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O multiplicador keynesiano: mágica ou estelionato?
Ambos. E a teoria não só é completamente sem sentido, como ainda é o oposto da realidade

Para a maioria dos economistas e colunistas de jornais, o que gera crescimento econômico é o aumento da demanda por bens e serviços. A ideia é que aumentos ou reduções na demanda causam aumentos ou reduções na produção de bens e serviços na economia.

Ou seja, o que conduziria a produção seria a demanda.

Outra crença semelhante é que a produção total da economia aumenta de acordo com um múltiplo de um aumento nos gastos do governo, dos consumidores e das empresas.

Eis um exemplo que ilustra, segundo essa teoria, como um aumento nos gastos eleva a produção total por um múltiplo desse aumento dos gastos.

Suponhamos que, de cada unidade monetária recebida ($ 1,00), os indivíduos gastem $ 0,90 e poupem $ 0,10. Adicionalmente, suponhamos que os consumidores tenham aumentado seus gastos em $ 100 milhões.

Como resultado, as receitas dos varejistas aumentam $ 100 milhões. Estes varejistas, por sua vez, em resposta a este aumento em sua renda, consomem 90% destes $ 100 milhões — ou seja, eles aumentam seus gastos com bens e serviços em $ 90 milhões.

Os recebedores destes $ 90 milhões, por sua vez, gastam 90% destes $ 90 milhões, ou seja, $ 81 milhões. Já os recebedores destes $ 81 milhões gastam 90% desta soma, ou seja, $ 72,9 milhões, e assim por diante.

Observe que, por este raciocínio, os gastos de uma pessoa se tornam a renda de outra pessoa.

A cada etapa da cadeia de gastos, as pessoas gastam 90% da renda adicional que recebem. Este processo irá terminar — sempre de acordo com a teoria — com uma produção total $ 1 bilhão (10 x $ 100 milhões) maior do que era antes de os consumidores terem decidido aumentar seus gastos em $ 100 milhões.

Note que, quanto maior a porcentagem gasta dessa renda adicional, maior será o multiplicador. Consequentemente, maior será o impacto do gasto inicial na produção total.

Por exemplo, se as pessoas mudarem seus hábitos e gastarem 95% de cada unidade monetária recebida, o multiplicador será 20. Inversamente, se elas decidirem gastar somente 80% e poupar 20%, o multiplicador passará a ser 5.

Tudo isso significa que, quanto menos for poupado, maior será o impacto na produção total.

Por essa lógica, não é nenhuma surpresa que a maioria dos economistas de hoje seja seguidora da ideia de que, por meio de estímulos fiscais e monetários, é possível impedir que uma economia entre em recessão. Igualmente, por meio destes mesmos estímulos, seria possível tirar a economia de uma recessão.

O popularizador do poder mágico do multiplicador, John Maynard Keynes, escreveu:

Se o Tesouro se dispusesse a encher garrafas com papel-moeda, as enterrasse a uma profundidade conveniente em minas de carvão abandonadas que logo fossem cobertas com o lixo da cidade e deixasse à iniciativa privada, de acordo com os bem experimentados princípios do laissez-faire, a tarefa de desenterrar novamente as notas (naturalmente obtendo o direito de fazê-lo por meio de concessões sobre o terreno onde estão enterradas as notas), o desemprego poderia desaparecer e, com a ajuda das repercussões, é provável que a renda real da comunidade, bem como a sua riqueza em capital, se tornassem sensivelmente mais altas do que são.

O multiplicador é verdadeiro?

Será que poupar mais seria ruim para a economia, como indica o modelo do multiplicador?

Peguemos o exemplo de um agricultor que produziu 20 tomates. Ele consome 5 tomates para seu sustento. Sobram à sua disposição 15 tomates poupados (esta é sua poupança real). Com esses 15 tomates poupados, o agricultor pode adquirir outros bens. Ele pode, por exemplo, obter pão na padaria local, pegando 5 tomates pelo pão. Ele também compra um par de sapatos na sapataria local, pagando 10 tomates pelos sapatos.

Observe que a poupança real à sua disposição limita a quantidade de bens de consumo que o agricultor pode adquirir. Seu poder de compra é restringido pela quantidade de tomates que ele poupou, isto é, por sua poupança real.

Quando este agricultor efetiva sua demanda por pão e por sapatos, ele está transferindo cinco tomates para o padeiro e dez tomates para o sapateiro. Assim, os tomates que o agricultor poupou não apenas sustentam, como ainda aumentam o bem-estar e o padrão de vida do padeiro e do sapateiro.

Igualmente, o pão e o par de sapatos que o padeiro e o sapateiro respectivamente pouparam sustentam a vida e aumentam o bem-estar do agricultor.

Perceba que são os bens de consumo poupados — os quais sustentam o padeiro, o agricultor e o sapateiro — que possibilitam que todo o fluxo de produção se mantenha.

Suponha agora que estes produtores e proprietários de bens de consumo, em vez de trocá-los por outros bens de consumo, decidam trocá-los por melhores ferramentas e maquinários. Com máquinas e ferramentas melhores, eles podem produzir bens de consumo em maior quantidade e com maior qualidade no futuro.

Ao trocarem uma fatia de seus bens poupados por ferramentas e maquinários, os proprietários dos bens de consumo estão, na prática, transferindo sua poupança real para aqueles indivíduos especializados em fabricar estas máquinas e ferramentas. Ou seja, uma poupança real está sustentando estes indivíduos enquanto eles estão ocupados fabricando essas máquinas e ferramentas.

E, tão logo máquinas e ferramentas são construídas, isso permite um aumento na produção geral de bens de consumo. Esta maior oferta de bens de consumo (por causa do aumento da produção) permite uma maior poupança, tudo o mais constante. E essa maior poupança, por sua vez, permite um maior aumento na produção de máquinas e ferramentas.

Mais máquinas e ferramentas permitem aumentar a produção de bens de consumo, o que aumenta o poder de compra das pessoas na economia.

Logo, contrariamente ao pensamento popular, mais poupança na realidade expande o fluxo de produção de bens de consumo.

Pode um aumento na demanda por bens de consumo levar a um aumento na produção total por um múltiplo do aumento inicial da demanda? Não. O aumento na demanda por bens e serviços está restringido pelo aumento na poupança real.

Para poder saciar um aumento na sua demanda por bens, o padeiro tem de ter os meios de pagamento — ou seja, pão — para pagar pelos bens e serviços que ele deseja. Vimos que o padeiro adquire cinco tomates em troca de uma unidade de pão. Ou seja, ele paga pelos tomates com seu pão. Igualmente, o sapateiro sacia sua demanda por dez tomates pagando com um par de sapatos. O agricultor sacia sua demanda por pão e sapatos utilizando seus quinze tomates poupados.

Assim que a oferta de bens de consumo aumenta, isso permite um aumento na demanda por bens gerais, tudo o mais constante. O aumento na produção de pães pelo padeiro permite que ele aumente sua demanda por outros bens. Neste sentido, o aumento na produção de bens gera um aumento na demanda por outros bens. Os indivíduos produzem com o objetivo de poderem demandar bens que irão lhes sustentar e melhorar seu padrão de vida.

Pessoas vendendo mais bens de consumo poderão agora demandar mais bens gerais. Logo, é o aumento na produção de bens o que aumenta a demanda por bens. E isso só ocorreu porque a oferta aumentou a um nível maior que o da subsistência.

Em suma: o que permite o aumento na oferta de bens de consumo é o aumento na quantidade de bens de capital, ou seja, nas máquinas e ferramentas. E, por sua vez, o que permite o aumento na produção de máquinas e ferramentas é a poupança real. Podemos, assim, inferir que o aumento no consumo tem de ocorrer em linha com o aumento na produção.

Disso também podemos deduzir que o consumo, por definição, não pode fazer com que a produção aumente em um múltiplo deste aumento no consumo. O aumento na produção se dá de acordo com o que a infraestrutura existente permite, e não é restringido pela demanda dos consumidores.

Introdução do dinheiro

Obviamente, a introdução do dinheiro nesta economia não altera absolutamente nada a realidade. O dinheiro é apenas um meio de troca que ajuda a facilitar as transações entre produtores e consumidores — por si só, o dinheiro não tem como gerar nenhum objeto real.

O dinheiro não é um meio de produção; ele não produz nem bens de consumo e nem bens de capital. Sua introdução não permite uma maior produção de sapatos, tomates e pães. O dinheiro é simplesmente um meio de troca que facilita as transações.

Em última instância, bens e serviços não são adquiridos com dinheiro, mas sim com outros bens e serviços. As pessoas produzem bens e serviços em troca de dinheiro, e então utilizam esse dinheiro para adquirir outros bens e serviços. O objetivo da produção de bens e serviços é o consumo de outros bens e serviços. O dinheiro apenas irá facilitar as transações.

No final, o dinheiro é apenas o meio de troca utilizado por todos; seu papel é apenas intermediário. Por si só, ele não tem como gerar mais produção. Sim, as pessoas trabalham e produzem para ganhar dinheiro, mas elas querem esse dinheiro porque ele as permitirá adquirir outros bens e serviços. O que o indivíduo realmente quer em troca dos bens e serviços que ele vende (o que inclui sua mão-de-obra) são outros bens e serviços.

Entretanto, vale ressaltar: embora seja apenas um meio de troca, manipulações na quantidade existente deste meio de troca têm o poder de afetar negativamente toda a economia, pois geram severas más alocações de recursos escassos e, consequentemente, os ciclos econômicos. De novo: alterar a quantidade de dinheiro na economia não tem como aumentar a produção, mas irá gerar alocações errôneas de recursos escassos, degenerando em ciclos econômicos.

