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A "desindustrialização" foi intensificada pelos governos, mas é um fenômeno inevitável
As causas positivas e as negativas

Começarei primeiro afirmando minha posição. Em seguida, apresentarei argumentos para sustentá-la. E concluirei comentando o ponto realmente crucial, que é bastante ignorado nos debates.

O cenário

O enriquecimento econômico de uma sociedade é um fenômeno que, tipicamente, envolve a realocação de mão-de-obra: esta sai da produção industrial e vai para o setor de serviços.

Mas tal fenômeno, por si só, não gera uma redução na produção industrial.

O declínio da produção industrial observado em países como EUA e França nos últimos trinta anos se deve, em parte, à exportação de capitais (empresas que se mudam para outros países), mas principalmente ao intervencionismo governamental na forma de crescente burocracia e regulações sobre os negócios, leis trabalhistas mais rígidas que as asiáticas, carga tributária crescente, políticas educacionais ruins, problemas previdenciários e sindicatos agressivos exigindo privilégios crescentes.

Esse declínio não será interrompido, e nem muito menos revertido, por meio de mais intervenções governamentais — mesmo que estas sejam criadas com o genuíno desejo de reindustrializar o país.

Agora, algumas considerações para sustentar essas alegações.

As causas

A realocação da mão-de-obra em uma economia em crescimento resulta majoritariamente da acumulação de capital e das mudanças de preferência de consumo da população.

Isso faz com que novos investimentos e ampliações da estrutura de produção da economia sejam uma constante. Tal fenômeno, por sua vez, exige que o setor dedique mais tempo à invenção de novos métodos, à preparação da atividade industrial, à coordenação e ao monitoramento das cadeias de fornecimento.

Nesse cenário, a demanda por mão-de-obra industrial de baixa qualidade diminui, e há um aumento na demanda por mão-de-obra industrial de alta qualidade. No entanto, o que realmente aumenta é a demanda por mão-de-obra administrativa, cuja função é gerenciar a logística das cadeias de fornecimento. Ou seja, aumenta a demanda por mão-de-obra especializada em resolver problemas.

O aumento da renda real da população afeta suas demandas e seu estilo de vida. Em vez de trabalhar longas horas, as quais geram apenas uma recompensa monetária, as pessoas cada vez mais passam a preferir atividades mais agradáveis que forneçam uma imediata recompensa psicológica e emocional. Daí a explosão de atividades artísticas, intelectuais e científicas nos países desenvolvidos, em detrimento do tradicional emprego industrial.

Assim, como consequência natural do crescimento econômico, a produção industrial declina em relação ao nível em que poderia estar caso continuasse atraindo mão-de-obra.

Mas isso, por si só, não implica uma redução na produção física industrial. Tampouco implica uma redução no faturamento das indústrias. A acumulação de capital e o progresso tecnológico tornam possível à indústria prosperar mesmo havendo menos pessoas empregadas nela. A Alemanha é um grande exemplo disso.

Nos últimos trinta anos, os capitalistas ocidentais investiram grandes quantias de capital nos países orientais. Essa realocação de capital, embora benéfica do ponto de vista da economia mundial, foi deletéria no curto prazo para o desenvolvimento industrial daqueles países ocidentais nos quais este capital teria sido aplicado não fossem os orientais.

Porém, os investimentos em capital nos países ricos caíram muito mais em decorrência da explosão de vários tipos de intervenções governamentais:

a) Os generosos benefícios assistencialistas diminuem os incentivos para se aceitar empregos industriais que pagam pouco e exigem muito.

b) Subsídios maciços para a educação universitária prolongam o período acadêmico dos jovens, reduzem a oferta de mão-de-obra industrial qualificada, e criam uma predisposição para a busca de atividades científicas, intelectuais e artísticas.

c) O arsenal de regulações fez com que, de um lado, os custos para se empreender se tornassem cada vez maiores; de outro, estimulou o rent-seeking e várias outras formas de se obter privilégios via conexões políticas. Hoje, essas regulações garantem o emprego de um exército de lobistas, advogados, contadores, auditores e conselheiros financeiros, tudo à custa do empreendedorismo tradicional.

O cerne da riqueza moderna

Tendo explicado tudo isso, passo agora para o ponto crucial: essas intervenções governamentais apenas aceleraram um fenômeno que sempre foi inevitável. A redução da mão-de-obra no setor industrial é um fenômeno natural e inexorável.

No mundo atual, e cada vez mais no futuro, o cerne da riqueza não está no setor industrial; o cerne da riqueza está no conhecimento

Mais especificamente, o conhecimento que é aplicado com o intuito de aumentar a riqueza das massas por meio dos serviços. Esses serviços podem ser digitais ou podem ser pessoais. Mas não são baseados na manufatura.

No mundo contemporâneo, a riqueza está na venda de ideias, na venda de eficiência, na venda de entretenimento, na venda da solução de problemas e, acima de tudo, na venda de qualquer método que permita reduzir os custos das matérias-primas, o custo do capital e o custo da produção.

Por isso, é de se esperar que a indústria tenha cada vez menos mão-de-obra empregada em serviços mecânicos e repetitivos, seja cada vez mais equipada por máquinas totalmente controladas por programas computacionais, e, acima de tudo, tenha uma demanda crescente por poucas pessoas capazes de apresentar idéias e demonstrar aptidão para solucionar problemas.

A mão-de-obra mais demandada pela indústria não será a do chão de fábrica (cada vez mais substituída por robôs), mas sim a do gerente capaz de administrar a logística, coordenar a cadeia de suprimentos e, acima de tudo, apresentar soluções para problemas.

Isso, em si, é ótimo. Utilizar mão-de-obra humana para fazer esforços repetitivos e puramente mecânicos é um grande desperdício de recursos escassos. O uso de máquinas e de inteligência artificial permite que a humanidade seja libertada do fardo do trabalho maçante e exaustivo, e passe a se dedicar ao conhecimento e à solução de problemas.

