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Na “invejada” saúde estatal britânica, os pacientes estão morrendo nos corredores dos hospitais
Quando o governo controla a saúde, burocratas determinam quem recebe tratamento

"Pacientes estão morrendo nos corredores dos hospitais".

Essa foi a manchete que apareceu no website da BBC na semana passada. A reportagem detalhava os mais recentes escândalos que estão emergindo do sistema de saúde estatal britânico, o qual vive imerso em crises.

Esta mais recente revelação surgiu como resultado de uma carta aberta enviada à primeira-ministra por 68 médicos do sistema. A carta detalhava as condições desumanas que se tornaram comuns nos hospitais do National Health Service (o sistema estatal de saúde do país).

Segundo a carta, a qual apresentava estatísticas dos hospitais públicos da Inglaterra e do País de Gales, apenas em dezembro de 2017, mais de 300.000 pacientes foram obrigados a esperar nas salas de emergência por mais de quatro horas antes de serem atendidos. Pior: enquanto estes esperavam nas salas, milhares de outros tinham de esperar ainda mais tempo dentro de ambulâncias, apenas para então poderem entrar nas salas de emergência.

A carta relatava que havia se tornado uma "prática rotineira" deixar os pacientes abandonados em cima de macas nos corredores por até 12 horas até que fossem providenciados leitos. Muitos destes pacientes acabavam sendo levados para alas improvisadas criadas às pressas nas repartições administrativas dos hospitais.

Adicionalmente, foi revelado que aproximadamente 120 pacientes por dia são atendidos nos corredores e nas salas de espera, com vários sendo submetidos a tratamentos humilhantes nas áreas públicas dos hospitais, com alguns até mesmo morrendo prematuramente como resultado.

Uma paciente relatou que, tendo ido para a sala de emergência devido a um problema ginecológico que a deixou com dores severas e um grande volume de sangramento, a escassez de salas de tratamento fez com que a equipe do hospital tivesse de examiná-la em um corredor lotado, à plena vista dos outros pacientes.

Neste mês de janeiro, 55.000 cirurgias foram canceladas. Com escassez de leitos, o sistema estatal já avisou que só irá receber pacientes sob extrema urgência.

Para completar, segundo os relatos de vários médicos, as condições do sistema de saúde da Inglaterra estão parecidas com aqueles de países do "terceiro mundo". E a própria Cruz Vermelha disse que o sistema de saúde estatal do país vive uma "crise humanitária". O próprio The New York Times, que sempre foi a favor da saúde socializada, reconheceu que o sistema britânico está à beira do colapso.

Causas

Embora seja tentador acreditar que tais casos extremos devem ser uma ocorrência rara, o fato é que tais histórias de horror cada vez mais vão se tornando a norma em um sistema de saúde socializado que parece estar em um permanente estado de crise.

Com efeito, na primeira semana de 2018, mais de 97% dos hospitais do NHS na Inglaterra relataram níveis de lotação tão severos a ponto de serem considerados "inseguros".

Tão previsível quanto o surgimento contínuo de novas histórias desse tipo é a igualmente firme recusa dos comentaristas britânicos em considerar que estrutura estatal e monopolista do sistema seja a culpada. Vários, inclusive a própria primeira-ministra, afirmaram que a causa de tudo é o surto de doenças que ocorrem nesta época do ano, como a gripe, e que não há nada de errado no sistema.

Entretanto, recentemente, os próprios membros do sistema de saúde britânico vieram a público e abertamente rejeitaram essa tese como sendo a causa da atual crise, esclarecendo que os atuais níveis de demanda por serviços de saúde por causa de doenças como gripe "não têm nada de inéditos ou atípicos". O envelhecimento da população e a incapacidade dos municípios em fornecer tratamentos não-hospitalares também foi apontado como uma das causas do sobrecarregamento do sistema.

Como era de se esperar, até o momento, a única solução apontada pelos comentaristas é simplesmente injetar mais dinheiro de impostos neste sistema falido. Com efeito, a crença de que essa perpétua crise no sistema de saúde britânico decorre exclusivamente de cortes de despesas feito por políticos do Partido Conservador tornou-se tão consensual, que praticamente ninguém se atreve a discutir o assunto — principalmente os próprios membros do sistema, que se beneficiariam enormemente de um aumento dos repasses.

