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A obsessão com o consumo, o desprezo pela poupança e a indiferença ao investimento = atraso
Poupadores e inventores são essenciais, mas de nada adiantam se não houver empreendedores

Na academia e no meio econômico, muito pouca atenção é dada ao papel da poupança no progresso da sociedade. Ao mesmo tempo, uma enorme importância é direcionada ao papel do consumo.

Essa é uma situação curiosa.

Embora seja verdade que o objetivo supremo de toda atividade humana é o consumo — você trabalha e produz visando a uma renda que então irá lhe permitir pagar por produtos e serviços —, o fato é que não é possível haver consumo sem que antes tenha havido produção. E não é possível haver produção sem antes ter havido poupança.

Explico.

A natureza, por si só, nos agraciou com pouquíssimos bens de consumo, como maçãs em árvores ou frutas silvestres em arbustos. Se quisermos obter qualquer coisa além deste nível de consumo ofertado pela natureza, temos de antes produzir os bens que posteriormente iremos consumir.

Ou seja, primeiro temos de criar e construir ferramentas, instrumentos ou máquinas — em termos econômicos: bens de capital ou bens de produção —, os quais irão então nos ajudar a elevar a quantidade de bens de consumo fornecidos pela natureza (como maçãs e frutas silvestres) para um nível acima de sua quantidade natural ou que, melhor ainda, irão nos ajudar a criar bens de consumo totalmente novos, isto é, bens que não existem na natureza (como casas e carros).

No entanto, inventar, desenvolver e construir esses bens de capital (como facas, baldes, redes, martelos, tijolos, placas de aço etc.) são atividades que demandam tempo. E para sobreviver ao tempo necessário para a construção destes bens — isto é, ter o que comer e beber enquanto trabalha nestas atividades —, uma poupança prévia de alimentos e bebidas é necessária. Sem essa poupança prévia, e sem o "investimento" desta poupança na produção e na acumulação de bens de capital, nenhum aumento do consumo futuro será possível.

Indo para um arranjo mais moderno, uma sociedade que consumisse todos os recursos escassos disponíveis, sem poupar nada, não teria como transformar este recursos escassos em bens de capital. Não haveria cimento, aço, vergalhões, tijolos, azulejos, plástico, alumínio e vários outros recursos escassos para serem usados como insumos na produção. Consequentemente, nada conseguiriam produzir para o futuro. Assim, em uma sociedade puramente consumista não haveria um único bem de capital existente: não haveria moradias, não haveria fábricas, não haveria infraestruturas, não haveria meios de transporte, não haveria maquinários, não haveria escritórios e imóveis comerciais, não haveria laboratórios. Também não haveria cientistas, não haveria arquitetos, não haveria universidades.

Todos os indivíduos estariam permanentemente ocupados produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes — para serem imediatamente consumidos, e não dedicariam nem um segundo para a produção de bens de capital, que são investimentos de longo prazo que geram bens futuros. Por definição, se uma sociedade consome 100% da sua renda, ela não produz nenhum outro bem que não seja de consumo imediato.

O fato de economistas darem pouca ou nenhuma atenção e importância à questão da poupança, não obstante sua enorme importância, é uma questão relacionada à psicologia ou à sociologia da profissão econômica. Naturalmente, a explicação terá de ser um tanto especulativa.

O mais aparente motivo é a dominante influência adquirida por John Maynard Keynes e sua "economia keynesiana" desde o final da década de 1930, primeiro na Grã-Bretanha, depois nos EUA (capitaneada pelo influente Paul Samuelson), e dali ao redor de todo o mundo ocidental. Caracteristicamente, o livro Economics, de Samuelson, se tornou o mais influente livro-texto de economia do mundo pós-guerra, com pelo menos 3 milhões de cópias vendidas em 31 idiomas distintos. (A título de curiosidade, na edição de 1989, Samuelson escreveu: "A economia soviética é a prova cabal de que, contrariamente àquilo em que muitos céticos haviam prematuramente acreditado, uma economia planificada socialista pode não apenas funcionar, como também prosperar".  Dois anos depois, a URSS acabou.)

Entretanto, a razão mais fundamental para esta predominância keynesiana é outra, e envolve a imediata pergunta que se segue à explicação acima: por que e como a economia keynesiana alcançou tamanho e extraordinário sucesso?

A resposta: porque o keynesianismo ensina exatamente tudo aquilo que políticos e governos querem ouvir. E dizer e propagar aquilo que governos gostam de ouvir com o intuito de legitimar "cientificamente" tudo o que eles sempre querem fazer é algo que traz fartas recompensas para quem atua no ramo da "educação", isto é, dentro de um sistema escolar e universitário que é todo financiado e controlado (via Ministério da Educação) pelo governo.

Os "alto sacerdotes" do keynesianismo, com suas sinecuras nas mais prestigiosas e bem-remuneradas universidades do mundo, ensinam e pregam aquilo que é música para os ouvidos de todo e qualquer político: todos os problemas econômicos (estagnação, recessão, depressão ou qualquer outra coisa) são causados por uma escassez de consumo. E nunca, jamais são causados — como um simples bom senso guiado pela lógica diria — por uma falta de poupança ou por uma escassez de produção.

E como corrigir os problemas do baixo consumo e estimular o consumismo? Tributando os mais ricos (porque eles supostamente gastam muito pouco de sua renda no consumo e poupam muito) e repassando o esbulho aos pobres (que gastam praticamente toda a sua renda no consumo); colocando o Banco Central para imprimir mais dinheiro e repassá-lo ao Tesouro, que então irá gastá-lo (em literalmente qualquer coisa, até mesmo cavando buracos para depois preenchê-los); e colocando o Tesouro para pegar mais empréstimos, aumentando a dívida do governo.

O keynesianismo, em suma, é a teoria econômica favorita dos políticos simplesmente porque ela lhes concede um arcabouço supostamente científico para fazer aquilo que eles mais gostam: gastar dinheiro.

A teoria keynesiana diz que os gastos do governo impulsionam a economia; que expandir o crédito (melhor ainda se for subsidiado) gera crescimento econômico; que os déficits do governo são a cura para uma economia em recessão; que inchar a máquina estatal, dando emprego para burocratas, é uma medida válida contra o desemprego (quem irá pagar?); que regulamentações, se feitas por keynesianos, são propícias a estimular o espírito animal dos empreendedores.  E, obviamente, que austeridade é péssimo.

Qual político resiste a isso?

Corretamente, Ludwig von Mises ridicularizou essa "programa de estímulo" econômico como sendo a vã tentativa de efetuar o milagre bíblico de transformar pedras em pães.

Os efeitos da poupança sobre o progresso e a cultura

Com tudo o que foi dito acima, está implícito o efeito benéfico que a poupança traz não só para o progresso como também para a cultura.

Em todos os locais do mundo, a maioria das pessoas se esforça e batalha para conseguir mais e melhores ofertas de alimentos, de roupas, de moradias, de automóveis, de aparelhos de televisão, de computadores, de smartphones etc., e é impossível alcançar este objetivo sem a poupança e a acumulação de capital.

E, embora algumas pessoas ridicularizem essas conquistas como sendo "apenas" progresso material ou mesmo "afetações de materialismo", vale a pena enfatizar que é somente quando há uma melhora nas condições materiais da vida humana que a cultura humana também poderá evoluir, progredir e prosperar.

É impossível haver escritores, compositores, músicos, pintores, escultores, atores etc. se não houver papel, tinta, impressoras, instrumentos musicais, cores, aquarelas instrumentos para esculpir, teatros, museus, galerias, sala de cinema etc. Sem poupança e acumulação de capital, nada disso é possível. 

Acima de tudo, não existiria nada disso se a riqueza e a prosperidade material permitidas pela poupança e acumulação de capital não tivessem permitido tempo livre para tais atividades.

Mas só a poupança não basta - é necessário haver inventores e empreendedores

Por mais importante e indispensável que seja a poupança para a prosperidade econômica e para o aumento do padrão de vida, ela por si só não basta.

Podemos poupar o máximo que conseguirmos e acumular enormes quantidades de bens de consumo intactos (não consumidos); porém, se não tivermos a menor ideia de como investir essa poupança, isto é, de como convertê-la ou em bens de capital que aumentem a produtividade ou em novos e melhores bens de consumo, não haverá nenhum grande progresso gerado pela poupança.

Ou seja, além de poupar e acumular, é necessário ter a ideia de uma rede, de um barco, de um martelo, de uma casa, de um carro, de uma calculadora, de um computador, de um telefone celular etc., e é necessário ter o conhecimento de como projetar e fabricar estes itens. E isso requer imaginação, inteligência, criatividade, engenho e habilidades, todas elas características humanas.

A diferença entre nós e o homem das cavernas é que nós, hoje, temos mais conhecimento do que eles. Biologicamente, somos os mesmos. Os neurônios em nossos cérebros são os mesmos. O mundo físico à nossa volta é o mesmo (todos os recursos físicos necessários para se fazer celulares, tablets, computadores, carros e aviões já existiam naquela época). Mas a nossa vida hoje é infinitamente melhor e mais confortável por causa do nosso conhecimento acumulado, o qual permitiu o surgimento de várias invenções que nos trouxeram enormes melhorias materiais (e também culturais).

