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No final, Trump expôs a hipocrisia dos líderes da União Europeia em relação ao livre comércio
Mas sua aposta é arriscada - para todo o mundo

A lista de países que possuem os maiores superávits comerciais com os Estados Unidos é liderada pela China, que exporta US$ 375 bilhões a mais do que importa. É seguida, à distância, pelo México (US$ 71 bilhões), Japão (US$ 69 bilhões), Alemanha (US$ 65 bilhões), Vietnã (US$ 38 bilhões), Irlanda (US$ 38 bilhões) e Itália (US$ 31 bilhões).

Se considerarmos o relatório americano sobre o comércio externo do país (Office of the US Trade Representative 2018 National Trade Estimate), que relata todas as barreiras tarifárias e não-tarifárias que as outras nações impõem aos EUA, os mercados que mais impõem medidas protecionistas contra os EUA são China, União Europeia, Japão, México e Índia. 

Que surpresa.

Estes fatos explicam muito mais sobre o fracasso da reunião do G7 do que qualquer análise maniqueísta sobre Trump, Justin Trudeau (primeiro-ministro do Canadá), Emmanuel Macron ou qualquer um dos líderes que lá se reuniram.

Durante os últimos vinte anos, os governos ao redor do mundo adotaram amplamente a desastrosa ideia de "turbinar" seus respectivos números do PIB por meio de políticas que estimulam a demanda. Na prática, a ideia era construir um excesso de capacidade produtiva, subsidiá-la e então ficar na esperança de exportar esse excesso ... para os Estados Unidos.

Aço e alumínio, assim como a indústria automobilística, são exemplos claros: governos de vários países protegem e subsidiam essas indústrias para que elas produzam uma capacidade excessiva na esperança de que outras indústrias de outros países irão fechar suas fábricas ineficientes. Com isso, os países que protegeram e subsidiaram conseguirão exportar mais para estes outros países que já fecharam suas fábricas.

Enquanto isso, as barreiras contra o comércio cresceram continuamente entre 2009 e 2016. A Organização Mundial do Comércio (OMC) alertou, ano após ano, desde 2010, sobre um aumento no protecionismo. O governo Obama, lidando com um aumento exponencial no déficit comercial dos EUA, foi quem introduziu o maior número de medidas protecionistas entre 2009 e 2016.

E então surgiu Donald Trump. Como prometido em sua campanha eleitoral, após seu primeiro ano na Casa Branca ele adotou medidas protecionistas visando a "proteger empregos" de americanos (uma medida economicamente insensata, ilógica e ignara). Enquanto isso, políticos europeus juravam defender o oposto, dizendo que queriam livre comércio e menos barreiras comerciais. Ao passo que Trump queria menos comércio, a Europa respondia com mais cooperação econômica. Em julho de 2017, por exemplo, vimos manchetes do tipo "União Europeia e Japão acenam com acordo de livre comércio em resposta a Trump".

E então ocorreu o inesperado: na reunião do G7, Trump propôs que os países eliminassem todas as tarifas e barreiras ao livre comércio. Disse ele: "Nada de tarifas e nada de barreiras não-tarifárias. É assim que deveria ser. E nada de subsídios."

Sendo defensores do livre comércio, era de se esperar que os líderes do G-7 aceitassem a proposta. Que nada. Rechaçaram de imediato. Isso mostra que, no final, o truque de acusar os EUA de protecionista era simplesmente uma jogada de relações públicas.

As descobertas

Sempre que o governo Trump ameaçava seus parceiros comerciais com tarifas, descobria-se que havia uma miríade de barreiras tarifárias e não-tarifárias impostas pelos "defensores do livre comércio" europeus aos produtos americanos.

A narrativa convencional sempre foi a de que a União Europeia está sendo forçada a "reagir" a uma guerra comercial iniciada pelos EUA. Mas a verdadeira questão é: estaria Donald Trump correto ao dizer que os produtos americanos são tratados injustamente na Europa? A resposta é: sim, totalmente.

Em seis meses, vimos uma importante lista de tarifas e barreiras contra os EUA que muitos de nós simplesmente não imaginávamos existir. Comparemos as alíquotas que os EUA aplicam aos produtos europeus com as alíquotas que os europeus aplicam aos produtos americanos.

Eis as alíquotas de importação impostas pelos EUA sobre alguns produtos europeus (números retirados da Comissão de Comércio Exterior dos EUA):

  • Carros a diesel: 2,50%
  • Camisetas: 16,50%
  • Guarda-chuva: sem tarifa
  • Azeite de oliva: US$0,05/kg (US$5/100 kg)
  • Biscoitos: sem tarifas
  • Cigarros: US$ 1,05/kg + 2,30%
  • Suco de laranja: US$ 0,08/litro
  • Cana de açúcar: US$ 1,24/tonelada

Agora, eis as alíquotas de importação impostas pela União Europeia aos mesmos produtos americanos (números retirados da Comissão Europeia):

  • Carros a diesel: 16%
  • Camisetas: 8%
  • Guarda-chuva: 4,70%
  • Azeite de oliva: €134/100 kg ($156/100 kg)
  • Biscoitos: 9% (alíquota adicional sobre "componente agrícola") mais 24,20% (alíquota adicional sobre conteúdos açucarados)
  • Cigarros: 57,60%
  • Suco de laranja: 12,20%
  • Cana de açúcar: €4.6/100 kg (US$5,37/100 kg, US$53,7/tonelada)

Ou seja, em uma simples seleção aleatória é possível constatar que a União Europeia já está tributando pesadamente importações dos EUA. Com efeito, ao passo que a UE está ameaçando impor alíquotas sobre produtos que ainda não são tributados (como o uísque americano Bourbon), ela também quer aumentar impostos sobre coisas como suco de laranja, que já é pesadamente tributado.

Em cima disso, também há dois componentes que formam as barreiras não-tarifárias: exigências sanitárias e de qualidade impostas pelo Conselho Diretor da União Europeia (as quais, além de subjetivas, geram custos operacionais enormes para serem atendidas) e subsídios agrícolas (os produtores espanhóis de suco de laranja recebem fartos subsídios agrícolas — os quais chegam a incríveis 40% do orçamento anual da UE — e, por isso, podem vender muito mais barato).

Barreiras não-tarifárias afetam tanto quanto as tarifárias, embora sejam mais difíceis de serem mensuradas. Como exatamente a União Europeia, ao impor todas essas restrições, pode alegar defender o livre comércio?

A farsa desmascarada

A estratégia de Trump é óbvia. Ele quer desmascarar o truque europeu de, de um lado, impor barreiras ocultas e, de outro, tentar exportar mais para os EUA.

As próprias fabricantes de automóveis da Alemanha já pediram para a União Europeia reduzir as tarifas sobre os carros americanos, e os chineses concordaram em reduzir barreiras à importação de produtos agrícolas e industriais americanos. Mesmo a União Europeia reconheceu que o plano "Made in China 2025", o qual os EUA denunciaram, tinha o objetivo claro e consciente de restringir o comércio estrangeiro.

Tudo isso tinha de explodir. Se todos os países subsidiarem suas produções para tentar exportar para os EUA seu excedente, ao mesmo tempo em que recorrem a desculpas sem sentido para tentar limitar as importações da maior economia do mundo, a inevitável consequência será o acirramento de tensões até um ponto insustentável.

E a estratégia dos líderes do G-7 de adotar o protecionismo ao mesmo tempo em que recorrem a uma retórica pró-livre comércio para disfarçar esse protecionismo entrou em colapso quando Trump defendeu a eliminação total de todas as tarifas e barreiras. Curiosamente, aqueles que se diziam defensores do livre comércio recusaram.

No final, a União Europeia pratica livre comércio apenas dentro de suas fronteiras. Em relação ao resto do mundo, ela é apenas mais um bloco protecionista.

Exportações para estimular o PIB

Todos querem vender para os EUA. Seu mercado aberto e competitivo, a alta renda de sua população e as oportunidades empreendedoriais fazem do país o mais desejado dos consumidores. Adicionalmente, a União Europeia e a China precisam dessas exportações (bem como restringir importações) para aditivar os números de seus respectivos PIBs.

Até agora, tem sido fácil para China e UE manterem suas taxas de crescimento do PIB graças a um setor externo e a um superávit comercial conseguido por meio de enormes barreiras às importações. São vários os subterfúgios: desde brutais barreiras burocráticas até impostos ocultos, passando por subsídios desproporcionais a setores obsoletos (para tentar exportar o excesso produzido) e até mesmo desculpas ambientalistas.

Resta saber até quando conseguirão manter esse arranjo.

Cuidado com o que deseja

Mas tudo isso é perigoso. Vale o ditado: cuidado com aquilo que deseja.

