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Cinco características estranhas desta guerra comercial
Não se trata de uma estratégia; mas sim de ideologia pura

Após anos de alertas de que ela viria, e após meses de ameaças e retórica, a guerra comercial está oficialmente lançada. Nada mais de prazos, propostas e negociações. Ela já está aqui, agora, e provavelmente irá se intensificar.

As primeiras consequências não-premeditadas já estão sendo sentidas, como o anúncio da Harley-Davidson de que irá fechar uma fábrica nos EUA e abrir outra na Tailândia.

No entanto, vale a pena refletir sobre todas as maneiras como esta guerra comercial parece divergir do padrão histórico. No final, chega-se a uma constatação importante: essa guerra comercial não nasceu de uma estratégia, mas sim de uma mera ideologia.

1. A economia americana está forte

Normalmente, políticos adotam o protecionismo em épocas de economia em recessão. O objetivo, completamente insensato, é proteger as empresas nacionais da concorrência estrangeira, garantindo uma reserva de mercado para elas. No entanto, como nos mostram as trágicas consequências da tarifa Smoot-Hawley, essa medida simplesmente piora tudo.

Atualmente, porém, a situação é bastante diferente. Após uma longa e lenta recuperação desde a crise financeira de 2008, a economia americana finalmente voltou a acelerar. Não apenas os principais indicadores macroeconômicos — como o aumento da renda e dos salários — são robustos, como a taxa de desemprego está no menor patamar desde 1968.

Logo, qual realmente é o problema a ser resolvido? Há quem diga que o emprego no setor industrial está em queda, o que é verdade, porém a produção industrial americana nunca esteve tão alta, assim como a renda destes empregados. Ademais, o emprego no setor industrial alcançou seu último pico no ano de 1980, passando a entrar em uma contínua queda desde então. Logo, simplesmente não faz sentido adotar uma política econômica em 2018 para solucionar um aparente "problema" cuja tendência já era clara há 40 anos. A redução da mão-de-obra humana no setor industrial não apenas é um fenômeno inevitável, como também é humanamente desejável.

Ademais, a economia americana já está plenamente adaptada à globalização. Nenhum americano será capaz de citar um único produto adquirido nos últimos 5 anos que não utilize algum processo de produção "estrangeiro" em sua manufatura.

No final, a grande ironia deste ponto é que é exatamente a economia robusta o que irá possibilitar que essa política do governo Trump tenha longevidade. Estivesse o país em uma recessão, o protecionismo rapidamente pioraria a situação de todos, pois traria um imediato aumento no custo de vida em um momento de desemprego alto e renda em queda; estando, porém, o país em crescimento econômico, os efeitos deletérios do protecionismo podem ser bastante amenizados. O rápido crescimento econômico e uma baixa taxa de desemprego possibilitam o nacionalismo econômico sem que se sinta seus rápidos e óbvios efeitos deletérios.

De uma forma um tanto perversa, o crescimento econômico americano irá fornecer alguma blindagem contra os estragos.

Mas jamais nos esqueçamos da lição de Bastiat: para avaliar as consequências de uma política econômica, temos de olhar tanto para aquilo que vemos quanto para aquilo que não vemos. Uma grande quantidade de riqueza não apenas será como já está sendo destruída. Veja exemplos recentes de pequenas empresas americanas negativamente afetadas por essas tarifas de importação aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

2. Não há um ponto final

Os produtores e consumidores de todos os países afetados (Canadá, México, toda a Europa e China) perguntam qual realmente é o objetivo de tudo isso. Cabe ao país que deu o primeiro tiro fazer a distensão e restaurar a ordem comercial global. Mas você não encontra nenhuma declaração oficial do governo Trump indicando o que faria o governo americano recuar.

Ao contrário: todas as declarações e postagens no Twitter indicam mais, mais e mais agravamento. Hoje, Trump já está ameaçando impor tarifas contra a China em um valor total que chega a US$ 550 bilhões. O número é tão pitoresco que chega a ser engraçado: dado que o total de importações oriundas da China foi de apenas US$ 500 bilhões em 2017, tudo indica que Trump simplesmente pegou esse valor e acrescentou mais US$ 50 bilhões. Inacreditável.

E veja só: o principal conselheiro de Trump para comércio exterior disse, em uma entrevista à Fox News (minuto 3:20) que "Eu não creio que algum país no mundo irá retaliar ...". Adivinha só? Ele estava completamente errado. Mas, ainda assim, não há nem sinal de recuo. Logo, qual é o real objetivo aqui? Se não há objetivo, não há uma vitória de verdade.

3. As tarifas atingiram os insumos e os bens de capital, e não os bens de consumo

Esse é o ponto mais curioso e estranho de todos. Até o momento, segundo uma pesquisa do Centre for Economic Policy Research, o protecionismo está praticamente todo voltado para máquinas, insumos e demais bens de produção, e não para bens de consumo.

A esmagadora maioria dos casos de protecionismo é voltada para bens de consumo. Este atual não é. Incríveis 95% das tarifas aplicadas até o momento incidem sobre bens de capital e bens intermediários. São os materiais que as empresas e indústrias americanas utilizam para fabricar produtos. Agora, elas terão de pagar mais caro, o que acarreta um encarecimento artificial do seu custo de produção (por isso as pequenas e médias empresas estão sendo negativamente afetadas, como demonstram as notícias listadas ao final do item 1).

Este primeiro gráfico mostra a incidência de todas as tarifas.

tariffed1.png

O total de bens atingidos pelas tarifas de Trump

Já este segundo gráfico mostra apenas as tarifas para a China.

tariffed2.png

Produtos da China atingidos pelas tarifas de Trump

São números notáveis. A pergunta, de novo, é: há alguma estratégia nisso tudo? É realmente difícil ver alguma. Não há nenhuma indicação de que as tarifas foram criadas para pressionar a China a aceitar exigências do governo americano, uma vez que ninguém consegue imaginar o que exatamente Trump quer da China.

A única explicação plausível é que Trump quer que tudo seja fabricado nos EUA. Ele está tentando inspirar uma readaptação e uma reorganização de toda a base industrial da economia americana, fazendo com que ela volte a ter a mesma cara da década de 1970, com indústrias pesadas utilizando mão-de-obra humana para fazer serviços maçantes, exaustivos e agravadores da saúde.

