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A ética da polícia

As polícias Federal e Militar são flagradas assaltando a propriedade de um dono de bingo

Em uma era de dominância do positivismo legal, onde a intensa propaganda estatal tenta fazer desaparecer os conceitos de justiça e direito natural e impor a crença  de que "lei" é toda e qualquer coisa que o estado determine que seja, as pessoas ainda conservam suas noções daquilo que realmente é certo ou errado, justo ou injusto, criminoso ou legítimo e muitas vezes reconhecem prontamente que certas ações dos governos são injustas, embora ocorram sob o manto da autoridade estatal, com seus oficiais dizendo que não estão fazendo nada além de "cumprir a lei".  Ações estas que, na prática, ocorrem pelas mãos da força armada do estado que entra em contato direto com seus súditos, a polícia.  Não obstante, as pessoas enfrentam um agravante que gera ainda mais confusão: o estado detém o monopólio dos serviços de justiça e segurança, e ninguém mais, a não ser a própria instituição criminosa que agride inúmeros direitos dos indivíduos, pode combater os crimes praticados por outros criminosos.  O serviço de segurança, vital para qualquer sociedade, acaba sendo prestado quase que exclusivamente pela polícia estatal.  Assim sendo, como avaliar eticamente a polícia?

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que este artigo não trata de uma crítica aos policiais corruptos, e sim à polícia em si.  Aliás, tendo como base a objetividade da ética [1], pretendo demonstrar que em muitos casos, o policial corrupto é o mais justo e o policial estrito cumpridor das funções designadas pelo estado é o mais criminoso.  Comecemos imaginado o seguinte caso: O dono de uma loja contrata João como segurança de seu estabelecimento.  Em troca de um salário, João passa a cumprir suas funções de proteger a propriedade do comerciante e seus clientes de possíveis furtos e assaltos, desencorajando as ações de ladrões, bem como os enfrentando corpo a corpo, caso estes tentem praticar um roubo.  Até aqui tudo perfeito — João desempenha uma das mais nobres e corajosas profissões, tudo dentro de um esquema de trocas estritamente voluntárias e de respeito à propriedade.  Agora imagine que o dono da loja ordene que seu segurança destrua as lojas concorrentes tornando a loja dele a única opção das redondezas.  Ou que ele impeça através do uso ou ameaça do uso de violência física, que os clientes comprem produtos que não sejam os da loja dele.  Ou que ele passe a extorquir uma quantia de dinheiro mensal de toda a vizinhança.  Bom, a partir deste ponto, qualquer pessoa pode afirmar que se João optar por cumprir as ordens do dono da loja, ele passará a ser um criminoso, embora ainda continue cumprindo sua função original de proteger a loja e seus clientes de outros criminosos.  Mas se João for uma pessoa honesta, que preza pela moral e ética, certamente irá se recusar a cometer estes crimes e procurar outro emprego.  Todavia, todas as funções descritas acima são executadas pela polícia estatal, não só a proteção da vida e propriedade dos indivíduos contra ataques de criminosos privados como também as criminosas, como o impedimento da livre concorrência no mercado colocando em prática as regulamentações e proibições estatais e a cobrança de impostos.  E muitas outras.

O que geralmente é alegado é que, diferentemente do segurança da loja do caso acima, o policial não segue ordens de um indivíduo privado, e sim de um estado. Mas isto não muda em absolutamente nada a natureza das ações.  A ação humana é sempre individual.  Apenas indivíduos agem.  Suas ações são legítimas ou criminosas devido ao tipo de ação que elas são, e o fato de uma ação ter sido ordenada pelo dono da loja, por um presidente, por um rei, por um ditador ou pela maioria dos habitantes de determinada extensão territorial, não faz nada para transformar vícios em virtudes.  Ninguém diria que os guardas que faziam cumprir a jus primae noctis não eram criminosos por estarem agindo em nome do rei.  Ou, para usar um exemplo de um estado democrático, que os oficiais da polícia secreta da Alemanha nacional socialista que executavam judeus nos campos de concentração não estavam cometendo crimes, pois estavam agindo à mando de um governo eleito democraticamente — estes, por exemplo, são dois casos em que um policial corrupto, que em troca de um suborno não cumprisse a "lei", seria muito mais desejável do que o incorruptível.[2]  E uma vez que todos os estados cometem variados crimes contra seus súditos, devemos entender que todos os policiais são criminosos?  A resposta é não, pois as polícias são geralmente organizadas em subdivisões.

