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As lições da Itália: como o governo em conluio com quadrilhas conseguiu asfixiar a economia
O mercado negro, a máfia e um país rico sem perspectivas

Milton Friedman costumava dizer que "durante muitos anos, a Itália se saiu bem por causa de seu mercado negro".

De fato, a Itália cresceu aceleradamente durante o século XX, e seu mercado informal ajudou substantivamente na recuperação econômica do país após a Segunda Guerra Mundial. Os italianos fizeram de tudo: desde brinquedos baratos até automóveis de alta qualidade; desde cafés de renome mundial até milhares de filmes.

Entretanto, em 2018, a Itália é um de apenas dois países europeus (o outro é a Grécia) cuja renda per capita ainda não se recuperou e não voltou ao nível em que estava antes da crise financeira de 2008. A taxa de desemprego na Itália é de 11%, sendo que a taxa de desemprego entre os jovens chega a espantosos 35%.

Adicionalmente, em relação ao seu PIB, os italianos possuem a segunda maior dívida pública do mundo, de 132% do PIB (perdem apenas para o Japão).

As causas das dificuldades italianas

O problema da Itália é similar ao de vários de seus vizinhos do sul da Europa: uma carga tributária opressivamente alta (de 42% do PIB, maior até que a da Noruega), programas assistencialistas irresponsavelmente generosos que estimulam o desemprego e aumentam a dívida do governo, e altos níveis de regulação.

Considere o desempenho da Itália em relação à Alemanha. No ano 2000, a Itália era apenas 2% mais pobre que os alemães. Em 2017, já era 20% mais pobre, o que significa que a diferença aumentou 18 pontos percentuais. Uma razão para isso pode ser o fato de que a Alemanha cresceu mais rapidamente porque implantou reformas de mercado que deixaram sua economia mais competitiva, ao passo que vários outros países da Europa nada fizeram.

Porém, neste mesmo período, a diferença entre Portugal e Alemanha diminuiu 6 pontos percentuais. Entre Espanha e Alemanha, diminuiu 3 pontos percentuais. E entre Grécia e Alemanha, aumentou 16 pontos percentuais. Portanto, a diferença entre Itália e Alemanha foi a que mais cresceu.

Alternativamente, uma explicação mais robusta para este mau desempenho da Itália está no arranjo que envolve seus sistemas tributário, assistencialista, regulatório e os déficits orçamentários do governo. Enquanto a Alemanha implantou o "Agenda 2010" em 2003, um plano que reduziu benefícios assistencialistas, regulamentações, impostos e o déficit do governo alemão, a Itália aumentou sua dívida e não fez nenhuma alteração significativa em suas políticas.

Hoje, a fatia dos salários médios arrecadada pelo governo italiano por meio do imposto de renda e da Previdência é de 48%, um dos mais altos dos países da OCDE.

Adicionalmente, a Itália impõe um imposto sobre valor agregado [um ICMS nacional] de 22% (era de 20% até 2011) sobre a maioria dos bens e serviços comercializados, um dos mais altos da Europa.

O imposto de renda de pessoa jurídica, o imposto sobre ganho de capitais, sobre transferência de propriedade e toda uma miríade de outros impostos recaem, em última instância, sobre os trabalhadores. A inevitável consequência é que esses altos impostos levaram ao crescimento da economia informal, na qual as pessoas não declaram seu trabalho para evitar pagar impostos. Muitos italianos protegem sua renda da Receita Federal trabalhando informalmente na construção civil e no setor de serviços, transferindo um apartamento antes de morrer para um parente, e enviando seu dinheiro para contas bancárias na Suíça.

A economia informal na Itália chega a aproximadamente 21% do seu PIB. Na Alemanha, essa cifra é de aproximadamente 12% do PIB.

Sendo assim, embora a Itália seja 20% mais pobre que a Alemanha pelos dados oficiais, ela é apenas 15% mais pobre quando sua economia informal passa a ser considerada, uma vez que sua economia informal é maior. Ademais, há várias estimativas apontando que essa informalidade faz com que o governo deixa de arrecadar mais de €150 bilhões, o que seria mais do que suficiente para acabar com o déficit orçamentário do governo.

