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A esquerda “anti-fascista” tem muito em comum com os fascistas originais
Ela não é oponente do fascismo, mas sim uma genuína representante

As ideias anti-capitalistas são hoje propagadas de maneira mais colérica por integrantes de movimentos ditos progressistas e "anti-fascistas".

Mas eis a grande ironia: embora estes auto-proclamados anti-capitalistas (e declarados "inimigos da direita") se rotulem de "anti-fascistas", a realidade é que, mais do que qualquer outra ideologia, o fascismo é exatamente o que caracteriza suas idéias.

Mas, afinal, o que é o fascismo e qual o conteúdo desta ideologia?

O "Manifesto Fascista"

O Manifesto Fascista foi proclamado em 1919 por Alceste De Ambris e Filippo Tommaso Marinetti.

Em seu panfleto, os autores defendiam a implantação de um salário mínimo estipulado pelo governo e de uma jornada de trabalho de apenas oito horas diárias (um valor pequeno à época). Defendiam também que os trabalhadores tivessem representantes no alto escalão administrativo das indústrias e que os sindicatos tivessem o mesmo poder decisório que os executivos do setor industrial e os funcionários públicos.

Os autores do Manifesto Fascista também exigiam um imposto de renda progressivo (alíquotas mais altas para quem ganhasse mais), seguro-invalidez bancado pelo estado, e outros tipos de benefícios sociais, além da redução da idade de aposentadoria.

Mais: o Manifesto exigia o confisco da propriedade de todas as instituições religiosas, bem como a estatização da indústria de armas.

E não parava por aí: os autores do Manifesto Fascista também defendiam a criação de um sistema corporativista de "Conselhos Nacionais" (semelhantes aos sovietes), os quais seriam formados por especialistas eleitos por suas respectivas organizações profissionais, os quais teriam poderes legislativos em suas respectivas áreas.

Finalmente, De Ambris e Marinetti exigiam um pesado imposto progressivo sobre os lucros e os ganhos de capital com o intuito de expropriar uma fatia de toda a riqueza dos capitalistas.

Em 1922, o socialista Benito Mussolini ascendeu ao poder na Itália sob o estandarte do fascismo, e prontamente colocou em prática grande parte deste programa fascista que havia sido proclamado no Manifesto alguns anos antes.

Comparado ao Manifesto Comunista

Uma comparação com o Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels, e publicado em 1848, revela a relação siamesa entre fascismo e comunismo.

O Manifesto Comunista de 170 anos atrás apresentava 10 medidas necessárias para que um país se tornasse socialista. Dentre elas:

  • Imposto de renda fortemente progressivo.
  • Centralização do crédito nas mãos do Estado, por meio de um banco nacional com capital do Estado usufruindo monopólio exclusivo.
  • Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de comunicação e transporte.
  • Unificação do trabalho agrícola e industrial com o objetivo de eliminar gradualmente o contraste cidade e campo.
  • Educação gratuita para todas as crianças nas escolas públicas, eliminação do trabalho infantil nas fábricas em sua forma atual, e unificação da educação com a produção industrial.

Todos estes itens foram implantados pelos fascistas.

Ainda de acordo com o Decálogo Comunista, os itens que faltavam para que o socialismo pleno fosse alcançado sob o fascismo eram:

  • Expropriação da propriedade sobre a terra e aplicação de toda a renda obtida com a terra nas despesas do Estado. (Item 1)
  • Confisco da propriedade de todos os emigrantes e rebeldes. (Item 4)
  • Trabalho obrigatório para todos. Criação de exércitos industriais, em especial para a agricultura. (Item 8)

Mas melhora. Tanto os comunistas quanto os fascistas serviram de inspiração aos nazistas, que copiaram suas idéias no programa oficial do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, lançado em 1920.

As exigências do Partido Nazista

O próprio Adolf Hitler em pessoa estava presente quando os 25 pontos do programa do Partido Nazista foram anunciados no dia 24 de fevereiro de 1920. O termo nazismo já dizia tudo: era a abreviação de NSDAP, que significa Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães).

Em 1925, a Assembléia Geral do NSDAP declarou que o programa lançado em 1920 era "imutável". E, em 1941, Adolf Hitler determinou que todos os futuros líderes do Reich deveriam jurar obediência aos 25 pontos.

