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A ascensão do Ocidente representou a ascensão da liberdade e da opulência
As causas desta façanha e a retração da China

Ao longo de praticamente todo o período da história humana, privações materiais e insegurança crônica sempre foram a norma. A pobreza, e não a fartura, era o lugar o comum.

Nem mesmo aquelas pessoas que estavam no topo da pirâmide social e do poder político podiam usufruir todos estes confortos básicos (como alimentação, habitação e vestuário) e prazeres consumistas que os "pobres" do mundo ocidental atual veem como naturais e corriqueiros. 

Em determinadas épocas, certas populações sobressaíam-se e usufruíam uma qualidade de vida superior — como talvez na Grécia antiga e em Roma, e na China durante a Dinastia Sung (960—1279) —, mas tais casos representavam a exceção.

No final do século XIV, os chineses provavelmente eram o povo que usufruía o mais alto nível de vida dentre todas as grandes populações do mundo. A admiração com que os europeus receberam os relatos de Marco Polo sobre a China no final do século XIII — ainda que, como o próprio Polo havia declarado em seu leito de morte, ele não descrevera nem metade do que havia visto na China[1] — é uma das provas desta superioridade chinesa.

Ao fim da Idade Média, os europeus começaram a apresentar um progresso econômico mais acelerado, ao passo que os chineses entraram em um processo de estagnação econômica. Ainda mais notável foi a alteração ocorrida na energia econômica da Europa, que começou a se distanciar dos grandes centros comerciais do norte da Itália e se moveu em direção à periferia da civilização, no noroeste da Europa. Os bárbaros, aparentemente, haviam de alguma forma descoberto o segredo do progresso econômico. 

Dali em diante, apesar de alguns reveses e contratempos, os europeus ocidentais — e, mais tarde, seus primos coloniais na América do Norte — conseguiram progredir de modo contínuo e se distanciar economicamente do resto da humanidade. No século XVIII eles já estavam muito à frente dos chineses, para não mencionar em relação aos povos mais atrasados do mundo. 

E, até o presente, essa disparidade de riqueza continua extremamente significativa.

O que houve?

Como foi que o Ocidente teve êxito em gerar esse progresso econômico contínuo? 

Historiadores e cientistas sociais já ofereceram várias hipóteses; porém, até o momento, nenhuma explicação única conseguiu ganhar aceitação geral. Ainda assim, certos elementos de uma determinada resposta conseguiram obter um amplo consentimento. 

Deirde McCloskey afirma que houve uma mudança radical na mentalidade das pessoas. Houve uma mudança na atitude das pessoas em relação ao empreendedorismo, ao sucesso empresarial e à riqueza em geral. O crescente individualismo da cultura ocidental, arraigado na doutrina cristã, também parece ter contribuído significativamente.[2] 

Adicionalmente, a fragmentação política dos povos europeus durante a Baixa Idade Média e o início do período moderno — um pluralismo político com centenas de jurisdições distintas — estimulou um processo de experimentação institucional e tecnológica por meio do qual empreendedores puderam descobrir como tornar a mão-de-obra e o capital mais produtivo.

Fundamental a este dinamismo sustentado foi a importância crescentemente dada aos direitos de propriedade privada. Se as pessoas não confiam que haverá uma razoável chance de colherem os frutos de seus próprios esforços e investimentos, elas terão pouco ou nenhum incentivo para trabalhar duro e acumular capital físico, humano e intelectual. E, sem tal acumulação, é impossível haver um progresso econômico contínuo. 

No entanto, estes direitos de propriedade, que se tornaram mais seguros e confiáveis, não simplesmente caíram do céu. Na maioria das vezes, os comerciantes adquiriram a proteção de tais direitos por meio de pagamento de propinas aos barões medievais (nobres déspotas que extorquiam tributos) e aos aspirantes a reis que constituíam a fragmentada elite dominante da Europa ocidental.

No extremo, os comerciantes estabeleceram uma independência política nas cidades-estados onde podiam exercer total controle sobre as instituições legais que davam suporte às suas atividades econômicas. 

"O fato de que a civilização europeia passou por uma fase em que foram criadas cidades-estados", de acordo com Sir John Hicks, "é essencial para se entender a divergência entre a história da Europa e a História da Ásia".[3] 

No final da era medieval, Veneza, Genova, Pisa e Florença eram as principais cidades de Europa. Mais tarde, Bruges, Antuérpia, Amsterdã e Londres assumiram a liderança.  Cada cidade tinha sua própria milícia, a qual estava sempre pronta para defendê-la contra ameaças à sua autonomia político-econômica.

Para facilitar seus negócios, os comerciantes criaram seu próprio sistema jurídico. Com o intuito de fornecer uma rápida, barata e justa resolução para as contendas comerciais, esta Lex mercatoria criou instituições e precedentes que sobrevivem até o presente, e as quais encontram hoje expressão em um vasto sistema de resoluções alternativas (não-estatais) de contendas, como as arbitragens privadas.[4]

Em alguns países, os comerciantes e industriais utilizavam sua influência política para introduzir suas instituições jurídicas consuetudinárias nas leis estatais. Por causa da fragmentação política da Europa, governos que dificultavam excessivamente a vida dos empreendedores tendiam a perder comerciantes e seus negócios — e, por conseguinte, sua base tributária — para jurisdições concorrentes, de modo que a simples ameaça de tais perdas já fazia com que os governantes fossem mais contidos em sua fúria reguladora e tributária, dando aos empreendedores mais liberdade de manobra.[5]

O Grande Enriquecimento começou para valer na Holanda do século XVII. No século XVIII, o fenômeno já havia se espalhado para Inglaterra, Escócia e as colônias americanas. Começou com o pára-raios de Franklin e a máquina a vapor de James Watt. Isso foi expandido, nos anos 1820 (século XIX), para uma nova invenção: as ferrovias com locomotivas a vapor. E então vieram as estradas macadamizadas, assim chamadas em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam. Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew Carnegie. Ambos eram escoceses que viviam nos EUA. 

Tudo se intensificaria ainda mais no restante do século XIX e aceleraria fortemente no início do século XX. 

Deu-se dignidade e liberdade à classe média pela primeira vez na história da humanidade e esse foi o resultado: o motor a vapor, o tear têxtil automático, a linha de montagem, a orquestra sinfônica, a ferrovia, a empresa, o abolicionismo, a imprensa a vapor, o papel barato, a alfabetização universal, o aço barato, a placa de vidro barata, a universidade moderna, o jornal moderno, a água limpa, o concreto armado, os direitos das mulheres, a luz elétrica, o elevador, o automóvel, o petróleo, as férias, o plástico, meio milhão de novos livros em inglês por ano, o milho híbrido, a penicilina, o avião, o ar urbano limpo, direitos civis, o transplante cardíaco e o computador.

O resultado foi que, pela primeira vez na história, as pessoas comuns e, especialmente os mais pobres, tiveram sua vida melhorada.