De um lado, o fato de o governo estar arrecadando menos é ótimo, pois isso restringe sua capacidade de aumentar seus gastos, reduzindo assim as depredações que o estado faz sobre a economia. Adicionalmente, há menos dinheiro em poder de políticos e mais nas mãos de trabalhadores e empreendedores, o que sempre é positivo.

No entanto, embora isso possa parecer positivo para aqueles que ocultam sua renda da tributação, o fato é que nem todas as atividades podem ser transferidas para o mercado informal. E mesmo aquelas que podem não irão conseguir continuar operando normalmente como antes. Quem está na informalidade tem enormes dificuldades para conseguir crédito e ampliar sua capacidade de produtiva. Também não tem a quem recorrer para impingir contratos (pois o judiciário é monopólio estatal).

Isso reduz a eficiência de uma economia.

Ao mesmo tempo, um estudo de economistas do próprio Banco Central da Itália concluiu que as complexas regulações impostas pelo governo italiano são uma enorme barreira à abertura e à continuidade de atividades produtivas legais. Segundo o estudo, a burocracia incontornável e incompreensível, as inúmeras e onerosas regulações (impossíveis de serem cumpridas integralmente) e uma ineficiente e corrupta estrutura estatal são a principal razão para o pífio desempenho da economia italiana. Custos artificialmente altos para abrir um empreendimento legalmente fazem com que haja menos negócios formais. Logo, menos criação de riqueza e menos empregos disponíveis.

Por fim, o próprio assistencialismo estatal reduz a oferta de mão-de-obra disponível, o que afeta a produtividade da economia. Por exemplo, uma das causas do alto desemprego é o fato de que trabalhadores têm o direito de receber um seguro-desemprego de até €1.300 por mês (o equivalente a quase R$ 5.800) durante dois anos, dependendo de quanto eles recebiam em seu último emprego e do tempo em que estão desempregados. Sendo assim, se um emprego formal for oferecido, mas o salário for insatisfatório, o desempregado tem duas opções: perder seu seguro-desemprego e pagar quase que metade de renda em impostos, ou trabalhar na economia informal, manter seus benefícios assistencialistas, ganhar mais dinheiro e não pagar impostos.

É empiricamente comprovado que países que possuem os mais generosos seguros-desemprego não apenas têm taxas de desemprego mais altas, como também o desemprego é mais duradouro.

Mas o que realmente gerou todo esse estado de coisas? Por que o governo italiano se tornou tão especificamente voraz, afetando toda a economia?

O histórico do governo italiano e sua relação com a máfia

Por quase quarenta anos, a Itália foi governada por um único partido político, o Democrazia Cristiana (que foi abolido em 1994 em decorrência da Operação Mãos Limpas). Durante esse período, as ligações entre políticos, empresários e sindicatos se tornaram arraigadas, e isso estimulou o crescimento do crime organizado.

Em troca de propinas, os políticos asseguraram aos membros do crime organizado que as autoridades supostamente responsáveis por combatê-los, e que também recebiam subornos para fazer vista grossa, seriam as mesmas por um longo período de tempo.  Isso tornou toda a operação bem menos custosa e muito mais previsível. 

E assim a máfia adentrou todos os grandes setores industriais do país, se entranhou nas instituições e criou uma intrincada rede de corrupção entre políticos, sindicatos, empresários e empreendimentos.

Esse arranjo e a corrupção daí resultante reestruturaram a economia da Itália quase que completamente.

Como consequência dessa total infiltração, ainda em voga, o crime organizado se espalhou e progrediu até um estágio em que, se ele for removido, a economia italiana — já combalida — certamente irá se desintegrar. Ou seja, mesmo que a cirurgia seja um sucesso total, o paciente irá morrer.

O fato de que a corrupção sempre esteve profundamente enraizada nas estruturas políticas, sociais e econômicas da Itália faz com que seja um grande desafio para o país sair de sua atual recessão tendo um sistema tão corrupto e insalubre. 

