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O sistema de saúde universal no Canadá: um colossal fracasso estatal
O que ocorre quando você tem de esperar mais de 21 semanas para receber um tratamento?

Tom Kent era o principal burocrata e estrategista político do Canadá quando o Medical Care Act [decreto que estatizou e "universalizou" o acesso ao sistema de saúde canadense] foi aprovado em 1966. Ele descreveu abertamente o objetivo do governo:

O objetivo daquela política pública era clara e simplesmente garantir que as pessoas pudessem receber tratamentos médicos sempre que necessitassem, sem levar em conta quaisquer outras considerações ou empecilhos.

Já o Ministro da Saúde e do Bem-Estar Social, Allan J. MacEachen, foi ainda mais direto:

O governo do Canadá acredita que todos os canadenses têm o direito de obter serviços de saúde de alta qualidade de acordo com sua necessidade e independentemente de sua capacidade de pagar. Acreditamos que a única maneira prática e efetiva de se fazer isso é por meio de um esquema de atendimento universal, pré-pago, e bancado pelo governo.

À época, o governo federal se responsabilizava por bancar 50% dos gastos em saúde das províncias do país.

Já o Canada Health Act (Decreto de Saúde do Canadá), aprovado em 1984, estabeleceu cinco programas decisivos: administração pública, abrangência, universalidade, portabilidade e acessibilidade. Este ato, em efetivo, proibiu os pacientes de serem diretamente cobrados pelos serviços médicos fornecidos, o que levou, na prática, à socialização da medicina no país.

Ou seja, atualmente, no Canadá, o financiamento para a saúde advém dos impostos. Os hospitais são entidades privadas — ou seja, não são instituições públicas —, porém seus profissionais são pagos pelo governo e suas receitas também advêm do governo. Na prática, portanto, funcionam como estatais.

No Canadá, menos de 30% dos serviços de saúde são financiados particularmente. E quais são esses serviços? Odontologia, cirurgias cosméticas, medicações e serviços de optometria.

Após meio século do surgimento desta política, o governo ainda não honrou seu compromisso. Apesar do contínuo aumento dos gastos estatais com saúde, o desempenho dos serviços médicos no país cai a cada ano. O que é pior: o governo tornou ilegal — ou seja, é crime — aos cidadãos pagar a agentes privados para receber serviços de saúde que o governo fracassou em fornecer.

Esperando por um atendimento - até morrer

De acordo com uma pesquisa do canadense Instituto Fraser, o tempo médio de espera para pacientes canadenses que necessitam de tratamentos médicos — desde a consulta a um clínico geral, o qual indica um especialista, até a data efetiva do tratamento — foi de 21,2 semanas em 2017.

Ou seja, quase cinco meses de espera.

Esse tempo de espera observado em 2017 foi 128% maior que o observado em 1993, quando era de "apenas" 9,3 semanas.

Se um canadense sofrer queimaduras de terceiro grau em um acidente automobilístico e precisar de uma cirurgia plástica reconstrutora, o tempo médio de espera pelo tratamento será de 20 semanas. O tempo de espera para uma cirurgia ortopédica no Canadá também é de quase cinco meses. Para uma neurocirurgia é necessário esperar três meses completos. E leva-se mais de um mês para uma cirurgia cardiovascular. 

Pense nisso: se o seu médico descobrir que suas artérias estão entupidas, você terá de esperar na fila por mais de um mês, com a possibilidade iminente de uma morte por ataque cardíaco. Não é à toa que tantos canadenses vão para os EUA em busca de tratamento médico.

Quem é da área médica sabe muito bem que o tempo de espera para tratamentos médicos necessários não é apenas uma inconveniência benigna. Tempos de espera podem ter, e têm, severas consequências, dentre elas aumento das dores excruciantes, do sofrimento e da angústia mental. Em alguns casos, podem também gerar resultados médicos piores do que seriam caso o tratamento fosse realizado a tempo — transformando lesões ou doenças potencialmente reversíveis em situações médicas crônicas e irreversíveis, podendo até mesmo causar invalidez permanente.

Ou até mesmo a morte.

Um estudo de 2014 do Fraser Institute declarou:

Ministros da Suprema Corte do Canadá afirmaram que os pacientes do país estão morrendo em decorrência das listas de espera utilizados para os serviços de saúde universalmente acessíveis.

É estimado que entre 25.456 e 63.090 (com um valor médio de 44.273) mulheres canadenses morreram em decorrência do aumento do tempo médio de espera entre 1993 e 2009.

Pegando-se o dado mais conservador, pode-se dizer com certeza que aproximadamente 1.500 mulheres morreram anualmente, entre 1993 e 2009, como resultado do aumento do tempo de espera no Canadá.

O jornal The Toronto Star publicou uma carta endereçada ao Cancer Care Ontario (CCO - Tratamento do Câncer de Ontário), uma agência estatal responsável pelo financiamento. A carta foi assinada por cinco cirurgiões especialistas em transplante, claramente frustrados com a escassez de financiamento estatal (o sublinhado é meu):

Eis o efeito líquido das crescentes listas de espera: pacientes tendo recidivas e morrendo enquanto esperam por um transplante; pacientes fazendo sessões extras de terapia para tentar sobreviver até que se consiga marcar uma data para o transplante; fadiga, exaustão e depressão das equipes médicas, neste que é um problema nacional. [...]

Estimativas anteriores do CCO quanto às instalações e às equipes médicas necessárias para transplantes não levaram em consideração todos os fatores operacionais, o que resultou em instalações deficientes, com baixa capacidade e aquém da demanda, o que aparentemente surpreendeu a todos do governo, exceto a nós médicos, que já havíamos antecipado esse problema, pois o vivenciamos nos centros de transplante há vários anos. [...]

Os programas de transplante requerem recursos que permitam um aumento da capacidade instalada em pelo menos 35%, sendo o ideal talvez 50%, apenas para reduzir as listas de espera e assim haver tempos de espera mais saudavelmente apropriados para uma pessoa que necessita de um transplante.