As subdivisões da polícia

Existem órgãos da polícia que desempenham exclusivamente atividades virtuosas e legítimas, outros que desempenham unicamente atividades criminosas e outros que desempenham ambos os tipos de atividades.  Os policiais da Divisão Anti-Sequestro, por exemplo, são policiais que não se envolvem nas atividades criminosas do estado para o qual trabalham.  A função deles é única e exclusivamente combater os criminosos que seqüestram pessoas, um dos crimes mais graves e terríveis que existe.  E sempre que realizam um trabalho bem feito, são justamente considerados heróis, não só pelas vítimas salvas, mas também pela sociedade em geral.  Nem o fato deles se absterem de combater o maior grupo seqüestrador de inocentes da sociedade, que captura inocentes e mantém vítimas em cativeiro durante anos em uma escala colossal — o estado — faz desta divisão um órgão criminoso, pois a ação negativa de se abster de ajudar alguém pode até ser considerada imoral, mas jamais pode ser considerada um ato criminoso.  Por outro lado, um exemplo de policiais que não são nada além de criminosos são os policiais do DENARC, o departamento de investigações de narcóticos.  Eles possuem as funções de procurar e impedir o comércio e uso de algumas substâncias que o estado arbitrariamente decide proibir, como folhas de maconha, lança-perfume, esteróides anabolizantes, heroína, morfina, anfetaminas e até o suplemento para atletas creatina.  Eles usam suas armas para perseguir e seqüestrar pessoas que estiverem realizando trocas voluntárias; para ameaçar a vida e a propriedade de vendedores que estiverem satisfazendo a livre demanda de compradores; roubam as mercadorias e a liberdade de inocentes.  Enfim, nada mais são do que criminosos cruéis.  Já alguns outros órgãos da polícia são incumbidos de praticar estes e muitos outros crimes, mas que também podem receber a função de, por exemplo, perseguir e prender um assassino.  A Polícia Federal é um exemplo destes órgãos.  Ela é incumbida de praticar estes mesmos crimes cometidos pelo DENARC e muitos outros, como perseguir e seqüestrar pessoas que estejam tentando não ser roubadas (o que eles costumam chamar de "sonegação de impostos"), de pessoas que estejam enviando seu próprio dinheiro para fora das fronteiras dominadas pelo estado sob o qual vivem (o que eles chamam de "evasão de divisas"), que estejam entrando no país com mercadorias compradas no exterior sem a autorização do rei (o que na nomenclatura deles é "contrabando"), e até pessoas que não estejam fazendo nada além de tentar unir filhos e pais que se amam, como num caso ocorrido alguns anos atrás (o que eles têm a cara de pau de chamar de "tráfico de crianças", como se as crianças pertencessem ao estado, e o lugar delas não fosse ao lado de seus pais).  Enfim, a lista de crimes que são cometidos pela Polícia Federal é infindável.  Mas se eles também são incumbidos de perseguir e prender criminosos reais como assassinos e estupradores, como devemos julgar este e outros órgãos da polícia que praticam tanto atividades criminosas como as legítimas, necessárias e até heróicas?

Simples dilema

O que a primeira vista pode parecer um dilema difícil de ser resolvido é na verdade bem simples, pois "bandido" e "herói" não são qualificações mutuamente excludentes, i.e., uma pessoa — não uma ação específica — pode ser ao mesmo tempo bandida e heroína.  Analisemos o caso hipotético de um conhecido assaltante da vizinhança que já praticou, e costuma praticar, muitos assaltados, e que por sempre ter conseguido escapar dos agentes de segurança que o perseguem, estava andando livremente pelas ruas quando se depara com um prédio em chamas e, corajosamente, arriscando sua vida, enfrenta o fogo e salva a vida de uma dúzia de pessoas.  Alguém diria que ele deixou de ser ladrão depois disso?  Claro que não, porque um ato bravo, digno e heróico não redime e nem apaga crimes cometidos anteriormente, e nem os que poderão ser cometidos posteriormente.  E vice-versa, um crime cometido não faz com que um ato heróico anterior ou posterior deixe de ser um ato heróico.  Este ladrão do exemplo será sempre um herói para as doze pessoas que continuaram vivas devido a seu ato, mas por outro lado, para suas vítimas, ele será sempre a pessoa que os assaltou.   Outro exemplo: se um homem persegue e prende o estuprador de uma criança e no dia seguinte assassina covardemente um homem, ele deixa de ser um assassino e não deve pagar por este crime?  Obviamente que não, pois embora ele mereça o reconhecimento e a admiração de todos por ter ajudado a fazer justiça no caso do estupro, ele também merece o desprezo e a revolta da sociedade por ter assassinado uma pessoa inocente, e deve ser punido severamente como qualquer outro assassino que nunca tenha cometido ato heróico algum.

Então, se é simples analisar eticamente aquelas subdivisões da polícia que não cometem crimes e aquelas que somente cometem crimes, também é fácil termos uma opinião sobre aquelas subdivisões que desempenham tanto funções legítimas e necessárias quanto funções criminosas.  Os policiais que fazem parte dessas subdivisões e desempenham estas funções não são em nada diferentes de João, o segurança de nosso exemplo acima, que além de segurança da loja, passa a cometer variados crimes.  Eles não passam de criminosos, que eventualmente também executam boas ações.  

A diferença que existe entre os criminosos privados e esporádicos e os policiais criminosos é que os primeiros são anônimos, eles estão sempre fugindo e se escondendo, e geralmente só são revelados como sendo criminosos depois de pegos.   Já os polícias geralmente revelam sua identidade e se identificam através de uniformes e distintivos.  Os veículos e edificações usados por este grupo criminoso exibem abertamente suas marcas.  E eles alardeiam com orgulho seus crimes, como quando, por exemplo, eles "fazem uma apreensão de drogas e contrabando", em outras palavras, quando eles assaltam a propriedade de comerciantes, e anunciam orgulhosamente para a sociedade todos os números e detalhes do roubo que praticaram.

