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Nos EUA, a mão-de-obra na indústria caiu, mas a produção explodiu e a renda aumentou
Graças à automação, menos pessoas são necessárias para produzir mais coisas

Além da "segurança nacional", uma das razões fornecidas por Donald Trump para impor novas tarifas de importação ao aço e ao alumínio é que esse protecionismo, ao garantir uma reserva de mercado, irá criar empregos industriais e, consequentemente, gerar um aumento da renda e o padrão de vida da população americana.

Essa falácia já foi devidamente refutada aqui, mas vamos voltar a ela pelo bem do debate.

Trump está se apoiando em um mito que, por algum motivo misterioso, se recusa a morrer: a ideia de que uma redução na quantidade de mão-de-obra empregada na indústria resulta em queda no padrão de vida como um todo.

Para começar, o que sempre é ignorado nesta ideia é que o emprego industrial, em relação à população geral, caiu significativamente desde o fim da Segunda Guerra Mundial até meados da década de 1960. E, ainda assim, durante este período, a renda média real dos americanos aumentou.

O gráfico abaixo mostra a evolução da renda média real das famílias americanas (linha azul, coluna da direita) versus a quantidade de pessoas empregadas na indústria em relação à população geral (barras azuis, coluna da esquerda).

manuf_jobs.png

Gráfico 1: Evolução da renda média real das famílias americanas (linha azul, coluna da direita) versus a quantidade de pessoas empregada na indústria em relação à população geral (barras azuis, coluna da esquerda)

A renda permaneceu relativamente estagnada durante a década de 1970, mas voltou a crescer substantivamente nas décadas de 1980 e 1990. E, obviamente, durante as décadas de 80 e 90, os empregos industriais mantiveram seu acentuado declínio.

Em outras palavras, simplesmente não está nada claro que uma redução no emprego industrial gera uma redução na renda real média ou mesmo uma redução no padrão de vida.

Por outro lado, é verdade que apenas apontar algumas correlações — ou, no caso, a ausência delas — nos dados não necessariamente prova que empregos industriais não possuem absolutamente nenhuma conexão com a renda e com a riqueza. Para entender isso, é necessária uma sólida teoria econômica. E a sólida teoria econômica é cristalina: impostos maiores — isto é, tarifas de importação mais altas — representam custos de produção maiores para as indústrias que utilizam aço e alumino como insumos (a esmagadora maioria das indústrias americanas), e isso, por definição, não tem como ser a solução para o crescimento econômico.

Mas tudo isso ainda é o de menos.

Empregos ou produção?

Quando se fala sobre empregos na indústria, é importante observar que quase nunca se menciona o que realmente interessa, que é a produção industrial.

É a produção industrial o que realmente determina a renda real e o padrão de vida das pessoas. Maior produção significa maior oferta de produtos, o que pressiona os preços para baixo — ou, no caso, impede que eles subam.

Logo, maior oferta de produtos a preços contidos significa aumento da renda real da população consumidora ao longo do tempo.

Adicionalmente, maior produtividade necessariamente implica maiores salários para os trabalhadores dessa indústria. É exatamente a produtividade o que permite aumentos salariais.

Portanto, maior produtividade beneficia tanto os trabalhadores da indústria quanto toda a população consumidora.

Dito isso, é inteiramente possível que a produção industrial aumente ao mesmo tempo em que os empregos industriais estão em queda.

Isso, aliás, deveria ser óbvio para qualquer um que conheça a história da evolução da agricultura. No século XVIII, praticamente toda a população estava envolvida na produção de produtos agrícolas. Atualmente, apenas uma ínfima quantidade da população trabalha no campo. Ao mesmo tempo, a produção agrícola é hoje várias vezes maior do que era nos séculos XVIII, XIX e até mesmo em meados do século XX.

Similarmente, se olharmos para a produção industrial, as indústrias americanas produzem muito mais hoje do que produziam em meados do século XX, o qual sempre é relembrado como "os bons velhos tempos" do emprego industrial nos EUA.

O gráfico a seguir mostra a evolução da produção industrial americana (barras marrons, coluna da esquerda) versus a quantidade de pessoas empregadas na indústria em relação à população geral (linha preta, coluna da direita).

industrial.png

Gráfico 2: Evolução da produção industrial (barras marrons, coluna da esquerda) versus a quantidade de pessoas empregadas na indústria em relação à população geral (linha preta, coluna da direita)

Em 1953, 10% da população americana trabalhava na indústria. Atualmente, 4%. Isso representa uma queda de 60%. (Já em termos de números absolutos, em 1979, que foi o pico do emprego industrial, havia 19,5 milhões de pessoas trabalhando na indústria americana; atualmente, há 12,5 milhões — queda de 36% no emprego industrial)

Neste mesmo período, o índice da produção subiu de 20 para 103. Aumento de 415%.

Em outras palavras, graças aos ganhos em produtividade, são necessários muito menos trabalhadores para fabricar muito mais produtos.

Da perspectiva econômica, dificilmente pode haver uma relação melhor. A indústria americana quintuplicou sua produção utilizando 60% menos mão-de-obra no universo da população. Criar mais valor utilizando menos mão-de-obra significa que a indústria é hoje muito mais eficiente ou — utilizando outras palavras — bem mais produtiva do que jamais foi.

Este impressionante ganho de produtividade possui várias fontes, as quais se manifestam principalmente na forma de avanços tecnológicas em áreas como software, robótica e comunicação. Graças à automação e a outras melhorias na produtividade, hoje são necessárias bem menos pessoas para fabricar mais produtos.

A globalização e a transferência de processos produtivos mais primários para outros países também tiveram grande importância, uma vez que elas permitem aos trabalhadores americanos um maior grau de especialização naqueles setores em que sua vantagem produtiva é maior.

Com efeito, o contínuo crescimento da produção industrial — a qual inclui também mineração e energia — mostra que a ideia de que "os EUA não mais fabricam coisas" é simplesmente mentira. As indústrias americanas estão produzindo mais bens, e bens de maior valor agregado, do que faziam no passado. A diferença é que cada vez menos humanos são necessários para fabricar esses bens.

Logo, dizer que há "uma crise na indústria americana" ou até mesmo uma "nefasta desindustrialização" é algo não comprovado pelos dados.

E a renda real?

Maior produção por pessoa significa, como já dito, mais produtividade e produtos menos caros. Isso, por sua vez, gera aumentos salariais reais.

No entanto, como mostra a linha do Gráfico 1, houve um problema com a renda real dos americanos após 2001. De 2001 a 2015, a renda real parece ter ficado estagnada. Foi só nos últimos dois ou três anos que ela finalmente voltou a subir e ultrapassar o valor que havia alcançado em 2007, antes da crise financeira mundial. Foram necessários mais de oito anos para que a renda se recuperasse e voltasse ao nível pré-crise.

De um lado, seria extremamente simplista olhar para esse dado e concluir que a solução está em estimular artificialmente o emprego no setor industrial. Mesmo porque impor tarifas de importação sobre o aço e o alumínio irá resultar em um aumento no custo de se empreender nos EUA, ao mesmo tempo em que elevará o custo de vida e, consequentemente, reduzir a renda média.

Ao elevar artificialmente os preços do aço e do alumínio, o governo americano está encarecendo o custo de uma matéria-prima utilizada pela maior parte das indústrias americanas, afetando a produtividade delas. Já a quantidade de indústrias que se beneficiam desta tarifa é ínfima. Como explicado aqui:

A esmagadora maioria dos trabalhadores está empregada em indústrias que se beneficiam de aço e alumínio baratos: há aproximadamente 200.000 de trabalhadores nas indústrias de aço e alumínio. E há nada menos que 6,5 milhões de trabalhadores nas indústrias que utilizam aço e alumínio como matéria-prima para seus produtos — empresas que fabricam de tudo, desde caminhões, automóveis e maquinários pesados até latas de cerveja e aramados para galinheiro.