A retração da China e do mundo islâmico

Consequentemente, o Ocidente, que durante séculos havia ficado atrás da China e da civilização islâmica, se tornou incrivelmente inovador a partir do século XVIII.

Já a China, que por séculos havia sido a grande potência do mundo, começou um fragoroso processo de retração.

Ao contrário dos comerciantes da Europa e, posteriormente, dos Estados Unidos, que conseguiam jogar um governo contra o outro em sua contínua busca por direitos de propriedade mais confiáveis, os empreendedores da China sofreram implacáveis ataques estatais de seu amplo e abrangente governo imperial. 

"Já em 1500, o governo decretou ser pena capital construir um navio com mais de dois mastros; e, em 1525, o governo ordenou a destruição de todas as embarcações construídas para navegação no oceano." Assim, a China, cujo comércio exterior havia sido vasto e abrangente durante séculos, "impôs a si própria uma trajetória que a levaria à pobreza, à derrota e ao declínio".[6]

Dentre várias outras ações adversas, o governo mandarim "interrompeu o desenvolvimento de relógios e de máquinas industriais movidas a água por toda a China".[7]

No mundo islâmico, um governo imperial também esmagou o progresso econômico ao se mostrar incapaz de proteger direitos de propriedade e ao impor regulamentações e impostos arbitrários.[8]

No século XX, o império soviético igualmente adotou a política de inventar e impor uma grande e péssima ideia — planejamento econômico centralizado —, a qual suprimiu totalmente a liberdade econômica necessária para um progresso econômico contínuo e robusto. Infelizmente, os comunistas chineses, os europeus do leste, e vários governos pós-coloniais do Terceiro Mundo seguiram o caminho aberto pela URSS, e foram à ruína econômica.

Hoje

Em pleno século XXI, era de se esperar que, finalmente, as pessoas e os governos já houvessem entendido o elo inquebrantável entre liberdade econômica e crescimento econômico, e apreciassem a importância vital dos direitos de propriedade privada.  Porém, e infelizmente, isso parece ainda não ser a realidade. 

Em todos os cantos do globo, os governos continuam concedendo privilégios a grupos específicos, atacando empreendedores que genuinamente criam riqueza e impondo restrições que estrangulam a liberdade econômica. 

Como a história perfeitamente mostra, os direitos de propriedade privada requerem uma contínua e inflexível defesa — caso contrário, as pré-condições para todo e qualquer progresso econômico serão solapadas e destruídas.



[1] John Hubbard, "Marco Polo's Asia"

[2] Deepak Lal, Unintended Consequences: The Impact of Factor Endowments, Culture, and Politics on Long-Run Economic Performance (Cambridge, Mass.: MIT Press, 1998), pp. 75–97; Michael Novak, "How Christianity Created Capitalism," Wall Street Journal, December 23, 1999.

[3] John Hicks, A Theory of Economic History (London: Oxford University Press, 1969), p. 38.

[4] Ver, por exemplo, a Câmara de Comércio Internacional, "International Court of Arbitration: International Dispute Resolution Services."

[5] Nathan Rosenberg and L. E. Birdzell, Jr., How the West Grew Rich: The Economic Transformation of the Industrial World (New York: Basic Books, 1986), pp. 114–15, 121–23, 136–39.

[6] Nicholas D. Kristof, "1492: The Prequel," New York Times Magazine, June 6, 1999, p. 85.

[7] Jared Diamond, "The Ideal Form of Organization," Wall Street Journal, December 12, 2000.

[8] Lal, pp. 49–67.



autor

Robert Higgs
um scholar adjunto do Mises Institute, é o diretor de pesquisa do Independent Institute.


  • Paulo  31/01/2018 15:15
    Essa ascensão do individualismo no ocidente foi fundamental para o desenvolvimento daquela região. Palavra como "obrigado" e "por favor" com certeza começou a ser mais frequentemente utilizada naquela época.

    Uma economia de mercado é mágica por isso: as pessoas precisam uma das outras para atender seus prazeres. É fácil enxergar isso até no dias hoje: países com uma forte economia de mercado são mais pacíficos e tentam evitar, a todo custo, qualquer tipo de conflito, pois sabem que precisam uns dos outros para continuarem prósperos e que guerras só trarão prejuízos.

    A idade média foi recheada de guerras por não conseguirem entender esse processo do mercado.

    Vivemos a era mais pacifica da história do mundo. Graças ao capitalismo, ao individualismo, a ganância, ao egoismo.

    Lidem com isso.
  • Pedro  31/01/2018 15:28
    Paz e prosperidade = {[(civilidade + individualismo + divisão do trabalho + poupança + ambição - estado) x população]/ inveja} elevado à potência da obediência aos contratos.

    Notem que se a inveja for igual a zero a equação tem de ser solucionada pelo uso de limites, mas tende ao infinito desde que o numerador seja maior ou igual a 1.
  • eugenio  01/02/2018 03:14
    TCHÊ, PARABÉNS! Que equaçãozinha interessante...mas dá para entender , e vi que o petismo não tem vez, não tem como encaixar, faltam todas as condições básicas:
    ---CIVILIDADE- são boquirrotos desbocados, já viram algum petista agradecer, sorrir,ceder a vez para um idoso?
    ---DIVISÃO DO TRABALHO- só divisão de propin e roubalheira
    ---MENOS ESTADO- Jamais,querem mais sindicatos,repartições,aspones
    ---POUPANÇA- só a dos outros
    ---inveja, nesse particular são campeões
    ---AMBIÇÃO- Desmedidas
    ---OBEDIENCIA A CONTRATOS - combinam tudo tudo e não cumprem nada,NADA

    Como se vê, esta equação não contempla a seita de LULA nem seus fiéis
  • holder  31/01/2018 15:16
    ótimo texto, só um detalhe, quando fala em "alta idade média" deveria ser "baixa idade média", isso porque a classificação da idade média é diferente no Brasil e nos eua.
  • Revisor  31/01/2018 15:26
    É verdade. Bom ponto. Já corrigido. E obrigado!
  • Fabiano  31/01/2018 15:16
    Já estava a procura disso há algum tempo. Muito obrigado pelo artigo.
  • Eduardo Alves Ramos  31/01/2018 15:19
    Muito interessante.

    Quando uma nação concorre com as outras dentro de seu próprio território, o simples fato de ser "local" dá algumas vantagens, como o conhecimento do terreno e do mercado em que atua. Além disso, o governo daquele país desenha as regras do jogo da competição, e as empresas estrangeiras deverão se ajustar a estas regras. Mas essas regras podem ser mais ou menos abertas ou mais ou mais ou menos fechadas em relação às empresas estrangeiras, dependendo da vocação competitiva do país anfitrião.

    A imagem que tem prevalecido neste assunto é ilustrada com animais, o ouriço ou porco-espinho de um lado, e a raposa ou a lebre do outro. Enquanto a lebre e a raposa possuem um espírito aventureiro que incentiva a concorrência, o ouriço e o porco-espinho são fechados em si mesmos para se proteger. Os primeiros amam a liberdade. Os outros, a segurança. Os primeiros são inovadores. Os outros são estáticos. Há algo sobre o caráter de cada povo inclinando-se, conforme o caso, pela liberdade ou pela segurança.
    Tudo depende do grau de desenvolvimento que tenha o país em um determinado momento. Os países que são "vencedores" aceitam de bom grado a concorrência. Os países que são "perdedores" tentam evitá-lo.