Esse tipo de nostalgia esconde um profundo desconhecimento: no mundo atual, economias baseadas em trabalho industrial pesado são atrasadas; as economias desenvolvidas são aquelas que se concentram no setor tecnológico e de serviços. Empregos industriais pesados sempre foram insalubres e, por isso mesmo, indesejáveis. Quem já esteve lá sabe bem: trabalhar na indústria é algo totalmente punitivo do ponto de vista da saúde. É um ambiente maçante e monótono. O trabalhador industrial passa oito horas do dia fazendo trabalhados repetitivos e extenuantes. É a perfeita caricatura do homem robotizado. País rico é aquele que já passou desta fase e já a terceirizou para países mais pobres, os quais, exatamente por ainda não terem o mesmo nível de riqueza, ainda se submetem a isso.

Colocar tarifas de importação para regredir a economia a este arranjo não é uma forma de negociação. É simplesmente uma atroz forma de planejamento industrial baseada no modelo de autarquia — um delírio impossível que, caso concretizado, levaria a uma profunda queda no padrão de vida dos americanos (atualmente, o maior do mundo).

4. As desculpas são várias

Uma maneira de diferenciar uma desculpa de uma justificativa racional está na ladainha.

Você pergunta a uma pessoa: "Por que você não pode ir à festa?". E aí ela responde: "Ah, eu tenho que fazer minha monografia, meu cachorro está doente, estou esperando uma ligação da minha mãe, meu carro está estragado, e parece que vai chover."

Se você começa a ouvir esse tipo de desculpa, você sabe com certeza que há algo mais por trás de tudo.

O mesmo ocorre com as políticas comerciais de Trump. As desculpas nunca acabam, e estão sempre mudando: déficit comercial, desrespeito à propriedade intelectual, perigo à segurança nacional, subsídios excessivos dados pelos outros países às suas indústrias, manipulação cambial da China, ou qualquer combinação de todos esses.  

Assim como a desculpa para não ir à festa, chega-se a um ponto em que nada disso é realmente crível. E há também o fato de que Trump vem defendendo o nacionalismo econômico desde a década de 1980, de modo que é implausível que estas ações sejam realmente uma resposta a eventos econômicos atuais. Ao contrário: elas são produto da ideologia.

5. No final, são os próprios americanos que irão pagar

O governo americano diz que essas tarifas são impostas aos países estrangeiros. Falso. Por mais poderosos que sejam os EUA, seu governo não tem como fazer com que China, Canadá, Europa ou México paguem por alguma coisa.

Tarifas de importação são uma taxa extra que a alfândega do país em que a mercadoria desembarca acrescenta ao valor final do produto já comprado. Ou seja, tarifas são pagas por produtores e consumidores do país importador. É um imposto. Pura e simplesmente.

 

No final, todas essas cinco estranhas características desta guerra comercial apontam para aquilo que talvez seja a mais assustadora dimensão de todo este fiasco: é a ideologia quem está alimentando tudo isso. Trump é um crente no planejamento econômico nacional, o que significa autarquia. Isso permite que ele seja o CEO do país, administre cada empresa, puna seus inimigos e premie seus amigos, e faça com que vários de seus admiradores o saúdem como um grande líder.

Ironicamente, trata-se da clássica tática do "grande homem" seguidor da velha presunção de Hegel: a de que ele está guiando a história para a direção correta.

Uma nota de otimismo

No entanto, para não terminarmos em uma nota muito depressiva, vamos enfatizar algumas boas notícias.

Por ora, a esmagadora maioria do comércio ainda não foi afetada, ao menos se tomarmos por base estes interessantes dados compilados pelo Washington Post.

wapo_tariffs.jpg

Para resumir, os EUA importaram um total de US$ 2,4 trilhões de bens em 2017. Até o momento, na prática, Trump impôs tarifas em apenas US$ 85 bilhões, o que dá 3,6% do total. No entanto, e aí jaz o perigo, ele está ameaçando nada menos que US$ 700 bilhões em tarifas adicionais, o que chegaria a 30% do total de importações.

Ou seja, isso dá uma dimensão do grande estrago que ainda pode ser feito à economia global.

O cenário de pesadelo é aquele em que Trump impõe tarifas adicionais, as quais levam os outros países a reagir impondo também mais tarifas de importação. Trump então se ofende por essa reação e impõe novas tarifas (a aumenta ainda mais as já existentes), o que desencadeia novas retaliações de todos os lados. E por aí vai. Se a história nos serve de guia, os prognósticos não são alvissareiros.

Conclusão

No final, tudo isso é a política em sua mais explícita manifestação: tudo se resume a poder e controle, a centralização e obediência, e não a prosperidade e grandeza. É a velha glória de mandar.

31 votos

autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Pobre Paulista  11/07/2018 16:23
    Oba, hoje vai ter neocon apanhando nos comentários.
  • Régis  11/07/2018 19:53
    Os mais antigos não virão. Não irão querer fazer, pela enésima vez, o papel de mulher de Jece Valadão. Não é possível.

    E o pior é que o IMB ultimamente tem estado muito trumpista pro meu gosto. ;)
  • Pobre Paulista  12/07/2018 12:18
    Trump é um prato cheio para assuntos econômicos, seja pelos seus acertos, seja pelos seus erros.
  • um dois  12/07/2018 18:16
    Acho que Trump está comprando leverage para fazer melhores acordos no futuro.
    1º você piora pra depois vender a solução...
  • Bernardo  11/07/2018 16:34
    A ideia de reativar indústrias obsoletas é bizarra, além de ser totalmente contraproducente. Mão de obra e recursos que deveriam estar sendo direcionados à nanotecnologia, à tecnologia de informação, às pesquisas médicas e científicas, e à cura do câncer voltarão às fábricas pesadas para cortar, entortar e rebitar ferro — tarefas que um xing-ling é capaz de executar a custos irrisórios.

    Que isso seja considerado por repúblicas bananeiras é até compreensível. Mas nos EUA? É a total apologia ao atraso.
  • Kalil  11/07/2018 16:38
    Qualquer redução do emprego industrial deveria ser comemorada como algo humanístico. Qualquer substituição de homens por máquinas deve ser aplaudida como algo em prol da humanidade.

    Apenas gente que nunca empunhou um instrumento de trabalho mais pesado que um lápis pode defender a ideia de que o progresso está em fazer trabalhos excruciantes e "quebradores de coluna" nas indústrias.
  • Vladimir  11/07/2018 16:47
    E é interessante observar que quanto mais uma pessoa está familiarizada com o trabalho em fábricas mais ávida ela é para proteger seus filhos e netos da necessidade de ter de trabalhar em fábricas.