Consequentemente, qualquer sociedade que tenha a intenção de melhorar suas próprias condições materiais deverá reconhecer a importância destes talentos e qualidades humanas, e honrar aqueles indivíduos que demonstrarem tê-las.

E a maneira de fazer isso não é concedendo a estes inventores e inovadores privilégios garantidos pelo estado, como monopólios intelectuais (conhecidos como "patentes"), uma vez que isso irá retardar e distorcer a difusão do conhecimento humano. A maneira certa é dando-lhes louvores e reconhecimento público.

Mais ainda: reconhecimento e louvor devem também ser direcionados a empreendedores e aos talentos empreendedoriais, e não apenas aos inventores. Afinal, não basta apenas ter poupadores e criadores engenhosos ou mesmo fabricantes de novos e melhores bens de capital e de consumo. Para melhor satisfazer as demandas dos consumidores e aumentar o padrão de vida material, também é necessário que todos os produtos sejam produzidos da maneira mais racional, mais econômica e menos custosa possível, de modo que a produção de um bem específico não se dê em detrimento da produção de outro bem mais demandado e mais valioso.

É neste ponto que o empreendedor e o talento empreendedorial — em busca do lucro e tentando evitar prejuízos — entram em cena. O empreendedor poupa ou pega emprestado dinheiro de poupadores (com a promessa de que irá pagar o principal mais juros), contrata e paga inventores, técnicos e outros trabalhadores, compra ou aluga terreno, matérias-primas e bens de capita para então, finalmente, produzir o produto final que ele tenha optado por produzir.

Ele faz tudo isso na esperança de que irá obter um lucro monetário, isto é, receberá mais dinheiro com a venda do seu produto final do que gastou em sua produção.

Colocando de maneira simples, o empreendedor adquiriu materiais que, em seu estado bruto e inalterado, valiam $100 e então alterou essa matéria-prima e adicionou criatividade e mão-de-obra, gerando um produto final que as pessoas irão voluntariamente adquirir por $150. Seu lucro é uma indicação de que ele foi bem-sucedido em transformar um insumo até então menos valioso para a sociedade em um produto final mais valioso. Ao fazer isso, ele gerou valor para a sociedade e auferiu um lucro por causa disso. Ele aumentou não apenas o seu próprio bem-estar como também o bem-estar social dos consumidores.

No entanto, ser um empreendedor em busca do lucro é uma atividade extremamente arriscada. O empreendedor não tem nenhum controle sobre os potenciais consumidores do seu produto. Eles podem não estar dispostos a pagar o preço pedido — ou então, a este preço pedido, podem querer comprar apenas uma quantidade menor do que a que foi produzida.

Assim, tambem há a constante ameaça de um prejuízo financeiro, com ele gastando mais dinheiro na produção do que recebendo com as vendas — o que traria não apenas um prejuízo monetário e pessoal para ele, como também e ao mesmo tempo representaria uma perda de bem-estar em decorrência de um desperdício econômico.

Voltando ao exemplo acima, ele adquiriu materiais que, em seu estado bruto e inalterado, valiam $100 e então alterou essa matéria-prima e adicionou criatividade e mão-de-obra, gerando um produto final valorado em apenas $50 pelas pessoas. Ele não apenas teve um prejuízo financeiro, como também subtraiu riqueza da sociedade, imobilizando recursos escassos em produtos pouco valorados. 

São pouco os que conseguem

O sucesso e o fracasso empreendedorial não são uma mera questão de boa ou má sorte, como em uma loteria. O sucesso depende da capacidade do empreendedor de fazer uma correta estimativa das demandas futuras dos consumidores em relação a um produto ou serviço específicos.

E o talento humano necessário para identificar corretamente consumidores em potencial, bem como futura disposição deles em pagar por esse bem ou serviço específico, é um talento que não está distribuído igualmente entre todas as pessoas.

A maioria das pessoas ao redor do mundo possui pouco ou mesmo nenhum talento nesta área, e consequentemente nem sequer tentam se aventurar no empreendedorismo. E, mesmo entre aqueles que se aventuram, a maioria fracasse e rapidamente desaparece da área. Somente um pequeno número de pessoas possui o necessário talento empreendedorial para, de maneira contínua, se mostrar bem-sucedido e, com isso, se manter no ramo por muito tempo em um mercado concorrencial e não protegido pelo governo.

Estes, acima de tudo, devem ser publicamente reconhecidos e louvados (e jamais serem invejados), se o objetivo for a melhoria das condições materiais da humanidade.

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autor

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.



  • Vladimir  18/06/2018 17:08
    Povo: "Não há uma quantidade suficiente de bens e serviços".

    Economista sensato: "É por isso que há preços: para racionalizar o consumo e estimular a produção naqueles setores de preços mais altos.".

    Economista keynesiano: "Apenas consumam mais, como se não houvesse amanhã. A produção então irá aumentar... de alguma maneira".
  • Anti-Estado  18/06/2018 17:20
    Impressão minha ou o economista keynesiano se parece muito com o Homer Simpson?
  • Henrique  18/06/2018 18:34
    Tem manifestoche que acha que a solução é sair para a rua batendo panelas...


    Abraços
  • Meirelles  18/06/2018 18:43
    Concordo. São completos otários que acreditam em governo e acham que políticos podem melhorar nossas vidas.

    Agora, pior ainda que paneleiro é quem elegeu e reelegeu Dilma. E ainda pior é quem defende Lula, o real arquiteto da nossa tragédia. Para esses, nem hospício. São seres completamente dementes que devem ser imediatamente retirados de circulação para benefício da sociedade.
  • Guilherme  19/06/2018 11:46
    É indescritível o prazer que sinto ao ler, que até hoje os arrogantes autoritários estão com as panelas engasgadas na goela.

    O ódio que eles sentem por terem levado um cala a boca, através das panelas, só não é maior que o ódio que sentem pela perda da oportunidade de terem nos escravizados.

  • Pensador Puritano  19/06/2018 16:33
    Vamos continuar batendo panela contra governos opressores,o Temer já é favas contadas,pois ruim com ele mil vezes pior com a dupla Lula-Dilma.
  • Voltaire  20/06/2018 16:59
    Ok, Henrique. O que isto tem a ver com o artigo?
  • Ulysses  18/06/2018 17:18
    A ênfase dada ao consumo advém da (falsa) pressuposição de que o fenômeno da escassez já foi solucionado. Para esses economistas, nunca há um problema de alocação de recursos e não há a questão de como e onde tais recursos serão direcionados.

    Para eles, toda a economia funciona como se fosse um truque de mágica: "Quero uma pizza!", e puf!, surgirá uma pizza prontinha. Nenhuma consideração quanto ao seu longo processo de produção. Os ingredientes utilizados na fabricação dessa pizza não surgem do nada. Todos eles precisaram ser fabricados ou plantados e colhidos, em um processo que demora meses.

    No final, a produção será magicamente criada pela simples demanda.

    Lembra-se do "suponha que a vaca é uma esfera", nas aulas de física? Economistas keynesianos partem do mesmo princípio.
  • Rodolfo Andrello  18/06/2018 17:51
    Por mais que eu reconheça a clareza da teoria e repudie a propriedade intelectual... note-se, considero que se eu reproduzir a fabricação do produto Coca cola no meu quintal eu não pratico um agir antiético. Ainda assim, sou temeroso quanto aos resultados pragmáticos da coisa, no caso substituir a exploração exclusiva de um produto (prática atual), pela solução comentada no artigo, onde os inventores seriam recompensados "dando-lhes louvores e reconhecimento público"
  • Jefferson  18/06/2018 18:07
    Ué, mas isso já acontece no ramo da moda. As cópias surgem da noite pro dia, e no entanto trata-se de uma das indústrias mais lucrativas do mundo. Não há absolutamente nenhum tipo de direito autoral ou de patente. A pirataria corre solta e ainda assim a indústria está cada vez mais forte. A cada ano surgem novas grifes e consumo de roupas de uma marca específica só aumenta (exceto em épocas de crise econômica, obviamente).

    Você pode comprar cópias de roupas e bolsas de enorme qualidade, e ainda assim as marcas originais continuam ganhando fábulas de dinheiro.

    Lá as cópias correm soltas e a indústria está cada vez mais forte. A cada ano surgem novas grifes e consumo de roupas de uma marca específica só aumenta (exceto em épocas de crise econômica, obviamente).

    E os grandes nomes da sua indústria são podres de ricos. E todas as suas obras são copiadas livremente. Não há absolutamente nenhum tipo de propriedade intelectual, os produtos piratas e baratos abundam, e mesmo assim os lucros das grandes seguem intactos.

