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Empresários na política: bom ou ruim?
A lógica econômica explica

Eis uma ideia bastante popular, particularmente entre a direita e alguns liberais: se um indivíduo é bem sucedido no mundo empresarial, então ele possui o conhecimento necessário para tomar decisões sábias e sensatas em termos de política econômica, sendo portanto uma ótima escolha para a presidência da república.

Só que tal raciocínio, infelizmente, é perigosamente ingênuo.

Em seu livro A Teoria da Moeda e do Crédito, Ludwig von Mises argumentou que:

Não há motivos para se atribuir importância respeitável às opiniões de empresários. No âmbito da economia, suas opiniões são secundárias, algo a ser trabalhado e avaliado. Quando o empresário tenta explicar algo, ele se torna tão "teórico" quanto qualquer outra pessoa. Não há nenhum motivo para se conceder uma preferência às suas teorias.

Na realidade, a função do empreendedor e a função do economista são completamente distintas. Para que o empreendedor seja bem sucedido, ele tem de ser capaz de prever quais serão as preferências e demandas futuras dos consumidores, para o seu produto específico, com um alto grau de acurácia. Seus cálculos e decisões de produção feitos hoje só serão lucrativos se forem feitos com base em estimativas adequadas quanto ao futuro.

Mas essas previsões, frequentemente, se resumem a nada mais do que estimar as demandas para o seu mercado específico.

Para empresas já estabelecidas, essas estimativas são mais fáceis de serem feitas. Mas dado que a concorrência também é mais acirrada, a maneira de ser bem-sucedido nestas indústrias é saber encontrar modos de produção mais eficientes. Já para empresas novas, essas estimativas envolvem saber saciar uma demanda que existe apenas no abstrato: isto é, fornecer um produto que resolve um problema para o qual, até então, não havia solução. Henry Ford fez um gracejo sobre isso, dizendo que, se ele tivesse perguntado às pessoas o que elas queriam, a resposta seria "cavalos mais rápidos".

Apenas para deixar claro, a presciência empreendedorial é uma habilidade extremamente essencial e valiosa. Porém, ela não indica uma real compreensão sobre o funcionamento da economia como um todo.

Quem acredita que empresários bem-sucedidos tendem a ser economicamente mais sábios e sensatos — sendo, portanto, candidatos políticos ideais — está dizendo que decisões que foram boas para uma determinada empresa serão também boas para toda a economia (tal raciocínio é conhecido como a "falácia da composição").

Mas isso não faz sentido.

Bom para um, ruim para todos

É até possível que uma política empresarial que tenha sido boa para uma determinada empresa seja também boa para toda a economia, mas isso não é uma regra, e sim uma exceção. A grande probabilidade é que uma política empresarial que tenha sido boa para uma determinada empresa será bastante prejudicial para a economia como um todo.

Por exemplo, um empresário que se vale de subsídios, ou de empréstimos baratos concedidos por bancos estatais (os quais só são baratos porque os bancos estatais recebem repasses do Tesouro Nacional, ou seja, dinheiro de impostos), ou de tarifas protecionistas, ou de reservas de mercado garantidas pelo estado, certamente trará bons resultados para sua empresa, e será visto como um empresário bem-sucedido. No entanto, se essa mesma política for adotada maciçamente para toda a economia, o colapso será inevitável.

Economia e administração de empresas não são o mesmo ramo. Infelizmente, vários dos grandes empresários bem-sucedidos de um país enriqueceram exatamente porque praticaram o rent-seeking, ou seja, ganharam benefícios por meio da influência política: fizeram lobby junto ao governo para obter privilégios especiais que ajudaram suas empresas, sem qualquer consideração se isso seria bom ou ruim para os consumidores e para a economia como um todo.

O grosso do lucro destes empresários bem-sucedidos adveio de privilégios garantidos junto ao governo e não da oferta de bens e serviços aos consumidores. Os privilégios mais típicos são crédito subsidiado, patrocínios estatais, tarifas de importação que deixam concorrentes estrangeiros fora do páreo, regulações que dificultam a entrada de novos concorrentes e garantem reservas de mercado, e obras públicas pagas com dinheiro de impostos.

Nada disso envolve oferecer a clientes produtos e serviços melhores ou mais baratos, mas sim a mera busca por favores de políticos. E, no entanto, um empresário que faz isso trará bons resultados para a sua empresa e será visto como bem-sucedido.

Não seria sensato dizer que é este o tipo de pessoa que queremos para tomar decisões de política econômica.

Mas há outros problemas.

"Para que eu ganhe, outro tem de perder!"

Quando um empresário está gerenciando uma empresa, ele está batalhando para obter uma porcentagem finita do mercado. Seu objetivo é aumentar sua fatia de mercado.

No entanto, se esta mesma mentalidade — obter uma crescente fatia de mercado — for aplicada a toda a economia do país, os resultados serão deletérios.

No mercado, o crescimento de uma empresa concorrente se dá em detrimento de outro empresário já estabelecido. Porém, o crescimento da economia de um país não se dá em detrimento da economia de outro país. Assim, se o empresário que virar político mantiver sua mentalidade, ele passará a ver a economia dos outros países como concorrentes a serem batidos. E aí o objetivo será "superar" esses outros países por meio de guerras comerciais (restrição de importações) ou de estímulos econômicos (aumento de gastos ou de déficits orçamentários) que aditivem artificialmente (e apenas temporariamente) o PIB.

Dado que o mundo empresarial é um mundo competitivo, no qual para um empresário ganhar uma fatia de mercado outro empresário tem de perder essa mesma fatia de mercado, empresários tendem a ver toda a economia, bem como o comércio exterior, como um jogo de soma zero. Consequentemente, se eles transportarem essa visão do mundo empresarial para o mundo da política, eles passarão a ver aquilo que ocorre entre empresários concorrentes como sendo exatamente o mesmo que ocorre entre pessoas interagindo pacífica e voluntariamente via comércio exterior. 

Só que, ao contrário da fatia de mercado — que é uma porcentagem finita de um dado mercado —, o crescimento econômico é potencialmente infinito. Quando, por exemplo, a China cresce, nós indivíduos não ficamos em pior situação. Ao contrário: dado que comercializamos voluntariamente com os chineses, nossa situação tende a melhorar. Se os chineses produzirem mais, os consumidores do nosso país irão obter mais coisas a preços menores. Se os chineses consumirem mais, os produtores do nosso país irão vender mais e lucrar mais. É uma situação em que todos vencem.