Conclusão

Deste modo, o monopólio compulsório do uso da força exercido por uma organização que além deste crime — do monopólio[3] — pratica inúmeros outros, cria uma situação em que a instituição da polícia, que deveria ser a guardiã dos direitos de propriedade, é a mesma que ataca estes direitos; que aquelas pessoas que deveriam desempenhar exclusivamente uma das mais honradas e corajosas funções da sociedade, a de enfrentar e combater diretamente uma das piores coisas de nosso mundo, a maldade humana, manifestada na forma de terríveis crimes contra a vida e propriedade, são as mesmas pessoas que na maioria dos casos desempenham muitos outros crimes — as vezes não fazem nada além de praticar crimes, conforme visto acima.  Não deixa de ser espantoso o fato de que, por exemplo, um PM, em um dia heroicamente e arriscando a própria vida proteja pessoas de um latrocínio, e no dia seguinte invada uma propriedade privada e aponte armas para senhoras impedido-as de se divertirem num jogo de bingo, merecendo com este e tantos outros crimes que cometem no seu dia a dia o mesmo menosprezo que a sociedade reserva ao assaltante combatido por ele no dia anterior.  Estas pessoas, que, por um dom divino, por uma propensão genética, ou pelo motivo que for, possuem a coragem de enfrentar os elementos mais cruéis da sociedade, deveriam ser as primeiras a denunciar os crimes ordenados pelo estado e, obviamente, se recusarem a executá-los.[4]

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[1] A ética não é subjetiva, não é uma "questão de opinião pessoal".  Existe uma ética objetiva, válida para todos os seres humanos, independentemente de tempo ou lugar, ou seja, um crime é um crime tanto para um tupi-guarani em 1424, quanto para um polonês em 1986, um egípcio 3000 a.C. e um brasileiro hoje, não importando o que o estado ou outro grupo criminoso dominante definam como crime.  Para mais sobre a objetividade da ética, veja Murray N. Rothbard, A Ética da Liberdade, parte I.

[2]
Este ponto é mais profundamente analisado e brilhantemente exemplificado pelo professor Block em "O policial desonesto", Defendendo o indefensável, Editora Ortiz, 1993.

[3] Segundo a ciência econômica, o termo "monopólio" refere-se apropriadamente à "concessão de um privilégio especial pelo Estado, que reserva determinada área de produção a um indivíduo ou grupo específico", obviamente através do uso ou ameaça do uso de violência contra pessoas que tentem concorrer com o privilegiado, ofertando no mercado o mesmo produto ou serviço. Murray Rothbard, Man, Economy and State with Power and Market, cap. 10, parte 3-A.

[4] Não só os policiais que praticam estes crimes consentem com eles, como também uma maioria da população apóia estas ações criminosas.  E é este aval, mesmo que passivo, que dá força para que estas ações ocorram.  Seria o ideal, mas mesmo que os policiais não se recusassem a seguir as ordens criminosas do estado, se a maioria da população enxergar a verdade sobre estas ações e retirar seu consentimento, elas irão cessar.  Sem este consentimento, as armas dos policiais nada poderiam fazer. Ou, como o professor Hoppe coloca:

Novamente, a idéia é a seguinte: o presidente pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser aceita e executada por um general; o general pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser executada pelo tenente; o tenente pode dar a ordem, mas a ordem tem de ser executada em última instância pelos soldados, que são aqueles que terão de atirar. E se eles não atirarem, então tudo aquilo que o presidente — ou o supremo comandante — ordena passa a não ter qualquer efeito. Assim, o estado somente pode efetuar suas políticas se as pessoas lhe derem seu consentimento voluntário. Elas podem não concordar com tudo que o estado faça e/ou ordene que outros façam, mas, enquanto elas colaborarem, serão obviamente da opinião de que o estado é uma instituição necessária, e os pequenos erros que esta instituição cometa são apenas o preço necessário a ser pago para se manter a excelência do que quer que ela produza. Quando essa ilusão desaparecer, quando as pessoas entenderem que o estado nada mais é do que uma instituição parasítica, quando elas não mais obedecerem às ordens emitidas por essa instituição, todos os poderes estatais, mesmo o do mais poderoso déspota, desaparecerão imediatamente.