Por exemplo, um dos motivos do desarranjo das contas públicas, que levaram a dívida pública para os atuais 132% do PIB, é exatamente esta enraizada ordem político-econômica. Há muitos interesses poderosos que seriam afetados caso uma genuína austeridade fosse adotada, o que torna qualquer medida desse tipo virtualmente impossível.

Para piorar, os partidos políticos relevantes estão todos dentro do próprio governo. Ao passo que nos outros países ocidentais as finanças estão uma bagunça porque os próprios eleitores não aceitam abrir mão de benesses, na Itália, os políticos que votam o orçamento são os mesmos que irão diretamente utilizar esse dinheiro para beneficiar a si próprios e aqueles que estão politicamente ligados a eles.

Tudo isso impossibilita corte de gastos e redução de impostos. E os empresários já estabelecidos não têm nenhum interesse em que o governo reduza burocracias e regulamentações, pois estas funcionam como uma barreira à entrada da concorrência, garantindo assim sua reserva de mercado. No final, sem a criação de pequenas empresas para concorrer, os empresários já estabelecidos usufruem uma maior fatia de mercado.

Conclusão

Eis resumo da ópera italiana: o estado é inchado e voraz porque tem de satisfazer a vários grupos de interesse enraizados no governo. Como consequência dessa voracidade tributária, os encargos sobre o trabalho e sobre a folha de pagamento tornam proibitivo empregar alguém formalmente, as regulamentações e a burocracia não permitem que um empreendimento seja legalizado, e os impostos não permitem que as transações oficiais sejam lucrativas.

Quem já está estabelecido fica confortável sem a concorrência. Quem quer entrar ou apenas sobreviver tem de ir para a informalidade

A corrupção gerada pela simbiose entre governo e crime organizado, e que perpassa todo o país — políticos, empresários, sindicatos e mafiosos —, está tão profundamente arraigada, que tornou praticamente impossível qualquer reforma econômica. A única maneira de fazer uma reforma na Itália seria eliminando o governo central. O sistema que hoje existe é resultado de um poder político que cresceu de maneira irrestrita ao longo de quarenta anos, e que hoje se tornou onipresente. 

Se esse sistema indesejável não puder ser modificado, os italianos terão de mudar a única coisa que ainda podem mudar: o lugar em que vivem.

Os italianos mais jovens, especialmente os mais ambiciosos e capacitados, estão maciçamente deixando o país, uma tendência que foi intensificada desde o início da recessão de 2009. Deixar sua pátria pode acabar sendo um pequeno preço a se pagar caso o resultado seja a abolição do falido sistema vigente. Apenas isso pode fazer com que uma Itália melhor surja das cinzas.

 


autor

Emilio Parodi e Daniel Di Martino

Emilio Parodi estuda Comércio Internacional na Universidade de St. Louis, no campus de Madri

Daniel Di Martino é graduando em economia por Harvard


  • Felipe Lange  28/06/2018 16:33
    Vale lembrar que nem a Fiat suportou os sindicatos italianos e caiu fora e decidiu fazer parte de sua linha na Polônia. Pelo menos os italianos ainda podem comprar bons carros alemães, eslovacos, catalães, belgas e afins por um preço relativamente acessível.
  • Francisco A. Lobo  04/07/2018 01:17
    O colunista esqueceu de um detalhe importante: as hordas de imigrantes que invadem a Itália, assim com no resto da Europa.. Se esse quadro não mudar o país vai falir completamente..
  • Skeptic  04/07/2018 06:18
    Por que mão de obra barata causaria falência? A única resposta pra isso seria um estado assistencialista.
    Problema identificado.
  • Nathalia Gonçalves Machado  04/07/2018 18:25
    Governo esse que, exatamente por seu assistencialismo, gratifica os 'maus imigrantes', uma vez que seus programas de pensões e subsídios também se estendem a estes.
  • Marcelo Ferreira  28/06/2018 16:34
    Aos mais conhecedores das políticas italianas: como funciona a imigração para lá?
    A tia da minha namorada tem o sonho de mudar para lá, e levá-la junto. Eu, como um bom cavalheiro, estou a pesquisar os prós e contras para decidir se é uma alternativa viável.
    E ao ver artigos assim, fico com um pé atrás.
    Como são tratados os imigrantes por lá, e como funciona a tributação em cima das pessoas de fora?
  • Vinicius Costa  28/06/2018 16:34
    E agora nem mesmo pra Copa eles conseguem ir... ;)
  • Wagner  28/06/2018 16:40
    Isso sim é gravíssimo.
  • Felipe Lange  28/06/2018 17:43
    Por que não conseguem?
  • Oskar   29/06/2018 01:37
    Por favor, não estrague a zueira!
  • Giuseppe  28/06/2018 16:39
    A Itália realmente voltou no tempo. A economia hoje é 6% menor que em 2007. Isso com aumento de participação do governo na economia.