Essas empresas terão de arcar com preços maiores para suas matérias-primas, o que obviamente afetará sua lucratividade e, consequentemente, o próprio emprego de seus trabalhadores.

Por isso, as tarifas irão muito mais prejudicar do que ajudar no aumento da renda real.

Mas agora vem o principal: é fácil comprovar que, na prática, houve um aumento nos salários reais dos americanos.

Nas últimas décadas, por exemplo, os benefícios não-salariais dos americanos explodiram. Hoje, eles recebem vários tipos de auxílios para deslocamento e para realocação, recebem planos de saúde pagos pelo empregador, recebem cobertura odontológica e oftalmológica, recebem cuidados médicos que também se estendem a seus filhos, possuem participação em generosos fundos de pensão, e recebem do empregador seguro de vida corporativo (há empregadores que pagam as creches dos funcionários). Há também férias pagas e o direito de se faltar ao trabalho 6 vezes ao ano sem ser descontado. Há lojas que dão desconto a funcionários de determinadas empresas. Tudo isso chega, no mínimo, a 40% do salário do indivíduo (fonte aqui). 

Adicionalmente, no geral, os preços de vários bens de consumo importantes desabaram. Coisas como fogão, geladeira, televisão e todos os tipos de sistemas de entretenimento doméstico, lava-louças, churrasqueiras, microondas, forno elétrico, panelas especiais, torradeiras, esteiras de ginástica, aspiradores de pó etc. ficaram 76% mais baratos, em média.

Já os preços de vários utensílios domésticos caíram 81% entre 1960 e 2013 em termos de horas de trabalho necessárias para comprar esses itens.

Ou seja, os benefícios não-salariais (não computados nas estatísticas) dos trabalhadores aumentaram 40% e os preços nominais caíram entre 76% e 81%. 

Para completar, adicione a tudo isso a recente explosão na oferta de comodidades gratuitas ou a preços irrisórios (e que também não entram nas estatísticas), e não haverá como negar que tudo isso representou um substantivo aumento real dos salários, maior do que o capturado nas estatísticas. Graças não só ao estrondoso aumento na produção industrial, mas também à globalização e ao empreendedorismo.

Conclusão

Argumentar que "os EUA não produzem mais nada" e que o país "só perde na questão do comércio exterior" representa uma grave distorção da realidade.

Ainda pior é querer "corrigir" um problema inexistente com a imposição de tarifas de importação, as quais irão apenas debilitar a própria indústria e, aí sim, reduzir a renda real das pessoas.

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28 votos

autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • João Paulo  14/03/2018 16:16
    Os dados, os gráficos e a teoria parecem encerrar o assunto em definitivo. Mas quero chamar atenção para um ponto quase nunca enfatizado: empregos industriais são insalubres e, por isso mesmo, indesejáveis.

    Eu sempre me delicio ao ver intelectuais defendendo o aumento no emprego industrial como se fosse uma coisa desejável e agradável. Ora, trabalhar na indústria é algo totalmente punitivo do ponto de vista da saúde e da segurança. É um ambiente maçante, monótono e até mesmo emburrecedor. O trabalhador industrial passa oito horas do dia fazendo trabalhados repetitivos e extenuantes. É a perfeita caricatura do homem robotizado, sem emoções e vontade própria.

    Por isso, qualquer redução do emprego industrial deveria ser comemorada como algo humanístico; qualquer substituição de homens por máquinas deve ser aplaudida como algo em prol da humanidade.

    Antigamente, a esquerda criticava os empregos gerados nas fábricas (Revolução Industrial). Hoje, ela diz que a salvação está nos empregos nas fábricas. Apenas gente que nunca empunhou um instrumento de trabalho mais pesado que um lápis pode defender a ideia de que o progresso está em fazer trabalhos excruciantes e "quebradores de coluna" nas indústrias.

    Eu não entendo gente defendendo enfiar ainda mais humanos dentro de fábricas. Empregar humanos na indústria denota atraso. Avanço é substituí-los por máquinas e robôs. Países ricos fazem o segundo e liberam essas pessoas para se dedicar a empreendimentos mais prazerosos. Países pobres, o primeiro, e com isso permanecem no atraso, sem um setor de serviços vibrante e criativo.
  • Vladimir  14/03/2018 16:25
    Bom ponto. E é interessante observar que quanto mais uma pessoa está familiarizada com o trabalho em fábricas mais ávida ela é para proteger seus filhos e netos da necessidade de ter de trabalhar em fábricas.

    Quem trabalha em fábrica, fazendo serviço excruciante e debilitador, sonha em sair daquilo ali, e tem pesadelo ao imaginar seus filhos tendo de fazer o mesmo tipo de serviço. Eu já tive um vizinho que trabalhou na linha de produção da GM. Ele dizia que não podia nem imaginar ver seu filho (que fazia eng. mecânica) trabalhando no mesmo. "Só se for para projetar o carro no computador", dizia ele.

    Além de um enorme retrocesso, essa retórica de "aumentar o emprego nas indústrias" chega a ser assustadora.
  • Emerson  14/03/2018 16:31
    Tem um filme com o Tom Cruise que fala exatamente sobre isso. O filme é A Chance (All The Right Moves), de 1983, e se passa em uma cidade siderúrgica da Pensilvânia. O filme mostra os jovens se esforçando ao máximo para se tornarem atletas de futebol americano e com isso serem admitidos em alguma universidade para assim não terem de trabalhar na indústria siderúrgica, que era vista como um pesadelo.
  • Renato  14/03/2018 16:44
    Acrescente aí também a questão das mineradoras. Escavar minério é atividade de país atrasado e subdesenvolvido. País rico importa minério, deixando todo esse trabalho árduo para os atrasados.

    A esquerda defende emprego industrial e defende que mineradoras sejam protegidas da concorrência estrangeira, mas acha ruim quando a mineradora faz lambança e vaza dejeto em rio. Ora, não dá pra ter as duas ao mesmo tempo. Se é contra importação, vai ter de deslocar mão-de-obra para fazer essa atividade primitiva que é escavar minério da terra. Se vai escavar e escoar minério, merdas irão acontecer, e rios serão contaminados.

    País rico terceiriza a atividade de extrair minério para os atrasados e depois simplesmente importa o minério (mantendo assim seu meio ambiente limpo). País pobre coloca gente pra escavar minério e sujar todo o meio ambiente, e depois exporta esse minério para os ricos em troca de dólares que não terão utilidade nenhuma, pois a importação é restrita. E ainda acha todo esse arranjo lindo e vantajoso.
  • Felipe Lange  15/03/2018 10:28
    Eu concordo, apesar que o Chile não é um exemplo de país atrasado (está no caminho do desenvolvimento) e exporta minérios.
  • Mr Citan  14/03/2018 19:30
    Concordo.
    Lembro que quando eu era de menor, minha mãe, que criou sozinha eu e minha irmã, e que já tinha trabalhado na Volkswagen e na antiga GE, falava sempre que, ela faria de tudo para os filhos dela trabalhar em escritório.
    Eu achava muito estranho e até soberbo da parte dela, mas anos depois, quando fui estagiar na area de TI em uma fábrica que era fornecedora de montadoras, aí eu pude entender o que ela queria dizer com aquilo.
  • Edson  16/03/2018 13:15
    Trabalhador de confecção têxtil

    "Isso é altamente robotizável. Graças a Deus, porque essas pessoas tendem a ter LER. Problemas de visão. Elas aspiram poeira".