O Programa do Partido Nazista incluía demandas como:

  • Socialização de empresas monopolistas
  • Municipalização de grandes lojas de departamento
  • Expropriação de terras para propósitos caritativos
  • Proibição da especulação imobiliária
  • Expansão de todo o sistema educacional estatal
  • Um abrangente sistema de escolas públicas gratuitas, com generosos estipêndios e bolsas estudantis
  • Defesa do meio ambiente em conjunto com a promoção da saúde e do preparo físico da população

Em particular, o programa do Partido Nazista exigia:

  • abolição do "rentismo", isto é, a renda fácil não-oriunda do trabalho (item 11)
  • confisco dos lucros oriundos de atividades de guerra (item 12)
  • estatização de todas as empresas monopolistas (item 13)
  • distribuição dos lucros das grandes empresas (item 14)
  • generosa expansão de pensões e aposentadorias (item 15)
  • criação de uma classe média saudável (item 16)
  • reforma agrária adaptada às necessidades nacionais; criação de uma lei para a livre expropriação de terras para propósitos caritativos. Abolição do consumo da terra e proibição de toda e qualquer especulação imobiliária (item 17)

No item 20, o programa do partido exigia que "o estado deve garantir que todo o nosso sistema educacional nacional seja completamente expandido" por meio de um amplo sistema de subsídios para a educação.

No item 21, o programa estipulava que "o estado tem o dever de ajudar a elevar o padrão da saúde nacional fornecendo centros de maternidade, proibindo o trabalho adolescente, aumentando a capacitação física por meio da introdução compulsória de jogos, olimpíadas e ginásticas, e encorajando ao máximo possível a formação de associações voltadas para a educação física dos jovens".

Os nazistas defendiam a criação de um "Exército Popular" — nada diferente daquilo que, mais tarde, os socialistas implantariam na Ásia e no Leste Europeu.

Não há diferença

Essa seleção de demandas existentes nas plataformas dos socialistas, fascistas e nazistas mostra o alto grau de similaridade entre as linhas de pensamento dessas três ideologias.

Aquilo que os socialistas expressam em seu slogan 'de cada qual, segundo suas capacidades; a cada qual, segundo suas necessidades' é igual à máxima nazista de que 'o bem comum vem antes do bem privado'('Gemeinnutz vor Eigennutz') e igual ao lema fascista do 'tudo dentro do estado, nada fora do estado, nada contra o estado'.

Não é surpresa nenhuma que governos socialistas, fascistas e nacional-socialistas tenham agido como regimes repressores que não geraram nem prosperidade e nem paz, mas sim miséria, supressão de direitos humanos básicos e guerras.

Os atuais movimentos socialistas, que se definem como progressistas e anti-fascistas, simplesmente utilizam uma falsa terminologia para esconder sua verdadeira agenda. Ao mesmo tempo em que se rotulam "anti-fascistas" e declaram que o fascismo é seu inimigo, esse movimento "anti-fascista" é, essencialmente, fascista. Seus membros não são oponentes do fascismo, mas sim seus genuínos representantes.

Conclusão

No final, comunismo, socialismo, nazismo e fascismo são rótulos que se unem sob o estandarte do anti-capitalismo e do anti-liberalismo. São contra o indivíduo, contra a propriedade privada, e contra a liberdade empreendedorial.

O movimento progressistas "anti-fascista" é, em si mesmo, um movimento fascista. O inimigo desse movimento não é o fascismo, mas sim a liberdade, a paz e a prosperidade.

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Leia também:

Cinco coisas que Marx queria abolir (além da propriedade privada)

O que os nazistas copiaram de Marx

Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou "terceira via"?


37 votos

autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Aquele que enxerga  02/04/2018 16:02
    No espectro da ideologia existe apenas a liberdade, num extremo, e vários níveis de controle via força/violência, até chegar ao extremo oposto, que é a escravidão total.

    Existe apenas a liberdade e vários níveis de escravidão via força/violência.

    A liberdade sempre significou liberdade em relação à coerção. Liberdade em relação ao estado. Liberdade em relação àqueles que querem iniciar violência e coerção contra você. Liberdade em relação àqueles que querem confiscar sua propriedade. Liberdade em relação àqueles que querem escravizar você.

