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Ajuste e arrocho são as consequências inevitáveis do populismo
E não uma imposição do liberalismo econômico

Com frequência, nos debates sobre economia e política, é comum acusar os defensores do liberalismo econômico de querer "fazer um ajuste em cima dos pobres", ou, uma variante, "querer que os pobres paguem pelo ajuste". Ou, ainda mais comum, "impor um arrocho ao povo".

De certa maneira, é necessário fazer um mea culpa: talvez tenhamos alguma responsabilidade por passar essa imagem, dado que, se estamos analisando as contas públicas e estas apresentam um buraco, prontamente dizemos que há um "desajuste" que tem de ser "ajustado".

Neste sentido, igualmente, a palavra 'ajuste' não tem nada de mau ou de pejorativo. Ela simplesmente decorre do fato de que se você está trilhando um caminho que você sabe que irá terminal mal, você tem de corrigir, de ajustar.

Ajustar um parafuso solto não é algo ruim em si mesmo. Com efeito, é o contrário: o ajuste pode impedir acidentes fatais. Logo, qual seria o problema?

No entanto, o que os supostos defensores dos pobres e porta-estandartes do proletariado querem dizer quando associam liberalismo (ou, pior ainda, "neoliberalismo") a ajuste fiscal é que os defensores do liberalismo econômico querem "fazer ajuste em cima dos trabalhadores", reduzir seus salários, aumentar o desemprego e "afetar o social" — e tudo isso apenas com o mesquinho objetivo de equilibrar as contas públicas.

Por esta retórica, o liberalismo econômico (ou, como erroneamente dizem tais pessoas, o "neoliberalismo") é o grande inimigo do povo, ao passo que o populismo, o socialismo e o estado de bem-estar são os verdadeiros heróis da "sensibilidade social".

Contradição em termos

Feito o mea culpa sobre o uso da palavra ajuste, resta claro que há dois sentidos para o termo: um se refere a corrigir desequilíbrios, e o outro, a piorar a qualidade de vida das pessoas.

Neste último sentido, liberalismo econômico e ajuste são claramente antônimos. Ou seja, um é exatamente o oposto do outro, por definição.

Apenas pense no que significa liberalismo. Liberalismo vem de liberdade, o que implica que as pessoas devem ser livres para perseguir seus sonhos. E, desde que não agridam terceiros, elas devem ser livres para buscar seus objetivos sem serem coagidas e sem serem restringidas por burocracias e regulamentações. No âmbito da economia, essa liberdade é o que gera os incentivos para empreender, produzir mais e aumentar a riqueza. A liberdade econômica, por definição, é uma amplificadora da criatividade e do empreendimento humano.

A liberdade está intimamente relacionada à propriedade privada. E quando a propriedade privada é respeitada, empreendedores se arriscam mais e investem mais, consequentemente criam mais negócios e empresas que oferecem bens e serviços. E se estes bens e serviços satisfazem as demandas dos consumidores, os empreendedores estão criando riqueza. Por definição.

Se isso ainda não bastasse, vale lembrar que, como efeito colateral, tudo isso aumenta a demanda por mão-de-obra. Consequentemente, maior produção e maior demanda por trabalhadores fazem subir os salários em termos reais. Logo, o padrão de vida da população aumenta.

E nada disso é um conto de fadas ou uma mera ginástica mental. De acordo com a última publicação do Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, os países mais livres do mundo possuem uma renda per capita 7,5 vezes maior que a dos países considerados "reprimidos", como Argentina e Brasil.

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Gráfico 1: renda per capita e liberdade econômica (quanto mais à direita, mais economicamente livre). Fonte: 2018 Index of Economic Freedom – The Heritage Foundation

Ainda assim, seria possível argumentar — e corretamente — que a renda per capita é uma medida que, em geral, não é indicativa do bem-estar de uma sociedade e que, por isso, a relação acima não é tão assombrosa.

Entretanto, a liberdade econômica não apenas está correlacionada à renda per capita, como também ao Índice de Desenvolvimento Humano, da ONU (os países mais economicamente livres têm uma média de 0,93 ponto, e os mais economicamente reprimidos, de 0,57 ponto).

Adicionalmente, os países que mais medidas tomaram para aumentar a liberdade de criar e de empreender de seus cidadãos de criar e de empreender — reduzindo impostos, burocracias, regulamentações, subsídios, distorções e tarifas protecionistas — foram os que acabaram crescendo mais acelerada e continuamente, algo que se relaciona diretamente à queda na pobreza.

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Gráfico 2: melhora na liberdade econômica e taxa de aumento da renda per capita durante três intervalos de tempo. A primeira coluna (1st) representa o grupo de países com maior renda per capita; a segunda coluna (2st) representa o segundo grupo, e assim sucessivamente. Os números sobre cada coluna indicam o aumento na liberdade econômica ocorrido em cada grupo de países. Fuente: 2018 Index of Economic Freedom – The Heritage Foundation

Vistos estes dados, como se pode falar de liberalismo como sinônimo de ajuste? A liberdade econômica é exatamente o oposto de um arrocho sobre os trabalhadores. A liberdade econômica é o ingrediente necessário para estimular a iniciativa empreendedorial, fomentar o crescimento econômico e, com isso, aumentar os salários e reduzir a pobreza.

O populismo é o verdadeiro ajuste

Tendo deixado claro que liberalismo econômico nada tem a ver com "ajuste", no sentido de reduzir os salários dos trabalhadores, vejamos agora o que é que realmente causa o arrocho.

É aqui que lidamos com outra coisa muito distinta: o populismo.

Ao final da década de 1980, dois acadêmicos de prestígio internacional compilaram várias experiências econômicas de países latino-americanos em um estudo que intitularam "O populismo macroeconômico na América Latina". (Veja um artigo inteiro sobre isso).

Para Rudiger Dornbusch e Sebastián Edwards, o populismo macroeconômico, mediante o uso de "políticas fiscais e creditícias expansionistas (...) busca, a todo custo, o crescimento e a redistribuição de renda no curto prazo" ao mesmo tempo em que "menospreza os riscos da inflação e dos déficits orçamentários do governo, do protecionismo, das restrições externas e da reação adversa dos agentes econômicos perante essas políticas agressivas e anti-mercado".

Segundo os autores, o populismo econômico possui um caráter autodestrutivo, uma vez que seus problemas, ao serem subestimados, acabam por gerar grandes retrações da renda per capita, dos salários reais e do poder de compra dos trabalhadores, prejudicando principalmente aqueles a quem o governo mais queria beneficiar.

Talvez o mais interessante da análise de Dornbusch e Edwards seja sua classificação do populismo econômico em 4 etapas

Na primeira etapa, com a economia relativamente arrumada, as políticas fiscais e monetárias expansivas geram um crescimento da produção, do emprego e dos salários reais.

Na segunda etapa, vários gargalos começam a aparecer. A inflação aumenta de maneira significativa. O déficit fiscal do governo piora em decorrência dos subsídios do governo aos seus setores favoritos e do congelamento das tarifas de energia, gasolina e demais serviços públicos (o que gera necessidade de repasses para essas empresas). A desvalorização cambial ou o controle do câmbio se tornam inevitáveis.

Na terceira etapa, os problemas se tornam explícitos: escassez de produtos, inflação de preços em disparada, fuga de capitais, acentuada desvalorização cambial e, no extremo, escassez de dólares. Consequentemente, com a queda nos investimentos e com menos capital investido per capita, os salários reais inevitavelmente caem e o crescimento econômico se estanca e entra em contração.

Na etapa final, o que normalmente ocorre é a implantação de um plano "ortodoxo" de estabilização, que buscará corrigir os desequilíbrios na economia para que os investimentos retornem e a produção volte a crescer.

Um novo governo é eleito (ou o próprio governo é reeleito; ou um novo governo assume em decorrência da deposição do atual) e é obrigado, por necessidade, a fazer esses ajustes, possivelmente sob a supervisão do FMI ou de organizações internacionais que forneçam os fundos necessários para fazer as reformas econômicas (isso ocorre majoritariamente quando o país precisa de recompor suas reservas internacionais).

Em suma: o populismo nada mais é que um conjunto de políticas insustentáveis que, no médio a longo prazo, geram distorções que inevitavelmente afetam os investimentos e eliminam os incentivos para empreender, produzir e crescer.