    Não podemos também nos esquecer da indústria de cosméticos e de perfumes. Estas também só se expandem. Embora as cópias existam em profusão, os investimentos em linhas caras de perfumes só aumenta

    Pela sua lógica, sem propriedade intelectual e patentes, não haveria incentivo à criatividade. A indústria da moda já deveria estar morte há muito tempo. Não era para ter mais grifes, e ninguém mais frequentaria shoppings para comprar roupas de uma marca específica.
  • Rodolfo Andrello  18/06/2018 18:25
    Na verdade meu exemplo foi bem preciso. No caso de eu replicar exatamente o produto coca cola, com sua fórmula e seus insumos, eu estou entregando para o cliente um produto com idêntica qualidade ao dito original. Já o exemplo que você citou, perfumes, eu consigo dizer exatamente o por quê de um ferrary black vendido no camelô ser inferior ao vendido pelo proprietário da franquia, isso por quê eu conheço as características do produto: aroma, fixação, durabilidade. No seu outro exemplo, mundo da moda, eu certamente não sou a pessoa mais indicada pra comentar, pois é área que eu não saberia julgar se o produto original entrega um valor superior considerando-se o material, qualidade da costura, a durabilidade da tinta, (se desbota na primeira lavada ou não). Mas você que demonstrou maior familiaridade com esse ambiente poderia discorrer melhor sobre esse quesito. Já quanto ao perfume me vejo na obrigação de discordar da sua opinião.
  • Francisco  18/06/2018 18:33
    No ramo da moda, as cópias são idênticas. O material é o mesmo, o corte é o mesmo, o tecido é o mesmo. No ramo das bolsas, em específico, há mulheres que falam que o material também é o mesmo (embora eu não saiba dizer).

    Em todo caso, sobre a Coca-Cola, recomendo você ver esta história dela, que mostra que ela só se tornou o que tornou por causa de privilégios governamentais, sendo portanto ainda mais imoral qualquer tipo de patente:

    A Coca-Cola, os privilégios governamentais e a guerra às drogas - uma relação que poucos conhecem
  • Charles   19/06/2018 02:11
    O link está quebrado
  • anônimo  19/06/2018 03:46
  • Jailma Viana  18/06/2018 18:12
    A pergunta que fica: como é possível estimular a poupança se o próprio governo pratica confisco da mesma? (Governo Collor). Como estimular a poupança se o próprio governo cria inflação ridicularizando qualquer tentativa de poupança? (governo Kubitchek, governo joão Goulart, governos militares que fizeram a correção monetária para continuar com a inflação, que estourou no governo do civil Sarney. Como ter poupança se o governo deglute quarenta por cento do PIB e avacua obras inúteis e/ou inacabadas? Como, meu Deus do Céu?
  • Luciano viana  19/06/2018 00:49
    Porisso que a solução pros nossos problemas é o livre mercado, e nao a contribuicao obrigatoria em todos os nossos bens , pra pagar servicos nao demandados( burocracia) , assim sobraria mais dinheiro pra vc investir nonque quiser, ao passo que na obrigação imposta, vc fica sem com que pupar, e enriquece quem fica com seu dinheiro
  • Yomura  18/06/2018 18:20
    Ok até entendi a teoria e não vi erros lógicos nela. Mas a dúvida é: se o consumo for desincentivado, ou seja se as pessoas não consumirem, quem irá investir para criar um sistema de produção em massa? O certo não seria um equilibrio entre consumo e poupança?
  • Amante da Lógica  18/06/2018 18:25
    Consumo é inevitável. Nunca há consumo zero. Consequentemente, nunca há problema de demanda. Por definição.

    Consumir é algo que ocorre naturalmente; consumir é intrínseco ao ser humano. A partir do momento em que você sai da cama até o momento em que você vai dormir você está demandando e consumindo coisas. Trata-se do impulso mais natural do ser humano. É impossível viver sem demandar e consumir. Por isso, a ideia de que é necessário "estimular o consumo ou a demanda" é completamente ilógica. A demanda é algo que ocorre naturalmente pelo simples fato de sermos humanos.

    Portanto, o problema não é e nem nunca foi "estimular a demanda". O grande problema sempre foi criar a oferta. De nada adianta haver demanda se não houver oferta.

    É exatamente a oferta o que sacia a demanda.

    O que permite a oferta? A produção. E o que permite a produção? O investimento. E o que permite o investimento? A poupança. Fim.

    Uma sociedade consumista consome todos os recursos (matéria-prima e insumos) disponíveis, impossibilitando que os mesmos sejam utilizados em investimentos de longo prazo, que são os que realmente elevam o padrão de vida da população.

    Tendo entendido isso, você finalmente perceberá que "investir e criar um sistema de produção em massa" só é possível em sociedades poupadoras. Por definição. Lá no Sudão do Sul, todo mundo consome imediatamente tudo o que produz. Lá ninguém poupa. Tudo é imediatamente consumido. Como seria possível criar ali "um sistema de produção em massa"?

    "O certo não seria um equilibrio entre consumo e poupança?"

    Óbvio, até porque é impossível não consumir. Você gasta eletricidade, você consome alimentos, você consome combustível, você utiliza roupas, você gasta borracha, você compra mantimentos para a casa etc. Como não haver consumo?

    Outra coisa: sempre há aquelas pessoas que pouparam muito no passado e que hoje podem se dar ao luxo de gastar mais. Esse é um processo contínuo. Consequentemente, sempre há no presente gastos de pessoas que pouparam no passado.

    Logo, o consumo nunca cairá. Por definição.
  • Akira  18/06/2018 18:41
    Falácia da composição.

    Keynes demonstrou que a partir da busca do próprio interesse, o que é mais racional do ponto de vista individual, pode levar justamente a resultados opostos do ponto de vista global. Dai o surgimento da macroeconomia. Se um agente econômico busca racionalmente do ponto de vista individual aumentar sua poupança diminuindo seu gasto em épocas de crise, isto pode levar ao contrário do que ele deseja, se todos os outros agirem da mesma forma. Pois o gasto de um, significa a renda do outro no fluxo econômico.

  • Iván  18/06/2018 18:56
    Para começar, essa lógica keynesiana se baseia na crença de que ações individuais voluntárias — as pessoas decidem poupar mais de livre e espontânea vontade — podem ser deletérias para toda a economia. Na visão keynesiana, tal comportamento não é algo racional; não é um comportamento adotado voluntariamente de acordo com as condições econômicas. Ao contrário, trata-se de um comportamento irracional, de um "espírito animal". É algo que acontece do nada. As pessoas simplesmente param de gastar e começam a poupar.

    Sim, se várias pessoas repentinamente decidirem parar de gastar toda a sua renda e decidirem poupar boa parte dela com a intenção de consumir apenas no futuro, isso obviamente terá certos efeitos sobre parte da economia, uma vez que haverá menos demanda por certos tipos de bens e serviços. Isso é algo óbvio e nada controverso.

    Mas o que isso gerará? Essa é a questão principal. E ela nos leva ao principal problema com esta visão: ela ignora por completo a verdadeira "função social" da poupança.

    Esta função social da poupança, e sua importância para o desenvolvimento das economias, foi destacada pelo economista austríaco Eugen von Böhm-Bawerk, que escreveu em 1910:

    "Aquilo que todos conhecem como "poupança" tem, como consequência imediata, um lado negativo: o não-consumo de uma fatia de nossa renda. Ou, em termos aplicáveis à sociedade que utiliza o dinheiro, o não-gasto de uma porção do dinheiro recebido anualmente.

    Este aspecto negativo da poupança é o mais imediatamente evidente em nosso dia a dia e, com efeito, é o único que as pessoas imaginam existir. São muito poucas as pessoas que realmente param para pensar no destino subsequente das somas de dinheiro poupado; elas apenas imaginam que o dinheiro ficou parado dentro de uma conta bancária.

    Mas é exatamente aqui que começa a parte positiva do processo da poupança, o qual irá se completar muito longe do campo de visão do poupador — cujas ações, entretanto, foram as que deram o impulso a toda a atividade que virá a seguir.

    O banco irá recorrer a essa poupança de seus depositantes e irá emprestá-la para empreendedores de várias maneiras: empréstimos para a construção civil, empréstimos para a abertura de pontos comerciais, empréstimos para a ampliação de instalações industriais, empréstimos para a construção de fábricas, empréstimos para a contratação de mão-de-obra, empréstimos para capital de giro etc.

    Desta maneira, a poupança de uns foi direcionada para o financiamento de atividades produtivas, as quais, sem esta ajuda, não poderiam ter êxito. No mínimo, não alcançariam a mesma eficiência."


    Essa é a primeira consequência positiva da poupança: se ela não existisse, não haveria depósitos nos bancos e, consequentemente, não haveria crédito nem para o consumo e nem para o investimento.

    Em suma, sem a poupança não há investimento, e sem investimento os países não cresceriam.
    [Detalhe: quanto menos poupadora é uma sociedade, mais o governo tenta remediar essa situação expandindo ele próprio o crédito, por meio da simples criação de dinheiro. As consequências são a inflação de preços e os ciclos econômicos

    No entanto, vários oferecem resistência a esta ideia de que é necessário poupar. Ao próprio Böhm-Bawerk os contrários à poupança diziam que, se todos os indivíduos decidissem poupar 25% de sua renda ao mesmo tempo, isso iria restringir a demanda por bens de consumo, levando a economia a uma forte recessão.

