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Correios: um modelo de privatização completa via leilão
Este artigo foi o segundo colocado em nosso concurso

Nota do editor

Este artigo foi o segundo colocado em nosso concurso sobre modelos para a privatização dos Correios. A versão a seguir está ligeiramente editada (sem a lista de toda a bibliografia utilizada pelo autor, a qual ocuparia um grande e desnecessário espaço). A versão integral está disponível na próxima edição da Revista Mises.

 

O mercado de serviços postais e os correios

As empresas de serviços postais podem ser definidas como prestadoras de serviços de transporte e comunicação voltadas para a entrega de bens ou informações de um determinado ponto até outro.

Esse mercado foi inicialmente estruturado a partir dos estados nacionais, em que se destacava o monopólio dos serviços de um operador estatal. Outro ponto singular deste mercado é o conceito de universalidade, como apontam Anderloni e Pilley de maneira crítica ao setor privado:

Serviços postais, pelo menos os básicos, possuem características de serviço universal. Por essa razão, é preferível haver um sistema postal cobrindo todo território nacional a fim de prover fácil acesso aos serviços postais por preços acessíveis uniformemente. Em contraste, o livre mercado é baseado na lógica econômica. Não se preocupa em satisfazer as necessidades de toda a população e é naturalmente inclinado em adotar uma abordagem de precificação baseada em custo.

No contexto brasileiro, as características de mercado anteriormente mencionadas ainda são válidas. A justificativa da escolha do monopólio estatal para a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) na prestação dos serviços de carta, telegramas, cartões-postais e a "correspondência-agrupada" seria a utilização de subsídios para a realização de entregas em áreas de baixo retorno financeiro, onde supostamente o mercado não teria condições de atuar. 

Sendo assim, o serviço postal brasileiro tem o requisito de manter o preço de pontos distantes do país em valores equilibrados ao daqueles cobrados em localidades mais próximas.

A ideia de empresas estatais como necessárias para atender aquilo que o governo determinou que o setor privado não teria a capacidade de prover não é uma ideia nova. Ao contrário: é um argumento comum nas discussões do papel do estado no desenvolvimento econômico brasileiro.  Nesta temática, Thomas Trebat afirma:

Poucas vezes o Estado brasileiro tomou conta de empresas privadas saudáveis, preferindo, em vez disso, investir nos 'espaços vazios': siderurgia, petróleo, minério. Muitos casos de nacionalização de empresas privadas nos setores básicos — i.e, telecomunicações e eletricidade — ocorreram depois de o setor privado se mostrar incapaz de se expandir em linha com as exigências de desenvolvimento.

Dessa maneira, a utilização de empresas estatais pelo governo busca atender a objetivos de desenvolvimento que não são restritos à eficiência econômica, como, por exemplo, o "objetivo social". Entretanto, tal uso faz com que as estatais fiquem sujeitas às intervenções do governo, principalmente como um instrumento de política econômica.

Especificamente sobre os Correios, os resultados práticos e a crise enfrentada pela empresa trazem questionamentos ao modelo de negócios da estatal. No campo da qualidade operacional, houve um crescimento de 1.054% na quantidade das indenizações pagas pelos Correios em razão de atrasos, extravios e roubos nos últimos seis anos. Na parte financeira, são três anos de prejuízos consecutivos, acumulando um déficit de R$ 5,5 bilhões.

Adicionalmente, a concessão do monopólio aos Correios com o objetivo de universalizar o acesso para todos pode ter logrado exatamente o contrário: restringiu a universalização ao sufocar qualquer ideia de concorrência. Merece destaque, neste sentido, a utilização cada vez maior de ações judiciais por parte da empresa contra os mais diversos serviços de entrega e coleta de cartões e documentos. Foi estimado que tais processos oneram a sociedade brasileira em R$ 766 milhões por ano.

Além disso, a associação da ECT a escândalos de corrupção piora a percepção a respeito da gestão dos recursos da empresa. Exemplos recentes são o dos fundos de pensão Postalis, em 2016, em que mais de R$ 300 milhões foram geridos de maneira fraudulenta, e a operação Mala Direta, no mesmo ano, em que se verificou uma fraude de R$ 647 milhões em um esquema de envio de mercadorias.

Os fundamentos da privatização

A privatização pode ser considerada um dos elementos mais importantes da reforma do estado brasileiro.

Gustavo Franco enfatiza três fatores: 1) recursos provenientes da privatização servem para reduzir a divida pública e elevar a poupança pública; 2) a responsabilidade por investimentos futuros é transferida para o setor privado, desta forma desonerando o estado de gastos que não teria condições de manter; e 3) a privatização se traduziria em um aumento de produtividade e eficiência nos setores privatizados.

Em conformidade, Marco Antônio de Souza Carvalho apresenta resultados empíricos das privatizações brasileiras no campo fiscal:

[...] a contribuição da privatização foi fundamental para atenuar o crescimento da dívida pública no período 1995-1999, tendo proporcionado uma redução de 8,4% do PIB na DLSP no período. Essa contribuição se deu, basicamente, por três vias: a) utilização de receitas de privatização para abater o saldo de diversas dívidas, especialmente a dívida mobiliária de emissão do Tesouro Nacional; b) transferências de dívidas para o setor privado; e c) redução do déficit nominal, pelo menor pagamento de juros nominais, como consequência dos itens (a) e (b).

Adicionalmente, Sheshinski e Lopez-Calva também encontraram relação de melhora das finanças públicas com as privatizações. Os déficits do orçamento são reduzidos durante o período de reforma. Ademais, em países de média e alta renda, as transferências passam a ser positivas após a privatização em razão dos impostos coletados nas empresas privatizadas.

Similarmente, Davis et al afirmam que a privatização produz efeitos positivos para as receitas do governo por meios além do procedimento de privatização em si, já que os aportes do Tesouro na estatal (para cobrir seus prejuízos) e os déficits fiscais que tais aportes acarretam caem consideravelmente após a privatização.

De maneira análoga também se apresenta evidências do fator de aumento de eficiência após as privatizações. Armando Castelar Pinheiro, por meio da análise de 50 empresas brasileiras antes e depois das privatizações, constatou que o processo melhora significativamente o desempenho das companhias. Dito isso, o autor aponta que esse resultado é mais facilmente encontrado quando há uma genuína troca de controle do estado para o setor privado e não meramente uma venda de participação minoritária. Em adição, os resultados indicaram que o efeito positivo é fortalecido quando a privatização é combinada com medidas de liberalização, como a remoção de barreiras de entrada no setor.

Da mesma forma, Neto et al encontraram que a privatização melhorou o desempenho econômico e financeiro das empresas brasileiras. Os pesquisadores declaram: "Sem o apoio do governo, estas empresas são forçadas a ajustar sua estrutura financeira, reduzindo o nível de endividamento (DLP/PL) e aumentando a liquidez corrente".

Resultados parecidos foram obtidos na pesquisa de Eid Junior, Ribeiro e Rochman ao compararem o desempenho de 13 empresas antes e após as privatizações. Os pesquisadores concluíram a existência de um aprimoramento destas empresas quanto à rentabilidade e eficiência operacional. Também não se constatou uma efetiva redução no número de empregados nas empresas.

Além disso, por meio de extensa revisão de 125 trabalhos empíricos sobre economias em transição, Djankov e Murrell sustentam que há forte evidência de que a propriedade privada produz uma reestruturação — ou seja, mudanças que preparam as empresas para uma economia de mercado competitiva — melhor do que a propriedade estatal em todas as economias em transição estudadas.

Entrando já no contexto especifico de privatização dos serviços postais, Crew e Kleindorfer declararam:

Não há fortes razões tecnológicas, estratégicas ou econômicas pelas quais o serviço postal deveria ser operado por uma empresa estatal. Embora possa ser difícil defender a privatização dos serviços armados, não há tais considerações estratégicas em relação ao serviço postal.

O serviço postal é uma indústria de rede. Outras indústrias de rede, por exemplo, eletricidade, gás e telecomunicações são de propriedade e operação privada. O serviço postal é, sem dúvida, menos importante para economia do que qualquer uma das outras indústrias de rede. Seria muito mais doloroso se as luzes se apagassem por metade de um dia do que se o serviço postal cessasse por um período prolongado.

Haveria inconveniência se as cartas não fossem entregues, mas a pronta disponibilidade de substitutos (imperfeitos) significaria que perturbações graves poderiam ser evitadas.

No que diz respeito a resultados empíricos da privatização nos serviços postais de outros países, Alex Dieke, da consultoria alemã WIK, resume a experiência europeia com base nas privatizações dos serviços postais realizadas na Alemanha, Holanda, Áustria e Bélgica. Nos quatro países avaliados, foram observados resultados positivos em comum, como a modernização das operações, aumento da lucratividade, abertura de novas linhas de negócios e a manutenção do caráter universal do serviço. Contudo, também foi constatada a redução do emprego após a privatização.