    Nós não abolimos a escravidão. Apenas colocamos um adorno sobre ela e a colocamos sob nova direção.

    Mesmo os escravos do século XIX tinham um certo nível de liberdade. Os senhores de engenho descobriram que os escravos seriam mais produtivos se tivessem um pouco mais de liberdade, e então criaram um sistema escravagista que confundia os escravos fazendo-os pensar que eram livres (pois tinham moradia e alimentação gratuitas, coisas que alguns escravos imaginavam que não iriam conseguir caso a escravidão fosse abolida).
  • Guilherme  02/04/2018 16:06
    Seriam os atuais socialistas a terceira onda dos fascistas? Tipo, Mussolini (que era do Partido Socialista) foi a primeira onda. Hitler (também do Partido Socialista) foi a segunda onda. É correto dizer que os atuais socialistas (que utilizam uma linguagem mais progressista, porém igualmente totalitária, redistributivista e "socialmente consciente") são a terceira onda?
  • Boulos  02/04/2018 16:21
    Fascista! Em nome da tolerância, não irei tolerar a sua intolerância!
  • Trader  02/04/2018 16:27
    Não tinha percebido isso, mas parece fazer bastante sentido.
  • Ulysses  02/04/2018 16:23
    "Os fascistas do futuro serão chamados de anti-fascistas" - autor desconhecido.
  • Marcos  02/04/2018 17:49
    Winston Churchill
  • Emerson  02/04/2018 16:26
    Coletivismo: a total submissão do indivíduo e seus direitos naturais "às necessidades do povo (nação)". Você existe para glorificar a sociedade, e é em nome dela que toda a sua individualidade é abolida (e você é aniquilado caso não aquiesça).

    Comunismo, socialismo, fascismo, nazismo e progressismo: no fundo, é tudo exatamente a mesma coisa.
  • Amante da Lógica  02/04/2018 16:33
    "De cada qual, segundo suas capacidades; a cada qual, segundo suas necessidades" cria incentivos para que o sujeito demonstre a mínima capacidade e a máxima necessidade.
  • 4lex5andro  03/04/2018 16:26
    É o anagrama daquele experimento em sala de aula, onde as notas de toda a classe eram somadas e depois divididas, e no final, tanto os estudiosos quanto os irresponsáveis acabavam com a mesma nota no boletim.

    Continuando nesse raciocínio, como seria se este 'método' valesse nos cursos das universidades, onde a maioria dos DCE e a UNE estão a disposição dos partidos comunas do Brasil?

  • anônimo  02/04/2018 16:44
    A partir do momento que os socialistas atuais perceberam que abolir a propriedade privada e tabelar preços de produtos é o caminho inevitável pro colapso econômico, mas ainda abraçam os outros pontos socialistas, eles escolheram o caminho do fascismo. Só ver os exemplos da Rússia e China.
  • Souza  02/04/2018 18:07
    A partir do momento que a esquerda moderna abandonou o marxismo e abraçou o intervencionismo, ela virou o que tanto demonizava.
  • Kira  02/04/2018 16:58
    Comunismo, Facismo, Nazismo, consistem todos de meios mais ou menos diferenciados de atingirem o mesmo objetivo final, que é uma espécie de biopolítica, onde o indivíduo é substituído pelo coletivo.

    O mais curioso é ver excressências como "O bem comum vem antes do bem privado" O que os idiotas não percebem é que, a sociedade é nada mais do que um conjunto de indivíduos privados, interagindo entre si, se o bem privado não vier antes de qualquer "bem comum" bem algum virá, e indivíduo algum terá direito algum, pois não existe "coletivos" existem indivíduos, se o direito privado não é prioridade o direito de ninguém será prioridade, pois o que sobrará? se a prioridade não está no bem privado dos indivíduos onde está esse bem, visto que a sociedade é nada mais que isso, um conjunto de indivíduos? estará no construto abstrato imaginário de ditadores? bem comum, é nada mais que o espantalho usado por uma minoria de perversos para direcionar a vontade deles sobre outros indivíduos pela força e somente pela força e coerção do estado.
  • Insurgente  02/04/2018 17:05
    Off topic