    Soldador

    "Tomara que o soldador desapareça rápido. Porque ele aspira gases tóxicos. Ele sente aquele cheiro de tinta na linha de produção. Melhor robotizar isso tudo rapidamente".


    www.infomoney.com.br/carreira/emprego/noticia/7334216/profissoes-que-devem-ser-varridas-pela-tecnologia-segundo-professor-fgv
  • Rigby Wilde  21/03/2018 02:15
    Me lembrou as fabricas da spacex, lá é tudo automatizado e eles conseguem fazer foguetes que pousam
  • Pensador Consciente  14/03/2018 16:19
    Gostaria de saber do IMB qual a opinião suas sobre a geopolítica da China,pois é sabido que ela é uma superpotência e sua moeda vem ganhando espaço como moeda de reserva internacional,até o FMI está lastreando seu DES em yuan,além do Dólar,do Euro,do Yen e da Libra esterlina,em que esta mudança nas finanças,economia e comércio internacional impactará nossas vidas e finanças.Quanto ao artigo mais uma aula de economia e confirmação de que a escola austríaca é imbatível em suas análises e diagnósticos.
  • Palpite  14/03/2018 16:34
    Vai durar, no máximo, mais uma década. E aí será substituída pela Índia. Lembrando que, antes da China, era o Japão que ocupava o lugar de "bicho-papão" de 1950 a 1991. Todos os filmes de Hollywood da época pintavam o Japão como a grande potência imperialista que estava "invadindo e sobrepujando" os EUA.

    Hoje ele não incomoda ninguém.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2736
  • Pensador Consciente  14/03/2018 18:35
    E os Estados Unidos quando caíra do cavalo? Lógico que temos de separar as coisas,o povo norte-americano é um povo livre(Porte de armas)e empreendedor(Altamente qualificado e criativo)enquanto o governo federal com sua política imperialista e belicosa é um arraso,claro e logicamente não temos bola de cristal,mas o império estatal norte-americano também está com seus dias contados com seus colossais déficits gêmeos(Fiscal e Comercial)e sua maquina de guerra esperando o apocalipse.O que virá depois é adivinhação e futurologia.
  • Pensador Consciente  15/03/2018 13:35
    OBS: Quiz dizer:

    E os Estados Unidos quando"cairá "
  • Carolinna  14/03/2018 16:31
    E o desemprego diminuiu.
  • anônimo  14/03/2018 16:35
    Exato. Boa lembrança.
  • Fiesp  14/03/2018 17:10
    O artigo esqueceu de falar sobre isso.
  • cmr  14/03/2018 16:43
    Eu já estou farto de ouvir as "trumpetes" dizendo que o Trump está fazendo história, que ele é uma espécie de herói mundial contra os globalistas e os comunistas chineses, e blá blá blá....

    As vezes só rindo mesmo...
  • Adolfo  14/03/2018 17:08
    Já eu estou farto desse discurso liberaleco fora da realidade. Zero preocupação com a nossa agricultura, com a segurança alimentar do povo, além de não se preocuparem em entregarem as riquezas do nosso subsolo a estrangeiros. Enquanto isso, os chineses seguem avançando em nossas terras agricultáveis, ameaçando nossa soberania e nossa segurança alimentar. Vão matar o homem do campo.
  • Pobre Paulista  14/03/2018 18:22
    Sim, irão levar nossas terras embora pra China. Não podemos permitir isso!
  • Rennan Alves  14/03/2018 20:12
    Já imagino como: grandes navios cargueiros levando toneladas de terra, como no filme 2012.
  • Mídia Insana  15/03/2018 03:41
    Não quero alarmá-los, mas há muita gente que não ironicamente acredita nisso.

    Basta olhar as narrativas do 'acúmulo de capitais primitivo'. Ver "Veias Abertas da América Latina".
  • Francisco  16/03/2018 17:44
    A China é um país comunista, que utiliza o capitalismo de estado na sua estratégia globalista. É um país predador, coitado de nós se um dia cairmos nas suas garras. Nunca vai superar os EUA, porque não tem em suas raízes o germe da liberdade, vide a censura lá existente.
  • Vladimir  16/03/2018 18:09
    "A China é um país comunista, que utiliza o capitalismo de estado na sua estratégia globalista."

    Frase completamente contraditória. Comunismo, por definição, significa a estatização completa de toda a propriedade privada, algo por definição impossível. Para um país ser comunista não pode existir nem sequer um armazém ou uma mercearia privados -- o que está longe de ser o caso da China.

    Sim, a China é mercantilista (capitalismo de estado). E, por isso mesmo, ela não é comunista. Um país não pode ser, ao mesmo tempo, comunista e mercantilista (capitalismo de estado). Ou é um ou é outro.

    Comunismo não é apenas ter "um governo autoritário que tolhe a liberdade de expressão". Fosse assim, o Chile de Pinochet também seria comunista. Um governo autoritário é uma das características do comunismo, mas, por si só, não define comunismo.

    Ademais, a China tem uma população pobre (sua renda per capita é menor que a nossa). Nenhum país de população pobre (à sua época) jamais teve um império mundial. Questão de economia básica: é impossível sustentar um império sendo sua população pobre.

    "É um país predador, coitado de nós se um dia cairmos nas suas garras."

    Falavam a mesmíssima coisa da União Soviética. E olha que essa era bem mais expansionista e imperialista. Fora o Tibete, qual outra região a China invadiu ou quer invadir? Como exatamente podemos cair nas garras da China? A China nem sequer se interessou em comprar nossas estradas (é impossível controlar um país sem ter o controle de sua malha rodoviária).

    "Nunca vai superar os EUA, porque não tem em suas raízes o germe da liberdade, vide a censura lá existente."

    Aqui você se contradiz de novo. Primeiro diz que o Brasil cairá sob as garras da China. Depois afirma que a China nunca superará os EUA -- o que, por definição, significa que ficaremos sob as garras dos EUA e não da China, até porque estamos no mesmo continente dos americanos.

    Escolha apenas um dos lados da argumentação. Você não pode argumentar duas coisas contraditórias ao mesmo tempo.
  • SERGIO MARDINE FRAULOB  15/03/2018 12:12
    Adolfo, julgo que você, eu e o pessoal Mises estamos todos parcialmente corretos, apenas. Criamos modelos de pensamento que não contemplam toda a realidade, o que não quer dizer que não sejam úteis, algums mais que outros. O liberalismo, quase uma ideologia para alguns e que eu acho bem racional e simpatizo, não é a resposta certeira para tudo. Nada é. Parece-me óbvio que um país no qual seus cidadãos não poupam e nem desenvolvem tecnologias sempre vão ter renda menor.
    Também, será que podemos ir na China comprar fazendas, hidrelétricas e etc? Será que se abrirmos empresa lá não seria boicotada pelo governo? A China é um exemplo (a Coreia do Sul não foi também?) de alta intervenção estatal e crescimento acelerado. Numa "visão liberal Mises" não deveria acontecer.
    Quanto ã comida, não se preocupe, a produtividade moderna é tamanha que com uma pequena fração de terra podemos alimentar todos os brasileiros. Não confunda fome com falta de alimentos.
  • Tulio  15/03/2018 12:33
    Ué, por que "não deveria acontecer"? Intervencionismo sempre gera crescimento econômico no momento inicial. Só que isso ocorre à custa de desarranjos que trarão grandes problemas lá na frente. Esse sempre é o trade-off. E esse sempre é o grande charme do intervencionismo: beneficia o governante atual e deixa o estrago para o futuro.