    Dos países que evitam a concorrência dizem que são "protecionistas", porque sua prioridade é proteger, por agora, o que eles já têm. Outros países, que têm mais confiança, ao invés de proteger o que eles já possuem, estão inclinados a buscar o que lhes falta. Estas distinções valem não apenas para países, mas também para os seus diversos setores.
    Assim, alguns paises apresentam o seguinte: o campo porque se sente competitivo, invade o mundo, e a indústria, ao contrário, precisa de proteção.
    ]
    As tendências protecionistas podem ser razoáveis ou doentes. É natural que as nações jovens estejam inclinadas ao protecionismo até sua hora chegar. Mas há países e setores que parecem nunca ter tempo para competir. Eles são como Peter Pan: crianças eternas que, na primeira dificuldade, procuram ansiosamente refúgio no útero materno.
  • Demolidor  31/01/2018 16:49
    É natural que as nações jovens estejam inclinadas ao protecionismo até sua hora chegar.

    Bahamas e Emirados Árabes são nações que se tornaram independentes no começo dos anos 1970 e não são, nem nunca foram, protecionistas. Aliás, protecionismo provavelmente provocaria até fome e mortes em lugares que precisam importar ou dessalinizar água do mar, porque sequer têm fontes de água doce suficientes para suas populações.

    Emirados Árabes é um caso sui generis, que demonstra que o problema não é o povo que vive em um lugar, mas sim o sistema:

    - é um país islâmico, mas administrado segundo os melhores conceitos de liberdade econômica (embora não seja perfeito, como nenhum lugar o é);

    - concentra a população com o maior consumo per capita do mundo e um padrão de vida de fazer inveja a muita cidade americana, senão a todas;

    - hoje tem uma mistura de raças absurda: fachadas de lojas chegam a apresentar propaganda em quatro alfabetos diferentes, como árabe, chinês, inglês e russo;

    - não obstante, também é o país com a menor taxa de crimes violentos per capita do mundo (www.khaleejtimes.com/nation/government/uae-has-lowest-recorded-violent-crimes-rate-in-the-world).
  • Demolidor  31/01/2018 21:56
    Aliás, notei agora. Os Emirados são tão ocidentais que a foto que decora o post é da Marina de Dubai.

    Não sei se foi proposital por parte do editor.
  • Editor  31/01/2018 22:15
    Touché!
  • Kira  01/02/2018 01:58
    Um off topic, mas que pode ter relação com o assunto (acredito que sempre tem), nunca vi até agora alguém de fato justificar o porquer um sistema ancap seria uma utopia. O argumento que mais observo é a respeito de empresas ou coperativas privadas poderem acumular capital ou se unirem a outras empresas maiores para criar um supercongloberado de estado privado. A questão é: como isso seria possível? Levando em conta que soldados de uma empresa privada não tem obrigação de trabalhar para tal e não seriam punidos por se demitirem, porque milhares de soldados seriam idiotas para aceitar empreitar em uma guerra para matar suas próprias famílias para satisfazer os interesses de uns empresários qualquer?

    No exercito e polícia estatal isto só é possível porque além do monopólio da força, você é coagido pela própria força a financiá-lo com impostos, assim, comandantes podem ser facilmente subornados por políticos e podem obrigar um exercito a atacar o povo já que tendo este monopólio, podem punir os soldados que se rebelarem. Por mais pobre e miserável que uma sociedade possa estar, inclusive por uma guerra, o estado continuará rico, pois pode escravizar o povo com impostos e coerção armada. Em uma sociedade onde eu trabalho como um soldado de uma empresa privada da qual não tenho obrigação de trabalhar e onde o povo não tem obrigação de financiar, porque aceitaria destruir o mundo onde vivo ou simplesmente matar uma parcela de inocentes para os interesses de alguns?
  • 21  01/02/2018 11:00
    Continua utópico.
  • Kira  01/02/2018 19:55
    Só falta provar o porque!
  • Kira  01/02/2018 19:58
    Realístico mesmo é o estado roubando dinheiro, fazendo mágica distorcendo preços, isso deve ser realístico pra vcs estatistas. Em que o mercado necessita de estado mesmo? pra receber mais imposto? Pra proteger o consumidor? kkkkk pode continuar mugindo gado!
  • anônimo  31/01/2018 22:27
    Bahamas e Emirados Árabes Unidos são uns dos melhores exemplos do que acontece quando uma minarquia monarquista é colocada em prática. Democracia é suicídio no longo prazo.

    E aliás, esse é o anarcapitalismo em prática: minarquias monarquistas. Infelizmente nenhum país com dimensões continentais possui esse modelo.
  • Kira  01/02/2018 03:38
    Cobra-se imposto de algum tipo nas Bahamas? Se sim, não é Ancap.
  • Demolidor  01/02/2018 13:27
    Nas Bahamas, sim: thebahamasguide.com/facts/taxes/

    Infelizmente, os EAU estão abandonando seus princípios. Em outubro de 2017 introduziram VAT de até 100% para perfumes, refrigerantes e cigarros, inclusive em duty free; a partir do início de 2018, 5% sobre o restante dos produtos. E a declaração precisa ser em árabe, língua que boa parte da população não fala:

    government.ae/en/information-and-services/finance-and-investment/taxation/valueaddedtaxvat

    A nova geração de sheikhs, estudada na Europa, parece ter sido infectada pela doença do bem estar social:

    www.vision2021.ae/en
  • Kira  01/02/2018 23:06
    Os idiotas que saem dessas escolas de economia se esquecem de ver as dívidas que o "estado de bem estar social" tem criado, a desvaloração contínua da moeda ao longo das décadas, e a redução da atividade de mercado, os monopólios que vem surgindo com o crescimento do estado e regulações. Mas a médio e curto prazo as dívidas que o governo jogará sobre a população.
  • Kira  02/02/2018 00:29
    Podemos ver como o estado é inútil a começar das prefeituras. Não precisamos delas, simplesmente! mesmo se ainda existisse um mínimo estado, não precisamos do monopólio das prefeituras para construir estradas ou limpar ruas, ou mesmo obras de saneamento, nem mesmo polícia. Estados são feitos de cidades e cidades de bairros. cada bairro pode ter uma associação de moradores, um representante conhecido e confiável que todos tem acesso fácil e sabem onde mora, como já é comum hoje em quase todo lugar. As pessoas que moram neste bairro podem fazer um contrato coletivo contribuíndo cada morador com uma pequena parcela aceitável por todos durante um tempo o suficiente para contratar uma empreitera privada e reformar estradas, ruas, saneamento, etc. O mesmo se daria com a polícia privada. cada bairro financia coletivamente atravéz de contrato, uma empresa de segurança para fazer ronda. Nada disso exige custo exorbitante por morador, e no caso de ruas, limpeza e estradas não exige contribuição compulsória por anos e anos, esperando a bondade de algum prefeito ou vereador.
  • Herbert  24/04/2019 16:57
    "As pessoas que moram neste bairro podem fazer um contrato coletivo contribuíndo cada morador com uma pequena parcela aceitável por todos durante um tempo o suficiente para contratar uma empreitera privada e reformar estradas, ruas, saneamento, etc. "