Mas não é exatamente assim que irá pensar um empresário, principalmente se ele for oriundo de um setor que tenha a China como concorrente. Sendo assim, quando esse empresário virar político, é natural que ele continue pensando como empresário. "Temos de vencer esses outros países e proteger nossas indústrias! Temos de impor barreiras à importação e subsidiar nossa produção!"

Nada bom.

Mas agora vem o principal.

É impossível o governo ser gerenciado como uma empresa

O governo, por sua própria natureza, não opera com recursos próprios. O governo é a única organização que obtém suas receitas não por meio da prestação de serviços voluntariamente adquiridos por consumidores, mas sim por meio da tributação — isto é, por meio da coerção dos cidadãos.

Mais: ao contrário de empresas privadas, as receitas do governo independem da qualidade dos serviços prestados.

Consequentemente, o governo não está sujeito às demandas dos consumidores. Não há "soberania do consumidor" no que diz respeito ao governo. Suas receitas são garantidas. E, com receitas garantidas, o governo não está sujeito aos mecanismos de lucros e prejuízos do mercado.

Por não se guiar pelo mecanismo de lucros e prejuízos, e nem pelo sistema de preços, por não ter de atender às reais demandas dos consumidores, e por não ter de vender seus serviços em um mercado concorrencial, simplesmente não há como o governo ser gerido como uma empresa.

Não há como avaliar e estimar o real valor econômico de qualquer coisa que o governo faça. 

Por exemplo, cada ministério, agência e secretaria possuem objetivos declarados. Mas quão bem esses objetivos estão sendo cumpridos? O Ministério da Educação, por exemplo, está satisfazendo seus "consumidores"? E o Ministério da Saúde? E o Ministério da Justiça? E o Ministério da Fazenda? E cada agência reguladora? O que constitui um "bom desempenho" em cada um destes órgãos?

Estas perguntas são fundamentalmente impossíveis de ser respondidas. Na melhor das hipóteses, podem ser apenas estimadas segundo algum critério subjetivo, mas não podem apresentar a mesma precisão das estimativas feitas em empresas privadas, pois as agências do governo não vendem seus serviços no mercado concorrencial. O "consumidor" dos serviços do governo não escolhe entre vários fornecedores, direcionando seu dinheiro para aquela empresa que fornece os melhores produtos aos melhores preços. Com o governo, o consumidor paga compulsoriamente por tudo, goste ele ou não do serviço. Sendo assim, não há como um empresário, por melhor que seja, avaliar o desempenho dos burocratas de seu governo.

Como explicou Mises:

Os objetivos da administração pública não podem ser mensurados em termos monetários e não podem ser avaliados por métodos contábeis. Na administração pública, não há conexão entre receitas e despesas. Os serviços públicos estão apenas gastando dinheiro. As receitas derivadas de tributos e taxas não são "produzidas" pelo aparato administrativo; sua fonte é a lei e a atuação da Receita Federal, e não a qualidade dos serviços prestados.

Dado que toda a operação estatal funciona com o dinheiro de impostos — portanto, por meio da taxação coerciva —, o governo, por sua natureza, já nasceu com este grave defeito "enraizado" em seus órgãos vitais, e nenhum empresário bem-sucedido pode mudá-lo. 

Em suma: o governo e seus órgãos não vendem seus serviços no mercado concorrencial para consumidores que voluntariamente optam por comprá-los, não se direcionam pelo sistema de lucros e prejuízos, e suas receitas não são auferidas de acordo com a qualidade dos seus serviços. Mesmo com um excelente e muito bem-sucedido empresário no comando, nenhum governo pode ser gerenciado como fosse uma empresa.

Conclusão

Empresários na política podem, obviamente, fazer bons governos. Mas não há nenhum motivo para se acreditar que isso é uma regra. Tampouco faz sentido acreditar que, só porque um determinado empresário foi bem-sucedido em seu ramo, ele será um ótimo político.

Mises já havia observado todos estes problemas ainda em 1912. Disse ele:

Atualmente, há muitas pessoas que, impressionadas com o acúmulo de riqueza de alguns empreendedores, perderam sua compreensão básica sobre a ciência econômica, buscando respostas simples e fáceis para problemas complexos. É crucial relembrar que a ciência econômica envolve muito mais do que um jornalista perguntar a um banqueiro ou a um magnata industrial o que eles pensam da atual situação da economia.

Mais de um século depois, várias pessoas ainda não aprenderam essa lição.



autor

Peter Klein e Chris Calton

Peter G. Klein é professor de empreendedorismo na Universidade de Baylor e pesquisador do Ludwig von Mises Institute..

Chris Calton é estudante da Mises University e historiador econômico. Veja seu canal no YouTube.


  • Woyzeck  09/04/2018 15:58
    Falta agora o artigo: "Economistas na política: bom ou ruim?"

    Se for Keynesiano eu já até imagino a resposta, mas nunca vi um da escola austríaca no comando.
  • Guilherme  09/04/2018 16:10
    Ué, nem precisa de artigo para isso. Dilma é economista.
  • Breno  09/04/2018 16:16
    E ela é tão mestre que, sozinha, refutou vários "sensos comuns" da economia convencional que é ensinada nas nossas universidades:

    O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
  • Paulo   09/04/2018 19:26
    Agora que levantaste essa questão, houve algum país onde foi aplicado as idéias austríacas, mesmo que não totalmente? Eu conheço Hong Kong, mas me parece apenas um exemplo de práticas liberais não-austríacas; não foi alguém que claramente leu Mises e resolveu por a ''mão na massa'';

  • Ricardo  09/04/2018 19:45
  • Kira  09/04/2018 21:31
    Economia Austríaca na política? como? Aquela em que o político deixa de existir e a economia funciona livre como deveria?
  • Daniel Noboru Umisedo  10/04/2018 19:31
    Se houvesse um economista austríaco de verdade no comando, a primeira coisa que ele faria seria demitir todos os deputados e senadores, dissolver as casas legislativas, e logo em seguida tirar férias até as próximas eleições.

  • Mídia Insana  09/04/2018 16:18
    "Eis uma ideia bastante popular, particularmente entre a direita e alguns liberais: se um indivíduo é bem sucedido no mundo empresarial, então ele possui o conhecimento necessário para tomar decisões sábias e sensatas em termos de política econômica, sendo portanto uma ótima escolha para a presidência da república."

