clube   |   doar   |   idiomas
“Não podemos competir com o trabalho escravo dos chineses!”. Eis aí uma frase que agride a lógica
Para começar, ela afirma que o trabalho escravo é muito mais produtivo que o trabalho livre

"Não podemos ter livre comércio porque não dá para concorrer com a mão-de-obra escrava chinesa!"

"Precisamos de tarifas de importação porque nossos trabalhadores e nosso mercado de trabalho têm de ser protegidos contra a mão-de-obra escrava chinesa e seus produtos baratos!"

Há quantas décadas se ouve esta justificativa em prol de medidas protecionistas?

De todas as críticas ao livre comércio, esta não apenas é a mais ignara, como também é a menos defensável em termos puramente empíricos. 

Tudo já começa com um erro básico de lógica

Permita-me sintetizar o raciocínio que está por trás deste argumento. Quando ele é destituído de toda a indignação moral que finge afetar — a qual é completamente falsa —, eis as pressuposições econômicas que sustentam a defesa de tarifas de importação contra a China:

Sabemos que o trabalho escravo é altamente produtivo. A livre iniciativa não é capaz de competir com o trabalho escravo. É impossível uma sociedade livre competir, de igual para igual, com uma sociedade de escravos. O planejamento central feito por uma sociedade de escravos é simplesmente produtivo e eficiente demais para ser superado. 

Nenhum trabalhador de uma nação capitalista é capaz de defender a si próprio e o seu emprego utilizando sua própria produtividade econômica. Ele necessita de funcionários públicos nas fronteiras do país, com armas e distintivos, fiscalizando e proibindo a importação de bens produzidos por escravos.

Qualquer pessoa que argumente que o sistema de livre mercado é muito produtivo e totalmente capaz de competir com o trabalho escravo é um completo ignorante. Tal pessoa realmente não possui ciência da enorme produtividade do trabalho escravo. Ela também é igualmente ignorante quanto à patética produtividade do livre mercado.

Sociedades baseadas no trabalho escravo são altamente produtivas. Se você quiser que alguém se torne um exímio artesão, ou um produtor altamente eficiente de bens e serviços especializados, ou um excepcional projetista de produtos de tecnologia de ponta, não há maneira mais eficiente de fazer isso do que forçá-lo a trabalhar sob a mira de uma arma, ameaçando matá-lo de fome caso se recuse a trabalhar exaustivamente.

A enorme produtividade do trabalho escravo representa uma ameaça tão grande às pessoas de paz do resto do mundo, que é imperativo fazer com que políticos enviem funcionários públicos com armas e distintivos para proibir a importação de bens que foram produzidos por hordas de trabalhadores escravos. 

Se isso não for feito, os trabalhadores pateticamente ineficientes que vivem sob um regime capitalista verão seus salários definharem em decorrência da incomparável superior produtividade do trabalho escravo.

Este argumento soa ridículo? É claro que sim.

Tal argumento está simplesmente afirmando que o trabalho escravo é produtivo e que o trabalho livre e altamente capitalizado é improdutivo. Tão ilógico, irracional e absurdo é este argumento, que ninguém tem a coragem de dizê-lo clara e abertamente. 

A pessoa ou não entende as reais implicações de seu argumento — que trabalhadores em sociedades livres têm de ser protegidos contra bens produzidos por mão-de-obra escrava — ou ela realmente acredita que sociedades escravagistas são enormemente produtivas, e que sociedades livres simplesmente não são capazes de competir com elas.

Além de beirar o burlesco, o argumento também é deliberadamente enganoso. A pessoa que recorre a este argumento jamais fornece qualquer evidência estatística de que: 1) os produtos chineses são produzidos por trabalhadores escravos; e 2) estes produtos produzidos por escravos estão sendo avidamente comprados por consumidores que vivem em sociedades livres. 

A pessoa não é capaz de apontar quais produtos são produzidos por mão-de-obra escrava. Tampouco ela é capaz de mostrar que estes produtos dominam uma significativa fatia do mercado em sociedades de livre mercado.

Na maioria dos casos, a pessoa não é nem capaz de mencionar um único produto que tenha sido produzido por trabalho escravo e do qual alguém já tenha ouvido falar. Considerando-se que a Iugoslávia era uma sociedade comunista, e que portanto se baseava no trabalho coercivo, seu mais famoso bem produzido se transformou em uma das maiores chacotas da história da produção automobilística: o Yugo.

Matérias-primas

Em toda a história, os únicos casos de importações oriundas de sociedades escravagistas que podem ser utilizados como exemplos de bens que penetraram os mercados ocidentais são as matérias-primas, especialmente o petróleo. 

O valor destas exportações das sociedades escravagistas se deve quase que inteiramente ao valor econômico imputado pelos consumidores ocidentais a estas matérias-primas. O componente mão-de-obra destas exportações é insignificante. 

Trabalhadores coagidos são capazes de extrair minerais e outras matérias-primas da terra. Trata-se de um trabalho rudimentar e não sofisticado. A produção destas indústrias extrativas que utilizam trabalho escravo seria muito maior caso os planejadores permitissem o capitalismo de livre mercado; porém, o alto valor das matérias-prima contrabalança o baixo valor e a baixa qualidade da mão-de-obra utilizada para extraí-las.

Raramente ouvimos falar de alguma sociedade que tenha imposto tarifas ou outras restrições sobre a importação de minerais industriais ou de matérias-primas. (As tarifas americanas sobre o açúcar são uma horrenda exceção). Nunca ouvimos falar de proibições ou mesmo pesadas restrições à importação de petróleo estrangeiro. Portanto, o argumento de que os trabalhadores ocidentais têm de ser protegidos contra o trabalho escravo estrangeiro é um fato negado pela explícita e desimpedida importação de minerais e de outras matérias-primas, os quais são utilizados por trabalhadores destes países importadores para produzir bens valiosos. 

Estes trabalhadores ocidentais se tornam os beneficiários das matérias-primas e do petróleo importados. Logo, o único possível exemplo da veracidade deste clichê protecionista nunca é de fato confirmado na prática.

A China

Quase sempre, o defensor de tarifas sobre a importação de bens produzidos por trabalho escravo irá utilizar o exemplo da China. Este certamente é um dos argumentos mais ignaros e parvos da história do pensamento econômico.

Durante o período em que a China estava sob o domínio do camarada Mao, o país praticamente não fazia parte do comércio internacional. O país não tinha produtos capazes de encontrar mercados no Ocidente. Os chineses mal conseguiam se alimentar. Em algumas épocas, eles de fato não se alimentavam. O país não tinha nada de valor para exportar. Não tinha reservas internacionais. Não tinha algo que nem remotamente se assemelhasse a uma produção industrial em larga escala. Era uma nação de quarto mundo. A única coisa que o país conseguia produzir em larga escala era armamento.  Ele não exportava nada para o Ocidente.

Hoje, após um grande período de sucessivas liberalizações econômicas, a China se tornou um grande concorrente nos mercados ocidentais. Seus trabalhadores podem se mover e se mudar para onde quiserem. Eles têm liberdade de decidir para onde querem ir e onde querem trabalhar. Estamos testemunhando a maior migração da história da humanidade, da pobreza rural para a vida urbana de classe média. Centenas de milhões de pessoas saíram da zona rural e se mudaram para as grandes cidades. Isto não é trabalho escravo; isto é trabalho livre. 

Há muito poucas leis e restrições governamentais sobre a contratação destes trabalhadores. Não há praticamente nenhum sistema de seguridade social imposto pelo estado. O mercado de trabalho chinês é mais livre do que vários mercados de trabalho do Ocidente, que são repletos de leis trabalhistas, de regulamentações, de onerosos encargos sociais e trabalhistas e de sindicatos que gozam do explícito apoio dos governos — o que significa que eles não apenas têm o direito legal de conclamar greves e interromper o funcionamento dos meios de produção das empresas, sem que os donos nada possam fazer, como também podem determinar quais empregados podem e quais não podem ser contratados pelas empresas. Apenas os trabalhadores sindicalizados podem.

Alie tudo isso a uma crescente carga tributária, e você terá os motivos por que as indústrias ocidentais estão tendo tantas dificuldades para concorrer com os trabalhadores chineses.

Os trabalhadores chineses são livres para trocar de emprego, e os empregadores chineses podem legalmente contratar quem eles quiserem. 

Não é à toa que os trabalhadores industriais chineses já ganham mais que seus semelhantes brasileiros, por exemplo.

Ironicamente, se o assunto é "escravidão", então podemos dizer que os trabalhadores do Ocidente estão mais próximos da escravidão do que os trabalhadores chineses. Na Europa, por exemplo, os trabalhadores que não são sindicalizados acabam sendo, na prática, forçados a procurar apenas aqueles empregos menos desejados, pois os sindicatos, por gozarem do apoio de seus governos, conseguem restringir o mercado de trabalho apenas para seus membros, deixando de fora os não sindicalizados. Os sindicatos utilizam o governo para enviar burocratas com armas e distintivos às empresas com o intuito de proibir os empregadores de contratar trabalhadores não-sindicalizados. Isto não é livre mercado; isto é um mercado manipulado pelo estado.

Como reagir

Sempre que você ouvir este argumento escravagista, peça para o protecionista citar quais são as cinco nações que compõem o grosso do comércio internacional de seu país.

Primeiro, ele não terá ideia de quais são as cinco nações que majoritariamente comercializam com seu país. Segundo, assim que você mostrar a ele quais são estas cinco nações, peça a ele para identificar qual destas nações depende do trabalho escravo para produzir os bens e serviços que ela exporta. Ele irá enrolar, e não dará nenhuma resposta conclusiva. 

As nações que detêm um grande volume de comércio internacional (exportação e importação) são aquelas que comercializam com outras nações que possuem livre mobilidade de mão-de-obra, mercados de capitais bastante desenvolvidos, sofisticadas instituições de pesquisa, e uma alta produtividade decorrente do uso intensivo de capital. Nenhuma destas características é encontrada em uma sociedade que faz uso de trabalho escravo.