Os dados compilados pelos autores são contundentes. Em todos, observa-se o mesmo padrão: de início, o populismo faz com que os salários reais aumentem, pois vários preços estão congelados (e subsidiados) ao mesmo tempo em que está havendo uma grande expansão monetária. Há mais dinheiro na economia (mais gastos e maiores salários), mas vários preços estão controlados (e subsidiados).

Com o tempo, os desajustes econômicos (explicados acima) se tornam visíveis demais para continuarem ignorados, o que dá início ao ajuste.

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Gráfico 3: salário real no Chile (1967-1977). Fonte: Macroeconomic Populism in Latin America. NBER Working Paper No. 2986


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Gráfico 4: salário real no Peru (1980-1989). Fonte: Macroeconomic Populism in Latin America. NBER Working Paper No. 2986


E, agora, um caso bem mais recente: a Argentina de Cristina Kirchner (até novembro de 2015) e Maurício Macri (a partir de dezembro de 2015).

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Gráfico 5: salário real na Argentina (2013-2017). Fuente: Ministerio de Trabajo e IPCBA.


E o caso do Brasil:

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Gráfico 6: evolução do salário real no Brasil (março de 2012 a dezembro de 2017). Fonte: Banco Central com dados do IBGE

O populismo sempre privilegia o curto prazo em detrimento do longo prazo. Ao fazer isso, são implantadas políticas econômicas nefastas, como inflação monetária, déficits fiscais, controle de preços, aumento das regulações, fechamento do mercado externo, subsídios às indústrias favoritas do governo etc. Tudo isso pode, no curto prazo, gerar uma ilusão de bem-estar, como se observa nos gráficos acima. No entanto, o colapso final é inevitável.

Para Edwards e Dornbusch, a fase inescapável do populismo macroeconômico é a da estabilização ortodoxa, em que realidade vem à tona, o salário real cai, a inflação de preços dispara (pois os preços até então congelados são finalmente liberados) e a economia entra em recessão.

Obviamente, se a estabilização é bem-sucedida e o populismo é abandonado, o país volta a crescer.

Conclusão

Ao final, de quem é a culpa pelo ajuste e pelo arrocho? Daquele que simplesmente descortinou o véu das mentiras ou daquele que insistia em tentar revogar as leis básicas da economia?

O ajuste — ou "arrocho" — em cima dos trabalhadores não é de responsabilidade do liberalismo econômico, mas sim uma consequência inevitável do populismo. Nos países mais economicamente liberais, a economia cresce mais e a renda das pessoas é a mais elevada de todas.

Já onde viceja o populismo, os salários crescem apenas no curto prazo, e sempre à custa de caírem acentuadamente no médio-longo prazo, em consequência da inflação, da destruição de capital, e de queda dos investimentos.

Que fique claro: liberalismo econômico não é ajuste e nem arrocho; ajuste e arrocho são as consequências inevitáveis do populismo.

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27 votos

autor

Iván Carrino
é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.


  • Founding Father  19/02/2018 15:38
    Dúvida: Essa tributação do aço pelo Trump vai destruir a indústria americana ?

    O aço chinês é muito mais barato. Uma subida de preço do aço vai travar a construção civil, automobilística, máquinas, etc.

    Pode ser ruim perder a produção do aço, mas é 10 vezes pior perder construção civil, automobilística, máquinas, etc.

    Isso parece aquela velha história do protecionismo. Cresce um pouco no começo, depois desce a ladeira e trava tudo.

    O Trump deveria combater os subsídios do governo chinês, ao invés de taxar o aço. Se o governo americano taxar o aço, vai derrubar a demanda e os preços. As indústrias ds países que importam aço chinês vão se fortalecer mais.

    Nesse caso o trump está jogando contra. Ele deveria retirar todos os impostos de matérias primas. Isso sim ajudaria a indústria americana e criaria empregos.
  • Ronaldo  19/02/2018 16:24
    Você está certo em quase tudo. Só pecou na parte em que "Trump deve combater os subsídios chineses".

    Se estrangeiros otários estão pagando para vender mais barato seus produtos, então os consumidores seriam espertos em se aproveitar disso.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2796
  • Sempre Mais do MESMO  22/02/2018 11:05
    Aço barato para os americanos é algo favorável a população americana.

    Porém, uma pequena taxação a fim de o governo americano arrecadar os impostos não arrecadados pelo exportador, sem com isso superar o preço nacional, até faz algum sentido.

    Claro que acabaria arrecadando estes impostos em produtos fabricados com aço e ainda traria mais riqueza externa para os EUA.

    Porém, acho compreensível, embora discorde de tal politica. Afinal os impostos encarecem tudo porque todo recurso monetário dos que produzem tem que ser inferior ao montante produzido. Pois só assim os recebedores de impostos poderão consumir.

    Se não houvesse impostos o Etado teria que FABRICAR DINHEIRO do NADA e isso acabaria por desvalorizar o quantitativo monetário na mão dos produtores via elevação contínua de preços.

    Ou seja o Estado SEMPRE consumirá, de forma estéril, uma parte do que é produzido através da EXPROPRIAÇÃO DIRETA, ou IMPOSTOS, ou através da EXPROPRIAÇÃO INDIRETA, ou FABRICAÇÃO de MOEDA para provocar elevação continua de preços e desvalorizar o quantitativo monetário nas mãos dos produtores.

    Já que, no contexto real, deverá haver arrecadação IMEDIATA, que então essa seja a origem. Apesar de saber que sem essa arrecadação iumediata, no medio e longo prazo a arrecadação seria maior. ...MAS o Estado quer e necessita ARRECADAR IMEDIATAMENTE.

    ...Logo, se não arrecadar no AÇO vai arrecadar em outros produtos. O que apenas transferirá o ônus do aço para outro bem ou serviço qualquer.

    Vai daí eu aceitar a tal tributação da importação para equiparar preço interno e externo ficando a concorrência por conta da qualidade. Neste caso há a vantagem de forçar a qualidade do exportador e é uma boa vantagem: preço e qualidade.

    Essa teoria tem longa explicação e bons exemplos.
    O produto ruim e muito barato pode suprimir a produção de produtos muito caros e de boa qualidade. ...há boas ponderações a esse respeito. Sobretudo tratando-se do mundo hodierno, real, que não deve deixar que se lute por um mundo LIVRE e por tal JUSTO.

  • Yoshimoto87  19/02/2018 16:17
    Muito bom! Falou certíssimo.
  • Gabriel  19/02/2018 18:05
    Obrigado pelo artigo. Ótima demonstração com dados e teoria de como populismos que apelam ao mero sentimentalismo nada trazem de bom no longo prazo.
  • Capitalismo de Bem Estar  19/02/2018 20:42
    O problema começa na CLT. A CLT desemprega os menos capacitados.

    A CLT é uma máquina de criação de pobres e miseráveis.

    Os empresários poderiam gastar 900 reais por mês com trabalhadores menos capacitados. Isso seria muito mais do que qualquer programa social. Esse gasto trabalhista de 1800 reais está completamente fora da realidade.

    Depois que a CLT joga milhões de pessoas na pobreza, vem esses progressistas psicopatas querendo matar todo mundo de vez.
  • Luis  19/02/2018 18:24
    Enquanto existir o populismo na América Latina, o crescimento econômico será como o voo de uma galinha choca. O populismo não é sustentável e precisa tirar de quem produz para garantir eleitorado. O resultado é um desastre coletivo.
  • Emerson  19/02/2018 18:26
    A grande pergunta é se as pessoas aprenderam (ou aprenderão) a lição. Apesar de tudo, muitos brasileiros ainda votariam de novo em Lula (e até mesmo em Dilma) ou mesmo em Ciro Gomes e Marina Silva.
  • Deodato  19/02/2018 18:27
    Sempre estou aqui lendo e aprendendo mais. Mas quando eu defendo estas idéias, com frequência sou questionado sobre onde este tipo de economia livre existe, e como não tenho uma boa resposta, acabo ouvindo que não existe porque não funciona. Podem me ajudar com uma boa resposta? Tipo países que tem economia livre e etc?

