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Atos imorais começam pela corrupção da linguagem
Como amenizar perversidades recorrendo a figuras de linguagem

Um dos mais ardilosos truques criados pelos defensores de políticas socialistas e intervencionistas foi o de recorrer a expressões aparentemente nobres utilizadas para conferir uma aura de legitimidade moral a atos essencialmente maléficos. 

Assim, confiscar a propriedade alheia e espoliar o dinheiro de terceiros passou a ser chamado de "espalhar a riqueza", "redistribuir a renda", "cuidar dos menos afortunados", e "atender aos desejos da maioria".

Façamos um experimento mental para ver se você aprova um ato essencialmente criminoso.

Imagine que haja várias viúvas já idosas em sua vizinhança. Elas não têm a aptidão física para fazer faxina em suas casas, limpar suas janelas, cozinhar e efetuar outras tarefas domésticas. Tampouco têm elas meios financeiros para contratar alguém para ajudá-las.  

Eis uma pergunta que tenho até receio de fazer: você defenderia um decreto governamental que obrigasse algum dos seus vizinhos a efetuar essas tarefas para as viúvas?

Vou ainda mais adiante: se a pessoa escolhida para obedecer a esse decreto governamental se recusasse a fazê-lo, você apoiaria algum tipo de sanção a ela, como multa, confisco de propriedade ou até mesmo encarceramento?

Tenho a esperança de que a maioria das pessoas iria condenar este decreto estatal. Elas concordariam que se trata de uma espécie de escravidão — mais especificamente, do uso forçoso de uma pessoa para servir aos propósitos de outra.

Agora, será que haveria essa mesma condenação se, em vez de forçar seu vizinho a realmente efetuar as tarefas domésticas para as viúvas, o governo apenas o obrigasse a dar a elas uma determinada quantia monetária mensal? Desta maneira, as viúvas poderiam utilizar esse dinheiro para contratar alguém para efetuar as tarefas domésticas. Por acaso este decreto governamental se difere daquele que obriga alguém a realmente efetuar as tarefas domésticas?

Eu diria que há muito pouca diferença entre os dois decretos. Mudou apenas o mecanismo da servidão. Em ambos os casos, uma pessoa está sendo coercivamente usada para servir aos propósitos de outra pessoa.

Tenho quase certeza de que a maioria dos vizinhos iria querer voluntariamente ajudar essas necessitadas viúvas. Mas também desconfio fortemente de que eles considerariam qualquer arranjo que colocasse uma pessoa em uma posição semelhante à servidão algo profundamente ofensivo. 

Por outro lado, caso todos os moradores dessa vizinhança fossem igualmente obrigados a dar esse dinheiro para o governo, que então o repassaria às viúvas, a consciência deles poderia ficar mais amenizada. Este arranjo coletivo faz com que aquela vítima de escravidão se torne agora invisível, mas não altera o fato de que há uma pessoa sendo forçosamente usada para servir aos propósitos de outra. 

Ser obrigado a dar dinheiro para o governo simplesmente oculta um ato que, caso fosse praticado de maneira mais explícita, seria considerado profundamente imoral e depravado.

É por isso que o estado é, por definição, um arranjo maléfico. Ele recorre a meios perversos — confisco e intimidação — para alcançar objetivos que frequentemente são vistos como nobres. Você ajudar uma pessoa necessitada utilizando o seu próprio dinheiro e os seus próprios bens é uma atitude extremamente admirável e digna de louvor. Por outro lado, ajudar uma pessoa necessitada utilizando coerção e espoliando a propriedade alheia é algo perverso, imoral e digno de condenação. 

Sejamos claros: tanto você quanto eu temos a responsabilidade pessoal de ajudar um destituído. Mas eu não tenho o direito de roubar de você só porque há pessoas precisando da sua ajuda. Você tem a obrigação moral de ajudá-las com seus próprios meios; mas eu não tenho o direito de interferir nos seus direitos, confiscar sua propriedade e entregar o esbulho para alguém, mesmo que esse alguém esteja em sérias privações.

A "obrigação" de garantir o mínimo para a existência digna de quem quer que seja é algo que tem de partir do indivíduo, e não de um aparato institucionalizado de coerção.

Maioria não cria moralidade - em nenhuma área

Tragicamente, grande parte dos ensinamentos em voga, propugnados desde as igrejas até as salas de aula, defendem que o governo use uma pessoa para servir aos propósitos de outra. E isso não se limita apenas a políticas assistencialistas, não. Com efeito, vale para tudo: grandes empresas, sindicatos, artistas, funcionários públicos — todos defendem receberem seu quinhão esbulhado da população.

Os defensores deste arranjo não têm a honra e a coragem de chamá-lo pelo nome correto, e preferem apenas dizer que ser trata de: 'caridade', 'função social', 'política industrial', 'estímulo à cultura', 'valorização do servidor' etc.

Alguns argumentam que vivemos em uma democracia, e que, na democracia, a maioria decide. Mas será que o mero consenso da maioria faz com que atos que em outras circunstâncias seriam considerados imorais passem a ser morais e perfeitamente aceitáveis? 

Conclusão

O governo confiscar dinheiro de uns para entregar para outros — independentemente de quem sejam estes "outros" — é um ato que produz o mesmo resultado de um roubo. Com efeito, é exatamente isso que um ladrão faz: redistribuir renda. A diferença entre governo e ladroagem é apenas uma questão de legalidade.

Se o confisco da renda para "fins sociais" pode ser demonstrado como imoral, o mesmo confisco voltado para quaisquer outros fins é ainda mais abjeto.

Por isso, voltemos ao ponto central: se os membros de uma vizinhança fizessem uma votação e a maioria decidisse que um determinado membro desta vizinhança — sob ameaça de punição — deveria efetuar as tarefas domésticas das viúvas, tal votação tornaria todo este arranjo moral?

Chega a ser inacreditável a quantidade de pessoas que ainda aceita o argumento de que, se a vida é injusta ou se a economia está ruim, a solução é confiscar a propriedade das pessoas e dar mais dinheiro e mais poder a políticos. É muita sensatez!



autor

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.


  • Marcos  17/04/2018 15:46
    Hoppe já resumiu o argumento: "Não é possível haver socialismo sem estado; e, enquanto houver um estado, haverá socialismo".
  • Leonardo de Freitas  18/04/2018 09:15
    Democracia = Se 50.01% Estão felizes, que se f*dam os 49.99%.
  • Gustavo Medeiros  20/04/2018 12:24
    Nem são 50,01% basta a maioria simples na eleição em 2014 a Dilma foi eleita com cerca de 38% dos votos em relação ao total de eleitores. Ou seja, 38% para ligar o "f...." para os 62% restante que banca a palhaçada.
  • anônimo  17/04/2018 15:47
    Conhecimento é poder e ter dinheiro também. Diminuir o poder aquisitivo das pessoas e dar a ela uma educação controlada pelo estado (a qual não liberta) é aprisioná-la duas vezes.
  • Emerson  17/04/2018 15:48
    A caridade por pessoas realmente necessitadas deveria ser espontânea e ser feito em primeiro lugar pelos familiares e amigos e em segundo lugar por instituições filantrópicas autônomas.

    Porém, a pesada carga de impostos limita a ajuda que as pessoas podem dar a indivíduos e instituições filantrópicas, além de dessensibilizar a muitos ("Já pago tanto imposto para o governo ajudar os necessitados, vou dar ainda mais?"). Se o governo não cobrasse tantos impostos para financiar seu assistencialismo, as pessoas poderiam ajudar mais umas às outras e esses programas nem seriam necessários. É um círculo vicioso.
  • greg  17/04/2018 15:49
    Imagine que haja várias viúvas já idosas em sua vizinhança. Elas não têm a aptidão física para fazer faxina em suas casas, limpar suas janelas, cozinhar e efetuar outras tarefas domésticas. Tampouco têm elas meios financeiros para contratar alguém para ajudá-las.
    ----------------------------
    ta mas e ai, vamos imaginar que ninguem ajude...vão passar fome? a casa vai ficar suja, vai ter doença, porque ninguem quis ajudar?

    vamos aprofundar um pouco mais essa idéia. imagine que há varias crianças com cancer, e elas não tem meios financeiros para pagar um tratamento. eu sei que é pouco privavel que ninguem vá ajudar voluntariamente, mas para o bem da idéa, vamos supor que ninguem quis ajudar. elas vão morrer? é isso?

    o ponto é, eu sei que é imoral roubar, mas não seria imoral deixar alguem morrer, porque ninguem quis ajudar?
  • Magno  17/04/2018 15:54
    Você vai ajudar e vai agitar para que outros também ajudem. Vai criar páginas nas redes sociais pedindo ajuda. Vai pedir doações. No extremo, vai vender vários de seus bens para arrecadar o dinheiro. Ou vai convencer as viúvas a venderem alguns de seus bens.