    Meu pai é o síndico do prédio onde moramos, e toda reunião é uma briga danada pra conseguir extrair uma taxa extra pra fazer melhorias que seriam benéficas a todos, e que inclusive valorizariam proporcionalmente muito mais pra quem quisesse revender ou alugar seu imóvel. O que você defende é moralmente correto e eu concordo, mas infelizmente, por vezes, as pessoas não têm maturidade ou boa vontade pra entender.
  • Felipe Lange  02/02/2018 19:37
    Seria então um exemplo de país muçulmano e de sucesso?
  • Tulio  31/01/2018 15:30
    "Redescobrindo o Ocidente", por João Carlos Espada.
  • Emerson  31/01/2018 15:32
    Houve muitos fatores influindo na Europa (e depois na América do Norte). Até a geografia conta, como mostrou Thomas Sowell em outro artigo. Segurança institucional, liberdade econômica, livre concorrência ajudaram muito.

    Outro fator é a abertura mental para novas possibilidades. Os chineses inventaram o papel, a pólvora, a bússola, etc. Mas pensavam: "Meu pai e meu avô não precisaram disso; eu, meu filho e meu neto também não precisamos".
  • Rodrigo Vasconcelos   31/01/2018 15:35
    Então os comerciantes basicamente compraram seus direitos de propriedade. Isso me lembra os escritos de Thomas Sowell, que disse que alguns escravos compraram sua liberdade. Interessante que a influência do dinheiro na política, que é vilipendiada, foi o caminho que as pessoas usaram para elevar a humanidade ao maior nível de liberdade que já havia sido alcançado à época.
  • SINDICALISTA SEM EMPREGO  31/01/2018 15:41
    Olá companheiros !

    Algém poderia me dizer onde posso conseguir uma boquinha "teta-de-governo" como a que eu tinha antes do fim do imposto sindical ?

    P.S. não sei fazer nada e nunca trabalhei.

    saudações vermelhas !
  • Ulysses  31/01/2018 15:41
    Adam Smith disse que a Holanda era o país que mais próximo havia chegado da adoção integral de suas ideias. Os holandeses foram os primeiros genuínos capitalistas. Só que eles absorveram seus princípios econômicos dos teólogos da Universidade de Salamanca.

    Esse livro conta toda a história:

    www.amazon.com/God-Capitalist-Markets-Moses-Marx-ebook/dp/B078333TVD/ref=sr_1_4?s=books&ie=UTF8&qid=1513046555&sr=1-4
  • Historiador  31/01/2018 15:53
    A Holanda é um país minúsculo que foi totalmente criado pela engenharia. Por se situarem abaixo do nível do mar, os holandeses criaram diques para barrar o Mar do Norte e manter suas terras secas.

    O país literalmente cresceu à custa do oceano. Não se sabe de nenhum outro país que tenha feito isso em toda a história humana.

    Em 1568, os protestantes se revoltaram contra o controle espanhol do país. Este conflito, a Guerra dos Oitenta Anos, durou mais de uma geração. Os líderes desta revolta eram majoritariamente calvinistas. O calvinismo se difundiu pela cultura holandesa no início do século XVII. Esta foi a grande mudança cultural que ocorreu durante todo este período. De acordo com McCloskey, houve uma mudança de atitude em relação ao empreendedorismo e à riqueza em geral.

    Ao mesmo tempo, houve uma quase-revolução na pintura. Os pintores holandeses se tornaram famosos por toda a Europa. E então houve uma expansão do império marítimo holandês. Os holandeses se espalharam por todo o globo.

    Eles estabeleceram um enorme enclave na América do Norte, na região em que hoje está a cidade de Nova York. Naquela época, a cidade era chamada de Nova Amsterdã. O império holandês se espalhou também para a costa oeste da Índia e depois para a Indonésia. Os britânicos e os holandeses travaram uma guerra em meados do século XVII, quando ambas as nações eram lideradas por calvinistas. Foi uma guerra para delimitar impérios.

    No final do século XVII, a Escócia era conhecida apenas pelos rigores de seu clima, por sua paisagem e por sua teologia calvinista. A produção de algodão vinha ocorrendo há séculos, mas a Escócia continuava sendo um país atrasado. E então, sem nenhum aviso, os escoceses começaram a dominar o pensamento europeu. Adam Smith chegou atrasado nesse processo. Antes dele houve Francis Hutcheson. Houve Lord Kames na área do direito. Houve o poderoso intelecto de David Hume. Houve Adam Ferguson na teoria social. O pensamento social nas ilhas britânicas e na América do Norte passou ter uma orientação crescentemente escocesa.

    E então, no século XIX, os escoceses começaram a dominar a indústria com os indivíduos citados no artigo (James Watt, John Loudon McAdam, Cyrus McCormick, Andrew Carnegie)

    Recomendo: How the Scots Invented the Modern World: The True Story of How Western Europe's Poorest Nation Created Our World & Everything in It.

    Mais tarde, no início do século XX, os escoceses foram substituídos pelos judeus. Estamos vivendo, como disse um livro recente, no século dos judeus. Nas áreas da ciência, da matemática, da teoria econômica, do entretenimento, do investimento e aparentemente de tudo o mais, exceto na agricultura, os judeus se tornaram dominantes. Sua influência é totalmente desproporcional à sua quantidade.

    O curioso é que parece não haver nenhuma explicação consistente para essas idas e vindas das pessoas. No caso dos holandeses e dos escoceses, havia de início uma forte dedicação ao calvinismo, mas isso só foi gerar efeitos econômicos muito tempo depois. No caso da Escócia, foram escoceses secularizados que fizeram as grandes contribuições, e não os calvinistas.

    Um fenômeno similar ocorreu entre os judeus. O processo de liberalização do judaísmo ocorreu no início do século XIX. Os judeus que fizeram grandes contribuições foram judeus seculares. Calvinistas ortodoxos e judeus ortodoxos parecem não possuir nenhuma vantagem específica sobre as outras culturas.

    Até hoje não há nenhuma explicação para esta sequência: ortodoxia, secularização, sucesso. Mas ela claramente existe, e existe fortemente entre os holandeses, os escoceses, e os judeus.
  • Capitalismo de bem estar  31/01/2018 15:49
    Os liberais e conservadores são os maiores culpados pela falta de liberdade. Isso está mudando, mas a culpa é nossa.

    Nós deixamos a esquerda assumir o poder. Nós não fomos capazes de mostrar que a liberdade é o melhor caminho.