A participação da indústria na economia irá diminuir, assim como a quantidade de pessoas empregadas neste setor. Mas isso não significa que sua produtividade será menor. Ela será apenas mais eficiente.

Ao redor do mundo, as nações industrializadas terceirizaram sua base manufatureira de duas maneiras: ou transferiram suas indústrias pesadas para países estrangeiros extremamente pobres ou adotaram programas computacionais que não reclamam de fazer trabalho pesado (e o fazem com extrema eficiência). Os trabalhos passaram a ser efetuados com uma qualidade ímpar tanto por pessoas pobres em países estrangeiros quanto por robôs que estão se tornando cada vez mais eficientes em decorrência da adoção de melhores técnicas de produção e de melhores programações computacionais.

Essa tendência é irrevogável.

Por tudo isso, a riqueza, cada vez mais, estará na capacidade de apresentar soluções para problemas. No setor industrial, a riqueza estará com aquele que souber apresentar idéias para cortar custos, cortar preços e resolver problemas. Mas esses, por definição, serão uma ínfima minoria.

A quantidade de mão-de-obra humana empregada na indústria irá continuar diminuindo.

Conclusão

O gráfico abaixo mostra a participação da indústria no PIB dos países mais ricos do mundo.  A linha azul mostra a participação da indústria japonesa no PIB japonês; a laranja, a dos EUA; a verde, a da Finlândia; a vermelha, a da Alemanha; a preta, a da Holanda; e a vermelha grossa, a média mundial.

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Como se pode ver, o percentual de contribuição da indústria à produção econômica total vem declinando continuamente ao longo dos últimos 40 anos. Se o gráfico mostrasse mais 40 anos anteriores, o mesmo tipo de declínio seria perceptível.

Trata-se de um fenômeno mundial. Trata-se de um fenômeno irreversível. 

Essa tendência não pode ser interrompida — e nem muito menos revertida — por políticas industriais, as quais se resumem a protecionismo e mais gastos governamentais, tudo com base na espúria noção de que políticos irresponsáveis (e quase sempre sem experiência na área) sabem melhor como usar e investir os recursos escassos disponíveis. Tais políticas fracassaram completamente no passado, e fracassarão de novo no futuro.

Uma genuína reindustrialização requer simplesmente mais oxigênio para a indústria. Requer nada menos que a abolição dos obstáculos artificiais que as intervenções governamentais criaram ao longo das últimas gerações.

Mas, ainda assim, a indústria jamais voltará a ter a proeminência de antes. E muito menos os empregos.

26 votos

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Frederico Paiva  07/03/2018 16:18
    Sobre esse fenômeno da desindustrialização (que na prática nada mais é do que a redução de empregos no setor industrial), o que é interessante é que ao longo dos séculos os pais sempre se esforçaram para colocar seus filhos dentro de alguma guilda ou para arranjar para eles alguma sinecura, de modo que eles nunca mais teriam de fazer trabalho físico extenuante.

    Ou seja, o que praticamente todos os pais queriam para seus filhos é exatamente aquilo que já está acontecendo hoje: não ter de fazer esforço físico repetitivo e exaustivo.

    E ainda assim há pessoas que reclamam da redução da participação da indústria na economia, ou seja, reclamam da diminuição da demanda por esforço físico monótono e exaustivo.

    Essa redução tem sido uma das maiores bênçãos do mundo moderno, mas ainda há pessoas que honestamente acreditam que a economia de seu país está ruim simplesmente porque a demanda por trabalho físico e exaustivo caiu.
  • Edson  07/03/2018 16:31
    Com certeza é a tendência da nossa evolução, trabalhos mais inteligentes, mais tecnológicos, mais cerebrais e menos manuais. Lutar contra isso é perda de tempo. E também um baita atraso.

    É dose ver gente falando sobre "desindustrialização" e pedindo providências dos governos sem entender o quanto tal fenômeno é natural no desenvolvimento de um país.

    Agora um problema: se boa parte do povo não acompanhar essa mudança, é provável que uma parte dessa massa ficará desempregada, e a outra parte insegura quanto ao seu emprego. Desse jeito aumentando ainda mais a interferência do sindicato e do governo, e assim atrapalhando essa evolução.
  • Kira  08/03/2018 05:17
    Paulo Kogos tem um vídeo inteiro falando sobre essas falácias de esquerda de que "a automação vai retirar empregos" na prática nenhuma mudança tecnológica em larga escala surge da noite pro dia, o processo é sempre economicamente e culturalmente gradual em uma sociedade livre, é tempo suficiente inclusive para que as pessoas tenham como se adaptar, o problema é que em uma sociedade aversa ao desenvolvimento, vitimista e educada para ser medíocre sem perspectivas, tende a criar uma barreira mental que leva a intervenções nocivas de governos para atrasar a civilização. Estamos no século 21, nenhuma sociedade deve se render a idiotismos ultrapassados ou abdicar da automação porque alguns empregos serão extintos, nossa qualidade de vida aumenta a medida que não necessitamos mais de trabalhos que máquinas podem assumir.



  • Luiz Novi  08/03/2018 15:26
    No minuto 4,16, quando ele se refere ao comunistinha que não debate com quem não é formado em economia, ele foi top demais. Eu pagava para ver um debate que ele ia dar uma surra nesse comunistinha.
  • Marcelo  07/03/2018 16:36
    Eu acrescentaria que um fator extremamente importante para a saída das indústrias dos países desenvolvidos é o crescente e estridente aumento das regulações ambientalistas, bem como a crescente hostilidade de grupos ambientalistas contra qualquer projeto industrial que implique algum grau de poluição (ou seja, qualquer indústria).