Nada de novo

A realidade é que a situação canadense não só é antiga, como também é muito bem documentada. Infelizmente, de uns tempos para cá, com a intensificação do debate sobre o ObamaCare nos EUA, a mídia adotou uma ideologia pró-medicina socializada, o que dificultou a divulgação de informações sobre a falência da medicina estatal canadense.

No entanto, se regredirmos alguns anos, as informações se tornam bem mais abundantes.  Um artigo no The New York Times de 16 de janeiro de 2000, intitulado Full Hospitals Make Canadians Wait and Look South [Hospitais Lotados Fazem os Canadenses Esperar e Olhar Para o Sul], fornece alguns bons exemplos de como o controle de preços no Canadá criou sérios problemas de escassez.

  • Uma senhora de 58 anos esperava por uma cirurgia cardiovascular no saguão de um hospital de Montreal junto a outros 66 pacientes. As portas elétricas abriam e fechavam durante toda a noite, permitindo a entrada de correntes de ar com temperaturas em torno de -18°C. Ela estava em uma lista de espera de cinco anos para sua cirurgia.
  • Em Toronto, em um único dia, 23 dos 25 hospitais da cidade deixaram suas ambulâncias paradas por causa de uma escassez de médicos.
  • Em Vancouver, ambulâncias permaneciam abandonadas por horas enquanto vítimas de ataques cardíacos aguardavam dentro delas, à espera de serem adequadamente atendidas.
  • Pelo menos 1.000 médicos canadenses e dezenas de milhares de enfermeiras canadenses migraram para os EUA em busca de maiores salários e melhores condições de trabalho.

Concluiu o jornalista: "Poucos canadenses recomendariam seu sistema como modelo de exportação".

E isso em 2000. De lá para cá, tudo piorou.

Per capita, os EUA têm oito vezes mais máquinas de ressonância magnética, sete vezes mais unidades de radioterapia para tratamentos de câncer, seis vezes mais unidades de litotripsia, e três vezes mais unidades de cirurgia cardiovascular. 

Existem mais scanners de ressonância magnética no estado de Washington, cuja população é de cinco milhões de pessoas, do que em todo o Canadá, cuja população é de mais de 30 milhões de indivíduos (Veja John Goodman e Gerald Musgrave, Patient Power).

Indiferença política e burocrática

Políticos e burocratas, obviamente, não mostram nenhuma preocupação em relação às dezenas de milhares de vítimas de seu falido sistema universal de saúde. O caso da jovem Laura Hillier, de apenas 18 anos de idade, e que se tornou uma mera estatística para o governo, é um exemplo clássico.

Laura estava sofrendo de leucemia mieloide aguda, e necessitava desesperadoramente de um transplante de células-tronco. Vários doadores compatíveis estavam disponíveis, mas não havia nenhum leito hospitalar disponível. O jornal The Toronto Star noticia:

Em julho de 2015, Frances (mãe de Laura) enviou cartas para Kathleen Wynne [primeira-ministra da província de Ontário] e para Eric Hoskins (Ministro da Saúde da província de Ontário) em nome de Laura e de todos os outros pacientes submetidos às "cruéis, desumanas, e potencialmente letais" listas de espera para transplantes. Nem Wynne nem Hoskins responderam, diz Frances.

Em julho de 2015, a Ministra da Saúde federal Rona Ambrose também se recusou a comentar sobre o assunto quando questionada pela rede CTV News.

O silêncio de Ambrose, Wynne e Hoskins é, de certa forma, compreensível, pois não há como argumentar em prol da eficácia da saúde estatal. Ademais, em alguns casos, uma resposta é pior do que o silêncio. Em uma declaração à CTV News, Shae Greenfield, porta-voz do Ministro Eric Hoskins, disse:

É nossa expectativa que os hospitais priorizem pacientes com urgência médica. No entanto, essas decisões são tomadas por cada hospital, individualmente.

Essa declaração insensível foi, obviamente, uma tentativa de abdicar de suas responsabilidades e transferir a culpa para terceiros. No entanto, a questão não é de "prioridade", mas sim de falta de recursos. Há vários pacientes que são prioridade porque suas necessidades são urgentes do ponto de vista médico; no entanto, todos estão presos em uma lista de espera.

A culpa das listas de espera e da baixa capacidade operacional não está nos hospitais, mas sim no governo: sendo a medicina estatal e sendo o governo o único financiador, é fato que ele não forneceu aos hospitais o financiamento necessário para, como havia prometido Tom Kent, "garantir que as pessoas pudessem receber tratamentos médicos sempre que necessitassem, sem levar em conta quaisquer outras considerações ou empecilhos."

Forçada pelo governo a esperar, a situação de Laura se deteriorou e ela morreu seis meses depois, no dia 20 de janeiro de 2016, ainda esperando por um leito.

Cirurgias de transplante de células-tronco, outras cirurgias de câncer, cirurgias de catarata, cirurgias de joelho e quadril, cirurgias bariátricas, cirurgias cardíacas — há uma lista de espera e um atraso de vários meses para todas essas cirurgias. Com isso, a saúde e o bem-estar de vários canadenses vai se deteriorando — e muitos vão morrendo — enquanto o governo os obriga a esperar meses para receber um serviço que o próprio havia prometido entregar rapidamente.

O fracasso estatal era previsível

Os gastos do governo com os serviços de saúde estão subindo continuamente, mas isso não tem como durar:

Após anos aumentando os gastos com saúde a um ritmo insustentável, tudo indica que os governos provinciais começaram a chegar ao seu limite nos últimos 5 anos: a continuação desta política levará ou a uma redução em outros gastos, ou a mais impostos, ou a mais déficits e maior endividamento. Ou uma combinação dos três.