    Não é bem isso.

    Há uma série de competências pessoais que são testadas no âmbito empresarial. Mas o mais importante é que se um indivíduo foi bem sucedido como empreendedor, ele se confrontou com as dificuldades regulatórias e fiscais impostas pelo estado pessoalmente. Por isso ele está em melhor posição para julgar as consequências negativas de uma determinada lei do que, digamos, um intelectual subindo o elevador de um cargo público direto até um posto de liderança.

    O conhecimento adquirido por experiência não está, concordo, no mesmo nível do conhecimento adquirido por princípios. O empresário e o economista liberal concordarão sobre a necessidade de baixos impostos, mas o primeiro (assumindo que seu conhecimento advém da sua experiência pessoal unicamente) possivelmente não terá a mesma atitude quanto às tarifas e câmbio desvalorizado, cujas consequências negativas aos empresários habitam as zonas do 'Não se Vê' e do 'Longo Prazo', onde é mais difícil encontrar relações de causalidade.

    Dito isso, se confrontado com a escolha entre apoiar a plataforma de um empresário ou de um intelectual estatistas (diga Romney VS Obama, Trump VS Jeb Bush), eu escolheria o empresário - servindo a experiência dele como critério de desempate. Entre um intelectual liberal e um empresário estatista, obviamente venceria o intelectual liberal. Mas em uma situação em que um intelectual liberal estivesse competindo com um empresário liberal, tendo ambos plataformas muito similares (como nas primárias de um partido), eu sumariamente favoreceria o empresário. Querendo ou não, nós não vivemos para sempre e o sucesso pessoal (se merecido, é claro) de alguém é um excelente sales pitch para convencer uma pessoa e escutar o que alguém tem a dizer.
  • Ulysses  09/04/2018 16:45
    "Mas o mais importante é que se um indivíduo foi bem sucedido como empreendedor, ele se confrontou com as dificuldades regulatórias e fiscais impostas pelo estado pessoalmente."

    Não necessariamente. Ele pode simplesmente ter se beneficiado destas regulações. Qualquer grande empresário da FIESP pode ser considerado bem sucedido, mas ele é bem sucedido majoritariamente por causa de tarifas de importação e de um código tributário complexo que dificulta o surgimento de empresas concorrentes. (Impostos elevados e complexos são grandes ajudantes das grandes empresas, pois praticamente impossibilitam o surgimento de concorrentes),

    Abílio Diniz, Eike Batista, os grandes banqueiros, a família Ermírio de Moraes, a turma da Ambev -- todos estes grandes e muito bem sucedidos empresários, mas que se deram bem graças ao protecionismo ou ao auxílio estatal.

    O próprio Flávio Rocha, dono da Riachuelo e favorito do MBL, deu-se muito bem utilizando empréstimos subsidiados do BNDES (e ele próprio reconhece isso).

    João Dória é outro que cresceu graças a seus contatos com o alto escalão do governo.

    No Brasil, há apenas dois grandes empresários que foram muito bem-sucedidos e que nunca dependeram de ajuda do governo: Flávio Augusto e Manoel Dias Branco.

    Apenas microempresários têm moral para falar que se deram bem sem ajuda do governo.
  • Fellini  09/04/2018 16:51
    Sobre grandes empresários pegarem empréstimos junto ao BNDES, como fez Flavio Rocha, digo apenas o seguinte, sem hipocrisia: eu também faria o mesmo.

    E por um motivo bem simples: se eu não fizer, meus concorrentes farão. E aí eu vou me ferrar.

    Eis a realidade: enquanto houver agentes estatais com o poder regulatório, haverá empresas se aliando a eles com o objetivo de garantir o seu. (E isso vale para regulação, para tarifas de importação, para empréstimos do BNDES e tudo mais.) O empresário que não fizer isso vai se estrepar.

    É anti-ético recorrer a tudo isso, mas a empresa que não fizer será devorada pelos seus concorrentes, que farão tudo isso. E de nada adianta manter a ética, ir à falência e dizer: "Quebrei, mas com a cabeça erguida".

    Esse é o grande problema do estado: por causa de seu poder regulatório, ele tem o poder de garantir privilégio e, com isso, desvirtuar a ética e a moral.

    Havendo estado, não há nenhuma chance de haver livre concorrência em um setor. E nem de se manter a ética e a moral. Qualquer eventual livre concorrência será totalmente efêmera, durando até a próxima regulação. E qualquer tentativa de manter a ética será falência garantida.

    Dito isso, concordo que empresário virar político não é garantia nenhuma de melhoria. Aliás, pode até piorar.
  • Régis  09/04/2018 16:57
    Quando um empresário entra na política, seus objetivos já são por definição suspeitos, pois ele, na mais benevolente das hipóteses, está abandonando o âmbito do empreendedorismo e de livre iniciativa para se juntar aos corruptos e esbulhadores, cujo objetivo é ganhar e consolidar poder em benefício próprio e à custa do resto da população.

    Já a hipótese mais provável é que ele esteja entrando na política apenas para adquirir mais facilidades para o seu setor, bem como conseguir uma renda adicional. Sim, eu também faria o mesmo, mas jamais diria que estou entrando na política para "melhorar as coisas para todos". Isso não existe.

    É impossível existir um "político bom", independentemente de sua origem. E um empresário que entra na política está trocando o setor voluntário pelo poder da coerção.
  • Daniel  09/04/2018 17:55
    Exato. Basicamente, ele está mostrando sua vontade de parar de tentar agradar os consumidores para passar a exercer o fácil e doce poder de espoliar e mandar.

    Dado que a política existe para dominar e controlar as pessoas, ela, por definição, não tem como atrair os melhores indivíduos entre nós. Ela irá atrair apenas os mais desajustados e os mais sociopatas. Pessoas boas, honestas e bem intencionadas não querem mandar nos outros.
  • Mídia Insana  09/04/2018 19:08
    Não é tão preto e branco, Régis. Se um estatista está vindo com sangue nos olhos à procura de dinheiro para financiar uma expansão estatal (vide o plano de impostos nefasto da Hillary Clinton), o que um empresário virtuoso deve fazer? Cruzar os braços e virar a outra face, "porque o estado é anti-ético?" Dê fair play só aos fair players! O inimigo não se importa se imposto é roubo, e vai agradecer caso o empresário dê uma de Hide, empine o nariz à realidade, diga "não vai dar Venezuela", e entregue a carteira (pelo menos seus princípios não estarão comprometidos).