    No contexto ambiental, qual seria as premissas liberais para o tema?
  • Insurgente  03/04/2018 19:47
    Vladimir, agradeço a atenção dispensada!
  • keila lopez  02/04/2018 19:16
    Fascistas eram aqueles agroboys que bloquearam estradas com suas caminhonetes importadas e atacaram até onibus de linha que nao tinha nada a ver com a história. E são fascistas porque queriam impedir o livre transito e manifestação de ideias de um homem que implementou políticas sociais que tirou milhoes de brasileiros da miséria. Quem não tem argumentos parte pra ignorancia mesmo.
  • danir  03/04/2018 14:46
    Por favor Keila Lopez, contextualize para que possamos entender. Se você está falando de um grupo de agricultores (que sustentam a economia do pais) que estavam protestando (sem usar de violência), contra as ações políticas de um homem que está condenado em segunda instância em um dos vários processos que estão em andamento contra ele; então eu NÃO concordo com você. Se você está falando de algum grupo de guerrilheiros, que invadem propriedades rurais produtivas, agridem e até matam, além de se arrogarem a denominação de exército daquele criminoso condenado, então EU ESTOU com você. Por favor contextualize e coloque seus argumentos, para que se possa discutir a respeito.
  • keila lopez  03/04/2018 15:44
    acho que a direita cansou dessa tal de democracia. Quando as chances politicas da direita dependem da prisão de um homem, é porque chegaram ao fundo do poço. Sabem que nao vão poder contar com os votos do povo, então a esperança é o tapetão.
  • Karna  03/04/2018 18:07
    A direita eu não sei, mas os libertários odeiam a democracia, mesmo...
  • keila lopez  03/04/2018 19:17
    do dicionário Aurélio: democracia: Governo em que o povo exerce a soberania, direta ou indiretamente.

    karna, eu ja sei que os libertarios odeiam a democracia, odeiam o povo, não é novidade. Ainda vem que vcs ao menos admitem isso.
  • Rafael  03/04/2018 19:46
    Só otários acreditam nisso. A democracia é exatamente a abolição da soberania. A democracia é a espoliação da minoria pela maioria. A democracia é a anulação do indivíduo em prol da turba. Na democracia, apenas os larápios e espertalhões chegam ao poder. Na democracia, só se dá bem aquele que sabe recorrer aos instintos mais básicos do populacho.

    Como a democracia destrói riqueza e liberdade

    A democracia, os políticos e o retrocesso da civilização

    Como os piores são eleitos

    Sociopatia e ausência de caráter - características fundamentais para se ter sucesso na democracia

    A democracia estimula o pior tipo de competição

    A tragédia social gerada pela democracia

    Democracia é o oposto a liberdade e tolerância

    A liberdade é mais importante que a democracia
  • Insurgente  03/04/2018 19:42
    Keila lopez

    O povo e a maioria desse país, infelizmente, não tem informação e conhecimento suficiente para atrelar uma coisa à outra, sequer para votar. E por essa razão acredita que ele, esse ser que mesmo de maneira oculta aparece no seu comentário como o salvador, na verdade, não sabe ou não quer saber ou tem vergonha em aceitar que foi um dos responsáveis por essa conjuntura a qual encontramos.

  • 4lex5andro  03/04/2018 16:29
    Por que não vai postar essas excrescências em uma lan house de havana ou pyongyang?

    Então saberás o que é fascismo de verdade.

    MAV fraco esse daí.
  • Historiador  02/04/2018 21:58
    E todos esses três (socialismo, fascismo e nazismo) também são variantes do keynesianismo.

    No prefácio da edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:

    A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes, "Prefácio" da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp. 203-05.)
  • Leo  02/04/2018 22:51
    Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justificativa teórica para suas políticas na obra de Keynes. Ele alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema garantia ao "espírito animal" dos investidores.

    Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.

    Keynes propôs eliminar esta instabilidade por meio de um controle estatal mais rígido sobre a economia, com o estado controlando os dois lados do mercado de capitais. De um lado, um banco central com o poder de inflacionar a oferta monetária por meio da expansão do crédito iria determinar a oferta de capital para financiamento e estipular seu preço, e, do outro, uma ativa política fiscal e regulatória iria socializar os investimentos deste capital.

    Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:

    Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os auspícios do governo. Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito abundante e barato. ... Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande confiança por um resultado exitoso. Imagine o quanto isto significaria não apenas para a prosperidade material dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo. (John Maynard Keynes, "An Open Letter to President Roosevelt," New York Times, December 31, 1933 in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4 (New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)

    Controle estatal do dinheiro, do crédito, do sistema bancário e dos investimentos é a base exata de uma política fascista. Historicamente, a expansão do controle estatal sob o fascismo seguiu um padrão previsível. O endividamento e a inflação monetária pagaram pelos gastos estatais. A resultante expansão do crédito levou a um ciclo de expansão e recessão econômica. O colapso financeiro gerado pela recessão resultou na socialização dos investimentos e em regulamentações mais estritas sobre o sistema bancário, ambos os quais permitiram mais inflação monetária, mais expansão do crédito, mais endividamento e mais gastos. O subsequente declínio no poder de compra do dinheiro justificou um controle de preços e salários, o qual se tornou o ponto central do controle estatal generalizado. Em alguns casos, tudo isso aconteceu rapidamente; em outros, o processo se deu de maneira mais lenta. Porém, em todos os casos, o fascismo sempre seguiu este caminho e sempre descambou no total planejamento centralizado.
  • Kira  02/04/2018 23:07
    [i]"Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações. "[i]

    O mais idiota de tudo é que ele criticava oque as ideias dele mesmo causam, e de forma bem desastrosa. Inflacione a economia com crédito farto, roube dinheiro "socializando o capital alheio" não amiguinho isso nem vai criar bolhas e baques intermitentes na economia não.

    A única arma contra esses desonestos, é o tendendimento de que a economia não é estática e que contém externalidades e que há ajuste de mercado, além da preferência do consumo que por si só influencia e determina os agentes do mercado que se mantém, regula o preço, e os investimentos das empresas.
  • Natalia Matiazzo  03/04/2018 03:16
    O que acham da tal Economia Solidária? Já ouviram falar?
  • Pobre Paulista  03/04/2018 11:57
    Eufemismo pra comunismo
  • 4lex5andro  03/04/2018 16:33
    Por enquanto sem opinião, contra ou a favor.

    Contanto que não agrida a liberdade de livre associação e não conte com reservas de mercado junto a agentes de Estado.
  • Natalia Matiazzo  04/04/2018 17:46
    Bom, eu fiquei com um pé atrás com isso aqui pela questão política envolvida e por charlatões marxistas como um tal de Paul Singer, dizendo que agora sim é um meio pacífico para o comunismo, ou seja, o verdadeiro socialismo, já que seria uma alternativa ao modelo econômico dominante, que possui características de autogestão e igualdade entre os membros.

    Aqui tem algumas fontes:

    "A Economia Solidária pode ser definida em três dimensões:

    Economicamente, é um jeito de fazer a atividade econômica de produção, oferta de serviços, comercialização, finanças ou consumo baseado na democracia e na cooperação, o que chamamos de autogestão: ou seja, na Economia Solidária não existe patrão nem empregados, pois todos os/as integrantes do empreendimento (associação, cooperativa ou grupo) são ao mesmo tempo trabalhadores e donos.

    Culturalmente, é também um jeito de estar no mundo e de consumir (em casa, em eventos ou no trabalho) produtos locais, saudáveis, da Economia Solidária, que não afetem o meio-ambiente, que não tenham transgênicos e nem beneficiem grandes empresas. Neste aspecto, também simbólico e de valores, estamos falando de mudar o paradigma da competição para o da cooperação de da inteligência coletiva, livre e partilhada.

    Politicamente, é um movimento social, que luta pela mudança da sociedade, por uma forma diferente de desenvolvimento, que não seja baseado nas grandes empresas nem nos latifúndios com seus proprietários e acionistas, mas sim um desenvolvimento para as pessoas e construída pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos."

    "Economia Solidária é um termo recente, da década de noventa, criado com o objetivo de reunir diversos movimentos e iniciativas, novas e antigas, que possuem como valores comuns:

    posse e/ou controle coletivo dos meios de produção, distribuição, comercialização e crédito;
    gestão democrática, transparente e participativa dos empreendimentos econômicos e/ou sociais;
    distribuição igualitária dos resultados (sobras ou perdas) econômicos dos empreendimentos."