Sobre o sistema de saúde universal no Canadá, sua insustentabilidade foi prevista ainda em 1970 pelos próprios responsáveis por sua implantação. Na página 288 do seu livro, o canadense William Gairdner mostra que:

Em 1970, a Comissão de Saúde de Ontário profeticamente alertou que "a sociedade nunca considerará como suficiente a quantidade de bens e serviços de saúde que poderão ser ofertados pelo estado, mesmo que todos os recursos da sociedade sejam direcionados para a provisão de cuidados médicos".

Previsão bastante acurada. Não importa quanto seja aumentada a quantidade de dinheiro jogada no sistema de saúde estatal; no final, a administração burocratizada e sem concorrência irá simplesmente desperdiçar este dinheiro.

E este é o grande problema dos sistemas de saúde estatizados: é impossível fazer uma administração racional dos recursos.

De um lado, dado que o dinheiro advém de impostos e não da qualidade dos serviços ofertados, não há um sistema de lucros e prejuízos a ser seguido. Logo, não há racionalidade na administração. Com efeito, nem sequer é possível saber o que deve ser melhorado, o que está escasso e o que está em excesso. Não há como inovar ou se tornar mais eficiente.

De outro, quando algo passa a ser ofertado "gratuitamente", a quantidade efetivamente demandada sempre será maior que a ofertada. E aí escassez e racionamento tornam-se uma inevitável rotina.

Ou seja, a oferta, além de ser limitada, é ineficiente e irracional, pois não segue um sistema de preços. Já a demanda tende ao "infinito", pois o custo é zero.

Tem-se, assim, a tempestade perfeita. Como os recursos para a saúde são limitados e gerenciados de maneira burocrática, mas a demanda é crescente e "gratuita", filas de espera para tratamentos, cirurgias, remédios e até mesmo consultas de rotina viram a norma. No extremo, pacientes são abertamente rejeitados, cirurgias são canceladas e pessoas são deixadas para morrer sem tratamento.

No caso do Canadá, trata-se de um fato inegável que, quanto mais recursos (impostos) foram direcionados para gastos em saúde, mais a provisão de serviços de saúde declinou, como mostram as crescentes listas de espera. Quanto mais o governo (supostamente) tenta ajudar, mais as coisas pioram.

Efeitos econômicos

Os gastos do governo com o sistema universal de saúde no Canadá, em 2016, foram de aproximadamente US$ 4.000 por capita. Mas há os custos não-vistos que recaem desproporcionalmente sobre os mais pobres.

Por exemplo, se considerarmos as horas de uma semana de trabalho normal, estima-se que o custo de 'espera' por paciente foi de aproximadamente US$ 1.759 em 2016. Quem sofre mais? É claro que os mais pobres: quando eles estão impossibilitados de trabalhar por estarem presos em uma lista de espera do governo para receber tratamento médico, não auferem renda.

Ou seja, embora o governo canadense tenha decretado a saúde estatal em nome da "ajuda aos mais pobres", o fato é que ele não só não cumpriu sua promessa, como ainda está tornado os pobres e doentes em doentes ainda mais pobres.

Conclusão

Em um sistema de saúde controlado pelo governo, é o estado quem determina quem pode receber tratamento, como e quando. Assim como em uma economia sob controle de preços, a oferta sempre irá se exaurir perante a demanda.

Os canadenses mais ricos recorrem à medicina americana. Os mais pobres morrem enquanto aguardam seu nome nas crescentes listas de espera.

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30 votos

autor

Lee Friday
é canadense, possui 23 anos de experiencia na indústria financeira do Canadá, e hoje se dedica a estudar economia, política e questões sociais


  • Escrivão  30/04/2018 16:29
    Por sorte, em sua maioria, as cidades grandes do Canadá estão próximas à fronteira com os EUA, o que faz com que fique fácil atravessá-la para buscar tratamento médico.

    Vejam aqui o êxodo em massa:

    www.usnews.com/news/best-countries/articles/2016-08-03/canadians-increasingly-come-to-us-for-health-care

    nationalpost.com/news/canada/the-canadian-advantage-border-crossers-give-buffalo-a-1-25b-boost

    Agora vejam o número de empresas apenas na cidade de Buffalo que oferecem ressonância magnética para canadenses, pacientes que preferem pagar mais de US$ 400 por um exame desse tipo do que ficar esperando centenas de dias pelo serviço gratuito em seu país:

    www.google.com/search?q=buffalo+mri+canadians
  • Demolidor  02/05/2018 01:36
    Fico feliz de ver que o que escrevi em um despretensioso comentário serviu de referência para outro comentarista. Eu havia postado, inicialmente, aqui:

    mises.cc/Article.aspx?id=2835

    O que é interessante é que o Canadá é um país próspero e funcional. Livre, rico, até a panaceia das esquerdas, a "igualdade", ocorre via mercado por lá, com mecânico de elevador ganhando praticamente o mesmo que um engenheiro.

    Um gigantesco contraste com sua absurdamente cara e disfuncional medicina estatal. São praticamente dois sistemas operando no mesmo país. Se isso não é exemplo de que tudo que é estatal definha, se tornando extremamente caro e ruim, não sei mais o que poderia ser.

    Quem defende a existência do estado, mesmo que mínimo (no qual confesso que me incluo, pois vejo que uma ausência de autoridade necessariamente leva à disputa entre grupos organizados por um poder despótico ainda pior, embora minha noção de estado passe longe desta que vemos cotidianamente), precisa reconhecer isso. A lógica estatal, com seu poder de tributar e legislar praticamente ilimitado, destroi tudo em que encosta.