    Cada vez que um político estatista assina um documento, a liberdade fica um texto e um grupo de interesse (os beneficiados pela decisão) mais distantes. E a Venezuela fica um pouco mais perto. Alguém aqui se lembra do famoso artigo "se a liberdade é tão boa, por que não é implementada?" Lembra do culpado? - Grupos de interesse que são beneficiados pelo status quo. E nasce um novo grupo de interesse com cada papel que sai da capital. Lembremos: foram os diretores de cinema tão vocais em defesa do PT durante o Mensalão quando foram em defesa da Dilma em 2016 - quando os honrados artistas já estavam muito bem beneficiados pelos subsídios da bonança estatal pós-2009?

    O ponto ao qual eu quero chegar é que cada trincheira que os estatistas pegam é uma trincheira mais perto da Venezuela. Por mais eloquente que seja a defesa intelectual da liberdade econômica e por mais virtuosos que sejam seus defensores, nenhum argumento convencerá quem é muito bem pago (os dependentes do estado) para não acreditar nele. O argumento intelectual da esquerda morreu quando a liberar o mercado na Ásia Oriental levou à maior saída da pobreza da história em uma década - em contraste com as décadas de estatismo fútil e assassino. O que resta realmente aos esquerdistas é endividar o estado e sair queimando dinheiro para subornar apoiadores. Se alguém quiser corromper seus princípios e colocar um pé entre a esquerda e o estado, ótimo.
  • Régis  09/04/2018 19:15
    "Se um estatista está vindo com sangue nos olhos à procura de dinheiro para financiar uma expansão estatal (vide o plano de impostos nefasto da Hillary Clinton), o que um empresário virtuoso deve fazer?"

    No caso do empresário Trump, ele fez exatamente o mesmo que Hillary, só que usando outra retórica: puniu todos os consumidores que compram produtos importados da China e todas as empresas que utilizam como insumo aço fabricado na China.

    E o empresário Dória, que lascou impostos sobre a Netflix e quis tributar mais os aplicativos de transporte?

    Lamento destruir fantasias, mas não tem mágica não, meu caro. Havendo estado, qualquer empresário que se aboletar nele, por mais bela que seja a sua retórica, irá apenas querer proteger os interesses dele próprio, e nunca o dos consumidores. Não existe um salvador benevolente no comando do governo, mesmo que ele seja um empresário bem-sucedido.
  • Mídia Insana  09/04/2018 20:49
    Sobre Trump,

    Não fez nada além do prometido em campanha quanto às tarifas, e também o que é esperado de um presidente americano. Obama chegou a adicionar uma tarifa de 250% sobre o aço chinês em alguns momentos, já Bush também atacou o com tarifa de 30%. Poderia ser muito pior.

    Sua candidatura foi apoiada com labuta pelos libertários por conta da crise demográfica sobre a qual o Libertarian Party se recusou a se manifestar. Basicamente, o Partido Democrata quebrando o governo em troca de apoiadores. Já é difícil o bastante falar de liberdade econômica em inglês aos americanos (que têm tradição de liberdade, supostamente), imagina falar disso também em espanhol aos mexicanos e salvadorenhos, cuja ida aos EUA se baseou justamente na expectativa de ajuda do estado? Se nem os republicanos mansos conseguem espaço na Califórnia (estado republicano transformado na URSS dos EUA), imagina os libertários?

    Dória,

    Não faço ideia. Não acompanho o governo dele. Apenas sei que por pior que seja o imposto no Netcommunist, a descontinuação do Plano Diretor do Haddad e da maior prefeitura do país (a cidade tem 90% do PIB da Colômbia) no comando do PT é persuasiva.

    Sobre a questão do imposto da Netflix, porém, há um debate muito maior do que somente um imposto. As ISPs (Internet Service Providers, tipo GVT, NET, Vivo, Oi...), por exemplo, não podem cobrar dos streamers (que consomem mais da metade de toda a banda larga) nenhuma taxa extra por conta da neutralidade de rede. Isso gera um cenário de controle de preços em que um produto deveria encarecer naturalmente e não o faz. O resultado é racionamento (sistema de franquias) da banda larga, um desenvolvimento que continua acontecendo nas ISPs até agora. E aí vem o poder executivo inovar com um imposto sobre os serviços de streamer, como se isso fosse uma forma de se financiar enquanto balanceia um mercado que foi desbalanceado pelo legislativo.

    O ideal para o Brasil seria a secessão. Mas enquanto não houver movimento estabelecido para a secessão de nenhum quintal, só dá para garantir que ainda existirá algo que vale a pena ver secedido.
  • Régis  09/04/2018 21:18
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2854

    Ou seja, na melhor das hipóteses, Trump está cometendo os mesmos erros de seus antecessores, os quais comprovadamente deram errado. Para um executivo bem-sucedido, isso é um erro surpreendentemente amador.

    Quanto aos impostos sobre o Netflix, sua escrita ficou ambígua: você está dizendo que os impostos "balanceiam" um desequilíbrio? Beira o inacreditável.

    www.mises.org.br/Search.aspx?text=neutralidade%20de%20rede
  • Pedro Marcio  09/04/2018 22:24
    Sigo o relator.
  • HUMBERTO  09/04/2018 16:20
    POR ISSO, MEU VOTO É JAIR BOLSONARO.
  • SRV  09/04/2018 18:44
    HUMBERTO ,

    Votar em Jair Bolsonaro? Sério? Que pena de você, dos apoiadores desse farsante e que pena dos brasileiros se ele for eleito.
  • cmr  09/04/2018 19:18
    Tem pior, imagine o "Cirão " eleito...
  • L Fernando  10/04/2018 01:17
    SEI , Farsante, sempre o mesmo discurso
    Querem mudar não mudando.
  • Nordestino Arretado  10/04/2018 02:03
    Bolsonaro? Aquele que votava "90% igual ao PT"? kkkkkkkkkkkkkkk Só no barsil que um acra desses é de direita.
  • Woyzeck  09/04/2018 16:52
    Amigos,

    o que tem sido estudado nos últimos anos pela "Escola Austríaca" ?

    Qual foi a última "inovação" dessa escola ? Ou vocês pararam depois que Mises faleceu ?