    Há várias coisas para você fazer que não seja roubar ou escravizar terceiros. Agora, quem já foi logo pensando em tomar dos outros não tem moral nenhuma para reclamar de corrupção e de político ladrão. Afinal, na primeira oportunidade que teve já quis sair fazendo igualzinho.

    Certo, greg?
  • Pedro  17/04/2018 16:02
    É sempre bom lembrar também que o roubo vem com a ameaça à vida do roubado, o estado sempre trabalha assim: pague os impostos ou tiraremos sua propriedade a força, se resistir vai preso, se resistir à prisão, toma bala...

    Logo justifica ameaçar outras pessoas e eventualmente matar algumas (já que sempre haverá um pouco de resistência) para salvar as outras?

    Por que a vida de uma criança com câncer, ou de uma pessoa pobre, valeria mais do que o de uma pessoa saudável e bem de vida?
  • Pobre Paulista  17/04/2018 17:56
    "ta mas e ai, vamos imaginar que ninguem ajude...vão passar fome?[i]"

    Sim.

    "[i]... mas não seria imoral deixar alguem morrer, porque ninguem quis ajudar?
    "

    Não.
  • Insurgente  19/04/2018 17:28
    A primeira pessoa a querer se ajudar seria esta própria pessoa. Se ela mesmo desistiu, então é aquilo né...?
  • Insurgente  23/04/2018 12:43
    Se vc conseguir analisar o comentário dele verá que aquilo que os socialistas querem fazer ou tem feito não funciona, há um série de coisas e desdobramentos que podem ocorrer de modo negativo, principalmente quando se deixa ser levado pelos sentimentos e emoção. Se vc observar ele é genial, pois ele satiriza as ideias esquerdistas e fortalece divertidamente a teoria misesiana.
  • luciano viana  17/04/2018 21:56
    e ainda por cima todo dinheir o arrecadado iria diretamente as viuvas, vc não poderia fcar com nenhum centavo, elas iriam receber mais e os doadores iam pagar menos. ja o estado cobra de todo mundo valores superinflacionados, paga um monte de gente pra ajudar as viuvas e estas acabam recebendo menos,ou nada, mera desculpa pra tirar das pessoas. 1 trilhao em impostos, dividid por todos os necessitados daria uma fortuna pra cada um, mas pagando toda maquina estatal ainda falta dinheiro.
  • Marcos  18/04/2018 11:50
    Perfeito............... lembremos que se for o estado fazendo o serviço, precisa-se de funcionário para arrecadar o dinheiro, pra fiscalizar se a doação está de acordo com a renda do "doador", um para fazer a repartição, um para entregar o dinheiro, outro para verificar se está sendo empregado da maneira correta, outro para ver se as viúvas continuam pobres, outro para ver se o programa está fazendo efeito, outro para fazer marketing sobre os resultados positivos do programa. Fora o trabalho para juízes, polícia e etc em caso de fraudes. Tudo muito burocrático e ineficiente, com servidores que não são os melhores e que, se não apresentam resultados em seus respectivos trabalhos, não podem ser substituídos.
    Se meia dúzia de vizinhos doassem, fariam o serviço do bairro inteiro por meio de imposto.
  • Marcos  18/04/2018 12:03
    Sou servidor público (Não tenho vergonha disso porque tenho que me sustentar) na área da saúde e vejo semanalmente casos de pessoas totalmente saudáveis querendo "se encostar". Exatamente!!! Este é o termo usado.

    Um senhor com diabetes que não quer usar insulina só pra não baixar a glicemia, para poder se encostar;

    Um pai querendo encostar um filho de 9 ANOS porque ele RESPIRA PELA BOCA!!!!!!!!!!;

    Uma moça MENOR APRENDIZ querendo se encostar porque, segundo ela, tem burcite (já vem com o diagnóstico pronto) de tanto erguer peso.

    Casos que beiram a imoralidade, mas o que acontece é que vale a pena!!! A pessoa vai ganhar o mesmo encostada do que ganharia trabalhando por salário mínimo. Estão fazendo o que é o melhor pra elas. Princípio do individualismo. Não há como controlar o ímpeto egoísta das pessoas, o que se deve fazer é não dar chance para elas serem egoístas. Se ela depender de trabalhar para ganhar as coisas, não vai ter escolha.

    Dar dinheiro vivo para pessoas necessitadas é um grande erro pois, se estão miseráveis, é porque já provaram que não sabem usar o dinheiro. Dê comida, dê agasalho, dê remédio, mas nada da melhor qualidade, exatamente para essas pessoas continuarem querendo sair dessa situação. O sentimento de estar recebendo dinheiro vivo tem um efeito deletério sobre a motivação de melhorar de vida. Isso é sensível nessas pessoas. Vejo isso todo dia e tenho dó e raiva ao mesmo tempo.
  • Insurgente  19/04/2018 17:26
    Acho bem imoral também, conheço vários casos de "encosto", inclusive de um senhor que tem uns 52 anos e está com o benefício do LOAS por ter desgraçado os joelhos jogando futebol quando adolescente. Ele passa os dias jogando dominó em casa e conversando com os vizinhos. Nuca produziu nada nesta vida e o governo o premia com um salário mínimo mensal.

  • Gr.  19/04/2018 17:39
    Imagine que mesmo assim ninguém quis ajudar- um extremo irreal- seria ainda imoral roubar para ajudar as crianças com câncer ou as velhinhas? Uma pessoa sozinha não conseguiria sustentar um punhado de crianças com doenças terminais. Eu não estou dizendo que um cenário extremamente improvável pode ser justificava para o Estado, mas nessa situação o roubo seria imoral?
    E se um avião caísse em um lugar deserto, sem comida, só água. Nesse local para sobreviver alguém começa a matar e se alimentar dos outros, se essa pessoa voltasse para a civilização ela deveria ser punida por praticar esses atos? Ou o fato desses atos ter sido motivado para proteger algo mais valioso tornaria o ato moralmente aceitável?
  • Fabricio Berg  17/04/2018 15:51
    E para piorar... A política de distribuição de renda, faz com que o indivíduo que o recebe fique cada vez mais dependente do Estado. Se uma pessoa é demitida, ela não procura por um emprego até que seu auxílio desemprego se esgote, afinal de contas, porque trabalhar? Se sem o esforço o indivíduo terá praticamente a mesma renda!?
  • Andre B.  17/04/2018 15:56
    Amenizar perversidades recorrendo a figuras de linguagem é uma especialidade do estado. Ele não pode viver sem isto. É essencial para perpetuar o ciclo vicioso de modo acrítico. As pessoas simplesmente tomam aquilo como normal e repetem na maior naturalidade.

    O caso dos impostos ilustra bem isto. Imposto é algo que é... imposto! Não é algo que se paga voluntariamente. Mas o pagante do imposto é chamado, inclusive no Código Tributário Nacional, de contribuinte, nome que remete à ideia de alguém que está fazendo o pagamento voluntariamente. Na verdade, o contribuinte é o expropriado. Mas é óbvio que o direito criado pelo estado não iria dizer "o expropriado isto", "o expropriado aquilo"... Ele tem que embalar o produto de modo a torná-lo palatável ao "cliente". E aí as pessoas simplesmente passam a usar o nome "contribuinte" com a maior naturalidade.