    A incerteza criada por regulações, por má publicidade (estimulada por ambientalistas) e por litígios é um fator que empurra as indústrias para a Ásia, onde regulações ambientalistas são bem menos proeminentes.
  • Ze da Moita  07/03/2018 19:08
    curioso que no Brasil o setor agrário resiste bem as pressões ambientalistas
  • anônimo  07/03/2018 19:34
    Só os grandões. Tente um zé ninguém quebrar as regulamentações ambientais bem de leve para ter sua vida destruída pelo governo.
  • Mídia Insana  07/03/2018 19:47
    A bancada ruralista é enorme na câmara dos deputados. Somente as bancada dos refugiados educação pública rivaliza com ela.
  • Felipe Lange  07/03/2018 22:38
    Essa bancada ruralista seria o que exatamente? Um bando de corporativistas ou realmente defendem menos regulações?
  • Mídia Insana  08/03/2018 04:53
    Bancadas são categorias (categorias, não associações) transversais do parlamento e vão além de linhas partidárias (a bancada evangélica, por exemplo). Não sabemos exatamente quão grande é a bancada ruralista especificamente, já que os deputados "ruralistas" têm outras bandeiras também. Estima-se que existam 190 a 200 votos, mas alguns cientistas políticos estimam até 270 assentos porque bancada ruralista é um bicho-papão para os cientistas políticos.

    É o parlamento brasileiro, então não espere nenhum tipo de educação em economia. Quando a esquerda fala na bancada ruralista, é geralmente para categorizar políticos que tenham votado contra a reforma agrária ou alguma ambição da esquerda no campo em algum momento. Sei que o Sakamoto já tentou culpar a "bancada ruralista" de patrocinar o trabalho escravo, por exemplo.

    A bancada evangélica, por outro lado, é mais fácil de identificar.
  • marcela  07/03/2018 16:40
    Se os EUA não querem aço estrangeiro,isso significa que haverá excesso de aço no mercado mundial.Para o brasil isso significa aço mais barato para a indústria e menos inflação.Tomara que o Trump crie taxas para automóveis também pois com o fim do maldito inovar alto é possível que esses automóveis venham ser vendidos por aqui aumentando a concorrência.Enfim que a choradeira fique com o mises institute lá do Alabama.
  • Ze da Moita  07/03/2018 19:10
    já tem um projeto por aí, acho que ROTA 2030, para beneficiar o cartel de montadoras que o governo mantem
  • Felipe Lange  07/03/2018 22:40
    Poderiam fazer um artigo sobre essa gambiarra aqui no Brasil. Se não me engano o ROTA 2030 ao menos tira parte das tarifas protecionistas e de cotas de importação.
  • Humberto  07/03/2018 16:43
    Empregos industriais antigos -- maçantes, mecânicos, monótonos, exaustivos e emburrecedores -- não irão voltar por vontade política. E tampouco são desejáveis.

    Estamos em transição para a economia digital, será uma era de grandes deslocamentos e reajustes, assim como ocorreu com agricultura (já foi o maior empregador dos países ricos, hoje não chega nem a 4% de seu PIB, e ainda assim alimenta todo mundo). A riqueza estará no setor de serviços tecnológicos, que facilitam a vida das pessoas. Mas mesmo assim apenas para os que tiverem conhecimento.
  • Andre  07/03/2018 17:12
    se olharmos em qualquer escala de tempo, os bens manufaturados tem se tornado cada vez mais baratos e acessíveis, seja pela busca da eficiência com automação de processos, seja pela migração maciça para os países de mão de obra barata, e só não o são mais, pelo menos no Brasil, pelo histórico aumento da carga tributária incidente sobre toda a cadeia produtiva (ICMS, ISS IPI e encargos trabalhistas) e a insistência na inflação de preços via crédito. Ou seja, imagina se não houvesse esse salto contínuo de produtividade, estaríamos enrascados!

    Sobre o Brasil, creio que o problema é que o encolhimento da indústria não esteja ocorrendo devido a aumento de produtividade, concorrência ou qualificação da mão de obra, mas pelo contrário: a mão de obra e as importações caras se traduzem em inexpressivo incremento da produtividade, e aliada à proteção direcionada a alguns grandes players da indústria nacional, majora sobremaneira o risco de se empreender de forma inovadora no setor manufatureiro. Trocando em miúdos, se produzir panelas, pentes, chuveiros e sapatos de fato não é o segredo para a prosperidade, prestar serviços de manicure, atendente de call center, entregador de pizza e guarda de carros também não pode ser visto como algo positivo para o enriquecimento do país.

    Precisaríamos de ganhos de produtividade em todos os setores setores para poder justificar com louvor a derrocada em participação do PIB da indústria nacional, mas à exceção da agropecuária (5% do PIB), não vejo o mesmo acontecendo.
  • Leandro  07/03/2018 17:21
    Tudo certo no que você disse, mas as causas do encolhimento da indústria brasileira também são outras.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1918
  • Felipe Lange  07/03/2018 17:13
    "mas principalmente ao intervencionismo governamental na forma de crescente burocracia e regulações sobre os negócios, leis trabalhistas mais rígidas que as asiáticas, carga tributária crescente, políticas educacionais ruins, problemas previdenciários e sindicatos agressivos exigindo privilégios crescentes[...]"

    O que seriam exatamente essas políticas educacionais ruins?
  • Felipe Lange  07/03/2018 22:43
    Bom, esses artigos eu já li mas de todo modo obrigado.
  • Zafin   07/03/2018 17:14
    O grande ponto é: se você quiser ganhar dinheiro resolva um problema (demanda).