    Quem trabalha em fábrica, fazendo serviço excruciante e debilitador, sonha em sair daquilo ali, e tem pesadelo ao imaginar seus filhos tendo de fazer o mesmo tipo de serviço. Eu já tive um vizinho que trabalhou na linha de produção da GM. Ele dizia que não podia nem imaginar ver seu filho (que fazia eng. mecânica) trabalhando no mesmo. "Só se for para projetar o carro no computador", dizia ele.
  • Renato  11/07/2018 16:41
    Eu não entendo gente defendendo enfiar ainda mais humanos dentro de fábricas. Que isso venha dos EUA é ainda mais bizarro.

    Empregar humanos na indústria denota atraso. Avanço é substituí-los por máquinas e robôs. Países ricos fazem o segundo e liberam essas pessoas para se dedicar a empreendimentos mais prazerosos. Países pobres fazem o primeiro, e com isso permanecem no atraso, sem um setor de serviços vibrante e criativo.

    Veja, por exemplo, as mineradoras. Escavar minério é atividade de país atrasado e subdesenvolvido. País rico importa minério, deixando todo esse trabalho árduo para os atrasados.

    Nêgo defende emprego industrial e defende que mineradoras sejam protegidas da concorrência estrangeira, mas acha ruim quando a mineradora faz lambança e vaza dejeto em rio. Ora, não dá pra ter as duas ao mesmo tempo. Se é contra importação, vai ter de deslocar mão-de-obra para fazer essa atividade primitiva que é escavar minério da terra. Se vai escavar e escoar minério, merdas irão acontecer, e rios serão contaminados.

    País rico terceiriza a atividade de extrair minério para os atrasados e depois simplesmente importa o minério (mantendo assim seu meio ambiente limpo). País pobre coloca gente pra escavar minério e sujar todo o meio ambiente, e depois exporta esse minério para os ricos em troca de dólares que não terão utilidade nenhuma, pois a importação é restrita. E ainda acha todo esse arranjo lindo e vantajoso.
  • Gerente de produção.  11/07/2018 17:31
    "Eu não entendo gente defendendo enfiar ainda mais humanos dentro de fábricas. Que isso venha dos EUA é ainda mais bizarro."

    As pessoas de forma geral não querem estudar muito, nem se estressarem no trabalho e querem receber bons salários, só a industria é capaz de satisfazer estas demandas, a custa da saúde do indivíduo, que em geral só vai se preocupar lá pelos 40 anos. Visão míope.
  • Historiador  11/07/2018 16:46
    Trump está apenas sendo mais um republicano no velho estilo lincolniano: tarifas protecionistas e compensadas por algumas melhorias internas. E com um Banco Central intacto.
  • anônimo  11/07/2018 16:50
    Se os EUA não querem aço estrangeiro, isso significa que haverá excesso de aço no mercado mundial. Para o Brasil isso significa aço mais barato para a indústria e menos inflação. Tomara que o Trump crie taxas para automóveis também, pois com o fim do maldito Inovar Auto é possível que esses automóveis venham ser vendidos por aqui aumentando a concorrência.

    Deixa os americanos chorarem lá. Se a gente for esperto, dá pra se beneficiar dessas cagadas feitas por lá.
  • Coerente  12/07/2018 19:45
    kkkkkkkkkkkk, se os leviatãs do estado pensassem igual a você, realmente seria bom. Mas conhecendo o estado acho que o caminho tomado será totalmente diferente...
  • Cristiane de Lira Silva  11/07/2018 17:15
    Vocês são mesmo bondosos com Trump. Eu continuo achando que Trump e seus fãs desejam levar o mundo pra idade das trevas enquanto parte da esquerda quer levar pra época da revolução russa.

    Não se pode deixar de rir vendo isso. Meu otimismo vem da percepção de que o mundo não pode continuar andando pra trás ( não por muito tempo) só porque essa gente maluca não consegue viver no tempo presente.

    Já que eles gostam tanto de passado poderiam fazer o favor de se mudar para as cavernas.
  • L Fernando  12/07/2018 20:15
    Depende do que tu chama idade das trevas, porque quem quer levar o mundo a idade das trevas é a esquerda progressista
  • Pobre Mineiro  11/07/2018 17:26
    Tente explicar isso para as "Trumpetes", "Olavetes", "Bolsonetes", "Nandetes", e YouTubers reaças...

    Ouço direto que "Trump está fazendo história", "melhor presidente da história dos EUA";
    Bolsonaro, vulgo "o mito", vem aí para romper com a China, e blá blá blá.

  • Paulo Henrique  11/07/2018 18:09
    A esquizofrenia moderna é responder impostos de importação que os países impingem ao seu povo e industria, colocando sobre o seu próprio povo e industria .É uma competição para ver que atira mais no próprio pé
  • Modric  14/07/2018 16:35
    Trump está tentando recuperar basicamente o que fez os Estados Unidos serem a nação mais poderosa da história: livre mercado interno e protecionismo.

    Bill Clinton e Donald Trump são os melhores presidentes recentes dos EUA. Foram os que fizeram as melhores reformas e os que colheram os melhores números ainda em mandato.
  • Mandžukic  14/07/2018 16:55
    Só 50% certo.

    O crescimento e a industrialização dos EUA começaram na década de 1820 com as ferrovias com locomotivas a vapor. E então vieram as estradas macadamizadas, assim chamadas em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam. Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew Carnegie.

    Tudo isso antes de 1860 (quando realmente houve elevação das tarifas de importação, que foi o estopim da Guerra Civil).

    Os estados americanos que mais se enriqueceram durante esse período anterior a 1860 foram os do nordeste. E o motivo é simples: os grandes industriais europeus aportaram lá, na Nova Inglaterra. Esse é um fenômeno que simplesmente não pode ser ignorado em qualquer análise econômica minimamente séria.

    E aí houve o inevitável: regiões industrializadas sempre viram protecionistas. Em 1860, o Congresso aprovou a Morrill Tariff, que elevou enormemente as tarifas sobre importações para proteger as indústrias do norte bem como seus altos salários, prejudicando severamente os estados do sul, que agora tinham de arcar com os altos custos de importação, mas que não tinham como repassar estes altos custos para seus preços, pois vendiam três quartos da sua produção para o mercado mundial. Vestuário, equipamentos agrícolas, maquinários e vários outros itens ficaram extremamente caros de se obter. O sul queria livre comércio porque também era a única maneira de exportar sua produção.