    Até a palavra "contribuição" foi incorporada pelo direito. Quando o destinatário dos pagamentos que são IMPOSTOS aos cidadãos é a Previdência Social, aí o tributo recebe o doce nome de "contribuição social". É imprescindível, para o estado, fazer com que você acredite, para citar Raul Seixas (Ouro de Tolo), "(...) que é um doutor, padre ou policial que está contribuindo com sua parte para o nosso belo quadro social".
  • Desafio  17/04/2018 15:57
    Imagine as velhinhas indefesas, que deram duro na vida, e estão na pior. Imagine, por outro lado, uma criança que nasce no meio de uma fortuna gigantesca, cresce, vira adulto e velho sem precisar nunca produzir nada. É esse o mundo aceitável pelos austríacos?

    Pois bem, pra aqueles que defendem a LIBERDADE em primeiro lugar (liberais) e não a propriedade (libertários), a solução de uma renda mínima é quase perfeita. Dado o alto grau de riqueza já produzida, garantir um mínimo, ou seja, dignidade, cidadania, a todos não custa quase nada, mesmo que seja via 'espoliação'.

    Esse mínimo teria de ser pequeno o bastante para não estimular a vagabundagem e grande o bastante para não permitir nenhum miserável. Não existe liberdade na miséria. Como valor, por exemplo, chuto R$300,00 reais hoje por mês. O ideal, já pensei sobre isso, seria também que o valor variasse conforme varia os planos de saúde, ou seja, quem é mais vulnerável receberia mais dessa renda mínima.

    Todos os programas sociais do governo poderiam acabar, deixando apenas esse renda mínima. Saúde e educação? Tudo privado. Igual pra todos.

    Não custa lembrar que o Grande Milton Friedman defendia o imposto de renda regressivo, o que parece uma ótima solução também. Ou seja, transferência direta de renda é uma idéia liberal.
  • Amante da Lógica  17/04/2018 16:06
    "Imagine as velhinhas indefesas, que deram duro na vida, e estão na pior. Imagine, por outro lado, uma criança que nasce no meio de uma fortuna gigantesca, cresce, vira adulto e velho sem precisar nunca produzir nada. É esse o mundo aceitável pelos austríacos?"

    Em primeiro lugar, a quantidade de pessoas com alguma chance de vivenciar a segunda situação é ínfima em relação à primeira situação. Logo, por definição -- e deixando de lado qualquer resquício de ética e moral -- seria impossível confiscar daquelas e redistribuir para estas. Simplesmente não haveria dinheiro para isso.

    E sim: nascer em família rica e bem estruturada é destino e sorte. Você quer abolir isso, o que significa que você se julga um ser superior até mesmo a Deus. Cabe a você agora gerenciar os destinos de cada indivíduo deste mundo. Você não passa de um psicopata.

    "Pois bem, pra aqueles que defendem a LIBERDADE em primeiro lugar (liberais) e não a propriedade (libertários), a solução de uma renda mínima é quase perfeita."

    Não existe liberdade sem propriedade, meu caro. Se você não é livre nem sequer para ser dono de suas coisas e manter os frutos de seu trabalho, não há mais liberdade nenhuma. Você certamente sabe disso, mas está apenas fazendo gênero.

    "Dado o alto grau de riqueza já produzida, garantir um mínimo, ou seja, dignidade, cidadania, a todos não custa quase nada, mesmo que seja via 'espoliação'."

    Vamos alterar algumas palavrinhas da frase, mas mantendo integralmente seu sentido: Dado o alto grau de riqueza já produzida, roubar um pouco de algumas pessoas não custa quase nada, mesmo que seja via 'espoliação'.

    Quem defende isso, não tem moral absolutamente nenhuma para reclamar de corrupção política. Afinal, em relação a toda a arrecadação de impostos, políticos desviam apenas uma fração ínfima.

    "Esse mínimo teria de ser pequeno o bastante para não estimular a vagabundagem e grande o bastante para não permitir nenhum miserável. Não existe liberdade na miséria."

    Óbvio que existe liberdade na miséria. Abandone os clichês e as frases de efeito.

    "Como valor, por exemplo, chuto R$300,00 reais hoje por mês. O ideal, já pensei sobre isso, seria também que o valor variasse conforme varia os planos de saúde, ou seja, quem é mais vulnerável receberia mais dessa renda mínima."

    O ideal pode ser qualquer coisa, desde que seja você quem esteja no comando e dando ordens

    "Não custa lembrar que o Grande Milton Friedman defendia o imposto de renda regressivo, o que parece uma ótima solução também. Ou seja, transferência direta de renda é uma idéia liberal."

    Coitado do Friedman. Está agora sendo utilizado por socialistas.
  • Roberto  17/04/2018 18:19
    Impecável sua defesa do ponto de vista da filosofia moral em relação as tentativas de justificar o agigantamento do Estado como promotor da igualdade e justiça social.

    Eu só acrescentaria o aspecto técnico e econômico, para não deixar qualquer chance de defesa para o assistencialismo.

    Além de ser imoral, como você bem pontuou, o arranjo assistencialista é catastroficamente INEFICIENTE - ou seja, ainda que assumíssemos que a imoralidade da espoliação estatal não é argumento suficiente, a defesa do assistencialismo esbarraria no fato de que ele não funciona no longo prazo, e não funciona sem que exista um amplo histórico de liberdade econômica que tenha permitido uma acumulação de riqueza.

    Existem inúmeras evidências teóricas e empíricas de que o resultado do assistencialismo é destruição de recursos numa gigantesca pilha de burocracia, alocação inadequada destes recursos, endividamento do governo, inflação, etc.

    Eu digo isso, porque apesar de no meu ponto de vista a questão moral ser mais do que suficiente para condenarmos este arranjo, a esquerda social-democrata costumeiramente argumenta que essa análise é irrelevante devido ao contrato social, e à estrutura representativa da democracia.
  • SRV  17/04/2018 16:21
    Ou Seja, segundo o "Desafio", a pessoa idosa que está com problemas financeiros não tem ninguém a quem possa recorrer: não tem filhos, netos, sobrinhos, irmãos, outros familiares, amigos, vizinhos, entidades beneficentes, membros de igrejas... A única alternativa é expropriar de terceiros.

    Corretíssimo! /s
  • Capital Imoral  17/04/2018 16:02
    Vamos todos viver em uma van

    Ultimamente tenho andado muito triste por culpa dos retrocessos que vêm acontecendo no Brasil e no Mundo. Quando isso acontece, eu gosto de visitar meu amigo que é dono de um bar vegan na Vila madalena. Entre uma conversa e outra, meu amigo afirma: Capital, você precisa conhecer este canal no youtube. Neste momento ele retirou do bolso o novo Iphone X vermelho e me mostrou um canal maravilhoso que fez eu ter esperança novamente no mundo. Minhas energias estão renovadas.

    Trata-se do canal Jinti Fell no qual uma família relata como é viver em uma van, levando uma vida minimalista, e se alimentando apenas de comida vegana. - tanto os pais como o bebê se alimentam apenas de comida vegana. Conhecer esse canal foi como estar diante do ápice da evolução humana. Ver aquele lindo casal estilo cult no qual cada momento fosse como um filme gravado por Hollywood, mostrou-me como eu ainda preciso melhorar na minha teologia da cultura evoluída. - É tudo tão perfeito que às vezes tenho a impressão que tem um fotógrafo profissional escondido atrás daquela van.



    Este canal revelou como sou fraco em minhas convicções. Eu me vi fazendo perguntas conservadoras como: E se alguém peidar naquela van? o cheiro vai ficar impregnado, ainda bem que o peido de vegano tem cheiro de perfume. E Como vai ficar a questão da privacidade? Quando o menino crescer ele vai querer se masturbar. Como vai fazer? às vezes é bom ficar sozinho. E se o menino não gostar de toda aquela gororoba verde? Ele pode comer um bifão? Entre outros pensamentos que sinto vergonha de relatar.

    Sim, eu sou fraco na teologia da mente evoluída. Preciso aprender muito. Sinto uma certa vergonha por não ser tão evoluído quanto aquela família. Ainda estou apegado ao meu apartamento próximo à Paulista. Ainda estou apegado às minhas coisas, e de fato, eu tenho um excesso de coisas. Ainda estou apegado a uma comida industrializada pelo maldito capitalismo. Aquela família ofereceu uma verdadeira aula sobre como viver corretamente.
    Eles possuem quase nada material, mas possuem o principal: o amor. Eu preciso aprender a viver somente do amor limpinho.