Hans-Hermann Hoppe, A fraude chamada "estado".



autor


  • Luciano  28/05/2011 21:47
    Texto bem fraco. O autor parece que vive fora da realidade. As leis que ele tanto repudia foram elaboradas na vigência de um regime democrático. A proibição do jogo, do consumo de drogas, o crime de sonegação fiscal, descaminho e contrabando, por exemplo, foram instituídos atendendo as formalidade de um regime democrático e representativo. Comparar o policial que fiscaliza essas leis a um criminoso é de uma idiotice sem par. E não adianta igualar a ação desses policiais com o morticínio implantado pelo regime nazista (ainda que ele também tenha sido democrático). Porque matar pessoas a granel não é a mesma coisa que prendê-las por sonegação fiscal, contrabando, descaminho ou tráfico de drogas. Mesmo que essas condutas não sejam tão perigosas, injustas ou danosas quanto o autor alega, a partir do momento que se cria legislações que as proibem, as pessoas decidem livremente se vão infringir ou não as leis. E se o fazem, devem arcar com a conseqüência de seus atos, que no caso é a prisão. Não foi o policial que obrigou as senhoras a irem ao jogo de bingo. Elas sabiam muito bem que eram legalmente proibidas de fazê-lo, e decidiram assumir o risco de serem presas. Se elas acham que jogar bingo não é algo tão maléfico a ponto de ter que ser proibido por uma lei, elas devem buscar os caminhos democráticos para mudar a legislação, e não infringi-la ao seu bel-prazer.

  • Tiago  30/05/2011 04:05
    Tem horas que faz falta aqueles thumbs up ou thumbs down aqui nos comentários do Mises. Eu clicaria compulsivamente no thumbs down pra esse comentário do Luciano.
  • Rhyan  30/05/2011 05:00
    O regime democrático é criminoso.
  • Gilberto  17/05/2013 01:05
    Rothbard é metade gênio, metade idiota. Quando escreve sobre economia é a metade genial, quando fala sobre qualquer outra coisa é a metade idiota.
  • Ricardo  17/05/2013 01:57
    Que legal a sua opinião, Gilberto. Mas vamos equalizar as coisas. Como tenho a certeza de que você não é pipoqueiro, vamos fazer um comparativo. Por gentileza, poste aqui um link -- um simples link -- para um site ou blog que contenha materiais por você escritos. Gostaria de lê-los para ver qual das suas duas metades é a mais proeminente. Você não seria leviano e covarde ao ponto de tocar a campainha e sair correndo, né?

    Obrigado.
  • anônimo  17/05/2013 09:42
    Uma coisa não tem nada a ver com a outra.A verdade não depende de quem a diz.
  • Gilberto  17/05/2013 15:34
    Quer dizer que pra criticar um trabalho é necessário "fazer melhor" do que o criticado??? Se for assim nunca mais vou poder criticar o pífio futebol da seleção brasileira já que não sei jogar melhor que nenhum dos jogadores. O difícil é explicar pros utopistas fanáticos que são um tipo de "Testemunhas de Rothbard" só falta saírem batendo de porta em porta .

  • Malthus  17/05/2013 15:56
    Não, a sua comparação foi sem nexo. Habilidades físicas e esportivas exigem prática e treino diários, o que impossibilita comparações. Mas a sua crítica foi voltada ao intelecto, e o intelecto é algo perfeitamente possível de ser comparável. O Ricardo pediu apenas algum texto seu, para que seu intelecto pudesse ser analisado. A esse simples pedido você reagiu com escândalo e saiu distribuindo rótulos ridículos com a intenção de ofender. Acho que ficou claro qual das suas metades é a mais proeminente.
  • anônimo  20/05/2013 10:59
    'Não, a sua comparação foi sem nexo. Habilidades físicas e esportivas exigem prática e treino diários, o que impossibilita comparações. Mas a sua crítica foi voltada ao intelecto, e o intelecto é algo perfeitamente possível de ser comparável.'

    Continua sendo uma falácia. Ninguém precisa comparar intelecto nenhum pra notar se um argumento é verdadeiro ou falso.
    Isso é tão óbvio, essa discussão nem devia existir, o problema é que o povo brasileiro é muito burro, você faz uma crítica lógica e ele entende como ataque emocional, entende como 'ah você ta querendo competir comigo, mostre os artigos que escreveu então'.
  • Gilberto  20/05/2013 16:16
    Se Albert Einstein disser que 2+2=5 e vier outro e disser que o certo é 4, não importa que o que respondeu certo tenha 7 anos e esteja na pré-escola. O que importa é que a crítica é pertinente. E o sr. Rothbard falando sobre ética é mesmo um idiota. Pois leva a aplicação de um conceito (PNA) ás suas últimas consequências. Tem até aquela parte do livro dele que diz que uma mãe tem o "direito" de abandonar seu próprio filho ou vende-lo. Isso é ética por acaso? Não é necessário ser um grande pensador pra identificar o absurdo!
  • Luis Almeida  30/05/2011 12:20
    Dois ladrões entram numa casa e estão levando um televisor embora quando o dona da casa os surpreende e os interpela. Ei, vocês estão roubando meu televisor! Isso não está certo. Devolvam-o.

    Os ladrões, mesmo armados, decidem então dialogar com o dono.

    -Tem razão, isto não é certo. Vamos então fazer uma votação. Quem aqui é a favor de devolvermos a TV? O dono levanta a mão. Quem aqui é a favor de levarmos a TV? Os dois ladrões levantem a mão. Viu só, agora é uma decisão democrática, vamos levar sua TV.