  • Marcelo  09/04/2018 17:12
    De tudo, meu caro. De absolutamente tudo. Quer se inteirar? Adquira:

    www.mises.org.br/Product.aspx?product=74
    www.mises.org.br/Product.aspx?product=90
    mises.org.br/Product.aspx?product=93
    www.mises.org.br/Product.aspx?id=116
    www.mises.org.br/Product.aspx?id=117

    Ou então venha direto para cá:

    www.facebook.com/RevistaMises

    E as outras escolas de pensamento, o que produziram além de recessão e ciclos econômicos? Aliás, é exatamente a falta de contribuição positiva (as negativas são várias) destas escolas que gera tanto ódio em seus seguidores em relação à Escola Austríaca. Perfeitamente compreensível. A postura de derrotados é essa mesma: ressentimento perante os mais capazes.

    Abraços.
  • Woyzeck   09/04/2018 18:03
    Esse material ta datado, amigo.


    Cadê os assuntos do século XXI ? Qual foi a inovação da escola austríaca no ano passado ? O que está sendo estudado hoje ?




  • Tulio  09/04/2018 18:31
    Assuntos do século XXI?! Não entendi. Qual a novidade que surgiu no século XXI que alterou toda a lógica de funcionamento da teoria econômica? Explica aí.

    O que seriam assuntos do século XXI? Corrupção, compadrios, protecionismos, regulações, déficits, impostos, preferências do consumidor e tecnologia -- tudo isso sempre existiu à sua maneira em qualquer período da história (e são assuntos abordados diariamente neste site sob um prisma austríaco).

    Não houve nenhuma mudança nas leis da economia desde que Mises publicou Ação Humana, em 1949. Aliás, não houve nenhuma mudança nas leis da economia desde que Adam Smith e David Ricardo publicaram seus tratados no século XVIII?

    Ou você acha que houve? Quais?

    É uma delícia ver que tem gente que acredita que as leis da economia se alteram de acordo com o tempo. Você acha que, por exemplo, controle de preços, que nunca funcionou em nenhum século passado, irá magicamente passar a funcionar no século XXI? Você acha que protecionismo e regulação, que sempre foram adotados com o intuito de privilegiar poucos (ao mesmo tempo em que afeta a todos), passam a funcionar diferentemente no século XXI? Você acha que déficits do governo e aumento de impostos são assuntos novos e cujos efeitos são "modernizados" pelo tempo?

    Ah, sim, houve uma presidenta brasileira que pensava exatamente como você. "No século XXI, as leis da economia podem ser modificadas por mim e por minha equipe econômica!", disse a estocadora de vento. Os resultados foram maravilhosos.

    É exatamente essa arrogância de achar que a economia pode ser seguidamente reinventada a grande causadora de desastres. Coisas básicas que foram descobertas ainda na época dos escolásticos de Salamanca perdem a validade, e novidades inventadas pela Unicamp se tornam a nova regra. Agora vai!

    É cada ignaro que despenca por aqui.
  • Ninguem Apenas  09/04/2018 18:36
    Bastava ter procurado mais, segue:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=485

    No mais, se realmente quiser ficar 100% interado basta começar a seguir os autores por nome e ir nos diversos sites em que publicam seus papers, artigos e livros.
  • ANDRE LUIS  10/04/2018 03:25
    Venho acompanhando este site há tempo, e sou testemunha de que os mais variados assuntos atuais são abordados aqui, porém de forma muito peculiar.

    Claro que são vistos sob a lente da escola austríaca, pois não poderia ser diferente, mas há outro aspecto que vem me chamando atenção, pois já tinha ouvido sobre este e pude ver na prática com o passar do tempo.

    Liberais de um modo geral tem a tendência de seguir a estratégia da difusão das suas idéias, logrando alcançar o máximo de pessoas possível, e renegando a ação para trazer as idéias ao campo prático, para beneficiar a vida do cidadão e resolver problemas do dia a dia.

    Vejo por exemplo o bitcoin. Posso dizer que foi através deste site que conheci, em meados de 2013, todas as informaçoes relevantes sobre a moeda e mais, todos os motivos pelos quais esta iria ser uma moeda extremamente valorizada tendo em vista sua estrutura e escassez. Naquela ocasião um bitcoin valia algo em torno de 60 reais. Dai eu pergunto: Quanto esta informação poderia ter impactado financeiramente hoje o mundo liberal, caso seus seguidores tivessem levado aquela informação a sério e comprado algumas centenas de moedas cada um?

    Este é só um exemplo. A teoria liberal é permeada de conceitos sólidos, extremamente positivos para a sociedade, mas precisam de pessoas que se arrisquem a colocá-los em prática. Mas como dito a estratégia liberal parece ser a de alcançar primeiro as pessoas com a mensagem. Não sei tampouco quantificar, seriam todas? talvez metade mais um? Enquanto isso ficamos apenas nos debates.

  • Demolidor  10/04/2018 04:15
    Esse material ta datado, amigo.


    Cadê os assuntos do século XXI ? Qual foi a inovação da escola austríaca no ano passado ? O que está sendo estudado hoje ?


    A descrição mais acurada de um inovador é um sujeito falido e cheio de dívidas. É o que ocorre na maior parte dos casos. Certas coisas são tão adequadas e práticas que não necessitam de inovação. Mesmo com todas as mudanças, principalmente do século XX para cá, você e eu continuamos usando garfos para comer, como os antigos egípcios.