Entretanto, essa caricatura popular do NHS como uma vítima de um crônico corte de repasses é simplesmente um mito. Com efeito, ajustando-se pela inflação, torna-se evidente que os repasses governamentais ao NHS aumentaram a uma taxa extraordinária desde a virada do milênio. E aumentaram muito mais aceleradamente do que durante os anos anteriores, os quais os defensores do sistema gostam de lembrar com grande afeto e nostalgia.

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Evolução do orçamento do National Health Service, ajustado pela inflação

Efetivamente, sob o governo do Partido Conservador (2010-2017), praticamente 30% do orçamento dos serviços públicos britânicos foi direcionado para seu sistema de saúde monopolista. Para se ter uma ideia, na primeira década de existência do NHS, essa cifra foi de apenas 11%.

O problema, portanto, não é que o NHS esteja com escassez de financiamento (não está); o problema é que o sistema monopolista estatal é assustadoramente ineficiente. Não importa quanto seja aumentada a quantidade de dinheiro jogada no sistema; no final, a administração burocratizada e sem concorrência irá simplesmente desperdiçar este dinheiro.

E este é o grande problema dos sistemas de saúde estatizados: é impossível fazer uma administração racional dos recursos.

De um lado, dado que o dinheiro advém de impostos e não da qualidade dos serviços ofertados, não há um sistema de lucros e prejuízos a ser seguido. Logo, não há racionalidade na administração. Com efeito, nem sequer é possível saber o que deve ser melhorado, o que está escasso e o que está em excesso. Não há como inovar ou se tornar mais eficiente.

De outro, quando algo passa a ser ofertado "gratuitamente", a quantidade efetivamente demandada sempre será maior que a ofertada. E aí escassez e racionamento tornam-se uma inevitável rotina.

Ou seja, a oferta, além de ser limitada, é ineficiente e irracional, pois não segue um sistema de preços. Já a demanda tende ao "infinito", pois o custo é zero.

Tem-se, assim, a tempestade perfeita. Como os recursos para a saúde são limitados e gerenciados de maneira burocrática, mas a demanda é crescente e "gratuita", filas de espera para tratamentos, cirurgias, remédios e até mesmo consultas de rotina viram a norma. No extremo, pacientes são abertamente rejeitados, cirurgias são canceladas e pessoas são deixadas para morrer nos corredores.

Conclusão

Em um sistema de saúde controlado pelo governo, é o estado quem determina quem pode receber tratamento, como e quando. Na prática, a saúde estatal funciona como uma economia sob controle de preços: em algum momento a oferta irá se exaurir perante a demanda.

Na melhor das hipóteses, hospitais estatais monopolistas irão com a mesma eficiência de uma repartição pública, funcionando igual aos Correios ou ao Detran.

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Leia também:

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Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

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Um breve manual sobre os sistemas de saúde - e por que é impossível ter um SUS sem fila de espera

Verdades inconvenientes sobre o sistema de saúde sueco

As diferenças entre os serviços de saúde da Alemanha e do Canadá 

32 votos

autor

George Pickering
é graduando de História Econômi ca na London School of Economics.


  • Marcos  30/01/2018 14:50
    Essas coisas não são novidade nenhum na medicina estatal do Reino Unido.

    Comecem por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine (Os hospitais públicos ganharam a permissão de negar comida aos pacientes)

    Depois vão aqui e vejam como a eutanásia compulsória de bebês doentes sempre foi rotineira por lá.

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS estão simplesmente cortando a alimentação de vários bebês, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E terminem aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fiquem com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html


    Ah, sim, e jamais se esqueçam de Charlie.

  • Thales   30/01/2018 15:14
    O político que fundou o NHS, Aneurin Bevan, foi incrivelmente honesto em relação ao seu propósito. Ele nunca alegou que os pobres estavam sendo rejeitados e tendo atendimento negado pelos hospitais privados, ele simplesmente acreditava que um sistema centralmente planejado, ao estilo comunista mesmo, e com um número menor de hospitais maiores seria mais eficiente do que qualquer alternativa que apresentasse elementos de livre mercado.

    Com o tempo, o sistema foi sendo cada vez mais cultuado (Margaret Thatcher nunca nem sequer sonhou em fazer qualquer tipo de desestatização, por mais mínima que fosse) e até hoje qualquer crítica é proibida.