    Vamos todos morar em uma van ou na árvore
    Viver em uma van tornou-se não somente um exemplo social mas também uma ferramenta de guerra contra o capitalismo e a indústria da carne. Mas eu gostaria de oferecer uma humilde recomendação: Poderíamos todos morar em uma árvore. Porque embora morar em uma van consuma menos energia que morar em uma casa convencional, ainda sim, o capitalismo continua a ter lucro, e nossa mãe terra continua a ser atacada no processo de produção da van. Toda família morar em uma árvore seria o ideal.

    Imagine se todas famílias levassem uma vida minimalista morando em uma van ou na árvore e comendo somente comida vegana para todo sempre? Seria a perfeição da humanidade. O socialismo nem precisaria ser implementado na base da força diante deste cenário. A indústria do consumismo iria acabar, iria sobrar comida e moradia para todo mundo. Você já imaginou como o mundo seria perfeito se todos seguissem o exemplo desta família? Sou muito grato a meu amigo da Vila madalena por ter me recomendado este canal. Até parei por alguns segundos de chorar pelo Lula.

    Capital Imoral é filósofo, escritor, e já refutou Mises.
  • Baldo  17/04/2018 16:24
    Engraçado o texto, mas, falando sério, essa família está bem por dentro da lógica de consumo: eles passam o vídeo todo apresentando produtos para o público vegano e ainda estão numa van relativamente cara.
  • Sérgio  18/04/2018 15:58
    A van também é movida a combustível fóssil (diesel maligno, destruidor de atmosfera).
  • danir  17/04/2018 17:55
    Não me convenceu. Uma questão: como eles ganham a vida, para poder viajar, e pagar comida vegana que normalmente custa mais caro do que digamos assim a "comida comum"? Como seria o mundo se todos adotassem esta política saudável? Como seria produzir comida vegana para toda a humanidade? Na hipótese de falta de alimento vegano, quem deveríamos eliminar ou colocar para comer comidas não tão puras? Ser vegano significa ser chato e ecologicamente pentelho? Existiria na vida algum desafio ou questão estimulante que provocasse uma ruptura com esta vida de fazer nada na praia de forma saudável. Qual a contribuição vegana para o progresso da humanidade? Amor ao próximo não vale, este eu já consumo a partir de minha formação catolica não vegana. Qual o combustível da van que o casal tão veganamente usa para vagar pelo mundo? Onde eles param nas grandes cidades e onde eles deixam ou deixariam a criança caso tivessem que trabalhar? Simplesmente não bate com minhas convicções. Quanto ao texto do Walter Willians, é simplesmente instigante e provocativo, como sempre, pelo número de verdades colocadas de forma a fazer que pensemos no assunto. Muito bom para formarmos opinião a partir da reflexão. Imagine que toda a humanidade fosse traduzida em relogios de pulso, inclusive os veganos; com certeza poderíamos dizer que a maioria seria equivalente àqueles relógios imitação chineses, vendidos a 1 dolar.
  • Capital Imoral  17/04/2018 19:31
    Meu caro Danir, você não está habituado com a força do amor. Não se preocupe com questões de cunho materialistas, todos sabemos que o amor é mais forte do que tudo isso. E quem disse que eu preciso te convencer? O amor é mais forte do que sua mera opinião. Não podemos mais ser vítimas desse maldito racionalismo que tanto tem criado problemas e desigualdades sociais.Quem deveríamos eliminar ou colocar para comer comidas não tão puras? Eu sugiro que coloquemos pessoas que não tenham fé no amor! Com relação a van foi por isso mesmo que eu sugeri que todos nós morássemos em uma árvore. Eu não gosto de dar gostinho Intelectual para neoliberal que não entende nada sobre as forças do amor. Será o amor que vai pôr comida na nossa mesa! Será o amor que vai por teto na cabeça de nossos filhos! E que vá para o inferno quem gosta de matemática! Que seja proibida essa matéria.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • danir  18/04/2018 00:21
    Prezado Capital Imoral, você é pândego. A ambiguidade de suas palavras nos fazem ir da reflexão ao descrédito com muita rapidez. Eu pessoalmente prefiro o Walter Williams, numa boa. Somente uma vez diga sem ironia ou cinismo qual é o seu propósito.
    No meu entender podemos usar o amor como propósito, negando não o ódio, mas, a indiferença que é o seu contrário. Sem frescuras.
    Se olharmos o mundo com seriedade, poderemos conciliar os conceitos filosóficos, os científicos e os religiosos/morais, sem parecermos piegas, fúteis ou irônicos. É uma questão de dosarmos nossas atitudes mesclando alguns princípios aparentemente antagônicos que procedem de uma mesma fonte inconsútil e seguirmos a jornada em busca do conhecimento.
    Eu percebo o mundo como se fosse um trem, repleto de individualidades se alimentando de fontes as mais díspares, buscando chegar em destinos nem de perto relacionados uns com os outros; nunca como uma van, display de alimentos saudáveis inodoros e inócuos, chegando ao Nirvana ou seja lá o que for.
    Um churrasco acompanhado de uma boa cerveja (antes uma talagada de pinga num mini copo americano) com um monte de gente falando abobrinha tambem pode enlevar o indivíduo, mesmo que maltrate o fígado.

    Se não gostar por favor vá se queixar ao BISPO, que não está muito católico.

    Danir gosta de escrever, filosofa só antes de dormir e nunca refutou Mises.
  • Insurgente  17/04/2018 18:10
    Você é o máximo. Nos ensina com ironia.
  • BISPO  17/04/2018 19:23
    Ensinou o que? a ser idiota?
  • Insurgente  19/04/2018 17:37
    Se vc conseguir analisar o comentário dele verá que aquilo que os socialistas querem fazer ou tem feito não funciona, há um série de coisas e desdobramentos que podem ocorrer de modo negativo, principalmente quando se deixa ser levado pelos sentimentos e emoção. Se vc observar ele é genial, pois ele satiriza as ideias esquerdistas e fortalece divertidamente a teoria misesiana.
  • CIS  17/04/2018 16:31
    "Tenho quase certeza de que a maioria dos vizinhos iria querer voluntariamente ajudar essas necessitadas viúvas. "

    Acho que você ta enganado, amigo.
    Se fosse, não ia precisar de um "Estado" confiscando e fazendo os vizinhos contribuirem na marra rsrs

    O problema dos libertários é que eles acham que as pessoas são boas e o Estado é o vilão da história.
    (Mas esquecem que o Estado também é feito de pessoas rsrs)

    E eu nem estou defendendo o Estado mas é meio estranho ver o artigo falar de "moral","imoral" porque a Economia não tem nenhuma preocupação moral.
    Isso já foi afirmado até mesmo por esse site aqui. O mercado não está preocupado se as viúvas não tem dinheiro, não se faz capitalismo com "caridade". Que base o IMB tem de discutir moral se sua preocupação é exclusivamente com o individualismo e a frieza da "racionalidade" econômica ?


  • Voight  17/04/2018 17:57
    "E eu nem estou defendendo o Estado mas é meio estranho ver o artigo falar de "moral","imoral" porque a Economia não tem nenhuma preocupação moral."

    Esse aí, coitado, não entendeu nem sequer o básico. Dizer que roubo é imoral está longe de ser uma questão meramente econômica. Com efeito, nada tem a ver com economia.

    O estado é uma instituição (formada por políticos e burocratas) que vive exclusivamente do roubo. Por definição. Acabe com os impostos e não haverá mais estado.

    Ao passo que empresas e trabalhadores vivem de acordo com a renda daquilo que produzem e vendem (e que os consumidores voluntariamente compram), o estado vive apenas do esbulho da propriedade alheia. Os burocratas do estado não vendem serviços no mercado, os quais são voluntariamente adquiridos pela população consumidora. O estado não sobrevive da oferta de serviços no mercado. O estado simplesmente confisca dinheiro dos trabalhadores para repassar a seus burocratas.

    Quem vive do esbulho alheio é ladrão, pura e simplesmente. E não há tergiversação capaz de contornar este fato.
  • CIS  17/04/2018 19:30
    Esse aí, coitado, não entendeu nem sequer o básico. Dizer que roubo é imoral está longe de ser uma questão meramente econômica. Com efeito, nada tem a ver com economia.