    Luciano, é sério que você não consegue enxergar que um crime é crime, mesmo que seja apoiado por uma maioria?
  • anônimo  23/09/2012 12:22
    Luciano, seu comentário é digno de um débil mental. Tente aprender e se informar antes de sair falando suas asneiras.
  • Fernando Setoue  10/04/2013 21:03
    Concordo com o senhor Luciano, as leis foram feitas para garantir o bem estar da maioria. Grupos que se julgam prejudicados pelas leis tem direito e devem fazer o barulho necessário para que as leis sejam alteradas. Infringir as leis é esquecer que elas foram feitas objetivando proteger o coletivo. Se existem fraudes em bancos, instituições publicas ou privadas estas devem ser denunciadas pelos cidadãos, que muitas vezes são omissos em seus deveres cívicos e só aparecem para realizar criticas superficiais ao Estado. E senhor Fernando Chiocca, acredito que o senhor como autor deste artigo em sua liberdade de expressão e pensamento deveria ser mais educado com aqueles que realizam comentários aos seus artigos, afinal qual o propósito de escrever a seguinte frase " Você é ignorante ao ponto de nem saber disso", o senhor intitulado de "intelectual anti-intelectual, praxeologista" tem tamanha intelectualidade para definir alguém como ignorante? Ou seu adjetivo pejorativo busca validar o texto que antecede a sua frase?
    E senhor Fernando Chiocca desculpe minha humilde intelectualidade mas penso que tirei conclusões errôneas ao terminar de ler o seu artigo, e peço que me esclareça o seguinte:

    Ao seu ver o estado deveria deixar de existir para que todos os cidadãos fiquem à vontade para usar de qualquer meio para se prevalecer uns sobre os outros, prevalecendo então a lei do mais forte?". Quanto a sua posição quanto as taxas e impostos, em uma hipótese absurda que nunca aconteceria no Brasil, mas caso todos os impostos e taxas fossem extintos agora, o efeito não seria um reajuste de todos os bens de consumo e propriedades para baixo, afim de se ajustarem a nova realidade, o que no fim não alteraria em nada a situação, por exemplo se na realidade atual a venda de 1 sapato compra 10 pães, sem os impostos o mesmo não se repetiria? ou seja sem impostos a venda de 1 sapato não continuaria comprando 10 pães?

    Fico no aguardo de um retorno
    Muito Obrigado!!
  • Fernando Chiocca  11/04/2013 02:23
    Concordo com o senhor Luciano, as leis nazistas foram feitas para garantir o bem estar da maioria ariana. Grupos que se julgam prejudicados pelas leis, como judeus, ciganos, deformados etc., tem direito e devem fazer o barulho necessário para que as leis sejam alteradas. Infringir as leis e fugir de campos de concentração e extermínio é esquecer que elas foram feitas objetivando proteger o coletivo.

    Parabéns Fernando Setoue


    Ao seu ver o estado deveria deixar de existir para que todos os cidadãos fiquem à vontade para usar de qualquer meio para se prevalecer uns sobre os outros, prevalecendo então a lei do mais forte?".

    Não xará. Entendeu tudo errado.
    Lei do mais forte é o que existe com o estado, que é o mais forte e como o leão na selva, impõe suas vontades sobre os mais fracos, atacando e agredindo suas propriedades.

    Numa sociedade livre, a vontade de uns não prevalece sobre as dos outros. É uma sociedade em que ninguém tem poderes diferentes dos demais, e se valoriza o respeito absoluto a pessoa e propriedade alheia.

    Quanto a sua posição quanto as taxas e impostos, em uma hipótese absurda que nunca aconteceria no Brasil, mas caso todos os impostos e taxas fossem extintos agora, o efeito não seria um reajuste de todos os bens de consumo e propriedades para baixo, afim de se ajustarem a nova realidade, o que no fim não alteraria em nada a situação, por exemplo se na realidade atual a venda de 1 sapato compra 10 pães, sem os impostos o mesmo não se repetiria? ou seja sem impostos a venda de 1 sapato não continuaria comprando 10 pães?

    Xará, se um ladrão (=estado) rouba meu sapato, quem vai poder trocar o sapato por 10 pães é o ladrão e não eu.
    Sacou?
  • Francisco Seixas  02/05/2016 18:57
    Sempre que após ler artigos tão claros, calcados em uma lógica irrefutável e objetivamente bem estruturados, como esse do Fernando Chiocca que, como diz o povo, "mata a cobra e mostra o pau" (e a cobra também), e em seguida me deparo com um comentário como o seu, Sr. Luciano, perco um pouco a esperança de que, um dia, o austro-libertarianismo possa definitivamente se firmar como a única opção para um futuro efetivo de paz e prosperidade para toda a humanidade.

    É lamentavelmente lamentável.

    Mais um detalhe Sr. Luciano: "Se uma lei é injusta, um homem não apenas ESTÁ CERTO em desobedecê-la, como ele TEM A OBRIGAÇÃO de fazê-lo." - Thomas Jefferson

    O Fernando está correto, Luciano.