    Morando hoje na Inglaterra, posso dizer que a expansão exponencial do NHS fez com que o sistema se transformasse em algo muito maior do que um mero serviço de saúde. Hoje o NHS virou um gigantesco mecanismo de engenharia social, que está ali para fornecer emprego a um exército de pessoas que o sistema educacional (ruim) cospe anualmente. E várias dessas pessoas (minha opinião) teriam muita dificuldade em encontrar algum tipo de carreira fora das instituições estatais. O NHS virou uma mera repartição pública, o objeto dos sonhos de pessoas que querem virar funcionário público aqui na Inglaterra. É meio que igual ao concurso público aí no Brasil.
  • Capitalismo de bem estar  31/01/2018 12:44
    Os hospitais e clínicas do Brasil pagam mais de 17,5% de imposto na importação de equipamentos de saúde. Esse imposto varia entre os estados.

    Isso mostra que o estado não quer salvar vidas. Isso sim é facismo. É o estado acima da vida das pessoas.

    Em São Paulo o João Dória trocou o imposto sobre equipamentos médicos por consultas, e conseguiu zerar a fila de exames. Porém, não dá para achar que isso é bom, porque usa uma lei facista, onde o estado é mais importante que a vida das pessoas.

    Os facistas do governo acham o estado mais importante do que a vida das pessoas.
  • Rafael  02/02/2018 03:00
    E ao zerar a fila de consultas, gera uma fila de exames, reconsultas, cirurgias etc. Não estou dizendo que é errado fazer mutirões, mas que na prática só transferem a fila para o próximo gargalo.
  • Douglas   01/02/2018 13:46
    Thales eu não sei por que a Margaret Thatcher não privatizou o sistema público de saúde talvez porque ela já tinha brigas demais para enfrentar mas eu duvido que ela acreditava nesse sistema. Existe muita gente que acha perfeitamente natural um país viver à beira da falência contanto que forneça educação, e saúde e empregos públicos para o máximo de pessoas possíveis países como a França os nórdicos a Inglaterra e principalmente países de terceiro mundo.
  • Daniel  30/01/2018 15:19
    O interessante é que aqui no Brasil temos as Santas Casas de Misericórdia, que é uma rede privada e voluntariamente financiada, que oferece tratamento aos pobres. Em Belo Horizonte, as Santas Casas fazem mais cirurgias e recebem mais pacientes em um só dia do que toda a rede da FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) que tem 11 hospitais no estado. E as Santas Casas são mais bem avaliadas.

    Ou seja: não só elas são voluntariamente financiadas, tendo um orçamento muito menor do que rede estadual, como também fazem muito mais pelos pobres com menos recursos.
  • Engenheiro Falido  30/01/2018 15:46
    Sim, mas o governo regulamenta e espolia seus leitos, o que causa esses prejuízos .
  • Neto  30/01/2018 16:06
    Incentivos importam. Entidades burocráticas existem apenas para se perpetuarem e enriquecerem seus membros sugando dinheiro de impostos. Quanto mais dinheiro uma burocracia gasta (não importa com quê), maior a fatia do orçamento do ano que vem será destinado a ela.

    Vale para o Detran, vale para qualquer repartição, vale para hospitais estatais.

    Na saúde pública, atender ao paciente é algo secundário e eficiência é visto como algo nefasto (pois pode até mesmo gerar reduções de despesas).

    Que haja pessoas querendo que a saúde seja gerenciada igual aos Correios beira o inacreditável.
  • Everton  03/02/2018 17:38
    o melhor hospital do Brasil é SUSão: HC São Paulo. Durmam com esssa liberais. Abraço.
  • Marcos  30/01/2018 15:21
    E qual a solução, um sistema privado igual no Brasil onde a maioria da população não consegue pagar e morre sem ter acesso? Ah, para vc é beleza se pobre morrer né. Suas críticas ao Reino Unido são todas sem sentido porque vc evita o óbvio - a comparação de health outcomes com outros países, como os EUA. O sistema tem problemas, okay, mas é o melhor do mundo.
  • Vitor  30/01/2018 15:36
    "E qual a solução, um sistema privado igual no Brasil onde a maioria da população não consegue pagar e morre sem ter acesso?"

    Ué, mas no Brasil há o SUS, que funciona exatamente igual ao sistema britânico! Parece que você se esqueceu desse detalhe, né? No Brasil, absolutamente nada impede que os pobres recorram ao SUS, que é totalmente gratuito. Logo, se elas estão "morrendo sem ter acesso", então você próprio acabou de admitir que nossa medicina estatal não funciona.