    O Brasil do regime militar foi exatamente a mesma coisa (só que foi feito de maneira bem mais amadora, com Delfim Neto).

    A China ainda apresentará taxas de crescimento do PIB altas por muito tempo, pois partiu de uma base muito baixa (quando a economia está deprimida, é mais fácil apresentar taxas de PIB mais altas; questão puramente matemática). Ademais, a renda per capita de sua população é menor que a brasileira. E há 1,4 bilhão de pessoas trabalhando e produzindo. É impossível sua economia não crescer dispondo de tamanho exército de mão de obra.

    Ainda assim, não entendo por que tanta gente inveja e teme a China. Há riqueza em Xangai e, em bem menos escala, em Pequim. No resto do país as pessoas ainda comem ratos. O sertão do nordeste é rico comparado ao interior da China.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2736
  • Lel  15/03/2018 15:22
    Tulio, você tocou num ponto que eu dizia na época das eleições de 2014.

    A esquerda brasileira ama os militares e ainda não se deu conta.
    Delfim Neto foi um dos principais economistas dos milicos e até hoje é colunista da Carta Capital.

    Enfim, a esquerda brasileira é fascista que ama desenvolvimentismo (que beneficia os ricaços amiguinhos de políticos). Lênin e Stalin teriam vergonha ao verem o que se tornou a esquerda moderna.
    Pra ver como a esquerda moderna abandonou o socialismo e abraçou com tesão o fascismo, é só ver o que acontece na Rússia e, principalmente, na China.
  • Fiesp  14/03/2018 17:10
    País genuinamente capitalista é outro papo.
  • Alexandre  14/03/2018 17:28
    Sobre o assunto, recomendo a leitura do magnífico livro:

    - POR QUE AS NAÇÕES FRACASSAM - as origens do poder, da prosperidade e da pobreza.

    - Autores: Daron Acemoglu (prof. de Economia do MIT) e James Robinson (prof. de Administração Pública de Harvard)
  • Alt right  14/03/2018 17:53
    Que tiro foi esse? O presidente Trump aumenta a pressão nos protecionistas europeus e no dumping chinês, ao propor sobretaxas ao aço e alumínio. É apenas um movimento no jogo de xadrez geopolítico. Quem não sacou a finalidade da jogada fica perdido.
  • Renegado  15/03/2018 12:19
    Qual o problema em se fazer dumping? Isso é ruim, pq?
  • Leônidas   14/03/2018 17:55
    Sobre a questão da renda, mesmo eu que sou pobre e vivo num país protecionista e com alta inflação consigo perceber um aumento na minha renda real. Meus gastos com entretenimento despencaram (graças aos serviços de streaming), e com transporte também (Uber e Cabify).

    Mesmo produtos tecnológicos estão discretamente reduzindo de preços (não fossem as tarifas de importação o efeito seria muito maior).

    Se isso é perceptível num país fechado como o Brasil, imagina nos EUA? Será uma pena se Trump (por quem sempre tive simpatias) reverter tudo isso.
  • Fiesp  14/03/2018 18:11
    Até índia e China, países que milhões de pessoas morreram de fome no século passado, melhoraram o padrão de vida somente abrindo o mercado.

    É só não adotar o socialismo, como a Venezuela e o Zimbábue fizeram, que os países aos poucos vão melhorando mesmo o governo parasitando e atrapalhando o progresso.
  • Pobre Paulista  14/03/2018 18:24
    OK, mas Trump não vai "reverter tudo isso". Ele focou no aço não só para proteger os seus parceiros de negócios mas também para controlar a opinião pública, chamando atenção para um assunto para que ele possa calmamente desenrolar outros. É óbvio que ele sabe o resultado disso, ninguém chega ao cargo de presidente da nação mais poderosa do mundo sendo um imbecil.

    Mas no cômputo geral, ele está diminuindo os impostos e desregulamentando a economia, e isso é bom para os EUA.
  • Liberdade ou Morte  14/03/2018 20:17
    A câmara dos deputados gasta 5 milhões por ano com pilotos de elevadores. São 35 pilotos de elevador.

    As pessoas não sabem apertar o botão dos andares. No congresso só tem animais irracionais, incapazes de apertar um botão de elevador.

    Não tem como automatizar o congresso nacional e mandar todo mundo embora ?
  • Renegado  15/03/2018 12:20
    Pra que serve um congresso? Realmente precisamos deste?
  • marcela  14/03/2018 23:01
    Pessoal do IMB como lemos no texto a produtividade do trabalhador americano aumentou significamente nas últimas décadas e supera de longe a produtividade do brasileiro.Na opnião de vocês isso que foi anunciado hoje vai ajudar a diminuir essa diferença:mobile.valor.com.br/brasil/5383707/industria-40-tera-credito-de-r-86-bi
  • Extrema Direita  15/03/2018 12:40
    Marcela,

    Eles também estão querendo andar de Ferrari em estrada de terra.

    Esse programa do Mdic e BNDES é mais uma piada. Se isso nunca funcionou, por que vai funcionar agora ?

    Mesmo com o BNDES pedalando sem parar, a taxa de investimento na economia caiu. Financiar a TJLP não significa que houve alguma melhoria, desenvolvimento ou crescimento. Pelo contrário, isso só está aumentando a dívida pública, aumentando impostos e aumentando os monopólios.

    A economia está cada vez mais dinâmica. O governo vai subsidiar empresas e equipamentos que vão durar pouco tempo, porque as mudanças tecnológicas devem mudar radicalmente a cada 10 anos. Em 10 anos, todo esse investimento será perdido. Esses "robõs" importados serão inúteis em menos de 10 anos.

    Nós temos problemas muito mais antigos e maiores, como custo da energia e combustíveis, custo da mão de obra, muitos impostos, proteção de importação de computadores e equipamentos de informática, proteção contra importação de equipamentos e veículos para logística, etc.

    A posição dos liberais de verdade é clara: O BNDES precisa ser fechado. Esse banco está privilegiando pessoas e prejudicando outras. Alguém está pagando essa conta.

    Dinheiro não nasce em árvore.
  • anônimo  17/03/2018 14:15
    A solução para o Brasil se desenvolver é primeiramente desestatizar todo o sistema financeiro nacional, que o resto vem à reboque.
  • carlo  15/03/2018 03:46
    olá, sei q n tem tanta relação c o assunto, mas queria recomendação de artigos/livros/videos/ etc. sobre dumping, achei mt pouco material sobre o assunto e acho q é uma das principais criticas ao livre-mercado.obg dsd já.
  • Renato  15/03/2018 12:21
    Aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1994

    Mas adianto para você.

    Essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

    Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

    Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

    No livro acima, há o seguinte relato: O professor Thomas DiLorenzo — muito citado como referência nesta obra —, quando dava aulas de MBA para executivos da Black & Decker, propôs a eles a seguinte estratégia para conquistar mercado: "O que vocês acham de sugerir ao seu empregador que pegue uma furadeira que custa US$10 para ser produzida e comece a vendê-la por US$1 durante um período indeterminado de tempo — pode ser tanto 5 anos quanto 50 anos —, até que todos os demais fabricantes de furadeira do mundo vão à falência, e então, após isso, ele possa cobrar US$500 por essa furadeira?"