    E haveria recessão não somente porque cairia a demanda por bens de consumo, mas também porque a demanda por bens de capital (aqueles utilizados para produzir bens de consumo, como máquinas e ferramentas) iria igualmente cair. Afinal, quem iria comprar uma máquina que fabrica sapatos se ninguém quer comprar sapatos, já que todos decidiram poupar mais? Consequentemente, quem investiria na produção de máquinas?

    A esta acusação Böhm-Bawerk respondeu de maneira magistral:

    "Nesta premissa — de que a poupança significa necessariamente uma redução na demanda por bens de consumo — está faltando uma única, porém muito importante, palavra: 'presente'.

    Para começar, o homem que poupa reduz a sua demanda por bens de consumo presentes, mas de maneira alguma ele reduz seu desejo geral por bens que lhe deem prazer. A "abstinência" gerada pela poupança não é uma abstinência absoluta, ou seja, ela não gera uma renúncia definitiva a todo e qualquer bem de consumo. Ele continua consumindo bens básicos no presente. Mas abrirá mão do consumo, no presente, de bens mais luxuosos. Mas tal renúncia não é definitiva. Ela é apenas uma postergação.

    O motivo principal daqueles que poupam é precisamente preparar-se para o consumo futuro; ter meios com os quais suprir suas demandas futuras ou as de seus herdeiros.

    Isso significa, nada mais nada menos, que eles desejam garantir que terão controle sobre os meios que permitirão a satisfação de seus desejos futuros, isto é, sobre o consumo de bens em um período futuro.

    Em outras palavras, aqueles que poupam reduzem sua demanda por bens de consumo no presente justamente para poderem aumentar proporcionalmente sua demanda por bens de consumo no futuro."


    Ou seja, a poupança é a restrição do consumo presente visando a um aumento do consumo futuro.

    Não existe isso de poupança gerar depressão, mesmo porque é impossível o ser humano parar de consumir. No fundo, o que você está realmente querendo dizer é que uma queda no consumo pode afetar os números do PIB e com isso atrapalhar a reeleição do político que está na presidência.
  • John Maynard Keynes  21/06/2018 01:27
    Truco, 6, 9, 12 ladrão! Rsrsrs
  • Kira  18/06/2018 21:01
    Primeiro ponto o ético: o dinheiro é meu fruto do meu trabalho, logo eu guardo e gasto o quanto achar melhor e quando melhor. Segundo ponto, todo poupador busca garantias futuras. terceiro ponto, sempre haverá pessoas que poupam para investir. Quarto ponto, ninguém vai para de consumir porque poupa, ou a civilização morreria. As Pessoas decidem guardar alguma porção de sua renda e acumular e com o resto consomem e pagam suas contas. O crescimento massivo da poupança e moeda deflacionária reduziria a qualidade do consumo a bens de primeira ordem, como alimentos, roupas, e contas mensais. Isso criaria um sinalizador ao mercado, precisariam baixar os preços dos outros produtos menos imediatos para a sobrevivência e haveria constante ajuste a isso. Investidores também estariam lidando com uma moeda deflacionária, por tanto de alto valor, e também experimentariam o abaixamento sistemático de preços e ajuste de mercado, além de sua poupança também ser estimulada, o que incentivaria mais investimentos futuros. Intervenções governamentais não vão alterar a preferência dos consumidores, vão inflacionar e roubar impostos. Nada disso melhora em nada a produtividade real.
  • Um leigo qualquer  18/06/2018 18:57
    "[...]se o consumo for desincentivado, ou seja 'se as pessoas não consumirem', quem irá investir para criar um sistema de produção em massa?"

    Desincentivar o consumo não significa necessariamente que as pessoas pararão de consumir. Significa que elas vão consumir menos no presente e, portanto, tenderão a comprar outros bens ou serviços mais dispendiosos no futuro (ou criar um empreendimento). Chamamos a isso de preferência temporal.

    Em relação a quem iria investir em um sistema de produção em massa, seriam as pessoas que pouparam no passado e, depois de um determinado tempo e de análises exaustivas sobre a viabilidade de um projeto, criam produtos - ou serviços - baratos e acessíveis ao povo.
  • anônimo  18/06/2018 19:07
    Sim. Ninguém poupa e gasta a poupança ao mesmo tempo. Por isso, nunca haverá consumo zero. O que há são vários consumos futuros em D, D+1 ,D +2 etc.

    Por exemplo: uma pessoa decide que irá aplicar dinheiro durante 2 anos para trocar de carro. Um dia depois ou até mesmo no mesmo dia desta decisão, outras pessoas que começaram a poupar dois anos atrás e já estão satisfeitos com o acumulado irão usar esses recursos. É um fluxo. Não existe isso de "dinheiro parado fora da economia".
  • Leigo  19/06/2018 12:06
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2717
  • Nonato  18/06/2018 18:24
    O dinheiro poupado pelas pessoas, em muitos casos, está sendo usado pelo governo (através dos títulos públicos). Isto não reduz o benefício para a sociedade que a poupança deveria proporcionar?
  • Guilherme  18/06/2018 18:34
    Sem dúvidas. E é exatamente por isso que o estado tem de reduzir seus gastos para parar de absorver poupança da sociedade, poupança esta que, sem os déficits do governo, seria direcionada para investimentos produtivos. Apenas mais uma prova de que não há como abolir a escassez.

    Artigo inteiro sobre essa sua correta constatação aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2578
  • Luciano viana  19/06/2018 00:59
    Sim, porisso que quando o gov gasta demais e usa essa sua poupanca sua pra cobrir os gastos, ele suga o dinheiro pra cobrir suas nerdas e isso faz subir os juros, penalizando os empreendedores, acabando com o efeito positivonque sua poupanca ia gerar. O problema aqui não é vc poupar, mas o gov torrar os impostos , gastar acima( defict) e sugar sua poupanca tirando do mercado, que podeiru dar um uso mais racional pra ela.
  • Akira  18/06/2018 18:34
    Se o governo pode imprimir dinheiro, ele pode forçar a roda da economia a girar mais rápido, desde que os agentes continuem produtivos.

    Assim como os agentes privados, o governo não tem bola de cristal e não sabe qual investimento vai dar certo, mas ele tem mais capacidade de apostar...do que os agentes privados.

    O investimento por meio de agentes privados ocorreria de forma mais lenta e gradual.

    O problema mor é que o governo muitas vezes financia projetos improdutivos e gera crescimento artificial.
    A dúvida que fica é se seria um erro do governo ou uma falta de ajuste no projeto improdutivo. Um projeto improdutivo poderia se tornar produtivo. O crescimento artificial poderia deixar de se tornar artificial. Mas os agentes tem que acompanhar o impulso fornecido pelo governo.






  • Kurosawa  18/06/2018 18:46
    Exato. É só o governo imprimir dinheiro e sair gastando que aí tudo magicamente surgirá. Carros cairão do céu, laptops e smartphones surgirão em meio às moitas, e prédios se erguerão das árvores.

    Afinal, todo mundo sabe que a simples criação de pedacinhos de papel pintado (ou, mais moderno, dígitos eletrônicos numa tela de computador) criam pujança e prosperidade.

    Acima de tudo, impressão de dinheiro não só faz surgir recursos escassos como ainda direciona estes recursos escassos para aqueles empreendimentos mais racionais e demandados pelas pessoas -- empreendimentos estes que só podem ser determinados por políticos, seres de indiscutivelmente superior capacidade de percepção e de alocação de recursos.
  • Akira  18/06/2018 19:23
    É só o governo distribuir esse papel pintado aos agentes produtivos.

    O governo tem maior capacidade de impulsionar a economia.

  • Pós-Keynesiano  18/06/2018 20:54
    Exato. Dilma foi uma ótima aplicadora desse conceito.
  • Jailma Viana  18/06/2018 23:57
    Caro Akira,
    A semelhança fundamental entre o governo e o investidor privado é que ambos não bola de cristal. Certo.
    Só que quando o investidor privado investe de forma desastrosa quem arca com os prejuízos é ele mesmo ou os acionistas/sócios do empreendimento. Quem fez o investimento equivocado é que perde o próprio patrimônio. Portanto o investimento privado tende a ser mais cauteloso, mais calculado, mais analítico quanto aos riscos/benefícios.
    Já quando o governo investe de forma desastrosa, (que é quase a regra) quem paga o prejuízo sou eu, você, todos nós. Portanto o investimento público (o agente público que faz o investimento desastrado raramente é penalizado) tende a ser mais demagógico, mais atabalhoado , mais ineficiente, mais caótico.
    Abraços
  • Um leigo qualquer  18/06/2018 18:51
    OFF

    Só uma constatação.
    O Instituto Mises Brasil é o mais famoso entre os institutos ao redor do globo?
    Visitei algumas vezes o instituto Mises hispânico e USA e sempre que leio um artigo e desço à seção de comentários vejo no máximo uns 2 comentários (excetuando-se os mais famosos). E aqui um artigo mal é lançado e rapidamente vejo uma enxurrada de gente comentando.
    Talvez aqui haja mais briga.
  • Leitor Antigo  18/06/2018 19:02
    Exceto o americano, os outros institutos são bastante invisíveis. O canadense e o hispânico são os mais proeminentes, mas não têm penetração. Há um polonês, mas não acompanho.