    Experimente atuar no mercado de capitais com a informação que você vê em sites austríacos, mexendo com posições long/short e criptomoedas a partir das análises austríacas. Depois você nos conta se o instrumental está mesmo datado.
  • Kira  09/04/2018 21:38
    HAHAHAHAHA basicamente tudo o que Mises e os austríacos, e até muito Antes da escola austríaca, como Adam Smith já denunciava, ocorre exatamente hoje! Inclusive o Século XXI tem sido o melhor palco para estudo e comprovação empírica de toda a teoria austríaca, com um toque especial, que com os meios de informação como a internet, o campo de divulgação e coleta de dados se tornou magnificamente gratificante (pelo menos do ponto de vista de satisfação acadêmica) uma verdadeira festa! Não se preocupe, Iludidos como vocês ainda não inovaram nos esquemas que já conhecemos.
  • Leigo  11/04/2018 14:48
    A contribuição da Escola Austríaca é explicar reiteradas vezes que o livre mercado é melhor.
  • Capital Imoral  09/04/2018 17:45
    Lula, o filho do Brasil

    A maior injustiça da humanidade foi cometida na noite daquele sábado; todos estavam em vigília e oração para que lula não fosse preso. Já tínhamos a nossa virgem Maria rogando por Lula (Marielle), e todos os santos da teologia da libertação em uma oração constante. Perguntávamos entre nós: Como pode um homem tão humilde, um pobre velhinho, um segundo Jesus Cristo na terra trazer tanto barulho da mídia, dos golpistas, e do grande capital?; aliás, que tipo de coração esses golpistas têm para fazer tamanha ofensa social a um homem que foi tão bom para os mais pobres? Por que vocês são tão desumanos?
    Como vocês acham que Jesus se sentiria se colocassem ele em um jatinho da polícia federal e o levassem para Curitiba? talvez.. confortável, diria os golpistas; isso porque são incapazes de perceber a ofensa da honra do homem mais honesto que já passou por este país.

    Pouco antes de ser preso, injustamente, lula fez uma espécie de ShowMissa com abadá vermelho no qual afirmou: "Não sou um ser humano, sou uma idéia!". Nesta pequena frase, ele sintetizou todo o espírito de luta contra o grande capital; podem prender lula, canalhas! mas nunca vão conseguir prender 5 milhões de funcionários públicos e sindicalistas que lutam diariamente para acabar com o capitalismo. Afinal, o que significa prender lula? Prender lula significar dar um duro golpe na luta contra a pobreza e desigualdade gerada unicamente pelo capitalismo. Como afirmou Papa Francisco: "O maior crime de lula foi ter lutado contra a fome no mundo".

    Alguém poderia dizer: "Há, mas lula é privilegiado". Lógico que ele é privilegiado meu amigo. O cara é o messias do Brasil e você quer que eu trate ele igual Hélio beltrião? Embora Lula seja puro e santo a ponto de tratar todos de maneira igual, como ensina a liturgia do socialismo; eu ainda sou um pecador! sim, eu preciso me confessar com algum professor de sociologia ordenado pela esquerda pois eu não consigo tratar os golpistas de maneira igual aos grandes seres humanx da esquerda.

    Precisamos de uma revolução vermelha
    Eu poderia ficar o dia inteiro falando sobre nosso pai{1}, mas infelizmente, o DOPS da sessão de comentários deste instituto iria censurar minhas palavras; portanto, vamos ao ponto central. Sim! A esquerda precisa se unir e dar um golpe de Estado na República dos bananas. Veja que já temos o apoio de alguns países que estão próximos, países como: Venezuela, Colômbia, Acre. Precisamos de um "Abril vermelho"; precisamos que todos países se unam em torno da luta pelo bem-comum; precisamos criminalizar o liberalismo na forma de idéia; e ,principalmente, precisamos quebrar alguns ovos e prender os que sobreviverem. Podem lutar! eu estarei aqui na internet fazendo o trabalho intelectual.

    Quem foi Lula
    Lula foi o escolhido, foi o messias que fugiu com a mãe do nordeste em busca de uma vida melhor. Fugiu da dor, da seca, da pobreza; comeu rapadura atrás do caminhão, e quando chegou em São Paulo viveu em uma favela imunda tendo que fugir constantemente da corrupção da alma gerada pelo capitalismo. Mesmo diante dessas dificuldades, ele conseguiu se tornar o maior presidente que esse país já teve.

    Não pense que não tenho críticas à lula. O seu maior erro foi querer implementar o socialismo paulatinamente, respeitando os mesmos trâmites da republiqueta que tanto explorou os pobres durante as décadas de 60,70, e 80. Lula deveria ter implementado o socialismo na marra, como aconteceu em Cuba; ele deveria ter matado todos opositores e controlado o exército. Seu maior erro foi ter sido um homem tão bom a ponto de negociar com o diabo na terra (capitalismo). Sempre falei para meus amigos socialistas: Negociar com o liberalismo é o mesmo que negociar com terroristas: Nunca deve haver negociação. Nunca deve haver proximidade.

    Hoje, lula está sendo preso, não pelos seus vícios, mas por ser um homem excessivamente bom. O maior filho que o Brasil já teve.


    {1} Como será o Brasil quando Lula for presidente?
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2828

    {1} Lula x Helio beltrião.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2515

    {1} Querem prender nosso Pai
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2827

    {1} O Brasil vai acabar se condenarem Lula
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2869

    {1} O que Lula deve fazer?
    mises.org.br/Article.aspx?id=2839&ac=211593

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Insurgente  13/04/2018 19:22
    Eu me divirto muito com seus comentários.
  • Luiz Moran  09/04/2018 18:01
    Num ambiente verdadeiramente de livre mercado, a função da iniciativa privada e dos empresários é: empreender, gerar empregos e renda.

    Neste mesmo ambiente, a função de um economista é irrelevante.

  • Luiz Carlos  09/04/2018 20:07
    Ok. Como sempre, vocês de parabéns. Mas senti no texto uma referência à política protecionista do Trump. Vejo sobre isso o seguinte: A China vende aos EUA e investe seu lucro no comunismo. Xi já falou que vai ficar! Parte deste lucro é usado para bancar a Coreia do Norte que fica enchendo o saco com ameaças ao Ocidente. Na medida em que se diminui o comércio entre estes países, diminui o lucro da China e seca a torneira da Coréia do Norte. Vejam que foi só começar a guerra comercial China x EUA e a Coréia já quer negociar suas bombas. Xi ligou para Kim e falou: Segura a onda senão a fonte se esgota. Acho mais: Quem dá as cartas é o consumidor. Se eu sou consumidor, eu compro de quem eu quiser. Se não quero alimentar comunista, o problema é meu. Se eu gosto de uma Marca e quero pagar mais caro por isso, problema é meu.
    Pergunto então: Não está havendo um politicamente correto no comércio internacional? Para a China negociar em igualdade com os EUA ela deveria oferecer aos seus cidadãos os mesmos atributos. Ela vende barato porque usa mão de obra "escrava". Se eu fosse presidente, também não faria ou evitaria ao máximo fazer negócio com comunistas. São todos ditadores canalhas!
    Mises está certíssimo. Mas Olavo tem razão quando diz que liberais só olham economia e não vêem cultura, segurança nacional e outros aspectos que estão ligados.
  • Humberto  09/04/2018 20:46
    Cristo Rei! Trumpista (e trumpista brasileiro!) consegue ser mais fanático, mais delirante e mais hagiográfico do que lulista! Um feito e tanto.