É importante lembrar que, nas concessões de privatização da telefonia da brasileira, o mesmo argumento de universalização utilizado para os Correios também foi discutido, e, a partir dele, foi imposta a obrigação da disseminação dos terminais de utilidade pública (TUP), mais conhecidos pelo nome de "orelhões". Todavia, a verdadeira universalização da telefonia foi obtida por meio dos aparelhos celulares. E, com seu surgimento, o planejamento centralizado do governo quanto às metas de cobertura para os orelhões demonstrou-se superestimado.

Todavia, faz-se necessário ressaltar que as privatizações nem sempre significam uma redução do poder do estado na economia e na gestão das empresas. Sérgio Lazzarini afirma: "Na realidade, de forma até paradoxal, o fenômeno da privatização e a maior inserção global que se seguiu após a década 1990 no Brasil ajudou a reforçar a influência do governo e de certos grupos domésticos". O estado conseguiu manter suas participações nas empresas privatizadas por meio do BNDES como entidade central nos processos e também com a ajuda dos fundos de pensão das estatais.

Além disso, Lazzarine e Musacchio frisam que as privatizações adotadas pelos governos globalmente foram gradualmente mudando de um modelo de "transferência de propriedade e controle" para um modelo de "obtenção de receita sem perder o controle".

Identicamente, Ruchir Sharma faz uma separação entre esses dois momentos da privatização:

Após a crise financeira que abalou o mundo emergente nos anos 1990, a venda de empresas estatais para empresas privadas tornou-se uma solução popular para as ineficiências que haviam ajudado a desencadear as crises. Naquela época, a privatização geralmente significava a venda de uma participação majoritária, de modo que os novos donos tivessem o poder de pressionar por mudanças reais. Isso foi o que alguns observadores chamam de "verdadeira" ou boa privatização, mas isso está fora de moda.

Modelos de privatização comparados

Para se chegar a uma forma de privatização dos Correios brasileiros é preciso, primeiro, averiguar quais os modelos disponíveis e, segundo, quais suas vantagens e desvantagens ao aplicá-los ao nosso contexto.

Giambiagi e Além ressaltam duas modelagens para a venda de estatais. A primeira seria a pulverizada, a qual consiste na democratização do capital por meio da vendas de ações ao maior número disponível de investidores. E a segunda seria a concentrada, na qual as ações são ofertadas para grupos que se qualificam para um leilão.

Os autores apontam que, em nível mundial, o segundo modelo é mais utilizado que o primeiro.

Ao tratar da temática da privatização do serviço postal americano, Milton Friedman afirmou a sua posição favorável ao modelo pulverizado:

Privatizem o USPS (United States Postal Service). Significaria serviços postais mais baratos e mais eficientes. A maneira de privatizar os Correios não é vendendo a empresa. Os Correios pertencem ao povo dos Estados Unidos — todos os cidadãos. Seus impostos financiaram seus prejuízos durante muitos anos. Logo, o caminho para privatizar os Correios é transferindo-o para o povo. Que ele seja convertido em uma empresa privada e que seja dado a cada cidadão uma ou mais ações da nova corporação. Os cidadãos poderiam manter ou vender suas ações, ou mesmo comprar ações adicionais. E o governo estaria fora do negócio.

Igualmente, Murray Rothbard define suas duas formas preferíveis de se desestatizar a propriedade governamental: dar uma propriedade proporcional a todos os contribuintes, ou então entregar a posse da empresa aos trabalhadores da mesma, pois ao "misturarem seu trabalho" com as instalações, eles ganharam direito a essa propriedade, a qual o economista avalia como estando indevidamente nas mãos do estado.

Schmidt e Schnitzer apontam que em muitos países europeus com economias em transição foram adotadas privatizações em massa, nas quais os governos entregaram substantivas quantidades de ações de empresas recém-desestatizadas para a população. Os autores também lembram que, na privatização da British Telecom, no governo de Margaret Thatcher, houve um favorecimento aos pequenos investidores quando o governo vendeu ações abaixo do seu real preço de mercado para a população.

Considerando essas informações de fundo, é difícil posicionar essa metodologia como sendo a que promoveria a melhor geração de receita e impacto para as finanças públicas. Schmidt e Schnitzer também afirmam que a privatização pulverizada só seria politicamente viável com o apoio da maioria dos grupos políticos que possuem participação nas empresas estatais. Dessa maneira, os autores ressaltam que, caso os gerentes, trabalhadores e governos locais se oponham à privatização, é mais provável que ela seja bloqueada no meio do processo.

Ao apresentarem uma abordagem caso a caso de privatização, Welch e Frémond definem aquelas empresas para as quais o modelo de privatização mais indicado seria a pulverização de ações:

Ofertas públicas de ações em bolsa de valores podem ser utilizadas por grandes, lucrativas e relativamente bem conhecidas empresas estatais. Além da transferência de propriedade, ofertas de ações frequentemente levantam capital adicional para a empresa por meio da emissão de novas ações. Ofertas de ações também podem atingir o objetivo do governo de ampliar a distribuição das ações ao alocar uma parcela das ações para os pequenos investidores. As ações podem ser oferecidas no mercado doméstico assim como nos mercados internacionais usando American Depositary Receipts (ADRs) ou Global Depositary Receipts (GDRs).

Considerando que os Correios brasileiros não se encaixam na categoria de empresa lucrativa, é preciso avaliar a viabilidade de se operacionalizar a proposta de Friedman no contexto da empresa e do mercado financeiro brasileiro. Como aponta Aldo Musacchio, o papel do mercado de capitais brasileiro declinou com o crescimento do estatismo no século XX.  Nesse processo, a demanda por capital por parte das empresas foi redirecionada do mercado de capitais para os bancos estatais. O subdesenvolvimento da bolsa de valores brasileira também pode ser percebido na baixa proporção de detentores de ações na população brasileira.

Dessa forma, é possível presumir que a descentralização do capital dos Correios por meio de ações para toda a população adulta brasileira exigiria um enorme esforço operacional, até mesmo no campo de educar os futuros acionistas para esse mercado.

Por outro lado, Klaus-Dieter Schmidt avalia que leilões públicos — ou seja, privatização no modelo concentrado — seja a melhor forma de se desestatizar a empresa. Os autores afirmam que esse modelo proporciona a melhor alocação dos ativos e, consequentemente, o melhor preço.

No mesmo sentido, em seu estudo comparativo de modelos de privatizações em diferentes economias em transição, Scott Beaulier afirma que não é surpresa que vendas de empresa por leilão proporcionem melhores resultados que os modelos de pulverização de ações, distribuição de vourchers ou mesmo concessão aos trabalhadores pelo simples motivo de que, quando recursos são leiloados, eles tendem a ser alocados para aquele que mais valoriza o seu uso.

Igualmente, Kikeri e Nellis avaliaram o impacto de diferentes métodos de privatização em países do Centro e do Leste Europeu e em ex-países que compunham a antiga União Soviética. Os autores também descobriram que aqueles que adotaram privatizações pulverizadas tiveram resultados menos positivos do que aqueles que preferiram vender as estatais para concorrentes privados estratégicos. Os autores apontam que empresas privatizadas para a própria gestão e para seus trabalhadores são menos eficientes. Dito isso, eles também ressaltam que o método de privatização não resume toda a história, pois a diferença entre as instituições de cada país também é um elemento importante a ser considerado.

Observando os apontamentos teóricos e os casos práticos estudados, é possível verificar que a privatização concentrada tenderia a uma maior geração de receita ao vender para aquele que mais valoriza o seu uso, e a um maior ganho de eficiência para a empresa.

Levando-se também em consideração o maior histórico de exemplos práticos demonstrando uma melhor viabilidade da sua execução do que a privatização pulverizada, conclui-se, portanto, que ela seria uma alternativa mais realista dentro do contexto das limitações da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e do mercado de capitais brasileiro, ainda que, talvez, não seja o modelo ideologicamente preferível por todos os economistas liberais.

Aplicação da privatização via leilão para os correios

Para que essa privatização seja bem sucedida, é preciso revisitar o conceito de uma privatização completa, ou seja, uma privatização em que há genuína troca de propriedade do estado para o setor privado.

Sendo assim, o modelo de privatização a ser descrito requer a ausência de artifícios utilizados em privatizações anteriores no Brasil, como o BNDES e fundos de pensões estatais, para que alcance o resultado esperado.

Um apontamento adicional é realizado por Schmidt e Schnitzer, que afirmam que a teoria de leilão sugere que o governo siga uma política de plena divulgação de informações, na qual todas as informações relevantes estejam disponíveis para todos os licitantes. Tal política não somente eleva a eficiência do leilão como também acrescenta a receita esperada para o governo.

Para que sejam definidas as fases do leilão dos Correios, optou-se por se utilizar como base o seguinte modelo apresentado no artigo de Welch e Frémond (1998):

modelo.png

Quadro 1 — Fases da privatização via leilão

Não obstante, a conclusão de um leilão de venda dos Correios não é o encerramento da reforma de privatização do segmento de serviços postais. Como lembram Zinnes, Eilat e Sachs, a mudança de propriedade não é o suficiente para a obtenção dos melhores resultados econômicos, e uma privatização profunda requer outras reformas institucionais.