    Coitado é você que não entendeu o que eu disse.
    Eu vou repetir para que você entenda...A economia não está preocupada com a situação das "viúvas" descrito no texto. Na realidade a Economia dos libertários não está preocupada com NENHUM problema social. Não está preocupada com desigualdades.
    Estou mentindo ?
    Não, não estou mentindo.

    Se a moça não empreende, se não trabalha, se não tem dinheiro a oferecer, ela não vale de nada no mundo do libertário. E o que você faz com esse tipo de pessoa no mundo real e concreto ?

    O estado é uma instituição (formada por políticos e burocratas)...

    Não... o estado é uma instituição formada por PESSOAS. São as mesmas pessoas feitas de carne e osso que estão no santo "mercado" venerado pelos libertários PONTO

    Enquanto a gente tratar simplesmente de ECONOMIA, vai ficar os libertários repetindo igual papagaio de pirata que é ROUBO. E não vai adiantar nada porque o Estado nunca vai acabar.

    Seja na Suíça, na Áustria, Venezuela ou até mesmo Brasil e qualquer lugar do mundo...ninguém ta sem ele.

    Deveriam amadurecer o debate, parece birra de criancinha.
    O Estado tem atribuições que vão além da ECONOMIA. Inclusive na imposição de regras de convívio entre as pessoas

    Como aqui só se vomita ECONOMIA e EGOÍSMO então não existe espaço pra debater de forma adulta.




  • Edson  17/04/2018 20:59
    "o estado é uma instituição formada por PESSOAS. São as mesmas pessoas feitas de carne e osso que estão no santo "mercado" venerado pelos libertários PONTO"

    Cagou na lógica.

    Sim, as pessoas são as mesmas, mas o arranjo e os inventivos são completamente opostos.

    No livre mercado só se dá bem aquele que realmente sabe como bem atender aos consumidores. E isso vale mesmo para os escroques.

    Mesmo um indivíduo completamente egoísta, individualista e obcecado em acumular riqueza, que só pensa em si próprio, venera o dinheiro e quer enriquecer rapidamente, só poderá alcançar seu objetivo se oferecer algo que seja do interesse desses outros indivíduos.

    Ele só conseguirá isso se o que ele oferecer for melhor do que todas as alternativas existentes. Ele não pode coagir ninguém a consumir seus bens e serviços.

    Sendo assim, embora seja egoísta e não se importa em nada com os outros, ele tem de agir de maneira a atender os interesses daqueles que estão ao seu redor. Só assim ele poderá alcançar seus próprios interesses.

    Vale enfatizar: mesmo que ele seja um "adorador do dinheiro" e esteja obcecado apenas em enriquecer, ele — para alcançar seus objetivos — terá inevitavelmente de beneficiar terceiros no mercado, fornecendo-lhes bens e serviços de qualidade, e esperando que essas pessoas, voluntariamente, consumam estes bens e serviços. E para que elas consumam estes bens e serviços fornecidos pelo egoísta, estes têm de ser de qualidade.

    Agora, e se esse cara estivesse no estado? Ele viveria do esbulho alheio, não teria de oferecer nada de positivo em troca, e ainda poderia ele próprio lhe auto-conceder aumentos, sem qualquer relação com a produtividade.

    Se você acha que esses dois arranjos são idênticos apenas porque ambos são formados por seres humanos, então você realmente nem sequer começou a entender o básico, como corretamente disseram acima.

    Sugiro mais estudos.
  • Demolidor  17/04/2018 22:00
    Dan Ariely argumenta isso.

    Existe uma pequena parcela da sociedade composta por santos, pessoas que jamais serão desonestas, mesmo que o ambiente ao redor seja favorável; e outra composta por escroques, que sempre serão desonestas, mesmo que a recompensa seja muito pequena frente aos riscos.

    No meio disso, a vasta maioria da sociedade, que se comportará honesta ou desonestamente de acordo com os incentivos.

    As pesquisas envolveram de estudantes de Yale a trabalhadores rurais indianos.
  • Tulio  17/04/2018 17:58
    "Que base o IMB tem de discutir moral se sua preocupação é exclusivamente com o individualismo e a frieza da "racionalidade" econômica ?"

    Quer dizer que agora falar que "roubo é imoral" é algo que extrapola as capacidades econômicas de alguém? A que ponto chegamos...
  • Demolidor  17/04/2018 20:37
    O problema dos libertários é que eles acham que as pessoas são boas e o Estado é o vilão da história.
    (Mas esquecem que o Estado também é feito de pessoas rsrs)


    É cada argumentozinho que aparece. E o sujeito ainda coloca risos.

    Olha, meu caro, quadrilhas de sequestradores, assaltantes, exércitos, governo da Coreia do Norte, grupos terroristas também são todos feitos de pessoas. Cadeias estão cheias de pessoas. Embora talvez em menor proporção que na população de bem, pode ter certeza de que no meio deles há pais e mães de família preocupados com sua prole, inclusive. O fato de ser composto por pessoas não quer dizer absolutamente nada.

    Ocorre, meu caro, que organizações são feitas de pessoas. E organizações podem ser más e corruptas. Não coloco o estado brasileiro como necessariamente mal, mas sendo sua lógica essencialmente corrupta (porque suas regras e práticas estimulam isso), acaba sendo prejudicial à sociedade. A dinâmica da organização é que determina que tipo de pessoa chegará ao topo e que tipo de comportamento deve ser encorajado ou reprimido. Em essência, é um problema de cultura organizacional.

    Um ponto negativo que destaco é que é comum se associar o estado à sociedade. Se uma organização como uma grande empresa produtora de leite, fundada no exterior, adultera produtos e suborna membros do estado, isso não é visto, necessariamente, como uma mazela da sociedade de origem da empresa (hojeemdia.com.br/horizontes/parmalat-%C3%A9-condenada-por-adicionar-soda-c%C3%A1ustica-e-%C3%A1gua-oxigenada-no-leite-1.434545). Mas o estado se confunde. Inclusive por estímulo dos próprios membros do estado. O povo passa a ser confundido com o estado.

    É comum, por exemplo, principalmente entre funcionários do estado, dizer que a população brasileira é preguiçosa, mal educada e corrupta. Primeiramente, causa estranheza tal preconceito contra a própria nacionalidade, pois a crítica, pesada, nada construtiva e, pior, errada, parte de pessoas dessa mesma nacionalidade. Mas dado que convivem com seus pares dentro do estado, acredito que até consigo entender por qual razão têm uma visão tão ruim de seus conterrâneos. Pode-se inferir que as pessoas de destaque na organização para a qual trabalham tenham as características de ser preguiçosas, mal educadas e corruptas. E isso ainda é conveniente, quando se pretende subjugar, impor leis e regulamentações e impostos draconianos sobre uma população. Justifica as próprias falhas e gera uma justificativa moral para tal.

    Quanto ao resto do seu post, sugiro que estude a maneira como a caridade é realizada em países como Suíça, Cingapura, Emirados Árabes, Hong Kong e outros bastante livres.
  • Luiz Moran  17/04/2018 20:02
    A ditadura do politicamente correto, o uso do eufemismo e a retórica sofista, são as ferramentas mais eficazes para se administrar uma sociedade de fantoches.


  • Kropotkin  18/04/2018 00:12
    Já que o tema do artigo é sobre corrupção, gostaria de deixar minha opnião. O que mas me chateia sobre corrupção no Brasil, é que pelos números da própria lava-jato, o que foi desviado pelos casos de corrupção foi 3%. Repetindo 3%. O outros 97%virou coisas... A pretexto de se punir esses 3%, se quebrou empreiteiras, se quebrou os polos navais, se proibiu a Petrobrás de seguir os investimentos, se privatizou uma porrada de coisas superavitárias, e na esteira disso, mais de 1 MILHÃO de empregos.... Se roubar 10 pila, TEM que prender, mas acaba ai.... O tal sr. juiz Sergio Moro, vai entrar pra história com o maior crime de lesa patria da história do Brasil... Ele é uma vergonha... Peço gentilmente que olhem os videos listados abaixo


    Entrevista com Mark Weisbrot. Diretor do Center of Economy and Policy Research, Washington USA, sobre envolvimento de interesses americanos nos julgamentos da lava-jato. www.youtube.com/watch?v=FSueKV32u-0?