    Os executivos, em gargalhadas, disseram que, se eles propusessem isso, certamente seriam demitidos no ato.
  • PeX  22/07/2018 13:49
    Acho que aconteceu algo assim com o Wal-Mart.
  • Vinicius Costa  15/03/2018 12:23
    Sobre o dumping estatal -- aquele cujas empresas recebem subsídios do governo --, mesmo no caso extremo de algum país estar sendo tolo o suficiente para nos ofertar produtos a preços realmente abaixo de custo, o certo seria que corrêssemos para aproveitar tal oportunidade, antes que os bobos de lá caíssem em si.

    Se, por exemplo, a China, por pura extravagância, resolver inundar o mercado brasileiro com calçados bons e gratuitos, deveríamos, como consumidores, agradecer a barganha e aproveitá-la enquanto possível. Enquanto não chegar o dia -- inevitável -- em que as empresas chinesas irão falir e consequentemente cancelar essa política maluca, os 'compradores' e consumidores brasileiros só terão a ganhar com essa oferta generosa.

    Dumping equivale a receber presentes praticamente gratuitos de estrangeiros. Por que isso seria ruim?

    O dumping só prejudica aquele que o pratica; ele sempre beneficia aquele a quem se destina.
  • Renegado  15/03/2018 12:47
    Prezado, pode até não haver muitos artigos, mas a seção de comentários destes é bastante esclarecedora (acredito eu).
    Por definição, dumpimp é o ato de uma empresa colocar à venda produtos a um preço inferior aos custos de produção, visando a eliminação da concorrência. Já li várias discussões sobre esta questão. No entanto, na minha opinião, dumping deveria ser visto exatamente como ele é: uma estratégia válida de negócios.
    Obviamente, do ponto de vista de clientes, o dumping é ótimo, pois os preços dos produtos da empresa que está praticando serão mais em conta do que os do concorrente direto.
    Como a empresa que está praticando o dumping está operando no vermelho, essa prática é temporária.
    Em termos práticos, já trabalhei em uma empresa que ofereciam para um determinado cliente um pacote de produtos, onde destes, alguns tinham muita concorrência e outros quase nenhuma, então ela oferecia o produto com maior concorrência com margem zero, ou ligeiramente negativa e por outro lado, nos produtos com pouca concorrência, cobrava um preço com margens de lucro altíssimas, de modo que no total de itens, os com margem negativa ou sem lucro (isoladamente isto seria um dumping) eram superados pelos demais, onde operando desta maneira era possível ter ainda uma boa margem de lucro e ainda manter a fabrica operando "cheia" e diluindo custos fixos, bem como, aumentar a satisfação do cliente em questão, pois ofertávamos todos os produtos necessários em um "pacote" e ao mesmo tempo mantínhamos a concorrência longe.
    Quanto a concorrência, se a mesma não consegue lidar com estratégias de vendas de seus concorrentes, tem mais é que falir mesmo.
  • PeX  22/07/2018 13:57
    Super mercados varejistas de bairros costumam fazer isso. Eles colocam os produtos que interessam a eles nos encartes e falam que cobrem qualquer oferta. Mas não são todos os produtos do mercado, são só os que estão no encarte. Se isso é combinado entre os outros mercados eu já não sei, mas acho muito suspeito ver sempre os mesmo tipos de produtos nos encartes dos mercados. Esse me parece um dumping que dá certo.
  • libertario anonimo  22/07/2018 17:52
    Ja vi isso tambem. O cara ganha no pacote e nao por item. E tem mais,tudo tem um preco,independente de quanto custa para fabricar. Eu ja vi produto custar 10 reais porem,se tentar vender por 1 real ninguem quer,pois a pessoa pensa que tem problema de qualidade,mostra ao mercado que a marca nao presta,se vender caro tambem nao vende pois nao vale. Na vida tem que saber negociar,esse e o segredo,porem poucos intendem isso,principalmente o esquerdista. No caso das roupas o procedimento e o mesmo,porem,boa parte das pessoas,especialmente o esquerdista gosta de olhar marca e nao o produto,pois normalmente sao pessoas com alto indice de inveja e burrice. E como a industria da marca precisa de gente boba desse nivel,acontece esse tipo de coisa de queimar mercadoria. Porem observe que o rico de verdade nao liga para marcas e sabe diferenciar qualidade , preco e nescessidade,esse e o segredo da vida. Tem cloisas que precisa de qualidade 100% e tem coisas que nao e nessa se usa para poupar o maximo e viver com o maximo de qualidade de vida.
  • Kardico  15/03/2018 17:24
    Bom, o que penso sobre o assunto. Os E.U.A. , das economias mais dinâmicas , é a mais dinâmica do mundo.
    Olhamos para a América com olhos de brasileiros onde queremos, aqui, muito, mas muito menos impostos e taxas - vivemos , hoje nos 2/5 dos infernos sobre o PIB. No passado, um sujeito foi enforcado e esquartejado por pedir menos de 1/5 dos infernos - , ou seja, queremos menos Estado no nosso pão de cada dia. Uma economia, graças ao estado paquidérmico e corrupto, em frangalhos. Empresas 'campeãs nacionais' devoradoras de.... concorrência e todas girando este estado gigantesco e corrupto. JBS ? Odebrecht ? E precisamos privatizar tudo. Aí olhamos o conservador Trump, empresário, republicano(GOP), impor novas tarifas de importação ao aço e ao alumínio para proteger a indústria e empregos do seu país. Um retrocesso. Um retrocesso ? Como as empresas fora dos EUA estão ? Felizes ? Desenvolvidas ? Que bacana !
    A tecnologia gerada nestes anos de 'abertura', de 'liberalismo econômico', de globalização, fizeram com que elas, empresas, e suas economias se desenvolvessem ? O tal P&D, delas, como ficaram ? A educação, os salários, a saúde,nestas economias melhoraram ? Que bom ! Anos de estudo na área foram ganhos ? Novas tecnologias na área prosperaram fora dos E.U. A. ? Maravilha ! Em se tratando de uma economia dinâmica como a dos E.U.A. acredito que, se perderam, perderam pouca coisa mas se continuarem bonzinhos com os outros... Bom, como exemplo dou a nossa outrora maravilhosa indústria naval brasileira.
    O que perdemos, hein ? Por favor, como conservador pergunto para os primos liberais e gostaria de uma resposta. Se um, digamos, Bolsonaro quiser 'trazer' a indústria naval de brasileira de volta, como nos anos 1960 e 1970, como fica ? Aumentar tarifas sobre navios construídos fora do país... Isso não impede, no nosso caso, de coreanos montarem, aqui, uma indústria naval moderna. Será que irão querer ? Sem o nosso dindin via BNDES ? Qual é a cadeia produtiva de um bom estaleiro de super containers ? Do rapaz da limpeza ao engenheiro naval, por favor. Empregos diretos e indiretos. Hum... Estou pensando num país com menos carga tributária, com 2/5 dos infernos, esqueçam. Fazer um pão de queijo já é difícil pacas. E uma coisa não ficou clara neste imbróglio. Falamos dos EUA, que, se necessário for, retiram as barreiras num estalar de dedos. Repito, o dinamismo de sua economia ajuda. Brasil, economia engessada até o último fiapo de cabelo, com este exemplo da 'falida' indústria naval brasileira( dizem estarmos em quarto lugar. Não acredito), melhor continuando a comprar navios coreanos, chineses ou japoneses e assim perdendo este potencial maravilhoso de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em nome da globalização ? Penso na EMBRAER. No E2. No KC-390. A Boeing esta aí mesmo, encima do maior orgulho nacional. O único que nos restou. Ah, tem a seleção brasileira... kkkk ! Nossas matas tem mais verde ! Meu Deus. Bom, teremos ITA no futuro ? E aí ? Respostas, por favor. E aí...
    OBS: O Trump está indo contra países que estão com certo superavit comercial avantajado em relação aos E.U.A....
    'Dona' Europa é muiiiiiito protecionista. Vão vender beterraba para a UE e verão como a globalização deles é fantááástica ! É o que podemos vender sem contar bananas, chapas de aço e alumínio e os EMBRAER... Temos tecnologia na construção de aviões de médio porte. A Airbus teve que se unir a Bombardier, né ? Então como fica ? Temos condições de construir jatos como 787 ou A350 ? Ou pegamos a Boeing de 'sócia' ? Não é só avião que ela quer, não. Conseguimos algo que a indústria aeronáutica americana, dos jumbos e tecnologia stealth, não conseguiram.
    E o ITA ? Mandaremos mais cérebros para fora do país ? Resistirá ou fechará as portas ?
    Como é difícil esta tal de globalização, não ?
    OBS: A maldade que fizeram com João Amaral GURGEL . Coisa de brasileiros contra brasileiros, por um punhado de dinheiro, para deixar bem claro. Coisa nossa, de mais de século, e que vem até os dias de hoje e Lava Jato não me deixa mentir. Quem aí lembra do BR-800 ? Estão rindo ? O que os coreanos faziam naqueles anos 1980, hein ? Quem aí tem um HB-20 ? Os indianos andam num carrinho pior que o BR-800 e andam exportando a porcaria. Hoje ! 2018 ! Tata Nano. Globalização no ùc dos outros é refresco. Muito cuidado com ela. Trump está certo.
  • Allan  15/03/2018 17:56
    Meu Deus, quanto vômito numa regurgitada só!