    Porém, em termos de comentários o MI americano também é muito forte. Só que lá é pelo Disqus (o que permite um comentarista bloquear (não ver) o que outro escreve, e a coisa sempre descamba para agressões gratuitas. Aqui nos comentários do IMB também há patadas, é verdade, mas estas sempre vêm recheadas de argumentos. Não há patada gratuita. Aliás, a agressão gratuita é exclusivamente iniciada por pára-quedistas que caem aqui e já saem xingando. Estes sim levam sapatadas, mas sempre com argumentos. Em toda a minha história aqui, nunca vi uma resposta agressiva que não viesse também com argumentos.
  • Felipe  18/06/2018 20:12
    Muitas vezes, mera briga de egos, pra ver quem "sabe mais".
  • Jailma Viana  19/06/2018 00:21
    Caro Felipe,
    Se a "briga de egos para ver quem sabe mais " utiliza argumentos inteligentes e baseados nos fundamentos da ciência econômica eu, (uma ignorante), elejo um favorito, (geralmente o mais mau caráter, o mais impoliticamente correto, o mais cáustico) torço como se fosse o meu Grêmio, (sem precisar ligar na globo) e sempre, após esta " briga de egos alheios", saio com aquela sensação de que me diverti, me ilustrei, de que estou sabendo mais sobre economia, enfim, de que usufruí prazeirosamente do meu tempo. Mas deve ser só porque tenho poucos conhecimentos.
    Abraço fraterno.
  • Felipe  20/06/2018 19:19
    Vou ser logo direto, diferente de sua resposta: tem muito comentário bacana aqui, simples e direto, mas muitas vezes o que vejo é um monte de discurso vazio, cheio de termos sem sentido, só pra encher linguiça. Você vai concordar.
  • Vagner  18/06/2018 19:03
    No Brasil, país pobre, a taxa de poupança é de míseros 14% do PIB. Já a China tem mais de 40% do PIB em poupança sustentando suas altas taxas de investimento.

    A desgraça aqui, novamente, pela falta de poupança, é fruto do roubo institucionalizado pelo governo que drena nada mais, nada menos que 35,42% do PIB em tributação.

    Se não fosse a evasão fiscal (sonegação), o aparato estatal brasileiro estaria sugando o equivalente a malditos 46% do PIB.
  • Jailma Viana  19/06/2018 00:23
    Resumindo: o "sonegador" é um patriota.
  • Luiz Carlos  18/06/2018 19:05
    Olha, o artigo ia bem até escreverem esta baboseira: "E a maneira de fazer isso não é concedendo a estes inventores e inovadores privilégios garantidos pelo estado, como monopólios intelectuais (conhecidos como "patentes"), uma vez que isso irá retardar e distorcer a difusão do conhecimento humano. A maneira certa é dando-lhes louvores e reconhecimento público". Quanta imbecilidade!!! Se tivessem estudado propriedade intelectual como estudaram economia não diriam isso. Os EUA são os que mais concedem patentes e são os mais inovadores. Todas as nações do mundo concordam com o sistema mundial de patentes. Existem tratados internacionais da OMC e da OMPI ratificados por centenas de países. Mas um economista fraquinho resolve criticar sem fundamentação... "Você entende de patentes o que Keynes entende de economia". Veja se esta sua explicação não é a mesma utilizada pela esquerda social. Aliás, você deve ter tirado essa explicação de alguma cartilha da CUT. Louvor? Mises virou igreja evangélica agora? Vai louvar o inventor? Puxar o seu saco? Fazer elogio? E o lucro do coitado por ter se esforçado na invenção? Sem noção... A disfunção do seu cérebro me diz que você é retardado em relação ao conhecimento humano. PATENTES SENHORES PROMOVEM A INOVAÇÃO. ELAS DÃO AO INVENTOR O DIREITO DE EXPLORAR SUA IDEIA, TER LUCRO COM ISSO E SE MOTIVAR A INVENTAR MAIS E MELHOR. Qualquer livro de introdução à PI explica isso.
  • Azenha  18/06/2018 19:16
    Quanto mais arrogante é o sujeito, mais ele demonstra sua inferioridade intelectual. Recorrer ao uso da caixa alta apenas evidencia sua insegurança.

    Você pode perfeitamente discordar da posição do autor, mas desde que você demonstre saber minimamente do que está falando, o que claramente não é o seu caso.

    A ideia de monopólio intelectual não apenas é errada e confusa, como também é muito perigosa. Ideias — receitas, fórmulas, declarações, argumentações, algoritmos, teoremas, melodias, padrões, ritmos, imagens etc. — certamente são bens (na medida em que são bons e úteis), mas não são bens escassos. Tão logo as ideias são formuladas e enunciadas, elas se tornam bens não escassos, inexauríveis.

    Suponha que eu assobie uma melodia ou escreva um poema, e você ouça a melodia ou leia o poema e, ato contínuo, os reproduza ou copie. Ao fazer isso, você não expropriou absolutamente nada de mim. Eu posso assobiar e escrever como antes. Com efeito, o mundo todo pode copiar de mim e, ainda assim, nada me foi tomado. (Se eu não quiser que ninguém copie minhas ideias, tudo que eu tenho de fazer é mantê-las par mim mesmo, sem jamais expressá-las.)

    Agora, imagine que eu realmente possua um direito de propriedade sobre minha melodia de tal modo que eu possa proibir você de copiá-la ou até mesmo exigir um royalty de você caso o faça. Primeiro: isso não implica, por sua vez, que eu também tenha de pagar royalties para a pessoa (ou para seus herdeiros) que inventou o assobio e a escrita? Mais ainda: para a pessoa (ou seus herdeiros) que inventou a linguagem e a criação de sons? Quão absurdo é isso?

    Segundo: ao impedir que você assobie minha melodia ou recite meu poema, ou ao obrigá-lo a pagar caso faça isso, estou na realidade me transformando em seu proprietário (parcial): proprietário parcial de seu corpo, de suas cordas vocais, de seu papel, de seu lápis etc. porque você não utilizou nada exceto a sua própria propriedade quando me copiou.

    Se você não mais pode me copiar, então isso significa que eu, o dono do monopólio intelectual, expropriei de você a sua "real" propriedade. Donde se conclui: direitos de propriedade intelectual e direitos de propriedade real são incompatíveis, e a defesa da propriedade intelectual deve ser vista como um dos mais perigosos ataques à ideia de propriedade "real" (sobre bens escassos).

    Direitos de Propriedade Intelectual não são propriedade, mas sim um ataque à propriedade alheia — e, logo, completamente ilegítimos. A PI permite que o inventor (I) ou o 'primeiro criador' de um produto — um texto, uma figura, uma musica ou qualquer outra coisa — proíba todas as outras pessoas de fazerem uma réplica deste produto; ou, no mínimo, que ele cobre uma licença de uso, mesmo que o replicador (R) esteja utilizando exclusivamente a sua própria propriedade (e não se aposse de nenhuma propriedade de I). Desta forma, I é elevado à condição de co-proprietário da propriedade de R.

    Ou seja, na prática, tem-se a abolição do mais básico direito de propriedade.
  • Jefferson  18/06/2018 19:20
    "E o lucro do coitado por ter se esforçado na invenção? [...] PATENTES SENHORES PROMOVEM A INOVAÇÃO. ELAS DÃO AO INVENTOR O DIREITO DE EXPLORAR SUA IDEIA, TER LUCRO COM ISSO E SE MOTIVAR A INVENTAR MAIS E MELHOR."

    Realmente, sem monopólio intelectual e patentes, não há incentivo à criatividade e não há lucros. Por exemplo, a indústria da moda -- onde as cópias correm soltas -- já morreu há muito tempo. Não há mais grifes, e ninguém mais frequenta shoppings para comprar roupas de uma marca específica.

    Não podemos também nos esquecer da indústria de cosméticos e de perfumes. Eu nunca mais na minha vida vi lojas de perfumes. Todos compram as cópias baratas, e nenhum artista investe em linhas de perfumes.

    Né?

    Bobalhão, no ramo da moda, as cópias ocorrem da noite pro dia, e no entanto trata-se de uma das indústrias mais lucrativas do mundo. Não há absolutamente nenhum tipo de direito autoral ou de patente. A pirataria corre solta. Mais ainda: você pode comprar cópias de roupas e bolsas de enorme qualidade, e ainda assim as marcas originais continuam ganhando fábulas de dinheiro.