    www.zerohedge.com/news/2017-10-15/italys-parallel-fiscal-currency-all-you-need-know

    5 milhões de italianos se tornaram pobres.
  • Felipe Lange  28/06/2018 16:40
    Meu padrasto é romano e ele reclama da alta carga tributária de lá, ele ganha hoje fazendo serviços para pessoas comuns ("marido de aluguel").

    A informalidade é uma bênção em países atrasados e de burocracia soviética. Não sei se todos italianos são assim mas ele é extremamente frugal. Há guloseimas de lá (industrializadas) com qualidade que humilha as existentes aqui no Brasil.

    A Itália teve um período de liberdade econômica só na época em que era descentralizada em várias cidades-estado, como por exemplo no Renascimento?
  • Adriano  28/06/2018 16:48
    Sim, eles são bastante frugais. E uma das causas disso (se não a maior) é que a previdência já quebrou de fato e todos sabem disso. Sendo assim, nenhum italiano conta com ela. E aí como todo mundo sabe que ninguém receberá a aposentadoria, todos já sabem que devem poupar.

    P.S.: poupar em dinheiro vivo é um hábito tão profundamente arraigado na cultura italiana, que, pelo que eu me lembro, quase 8 milhões de italianos nem sequer possuem contas bancárias.
  • Felipe Lange  28/06/2018 17:46
    Eles não confiam nos bancos, por isso preferem guardar em dinheiro vivo? Pelo menos na minha imaginação seria guardar dinheiro embaixo do colchão.
  • Andre  28/06/2018 18:29
    Como assim a previdência italiana quebrou? Ninguém recebe aposentadoria? Só uma parte recebe? As aposentadorias são de valores ínfimos? Pode me explicar por favor?
  • Adriano  28/06/2018 18:39
    Não, é óbvio que a previdência italiana não quebrou oficialmente. Nenhum governo será maluco de admitir isso. Mas na prática nenhum italiano acredita que terá aposentadoria. Por isso poupam muito.

    Pode perguntar pra qualquer italiano. Não precisa confiar em mim não. Todo mundo sabe que não receberá aposentadoria no futuro. É uma questão puramente demográfica. A Itália está com crescimento populacional negativo (é o pior país europeu neste quesito). A população está encolhendo. Isso significa que não haverá mão de obra numerosa o suficiente para bancar os futuros aposentados (há vários artigos sobre isso aqui neste site).

    Acrescente a isso o fato de que os próprios jovens não encontram emprego (o que reduz as contribuições para a previdência) e o cenário está formado.