Em suma, o argumento é ilógico e absurdo tanto em termos de teoria econômica quanto em termos de fatos empíricos. Nenhuma nação que utiliza trabalho escravo encontra mercados no Ocidente para seus produtos manufaturados. Seus produtos são vagabundos e fajutos demais para penetrar de maneira significativa nos mercados do Ocidente.

Conclusão

Da próxima vez que você ouvir alguém argumentando que os trabalhadores do seu país têm de ser protegidos contra bens estrangeiros chineses produzidos por "trabalho escravo", mostre a ele que o motivo de os trabalhadores ocidentais quererem proteção é porque são eles é que formam a mão-de-obra escrava

Eles sentem que está cada vez mais difícil competir com trabalhadores que vivem em uma nação que permite a livre mobilidade de mão-de-obra e os contratos voluntários entre empregados e empregadores. 

A China é uma concorrente feroz e ardorosa não porque é uma sociedade que possui trabalho escravo, mas sim porque está concorrendo com trabalhadores que vivem em um regime cujos mercados de trabalho são amplamente controlados por seus governos.

_______________________________________________

Leia também:

O livre comércio, mesmo quando adotado unilateralmente, só traz ganhos

Você trabalha porque quer adquirir bens e aumentar seu padrão de vida. O protecionismo impede isso

A "guerra comercial", além de ser uma contradição em termos, possui um histórico pavoroso

 


autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Esquerdoso  23/07/2018 15:24
    www.cartacapital.com.br/economia/quando-economistas-ortodoxos-se-inspiram-em-goebbels
  • Vladimir  23/07/2018 15:39
    É fácil: é só refutar o que foi demonstrado nestes dois artigos.

    Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos

    O trágico legado da "Nova Matriz Econômica" - um resumo cronológico


    Eu poderia linkar vários outros, mas como sei que não vai ler, vou ficar só nestes dois mesmo.
  • Gustavo A.  23/07/2018 18:17
    Falou, falou, falou e não disse nada. Texto feito apenas para fazer propaganda deste livro, em que os autores desenvolveram (seus estudos) através de recursos financeiros oriundos dos impostos pagos pelos pobres (o desenvolvimentismo funcionou no bolso deles). Se os exemplos citados pelo autor são tão ruins e mentirosos, por que na melhor parte do governo (que deu fôlego para as maluquices da Nova Matriz Econômica) petista foi com equipe econômica ortodoxa? E por que quando a crise apertou a Dilma optou por Levy?

    É muita contradição, é vergonhoso que economistas formados prestem este papel. Eu que só sei de economia o que li aqui no Mises e em alguns poucos livros de autores liberais consigo ver isso. É desonestidade pura.
  • Amante da Lógica  23/07/2018 15:32
    É o que eu sempre falei. Dizer que não dá para concorrer com "trabalhadores semi-escravos" é uma das afirmações mais estapafúrdias que já vi. Desde quando "trabalhadores semi-escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de todos os países livres do mundo?

    Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC.

    Se isso realmente ocorrer, então, francamente, essa galera do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha.

    Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Mas, obviamente, sabemos que nada há de escravidão no trabalho dos chineses, tanto é que eles já ganham salários maiores que os nossos. O que ninguém quer é competir com quem trabalha muito.
  • Pobre Mineiro  23/07/2018 15:57
    Ouço direto que se abolirem a propriedade intelectual, a China dominará o mundo em 3 semanas...

    Pois é, uma sociedade de "escravos" capazes de dominar o mundo em 3 semanas ????? tóiiiimmm !!!!!!!
  • Questionador An%C3%83%C2%B4nimo  24/07/2018 14:58
    Costumo gostar muito dos artigos do Mises. Mas tem alguns pontos que não concordo, não por achar que eu tenho uma resposta, mas simplesmente porque alguns dos pontos de vistas colocados nesses artigos são quase dogmáticos e não aceitam qualquer possibilidade diferente desses dogmas.

    Na questão do comércio por exemplo vejo que existem questionamentos bem razoáveis contra a teoria de vantagem competitiva. Por exemplo se um país se especializa em produzir bananas e outro em chip de computador, o que ocorre ao longo do tempo com o poder de troca entre os dois? Vejo que existe sim o risco de ao longo do tempo o chip de computador ter seu valor agregado crescente no tempo enquanto que as bananas tem seu valor estagnado. Esse é apenas um dos exemplos.

    Nesse artigo em questão a caracterização do argumento anti-trabalho chinês foi totalmente descaracterizado. O trabalho escravo não precisa ser mais produtivo para deslocar o emprego de trabalhadores no mundo civilizado, você pode ter apenas uma massa de pessoas maior, com menor produtividade mas com outra conta de custo de capital que justifique o crescimento da produção mesmo assim. No caso chinês temos manipulação cambial e fiscal que podem ajudar a fechar essa conta (não afirmo que seja o caso, apenas estou mais aberto a possibilidades).

    E no meu caso eu sou contra o comércio com a China por entender como um crime contra a democracia (a pseudo democracia que temos, fazer o que né?) o meio ambiente e o cidadão médio do ocidente. Concordo que se o mundo de fato praticasse o mercado livre os argumentos do artigo estariam corretos. Porém como vivemos num mundo altamente regulado e não livre, e vamos continuar assim por pelo menos 2 gerações creio eu, acho injusto os lideres globais colocarem regulações em todos os países onde o pequeno e médio empreendedor poderia concorrer com as grandes corporações do capitalismo de compadrio, para depois essas mesmas corporações migrarem sua produção para os países que ficaram livres dessas mesmas regulações. Já que vou ficar 2 gerações preso na mentalidade "socialista enrustida disfarçada de capitalismo" que dominou o mundo ocidental, acho altamente perigoso dar suporte a regimes totalitários que castram a liberdade dos cidadãos em diversos níveis mas que apenas no mercado de trabalho são menos regulados.

    Se eu quisesse abrir uma fabrica de calçados ou tecidos tenho pouca escolha hoje, tem que ser na China ou afim pois se for no Brasil eu quebro. Isso é sim resultado de lobbies feitos por grandes corporações e think tanks globais como o "council of foreing relations" e afins. Sigo achando que o Clinton ter dado status de economia de mercado para a China como um dos maiores crimes do mundo moderno (só é pior o fato do mundo se encontrar nesse capitalismo de compadrio tosco onde uma caneta decide comércio com tanto poder assim).
  • Amante da Lógica  24/07/2018 15:36
    "Mas tem alguns pontos que não concordo, não por achar que eu tenho uma resposta, mas simplesmente porque alguns dos pontos de vistas colocados nesses artigos são quase dogmáticos e não aceitam qualquer possibilidade diferente desses dogmas."

    Vejamos se realmente são dogmas ou se é simplesmente você que está tecnicamente errado.

    "Na questão do comércio por exemplo vejo que existem questionamentos bem razoáveis contra a teoria de vantagem competitiva."

    Vejamos se você realmente domina a teoria e sabe do que fala.

    "Por exemplo se um país se especializa em produzir bananas e outro em chip de computador, o que ocorre ao longo do tempo com o poder de troca entre os dois?"

    O que produz chips irá enriquecer muito mais que o que produz bananas. Porém, ambos estarão em melhor situação -- isto é, ambos enriquecerão ao longo do tempo, embora de maneiras díspares -- caso comercializem livremente.

    Cabe a você provar que o produtor de bananas estará em pior situação e empobrecerá continuamente caso venda bananas em troca de chips de computador.

    "Vejo que existe sim o risco de ao longo do tempo o chip de computador ter seu valor agregado crescente no tempo enquanto que as bananas tem seu valor estagnado. Esse é apenas um dos exemplos."

    E daí? Nesse caso, o que irá ocorrer é que o produtor de chips irá enriquecer muito mais rapidamente que o produtor de bananas. Qual exatamente foi o crime? Dado que ambos estão em melhor situação, qual o seu argumento para proibir esse arranjo?

    "Nesse artigo em questão a caracterização do argumento anti-trabalho chinês foi totalmente descaracterizado"

    A caracterização foi descaracterizada? Vejamos.

    "O trabalho escravo não precisa ser mais produtivo para deslocar o emprego de trabalhadores no mundo civilizado, você pode ter apenas uma massa de pessoas maior, com menor produtividade mas com outra conta de custo de capital que justifique o crescimento da produção mesmo assim."

    Frase completamente sem sentido. Para começar, é impossível uma empresa ganhar dinheiro se seus funcionários não são produtivos. Não em uma economia globalizada. Logo, sua afirmação já é refutada pela mais simples lógica contábil.

    Mas tem mais.

    Se uma massa de pessoas não produz nada que presta, então, por definição, não haverá compradores para essas porcarias. Quem irá comprar porcarias voluntariamente para sempre?

    Agora, se essa massa produz coisas que são voluntariamente compradas para sempre, então esteja certo de que a produção está longe de ser porcaria. Você pode até não gostar, mas há outras bilhões de pessoas ao redor do mundo que gostam.

    "No caso chinês temos manipulação cambial e fiscal que podem ajudar a fechar essa conta (não afirmo que seja o caso, apenas estou mais aberto a possibilidades)."

    Mais uma falácia. Neste caso, você foi apenas mais uma vítima das baboseiras repetidas pela mídia, as quais ninguém questiona.

    Qual manipulação cambial? Não há manipulação cambial na China.

    A afirmação de que os chineses desvalorizam a moeda não só é falsa, como também é exatamente oposta à realidade.

    A moeda da China, ao contrário do que afirma a imprensa e Donald Trump, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

    (Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

    E essa política monetária de valorização da moeda foi um dos grandes chamarizes para as indústrias estrangeiras ali se estabelecerem: com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

    Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

    A economia chinesa se manteve forte enquanto sua moeda se valorizava. E começou a desandar exatamente a partir do momento em que sua moeda começou a se desvalorizar (final de 2014).