    Após afastamento da presidente Dilma no dia 12 de Maio de 2016, ministro das Relações Exteriores José Serra e Secretário de Estado John Kerry, celebram nova etapa de cooperação entre Brasil e Estados Unidos. www.youtube.com/watch?v=H-vnssay2tc&t=165s?


    Vice procurador geral do Departamento de Justiça americano, Kenneth Blanco, comemora cooperação sem precedentes entre Departamento de Justiça americano e Judiciário Brasileiro, que inclui inclusive troca de informações e evidências que não passam por tramites oficiais. www.youtube.com/watch?v=L6dVJJ5Rx-s&t=553s?


    Entrevista de 2013 com diplomata brasileiro, Samuel Pinheiro, sobre política externa brasileira. Chamo atenção ao minuto 15:15 da entrevista, onde ele fala sobre golpes de Estado institucionais que estavam acontecendo na América Latina, e que se encaixaria como uma luva no então futuro caso da Lava-Jato. www.youtube.com/watch?v=DHix7izBv_c&t=1043s?


    Pronunciamento do Senador Roberto Requião do PMDB sobre os impactos da Lava-Jato na economia do Brasil, e da inversão de valores do que é ou deixa de ser tratado como corrupção. www.youtube.com/watch?v=fW9f9TxbNgE&t=1067s?
  • Marcos  18/04/2018 14:06
    Quer uma resolução pro seu problema........ privatizar a petrobras e abrir a CONCORRÊNCIA.

    teria Acabado com os 3% e com todo o escândalo da lava-jato numa tacada só.

    A petrobras cresceria em eficiência e outras empresas tão ou mais eficientes trariam muito mais riqueza para o Brasil. Os altos funcionários seriam técnicos e não políticos vigaristas.

    Se o recurso é estratégico, então taxe a exploração (vão me massacrar por dizer isso), mas não guarde o recurso numa poupança que não rende nada. Até porque o petróleo, antes de rarear e se tornar muito valioso, será substituído.
  • Ninguem Apenas  18/04/2018 16:19
    Apenas dizendo, não existe nenhum setor na economia mais "estratégico" em termos de importância do que a produção de alimentos, caso um país tivesse sua industria alimentícia parada e fosse impedido de importar, não adiantaria de nada os outros setores estarem funcionando.

    Sem comida ninguém vive, nem o povo, nem os políticos, nem sequer o país consegue ter qualquer peso geopolítico (o que ao que tudo indica é sua maior preocupação) e nessas condições o país nadar em petróleo de nada adianta.

    Vamos nacionalizar a produção de alimentos para evitar isso? ou taxar exaustivamente por ser "estratégico"? e por fim, qual é o significado de "estratégico"?
  • Kropotkin  18/04/2018 18:36
    Para Marcos,
    Cara. A concorrencia já está aberta graças a elevação arbitrária dos preços de derivados produzidos pelas refinarias do sistema Petrobras, para permitir que empresas concorrentes possam importar derivados de fora... isso é parte da nova política de preços da Petrobrás, implandada pelo sr. Pedro Parente, e que não tem nada a ver com o interesse das pessoas.... Se o livre mercado fosse de fato aplicado no caso do Petroleo do Brasil, nenhuma empresa do mundo, mesmo que quisesse com muita força, jamais conseguiria por um pingo de produto aqui.... Caso não saibas, a Petrobrás é mais eficiente que qualquer empresa do mundo na extração de petroleo do pré-sal, extraindo-o a 60% do custo da concorrencia... cara, nem sei porque estou respondendo isso... o que tu escreveste demonstra que não tens a mínima noção do que é o sistema Petrobrás, o nível tecnologico e competitivo da empresa, o papel dela pro país....

    Alías... tu acha que os grandes empresários do sistema privado são o que? Técnicos, ou o que de fato são, políticos vigaristas tb? Corrupção existe em tudo... não é pq uma empresa é privada que corrupção deixa de ser corrupção.?
  • Wellington  18/04/2018 20:53
    "A concorrencia já está aberta graças a elevação arbitrária dos preços de derivados produzidos pelas refinarias do sistema Petrobras, para permitir que empresas concorrentes possam importar derivados de fora..."

    Errado. Para começar, não dá para importar gasolina pelos motivos citados aqui:

    exame.abril.com.br/economia/petrobras-deve-seguir-sem-concorrencia-em-importacoes/

    E também não dá para importar petróleo bruto simplesmente porque a Petrobras detém quase que 100% das refinarias.

    istoe.com.br/nao-e-bom-para-o-pais-a-petrobras-ter-100-de-monopolio-no-refino-diz-parente/

    E por que então empreendedores não abrem refinarias para concorrer com a Petrobras?

    Porque para abrir uma refinaria no país você tem de:

    1) se submeter a uma cornucópia de regulamentações impostas pela ANP, que regula tudo que diz respeito ao setor;

    2) A ANP é uma burocracia enorme que possui, além de sua diretoria, uma secretaria executiva, 15 superintendências, 5 coordenadorias, 3 núcleos (Segurança Operacional, Fiscalização da Produção de Petróleo e Gás Natural, e Núcleo de Informática) e 3 centros (Relações com o Consumidor, Centro de Documentação e Informação, e Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas).

    Montar uma refinaria significa ter de submeter a calhamaços regulatórios impostos por cada um desses departamentos, o que, por si só, já torna todo o processo financeiramente inviável.

    3) Além da ANP, você tem de se submeter a calhamaços de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança para abrir uma refinaria. O esquema é todo montado justamente para coibir a concorrência à Petrobras. Sempre foi assim (pode até ser que mude no futuro, mas não há qualquer indicação disso).

    4) Além de tudo isso, estamos no Brasil, o que significa que você terá de "molhar a mão" de vários políticos e burocratas caso realmente queira conseguir alguma licença.

    Sua ingenuidade em relação ao mundo real, e especialmente à política, é realmente comovente.

    "Caso não saibas, a Petrobrás é mais eficiente que qualquer empresa do mundo na extração de petroleo do pré-sal, extraindo-o a 60% do custo da concorrencia."

    Duh! Pré-sal é um fenômeno que só acontece em larga escala praticamente no Brasil. E é muito mais inviável que o fracking americano, o qual, em poucos anos, tornou os EUA quase que autossuficientes.

    "cara, nem sei porque estou respondendo isso... o que tu escreveste demonstra que não tens a mínima noção do que é o sistema Petrobrás, o nível tecnologico e competitivo da empresa, o papel dela pro país...."

    Isso é o que deveria ser dito a você.
  • Kropotkin  19/04/2018 16:31
    Olá Wellington. Vamos lá.
    Em 6 de Agosto de 1997, através da lei 9.478, foi quebrado o monopólio de Petróleo no Brasil. Assim, separou-se o setor de Transporte (Transpetro) do setor de Refino e
    Produção (Petrobras)....

    A Transpetro tem como finalidade,
    através da operação de dutos e terminais, permitir acesso a todos os players do
    mercado de óleo e gás que operem legalmente no Brasil, e que estejam conectados
    a malha logistica por esta operada....

    Através dos diversos portos públicos
    do Brasil, operados pela Transpetro, qualquer distribuidora ou refinaria pode
    importar produtos e derivados, sem passar por negociação com a Petrobras, e
    distribuir da forma que quiser, desde que a operação seja dentro do que
    previamente acordado com a ANP, na obtenção de sua autorização de
    operação... Vale ressaltar que a "operação" da Transpetro se
    resume a: Atracação e desatracação de navios, alfandegamento, manutenção da
    infra estrutura portuaria, e acompanhamento das variáveis operacionais para
    segurança do processo. Assim, segue uma lista de operações existentes hoje
    desse tipo.....

    (a) No porto público de Rio Grande, A
    REFINARIA Rio Grandense, PRIVADA, importa petróleo, refina, e abastece de
    derivados a metade sul do Estado...

    (b) No Porto público de Paranaguá, a empresa Cattalini trabalha
    tanto recebendo cargas de derivados da REPAR quanto importando derivados
    para distribuição, a depender do seu interesse logístico...