Tarifas recíprocas são a pior maneira de se combater o protecionismo. Elas dão aos governos a desculpa para impor novas barreiras ao comércio e culpar inimigos externos ao mesmo tempo em que os isentam de abolir as barreiras já existentes.

O protecionismo só protege os governos e seus empresários amigos, que agora passam a operar dentro de um mercado protegido. Sem concorrência externa, a qualidade dos produtos cai e os preços podem subir sem a preocupação de se perder fatias de mercado. O protecionismo é o sonho dos ineficientes. Todos os cidadãos comuns, que são consumidores, perdem.

Os EUA estão incorrendo em uma agressiva tática de negociação, mas ela pode dar muito errado. Se tiverem de escolher, políticos sempre irão preferir que as coisas piorem a eles perderem o controle das negociações. E isso é um risco relevante quando Europa e China estão envolvidas.

Trump, em seu íntimo, deve saber que tarifas afetam o país que as adotou. Em 2001, George W. Bush introduziu uma tarifa de 30% para a importação de aço e alumínio, e isso destruiu milhares de empregos. Obama fez o mesmo para pneus e isso, além de destruir outros milhares de empregos, afetou brutalmente a renda dos americanos. Suas medidas protecionistas também geraram o pior crescimento do setor externo do país em décadas (a lógica é direta: se os EUA importam menos, os outros países recebem menos dólares; com menos dólares, eles não têm como comprar mais dos EUA).

Infelizmente, muitos ainda não aprenderam a lição de que o livre comércio, mesmo quando adotado unilateralmente, só traz ganhos. A crescente renda dos americanos deveria ser uma prova inconteste disso.

Esmurrar a mesa e exigir que todos removam suas barreiras comerciais pode acabar em todos justificando suas barreiras com base em um inimigo externo. Quem mais sofrerá com essa guerra comercial, estimulada pela vaidade de políticos, serão os consumidores ao redor do mundo.

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37 votos

autor

Daniel Lacalle
é Ph.D. em economia, gestor de fundos de investimentos, e autor dos livros  Escape from the Central Bank TrapLife In The Financial Markets and The Energy World Is Flat.


  • Ramon Arthur  13/06/2018 16:02
    que jogada incrível a do Trump, desmascarou os falsos pró-livre mercado. ótimo artigo.
  • Régis  13/06/2018 16:16
    Foi boa, mas, no final, nada trouxe de positivo. O certo seria ele mostrar que realmente entende de economia, liberar as importações e sair ridicularizando os medrosos e hipócritas europeus.

    Mas ele não fez nada disso, o que mostra que ele também é um medroso.

    E, no final, todo o mundo sai perdendo, exceto o ineficiente baronato industrial e agrícola, que continuará operando protegido da concorrência.

    A FIESP deve ter adorado, pois agora tem mais uma desculpa para continuar operando protegida por enormes tarifas de importação.
  • Demolidor  13/06/2018 16:46
    Foi boa, mas, no final, nada trouxe de positivo. O certo seria ele mostrar que realmente entende de economia, liberar as importações e sair ridicularizando os medrosos e hipócritas europeus.

    Eu fiquei surpreso com a jogada. Estava com uma má opinião sobre ele. Trump sendo Trump, não duvido que até não considere essa como a próxima jogada.

    Estou esperando para ver, sem muitas expectativas para qualquer lado. E, no fundo, esse comportamento da UE não me parece coisa de aliado.
  • JP  13/06/2018 16:49
    Enquanto isso, a mídia mainstream pira.

    Já em outro assunto, quero ver como os EUA sairá nessa história do acordo entre as Coréias. Para mim, o gordinho ditador pegou umas dicas com o Xi Jiping para aceitar e ceder um pouco. Como, todos sabem, a China protege a Coréia do Norte, logo ela não precisa de tantos armamentos nucleares. Com isso o gordinho abre mão desse instrumento de persuasão, para do outro lado os EUA ceder nas sanções econômicas e com isso, a Coréia do Norte se abrir um pouco mais para poder ter um sobrevida econômica e manter o regime de escravidão com a ajuda da China. Mais uma vez as aparências vão enganar. A Coréia do Norte pode se tornar uma China, isto é, um capitalismo estatal na economia e comunista da política.
  • Vinicius Costa  13/06/2018 17:29
    Sei lá, mas acho que nesse caso da Coreia do Norte o gordinho tá dando um baile em Trump.

    A Coreia do Norte nunca teve armas nucleares. É absolutamente impossível uma economia comunista e completamente fechada, onde as pessoas literalmente definham de morre, ter recursos para criar armas nucleares. Isso atenta contra a lógica econômica mais básica. Criar armas nucleares exige recursos escassos, mão de obra qualificada, divisão do trabalho (inclusive divisão intelectual do trabalho), cálculo de custos e importação de materiais. Nada disso existe em uma economia totalmente fechada e comunista.

    Quem irá ganhar é a Coreia do Norte, que estava na merda e agora conseguiu um refresco. Se duvidar, vai até conseguir ajudas internacionais (cujo dinheiro será inteiramente desviado para os burocratas do governo). Os EUA, na melhor da hipóteses, ficarão na mesma. (mas o mais provável é que sejam os americanos que irão dar dinheiro para a ditadura norte-coreana).

    Mas ok, como eu não sou um pagador de impostos americanos, sou indiferente. E havendo garantia de paz já está bom.
  • Demolidor  13/06/2018 17:46
    Eu já vejo o contrário. Trump só mandou parar exercícios militares, praticamente. Em todo o resto, Kim parece ter capitulado.

    A Coreia do Norte nunca teve armas nucleares. É absolutamente impossível uma economia comunista e completamente fechada, onde as pessoas literalmente definham de morre, ter recursos para criar armas nucleares.

    Creio que um perigo é subestimar esses regimes, assim como é perigoso subestimar bandidos.
  • SRV  13/06/2018 17:48
    Vinicius Costa,

    E quem disse que não tem ajuda chinesa para a CN desenvolver armas nucleares? A CN fica de ponta de lança para que a China consiga defender alguns interesses globais, seja lá quais forem.
  • Vinicius Costa  13/06/2018 18:04
    E o que a China ganharia se a Coreia do Norte mandasse uma bomba nuclear nos EUA?

    1) O governo chinês detém trilhões de dólares em títulos do Tesouro americano. Qual seria a inteligência de matar seu maior devedor?

    2) O setor industrial chinês só se mantém robusto porque exporta para os EUA. Com efeito, a economia chinesa só se mantém com números industriais vigorosos porque exporta maciçamente para os EUA. Qual seria a genialidade de destruir seu principal consumidor?

    Em suma, dado que a China quer que a Coreia do Norte mande uma bomba atômica nos EUA, então por que a China torrou dinheiro próprio comprando trilhões da dívida americana e por que ela direcionou praticamente todo o seu setor industrial para vender para os EUA?
  • JP  13/06/2018 18:22
    Você está certo, concordo com a perspectiva econômica. Porém no que se refere à estratégia política o gordinho levantou o tom de voz para depois ter como barganhar na mesa de negociação. Primeiro levanta a voz dizendo que tem ogivas capazes de explodirem os EUA, daí Trump fica nervoso e diz que vai chegar com tudo. Basta ver o que aconteceu depois: rapidinho houve negociação. Os comunistas não dão ponto sem nó. Aí, meu caro, nada tem a ver com a estratégia econômica em relação à China nesse primeiro momento. É uma estratégia política de início para depois virar uma estratégia econômica entre China e Coréia do norte. Esse dois países vão utilizar o capital americano para crescer, como a China já fez justamente como você falou no aspecto econômico.
  • JP  13/06/2018 18:09
    Compreendo seu ponto de vista, mas nunca podemos ser ingênuos e achar que no regimes totalitários eles utilizam a lógica econômica de liberdade e transparência como utilizamos no ocidente. Ali tudo é por debaixo dos panos, foi assim que a China de Mao e outros psicopatas obtiveram armas nucleares com a ajuda dos soviéticos sob comando de Kruschev. E agora, pelo visto, se repete. É óbvio que a Coréia conseguiu tal tecnologia com ajuda da China comunista de forma que o ocidente não percebesse. Para mim, o Trump até pode estar com boas intenções e imaginando uma abertura econômica, mas comunistas são obstinados e nunca vão ceder no seu velho engodo de senhores da paz.
  • João Pedro  16/06/2018 02:02
    JP,

    Você recomenda algum livro que fale sobre isso(China, URSS)?
  • Ailton  13/06/2018 19:53
    Cara não sei não, o Mao Tse Tung matou + ou - 80 milhões de chineses de fome pra ter poderio militar nuclear e conseguiu construir algumas bombas durante aquele regime nefasto, com a ajuda da URSS que disponibilizava mão de obra e know how russo para os chineses, o que impede que o Kim jong un não tenha conseguido construir com a ajuda da China?