A distinção entre privatização e uma reforma de liberalização é esclarecida por Paul Starr:

Privatização não deve ser automaticamente igualada a um aumento da concorrência. Dois processos relacionados, privatização e liberalização, devem ser cuidadosamente distinguidos.  Liberalização geralmente significa uma redução do controle governamental. Neste contexto, significa abrir uma indústria a pressões competitivas. Desregulamentação da entrada da concorrência em monopólios públicos é uma forma de privatização que também é liberalizante. Contudo, é totalmente possível privatizar sem liberalizar.

Desta forma, podemos destacar as reformas de liberalização do setor como essenciais para evitar que o processo de privatização dos Correios se resuma a uma troca de um monopólio estatal para um monopólio privado.

De acordo com Crandall e Ellig, a desregulamentação do mercado aprimora a economia do setor de diferentes maneiras, como: redução dos custos regulatórios para as empresas da indústria e pagadores de impostos; um melhor alinhamento de custos e preços; aprimoramento da eficiência dos produtores por meio da entrada de concorrência; e introdução de novas formas de serviços por meio da liberação da inovação e da criatividade empreendedorial.

Ainda que haja imperfeições na competição do mercado de serviços postais após o leilão dos Correios e a liberalização da entrada de concorrência, isso não serviria como justificativa para a retomada do monopólio, como explicou Friedrich Hayek em seu livro Individualismo e a Ordem Econômica:

Os males que a experiência já demonstrou serem a consequência normal da eliminação da concorrência situam-se em um plano diferente daqueles que as imperfeições da concorrência podem causar. Muito mais grave que o fato de que os preços praticados podem não corresponder ao custo marginal é o fato de que, com um monopólio já estabelecido e protegido pelo governo, os custos provavelmente serão muito maiores do que o necessário.

Deste modo, a teoria e as experiências práticas revisadas apontam que, mesmo em privatizações e aberturas de mercado deficientes, essas apresentaram a tendência de serem superiores operacionalmente em relação ao monopólio estatal anteriormente utilizado.

Compreende-se, também, que essa combinação escolhida de uma privatização completa com a liberalização da concorrência no setor representaria uma evolução do modelo de privatização utilizado na década de 1990 no Brasil ao trazer uma verdadeira diminuição da intervenção do estado e um mercado de serviços postais menos concentrado.

Conclusão

O presente artigo se propôs a apresentar um modelo prático e realista de privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Por meio da comparação de modelos de privatização, optou-se pela privatização concentrada devido à maior quantidade de exemplos práticos bem-sucedidos no que tange àqueles três principais fatores positivos gerados pela privatização levantados por Gustavo Franco e citados no início deste artigo.

Além disso, optou-se por um modelo de leilão de privatização completa em que houvesse genuína troca de propriedade do estado para o setor privado, evitando-se assim os erros cometidos em modelos de privatização anteriormente realizados no país.

E, por último, ressaltou-se a importância da privatização ser acompanhada de uma liberalização da competição para que o objetivo de aumento de eficiência seja alcançado com melhores resultados.

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Leia também:

A urgente necessidade de se desestatizar os Correios

Como desestatizar e privatizar os Correios: um modelo completo


26 votos

autor

Marcelo de Arruda
é graduado em Administração (CESMAC) e pós-graduando em Finanças, Investimentos e Banking (PUC-RS). Atua no mercado financeiro como assessor de investimentos e possui como linhas de pesquisa os campos de economia financeira, gestão de portfólios, finanças públicas e finanças corporativas. Em 2017 foi primeiro lugar na categoria artigo cientifico no Prêmio Graciliano Ramos de Finanças Públicas organizado pela Secretária da Fazenda do Estado de Alagoas (SEFAZ) com o artigo "Análise de Eficiência da Carteira de Investimentos do RPPS de Alagoas". É diretor acadêmico do Instituto Liberal de Alagoas.

  • Eduardo  21/08/2018 15:31
    Embora por princípios ideológicos eu defenda pulverização, vouchers e entrega da empresa para seus trabalhadores (essa a minha menos favorita), confesso que os argumentos do autor sobre o subdesenvolvimento de nossa bolsa e demais problemas logísticos para a distribuição dos vouchers são realistas.

    Também concordo com o autor quando ele diz que não é realista acreditar que apenas entregar a empresa para seus trabalhadores irá resolver o problema (além de também ser injusto com os pagadores de impostos, pois fomos nós que bancamos essa porcaria toda).

    Liberar a entrada de concorrência no setor, embora uma ótima medida, não irá acabar com o sugadouro de impostos que se tornaram os Correios. Logo, seu leilão realmente é imprescindível. E, já que o governo precisa de dinheiro para bancar previdência e déficit, que passe a empresa no cobre.
  • Leigo  21/08/2018 15:51
    Pra bancar a previdência vai ter que vender o Estado.
  • Diego  22/08/2018 21:25
    Por que Privatizar a empresa correios?
    Se há uma intenção de melhora lá porque não avaliar todas as propostas honestamente, tantas reclamações? De uma empresa que a pouco tempo era a mais querida pelo povo. Sinceramente vejo aqui um grupo liberalista, que se ouvido, que não seja, levar o Brasil a consequência irreparáveis. Por exemplo por que não dizer que o correio necessita ser revitalizado, reorganizado. E continua sendo uma estatal forte. Por exemplo em relação ao ensino onde se encontra o melhor lugar, dentro de uma faculdade federal(do governo) ou de uma privado
  • Tuker  24/08/2018 07:03
    Diego, já que você não quer vender essa estatal com funções arcaicas porque basta ela ser reestruturada, que tal estatizar a economia brasileira inteira?

    Tenho certeza que nossa economia seria muito melhor gerida por políticos preocupados em nosso bem do que por empresários gananciosos.
  • capital social  24/08/2018 15:01
    Diego,
    Compare performance X custo (fora lucro e impostos, já que as estatais não os têm) das tais universidades e vc vai obter uma resposta reveladora.

    Faça o mesmo com o SUS
    Ensino fundamental
    Ensino médio
    Previdência
    E toda e qualquer área que a iniciativa privada "tenta" concorrer com o Estado. "Tenta" pq é muito desigual concorrer com o governo, onde os prejuízos são socializados.
  • Demolidor  24/08/2018 20:41
    Por exemplo em relação ao ensino onde se encontra o melhor lugar, dentro de uma faculdade federal(do governo) ou de uma privado

    No mundo onde eu vivo, nas privadas, em praticamente qualquer ranking que você olhe:

    www.topuniversities.com/university-rankings/world-university-rankings/2018
  • Contribuinte  21/08/2018 16:22
    Correios pedirão R$ 6 bi ao Tesouro

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,correios-pedirao-r-6-bi-ao-tesouro,10000060088

    Triplica prejuízo dos Correios com pagamento de indenizações, aponta relatório da CGU

    g1.globo.com/economia/noticia/triplica-prejuizo-dos-correios-com-pagamento-de-indenizacoes-aponta-relatorio-da-cgu.ghtml

    CGU destaca risco de Correios virarem estatal dependente do Tesouro

    www.valor.com.br/brasil/5229225/cgu-destaca-risco-de-correios-virarem-estatal-dependente-do-tesouro

    Estatais geraram mais custos do que retorno financeiro para a União nos últimos 5 anos, diz Tesouro Nacional

    g1.globo.com/economia/noticia/estatais-geraram-mais-custos-do-que-retorno-para-a-uniao-nos-ultimos-5-anos-diz-tesouro-nacional.ghtml
  • anônimo  21/08/2018 16:23
    Crise, prejuízo bilionário e greve: isso não impede Correios de patrocinar até squash

    www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7338918/crise-prejuizo-bilionario-greve-isso-nao-impede-correios-patrocinar-ate
  • Sandro Binotti  24/08/2018 14:58
    CORREIOS VOLTA A DAR LUCRO 2018
    -
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,depois-de-quatro-anos-no-vermelho-correios-tem-lucro-de-r-667-milhoes-em-2017,70002301493
  • Vitor  21/08/2018 16:27
    Já vi Sedex (suposta garantia de 1 dia) de Natal para Recife (300km, 4 horas de carro) demorar 1 semana para chegar! Incrível como um serviço tão importante - afinal, encomendas e contas são entregues diariamente - ainda está longe de ser privatizado, assim como tantos outros...
  • Pindamonhangaba  22/08/2018 11:59
    Por que privatizar. Se esses bosta de empresário não largam a teta do BNDES. Isso daí e falta de estudo pra passar em concursos
  • Refugiado do esquerdismo  25/08/2018 16:54
    E pelo visto esse estudo nao serve para nada,so para passar em concurso e mamar no estado. Na estatal e cheio de diplomado e o servico normalmente sempre e pior que muito comercio de desdentado. Pergunte para qualquer um onde o servico e melhor e mais util,o comercio do desdentado sem escola ou os correios,detram,banco estatal e etc. Voces funcas sao tudo lixo,ninguem precisa de voces.
  • anônimo  22/08/2018 12:53
    Conversa fiada esse papo de privatização. Fala para o governo dos EUA privatizarem o Fedex. Esses neoliberais e entreguistas, supostos donos da verdade, estão aproveitando da situação atual para procurarem impor a sua opinião!
  • Ulysses  22/08/2018 14:02
    Hein? A FedEx é uma empresa privada! Sempre foi!

    pt.wikipedia.org/wiki/FedEx

    Haha, a quantidade de ignorante que despenca de pára-quedas por aqui é apavorante. Mal da onipresença das redes sociais.
  • Régis  21/08/2018 16:35
    Já viram essa imagem aqui?

    encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTpqcUodLdzzz8ThVAM-DiJQ6k7W8j_eFDnGsxOej_O4cSO8eYJ4A

    Envio disponível para TODOS OS PAÍSES exceto: Afeganistão, Cuba, Iraque, Nigéria, Coreia do Norte, Mianmar, Sudão, Líbia ... e BRASIL.