    Neste quesito, eles são muito mais espertos que nós. Aqui acontecerá a mesma coisa, só que o pessoal segue crente de que "o governo vai dar um jeito".
  • Andre  28/06/2018 18:52
    Entendi, que povo precavido, mas é um azar danado ter um sistema previdenciário desses e os bancos quase quebrados, só guardando dinheiro embaixo do colchão mesmo. No Brasil é assustador quão pródigo é o brasileiro, até pessoas instruídas e que mantém as contas em dia e alguma poupança não fazem nenhum plano para aposentadoria.
  • Jairdeladomelhorqptras  28/06/2018 17:20
    Caro Felipe Lange,
    "A Italia...liberdade econômica... descentralizada... renascimento?"
    Creio que a tua interrogação foi engano. Imagino que estavas afirmando.
    O assim chamado "renascimento", feito marcante da história humana, sem dúvida, foi possível pela descentralização e poderio econômico das cidades-estado italianas (no território hoje denominado Itália).
    Veneza, Florença, Gênova, Pisa, para citar algumas, deram ao mundo um período de glória. Podemos creditar isto, em grande parte, a competição que surgiu entre elas e a autonomia que conquistaram no período histórico citado.
    Entretanto, acredito, que a memória do glorioso "Império Romano" acabou prevalecendo no inconsciente coletivo dos Italianos. (Basta lembrar as tentativas de Mussolini de revivê-lo, tentando conquistar Etiópia, Líbia, Grécia etc). Assim, criaram um monstrengo. Um governo centralizado, ineficiente, corrupto, empobrecedor.
    Abraços
  • Murray  28/06/2018 20:25
  • euclides de oliveira pinto neto  30/06/2018 11:15
    Nesse período do Renascimento, foram iniciados os banqueiros de Veneza, khazarians que se estabeleceram nas cidades da região. Financiavam os mercadores e a nobreza, cobrando juros - proibidos à época entre os cristãos...os chamados judeus podiam cobra juros de clientes não judeus e iniciaram a atividade bancária com êxito. Veneza se destacou e fêz crescer toda a economia da região, como os Borgia, que inclusive teve um deles sido escolhido Papa...
    Financiavam expedições à China e à América do Norte, trazendo produtos dessas regiões. Logo surgiram problemas ligados à religião e os nobres resolveram expulsar os judeus, e os mesmos banqueiros, agora poderosos, migraram para a região de Amsterdam, na Holanda, onde estão estabelecidos até hoje, e fixaram-se também nas outras grandes cidades européias, formando comunidades de khazarians (chamados judeus), consolidando sua posição como banqueiros e preparando sua ascensão ao poderio economico, controlando o império britânico e mais tarde criando uma colonia gigantesca, chamada "Virginia Inc" e em 1871 criando a "USA Inc", atualmente Estados Unidos da America, sob a inspiração dos sionistas khazarians Rothschilds, donos do Federal Reserve Systems, Banco de Compensações Internacionais (BIS) e Fundo Monetário Internacional...
  • Roberto  28/06/2018 16:41
    Não sei se foi consequência, mas é empiricamente observável que a Operação Mãos Limpas em nada ajudou no quadro político do país. Muitos no Brasil estão esperançosos de que a Lava Jato oxigenará a política no Brasil. They are in for a big surprise!
  • Jairdeladomelhorqptras  28/06/2018 16:57
    Não sei não! E que tal trocar o nome da operação Mãos-limpas por Lava-jato? E da Itália por um país verde-amarelo?
    Piore um pouquinho somando educação precária e subdesenvolvimento. Resta o aeroporto para os italianos e o Paraguay para os bananeiros.
    Abraços
  • Adelson Paulo  28/06/2018 17:34
    A Itália só não está falida porque recebe bilhões de euros por ano de turismo. Com a globalização e as redes digitais, o turismo dos países orientais para a Europa se ampliou, e os italianos e franceses foram os maiores beneficiários desse novo fluxo.
  • Ravioli   28/06/2018 17:48
    Mamma mia " seguro-desemprego de até €1.300 por mês " !!!


    quanta grana hein.

    O país tem até uma renda alta, será por causa do EURO ?

    A coisa pode ficar mais feia ainda com a saída dos jovens italianos e a entrada massiva dos imigrantes.

    Talvez seja um país com uma outra conformação daqui algum tempo.




    Obs: Interessante o IMB admitir que a informalidade prejudica a eficiência de uma economia. Pobre livre mercado informal.
  • Tortellini  28/06/2018 18:09
    Você inverteu causa e consequência (não sei se foi proposital ou apenas quis bancar o esperto).

    A informalidade é um ponto de chegada, e não um ponto de partida. A informalidade não é onde as pessoas começam, mas sim onde elas terminam. A informalidade é a consequência de um sistema tributário, burocrático e jurídico extremamente oneroso, que impede que os setores menos favorecidos da população participem dele.

    O estado empurra as pessoas para a informalidade, e então passa a persegui-las e a criminalizá-las, restringindo totalmente suas liberdades.