    Obrigado
  • Ferlinusortus  19/02/2018 18:35
    Singapura, EAU, Suíça são exemplos
  • Vladimir  19/02/2018 18:34
    O gráfico do Brasil é bastante interessante por mostrar que nossa recuperação está sendo até relativamente rápida. Foi por causa da queda da inflação?
  • Leandro  19/02/2018 18:41
    Correto. Aliás, dado que não está havendo expansão monetária e creditícia (pelo menos até agora), então pode-se dizer que 100% dessa recuperação se deve à redução da inflação de preços (ou seja, ao fortalecimento do real, inclusive perante as outras moedas). Uma medida que sempre foi defendida por este Instituto.
  • Pobre Paulista  19/02/2018 19:24
    Essa recuperação do real não piora a vida de quem já está endividado?
  • Leandro  19/02/2018 19:55
    A recuperação, não. Muito pelo contrário, aliás: moeda forte é sinônimo de economia forte.

    Agora, a deflação monetária ocorrida -- mais especificamente, nos depósitos em conta-corrente, que são os que realmente definem as flutuações econômicas -- de fato dificulta a vida dos devedores. Menos dinheiro na economia, menos gastos, menos receitas, maior a dificuldade de quitar as dívidas.

    Isso foi abordado em mais detalhes neste artigo.
  • Ninguem Apenas  19/02/2018 20:24
    Leandro, qual é o melhor indicativo pra saber se alguma política de expansão de crédito se iniciou? Este aqui seria o mais correto?

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/brazil-private-sector-credit.png?s=brazilpriseccre&v=201802031109v&d1=20130101&d2=20181231

    Outra coisa, como conseguir diferenciar se um aumento no indicativo (seja qual for o correto) é causado por maiores taxas de emissão de moeda ou de sinais de uma recuperação?
  • Leandro  19/02/2018 20:40
    "Qual é o melhor indicativo pra saber se alguma política de expansão de crédito se iniciou? Este aqui seria o mais correto?"

    Sim.

    "como conseguir diferenciar se um aumento no indicativo é causado por maiores taxas de emissão de moeda ou de sinais de uma recuperação?"

    Você tem de olhar os depósitos em conta-corrente (parte do M1). Se eles também estiverem subindo, isso indica crescimento econômico. Se eles não estiverem subindo, haverá uma estagnação econômica (mesmo havendo expansão do crédito).

    Meu próximo artigo (que será uma transcrição da palestra que ministrei na Summer School do IMB no início de fevereiro) será exatamente sobre isso. Tudo dando certo, sai ainda esta semana.
  • Felipe Lange  19/02/2018 19:28
    Também, há quanto tempo não se vê um IPCA abaixo de 4%? Leandro, você tem alguma opinião formada sobre o Meirelles ser candidato à presidência?
  • Leandro  19/02/2018 20:06
    Nunca gastei mais de 30 segundos pensando nesta hipótese, pois não há mais mínima chance de ela se concretizar. Ele não tem o "sex appeal televisivo" necessário para o cargo. Aqui a gente só elege gente caricata (Lula e Collor), bizarra (Dilma) e, na melhor das hipóteses, caroneiros da competência alheia (FHC).

    Não é à toa que as principais reformas do país foram feitas (ou tentadas) exatamente por governantes não-eleitos: Café Filho, Castelo Branco, Itamar Franco e Temer.
  • eugenio  20/02/2018 01:39
    DUMPING É COMO "IMPEDIMENTO"!

    Se um pais usa uma estrategia de financiar a venda de seus produtos abaixo do custo, para quebrar os concorrentes e assumir em função desta JOGADA PROIBIDA como unico fornecedor, DEVE SER DADO O APITO DE "IMPEDIMENTO" trump sta certo pois deve haver regras do jogo.

    Fizeram no mundo com os guarda chuvas confecçoes e depois de quebrarem os fabricantes nacionais com a tecnica de DUMPING ficam de donos do mercado.

    TRUMP DE NOVO ESTA CERTO!
  • Guilherme  20/02/2018 03:44
    Como é que é?! Uma empresa de guarda-chuva quebrou todas as concorrentes que existiam ao redor do mundo e passou a dominar inteiramente este mercado?! Por favor, conte-me mais sobre isso. É a primeira e única façanha deste tipo na história.

    Essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

    Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

    Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

    E olha que estou utilizando o exemplo de uma empresa concorrendo em um mercado pequeno, hein? Imagine para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
  • Pobre Paulista  20/02/2018 13:22
    E nesse processo todo, os consumidores foram beneficiados com produtos abaixo do preço. Em outras palavras, o executor do alegado "dumping" promoveu uma grande transferência de renda dos "ricos e gananciosos" empresários para os "pobres e oprimidos" consumidores.

    Ou seja, ainda que de fato exista o dumping, ele é "benéfico" para a sociedade.
  • Demolidor  20/02/2018 17:56
    Basta observar o que ocorre no mundo real. O Brasil tem histórico de realizar desvalorizações cambiais e conceder subsídios a exportadores. O que são essas práticas, senão maneiras artificiais de forçar a venda de produtos a preços abaixo de seu custo de produção, ou seja, dumping?

    Ficamos em melhor situação com isso?
  • Ninguem Apenas  21/02/2018 12:23
    Até onde eu sei desvalorizações cambiais levam a um aumento dos preços e não a uma diminuição, subsídio a exportadores é uma medida que beneficia os exportadores a custa de toda a população onde os mesmos passam a contrair crédito a baixos juros enquanto a população é obrigada a contrair crédito com juros acima do mercado por causa disso.

    O que são essas práticas, senão maneiras artificiais de forçar a venda de produtos a preços abaixo de seu custo de produção, ou seja, dumping?

    Quem disse que os preços cobrados são baixos? porque então o Brasil simplesmente não zera todas as tarifas de importação? esses mesmos ficam falando que isso vai "destruir a industria nacional".

    Ora, se nossos preços são abaixo dos preços de custo, não teria porque temer as importações, pois seria impossível um concorrente conseguir vender abaixo disso.

    E desde quando subsídio é Dumping? até onde eu sei o subsídio é algo feito pelo governo e com dinheiro confiscado. isso JAMAIS existiria em um livre-mercado.
  • Demolidor  21/02/2018 16:04
    Você não entendeu. Estou dizendo que os produtos brasileiros ficariam mais baratos *no exterior*, não que os produtos importados ficariam mais baratos aqui.

    De qualquer forma, o que disse está correto. Desvalorização cambial necessariamente eleva os preços internos. Uma vez que commodities costumam ser cotadas em dólar, tudo sobe de preço, até a carne e produtos agrícolas produzidos aqui.

    A situação é ainda pior na indústria, onde geralmente as cadeias de produção são longas e é muito difícil que não envolvam, em algum momento, o uso de produto importado.

    No fim das contas, desvalorização cambial apenas tem efeito em salários e contratos, como de aluguel e fornecedores, e por tempo limitado, enquanto aumenta outros custos e dilapida a poupança interna. O barateamento do produto nacional no exterior, portanto, fica mais restrito a setores onde esses custos são mais significativos, geralmente ligados a commodities. Te lembra o Brasil?

    Ou seja: o dumping não funciona bem nem mesmo quando os custos são transferidos a terceiros através de subsídios e desvalorizações cambiais. Sem a ajuda do estado para isso, uma empresa não demoraria muito para quebrar. É mesmo algo com que deveríamos nos preocupar?
  • 21  20/02/2018 12:47
    Continue lendo sem parar que você poderá argumentar com essas pessoas.
  • Victor  20/02/2018 14:05
    Governo jogou a toalha na luta pela reforma da previdência e agora esta irá aos palaques eleitorais da forma mais populista possível, o colapso econômico brasileiro se tornou inevitável já em 2019?
  • LUIZ FERNANDO MORAN FILHO  20/02/2018 14:54
    O Brasil está muito próximo de ser uma potência econômica, para isto acontecer é só resolver essa pequena
    lista de probleminhas, a saber:
    - substituir a atual Constituição fazendo uma completamente nova e diferente;
    - extinguir as agências reguladoras;
    - extinguir a CLT;
    - extinguir o BNDES;
    - proibir uso de verba pública para patrocinar mídias de qualquer natureza;
    - privatizar 100% das universidades públicas, usar essa verba para ensino básico e fundamental;
    - revogar a lei de diretrizes e bases da educação nacional, baseada em Paulo "marxista" Freire (criminalizar a sua adoção);
    - privatizar 100% das estatatais;
    - trocar 95% dos políticos do país;
    - promover a descentralização política e economica de Brasília (municipalização);
    - combater a criminalidade e o tráfico de drogas com leis e não com ideologia esquerdopata;
    - revogar imediatamente o estatuto "comunista" do desarmanento;
    - acabar com os privilégios da elite estatal parasitaria (funcionalismo marajá);
    - proibir o comunismo e o socialismo tal qual o fascismo e o nazismo são proibidos.