    Os Correios nos isolaram e nos colocaram na mesma lista de países miseráveis e em guerra civil. Uma maravilha.
  • Geraldo  21/08/2018 17:08
    Para abrir o link, tive que copiar o endereço na barra de endereços do browser e trocar o "" por "".

    Só por curiosidade: que site é esse de onde foi tirado esse print?
  • Felipe Lange  21/08/2018 18:09
    Como acesso o link?
  • Geraldo  22/08/2018 02:58
    Opa, o site esculhambou meu comentário...

    Vou tentar de novo: no começo da URL tem http dois pontos barra barra. Tem que trocar por https dois pontos barra barra.
  • Felipe Lange  22/08/2018 13:25
    Nem assim consegui... não tem como você subir em algum hospedador de imagens?
  • Breno  22/08/2018 13:56
    Aqui. É só copiar e colar do jeito que está:

    encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTpqcUodLdzzz8ThVAM-DiJQ6k7W8j_eFDnGsxOej_O4cSO8eYJ4A
  • Felipe Lange  23/08/2018 01:07
    Nem assim consegui...
  • Edson  22/08/2018 13:53
    Bem, se não enviam para o Brasil quer dizer que nem Fedex UPS e DHL aceitam o envio. Não confunda: monopólio é somente carta, telegrama e malote, encomenda nacional e internacional é concorrencial.
  • Edson  22/08/2018 14:02
    Dizer que o dinheiro da privatização de empresas públicas ajudará a pagar a divida pública é uma piada. Hoje a divida pública passa dos 5 trilhões e o valor de leilão dos Correios não deverá ultrapassar 6 bilhões.
    Lembro que o governo da Dilma retirou valores próximos de 6 bilhões dos cofres da ECT no curto período de 3 anos, então é vantagem vender?
    O problema é má gestão, acredito que a transformação da estatal em uma Sociedade Anônima seria o mais indicado para o momento.
  • Emerson  22/08/2018 14:21
    "Lembro que o governo da Dilma retirou valores próximos de 6 bilhões dos cofres da ECT no curto período de 3 anos, então é vantagem vender?"

    Isso, por si só, já é um argumento irrefutável em prol da venda. Afinal, se uma estatal serve de teta para político desviar dinheiro, e se é o povo quem depois tem de recompor esse desvio (retirando dinheiro da saúde e da segurança para recompor os cofres de uma empresa que entrega cartinhas), então isso é um argumento mais do que supremo para afastar essa empresa dos políticos. Ser contra isso é o ápice da imoralidade.

    Ontem foi o PT quem roubou. Amanhã poderá ser Bolsonaro. Ou os tucanos. E aí?
  • Gustavo A.  21/08/2018 17:41
    Não vi qualquer candidato a presidente com chances reais de vitória falando em privatizar os Correios.


    [off] E falando nisso, o que acharam dos planos de governo? Qual o mais catastrófico?

    Eu fiquei com medo do plano do Lula/Hadda/Pochmann/Unicamp, é a Venezuelização do Brasil... Regulação da mídia e nova constituição. Chavez/Maduro feelings.
  • Pobre Catarinense  21/08/2018 19:56
    Paulo Guedes fala em privatizar tudo. Disse na Veja pretender levantar 2 trilhões vendendo ativos da União.
    Sejamos francos... se Bolsonaro deixar ele fazer 25% disso já seria um salto pra frente, então vamos parar de mimi e apoiar o menos pior que tem chances.
  • Augusto  22/08/2018 15:32
    Como bem citado no artigo, apesar das privatizações o estado continua presente nas empresas privatizadas via BNDES. Não há como avançar neste campo sem extinguir o BNDES.
  • CARLOS  21/08/2018 17:58
    Com todo respeito, a opinião do autor para que a privatização dos Correios se dê por venda em leilão não é viável, o motivo é simples: o custo trabalhista da Empresa é muito acima do mercado, um carteiro custa para empresa algo em torno de R$ 9.000,00, os benefícios são irreversíveis, dada a rigidez das regras trabalhistas no Brasil (teria que ser pactuado de Convenção Coletiva); outra coisa, o sindicato é extremamente intransigente (pra não falar outra coisa), não há como negociar redução de benefícios. Em resumo, ninguém se interessará em comprar o Correios, é uma empresa inviável e que pelas regras de mercado já faliu a muito tempo.
    O que deve ser feito é a quebra do monopólio e o fim dos privilégios concedidos (fim da imunidade tributária), à medida que a iniciativa privada for ocupando as áreas de atuação da empresa, o governo deve ir extinguindo-a gradativamente (acredito que isso levaria 4 anos). Em grande polos a extinção poderia ser imediata, São Paulo, Rio de Janeiro e varias outras capitais já teriam grandes empresas interessadas em prestar todo serviço.
  • Afranio  21/08/2018 18:08
    Ué, e não pode haver demissões? Por que não? Falavam a mesma coisa do sistema Telebrás e até da Vale. E, no entanto, nenhum desses problemas se concretizou.

    Manter a empresa estatal até ela definhar, como você sugere, é que não dá. É imoral. Por que os pagadores de impostos teriam de ficar bancando os funcionários dos Correios e cobrindo seus déficits até a empresa sumir? Isso é esbulho.

    Outra coisa: se o passivo trabalhista é alto, então o preço de leilão será baixo. Simples assim. Até eu compraria.
  • CARLOS  21/08/2018 18:27
    Você poderia demitir todo mundo e contratar outros, ainda assim haveria a Convenção Coletiva impondo altos custos com a mão de obra (algo surreal). O exemplo que você deu da Vale é inservível, ela era uma empresa rentável, não faltaram interessados para comprá-la.
    Quando se fala hoje em vender o Correios, fala-se em vender um passivo, só isso, nada mais!
    Se você tiver interesse em comprar dívidas, boa sorte! Te garanto que o mercado não compra isso.
    Outra coisa, o modelo que sugeri reduzirá o Correios a um patamar minimo logo no início (talvez nem leve 4 anos para extingui-la), alem do mais, a rentabilidade advinda com a exploração da atividade pela iniciativa privada já será mais que suficiente para suprir o deficit que o "serviço público dos correios" ainda gerará. O correios também tem muito patrimônio imobilizado, outra forma de diminuir esse custo é liquidando esse patrimônio.
  • Marcos  21/08/2018 18:44
    "Quando se fala hoje em vender o Correios, fala-se em vender um passivo, só isso, nada mais! Se você tiver interesse em comprar dívidas, boa sorte! Te garanto que o mercado não compra isso."

    Passivo é menos importante do que a capacidade de gerar receitas. E os Correios têm isso em excesso.

    Cortando custos e reajustando preços, principalmente para entregar em locais afastados (cujos preços são hoje congelados), a lucratividade da empresa vira em um ano.

    "Outra coisa, o modelo que sugeri reduzirá o Correios a um patamar minimo logo no início (talvez nem leve 4 anos para extingui-la)"

    Isso contradiz seu argumento do passivo trabalhista. Se ele é "impagável" e a empresa é "inviável", então não dá pra você "reduzir a empresa" -- a menos, é claro, que você queira que os pagadores de impostos banquem tudo.

  • CARLOS  21/08/2018 19:10
    Primeiro, cortar custos não é suficiente, é preciso modernizar (isso a iniciativa privada fará); Segundo, o Correios só tem essa capacidade de gerar receita se for mantido o monopólio e os privilégios, portanto, a menos que você esteja propondo a manutenção de um cartel, essa capacidade de gerar receita se esvai rapidamente, além do mais, o ideal é que varias empresas atuem nessa área, apenas assim o preços serão mantidos em patamares razoáveis.
    Não estou propondo reduzir a empresa, estou propondo extingui-la. A redução seria uma etapa inicial, visando evitar a ausência dos serviços de entrega em determinadas localidades.
    Por ultimo, você falou em "reajustar preços" (Tá doido! Os preços cobrados pela ECT são absurdos, a ideia de abrir para iniciativa privada é para que ocorra exatamente o oposto), por essa lógica, a impressão que dá é da que você é que está propondo que os pagadores de imposto banquem tudo, e o pior é que nem se deu conta disso.
  • Afrânio   21/08/2018 19:19
    "Não estou propondo reduzir a empresa, estou propondo extingui-la."