    Os liberais elogiam apenas políticos que já estão mortos. Os liberais e conservadores que entram na política não possuem apoio, nem mesmo apoio financeiro.

    Nós não tivemos capacidade para criar um país livre. Enquanto os liberais trabalhavam, a esquerda tomava de assalto as escolas, universidades, jornais, justiça, etc.

    Eu acho que ainda é possível reverter essa situação, mas não será fácil.

    Existe um funcionalismo público estabelecido que não vai querer voltar a trabalhar na iniciativa privada. Por isso, a mudança vai ser longa e demorada.
  • Pobre Paulista  31/01/2018 18:36
    Ah, o bom e velho "Nós", o único resolvedor absoluto de todo e qualquer problema da humanidade.

    Quando eu crescer quero ser tão imbatível quanto o "Nós".
  • MARCO POLO R SIMOES  31/01/2018 15:55
    O Mises defende o individualismo recorrendo ao passado, a condições que nada mais tem em comum com a atual realidade. Omite que as grandes corporações são sociedades anônimas de controle pulverizado, em que o acionista majoritário raramente possui mais de 5% das ações. Omite que os principais investidores nessas ações são fundos de pensão de operários, professores e outros profissionais da base da pirâmide - que elegem os CEO em assembléias. Assim, as principais empresas do mundo subordinam-se a um coletivismo organizacional bem distanciado do individualismo. Espero que este Marco Polo que vos fala tenha contribuído para que o instituto possa corrigir suas ideias ultrapassadas.
  • Luiz  01/02/2018 19:39
    O artigo é sobre liberdade econômica. Ninguém é obrigado a comprar uma ação de uma determinada empresa, é uma decisão livre. A pessoa também pode vender a ação na hora que quiser. A expressão "coletivismo disfarçado" é só uma forma de tentar fazer parecer que as sociedades anônimas funcionam da mesma forma que os regimes socialistas totalitários, onde quem discorda, morre. Seja lá o que vc entenda por coletivismo, não tem o mesmo sentido do usado por autores da escola austríaca.
  • Felipe Lange  31/01/2018 16:18
    Onde eu poderia encontrar farto material (e confiável) contando a história política e econômica da China, Japão, Índia e dos islâmicos ao longo das idades média, moderna e contemporânea?
  • Rodrigo  31/01/2018 18:22
    Tenta o Google.
  • Nimrod  31/01/2018 22:43
    A wikipedia em ingles é relativamente confiável, na maioria dos assuntos.
  • Estado o Defensor do Povo  17/04/2019 13:44
    É muito confiável, eles sempre citam as fontes.
  • Without Rules  31/01/2018 19:17
    Sobre a relação entre Liberdade Econômica e Desenvolvimento, tudo ok.

    O que o texto me desperta a curiosidade é - como um governo pequeno (não apenas em atribuições, mas também geograficamente) que defenda os direitos de propriedade privada consegue manter um desenvolvimento contínuo e constante de suas regiões, e tenho minhas dúvidas se alguma região conseguiu se desenvolver dessa maneira enquanto anarcocapitalista - de forma que entendo que um governo, de preferência monárquico, é capaz de manter a ordem vigente por um tempo mais prolongado que uma sociedade sem governo.


    Cito como exemplo a Dinastia dos Habsburgos e o desenvolvimento social e cultural da Áustria durante a Idade Moderna - em que, até onde sei (perdoem-se se estou sendo ignorante nesse ponto) teve um crescimento invejável sob um governo que não cresceu seu poder acima de seu povo, como vem ocorrendo com os E.U.A.

    Obs: Sim, é um convite a um debate sobre o anarcocapitalismo x minarquismo
  • Pobre Paulista  31/01/2018 22:34
    Não é um debate anarcocapitalismo x minarquismo e sim um debate sobre acúmulo de capital, livre mercado e respeito à propriedade privada. Aonde houver isso, haverá crescimento econômico, independentemente do governo.

    Claro que com o governo em cena, independentemente de seu tamanho, há uma subtração nos ganhos de valor oriundos das livres trocas e da propriedade privada, no entanto, se essa subtração for sistematicamente menor do que os ganhos de valor, ainda assim haverá crescimento, embora não na sua maior velocidade possível.

    Agora me explique como que um governo, ainda que limitado, é capaz de garantir o respeito à propriedade privada sem que haja um espoliamento da mesma.
  • Espoliado  01/02/2018 05:00
    Engraçado quando falam em querer um estado mínimo mas opressor, que eduque e coloque regras, que sempre são infringidas por uns elementos da sociedade na sua maioria corrupta e que usa depois esse poder, para controlar os governos, que sempre usaram essas mesmas regras para controlar a população. Depois numa sociedade e estado corrupto, desejam o livre mercado sem interferência do estado. História já vista e contada, temos de aprender com o passado.

    Pois bem, como acontece em países desenvolvidos, obviamente com uma grande e estável estrutura social, com grande poder de produção e de autossustentabilidade: econômica, energética, justiça, financeira, agrícola.... Onde há poucas diferenças sociais, pequenas diferenças salariais e com estado para regular, fiscalizar... Onde a riqueza do país é dividida pela população, vivem com grande apoios socais, educação, justiça, saúde, com excelentes salários e poucas diferenças de valor... Estas serão as sociedades próxima da perfeição.
    Estes países são os nórdicos, Suíça, Nova Zelândia, Austrália, Canadá
  • Without Rules  01/02/2018 10:02
    Pobre Paulista,

    É exatamente esse ponto que questiono.

    Concordo plenamente com você que, um governo limitado, ainda espolia a propriedade privada por definição.

    Entretanto, o que eu coloco é outro ponto para contrabalancear esse defeito: Uma sociedade minarquista monárquica limitada geograficamente, por ter o monopólio das leis e amplo poder de fogo - não conseguiria manter por mais tempo essa proteção a propriedade (repito, mesmo a espoliando, mas em menor volume) do que uma sociedade anarcocapitalista?


    Posso fazer uma analogia ao Bitcoin e ao Ouro atualmente. O Bitcoin, à longo prazo, tem a tendência de se valorizar mais firmemente que o ouro, já que foi moldado para ser uma moeda deflacionária. Ele, nessa relaçãop Risco x Crescimento, seria análoga a minha sociedade anarcocapitalista. Já o Ouro hoje, inflaciona devido a sua produção, mas em baixo volume, sendo mais estável que o Bitcoin e se desenvolvendo com mais firmeza. Essa seria a Sociedade Minarquista.

  • Império das Leis  31/01/2018 23:18
    A polícia de Cingapura prendia quem não apertasse a descarga nos banheiros públicos. Também era proibido mascar chiclete na rua. Ladrões, traficantes e assassinos eram punidos com varadas nas costas e pena de morte em Cingapura.

    Isso parece meio radical, mas não gerou nenhuma revolta. Como o governo era sério, as pessoas respeitavam as leis e o próprio governo.

    A questão é mais simples do que parece. Se o governo for sério e competente, a maioria das pessoas vão respeitar as leis e a justiça.