    Creio que com esses pequenos ajustes, em no máximo uns 70 ou 80 anos atingiremos o objetivo.
  • An%C3%83%C2%B4nimo  20/02/2018 15:11
    Dizem (esquerdistas) que a metodologia da Heritage é uma farsa? Isso procede?

  • Vitor  20/02/2018 16:53
    Sim, vira e mexe um desesperado posta essa matéria (não tem outra? É sempre a mesma?) criticando os índices de liberdade da Heritage. Como tais índices não colocam os escandinavos como países abertamente socialistas, a esquerda menstrua e faz biquinho e grita: "tá errado!"

    Típico. E esperado.

    Eu também tenho muitas críticas a fazer à metodologia da Heritage. Em específico, há dois defeitos sérios na metodologia da Heritage:

    1) A Heritage desconsidera por completo se está havendo ou não expansão creditícia. Ela analisa apenas a taxa de inflação de preços divulgada pelo governo. Se estiver baixa, ela se dá por satisfeita e tece elogios. Pessoas com um mínimo conhecimento tanto de teoria dos ciclos quanto do problema da mensuração de um "nível de preços" sabe que tal postura não apenas é risível como é também extremamente perigosa. Bolhas podem estar sendo formadas, desviando vários recursos da economia para um único setor, sem que isso esteja sendo percebido.

    2) A Heritage defende a farsa da "propriedade intelectual", que nada mais é do que um monopólio garantido pelo estado sobre idéias, algo por definição absurdo, já que não se pode ter propriedade sobre bens não-escassos. Conseqüentemente, a Heritage considera que leis frouxas para defender propriedade intelectual é algo que subtrai liberdade econômica do país.

    Mas é só. Todo o resto da metodologia faz sentido.

    Se um país quer enriquecer e prosperar, ele deve criar um ambiente empreendedorial e institucional que garanta a segurança da poupança e dos investimentos. A primeira medida que ele tem de tomar é criar um ambiente propício ao empreendedorismo e à livre iniciativa. É necessário haver um ambiente que permita que os capitalistas tenham liberdade e segurança para investir e desfrutar os frutos de seus investimentos (o lucro).

    A Heritage leva tudo isso muito bem em conta. Os índices do Fraser Institute e da Doing Business -- que são mais detalhados e mais completos (mas os resultados pouco se diferem dos da Heritage) -- também fazem o mesmo.


    P.S.: veja que maravilha a incoerência desse povo: quando houve a crise financeira na Irlanda -- país que está no topo do ranking da Heritage --, essa mesma esquerda que hoje critica o ranking imediatamente recorreu a ele como "prova" incontestável de que a Irlanda só estava mal exatamente por causa do "excesso de liberalismo". E não aceitava nenhum argumento contrário.

    Ou seja, quando é do interesse ideológico dessa gente, a Heritage é inquestionável.
  • Sempre Mais do MESMO  22/02/2018 11:26
    Não se trata de bens escassos MAS SIM de DIREITO!

    Se um marceneiro produz uma bela mesa, essa mesa é FRUTO do SEU TRABALHO e portanto é sua legitima PROPRIEDADE.

    Da mesma forma, se um engenheiro trabalha duro durante meses ou anos e CRIA COM o SEU TRABALHO, de meses ou anos, um motor fantástico, ou um quimico descobre um remedio ou substancia revolucionária, É INJUSTO QUE TODOS POSSAM SIMPLESMENTE USUFRUIR DE SEU TRABALHO SEM NENHUMA CONTRAPARTIDA.

    Ess idéia de SER CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL tem EXATAMENTE A MESMA ORIGEM da IDÉIA de MARX de reconhecer direito de propriedade APENAS do TRABALHO BRAÇAL (claro que ele criou exceções ..rsrs).

    O empreendedor não se remunera apenas pelo capital investido, mas SOBRETUDO por SEU TRABALHO INTELECTUAL ou SUAS HABILIDADES INTELECTUAIS.

    Se apenas os BENS MATERIAIS (FÍSICOS) devem ser considerados REMUNERÁVEIS para seu usofruto, ENTÃO SE ESTARÁ CONCORDANDO COM MARX.

    ÓBVIO: são os trabalhadores braçais que produzem os bens, que realizam, portanto, como MARX APONTOU, ao investido caberia apenas RECEBER DE VOLTA o CAPITAL INVESTIDO.
    Ou seja, o trabalho intelectual, a idéia e as HABILIDADES INTELECTUAIS do empreendedor NÃO FARIAM JUS a REMUNERAÇÃO e portanto este estaria de fato EXPROPRIANDO os trabalhadores braçais.

    QUEM AFIRMA QUE SE DEVE USUFRUIR do TRABALHO INTELECTUAL ALHEIO GRATUITAMENTE esta concordando com MARX sobre a injustiça do JURO SOBRE CAPITAL.

    Afinal se esta afirmando que o trabalho intelectual não deve ser remunerado e apenas o trabalho braçal, que realiza fisicamente o bem, deva gerar direito de propriedade. Logo, toda a produção caberia legitimamente apenas aos TRABALHADORES BRAÇAIS.

    ...Afinal usufruir do trabalho intelectual não exige contrapartido do usuário, segundo os parasitas do trabalho intelectual alheio.

    E de onde se tirou a ideia de que o trabalho intelectual usufruido não deve ser recompensado?

    ...da idéia de que o criador da idéia permanece usufrutuário de seu próprio trabalho? ...Então uma empresa contrata engenheiros, quimicos e etc..

    Obtido destes os projetos e fórmulas, por exemplo. Diz a eles: "podem usufruir de seu trabalho. Um forte abraço e qdo precisar chamos vcs outra vez. ...tchauzinho!" ...É isso que o "espertão" chama de justo?
  • Hans  22/02/2018 12:39
    A ideia de monopólio intelectual (propriedade intelectual nada mais é do que "monopólio sobre ideias") não apenas é errada e confusa, como também é muito perigosa.

    Ideias — receitas, fórmulas, declarações, argumentações, algoritmos, teoremas, melodias, padrões, ritmos, imagens etc. — certamente são bens (na medida em que são bons e úteis), mas não são bens escassos. Tão logo as ideias são formuladas e enunciadas, elas se tornam bens não escassos, inexauríveis.

    Suponha que eu assobie uma melodia ou escreva um poema, e você ouça a melodia ou leia o poema e, ato contínuo, os reproduza ou copie. Ao fazer isso, você não expropriou absolutamente nada de mim. Eu posso assobiar e escrever como antes. Com efeito, o mundo todo pode copiar de mim e, ainda assim, nada me foi tomado.

    (Se eu não quiser que ninguém copie minhas ideias, tudo que eu tenho de fazer é mantê-las par mim mesmo, sem jamais expressá-las.)

    Agora, imagine que eu realmente possua um direito de propriedade sobre minha melodia de tal modo que eu possa proibir você de copiá-la ou até mesmo exigir um royalty de você caso o faça.

    Primeiro: isso não implica, por sua vez, que eu também tenha de pagar royalties para a pessoa (ou para seus herdeiros) que inventou o assobio e a escrita? Mais ainda: para a pessoa (ou seus herdeiros) que inventou a linguagem e a criação de sons? Quão absurdo é isso?

    Segundo: ao impedir que você assobie minha melodia ou recite meu poema, ou ao obrigá-lo a pagar caso faça isso, estou na realidade me transformando em seu proprietário (parcial): proprietário parcial de seu corpo, de suas cordas vocais, de seu papel, de seu lápis etc. porque você não utilizou nada exceto a sua própria propriedade quando me copiou.

    Se você não mais pode me copiar, então isso significa que eu, o dono da propriedade intelectual, expropriei de você a sua "real" propriedade.