    Aliás, na esmagadora maioria dos países europeus, não existe medicina 100% estatal. As pessoas são obrigadas a adquirir um plano de saúde. Não existe saúde 100% grátis. Só é 100% grátis no Brasil, no Reino Unido e no Canadá (que é outra tragédia; essa eu conheço de perto porque já fiz intercâmbio lá).

    "Ah, para vc é beleza se pobre morrer né."

    Ui, quanta maturidade, quanto equilíbrio, quanta racionalidade. Volta pro maternal; lá você tem alguma chance com esse argumento.

    "Suas críticas ao Reino Unido são todas sem sentido porque vc evita o óbvio"

    Críticas?! O autor citar fatos agora é "crítica"? Você ao menos sabe ler?

    "a comparação de health outcomes com outros países, como os EUA"

    Cita aí, por favor.

    "O sistema tem problemas, okay, mas é o melhor do mundo."

    Se isso é ser o melhor do mundo, então eu nunca estive tão satisfeito com a minha humilde Unimed, que nunca me negou tratamento nem (duas) cirurgias. Obrigado por me abrir os olhos.


    Ah, sim, apenas para você se informar melhor antes de vir com chavões:

    Como realmente funciona o sistema de saúde americano

    Como o intervencionismo estatal está destruindo o mercado de saúde privado brasileiro

    Com a explosão dos custos para a classe média, o Obamacare foi o definidor da eleição americana
  • Pobre Paulista  30/01/2018 18:18
    Surreal. Chegamos ao ponto em que um cidadão tece elogios à Unimed, e, dado o contexto, ele realmente procede!
  • Felipe Lange  30/01/2018 20:11
    Pois é... é aquela coisa, os serviços com corporativismo são caros e medíocres, mas ainda são melhores que os estatais. Eu como usuário do Unimed sei como funciona.
  • Felipe Lange  30/01/2018 20:16
    "Tão previsível quanto o surgimento contínuo de novas histórias desse tipo é a igualmente firme recusa dos comentaristas britânicos em considerar que estrutura estatal e monopolista do sistema seja a culpada. Vários, inclusive a própria primeira-ministra, afirmaram que a causa de tudo é o surto de doenças que ocorrem nesta época do ano, como a gripe, e que não há nada de errado no sistema."

    Sempre vão achar um bode expiatório... certamente na China maoísta o Mao teria culpado os pardais pelos milhões que morreram de fome sob seu regime comunista.

    Lembrei agora da cidade onde moro. Entrou outro político e ele fez uma bela lambança, fechando um pronto-socorro e deslocando o seu equivalente para o nada. Compará-lo a um jumento é uma ofensa ao pobre animal que, certamente seria muito melhor se estivesse no lugar do prefeito no cargo. E daqui 4 anos os trouxas vão ou reelegê-lo ou vai entrar outro igual. Sem contar a infestação de lombadas, a gastança com carnaval e artistas... uma putaria total.
  • Bode  30/01/2018 18:47
    O artigo salienta que no sistema estatal com gratuidade não existe o cálculo econômico, que racionalize os custos, e elimine as ineficiências. Ao final temos um sistema de saúde com demanda infinita e oferta grandemente limitada pela ineficiência estatal, já de muitos conhecida. Não reconhecer isso é uma grave limitação da sua parte, posto que é o óbvio.
  • Demolidor  30/01/2018 22:49
    Sim, vamos falar dos EUA. Seu caro e ineficiente sistema de saúde ainda é um paraíso perto da porcaria que o sistema estatal canadense oferece.

    Por sorte, em sua maioria, as cidades grandes do Canadá estão próximas à fronteira com os EUA, o que faz com que fique fácil atravessá-la para buscar tratamento médico.