    Eu não duvidaria.
  • Vladimir  13/06/2018 16:13
    Acordos de livre comércio genuíno não precisam de mais do que uma pagina. Não colocarei tarifas sobre suas exportações e você não colocará tarifas sobre as minhas. Fim.

    Mas é claro que isso nunca ocorrerá, pois políticos estão ali para proteger empresários e sindicatos ineficientes e preguiçosos, os quais utilizam seus lucros oriundos de sua reserva de mercado (garantida pelo governo) para fazer doações de campanha. E assim o ciclo se perpetua. E nós nos f...
  • Carlos  13/06/2018 16:28
    Não, não precisa exigir reciprocidade. Eu, como consumidor, quero liberdade de comprar o que eu quiser de quem eu quiser. Se os políticos do país desse vendedor não concedem a ele essa mesma liberdade que eu tenho, lamento. Isso não pode ser um impeditivo.

    Se esse vendedor, por causa dos políticos do país dele, não tem a mesma liberdade para comprar de uma pessoa que mora dentro das minhas fronteiras, sinto muito. A minha liberdade não é negociável.

    Eis o que é livre comércio: X pode comprar livremente de Y, independentemente de se W pode comprar ou não de Z. A livre e voluntária interação entre dois indivíduos não pode ser dependente da autorização de políticos.

    Dizer que eu só posso importar da A se A também puder importar do meu vizinho é algo totalmente insensato. Minha liberdade não pode depender desta concessão política.

    "Se você atirar no seu pé eu vou retaliar atirando no meu pé!" Faz sentido?

  • Ulysses  13/06/2018 16:32
    É isso aí. Já que é pra ter governo, o que um governo deveria realmente fazer em termos de livre comércio é passar uma ínfima legislação declarando simplesmente que:

    "Por meio desta, o governo [insira o nome do gentílico] elimina todas as vigentes barreiras, restrições e proibições à livre e irrestrita exportação e importação, compra e venda, de todos os bens e serviços entre [nome do país] e toda e qualquer nação do mundo. O governo [insira o nome do gentílico] declara que todas as formas pacíficas e não-fraudulentas de comércio e troca são questões exclusivas do foro privado de cada indivíduo, e dizem respeito apenas aos cidadãos do [insira o nome do país] e do resto do mundo envolvidos na transação.

    Esta lei entra em vigor imediatamente."
  • Pablo  13/06/2018 18:02
    Uma das poucas plataformas de informação em que se aprende muito lendo as discussões dos comentários, além de excelentes artigos, como esse.
    Lendo um dos comentários que diz como deveria ser a legislação sobre o comércio entre dois países, me emociono. Essa pessoa poderia ser um constituinte.
  • Leitor Antigo  13/06/2018 18:08
    O IMB possui a melhor seção de comentários de toda a internet brasileira. Sou viciado. Entro no site logo pela manhã e fico dando F5 só para acompanhar as discussões. O tanto que já aprendi com os comentários chega a rivalizar com os artigos.

    Há sim muitos comentários agressivos, mas mesmo estes são repletos argumentos. E justiça seja feita, nenhuma resposta é gratuitamente agressiva. É sempre em reação a um agressor inicial, no melhor estilo da filosofia libertaria.
  • Felipe Lange  13/06/2018 16:21
    Uma das coisas notórias do Donald é a sua capacidade de persuasão, ele discursa muito bem.

    Vale lembrar que embora a UE tenha certo protecionismo, passa longe do protecionismo aplicado aqui no Brasil. Lá pelo menos o espanhol pode comprar um bom carro alemão por um preço bem mais acessível. Aqui o brasileiro pode comprar um carro vendido no Chile por um preço acessível? No máximo aparece alguns carros argentinos que são tão ruins e/ou caros quanto os brasileiros.

    Pior de tudo é que dentro desse circo o povo é o mais prejudicado.

    Agora, mudando um pouco de assunto, alguém sabe se esses dados do PIB per capita da Venezuela são confiáveis? Pergunto isso porque hoje está maior que o brasileiro, sendo que o país está em uma crise severa graças ao socialismo, com pessoas passando fome.
  • Ninguem Apenas  13/06/2018 16:57
    alguém sabe se esses dados do PIB per capita da Venezuela são confiáveis?

    Os dados acabam em 2014, nesse ano a situação ainda não estava tão catastrófica quanto agora. (mesmo assim, perceba que há uma queda em relação à 2013)

    O segundo ponto é que os dados foram obtidos, analisados e compilados justamente pelo governo venezuelano, ou seja, os funcionários e departamentos que seguem ordens do Maduro.

    Isso responde sua pergunta?
  • Felipe Lange  13/06/2018 20:56
    Responde sim. Obrigado.
  • Mídia Insana  14/06/2018 17:31
    Não há motivo algum para se preocupar com o PIB per capita do novo lar do pólio.

    Números que não representam a realidade são só ficção. Ninguém acredita ou age como se fossem reais. Se a situação na Venezuela estivesse boa, seriam os brasileiros e colombianos fazendo fila para ir morar lá - assim como teriam sido os alemães capitalistas pulando o muro para entrar no lado socialista.
  • Eurasiano Fã de Keynes  13/06/2018 16:33
    A verdade é que o capitalismo destrói as tradições de um povo quando contrata mão de obra barata de imigrantes que, consequentemente, irão repor os habitantes de tal região/país com seus novos hábitos e costumes. Você não pode ser conservador e capitalista ao mesmo tempo. Isso é uma contradição.
  • Fabrício  13/06/2018 17:08
    "A verdade é que o capitalismo destrói as tradições de um povo quando contrata mão de obra barata de imigrantes que, consequentemente, irão repor os habitantes de tal região/país com seus novos hábitos e costumes."

    Tipo assim, exatamente como ocorreu com a imigração de europeus para os EUA?!

    Os EUA são formados por imigrantes irlandeses, escoceses, italianos, alemães e poloneses, que foram para lá como mão de obra barata e repuseram os habitantes (índios) dos EUA com seus novos hábitos e costumes. Foi uma brutal destruição das tradições dos índios que até então dominavam o país...

    É cada bosta que nêgo fala.
  • Eurasiano Fã de Keynes  13/06/2018 17:29
    "Tipo assim, exatamente como ocorreu com a imigração de europeus para os EUA?! "

    Os EUA é completamente diferente. O País foi fundado por imigrantes, pessoas que buscavam a liberdade, e toda tradição do país foi construída em volta disso. Porém, isso trouxe problemas também, como é o caso dos ghettos e o conflito racial entre brancos e negros que acontece lá até hoje.

    Agora, veja como a imigração está dando certo em países europeus, por exemplo.


    Secularismo e Capitalismo andam de mãos dadas. Se você tiver dinheiro, você automaticamente vira alvo do capitalismo predatório. Por isso sempre digo, politicamente correto não é fruto da esquerda, e sim do próprio capitalismo que esses pseudo-conservadores defendem.
  • Fabrício  13/06/2018 17:48
    "O País foi fundado por imigrantes, pessoas que buscavam a liberdade, e toda tradição do país foi construída em volta disso."

    O país foi construído por mão de obra imigrante que à época era considerada barata. E essa população imigrante -- se aplicarmos a sua lógica -- destruiu a cultura indígena. Os índios eram os verdadeiros habitantes do continente americano.

    É delicioso ver como você tem de incorrer em contradições para tentar sustentar uma tese criada por você. Dica: se a sua tese não se sustenta mediante uma simples análise lógica, não insista nela. Você vai passar ridículo.

    "Porém, isso trouxe problemas também, como é o caso dos ghettos e o conflito racial entre brancos e negros que acontece lá até hoje."

    Aliás, quem chegou em segundo aos EUA (os primeiros foram os índios): os imigrantes europeus que formavam a mão de obra barata ou os negros da África? Se foram os imigrantes, então os negros -- segundo a sua própria lógica -- atrapalharam tudo e teriam de ser exterminados. Mas se foram os negros, então eles estariam certos em trucidar todos os brancos europeus (como, aliás, defendem os movimentos negros atuais).

    E aí, como você fica?

    "Agora, veja como a imigração está dando certo em países europeus, por exemplo. Secularismo e Capitalismo andam de mãos dadas"

    Ah, as delícias da ignorância.

    Doçura, me dá sua mãozinha aqui e deixa eu lhe contar algo básico que lhe causará uma sincope: esses imigrantes estão indo para os países europeus em busca de benefícios assistencialistas! Eles querem parasitismo garantido pelo estado.