    Os ancaps, neste sentido, têm toda a razão. O estado é ruim porque os incentivos são errados. É preciso que se tenha a opção de sair do sistema, de não pagá-lo, de não contribuir com ele. Saúde, educação e segurança pública, inclusive. Se o hospital é ruim, deve ser direito não pagar o sistema e procurar hospital privado; se a escola é ruim, deve ser direito buscar outra escola e não pagar imposto; se a polícia está cheia de maus elementos que não resolvem e ainda se organizam em milícias, deve ser direito parar de pagá-la, contratar outra força de segurança ou defender-se por conta própria. Disso depende a sobrevivência e o bem estar até mesmo dos que teoricamente se beneficiam do sistema.
  • Neto  30/04/2018 16:31
    Vale acrescentar que no Canadá é simplesmente proibido existir hospitais privados em 6 das 10 províncias. Nas outras 4 em que é liberado, vale só para odontologia, optometria e medicamentos sujeitos a receita médica.

    en.wikipedia.org/wiki/Healthcare_in_Canada#Private_sector

    "In Canada, patients have long been legally prohibited from spending their own money to purchase medical care privately if that care was also provided under the Canadian government's health care program. Many Canadians who did not want endure the wait for treatment under the government program, or suffer the pain or inconvenience of these restrictions, would often have to travel to the United States to get the care that they wanted or needed."

    www.heritage.org/health-care-reform/report/victory-freedom-the-canadian-supreme-courts-ruling-private-health-care
  • Felipe  30/04/2018 16:33
    Conheço um caso de um homem que rompeu os ligamentos do joelho no Canadá e, pelo sistema público, o máximo que ele obteve foi uma imobilização do joelho durante um tempo, pois, segundo o médico, para um homem de 45 anos não era "necessário" uma cirurgia, já que para trabalhar e fazer as atividades diárias estava de bom tamanho. Como era a intenção dele continuar praticando esportes, teve que ir atrás de um atendimento privado nos EUA.

    A arbitrariedade de um sistema de saúde público é sua pior característica. Na hora do tratamento, não importa o que você quer, mas o que o governo delimitou como satisfatório para cada enfermidade.
  • Leandro  30/04/2018 16:43
    Morei nove meses em Detroit, cidade que faz fronteira com a canadense Windsor. Todos os canadenses que eu conheci eram unânimes em seu lema: "Ficou doente? Rumo aos EUA".

    No Canadá, você só será bem atendido se souber miar ou latir: os únicos hospitais privados que podem buscar o lucro são os veterinários, e dizem que são muito bons.
  • Mr Citan  30/04/2018 19:27
    Por favor, me responde uma coisa:
    A cidade de Windsor é tão insegura quanto Detroit?

    Falo isto porque quando fui pesquisar um Hotel em Detroit, e usei o site "crimereports.com" para verificar as regiões mais seguras, notei que Windsor, que é ao lado, tinha muito telato de roubo de carro, arrombamento e furto.
  • Leandro  30/04/2018 19:51
    Quando estive por lá (agosto de 2004 a maio de 2005), não tinha muitos problemas de violência, não. Ao contrário: era considerada uma cidade bem tranquila. Para ser sincero, nem mesmo em Detroit eu tive qualquer problema -- embora esta última fosse bem mais proeminente no noticiário, especialmente no quesito roubo de carros e furtos.
  • Mr Citan  30/04/2018 19:35
    Acredito que a medicina britânica consegue ser ainda PIOR que a canadense, visto o caso do menino Aufie, que nem SEQUER teve a liberdade de ir se tratar em outro lugar.
  • Luciano viana  01/05/2018 02:58
    É porque quase tudo no Canadá é perfeito, economia de livre mercado para quase tudo, por isso a criminalidade baixa. So no requisito saude que o canada peca, ela é estatal e esta se deteriorando geracao , apos geracao.
  • Bruno Diniz  30/04/2018 16:40
    O melhor resumo do sistema de saúde estatal canadense foi fornecido (involuntariamente) por Paul Krugman.

    O indigitado estava em um painel defendendo a implantação de um regime canadense nos EUA.

    Em certa altura, ele perguntou: "Quantos canadenses há na platéia?".

    Várias mãos se levantaram.

    Aí ele se encheu de confiança e perguntou: "E quantos de vocês acham que seu sistema de saúde é péssimo?".

    Todas as mesmas mãos continuaram levantadas!

    Visivelmente constrangido, Krugman deu um sorriso amarelo e disse: "Puxa, que mancada que eu dei agora..."


  • Jorge  30/04/2018 16:47
    Este site já apresentou ótimos artigos sobre o fracasso do sistema público de saúde, expondo, dentre outros exemplos, os sistemas de Cuba, Brasil, Inglaterra, Canadá e Suécia.

    Gostaria de saber se há algum país no mundo em que exista um sistema predominantemente privado e cujos custos sejam acessíveis à maioria da população.

    Toda vez que debato com algum conhecido sobre a imprestabilidade do sistema de saúde público recebo como resposta contrária o exemplo americano e seus custos proibitivos.

    Sei que, apesar de privado, este sistema é bastante distorcido por regulações estatais, justamente por isso, gostaria de algum exemplo melhor, pois, apesar da qualidade da medicina praticada no país, boa parte da população não tem condições de pagar nem mesmo os tratamentos mais básicos, como o aviamento de um antibiótico.

    No texto que compara os sistemas da Alemanha e Canadá, citado ao final deste artigo, há uma lista que coloca os sistemas alemão e holandês como os melhores entre um grupo de 34 países pesquisados, porém, mesmo o sistema Alemão é apontado como misto.

    Não há mesmo entre pequenos países algum com sistema predominantemente privado?
  • Felipe  30/04/2018 17:07
    Nenhum governo jamais irá abrir mão de estar no controle direto da saúde da população. Isso é tão ou mais importante que controlar seu acesso a armas. População adoentada e dependente da medicina estatal é um arranjo dos sonhos para qualquer político em busca de poder.

    Tendo entendido isso, vale lembrar que, nos EUA, até antes da década de 1960 (quando o governo Johnson resolver criar a "Great Society"), a medicina era relativamente livre, barata (por causa da livre concorrência) e já era a melhor do mundo. As igrejas tinham um papel primordial em cuidar daqueles cidadãos pobres e destituídos. Médicos tinham a responsabilidade hipocrática de cuidar dos pobres e as instituições de caridade (majoritariamente religiosas) faziam boa parte deste servico.