    Donde se conclui: direitos de propriedade intelectual e direitos de propriedade real são incompatíveis, e a defesa da propriedade intelectual deve ser vista como um dos mais perigosos ataques à ideia de propriedade "real" (sobre bens escassos).

    Livro inteiro sobre isso:

    Contra a Propriedade Intelectual

    Dois artigos básicos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=17

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=86
  • Demolidor  22/02/2018 13:53
    Você tem uma visão simplista e reducionista demais da propriedade intelectual. Não se trata apenas de cópia, mas de apropriação do trabalho alheio e quebra de contrato.

    Se eu uso Linux, binutils ou outras ferramentas em um produto meu e resolvo distribuir tal trabalho para o público em geral, eu necessariamente devo concordar com a licença GNU (contrato) que cobre tais softwares. Portanto, eu não posso:

    1. dizer que o software é de minha autoria, escondendo que estou usando trabalho de terceiros
    2. realizar modificações no software e não deixar disponível o código-fonte com tais alterações, o que não permitiria que outros programadores tenham acesso a esse fonte e possam incorporar as melhorias que eu fiz no desenvolvimento futuro do software.

    Este caso que descrevi já aconteceu. Leia o caso da Free Software Foundation contra a Cisco: www.fsf.org/news/2009-05-cisco-settlement.html

    Além disso, infelizmente já tive o desprazer de ler neste site que não é a propriedade intelectual que nos tira acesso a clássicos da literatura mundial. Ora, uma coisa é plagiar um Adam Smith ou um Charles Darwin. De pronto, o "kibador" seria reconhecido. Outra, muito diferente, é pegar o trabalho de horas de um blogueiro desconhecido e colocar em seu site como se fosse seu, ganhando crédito e dinheiro em cima de um trabalho pelo qual não pagou e ainda ocupando lugar que seria do blog original nos buscadores, o que prejudica a receita daquele que investiu e financiou o trabalho. Esse tipo de coisa não é rara e ainda acontece em larga escala na internet:

    www.convinceandconvert.com/content-marketing/is-social-media-creating-a-plagiarism-problem-infographic/

    contraditorium.com/2009/02/03/maior-kibador-do-planeta-ganha-merecido-pe-na-bunda/

    Note que, nos exemplos acima, coloquei exclusivamente exemplos de conteúdo ou software distribuído de forma gratuita na internet. No exemplo do Linux e do binutils, a utilidade da licença fica ainda mais clara. Se você verificar os fontes, verá que a grande maioria dos programadores pertence a alguma grande empresa que utilizou o sistema em algum produto e teve suas modificações incorporadas ao sistema, justamente por requerimentos da licença:

    www.linuxfoundation.org/blog/the-top-10-developers-and-companies-contributing-to-the-linux-kernel-in-2015-2016/

    Mesmo o Android, da Google, uma máquina virtual que roda sobre Linux, tem seu código fonte aberto:

    source.android.com/

    E como eu já disse em outro comentário, não confunda abundância com ausência de escassez. Tempo é recurso escasso. Máquinas e equipamentos utilizados para produzir propriedade intelectual, também o são. Mesmo bits são escassos. E quando há boa proteção de propriedade intelectual, com razoável expectativa de retorno, o investimento acontece, e os produtos não são necessariamente caros:

    www.fool.com/investing/2018/01/31/how-netflix-decided-to-spend-8-billion-on-content.aspx

    www.iatp.org/files/Intellectual_Property_Protection_Foreign_Direc.htm
  • Sempre Mais do MESMO  22/02/2018 18:30
    .
    Você esta criando um ESPANTALHO para atacar só a este e um péssimo exemplo.

    AdemaIS se alguém cria uma música é mesmo seu direito querer que nem mesmo alguém possa assovia-la.

    Qual a razão, qual o direito que você tem de usufruir do trabalho alheio?

    Como eu demonstrei, essa idéia contra a propriedade intelectual É EXATAMENTE o MESMO ARGUMENTO de MARX CONTRA a PROPRIEDADE dos MEIOS de PRODUÇÃO.

    Se o trabalho intelectual, SEGUNDO VOCÊ ACHA, não deve ter seu direito de propriedade reconhecido, então um investidor/empresário também não deve ter qualquer direito sobre o meio de produção.

    Afinal, são os trabalhadores BRAÇAIS que realizam a produção.
    Karl Marx dizia exatamente isso em seu ACHISMO: SOMENTE O TRABALHADOR BRAÇAL CRIA VALOR.

    Então o empreendedor possui como ÚNICO VALOR o seu capital e daí que o capital estaria explorando os trabalhadores braçais.
    Karl Marx defendia que o CAPITAL INVESTIDO DEVERIA SER RESTITUÍDO AO INVESTIDOR, mas o empreendimento pertenceria aos proletários.

    Ora, porque um trabalhador é proibido de entrar numa empresa e produzir, sobretudo se estiver com capacidade ociosa?

    ...porque o bem físico é escasso?

    Se é escasso e, SEGUNDO O QUE VOCÊ AFIRMA, INEXISTE DIREITO SOBRE OS FRUTOS DO PRÓPRIO TRABALHO, já que o direito de propriedade existe apenas como APROPRIAÇÃO de BENS ESCASSOS, então é que mais ainda os meios de produção escassos jamais deveriam ficar ociosos.

    Afinal seria direito do trabalhador usar esse fruto do trabalho intelectual (criar, investir e remunerar realizadores) ocioso. Afinal se ocioso estaria disponível e não em falta.

    Ou seja essa teoria é um EMBUSTE. O que a MOTIVA É A MESMA COBIÇA PELOS FRUTOS DO TRABALHO ALHEIO QUE "fabrica" os MARXISTAS. trata-se de MERA COBIÇA, VONTADE de ROUBAR.

    Se a idéia é que o autor intelectual de algo não perde seu algo na medida que outros dele usufruem, então um sujeito contrata quimicos, pesquisadores, engenheiros e etc (até mesmo advogados, autores e roteiristas).

    Tendo estes realizado o trabalho encomendado, o contratante simplesmente se despede deles deixando que usufruam também do trabalho que realizaram. Afinal eles poderão ter uma cópia daquilo que produziram intelectualmente.

    Me perdoe, mas os FRUTOS do TRABALHO de UM INDIVÍDUO LHE SÃO DE DIREITO NATURAL.

    Quantos se dedicariam a INOVAÇÕES e INVENTOS se outros PARASITAS usufruissem de seu árduo trabalho intelectual gratuitamente?

    No mais uma grande empresa com farto acesso a farto capital JAMAIS SERUIA SUPERADA POR UM INDIVÍDUO CRIATIVO e CAPAZ.
    Bastaria ficar a espreita dos criadores e se apossar de seu trabalho intelectual. tendo recursos sobrantes o cruiador da idéia jamais conseguiria empresariar sua idéia caso não dispusesse de capital próprio.

    Essa defesa de que TRABALHO INTELECTUAL NÃO MERECE RECONHECIMENTO COMO TRABALHO, além de ser uma idéia marxista, É UMA IDÉIA PARA BENEFICIAR GRANDES GRUPOS ECONOMICOS QUE NÃO QUEREM PAGAR POR PATENTES e NEM DEIXAR que Individuos inovadores e capazes se enriqueçam com seu trabalho intelectual.

    Ou seja, aqueles que JÁ conquistaram CAPITAL com seu trabalho intelectual NEGAM aos demais aquilo que os enriqueceu.

    Na verdade essa idéia é concebida pela MESMA COBIÇA e PARASITISMO das idéias socialistas.
  • Breno  22/02/2018 19:28
    "Ademais se alguém cria uma música é mesmo seu direito querer que nem mesmo alguém possa assovia-la. Qual a razão, qual o direito que você tem de usufruir do trabalho alheio?"

    Ou seja, você realmente defenda que um indivíduo se torne propriedade de outro. Você defende que o indivíduo A (o criador da música) se torne o dono da laringe e das cordas vocais de todos os indivíduos do planeta, que agora estão proibidos de assoviar esta música.

    Tal nível de escravidão não foi proposto nem mesmo por Marx. Parabéns pela façanha.
  • Demolidor  22/02/2018 21:06
    Breno, imagine que eu fosse um plagiador. Como você veria os exemplos abaixo?