    Se você quiser ganhar MUITO dinheiro, resolva um problema (demanda) que as pessoas nem desconfiavam que tinham.

    os grandes resolvedores de problemas como ford, edison, ou mesmo o zuckerberg, resolveram problemas de pessoas que nem desconfiavam que precisariam de carros, energia elétrica ou mesmo Facebook.

    hoje as pessoas fecham negócios e ganham dinheiro no facebook.
  • Sertanejo  07/03/2018 18:04
    A esquerda está se lixando para a economia. A esquerda na economia é como um bêbado que bebe para curar a ressaca.

    As regiões norte e nordeste do Brasil são as maiores provas desse artigo.

    Se não houvesse salário mínimo, o nordeste estaria muito mais rico do que recebendo bolsas e investimentos estatais.

    Como um peão de fábrica custa 1900 reais/mês, vale mais à pena construir as fábricas em regiões mais desenvolvidas e mais próximas do comércio.
  • Ze da Moita  07/03/2018 19:12
    o que todo nordestino que vinha pra SP fazia: vinha trabalhar para receber o salário mais alto que no nordeste, fazia um pé de meia e voltava pro nordeste para viver do que conquistou, comprando terrenos e levantando casa; aí veio o salário mínimo nacionalmente unificado
  • Mídia Insana  07/03/2018 19:44
    É engraçado como a esquerda abomina a 'competição fiscal' entre estados, impedindo que regiões onde não há infraestrutura tenham algo a oferecer às empresas que queiram se estabelecer por lá.

    Depois querem reclamar de São Paulo.
  • Mídia Insana  07/03/2018 18:17
    Sobre os EUA, também é importante falar sobre como os prefeitos democratas arruinaram Chicago, Detroit e outras tradicionais cidades industriais. Seus gastos ostentosos, sua paixão por conflitos raciais e sua conivência com a violência afastam qualquer cidadão e empresa que ainda tenham amor próprio.

    E o pior: aproveitando-se da expansão de crédito de 2003 (que popularizou os student debts, levando uma horda de estudantes aos centros de doutrinação democrata universitários) e orquestrando mudanças demográficas para aumentar seus currais eleitorais, o número de prefeituras dos democratas só aumenta.

    Não é surpresa que tantos americanos tenham pulado no barco do Trump.
  • Luiz Moran  07/03/2018 19:05
    Ver os libertários criticando o Trump e o Bolsonaro é deveras divertido.

    A ignorância e idiotice contidas nas opiniões dessa turminha de condomínio, sem calo nas mãos, é de fazer inveja ao Tiririca ou a Dilmanta.

    Não dá nem pra classificar de miopia, é idiotice mesmo.


  • Felipe Lange  07/03/2018 22:44
    Pessoal, o neocon Luiz Moran voltou para defender os seus parasitas de estimação.
  • Demolidor  08/03/2018 02:00
    É compreensível sua posição, Moran. Quem está acostumado a raciocinar de maneira tribal, em estilo nós x eles ou mocinhos x bandidos, têm dificuldade mesmo em entender críticas.

    Lamento informar, mas santos e Papai Noel não existem.
  • eugenio  08/03/2018 05:19
    "DESCOBRIRAM A PÓLVORA"

    Varias vezes chamei e atenção e diziam, " sempre aconteceu isso" , agora o artigo fala desse "descobrimento da pólvora", menos músculos e mais neurônios, só que os neurônios estão também sendo desempregados.

    SOMANDO:
    -desempregos em massa de humanos com "inteligência muscular"

    -o diferencial do humano desempregado de hoje,para um que possa ocupar emprego disponível para ALGUÉM, é quase do homem da caverna para o usuário de um smart-toque de tela.

    Só dá para re educá-lo, o cara da caverna em "outra encarnação".
    Com alguma idade e pouca instrução de base, ele não vai virar analista de sistemas; as funções menos e mais intelectuais estão sendo feitas todas por robos,dotados de inteligência artificial, "educados em fração de segundos por um chip de memória,qualquer lingua, "credo"( se quiserem ele saudará "ALÁ SEJA LOUVADO", ou "VIVA CRISTO", " SARAVÁ ", etc...), conforme o cliente empregador quiser ou desejar.

    -O retorno da aplicação do recurso escasso num humano do tempo da caverna é só no pensamento, pura fantasia,é PT-PERDA TOTAL,e são milhões ou bilhões de desempregados de tacape na mão no planeta!!!

    -Sindicatos,politicos demagogos,Ongs, criando dificuldades para empregar humanos, sempre aumentando DIREITOS DOS TRABALHADORES, e com isso atrapalham o investimento de recursos escassos nos escassos empregos para humanos de "inteligência muscular".

    Só cego não percebe o tamanho do problema, pois não há chance de "atualizar",reciclar, fazer back up, desse pessoal todo e MESMO QUE DESSE, QUAL O INDUSTRIAL QUE EMPREGARIA RECURSOS ESCASSOS EM HUMANOS RECICLADOS, SINDICALIZADOS E USADOS POR DEMAGOGOS, SE EXISTEM ROBOS COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESPECIALIZADA E MAIS PODEROSA QUE UM HUMANO DO TEMPO DAS CAVERNAS, ROBOS QUE TRABALHAM 24 HORAS POR DIA, SEM CARTEIRA ASSSINADA,SEM SINDICATOS E ONGS CHEIAS DE GIGOLÔS ASPONES DE REPARTIÇÕES PÚBLICAS?

    Há algum tempo trazia este problema para pensarem, mas diziam sempre "isto já aconteceu"... JÁ, MAS NESTE NIVEL, NUNCA!!!!

    Pelo menos agora, os seres que usam inteligência de neurônios começam a ser dar conta que os outros seres dotados de inteligência de NANOCHIPS estão acumulando SOFTWARE e HARDWARE nuncadantes imaginados, em tão pouco tempo,EM TÃO POUCO TEMPO.