    O Brasil tem a economia mais fechada do mundo, e o sujeito vem dizer que "o liberalismo e a abertura comercial não trouxeram bons resultados para o Brasil"! Ora, como é possível algo que nem sequer foi experimentado aqui ser acusado de ter falhado?! É o equivalente a dizer que o livre mercado falhou na Coreia do Norte e em Cuba...

    Aí, dentre outras barbaridades, o sujeito pede protecionismo como forma de "reativar a indústria naval brasileira" (como se houvesse grande demanda dos consumidores por isso) e assim "gerar empregos" (que nada produzirão de útil, pois não há demanda para isso).

    Caro desinformado, isso foi exatamente o que foi feito por Lula e Dilma! E que resultados sensacionais, não? Deixa eu tentar desenhar o que houve.

    Recorrentemente, o governo de plantão resolve dizer que, por termos um imenso litoral, temos de ter uma indústria naval forte. Na era FHC, os navios eram feitos fora do Brasil, pois eram mais baratos. Sob Lula, os navios passaram a ser feitos aqui, tudo com o objetivo de "aumentar investimentos e gerar empregos". O que de fato ocorreu?

    Vamos analisar.

    Quando eram construídos lá fora, os navios tinham um custo menor para a Petrobras. Quando passaram a ser construídos aqui dentro, o custo aumentou.

    Dica: em toda e qualquer decisão política — em absolutamente todas, sem nenhuma exceção — sempre haverá ganhadores e perdedores. Sempre. Não há exceção a essa regra.

    Logo, quem ganhou com essa política? As empreiteiras que construíram os estaleiros, os fornecedores das empreiteiras, os fornecedores dos materiais de construção e as pessoas ligadas a essa área naval.

    Quem perdeu? Todo o resto do país.

    Em primeiro lugar, os cidadãos tiveram de pagar por esse populismo via impostos. Não apenas para pagar as empreiteiras, como também porque parte desses navios foi comprada ou pela Marinha ou pela Petrobras. Se não foi via impostos, então o governo teve de se endividar para financiar tudo isso.

    Depois, os cidadãos tiveram de arcar com preços maiores de todos os materiais de construção que, ao passarem a ser direcionados para a indústria naval, tiveram seus preços aumentados. Isso afetou o resto do setor da construção civil, que teve de arcar com insumos mais caros.

    Ademais, os próprios serviços das empreiteiras não apenas encareceram artificialmente (por causa da contratação do governo), como elas próprias — ao serem contratadas pelo governo para construir estaleiros — deixaram de atuar em outras áreas, como construção de infraestrutura, estradas e aeroportos.

    Em toda intervenção sempre há aquilo que você vê e aquilo que você não vê. Você viu os empregos sendo criados na indústria naval. Você não viu as consequências que essa criação forçada de empregos gerou para todo o resto do país.

    Para piorar, veja o que aconteceu com a Sete Brasil, a empresa que foi criada para construir e alugar 28 sondas de perfuração, em um projeto orçado em US$ 25 bilhões: o governo decidiu incentivar a indústria naval, e a empresa criada, tendo a Petrobras como sócia, quebrou.

    Areia de praia não faz navios, e os investimentos gigantescos na (re)construção da indústria naval deixaram um rastro de destruição de capital e desemprego em investimentos feitos na esperança que os estaleiros prosperassem.

    E você defende mais do mesmo, como solução.

    É cada descerebrado que despenca por aqui. E o que é pior é que não há um único -- nem um sequer -- capaz de trazer uma ideia ou um pensamento minimamente original. Todos, sem exceção, trazem os mesmos e surrados lugares-comuns r embromações de sempre, os quais já foram detalhadamente refutados por este site.

    Pobre Brasil.


    P.S.: ah, sobre o destino da Gurgel, pergunte a Ciro Gomes, que é outro que defende exatamente essa política que você propõe.

    www1.folha.uol.com.br/fsp/campinas/cm2801200101.htm
  • Andre  16/03/2018 04:24
    Sobre a renda, segundo matéria no portal Vox, a partir de 1973 a remuneração média dos americanos praticamente estagnou, apesar dos ganhos de produtividade (primeiro gráfico).

    Dados de um estudo mais recente fazem uma radiografia da distribuição dessa remuneração no período de 1980 a 2014. O americano com remuneração (incluindo benefícios) até a mediana teve aumento real anual de até 1% no período, sendo que os mais pobres em alguns casos tiveram uma redução ou uma estagnação. Já remuneração dos mais bem pagos disparou. Chama a atenção a comparação com o período de 46 a 80.

    Uma outra matéria sobre variação de preços de bens e serviços mostra que os itens que mais caíram de preço no período analisado são aqueles que você não precisa. Já itens como moradia, alimentação, saúde, educação tiveram aumentos bastante significativos.

    O artigo não comenta esse detalhe.

    Quanto a oferta de "comodidades" "gratuitas", me parece haver uma certa ingenuidade. Empresas como Facebook e Google são monopólios que vivem as custas de um verdadeiro assalto à privacidade e à produtividade, e de uma ameaça à saúde e ao bem estar dos seus usuários. A capacidade dessas empresas de manter uma vigilância 24x7 sobre um usuário, rastrear todos os seus passos e dos que o rodeiam, sem consentimento, é uma covardia. Há uma falta de ética generalizada. Fazem uso de técnicas similares as de caça niqueis para viciar os usuários. Estudos mostram que usuários checam 180 vezes por dia os seus smartphones e podem levar em média 23 minutos para recuperarem a concentração. Outros estudos apontam para fortes indícios de que alguns destes serviços causam depressão. Sem contar que todo o tráfego gerado por esta propaganda e este rastreamento – entre 20-80% do tráfego total – é cobrado de você no seu plano de dados. É escandaloso.


  • Amante da Lógica  16/03/2018 12:25
    "Sobre a renda, segundo matéria no portal Vox, a partir de 1973 a remuneração média dos americanos praticamente estagnou, apesar dos ganhos de produtividade (primeiro gráfico)."