    Isso impulsionou os estados do sul se rebelaram. Aí deu-se origem àquela maravilha que foi a Guerra Civil Americana, com 600.000 mortos.

    (Recomendo este texto a respeito, que faz uma ótima compilação destes eventos.)

    Com a vitória do norte, tarifas protecionistas foram implantadas que vigoraram até o ano de 1900, caindo a partir dali.

    Como consequência dessa imposição tarifária e da destruição do livre comércio, o sul empobreceu (e, até hoje, é mais pobre do que o norte).

    Tarifas fizeram exatamente o que prometiam: protegeram (de 1865 a 1900) aquelas indústrias do nordeste americano que já estavam estabelecidas, e empobreceram o resto do país. E, de quebra, mataram 600.000 civis em uma guerra.


    Alguns detalhes:

    1) Até 1913, a única forma de o governo federal americano se financiar (a única forma que era permitida pela Constituição) era por meio de tarifas de importação. Ou seja, toda a carga tributária federal se resumia a tarifas de importação.

    2) A Morrill Tariff elevou progressivamente a tarifa de importação de 15% em 1860 para 44% em 1870. Foi uma década perdida para os EUA.

    A partir de 1870 a tarifa voltou a cair, chegando a 27% em 1880, a 15% em 1910 e a 7,7% em 1917.

    E vale um adendo importante: como os preços só caíam por causa da moeda forte (os EUA viviam o padrão-ouro), os preços nominais dos produtos importados também só caíam. Logo, os custos nominais dessas tarifas -- que já eram decrescentes -- caíam ainda mais.

    3) De resto, é de crucial importância distinguir entre tarifas de importação com intuito protecionista e tarifas de importação com intuito arrecadatório. Uma é o exato oposto da outra.

    Uma tarifa com intuito protecionista é imposta exatamente para impedir que as pessoas importem. Se ela realmente lograr tal objetivo, a receita do governo será zero. Óbvio. Se o intuito do governo é desestimular as pessoas de importar -- e se as pessoas realmente não importarem --, então a arrecadação do governo com essa tarifa será zero. E ele não ligará, pois era isso o que ele queria.

    Já uma tarifa com intuito arracadatório existe, ao contrário, para trazer o máximo possível de receita para o governo. Ela não está ali para impedir as pessoas de importar; ao contrário, o governo está torcendo para que as pessoas importem o máximo possível, pois só assim ele terá muitas receitas. E se o governo exagerar na tarifa, então ela vira meramente protecionista, e a arrecadação do governo tenderá a zero -- exatamente o contrário do que ele almejava.

    Por uma questão de lógica simples, sabendo que o governo americano da época sobrevivia exclusivamente com as receitas dessas tarifas, então a conclusão lógica é que, à época (antes de 1860 e pós-1870), elas não tinham caráter protecionista. Se tivessem, o governo não teria receita.

    As tarifas de importação do governo Sarney e do governo Dilma, por exemplo, eram meramente protecionistas. Já as americanas eram arrecadatórias.

    E, ainda assim, eram mais baixas que as nossas atuais.

    4) Os EUA cresceram porque havia ampla liberdade de empreendimento e o governo federal era mínimo (excetuando o período Lincoln). Não havia regulamentações (ao menos, não como as de hoje), e o governo federal coletava impostos unicamente via tarifas sobre importados, pois esta era a única maneira permitida pela constituição.

    Excetuando-se o período da Guerra Civil, os EUA cresceram de 1820 a 1929. E, até 1913, como não havia um Fed, era um crescimento com queda de preços.

    Livre mercado e moeda-forte. Combinação que jamais deu errado.

    Estude mais antes de repetir clichezinhos da oitava série.
  • Modric  14/07/2018 17:39
    Foi exatamente o que eu disse: livre mercado interno e protecionismo.

    Não citei a moeda forte, pois falar sobre o Dólar é redundância. Mas é inegável que uma moeda forte foi essencial, ao contrário do que dizem os desenvolvimentistas.

    Protecionismo é uma política muitíssimo menos destrutiva para uma economia do que subsídios, corporativismo e burocracia (coisas que além de não fazerem parte do início da história americana, são odiadas pelo americano médio).
  • Ministro da Adequação  11/07/2018 17:50
    Eu to me divertindo bastante com todos os artigos que o IMB faz com relação ao Trump...estou adorando o desespero e a incompreensão de vcs diante desde homem com o topete platinado.

    IMB so da fora....


    Vcs batiam tanto no Euro, faziam previsões de que ele era insustentável... E o Euro ta ai até hoje, firme e forte. Vcs até desistiram na ladainha.

    Os seres humanos não são lógicos e portanto a praxeologia de Mises cai por terra quando é confrontada com a realidade. Se a matemática/econometria não consegue prever a ação humana, os axiomas dos mises tbm não serão capazes de prever a ação humana. Portanto não tirem leis de onde não se existe.

    Trump está dando uma lição aos que estavam convictos de suas ideias.

  • Fabrício  11/07/2018 19:45
    Apesar da clara ironia -- visível na clara baboseira dita sobre a praxeologia --, vale ressaltar que este Instituto nunca afirmou que o euro era insustentável. Ao contrário, aliás. É mais sólido do que qualquer moeda européia (com a possível exceção do marco alemão):

    Em defesa do euro - uma perspectiva austríaca

    Sair do euro não é a cura para a Grécia - adotar uma moeda fraca só piora a situação

    E se a Grécia sair do euro?

    Entrevista com Jesús Huerta de Soto sobre a "inusitada" situação européia

    Há também vários artigos críticos ao euro, mas nenhum dizendo que ele iria acabar. O que sempre foi dito ser insustentável, aí sim, é a União Europeia. Se você acha tal afirmação errada, converse com os britânicos.

    Tome mais cuidado com as ironias. Algumas podem enganosamente ser tomadas por verdades.
  • César   11/07/2018 18:12
    Nem precisa ser sofisticado não. O protecionismo nada tem a ver com ideologia, nem com técnica de gestão, muito menos com preocupação social, ao contrário: é apenas reserva do quintal para que os "investidores de campanha" depenem as galinhas sem misericórdia.