    E os grandes nomes da sua indústria são podres de ricos. E todas as suas obras são copiadas livremente. Não há absolutamente nenhum tipo de propriedade intelectual, os produtos piratas e baratos abundam, e mesmo assim os lucros das grandes seguem intactos.

    Aliás, carai, no próprio cinema é assim. Filme lançado hoje já está disponibilizado em sites para ser baixado
    amanhã. Hollywood deve estar desaparecendo....

    É cada coitado sem nenhum intelecto que desaba por aqui.
  • Demolidor  19/06/2018 15:45
    Realmente, sem monopólio intelectual e patentes, não há incentivo à criatividade e não há lucros. Por exemplo, a indústria da moda -- onde as cópias correm soltas -- já morreu há muito tempo. Não há mais grifes, e ninguém mais frequenta shoppings para comprar roupas de uma marca específica.

    E desde quando grifes e marcas não são propriedade intelectual?

    Nós não vivemos num mundo sem propriedade intelectual nem no mercado da moda.
  • Jefferson  19/06/2018 15:59
    Os nomes das grifes e marcas são propriedade intelectual, mas seus produtos são inteiramente copiados. Na prática, é como se eu fosse capaz de construir um Porsche igualzinho ao original, com a mesma qualidade, com a mesma durabilidade e tudo, mas a um preço 100 vezes mais barato e com outro nome.

    O fato é que o mercado da moda é o mais pirateado do mundo, com cópias perfeitas e extremamente mais baratas. No entanto, é também um dos mais lucrativos do mundo, apesar dessa "pirataria".

    Isso mostra que a cópia, por si só, não afeta a lucratividade de um mercado criativo que está sempre em busca de inovações.

    O mercado da moda, em suma, refuta a tesa de que é necessário haver patentes e a concessão de monopólio intelectual para que uma determinada indústria prospere e seja lucrativa. Se os defensores de patentes estivessem corretos em sua teoria, então era para o mercado da moda já ter morrido há muito tempo, e marcas como Gucci, Prada, Zara, Dolce Gabbana etc. seriam coisas de museu.
  • Demolidor  19/06/2018 16:28
    O mercado da moda, em suma, refuta a tesa de que é necessário haver patentes e a concessão de monopólio intelectual para que uma determinada indústria prospere e seja lucrativa. Se os defensores de patentes estivessem corretos em sua teoria, então era para o mercado da moda já ter morrido há muito tempo, e marcas como Gucci, Prada, Zara, Dolce Gabbana etc. seriam coisas de museu.

    Então você não é contra propriedade intelectual, mas patentes. Como Rothbard.

    Dê nome correto aos bois.
  • Jefferson  19/06/2018 18:04
    Por que eu não seria contra monopólio intelectual?! De onde você tirou isso?
  • Luiz Carlos  19/06/2018 21:01
    Que burro. Não sabe a diferença entre direito autoral e propriedade industrial.
    Confunde tudo. O brasileiro é mesmo paspalho. Basta ver os comentários...
    Vocês só sabem assistir futebol...
  • Yves  19/06/2018 22:52
    O criador do vestido requer direito autoral pelo seu desenho. A marca que o produziu reclama propriedade industrial. (Normalmente, ambos são o mesmo).

    O copiador copia o desenho e copia a produção. E o vende mais barato. Ao copiar a ideia, ele não subtraiu nada de ninguém. O originador da ideia continua livre para usá-la. O fabricante também.

    Proibir isso significa convocar políticos e burocratas armados para jogar na cadeia um inocente que simplesmente aumentou a oferta de um produto demandado.

    Qual exatamante é o crime?
  • Cobaia  20/06/2018 16:18
    Que burro. Não sabe a diferença entre direito autoral e propriedade industrial.
    Confunde tudo. O brasileiro é mesmo paspalho. Basta ver os comentários...
    Vocês só sabem assistir futebol...


    E você até o momento falhou em mostrar qualquer discussão significativa, apenas ataques emocionais e tentativas de ofensa sem fundamento, consequentemente acabou descartado da discussão. Parabéns.
  • Demolidor  20/06/2018 18:22
    Na boa, fossem esses comentaristas contra propriedade intelectual gente que realmente entenda do assunto, como Benjamin Tucker, ainda daria para discutir.

    Agora, não tem condição alguma quando o sujeito defende a existência de marcas e grifes, defende que alguém se passar por outro autor é fraude, mas vai contra todo o conceito de propriedade intelectual. Primeira coisa, antes de discutir: tenha certeza de que entende o conceito e que tem um bom embasamento teórico e prático.

    Pelo que entendi aqui, o principal problema é com patentes. Concordo, realmente há problemas na maneira como são hoje, algo que Rothbard também identificou. Mas dêem uma olhada nos argumentos que este autor expressa e, principalmente, nos argumentos que Spooner coloca. E verifiquem o que ocorre na prática: patentes, em geral, só são estratégia em setores inovadores, para poder aproveitar algumas décadas de uso exclusivo de uma técnica, fórmula, desenhos (algo praticamente inóquo segundo muitos advogados. Daí seu baixo uso na indústria como um todo e na moda, em particular, onde marcas e grifes são protegidas, mas desenhos não) ou algo do gênero, enquanto torna pública a inovação para qualquer um olhar. Outras empresas, como fabricantes de refrigerantes, preferem simplesmente manter suas fórmulas secretas.

    Eu, particularmente, tenho a minha preferência fica aqui: fico com Rothbard e Spooner. E, de maneira alguma, vejo o desrespeito a contratos (a base toda da propriedade intelectual, extensivamente debatida por esses autores), como algo compatível com a conduta libertária. Dizer que só porque uma peça está em seu computador faz tanto sentido quanto dizer que um carro alugado é seu só porque está na sua garagem.

    Por fim, temos um defensor da propriedade intelectual, para variar, xingando brasileiros, como se outros povos fossem lá exemplo de sabedoria, boa educação e não assistissem futebol, algo que uma visita a qualquer país da Europa Ocidental já evidenciaria.
  • Cobaia  18/06/2018 20:36
    Quanta imbecilidade!!! Se tivessem estudado propriedade intelectual como estudaram economia não diriam isso.

    Como se o estudo da economia pudesse ser feito independente do estudo da propriedade...
    Prossigamos...

    Os EUA são os que mais concedem patentes e são os mais inovadores.

    Este site possui ampla informação sobre como isso funciona, de teoria à empiria, enquanto sua afirmação implica que a inovação dos EUA é consequência das patentes, e claro, sem explicar como isso acontece. Básico sobre discussões: se quer ser capaz de demonstrar a veracidade de uma afirmação, esteja pronto para fazer uma defesa racional de sua tese, ou observe sua afirmação ser completamente ignorada pelos demais participantes.

    Todas as nações do mundo concordam com o sistema mundial de patentes. Existem tratados internacionais da OMC e da OMPI ratificados por centenas de países.

    O PCC, o Comando Vermelho e demais organizações criminosas (inclusive o Estado) também concordam que seus pertences serão melhor utilizados por eles do que por você, mas não penso que seja tolo o suficiente para levá-los a sério, do contrário nem o aparelho que utilizou para escrever essa mensagem estaria contigo.

    Mas um economista fraquinho resolve criticar sem fundamentação...

    O Hoppe deve estar em profunda depressão ao ler este comentário e descobrir que ele é "fraquinho"...

    "Você entende de patentes o que Keynes entende de economia"

    Talvez a única frase que não precisa ser questionada, pois é verdade conforme conhecimento exposto em seu comentário.

    Veja se esta sua explicação não é a mesma utilizada pela esquerda social. Aliás, você deve ter tirado essa explicação de alguma cartilha da CUT

    Até onde lembro, nem a "esquerda social" nem a CUT entendem um mínimo sobre economia, mas são veteranos na arte da parasitagem alheia enquanto conseguem enganar suas vítimas dizendo que é para o bem delas.

    Louvor? Mises virou igreja evangélica agora? Vai louvar o inventor? Puxar o seu saco? Fazer elogio? E o lucro do coitado por ter se esforçado na invenção? Sem noção... A disfunção do seu cérebro me diz que você é retardado em relação ao conhecimento humano

    Em uma explicação bem simplista: A vantagem do inventor é ter a novidade em primeira mão, o que permite um enorme poder de barganha inicial. Essa vantagem se esvai com o tempo, à medida que concorrentes vão se acostumando com a invenção. O pagamento do inventor é essa margem inicial potencialmente alta de ganhos.

    O louvor, ao contrário de igrejas que normalmente prometem ganhos no pós-vida, vem na forma de lucros ao inventor conforme descrito acima, e caso ele consiga criar mais coisas, terá mais lucro. Se conseguir fazer isso consistentemente, uma carreira de inventor dedicado poderia ser uma opção.

    Agora sobre a disfunção cerebral: Ao contrário de outras escolas de economia, a Escola Austríaca coloca uma ênfase enorme no conhecimento humano, mais precisamente na ação humana, com amplo material sobre o assunto. É como um magrelo fora de forma brigar com um campeão de boxe imaginando ser capaz de ganhar: quem você pensaria que tem uma disfunção cerebral?