    No entanto, dizer que a China está continuamente desvalorizando sua moeda é atestado de desinformação econômica.

    Manipulação fiscal? O que seria isso? O que se sabe é que o governo "comunista" da China fornece várias incentivos fiscais. Fornecer incentivos fiscais -- ou seja, o governo deixar de tributar para incentivar a produção (não confundir com subsídios, que é outra coisa totalmente diferente) -- está longe de ser "manipulação fiscal".

    Ademais, o governo chinês também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.

    Viu só como você apenas se limitou a repetir clichês dos quais "já ouviu falar", mas nunca se deu realmente ao trabalho de verificá-los?

    Paro por aqui, pois o resto da sua postagem foi meramente política. Meu interesse está na economia. Você, obviamente, tem o direito de pensar o que quiser sobre os chineses e seu governo. mas, em termos econômicos, você não tem direito à criação de seus próprios fatos.

    Abraços.
  • Questionador An%C3%83%C2%B4nimo  25/07/2018 19:41
    Sua resposta confirma minha visão de Dogmas. Eu digo que estou aberto a possibilidades, você chama as possibilidades de falácias e mentiras da mídia, ou diz que eu estou inventando meus fatos.

    O próprio gráfico que mandou mostra claramente o cambio fixo da China por muito tempo. Semi-fixo pelo que entendo é eufemismo para uma moeda que ficou mais de uma década no mesmo patamar. E semi-fixo não é flutuante, tem alta dose de intervenção estatal, bem mais que no Brasil.

    Manipulação fiscal seria dar subsídio para a exportação, tratando ela diferente do mercado interno. Alguns produtores lá dizem que exportavam a valor de custo e o governo dava 17% de subsídio, garantindo assim a margem de 17% por uma venda a custo.

    Também não vi nenhum comentário em relação aos think tanks globais que colocam regulação onde existe o pequeno empreendor e migram sua produção para China. Acho isso errado em dobro, primeiro de nos regularem, depois de "burlarem" a regra do jogo migrando a produção para um lugar que NÃO É ECONOMIA DE MERCADO (ou vai dizer que é? se o plutocratas de plantão deveria ter esse poder é outra questão, concordamos que não), isso foi feito via lobby de grandes corporações no governo Clinton.

    Não me informo pela mídia, trabalho no mercado financeiro e leio artigos de todas as escolas de economia. A que mais gosto disparado é a Austríaca, mas dou o benefício da dúvida para alguns argumentos dos pós-keynezianos, como por exemplo que a vantagem comparativa tem defeitos. Pelo que entendi a teoria assume por exemplo: imobilidade de capital e trabalho, premissa errada; pleno emprego em ambas as regiões, premissa errada; análise estática da relação de troca atual, sem considerar a evolução no tempo, mais uma premissa errada. Ou seja, já li uma vez o princípio de vantagem comparativa, aceitei, depois li a crítica, e hoje o questiono em partes. Já o IMB diz que é uma verdade absoluta, apenas gostaria de saber como contornam os problemas aparentes da teoria.

    Fora que fazer comércio com a China sem falar da dimensão geopolítica envolvida acho meio "idealista" demais.

    E quanto a dizer que minha frase sobre deslocar produção sem ser produtivo não tem sentido, mais uma vez a resposta é dogmática e não comenta a questão, apenas dizendo que a frase não faz sentido. Sabemos que para gerar valor ao acionista a rentabilidade tem que ser acima do custo de capital. Mas cada um tem sua conta de custo de capital estimado e realizado. No infinito coisas insustentáveis não param em pé de fato, mas é possível por um bom tempo destruir valor de uma cadeia inteira operando com custo de capital mais baixo ou sem me preocupar com geração de valor ao acionista.

    Você não endereçou o argumento, apenas disse que não faz sentido. Poderia até construir dois modelos de valuation mostrando sim como é possível deslocar mercado sendo menos produtivo e inclusive sem gerar valor econômico, apenas operando com ROIC = WACC e tendo uma série de regulamentações e bolsos governamentais ao meu dispor.

    Sem o lastro em ouro o comércio internacional gera uma "dupla pirâmide" de crédito que não tem limite claro a não ser o dia que o bom senso chegar para dar um alô. O déficit comercial não reduz a base monetária como acontecia na época do padrão ouro.

    Sigo igual, IMB e Mises.org são excelentes, porém meio dogmáticos em certos pontos. Ainda sim são muito melhores e menos dogmáticos que todas as outras escolas econômicas que já li.
  • Brian  23/07/2018 15:49
    Alguém ai sabe o que é eurasianismo?
  • de Palma  23/07/2018 16:02
    Deixa eu adivinhar: é a nova teoria que veio para substituir a do "trabalho escravo". Antes, não podíamos importar do Oriente porque era trabalho escravo. Agora, não podemos importar porque isso estimularia o projeto eurasiano e ajudaria a Rússia.

    Pergunta: o Putin ainda é o grande proponente do eurasianismo ou ele já virou seu grande opositor? Ainda não consultei Olavo sobre isso. Sei apenas que o homem mudou radicalmente de ideia sobre essa questão.
  • Magno  23/07/2018 16:05
    Da última vez que acompanhei isso, Olavo de Carvalho dizia que o Eurasianismo era uma trama maquiavélica para destruir os valores ocidentais. Seu grande líder e estrategista era Vladimir Putin, o homem a ser destruído. E seu mentor era o tal Aleksandr Dugin, o capeta encarnado.

    Mas isso foi pré-Trump. Hoje, no pós-Trump, Putin virou o maior aliado do Ocidente, a última fortaleza dos valores cristãos, um dos homens mais admirados por Olavo. E Dugin, um bastião da sabedoria.

    Beira o inacreditável como essa gente dá uma reviravolta de 180º em suas crenças e nem sequer oferece a mais mínima explicação para isso. Simplesmente mudam totalmente de ideia e fica por isso mesmo. Reinaldo Azevedo, Olavo, todos iguais.
  • cmr  23/07/2018 16:18
    Tem um canal no YouTube chamado: "Casando o Verbo", dá para se aproveitar algumas coisas lá, mas no geral é só teoria da conspiração mirabolante sobre o "globalismo ocidental", bajulação do Trump, demonização da China, etc...

    Ele tenta seguir a linha desses que você citou, mas logo logo se perde nas teorias mirabolantes sobre o "globalismo ocidental versus Eurasianismo versus Islã"

    E é claro, ele está agora fomentando um projeto mirabolante de salvamento do patrimônio de seus inscritos, mas só daqueles que tem mais de 100 mil doletas americanas para investir, kkkkkkk
  • Pobre Paulista  23/07/2018 20:12
    São eles os terraplanistas da geopolítica?
  • Felipe Lange  23/07/2018 21:58
    Neocon é isso mesmo. Não dá para esperar outra coisa deles.
  • Internauta  24/07/2018 19:04
    Bom, Magno, como você próprio disse, a última vez que você ouviu sobre o assunto era antes de Trump. Então não é surpresa que tudo o que você disse depois de Trump está incorreto.
    Olavo falou umas 4 vezes na página dele que a aliança entre Trump e Putin é uma mera conveniência política estratégica, algo parecido com o que ocorreu entre Reagan e Gorbatchov. Olavo nunca falou que Putin é amigo do Ocidente ou algo do tipo. Dugin então, Olavo nunca nem tocou nesse assunto relacionado ao Trump.
  • Magno  24/07/2018 19:36
    Antes, Olavo vivia xingando Alex Jones, a quem ele chamava de "agente russo" e de "infiltrado da KGB". Hoje, ele vive compartilhando coisas de Alex Jones e o considera a melhor fonte de informação dos EUA.

    Antes, Putin era aliado dos islâmicos e era do mal. Hoje, que ele passou a mandar bomba neles, Olavo parou de criticá-lo (e atenção que eu nem estou dizendo se o Putin está certo ou errado; estou apenas curioso quanto às guinadas de Olavo).

    A lógica é simples: se você vivia criticando alguém, dizendo que ele era a semente de todo o mal, e então repentinamente nunca mais volta a falar do sujeito, é porque você mudou de ideia, mas não quer deixar isso claro.
  • Internauta  25/07/2018 00:18
    Quanto ao Alex Jones você está correto, mas quanto ao Putin não.

    Olavo nunca falou bem do Putin e ainda falou que a aliança entre Trump e Putin é mera conveniência estratégica.
    Olavo parou de falar mal do Putin porque agora a Rússia e os EUA estão mais "próximos", mas nunca disse que o Putin é amigo do Ocidente ou algo do tipo.
  • Magno  25/07/2018 01:48
    "Olavo parou de falar mal do Putin porque agora a Rússia e os EUA estão mais "próximos""

    Ora, mas é exatamente este o meu ponto.

    Se ele parou de falar mal de um determinado político simplesmente porque este político ficou amiguinho de outro político, então a coisa vai mal na teoria dele.

    Aliás, isso prova que ele não tem teoria, mas apenas afinidades eletivas. Isso prova que ele não tem filosofia, sendo guiado exclusivamente por preferências político partidárias — exatamente o que um filósofo não deve fazer caso realmente esteja à procura da verdade.


    P.S.: por que o simples fato de ser amiguinho de Trump já basta para que tal político ganhe um break nas críticas?

    P.S.S.: caso Putin tivesse se aproximado de Obama ou de Hillary, a postura de Olavo seria a mesma?
  • Internauta  25/07/2018 02:49
    Pra começar, o Olavo nunca foi de falar mal do Putin a todo momento. Ele sempre falou muitíssimo mais mal (muito mais mesmo) do Dugin do que do Putin. E parou de falar do Dugin tempos antes do Trump ser eleito, simplesmente porque ele já falou tudo o que ele achava que já decia ter falado. Hoje ele nem toca mais nesse assunto passado, muito menos o considera um "sábio".