    Facam uma devassa e verão que as empresas beneficiadas pelas reservas de mercado são as que mais fazem doações de campanha.
  • Gustavo A.  11/07/2018 19:05
    Essa guerra comercial é ótima para países emergentes, que podem aproveitar a oportunidade para abrir o mercado e receber o que os países que estão impondo tarifas não recebem.

    Pena que temos um monte de nacionalistas, estadistas e socialistas na briga pela presidência...
  • Chiaki Lisboa  13/07/2018 06:15
    Esta guerra é ótima para países liberais, países emergentes porém fracassados em termos de políticas econômicas e que usam o protecionismo para justificar esse fracasso (Brasil) essa guerra é péssima, pois nós dependemos muito mais do sucesso comercial dos países que importam da gente do que do sucesso de países que exportam para nós, uma vez que para comprar um simples aparelho celular de fora pagamos taxas absurdas que chegam a ser o valor integral do aparelho! Tudo em prol da atrasada FIESP e acomodados.
  • Vinicius Costa  11/07/2018 19:51
    É um tanto cedo ainda, mas a inflação de preços ao produtor nos EUA (exatamente a que está sendo diretamente afetada por essas tarifas) foi divulgada hoje e está nas máximas desde 2008.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-producer-prices-change.png?s=unitedstapropricha&v=201807111242v&d1=20130101&d2=20181231
  • RICARDO  11/07/2018 20:00
    Estou longe de ter a profundidade do autor desta matéria. Mas existe uma outra aparente desculpa:
    É uma queda de braço sim. Os EUA exigem reciprocidade de tratamento.
    Isso na minha modesta opinião não é desculpa. É fato.
    E como reagir a falta de reciprocidade? Com guerra... Todos perdem com a guerra. Mas não reagir a uma injustiça não me parece racional...
  • Vladimir  11/07/2018 21:02
    Guerra?!

    "Ei, você deu um tiro no seu próprio pé, logo eu também vou dar um tiro no meu próprio pé em retaliação! Você vai aprender! Vou dar uma lição!"

    Injustiça?!

    "Ei, você está vendendo barato para mim e satisfazendo todas as minhas demandas! Isso não é justo! Vou pagar mais impostos ao governo para tentar equilibrar o jogo!"

    É cada lógica genial que despenca por aqui...
  • Ivan  11/07/2018 21:07
    Guerra pra corrigir déficit comercial?

    Pra começar, a noção de "déficit comercial" entre países não faz sentido; o que existe é uma população produzindo e outra população comprando. Os americanos compram mais dos chineses do que os chineses compram dos americanos. E, até onde se sabe, trata-se de uma ação completamente pacífica e voluntária. Os americanos voluntariamente compram produtos fabricados pelos chineses. Ninguém os obriga a isso. Nenhum americano é coagido a isso. Nenhum americano é agredido por isso.

    Assim como você possui um "déficit comercial" com o supermercado que você frequenta ou com o restaurante em que você almoça — ambos os quais lhe fornecem bens e serviços em troca do seu dinheiro —, os americanos possuem essa mesma relação com os chineses, que lhes fornecem bens e serviços em troca de dinheiro. Não há nenhum problema com este arranjo.

    Porém, segundo Trump, tal relação mútua e pacífica entre cidadãos americanos (compradores voluntários) e cidadãos chineses (vendedores voluntários) é deletéria para os EUA e deve ser revertida. Trata-se do perfeito exemplo da mentalidade mercantilista, que acredita que, em uma transação comercial, só o lado vendedor ganha, e o comprador só perde.

    O curioso é que, se este raciocínio realmente for levado a sério, jamais deveria haver uma única transação comercial na história do mundo. Quem iria comprar algo, se comprar é sinônimo de perder?

    Este, aliás, é o problema de se ver a economia como apenas uma massa agregada de números, ignorando o indivíduo. Transações que, em nível individual, são benéficas para ambos os lados, repentinamente tornam-se deletérias quando analisadas agregadamente. Algo completamente sem sentido.

    A "guerra comercial", além de ser uma contradição em termos, possui um histórico pavoroso
  • Jefferson  11/07/2018 20:33
    Pessoal, a indústria de hoje não é a mesma que antes. A visão que todos os empregados na indústria serão de trabalho braçal tal como em séculos passados não é correta. Mesmo a extração mineral é mecanizada. Calma aí. As medidas de Trump, como dito no texto, nem são de alcance tão amplo em todos os setoresve os EUA já estão na idade da pedra lascada? É possível abrir todas as barreiras comercias contra os subsídios chineses? Não dá. Acredito que para afirmar se Trump está certo ou não é necessário observar a longevidade das medidas. Será que não está cedo e com picos dados para a análise? Acredito que estamos com o mindset libertário e tudo que foge disto é erro e vai dar merda. Isto não é convicção e limitação.
  • Torres  11/07/2018 21:03
    Pra começar, meu caro, não é apenas contra a China, mas também contra Europa, Canadá, México e Japão. Por que você convenientemente deixou esses de fora? Nota-se que você nem sabe o que está ocorrendo, mas quer palpitar mesmo assim.
  • Jefferson  12/07/2018 00:56
    Para o débil a lucidez é loucura.
  • William  11/07/2018 21:03
    Sobre a China:

    Salário médio de setor industrial na China já supera o do Brasil

    Por que o brasileiro ganha menos que o chinês

    Trabalhador brasileiro já ganha menos do que um chinês

    Cadê a "escravidão" chinesa? E, pela sua lógica, é pra Trump meter tarifa no Brasil até o fim dos dias. E a Europa também.

    Afinal, dado que nossos salários são ainda menores que os dos chineses, então temos uma enorme vantagem em relação aos trabalhadores europeus e americanos, que devem ser protegidos de nós, certo?

    Lógica impressionante...
  • Marcos  11/07/2018 21:05
    Um país subsidiar suas exportações é algo que só prejudica exatamente este próprio país. O governo está usando impostos dos cidadãos para manter os preços dos produtos exportáveis artificialmente baixos, o que significa que os estrangeiros que estão comprando esses produtos estão sendo beneficiados pelo governo estrangeiro.

    Se um estrangeiro cometer a estupidez de praticamente pagar para trabalhar e produzir para mim, irei ficar extremamente agradecido e aproveitar ao máximo essa gentileza. Vai que os otários ficam espertos e param de fazer isso? Terei perdido uma grande oportunidade.