    Vai dizer agora que estado de bem-estar social bancado por impostos é uma característica inerente ao capitalismo? Se for, é simplesmente a primeira vez que vejo essa teoria. Parabéns pela originalidade.

    Eis o verdadeiro capitalismo: imigrantes que chegam para trabalhar, produzir, criar valor, prosperar e enriquecer licitamente são sempre muito bem-vindos.

    Imigrantes que querem vir para parasitar, receber assistencialismo, viver à custa do trabalho alheio e tentar impor a sua cultura e a sua religião (quaisquer que sejam) não são bem-vindos.

    E quem estimula esse segundo grupo é unicamente o governo, pois é somente o governo que tem o poder de coerção para tomar dinheiro de uns e repassar a outros.

    Domine o básico da lógica antes de se manifestar em público.
  • Eurasiano Fã de Keynes  13/06/2018 18:18
    O país foi construído por mão de obra imigrante que à época era considerada barata. E essa população imigrante -- se aplicarmos a sua lógica -- destruiu a cultura indígena. Os índios eram os verdadeiros habitantes do continente americano.

    1. Não. O País(EUA) foi construído por imigrantes. Quem trouxe os índios a discussão foi você. E seu exemplo é falho, já que os índios não tinham nem noção do conceito de estado-nação.


    É delicioso ver como você tem de incorrer em contradições para tentar sustentar uma tese criada por você. Dica: se a sua tese não se sustenta mediante uma simples análise lógica, não insista nela. Você vai passar ridículo.

    2. A tese não foi criada por mim, e sim por grandes sociólogos como Dugin, Evola e Alain Soral. Não é de se espantar que alguém que viva apenas de panfletagem privatista tenha zero conhecimento sobre sociologia.

    "Ah, as delícias da ignorância.

    Doçura, me dá sua mãozinha aqui e deixa eu lhe contar algo básico que lhe causará uma sincope: esses imigrantes estão indo para os países europeus em busca de benefícios assistencialistas! Eles querem parasitismo garantido pelo estado.

    Vai dizer agora que estado de bem-estar social bancado por impostos é uma característica inerente ao capitalismo? Se for, é simplesmente a primeira vez que vejo essa teoria. Parabéns pela originalidade.


    3. Não, nem todos os imigrantes querem bem estar social, muitos apenas querem fugir de zonas de conflitos servindo de presas fáceis a grandes capitalistas que buscam mão de obra barata. E sim, o capitalismo não se resume apenas ao capitalismo liberal. O Capitalismo liberal é apenas mais uma variente do capitalismo. Ou vai dizer que o Brasil na época de Vargas, por exemplo, era socialista? por favor...

  • Observador  13/06/2018 18:43
    O Fabrício escreveu:

    "O país [EUA] foi construído por mão de obra imigrante que à época era considerada barata."

    O Eurasiano retrucou:

    "Não. O País (EUA) foi construído por imigrantes."

    Primeira constatação: o Eurasiano é analfabeto funcional.

    Adiante.

    Fabrício escreveu:

    "E essa população imigrante -- se aplicarmos a sua lógica -- destruiu a cultura indígena. Os índios eram os verdadeiros habitantes do continente americano."

    Eurasiano retrucou:

    "Quem trouxe os índios a discussão foi você. E seu exemplo é falho, já que os índios não tinham nem noção do conceito de estado-nação. [...] A tese não foi criada por mim, e sim por grandes sociólogos como Dugin, Evola e Alain Soral. Não é de se espantar que alguém que viva apenas de panfletagem privatista tenha zero conhecimento sobre sociologia."

    Segunda constatação: Eu não sabia que os supracitados sociólogos refutaram a história e negaram que os índios estavam lá antes da chegada dos imigrantes europeus (tendo sua cultura e modo de vida dizimado por estes).

    Terceira constatação: Eu também não sabia que falar que os índios foram dizimados pelos imigrantes europeus é "panfletagem privatista tenha zero conhecimento sobre sociologia". As voltas que o mundo dá...

    Quarta e última constatação: o Eurasiano não retrucou nada que o Fabrício escreveu. E nem teria como, pois ele cairia em contradição.

    Ele diz que a imigração é deletéria para a cultura de um país, mas se recusa a aceitar que os EUA foram formados por imigrantes que mataram os índios.

    Eu, como não sou politicamente correto, não tenho problema nenhum: sim, os imigrantes europeus deslocaram os índios, mas isso se revelou extremamente benéfico para a civilização ocidental. E isso, por si só, mostra que é errado generalizar e falar que toda imigração é ruim, com faz o Eurasiano Fã de Keynes (deve vir daí o problema dele com a lógica).
  • Eurasiano Fã de Keynes  15/06/2018 04:05
    Observador, você poderia mudar o seu nick para "Observador - aquele que observa apenas o que quer".


    Fabrício disse:

    "O país [EUA] foi construído por mão de obra imigrante que à época era considerada barata."

    E eu respondi que o país foi construído por imigrantes e não INVADIDO por eles. Ou você acha que se uma invasão de imigrantes ocoresse na Alemanha(país com identidade, cultura sólida, JÁ FORMADO) aconteceria a mesma coisa? aprenda a interpretar textos antes de tentar dar carteirada em terceiros.


    Segunda constatação: Eu não sabia que os supracitados sociólogos refutaram a história e negaram que os índios estavam lá antes da chegada dos imigrantes europeus (tendo sua cultura e modo de vida dizimado por estes).

    Viu como você acabou de se auto-refutar aqui? se os índios estavam lá antes, e foram dizimados, mortos e substituídos por outros(ingleses, irlandeses e etc) é claro que daria certo. É a mesma coisa que se Suecos chegassem no Brasil, matassem todos e instaurassem seu estilo de vida nórdico por aqui. O que não tem absolutamente nada a ver com minha premissa original(i.e contratação de imigrantes como mão de obra barata para grandes capitalistas).

    Eu também não sabia que falar que os índios foram dizimados pelos imigrantes europeus é "panfletagem privatista tenha zero conhecimento sobre sociologia". As voltas que o mundo dá...

    Não faça cherry-picking, Observador. Sei que é melhor do que isso, vamos lá...


    Ele diz que a imigração é deletéria para a cultura de um país, mas se recusa a aceitar que os EUA foram formados por imigrantes que mataram os índios.

    Você se auto-refuta nas suas próprias respostas, hilário!


    Eu, como não sou politicamente correto, não tenho problema nenhum: sim, os imigrantes europeus deslocaram os índios, mas isso se revelou extremamente benéfico para a civilização ocidental. E isso, por si só, mostra que é errado generalizar e falar que toda imigração é ruim


    Não, não é errado. Os índios norte-americanos não foram deslocados, e sim mortos, saqueados, estuprados e tiveram sistematicamente sua cultura apagada. Isso não é invasão, e sim conquista. Agora se você acha "benéfico" ter uma cultura neo-liberal em prol da vida de milhares de inocentes, não é a toa vocês cultuarem figuras Pinochet e seu conselheiro Milton Friedman.
  • Mameluco  15/06/2018 19:47
    Eurasiano, admiro sua paciência e perseverança.

    Mesmo com toda a sua dificuldade de estruturar pensamentos e seu analfabetismo funcional caricato você continua tentando defender sua tese já rechaçada.

    Ao Fabrício e Observador, sinto muito por vocês.
    Esse trabalho é árduo demais.
  • Jesús Huerta  13/06/2018 18:22
    O estado muitas vezes age com o intuito de fazer uma integração forçada entre certos grupos de pessoas e os nativos de um determinado estado ou região, contra a vontade destes.

    Em nível internacional, muitas nações abrem indiscriminadamente suas fronteiras para estrangeiros e permitem que estes entrem nestes países e façam uso gratuito dos bens públicos (ruas, estradas, praças, parques, praias, serviços de saúde, serviços de educação etc.) na condição de "caroneiros", gerando significativos custos externos para os nativos (que arcam com tudo via impostos), os quais são então obrigados a aceitar a integração forçada com esses estrangeiros contra sua vontade ou sob condições com as quais não concordam.

    Por vários motivos, é indispensável estabelecer vários princípios -- compatíveis com idéias libertárias -- que deveriam conduzir os atuais processos de emigração e imigração.

    O primeiro destes princípios é o de que as pessoas que estão imigrando devem fazê-lo por sua própria conta e risco. Isso significa que a imigração não deve ser subsidiada pelo estado assistencialista e por seus programas sociais -- ou seja, por benefícios fornecidos pelo governo e financiados por meio de impostos pagos pelos nativos.

    Esses benefícios incluem não apenas os tradicionais benefícios fornecidos por qualquer estado assistencialista (educação estatal, saúde estatal, seguridade social etc.), como também incluem aqueles benefícios gerados pela possibilidade de se utilizar livremente os bens públicos.