    Mas vamos fingir que o Olavo falava tanto de Putin o quanto ele falava do Foro de São Paulo, qual a justificativa para Olavo falar mal de Putin no momento atual, sendo que agora ele é aliado de Trump e dos EUA? Qual a justificativa para se ficar batendo em um aliado? Pra quê ficar repetindo que Putin é um comunista que possui um projeto de poder junto aos chineses?
    Olavo estaria se contradizendo de forma séria somente se ele estivesse dizendo que Putin é um cara confiável e a Rússia se tornou tão livre para se viver como os EUA, algo que ele não afirmou.

    Mas independente disso, você afirmou exatamente isso em sua primeira postagem:
    "Putin virou o maior aliado do Ocidente, a última fortaleza dos valores cristãos, um dos homens mais admirados por Olavo."
    E isso é claramente mentira. Muito antes de Trump, Olavo já falava que Putin estava fortalecendo os valores cristãos no Estado Russo como mera fachada: youtube.com/watch?v=IfnydifQpLw

    Você não está acompanhando a lógica do contexto, Magno. Realpolitik não segue uma lógica linear e previsível, é algo dialético.
    Ou você acha que Reagan e Gorbatchov acreditavam nas mesmas coisas e por isso se tornaram aliados? Ou que Kim Jong-un realmente quer paz com Trump? Ou ainda que EUA e URSS assinaram diversos acordos porque tinham os mesmos objetivos? Faça-me o favor.
  • Ygor  23/07/2018 19:44
    É óbvio que o mundo inteiro está dando dinheiro para ditaduras com projetos expansionistas. Seja comprando petróleo dos árabes e russos, seja comprando produtos chineses.
    E também os imigrantes que estão indo trabalhar na Europa pra sustentar indiretamente governos socialistas. Quem compra títulos do Tesouro Direto também está financiando um governo inchado ainda com mentalidade colonial.

    Mas todos só queremos o melhor para nós. Sempre foi assim. E pelo menos eu não vou estar aqui quando esse projeto e outros projetos supostamente darão certo.
  • Breno  23/07/2018 15:53
    O mais legal desse argumento do "trabalho escravo" é que, se ele for realmente levado a sério, então EUA e Europa teriam de proibir a importação de todos os produtos brasileiros.

    Afinal, dado que os trabalhadores brasileiros ganham muito menos que seus congêneres europeus e americanos, então nós somos "escravos" comparados a eles.

    Logo, dado que somos escravos, temos uma "vantagem comparativa" (segundo a lógica perturbada dessa gente) em relação a eles, e nada mais sensato do que europeus e americanos protegerem seus trabalhadores contra nós e pararem de comprar tudo o que produzimos.
  • Ninguem Apenas  23/07/2018 16:05
    Pedi esse artigo pouco tempo atrás e tive o pedido atendido!

    obs: Eu sei que não tenho esse grau de importância, mas obrigado mesmo assim!! rsrs
  • Andre  23/07/2018 16:06
    O mercado nacional deve ser protegido porque os escravos brasileiros que pagam 70% de impostos não podem competir com os produtos fabricados por trabalhadores livres.
  • Humberto  23/07/2018 16:14
    Aí é uma lógica pior ainda. Você está dizendo que uma monstruosidade (estado inchado e voraz) deve ser combatida com ainda mais monstruosidade (aumento da voracidade do estado).

    Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina

    Se há indústrias nacionais eficientes que estão sendo prejudicadas pelas políticas do governo, isso é algo que tem de ser resolvido junto ao governo, e não tolhendo os consumidores.

    Se os custos de produção no Brasil são altos e estão inviabilizando até mesmo as indústrias eficientes, então isso é problema do Ministério da Fazenda, do Ministério do Planejamento, da Receita Federal e do Ministério do Trabalho. São eles que impõem tributos, regulamentações, burocracias e protegem sindicatos.
  • Grommit  23/07/2018 16:20
    Eis a lógica do André:

    a) A indústria nacional e seus trabalhadores são oprimidos pelo governo, que os sobrecarregam de impostos.

    b) Por isso, precisamos de um governo ainda maior, ainda mais intrusivo e com ainda maiores poderes tributários para retirar o fardo do governo sobre as indústrias e seus trabalhadores.

    Não tem como dar errado.
  • Eduardo  23/07/2018 16:09
    É como eu estava discutindo esses dias: se a China tivesse diversos encargos trabalhistas, diversas leis como salario minimo, jornada de trabalho e etc, o que iria acontecer é muito simples: desemprego em massa desses chineses.

    O chinês que hoje pode se alimentar e comprar algum bem não poderia nem mais fazer isso. O resultado disso seria uma grande miséria.

    É como dizem: se a vida no campo fosse melhor que o "trabalho escravo" nas fábricas, então os chineses simplesmente não estariam na fábrica e continuariam no campo. Lógica básica.
  • Alexander Jarosch   23/07/2018 16:29
    Entro em contato direto com diversos fornecedores chineses. Eles trabalham das 9:00 às 18:00 com 1 hora de almoço. Essa ideia de que lá tem trabalho escravo é ultrapassada e uma tremenda desculpa esfarrapada. É coisa de gente que não quer concorrer com quem não tem medo do trabalho duro.
  • Tiago M.  23/07/2018 16:37
    Sim, a única diferença efetiva na jornada de trabalho deles é que a folga é uma vez na semana, o pessoal lá faz rodízio para alternar os trabalhos nos sábados e domingos.

    Na China, o mercado funciona em horário comercial durante todos os 7 dias da semana. Eles também quase não tem feriados, se eu não me engano são apenas dois, o Ano Novo chinês, cujas comemorações duram em torno de uma semana e o dia da revolução maoísta.

    Sobre os salários, meu pai esteve na feira industrial de Guangzou e pelo que passaram para ele, a média salarial do trabalhador industrial e urbano chinês é muito próxima da brasileira (as notícias dizem que já são maiores). A renda per capita da China é baixa por causa do pessoal que vive na zona rural e que puxa o índice para baixo, mas se só considerassem as cidades, a renda média dos chineses seria equiparável aos dos outros Bric's.

    O que torna a China competitiva são os poucos impostos e a baixa burocracia, que pode ser ainda mais atenuada mediante o suborno dos servidores, prática muito comum por lá. A infra-estrutura para escoamento de produção deles é, em certas ocasiões, até superior ao dos países desenvolvidos.
  • Felipe Lange  23/07/2018 22:03
    Como se explica a infra-estrutura deles ser melhor do que de alguns países desenvolvidos? Seria um setor que tem liberdade para as empresas investirem?
  • anônimo  03/09/2018 21:47
    Nao e bem assim, o intervalo de almoco normal e de 2h por dia. E o problema, assim como em outros paises orientais e a quantidade de horas extra que eles fazem por dia, tenho amigos chineses que trabalham ate 14h por dia. Se nao ficar vc e demitido, pq esta produzindo menos que os demais e nao esta aceitando os termos impostos por eles. La quem esta em posicao superior acha que tem o direito de fazer o que quiser, nao ha protecao quase nenhuma. E nao acredite em uma palavra vinda da boca de um chines, eles mentem para salvar a reputacao, e cultural... "not losing face"
  • Trumpenete  23/07/2018 17:21
    Vocês só pensam no lado econômico! E a estratégia geopolítica seus liberalóides?

    Trump é que sabe das coisas!

    E por aqui Bolsonaro vai fazer o mesmo.

    Chorem liberais!
  • Gustavo A.  23/07/2018 18:20
    Não vou nem perder muito tempo, só uma pergunta...

    O Trump (e os Republicanos) tem a maioria no legislativo. Bolsonaro não consegue um vice. Como você espera que ele governe?
  • L Fernando  23/07/2018 19:14
    Janaina Paschoal vice do Bolsonaro
  • Gustavo A.   23/07/2018 20:59
    Ainda não. E mesmo assim, ele passou por duas negativas (Magno Malta e General) antea de chegar nela, que por enquanto está se fazendo de difícil.
  • Neocon revolucionário  23/07/2018 17:27
    Mas os chineses trabalham em regime de semi-escravidão e por isso precisamos proteger nossa indústria da concorrência predatória.
  • Churrasquinho de cachorro  23/07/2018 18:07
  • Wilson  23/07/2018 19:15
    O Pondé só se esqueceu de um detalhezinho básico: o salário dos operários industriais chineses é maior que os dos operários industriais brasileiros.

    Salário médio de setor industrial na China já supera o do Brasil

    Salário médio da indústria da China supera o do Brasil e do México

    Trabalhador industrial brasileiro ganha menos do que um chinês

    Sendo assim, essa "lógica" dele de que as empresas se instalam na China para pagar menos é algo que não faz o mais mínimo sentido. Pior ainda: destroça toda a retórica dele.

    Coisa de quem não sabe nem o básico do que está falando. Típico de alguém que só sabe repetir clichês sem nem sequer se dar ao trabalho de pesquisar minimamente sobre o assunto.

    Dizer que os chineses fazem "trabalho escravo" tá no mesmo nível intelectual de dizer que o "New Deal" salvou a economia americana.
  • Breno  23/07/2018 19:25
    Mas isso aí ainda é o de menos. Vou repetir o que já disse:

    O mais legal desse argumento do "trabalho escravo" é que, se ele for realmente levado a sério, então EUA e Europa teriam de proibir a importação de todos os produtos brasileiros.

    Afinal, dado que os trabalhadores brasileiros ganham muito menos que seus congêneres europeus e americanos, então nós somos "escravos" comparados a eles.

    Logo, já que somos escravos, temos uma "vantagem comparativa" (segundo a lógica perturbada dessa gente) em relação a europeus e americanos, e nada mais sensato do que europeus e americanos protegerem seus trabalhadores contra nós e pararem de comprar tudo o que produzimos.