    Ué, mas e o tal "passivo trabalhista impagável"? Se e proibitivo demitir, como você pretende abolir?
  • CARLOS  22/08/2018 22:41
    Não falei que era proibido demitir, pelo contrário, demitir e extinguir é a unica forma de evitar que surja uma outra conta para o contribuinte pagar. O que disse é que a venda da Pessoa Jurídica Correios é inviável, ninguém compra essa bomba!
  • Ari dos reis vieira  23/08/2018 04:16
    Essa estória de monopólio e balela, na verdade os correios tem hoje monopólio no setor de cartas, algo que está com os dias contados! No setor de encomendas os correios concorrem no mercado, aliás , se os preços dos correios são tão altos, porque toda vez que fazemos greve, algo aliás que concordo, é exagero, todos reclamam que a iniciativa privada cobra muito caro? O que temos que pleitear e a diminuição da politicagem nas estatais, e a punição dos ladrões!
  • Gilberto de souza  22/08/2018 09:49
    Trabalho a 32 anos nesta presa eu estou longe de ganhar estes nove mil falado aí plano saúde estamos pagando vale alimentação e vale cesta salário de 32 anos saoaroo rs3.032,00 onde está os nove mil
  • Lucas  22/08/2018 21:35
    Tentas contratar um empregado doméstico, tudo conforme o figurino, e-social tinindo nos cascos etc. Verás o quanto que o salário mínimo a que ele tem direito se tornarás de custo para ti.
  • CARLOS  22/08/2018 22:33
    Os R$ 9 mil não é de salário, meu caro. É de "custos" com o empregado, somando vale alimentação, encargos previdenciários, plano de saúde , salário, adicionais e tudo mais. Esse valor é uma média divulgada a tempos atrás, hoje o valor deve estar é maior.
  • La Source  21/08/2018 18:23
    Lendo esse texto me ocorreu que a privatização é o melhor negócio pro Estado.
    O Estado deixa de gastar e passa a arrecadar em cima daquela empresa. O que era uma despesa vira uma receita. E quanto mais empresas mais arrecadação.


    Agora o artigo não me pareceu muito claro no tocante à abrangência do serviço. O Brasil é um país de dimensões continentais. Tem lugares muito pobres, muito humilde, se é que vocês me entendem... e o próprio correio (ECT) já tem dificuldade de chegar lá. Como isso se realizaria com a privatização ? Não da pra comparar a telefonia , porque o celular é um objeto e o correio é um serviço. São naturezas distintas. Não tenho dúvidas de que o celular democratizou a telefonia. Mas como seria no caso de um serviço ?

    E assim como a telefonia haveria uma agência reguladora para os "correios" ?



  • Ricardo  21/08/2018 18:37
    Não entendi seu ponto. Se há pessoas vivendo em um determinado lugar (por mais ermo e afastado que seja), então obviamente chegam mercadorias lá.

    Agora, talvez você esteja querendo dizer que é impossível fazer entregas em tais lugares a preços baixos. Isso é verdade. Mas, ora, não existe isso de "direito de receber encomendas a preços baixos em locais ermos". Isso atenta contra a lógica econômica mais básica.

    Se o sujeito mora numa aldeia indígena no meio de Mato Grosso ou no topo de uma montanha em Minas Gerais, e você quer mandar uma cartinha pra ele, sim, você vai ter de pagar um pouquinho a mais para isso. Economia básica - e contra a qual você nada pode fazer.
  • Gustavo A.  21/08/2018 19:02
    Ricardo, concordo com você; mas, é o Brasil.

    Primeiramente, o art. 21, X da CF determina que compete a união manter o serviço postal e o correio; a Lei 6.538/78, que foi recepcionada pela Constituição, regulamenta a atividade.

    Ou seja, mesmo havendo a privatização total dos Correios, seja de qual modo fosse, haveria regulamentação estatal para garantir serviço postal a todas as cidades do país. O que isso significa? Provavelmente as empresas de entrega, agora em concorrência, não poderiam recusar a entrega em qualquer ponto do território nacional. Ou poderia haver algo semelhante com o que acontece com serviço de telefonia, a empresa x é responsável pelo serviço no estado Y e as outras empresas podendo, mas sem obrigatoriedade de fornecer o serviço para o território todo.

    Bem longe do ideal, porém já seriam alternativas que uma empresa pública que onera o pagador de impostos.
  • Libertariozinho  21/08/2018 19:10
    Serviços postais não são um direito. Entenda isso.
    Se você se preocupa com os pobres e quer que eles tenham acesso a esse serviço, então pague para eles ou defenda um arranjo que aloca eficientemente os recursos escassos, que se sustente satisfazendo pessoas e que a competição empurre os preços para baixo. Essa é a única maneira, tanto aprioristicamente tanto empiricamente, de ajudar os pobres e fornecer acesso a bens e serviços.
  • Libertariozinho  21/08/2018 19:18
    Um dos problemas de soluções LIBERAIS para problemas como esse é bem caracterizado nesse artigo: excesso de utilitarismo e preocupação com as finanças estatais.
    A importância da privatização e liberalização do setor postal não está na dívida pública, e sim na melhoria do preço e qualidade
    Além de que o autor usou muito empirismo. A EA preocupa-se tanto em apresentar a ciência econômica como algo livre de experiências para se chegar a conclusões...
    Claro que essa é apenas a humilde opinião de um jovem autodidata, mas acho que vale a reflexão...
  • Guilherme  21/08/2018 19:51
    Sim, a solução libertária é "extinga tudo e libere o mercado". Concordo. E concordo com você também. O único problema é que esse tipo de solução onírica só vale para quem está na bolha. No mundo exterior (ou seja, mundo real) soluções como essa não são levadas a sério. Você não simplesmente extingue os Correios com uma canetada. Você não simplesmente acaba com os funças que trabalham na empresa. Você não simplesmente entrega uma estatal para um ente privado gratuitamente.

    Infelizmente.

    Logo, estando no mundo real, as coisas têm de ser jogadas segundo as regras aceitas.

    Infelizmente.

    É igual impostos: são imorais e você não deveria pagá-los. No entanto, se não pagá-los, você vai pra cadeia. Logo, você tem de pagá-los. Contra toda a sua teoria.
  • Demolidor  22/08/2018 02:30
    O único problema é que esse tipo de solução onírica só vale para quem está na bolha. No mundo exterior (ou seja, mundo real) soluções como essa não são levadas a sério.

    No mundo real o governo está quebrado, só gera desconfiança, pouca gente o leva a sério, o dólar passou de 4 reais e há 27 milhões de desempregados e subempregados, muitos desesperados a ponto de fazer besteira.

    No mundo real, nem capital estrangeiro nem nacional aceitam tamanho desaforo. Não só a Coca Cola, empresa que atua no mundo todo, ameaça fechar suas operações no Brasil, como várias outras multis já fizeram. E se você acha bom dos estrangeiros irem embora, o que pensas dos muitos empresários brasileiros movendo suas operações para outros países, como o Paraguai?

    No mundo real, nosso barco está afundando, meu caro. E você quer que sigamos navegando normalmente, como se nada tivesse acontecido? Acho que é você quem está na bolha aqui.
  • L Fernando  21/08/2018 20:48
    Não entendo este tipo de comentários preocupado com as cidades mais afastadas e pobres
    Ta parecendo quando da privatização da telefonia
    Hoje tem celular até nas cavernas pré- históricas, coisa que jamais o estado faria
    Estado não conseguiu até hoje em pleno SÉCULO XXI asfaltar grande parte dos acessos das pequenas cidades
  • Raquel  22/08/2018 14:57
    Você está partindo da premissa que é um direito de todos terem acesso a serviços postais. A questão é que, se uma pessoa mora longe pra chuchu, isso é problema dela. A sociedade não pode ser sacrificada para atender aos interesses de quem mora no interior. Que se mude de lugar. Eu moro no Rio, e mesmo assim, quando sou obrigada a usar os serviços dos Correios (mercado livre,por exemplo) é uma demora de cair os cabelos. Já tive mercadoria que demorou 3 meses pra chegar aqui em casa, e ainda chegou danificada.
  • Fabio  21/08/2018 20:19
    Não dava pra simplesmente declarar falência e fechar os correios? as dividas seriam pagas na medida do possível com a venda das propriedades na medida do possível e o que não der pra pagar se caloteia...