    Se os imigrantes adquirirem o direito de receber os benefícios assistenciais distribuídos pelo estado, tais benefícios -- os quais são, em última instância, transferências compulsórias de renda de um grupo (nativos) para outro (imigrantes) -- irão se tornar um ímã capaz de atrair descontroladamente vários grupos de imigrantes. Vale ressaltar que alguns grupos de imigrantes (embora não todos), quando tomam sua decisão de emigrar, levam em conta principalmente os benefícios sociais que eles esperam receber no país para o qual estão se mudando.

    Portanto, a primeira regra à qual os imigrantes deveriam estar sujeitos é: imigrantes não devem ter direito a qualquer benefício estatal (nem saúde pública, nem educação pública, nem previdência pública e nem programas de transferência de renda). Isso irá impedir que determinados grupos oportunistas se aproveitem do sistema e se beneficiem com subsídios financiados pelos impostos dos nativos. [...]

    A segunda regra é: todos os imigrantes devem ser capazes de demonstrar que possuem meios independentes para se sustentar; que não irão ser um fardo para as instituições de caridade ou para os programas assistencialistas do estado; e, em geral, que irão ser capazes de se manter pelo trabalho. Em outras palavras, os imigrantes devem ser capazes de demonstrar que eles aceitam fazer parte do grupo social que os está recebendo em troca de ofertar sua mão-de-obra ou suas capacidades empreendedoriais.

    A terceira regra é: sob nenhuma circunstância, o direito de votar em eleições deve ser rapidamente concedido a imigrantes, uma vez que isso pode criar um risco de exploração política pelos diferentes grupos de imigrantes envolvidos nos correspondentes fluxos migratórios.

    Aqueles que emigram devem estar cientes do que estão fazendo ao se mudarem para um novo país e para um novo ambiente cultural onde supostamente irão melhorar suas condições de vida. Sendo assim, a imigração não deveria dar a eles o direito de utilizar o mecanismo da coerção política (representada pelo voto democrático) para fomentar medidas de redistribuição de renda ao seu favor ou para modificar os processos espontâneos dos mercados nacionais nos quais eles estão entrando.

    A quarta regra é: todos os imigrantes devem, a todo e qualquer momento, respeitar as leis do país, principalmente as leis criminais, independentemente de raça e credo. Especificamente, eles devem respeitar todos os direitos de propriedade já estabelecidos na sociedade que os recebe. Qualquer violação desses direitos deveria ser punida, não somente com as penalidades previstas no código penal, mas também com a expatriação (definitiva na maioria dos casos) do imigrante em questão.

    Já testemunhamos como os mais visíveis problemas gerados pela imigração surgem do fato de que não há definição ou defesa clara dos direitos de propriedade dos nativos -- como ocorre quando os imigrantes ocupam terrenos que são propriedade de terceiros, fecham ruas, e passam a viver utilizando benesses estatais --, o que significa que os imigrantes que chegam ao país frequentemente geram significativos custos externos para os cidadãos nativos, o que leva ao surgimento de vários surtos de xenofobia e violência que impõem um alto custo social e tende a gerar resultados jurídicos e políticos cujo preço é normalmente pago pelos inocentes.

    Uma teoria libertária sobre a livre imigração
  • Woyzecck  13/06/2018 16:38
    Na ficção: Livre mercado pra todo mundo e viveram felizes para sempre.


    Na realidade: Uma guerra comercial, neguin tributa de lá que eu tributo de cá.


    E a pergunta que fica: Se com livre mercado todo mundo sairia ganhando, porque ainda tem gente optando por protecionismo ?

    Será que o IMB é mentiroso ?


    -------------------------------------------
    O Trump agora vai reconstruir a Coréia do Norte, encher de McDonalds por lá. Não sei se é vantagem fazer negócio com pobre, mas o Trump deve ganhar alguma coisa com isso.
    Ele perde de um lado e ganha de outro. Com certeza tem uma carta na manga.
  • Guilherme  13/06/2018 17:13
    "E a pergunta que fica: Se com livre mercado todo mundo sairia ganhando, porque ainda tem gente optando por protecionismo ?"

    Pergunta típica de um ingênuo que nada conhece sobre o mundo e, principalmente, sobre a política.

    Não é todo mundo que sai ganhando no livre mercado. Ao contrário: ganham os de menor renda e os mais trabalhadores. Já os ineficientes e encostados só perdem. Grandes sindicatos perdem. Grandes empresários acostumados com protecionismo e reservas de mercado (e que, por isso mesmo, têm gordos lucros) perdem.

    E, acima de tudo, os políticos (que recebem gordas contribuições desses empresários e sindicatos) perdem.

    Como disse Walter Williams:

    "Os beneficiários de políticas protecionistas e de políticas de subsídios sempre são muito visíveis. Já suas vítimas são invisíveis. Os políticos adoram esse arranjo. E o motivo é simples: os beneficiados sabem em quem devem votar em agradecimento ao arranjo; já as vítimas não sabem quem culpar pelo desastre."

    De resto, você demonstra nada saber sobre como funciona o Mecanismo.
  • Amante da Lógica  13/06/2018 17:21
    Quando o governo impõe uma sobretaxa aos produtos importados, o consumidor é o maior perdedor.

    Esse encarecimento artificial dos produtos importados significa que os produtores nacionais estarão agora livres e despreocupados para elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus produtos. Como não há mais concorrência estrangeira a quem os consumidores nacionais recorrerem, estes agora são obrigados a pagar mais caro por bens nacionais de qualidade mais baixa.

    Quem realmente perde mais com isso? Os mais pobres.

    O protecionismo, na prática, transforma a população em um gado preso em um curral: o povo fica praticamente proibido de comprar produtos estrangeiros baratos e é obrigado a comprar apenas os produtos nacionais mais caros produzidos por empresários e sindicatos protegidos e privilegiados.

    Para o governo, as indústrias nacionais não devem ser submetidas à liberdade de escolha dos consumidores nacionais. Os consumidores não devem ter o direito de escolher produtos estrangeiros. Eles devem ser obrigados a comprar apenas os produtos nacionais mais caros.

    E com um agravante: quando a população é obrigada a comprar produtos nacionais artificialmente mais caros, sobra menos dinheiro para investir ou gastar em outros setores da economia, como lazer, alimentação, educação, vestuário, o que acaba reduzindo o emprego e a renda nestas áreas.

    A restrição às importações e a reserva de mercado criada por ela fazem com que a capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida. E sempre que a capacidade de consumo e de investimento da população é artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia.

    Portanto, proteger empregos em um setor por meio de tarifas de importação gera queda da renda e desemprego em vários outros setores da economia.

    Mas os empresários corporativistas que enchem os bolsos com o dinheiro extraído dos consumidores por meio dessa violência imposta pelo estado jamais mencionam isso. Eles querem que o público extorquido acredite que a tarifa é, na verdade, um benefício para os trabalhadores. Sim, há um benefício para os trabalhadores que trabalham especificamente nas indústrias protegidas. Mas se o objetivo é falar de quem realmente lucra com as tarifas, então o enfoque tem de estar nos empregadores de um ínfimo punhado de trabalhadores que são beneficiados pelas tarifas.

    Com o protecionismo, você consegue ver os empregos protegidos e os salários artificialmente elevados naquelas indústrias protegidas. Mas você não vê os empregos perdidos e a queda de salários naqueles outros setores da economia que tiveram sua demanda reduzida porque os consumidores tiveram de gastar mais dinheiro para adquirir os produtos daquelas indústrias protegidas.

    Só que o político não irá tomar o dinheiro do povo em nome dos lucros das grandes empresas protegidas pela tarifa de importação; ele não terá a hombridade de falar isso. Ele irá tomar o dinheiro do povo em nome de estar protegendo empregos que deixarão de existir caso ele não confisque o dinheiro do povo.

    Eles acreditam que conseguirão o apoio do povo caso coloquem as coisas dessa maneira. Em outras palavras, eles acreditam que o povo é otário (e quase sempre estão certos; vide o Woyzecck acima).

    Não é nada surpreendente que empresários corporativistas queiram impor tarifas em seus concorrentes estrangeiros. Todos gostam de receber ajuda do governo federal. A questão está em os consumidores aceitarem isso. Se eles realmente quisessem subsidiar os empresários nacionais, não haveria necessidade de o governo impor tarifas de importação. Os próprios consumidores, voluntariamente, comprariam apenas os produtos nacionais.

    Mas o fato de eles não fazerem isso voluntariamente, e terem de ser obrigados pelo governo a pagar dinheiro extra para esses empresários nacionais, mostra bem a realidade: no que depender das preferências voluntárias dos consumidores, esses empresários ficariam sem dinheiro.