    Excelente artigo Fernando. Parabéns.
  • Angelo T.  30/05/2011 09:27
    Não tinha lido esse texto ainda. Parabéns, Fernando.
  • Ricardo Sulyak  15/02/2012 08:39

    Somente hoje li este artigo; Achei excelente Fernando, está de parabéns valeu kra! O "gap" que gera tanta confusão é o de não compreender ou negar cegamente a existência de uma ética objetiva atemporal para a natureza humana; De modo que, neste relativismo, encontramos a receita para o caos, que legitima ao sabor da moda correspondente à uma época, abomináveis crimes de espoliação e à vida humana;
  • luiz felipe  03/05/2012 03:36
    eu fui parado com minha moto sem carteira,o policial pergunto dos documentos e tal eu disse que estava sem ,mas encontrei na minha calça o documento da moto. apartir dai fui tratado como bandido pois tinha "mentido" para eles ,e tive que ouvi varios desaforos quando ironicamente falei do que vc esta falando o documento ja nao esta na suas maos?pronto o segundo policial veio por traz cheio de maos pra cima de mim,foi quando eu perai se tu quiser me revistar me peça onde que eu lhe mostrarei foi quando ele ta me desafiando pois agora vc vai apanhar.tentou me dar uma rasteira tres veses quando eu na aguentei a situaçao e dei um soco de mao aberta(seria um tapa ou um empurrao)na cara do policial quando ele tentou segurar a arma eu o joguei no chao,o segundo ficou com sem reaçao quando pensei agora que fiz essa cagada tenho que fazer q nem bandido e comecei a correr os policiais tentaram ir atras mas nao me acharam,resumo minha moto meu capacete e meu documento ficou la mas so a moto voltaria pra minha mão novamente

    quis fazer queixa mas fui muito ameaçado rsrsrs pelo cabo ribeiro na cidade de cabo frio -rj

    isso tudo foi filmado pela camera do banco do brasil
  • anônimo  04/05/2012 01:04
    Se foi filmado, tenta entrar em contato pra botar esse vídeo na internet.
  • luiz felipe  04/05/2012 05:39
    a burocracia me impediu fazer isso,e o gerente falo so com autorizaçao da justiça.e acho que seu for fundo nisso,o policial vai acabar comigo como ele mesmo disse a terceiros rsrsrs
  • luiz felipe  03/05/2012 04:18
    uma açao q deu muito pano pra manga foi a desaporpriaçao de minifundius para a implementaçao de uma grande usina na cidade de sao joao da barra a policia foi la destruirao as casas ,ABSOLUTAMENTE nada foi construido (2meses apos) foram presos quem resisitiu e na entrevistan foi extamente essa frase estou cumprindo ordens
  • Caio sp  23/02/2013 19:56
    Concordo com o texto, mas saiba que há um movimento partindo dos próprios policiais, delegados e juízes a favor da revogação da proibição, especificamente das drogas. Muito policiais, com base no dia a dia, já perceberam e faz tempo, que essa guerra das drogas, dos bingos nao da em nada.
    Agora,descumprimento de uma ordem pode levar a perda da função publica, será que em nome dessa liberdade, alguém vai querer perder seu emprego, seu salário? Mesmo querendo essa liberdade, na vida real a fome bate e os textos sobre a liberdade nao podem ser comidos.
    Se estivermos dispostos a tudo por essa liberdade, sugiro então que nao financiemos mais esse Estado-ladrão. Agora em abril nao vamos declarar nosso IR, nao pagaremos mais os impostos (tão coercitivos quanto as leis que impõe aos policias a invasão da vida alheia), vamos educar nossos filhos em casa...
    Nao me entendam errado, como disse concordo com o texto, mas a impressão que tenho e que e sempre o outro que tem que se libertar, nunca eu. Como dizem... Put your money where your mouth is.
  • José Silva  17/03/2013 03:48
    Qual referência, além da ética da liberdade, o autor usa pra afirmar que existe uma ética universal? Além disso, você não tá falando nenhum novidade, Maquiavel já tinha dito que o Estado deveria cometer ações "criminosas"(embora não seja um termo adequado, já que só existe crime se existe lei, e lei no caso é um código formal de conduta social)as vezes para se sustentar. Agora, e o crime dos bancos que cobram juros exorbitantes, taxas inúteis e ainda se falirem não garantem seu dinheiro investido nele? O crime de empresários que mantém pessoas em condições análogas a escravidão? Aliás, é até engraçado, porque quando a polícia põe pra fora centenas de famílias de uma propriedade supostamente de algum grande empresário, mas que há anos está inutilizada, somente porque ele possui um documento estatal que diz que a posse é dele(estado esse que os liberais vivem atacando), daí é defesa da propriedade, e não ato criminoso. Se a ética é universal, porque a situação é diferente nesse caso? Se o Estado não tem legitimidade pra fechar o bingo, por que teria pra me expulsar de uma terra que ocupo há gerações, mesmo que não tenha nenhum "documento de posse"?
  • Fernando Chiocca  18/03/2013 20:16
    Qual referência, além da ética da liberdade, o autor usa pra afirmar que existe uma ética universal?

    Qual argumento você está usando para contestar minha referência? Se mesmoa assim que mais, veja Hoppe, The Economics and Ethics of Private Property.