    Apenas poucos PENSANTES, e estes eram ignorados(muitos e muitos nem noção tem do que se passa)

    Resulta dessa soma um "TSUNAMI DE DESEMPREGO HUMANO" jamais vivenciado.

    A humanidade em 50 anos evoluiu tecnologicamente mais que em milhares de anos,eu quando garoto,sou do tempo da eletricidade, mas o fogão era a lenha,geladeira elétrica não existia, escutava gramofone, hoje70 anos, projeto placas de circuito eletronico com nanocomponentes, e estudo "AÇÃO FANTASMAGÓRICA A DISTÂNCIA" QUE ENDOIDOU Einstein, fenômeno quantico, e sabe lá para onde vamos.

    Uma SUPER MEGA AVENTURA, na existencia terrena, a mutação que temos o privilégio de vivenciar.

    amém.
    --------------------

    constatação griTante:

    A variavel "EMPREGABILIDADE HUMANA" participa nas equações economicas(taxas,impostos trabalhistas e sindicais), mas,MAS,MAAAAAS

    EMPREGABILIDADE ROBÓTICA assume participação já ou quase, talvez quiçá maior que a humana, e sobre ela, diferente da humana NADA ONERA , criando desequilibrio óbvio e ululante na resultante.

    Algumas minhas modestas
    SUGESTOES PARA AMENIZAR O TSUNAMI DE DESEMPREGO HUMANO :

    -ÔNUS ZERO para empregos humanos

    -REVERTER IMPOSTOS TRABALHISTAS para BONUS TRABALHISTAS: empregadores receberão importancias referentes a emprego humano .

    -TAXAR E CRIAR IMPOSTO PARA ROBOS!!!!! sim isso mesmo,os robos pagarão impostos em função da produção, e eles podem servir para sustentar/reciclar as massas humanas desempregadas bonus e beneficios de sustentabilidade

    -BENEFICIOS MILIONÁRIOS PARA "PENSANTES DE SUCESSO" na empregabilidade humana, ao inves, ou assim como Neymar, C RONALDO, quem criar inovações de influência global e benéficas, tera incentivos multi milionários.

    -INVERTER A LÓGICA

    "IMPOSTO ZERO PARA ROBOS",

    PARA

    "IMPOSTO ZERO PARA HUMANOS"

    Sim, TAXAR empregabilidade de ROBOS E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.


    -REFORMAR MINISTERIO DO TRABALHO PARA

    "MINISTERIO DO TRABALHO HUMANO E ROBOTICO"

    com estudos e legislação,regras do jogo, de adequação e atualização permanente.

    (quem quiser ousar a continuar a pensar nessa linha,se manifeste,"boca no mundo" e continue...)








  • Silvio Camolesi  08/03/2018 05:58
    Parte da matéria tem a ver, parte foi bem enviesada pra criticar a política do Trump que busca devolver os empregos aos EUA (e que pra desespero da esquerda começa a surtir efeito). Porque não mostrou a crescente participação da indústria no PIB chinês ou indiano?
  • Humberto  08/03/2018 12:46
    "Parte da matéria tem a ver, parte foi bem enviesada pra criticar a política do Trump que busca devolver os empregos aos EUA"

    Rapaz, mas tem gente que realmente é obcecada, mesmo. O artigo acima não tem absolutamente nada a ver com Trump. Tampouco faz qualquer alusão a suas políticas. Muito pelo contrário, aliás: cita políticas implantadas ao longo dos últimos 30 anos.

    Os trumpistas são mais delirantes que os lulistas, o que impressiona.

    "(e que pra desespero da esquerda começa a surtir efeito)."

    Mas, hein? As tarifas ainda nem sequer entraram em vigor e você está dizendo que elas já "começaram a surtir efeito"?!

    Meu caro, sério mesmo, isso é mais delirante que petismo.

    "Porque não mostrou a crescente participação da indústria no PIB chinês ou indiano?"

    Porque o artigo se refere ao ciclo industrial de países desenvolvidos, e China e Índia não são desenvolvidos.

    É cada coitado que desaba por aqui...
  • Hernan  08/03/2018 13:05
    Brasil é potência em inovação política:

    www12.senado.leg.br/noticias/audios/2018/02/zona-franca-no-paraguai-pode-levar-brasil-a-exportar-empregos-alerta-eduardo-braga

  • Tuta  08/03/2018 14:43
    Trabalho no ramo de sapatos, várias fábricas do setor foram fechadas nos últimos 15 anos devido a concorrência das empresas chinesas, pelo que eu entendi a vantagem das empresas chinesas no início deste século não foi devido ao cambio ou produtividade mas aos milhões de chineses que estavam na miséria e aceitaram salários baixos e péssimas condições de trabalho, logo as fábricas/trabalhadores brasileiros foram submetidos a uma concorrência injusta para que o setor agroexportador/minerador/importador faturasse bilhões?
    Trump, errou ao taxar o aço pq que vai beneficiar uma minoria e prejudicar várias industrias/ consumidores, o governo brasileiro não errou no inicio do século quando abriu o seu mercado para produtos chineses, fechando várias fabricas antes do tempo?
  • Vladimir  08/03/2018 15:25
    Sua ignorância econômica é avassaladora. Para começar, o chinês já ganha mais que o brasileiro:

    Salário médio de setor industrial na China já supera o do Brasil

    Por que o brasileiro ganha menos que o chinês

    Trabalhador brasileiro já ganha menos do que um chinês

    Cadê a "escravidão" chinesa?

    Outra coisa, desde quando um "exército de escravos" consegue fabricar produtos de qualidade ao ponto de expulsar os concorrentes do mercado? Escravo, por definição, tem trabalho improdutivo e de baixíssima qualidade. Se você de fato tivesse sido expulso do mercado por um "exército de escravos", isso seria simplesmente a comprovação de sua incompetência e da baixíssima qualidade do seu produto, o qual deveria ser tão ruim que até mesmo "escravos" conseguiam produzir algo melhor.