Aumento na demanda do governo e o crescimento econômico

Examinemos agora o efeito de um aumento na demanda, causado pelo governo, sobre a produção total de uma economia.

Nesta economia até então formada por um padeiro, um sapateiro e um agricultor, um quarto indivíduo entra em cena. Este indivíduo detém o monopólio da coerção, e pode exercer sua demanda por bens por meio da força. Ou seja, ele é o governo.

Pode a demanda desse indivíduo — o governo — gerar maior produção, como imagina a sabedoria popular? Muito pelo contrário: irá apenas empobrecer os produtores. O padeiro, o sapateiro e o agricultor serão forçados a abrir mão de seus produtos em troca de nada, e isso por sua vez irá enfraquecer o fluxo de produção dos bens de consumo.

Se você considerar que o governo só poderá gastar aquilo que ele antes confiscou destes três produtores, seria simplesmente ilógico dizer que sua entrada nesta economia tem o poder de "estimular a produção e fazer a economia crescer".

Não apenas um aumento nos gastos do governo não tem como aumentar a produção em um múltiplo positivo, como, ao contrário, inevitavelmente levará ao enfraquecimento de todo o processo de geração de riqueza.

Como Mises explicou:

É sempre necessário enfatizar este truísmo: o governo só pode gastar ou investir aquilo que ele toma de seus cidadãos [via impostos ou empréstimos]. E seus gastos e investimentos adicionais restringem, na mesma quantidade, a capacidade destes cidadãos de gastar ou investir.

Para aumentar seus gastos, há três medidas que o governo pode tomar: aumentar impostos (ou seja, aumentar o confisco da produção do padeiro, do sapateiro e do agricultor); pegar recursos emprestados (do padeiro, do sapateiro e do agricultor); ou imprimir dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza.

1) Se o aumento dos gastos do governo advier de mais impostos, então a produção de está sendo confiscada em troca de nada.

2) Se o aumento dos gastos advier do endividamento do governo (com o governo pegando recursos emprestado dos produtores), então igualmente haverá menos recursos para ser transacionados voluntariamente nesta economia entre os produtores. O excedente produzido (poupança real) está sendo desviado para o governo e não para sustentar as atividades produtivas dos outros produtores.

3) Se o aumento dos gastos advier da simples criação de dinheiro pelo próprio governo, os preços dos bens e serviços subirão, pois a criação de mais dinheiro não tem como gerar mais bens.

Nenhuma dessas três medidas cria riqueza. Consequentemente, nenhuma dessas três medidas pode estimular uma economia, tampouco tirá-la de uma recessão.

O raciocínio é tautológico: para o governo gastar, ele tem antes de tomar de alguém (seja via impostos, seja via endividamento) ou imprimir dinheiro. Se ele tomou de alguém, esse alguém está agora impossibilidade de consumir ou de investir. Se ele imprimiu dinheiro, nada foi criado.

Assim, os gastos do governo não podem ser vistos como uma força criativa. Todo o gasto do governo ocorre à custa dos outros indivíduos da sociedade. Por definição.

O mundo real funciona ao contrário do que Keynes explicou

Em nossa economia hipotética, 500 unidades de pães, sapatos e tomates são produzidas em um dado período de tempo. Dessas 500 unidades, 250 unidades (ou seja, 50%) são destinadas ao consumo do setor privado, 100 unidades (ou seja, 20%) são destinadas ao investimento e 150 unidades (30%) são destinadas ao governo.

Se, devido a um crescimento econômico ocorrido em um dado período, a produção aumentar em 10%, então a economia terá agora 550 unidades. Assim, caso a economia mantenha a mesma proporção do destino do produto de antes (50% para consumo; 30% para o governo e 20% para investimentos), o resultado agora será: 275 unidades destinadas ao consumo, 110 são destinadas ao investimento, e 165 destinadas ao governo.

Ou seja, ao contrário do que Keynes afirmou, a verdade é que apenas se houver um aumento na produção, poderá haver um aumento no consumo privado e nos gastos do governo.

Mais ainda: o tal "efeito multiplicador", na prática, funciona ao contrário do que Keynes previu. Havendo um aumento da produção, o aumento em todos os outros gastos será menor do que esse aumento da produção. E é assim simplesmente porque a propensão a consumir não pode ser maior do que a produção. Lógica pura.

Conclusão

O fato de que a demanda depende da produção é uma realidade que não pode ser abolida por meio de gastos governamentais ou de aumento da quantidade de dinheiro na economia. Aumentar os gastos do governo ou a quantidade de dinheiro na economia não pode alterar esta realidade.

A teoria de Keynes não só está errada, como a realidade é completamente oposta a ela.

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Leia também:

A Lei de Say é irrefutável e, sozinha, destrói todo o arcabouço keynesiano

O consumismo não gera crescimento econômico - e sua defesa é o cerne da teoria keynesiana

Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece


31 votos

autor

Frank Shostak
é um scholar adjunto do Mises Institute e um colaborador frequente do Mises.org.  Sua empresa de consultoria, a Applied Austrian School Economics, fornece análises e relatórios detalhados sobre mercados financeiros e as economias globais.


  • Patrick  03/05/2018 14:44
    Keynes tentou substituir a Lei de Say pela lei dele próprio. Além de não ter entendido nada da Lei de Say (o coitado genuinamente acreditou que Say disse que "a oferta gera a própria demanda"), ele criou uma lei que disse que o consumo de capital é uma evidência de enriquecimento e crescimento econômico.

    Se eu decidir torrar toda a minha poupança, tudo o que conseguirei é me empobrecer. Mas segundo Keynes, estarei enriquecendo. E se todos fizerem isso, a economia será uma potência.
  • Sueco  03/05/2018 14:51
    Keynes precisava acabar com a Lei de Say para abrir espaço para suas políticas intervencionistas. Keynes precisava mostrar que a Lei de Say era falsa porque todo o seu tratado econômico foi construído tendo por base este pilar (o de que Say estava errado).

    E como Keynes "refutou" Say? Com o mesmo rigor intelectual de sua teoria: distorceu, criou um espantalho e então bateu com gosto neste espantalho. Afinal, bater em espantalhos é muito mais fácil do que refutar a tese verdadeira.

    Consequentemente, a "Lei da Say" passou a ser conhecida pelos termos criados por Keynes: uma teoria que diz que "a oferta cria sua própria demanda", o que obviamente é uma descaracterização.

    O único problema é que a Lei de Say é irrefutável e, sozinha, destrói todo o arcabouço keynesiano
  • Leandro  03/05/2018 14:58
    Exato. A Lei de Say, que é amplamente distorcida, diz que

    1) a produção tem necessariamente de anteceder o consumo;

    2) a produção cria uma demanda por outros produtos. De um lado, o produtor demanda outros bens, como matérias-primas, para fazer a sua produção; de outro, com a renda oriunda de sua produção, o produtor pode agora demandar bens de consumo.

    Daí Say ter dito que a oferta (produção) cria a própria demanda.

    Por exemplo, um agricultor pode cultivar milho para a sua própria família ou para alimentar seu rebanho, mas ele irá vender a maior parte do seu milho no mercado em troca de dinheiro. E ele utilizará esse dinheiro para satisfazer todas as suas necessidades e desejos. Sua plantação de milho, portanto, representou sua demanda por outros bens e serviços, e o dinheiro foi simplesmente o meio de troca que ele utilizou para satisfazer sua demanda.

    Keynes tentou refutar a Lei de Say alegando que a demanda, por si só -- criada pelos gastos do governo ou por meio da impressão de dinheiro pelo Banco Central --, iria estimular a produção. Ele tentou, de maneira ilógica e sem êxito, colocar o consumo antes da produção (exatamente como fez o governo brasileiro ao adotar a Nova Matriz Econômica). Isso gera apenas inflação de preços e endividamento.

    Até hoje, Keynes é extremamente popular entre políticos adeptos da gastança, aos quais ele concedeu a teoria intelectual e o imperativo moral de gastar o dinheiro que não têm.
  • Talvez seja off topic  03/05/2018 19:36
    Minha dúvida é sempre a mesma:

    Por qual motivo a teoria de Mises é pouco palatável para a população?

    A que se deve esse distanciamento teórico?

    Por quais razões os libertários não se aventuram no campo político? Como poderia ser essa "infiltração"?



  • Rafael  03/05/2018 19:54
    "Por qual motivo a teoria de Mises é pouco palatável para a população? A que se deve esse distanciamento teórico? "

    Por quatro motivos.

    Primeiro, porque ela não conhece.

    Segundo, porque ela impossibilita isto.

    Terceiro, por isto.

    E, mais importante, por isto.

    "Por quais razões os libertários não se aventuram no campo político? Como poderia ser essa "infiltração"?"

    Não sei. Não é minha área.
  • Talvez seja off topic  07/05/2018 19:04
    Obrigada
  • Richard Gladstone de Jouvenel  04/05/2018 17:19
    Tenho uma teoria sobre a não atuação dos libertários na política.