    Produtos importados baratos são tão prejudiciais à economia quanto a gratuita luz do sol
  • Paulo Henrique  11/07/2018 21:21

    Tem como a economia de uma pais ser voltada para a tecnologia e serviços sem antes passar por uma voltada a industria?
  • Bode  11/07/2018 22:33
    O objetivo é claramente geopolítico. A China estendeu sua influência na América do Sul e Asia. Trump lança a ofensiva tarifária para fazer acordos bilaterais, para exigir redução da participação chinesa na região, caso a caso.
  • Marcos  11/07/2018 22:35
    Nem tudo é só pela economia, muitos pensam em justiça também!

    É justo a China ser uma abusiva escravocrata como tem sido? É tofu o planeta fechar os olhos pra isso? Nada mais justo se ele tem em mente pender essa balança.

    Ele já vinha faltando algo próximo durante a campanha.
  • William  11/07/2018 23:16
    "É justo a China ser uma abusiva escravocrata como tem sido?"

    Rapaz, é ignorância ou analfabetismo puro?

    Salário médio de setor industrial na China já supera o do Brasil

    Por que o brasileiro ganha menos que o chinês

    Trabalhador brasileiro já ganha menos do que um chinês

    Cadê a "escravidão" chinesa? E, pela sua lógica, é pra Trump meter tarifa no Brasil até o fim dos dias. E a Europa também.

    Afinal, dado que nossos salários são ainda menores que os dos chineses, então temos uma enorme vantagem em relação aos trabalhadores europeus e americanos, que devem ser protegidos de nós, certo?

    Lógica impressionante...

    Ah, sim: explica aí onde a Europa, o Japão e o Canadá entram no arranjo. Eles também são "abusivos e escravocratas"?
  • Márcio  11/07/2018 22:40
    Só se esquecem de falar que o Trump está taxando os países que sobretaxam os EUA. Querem taxar mas não querem ser taxados. O Trump responde na mesma moeda e pode, tamanha a força da produção americana.
    Os impostos aumentados pelo Trump continuam abaixo do que é cobrado nesses países.
    Tudo bem criticar o Trump, mas comecem antes a criticar a política externa do resto do mundo que agora está começando a sentir na pele o mesmo que impões aos americanos. Não é subsídio, é imposto direto de importação.
  • William  11/07/2018 23:18
    "Tudo bem criticar o Trump, mas comecem antes a criticar a política externa do resto do mundo que agora está começando a sentir na pele o mesmo que impões aos americanos."

    Veio pagar de sabichão no site errado. Informe-se minimamente antes de criticar a ausência de determinada matéria.

    No final, Trump expôs a hipocrisia dos líderes da União Europeia em relação ao livre comércio
  • Luciano viana  11/07/2018 23:35
    O trump ao contrariar a liberdade de escolha do consumidor, que também é cidadão, vai contra a liberdade, e como sabemos prejudica a riqueza desses. No fim temos que tomar cuidado com a esquerda, mas tambem com políticos de direita, falar e fazer. Já era pra entendermos que ambas são coisas totalmente diferentes. Ele que é empresário, convenientemente quer é bagunçar a concorrência, convenientemente quer proteção pros seus negócios, mesmo que prejudique seus eleitores-consumidores. Assim sendo ele é contra a liberdade genuína. Quer ter poder e nisso é igual as políticas da esquerda.

    Tem que de ter cautela só escolher , porque não existe só esquerda e direita. Existe o poder contra liberdade tambem. Políticos extremistas de esquerda e direita tem a semelhança de tirar algo do consumidor-eleitor. Pra eles terem poder, nós temos que perder
  • José antonio  11/07/2018 23:45
    O que nao vejo nos comentários é que os USA estão quebrados ,com uma dívida interna de 14 trilhões de dólares e um déficit comercial de 400 bilhões eles precisam reduzir isto rapidamente ,fazendo que os outros países comprem mais produtos americanos.O Trump é especialista em falência e está jogando.
  • Fabio   12/07/2018 00:03
    Desconfio que o objetivo é organizar a economia americana a não depender de produtos chineses para industrializar. Com isso eles podem entrar em guerra com a China para atacar a Coréia do Norte e proteger Taiwan, e ainda não reconhecer a dívida que eles tem com a China a qualquer momento.

    Isso tudo parece uma estratégia pré-guerra.
  • Pobre Mineiro  14/07/2018 01:32
    Não creio.

    Se invadir um paiseco como Iraque foi péssimo para a economia dos EUA, a ponto de fazer o valor do dólar desabar, imagine uma aventura militar na China !!!. (foi o dólar baixo que fez o Brasil crescer na última década)

    A China é um país muito maior, atualmente está muito forte militarmente e fica localizada ainda mais longe que o Iraque.
    A logística de guerra será absurdamente cara para os EUA e nem tanto para a China.
    E não creio que Japão e Coréia do Sul vão querer comprar esse barulho, se os EUA quiserem guerra com a China, terão que atacar sozinhos.

    Os EUA, apesar de seu poderio militar, são como aqueles bundões que só são valentes quando estão com a turma.
    Logo não terá nenhuma guerra.
  • Guinter  15/07/2018 12:11
    E a gente aqui no Brasil nem entrou em guerra e nossa moeda perdeu valor frente ao dólar. Pessoal, sério mesmo, queria ver mais discussões assim no meu dia-a-dia, e não só na internet...
  • Paranaense  15/07/2018 15:08
    Nossa,tem cada comentario maravilhoso aquii no mises,essa explicacao do mineiro sobre ser quase impossivel o Eua se interessar a invadir o Eua matou a pqu. Falta o site do misses colocar o botaozinho de curtir e descurtir em todos os comentarios para o povo poder dar o like. Segura o meu like ai mineiro.
  • andre carlos  12/07/2018 00:08
    Eu acredito que o comércio nessa guerra comercial CHINA X EUA tem um aspecto secundário pois essa divergência pode acabar em meses ou 1 ou 2 anos.Mas a espionagem industrial e militar chinesa sobre os EUA,principalmente sobre as empresas do Vale do Silício sem sombra de dúvida constitui uma ameaça maior que a provavél inflação nos produtos importados e consumidos pelos americanos.