    (c) No Porto Público de Alemoa
    em Santos, a Tequimar, Ultracargo e Ultragás tem operação semelhante ao Porto
    de Paranaguá...

    (d) Através do terminal próprio da
    Petrobrás de São Sebastião, o refino do Planalto de São Paulo é abastecido
    com petróleo. Dentre essas refinarias encontra-se a Univen Petróleo, REFINARIA
    PRIVADA, situada no município de Itapeva...

    (e) Através do terminal próprio da
    Petrobrás da Baía da Guanabara, o refino da região de Duque de Caxias, na
    baixada fluminense é abastecido. Dentre essas refinarias encontra-se a
    REFINARIA PRIVADA de Manguinhos, atualmente em processo de recuperação
    judicial, e origem de vários escandalos de sonegação de ICMS e outros
    impostos....

    (f) Através do Terminal próprio da
    Petrobrás de Madre de Deus, todo o setor petroquímico de camaçari, e
    distribuidoras (Petrobahia, Raizen, etc), antes abastecidos preferencialmente
    pela Refinaria Landoupho Alves, hoje importam boa parte de seus derivados
    através do Terminal da Transpetro de Madre de Deus. Essa refinaria que antes
    operava a 100% de sua capacidadem hoje opera a 70%, e ainda está em discussão a
    sua hibernação para que o abastecimento seja 100% importado..

    (g) Através do porto
    público de Maceió, onde não há Refino interligado, 100% dos derivados são
    importados por empresas distribuidoras privadas....

    (h) Através do porto público de Suape,
    antes da construção da refinaria Abreu e Lima recentemente, todos os derivados
    que abasteciam o estado de Pernambuco eram importados pelas
    inúmeras empresas distribuidoras privadas ali instaladas. Hoje elas
    alternam importação ou consumo de produtos das refinarias a depender de seus
    interesses. Ainda sim, grande parte do GLP que abastece a 4 distribuidoras
    privadas de GLP do porto de Suape ainda é importado....

    (i) Através do Porto Público de
    Cabedelo, onde não há refino interligado, a Raizen importa Diesel e Gasolina
    para abastecimento da Paraiba, competindo com a distribuição da BR
    distribuidora.....

    (J) Através do porto público de
    Mucuripe, em Fortaleza, a pequena Lubnor, refinaria da Petrobrás, abastece
    parte do mercado do Estado. Ali se encontram por exemplo: Raizen, Nacional Gas,
    SP indústria, e Liquigas, que absorvem a produção da Lubnor, mas também
    importam produtos através do porto, a depender do seu interesse e
    necessidade.

    (k) Através do porto público de São
    Luis, Granel Quimica, Texaco, Raizen, Ultragás, Ultracargo e outras
    distribuidoras menores importam 100% dos derivados que abastecem o estado do
    Maranhão....

    (l) Através do porto público de Belém,
    onde não há refino interligado, 100% dos derivados que abastecem o Estado do
    Pará são importados através de Raizen, BR, Ipiranga, Supergasbras e Liquigas...

    (m) Além disso, existem pelo Brasil
    pequenas distribuidoras que operam com portos Próprios, mas a sua atuação é
    muito inexpressiva....

    Com base nessa listagem acredito que
    eliminamos alguns mitos:

    (1) A importação de derivados por
    parte de empresas privadas, não só é possivel e viável, como extremamente
    necessária. O Refino da Petrobrás não atende a 100% do território
    nacional....

    (2) Não existe monopólio de Refino no
    Brasil, o que existe de fato é uma participação muito grande da Petrobras...

    (3) Pode-se sim importar petróleo no
    Brasil, inclusive utilizando infra estrutura da Petrobras, sem que seja
    necessário negociação com a mesma....

    (4) Ao contrário do que diz
    um dos links que colocasse, a ANP regula as transações de petroleo de derivados
    no Brasil, de forma que mesmo que alguma negociação seja feita com a Petrobras,
    ela não pode favorecer uma empresa em detrimentro de outra no caso de uma
    indisposição comercial...

    Sobre regulações da ANP: As regulações
    pesadas são necessárias porque petróleo não é suco de uva... Um derramamento de
    petróleo ou derivado causa impactos duríssimos no meio ambiente, e as
    regulações da ANP se restringem basicamente a questões de segurança
    operacional, alfandegamento, e garantia de práticas comerciais que
    mantenham o ambiente propício ao surgimento de novos players no mercado....
    Atendendo aos requisitos impostos pela ANP e aos orgãos ambientais qualquer
    empresa pode abrir qualquer negocio no ramo de petroleo no Brasil... Aliás
    os custos de regularização de ativos junto a ANP são IRRISÓRIOS frente aos
    custos da propria operação do ativo. E digo isso pois eu mesmo já diligenciei
    pessoalmente a regularização de alguns ativos da Transpetro junto a
    ANP...

    Para teres uma ideia, o custo de 1 dia
    de um navio parado gira em torno de R$30.000,00. Toda a papelada
    necessária para regularização de um ativo grande junto a ANP
    equivale a alguns dias desse um navio. Sobre a questão do
    surgimento de novas refinarias e do "monopólio" da Petrobras, um
    grande equívoco.. Não se abrem refinarias porque refinarias são caras. Muito
    caras de se abrir e operar... Em todo mundo, o surgimento de uma
    refinaria necessita de um grande envolvimento do Estado, e de
    forma muito ativa... Temos um caso da nossa história recente do fracasso da
    iniciativa privada nesse tipo de empreitada, que foi da empresa OGX, do Eike
    Batista.... Como consequencia disso, e tu bem sabes, no mundo inteiro
    são pouquissimas empresas, pouquissimas mesmo, que operam nesse
    ramo, e a idéia de livre iniciativa não se aplicam nesse
    setor...

    O sr.
    Pedro Parente, como mencionado em um dos links que tu passou, de
    fato reclama da participação quase monopolisada da Petrobras no Refino...
    Mas o problema é que a solução proposta por ele não é viabilizar a construção
    de novas refinarias com capital externo que fosse, mas sim vender participação
    das refinarias já existentes... Cara, tens de concordar comigo que se o
    objetivo e aumentar a concorrencia do refino, a maneira obvia de se fazer isso
    é construindo novas refinarias onde nao se tem refino, como te mostrei em
    vários locais do Brasil. Vender parte do que já existe não é solução e nem
    aumenta concorrencia. Pelo menos isso tu concorda comigo né?....

    Sobre o Pré-sal Os custos de extração
    da Petrobras está em torno de US$ 8 por barril, e perspeciva de exploração por
    campo de 20 anos. As empresas extrangeiras tem o mesmo custo de extração
    em torno de US$ 14.... O fracking americano tem custo de operação na media mais
    alto (começando razoavelmente baixo e chegando a US$ 70 por barril em
    final de vida) com expectativa de exploração por campo muito mais baixo (em
    torno de 3 anos). Fora isso, os danos ambientais causados por
    esse tipo de operação são imensos, e nos EUA tem grande rejeição por parte
    da população. Na França esse tipo de extração é inclusive
    proibido.... Esse tipo de extração nos EUA se deve a varios motivos,
    dentre eles, forçar a baixa de preços do Petroleo, e a geração de empregos...
    Mesmo assim o valor do barril tem perspectiva de atingir o patamar de US$80 no
    final deste ano...

    Cara, desculpa se fui grosseiro
    contigo na resposta anterior, reconheço que não foi legal... se quiser
    continuar discutindo esse assunto, assim o farei com grande prazer.. Peço só
    que evite usar como referencias revistas como Istoé, Veja ou Epoca. Tenho
    grande problema com elas. Além de não passar informações verdadeiras, elas tem
    uma visão muito de "mercado". E não o mercado como resultado das
    interações entre empresas e pessoas, e da expressão da livre iniciativa,
    mas sim desse mercado aqui: www.youtube.com/watch?v=H28ttzgVjUg Abraços
    e sucesso?
  • SRV  18/04/2018 19:32
    Kropotkin ,

    "Já que o tema do artigo é sobre corrupção, gostaria de deixar minha opnião. O que mas me chateia sobre corrupção no Brasil, é que pelos números da própria lava-jato, o que foi desviado pelos casos de corrupção foi 3%. Repetindo 3%. O outros 97%virou coisas..."