    Não acreditando no Estado, seria um paradoxo haver atuação nessa área. Eles trabalham na defesa de ideias e valores, e sinto que a maioria não acredita numa mudança "por dentro", preferindo agir no campo do esclarecimento.
  • Insurgente  03/05/2018 18:35
    Me permita perguntar o seguinte: Se utilizo toda a minha poupança em detrimento de realizar certos investimentos. Ainda sim, estaria eu empobrecendo?
  • Emergente  03/05/2018 19:56
    Se você exaurir toda a sua poupança no consumismo, você perderá toda a sua capacidade futura de melhorar sua vida. Você pode até estar repleto de bens materiais agora, no presente, mas não terá como manter esse padrão de vida no futuro. Daqui para frente só irá empobrecer até voltar ao ponto onde estava antes de começar a gastar, podendo até ficar pior do que estava.
  • Luciano viana  04/09/2018 22:45
    Nao, desdenque esteja mesmo investindo e nao especulando. Investir é poupar um pouco do que tens, pra que no futuro voce tenha um pouco mais . Investir é empreender, o contrario de so gastar. Boce pode comer o tomate, ou poupalo, plantar suas sementes e colher 20 tomates.
    Ou pode emprestar o tomate pra um plantador de tomate pra que ele plante e vc receba uma parte da produção bpor ter deixado de consumir seu bem. Agindo asim vc é investidor, sócio do plantador de tomate. Vc fica mais rico por qye proporcionou ao tomateiro recursos para ele plantar, ele so entriu com a terra e trabalho. Ambos fucam maus ricos.
    Se vc cinesse o tomate, ambos nso teriam tomatrs no futuro.

  • Gilson   03/05/2018 14:46
    O keynesianismo é defendido por pessoas que querem ver o governo confiscando o dinheiro dos outros e redistribuindo para elas próprias. Tá cheio de professor universitário assim. É óbvio que essa gente não é burra; eles não acreditam em multiplicador. Eles defendem a política de tributar e gastar simplesmente porque elas próprias estão do lado beneficiado do esquema.
  • Régis  03/05/2018 15:01
    Nada é mais promissor e rentável do ponto de vista acadêmico do que defender as mentiras e distorções que são o fundamento teórico do estado inchado e intervencionista, o qual beneficia essa gente. É extremamente vantajoso dizer o que os burocratas querem ouvir. Com sorte, você pode até ser contratado para integrar a equipe de governo (como Ciro Gomes está prometendo para keynesianos da FGV e da Unicamp).
  • Anônimo  03/05/2018 15:49
    Ratifico,

    A questão é que isso sugere um grande problema para a filosofia libertária. Se você prestar atenção em quem são os libertários, salvo o Aspone e um ou outro professor universitário guerreiro, o libertarianismo brota entre indivíduos quem não tem nada a perder com a filosofia. Ou seja, quando é o mérito das ideias que está sendo julgado somente, o libertarianismo prevalece.

    O problema está justamente quando existe um estado e agradá-lo é pessoalmente mais gratificante do que opor-se a ele. Como é que eu vou convencer o cara da receita federal de que imposto é roubo? E os empresários subsidiados por ele? E os deputados pagos por ele? E a população que é dependente dele? E o presidente?

    Tem muito mais do que qualidade dos argumentos e retórica decidindo qual ideia vai adiante, e qual fica para trás. Olhando como o libertarianismo cresceu no Brasil, é fácil de ver que tivemos infinitamente mais alunos de economia do que professores de economia adotando o arcabouço argumentativo libertário, ou ao menos pesquisando sobre Escola Austríaca. Se na academia é tão difícil falar de liberdade econômica, imagina fora?
  • Mad Marx  03/05/2018 16:44
    Nem sempre, meu professo de ciência politica por exemplo é só doutrinado mesmo. Ele realmente acredita que Keynes nos salvou.
  • Luciano viana  04/09/2018 22:46
    É por conveniência
  • Nome   03/05/2018 15:04
    Em última instância, bens e serviços não são adquiridos com dinheiro, mas sim com outros bens e serviços.

    Mas e se o dinheiro passa a ser um "bem" também ?
    A gente pode tratar o dinheiro como um "bem"? O mundo globalizado de hoje, tantas "moedas"circulando, sendo negociadas etc... enfim... o dinheiro se tornou um bem.


    Eu sei que uma maça, o agricultor pode plantar e "criar" novas maças e isso vai causar implicações na economia.

    O governo tem o poder de "criar" dinheiro.

    Porque criar novas maças não é ruim para a economia, mas criar dinheiro é ruim ?

    obs: Eu sei que criar dinheiro causa inflação etc...

    Sou um curioso da ciência econômica mas queria uma explicação mais abrangente aqui do site.


    Fora o governo, os agentes econômicos(agricultor,sapateiro etc) tem capacidade de causar inflação ?




  • Eliseu  03/05/2018 15:22
    "Mas e se o dinheiro passa a ser um "bem" também ? A gente pode tratar o dinheiro como um "bem"?"

    Qual a função do dinheiro? Intermediar transações envolvendo bens e serviços. As pessoas acumulam dinheiro com um só objetivo: poder trocá-lo por bens e serviços no futuro.

    Você não come dinheiro. Você não cobre seu corpo com dinheiro (mesmo porque hoje o dinheiro é um mero dígito eletrônico). Dígitos eletrônicos, por si sós, não teriam função nenhuma caso não houvesse nada para ser consumido. Apenas pense na Venezuela. Lá, dinheiro em si é o que não falta. Há literalmente quadrilhões de bolívares em circulação. O único problema é que não há nada para ser adquirido com esse dinheiro, pois não há produção.

    Aliás, a Venezuela é um perfeito exemplo prático de refutação da teoria keynesiana: o dinheiro lá é farto mas, curiosamente, não gera crescimento econômico. Por que será?

    "Porque criar novas maças não é ruim para a economia, mas criar dinheiro é ruim ?"

    Espero que agora tenha entendido. Criar mais meio de troca, mas sem que tenha havido aumento na produção, irá apenas gerar inflação de preços. E ciclos econômicos.

    "Fora o governo, os agentes econômicos(agricultor,sapateiro etc) tem capacidade de causar inflação ?"

    Não. Apenas a impressão de dinheiro pode causar inflação.

    Quer uma explicação realmente abrangente e, melhor de tudo, voltara para o Brasil? Aqui está:

    O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil
  • Nome  03/05/2018 16:08
    "Você não come dinheiro. Você não cobre seu corpo com dinheiro (mesmo porque hoje o dinheiro é um mero dígito eletrônico). "


    Mas o dinheiro se comporta como um bem. Eu não como um quadro de Pablo Picasso, nem cubro meu corpo com isso, mas ele é um bem e o principal é que ele tem um valor para as outras pessoas. É igual ao dinheiro.


    "Apenas pense na Venezuela. Lá, dinheiro em si é o que não falta. Há literalmente quadrilhões de bolívares em circulação. O único problema é que não há nada para ser adquirido com esse dinheiro, pois não há produção. "

    Mas o agricultor, sapateiro, padeiro não pararam de produzir.
    Se tem tanto dinheiro assim circulando, os preços por si só não seriam capazes de consertar esse sistema ?






  • Amante da Lógica  03/05/2018 17:38
    "Mas o dinheiro se comporta como um bem. Eu não como um quadro de Pablo Picasso, nem cubro meu corpo com isso, mas ele é um bem e o principal é que ele tem um valor para as outras pessoas. É igual ao dinheiro."

    Completamente errado. Um quadro de Picasso é um investimento. Você compra porque espera que irá se valorizar ou porque irá aumentar seu bem-estar material.

    Não é igual ao dinheiro. O dinheiro, por si só, não aumenta de valor (apenas se houvesse deflação). E tampouco aumenta seu bem-estar (ter dinheiro na conta-corrente, mas jamais usá-lo não aumenta seu bem-estar material).

    "Mas o agricultor, sapateiro, padeiro não pararam de produzir [na Venezuela]."

    E o pior de tudo é que pararam, sim.

    E o motivo é óbvio: quando a moeda perde seu valor, toda a economia degringola.

    Sendo a moeda a metade de toda e qualquer transação econômica, se ela deixa de funcionar, você retorna a um estado de escambo. Ninguém aceita abrir mão de bens — principalmente alimentos e outros produtos essenciais — em troca de uma moeda sem poder de compra nenhum. Escassez e desabastecimentos se tornam rotineiros.

    Uma moeda fraca destrói o aspecto econômico mais básico da economia de mercado, que é o sistema de preços. Consequentemente, sem uma formação de preços minimamente racional, todo o cálculo econômico permitido pelo sistema de preços — o cálculo de lucros e prejuízos, que é o que irá estimular investimentos — se torna praticamente impossível.

    Esta é exatamente a atual situação da Venezuela.

    Uma moeda em contínuo enfraquecimento, que nenhum venezuelano quer portar e que nenhum estrangeiro está disposto a aceitar em troca de dólares (o que inviabiliza importações), levou a uma escassez generalizada de bens essenciais na economia — inclusive comida e remédios, que estão sendo substituídos por remédios para cachorros —, impondo um trágico suplício aos cidadãos daquele país.

    "Se tem tanto dinheiro assim circulando, os preços por si só não seriam capazes de consertar esse sistema?"

    Com tanto dinheiro circulando, as consequências foram exatamente as descritas acima.
  • Nome  03/05/2018 18:21
    "Um quadro de Picasso é um investimento. Você compra porque espera que irá se valorizar ou porque irá aumentar seu bem-estar material. "

    Se você trocar a palavra "quadro de Picasso" por dinheiro, funciona do mesmo jeito.
    O dinheiro também se comporta como investimento e também aumenta bem-estar.

    Sinceramente, seus argumentos ainda não foram capazes de me convencer que o dinheiro não é um "bem".

    O dinheiro é um "bem" tanto quanto a maça, o pão, o sapato etc...