    Uma ação dessas junto com uma desburocratização desse setor ja abriria o mercado pros concorrentes.
  • Marcelo  21/08/2018 20:40
    Não dá pra declarar falência se a empresa possui ativos que valem bilhões.
  • Gustavo A.  21/08/2018 22:52
    Empresa pública não pode falir.
  • Jadson Nascimento  22/08/2018 00:28
    Pessoal, sempre fui a favor de privatizações, até por concordar com pontos positivos no qual o texto pontuou, mas alguém aí sabe dizer o pq das privatizações das ferrovias brasileiras não terem dado certo?
  • Marcelo  22/08/2018 01:32
  • Libertariozinho  22/08/2018 16:17
    Existe uma coisa chamada ANTT
    Acho que da pra encerrar por aqui...kkkkk
  • Paulo Bezerra  22/08/2018 01:44
    Pessoal, tenho uma dúvida.

    O texto acima fala no começo sobre o argumento usado por alguns da importância do empreendedorismo estatal em áreas pouco buscadas pela iniciativa privada.

    Já vi entrevistas de Bolsonaro defendendo o intervencionismo estatal na época dos militares, já que nenhuma instituição privada construiria Itaipú.

    De fato, em situações onde o investimento é tão alto que não é possível ser feito por um ente privado, como no caso de Itaipu, seria indicado um investimento estatal? Se não, o que poderia ser feito, considerando que a demanda energética era progressiva?

    Se puderem me ajudar nesse raciocínio, agradeço.
  • Estevão  22/08/2018 02:59
    Isso é um contrafactual.

    Em primeiro lugar, a iniciativa privada não investe nestes setores porque eles tendem a ser monopólios estatais. Ou seja, é proibido investir neles.

    Em segundo lugar, é impossivel a iniciativa privada investir vultosamente nestes setores sendo que ela é impiedosamente tributada e espoliados. É o ápice da ironia: o governo tributa e espolia a iniciativa privada, e depois diz que ela não tem condições de investir.

    Em terceiro lugar, o governo sempre proibiu investimentos estrangeiros nestes setores. Se investimentos estrangeiros fossem liberados, consórcios de empresas estrangeiras não teriam nenhum problema ou dificuldade para investir maciçamente aqui (e lucrar bastante com essa demanda). Porém, como o governo proíbe essa "exploração estrangeira" e exige que o capital seja exclusivamente nacional, fica difícil realmente haver algum investimento maciço.

    Em suma: o governo proíbe investimentos estrangeiros, tributa mente pesadamente o capital nacional, estipula monopólios, e então sai falando que a iniciativa privada não se interessa. É conclui que, se não fosse o governo, nada seria possível.

    Coisa de gênio.
  • João  22/08/2018 03:03
    Talvez o principal erro teórico daqueles que se põem a imaginar formas de crescimento econômico é ignorar o fato de que seu país, seu estado e sua cidade não são uma ilha isolada, mas sim uma simples delimitação geográfica em meio a todo o globo terrestre.

    Quando você imagina a economia de um país como sendo uma entidade completamente isolada do mundo, seu crescimento econômico realmente se torna algo difícil. Afinal, nesse cenário, você teria de fabricar tudo localmente, você só poderia vender para seus vizinhos, e toda a sua capacidade de investimento estaria limitada ao (escasso) capital disponível em sua vizinhança.

    Por outro lado, quando você entende perfeitamente que seu país é um mero pedaço de terra envolto por vários outros no globo terrestre, a perspectiva muda completamente.

    A partir do momento em que você entende que o seu mercado é global — em vez de apenas local —, que você pode transacionar com qualquer indivíduo do planeta, que você pode vender para, e comprar de, qualquer pessoa de qualquer ponto do mundo, e que, principalmente, qualquer indivíduo do mundo pode investir em sua área, toda a análise econômica muda.

    Pense, por exemplo, em uma determinada região do seu país que seja extremamente pobre. Muito provavelmente, os habitantes locais não terão capital físico nem recursos financeiros para fazer grandes investimentos. Consequentemente, será impossível que essa região enriqueça. Entretanto, se você considerar que tal região está inserida em um grande contexto global, o cenário muda totalmente. Os habitantes locais podem não ter capital nem recursos próprios para investir, mas certamente há outros habitantes do resto do globo que possuem esse capital e que, com os devidos incentivos, terão sim interesse de investir ali.

    E isso muda tudo.

    Quando você passa a pensar em termos globais em vez de meramente nacionais, estaduais ou locais, vários desafios econômicos desaparecem.

    Um exemplo trivial bastante interessante é o do setor aéreo de um determinado país. Vários economistas temem um oligopólio neste setor simplesmente porque eles próprios cometeram o erro de criar um arranjo no qual empresas aéreas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais dentro deste país. Sendo assim, com o mercado nacional fechado ao mercado global, e com as empresas aéreas nacionais usufruindo uma reserva de mercado (por obra e graça das regulamentações estatais, que proibiram empresas aéreas estrangeiras de fazerem voos nacionais), a possibilidade de fusões e aquisições neste setor realmente irá levar a um oligopólio.

    Ato contínuo, os próprios criadores deste cenário de reserva de mercado passam a aplicar políticas que visam a impedir o surgimento deste oligopólio — como leis anti-truste — ou que, em última instância, visam a tentar regular esse oligopólio.

    Perceba, no entanto, que o erro foi cometido lá no início — quando o governo proibiu empresas aéreas estrangeiras de fazer voos nacionais —, e o que se está fazendo agora é um mero paliativo. A partir do momento em que o governo fecha um mercado à concorrência externa, tentar regulá-lo é um esforço inútil. É impossível tornar mais eficiente, por meio de imposições burocráticas, um mercado fechado que foi fechado à concorrência.

    Por outro lado, se o mercado aéreo de um país é aberto ao mundo, de modo que empresas estrangeiras não são proibidas de — ao contrário, são bem-vindas para — fazer vôos nacionais, não há a mais mínima possibilidade de fusões que levem a um oligopólio. Para isso acontecer, todas as empresas aéreas do mundoteriam de se fundir em uma só.

    O mesmo raciocínio acima se aplica ao setor de telefonia, ao setor de internet, ao setor de TV a cabo, ao setor bancário, ao setor elétrico, ao setor petrolífero, ao setor rodoviário e até mesmo ao setor de saneamento. Aliás, se aplica até mesmo a empresas de ônibus, de seguro-saúde, hospitais, escolas, açougues, restaurantes, churrascarias, padarias, borracharias, oficinas mecânicas, shoppings, cinemas, sorveterias, hotéis, motéis, pousadas etc.

    Se você pensa nestes mercados apenas em termos locais ou nacionais, partindo da premissa de que apenas pessoas que nasceram dentro dos mesmos limites geográficos que o seu podem investir nestes setores, aí realmente o desenvolvimento de vários destes setores será um grande desafio. Se você proíbe o capital externo de investir nestes setores, a melhoria deles se torna bem mais difícil.

    Por outro lado, se você pensa nestes mercados em termos globais, de modo que qualquer pessoa ou empresa do mundo tenha a liberdade de investir nele e de auferir lucros, a realidade muda.

    Quando se entende que o mercado é global, e não meramente local, vários obstáculos deixam de existir. Problemas como falta de recursos físicos ou de capital financeiro são imediatamente mitigados. Se os empreendedores de uma determinada região não possuem recursos para fazer um investimento vultoso e altamente demandado pelos habitantes locais, certamente há empreendedores no resto do mundo que possuem. E, se estes tiverem a garantia de que poderão manter seus lucros, eles virão.

    Se um determinado país está sem recursos para construir portos, aeroportos, estradas, sistemas de saneamento etc., certamente há investidores e empreendedores em algum ponto do globo interessados em ganhar dinheiro com este mercado. Basta apenas deixá-los livres para tal.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2083
  • JOSE F F OLIVEIRA  22/08/2018 01:45


    [[[ www.facebook.com/2031013320497962/videos/1982552331766508/ ]]]
  • Adriano marques dos santos   22/08/2018 10:13
    Vejo como e grande o.desconhecimento de muitos sobre os correios ,na verdade existe sim um turma de empresários querendo a venda da empresa mas não.e para o bem do povo e sim para o próprio bem.deles.,saíamos francos e direto o governo não coloca um.centavo nos correios ao contrário.disso ele retirou 7 biliões da empresa e não.investiu e vem.sucatiando a empresas a tempo com propósito do povo ficar com a ideia de privatização, as indemnizações que a empresa vem pagando.em sua maioria e dos roubos que os funcionários em.sofrendo nas ruas por falta de segurança publica e tem mais a privatização não vai melhorar em nada visto que os roubos aos carros dos correios vão continuar e quem vai pagar essa contra e o povo roque os empresários só visam o lucro e o povo como sempre e enganados por todos eles