    Leia aqui, vá se informar antes de passar vergonha. Se tiver problema com o inglês, use um tradutor:

    www.usnews.com/news/best-countries/articles/2016-08-03/canadians-increasingly-come-to-us-for-health-care

    nationalpost.com/news/canada/the-canadian-advantage-border-crossers-give-buffalo-a-1-25b-boost

    Veja o número de empresas que oferecem ressonância magnética para canadenses, pacientes que preferem pagar mais de US$ 400 por um exame desse tipo do que ficar esperando centenas de dias pelo serviço gratuito em seu país:

    www.google.com/search?q=buffalo+mri+canadians


    Resumo de esquerdistas, estatistas e muita gente que trabalha no governo de qualquer país: vagabundos arrogantes, metidos, bisbilhoteiros, que não gostam de trabalhar, não sabem cuidar da própria vida e querem cuidar da vida alheia; em sua gigantesca maioria, jamais tocaram um negócio de sucesso, mas se acham no direito de dizer como os negócios (e a vida) dos outros devem ser administrados, apenas pelo fato de que passaram num concurso público depois de ficar anos esquentando o traseiro numa cadeira estudando assuntos sem qualquer relevância prática para a vida. Depois que seus sistemas idiotas e criados na base do super científico achismo não dão certo, a culpa é do clima, da estação do ano, da população, dos passarinhos, qualquer outra coisa, menos das ideias tortas provenientes de suas cabeças lesadas.

    Sinceramente, não sei como tem gente que ainda aguenta conviver com essas pessoas.
  • Felipe Lange  31/01/2018 02:36
    Fato. Meu último comentário saiu no local errado... assim não Mises Brasil!
  • GALENO SOCIALISTA  30/01/2018 16:29
    Olá pessoal !

    Vim do outro lado para avisar que onde o Estado bota a mão nada funciona.

    Saúde !
  • FL  30/01/2018 16:33
    Todo o argumento de alocação de recursos, oferta e demanda, é perfeito, e funciona tanto para a saúde como para qualquer outro serviço fornecido pelo governo. Quero apenas fazer um pequeno adendo:



    Não sei como é a situação das leis trabalhistas britânicas, mas aqui no Brasil elas contribuem para o caos de atendimento.

    Eu já trabalhei diretamente com triagem e atendimento em hospitais. É absurda a quantidade de pessoas com uma dor de cabeça, uma diarréia mais brava e tantas outras condições que podem ser tratadas com repouso, água, e medicamentos simples encontrados em qualquer farmácia. Mas o fulano tem que ir no hospital e passar com algum médico, pois corre o risco de ter o dia de trabalho descontado caso não apresente o atestado. Em conversas com médicos e enfermeiras que eu conheço a percepção é a mesma. Óbvio que existem casos que precisam de atenção, mas grande parte são coisas extremamente simples, pelas quais as pessoas passam horas em espera, ocupando o sistema, apenas para sair de lá com o papel carimbado.

    Os próprios "beneficiários" dessa prática são os prejudicados: quando realmente precisam de algum atendimento, encontram o sistema entupido de pessoas que provavelmente não precisam estar ali. Pior: com tantos atendimentos, os próprios profissionais não têm tempo para fazer diagnósticos precisos, acarretando em mais erros.

    Outro caso comum é o de acidentes de trabalho: a recomendação era (não sei se algo mudou) que o paciente seja atendido num hospital público, pois apenas estes fazem parte do sistema que informa ao INSS. Ou seja, mesmo que o fulano tenha um plano privado, vai ocupar uma vaga num hospital público.
  • Hugo  30/01/2018 17:30
    Ótima contribuição, FL.

    No final, tudo volta ao ponto da "demanda infinita". E esta é exatamente a questão: a oferta de serviços de saúde é naturalmente escassa e restrita, mas a demanda por eles torna-se infinita (por vários motivos, inclusive leis trabalhistas).

    Sendo "gratuita", as pessoas vão aos hospitais para coisas triviais como medir pressão, dor de cabeça, tosse, espirro, gripe corriqueira, febre, impotência, dor de garganta etc.

    O Leandro escreveu um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923
  • Homem dos olhos de cifrão  30/01/2018 16:43
    Quando você deixa o livre mercado acontecer, quando tudo passa a ser uma mera questão de compra e venda, chega um ponto em que as pessoas cobram dinheiro até nas filas das vacinas gratuitas. E enquanto você ,pobre coitado fica esperando, as pessoas com dinheiro PASSAM na sua frente e compram lugar na fila. Fazem comércio daquilo que não se deve... SAÚDE não é mercadoria.

    É isso que acontece quando tudo vira mercadoria, as regras viram mercadoria, a moral vira mercadoria...


    g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/01/postos-de-sp-tem-dia-de-tumulto-e-filas-para-vacina-contra-febre-amarela.html
  • Breno  30/01/2018 17:22
    Haha, boa ironia.