    Além disso, você não tá falando nenhum novidade, Maquiavel já tinha dito que o Estado deveria cometer ações "criminosas"(embora não seja um termo adequado, já que só existe crime se existe lei, e lei no caso é um código formal de conduta social)as vezes para se sustentar.

    Claro, claro.. "Crime" não é um termo correto para o ato de se assassinar judeus e ciganos por serem judeus e ciganos, já que isso estava de acordo com a lei do estado nacional socialista alemão;; Alias, SER judeu e cigano que eram crimes...

    Agora, e o crime dos bancos que cobram juros exorbitantes, taxas inúteis e ainda se falirem não garantem seu dinheiro investido nele?

    Cobrar juros e taxas não é crime. Paga quem quer. Crime é obrigar a pagar por algo.
    E você não tem noção de nada, pois os bancos realmente comentem crimes, pois fazem parte do esquema oligopolista fraudulento do Banco Central e, o que é pior, comete o crime de realmente garantirem investimentos que deveriam fracassar, onerando assim a todos os subjulgados pelo governo e sua imposição de moeda.
    Recomendo que comece a se informar sobre o assunto: www.mises.org.br/Subject.aspx?id=20

    O crime de empresários que mantém pessoas em condições análogas a escravidão?

    Hahahaaaha
    "Análogas"???
    Como assim?
    É escravidão ou não?
    É compulsório ou voluntário?
    Se é compulsório é escravidão. (e o "compulsório" pode incluir fraude)
    Se é voluntário não é escravidão e nem tem nada de "análogo" a escravidão.

    Aliás, é até engraçado, porque quando a polícia põe pra fora centenas de famílias de uma propriedade supostamente de algum grande empresário, mas que há anos está inutilizada, somente porque ele possui um documento estatal que diz que a posse é dele(estado esse que os liberais vivem atacando), daí é defesa da propriedade, e não ato criminoso. Se a ética é universal, porque a situação é diferente nesse caso? Se o Estado não tem legitimidade pra fechar o bingo, por que teria pra me expulsar de uma terra que ocupo há gerações, mesmo que não tenha nenhum "documento de posse"?

    Não tem legitimidade nenhuma para isso.
    Se a propriedade é ocupada há gerações por uma família, a terra é dela, até pelas leis estatais, que consideram o uso capião como legítimo. Você é ignorante ao ponto de nem saber disso!




  • anônimo  18/03/2013 19:10
    Alguém já viu um programa chamado cops, num canal de TV paga, n lembro direito qual é...mas é impressionante a arrogância dos policiais gringos, sério, o cara é algemado e vai preso porque dobrou numa contramão, é revoltante.
  • Ricardo  10/04/2013 20:06
    Se os direitos "naturais" são tão "naturais" assim, por que cada autor tem uma versão diferente deles?

    Direito é aquilo que é posto pelo Estado. E ponto final.
  • Fernando Chiocca  11/04/2013 02:09
    Hehehhe, hilário.

    Direito é aquilo que é posto pelo Estado. Os judeus tinham direito de virar churrasco na Alemanha Nacional Socialista e ponto final.

    E haver divergência entre autores de livros de ciências naturais significa que a natureza não existe, viu!

    Ricardo = Gênio
  • anônimo  16/07/2013 04:00
    14/07/2013 08h12 - Atualizado em 14/07/2013 11h40
    Imagens mostram morte de jovem após discussão com policial

    Discussão começou após acidente de trânsito em Praia Grande, SP.
    Suspeito foi preso em flagrante.


    Uma discussão de trânsito acabou com a morte de um jovem de 26 anos em um posto de gasolina em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na manhã deste sábado (13). O crime foi registrados pelas câmeras de monitoramento do comércio. O suspeito da morte é recruta da Polícia Militar há dois anos.

    Segundo o motorista que colidiu com o veículo do policial, a briga começou a cerca de cinco quilômetros do posto, no bairro Jardim Anhanguera. O jovem, que aparece no vídeo saindo do carro com uma mulher, estava estacionado esperando o amigo. Quando o policial passou, bateu em seu carro e não parou. "Corri atrás, emparelhava o carro, mas ele acelerava dizendo que não podia parar na favela. Pensei que se ele não parou deve ter roubado o carro ou ser bandido. Fomos assim até ele parar no posto", diz.

    No local, os dois homens começaram a discutir. Testemunhas disseram que o casal cobrava o dano no veículo e que o policial dizia que iria pagar, mas não tinha dinheiro na hora, só cartão. "Eu apontava para ele que no mercado havia caixa eletrônico, porque eu queria receber na hora. Se ele tivesse dito que era militar a discussão teria terminado, mas eu não sabia com quem estava falando", conta o motorista.

    As imagens das câmeras mostram o casal avançado sobre o policial, que em alguns momentos tentou entrar no carro. Na gravação, o motorista aparece dando tapas no policial, que não reagia à agressão. A mulher do motorista também aparece no vídeo chutando o carro do recruta. A discussão durou cerca de 15 minutos. O jovem que recebeu os tiros é visto chegando e indo para cima do policial.