  • Marcio  22/08/2018 07:56
    Fácil dizer que o correio deu prejuízo de 5.7 bilhões se a dona Dilma tirou mais de 6 bilhões da empresa ...os Correios a muito tempo repassam grana para o governo então essa disculpinha para privatizar de ônus ao estado e balela ....e mais 9.000 por carteiro ...que piada ....pegam um contracheque ...
  • JAMES TAYLOR DE REZENDE  22/08/2018 11:20
    Não entendi, qual o interesse de vocês nisso? O que estão ou irão ganhar divulgaldo, ideologias nesse sentido?
  • Alessandro Moreira dos Santos  22/08/2018 12:02
    Olha eu acredito que a privatização não e o caminho. Um caminho realmente viável e a abertura de capital para uma sociedade de economia mista.
    Os Correios desempenham diversos serviços de universalização que não seriam feitos por nenhuma empresa privada. E muito simples falar dos grandes polos que precisamos de concorrência, difícil é encontrar solução para a entrega em cidades como Mateiros no Tocantins onde e bastante difícil a passagem.
    Todas as políticas públicas de logística são desempenhadas pelos Correios, a exemplos do Enem, eleições e outros projetos que dependem de uma malha e de capilaridade que nenhuma empresa privada vai manter.
    Hoje já se tem concorrência no segmento de mercadorias, e por que as empresas privadas não atuam fortemente nestes mercados em todo o país? Exatamente porque estas empresas atuam somente onde e interessante.
    A Fedex, DHL, Latam mantém contratos com os Correios para entrega em locais que para eles não e interessante chegar.
    O que precisa mudar então prezados não e a estatização de várias empresas brasileiras, mas a forma de se fazer política, onde os políticos que nos elegemos se fazem do lobby forte que detem junto ao governo para fazer indicações levianas e prejudiciais nas estatais, que mudam suas políticas internas para atender interesses pessoais.
  • Demolidor  22/08/2018 14:30
    Olha eu acredito que a privatização não e o caminho.

    Já começou acreditando/achando. Bem científico...

    Você cita Mateiros no Tocantins. Numa googlada rápida, já achei dezenas de empresas que fazem transportes ou excursões para essa cidade específica do Jalapão. Procura aí "transportadora mateiros tocantins" sem aspas. E você diz que ela ficaria sem correspondências? Me poupe.

    Entenda uma coisa: estatal, quando dá prejuízo como os Correios, é péssimo: vai arrancar dinheiro de impostos para cobrir o rombo. E quando dá lucro como a Petrobras, é horrível: vai extrair seu lucro dos pobres coitados que precisam pagar preços majorados para cobrir seus custos altos.

    O problema da estatal é ser estatal. É ser monopólio, gozar de reserva de mercado ou vantagens que nenhuma outra empresa teria. É ser cabide de emprego e uma espécie de previdência para seus funcionários. É ser sempre inchada em relação a qualquer estrutura privada para o mesmo fum. É ficar sob a administração de políticos e ter sua administração subordinada a conchavos ou conveniências políticas.

    Privatiza. O povo brasileiro não merece mais ser refém dessas organizações.
  • Lucas  22/08/2018 15:10
    "Privatiza. O povo brasileiro não merece mais ser refém dessas organizações."

    Ai é que está o problema.

    O brasileiro média não merece ser refém,mas ao mesmo tempo,é o mesmo cidadão que muitas vezes é contra privatizações.Não só de empresas,mas de universidades também.
  • Pensador Puritano  22/08/2018 19:20
    Sou a favor da privatização de universidades olhando caso a caso,pois nem todos tem condições de pagar, o governo distribuiria vouchers e o aluno usaria ele na Universidade que lhe der o maior desconto possível,tal sistema seria mais justo e tiraria dos donos de Universidades o poder de influenciar o Mec e teriam de concorrer pelos alunos ao oferecerem os melhores serviços a custos baixos,esse seria o modelo ideal de privatização de Universidades sem penalizar os mais pobres e gerar corrupção entre donos de Universidades, burocratas do Mec e políticos de plantão.Concorrência e dando liberdade de contratação ao aluno pode privatizar a vontade este setor de Educação.
  • Lucas  22/08/2018 21:29
    Também sou a favor da privatização.

    Enquanto as universidades americanas se financiam,fazem parceria com empresas privadas e aceitam doações de ex-alunos,nós brasileiros sustentamos estudantes durante a graduação,mestrado e doutorado.Os dois últimos através de bolsas.

    Nas universidades americanas os alunos pagam do próprio bolso(pelo menos em tese).

  • Demolidor  22/08/2018 20:23
    Isso porque foram enganados. E mesmo assim, hoje muita gente não acredita mais nesse papo. Cabe a nós desmascarar quem fica contando essas histórias da carochinha para nossos compatriotas.
  • Felipe Lange  22/08/2018 13:06
    Uma coisa engraçada que aconteceu comigo foi o caso do SEDEX. Tive que ir para o Consulado do Rio de Janeiro fazer entrevista do visto de imigração e, ali, eu pedi para que entregassem o documento para Mococa, que dá mais de 500 km. Eles me mandaram no dia 10 (que era uma sexta-feira) e, na segunda, dia 13, o negócio já tinha chegado em casa (pela manhã). Eu realmente não entendo como eles foram tão ágeis assim, sendo que dentro do estado de SP os caras podem demorar até mais de uma semana para entregar. Alguém poderia me explicar?

    No mais, acho que os Correios deveriam ser privatizados como o Leandro sugeriu no caso da Petrobras, distribuindo as ações para cada pessoa que foi obrigada a pagar pela estatal.
  • Libertariozinho  22/08/2018 16:20
    Nesse caso é o modelo de pulverização, né?
    Acho que o Leandro não escreveu para esse concurso apenas por pertencer ao IMB e por isso ser proibido. Mas se não fosse 0 caso, acho que tirava primeiro fácil. Os artigos classificados são muito LIBERAIS(beirando social-democratas rsrs) ao invés de LIBERTÁRIOS.
  • Felipe Lange  23/08/2018 01:09
    Verdade, sinto falta de anarcocapitalistas elaborando artigos com tal visão por aqui. No ano passado o artigo vencedor achei bem fraco, poderia ter sido melhor.
  • Felipe Lange  23/08/2018 01:15
    Sim, acredito que seja o modelo de pulverização. É o mais próximo do ético possível. Leandro Roque é um espetáculo. Pena que o "software" não está funcionando comigo sempre...
  • Ombud  23/08/2018 14:26
    O "software" Roque (que sempre responde a tudo que lhe é direcionado) está em curtas férias. Volta na segunda-feira. Agradecemos a paciência e a compreensão.
  • Felipe Lange  23/08/2018 18:53
    Ombud, eu fiz alguns questionamentos a ele já tem algumas semanas e ele não respondeu. Ele vai funcionar normalmente depois das férias?
  • Ombud  23/08/2018 19:30
    Quais? O que normalmente ocorre é que as pessoas fazem a mesma pergunta em vários artigos e ele responde em apenas um (obviamente).

    Também ocorre de a pessoa que perguntou esquecer de ir conferir a resposta e depois de algum tempo voltar e fazer a mesma pergunta, pois não conferiu a resposta anterior.

    E também ocorre de a pessoa realmente ter lido a resposta à época, mas ter se esquecido dela. E aí, meses depois, a pessoa volta e faz a mesmíssima pergunta, exigindo que a resposta seja igual (porque não se lembra mais de em qual artigo estavam a pergunta e a resposta que fez).

    Em suma, daqui a pouco ele vai entrar com um pedido de canonização.
  • Anônimo  22/08/2018 22:36
    Felipe Lange , porque você não tentou o visto de imigração no consulado de São Paulo?

    No consulado de São Paulo,eles estão negando muitos vistos de turista?
  • Felipe Lange  23/08/2018 01:13
    Porque só o consulado do Rio de Janeiro emite vistos de imigração, eu bem que queria, ficou bem mais caro e dificultoso.

    O de turista eu tirei em São Paulo em 2015. Não sei se eles estão recusando, eu soube de gente que foi recusada lá no Consulado do Rio de Janeiro, provavelmente foi visto de turista. Visto de imigração é mais difícil de recusar e a entrevista costuma ser bem mais rápida, ainda mais que eu já tinha ido para lá e voltado. De turista é mais fácil porque eles sabem que tem brasileiros que vão "turistar" por anos no país e vai depender do humor e da interpretação dos burocratas.
  • Waldir Pandochi  22/08/2018 14:07
    O povo brasileiro acha tão inteligente que conhece privatização olha a CPFL a telefonia a FEPASA o banco Banespa a vale do Rio doce etc o teve de avanço para o povo só aumentou às tachas cadê o dinheiro quê sumiu acorda Brasil.
  • anônimo  22/08/2018 14:47
    A privatização em estados, altarquias,empresas das nações mostra a incompetência de seus governantes que para não se responsabilizaremos e tirarem proveitos obscuros vendem a soberania e escravizam seus cidadões, que passão serem filhos não dá nação mais escravos de outras nações,não deveriam valer as privatizações porque cada políticos são prestadores de serviços,serviços prestados sem vínculos empregaticios sem valor com a nação é para guardar e devolver melhorar o que lá está, seus cargos que dura somente quatro anos.
  • Guilherme  22/08/2018 19:15
    Haha, vocês aprovaram esse tanto de comentário (todos ininteligíveis) dos funças dos Correios só pra humilhar os caras, né? Bando de analfabetos, coitados. De fato, se perderem o emprego, não arrumam nem pra lixeiro. É compreensível o desespero deles.
  • Andre  22/08/2018 19:27
    Guilherme, esses funças nem para lixeiro servem, para tal função é necessário ter boa condição física, atenção para evitar acidentes e cordialidade, coisa rara de se ver em funças. Só ver o RJ e seus montes de funças sem receber salários, são tão imprestáveis que não sabem nem vender água no semáforo para levar algum dinheiro pra casa, preferem ficam em filas de cesta básica fazendo o que sempre fizeram, parasitar.
  • Bruno  22/08/2018 23:18
    A pulverização poderia ser usada como um método intermediário, ou seja cria uma "blockchain" da vida entre os bancos, da o direito de posse a cada brasileiro vivo no dia da privatização, e ai cada um por si.