    Aliás, a fila onde ocorria a venda de lugares era em um estabelecimento 100% estatal, e isso ocorreu sob os olhares complacentes de todos os funcionários públicos. A propriedade onde tudo isso ocorreu é estatal, e as pessoas estavam demandando um produto ofertado pelo estado (e três pessoas já morreram em decorrência dessa vacina estatal). Havia zero mercado no arranjo.

    A ignorância do brasileirinho médio realmente é apavorante. Burocratas e políticos o fodem em todas as posições possíveis, e o sujeito não só põe a culpa em fantasmas como ainda diz que "se não fosse o estado, aí sim ele estaria fodido".

    É de dar dó.
  • Lucas Marques  30/01/2018 17:27
    Calma. Creio que ele estava sendo irônico...
  • Pobre Paulista  30/01/2018 18:29
    Caro Homem dos olhos de cifrão, Vamos abrir um negócio? Você parece alguém indicado para isso, dado seu nick.

    Pensei em abrir uma central de triagem. Funcionaria assim: Seria um local simples, pode ser uma casa de tamanho padrão. As pessoas iriam aparecer lá com seus problemas médicos, ainda desconhecidos, e nosso trabalho seria indicar a causa mais provável do problema e, se for algo simples, resolver na hora (como uma vacina, curativo ou remédio), e, se for algo complexo, a direcionamos para algum hospital qualificado e apto a atendê-las corretamente. Naturalmente, o serviço seria cobrado de acordo com a complexidade, ainda que o paciente não tenha nada no final das contas.

    Acredito que teríamos que adotar o modelo de franquia, ou seja, podemos até abrir nós mesmos uma ou outra unidade para testar e validar o modelo de negócio, mas também iremos permitir que outros empreendedores se encarregassem de encontrar as melhores localidades para abrir uma unidade, usando nossa marca, e em troca nos pagaria uma quantia a negociar sobre seus lucros.

    Podemos até mesmo lucrar ao encaminhar pessoas aos hospitais, barganhando desses alguma parcela do dinheiro que eles recebem do seguro saúde e ameaçando enviar os pacientes a outro hospital caso se negassem. Mas acredito que haveria um lucro orgânico só na triagem mesmo, talvez nem seria necessário chegar a esse ponto.

    Parece-me um excelente negócio: ao mesmo tempo aliviamos as infindáveis filas nos hospitais, melhoramos a vida das pessoas por poupá-las de esperas infindáveis e ainda lucramos no processo.

    Você topa? Digo, se o governo nos autorizar, você acha que teríamos sucesso nessa empreitada?

    No aguardo.
  • robson santos  30/01/2018 17:15
    Se houvesse dislikes aqui, Michael Moore contrataria uma tropa rsrs..
  • Sergio Pugliesi  30/01/2018 17:27
    Parece-me que vai piorar por aqui.
    A contratação de planos de saúde particulares é impossível e agora a ANS acaba de publicar que irá dificultar a vida de funcionários de empresas de pequeno porte. Que não estiver empregado em grandes empresas não terá alternativa , a não ser o SUS.
  • anônimo  30/01/2018 17:31
  • Kira  30/01/2018 21:10
    Pode me passar o link disso?
  • MEI  30/01/2018 22:48
    g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/01/ans-tem-regras-mais-rigidas-para-planos-de-saude-de-microempresas.html

    Lembrando que, como este site sempre enfatiza, uma agência reguladora existe exatamente para proteger as empresas (abolindo a concorrência e cartelizando o mercado) e prejudicar os consumidores.
  • anônimo  31/01/2018 01:52
    Não sei porque esquerdistas apoiam tanto regulamentações.

    Eles não acreditam que o capitalismo irá colapsar e que o intervencionismo está mantendo o capitalismo funcionando?

    Isso é só mais uma das provas que eles não acreditam realmente no que pregam.
  • holder  30/01/2018 20:00
    desculpa a ignorância, mas quando o artigo fala do sistema monopolista estatal, está querendo dizer que não existe sistema de saúde privado no Reino Unido? É isso mesmo? Ou, se existe um sistema de saúde privado, ele tem seu poder de atuação limitado a coisas triviais? De qualquer maneira, isso é o caos
  • Eric  30/01/2018 20:28
    Há escassos hospitais privados (os últimos dados sobre eles são de 1979), e mesmo eles atendem pelo NHS: ou seja, o paciente usa as instalações mas não paga nada; quem paga é o NHS (dinheiro de impostos).