    Penas duras para criminosos só funcionaram em países sérios e com governos que respeitam a população. O oriente médio teve vários países com pena severas, mas não resolveu por conta dos governos corruptos.

    A cultura do crime começa pelos políticos e funcionários do governo. Quando a justiça solta criminosos, ou quando corruptos usam o governo para roubar e obter privilégios, o país acaba virando um caos. Ninguém respeita mais nada e vira uma guerra desnecessária.

    O Brasil está numa situação de ladrão roubando ladrão

  • Demolidor  01/02/2018 15:58
    Verdade. E novamente cito Emirados Árabes.

    A população em geral, mesmo estrangeiros, têm um respeito que beira o religioso pelo governo, que é visto como correto e sensato. Um tanto ingênuo e perigoso, mas a meu ver, a maneira como o governo é visto por lá é merecida. Sem impor, ganharam a confiança da população.

    Não há muitos policiais nas ruas. E a população carcerária é minúscula. No entanto, a criminalidade é das mais baixas do mundo.

    Questão toda é: leis claras e sensatas, liberdade. É isso que gera paz e prosperidade.
  • anônimo  01/02/2018 05:28
    Embora o ideal defendido por libertários seja o anarcocapitalismo, apenas existiram exemplos de livre-mercado sob o minarquismo.

    Para a ética anarcocapitalista começar a ser seguida por todos e a dar resultados, precisariam algumas gerações e uma população com uma moral avançada.
  • anônimo  01/02/2018 11:43
    "...um governo pequeno que defenda os direitos de propriedade privada..."

    Um governo (Estado) não pode possivelmente defender os direitos de propriedade privada. Se o governo for proteger a propriedade privada utilizando uma Polícia Estatal, então ele terá que coletar impostos. No entanto, impostos são expropriação. Desta maneira, o governo paradoxalmente se transforma em um expropriador protetor da propriedade privada.

    Aguardando algum embasamento teórico da sua afirmação:

    "...um governo, de preferência monárquico, é capaz de manter a ordem vigente por um tempo mais prolongado que uma sociedade sem governo."
  • Utopia  01/02/2018 16:37
    Há exemplos recentes de governos pequenos que protegeram a propriedade privada e as sociedades sob esses governos prosperaram.

    Qual exemplo recente de território sem governo que não houve nenhum tipo de tributação que a sociedade se tornou próspera?

    Aliás, Segurança Jurídica e Direitos de Propriedade são itens importantes para o ranking de Liberdade Econômica.
  • anônimo  02/02/2018 05:01
    É, você realmente fazer jus ao nome (Utopia).

    "Há exemplos recentes de governos pequenos que protegeram a propriedade privada e as sociedades sob esses governos prosperaram."

    Como já expliquei acima, um governo (Estado) protegendo a propriedade privada é uma CON-TRA-DI-ÇÃO! Mas eu vou facilitar as coisas para você, em ultima analise seria o mesmo que dizer, que o ladrão protege a carteira da vítima.

    "...as sociedades sob esses governos prosperaram."

    Não, as sociedades prosperaram APESAR DELE, E NÃO POR CAUSA DELE (governo).

    "Qual exemplo recente de território sem governo que não houve nenhum tipo de tributação que a sociedade se tornou próspera?"

    NÃO IMPORTA! O que importa é o que a solida ciência econômica (Praxeologia) diz: "liberdade econômica gera prosperidade". E isso inclui liberdade economia nos setores de justiça e segurança (anarcocapitalismo), e não um monopólio estatal (minarquismo).

    - O governo não pode gerenciar empresas eficientemente
    - A sociedade não precisa de dirigentes
    - Serviços de defesa no livre mercado
    - Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo?
    - A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica
    - Como funcionaria uma sociedade sem estado

  • Without Rules  02/02/2018 12:49
    Anônimo.

    Ninguém está questionando o fato de ser uma contradição.

    A questão é: Uma sociedade consegue ter um desenvolvimento mais CONSTANTE sob um governo monárquico minarquista que ESPOLIE os moradores de sua região mas de forma MÍNIMA, ou sem governo?

    Para mim, a resposta ainda é a primeira. E por dois pontos:
    Militarização (Por mais que haja armamento, ninguém manterá um porta aviões em sua propriedade) e Individualidade cognitiva (nem todos terão a mesma ideia, e o propósito de criar um governo / fazer parte de um próximo sempre será uma opção).

    Por esses riscos de INVASÃO e a natureza do ser humano de se unir em sociedades e criar hierarquias, vejo que um governo monárquico minarquista evitaria esse riscos, podendo fazer um país crescer mais constantemente.
  • anônimo  03/02/2018 09:32
    Without Rules,

    "...ninguém manterá um porta aviões em sua propriedade"

    É, então, de quem nós estamos nós defendendo? Do Estado ou do ladrãozinho?

    Do ladrãozinho, então pra que militarização? Isso implica em "ninguém manterá um porta aviões em sua propriedade".

    Do Estado, então temos militarização. Isso implica em algumas pessoas/empresas terão "um porta aviões em sua propriedade".
  • anônimo  03/02/2018 11:48
    Without Rules,

    "Uma sociedade consegue ter um desenvolvimento mais CONSTANTE sob um governo monárquico minarquista..." do que sem governo ?

    Não, pois o governo sempre irá expandir, e isso prejudicará o desenvolvimento CONSTANTE da sociedade.

    "...ninguém manterá um porta aviões em sua propriedade"

    É, então, de quem nós estamos nós defendendo? Do ladrãozinho ou do Estado?

    Do ladrãozinho, então pra que militarização? Isso IMPLICA em "ninguém manterá um porta aviões em sua propriedade".
    Do Estado, então TEMOS militarização. Isso IMPLICA que existem pessoas/empresas que tem "um porta aviões em sua propriedade".

    "vejo que um governo monárquico minarquista evitaria esse riscos"

    Então a sua conclusão é que, precisamos do Estado para nós defendemos do Estado?
  • Without Rules  05/02/2018 11:22
    "Então a sua conclusão é que, precisamos do Estado para nós defendemos do Estado?"

    Por mais contraditório que isso possa parecer a você, sim, é exatamente isso que estou dizendo.

    Enquanto houverem outras regiões organizadas militarmente, e, se não houverem, enquanto houver a possibilidade de outras regiões se organizarem e se armarem dessa maneira, sim, um precisamos de um estado mínimo para nos defender.
  • Socialista em conversão   18/04/2019 18:49
    O Estado existe para defender as regras de convivência, que chamamos de Direito. E naturalmente o espoliamento é necessário.
  • Utopia  02/02/2018 13:06
    O maior exemplo e o exemplo mais duradouro de livre-mercado foi sob uma minarquia, os Estados Unidos entre 1776 e 1913.
    Uma minarquia liberal conseguiu transformar um país de caipiras na maior potência mundial em menos de 2 séculos, coisa que a Europa cheia de intelectuais desde o surgimento da humanidade não conseguiu.

    Qual exemplo de livre-mercado em um território sem Estado e sem legislação?