    Quem está informal está proibido de utilizar serviços que são monopolisticamente oferecidos pelo estado (que proíbe qualquer concorrência), como judiciário para impingir a execução de contratos. Quem não tem como impingir a execução de contratos não tem como ser 100% eficiente.

    Adicionalmente, ao não reconhecer os pequenos empreendimentos informais, o estado impede que essas pessoas utilizem esse capital para tomar crédito e ampliar sua capacidade de produção.

    A economia informal não é um fenômeno indesejado que deve ser abolido, mas sim um sinal evidente de que as políticas intervencionistas do governo fracassaram abismalmente.

    Quem opera perseguido pelo aparato estatal não tem como ser 100% eficiente. Se fosse possível, era para a URSS ser uma potência de eficiência, pois, na prática, todo mundo operava na informalidade.
  • Rodolfo Andrello  28/06/2018 18:22
    Cenário triste. Pretendo dar início ao processo de naturalização italiana pelo critério do jus sanguini, mas infelizmente nesse momento para mim é uma incógnita se lá ou cá estará pior no futuro.
  • Caio  28/06/2018 18:31
    Se você já está aposentado e tem renda boa, a Itália é uma boa pedida. É belíssima e o povo é agradável. E se você escolher uma cidade que não é turística terá preços baixos.

    Procure na mídia e você verá que há várias cidades italianas desesperadas por estrangeiros ricos (que são vistos como "pacotes de estímulos" para a economia). Tem lugar vendendo casas a 1 euro.

    Apenas não caia na besteira de querer ir morar em Roma, Veneza ou Milão. Aí você vai virar mendigo.
  • Rodolfo Andrello  28/06/2018 18:39
    Esse é um bom critério. Na verdade as metrópoles não são nem a primeira nem minha segunda opção. Tenho uma preferência meio romântica de procurar me estabelecer nas localidades de onde vieram meus antepassados.
  • Sergio Palma  04/08/2018 12:13
    Se vc pretende iniciar seu processo da dupla cidadania, pode esperar uns 10 anos no mínimo após entrada no consulado Italiano da sua região com toda documentação que o qualificará para essa condição. Outra maneira é o reconhecimento direto na Itália, bem custoso e algumas vezes incerto em função de intermediários desqualificados. Enfim, quando sua cidadania for homologada, sem duvidas o cenário na Itália será outro. Espero que muito melhor....
  • Cruzado  28/06/2018 20:21
    A Itália moderna já surgiu da pilhagem. As carbonárias roubaram os territórios eclesiásticos no seculo XIX. Ou seja, um estado que já fundado por máfias.

    Tinha que ter uma Cruzada para restaurar os Estados Pontifícios.
  • anônimo  28/06/2018 22:03
    o mundo era melhor quando não tinha esses grandes blocos "econômicos" como a UE?
  • Fernando  29/06/2018 05:24
    Obviamente.
  • Jairdeladomelhorqptras  29/06/2018 20:55
    Caro Anonimo,