    Hoje no UOL publicou a notícia da prisão de um engenheiro chines da APLE que foi preso roubando segredos do carro autónomo da empresa (PROJETO).Através da transferencia forçada de tecnologia os chineses dominaram a fabricação de trens bala,drones e avançam na robótica,
    MISES mais uma vez peca por não focar no objetivo principal dos comunistas chineses o desenvolvimento tecnológico chines MADE IN CHINA 2025 conseguido em parte com pirataria tecnológica.Principalmente dos EUA é a maior ameaça ao padrão de vida americano pois os trabalhadores da tecnologia são os mais bem renumerados dos STATES.
    Naõ é a toa que os esquerdistas e progressistas dominam parecem vencer a batalha cultural pois os ditos LIBERAIS se concentram muito na lógica.Mas os chineses astutos e espertos vem aos poucos desafiando a liderança tecnológica do ocidente de maneira desleal e traiçoeira apesar de problemas como SUA ECONOMIA ALAVANCADA EM EMPRÉSTIMOS se isso vai dar certo só DEUS sabe mas ate agora eles tem sido bem sucedidos.
  • Igor  12/07/2018 01:04
    Beleza, fera. Mas, e a Europa? Por que também estão sendo atacados? E o Japão? E o Canadá?

    Com trumpistas, a partitura é sempre a mesma: "Ai, a China isso... Ai, a China aquilo... Aí, tem um china debaixo da minha cama! ... Ai, Trump me protege!"

    E os ignaros se esquecem do detalhe de que tudo o que Trump faz com a China ele também faz igualmente com seus principais aliados como Europa, Canadá, México e Japão. Qual a desculpa? É "propriedade intelectual" também? Roubo de segredos industriais?

    Trumpista é tão fanático quanto lulista (enxerga genialidade onde só há ignorância). E parece que o QI é o mesmo.
  • L Fernando  12/07/2018 01:26
    Pelo contrário
    Anti Trumpista é que tem QI baixo
    Segundo o artigo o atual momento é esse
    "Para resumir, os EUA importaram um total de US$ 2,4 trilhões de bens em 2017. Até o momento, na prática, Trump impôs tarifas em apenas US$ 85 bilhões, o que dá 3,6% do total."

    Imagina se fosse maior o percentual
  • Nordestino Arretado  16/07/2018 03:02
    "a espionagem industrial e militar chinesa sobre os EUA,principalmente sobre as empresas do Vale do Silício sem sombra de dúvida constitui uma ameaça..."

    Kkkkkkk sabe é de nada inocente! Quando eu trabalhava no setor de marketing de uma grande loja de material de construção, cujo nome manterei em segredo, nós contratávamos falsos compradores para irem até às lojas concorrentes avaliar preços, produtos, atendimento dos funcionários e etc, e com isso atacávamos as concorrentes nos seus pontos fracos. Se uma loja de material de construção fazia isso, imagine o que não fazem essas grandes indústrias automobilísticas e de tecnologia de ponta e da informação, ou os governos.
  • Che  12/07/2018 00:34
    Inacreditável que o país que já foi símbolo do laissez faire assuma postura tão anti protecionista e uma ditadura comunista defenda o livre mercado.
  • anônimo  12/07/2018 02:57
    Igor não compare a magnitude das sanções contra a China pode chegar a 500 bilhões ou 100 por cento das exportações chinesas com os conflitos comerciais com Europa Japão e nafta.se esquece que a Europa também processa os chineses na OMC por pirataria tecnológica.a China não é uma economia de mercado pois subsidia setores variados,rouba tecnologia e impede o acesso de empresas estrangeiras em vários setores da economia,os europeus também querem proibir a compra de empresas tecnológicas por chineses.
  • anônimo  12/07/2018 03:08
    Não sou trumpista esse fanatismo dos liberais pelo livre mercado permitiu que a esquerda avançasse e instaurasse a ditadura do politicamente correto.a direita só se preocupa com lógica econômica e se esquece do resto.o déficit americano não vai ser resolvido com sanções pois é uma questão estrutural mas a pirataria tecnológica é o coração da batalha dessa guerra comercial pois a tecnologia e a base para o sucesso da economia moderna os EUA que o diga, não devemos esquecer que a pouco mais de 100 anos a Inglaterra maior potência comercial e financeira europeia foi superada pela Alemanha mais avançada tecnologicamente.
  • Edson  12/07/2018 13:56
    "esse fanatismo dos liberais pelo livre mercado permitiu que a esquerda avançasse e instaurasse a ditadura do politicamente correto"

    Rapaz, mas que lógica impecável. Esse aí, como o resto da postagem e de sua escrita convoluta mostram, domina o trivium com perfeição.

    Aliás, são exatamente pessoas que não sabem escrever, que não sabem se expressar e que não sabem concatenar idéias que permitem a expansão da ditadura do politicamente correto. Afinal, como oferecer resistência às idéias da esquerda se vocês não sabem nem se expressar e nem contra-argumentar?
  • holder  12/07/2018 01:15
    no primeiro parágrafo do item 5 tem: "seu governo não como fazer com que China", provavelmente era para ser "seu governo não *tem* como fazer com que China"
  • Trump, um sonho americano  12/07/2018 02:17
    Trumpistas ou trumpenetes?

    Já falei aqui em um artigo que o Trump é um grande manipulador da opinião pública. É um dissimulado compulsivo.

    Não surpreende ler tantos comentários de trumpenetes por aqui.
  • Filipe Olegario  12/07/2018 10:50
    Novamente, analisado apenas pelo ponto de vista econômico. Esses países prejudicam suas economias inteiras para beneficiar certos grupos de empresas exportadoras. Desnecessário dizer que estas empresas fazem parte de suas respectivas elites políticas. Acontecem que essas elites políticas são ninguém menos que os comunistas chineses que pretendem ( segundo eles próprios ), dominar o mundo em 50 anos e os globalistas da União Europeia.
  • balbino  12/07/2018 13:51
    Trumpistas, nandetes, bolsonetes são um caso de estudo. O artigo foi certeiro quanto ao, digamos, equivocado e contraproducente modus Trump de condução da politica econômica, mas os caras mesmo levando uma surra de realidades apontadas ainda vem aqui defender o assecla deles....kkkkk
    Estamos perdidos com essa gente
  • marcela  12/07/2018 13:57
    O mais bizarro é que até as famosas terras raras entraram na lista de tarifas do Trump. Dado que os EUA são dependentes da China, que controla 95% das minas de terras raras no mundo ,isso é algo totalmente ilógico. Mas o mais importante é que o Trump está nomeando conservadores para a suprema corte que ficarão lá por várias décadas. Quanto a essas sandices dele, em 2020, os americanos elegem um republicano mais sensato e fica tudo resolvido.
  • Gustavo A.  12/07/2018 19:48
    O problema é que o partido Republicano não irá colocar outro candidato. A popularidade do Trump aumentou entre os americanos, a chance dele se reeleger é grande; por que arriscariam?