    Qual o exemplo de sociedade presente em um território sem Estado conseguiu prosperar?

    Como saber qual a Liberdade Econômica em um território que não possuem leis ou regras que garantem a Segurança Jurídica e os Direitos de Propriedade?

    Já tinha lido todos os textos que você linkou. Eu posso linkar textos do vermelho.org que não irá provar que o Comunismo seja possível.
  • Gusta  01/02/2018 16:55
    Uma pergunta de alguém leigo: O ocidente teve grande influência do judaísmo e, em especial, do cristianismo. Ok. Nota-se que os países com população predominantemente católica se desenvolveram menos e são mais adeptos às ideias de esquerda (Brasil, é um grande exemplo). Existe alguma explicação para isso ou seria apenas uma coincidência?
  • Gabriel  03/02/2018 12:37
    Tem sim.

    A explicação é derivada da influência dos ibéricos que, ao contrário dos anglo-saxões, pregavam a intervenção do estado na economia. Na verdade, os ibéricos foram influenciados pela tradição alemã e francesa, nomes como Kant, Hegel e Marx sempre foram mais citados do que Smith e Locke.
    A própria colonização e posteriormente a independência tiveram um papel decisivo para definir como seria moldado os países, os EUA tiveram que lutar para conquistar sua independência, ao inverso do Brasil que conquistamos uma independência relativamente branda. Para a população dos EUA colônia que fugia da Europa por motivos religiosos, tiveram que pegar na arma e lutar por sua liberdade, isso definiu os EUA no século 19, o país com a maior liberdade e desenvolvimento de toda a história da humanidade até então, aqui no Brasil o regime apenas mudou de mãos.

    Acredito que por essas razões históricas, países católicos só irão se desenvolver se foram regidos por mão forte de um monarca, já que deixar na mão do povo predominantemente católico tudo pode desabar com certas convicções esquerdistas. Mão forte como Lee Kuan Yew, não Stálin, Mao e Fidel.
  • Wallace Nascimento  03/02/2018 17:32
    Excelente artigo! Robert Higgs é um dos melhores escritores do instituto mises, análise impecável, e uma escrita convicta
  • EggHead  04/02/2018 13:17
    Já li que o Ocidente aprendeu a opulência e o luxo com os orientais, principalmente árabes, persas e chineses. O luxo contaminou o estoicismo e a frugalidade ocidental e só foi freado pela Ditadura Moral da Igreja Católica durante a idade media. O culto a opulência retornou no Renascimento. Até a Revolução industrial o ocidente estava em pé de igualdade com o oriente, talvez até ligeiramente atrasado. No oriente só o japão aderiu a essa revolução e se deu bem, os outros ficaram atrasados por 1 século.
  • EggHead  04/02/2018 13:30
    Já li que o Ocidente aprendeu a opulência e o luxo com os orientais, principalmente árabes, persas e chineses. O luxo contaminou o estoicismo e a frugalidade ocidental e só foi freado pela Ditadura Moral da Igreja Católica durante a idade media. O culto a opulência retornou no Renascimento. Até a Revolução industrial o ocidente estava em pé de igualdade com o oriente, talvez até ligeiramente atrasado. No oriente só o japão aderiu a essa revolução e se deu bem, os outros ficaram atrasados por 1 século.
  • Emerson Luis  09/02/2018 13:08

    "Em pleno século XXI, era de se esperar que, finalmente, as pessoas e os governos já houvessem entendido..."

    A elite de modo geral entende, mesmo que seja apenas intuitivamente. Mas o negócio deles é ampliar os próprios privilégios, não maximizar o bem-estar da população.

    * * *
  • Rodolfo Andrello  16/04/2019 17:54
    Olá. Entre os adeptos da escola austríaca, como são vistas as teses de Max Weber no livro a ética protestante e o espírito do capitalismo? Tenho visto muitos comentários a cerca da economia dos últimos séculos e muita coisa bate com o raciocínio de Weber, mas me estranha o fato desse pensador não ser mencionado nem para corroborar, nem para contestar suas teses. Agradeceria se alguém pudesse resolver esta minha curiosidade.
  • Askeladden  16/04/2019 19:58
    Parece um conto de fadas.

    Na realidade o ocidente tomou o mundo inteiro com a força dos canhões.
    A exploração desenfreada dos recursos dos territórios ocupados — incluindo a sua população, quase totalmente aniquilada, como aconteceu nas Américas, ou transformada em escravos que espalharam pelo resto do mundo, como na África.
    O tráfico de drogas na China, tendo um terço dos chineses viciados em Ópio. 8 superpotências atacando a China para abrir concessões.
  • Paulo Henrique  16/04/2019 21:18
    Creio que a fonte do progresso ocidental foi uma coisa chamada Universidade. Hoje, infelizmente ela é a fonte da destruição do progresso, pelo menos em algumas áreas.

    A teoria econômica, a matemática, a física, a quimica, passaram por essas instituições, e então, permitiram que empreendedores fossem criativos com essas descobertas.

    Nisso um ateu(eu incluso) precisa dar o braço a torcer para a religião ocidental. Ela financiou essas instituições onde no resto do mundo estavam sendo abandonadas . A fase de Ouro do Islã já havia passado
  • Estado o Defensor do Povo  17/04/2019 03:42
    Pessoal e sobre a África, se enquadra no ocidente? Por sinal eu gostaria de entender mais porque os países africanos de modo geral enfrentam tanta dificuldade em se desenvolver, por que a maioria deles nunca enriquece? Existe algum que já está começando a se desenvolver? Qual(s)? Vocês acham que é possível fazer uma previsão do rumo que eles tão tomando ? Vocês têm algum artigo a respeito? Abraços.

    Também eu leio na internet que o movimento libertário no Brasil é um dos que mais cresce, temos algumas figuras libertárias relativamente famosas, o Instituto Mises, instituto Rothbard etc, na Venezuela eles têm algo parecido com isso? Eles precisam bem mais que nós conhecer o libertarianismo.
  • Humberto  17/04/2019 05:05
    Isso vai te ajudar a entender:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2420
  • Economista  17/04/2019 05:10
    Não há atalhos nem mágicas para o enriquecimento. O que gera riqueza é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Se um país quiser criar riqueza, ele tem de obedecer a todos estes requisitos. Se, por outro lado, o país que quiser continuar pobre, basta ele desrespeitar apenas alguns destes requisitos. Ser pobre é fácil. Enriquecer é que dá trabalho.

    A economia pobre que souber obedecer a estes requisitos terá o mesmo destino de Hong Kong e Cingapura, que eram favelas a céu aberto na década de 1960 e hoje possuem renda per capita maior que a americana.

    Sem se obedecer a esses requisitos, não haverá investimentos estrangeiros, que é a única coisa que trará crescimento econômico e enriquecimento para países pobres.