    Hoje, as igrejas foram substituídas pelo estado, pelos impostos e pelas agências reguladoras, e como resultado nem mesmo os mais endinheirados conseguem acesso à saúde barata.

    No mundo atual, seria possível citar Hong Kong (que tem um dos serviços de saúde mais avançados do mundo). Lá, existem hospitais públicos e privados, mas o governo não se intromete muito na medicina privada. Os hospitais privados de Hong Kong são credenciados pela Trent Accreditation Scheme, um conglomerado de credenciadoras privadas britânicas.

    Eis o que realmente pode ser feito para se baratear o acesso à saúde:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=105
  • Jorge  30/04/2018 17:25
    Felipe, obrigado pela resposta.

    Considerando que Hong Kong é também um exemplo de sucesso na saúde, seria interessante um texto do Instituto Mises especificamente sobre isso.

    É sempre mais fácil convencer terceiros do sucesso do livre mercado quando temos esses exemplos práticos.
  • Felipe Lange  01/05/2018 03:02
    Felipe, você sabe se há documentos sobre o sistema aqui no Brasil? Nesse setor houve tempos sem regulação ou não?
  • Felipe Lange  01/05/2018 03:02
    Sobre o sistema de saúde universal no Canadá, sua insustentabilidade foi prevista ainda em 1970 pelos próprios responsáveis por sua implantação. Na página 288 do seu livro, o canadense William Gairdner mostra que:

    Em 1970, a Comissão de Saúde de Ontário profeticamente alertou que "a sociedade nunca considerará como suficiente a quantidade de bens e serviços de saúde que poderão ser ofertados pelo estado, mesmo que todos os recursos da sociedade sejam direcionados para a provisão de cuidados médicos".


    Evidentemente o William no fundo queria controlar mais a vida da população e matar pacientes idosos com esse sistema soviético.
  • Juliano  30/04/2018 18:13
    Só lembrando que o sistema de saúde dos EUA está longe de ser um sistema privado.

    Para se ter uma ideia, só no governo federal o orçamento para 2015 foi de 980 bilhões de dólares, enquanto o orçamento do governo federal brasileiro com o Ministério da Saúde em 2017 foi de 125 bilhões de reais. Em valores absolutos, usando o câmbio atual, isso dá quase 30 vezes!

    Claro que a comparação de valores absolutos, ainda mais usando dados de anos distintos, está longe de ser muito precisa, mas serve para ilustrar o tamanho do envolvimento do governo deles nessa área. Mais da metade de todos os recursos gastos vem diretamente do governo federal. Isso sem levar em consideração a infinidade de regulações que afetam o setor.

    Daí chega a ser cômica a forma como o assunto é tratado por aqui. Com freqüência a gente vê a imprensa citar os EUA como exemplos de livre mercado absoluto, não raro insinuando que os pobres de lá não têm nenhum amparo.


    Fontes:
    www.taxpolicycenter.org/briefing-book/how-much-does-federal-government-spend-health-care
    www2.planalto.gov.br/acompanhe-planalto/noticias/2017/01/orcamento-de-2017-e-sancionado-com-mais-recursos-para-saude-e-educacao
  • Luciano viana  01/05/2018 03:01
    Foi porque os americanos estatizaram a saude no gov obama, mas não ssentiram ainda na pele os efeitos dessa estatização, o obama care. É necessaria passar geracao pra sentir os efeitos de uma estatizacao, mas aos pouco ela ja ta piorando.
  • matheus  03/05/2018 02:01
    existe sim el salvador
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=642
    www.jb.com.br/artigo/noticias/2018/03/11/as-conquistas-da-saude-privada/

    eu fico imaginando que num pais em desenvolvimento consegue ter um mercado de saude muito melhor para a classe trabalhadora enquanto paises imensamente ricos mendigando orçamento e tentando pegar de outros gastos isso e impressionante

    imagina um pais imensamente rico com uma medicina totalmente desestatizada nos moldes do que defende os austriacos seria de primeiro mundo todos queriam ser tratados nesse pais e o preco caberia no bolso de qualquer cidadao e esse pais estaria a frente de todos os paises em tecnologia de medicina agora pegue isso e coloque em todos os setores e voce tera uma superpotencia economica e tecnologica

    eu amo a economia pena que isso fique apenas em sonho
  • Demolidor  06/05/2018 04:31
    Índia: hbr.org/2013/10/indias-secret-to-low-cost-health-care

    Quer ver inovação em área médica, é lá. Cirurgias de baixo custo, melhorias logísticas nos hospitais. Até hospitais nas Ilhas Cayman, para atender a pacientes americanos, os empreendedores de saúde indianos estão construindo.

    Lá até tem um serviço público de saúde, mas é um dos de menor uso no mundo. Na prática, a medicina é majoritariamente privada.
  • anônimo  30/04/2018 16:50
    Os esquerdistas europeus foram mais inteligentes. Não estatizaram todo o sistema de saúde.
  • Gustavo Guerra  01/05/2018 14:29
    Isso só mostra que nem eles próprios acreditam no que falam.

    Todos esses "erros" são apenas a busca pelo poder, propaganda para perpetuação e dinheiro pros companheiros.
  • Carlos S Damasceno  30/04/2018 16:54
    Não foi a mulher do Liam Neeson (Natasha Richardson) que morreu por causa da demora da medicina canadense? Ela bateu a cabeça num resort de ski, foi tratada e dispensada como qualquer outro mortal também seria. Só que a concussão era grave e o hospital canadense não fez um tomografia computadorizada (acho que ele nem tinha o equipamento).

    spectator.org/18158_yes-canadian-health-care-helped-kill-natasha-richardson-doctor-says/
  • Daniel  30/04/2018 16:56
    O interessante é que aqui no Brasil temos as Santas Casas de Misericórdia, que é uma rede privada e voluntariamente financiada, que oferece tratamento aos pobres. Em Belo Horizonte, as Santas Casas fazem mais cirurgias e recebem mais pacientes em um só dia do que toda a rede da FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) que tem 11 hospitais no estado. E as Santas Casas são mais bem avaliadas.