    O policial atirou após o motorista do outro carro ter quebrado o vidro de seu veículo. Segundo informações da polícia, o recruta teria atirado oito vezes. Pelo menos três tiros acertaram o homem, que morreu no local. O pai da vítima, Natanael Freire, disse que o filho foi tentar resolver o problema do amigo. "Ele não tinha nada a ver com a briga, morreu de graça, por causa de uma colisão que, se deu prejuízo de R$ 50,00 foi muito. Meu filho fez aniversário ontem, fez 26 anos e saiu de casa para fazer um curso porque ele queria melhorar a vida da família", lamenta o pai.

    O policial foi encaminhado para a delegacia Sede de Praia Grande. Segundo o advogado do acusado, Gabriel Dondon Salum , o caso foi de legítima defesa. "Chega esse segundo indivíduo, que foi vítima fatal, já esbravejando, dando soco no cliente, dando tapa na cara. Nesse tempo, pegaram um paralelepípedo e jogaram na dentro do carro dele. Ele se sentido acuado, tentou entrar no carro para se evadir. Ele se identificou como policial militar e queria chamar 190, mas foi agredido a todo momento. Infelizmente foi preso em flagrante, que a defensoria entende como ilegal, e vai trabalhar para o relaxamento. As imagens são esclarecedoras, trata-se de legítima defesa", diz o advogado.

    Policial atirou após ter os vidros do carro quebrado (Foto: Reprodução/TV Tribuna)


    g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/07/imagens-mostram-morte-de-jovem-apos-discussao-com-policial.html
  • Emerson Luis, um Psicologo  02/02/2014 11:18

    Deve ser um fardo ser policial: eles são alvo de críticas ferrenhas mesmo quando agem certo, precisam enfrentar os riscos físicos e o stress de suas operações e ainda podem ter que lidar com a dissonância cognitiva de combater algo que eles próprios talvez considerem inofensivo, como os bingos.

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  03/04/2015 15:24
    A distinção dos diversos tipos de policiais é correta. A função do estado deveria ser unicamente essa(lógico, que suas receitas seriam voluntárias e a palavra "contribuinte" significaria somente "pessoa que contribui"): a de proteger a vida das pessoas e de seus bens. O mundo seria melhor. Garanto.
  • Dam Herzog  24/07/2015 02:04
    Quantas vezes teremos de repetir que o problema é o estado que nem nos da segurança, e muitas vezes nos dá a insegurança.
  • Julio rodrigues  04/06/2017 17:58
    O texto é bom no sentido que aborda um tema pra discussão. Contudo esse tema é muito mais complexo porque é substrato da questão do estado. Mises não era anarquista. Defendia o estado mínimo. Não vislumbro no horizonte a abolição do estado pela sua própria natureza. Crimes no Brasil são as condutas tipificadas em lei via legislativo federal. A partir daí não dá pra jogar a conta nos agentes públicos encarregados de fazer a repressão sobre o caráter de justiça ou não daquilo que se criminalizou via processo legislativo. Abuso de agente policial e outra história. Também achei a comparação com o nazismo desproporcional.
    A Alemanha era um estado totalitário portanto não teria legitimidade uma lei promulgada para assassinar judeus. Era um estado de exceção. No Brasil se o congresso aprovar um tipo penal que descriminaliza matar índios não passará pelo controle de constitucionalidade do stf.
    Pra concluir. Nós que dialogamos nesse excelente site não podemos agredir os outros como tenho observado qdo não concorda com a ideia oposta. Quem faz isso é essa esquerda paranóica do Brasil Q vocifera contra todos q não aderem às suas ideias.
  • Marko  03/11/2017 15:24
    Entendo que quanto às casas de jogos talvez haja excesso em proibir mas isso não torna os policiais criminosos. Outra coisa, o livre comércio deveria imperar de fato, deveria ser algo natural e deveria ser simples, mas sabemos que o Estado dificulta tudo para que ele possa estar no controle e possa arrecadar cada vez mais para si e esse é o grande problema, porque o estado não produz nada e ainda quer "lucrar" com o trabalho dos outros com a desculpa de oferecer uma infraestrutura (que principalmente no br, não existe) para a sociedade. Mas defender contrabando e tráfico é algo, no mínimo, esquisito.

    As questão das drogas é mais profunda do que muitos tratam por aqui. As drogas deixam as pessoas fora de si, alteram a consciência e é ligada a diversos outros fatores de risco e isso não pode ser visto simplesmente como um cerceamento de mercado. Traficante é bandido, criminoso, não é um comerciante incompreendido.

    Percebe-se bastante ódio ao governo nesse texto e confesso que eu também concordo com esse ódio ao Estado, mas taxar policiais que seguem as regras, como piores para a sociedade do que um policial corrupto, caramba! Tá parecendo os ditos esquerdopatas falando que lula foi o melhor presidente do br.

    Essa situação de o que o Estado deveria ter competência de meter o bedelho ou não e em quê, é muito relevante de fato, e acredito que o Estado deveria ser mais uma espécie de mediador ao invés de impositor. E não há como viver em sociedade sem um mediador, que seja, mas não há harmonia na anarquia, sejamos realistas.


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