    Só que as coisas nunca são colocadas dessa maneira clara e direta. O governo sempre recorre ao protecionismo em nome de estar "protegendo empregos". Mas não são os trabalhadores os principais beneficiários das tarifas. As tarifas fornecem fartos lucros para os grandes empresários.

    E esses lucros são retribuídos em doações para políticos e partidos.
  • Woyzecck  13/06/2018 17:38
    Com protecionismo ou sem protecionismo você vai continuar perdendo oportunidades e uns vão sair ganhando e outros sairão perdendo. Ocorre um "trade off" o tempo inteiro na economia, com ou sem intervenção.
    Não queira pintar que será uma maravilha pra todo mundo sem o protecionismo.

    Nas duas opções haverá ganhos e perdas. Não iluda seu leitor.

    Todo mundo é consumidor. As empresas e seus respectivos funcionários que recebem proteção também são consumidores.

    Se eu não faço protecionismo mas o outro país faz, eu vou sair perdendo e esse é o ponto principal.
    É por isso que todos os países fazem.

    Livre mercado mesmo só no mundo fantástico do IMB.
    Na vida real é diferente.

  • Amante da Lógica  13/06/2018 18:03
    "Com protecionismo ou sem protecionismo você vai continuar perdendo oportunidades"

    Oi?! Como assim?

    Você realmente é tão arrogante ao ponto de já decidir antecipadamente o que é bom para mim? Você realmente está dizendo que defende a destruição do meu poder de compra para o meu bem?

    Só mesmo a educação e o bom senso me impedem de mandá-lo à PQP.

    "e uns vão sair ganhando e outros sairão perdendo."

    Duh! É claro que muito sairão perdendo. Os ineficientes, os preguiçosos, os encostados e os protegidos politicamente. Esses perderão. E muito. E uma economia em que esses tipos são os perdedores é exatamente uma economia rica e dinâmica.

    "Não queira pintar que será uma maravilha pra todo mundo sem o protecionismo. Nas duas opções haverá ganhos e perdas. Não iluda seu leitor."

    É claro que não será uma maravilha para todo mundo. Os ineficientes, os preguiçosos, os encostados e os protegidos politicamente irão se estrepar. Você provavelmente está entre esses. Você não ilude ninguém.

    "Todo mundo é consumidor. As empresas e seus respectivos funcionários que recebem proteção também são consumidores."

    E? Por que eles seriam especiais? Por que todos os outros milhões de consumidores da economia devem ser ferrados para que apenas um punhado ganhe?

    Sua lógica, além de asinina, é imoral.

    "Se eu não faço protecionismo mas o outro país faz, eu vou sair perdendo e esse é o ponto principal."

    Ah, é? Por quê? Ensine-me, por favor.

    Se o governo da Alemanha tributa um alemão quando ele compra laranja do Brasil, mas eu tenho liberdade de importar uma BMW a uma tarifa zero, como exatamente eu vou sair perdendo? Por favor, ilumine-me.

    Na prática, você está dizendo que se o alemão dá um tiro no próprio pé (encarecendo artificialmente as coisas que ele compra), eu também deveria também dar um tiro no meu próprio pé -- caso contrário, sairei perdendo.

    De quanto é o seu QI?
  • gabriel batista  13/06/2018 21:10
    Caro senhor Amante, e me permite fazer uma pergunta pessoal? já fazendo, o Senhor é programador ?
  • João Girardi  18/06/2018 00:11
    Políticos não querem que haja liberdade, pois se as pessoas forem livres não dependerão deles.
  • Henrique  13/06/2018 16:46
    Alguém viu esse tipo de análise em algum veículo de imprensa respeitável?
    A visão do autor do texto me parece muito otimista frente ao consenso dos especialistas de que as ações de Trump foram desastrosas.

    Abraços.
  • Meirelles  13/06/2018 17:04
    Otimista? Pelo jeito você pulou toda a última seção do artigo.

    Abraços.
  • Paulo Henrique  13/06/2018 16:56
    Se o Trump acusa a união europeia de protecionismo por 12% de imposto em alguns produtos, que dirá o Brasil. Somos a união soviética.
  • Guilherme  13/06/2018 17:18
    Respeite a URSS, até ela já teve momentos de sensatez antes do Brasil, o imposto de importação por lá chegou ao máximo de 30% pouco antes de sua queda:

    mises.org.br/Article.aspx?id=2150

    Como brasileiro é muito rico pode pagar confortavelmente os 60%.
  • AGB  13/06/2018 23:54
    Acontece que ninguém podia importar nada. Somente as entidades governamentais estavam autorizadas a fazê-lo.
  • Anonimo  13/06/2018 17:02
    Kkkkk esse trump sempre surpreende. E o povao,inclusive aqui no mises da lhe pregar o pau. Ele e dos poucos presidentes do mundo que esta colocando o esquerdismo de joelhos. E so questao de tempo para ele adotar uma politica mais pro liberdade. Por enquanto,como bom empresario esta so blefando.APRENDAM. funcionario publico nao presta para nada,nem para assumir cargos alto no governo. Tem sempre que preferir empresarios e pessoas bem sucedida fora do governo.
  • FL  13/06/2018 17:08
    A melhor frase foi do Fernando Ulrich:

    "Trump joga Xadrez enquanto os outros jogam Damas"
  • Filipe Olegário  13/06/2018 17:19
    O que os EUA estão apostando é que os outros países se prejudicam mais do que eles com essa guerra comercial, já que estão praticando subsídios que certamente distorcem a economia interna deles. Fora a pressão que os barões dessas indústrias protegidas devem exercer. Mas creio que Trump deveria tratar diferentemente os diferentes países da UE, mantendo baixas as tarifas de importação para países como Polônia, Áustria, Hungria, entre outros.
  • Sabio  13/06/2018 17:39
    O problema é que so americanos querem saber de consumir. Esses chineses e europeus sao por demais dados a poupar. O único modo de fechar a conta é por meio de um deficit gigantesco dos eua. Precisava estimular o consumo na europa e china.
  • Helder Araujo  13/06/2018 18:11
    Ao contrário do que diz o artigo, as medidas protecionistas de Trump visando a 'proteger empregos' de americanos revela-se um SUCESSO.
  • Juliano  13/06/2018 18:17
    Ué, nem entraram em vigor ainda, e você já definiu que foram um sucesso? Como fez essa mágica? Ensine-me, por favor.

    Trumpistas vivem na mesma dimensão de lulistas.
  • Eu Lavo O Caralh*  13/06/2018 19:04
    Neoconservador não faz análise, só torce como uma cheerleader pro seu macho de estimação. Pergunto-me o que eles têm achado do Trump querendo legalizar drogas e aumentar as restrições às vendas de armas. Deve dar tilt no cérebro. Se fosse qualquer outro que não despertasse paixões na cloaca e se encontrasse com um ditador comunista, seria chamado de socialista fabiano.
  • Mídia Insana  13/06/2018 18:54
    Trump nunca chegou perto de ser o presidente ideal, mas não há dúvidas de que ele é melhor que pode ser presidente.

    Se a frase anterior fala bem ou mal da situação política mundial, fica a critério do leitor.
  • Skeptic  13/06/2018 20:59
    Só esqueceu de um pequeno detalhe, Trump também é protecionista.
  • Pobre Paulista  13/06/2018 20:28
    Aos paraquedistas, Trumpetes e demais neocons: Leiam o artigo citado no último link - O livre comércio, mesmo quando adotado unilateralmente, só traz ganhos.
  • Intercambista  13/06/2018 21:15
    Pessoal, eu fiz uns intercambios no ano passado que mudaram muito minha visão.

    Por exemplo, eu fui pra Irlanda na maior expectativa de ser uma cidade sonho pra viver, justamente pela minha noção de liberdade economica.

    Só que é tudo pequeno, em Dublin por exemplo os shoopings parecem centro de convenções aqui no Brasil, tudo é sem graça, não tem nada, é vazio da uma impressão de riqueza mas sem riqueza sabe.

    O Brasil tem tudo de ruim mas é difícil desacostumar daqui, as cidades do interior da Irlanda parecem pequenas cidades do interior de são paulo sabe.