    Ou seja: não só elas são voluntariamente financiadas, tendo um orçamento muito menor do que rede estadual, como também fazem muito mais pelos pobres com menos recursos.
  • Botelho Pinto   30/04/2018 17:05
    Esses canadenses tem que ir pra Cuba.

    Em Cuba todo mundo tem acesso a saúde de graça.


    Ter um sistema de saúde gerido pelo Estado requer certas atenções que o privado não tem... como políticas de prevenção.
  • Eduardo Olmo  30/04/2018 18:04
    Amiga de minha esposa emigrou para o Canadá, mas continua pagando plano de saúde no Brasil. Todo ano ela vem ao Brasil fazer o que chamo de turismo médico: fica 20 dias fazendo vários exames, check ups (já teve câncer, por isso este controle). Ano passado ela quebrou o braço numa queda ao escorregar no gelo. Foi mal imobilizado, sentia dores, teve que vir ao Brasil operar, já que não iriam operar lá.
  • Dâniel F.  30/04/2018 19:12
    Qualquer serviço público está fadado ao fracasso e racionamento. Veja um vídeo analisando o desastre da saúde "pública" do Canadá:

  • Pedro  30/04/2018 19:15
    Casal de idosos canadense é obrigado a viver separado após 62 anos

    "...Wolfram Gottschalk, 83, e sua esposa Anita, de 81, foram mandados pelo governo para casas de repouso separadas"
  • Paulo Henrique  30/04/2018 21:17
    A Área médica no Brasil deve ganhar do sistema bancário em cartel. No sistema bancário ao menos a formação de novos profissionais não é tão limitado como o de medicina. Tente virar médico aqui. A quantidade de faculdades é estipulada pelo estado, o que mantem os custos elevados, ou torna praticamente impossível entrar em uma faculdade publica , que é paga pela parte mais pobre da população - sendo uma verdadeira transferência de renda.

    O pobre paga o curso de medicina daquela minoria que vai ter uma das maiores médias salárias do país. Ou você é filho de rico, paga um curso que chega facilmente a 9.000 R$ de mensalidade, mantendo uma baixa mobilidade social na área. Então o governo resolve remediar o problema criado por ele mesmo com cotas sociais e raciais. Segregando a sociedade e criando racismo institucional

    Ou depender no FIES, onde mais uma vez, existe um subsídio público, e a garantia que o calote vai ser reduzido pois é emprego quase garantido - empregabilidade na área deve chegar a 98% . O que não acontece com outros cursos, Tornando o FIES uma verdadeira Bolha estudantil ; mas que não vai quebrar, pois tem o pagador de impostos para salvar.

    Virar médico no Brasil virou o novo concurso publico. Estabilidade devido a escassez de médicos, salários elevados e prestígio social. E nada disso vai mudar facilmente, pois em um país de elevado desemprego, as pessoas desejam fazer parte do clube do bolinha, o pai deseja que seu filho vire médico, e os médicos desejam manter suas reservas de mercado.

    Obviamente, isso cria uma cultura de vestibular que destrói a auto-estima individual, pois poucos serão capazes de entrar e o esforço aumenta em proporção a escassez. As vagas estão matematicamente limitadas. Mas a demanda por elas não. Não é raro ver indivíduos tentarem 5 anos de suas vidas.

    O sistema educacional também cria, por meio dessas reservas de mercado, a ideia que a riqueza é o resultado exclusivo do esforço individual, e não do valor que você cria a sociedade. Talvez isso seja verdade quando seu salário é uma reserva de mercado que depende da aprovação em uma prova. Mas isso é uma distorção da realidade econômica. E gera uma mentalidade errônea no tecido social.

  • Bovino  30/04/2018 23:26
    O futuro do Brasil é cada vez piorar, eu sempre disse isso e está cada vez mais evidente. As reformas pró-mercado que possuem chances de serem aprovadas enfrentam um extenso período de tempo de votação e de burocracia, enquanto cada vez mais regulamentações são aprovadas por ano sem nenhuma demora.
    O ritmo que o governo cria regulamentações e impostos é muitíssimo maior do que conseguem destruí-las.

    O corporativismo, a burocracia e a mentalidade marxista estão no DNA do sistema brasileiro. Nem mesmo os milicos, que eram aliados dos EUA em plena Guerra Fria, tiveram coragem e inteligência de criar um sistema mais capitalista.
    E para piorar, crises no Brasil apenas retardam o processo de crescimento do Estado, nunca consegue revertê-lo.
  • Rodrigo Martins  01/05/2018 15:29
    Comentário ridículo!
  • João Paulo Lima  02/05/2018 11:59
    Pior agora que vão cortar a abertura de novas faculdades de medicina por 5 anos. E ainda querem anular ou diminuir o número de aprovações de pessoas formadas no exterior. Nós estamos muito ferrados.
  • JUDEU  02/05/2018 15:02
    Sim, os sindicalistas médicos estão com muito medo do futuro dessa profissão no país.

    Eles viram o que aconteceu com as, antes extremamente prestigiadas, profissões de advogado e engenheiro.

    E essa é a brilhante solução de sindicalistas: burocratizar e dificultar ao máximo que mais médicos entrem no mercado para seus salários não diminuírem.

    O resultado dessa genialidade, junto com a maravilha do SUS, é uma enorme parte do território não ter médicos para atender a demanda dos pacientes.
    Filas de esperas gigantescas no setor público que resultam em mortes muito maiores do que o esperado, e alguns felizardos que o governo permite trabalhar legalmente ganhando fortunas no setor privado (e no setor público).