    A melhor hipótese seria o Trump ganhar, porém com o partido Republicano tendo minoria no legislativo. Até mesmo se o candidato democrata ganhar com minoria no legislativo (embora a hipótese de ter outro Obama ou uma Oprah ou Hilary no comando não me agrade) seria bom. Concordo que a parte boa é a nomeação de juízes conservadores, que votarão a favor de pautas como a defesa do armamento da população.
  • Pedro Carvalho  12/07/2018 15:08
    Essas informações são bastante interessantes. Dado que a esmagadora maioria das tarifas está incidindo sobre bens de capital e bens intermediários, e não sobre bens de consumo, então temos que essa política está claramente voltada para:

    1) Ferrar pequenos empresários (como comprovam as várias notícias linkadas no artigo);

    2) Privilegiar grandes empresários (ramo ao qual pertence Trump); e

    3) Não afetar os consumidores.

    As pequenas empresas irão se estrepar, pois terão maiores custos de produção mas não terão como repassar esses preços, dado que a importação de bens de consumo continua sem ser tributada. Consequentemente, os grandes empresários estarão agora mais protegidos da ameaça destes pequenos empresários. E o consumidor, como não irá notar nada, não irá se opor ao arranjo.

    Em suma: a política de Trump nada mais é do que o velhíssimo corporativismo em ação: ferrar os pequenos e privilegiar os grandes. A novidade, porém, é que desta vez os consumidores (ao menos por enquanto) estão sendo poupados.

    A conferir.
  • Luciano viana  12/07/2018 18:19
    Quando o desemlrego la subir( falencia ou demissoes de pequenas enpresas) vc tera a corroboracao do que vc falou.
  • anônimo  12/07/2018 15:40
    Edson só apresentei fatos reais e concretos. Não é preciso ser discípulo de Trump para entender que os chineses jogam sujo no mundo comercial e se enriquecem as custas dos EUA.certamente as tarifas vão gerar inflação nos EUA mas isso é pouco frente os trilhões de prejuízos que a pirataria chinesa causará nas próximas décadas para trabalhadores e empresas americanas.estude fatores não só pela lógica econômica pois do contrário a vantagem da esquerda crescerá cada vez mais.
  • Intruso  12/07/2018 18:40
    Desculpem minha ignorância, mas eu acho que no comércio mundial a moeda universal de troca é o dólar, o Brasil não pode usar reais na compra de produtos importados e o exportador brasileiro não aceita outra moeda a não ser o dólar e talvez o euro na venda de seus produtos. Desta forma os EUA é o único país do mundo que possui o privilégio de usar sua própria moeda na transações de importação/exportação, utilizando-se de seu incrível PIB de 18 trilhões de dólares. Outros países como o próprio Brasil têm que necessariamente procurar um balanceamento entre importação/exportação, pois do contrário terá que pedir dólares emprestados, como de fato ocorreu com o Brasil nos 1º e 2º choques do petróleo, ocasionado a crise da dívida na década de 80 do século passado.
  • Qualquer  12/07/2018 23:14
    Você é ignorante mesmo. Dizer que a dívida dos anos 80 foi causada pelo choque do petróleo.

    As prezepadas econômicas dos governantes militares não teve nada com isso?

    Olha, o nível dos comentários neste artigo está sofrível. Saudade do professor, auxiliar e cia

    Mas o baixo nivel se explica pela presença de trumpenetes e bolsonetes.
  • L Fernando  13/07/2018 21:28
    Para melhorar o nivel chame os Luletes ou poderia deixar de ser ignorante e explicar o a divida dos anos 80
  • Qualquer  14/07/2018 13:31
    No link abaixo veja o gráfico da dívida externa. Ou seja, os governos militares 64-84 se endividaram pesadamente pra fazer o tal "milagre econômico".

    E sabe quem capitaneou isso? Delfim Netto, aquele mesmo economista desenvolvimentista que aconselhou Lula e Dilma.

    Por fim: altamente endividado, o governo militar se viu quebrado com a alta do dólar na crise do Petróleo. A solução? Impressão monetária e inflação.

    infograficos.oglobo.globo.com/economia/entenda-os-numeros-da-economia-no-regime-militar.html?mobi=1
  • Paulo Henrique  14/07/2018 21:22
    Taxar esses insumos e bens intermediários não vai elevar os custos para as industrias, e consequentemente, ter um efeito oposto ao esperado?
  • Túlio  14/07/2018 22:48
    Correto. E isso já está acontecendo, vide as notícias linkadas no último parágrafo do item 1.

    As pequenas empresas estão se estrepando.
  • Carlos  16/07/2018 02:04
    Sem entrar no mérito da questão, mas me dá nojo ver os Estados Unidos da Europa, no maior cinismo e cara de pau, querer se colocar como o defensor do livre mercado, uma instituição que faz da Europa uma fortaleza.

    Não que o Trump seja santo, mas ver essa turminha hipócrita da Europa gritando aos 4 ventos que é preciso defender o livre comércio é a piada do século.
  • Intruso  24/07/2018 21:06
    É por isso que não saiu o acordo entre o Mercosul e a UE. Eles não querem e não podem competir com nossos produtos agrícolas, principalmente carnes, açúcar e etanol.
  • Emerson Luis  22/07/2018 20:29

    Trump está usando a estratégia Mad Dog ou é realmente um Mad Dog?

    De qualquer forma, provavelmente não são apenas motivos econômicos.

    Parece que Trump está fazendo boas ações e más ações.

    Espero que o saldo final seja positivo.

    * * *
  • Pastor alemão  12/08/2018 16:52
    Essa guerra comercial não existe
  • Igão  03/12/2018 04:32
    Trump acaba de aprovar fundos para o aumento de projetos sociais em 2019. Não sei se ele realmente acredita nessas políticas, mas democracia é isso mesmo, o candidato tem que ceder às pressões e acaba sendo "absorvido" pelo establishment parcialmente.

    Por isso mesmo social-democracia, neoliberalismo e fascismo (com outro nome, obviamente) são tão populares, não teria como ser diferente. São sistemas que misturam o capitalismo e o socialismo e agradam a todos os tipos de eleitores e bases de apoio político.


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