravidez e licença maternidade ouvi falar que empresas recebem redução de impostos pela licença então não há porque pagar menos para as mulheres. Acho também que a licença deveria ser dada não à mulher, mas ao casal. Assim não haveria discriminação contra as mulheres por terem filhos, mas os homens tambem seriam responsabilizados por suas crias. =)
  • Emerson Luis  14/09/2018 10:52

    Os socialistas usurpam o crédito pelas melhorias geradas pelo capitalismo e o acusam de ter provocado problemas que ele ajudou a resolver - problemas muitas vezes causados ou piorados pelo intervencionismo estatal que o socialismo defende.

    * * *


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