    Sejamos coerentes: pelo total boicote dos americanos e europeus aos produtos brasileiros!
  • Churrasquinho de cachorro  23/07/2018 19:36
    Eu sugiro que você assista o vídeo antes de criticá-lo.
  • Wilson  23/07/2018 20:16
    Foi exatamente o que eu fiz, doçura. Do minuto 1:00 até 3:00 ele fala que a China só prospera "porque paga pouco", algo totalmente contraditado pelos fatos. (Pior: ele diz que a China deve ser combatida porque é muito competitiva!). Daí a minha crítica. Agora, pelo visto, quem postou o vídeo sem sequer vê-lo foi você.
  • Juliano  23/07/2018 21:24
    Caraca... acho que é o pior video do Pondé que eu já vi. É um festival de bobeiras e frases feitas.

    Além de tudo o que já foi dito, é a velha história da petição dos fabricantes de velas do Bastiát. Eles partem do princípio que é horrível receber um monte de produtos baratos, que isso acaba com o nosso padrão de vida.

    Que mico do Pondé!
  • Rubens  23/07/2018 18:08
    Papo doutrinário, descolado da realidade. Queria ver se perdesse seu emprego ou tivesse que rebaixar seu salário se continuaria com essa retórica.
  • Eduardo  23/07/2018 19:15
    Gostei da sua refutação. Bastante técnica, bem argumentada embasada e muito bem embasada em argumentos lógicos e racionais. Nada de coitadismos e vitimismos; apenas muito bom senso.

    Você é um prodígio.
  • John Maynard Keynes  23/07/2018 19:35
    Esta coisa de protecionismo é mais ou menos assim. Pegando aquele mimimi da indústria naval, que fabricavam os navios sondas para a Petrobrás. O maior produtor de navio sonda do mundo é a Coreia do Sul, todos os países compram navios-sonda deles. Nós não, a gente fabricava dentro do país, só que por um preço que é o dobro. Na Coreia custa 20 milhões, aqui a gente fabricava por 50 milhões. Ou seja, eram gastos 30 milhões a mais que poderiam ser investidos em outras coisas. Realmente alguns empregos seriam perdidos, alguns empresários amigos do rei ficariam sem este lucro, mas o ganho economia em termos de capital melhora no geral.
  • liberal explorador  23/07/2018 18:15
    "A pessoa não é capaz de apontar quais produtos são produzidos por mão-de-obra escrava. Tampouco ela é capaz de mostrar que estes produtos dominam uma significativa fatia do mercado em sociedades de livre mercado."

    olhardigital.com.br/noticia/executivos-declaram-que-apple-sabe-do-trabalho-escravo-nas-fabricas-da-foxconn/23816
  • Vladimir  23/07/2018 19:14
    Notícia de janeiro de 2012.

    Aliás, eu jurava que a Apple era uma empresa americana. Não sabia que ela era chinesa. Não sabia que seus bens de capital eram todos de invenção chinesa. Não sabia que seus produtos eram criação chinesa. Pensava que era tudo americano. Aprende-se uma coisa nova a cada dia...

    Quer dizer então que meu iPhone foi todo inventado por chineses? Mais: quer dizer que ele foi desenhado e fabricado por escravos chineses sob um chicote? Como se monta um iPhone com as mãos sem usar nenhum maquinário? Como posso agradecer aos escravos chineses por esse produto tão primoroso?

    Esses chineses são muito fodas...

    É cada coitado que despenca por aqui.
  • liberal explorador  24/07/2018 00:01
    Ue então porque a Apple precisa da China pra fabricar seus produtos? REDUZIR CUSTOS! só que isso tem limite, simples assim! Tomara que vocês sejam pagos pra comentar asneiras, porque um trabalho desse pra desviar do ponto central, recheado de retóricas e sofisma tem que ser bem pago viu?

    É, tenho certeza de que seu sonho é colocar seus filhos pra trabalhar 12hs por dia em condições degradantes, em troca de salário de fome. deve ser um sonho de carreira mesmo. Ou quem sabe numa sweatshop pra vender camisas por 1 dólar no aliexpress e ficar com uma fração de miséria até dar calo na mão e trabalhar até morrer. Seus filhos vão amar essa carreira promissora.
  • Miscelânea  24/07/2018 01:47
    "É, tenho certeza de que seu sonho é colocar seus filhos pra trabalhar 12hs por dia em condições degradantes, em troca de salário de fome. deve ser um sonho de carreira mesmo. Ou quem sabe numa sweatshop pra vender camisas por 1 dólar no aliexpress e ficar com uma fração de miséria até dar calo na mão e trabalhar até morrer. Seus filhos vão amar essa carreira promissora."

    Ué, mas quem defende que as pessoas trabalhem em ambientes insalubres (fábricas) em troca de salários ruins são exatamente aqueles ignaros anti-China, como você.

    Sim, os chineses nos prestam um enorme favor ao assumirem para si a tarefa de fazer a extenuante e insalubre tarefa de trabalhar em fábricas para produzir produtos básicos para nós. Ao fazerem isso, eles nos liberam do fardo de termos nós mesmos de trabalhar em fábricas. Eles fazem o serviço sujo por nós.

    Os anti-China como você querem reativar indústrias obsoletas. Querem que mão de obra e recursos que deveriam estar sendo direcionados à nanotecnologia, à tecnologia de informação, às pesquisas médicas e científicas, e à cura do câncer voltem às fábricas pesadas para cortar, entortar e rebitar ferro — tarefas que um xing-ling é capaz de executar a custos irrisórios.

    Entenda o básico: qualquer redução do emprego industrial deveria ser comemorada como algo humanístico; qualquer substituição de homens por máquinas deve ser aplaudida como algo em prol da humanidade.

    Apenas gente que nunca empunhou um instrumento de trabalho mais pesado que um lápis pode defender a ideia de que o progresso está em fazer trabalhos excruciantes e "quebradores de coluna" nas indústrias.

    E é interessante observar que quanto mais uma pessoa está familiarizada com o trabalho em fábricas mais ávida ela é para proteger seus filhos e netos da necessidade de ter de trabalhar em fábricas.

    Quem trabalha em fábrica, fazendo serviço excruciante e debilitador, sonha em sair daquilo ali, e tem pesadelo ao imaginar seus filhos tendo de fazer o mesmo tipo de serviço. Eu já tive um vizinho que trabalhou na linha de produção da GM. Ele dizia que não podia nem imaginar ver seu filho (que fazia eng. mecânica) trabalhando no mesmo. "Só se for para projetar o carro no computador", dizia ele.

    Você, sim, é que tem um sonho de "colocar seus filhos pra trabalhar 12hs por dia em condições degradantes, em troca de salário de fome [até ele dar calo na mão e trabalhar até morrer. Seus filhos vão amar essa carreira promissora que você está planejando para eles".

    É cada ignaro incapaz seguir uma lógica básica que despenca por aqui.
  • Gabriel  24/07/2018 02:02
    Que lapada! O texto do Paul Krugman sobre globalização também é outra lapada na cara desses analfabetos econômicos, que imaginam que alto padrão de vida que parte da população mundial hoje vive hoje caiu do céu.

    mercadopopular.org/2015/02/os-maiores-beneficiados-pela-globalizacao-sao-os-trabalhadores-terceiro-mundo/
  • Felipe  24/07/2018 03:25
  • Insurgente  24/07/2018 18:13
    Aguardando a tréplica do liberal explorador.

  • liberal explorador  25/07/2018 03:02
    Isso mesmo meus amigos, continuemos a defender a ideologia dos dominantes!

    Eu como lorde inglês que só tenho 1% de miseráveis no meu país, tendo meus cidadãos altamente instruídos com democracia de alto nível, questiono o welfare state e defendo o laissez faire nos países onde estou tentando penetrar e dominar geral! Os trouxas dos países em desenvolvimento acreditaram que iríamos globalizar o poder de financiamento, tecnologia e capacitação humana hahahahah. Mal eles sabem que só queremos globalizar o consumo!

    Controlo as grandes mídias pra manipular a opinião pública de que o governo deles é corrupto, o Estado é inchado demais, de que os políticos não prestam. E nem preciso criar uma guerra pois sai muito caro. Com os brasileiros capachos basta mobilizar os retardados do MBL e do Vem pra Rua com dancinha do impeachment, pato amarelo e camisa da CBF a preço de banana! Só com isso a gente toma o pré-sal dos trouxas e muito mais!
  • Fabrício  25/07/2018 14:05
    Haha, fiquei aguardando ansioso uma resposta do cidadão, na esperança de que finalmente algum esquerdista viria aqui dar algum trabalho aos leitores (seria a primeira vez na história do site que isso aconteceria).

    E aí saiu isso aí.

    É de dar dó dessa gente.
  • John Maynard Keynes  25/07/2018 14:07
    De depender da esquerda, dos neo-ludistas, dos protecionistas e dos desenvolvimentistas, voltaríamos todos a trabalhar nas fábricas do século 19, só que agora com direitos trabalhistas.
  • Jean Carlo Vieira  23/07/2018 19:13
    "Se você tira o protecionismo (propriedade intelectual) do mundo de uma hora para a outra, a China domina o mundo em três semanas" - Dando Boura.
  • MK  23/07/2018 19:41
    Não apoio tarifas, regulamentos, etc... contra a China mas aquele que só fala no livre mercado/produtividade e não fala da mentalidade
    imperialista do partido maoista que oprime seu povo e exporta sua ditadura para outros países ex: Venezuela, financiando a ditadura de Chaves/Maduro, financiando o Irã dos aiatolás, construindo ilhas militares e tentando impedir a livre navegação de outras nações, apoiando/financiando programas nucleares em ditaduras, está apenas olhando um aspecto de um problema complexo. A população chinesa é de 1,3 B.. 600 milhões ainda vivem em condições de subsistência na zona rural sonhando em se mudar para as cidades.. em toda fazenda, rua, escola, fábrica, existe um agente maoista espionando a população. Uma garota está presa pq jogou tinta em uma foto de Xi Jinping na semana passada! não é muito inteligente ter baixa produtividade ou protestar nessa realidade.
    Evito ao máximo comprar produtos/marcas da China mesmo pagando mais caro, se milhões fizerem o mesmo enquanto tentam diminuir regulamentos que matam a produtividade em seus países, a China não terá tantos recursos para expandir os seus planos imperiais e oprimir o seu povo( talvez até gastem mais com o povo do que com armas para evitar revoltas), prefiro os EUA com seus valores constitucionais, mesmo com seus erros, liderando o mundo militar e culturalmente do que o Partido Maoista Chinês.
  • Efraim Lopes  23/07/2018 20:19
    "Evito ao máximo comprar produtos/marcas da China mesmo pagando mais caro, se milhões fizerem o mesmo enquanto tentam diminuir regulamentos que matam a produtividade em seus países, a China não terá tantos recursos para expandir os seus planos imperiais e oprimir o seu povo"

    E aí a inflação no Brasil estará beirando os 15% ao ano, com os barões e sindicatos da FIESP rindo à toa.