    1. "A religião é o ópio do povo". Autor: Demolidor

    2. "Mais vale um pássaro na mão do que dois voando". Autor: Demolidor

    3. Uma pena que eu não possa fazer upload de arquivos aqui nos comentários. Senão, eu faria upload da música "Que tiro foi esse?", criada por mim, Demolidor, para fazer propaganda da minha loja de celulares, em www.example.com/

    4. Aproveitando, eu gostaria de colar aqui um comentário de minha autoria, lembrando sempre de que você encontra celulares baratos em www.example.com/:

    5. "Donde se conclui: direitos de propriedade intelectual e direitos de propriedade real são incompatíveis, e a defesa da propriedade intelectual deve ser vista como um dos mais perigosos ataques à ideia de propriedade "real" (sobre bens escassos, disponíveis em www.example.com/). "

    Agora, imagine que em vez de ser um reles comentarista do mises.org.br, eu fosse um CEO de um gigantesco conglomerado de mídia com alcance nacional:

    www.cnbc.com/2018/01/23/ip-plagiarism-is-rampant-in-china-and-media-companies-profit-from-it.html

    Meus custos com licenças certamente ficariam muito menores se eu pudesse simplesmente me apropriar do trabalho de terceiros, não? Não havendo propriedade intelectual, que mal haveria em eu mesmo me declarar autor das músicas? Basta pegar, colar, contratar alguns cantores ou atores e colocar meu nome em tudo. Aliás, o próprio Google poderia simplesmente copiar o conteúdo de todos os sites da internet e não direcionar um centavo de verba de publicidade para os criadores, não é mesmo? Por que direcionar tráfego para esse pessoal se pode-se simplesmente se apropriar de seu trabalho?

    A propósito, você também detém o monopólio sobre sua propriedade. Se você abre uma loja, é você quem estabelece as regras. Ninguém pode invadi-la para vender seus próprios produtos sem te dar um centavo, mesmo que você a tenha, essencialmente, abandonado. Quem pensar que pode fazer melhor, pode adquirir uma propriedade vizinha e concorrer contra você, mas não fazer uso de sua propriedade sem seu consentimento. Com propriedade intelectual é a mesma coisa: você é livre para criar alternativas e distribui-las com quem julgar melhor, mas se distribuírem um trabalho seu, você deve ser recompensando por isso da maneira como estabeleceu.
  • Natasha  23/02/2018 02:26
    Em nenhuma das situações descritas os autores dos conteúdos ficaram mais pobres pelo uso, ridículo ou não de suas criações.
    A música reproduzida por meio eletrônico não é escassa, depende de hardware e eletricidade que eu pago com meus recursos, a música reproduzida pelo artista com sua presença de palco e emoção na voz no calor do momento é sim escassa, pergunte pra quem viu Queen no Rock in Rio.

    Também sou geradora de conteúdo e com frequência sou copiada, mas como conteúdo de opinião de cosméticos e métodos de maquiagem não são catalogados pelo deus governo como possuidor de direitos autorais minha atividade é de extrema concorrência e espionagem, eu e tantas outras colegas sobrevivemos, tenho certeza que alguém inteligente como você vai conseguir também.
  • Demolidor  23/02/2018 03:46
    Também sou geradora de conteúdo e com frequência sou copiada, mas como conteúdo de opinião de cosméticos e métodos de maquiagem não são catalogados pelo deus governo como possuidor de direitos autorais minha atividade é de extrema concorrência e espionagem, eu e tantas outras colegas sobrevivemos, tenho certeza que alguém inteligente como você vai conseguir também.

    Você produz conteúdo original e fica feliz ao ver o seu trabalho de horas reproduzido e apropriado por outro site, tomando seus créditos e ocupando um lugar nos buscadores que seria seu? E você diz que ainda não ficou mais pobre? Sua afirmação faz tanto sentido quanto dizer que não empobreceu se seu patrão deu calote no seu salário.

    Você pode não dar valor ao seu computador ou ao seu tempo. Mas sendo eu, entre outras coisas, investidor em conteúdo, eu vou atrás de quem me copia e simplesmente paro de investir (pagar gente para produzir) se eu ver que isso não adianta. Esta é a principal razão pela qual não invisto em produção de conteúdo na China, por exemplo. Não é questão de ideologia, mas simples retorno pelo respeito à minha propriedade. Eu também não quero nem saber de investir em imóveis na Venezuela.
  • Natasha  23/02/2018 11:41
    "Você produz conteúdo original e fica feliz ao ver o seu trabalho de horas reproduzido e apropriado por outro site, tomando seus créditos e ocupando um lugar nos buscadores que seria seu? E você diz que ainda não ficou mais pobre? Sua afirmação faz tanto sentido quanto dizer que não empobreceu se seu patrão deu calote no seu salário. "

    Não é por site, isso é muito ultrapassado, é divulgado via Instagram ou Face, fico emocionalmente em prejuízo e só, coisa que desabafamos e os seguidores mais fiéis respondem com censura do copiador, o gráfico de meu patrimônio feito pelo meu marido é muito positivo, se a cópia do conteúdo é mal feita vendo 100 produtos e se é muito bem feita vendo 50, se não tivesse gerado o conteúdo teria vendido ZERO produtos e aí sim ficaria mas pobre, não tenho estoque, tenho parceiros que cuidam disso melhor que eu, por algum motivo tais cópias aumentam a produtividade da atividade e as marcas de cosméticos inundaram o mercado com produtos específicos para pessoas com problemas de pele específicos aumentando muito a demanda pelo meu conteúdo.

    "Mas sendo eu, entre outras coisas, investidor em conteúdo, eu vou atrás de quem me copia e simplesmente paro de investir (pagar gente para produzir) se eu ver que isso não adianta."

    Então não está na sua atividade de geração de conteúdo pela sua criatividade e produtividade, está pela reserva de mercado determinada pelo deus governo poder te roubar na forma de impostos. Criações como novas decorações de bolos, novas receitas de salgados, novos cortes de roupas e cabelos, novas dietas e técnicas de exercícios físicos são criadas, divulgadas, vendidas e pouco depois ferozmente copiadas, mas não há direitos autorais, não dá pra cobrar impostos de decorações de bolo degradê, salgado recheado com pato desfiado e um novo uso de aparelho de musculação. Suponho que você considere que todas estas criações tiveram tempo e esforço financeiro aplicados e seus criadores devem todos impedirem que tais idéias se difundam sem pagar a devida contrapartida, pense nisso na próxima vez que comer uma coxinha ou fazer um exercício inovador para perder a barriga.
  • Demolidor  23/02/2018 12:57
    Você, então, não vende conteúdo. Você vende produtos e usa conteúdo como meio de divulgação. E todos os exemplos citados são informações factuais que não podem ser objeto de copyright em quase nenhum lugar do mundo. Espantalho.

    Não é disso que se trata a propriedade intelectual. PI são o texto que você escreveu, a música que você criou, o vídeo que você gravou, o desenho que você fez, a tua marca e, o que você provavelmente está discutindo, a tua patente. É algo muito mais amplo.

    Uma coisa é alguém usar a mesma ideia que você em um conteúdo original. Outra, bem diferente, é pegar um material complexo de criação sua, e copiar na cara dura. Imagine um vídeo que você faça pedindo para que entrem no Instagram que aparece na tela, editado por seu concorrente para que apareça o dele, como se você o estivesse endossando. Propriedade intelectual serve para proteger esse tipo de coisa.

    Quanto a sites serem ultrapassados, isso é opinião sua. Páginas em Facebook, Instagram, apps de smartphones certamente ocuparam algum lugar no mercado, mas ainda tem mais resultado de busca e link externo do Facebook apontando para sites, que recebem bilhões de dólares anuais de um programa como AdSense, por exemplo (estes sim, remunerados por seu conteúdo).
  • Natasha  23/02/2018 13:51
    Rsrs, estou acostumada às pessoas não entenderem como faço dinheiro, vou resumir, devido à uma condição diferenciada de pele, as marcas de cosméticos ou distribuidores independentes (já fiz para mais de 150 diferentes) me procuram, entregam um produto estrangeiro, asiáticos na maioria, que desejam posicionar estrategicamente no Brasil e me entregam para teste, se o produto tem potencial de venda desenvolvo toda o conteúdo de propaganda específica para o Brasil, texto, vídeo, as técnicas adequadas de aplicação são padronizadas, artes em geral e fotografia. A marca não cria nada, transformo uma bisnaga branca escrito em coreano em um produto competitivo, desejado e divulgado sem nenhum recurso da marca, que só tem a responsabilidade de colocar o produto nos canais de vendas, nos vídeos e posts ficam os links com o código promocional que me conferem a comissão. O gargalo está no canal de venda, é um importador que está lá pra vender tanto quanto possível, dá código promocional para qualquer um, concorrente usa o conteúdo, muitas vezes copiado 100% e posta como sendo dela, vende e leva a comissão. Não há o que fazer, exceto exposição nas mídias sociais.