    Inglaterra então, achei que ia ver Cyber Punk vida real, ta cheio de kebab que inclusive impões sharia em alguns bairros, uma cidade grande e rica mas não tem a mesma graça que são paulo.
    Diferente do Japão por exemplo, quando eu fui eu sabia que era tudo menor e la o espaço é algo caro. Só que as cidades mesmo são enormes, tudo gigante, luzes, arranha-céus, prédios e mais prédios, tecnologia, sensação de progresso, cidades financeiras pra tudo que é lado. Uma cidade que nem são paulo só que mais avançada, varias cidades la são assim, mas na Europa é tudo sem graça, parece parado no tempo sei la. A própria Dinamarca falam tanto da qualidade de vida, mas alem de ser um frio desgraçado durante quase o ano todo, os bares não são badalados que nem aqui, os caras são estranhos, não é que nem um caipira do interior de SP que com 5 minutos de conversa ele te chama pra jantar em casa...
    França então nem se fala, verdadeiro lixo. Alem de serem sujos e arrogantes, os cara agem como froxos. Parece a capital do cuckismo onde franceses deixam os kebabs entrarem em suas casas e pegar sua mulher.
    A única cidade que tem algo de interessante é paris, saindo do centro ali não tem nada de mais...


    Qual explicação pra isso?

    No Anarco-Capitalismo essas diferenças se manteriam? Quais razões pra isso?


    Serio, pensando aqui, as vezes é melhor morar no Brasil com pouca liberdade, do que morar em Dublin com muita liberdade. Só pelas diferenças do tipo que eu falei.

    Abraços
  • Ninguem Apenas  14/06/2018 01:34
    Ultimamente venho pesquisando bastante sobre cidades mundo afora, mas nunca cheguei ao ponto de sair do Brasil, mas eu realmente tive essa mesma impressão que você ao pesquisar, foi bom perceber que de fato a impressão é realidade.

    Qual explicação pra isso?

    Bom, a explicação é longa e varia de lugar para lugar, até mesmo o que responderei não pode ser considerado uma resposta definitiva, mas sim uma tentativa de explicar a situação pelos princípios econômicos.

    A França é um caso que seria difícil esperar algo muito diferente, é um dos países europeus mais intervencionistas e cujo governo (e a população) são quase majoritariamente voltados a mentalidade de esquerda.

    Não fosse o euro, sabe se lá o que seria desse país.

    O caso dos países Gálicos e Nórdicos (os Bálticos se incluem nessa também) é que a área territorial do país é enorme em comparação com o tamanho da população, além de tanto em termos culturais quanto históricos a população não se concentrou em grandes áreas.

    Nessas condições, encontrar grandes prédios, construções diversas e uma cidade quase futurista "cyber punk" é bem improvável.

    Em alguns desses países (como a Irlanda), as áreas mais populosas chegaram a sofrer bastante com guerras, dominações, períodos de miséria e grande fome (como durante a depressão do século XIV e a grande fome do século XIX).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1091

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1925


    Já em termos de organização, os países asiáticos são o exemplo oposto, possuem uma enorme população concentrada em grandes centros financeiros em pequenas áreas territoriais.

    Alguns foram resultados naturais, outros foram intervenção política, ou os dois ao mesmo tempo.

    Shangai é um exemplo de cidade que havia se tornado centro financeiro da China desde a era imperial e que cresceu bastante durante a primeira República, no entando, após a instauração do regime comunista em 1949 ela perdeu esse posto de centro financeiro e uma grande massa de chineses migrou para outros países.

    Taiwan e Hong Kong por exemplo, concentraram uma grande quantidade desses refugiados (por não serem países comunistas e estarem entre os economicamente mais livres) e explicam o cenário que descrevi. Cingapura também se enquadra na mesma situação.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1803

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804


    Aqui no Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro são exemplos similares também, teve tanto a influência vindo das fábricas e indústrias que começaram a surgir no final do século XIX e início do século XX com a industrialização e crescimento do comércio, quanto a influência forte que o protecionismo, as regulamentações, leis trabalhistas e até os casos das grandes secas no nordeste tiveram em atrair pessoas de diversas regiões.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2138


    Já os EUA e Inglaterra foram os berços da revolução industrial e do rápido progresso ocorrido pelo livre-mercado, além de terem uma população não tão pequena e que historicamente se organizaram de forma inédita. É racional que esses casos sejam diferentes dos demais também.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1913

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1893


    De resto, só estudando caso a caso mesmo.



    No Anarco-Capitalismo essas diferenças se manteriam?

    Só Deus sabe, tentar prever isso seria impossível.

    Serio, pensando aqui, as vezes é melhor morar no Brasil com pouca liberdade, do que morar em Dublin com muita liberdade.

    Bom, isso já é um gosto pessoal, mas a "aparência de prosperidade" nem sempre representa de fato a realidade em si, o padrão de vida de um irlandês é muitas vezes maior que o de um brasileiro e muitos problemas que consideramos usuais já foram superados lá há muito tempo.

    Este artigo é bom para explicar isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2736


    Mas no final dependendo do seu padrão de vida e se a realidade ao qual as pessoas ao seu redor é "bem atendida" e a renda mais garantida aqui do que fora, então pode ser que de fato seja vantajoso continuar no Brasil.

    Mas a grande maioria com certeza preferiria a Irlanda e outro países europeus ricos apesar destas particularidades.


    Respondi sua pergunta?
  • Intercambista  14/06/2018 16:12
    Alguém tem mais algum palpite?

    Obrigado pela resposta, mais completa seria impossível. É uma analise de percepção da realidade na qual quero constatar que na minha percepção é a percepção real sabe.


    Só consigo concluir que: O Brasil sempre será o país do Futuro
  • Imigrante  14/06/2018 20:01
    Intercambista, quais idiomas falou nestes países todos que visitou?
  • Jailma Viana  14/06/2018 12:59
    Caro Intercambista:
    "O Brasil tem tudo de ruim mas é difícil desacostumar daqui. Qual a explicação para isso?"
    É uma questão de percepção e talvez de '"brasilianismo" mesmo. Podemos resumir tudo numa expressão popular e chula. " Lá é bom mas é uma merda, aqui é uma merda mas é bom. "
    É o que sentimos quando vamos para lá. Sei lá o que é isto. Te apoio.
  • anônimo  14/06/2018 12:09
    Não. Praticamente todos os países adotam um critério de "empregabilidade" parecido. Aqui no Brasil mesmo, usa-se o mesmo critério de só considerar desempregado quem desiste de procurar emprego. Isso é usado por motivações políticas, obviamente, mas os dados coletados também servem para mostrar o dinamismo de uma economia.
    Outra coisa, o critério pouco importa. O que importa é por quanto tempo foi adotado o mesmo critério para termos ideia de como está o desemprego, e esse critério é usado desde 1942 nos EUA.
    Se o cenário que esse cara colocou fosse mesmo verdade, não importa qual critério fosse usado, o desemprego estaria extremamente alto, por causa do aumento da população, e continuamente crescendo. E não é isso que está acontecendo.
    fred.stlouisfed.org
  • Skeptic  15/06/2018 20:42
    O Leandro Roque já fez um artigo destruindo essa forma desonesta de calcular a estatística do desemprego pelo IBGE aqui neste site.
  • Rodrigo Wettstein  14/06/2018 05:45
    Não entendi a esperteza de Trump nessa. Se ele soubesse que o ato de taxar as importações causa prejuízo, por que, pelo contrário, ele não deixa a União Européia se afundar no próprio erro e, a longo prazo, depender mais dos EUA ou China? A jogada até expoe a hipocrisia mas não resolve nada, não tem nenhum sentido prático nisto. Todos os players mundiais sabem há muito que a Europa dorme nos colo da história de heróis antigos.
    Trump é negociador nato. Tem algo mais nisso. Na minha opinião, enquanto rodos observam os ataques histéricos dos países hipócritas, inclusive nós do Brasil, acredito que ele começou um expurgo interno silencioso, num sentido bem estadista.
    Mas sou sardinha neste mar internacional de tubarões e um simples e ignorado brasileiro.
  • Rodrigo  14/06/2018 12:57
    Tanto nos EUA quanto na UE, livre-comércio vale "no atacado", mas nem sempre "no varejo". EUA e UE são dois atores com indústrias muito competitivas mas também com indústrias que lutam por proteção (nos EUA, automoveis e aço, na UE, agroindústria, em particular), indústrias essas politicamente muito ativas. Em teoria, firmas que competem com produtos importados têm mais facilidade para se mobilizar politicamente, e isso vem se provando na prática. A fim de manter uma economia aberta, EUA e UE promovem liberalização comercial – "no atacado" – porque 1) são apoiadas por exportadores e 2) porque uma ordem liberal é vista como estratégia geopolítica e geoeconômica. Isso acontece ao mesmo tempo em que eles oferecem – "no varejo" – proteção a essas indústrias menos competitivas, mas extremamente ativas politicamente. A idea de livre-comércio é dinâmica. Os EUA , bastião liberal, é o país que mais é acusado de protecionismo na OMC e Trump tem triangulado entre discursos. Se diz livre-cambista em um momento, mas em outro promove um aumento sem precedents de direitos antidumping e outros remédios legislativos de fim protecionista. Assim sendo, a "farsa" não é só da EU. A "farsa" está no coração do liberalismo estadunidense. Enquanto os liberais não entenderem que liberalismo puro é falácia economicista, vai haver análises simplistas de uma questão que é tão política quanto econômica.
  • Edson  14/06/2018 13:21
    "EUA e UE são dois atores com indústrias muito competitivas mas também com indústrias que lutam por proteção (nos EUA, automoveis e aço[...])"