    Mas o brasileirinho é assim mesmo: fica puto com quem lhe vende barato (se esse alguém é estrangeiro), mas tem uma ereção quando é explorado por um nativo. Vide a Petrobras.
  • MK  23/07/2018 21:17
    Não sou contra a importação e o livre comercio( está escrito no meu comentário), só evito comprar de um país que é dominado por um partido autoritário maoista que prende uma jovem pq ela jogou tinta na foto do Xi Jinping!
    Vc entendeu bem o que eu quis falar, é apenas uma questão de escolha.. eu escolho comprar de países mais democráticos, nunca li que alguém foi preso pq criticou o Trump, logo evito financiar essa ditadura maoista.
  • Felipe Lange  23/07/2018 22:20
    E você acha que se deixar de comprar esses bens e serviços dos chineses vai fazer o Politburo chinês colapsar ou perder algum poder?
  • Luciano viana  23/07/2018 22:33
    Falta de liberdade polotica é foda, mas com a economia deles , eles vao dominar mesmo. Nao quer dizer que os politicos estao certos, maa quanto mais se evolui o pais , vai chefar uma hora que o povo vai querer liberdade politica, e nao tem como os velhos comunistas impedirem
  • Luciano viana  23/07/2018 22:40
    Vai chegar o dia em que os " escravos " serao a principal economia do mundo e os que acharam que o protecionismo ia impedir eles de dominar as exonomias mais fracas, irao a falecia quando o colosso os obrigar a abrir as fronteiras e o segundo colocado na economia mundial estar mais preocuoado em proteger suas fronteiras.
    É melhor aceitar, o estilo de economia livre deles é que traz a vantagem economica e quanto mais acharmoa que com protecionismo vamos paralos, mais atrasados estaremos pra entrar nessa corrida competitiva, estaremoa mais vulneraveis , nao protegidos.
    Os eua se tornaram o que sao, num ambiente de livre mercado e a china também irá. Eles estao perdendo a liderança e o protecionismo so vai atrasar. Os fracos vao cair primeiro.
  • Kira  24/07/2018 00:31
    China é um país comunista merda, não vai dominar o mundo, tende ao colapso apesar das medidas relativamente liberais adotada nos últimos anos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1868

    mises.org.br/Article.aspx?id=2736
  • Pobre Mineiro  24/07/2018 14:27
    Se a China implodir, a mesma já possui todos os recursos para retomar o seu crescimento.
    Já o nosso querido Brasil...
  • cmr  24/07/2018 14:23
    Jogar tinta na foto do Xi JinPing é crime e dá cadeia ?. Nossa !!!!

    Saiba que na Holanda é crime e dá cadeia fazer qualquer piada com a rainha e membros da família real, mesmo piadas bem leves.
    Na inglaterra você tambem tem que pegar leve nas críticas à família real britânica.
    No Japão é proibido fotografar qualquer membro da família real japonesa pelas costas, e dá cadeia aos infratores.

    Sabia disso ?.

    E no Brasil, que estão tentando aprovar uma lei que criminaliza críticas à políticos nas redes sociais. !!!!

    Sabia disso também ?
  • Internauta  24/07/2018 15:38
    Qual foi o objetivo dessa postagem? Você quis dizer que a liberdade da população na China é igual desses países europeus e do Japão?
  • cmr  24/07/2018 16:40
    Não.

    Eu quis dizer que o ocidente, que se diz livre, comete tiranias similares; logo a hipocrisia ocidental está evidente.
    E também que a China atual não é essa opressão toda que se fala.

    Pode acreditar no que quiser.
  • Internauta  25/07/2018 00:39
    A liberdade de Internet na China é totalmente censurada, entre 180 países listados está na posição 176. Só o fato de você acessar sites que a agência de segurança virtual considere "subversiva", já é justificativa para você ser preso. Sem VPN (que é ilegal usar) você não acessa Youtube e Google dentro do território chinês.

    E lógico, a liberdade econômica da China consegue ser menor que da RÚSSIA. A única coisa boa na China é a liberdade trabalhista e a entrada de capital estrangeiro, fora isso é um país tão corporativista como o Brasil.
  • andre carlos  23/07/2018 23:33
    Pondé talvez exagere no CAPITALISMO SELVAGEM da CHINA mas numa coisa ele tem razão as empresas dos EUA ao transferirem sua produção para a China rebaixaram o salário médio do trabalhador americano e isso ajudou a eleger o TRUMP que prometeu trazer esses empregos de volta.E claro que ele não vai conseguir.
  • Kira  24/07/2018 00:43
    Isso não faz o menor sentido. como abrir empresa no exterior vai fazer o salário nos EUA se reduzir? qual o raciocino de causalidade que justifica isso? cortes de impostos que foram aumentados na era Obama, e do aumento dos custos do estado reavivaram o fôlego da economia dos EUA na era trump. nada tem haver com abrir fábricas no exterior. O que ainda impede os chineses inclusive de terem poder de compra maior é a alta inflação do yuan (moeda chinesa) e os oligopólios continentais, que desestimulam o aumento da produtividade e concorrência considerando o tamanho da população chinesa e que a nível continental continua pobre e presa no campo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2858

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2841
  • Guilherme   24/07/2018 01:07
    Outro que acredita em clichês divulgados pela grande mídia. Os salários americanos estão em alta e a produtividade da indústria americana nunca foi tão grande.

    Nos EUA, a mão-de-obra na indústria caiu, mas a produção explodiu e a renda aumentou
  • Pró Trump  24/07/2018 11:50
    Se a produtividade da indústria americana está tão boa assim como descrito no link e consequentemente os salários então porque o Trump conseguiu tantos votos no Rust Belt? Uma área completamente degradada pela saída de indústrias? O cara prometeu trazer os empregos industriais de volta para aquela região e levou os votos.
  • Felipe  24/07/2018 13:19
    Simples:

    Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana

    Tem que ser muito ignaro pra achar que eleitor de Trump realmente acredita que fábricas desativadas na década de 1970 serão reabertas para voltar a fazer atividades totalmente precárias e simplórias, as quais apenas países de terceiro mundo fazem.

    Ignorância total de economia.
  • Político  24/07/2018 13:42
    "Tem que ser muito ignaro pra achar que eleitor de Trump ... "

    Santa polidez, esse é o defensor do liberalismo no Brasil, tem muito trumpete falando asneira e xingando mas este não foi o caso, com essa qualidade de difusor de idéias liberais teremos Ciro Gomes x Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2018.

    Quero ver quantos defensores deste site têm dinheiro/qualificação para morar fora do Brasil quando isto aqui virar a Venezuela que vocês criaram pela atroz incompetência em difundir ideias liberais.
  • Felipe  24/07/2018 13:51
    Oi? O Brasil vai virar uma Venezuela porque um defensor do protecionista Trump foi tratado de maneira um tantinho indelicada?

    Nossa, eu não sabia que os "conservadores" brasileiros estavam neste nível. Quer dizer então que eles ficam com depressão só de ver uma palavrinha escrita? Carai, que cambada de frouxos. Aliás, se realmente somos formados por gente frouxa assim, então até que uma venezuelização traria algo de positivo. No mínimo, tornaria alguns homens um pouco mais homens. Certo?
  • Eduardo  24/07/2018 13:20
  • Tiago  23/07/2018 23:58
    Desculpem colocar um link, mas alguem poderia comentar essa palhaçada do NYT sobre Portugal? Leandro?
    www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/07/portugal-ousou-deixar-a-austeridade-e-tem-grande-renascimento.shtml

    Keynes?
  • Auxiliar  24/07/2018 00:27
    Abertamente comentado aqui, com dados, fatos e estatísticas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2700

  • Tiago  24/07/2018 00:34
    Muito Obrigado. Desculpe não havia encontrado.
  •   24/07/2018 01:09
    par comentarios dos colegas:

    1. ao final do artigo, há um quadro comparativo entre india, china e EUA sobre a rigidez da legislaçao trabalhista:

    en.wikipedia.org/wiki/Labour_in_India

    2. legislação de salário minimo e outras coisas do tipo acabam alijando certos tipos de industria/serviços para fora de paises desenvolvidos, nao?

    3. Especulo que se os EUA não tivesse politica de salario minimo e restrições imigratorias, milhoes de imigrantes estariam indo para lá fabricar muito do que passou a se fabricar na china, não?