    Aliás, conservadores que praticam felação em Trump, dizendo que o sujeito é gênio, deveriam vir a público explicar duas coisas:

    1) Trump é mais desarmamentista que Obama. Além de ter proibido importação de armas de fogo da China, o sujeito está destruindo a segunda emenda.

    www.independent.co.uk/news/world/americas/trump-gun-control-confiscate-second-amendment-right-bear-arms-nra-conservative-republicans-a8234606.html

    Disse ele:

    "I like taking the guns early. Take the guns first, go through due process second."

    www.nytimes.com/2018/02/28/us/politics/trump-gun-control.html?emc=edit_na_20180228&nl=breaking-news&nlid=48047180&ref=cta

    Imagina se fosse Obama falando isso? É absolutamente insano ver conservadores defendendo esse sujeito.

    2) Explicar o ataque de Trump à Amazon com o "argumento" de que a Amazon, ao utilizar os serviços dos Correios, está gerando prejuízo à estatal! Uma ignorância atroz. Na prática, segundo o ignaro, quando um serviço ofertado é demandado, isso gera prejuízo ao ofertante! Por essa lógica, absolutamente ninguém empreenderia no mundo. Em termos de sabedoria econômica, Trump parece estar à esquerda do PSOL.

    thehill.com/homenews/administration/381234-trump-post-office-loses-a-fortune-on-amazon

    twitter.com/realDonaldTrump/status/981168344924536832



    P.S.: e se o artigo do IMB estiver, na realidade, criticando João Dória, João Amoedo e Flávio Rocha (o que, por tabela, beneficiaria Bolsonaro)? Já pensou nessa hipótese?
  • Luiz Carlos  12/04/2018 14:45
    Kra. Viajou muito.
    1) Trump é mais desarmamentista que Obama. Além de ter proibido importação de armas de fogo da China, o sujeito está destruindo a segunda emenda.
    Para quê comprar armas vagabundas da China? Os EUA fazem armas melhores...
    O problema comercial é com a China. Não é com todas as nações...


  • Humberto  12/04/2018 16:00
    Ignorou essa parte aqui por quê, queridão? Você é monoglota? Deixa eu traduzir para você, bem no popular.

    "I like taking the guns early. Take the guns first, go through due process second."

    Eu gosto de confiscar as armas primeiro e depois fazer as leis. Primeiro eu confisco as armas; depois eu faço as leis

    Nem Obama chegou ao ponto de dizer isso.

    E outra coisa: e se um americano quiser comprar um revólver ou uma pistola da China? Quem é Trump para impedir isso?

    Lambedores de saco do Trump (que nada mais são do que sabujos de políticos) são gente da mesma laia de petistas e lulistas. Lixo puro. É gente que despreza a liberdade individual e que endeusa políticos. É gente que acredita que políticos devem mandar nas pessoas e decidir o que elas podem e não podem fazer. Não é à toa que vivem de quatro pra milico. Viveriam muito bem na Venezuela.
  • Adelmo Clementino  09/04/2018 21:39
    Pode-se depreender que o Presidente Donald Trump, quando no início do seu governo adotava políticas de redução de impostos, agia como um politico e depois, adotando politicas protecionistas como aumento de impostos de importação, atuava como um empresário no mercado internacional?
  • Natalia  10/04/2018 01:26
    Poderiam responder essa crítica à produção industrial em massa?

    Achei um canal no Youtube de um homem chamado Henry Bugalho sobre dicas de escrita, publicação, livros e tudo mais relacionado à Literatura.
    Na transcrição a seguir ele faz uma crítica à cultura de massa, como se ela fosse responsável pela má qualidade de muitas obras culturais em evidência. A parte mais essencial está em negrito no último parágrafo:

    POR QUE LIXO CULTURAL SEMPRE FAZ MAIS SUCESSO?

    Uma pergunta que aflige todo artista ou qualquer um com intenção de fazer algo com qualidade e que seja duradouro é essa. Por que as obras simplórias, rasas fazem muito mais sucesso do que a grande obra, do que os grandes livros, do que tem qualidade.

    É uma discussão antiguíssima, sobre baixa e alta cultura, popular e erudita. Eu percebo que com o advento da cultura de massa, se tornou muito mais frequente. Eu vou defender o que eu considero lixo: algo criado pensando na transitoriedade, sem ser duradouro, sem ter relevância em longo prazo, descartável para ir pro lixo depois, talvez não seja lixo agora, mas logo será.


    Isso foi muito próprio do capitalismo recente porque os produtos criados hoje, culturais ou não, eles são feitos para serem descartados pra te forçar a comprar outros produtos depois, renovar o seu estoque. Você compra uma geladeira, passam três anos, já não funciona mais e você é obrigado a comprar uma nova, o mesmo pra TVs, computador, celular e pros seus livros também, cinema, música. Você escuta, paga para ouvir e depois de uma estação aquilo ali já foi esquecido e você precisa comprar outra coisas, não é permanente. Pra mim isso é lixo cultural.

    E também gosta de dar pitacos em temas atuais com às vezes títulos provocativos e em momentos sensacionalistas tipo:

    "A crueldade das pessoas de bem"
    "Quero transar com garoto de programa"
    "Os fascistas estão de volta."
    "Escola de samba cutuca os coxinhas"
    "Você é um escravo das corporações"


    Deu desculpa dessa iniciativa que literatura está obrigatoriamente ligada à política ou a qualquer outro tema da vida humana.

    Como se fosse impossível publicar vídeos sobre literatura sem fazer o que ele faz acima. E praticamente todos que o assistem aplaudem TUDO que ele fala. Diz que fala base às discussões de internet, mas ele em muitos momentos não tem nenhuma tampouco.
  • Desconhecido  10/04/2018 12:08
    É só mais um idiota dizendo " isso tudo é lixo", "as pessoa não sabem o que é bom" e etc..

    Sobre os eletrodoméstico é só ele procurar uma marca boa, a minha geladeira já vai completar 5 anos.
  • Natalia  10/04/2018 16:57
    Sim, e qual a moral pra falar de lixo cultural quando ele abre espaço para vídeos do tipo desse: "Quero transar com garoto de programa". Porque ele não enfoca na alta literatura? Não é da área dele?
  • Richard Gladstone de Jouvenel  10/04/2018 14:07
    O Brasil é um país com muito pasto pra jumento se criar...