    No exemplo dado aqui no artigo, quem determinou que 10 tomates valem 1 sapato ? Quem determinou que X dinheiros valem 1 sapato ?

    Me parece que existe um problema nesse sistema de trocas, que deve ser a real causa de divergência entre o pensamento keynesiano, mas o dinheiro em si ele é um bem como qualquer outro.


    Produzir maças não é um problema, mas "produzir" dinheiro se torna um problema.


    E eu volto a perguntar, o sistema de preços não corrige o excesso de dinheiro em circulação ?

    Se o produtor de maças teve uma safra boa e conseguiu obter 40 maças, ele pode oferecer mais maças para o sapateiro ou pode guardar as maças (embora maças demais em estoque possam estragar). Mas isso não pode ocasionar uma "inflação"? Ou mesmo no caso contrário, quando há um safra ruim e se tem poucas maças circulando isso também não provoca distorções na economia ?
  • Amante da Lógica  03/05/2018 18:34
    "Se você trocar a palavra "quadro de Picasso" por dinheiro, funciona do mesmo jeito.

    Ah, é? Então vejamos:

    "Um quadro de Picasso é um investimento. Você compra porque espera que irá se valorizar ou porque irá aumentar seu bem-estar material."

    "Um dinheiro é um investimento. Você compra porque espera que irá se valorizar ou porque irá aumentar seu bem-estar material."

    Se você realmente acredita nisso, então você está desafiado a fazer o seguinte: retire todo o seu dinheiro do banco, e o deixe parado sobre a mesa da sua casa durante anos, quiçá décadas, como se fosse um quadro de Picasso.

    Se você acha que isso é um investimento, eis a prova de que você não possui o mais mínimo conhecimento de economia.

    Apenas para você ter uma noção, se você tivesse deixado R$ 100.000 reais parado sobre sua mesa desde março de 2008, como um quadro de Picasso, seu dinheiro teria perdido simplesmente 44% do poder de compra.

    Se isso, para você, é um investimento, então, por gentileza, passe longe de mim.

    "O dinheiro também se comporta como investimento e também aumenta bem-estar."

    Sim, como demonstrei acima. Uma perda de 44% em 10 anos é um ótimo investimento, que aumenta bastante o bem-estar...

    Gentileza voltar apenas quando tiver o mínimo de substância. Pare de poluir este espaço, que se destina a pessoas de mais alta cultura.
  • Nome  03/05/2018 19:04
    "Apenas para você ter uma noção, se você tivesse deixado R$ 100.000 reais parado sobre sua mesa desde março de 2008, como um quadro de Picasso, seu dinheiro teria perdido simplesmente 44% do poder de compra. "

    Mas da mesma forma que o Real desvalorizou, ele poderia valorizar.
    O dólar não valorizou nas últimas semanas ?

    O ouro não continua valorizando ?

    Um quadro de Picasso pode valer milhões para burgueses e pode não vale nada para uma tribo indígena.



    De qualquer forma, eu gostaria de mais esclarecimentos mas sem fanatismo. Estou aqui para aprender.


    Fiz várias perguntas e muitas não foram respondidas ainda.



  • Intruso  03/05/2018 19:18
    "Mas da mesma forma que o Real desvalorizou, ele poderia valorizar."

    Durante dez anos seguidos? Ele nunca se valorizou nem durante um mísero mês! A inflação de preços sempre foi positiva. A mais baixa foi ano passado, quando ficou abaixo de 3%. Nunca houve deflação, que seria a real valorização.

    "O dólar não valorizou nas últimas semanas ?"

    Ah, sim! Valorizou durante algumas semanas, irá se valorizar por 10 anos!

    É cada coitado...

    "O ouro não continua valorizando ?"

    Em 2011, uma onça de ouro valia US$ 1.900. Hoje vale US$ 1.313.

    Desvalorização de 31%.

    Sério, você ao menos sabe do que está falando?

    "Um quadro de Picasso pode valer milhões para burgueses e pode não vale nada para uma tribo indígena."

    Sim, pois um burguês compra um quadro de Picasso pensando em revendê-lo para um Tupinambá. Puta que o pariu!

    "De qualquer forma, eu gostaria de mais esclarecimentos mas sem fanatismo. Estou aqui para aprender. Fiz várias perguntas e muitas não foram respondidas ainda."

    Você não perguntou. Você relinchou. E com arrogância, que é o que é pior.
  • Fernando  04/05/2018 15:44
    Que chinelada. Haha!
  • Richard Gladstone de Jouvenel  03/05/2018 19:41
    Acompanhei o início de sua interação com curiosidade. Assim como você disse no início, estou aqui para aprender, e aprendo muito todos os dias lendo os artigos

    Mas a medida que suas colocações foram aparecendo, fiquei imaginando se você é tão ignorante como parecer ou estava de trolagem.

    A minha dúvida acabou quando usou o termo "burguês"...
  • Jailma Viana  21/06/2018 17:48
    Caro nome,
    "produzir maçãs não é um problema mas "produzir" dinheiro se torna um problema."
    Não estudei economia mas estudei agronomia. Não entendo de dinheiro mas entendo de maçãs.
    Aqui vai o meu "pitaco". Nem opinião de "expert" ela é:
    Se você produzir maçãs de acordo com a demanda. OK! Você ganha dinheiro.
    Se você produzir maçãs um pouco acima da demanda. Também está ok! Só que o preço vai cair um pouco e você vai ganhar menos dinheiro.
    Se você produzir maçãs muitíssimo acima da demanda. Você vai estar ferrado. Vai ser um problema, sim. E pior, vai ferrar também os seus colegas produtores de maçãs. As maçãs vão apodrecer e todo o investimento que você e os seus colegas plantadores de maçãs fizeram vai para o ralo. Você e eles ficarão mais pobres. Simples assim.
    Com o dinheiro é exatamente a mesma coisa. Emissão de moeda tem que corresponder a demanda. Isto é: tem que corresponder aos produtos existentes. Produzidos.
    Algum economista me socorra, por favor! Nem minhas aulas de agronomia eu entendi direito!
    Abraços
  • Luciano viana  04/09/2018 23:10
    Nao ,o excesso de macas provoca queda nos precos, deflação.
  • Luciano viana  04/09/2018 23:07
    Pararam sim. O gov combateu os produtores , ora provocando inflação, ora cobrando mais impostos, ira tomando propriedades. O orodutor passou a receber menos e viu que nao compensava trabalhar de graca, passou a priduzir apenas pra sua oropria subsistência, ja que i excedente e o trabalgo extra nao seria remunerado.
    A produção venezuelana caiu ano apos ano e o gov tampava o buraco com petróleo. Usava o dinheiroem programas sociais pra quem nao trabalhava ou trabalhava cada vez menos, que nao produzia, portanto nso colaborava com bens e servicis pra todos.
    O gov assim matou a economia venezuelana??, mad i zumbi ainda andava coboetrokei nas veias, ate que i peyroleo perdeu valor. Sem i dinheiro do petroleo tampando os buracos, ja nao tinha producao interna pra compensar o finheiro faltando .
    O golpe final foi o giv ter ligadi as prensas e entupido o mercado de dinheiro. Nao tinha produção pra trocar por esse dinhero. Gerou inflação.
    Depois i giv culpou os produtores e coneciu a tomar propriedades
  • Pobre Paulista  03/05/2018 18:59
    Eu discordo de parte da explicação do Eliseu.

    O dinheiro pode sim ser visto como um mero produto, desde que ele tenha algum lastro baseado em escassez. Essa explicação que ele deu se aplica apenas à moedas fiduciárias de curso forçado. Uma moeda legitimamente lastreada não sofreria deste mal.

    Explico: Com o aumento da produção e o aumento da população, há, de fato, um maior volume de trocas, e isso causa uma maior demanda pelos meios de troca. Como o dinheiro é um meio de troca, há mais demanda por dinheiro.

    Se esse dinheiro for um bem escasso, ele será obtido naturalmente pelo mercado, caso seu custo de obtenção for menor do que o valor das coisas que ele consegue comprar.
  • Ninguem Apenas  03/05/2018 20:36
    Nome, vou dar minha resposta então, explicando tudo desde o começo.

    Primeiro, dinheiro é sim um bem, nisso você está sim correto.

    O dinheiro, como Carl Menger bem demonstrou surgiu de um processo natural de mercado, onde os bens que possuíam mais durabilidade, capacidade de ser dividido facilmente e cuja aceitação geral das pessoas sobre esse bem fosse maior acabaram por passar a possuir função de dinheiro.

    Em muitas sociedades antigas, o dinheiro era o sal, como ele tinha uma durabilidade mais alta que os outros bens de consumo, podia ser dividido em kilos, gramas e etc e era bem aceito acabou por virar o dinheiro.

    Por exemplo, se eu fosse um criador de galinhas e queria comprar um cavalo naquela época, eu precisaria ir até alguém que tivesse o cavalo para trocá-lo por galinhas, mas o criador de cavalos estava interessado em querer manteiga e não galinhas, daí eu como não sou bobo nem nada vou atrás daquele bem que é o mais aceito naquela região (por exemplo o sal) e trocava minha galinha por sal, daí com sal eu comprava manteiga e finalmente trocava o cavalo pela manteiga.

    No longo prazo, as pessoas todas começaram a aceitar esse bem (sal no caso) pela conveniência que isso gerava, diminuindo todo o processo de busca.

    Mas o processo natural de mercado acabou escolhendo o ouro no fim das contas.


    Agora, respondendo sua pergunta, porque o dinheiro sendo um bem uma maior quantidade dele não faz bem e sim mal?