    Nos EUA, as tarifas de importação sobre automóveis estrangeiros são de 2,50%. Aqui no Brasil são de 35%.

    Logo, se o setor automobilístico dos EUA é considerado protegido com uma tarifa de parcos 2,50%, o que você diria do brasileiro com seus soviéticos 35%?

    "Enquanto os liberais não entenderem que liberalismo puro é falácia economicista, vai haver análises simplistas de uma questão que é tão política quanto econômica"

    Opa, gostei dessa parte. Você está dizendo explicitamente que liberalismo puro não existe. E eu concordo plenamente. De fato, não há liberalismo, mas sim uma mistura de keynesianismo com mercantilismo.

    E por que essa sua constatação é importante? Porque sempre que há crises econômicas, a esquerda diz que ela foi causada pelo "liberalismo puro", algo que, como você corretamente disse, não existe.

    Sendo assim, quando houver a próxima crise econômica nos EUA, por gentileza, tenha a hombridade de se apresentar em público e dizer que ela foi causada por qualquer coisa, exceto pelo liberalismo, que não existe por lá -- assim como também não existia em 2008.

    E aí, fará isso? Posso confiar em sua palavra?
  • anônimo  14/06/2018 13:28
    Mas esse é o modus operandi mesmo. Quando tudo está indo bem e os EUA são invejados, a esquerda prontamente grita: "Eles estão bem porque estão seguindo uma política desenvolvimentista! Não há liberalismo nenhum ali!"

    Aí, bum!, explode uma crise, e essa mesma esquerda prontamente grita: "Tão vendo só?! Excesso de liberalismo dá nisso!"
  • Keynes  14/06/2018 15:49
    Esse discurso de que o liberalismo causa crises não está mais colando. E a esquerda já percebeu isso.

    Quanto mais cedo sites como IMB mostrarem quais setores são os mais regulados e subsidiados, mais as pessoas perceberão como o Intervencionismo distorce a economia e pode causar crises.
  • lucas araujo de oliveira  14/06/2018 15:28
    Trump não é mais um desses presidentes bocós, o mundo aos poucos reconhecera essa verdade . Por enquanto basta saber que suas atitudes são pensadas, muito bem pensadas.
  • Petroleo  14/06/2018 16:37
    Como vocês explicam o fato de que as maiores empresas petroliferas do mundo são estatais?


    en.wikipedia.org/wiki/List_of_largest_oil_and_gas_companies_by_revenue


    A maior é da arabia saudita, deu errado la heim?! País ta no desastre

    Não preciso me estender, só ver os balanços, o valor de mercado e o preços dos combustíveis nessas estatais que estão no top 10.
    Porque nossa petrobras não pode ter sucesso como essas estatais?
    Entrega pro mercado é coisa de covarde
  • Bernardo  14/06/2018 17:13
    Mas, hein? Das 10 maiores, nada menos que 5 são privadas! Exxon é privada. Shell é privada. British Petroleum é privada. Total é privada. Até mesmo a russa Lukoil é privada.

    Aliás, nessa mesma lista, as petrolíferas privadas americanas e italianas estão na frente das principais estatais do mundo.

    É cada coitado que desaba aqui.
  • Petroleo  14/06/2018 19:46
    Bernardo, você viu o valor e os balanços?

    A da Arabia Saudita supera em tudo as privadas!
  • Bernardo  15/06/2018 03:21
    Estando o país boiando em petróleo -- ao contrário das outras petrolíferas privadas, que não operam em países autossuficientes -- isso não é meio que uma obrigação?

    Aliás, impressionou-me negativamente a Statoil norueguesa. Os petistas dizem que ela é o modelo a ser copiado. Mas ela não só está atrás da Petrobras, como está em 26º no ranking, perdendo para uma petrolífera do Japão (!), país que nem tem petróleo!

    Um portento! Baita eficiência estatal.
  • Anonimo  14/06/2018 19:50
    E medo de perder a boquinha,pois sabe que se privatizar a petrobras e um dos primeiros a ser mandado embora. Pois sabe que e incopetente e tem que arrumar desculpa para esconder isso.
  • Pobre Paulista  14/06/2018 20:16
    Se eu entendi bem, ele falou que a Arábia Saudita é um excelente lugar para se morar. Bom, se ele for um Sheik dono de petrolíferas talvez seja mesmo.
  • Henrique  14/06/2018 20:37
    Pessoal, dizer que a alíquota máxima do Imposto de Importação é de 35% é errado. O valor é ainda maior pois incidem impostos em cascata. O IPI é calculado com o acréscimo do Imposto de Importação e, por fim, o ICMS é calculado sobre o II e sobre o IPI acrescido do II.
    Ufa!
    Um produto cuja alíquota de importação é de 35% tem, na verdade, alíquota de importação de 42% a 45%, dependendo da mercadoria (fora os demais impostos, mas esses incidem sobre os nacionais também).


    Abraços.
  • Aurelio Fierro  15/06/2018 12:47
    O problema é a europa ser obrigada a aceitar USD pelos produtos que vende. Este é o maior imposto do mundo, a inflação da base monetária do USD e todos países serem obrigados a usar como moeda de troca internacional.
  • Jailma Viana  18/06/2018 08:37
    Caro Aurelio Fierro,

    Será mesmo que os europeus são obrigados a aceitar o dólar americano?
    Mande uma cartinha para a EU aceitar o real brasileiro. Quem sabe o Sr. Ganha o premio Nobel de economia pela inovação.
  • Jailma Viana  18/06/2018 08:39
    É cedo para julgar o Trump.
  • Luiz Moran  15/06/2018 16:32
    Essa imagem é emblemática: Trump, sentado e de braços cruzados, c... e andando para o que essa gangue de globalistas latiam.
  • Henri Dourado  18/06/2018 03:34
    Algumas barreiras não-tarifárias não podem deixar de existir. Tem que ser liberal muito radical, como quem escreveu a matéria, para tratar como pouco importantes as questões sanitárias, de qualidade e ambientais, que tem muito embasamento científico.
    Deixar o mercado totalmente livre iria permitir a entrada de grupos fortes, por exemplo, na indústria de alimentos, o que teria efeito quase de monopólio, e isso também não é bom. Por exemplo, a união européia é mais restrita quanto ao uso de agrotóxicos e fertilizantes, se eles abrirem totalmente o mercado vão perder o controle sobre isso e a população vai passar a consumir alimentos com o mesmo preço e qualidade inferior.
  • Carlos  19/06/2018 02:19
    Prezado Henri,

    Você está errado em tudo, mas vamos lá.

    1) Barreiras alfandegárias sempre existirão enquanto existirem Estados. Logo, é bom aceitar logo esse estupro inevitável porque, na prática, se esgoelar contra essa imbecilidade não vai adiantar nada.

    2) Na prática, barreiras alfandegárias servem para a casta política na medida em que impedem competidores externos, mais eficientes do que as bagaças internas, possam entrar e destroçar essas bagaças. O problema é que são essas bagaças que mantém a casta política no controle, isso quando não se confundem (e.g. Blairo Maggi, pra citar um só). Entende o tamanho da bagaça?

    3) Não posso discordar, contudo, de que algumas barreiras são boas. A tela que você poe na janela do seu apartamento para impedir o seu incauto rebento de se espatifar no chão uns cinco andares abaixo é ótima.

    4) Barreiras não alfandegárias são ainda piores. Para aproveitar o seu exemplo: você sabe o nível individual de tolerância à presença de agrotóxicos na comida dos europeus? Se sabe, meus parabéns, não sabia que o Divino andava de novo entre nós. Se não sabe, por quê presume que uma penca de burocratas inúteis vai saber? Ou, que tal, deixar que os consumidores decidam se querem mais fartura a um preço mais em conta (alimentos cheios de agrotóxicos, hormônios, geneticamente modificados, uma coisa TÉRRÍVÉLLLL, ou alimentos absurdamente mais caros porque o jabaquarinha politicamente corretinho achou engraçadinho um videozinho mainstreamzinho dizendo que tudo isso que nos dá mais abundância é o equivalente ao Diabo?

    Em suma: porque você acha que alguma barreira, alfandegária ou não, feita pela pocilga planatina é digna de respeito, quando todas as outras barreiras que eles impõem às próprias vacas leiteir... erm... cidadãos, não funciona?


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