    É só mais um esquerdinha usando seu suposto conhecimento cultural pra fazer proselitismo dessa ideologia carcomida.

    E ninguém precisa seguir a manada e ficar trocando de eletrodoméstico de três em três anos.É só investir num artigo decente que ele dura uma vida. Eu, por exemplo, comprei uma TV nova agora, pois no meu quarto eu tinha uma de tela plana que durou 14 anos, passei a da sala, que comprei na Copa de 2010 pro quarto e resolvi o problema.

    A geladeira de casa tem 10 anos.

    Celular, eu sempre compro um modelo mais completo pra ficar com ele pelo menos 5 anos.Mas poderia optar por trocar em poucos anos, e ainda seria opção minha, com minha grana, e ninguém tem nada com isso.

    Simples assim.

  • Natalia  10/04/2018 16:44
    O vídeo é esse aqui, se quiser conferir, logo no começo.



    Eu, como me interesso por mercado editorial dei de cara com vídeos desse sujeito, que trabalha nisso. Um ponto negativo do Youtube, te sugerir conteúdos totalmente pífios dentro da mesma busca.

    Aí que tá, ele já fez críticas ao marxismo também. É aquela figura que deseja se passar como sensata, mas só é mais um moralista; Muitas de suas ideias são as mesmas desse pessoal vide os títulos de vídeos mostrados lá em cima. Já defendeu a retirada de vídeos do site no caso daquela Marielle Franco, que sequer falavam dela! Porque seria uma consequência de se expor. Tá, mas só porque é de fato uma consequência a censura, está correto??? Contra o armamento civil, a favor do aborto e enfim...

    E outra, não é possível usar como parâmetro de qualidade a intenção do criador de arte. Isso é uma análise possível da obra, mas não é única e nem determinante. A longevidade de um trabalho artístico não está no controle do artista. Depende do público! Isso é óbvio, até me espanta uma pessoa do meio editorial cometendo um erro tão básico.
  • Gabriel  10/04/2018 14:33
    Queria saber que marcas de eletrodomésticos e eletrônicos esse cara compra. Minha geladeira tem 10 anos, sem sinal de quebra, microondas idem. Acabei de comprar um celular novo, meu Motorola anterior durou 6 anos. Estou com o mesmo computador desde 2011, e ele ainda roda jogos atuais. Esse papo é balela.
  • Kira  11/04/2018 18:19
    Tinha um Semp Toshiba info que durou quase 10 anos, comprei em 2005, rodei Windos xp até dizer chega, o Bixo aguentou o tranco bonito. Esse mito da obsolência programada, ninguém consegue ver na prática. Especialmente produtos eletrônicos que são feitos para gastar menos energia, durar mais e ter mais desempenho. é o que qualquer analista/técnico é capaz de confirmar.
  • Gulasdo  10/04/2018 22:42
    Eu tenho algumas dúvidas, não a ver com o texto, e gostaria que alguém um pouco versado em economia, e talvez no pensamento liberal, me respondesse.

    I) No governo do Marechal Deodoro da Fonseca, como foi exatamente a política do Encilhamento?Por que emitir papel-moeda livremente ajudaria a industrializar o país ?

    II)Como deveria ocorrer a transição de um modelo econômico ligado ao Estado para um de livre-mercado? Nesse momento específico, poderia haver alguma redistribuição de propriedade ? Para exemplificar, após a Guerra de Secessão norte-americana, seria legítimo fazer alguma reforma agrária e distribuição de renda ? Segundo os livros de história em que pesquisei, os negros continuaram a ocupar posições inferiores na sociedade e sem autonomia econômica. Portanto, não acho correto que a "propriedade privada" comece a vigorar a partir de um ponto em que vantagens injustas, adquiridas sobre a exploração da liberdade humana, são possuídas pelos latifundiários sulistas. Claro, ainda não consigo pensar em alguma instituição que benevolentemente faça tal reforma, mas simplesmente continuar como se nada tivesse acontecido não é errado?
  • Rui  11/04/2018 00:29
    1) Pergunte a um keynesiano. São eles que acreditam nessa mágica de que imprimir pedacinhos de papel gera indústrias e prosperidade.

    Uma ideia que qualquer de cinco anos de idade percebe ser de uma imbecilidade sem tamanho é levada a sério na academia e ainda prospera até hoje.

    2) www.mises.org.br/Article.aspx?id=285 (Esse é um artigo mais bem humorado, mas ainda assim extremamente informativo)

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2352

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1692

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2341
  • Emerson Luis  29/04/2018 22:02

    Esse artigo me lembrou do Princípio de Peter:

    O Princípio de Peter, ou princípio da incompetência de Peter, ou simplesmente princípio da incompetência, aplicado na administração, foi enunciado por Laurence J. Peter , dentro da Teoria Estruturalista, da seguinte forma:

    "Num sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência"

    Segundo o autor, nas organizações burocráticas, hierarquicamente estruturadas, os funcionários tendem a ser promovidos até ao seu "nível de incompetência".

    Seu enunciado possui, assim, dois corolários principais:

    1) Com o tempo, cada posto tende a ser ocupado por um funcionário que é incompetente para realizar suas funções.

    2) O trabalho é realizado pelos funcionários que ainda não atingiram o seu nível de incompetência.

    Pelo princípio de Peter se compreende que alguém possa ingressar numa empresa como estagiário; deste início pode vir a passar, por merecimento, a técnico efetivado; dali galgaria novos postos até, por exemplo, uma gerência, onde revelaria ser incompetente. Com isto, sua ascensão findaria e esta pessoa ficaria estagnada numa função para a qual não tem qualquer competência para exercer.

    Um de seus casos revela que as formas para se obter um cargo não são aquelas que são necessárias para o exercício do cargo em si; num exemplo disto ele cita que um político competente para realizar campanhas políticas não significa que será apto a governar, nem que um excepcional médico cirurgião esteja habilitado a dirigir um hospital.


    * * *
  • Matheus  09/02/2019 05:32
    A resposta é bem simples, não precisa de um artigo com mais de 1000 palavras para explicar isso: O simples fato de um empresário pensar em entrar para a política já mostra que ele é um empresário fracassado.


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