    Eis a história da África.
  • historiador  17/04/2019 14:55
    Nem todos os países da África viraram socialistas. Mobutu, o ditador militar do Zaire, por exemplo, era apoiado pelos EUA. O Zaire tinha uma economia de mercado. E ainda assim, é um dos mais pobres.
  • Fabrício  17/04/2019 15:40
    Congo? Economia de mercado? O país, que nada mais é do que um aglomerado de tribos que não reconhecem propriedade privada, teve duas violentas guerras civis entre 1996 e 2003. Nada menos que [link=]4,5 milhões de pessoas morreram.

    pt.wikipedia.org/wiki/Primeira_Guerra_do_Congo
    pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_do_Congo

    As poucas empresas estrangeiras que lá estavam saíram correndo. E você está espantado que o país é pobre?

    A esquerda, entendo agora, é contra a reforma da previdência porque sempre aposentou o cérebro prematuramente.
  • historiador  17/04/2019 16:17
    Antes da guerra o Congo já era pobre... Por que você acha colocaram pra correr o ditador Mobutu? Aliás, antes, quando ainda era colônia, o Congo já era pobre. A pobreza do Congo vem do colonialismo. O país só conquista a independência em 1960.
  • Rafael Lima dos Santos  17/04/2019 12:48
    Vou colocar o meu entendimento (provavelmente incompleto e superficial) sobre a questão: o Estado é necessário para garantir a solução de litígios sem guerra.
    O exemplo mais simples que eu não consigo ver como pode funcionar sem Estado é a questão das patentes: imagina duas gigantes da tecnologia, tipo Google e Apple, brigando por questões de patentes (coisa frequente no mundo da tecnologia), as duas tem grana de sobra pra bancar tribunais e/ou exércitos privados. Sem um Estado, qual foro o litígio deve ser julgado? No tribunal da Apple ou no da Google?
    Não vejo como qualquer um desses dois poderia ser livre de viéses e justo. O mais plausível que eu consigo imaginar é um terceiro neutro e de comum acordo julgando a disputa (a Samsung, vamos supor que ela seja neutra na questão, ou qualquer outra grande empresa que tenha grana pra bancar um tribunal privado). Mesmo assim, nada garante que um dos lados não vá ser intransigente e não aceitar ninguém além do próprio tribunal para julgar a questão, especialmente em casos de patentes violadas após o lançamento de produtos, onde o lado que lançou o produto está interessado em adiar tudo o que puder o julgamento.
    Mas mesmo sem esse problema de determinar quem vai julgar uma questão onde não é possível determinar um foro previamente, ainda tem outro problema. Pra qualquer lado que a decisão favoreça, alguém vai ficar insatisfeito. Num mundo sem Estado nada impede que um dos lados simplesmente comece uma guerra (ou faça atentados à diretores/funcionários da outra empresa, destrua prédios etc) se não concordar com uma decisão legal (ou por qualquer outro motivo). Enquanto se fala de empresas de tecnologia agressão direta ainda é uma possibilidade meio remota, pois rola muita grana, mas não tanta a ponto de um prejuízo ser maior que o custo de uma guerra. Porém, com empresas do ramo petrolífero (ou, ironicamente, farmacêutico, dentre outros) a conversa já é bem diferente. Por exemplo, a perda do direito à exploração de uma jazida de petróleo (tipo pré-sal ou as da Venezuela, essas últimas as maiores do mundo) é um prejuízo muito maior do que o preço de uma guerra. E aí? Como evitar uma guerra entre empresas onde quem ganhar compensa o prejuízo com a guerra e ainda lucra?
    E, saindo do escopo da sua pergunta, a ideia de tribunais e exércitos privados tem desdobramentos maiores: esse tipo de litígio (no caso do tribunais) ou conflito (no caso do exército) tende a ser relativamente comum num mundo sem Estado (pelo menos mais do que no nosso mundo, pelos motivos que eu coloquei acima). Porém, a esmagadora maioria das empresas (mesmo as grandes) não tem o mínimo conhecimento de como formar, administrar e manter um tribunal ou um exército privados, quanto mais de como agir em caso de guerra declarada. Nesses casos acontece o que costuma acontecer com tudo o que não é o "core business" (negócio principal) da empresa: acaba sendo terceirizado para uma empresa especializada.
    Empresas gigantes vão evitar contratar o mesmo exército privado de concorrentes (justamente para poder partir para a guerra quando conveniente). Porém, como essas empresas gigantes são pouquíssimas, cadeias de produção inteiras (e autossuficientes) vão acabar contratando o mesmo exército. Então a tendência é ter cada vez menos exércitos, os tempos de paz cada serem cada vez mais longos e o poder bélico se tornar extremamente concentrado na mão de pouquíssimo exércitos.
    Todavia, é uma lógica da guerra que quanto maior é o poder bélico de um exército, menos guerras ele terá para lutar. Como um exército de 100 mil homens vai se manter sem guerras? Ou ele provoca guerra continuamente pra ter prestar serviços (o que não é bom para os negócios) ou ele cobra dinheiro das empresas pra se manter em tempos de paz. Isso acaba virando imposto, os tribunais acabam virando um só (não tem sentido tribunal sem um exército por trás, não vou discorrer a respeito, esse texto já está imenso), enfim, acaba se formando um Estado (ditatorial, inicialmente) em volta da proteção do exército.
    O que faltou em concisão espero ter sobrado em clareza.?


  • Alfredo  17/04/2019 14:08
    Mas... hein?! Patentes?

    Patentes são monopólios intelectuais concedidos pelo estado. Patentes são intervenções artificiais feitas pelo estado com o intuito de tornar uma ideia escassa e, com isso, garantir privilégios exclusivos ao detentor dela.

    Em primeiro lugar, não existe 'propriedade intelectual', e sim monopólios intelectuais, e isso é algo praticamente consensual hoje, inclusive entre os próprios defensores da PI. Ideias e criações não são bens escassos, então essa tal PI nada mais é do que criação de escassez artificial pelo uso da força estatal. Isso é uma medida contra a propriedade real, e não em defesa da propriedade. Afinal, se você não pode usar sua propriedade para simplesmente duplicar uma ideia minha, isso significa que eu, o dono da propriedade intelectual, expropriei de você a sua "real" propriedade.

    Em segundo lugar, esses monopólios intelectuais, em vez de criarem incentivos à inovação, acabam desestimulando-a, na medida em que restringem a concorrência: o monopolista fica acomodado com o privilégio (muito longo, por sinal, como já comprovaram inúmeras pesquisas empíricas), e os concorrentes ficam desencorajados a investir em áreas já protegidas, com medo de represálias administrativas e judiciais.

    Além disso, há uma série de consequências não-intencionais, como a paralisação do brainstorming criativo e a distorção na alocação dos gastos empresariais.

    Sem estado, não haveria como haver patentes. Sem estado, não teria como uma empresa patentear algo. Logo, não entendi a sua questão, pois, sem estado, tal questão já estaria automaticamente resolvida.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2749

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=941

    Quanto à justiça privada, há vários artigos (e livros gratuitos) sobre isso no site. Utilize a ferramenta da busca.
  • Andarilho  17/04/2019 14:57
    O ocidente tem democracia... o oriente nunca ouviu falar disso. ;)


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