    Acontece que a principal característica do dinheiro, até mais que as listadas anteriormente, é que ele seja escasso. No nosso exemplo do sal por exemplo, imagina se as pessoas ao invés de sal resolvessem trocar suas mercadorias por um bem infinito (dentro da condição) ou cuja oferta aumentasse o tempo todo, essa pessoa simplesmente perderia renda.

    Digamos que no nosso exemplo a região é do lado de um grande lago de água doce, você acha que o produtor de cavalos trocaria seu cavalo por água? não, pois é um bem quase infinito pra ele, e trocar por isso seria perder dinheiro, pois na hora de tentar trocar sua água ninguém daria um valor alto por ela, na prática ele sofreria aquilo que pessoas de países com hiperinflação sofrem.

    Logo, a principal função do dinheiro é conservar valor, é justamente garantir que após a troca realizada, o bem que está fazendo o papel de dinheiro não irá perder todo o seu valor em um único instante, pois nessa situação ninguém trocaria seus bens por dinheiro.

    Daí a importância do dinheiro ser escasso, pois só assim ele será capaz de conservar valor.


    Finalizando, dinheiro é sim um bem e possui preço como qualquer outro, digamos que 5 batatas sejam 1 real, isso significa que a moeda real possui o preço de 5 batatas a unidade. As taxas de câmbio nada mais são que o preço das moedas (dinheiro) comparadas com o de outras moedas (dinheiro), portanto é um preço como qualquer outro.

    Consegui sanar suas dúvidas?
  • Nome  03/05/2018 23:05
    Sim, amigo (Ninguém Apenas)

    sua explicação ajudou bastante.

    Você deixou claro que a moeda tem que ser escassa.

    Mas eu te pergunto, isso não gera um problema social ?

    Porque a população cresce, tem-se a entrada de novos agentes econômicos, eles tem que ser produtivos, eles talvez precisem de crédito, um pontapé inicial para começar suas atividades. Então como funciona isso ?
    De qualquer forma não vai ser preciso colocar mais dinheiro nesse sistema ?


    De que adianta produzir se as pessoas não tem dinheiro para comprar os bens ? Olhando nesse sentido a questão da Demanda que aborda o artigo.

  • Dj  04/05/2018 06:23

    Tentando responder suas perguntas do começo.

    O dinheiro pode ser considerado um bem. O grande problema é q na atualidade ele é controlado por governos sacanas que devido suas medidas só fazem com que ele se desvalorize e vc simplesmente estocando o dinheiro muito provavelmente terá prejuízo seja ele dolar, seja real, seja euro...

    O agricultor, o padeiros, o sapateiro... tem poder de provocar inflação com o aumento da produção? Sim, claro que tem. O exemplo mais recente foi a queda na produção do tomate que levou o quilo do produto a mais de R$ 12,00. Só que essas inflações são pontuais. Na verdade é justamente por esse motivo que o dinheiro também tem esse efeito. Digamos que o dinheiro é em grande escala, pois todos usam. Pelo menos no Brasil vc não pode deixar de usar o Real e passar a usar o dolar, mas no caso de produtos vc teria a possibilidade de usar outro mais barato para contornar o problema da inflação pontual fazendo com que possivelmente o preço se ajustasse novamente a patamares próximos de antes da inflação daquele produto. Com o dinheiro não dá pra fazer isso, pelo menos no Brasil não. Mesmo que pudéssemos passar a usar outra moeda qualquer devido a inflação do real o governo seria tão idiota que não entenderia e continuaria a imprimir mais e gerar mais inflação, pois o governo não tem nada a perder já o produtor comum sim. Caso sua produção ficasse sem saída ele iria a falência.

    Não sei se melhorou, mas é assim que entendo. Se alguem quiser corrigir, complementar estou aberto ao conhecimento. Sou apenas um curioso sobre Economia.
  • Ninguem Apenas  04/05/2018 14:17
    Mas eu te pergunto, isso não gera um problema social ?

    Bom, primeiro de tudo, é preciso entender que preços não são fixos ou "intríscecos" aos produtos, os preços são dinâmicos e são determinados no longo prazo pela oferta e demanda tanto deste bem quanto do dinheiro.

    Digamos que em um determinado cenário ocorra um grande aumento na demanda por pães, é preciso entender que essa maior demanda de pães é ao mesmo tempo uma demanda menor por outros bens, se as pessoas estão gastando mais dinheiro com os pães é porque estão gastando menos com outras coisas.

    Isso vale tanto para oferta quanto para demanda, é o motivo inclusive do porque a ideia de "crise de superprodução" é falsa, pois como os recursos são escassos, um aumento generalizado na produção de um bem é ao mesmo tempo uma queda na produção de outros bens (ou seja subprodução).

    Caso não houver nenhum impedimento do governo, os empreendedores ajustarão seus negócios de acordo com as preferências dos consumidores, logo os preços refletirão a realidade do cenário independente de qual for.

    Porque a população cresce, tem-se a entrada de novos agentes econômicos [...] eles talvez precisem de crédito, um pontapé inicial para começar suas atividades. Então como funciona isso ?

    Aqui está havendo uma confusão, não é necessário um aumento na oferta monetária para existir crédito, o crédito genuíno é determinado justamente pela poupança.


    Digamos que em uma determinada sociedade a moeda é lastreada 100% em ouro e os bancos não praticam reserva fracionária (portanto não criam dinheiro do nada) e ao mesmo tempo todo o ouro da Terra já foi escavado.


    Suponhamos que um empreendedor vai querer iniciar um novo negócio de venda de biscoitos construindo uma fábrica.

    Como isso será feito? primeiro ele vai se dirigir até um banco, o banco vai analisar a capacidade do empreendedor de quitar o empréstimo, quais são as garantias que ele é capaz de oferecer, se o negócio é algo sustentável e etc e digamos que de fato o empreendedor passou na análise do banco, o banco obviamente irá transferir o dinheiro para a conta do empreendedor e exigirá que o empréstimo seja quitado em um valor maior que o emprestado para obter lucro.

    Ou seja, se o banco emprestou, para ele ter lucro é necessário que ao final ele receba do empreendedor mais que o emprestado e daí surgem os juros.

    O dinheiro que o banco usou saiu exatamenta da poupança genuína dos seus clientes, essa poupança que falamos é diferente da modalidade "poupança" dos bancos brasileiros, pois no Brasil ao mesmo tempo em que o dinheiro que está na poupança é emprestado pelo banco, os clientes tem o direito ao saque do dinheiro permitido a qualquer momento. Uma poupança genuína é uma abstenção do consumo e só pode ocorrer por meio de uma modalidade de depósito a prazo, onde diversos clientes abrem mão de possuir esse dinheiro por um determinado tempo (abstenção imediata do consumo) e o banco receberá esse dinheiro depositado e realizará o empréstimo ao empreendedor, quando o empreendedor conseguir o seu lucro e pagar o empréstimo, o banco terá dinheiro para devolver o valor depositado pelos clientes com juros para eles, porque os clientes ao se abster do consumo também necessitam de ter lucro, por isso essa modalidade rende juros.


    Pra resumir tudo:

    José tem 500 u.m consigo e deposita 50 a prazo no banco.

    João tem 200 u.m consigo e deposita 20 a prazo no banco.

    João e José trabalham para Rodrigo que tem uma fazenda de trigo.

    Jonas tem uma fábrica de pães e compra trigo de Rodrigo custando 1 u.m o kilo do trigo e paga mensalmente para Rodrigo 100 u.m.


    Digamos que Jonas quer comprar uma nova máquina para sua fábrica e não tem dinheiro no momento, ele vai ao banco, pega o empréstimo de 70 u.m (que são os 50+20 depositados por José e Jonas) com juros totais de 10% e compra a máquina. A produção de Jonas aumenta, com uma maior produção ele faz economia de escala, reduz seus custos de produção, paga o empréstimo, passa a comprar mais trigo de Rodrigo, pagando agora 200 u.m.

    A renda adicional que Rodrigo recebe pode ser convertida em maiores salários para José e João, ou pode ser usada pra investir internamente, ou ele pode depositar no banco... no fim tanto faz, mas o bem estar geral vai aumentar.

    Já o banco após receber o dinheiro de Jonas com juros, reverterá uma parte em lucros e outra parte devolverá com juros para José e João.

    O acordado pode ter sido por exemplo 2% do depositado pra cada um.

    Já Jonas como não é o único no mercado e tem concorrência, uma maior oferta de biscoitos leva a uma queda de preços. Nesse cenário, mesmo se João e Jonas não receberem aumento nenhum, com a mesma renda eles serão capazes de comprar mais biscoitos ou comprar o mesmo tanto gastando menos.

    O bem estar aumentou sem aumento nenhum de oferta monetária.


    Não sei se consigo ser mais claro que isso.
  • Nome  04/05/2018 17:43
    O problema maior nessa sua explicação é se o Banco resolver não oferecer o crédito. Ou se ele oferecer com um juros muito alto. Vc emprestaria dinheiro a um trabalhador precarizado ? Alguém que não tem moradia fixa e nem fiador ?
    Ninguém quer correr riscos numa economia complexa e cheia de agentes.
    Isso faria poucas pessoas empreenderem. Como saber se um negócio vai dar certo ou não ? Não tem como prever o futuro.