    Primeiramente, gostaria de provas de que "apenas 3%" foi desviado.

    Segundo, ainda que seja o caso, você está errado na lógica das coisas. 97% virar "algo" não significa que seja uma situação boa. Eu posso orçar 100 milhões para abrir o hospital mais moderno da América Latina, desviar 3, gastar 97 na obra e depois não ter capacidade financeira de fazer manutenção e o hospital ficar fechado.

    Vou dar um exemplo ainda melhor, do mundo real: Arena da Amazônia, um dos estádios construídos na Copa. Custou R$ 623 milhões para construir (consulte wikipedia). Apenas no ano de 2016, o estágio gerou custo mensal de R$ 500 mil. A arrecadação NO ANO INTEIRO foi de 1,1 milhão, ou seja, um prejuízo R$ 5,5 milhões.

    Mais ainda: se, ao invés de construir o estádio, tivéssemos usado os recursos para amortizar dívida pública (ou deixado de gerar nova dívida pública), isso significaria que, desde o jogo inaugural em 9/3/14 até 31/12/17, teríamos economizado mais de R$ 340 milhões em juros.

    Pela sua tese, seria melhor deixar o roubo continuar e evitar uma crise. Mas a verdade é que o roubo causou a crise, por gastar (supostamente) 97% em obras que não servem à sociedade com o único intuito de criar as oportunidades para desviar (supostamente) 3%.

    Você ainda acha que o prejuízo é de apenas 3% ?
  • Richard Gladstone de Jouvenel  19/04/2018 13:55
    Toda vez que ouço a palavra "estratégico", começo a me coçar...

    Quando eu era consultor empresarial, toda vez que essa palavra aparecia em algum projeto eu sabia que ela se referia a algum ninho de ratazanas, das gordas, daquelas do tamanho de um gato. Em geral era negócio com alguma estatal onde o responsável da área era um cidadão com cara de fuinha, que estava ali pra cobrar pedágio e repassar o jabaculê pra algum político de implante capilar e cabelo tingido de acaju, que junto com seus iguais vende essa conversa para incautos eleitores de "estratégico".
  • anderson martins  18/04/2018 00:47
    Imagine que haja várias viúvas já idosas em sua vizinhança. Elas não têm a aptidão física para fazer faxina em suas casas, limpar suas janelas, cozinhar e efetuar outras tarefas domésticas. Tampouco têm elas meios financeiros para contratar alguém para ajudá-las
    Ai pra não passarem fome elas começam a praticar roubos, e assim que gera criminalidade depois e a esquerda que defende bandido
  • Breno  18/04/2018 02:00
    Entendi. Sua lógica é sensacional. Para impedir que as viúvas virem ladras amanhã, temos de roubar todo mundo antecipadamente hoje para repassar o dinheiro para elas.

    Caso as pessoas não sejam roubadas hoje para sustentar as viúvas, elas roubarão amanhã à força.

    Ou você me dá seu dinheiro hoje, ou eu viro ladrão amanhã. Estupendo.

    E, sim, como você próprio acabou de provar, é exatamente a esquerda que defende bandido.
  • brunoalex4  18/04/2018 13:37
    Ué?

    Tem capacidade física e mental para roubar, mas não tem capacidade para trabalhar e produzir?
  • Ulysses  18/04/2018 14:19
    Haha, boa. É impressionante como absolutamente nenhuma tese de esquerda se sustenta. Essa gente é tão fraca, que nem mesmo imaginar cenários minimamente críveis eles conseguem.
  • Insurgente  19/04/2018 17:23
    Mas elas se apegam a tudo e a todos , inclusive aos outros para sair por vociferando suas ideais socialistas. Esse povo adora falar em nome do povo e dos pobres e desvalidos.
  • Marcos  18/04/2018 13:55
    E vc, provavelmente, acredita que elas estão certas de roubar, pois se ninguém se compadeceu delas, elas devem se revoltar e virar as velhinhas sangrentas!!!!!
  • Pérsio   18/04/2018 01:31
    Pois é

    A "novilingua" deixou as páginas de 1984 e se tornou real.
    E pelo visto, o "duplipensar" também . Mas imposto É ROUBO. Legalizado pelo Estado, mas roubo da mesma forma.
  • Lel  18/04/2018 03:34
    O irônico é esquerdistas adorarem esse livro, mas não perceberem que as políticas que eles apoiam nos levarem exatamente por esse caminho.

    Em breve estaremos 100% iguais à situação do livro.
  • Pérsio  19/04/2018 22:10
    Prezado Lel,
    Concordo! E sabe o mais estranho? É que o George Orwell tenha sido socialista durante parte da vida e, depois, tenha se tornado um crítico do socialismo. Meus livros favoritos dele são "1984" e "A revolução dos bichos". As frases de efeito são inesquecíveis:
    Guerra é paz
    Liberdade é escravidão
    Ignorância é força
    O Grande Irmão vela por ti
    E, a mais legal:Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros.
    Ler Orwell me parece um excelente antídoto contra a propaganda socialista!
  • Alexandre  18/04/2018 16:41
    E para piorar, pagamos os altos salários dos ministros do STF para que eles protejam os que nos roubam via impostos.
    O Brasil é uma tragicomédia.
  • Mauro Bertaglia  18/04/2018 06:49
    Seria muito desejável que a fonte do texto (do site inteiro) fosse alterada p/ permitir melhor leitura.

  • Bruno  18/04/2018 16:30
    Pessoal, meu TCC será sobre desregulação no setor da telefonia e como a ANATEL e outras regulações prejudicam e não ajudam

    Faço direito e vou apresentar um TCC com professores estatistas.

    Eu preciso de links academicos que possam ser usados no TCC, trabalhos cientificos e afins.
    Falando sobre as atuais regulações, historia da privatização, como era sendo estatal e etc....

    Gostaria da ajuda de vocês pra me indicar artigos do Mises e de outros lugares que PODEM ser usados em um TCC, de preferência que esteja disponível no google academico

    Muito obrigado pela base intelectual que vocês proporcionam, muita das coisas do meu TCC será baseada em artigos do mises e da escola austríaca.

    Forte abraço a todos!!!
  • Pobre Paulista  18/04/2018 23:42
  • Bruno  20/04/2018 11:13
    Obrigado, preciso de fontes que os socialistas dos professores não impliquem

    Abraços
  • Gustavo  18/04/2018 19:51
    sem contar o "buscar seus direitos" = "obrigar os outros a dar o que eu quero"
  • Kira  19/04/2018 02:14
    Pessoas são doutrinadas a acreditar que imposto representa algum tipo de "obrigação social" e esses termos lhes causam uma sensação psicológica de responsabilidade e maturidade. O que ninguém para pra perceber, é que, a única obrigação social que cada um possui é não violar a propriedade alheia, ou obstruir a liberdade voluntária. Qualquer coisa fora disso é simplesmente crime, a começar pelo crime do próprio estado.
  • Brasil, a terra dos aplicativos suspensos  23/04/2018 20:55
    brasil.estadao.com.br/noticias/geral,apos-criticas-aplicativo-simsimi-e-suspenso-no-brasil,70002279550

    Faltou essa no texto: "combate ao discurso de ódio" é a mesma coisa que Censura. Mas precisa mudar o nome pra não passar má impressão o que os progressistas estão fazendo.
  • Skeptic  25/04/2018 23:43
    Vou dar uma de objetivista...
    Por que eu tenho uma obrigação moral com os outros?
  • Fau  26/08/2019 15:47
    Os telejornais usam a expressão: " O ex-presidente Lula está detido ....", não estaria errado usar a expressão "presidiário", no lugar de "ex-presidente".
  • Guilherme - Quito Ecuador  26/08/2019 16:21
    Ex-presidentes têm uma série de normas e regras de tratamento, mesmo em países menos degenerados que o Brasil que tem ex-presidentes presos os tratam da forma mais branda pra preservar o cargo. O ideal é que o povo tenha vergonha na cara e não dar votos para os piores possíveis, porque seguramente político da pior espécie e mídia esquerdista é que não terão vergonha na cara.
  • Fau  26/08/2019 17:50
    Os telejornais usam a expressão: " O ex-presidente Lula está detido ....", não estaria errado usar a expressão "presidiário", no lugar de "ex-presidente".


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