    "Sem os grandes blocos econômicos como a Unidade Européia o mundo era melhor?"
    Vamos pensar.
    Alemanha antes da unificação em 1871 era composta por cerca de 30 estados autônomos. Reinos, principados, cidades-estados, etc. Da Unificação surgiu a Alemanha Imperial unificada.
    O mesmo vale para a Itália. Unificou-se aproximadamente na mesma época: Império Italiano.
    Outros estados modernos sofreram o mesmo processo. Na sua maioria um conglomerado de povos que sofreram união (via de regra compulsória) em épocas anteriores. Por ex: Império Russo, Império Otomano, Império Britânico.
    Podemos incluir aí os EUA. Que fez uma guerra civil com 600.000 americanos mortos para manter uma união. (Mais uma vez, compulsória. E que matou mais americanos do que todas as guerras contra outras nações em sua história). Foi a guerra da Secessão. Se não houvesse esta guerra ou se o resultado fosse outro, provavelmente os EUA como conhecemos hoje não existiria. Seriam estados menores convivendo no território norte- americano.
    Agora a pergunta: teria sido melhor?
    Não sei te responder. Mas com certeza as duas guerras mundiais do século XX não teriam ocorrido.
    É provável que guerras localizadas entre pequenos estados continuassem. Mas seria impossível uma coordenação completa para arregimentar homens, recursos econômicos e doutrinários naquela magnitude. Só na I Guerra Mundial cerca de 62 milhões de homens pegaram em armas. Fora os interesses antagônicos entre os pequenos Estados. Seria improvável formar blocos como Tríplice Entente e a Tríplice Aliança como foi feito na I GM.
    E vale lembrar que foi aí, exatamente aí, exatamente na Primeira Guerra Mundial que iniciou-se de forma gritante a interferência econômica do Estado nos negócios privados dos seus cidadãos. Era a "Razão de Estado". Ela retirou de seus cidadãos uma enormidade de direitos. A conscrição tornou-se obrigatória. Por Razões de Estado você era obrigado a matar e/ou deixar-se matar.
    Não sei se respondi adequadamente a tua indagação. Espero ter ajudado.
    Abraços
  • Nilton  29/06/2018 08:29
    Conheçe um outro país assim?
  • Douglas Reichert  29/06/2018 17:46
    Me soa familiar esse estado grande, gordo, inchado, onipresente e inútil.
  • Bambino  29/06/2018 10:53
    Quando o IMB irá publicar um texto da história liberal dos EUA e Inglaterra?
  • Mineiro  29/06/2018 15:53
    Qualquer semelhança com o Brasil NÃO é mera coincidência!

    A diferença é que lá o povo já está se adiantando e fazendo as suas reservas, juntando dinheiro e bens para se aposentar.

    Aqui, o povo está juntando é DÍVIDAS, ganhando um "livro" ao financiar carros 1.0 a perder de vista, além de "apertamentos" que só permitem ter, no máximo, 1 ou 2 filhos.
  • Leonardo  01/07/2018 10:53
    Eu tenho uma dúvida relativa a isso, assistindo vídeos referentes a brasileiros que moram fora do Brasil, me deparei com vídeos de uma mulher que se mudou para Pisa, na Itália, ela diz que os valores para sobreviver são relativamente baixos comparados ao que se recebe lá e até fez uma visita a supermercado local. Alguém pode confirmar se é isso mesmo?

    Segue link para o vídeo: youtu.be/nn-j4ebtoZE
  • Iluminado  03/07/2018 05:09
    Brasil, Itália, França são países sem nenhuma perspetiva de melhora.

    Portugal e Espanha ainda possuem alguma esperança de mudanças.
  • anônimo  03/07/2018 16:10
    Seria a Italia o "Brasil" da Europa, ou o Brasil, a "Itália" da America do Sul?
  • Henrique Wenz  04/07/2018 16:15
    O texto é sobre o Brasil ou sobre a Italia?? kkkkk
  • pablo  04/07/2018 21:53
    Em compensação Portugal saiu da crise com um presidente socialista.
  • Manoel Moreira  04/07/2018 22:24
    O qual não só manteve as políticas de austeridade de seu antecessor, como também, em alguns casos, as aprofundou.

    Os gastos públicos foram reduzidos, o déficit caiu, e os investimentos públicos desabaram.

    Mais ainda: reduziu o tamanho do setor estatal em relação à economia portuguesa ao nível mais baixo em uma década.

    Quero um "socialista" desse aqui pro Brasil...

    Ademais, todas as melhorias observadas hoje já vinham ocorrendo desde 2013, e apenas mantiveram a tendência.

    Confira todos os números em detalhes.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2700
  • Renato Pucca  05/07/2018 09:54
    Moro na Itália e esse artigo retrata com exatidão e clareza tudo o que ocorre aqui.
  • Emerson Luis  06/07/2018 20:39

    O estatisno é insustentável; Itália, Brasil e diversos outros países precisam urgentemente de um choque de liberalismo e desestatização da economia e da sociedade.

    * * *
  • Anna  17/04/2019 18:37
    Fiquei lendo e quase me confundi com o brasil, e sobre a previdência, a mesma coisa vai acontecer aqui. Só que vai ser bem pior


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