    "Outra, bem diferente, é pegar um material complexo de criação sua, e copiar na cara dura. Imagine um vídeo que você faça pedindo para que entrem no Instagram que aparece na tela, editado por seu concorrente para que apareça o dele, como se você o estivesse endossando. "

    É isso o que ocorre, nas primeiras cópias cheguei a tomar as providências mas para meu espanto a resposta foi exatamente semelhante a sua conclusão "você vende produtos" e meu conteúdo legalmente era associado à marca e só ela poderia reclamar o copyright, coisa que ela não se interessa, nenhuma nunca utilizou conteúdo meu para vender produtos em seus países de origem e tampouco abrem outro canal de venda no Brasil. Então só me restou diluir o risco em vários produtos (são 1200 atualmente) e para isso haja produtividade.

    "E todos os exemplos citados são informações factuais que não podem ser objeto de copyright em quase nenhum lugar do mundo. Espantalho. "

    Exato, não há como recolher impostos sobre, logo não há copyright. Que bom que entendeu.
  • Andre  23/02/2018 12:03
    Você é blogueira? Minha esposa também é. Fico impressionado com a concorrência do ramo, quando lança um produto novo de um marca famosa é um furdunço que ela fica dias sem tempo para falar comigo. Costumava gravar os vídeos, mas a exigência do mercado se tornou tão brutal que agora precisa de estúdio e equipamentos profissionais. A concorrência sempre vai melhorar os serviços e produtos.
  • Natasha  23/02/2018 14:08
    Sim sou, então sua esposa deve estar sempre com os nervos atacados rsrs.
    Concorrência é esta palavra que disse mesmo, brutal, No começo da atividade era tudo bem mais amador, vídeo com panela suja no fundo, quadros tortos e cachorro latindo no fundo, fim do ano fiz uma bateria de vídeos usando os estudios da afiliada da Rede Globo aqui na cidade, a TV não consegue mais concorrer com a internet e agora está se unindo, por 1000 reais tive acesso à 1 profissional de gravação e toda estrutura de ponta durante 6 horas. Gravei 7 vídeos, todos com maquiagem e roupa diferente, só com muita produtividade para bater a concorrência e os copiadores.
    antes trabalhava em escritório vendendo material escolar pra papelarias com uma produtividade baixíssima, depois de ficar desempregada comecei esta atividade e descobri que nasci pra isso e todos os dias crio algo novo sem muito esforço e sempre surpreendo meus seguidores. Desejo pra sua esposa satisfação total no que faz e sempre superar os desafios
  • Lel  21/02/2018 11:47
    A única crítica aceitável, e que muitos libertários americanos já cantavam a bola antes de esquerdistas, é o PESO Diferente que dão aos fatores que medem a liberdade econômica.
    Por exemplo, uma economia desburocratizada (a facilidade de abrir um negócio legalmente) possui um peso maior do que a facilidade de importação (taxas sobre os produtos importados). Uma legislação trabalhista mais adaptável possui um peso maior do que liberdade fiscal. E por aí vai.
    MAS se um país estiver nos primeiros lugares em quase todos os fatores, indiscutivelmente seria o mais livre, como era o caso dos Estados Unidos durante todo o século 19.

    Mas é só. Os dados que esses ranking usam são os mesmos dados coletados pelo Doing Business do Banco Mundial, a única coisa que muda é o PESO Diferente. Tanto que os países com a maior facilidade de se fazer comércio, "coincidentemente" são quase todos os mesmos países com a maior liberdade econômica.

    Ao invés de perder tempo escrevendo um artigo inútil com esse título sensacionalista, o autor poderia ter feito o próprio critério de ranking e comparado com os outros rankings. Já que os três rankings mais famosos também dão pesos diferentes para alguns fatores, mas chegam a colocações semelhantes.
  • Moura  21/02/2018 21:06
    Pelo texto e pelos comentários percebe-se que o autor realmente acredita que quanto maior a carga tributária, mais socialista é um país. Quase todo o esforço do garoto é nesse único aspecto. Mas não o culpo tanto, muitos libertários desinformados cometem o mesmo erro infantil.

    Pra começar, achar que para saber a quantidade de impostos pagos nos países é só olhar a carga tributária já está redondamente errado. Uma coisa é cobrar impostos (você sabe quanto imposto cobra-se de impostos nas leis do país em questão), outra coisa é arrecadar impostos (você sabe quanto de imposto foi arrecadado olhando sua carga tributária).
    Está errado por causa da Curva de Laffer. Se você cobrar, por exemplo, 30% de impostos das empresas e depois de alguns anos cobrar, por exemplo, 60% de impostos das empresas, a arrecadação pelo governo tende a ser menor ou menor proporcionalmente do que o governo esperava (ou seja, se ele esperava dobrar a arrecadação das empresas, isso não irá acontecer).
    E isso acontece porque quando os impostos são muito elevados de acordo com o padrão de vida do país, as empresas e as pessoas tendem a sonegar e a evadir os impostos. Mas esse esforço é desnecessário quando os impostos estão razoáveis para o padrão de vida daquele país.

    Peguemos o exemplo do Haiti. Possui uma carga tributária razoavelmente baixa (por volta dos 15%), mas cobra-se MUITOS impostos das empresas que estão dentro de seu território. Apenas sobre o lucro cobra-se 30%, sob o ganho de capital cobra-se 15%, a taxa do valor da propriedade é de mais 15% e eu nem vou listar os outros, veja por conta própria: www.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/haiti#paying-taxes
    Para se ter uma ideia, o Haiti é praticamente o país mais pobre da América Latina e na questão de liberdade fiscal está na metade inferior do ranking de países da América Latina.
    Agora me diga, que tipo de louco irá querer investir em um país pobre que não oferece nenhum atrativo fiscal? O governo do Haiti deveria usar a cabeça e pensar: já que minha população é burra e improdutiva, eu irei atrair as empresas estrangeiras cobrando apenas 5% de impostos e irei reformar a minha Burocracia para melhorar a facilidade de se abrir negócios (outro ponto que não é nada bom no Haiti, só ver a posição no mesmo link). Mas não, o governo não percebe que se fizer isso iria até mesmo aumentar sua arrecadação.
    O único culpado pela situação do Haiti ter chegado nessa condição é o governo. E o único culpado para a situação continuar nessa situação também é o governo. O mundo gosta do Haiti, mas não dá para investir em um país assim. E eu nem sequer toquei na questão da Segurança Jurídica, pelo que vi no ranking do Doing Business, a herança cultural do Papa Doc de espoliar quem o governo bem entender continua até hoje.
    Querer que a Índia (que já cobra +40% de impostos das empresas, há os dados no Doing Business) pague todos os impostos exigidos é estar com a cabeça em outra dimensão. Não é simplesmente aumentando impostos como bem quiser que a carga tributária irá aumentar, AINDA MAIS em países pobres.

    Depois que achar que um país é mais "socialista" porque a carga tributária é maior é tão absurda que se for levada mesmo a sério, China, Rússia, Índia, Síria, Venezuela, Zimbábue e a Coreia do Norte são mais liberais que os Estados Unidos.
    Essa ideia estúpida é muito comum entre os esquerdistas americanos que ainda "não aprenderam" a distinguir entre socialismo e social-democracia.
    Os estados de países socialistas, por definição, possuem uma participação baixa ou média no PIB de um país. Se o governo controla todas as empresas, todos os preços dos produtos, todas as transações comerciais, todos os salários recebidos, como diabos a carga tributária pode ser alta?
    O estado soviético controlava absolutamente tudo dentro do território da URSS, no entanto a participação no PIB não chegava nem próximo dos 50%, inclusive foi por muito tempo menor que dos Estados Unidos.
    www.quora.com/What-was-the-percentage-of-government-spending-in-the-Soviet-Unions-GDP
    Portugal, Itália, França e Espanha possuem uma carga tributária maior que Cuba. Será que esse idiota acha que esses países são mais socialistas do que Cuba?