    Sério, se um "escravo" fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência. Se isso realmente ocorresse, então, francamente, quem foi expulso do mercado por "escravos" deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha.

    Por fim, meu caro, entenda esse básico: quem determinou que os sapatos dessas empresas brasileiras eram ruins e que os dos chineses eram melhores foram os consumidores. Foram eles que voluntariamente pararam de comprar os sapatos brasileiros e passaram a preferir os chineses, pois os consideravam com um melhor custo-benefício. Nenhum chinês obrigou os brasileiros a comprar seus sapatos. Logo, se quer criticar alguém, critique os consumidores. E, claro, aprume-se e dê um jeito de melhorar seu produto. Ou então vá fazer outra coisa em que você seja melhor.
  • Tuta  08/03/2018 16:16
    Vc só não falou que eu não estou me referindo ao presente mas a primeira década desse século, aonde fábricas/trabalhadores tanto no Brasil quanto nos EUA foram fechadas não pq a China tinha uma vantagem tecnológica mas pq os salários eram miseráveis e as jornadas de trabalho desumanas... Os consumidores, escolheram os produtos no passado não pq tinham uma qualidade superior, os sapatos brasileiros eram muito melhores do que os dos chineses a 15 anos, mas pq os preços eram baixos, já que eles não estavam sujeitos a nossa CLT, regulamentos, sindicatos, impostos, fiscalização... Nas matérias falam que o trabalhador chinês está ganhando mais por hora do que o brasileiro, mas pergunto vc confia nesses dados? se empresas de avaliação de risco nos EUA enganaram milhões pq eram corrompidas pelos bancos, imagine o governo Chinês!
    Mesmo que esses dados sejam corretos, eles se referem a salário/hora e os benefícios da CLT que um empregador tem que pagar aqui no Brasil! será que um empresário chines está sujeito a uma justiça do trabalho semelhante a nossa e a uma batalhão de fiscais e seus regulamentos?
    Pessoalmente evito comprar produtos chineses,tarefa quase impossível hoje, mas não entendo como muitos que se dizem liberais, apoiam que uma ditadura como a China, que financia novas ditaduras como a Venezuela seja tratada como um Japão/ Coreia do Sul, felizmente muitas pessoas estão acordando e vendo que arriscar a sua liberdade futura em troca de produtos mais baratos no presente não é tão inteligente.
  • Alfredo  08/03/2018 18:07
    "Pessoalmente evito comprar produtos chineses"

    Ótimo. Eu deixo você em paz na sua (abstendo-se de consumir), e você me deixa em paz na minha (comprando de quem eu quiser).

    Você tem algum problema com esse arranjo? Por que quer me proibir de comprar de quem eu quiser (China) e me obrigar a comprar de quem eu não quero (você)?

    "mas não entendo como muitos que se dizem liberais, apoiam que uma ditadura como a China seja tratada como um Japão/ Coreia do Sul [...]"

    É exatamente por isso que você não é nem liberal e nem conservador, mas sim um neoconservador xenófobo.

    Deixa eu tentar desenhar: quando eu compro ou deixo de comprar um produto chinês, quem ganha ou perde com isso é apenas o pequeno trabalhador chinês, que não tem nada a ver com o seu governo. O governo chinês não perde nada com o seu boicote. Ele mantém seu poder do mesmo jeito. Se boicote resolvesse algo, as populações de Cuba e Coreia do Norte já estariam livres. No entanto, o boicote só piorou a situação desse povo.

    Boicotar produtos chineses, de novo, só fará piorar a situação dos chineses, não trazendo absolutamente nada de efetivo no cenário geopolítico. Você estará simplesmente aumentando a miséria daquela população (em nome do humanismo, é claro), e a troco de nada. O governo chinês continuará no mesmo lugar.

    Aliás, vou mais além: a maneira mais garantida de você fortalecer um governo e fazer com que ele tenha apoio do seu povo é impondo um boicote aos trabalhadores daquele país. Parece que você não aprendeu nada com a história.

    É absolutamente impressionante como é que tem gente que ainda acredita que "boicote resolve". Cite um único caso de boicote que levou à derrubada de um regime e à libertação de um povo.

    E só lembrando: quando produtos param de cruzar as fronteiras, exércitos o farão. Boicotes e sanções são a maneira mais garantida de se começar guerras.

    Ah, é, mas havia me esquecido: fazer guerras é exatamente a tara dos neoconservadores. Mas desde que exclusivamente com os filhos dos outros, é claro.
  • Tuta  08/03/2018 20:08
    Meus avós/pais, nunca usaram sapatos, roupas, geladeiras, tvs, rádios, etc... fabricados na URSS, pq o Brasil era aliado dos EUA, imagine se os EUA das décadas de 50 a 80 abrissem seus mercados para os produtos Russos( A China da época) pq o país estava devastado e a mão de obra era mais barata do que americana. Os EUA, davam prioridade para a sua produção e de seus aliados. Os russos exportavam commodities e armas, usando as receitas dessas exportações para financiar seus programas armamentistas e de sabotagens, enquanto faltava comida para a maioria de sua população. Felizmente a maioria dos governos ocidentais não caíram na miopia de tratar a Russia Stalinista como aliada comercial e ela acabou desmoronando na década de 90 não tendo mais dinheiro nem para oprimir o seu próprio povo, levando a libertação de vários países que eram escravizados pelos soviéticos, como a polônia, Alemanha Oriental, etc.. Vc quer um exemplo maior de restrições comerciais e boicotes individuas( já que a maioria dos consumidores americanos nunca compraria um produto fabricado na Russia soviética) que levou a libertação de milhões de uma ditadura cruel como era a da URSS. As taxas, aos produtos chineses, podem até não impedir mas vão dificultar muito o projeto de poder da China maoista como ocorreu a URSS.
  • Alfredo  08/03/2018 20:47
    "Meus avós/pais, nunca usaram sapatos, roupas, geladeiras, tvs, rádios, etc... fabricados na URSS, pq o Brasil era aliado dos EUA, imagine se os EUA das décadas de 50 a 80 abrissem seus mercados para os produtos Russos( A China da época) pq o país estava devastado e a mão de obra era mais barata do que americana."