    A matéria do Vox recorre a dados do, segundo ela própria, "left-leaning Economic Policy Institute". Esse instituto de esquerda, sem citar qualquer fonte, apenas diz que o "salário por hora" cresceu pouco (mas salário por hora não é a única remuneração que existe).

    Já o gráfico 1 do artigo do IMB utiliza dados do Fed, e mostra que de 1973 até hoje, houve um aumento de 30% na renda média real das famílias.

    Mas agora vem o melhor de tudo.

    "Dados de um estudo mais recente fazem uma radiografia da distribuição dessa remuneração no período de 1980 a 2014. O americano com remuneração (incluindo benefícios) até a mediana teve aumento real anual de até 1% no período"

    Então a coisa está muito melhor do que parece!

    Crescimento real de 1% ao ano durante 35 anos equivale um aumento real total de 41%!

    Repito: segundo estes seus dados, o americano teve um aumento real total de 41% neste período.

    Tal valor é maior -- muito maior -- do que os dados do primeiro gráfico deste artigo do IMB (que apontam um crescimento de 30% neste período).

    Portanto, segundo você próprio, os americanos estão ainda melhores do que diz o próprio artigo. O artigo diz que, neste período, a renda real deles subiu 30%. Já você diz que subiu 41%.

    Se sua intenção era criticar, você deu um belo tiro n'água. Acabou simplesmente intensificando ainda mais o ponto do artigo.

    "Uma outra matéria sobre variação de preços de bens e serviços mostra que os itens que mais caíram de preço no período analisado são aqueles que você não precisa. Já itens como moradia, alimentação, saúde, educação tiveram aumentos bastante significativos. "

    Moradia, saúde e educação são exatamente os setores mais regulados e interferidos pelo estado (não só nos EUA, mas no Brasil também). Ao dizer que estes setores foram os que mais tiveram aumentos de preços (algo que os libertários vivem enfatizando) e que todos os outros tiveram redução, você está simplesmente batendo palmas para o livre mercado e criticando a intervenção estatal.

    Bem-vindo ao time.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2499

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2834

    "Quanto a oferta de "comodidades" "gratuitas", me parece haver uma certa ingenuidade. Empresas como Facebook e Google são monopólios que vivem as custas de um verdadeiro assalto à privacidade e à produtividade, e de uma ameaça à saúde e ao bem estar dos seus usuários."

    Bocejos.

    Dizer que Google e Facebook são monopólios é um atentado à inteligência. Que poder monopolista estas empresas possuem? Ninguém é obrigado a usar seus serviços, há uma ampla liberdade de entrada no mercado para concorrer com eles, e há várias empresas concorrentes.

    Em relação ao Google, por exemplo, há mais de uma dúzia de concorrentes. Por que você não os usa? Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy e StartPage estão aí, implorando para você utilizá-los.

    Por que você não os utiliza? Simples: porque você reconhece que os serviços fornecidos pelo Google são os melhores. Consequentemente, você voluntariamente privilegia o Google em detrimento dos outros. Você não quer abrir mão da qualidade e da praticidade do Google, né?

    A definição de monopólio é cristalina: detém monopólio aquela empresa que usufrui uma reserva de mercado garantida pelo governo. É monopolista aquela empresa que não possui concorrentes porque o governo proíbe o surgimento deles.

    Se há liberdade de entrada no mercado, então não há monopólio.

    Quanto a Google e Facebook, você não só pode usar concorrentes, como também -- e ainda mais importante -- não precisa usar nenhum deles.

    Quanto à baboseira sobre "afetar a saúde", vou me abster de comentar, por uma questão de decência.


    Mas sua participação aqui foi boa. Involuntariamente, você disse que os dados do artigo sobre o crescimento da renda dos americanos estão subestimados. Segundo você próprio, a renda cresceu muito mais que aquilo.

    Saudações.
  • Pobre Paulista  16/03/2018 13:08
    As definições de XABLAU foram atualizadas com sucesso
  • Pobre Paulista  16/03/2018 13:09
    Caro SERGIO MARDINE FRAULOB ,

    Porquê as relações comerciais devem ser simétricas?
  • Felipe Lange  17/03/2018 23:43
    Muito provavelmente os dados dos salários estagnados (eu achei que fossem verdade), o Andre deve ter se baseado também naquele vídeo do Nerdologia onde ele citou um livro falando sobre automação cujo autor citou que a automação que estagnou os salários (sem base nenhuma).
  • Andre  24/03/2018 23:45

    A matéria do Vox recorre a dados do, segundo ela própria, "left-leaning Economic Policy Institute". Esse instituto de esquerda, sem citar qualquer fonte, apenas diz que o "salário por hora" cresceu pouco (mas salário por hora não é a única remuneração que existe).

    O Economic Policy Institute EPI é uma respeitada think tank americana. Ser "left leaned" nos EUA significa ser liberal, o que implica um alinhamento com o Partido Democrata. A EPI tem nos seus quadros Robert Reich, político que foi Secretário de Trabalho do Presidente Clinton e atuou em 3 outros governos democratas.

    O gráfico aparece em vários estudos do EPI, entre eles Raising America's Pay. A principal fonte é o Bureau of Labour Statistics.

    Uma das conclusões do EPI é a de que a partir de 1973 a remuneração horária (salários e benefícios) da maioria dos trabalhadores americanos ficou estagnada ou decresceu, apesar dos ganhos de produtividade continuarem crescendo. Os aumentos, quando houveram, se concentraram nos que recebem os maiores salarios. Em 2017 houve uma recuperaçao mais significativa dos salários, mas as faixas inferiores continuaram prejudicadas, contribuindo para o aumento da desigualdade.

    Já o gráfico 1 do artigo do IMB utiliza dados do Fed, e mostra que de 1973 até hoje, houve um aumento de 30% na renda média real das famílias.

    O artigo do IMB analisa renda mediana das famílias. O gráfico do relatório da EFI representa o valor médio do salário por hora. São indicadores diferentes.

    Segundo dados do FRED o aumento da renda mediana familiar foi de 23% de 1973 (58208) a 2015( 71590) e não 30%.

    Nenhum destes dois indicadores é suficiente para uma radiografia mais precisa da situação. Por esta razão eu comentei o segundo gráfico.

    Portanto, segundo você próprio, os americanos estão ainda melhores do que diz o próprio artigo. O artigo diz que, neste período, a renda real deles subiu 30%. Já você diz que subiu 41%.

    Não. Primeiro, eu não disse que subiu 41%. Segundo, o artigo do IMB analisa renda média das famílias. O segundo gráfico do artigo do Vox que eu menciono avalia a distribuição da renda nacional dos trabalhadores adultos. Novamente, são dados diferentes.

    Este segundo estudo que eu comentei prove uma visão bem mais detalhada. Apresenta uma visão de como evoluiu cada faixa da renda nacional americana. O artigo original apontado pelo Vox foi considerado inovador pois considera 100% da renda nacional e você pode consultar aqui.

    Por exemplo, a remuneração média antes de impostos dos 50% de adultos que compõem a base da pirâmide está estagnada em cerca de US$ 16.000 desde 1980 até 2014 (em valores de 2014) enquanto a média de renda nacional cresceu 61%, para $64,500, no mesmo período. Isto significa que a participação da metade inferior dos trabalhadores caiu de 20% da renda nacional em 1980 para 12,5% em 2014. As tabelas 1 e 2 das páginas 39 e 40 resumem a situação. Os 20% mais pobres tiveram uma redução de 25%. Ocorreu ainda uma concentração de renda muito significativa nos 10% de indivíduos do topo, que viram sua renda aumentar 121%, o dobro da média. Já os 0.01% do topo tiveram um aumento de 320%, 4 vezes a média. Isto explica o aumento da desigualdade e da pobreza absoluta de algumas camadas que somam 50% da sociedade americana, em contraste com o período anterior.