    PATENTES SENHORES PROMOVEM A INOVAÇÃO. ELAS DÃO AO INVENTOR O DIREITO DE EXPLORAR SUA IDEIA, TER LUCRO COM ISSO E SE MOTIVAR A INVENTAR MAIS E MELHOR. Qualquer livro de introdução à PI explica isso.

    Explica, explica e não explica... É de se imaginar que, como patentes promovem a inovação, logo, aqueles países usuários do sistema de patentes seriam grandes motores da melhoria da qualidade de vida de todos. Aí observamos o Brasil, usuário do sistema, sendo uma potência em invenções que beneficiaram enormemente a humanidade, consequentemente, um lugar com grande qualidade de vida... então paro de delirar e observo que sua teoria não se sustenta na realidade, e questiono sua sanidade ao fazer todo esse ataque emocional em espaço disponível publicamente.
  • Kira  18/06/2018 21:17
    Na lógica dos defensores de patentes, pessoas deixarão de criar e inovar sabendo que existe demanda e possibilidade de ganhar muito dinheiro apenas porque um concorrente não será temporalmente impedido de fazer um produto similar. Chega a ser ridículo. No final das contas empresas teriam que disputar por eficiência ou nome de marca dependendo do tipo de mercado e produto como sempre foi, apenas sem barreiras temporais de vencimento de patentes. A demanda sempre vai existir e o lucro milionário também, então pessoas, empresas, empreendedores ficariam deprimidinhas, iriam a falência, abandonariam seus investimentos e seus lucros, porque há concorrentes querendo fazer produtos similares sem lhes pagarem royalities, mesmo sabendo que há demanda, que empresas que criam cultura de mercado ganham nome e valor acima das outras por inovarem? O valor é subjetivo e marca e cultura de consumo é importante para muita gente. produtos de nicho sempre existirão, produto comuns sempre existirão, ausência de "propriedade" intelectual não vai fazer as pessoas deixarem de produzir sabendo que existe demanda e possibilidade de lucro.
  • Demolidor  18/06/2018 21:39
    Eu sou rothbardiano nesta questão:

    www.libertarianism.org/columns/libertarian-views-intellectual-property-rothbard-tucker-spooner-rand

    Propriedade intelectual é matéria de contrato.
  • Leigo  19/06/2018 12:34
    Olha, o artigo ia bem até escreverem esta baboseira: "E a maneira de fazer isso não é concedendo a estes inventores e inovadores privilégios garantidos pelo estado, como monopólios intelectuais (conhecidos como "patentes"), uma vez que isso irá retardar e distorcer a difusão do conhecimento humano. A maneira certa é dando-lhes louvores e reconhecimento público".

    Se tivessem estudado propriedade intelectual como estudaram economia não diriam isso.

    Mas um economista fraquinho resolve criticar sem fundamentação...

    Veja se esta sua explicação não é a mesma utilizada pela esquerda social.

    Aliás, você deve ter tirado essa explicação de alguma cartilha da CUT.

    A disfunção do seu cérebro me diz que você é retardado em relação ao conhecimento humano.


    Antes de atacar um autor, pesquise sobre o mesmo. Pode apostar que ele estudou muito mais sobre propriedade intelectual que você. Pode apostar que ele não criticou sem fundamentação e existem vários argumentos neste sentido. Pode apostar que essa ligação com a esquerda social não faz sentido algum. Tirado de uma cartilha da CUT?! O assunto é controverso, quem tem disfunção no cérebro e não consegue discutí-lo é você.

    Ah, não precisa nem pesquisar muito, vou deixar um link aqui para adiantar seu trabalho:
    www.google.com.br/search?q=hans+hermann+hoppe&oq=hans+hermann+hoppe&aqs=chrome..69i57j0l5.3158j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8
  • Luis  18/06/2018 23:35
    Certamente Mises recebia direitos autorais pelos livros que escrevia. E merecia. Sobre as PI na industria, sao mais dificeis de serem obtidas e imitadas. Por isso existem espionagem industrial e engenharia reversa. E existe tambem o conceito de modelo de utilidade ( quer dizer, fazer algo que todo mundo ja faz -um chuveiro, por exemplo- só que maneira unica).
  • thiago  19/06/2018 13:22
    Os direitos autorais de bens que podem ser copiados por mídias eletrônicas me parecem justos, como em músicas e ilustrações. Me parece justo, por exemplo, que quem reproduzir músicas em seu estabelecimento comercial com vistas a agregar valor ao seu negócio deve pagar direitos autorais aos artistas. Já para bens materiais a coisa é diferente. A patente até me pareceu justa por um momento; mas podemos pensar que quem "descobriu" algo já leva grande vantagem em ser pioneiro em produzir esse algo em larga escala e lucrar com isso; e não precisa necessariamente desvendar todos os detalhes do seu produto final, ainda que haja pressão para divulgar, por exemplo, os "ingredientes" utilizados, algo que me parece justificável. Já a engenharia reversa me parece válida, porém "pouco inteligente", pois se investe em descobrir e produzir algo que já está descoberto e produzido; quem já descobriu e produz tem tanta vantagem competitiva que não faz muito sentido investir nisso; ainda que se descubra a receita, haveria um enorme e oneroso processo de inserção no mercado.
    Um caso concreto de direitos autorias que não se justifica na minha opinião é o de palavras cruzadas diretas da revista Coquetel. Imaginaria que a forma do jogo, cruzadas diretas, não deveria estar protegida (é uma ideia simples), mas sim os jogos específicos produzidos, com suas respectivas dicas e, principalmente, cruzamentos de palavras.
  • Kira  19/06/2018 16:15
    Direito autoral não existe e ponto! "Os direitos autorais de bens que podem ser copiados por mídias eletrônicas me parecem justos, como em músicas e ilustrações. Me parece justo, por exemplo, que quem reproduzir músicas em seu estabelecimento comercial com vistas a agregar valor ao seu negócio deve pagar direitos autorais aos artistas. "

    Isso além de impossível de controlar na prática, como é hoje, em nada reduz o lucro dos artistas, no máximo significa publicidade gratuita ao trabalho de músicos e bandas que terá como consequência aumento de suas receitas e público futuro. Isso vale até mesmo para músicas tocando em rádios. Ausência de patentes não vai impedir artistas de ganharem muito dinheiro. As pessoas querem ver o artista, sua performance. Gravadoras lucram com contrato com empresários para uso de ferramentas de gravação pelos músicos; uma parte ganham com vendas de mídia digital, mas devido ao contrato feito previamente com empresários e o artista. Se alguém cópia uma música de um artista, nada impede do artista de continuar usando sua própria música como sempre usou. O público não vai fugir, as pessoas querem ver a pessoa específica, ou o grupo específico, já que pessoas especialmente no ramo artístico tem talentos, voz, performance e carisma únicos. A própria pirataria hoje caso não saiba é útil para a indústria áudio visual, apesar de não se admitir isso publicamente. Se uma rádio tocar música de um artista, isto já está sinalizando a fama e importância que ele deve ter, uma publicidade gratuita que não vai ter efeito negativo se o "hit" for de sucesso. Se estabelecimentos comerciais tocam música, isso só é prova da popularidade e de futuros compradores possíveis das músicas ou clientes de show. Artistas poderiam inclusive copiar a música de outros e usar para lucro próprio, isso em nada vai reduzir o lucro do original, vai apenas fortalecer a fama e provável lucro do original. Se uma rádio compra o CD de um artista, ou um estabelecimento comercial, ele comprou o produto, uma vez comprado o produto é propriedade de quem compra, e usa como quiser.
  • Andre  18/06/2018 19:41
    A taxa de poupança do Brasil está em 14% do PIB e a taxa de investimento 16%, esse paiseco não sai do buraco tão cedo.
  • Keynesiano  18/06/2018 20:51
    Que ideia mais antiquada. É só imprimir dinheiro pro governo ter participação de 50% do PIB que o país se torna próspero.
  • Luiz Moran  18/06/2018 20:59
    O Mises Brasil aprova o nome de Paulo Guedes como ministro da economia de Jair Bolsonaro?
  • Leitor Intruso  18/06/2018 21:15
    Eu aprovo. Quem não aprova é o próprio Bolsonaro.

    www.oantagonista.com/brasil/o-plano-de-paulo-guedes-nao-vai-para-frente/
  • Richard Gladstone de Jouvenel  20/06/2018 13:43
    Eu cansei de dizer que ele ia mandar o homem andar na prancha assim que ele pudesse.

    Só não achei que ia ser tão rápido...
  • Maquiavel  18/06/2018 22:29
    Esse coitado do Guedes só vai servir pra dar lustro à candidatura do milico estatista. Se ele chegar lá, será logo chutado. Joaquim Levy feelings.
  • Kelvin Celsius  18/06/2018 23:41
    Ao registrar uma patente, estão impedindo outras pessoas de terem por conta própria tal idéia sob pena de multa. Patentes não são compatíveis com sistemas éticos de defesa de propriedade privada.
  • Luiz Moran  19/06/2018 15:08
    O sistema de patentes estimula a pesquisa & desenvolvimento, a busca por aprimoramentos, novas tecnologias, serviços, produtos e idéias inovadoras, ora, quando se consegue uma patente é porque houve todo um trabalho dedicado, dinheiro investido, tempo, etc..