    Puta que o pariu! Quanta ignorância!

    Cidadão, é óbvio que seus pais nunca usaram "sapatos, roupas, geladeiras, tvs, rádios fabricados na URSS". Nem sequer os russos usavam isso. E sabe por quê? Porque país socialista não produz essas coisas! Como é que seus pais iriam usar coisas que nem sequer eram produzidas?

    Acorda!

    Ah, sim: e mesmo que essas coisas fossem produzidas, seus pais também não teriam como comprá-las, pois importação era algo proibido no Brasil. Ah, que saudades de ser proibido de comprar coisas de fora!

    É desanimador, viu....


    P.S.: nem me arrisquei a ler o resto. Vai que essa coisa é contagiosa...
  • Roberto  08/03/2018 20:50
    Ei, Tuta, me explica essa aqui. Vocês neoconservadores estão falando que as tarifas de Trump são uma jogada de gênio para atacar a China. Só que a China nem sequer está entre os 10 países mais afetados por essa tarifa!

    Trump steel tariffs to hit these 8 countries the hardest — and China is NOT one of them

    A China é responsável por menos de 2% do aço que os EUA importam, mas vocês "jênios" juram que a jogada de Trump é um ataque ao gramscismo chinês. Como exatamente?
  • Tuta  08/03/2018 22:01
    Alfredo,uma coisa é não produzir pq não existe mercado, outra é não ter capacidade de produzir. Os Russos, fabricavam aviões, armas, tanques, foguetes, satélites,aço, botas...isso já na década de 40, logicamente eles teriam capacidade de produzir sapatos, geladeiras e roupas muito melhores do que os fabricadas no Brasil e com qualidade semelhantes as fabricadas nos EUA/Europa, só não faziam pq existiam as taxas já que os americanos e seus aliados não permitiriam uma competição desleal que levaria ao fechamento de fábricas e desemprego a longo prazo.

    Roberto,
    Trump,busca um livre mercado mais justo para os americanos, a tarifa do aço é apenas o começo, ex: O Brasil, taxa de forma absurda praticamente todos os produtos dos EUA até remédios, como vai ter argumentos para criticar a tarifa de 10% sobre nosso aço! negociações serão abertas que podem até nos beneficiar, com remédios, eletrônicos mais baratos... no sistema atual quem sai ganhando é a burocracia de Brasília e poucas empresas, enquanto a maioria da população paga caro ou não consome produtos importados. Elon Musk, já está solicitando que o governo Trump, considere as taxas de importação dos carros chineses que só pagam 2,5 % para entrar nos EUA enquanto os chineses cobram 25%.. quando todas as empresas dos EUA passarem a cobrar de Trump o mesmo tratamento em termos de taxa que os outros países praticam sobre seus produtos, aí vai ficar claro o quanto a China sairá perdendo a longo prazo.
  • Guilherme  09/03/2018 01:07
    Sim, a URSS tinha satélites, foguetes e tanques. Só que, exatamente para poder ter essas coisas desnecessárias, sua economia era incapaz de produzir outras muito mais essenciais. Havia foguetes, mas não havia geladeiras, carros, fogões, máquinas de lavar e nem sapatos. As pessoas tinham de ficar em filas humilhantes para deixar seu nome numa lista para, dali a vários meses (ou anos), conseguir um sapato do governo.

    No socialismo é assim: ou você imobiliza matéria-prima em foguetes e tanques, ou em fogões, geladeiras, carros e máquinas de lavar. É impossível ter os dois ao mesmo tempo.

    Você dizer que os russos tinham capacidade de produzir isso tudo, mas só não o faziam por causa de "taxas dos americanos" é o cúmulo da ignorância econômica básica. Que diferença fazia eventuais restrições à importação americanas se os russos não produziam nem sequer para eles próprios?

    "Trump,busca um livre mercado mais justo para os americanos, a tarifa do aço é apenas o começo"

    Ah, agora mudou completamente o discurso, né? Confrontado pelos fatos (Trump nunca esteve preocupado com a China, que em quase nada é afetada pela sobretaxa do aço), agora você dá uma de espertalhão e fala que "veja bem, na verdade a questão é outra"...

    Vou continuar aqui me divertindo às suas custas. Por favor, invente mais desculpas para justificar as cagadas de seu ídolo...
  • Tuta  09/03/2018 02:13
    Mao, morreu em 1976, o seu legado foi uma China miserável, semelhante a Corei do norte atual só que com uma população 50x maior, pergunto:
    - Como em 30 anos a China se tornou a segunda maior potência econômica, de onde veio o capital inicial para construir as fábricas e treinar os funcionários, quem comprava a maioria da produção dessas fábricas nas décadas de 80/90/2000 o povo chinês?