    "O movimento de economia solidária tem crescido de maneira muito rápida, não apenas na Europa e no Brasil mas também em diversos outros países.

    Compreender um tipo de sistema econômico autossustentável visando o contexto Brasileiro é significativo, pois proporciona uma relação confortável entre os membros afetados (capital e proletário). Este modelo vêem se desenvolvendo em todas as partes do mundo, porém o Brasil merece destaque, isto é, esse tipo de princípio colabora para a exclusão de determinadas propriedades exploratórias e sociais promovidas pelo capitalismo."




  • Rafael  20/05/2018 03:16
    Paul Singer não é marxista...
  • anônimo  03/04/2018 04:29
    Não existe maior exemplo de fascismo senão a tributação. E também seu motor principal, que é a fabricação de leis via democracia.
  • Nordestino Arretado  03/04/2018 13:44
    "o Manifesto exigia o confisco da propriedade de todas as instituições religiosas"

    Mas e o tratado de Latrão assinado por Mussolini?
  • Edson  03/04/2018 14:00
    Assinado em 1929, representando uma capitulação de Mussolini nesta questão. Ele, espertamente, percebeu que era muito mais sábio se aliar a esta instituição extremamente poderosa (a Igreja Católica na Itália) do que tentar combatê-la.

    Aliás, essa é exatamente a tática dos fascistas: aliar-se aos grandes em benefício próprio e ferrar os pequenos. Vários artigos neste site exatamente sobre isso: fascismo é mercantilismo, e mercantilismo é o conluio entre estado e grandes empresas.

    Vou recomendar só um:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2643
  • Minarquista  03/04/2018 19:42
    Por essas e por outras, acho que deveríamos rejeitar totalmente a escala esquerda x direita.

    O libertarianismo é o oposto de:
    a) socialismo de esquerda (que viola os direitos naturais econômicos dos indivíduos),
    b) social-democracia
    c) fascismo (ou socialismo de direita, se é que você concorda que isso exista)
    d) conservadorismo (facção da direita que contém uma violação dos direitos naturais civis dos indivíduos)

    Ou seja: não aceito que classifiquem o libertarianismo em nenhum lugar do espectro clássico. Simplesmente, seja qual for o lugar em que tentem me colocar, não suporto as companhias....

    Prefiro enxergar um único eixo vertical: o eixo percentual de liberdade, de 0 a 100%. Em baixo, fica todo esse lixo que mencionei (estado grande; violência). Em cima fica a liberdade (ancap no topo; minarquia um pouco abaixo).

    O jogo é se aproximar do topo tanto quanto possível...

    []s
  • Ancap  03/04/2018 20:58
    Falou um sujeito que se chama minarquista. Minarquismo é tão violador das liberdades alheias quanto qualquer um desses que citou.
  • Leigo  04/04/2018 11:59
    Ele ainda foi bonzinho de colocar essa ideologia utópica como algo a ser almejado.
  • Padawan  04/04/2018 16:19
    O fascismo derivou diretamente do comunismo?
  • Amante da Lógica  04/04/2018 17:45
    O fascismo é uma variante (um pouco mais light) do comunismo.
  • Pedro  04/04/2018 18:50
    Perigoso achar que as coisas ruins encontram -se só na esquerda. Enquanto somos coniventes com as ráposas.
  • Roger  05/04/2018 04:06
    A Esquerda é assim mesmo, não se enxerga, antes de chegar a este site eu estava lendo um Blog nojento de esquerda que apóia o Lula (ate demais) que dizia assim "A repulsa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT é pura alienação" Chega a ser irônico um alienado chamar os outros de alienado.
  • Patriota  08/04/2018 16:05
    A intolerância é uma benção, na qual não irei abdicar!
    E é a maior arma contra nossos inimigos!
    A tolerância vos dar liberdade para fazerem o que bem entenderem!
    Digam não à tolerância!
    Tolerar porcos é comer farelo!
  • Emerson Luis  23/04/2018 10:56

    Já viram um anti-cachorro?

    Ele tem cabeça, corpo e membros de cachorro, late e balança o rabo como um cachorro, corre atrás de carros como um cachorro.

    O anti-cachorro faz tudo o que um cachorro faz.

    Mas o anti-cachorro não é um cachorro!

    * * *


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