    Por que você acredita que o estimulo à P&D continuaria existindo, se, uma inovação não pudesse ser explorada financeiramente por quem investiu tempo e dinheiro nela?

    Trata-se do mesmo conceito de propriedade privada: uma pessoa consegue realizar o sonho de comprar uma casa, por exemplo, com os frutos do trabalho acumulado por ela.

  • Pobre Paulista  18/06/2018 23:52
    Sobre as patentes:

    O mecanismo da patente atua diretamente CONTRA a inovação, por um motivo muito simples: Cria-se uma corrida completamente artificial para a resolução de um dado problema, e ganha quem chegar primeiro.

    Oras, não só é impossível garantir que o primeiro é aquele que apresenta a melhor solução para o problema, como é de se esperar justamente o contrário: Para se conseguir rapidamente uma patente basta correr com uma solução porca e imediatista.

    E pronto, qualquer um que queira inovar na área, com soluções realmente boas, está proibido pelo governo e ainda terá que pagar um arrego para aquele que fez um trabalho porco.

    Depois dos bancos centrais, as patentes são o segundo elemento mais nocivo para uma sociedade próspera.
  • Antonio Jr  30/10/2018 00:53
    Pobre Paulista,

    Se a solução que ganhou a patente é porca e imediatista ela não impede outras soluções de serem inventadas e patenteadas.

    Se a solução patenteada é nova, porém ruim, ela está fadada ao fracasso pelo próprio mercado, e exatamente por isso a patente não fará nenhum mal.

    Por outro lado, se a solução foi realmente inovadora e boa, o pesquisador que investiu tempo e dinheiro para pensar em algo inventivo merece ser recompensado pelo seu trabalho.
  • Jornalismo  19/06/2018 02:45
    Como vocês avaliam a morte do jornalismo graças ao monopolio da google/youtube?

    O jornalismo profissional está colapsando no mundo todo como negócio. A principal causa para isso é o grande duopólio da publicidade digital formado pelo Google (Adsense e YouTube) e Facebook, que asfixiou a principal fonte de receita dos produtores de conteúdo. Estes se veem disputando migalhas de verbas publicitárias, sejam veículos de editoras grandes e renomadas (algumas delas estão com dívidas próximas a R$ 1 bilhão),
  • Eduardo  19/06/2018 03:50
    Google é monopólio?! Monopólio significa, por definição, restrição à liberdade de entrada. E a única entidade com poderes para restringir a liberdade de entrada é o governo. O governo impede a entrada de concorrentes contra a Google? Como?

    Qualquer pessoa é totalmente livre para entrar e concorrer com a Google. Mas poucos fazem isso? Sabe por quê? Porque os consumidores se mostram satisfeitos com os serviços ofertados pela Google. Tanto é que só usam essa ferramenta de busca.

    No entanto, há mais de uma dúzia de concorrentes do Google, por exemplo. Por que você não os usa? Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy e StartPage estão aí, implorando para você utilizá-los.

    Por que você não os utiliza? Simples: porque você reconhece que os serviços fornecidos pela Google são os melhores. Consequentemente, você voluntariamente privilegia a Google em detrimento dos outros. Você não quer abrir mão da qualidade e da praticidade do Google. Nem eu.
  • Leigo  19/06/2018 12:21
    Alguns artigos para o "jornalismo":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1900
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2097
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2647
  • Emerson Luis  19/06/2018 10:39

    Não existe prosperidade duradoura

    baseada em endividamento e consumismo.

    * * *
  • Rafael Lourenço  19/06/2018 16:33
    Que área de comentários amigos. Parabéns pelo nível. Essa área complementa demais a mensagem do texto. Aprendendo muito aqui!!!
  • Edilson  19/06/2018 23:21
    Obrigado pelo artigo.
  • Alérgico ao Capitalismo  20/06/2018 18:08
    Indagação aos privatistas:

    Vamos supor que alcançamos o Ancapistão, e um rumor falso é espalhado a respeito de alguém(vamos supor que espalharam que a pessoa fez algum ritual com crianças, como aconteceu de verdade no Guarujá). Pessoas se revoltam e decidem se reunir em frente a casa da pessoa injustiçada, com ameças de matar ela. Tecnicamente, a propriedade dela não estaria sendo agredida, já que eles(as pessoas) estariam em frente a casa dela. Qual seria a medida tomada em um mundo onde forças estatais de força(policia) não existem? muitos vão dizer que ela poderia chamar uma policia privada, mas e se ela não tiver dinheiro?
  • Alérgico à ignorância   20/06/2018 18:40
    No ancapistão as ruas são propriedade privada. Logo, as chances de haver esse cenário descrito (uma turba alucinada e ameaçadora zanzando por ruas privadas) é nulo.

    E isso nem é delírio, não. Hoje mesmo esse cenário não seria possível em nenhum condomínio privado. Ele é plausível apenas em ruas estatais.

    Logo, seu cenário teórico é impossível. Hoje mesmo, no mundo atual, ele já não é possível de ocorrer em condomínios privados.
  • Alérgico ao Capitalismo  20/06/2018 18:58
    No ancapistão as ruas são propriedade privada. Logo, as chances de haver esse cenário descrito (uma turba alucinada e ameaçadora zanzando por ruas privadas) é nulo.

    Ah, é? e quais seriam as medidas para impedir isso? você iria começar um tiroteio ou matar um por um da turba alucinada? ou pior, cobraria pedágio para cada cinco metros percorridos na rua privada?

    As supostas "soluções" para esse cenário pavoroso já me dão calafrios.
  • Marcos  20/06/2018 20:50
    Haha, o cara chega aqui fazendo uma pergunta que ele jura ser desafiadora. Aí recebe uma resposta não só educada como também que remete a um exemplo prático do mundo real.
    Aí ele fica puto e diz que teve "calafrios" (ui!).

    P.S.1: Eu nem sou anarcocapitalista (acho perda de tempo pensar em algo que jamais irá ocorrer), mas reconheço que tal teoria nada mais é do que a aplicação do que acontece em um condomínio privado. Ora, diga você um exemplo prático de uma turba que entrou em um condomínio privado para fazer algazarra na frente da casa de um morador. Desconheço.

    P.S.2: Você, é claro, pode discordar quanto à "desejabilidade", mas vai passar aperto caso tente provar que, por exemplo, ruas estatais e inseguras são preferíveis a ruas privadas e seguras.
  • Flávio Ferreira  21/06/2018 19:46
    Hans-Hermann Hoppe chamou a atenção para três elementos essenciais ao desenvolvimento econômico: poupança, inventores e empreendedores. Existem vários outros também como, por exemplo, uma moeda estável, boas instituições, respeito à propriedade privada, etc.

    O artigo de Hoppe é excelente e contém algumas ideias embrionárias que merecem uma elaboração mais detalhada. Quero chamar a atenção para dois trechos do artigo que tratam, respectivamente, do incentivo aos inventores e aos empreendedores.

    "Por mais importante e indispensável que seja a poupança para a prosperidade econômica e para o aumento do padrão de vida, ela por si só não basta.
    (...)
    [A] nossa vida hoje é infinitamente melhor e mais confortável por causa do nosso conhecimento acumulado, o qual permitiu o surgimento de várias invenções que nos trouxeram enormes melhorias materiais (e também culturais).

    Consequentemente, qualquer sociedade que tenha a intenção de melhorar suas próprias condições materiais deverá reconhecer a importância destes talentos e qualidades humanas, e honrar aqueles indivíduos que demonstrarem tê-las.

    E a maneira de fazer isso não é concedendo a estes inventores e inovadores privilégios garantidos pelo estado, como monopólios intelectuais (conhecidos como "patentes"), uma vez que isso irá retardar e distorcer a difusão do conhecimento humano. A maneira certa é dando-lhes louvores e reconhecimento público."

    Hoppe está absolutamente correto quanto à estrutura de incentivos aos inventores. Uma boa indicação bibliográfica que detalha tal estrutura de incentivos é o livro de Joel Mokyr, resenhado aqui .

    O outro trecho que gostaria de destacar é este:

    "Mais ainda: reconhecimento e louvor devem também ser direcionados a empreendedores e aos talentos empreendedoriais, e não apenas aos inventores. Afinal, não basta apenas ter poupadores e criadores engenhosos ou mesmo fabricantes de novos e melhores bens de capital e de consumo. Para melhor satisfazer as demandas dos consumidores e aumentar o padrão de vida material, também é necessário que todos os produtos sejam produzidos da maneira mais racional, mais econômica e menos custosa possível, de modo que a produção de um bem específico não se dê em detrimento da produção de outro bem mais demandado e mais valioso."

    Este é o principal argumento do livro de Deirdre McCloskey, resenhado aqui .


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