  • Rodrigo  09/03/2018 15:01
    Essa até eu respondo:

    Com investimento estrangeiro maciço. Da mesma forma que coreia do Sul, taiwan, Hong Kong e etc...
  • Tuta  09/03/2018 16:23
    Rodrigo, exato!
    A ditadura chinesa, era pobre e fraca na década de 80... hoje ela continua sendo uma ditadura só que rica, forte, expansionista e com uma população de 1,3B, quem alimentou o monstro!
    O erro dos EUA e seus aliados, foi não terem dado a China pós Mao o mesmo tratamento que deram a URSS.. antes abriram seus mercados, aprovaram taxas baixas de importação, etc.. sem exigir liberdades individuais a população chinesa, proibição de investimento em empresas militares, restrição das forças armadas apenas a segurança do seu território/população, como foi feito ao Japão pós segunda guerra. Sei que é muito fácil ser profeta do passado e achar culpados, mas o fato é que a China atual representa uma grande ameaça presente/futura para as liberdades individuais das pessoas do ocidente como a URSS foi no século passado. A nova guerra Fria será muito mais longa e complexa do que a primeira.
  • Mano  09/03/2018 16:53
    Excelente ponto Alfredo:
    "Você tem algum problema com esse arranjo? Por que quer me proibir de comprar de quem eu quiser (China) e me obrigar a comprar de quem eu não quero (você)? "

    O problema é que ainda não vi nenhum socialista-neoconservador-protecionista ter coragem para responder a essa pergunta. O Tuta mesmo ignorou isso.

    Aliás, acrescentaria um único ponto: o Tuta fica magoado porque no Brasil temos a CLT e na China não há nada parecido. Em vez de reclamar com o governo e lutar contra a CLT, ele defende fazer lobby com o governo para proteger o seu setor específico, prejudicando vários outros.
  • Tuta  09/03/2018 19:29
    Não escrevi que era a favor da CLT, apenas que não foi correto abrir nossos mercados na década de 90 para uma nação como a China, a "desindustrialização" é inevitável mas ela ocorreu em alguns setores no Brasil antes do tempo e para uma nação cujo governo não respeita as liberdades individuais do seu povo, logo não foi justo para os empresários da época. A escolha foi dos consumidores! também foi a escolha de milhões de consumidores/empresas nos EUA se endividarem na bolha e falirem em 2008, logo uma escolha não muito inteligente financeiramente. Se com todas as informações em relação a China no presente, muitos ainda acham absurdo, Trump, pedir um comercio mais justo com taxas/acordos iguais!
  • Mano  12/03/2018 16:39
    Nem eu disse que você era a favor da CLT. Leia com mais calma da próxima vez.
    Disse apenas que você reclamou da falta de leis trabalhistas na China o que causaria uma suposta injustiça no mercado de bens entre os dois países. Isso já foi refutado em um bocado de artigos deste site.
    Para ser exato, você disse o seguinte: "mas pq os preços eram baixos, já que eles não estavam sujeitos a nossa CLT".
    A solução defendida por você e os socialistas-nacionalistas-protecionistas de plantão é pedir barreiras comerciais ao governo, em vez de brigar contra a CLT internamente.


    Bom, no final das contas, você novamente se esquivou da pergunta feita pelo Alfredo:

    "Por que quer me proibir de comprar de quem eu quiser (China) e me obrigar a comprar de quem eu não quero (você)?"

    Defender protecionismo é atentar contra as liberdades individuais.
  • Futurista  09/03/2018 13:17
    Importante ressaltar que a tendência à otimização do uso de mão de obra não é exclusiva do setor industrial. A mesma tendência existe na agricultura, serviços, etc. Todas as ocupações que podem ser automatizadas, eventualmente o serão, e essa é uma tendência secular. Além disso, o ser humano é uma máquina extremamente ineficiente para a esmagadora maioria das ocupações, inclusive mentais. Continuo acreditando que algumas profissões sobreviverão, e ser um empreendedor em uma época como essa pode ser o único caminho para o sucesso, mas para mim é óbvio que a maneira como várias características humanas se distribuem (inteligência e criatividade por exemplo) seguindo uma distribuição normal, significa que a maioria das pessoas falhará totalmente, com o agravante de que os empregos medíocres serão eliminados, ou seu valor será reduzido ainda mais.
    Creio que, ao contrário do que a esquerda prega, este processo não pode, e não deve, ser controlado pelo estado, mas, por outro lado, alguma política de redistribuição patrocinada, provavelmente, pelo mesmo estado, tem que existir.
  • anônimo  10/03/2018 23:24
    Sou 100% a favor da cada vez mais tecnologia nos empregos.

    Mas como o Brasil é o país do Direito e averso ao desenvolvimento para manter empregos do começo do século passado, o futuro da terra das jaboticabas é se tornar uma Índia.
  • Futurista  12/03/2018 10:35
    Alguns setores específicos podem até sofrer um pouco, especialmente com sindicatos que tenham um pouco mais de poder (metalúrgicos, imagino). Um % relevante vai ser contra, foi assim na revolução industrial inglesa, e vai ser assim em qualquer outro lugar.
    Se um empresário quiser fundar um negócio 100% automatizado e empregar pouquíssima mão de obra aqui no Brasil, não vejo maiores problemas em relação à legislação. Dado nosso judiciário trabalhista arcaico que toma decisões à revelia das novas leis trabalhistas, o mais racional para mim seria automatizar o máximo possível. Ele vai sofrer pressões, sindicatos, governos, pessoas etc, pressões absurdas. Mas saber lidar com pressões sem voltar atrás (desnecessariamente) e sem se acovardar faz parte do negócio. Creio que nosso problema é que a maioria dos empresários não querem bater de frente com grupos fortes de pressão. Não é a lei o problema.
  • anônimo  20/03/2018 22:49
    Como resolver o problema da concentração de latifúndios no Brasil?
  • Marco  21/03/2018 01:26
    Qual problema?
  • anônimo  21/03/2018 02:37
    Muitas terras estão improdutivas.
  • Landlord  21/03/2018 16:21
    O que você gostaria de produzir nessas terras?
  • Emerson Luis  06/04/2018 13:31

    Em resumo:

    Existe desindustrialização boa e desindustrialização ruim. Logo, a questão não é a desindustrialização em si mesma, mas o tipo de desindustrialização que um país está tendo principalmente.

    * * *


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