    Enfim, se quer ver o nível de conhecimento que existe nesse site, leia o que eles escreveram sobre o congelamento dos preços pela Petrobrás, algo que até Dilma e Lula (quem fizeram a cagada) admitiram que erraram.
    www.valor.com.br/politica/4212684/dilma-admite-erros-na-economia-e-cita-remedios-amargos-para-crise
    exame.abril.com.br/brasil/governo-se-equivocou-ao-congelar-preco-gasolina-diz-lula/
  • anônimo  11/03/2018 23:29
    Essa crítica é infundada e é fruto do desespero da esquerda brasileira.

    O BANCO MUNDIAL (uma organização com várias ideias pró-intervencionismo) também possui um ranking com critérios bem parecidos e que leva a um ranking bem parecido:

    en.wikipedia.org/wiki/Ease_of_doing_business_index

    Repare que poucas posições mudam, mas os países estão na mesma zona de colocação dos outros rankings.
  • Muhammad Ali  20/03/2018 11:44
    Não foi nesse artigo em questão, mas nos comentários de um artigo do site sobre expansão monetária keynesiana, o moderador saiu em defesa da Venezuela, afirmando que a Venezuela possui apenas 28% de governo na participação do PIB e que para o governo socialista ser o culpado pela crise teria que ter uma participação maior e mais efetiva na economia.

    O jênio realmente acha que quanto maior a carga tributária, mais socialista é um país.
    Qual será a reação dele ao saber que quase todos os países comunistas do século passado tinham uma carga tributária menor que dos Estados Unidos?
    Qual será a reação dele ao saber que países declaradamente socialistas e com a economia quase totalmente estatizada como Zimbábue possui uma carga tributária menor que da Suíça?

    E isso que o moderador diz na mesma sessão que não é contra o capitalismo e não é socialista.
    Esse é o nível dos sites que os esquerdistas conseguem argumentos. Não sei rio ou choro.
  • Rodolfo  20/02/2018 21:08
    Vi uma notícia sobre uma fábrica construída pela Honda aqui no Brasil que está parada por falta de demanda. Na hora lembrei das explicações sobre as crises econômicas que leio por aqui!
  • Sempre Mais do MESMO  22/02/2018 10:43
    .
    Sentença fantástica:

    "Até quando as pessoas de bem estarão a mercê dos canalhas? ...até o dia que as pessoas de bem tiverem a mesma ousadia dos canalhas"

    O problema é exatamente a QUINTA COLUNA que combate por dentro qualquer possibilidade de reação. É uma estratégia de dominação.

    A quinta coluna combate através da ARMA MORAL, para desestimular resistência e reações.

    Assim até o banditismo tem prosperado sob o incentivo das hordas socialistas que impedem a paz social caso a sociedade produtiva não se curve a suas MANIAS de CONTROLE SOCIAL e ao custeio e até luxo de uma hieraquia de soberanos SENHORES de REBANHOS POPULARES que devem produzir para serem expropriados dos frutos de seu trabalho sem nada dependerem deste senhores e sem qualquer acordo prévio nesse sentido.

    Ou a população cede e se deixa comandar e pastorear por esses MANÍACOS socialistas que querem controlar a vida alheia, ou eles tudo farão para transformar a vidas das populações em um INFERNO.

    Essas são as ameaças contra o bem estar daqueles que querem viver do trabalho honesto, para assim tentar coagi-los a se curvarem ao DOMINIO ARBITRÁRIO de ORDAS de RECEBEDORES de IMPOSTOS.


    O Socialismo ainda faz sucesso porque JAMAIS os seus adversários tiveram coragem de por abaixo o mito moral do Socialismo e dizer com todas as letras que "Socialismo é uma reivindicação de PODER ABSOLUTO para uma hierarquia governante.

    Jamais os adversários do banditismo político tiveram a coragem de dizer que o Socialismo é uma PROPOSTA de ESCRAVIZAÇÃO de POPULAÇÕES a uma QUADRILHA super organizada sob uma IDEOLOGIA (subversão da razão pela corrupção através de ofertas morais para legitimação da inveja).

    Os senhores de escravos ameaçavam estes com castigos físicos para que trabalhassem e tomavam para si o que desejassem da produção dos escravos.

    Os escravos tinham como propriedade únicamente o seu corpo e para mante-lo como única forma de viver deveriam OBEDECER os SENHORES e SEUS FEITORES. Trabalhando e produzindo para sustentar a vida e até o luxo destes.

    Os governos não precisam ameaçar físicamente os pagadores de impostos para deles obter a produção. Os atuais produtores são ameaçados não primordialmente em seus CORPOS, mas em seu BEM VIVER.
    Os neo-senhores (governates) não precisam ameaçar físicamente para que os SERVOS trabalhem e produzam para entregar sob coerção a maior parte dos frutos de seu trabalho aos governantes para custear a vida, o bem viver e o luxos destes e de todda hierarquia que impõe a servidão aos pagadores de impostos.

    Os governantes (neosenhores) ameaçam o bem viver, as propriedades dos que trabalham e produzem para deles expropriar os frutos deste esforço.
    Se o escravo possuia apenas o corpo como único bem, agora os senhores podem ameaçar outros bens que os pagadores de impostos possuem e já não mais precisam ameaçar com chicote para que se trabalhe para sustentar os recebedores de impostos.

    Se o cidadão quiser habitar uma residência, ter um veículo, um pequeno ou grande negócio ou mesmo ter um trabalho produtivo, TERÁ QUE CEDER PARTE dos FRUTOS do SEU TRABALHO aos NEO-SENHORES recebedores de imostos. Além de serem COAGIDOS a OBEDECER suas DELIBERAÇÕES ARBITRÁRIAS Sob AMEAÇA de NÃO SEREM DEIXADOS TRABALHAR e PRODUZIR bens e serviços uteis para prosperar.

    Na atual forma de escravidão não se ameaça primordialmente o corpo (ameaça física), mas sim a SUBSISTÊNCIA e sobretudo a possibilidade de PROSPERAR. Essa é a atual escravidão onde o ESCRAVO é o pagador de impostos e a hierarquia que o EXPLORA são os RECEBEDORES de IMPOSTOS.

    Se o cidadão quiser ter a possibilidade de trabalha para sustentar-se e sobretudo prosperar, TERÁ QUE CEDER aos recebedores de impostos TANTO QUANTO ELES DESEJAREM dos FRUTOS do trabalho dos produtores de bens e serviços ÚTEIS.

    O ESCRAVO NÃO TINHA TODAS as OPÇÕES disponíveis naturalmente para sua escolha: O Senhor de escravos NÃO LHES PERMITIA negarem-se a OBEDECÊ-LO sem que sofressem uma AÇÃO DANOSA por parte dos senhores. A opção de negar-se a uma relação de trabalho com um senhor não era disponibilizada. Disponível apenas: OBEDECER ou SOFRER UM CASTIGO.

    É essa EXATAMENTE a relação das populações com o Estado:

    - OBEDECER
    - SOFRER um CASTIGO

    Ou seja, se alguém quiser prosperar é OBRIGADO, FORÇADO, COAGIDO a dar tanto dos frutos de seu trabalho quanto o Estado arbitráriamente estipular. SÓ ASSIM o Estado permitirá ao indivíduo ter a chance de tentar VIVER BEM. Apesar de, para tentar viver bem, o indivíduo NÃO DEPENDER EM NADA do ESTADO e TÃO POUCO TENHA FEITO QUALQUER ACORDO PRÉVIO COM o Estado para estabelecer uma relação, seja ela qual for.

    ESCRAVIDÃO É RELAÇÃO FORÇADA ...a relação dos pagadores de impostos com a hierarquia estatal É UMA RELAÇÃO FORÇADA.
  • Emerson Luis  12/03/2018 10:13

    A vantagem do esquerdismo
    é que ele pode mentir.

    A vantagem do liberal-conservadorismo
    é que ele não precisa mentir.

    * * *


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