    Aposto que no dia seguinte as pessoas pensariam, posso ir no banco e vender minhas ações e embolsar o valor, já outros poderiam permanecer e tentar resolver a empresa.

    Posteriormente os próprios bancos poderiam conversar com seus correntistas, formar blocos de ações e vender por meio de leiloes.

    Não seria o método mais eficiente, mas evitaria boa parte dos problemas apresentados nas tentativas de pulverização que aconteceram no mundo.

    Eu pessoalmente prefiro leilão, com valor depositado em um fundo de aposentadoria capitalizado ( ou seja uma mistura de pulverização com leilão )
  • Refugiado do esquerdismo  23/08/2018 13:02
    Eu acho a pulverizacao muito complicada,pois no Brasil boa parte nao sabe nem o que é acao e a empresa esta super individada. E com isso faltaria admnistracao na empresa e ela viraria po rapidamente. O ideal mesmo e o leilao,nem que saia quase de graca ao comprador,junto com as dividas e abertura de mercado. Com isso a empresa se ajustaria.
  • Carlos  23/08/2018 17:11
    Alguém poderia me ajudar em uma questão? Eu penso que privatizar o correio seja uma boa, mas tem uma questão que me inquieta.
    Suponha correios privatizados, seja lá em qual modalidade, e o livre mercado.
    Como ficará o atendimento dos novos correios aqui na minha cidade, Juriti, no interior do Amazonas?
    As empresas vão querer mandar minhas encomendas de São Paulo para cá?
    Como seria essa questão?
  • Gustavo A.  24/08/2018 14:12
    Eu ia perder tempo explicando toda lógica do mercado e tal... Aí tive uma ideia melhor:

    entrei no site da azul cargo (clique aqui) e cotei o envio do interior de São Paulo para Juruti/AM. R$ 90,00, chegando em até 6 dias.

    Isso com Correios tendo monopólio, com alta regulamentação da ANAC às companhias de aviação. Imagine num livre mercado.
  • Demolidor  24/08/2018 20:06
    Para você ver o nível de gente que ousa mandar em nossas vidas a partir de Brasília e nos empurrar essas estatais toscas goela a baixo, com suas enormes contas, tarifas e folhas de pagamentos, trago um exemplo nem tão perfeito de livre mercado: Emirados Árabes.

    Por lá, petróleo, energia, água e telecomunicações são estatais. Embora certamente ineficientes, ainda assim oferecem serviços bons a preços razoáveis. Não só isso: a receita do governo vem delas. O resto da economia operava sem imposto até o fim de 2017. E hoje está em níveis de Bahamas, sem nem imposto de renda, nem de importação, nem encargo sobre folha de pagamentos, nem, nem, nem... hoje só existe um imposto sobre valor agregado, de 5% sobre todos os produtos, exceto refrigerante, cigarros e perfumes, que ganharam uma tarifa para desestimular seu consumo, de 100%. E repito: tudo isso foi criado somente no fim de 2017.

    Se os sindicalistas brasileiros tivessem dois neurônios funcionando em ordem, tocariam as estatais de uma maneira similar àquele país. Isso para que a população não percebesse sua incompetência, desonestidade e falta de talento, algo que permeia qualquer estatal do mundo. Mas que nada. Esses seres conseguem ser ainda mais toscos. Levam até uma empresa monopolística que não paga impostos e oferece serviços caros e ruins à insolvência. De qualquer forma, agradeço por terem quebrado os Correios. Fica mais fácil mostrar quão nefastas são essas estatais.

    Quanto a custos, olha o que um livre mercado pode produzir:

    www.thenational.ae/business/dh100-is-enough-to-buy-a-month-s-food-dubai-low-income-workers-learn-how-to-budget-1.182595

    Com apenas 100 dirhams por mês (cerca de 100 reais), é possível comprar comida para um mês inteiro em Dubai, uma cidade que, desde que você não compre em áreas turísticas, como Dubai Mall, é muito barata para se viver. Isso num país onde praticamente não há agropecuária e que importa quase toda a água e comida que consome. Nossos sindicalistas iriam querer isso? Não, eles estão mais preocupados em nos tungar e defender seus patéticos empregos. Eles não querem um sistema onde é improvável que você caia em um nível de pobreza extrema e, se por acaso cair, fica barato se manter e fácil sair dela.

    Emirados Árabes têm uma economia tão dinâmica que, não só o desemprego é negligível, como há empresas especializadas em buscar, aos montes, cidadãos paquistaneses e bangladeshis analfabetos, que só falam algum dialeto local, para trabalhar nos EAU num regime similar àqueles que trabalham em cruzeiros, com casa, comida e transporte garantidos e um salário só para juntar. Ah, mas ganham pouco... sim, ganham, alguns cerca de US$ 200 por mês. Mas vai tudo para poupança, livre de despesas e impostos e, muitas vezes, isso é um valor superior ao que ganhariam com um ano de trabalho em seus países de origem. Indianos, paquistaneses e bangladeshis constituem, hoje, mais da metade da população do país.

    Na boa: eu duvido que tenhamos muitos doutores com bolsas da Capes, ganhando seus R$ 4.100,00 por mês com um monte de descontos, comprando produtos com impostos extorsivos e se lascando com leituras de livros que parecem ter sido escritos por bêbados de mau humor, que consigam juntar R$ 800,00-1.000,00 por mês como consegue a maior parte dos imigrantes analfabetos que vão trabalhar nos EAU.

    Aproveitando: eu não defendo, para o Brasil, um regime de estatais similares aos dos Emirados Árabes. Podemos fazer melhor, nos livrando de todas elas. Pode até ser quem algum dia venham a ser geridas de maneira eficiente como ocorre lá, mas por que correr esse risco?
  • Refugiado do esquerdismo  25/08/2018 04:03
    Nossa Demolidor,ate suei pelosmeus olhos agora. Adoro seus comentarios. So uma curiosidade,voce mora la no Emirados Arabe?
  • Demolidor  25/08/2018 19:44
    Não. Moro no Brasil mesmo. E espero que seja viável continuar por aqui.
  • Emerson Luis  30/08/2018 10:49


    Só faltou mencionar o quarto e o quinto dos fatores positivos gerados pela privatização:

    (4) a redução das oportunidades de politicagem e corrupção

    (5) o efeito moral/cultural na população.

    * * *
  • Fábio Lima  13/09/2018 22:31
    Antes no interior não tinha telefone e outras fomas de comunicação como a internet. Depois da PRIVATIZAÇÃO das empresas de telefonia foi uma grande REVOLUÇÃO no comércio e principalmente para aqueles menos favorecidos que moram no interior ter os seus celulares e internet. Se Deus quiser os Correios serão privatizados e espero que seja logo no primeiro semestre do ano de 2019. Chega de novas taxas, entregas NÃO efetuadas, carteiros que não entregam as encomendas por não querer trabalhar, taxas abusivas, greves várias vezes por ano e outros prejuízos que estão causando para os brasileiros. Agora uma taxa ABUSIVA de R$ 79. A cada dia novos abusos pela empresa dos Correios. Estamos torcendo e muito pela privatização e o mais breve possível. O comércio vai crescer e muito. Novos EMPREGOS. Muitos não querem que seja privatizado para os políticos e PARTIDOS corruptos continuarem a sugar os Correios e várias empresas estatais. AVANÇA QUERIDO BRASIL.
  • José Castanho  24/09/2018 20:46

    O problema do CEP no Brasil

    Independente da requisição popular (retirada do ar no dados.gov.br) pela abertura da base de dados de CEP, a mesma continua fechada. Isto significa que somente mediante pagamento de licença, as pessoas podem ter acesso a um conjunto de dados que deveria ser público. Ou seja, a base de dados de CEPs é vendida como um produto monopolizado pelos Correios.


    mais detalhes aqui:

    cepaberto.com/


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