    Se existisse um Prêmio Keynes por ano, os intervencionistas brasileiros teriam ganhado de forma consecutiva por muitas vezes nesse século.
  • Andre  02/05/2018 17:05
    Para as classes mais abastadas do Brasil a profissão de médico já saturou, pago exorbitantes R$8.000 de mensalidade de medicina para meu irmão caçula, tal não foi minha surpresa quando num encontro de seus colegas de classe em minha propriedade rural começaram a falar de carreira, faziam a conta que um médico em cidade grande trabalhando 40h semanais ganha em torno de R$13.000, achavam era muito pouco pois a maioria deles já pertencem a classe A e não sabem como poderão manter o alto padrão de vida de carro importado, apartamento em condomínio nobre e viagens internacionais com apenas R$13.000.

    Recomendei ao meu irmão que ficasse calado, pois ele estava presenciando uma rara confissão de como a tradicional classe alta do Brasil estava acostumada a ganhar dinheiro na moleza e está impactada que agora precisa inovar para galgar padrões de vida mais altos.
  • Dalton Catunda Rocha  30/04/2018 21:20
    Um casal de emigrantes brasileiros fala sobre o sistema de saúde no Canadá, neste site: www.youtube.com/watch?v=r6EJq7ZHu7g
  • Patrick  30/04/2018 22:46
    Aqui no Quebec a emergencia nos hospitais eh pessima, independente do hospital (dos mais renomados aos locais) ou do caso de saude. Se voce ganhar prioridade numero 2, por exemplo, ira esperar umas 5h (media) para ser atendido, se ganhar prioridade numero 4 ira esperar umas 13h (media). Se os seus sintomas forem dor ou febre vc ira ganhar prioridade numero 5, pois eles partem do principio que esses sintomas sao banais, ai meu amigo eh melhor voltar no outro dia...

    Em resumo enquanto voce respirar vc nao sera atendido, e olha que estou falando de Montreal, maior cidade dessa provincia, imagina as demais cidades de menor porte. Ou estou com muito azar ou trata-se de uma triste realidade...?
  • Gabriel  01/05/2018 02:49
    A área de comentários do IMB é um segundo artigo,kkk.
  • Impressionada  02/05/2018 14:24
    Cara, é impressionante mesmo!
  • Carlos Lima  04/05/2018 02:45
    Eu já comentei diversas vezes com um amigo q tb frequenta este site que muitas vezes acho os comentários até melhores que os artigos. Falo sério, sem contudo desmerecer os autores, obviamente. Tudo aqui parece que é nivelado por cima, felizmente.
  • Luiz  04/05/2018 03:59
    Sim, a seção de comentários deste site é a de mais alto nível que conheço na internet brasileira. Mesmo as respostas agressivas são repletas de argumentos.

    Como já disse nos comentários de outro artigo, só passo agradecer aos leitores por esse prazer intelectual diário.
  • Luany Flores  01/05/2018 14:54
    No Canadá por meio das redes provinciais de hospitais públicos e de estabelecimentos autônomos de saúde, todos os canadenses têm acesso aos hospitais e aos médicos que forem necessários, sem ônus para o usuário.
    Os residentes em uma província mantêm seu direito de cobertura quando fixam residência em outra província ou se deslocam entre províncias, embora possam existir algumas restrições quanto à cobertura no exterior.
    Não existem deduções, co-pagamentos ou limites em dinheiro quanto à cobertura de
    serviços segurados.
    Os médicos não pertencem aos quadros do funcionalismo público e são remunerados na base fee-for-service diretamente pelo governo.
  • Carlos  01/05/2018 15:45
    "todos os canadenses têm acesso aos hospitais e aos médicos que forem necessários, sem ônus para o usuário."

    Ué, então de quem é o ônus? Os médicos trabalham de graça? Já denunciaram esse trabalho escravo para a ONU?

    Aliás, a lei que instituiu o SUS diz exatamente a mesma coisa: "por meio do SUS, todos os brasileiros têm acesso aos hospitais e aos médicos que forem necessários, sem ônus para o usuário".

    Papel aceita tudo; o problema é que existe uma coisinha chata chamada "realidade econômica", e esta sempre insiste em se impor.

    Eis aí uma legítima eleitora brasileira: ela jura que idéias bonitinhas num papel podem se confirmar efetivamente no mundo real.

    É cada ignaro econômico que existe neste mundo...
  • Luiz Moran  02/05/2018 12:15
    Veja uma pequena lista de palavras ou frases que são inimigas da produtividade, da liberdade e os direitos individuais:
    - social
    - estado democrático de direito
    - fortalecimento das instituições
    - socialização
    - democratização
    - transparência
    - função social
    - o seu direito de voto
    - administração pública
    - bem estar social
    - redistribuição
    - igualdade
    - minorias
    - racionalização
    - controlado e fiscalizado pelo Estado
    - regulamentação
    - imposto
    - taxa
    - obrigação moral
  • Francisco Moura  09/05/2018 02:03
    Perfeito o seu comentário. Somos comunistas e não sabemos.
  • Alessandro  02/05/2018 19:58
    A ineficiência ou o fracasso dos modelos de saúde estatal já são esperados.

    Mas sobre aumento de gastos, esse não é um fenômeno esperado, já que aumentos da expectativa de vida se desencadeiam em maiores despesas? Geralmente o público mais idoso é o que tem mais despesas com consultas, exames, remédios, etc. Ou seja, mesmo que a saúde fosse toda um modelo privado, não haveria aumento nesse "pib" da saúde?
  • gabriel  06/05/2018 16:15
    "Mas sobre aumento de gastos, esse não é um fenômeno esperado, já que aumentos da expectativa de vida se desencadeiam em maiores despesas? "

    sim e esperado

    "Geralmente o público mais idoso é o que tem mais despesas com consultas, exames, remédios, etc. Ou seja, mesmo que a saúde fosse toda um modelo privado, não haveria aumento nesse "pib" da saúde? "

    haveria mas nao chegaria nem perto dessa proporçao atual


    eu diria que o aumento hoje nessas proporçoes e por conta da falta de concorrencia no setor e a inflaçao

    duas responsabilidades totalmente estatais

    o aumento da saude no mercado concorrencial haveria por evento totalmente naturais como aumento da expectativa de vida aumento da natalidade e etc..

    mas mesmo esses eventos nao haveria sequer como haver aumento nas propoçoes atuais
  • Alessandro  08/05/2018 01:08
    É por aí mesmo. Ainda não tive a coragem de pesquisar, mas acredito que a regulação lá também seja mastodôntica. Este, deve ser o pior fator.