    4. tal como o comentario dos EUA acima, em um hipotetico pais em que nao houvesse legislacao trabalhista repressiva, altos encargos e impostos, restriçao imigratoria e impostos de importacao, em tese poderia existir uma industria que produzisse de alfinetes à super computadores, pois haveria trabalhadores para todos as faixas salariais, nao que o cidadao fosse ficar rico na industria de alfinete, mas ainda sim, se saiu do pais de origem para lá é porque a coisa está ainda mais feia no país de origem (exemplo: bolivianos da industria textil) e o salario teria de naturalmente (pelas leis de mercado) prover condiçoes minimas que permitissem o cidadao a viver naquele país, caso contrario, realmente a industria nao subsisitira naquele pais, nao?
  • Demolidor  24/07/2018 03:56
    Embora não seja um exemplo perfeito, já que há forte intervenção estatal em petróleo, energia elétrica e telecomunicações, Emirados Árabes me lembram bem o que você disse.

    Eles têm uma indústria bem diversificada por lá. Para suportar construção civil, produzem de tudo localmente, de pregos e parafusos a maquinário pesado. Além de perfumes, têxteis, enlatados de comida, software, etc. Se um dia tiver a oportunidade, sugiro um passeio por Jebel Ali e Dubai Internet City, por exemplo.

    E lá, além da imigração ser, de certa forma, estimulada, dá para encontrar trabalhadores em várias faixas salariais: desde indianos, paquistaneses e bangladeshi que recebem USD 200 por mês mais casa, comida e transporte (e pergunta se eles querem voltar), até executivos de médio e alto escalão com salários na casa de centenas de milhares a milhões por ano.

    Sei que hoje não é o perfeito exemplo libertário e que os EAU já mostram alguns sinais de reversão de tendência (inclusive com uma presença estatal mais forte em construção civil), mas seria interessante ver um artigo no IMB descrevendo como se tornaram o que são hoje numa economia basicamente sem impostos e com menos intervencionismo que as ocidentais.
  • Demolidor  24/07/2018 04:08
    Para complementar meu comentário, vão aí dois links:

    Um expat querendo saber se um salário mensal de 100.000 AED (mais de R$ 100 mil no câmbio de hoje) é bom.

    www.quora.com/Is-100-000-AED-per-month-a-good-salary-in-UAE

    E como vivem aqueles que ganham algumas centenas de dólares por mês (por sinal, em Dubai, muitos vivem em Al Quoz, bem perto do centro e do Burj Khalifa, se alguém tiver a curiosidade de ver seu estilo de vida):

    www.thenational.ae/business/dh100-is-enough-to-buy-a-month-s-food-dubai-low-income-workers-learn-how-to-budget-1.182595
  • Nordestino Arretado  24/07/2018 04:49
    Olá meus caros, tenho uma pergunta à fazer que é meio off topic:

    O que seria um capitalismo "puro", ou seja um capitalismo diferente do capitalismo de estado? Em quais lugares e períodos esse capitalismo puro foi aplicado? Grato desde já pela atenção...
  • Leigo  24/07/2018 14:20
    O que seria um capitalismo "puro", ou seja um capitalismo diferente do capitalismo de estado?

    Um capitalismo puro seria aquele em que há o respeito pleno pela propriedade privada, o livre comércio e a livre concorrência. Os Estados intervêm diretamente nas questões suscitadas, seja com leis trabalhistas, autorais, antitruste, as organizações internacionais, etc, etc.

    Em quais lugares e períodos esse capitalismo puro foi aplicado?

    Pergunta muito complexa. Há locais em que se aproximaram desse capitalismo, dependendo do período também. Houveram épocas que EUA, Suiça, Alemanha, usufruíram disso. Hong Kong é um ótimo exemplo. Dê uma lida nos seguintes artigos, vale à pena:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
  • Nordestino Arretado  24/07/2018 18:17
    Obrigado pela sua resposta, irei pesquisar mais à respeito.
  • outro an%C3%83%C2%B4nimo  27/07/2018 12:24
    Hong Kong é a garota propaganda do capitalismo "puro". No YouTube tem uns vídeos da década de 1980 do Milton Friedman falando sobre Hong Kong. Este aqui é legal também:

    www.youtube.com/watch?v=N3nSukhQZO8
  • anônimo  24/07/2018 12:43
    Um trabalhador brasileiro de chão de fábrica custa 490 dólares/mês.

    Se não houvesse CLT, com certeza o nordeste chegaria nos 200 dólares/mês.

    Um empresário que está investindo em dólares, pode até não gastar muito com mão de obra, mas vai ser bombardeado com processos trabalhistas, processos ambientais, tributários, burocracia, etc. Sem contar custos de energia, telecomunicações, máquinas, etc.

    O problema do Brasil é que tem muito malandro pra pouco otário.
  • Libertario anonimo  24/07/2018 13:28
    Concordo. Kkkkkkkk e muito malandro para pouco otario.
  • outro anônimo  24/07/2018 15:31
    Trabalhei em uma multinacional de smartphones com fábrica no Brasil, o caminhão saía da fábrica acompanhado por escolta armada. Com certeza é um custo que não existe na China.
  • Pobre Mineiro  24/07/2018 16:27
    Na China, eu entrei e saí de agências bancárias sem passar por portas giratórias com detetores de metais.

    Aqui no Brasil é uma eterna luta entrar e sair de uma agência bancária, se a porta giratória não trava comigo, trava com outros na minha frente, causando sempre alguma chateação.

    Sem falar que banco aqui só funciona das 11h as 16h, tente explicar isso para um chinês, para um americano, para um europeu, etc...

    Eles dirão que trabalhar em banco aqui deve ser uma baita mamata, kkkkkkk
    E ainda assim bancário vive fazendo greve.

    Ôôô paisinho !!!!
  • Nordestino Arretado  24/07/2018 15:12
    Me meti em uma discussão sobre liberalismo x marxismo, alguém pode me ajudar a rebater este argumento logo abaixo?

    "Liberalismo não é o oposto do comunismo, é apenas um paralelo. Ambas as ideologias são materialistas. Negam qualquer forma de transcendência do espaço tempo ou matéria. O próprio Marx desejava o liberalismo, pois é por ele que o comunismo deveria existir.."
  • John Maynard Keynes  24/07/2018 16:53
    Liberalismo não é uma ideologia materialista. Existem aspectos éticos, morais. Princípios como direito a vida, liberdade e a propriedade. Nada impede de na ideologia do liberalismo você doar parte de dua propriedade (por caridade, p. ex.). Já no materialismo histórico (marxismo), tudo se reduz a posse de bens e os ricos ficam vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Isso que o cara falou é racional-positivismo, liberalismo, ou mais especificamente praxeologia é um pouco diferente. Enfim o cara tá misturando doutrinas, com metodologia, com arranjos sociais-econômicos...
  • Nordestino Arretado  24/07/2018 18:15
    Ok obrigado, muito esclarecedor!
  • MK  25/07/2018 01:00
    -No início da década de 80, várias empresas passaram a transferir suas industrias para China/México/Vietnã/Índia etc.... países subdesenvolvidos com farta mão de obra barata, ausência de regulamentos e leis trabalhistas.
    - As primeiras industrias fabricavam: brinquedos, roupas, sapatos, pratos... produtos simples que não exigiam tanta qualificação.
    - Esse processo se intensificou na década de 90, já que mais empresas buscavam essas vantagens competitivas para fornecer produtos competitivos aos consumidores, empresas mais sofisticadas começavam a transferir suas industrias e contratar mão de obra qualificada (engenheiros,programadores,etc) principalmente na China/Índia. As empresas instaladas nesses países faziam forte Lobby em Washington para impedir taxas de importação, regulamentos, leis mais rígidas sobre imigração, etc...
    - Milhões já tinham perdidos seus empregos nas industrias, não pela concorrência estrangeira, mas devido aos sindicatos e governos com suas taxas e regulamentos ex: Detroit. O governo dos EUA /FED, conseguiu adiar a revolta popular dos deploráveis com a criação de uma gigantesca bolha, financiada em grande parte com dinheiro da China via dívida. .. bolha esta que explodiu em 2008, destruindo emprego, poupança de milhões e concentrando renda.
    - Obama, pouco fez para mudar essa realidade durante o seu governo, continuou privilegiando uma minoria com o dinheiro da maioria.
    - No Brasil o mesmo aconteceu, em menor intensidade devido as taxas... A China, comprava soja, minério, carne e vendia uma grande quantidade de produtos industrializados, milhões perderam seus empregos nas industrias mas migraram para a área de serviços, em 2013 a conta chegou e o resultado são mais de 45 milhões de desempregados/subempregados ganhando menos que 900 reais ao Mês!
    - Empresas e políticos/burocratas de Washington, devido a boa recepção de consumidores e acionistas na primeira década desse século intensificaram a estratégia de transferência de industrias para China/México/Vietnã/Índia etc e criações de bolhas. Atualmente essa realidade não é mais aceita por milhões resultando em Trump, Bernie Sanders, Guerra Comercial, etc.
  • outro an%C3%83%C2%B4nimo  27/07/2018 12:07
    Só repetiu o senso comum que é rebatido pelo artigo.

    Se mesmo com toda a proteção oferecida pelo governo brasileiro há mais de um século (com tarifas pesadas para importação e subsídios generosos com dinheiro público) a indústria brasileira não resiste à competição com os asiáticos, estamos fazendo alguma coisa errada.
  • D. R.  29/07/2018 19:27
    Mas muito dos produtos chineses são de baixa qualidade, exceto de multinacionais que produzem lá, dominam a tecnologia e o modo de fazer. Uma curiosidade minha: existe alguma fabrica de lâmpadas, pilhas ou baterias aqui no Brasil? O Brasil tem capacidade de produzir tudo o que ele quiser e precisar se não fosse os enormes tributos sobre as empresas e as engessadas leis ambientais que não protegem o meio ambiente de fato.
  • M.  01/08/2018 19:06
    A última fábrica de lâmpadas no Brasil (da Osram) fechou em 2016. Já existiram muitas. Não é economicamente viável fabricar aqui.
  • Direitero  02/08/2018 13:37
    Não é viável fazer nada por aqui. Brasil será um gigantesco RJ dentro de poucos anos se não houver reformas jurídicas e econômicas como nos anos 90. Ficar fazendo reforminhas que o Temer faz, não vai surtir nenhum efeito.
  • M.  02/08/2018 15:48
    Duvido muito da viabilidade de reformas. O brasileiro rejeitou até a reforminha desidratada da previdência que foi proposta (que, ao contrário do que foi dito, não afetaria os mais pobres; continuariam se aposentando aos 65 anos no piso do INSS, como antes). Nem o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, que poderia dar um pouco de alívio, o governo conseguiu fazer valer.