    Emprestar um dinheiro sem lastro parece ser uma solução mais "simples" nesse caso, dilui o risco e dá mais oportunidades para os agentes se arriscarem no mercado.
    Porque de qualquer forma não tem como saber qual empreendimento vai dar certo. Não tem como prever o futuro.
    Me parece que os liberais querem "lastro", se preocupam bastante com o "lastro", enquanto que os keynesianos não estão muito preocupados com o lastro e por isso preferem estimular a economia de qualquer jeito. Porque o futuro é incerto.

  • Ninguem Apenas  04/05/2018 22:27
    A falácia de Argumentum Ad Infinitum é a suposição incorreta de que simplesmente porque as pessoas não discutem mais com você que seu caso foi provado.

    wiki.c2.com/?ArgumentumAdInfinitum


    Amigo, você perguntou a questão do porque a inflação é ruim e foi respondido.

    mudou de assunto e foi para o a questão da existência de crédito em um sistema de oferta monetária fixa e também foi respondido.

    Agora ta perguntando como é que o pobre que não tem absolutamente nada vai conseguir crédito.


    Independente da resposta que eu te der, você vai chutar o balde pra frente até o infinito. Isso é uma falácia e será tratada de acordo!

    Felizmente para você, as primeiras duas perguntas eram genuínas e me dei o trabalho de responder, mas a sua última foi apenas uma tentativa de chutar o argumento. Somente uma pessoa que nunca se deu o trabalho de ler um único artigo sobre ou nunca estudou o assunto faria tal questionamento.

    Por último, quem não sabe não faz afirmações, isso é somente para quem já se deu o trabalho de estudar. Quem nunca estudou deveria assumir sua ignorância sobre o assunto (o que não tem nada de errado) e fazer perguntas, estas sim merecem respostas.

    Para qualquer um que tiver essa dúvida, o presente instituto já postou centenas de artigos sobre e basta só pesquisar por assunto e ler.


    No mais, passar bem.
  • Emerson Luis  23/07/2018 14:54

    Sugestão: quando alguém ficar mudando de assunto em um debate para não deixarmos terminar uma argumentação, exponham a tática dele.

    "Você perguntou sobre ABC e no meio da minha explicação questionou sobre XYZ, então você concorda com o que eu estava falando sobre ABC?

    Se não concorda com o que eu estava dizendo sobre ABC, então porque mudou de assunto para XYZ no meio da minha explicação sobre ABC?"


    * * *
  • Luciano viana  04/09/2018 23:34
    O lastro é a garantia do dinheiro. Pois aquilo é so papel que o gov escreveu 10 reais. Vale dez reais? Ele vale o lastro. . .
    Sem o ouro pra garantir o dinheiro, pib do país é o lastro do real.
    Se o gov liga as prensas e faz mais dinheiro, ele escreve 10 reais em um monte de notas e dolta no mercado. So papel. Mas o que da pra comorar com todo esse dinheiro? O pib, a produção é a mesma. Logo vc tem mais dinheiro em circulação, que compra aa mesma quantidade de bens e servicos. Sem nada extra pra comprar o dinheiro extra vira inflação.
    Veja bem lastr é o verdadeiro valor da economia, nao o dinheiro, que é so o meio de troca
  • Luciano viana  04/09/2018 23:24
    Problema social nada. Se todo mund o trabalha, todo mundo tem algo pra trocar. Ninguém e pobre. Agora quando quem nao trabalha recebe mesmo assim, o oarasita alem de deixar iutros pobres, o fato dele nao produzir nada pra trocar reduz a oferta de bens e serviços pra sociedade, porque quem produz , fabrica algo que vc não fabrica, mas vc fabricandi algo que ele nao fabrica, vcs se ajudam mutuamente.
    Quando sua renda é tomada pra sustentar quem não produz, vc fica mais pobre e o que nao produz nao colabora em nada com a sociedade e as vezes fica falando que a sociedade deve a ele.
    É esse compertanento psrasistico que grra oobreza e mais pessoas recebrndo a produção de outro. Quando chega uma hora em que a maioria nao trabalha, nao colabora , e uma minoria trabalha, mas é espoliada, uma hora esse pouco que trabalga resolve nao produzir tambem, pra tambem receber de outros. A produção vsi a zero e as pessoas ficam se matando por desabastecimento.
  • No entanto  03/05/2018 16:25
    Na crise de 29, houve uma superprodução industrial e agrícola. Não havia quem consumisse aquilo que foi fabricado naqueles preços, ou seja, havia uma falta de demanda ali. Talvez vocês entendam agora.
  • Risadinha  03/05/2018 16:58
    Mas hein?! Crise econômica causada por excesso de produção? Quer dizer então que a pessoa vive tão na fartura que ela se torna pobre? Quanto mais coisas a pessoa tem à sua disposição, mais pobre ela é?

    Se superprodução gerasse recessão, EUA, Suíça e Alemanha viveriam numa eterna depressão. Já os países africanos e a Venezuela, onde falta de tudo, viveriam numa eterna bonança e prosperidade.

    É cada jegue que existe neste mundo...

    Recessão sempre é causada por alterações na oferta monetária e por más alocações dos fatores de produção, os quais foram mal alocados por causa das distorções nas taxas de juros causadas pela expansão monetária engendrada pelo Banco Central em conjunto com o sistema bancário.

    Não existe empobrecimento causado por fartura de produtos à disposição dos consumidores.

    Sobre a crise de 1929 e a Grande Depressão - esclarecendo causa e consequência
  • Ninguem Apenas  03/05/2018 16:46
    Peguemos o exemplo de um agricultor que produziu 20 tomates. Ele consome 5 tomates para seu sustento. Sobram à sua disposição 15 tomates poupados (esta é sua poupança real). Com esses 15 tomates poupados, o agricultor pode adquirir outros bens. Ele pode, por exemplo, obter pão na padaria local, pegando 5 tomates pelo pão. Ele também compra um par de sapatos na sapataria local, pagando 10 tomates pelos sapatos.

    Eu achei esse exemplo um pouco ruim, e acredito inclusive que poderia dar margem a usarem ele para tentar nos refutar. Nenhum keynesiano (pelo menos nunca vi) defende o auto-consumo, onde cada pessoa produziria o bem que irá consumir e sem trocas, daí ele poderia muito bem falar:

    "Estão vendo, como o agricultor resolveu não estocar os alimentos e sim consumir diretamente 5 tomates e gastar o resto (15 tomates) trocando com outros produtores, ele aumentou a riqueza da sociedade toda. Se ele tivesse estocado o alimento (poupança) e não tivesse realizado nenhum gasto ou tivesse gasto menos do que 100% deles (15 no caso), o sapateiro e o padeiro morreriam de fome!!"

    Na minha opinião o texto deixou brechas para esse argumento ser usado, poderia ter falado de como a poupança poderia ser usada para financiar investimentos em maior produtividade, no juros que surgiriam naturalmente para que o agricultor emprestasse seus tomates sem prejuízo para que o padeiro e o sapateiro pudessem gastar esforços e tempo para conseguirem produzir mais pães e mais sapatos... e etc.

    Um exemplo correto ao meu ver seria o agricultor emprestar seus tomates estocados ao padeiro ou ao sapateiro e estes usassem estes para que o sapateiro pudesse gastar tempo construindo uma arma mais eficiente para caçar mais animais para conseguir couro mais fácil sem passar risco de fome, ou o padeiro ter mais tempo para cuidar do cultivo de trigo sem ter que passar fome (já que é um exemplo sem dinheiro e de uma sociedade muito simples).

    Eu vi que o texto ressaltou o investimento.

    Ao trocarem uma fatia de seus bens poupados por ferramentas e maquinários, os proprietários dos bens de consumo estão, na prática, transferindo sua poupança real para aqueles indivíduos especializados em fabricar estas máquinas e ferramentas. Ou seja, uma poupança real está sustentando estes indivíduos enquanto eles estão ocupados fabricando essas máquinas e ferramentas.

    Mas deveria dar enfase que o produto precisa ser estocado, não consumido e não trocado de forma direta, mas voltado ao empréstimo para que a sociedade seja capaz de sustentar uma estrutura de produção mais complexa (porque até onde sei, sem crédito genuíno nenhuma sociedade sai do estado tribal) .

    O exemplo do agricultor não me parece diferente do índio que troca os peixes que ele caçou pelo porco que outro índio caçou, e até esse momento não consigo ver poupança real e sim consumo.
  • Amante da Lógica  03/05/2018 17:14
    Não é autoconsumo. É poupança real voltada para o sustento.

    Não há diferença nenhuma entre produzir tomate e comer, ou produzir tomate, vender e comprar pão. Ambas são a mesmíssima atividade voltada para o autossustento.

    Igualmente, não há diferença nenhuma entre produzir tomate para comer ou trabalhar para ganhar dinheiro para comer tomate. Ambos são a mesma coisa: poupança real volta para o sustento próprio.

    A única diferença é que no primeiro caso você trabalha para produzir diretamente o seu sustento. No segundo, você trabalha para terceirizar a produção do seu sustento. O objetivo final de ambos é o mesmo: seu sustento. E os meios de ambos também são o mesmo: o trabalho.

    Só pessoas com ampla ignorância econômica (keynesianos) podem confundir esses conceitos e achar que um nada tem a ver com o outro.

    Se o coitado do autor for explicar essas coisas básicas, o texto fica do tamanho de um catálogo.

    Todo o resto que você falou foi abordado no artigo (embora talvez não com a explicitou de que você desejasse, o que tornaria o artigo, já grande, em um livro).
  • Estudioso  03/05/2018 17:48
    Como Mises nunca se cansou de explicar, bens de capital não podem ser criados por meio de uma expansão monetária. Inundar uma economia de dinheiro não vai fazer com que os bens de capital necessários para os processos de produção surjam do nada.