    Recomendo estudar as 2 tabelas e o próprio texto.

    Dizer que Google e Facebook são monopólios é um atentado à inteligência.

    monopoly = exclusive control of a commodity or service in a particular market, or a control that makes possible the manipulation of prices.

    Se você se der o trabalho de consultar os relatórios financeiros do Facebook verá que o único produto é a propaganda. Todos os serviços que você menciona são engodo para atrair usuários para os quais será apresentada a propaganda. O mesmo raciocínio vale para a Alphabet, que possui outras linhas de receita, mas a maior parcela é a propaganda.

    Eu particularmente não utilizo nenhum engodo do Google para assuntos importantes. Uso uma conta de Gmail para cadastro em sites não importantes. Para demais emails uso o Protonmail e o Tutanota. Para busca uso preferencialmente o DuckDuckGo. Para acessar vídeos do YouTube eu uso hooktube.com. Meu celular roda lineageos e não tem nenhum software do Google instalado.

    Quanto à baboseira sobre "afetar a saúde", vou me abster de comentar, por uma questão de decência.

    Research Links Heavy Facebook And Social Media Usage To Depression

    The Slot Machine in Your Pocket
  • Luiz Gabriel  19/03/2018 04:26
    Este é um dos poucos blogs da internet onde os comentaristas escrevem corretamente e defendem raciocínios coerentes. Me faz ter fé na humanidade.
  • Leitor Antigo  19/03/2018 12:26
    Sim, é o lugar de mais alto nível de toda a internet brasileira. E só é assim porque o site não é pop (nem popular e nem populista) e não rebaixa sua qualidade para tentar conseguir a audiência dos mais intelectualmente incapazes. Que continue assim.
  • Intruso  19/03/2018 17:14
    A questão é que Trump além de ganhar a eleições em estados com predomínio da economia rural e de moral religiosa e conservadora, ganhou também em estados do cinturão da ferrugem, onde há uma enorme quantidade de antigos galpões industriais abandonados, e onde a população nutre uma grande nostalgia dos velhos tempos onde a grande maioria estava empregada na indústria, que ofereciam trabalho em tempo integral e havia relativa estabilidade. Atualmente o desemprego está baixo, mas a grande maioria dos empregos não tem a qualidade que havia no passado. A maioria dos empregos oferecidos hoje em dia é de meio período em serviços estilo McDonalds. A nostalgia do passado ajudou a eleger um governo populista e que está entregando aquilo que prometeu, mais protecionismo.
  • William  19/03/2018 17:35
    "Trump além de ganhar a eleições em estados com predomínio da economia rural e de moral religiosa e conservadora"

    Todo e qualquer republicano sempre ganha nestes estados.

    "ganhou também em estados do cinturão da ferrugem, onde há uma enorme quantidade de antigos galpões industriais abandonados, e onde a população nutre uma grande nostalgia dos velhos tempos onde a grande maioria estava empregada na indústria, que ofereciam trabalho em tempo integral e havia relativa estabilidade."

    Isso é um grande mito.
    Do Rust Belt, apenas cidadezinhas da Pensilvânia e de Michigan são decrépitas, sendo que as de Michigan estão relacionadas à indústria automotiva (que será prejudicada pelas tarifas sobre o aço). Apenas as da Pensilvânia de fato são siderúrgicas.

    Dito isso, dizer que essas populações nutrem "uma grande nostalgia dos velhos tempos onde a grande maioria estava empregada na indústria" é algo bastante forçado e nada comprovado. Ninguém em sã consciência realmente acredita que aquelas indústrias decrépitas e abandonadas serão repentinamente reativadas e voltarão a funcionar. E muito menos que isso acontecerá em decorrência de tarifas de importação.

    (Pode até haver uma ou outra cidadezinha da Pensilvania em que as pessoas têm um QI baixo o bastante para realmente acreditar que isso irá acontecer; mas isso não torna essa sua afirmativa válida em termos gerais).

    Aliás, falando em termos gerais, o que realmente dá pra generalizar é que pessoas pouco instruídas e cuja mão-de-obra é de baixa qualidade não querem trabalhar pesado em siderúrgica; elas preferem continuar no welfare. O dinheiro vem do mesmo jeito e sem esforço. (E, sinceramente, é difícil crer que indústrias americanas irão contratar mão-de-obra de baixa qualidade).

    Por fim, as evidências empíricas apontam que Trump foi eleito muito mais em decorrência da explosão dos custos gerada pelo Obamacare sobre a classe média (que inclui todo o eleitorado da Pensilvânia) do que por suas propostas de tarifas de importação, as quais nem sequer têm como "aumentar o emprego", pois este está sendo substituído pela automação, mesmo nas indústrias protegidas.
  • Emerson Luis  12/04/2018 10:51

    O protecionismo em qualquer forma é um erro e os argumentos apresentados são sempre infundados.

    Mas o motivo oficial nem sempre é o verdadeiro motivo. Temos que olhar a foto e o filme.

    Talvez seja a estratégia do cachorro louco:

    "Eu sei que essa decisão também vai me prejudicar; mas vai prejudicar muito mais a você, enquanto eu aguento o baque; você sabe disso, então é melhor você ceder às minhas outras exigências."

    Não estou defendendo Trump nem "desdefendendo", só tentando compreender.

    * * *
  • Paulo  06/06/2018 19:13
    Esse artigo indica que o maior responsável foi o setor de TI - Computadores
    medium.com/pensamento-econ%C3%B4mico-marginal/a-farsa-industrial-estadunidense-70d4ec073a9a

    E que a industria, em si, não teve um aumento de produção muito maior do que o resto da economia.
    O problema é que os economistas não separam a industria por setor, ai da a impressão que o setor de circuitos integrados é o mesmo que o de fazer sapatos.
    No geral, foi o setor de computadores que inflou esses dados, e se você tirar ele, o resto da industria produz menos hoje do que em 2007
  • Vladimir  06/06/2018 19:30
    "o maior responsável foi o setor de TI - Computadores"

    Que é exatamente o setor que paga os melhores salários e fornece o melhor ambiente de trabalho.

    "ai da a impressão que o setor de circuitos integrados é o mesmo que o de fazer sapatos."

    Juro que não entendo a esquerda: reclamam de salários baixos e ambientes insalubres; aí estes são trocados por salários altos e ambientes confortáveis. E aí ela reclama mais ainda...

    Quer dizer então que é preferível ter mais fábricas de sapatos (e salários baixos) de que circuitos integrados (e salários altos)?!

    "E que a industria, em si, não teve um aumento de produção muito maior do que o resto da economia."

    Ué, mas o argumento da esquerda é exatamente o de que a indústria estava desabando! Agora já estão aceitando falar que não só não está caindo, como na verdade está crescendo?

    Se tudo o que restou foi dizer que "está crescendo, mas não mais que o resto da economia", então, meu amigo, esta é a mais fragorosa admissão de derrota.

    "No geral, foi o setor de computadores que inflou esses dados, e se você tirar ele, o resto da industria produz menos hoje do que em 2007"

    A indústria americana produz hoje menos carros que em 2007? Cadê a fonte? No artigo que você linkou não tem isso?

    Produz menos bens de capital? Cadê a fonte?

    Produz menos máquinas e equipamentos em geral? Cadê a fonte?

    O artigo que você linkou, repito, não mostra nenhum dado desagregado (ao mesmo tempo em que critica a agregação de dados).


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