    P.S. *fenômeno também esperado. Só agora fui perceber que esqueci de colocar um 'também', depois que resolvi acrescentar a primeira frase no comentário.
  • Dalton Catunda Rocha  02/05/2018 20:21
    Sobre o nosso SUS:

    1- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para o tratamento de drogados: www.youtube.com/watch?v=qJIcv97rnWk&t=52s

    2- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para tratamento de câncer no SUS: www.youtube.com/watch?v=7DLk5Th3agY

    3- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para tratar crianças doentes: www.youtube.com/watch?v=LyFU5YAirKw

    4- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para atendimento emergencial: www.youtube.com/watch?v=ZNb4yZd_Sdo

    5- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para tratamento de AIDS: www.youtube.com/watch?v=gaLsCMwvwH8

    6- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para conservação de hospitais públicos:

    www.youtube.com/watch?v=OtqUFHY1P_4

    Nem preciso falar da absoluta falta de recursos, para eliminar ou sequer combater a dengue, chikungunha, zika, etc.
  • imb  03/05/2018 00:48
    O site possui algum artigo sobre o sistema de saúde do Reino Unido e da Europa?
  • Atento  03/05/2018 02:24
    Deu uma olhadinha nos artigos recomendados ao final do texto? Tá tudo lá.
  • Skeptical  07/05/2018 20:41
    Sim!

    Na "invejada" saúde estatal britânica, os pacientes estão morrendo nos corredores dos hospitais
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2835

    As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2016

    Mitos vs fatos no sistema de saúde sueco: O direito de esperar
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1115
  • Minarquista  03/05/2018 00:49
    Conheço um canadense que emigrou para os USA porque o sistema de saúde canadense matou a mãe dele...
    E pouco depois matou o pai! Essas são exatamente as palavras dele!

  • Dalton Catunda Rocha  05/05/2018 19:00
    Pois manda este canadense emigrar, aqui para o Brasil e colocar a saúde dele, na mão do SUS.
    o nosso SUS:

    1- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para o tratamento de drogados: www.youtube.com/watch?v=qJIcv97rnWk&t=52s

    2- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para tratamento de câncer no SUS: www.youtube.com/watch?v=7DLk5Th3agY

    3- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para tratar crianças doentes: www.youtube.com/watch?v=LyFU5YAirKw

    4- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para atendimento emergencial: www.youtube.com/watch?v=ZNb4yZd_Sdo

    5- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para tratamento de AIDS: www.youtube.com/watch?v=gaLsCMwvwH8

    6- Veja um exemplo da "absoluta abundância" de recursos da saúde, para conservação de hospitais públicos:

    www.youtube.com/watch?v=OtqUFHY1P_4

    Nem preciso falar da absoluta falta de recursos, para eliminar ou sequer combater a dengue, chikungunha, zika, etc.

    Em resumo, se este canadense for viver no Brasil às custas do SUS, ele vai estar no Plano Espiritual e terá literalmente a eternidade dele, para falar com os pais dele...
  • Carlos Campos  03/05/2018 18:38
    Trabalho com assessoria de seguro, em relação a acidentes de transito é normal o SUS não operar pessoas jovens que sofreram fraturas não graves, eles só imobilizam e deixam o osso se calcificar de qualquer jeito, porém essa prática leva sequelas permanentes e quase irreversíveis, e o SUS não opera ninguém que tem essas sequelas causadas pelo não atendimento adequado deles mesmos. fora isso tem pessoas que morrem na fila de espera do Brasil, pq não tem a cirurgia a tempo, não tem cancer diagnosticado ainda no inicio, acidentes em que não procedimentos adequados a vitimas, falta de cuidado hospitalar que leva a perda de membros, o SUS é uma máquina de matar pobre e deixar eles sequelados.
  • PABLO VINICIUS OLIVEIRA SILVA  06/05/2018 04:01
    Poderiam falar do sistema de saúde da Suíça que é privado.
  • Dalton Catunda Rocha  06/05/2018 23:51
    Caso queiram saber que tipo de coisa agora se ensina para os médicos e futuros médicos, no Brasil:
    1- www.youtube.com/watch?v=CV9T6mHJCo4
    2- www.youtube.com/watch?v=LqyOzsOt2FU
    3- www.youtube.com/watch?v=h3NSTzhNJoo
    4- www.youtube.com/watch?v=IEqa_sHO9SA
    5- www.youtube.com/watch?v=tKYmHhvJ1jU
    6- www.youtube.com/watch?v=AXXXOFyXZek
    7- www.youtube.com/watch?v=oHFCL0zZso8

    Eu poderia fazer uma lista de quilômetros, sobre o quanto estas placeboterapias são nocivas à saúde pública.
    Fico só nestes aí de cima.
    Veja um vídeo engraçado, sobre estas placeboterapias no SUS: www.youtube.com/watch?v=-iOWVqphJ3Y
  • Skeptical  07/05/2018 20:42
    Não consigo levar a sério quem defende governo na educação e na saúde e é muito senso comum essa crença besta.
  • Emerson Luis  12/05/2018 19:48

    O importante é a igualdade. É preferível todo mundo mal, mas igualmente mal, do que todo mundo bem, mas alguns melhor que outros.

    * * *


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