    Imagine a ilha do seriado Lost, onde os sobreviventes de um desastre aéreo tentam se manter vivos diariamente. Em qual cenário os sobreviventes estariam melhor: naquele em que todos têm uma valise cheia de dinheiro, ou naquele em que todos têm um arpão e uma rede de pescas (seu capital)?

    O mesmo raciocínio se aplica à economia real. O que importa não é a quantidade de dinheiro em circulação, mas sim a quantidade de capital acumulado pela economia. E esse capital só pode crescer se houver poupança - isto é, abstenção do consumo.

    Já os keynesianos dizem que é o investimento que gera a poupança, e não o contrário. Sendo assim, basta o governo diminuir os juros e estimular o gasto, que os investimentos surgirão. De onde virá o capital para tal? Isso fica pra depois. "A essência do keynesianismo consiste em sua total incapacidade de compreender o papel da poupança e da acumulação de capital na melhoria das condições econômicas", vaticinou Mises.

    Tudo o que uma expansão monetária pode fazer é alterar o emprego do capital, redirecionando-o para linhas de produção nas quais seu emprego vai gerar prejuízos futuros (quando a expansão monetária se desacelerar). Essa é a essência da distorção gerada pela redução artificial dos juros, resultado de uma expansão monetária. Essa é a causa das recessões.
  • W. Vieira  03/05/2018 17:49
    Eis um exemplo de falácia quase igual à keynesiana:

    Quando chove a grama fica molhada;

    A grama está molhada;

    Então choveu!

  • C. Louco  03/05/2018 17:54
    Seria mais apropriado dizer que a falácia de Keynes consiste em dizer que a grama precisa ficar molhada para chover.
  • Vitor Cássio  03/05/2018 17:50
    Multiplicador Keynesiano: a incrível habilidade de repassar parte de seus proventos por meio coercitivo para que terceiros destinem estes a outrem, e estes façam investimentos – sempre desastrosos ou maquiados – em seu nome (coletividade; sociedade; teoria), quando você poderia fazer melhor utilidade do próprio dinheiro e, inclusive, melhorar a sociedade assim.
  • Emerson  03/05/2018 17:52
    O Multiplicador Keynesiano existe sim, só que ele é negativo:

    Cada $1 gasto pelo governo é menos $1 nas mãos da sociedade, além da riqueza que deixa de ser produzida pelo fato das pessoas terem menos dinheiro para gastar ou investir.

    Além disso, mesmo que o governo tente produzir algo com esse $1, grande parte dele é desperdiçado com burocracia e má gestão, uma parte é desviada e o que chega à sociedade é mal aplicado.

    (A primeira frase foi irônica)
  • anônimo  03/05/2018 17:55
    Uma forma fácil de notar pq o efeito multiplicador é falacioso é imaginar as consequências caso este efeito fosse real. Basicamente haveria uma prosperidade infinita, toda e qualquer escassez deixaria de existir simplesmente torrando grana, passando cédulas de uma pessoa para outra.
  • Ninguem Apenas  03/05/2018 17:55
    Não há diferença nenhuma entre produzir tomate e comer, ou produzir tomate, vender e comprar pão. Ambas são a mesmíssima atividade voltada para o autossustento.

    Igualmente, não há diferença nenhuma entre produzir tomate para comer ou trabalhar para ganhar dinheiro para comer tomate.

    Exatamente, concordo 100% e para mim nem mesmo os keynesianos confundem isso, ambos os exemplos são consumo.

    Ambos são a mesma coisa: poupança real volta para o sustento próprio.

    O fato que quis ressaltar é que a troca ou consumo por si só não é poupança, uma sociedade indígena onde um índio come o peixe que caçou ou troca seus peixes por um porco (como vc falou é a mesma coisa), não possui poupança. Somente haverá poupança (consequentemente crescimento real da renda) quando algum índio resolver poupar (nesse caso estocar e posteriormente emprestar).

    Para mim o exemplo do agricultor acabou dando a entender que poupança e troca direta de bens de consumo (que não deixa de ser consumo do mesmo jeito) é a mesma coisa, nesse ponto achei o exemplo meio infeliz.
  • Amante da Lógica  03/05/2018 18:09
    "O fato que quis ressaltar é que a troca ou consumo por si só não é poupança"

    Para você consumir você tem de ter uma poupança prévia, fruto do seu trabalho.

    Entretanto, o objetivo do texto é mostrar que é impossível consumir mais do que é produzido. E esta é exatamente a tese do multiplicador keynesiano.

    "uma sociedade indígena onde um índio come o peixe que caçou ou troca seus peixes por um porco (como vc falou é a mesma coisa), não possui poupança."

    Alto lá.

    É inevitável que o índio coma o peixe que caçou ou que os troque por um porco. Ele tem de fazer isso para sobreviver. O que não pode acontecer -- mesmo porque seria impossível -- é ele comer mais peixes do que caçou, ou obter mais porcos do que peixes.

    "Somente haverá poupança (consequentemente crescimento real da renda) quando algum índio resolver poupar (nesse caso estocar e posteriormente emprestar)."

    Correto, e é exatamente isso que o texto ressalta. O agricultor produz 20 tomates, come 5, e utiliza os 15 restantes (sua poupança real) para obter bens. Esses 15 são sua poupança. Se ele não poupasse, não teria como obter pães e sapatos.

    Atenção: o agricultor só consegue obter pães e sapatos (ou seja, melhorar seu padrão de vida) porque poupou parte da sua produção. Não tivesse poupado, não conseguiria nada disso. E ficaria estagnado. Seu padrão de vida não melhoraria. Viveria apenas de tomates para sempre. Por outro lado, ao poupar, ele consegue obter pães e sapatos, melhorando sobremaneira seu padrão de vida.

    P.S.: sempre lembrando que estocar para emprestar é investimento, e não poupança. Não confunda as duas coisas.

    "Para mim o exemplo do agricultor acabou dando a entender que poupança e troca direta de bens de consumo (que não deixa de ser consumo do mesmo jeito) é a mesma coisa", nesse ponto achei o exemplo meio infeliz."

    É porque você se embananou nos conceitos, como mostrei acima. O agricultor tem necessariamente de poupar (isto é, abster-se do consumo) para poder obter outros bens. Se ele não poupar nada, não terá como obter outros bens. Seu padrão de vida ficará estagnado. Seu bem-estar jamais melhorará. Viverá de tomates para sempre, em regime de subsistência. Jamais terá pão e sapato.

    E muito menos poderá ele investir -- sendo que a teoria keynesiana diz que é o gasto o que gera investimento e poupança, um total contrassenso.
  • Ninguem Apenas  03/05/2018 18:57
    Digamos um exemplo onde um agricultor possui 20 tomates, se o agricultor consumir os 20 tomates houve apenas consumo, como consumiu 100% do que foi produzido não houve poupança.

    Agora digamos que ao invés do agricultor consumir os 20 tomates ele consome apenas 5 tomates e resolva trocar os 15 tomates por 5 pães do padeiro, após a troca o agricultor consome os 5 pães e o padeiro consome os 15 tomates. Por mais que de fato houvesse uma troca, a poupança continua sendo 0, não houve poupança pois ambos consumiram 100% do produzido.


    Essa era minha lógica, mas eu percebi aonde foi a minha confusão, ela até é baseada em fatos corretos, mas ignora o fator tempo.

    os 20 tomates não surgiram do nada, foi necessário que o agricultor gastasse tempo para produzi-los, após sua produção ele teve que se abster de consumir imediatamente os tomates para poder trocá-los (isso leva um certo tempo mesmo que curto), com isso de fato houve alguma poupança mesmo que efêmera.

    Como toda troca por definição melhora a condição de ambos os agentes, podemos dizer de fato que houve melhora nas condições, já que ambos agora tem acesso a uma maior variedade de bens (antes o agricultor só tinha tomate e o padeiro só pão, agora ambos indivíduos tem ambos produtos e só trocaram porque era vantajoso para ambos).

    No fim deste exemplo a criação de riqueza foi pequena pois não houve poupança definitiva e permanente pois não financiou aumento de produtividade, e foi portanto uma poupança efêmera, já que tudo se reverteu em consumo no final.

    Eu estava pensando em poupança usada para financiar aumento de produtividade e não reparei que este exemplo extremamente simples também é poupança e também aumenta o bem estar.

    Muito obrigado pela resposta, aprendi algo de novo aqui.
  • Político  03/05/2018 18:03
    Os liberais nasceram amaldiçoados pelo complexo de Cassandra. Torço pelo dia em que parem de estudar economia e estudem a arte do discurso para ver se tais idéias sejam difundidas entre a massa votante.
  • Richard Gladstone de Jouvenel  03/05/2018 19:52
    Mesmo que dominem a arte do discurso,no Brasil ainda fica difícil.

    Tenho um amigo, libertário e mestre na arte da palavra fácil, que não conseguiu convencer nem a família ainda...
  • Alberto  03/05/2018 18:10
    Eu já acreditei na falácia keynesiana, mas Bastiat me salvou
  • Haroldo Beria  03/05/2018 18:22
    Um ótimo artigo complementar a este é um que passou bem despercebido por aqui, mas que eu considero um dos melhores e mais esclarecedores deste site. Este aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2774

  • Luiz Moran  03/05/2018 18:26
    Este é um dos principais motivos dos brasileiros serem reféns de um Estado parasita, medonho, escravocrata, criminoso e corrupto: keynes na veia !
  • Felipe Lange  03/05/2018 21:16
    Pessoal estou no IFSULDEMINAS (curso de Biologia) e um dos meus professores disse o seguinte: a Anvisa criou a obrigatoriedade de receitas para antibióticos (aquela regulação draconiana e soviética que atrapalha todo mundo) para evitar que o uso indiscriminado de antibióticos fosse acarretar a aparição de super-bactérias, que são selecionadas naturalmente pois em uma população de bactérias sempre haverão as mais resistentes e as menos resistentes à esses medicamentos. E que em países desenvolvidos há muito mais regulação sobre agrotóxicos do que aqui no Brasil, basicamente pedindo por mais regulação. Como eu poderia refutar isso?