    Só o gasto obrigatório do governo federal (basicamente previdência e folha) já é maior do que a arrecadação. E fazer dívida para pagar despesa corrente é inconstitucional, o próximo governo já entra correndo risco de impeachment. A Rio-de-Janeirização do Brasil é questão de meses, não anos.
  • Emerson Luis  07/08/2018 18:07

    O mais bizarro é constatar que em diversos aspectos China e outros países oficialmente comunistas têm mais liberdade econômica do que o Brasil. E os esquerdistas ainda afirmam que o problema do Brasil é excesso de capitalismo...

    * * *
  • Indignado  08/08/2018 03:14
    Brasil consegue a proeza de ter menos liberdade econômica que a Rússia e China.
  • anônimo  31/10/2018 11:43
    g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2017/04/multinacional-chinesa-e-autuada-por-trabalho-analogo-ao-escravo-em-mt.html
  • Leonardo Vieira da Costa  26/12/2018 16:23
    Na verdade o que configura escravidão é o fato de não poder sair do pais, ser tratado como propriedade do governo.
    Então na China tem escravidão, assim como em Cuba na Coreia do Norte, Venezuela, enfim todos paises comunistas.
    No Brasil, apesar dos salários serem baixos, somos livres, se quisermos sair para tentar ganhar mais , podemos
  • CRISTIANO TAROUQUELA MEDEIROS  03/08/2019 14:26
    Pelo que eu entendi a china cobra pouco imposto da populaçao , mas da onde o governo tira dinheiro pra fazer tanta obra e armas de segurança ?
  • Arthur  03/08/2019 19:18
    São quase 2 bilhões de pessoas sendo tributadas para construir algumas pontes e estradas em pontos específicos do país. Num cenário desses, a carga tributária pode ser baixa que ainda assim sobra dinheiro.

    Sempre lembrando que o governo chinês não perde tempo com previdência social, que é realmente o grande sumidouro de dinheiro de qualquer governo.


  • Andre  04/08/2019 02:41
    A China tem uma imensa taxa de poupança que chega perto dos 50% do PIB, então fica fácil ter altíssimas taxas de investimento.
  • CARLOS  03/08/2019 16:48
    A que mais gosto disparado é a Austríaca, mas dou o benefício da dúvida para alguns argumentos dos pós-keynesianos, como por exemplo que a vantagem comparativa tem defeitos.

    Os defeitos que os neo-keynesianos vêem na vantagem comparativa é resultado da imputação que fazem ao contrastar os dados observáveis - e que confirmam a lei de Ricardo - com o que a ela imputam. O que criticam são as consequências da operação natural da lei, não ela mesma. Mas, como confundem continente por conteúdo, em uma verdadeira metonímia mental, atribuem defeitos à lei. Fazer isso é confundir o dever ser com o ser. Em outras palavras, desgostar das consequências de sua operação, porque não causam o resultado que está de acordo com a visão de mundo neo-keynesiana, não a refuta, nem revela "defeitos" na operação da mesma. A vantagem competitiva explica um fenômeno econômico, ela não é um meio para nada além do que explica.

    Assim como mercados não têm "falhas" - mas desde que você enxergue os mercados pelo que são, não pelo que você acha que eles deveriam ser.

    E no meu caso eu sou contra o comércio com a China por entender como um crime contra a democracia[...]

    Você então propõe uma situação em que o resto do mundo tem que sofrer uma escassez generalizada de produtos porque o país em que eles são produzidos opera, ativamente, para a destruição de um arranjo político que você elege como benéfico. Você não está sendo dogmático nesse ponto? Quantas pessoas terão que ser sacrificadas no altar democrático para que a sua visão de mundo se realize?


  • MARCELO BARBOSA DE MELO  06/08/2019 11:37
    Caramba estou quase começando a acreditar que uma economia centralizada, com um governo que controla tudo e todos e que subsidia fortemente alguns setores da produção industrial. e ainda que lança mão da disponibilidade de mão de obra barata, causada pala quantidade de mão de obra disponível e não propriamente pela coerção,é o suprassumo da economia de mercado. Eu espera um artigo deste no ILISP não no instituto MIses!
  • Exterminador de Lacrador  06/08/2019 14:11
    "estou quase começando a acreditar que uma economia centralizada"

    A economia chinesa não é centralizada. Certamente, não mais do que a brasileira. Se você acredita nisso, você está se informando por fontes erradas.

    "com um governo que controla tudo e todos"

    O governo censurar a imprensa e determinados sites de internet não é uma questão econômica (que é o foco do artigo), mas sim política. Por esse seu critério, a ditadura chilena, que foi pró-livre mercado, também controlava a tudo e a todos.

    "e que subsidia fortemente alguns setores da produção industrial"

    Doçura, todos os países fazem isso. Se você acha que não, você vive em um gostoso delírio.

    A China, portanto, faz o que todos os outros já fazem. Inclusive Brasil.

    "e ainda que lança mão da disponibilidade de mão de obra barata"

    Frase completamente sem sentido e sem lógica. O governo chinês não "lança mão da disponibilidade de mão de obra barata". O governo chinês, excetuando-se as estatais, não determina quem será empregado onde e em quê.

    Pare de delirar.

    "causada pala quantidade de mão de obra disponível e não propriamente pela coerção"

    Tal frase contradiz totalmente a anterior. Primeiro você diz que o governo "lança mão da disponibilidade de mão de obra barata". Agora, diz que a mão de obra é barata por causa da quantidade de gente, e não por causa da coerção.

    Ou seja, você próprio afirma que o governo não tem controle sobre isso.

    "é o suprassumo da economia de mercado"

    Sua ânsia de caluniar (ou seria de lacrar), inventando uma afirmação que nem sequer é aludida no artigo, mostra seu despreparo intelectual. Não possui nem sequer a mais mínima capacidade de leitura e interpretação de texto.

    "Eu espera um artigo deste no ILISP não no instituto MIses!"

    Já o seu comentário está em nível de Facebook, e de fato não tem nada que estar fazendo aqui. Infelizmente a moderação deste site parece não dar muita bola para a própria propriedade privada, e permite que o site seja emporcalhado por analfabetos funcionais que nada acrescentam e apenas obscurecem o debate.


    P.S.: da próxima, ao menos tente apresentar um mísero contra-argumento aos fatos apresentados no artigo.
  • MARCELO BARBOSA DE MELO  06/08/2019 19:28
    Realmente se você não acredita que a economia da China é centralizada, não da nem para começar um debate. Ademais eu nunca usaria o Brasil como referência de economia de mercado. E sendo você afetado deste jeito torna difícil qualquer argumentação.
  • Exterminador de Lacrador   06/08/2019 19:44
    "Se você não acredita que a economia da China é centralizada, não da nem para começar um debate."

    Defina centralizada e especifique em como ela se difere de qualquer economia da América Latina, por exemplo.

    Ah, e sem afetação.

    "Ademais eu nunca usaria o Brasil como referência de economia de mercado."

    Imaterial. E incoerente da sua parte.

    Para começar, o artigo diz que não faz sentido dizer que a economia chinesa é formada por mão de obra escrava. E diz que os trabalhadores chineses têm liberdade para mudar de um emprego para o outro. Exatamente como no Brasil. Para os dois casos.

    Logo, não faz sentido a sua ironia em relação ao artigo, que em momento algum disse que a economia chinesa é o "suprassumo" do livre mercado.

    Ademais, se você diz que a economia chinesa é centralizada, então a brasileira também é. No entanto, se você trocar "China" por "Brasil" no artigo acima, toda a lógica se mantém. E aí você diria que o artigo está errado?

    Em suma: você falou besteira, criticou sem pensar, ficou a descoberto, foi chamado à responsabilidade por isso, e aí ficou triste.

    Ah, e seja menos afetado.
  • Douglas  08/08/2019 20:06
    China e Índia são um dos países mais populosos do mundo. Abrindo um pouco a economia, é claro que eles alavancam suas economias. Um governo pode oferecer uma certa liberdade econômica, mas nem por isso deixará de exercer seu controle social e político. Mas as questões são as seguintes: e os monopólios e cartéis? E os lobbies com políticos que favorecem os amigos do Partidão? Trabalhar 10, 12 horas por dia em funções repetitivas é saudável para aquela população ou regrediram na era industrial?
  • J K  08/08/2019 23:14
    No Japão e nos tigres Ásiaticos também se trabalha assim, muito. E nao é comum ver o mundo reclamando. A questão é que o Japonês trabalha muito, são muito produtivos, a indústria é robotizada, mas os salários são muito altos e o preço final do produto não compete com o meu. Mas aí vem a China disposta a retomar o império que um dia lhes pertenceu. Faz a mesma coisa, só que tinha mão de obra de sobra, então o salário é baixo e o preço dos produtos muito competitivo.
  • Giovana  09/08/2019 01:18
    A China tem 1.3 bilhões de pessoas, claro que os salários iniciais seriam baixíssimos para o padrão dos países desenvolvidos do Ocidente... Mas com o desenvolvimento da economia chinesa, os salários se desenvolveram também. Atualmente o padrão de consumo chinês nas cidades aumenta a cada dia, natural que seja assim.
    Para os protecionistas de plantão: como você acha que o padrão de consumo brasileiro aumentou sem a produtividade brasileira aumentar? CHINA. China entrou no jogo baixando os preços de produtos industrializados.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.