    Bom eu nem preciso comentar o ódio deles ao capitalismo... de que o capitalismo beneficia só os ricos, que os índios são bonzinhos, de que estamos destruindo o planeta e que no capitalismo somos coisificados e que as grandes corporações controlam os coitadinhos dos políticos (na verdade é o contrário, aí eles abordaram algo da Teoria da Captura Regulatória da Escola de Chicago, sem se darem conta disso).
  • Luis  03/05/2018 22:20
    Se isso é verdade, então por que a Anvisa proíbe até a venda de suplementos alimentares? Isso não tem nada a ver com bactérias, mas sim com proteger a reserva de mercado das empresas nacionais.

    E piora. O medicamento Lenalidomida, utilizado para tratamento quimioterápico para leucemia e outros tipos de câncer, é permitido em dezenas de paísescom base em trabalhos publicados ainda na década passada e que comprovaram sua efetividade. Contudo, a Anvisa indeferiu o registro da droga alegando entender não haver estudos suficientes sobre sua eficácia.

    Infelizmente, as restrições impostas equivocadamente pela Anvisa vão muito além da Lenalidomida: ela barra o registro de vários outros medicamentos já aprovados nos Estados Unidos e na Europa e que poderiam salvar vidas de pacientes que sofrem de diversas doenças. Apenas entre 2012 e 2014, a agência brasileira negou o registro de quatro medicamentos que auxiliariam no tratamento a cânceres

    Atualmente, há pelo menos dez remédios contra câncer já aprovados pelo FDA (a Anvisa americana) e por agências europeias que não podem entrar no Brasil porque a Anvisa tarda em aprová-los. Essa burocracia, como era de se esperar, criou um mercado negro de remédios no Brasil. Não é incomum ver operações em que a Receita Federal combate o "terrível" crime de se trazer remédios importados a doentes brasileiros...

    Mais: em 2010, a Anvisa deixou de aceitar certificações internacionais, como a do FDA (a Anvisa americana), para aprovar a importação de equipamentos médicos. Só que os burocratas da agência demoram em média quatro anos para certificar equipamentos. Por causa dessa demora, um hospital interessado em trocar um aparelho de ressonância é impedido de importar máquinas de última geração. Só pode comprar a que foi lançada há quatro anos, que já tem a certificação da Anvisa.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2745
  • Felipe Lange  06/05/2018 21:00
    Pois é, essa conversa de proteger contra super-bactérias eu acho meio furada, plausível só para quem é ignorante em economia como o professor que disse isso. Até porque como é que um burocrata ou político vai nos defender diss se não sabe nem fazer um asfalto que preste?
  • Dúvida  04/05/2018 13:14
    O que está acontecendo na Argentina?

    www.clarin.com/economia/frenara-dolar-despues-fuerte-suba-tasa_0_rkpzuJbaG.html

    Eles se meteram em encrenca novamente? Estavam crescendo bem e o governo atual bem melhor que os desastrosos Kirchner.
  • Leandro  04/05/2018 13:30
    O dólar está se fortalecendo em todo o mundo, mas na Argentina a coisa está sendo especificamente mais feia. Desde abril, o dólar já subiu 10%. E desde abril do ano passado, já subiu incríveis 43,5%.

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/historical.png?s=USDARS&v=20180504010000&d1=20170101&d2=20181231

    Para conter essa escalada, o BC argentino acabou de anunciar uma elevação da taxa básica de juros para 40%.

    Desde que Macri foi eleito, este Instituto vem repetindo em nossos artigos sobre a Argentina: o câmbio é o segredo. Se ele se descontrolar, sua presidência vai ser curta. E o segredo para não deixar o câmbio descontrolar era restringir a expansão monetária e controlar o déficit fiscal. O governo Macri, dominado por gradualistas, não fez nada disso. Se continuar gradualista, vai rodar rapidinho.

    Três luzes verdes, duas amarelas e uma vermelha - a Argentina após dois anos de Maurício Macri

  • Julio Gonçalves  06/05/2018 16:27
    A ANÁLISE DO FRANK sobre o efeito multiplicador está perfeita. Agora, rotular Keynes como ilusionista não faz sentido algum mesmo porque sua teoria, embora popular, é amplamente servido de lógica. No arcabouço ela, a teoria, contempla políticas emergenciais - que produza resultados rápidos - amplamente utilizadas por vários governos até os dias atuais. Mandar uma equipe abrir valas durante o dia e outra para tapar a noite é uma forma de multiplicar oferta e demanda. Mandar abrir uma Transamazônica e interromper depois do deslocamento populacional à região é situação que demanda a essência da teoria keynesiana. Assim penso eu.
  • Bruno  06/05/2018 21:29
    "Mandar uma equipe abrir valas durante o dia e outra para tapar a noite é uma forma de multiplicar oferta e demanda. Mandar abrir uma Transamazônica e interromper depois do deslocamento populacional à região é situação que demanda a essência da teoria keynesiana."

    Sua ironia foi sensacional. Coisa fina mesmo. Por um minuto cheguei até a pensar que você estava falando sério, mas aí me dei conta que nenhum mamífero bípede pode ser tão energúmeno assim. Foi então que saquei a sua ironia. Genial.
  • Pobre Paulista  07/05/2018 03:07
    Sobre a discussão acima com o "Nome": Eu confesso que mordi a isca dele, mas parei de dar atenção quando ele falou em "problema social"
  • Pedro  07/05/2018 15:07
    Muito bom! Mas gerou uma dúvida... o Padeiro ao aumentar sua produção de 50 para 500 pães, com o objetivo de conseguir mais bens/serviços para si... só o conseguirá caso haja demanda para os 450 novos pães...correto? E de onde virá? Se as pessoas já estão satisfeitas com os 50 pães.. ele n conseguirá vender o restante... A solução seria ele identificar uma nova demanda de outro bem/serviço (diferente do pão), e passar a produzi-lo para só assim conseguir aumentar seu consumo de bens e serviços...?
  • Luciano viana  04/09/2018 23:55
    Ele compraria 50 ovos um sapato, duas camisas, duas meias, uma cueca, um oacite de aroroz , feijao carne...todos esses pridutores ficariam felizes que ele tem mais paes pra trocar. Vc estimularia maior variedade de produtos. Cada ser humano fabrica um bem diferente, sao infinitos. Ele produzindo mais paes , compraria de mais produtores e estimularia que mais produtores produzissem.
    O problema seria se todo mundo produzisse pao. Ae ninguem trocaria pao por pao. Em terra de padeiro quem faz bomba nuclear é rei.
  • Eduardo  08/05/2018 19:23
    A primeira frase tá errada. Não é verdade que "para a maioria dos economistas o que gera crescimento econômico é o aumento da demanda de bens e serviços". Pegando um gancho na Teoria do Crescimento de Sollow, o que gera crescimento econômico no longo prazo (leia-se aqui a taxa de crescimento do PIB real) é a soma da (i) taxa de crescimento do capital por unidade efetiva de trabalho, da (ii) taxa de crescimento da população e da (iii) taxa de crescimento devido à ganhos de tecnologia.
  • anônimo  13/05/2018 00:33
    É interessante o paradoxo de que quando ninguém sabia nada de economia, as economias cresciam por mais tempo seguido e sem crises.
  • Emerson Luis  14/05/2018 19:30

    Keynes colocou o consumismo e o endividamento como chaves da prosperidade.

    Por isso é comum vermos notícias comemorando o aumento do consumo (ou lamentando sua queda), mas quase nunca somos informados sobre como vai a produtividade.

    Acusou o hábito de poupar como sendo um mal ("entesouramento") que deve ser dissuadido.

    Apontou o governo como locomotiva da economia e estabilizador do capitalismo, essa entidade bipolar, com suas obras, crédito sem lastro e outras intervenções.

    Aliás, na concepção keynesiana é fácil acabar com o desemprego: basta o governo contratar metade dos desempregados para cavar buracos (sem qualquer utilidade) e a outra metade para tampá-los.

    * * *
  • Enio  04/09/2018 18:50
    Rpz, não sou formado em economia, estudo por curiosidade, e este site me fez rever e aprender muita coisa em relação a Economia e seus efeitos benéficos e catastróficos que podem ocorrer em diversas situações, principalmente quando há intervenção, seja de qualquer entidade. Parabéns aos colunistas por disseminar um conhecimento digno de MBA, com retóricas simples e de fácil entendimento. Leio um artigo e nem vejo passar o tempo.
  • anônimo  05/09/2018 11:30
    Os EUA deveriam sofrer, ao menos uma vez em sua história, uma hiperinflação extrema como Argentina, Brasil, Peru e Venezuela sofreram.

    Eu acho que dessa forma, o Keynesianismo iria sofrer um queda violenta de popularidade.

    É fácil defender aumento de gastos, inflação e intervencionismo quando você está em um país com histórico de moeda forte, contas equilibradas e sistema jurídico sólido.


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