    Os hospitais genuinamente privados -- que recebem pagamento via planos de saúde privados -- são do tipo especializado, que fazem apenas tratamentos específicos, como osteopatia e quiropraxia.

    en.wikipedia.org/wiki/Healthcare_in_England

    É mais perfeita demonstração empírica desta teoria:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2020



    Sobre isso, vale lembrar que, no Canadá, hospitais privados são simplesmente proibidos.
  • Neto  30/01/2018 21:26
    É proibido em 6 das 10 províncias. Nas outras 4 em que é liberado, vale só para odontologia, optometria e medicamentos sujeitos a receita médica.

    en.wikipedia.org/wiki/Healthcare_in_Canada#Private_sector

    "In Canada, patients have long been legally prohibited from spending their own money to purchase medical care privately if that care was also provided under the Canadian government's health care program. Many Canadians who did not want endure the wait for treatment under the government program, or suffer the pain or inconvenience of these restrictions, would often have to travel to the United States to get the care that they wanted or needed."

    www.heritage.org/health-care-reform/report/victory-freedom-the-canadian-supreme-courts-ruling-private-health-care
  • holder  31/01/2018 13:55
    Obrigado pelos esclarecimentos.
  • Luiz  30/01/2018 21:24
    Vocês sabem algo sobre pragmatarianismo? Eu vi o termo sendo usado num debate no youtube e cheguei só a um site que foi deixado de lado sem explicar o que realmente era. Se alguém souber explicar as diferenças dele para o libertarianismo ia ser legal.
  • lucas  30/01/2018 21:39
    i no Brasil e pior...
  • Capitalismo de bem estar  31/01/2018 00:12
    Se todo mundo cumprir as leis, os contratos, as promessas, as dívidas, etc; o mundo já seria bem melhor.

    Nenhum sistema social sobrevive aos assaltos, a mentiras, fraudes, falsas promessas, a malandragem, expropriações, etc.

    Antes de qualquer coisa, precisamos falar de honestidade e respeito.

    Se não há respeito e honestidade, ao invés de livre mercado nós teremos uma guerra financeira.

    Esse é um dos principais motivos de pessoas estarem virando esquerdopatas com problemas mentais.


  • Capitalismo de bem estar  31/01/2018 13:03
    A esquerda chama os capitalistas de facistas, mas eles mesmos são os facistas.

    O estado cobra imposto sobre coisas que salvam vidas, ou que são necessidades básicas da população pobre.

    Eles cobram impostos sobre comida, remédios, equipamentos médicos, água, esgoto tratado, etc.

    O estado ficou mais importante do que a vida das pessoas. Isso é facismo do século 21.

    A esquerda sempre usou aquele frase: "chame os outros do que você é".

    Uma máquina de exames médicos possui 17,5% de imposto. Ou seja, o estado é mais importante do que a vida das pessoas.
  • Lucien Almeida Cavalcante  31/01/2018 13:33
    O autor do texto informa no subtítulo que "Quando o governo controla a saúde, burocratas determinam quem recebe tratamento" e conclui, ao fim, que "Em um sistema de saúde controlado pelo governo, é o estado quem determina quem pode receber tratamento, como e quando", mas ao longo do texto não há argumentos ou dados demonstrando que a corrupção dos burocratas esteja influenciando na ordem dos atendimentos. O texto ficou empobrecido por essa lacuna na fundamentação, o autor parte de uma premissa e chega a uma conclusão sem demonstrar de onde essa conclusão veio.
  • Economista  31/01/2018 14:43
    "não há argumentos ou dados demonstrando que a corrupção dos burocratas esteja influenciando na ordem dos atendimentos"

    O que apenas mostra que você sofre de crônico analfabetismo funcional.

    Em momento algum o autor afirma que o problema da medicina estatal é a corrupção. Em momento algum o autor afirma que os problemas com a saúde britânica se devem à corrupção. Aliás, cazzo, em momento algum a palavra "corrupção" sequer aparece no texto.

    Sendo assim, de onde vem esse seu delírio de que o autor está culpando a corrupção?

    Vou tentar desenhar: o argumento do autor é que, em uma medicina estatal, inevitavelmente haverá problemas de escassez e racionamento (pelos motivos explicados no texto). Havendo escassez e racionamento, quem irá decidir quem irá receber esse tratamento racionado são as pessoas que estão no comando deste sistema, isto é, os burocratas. São os burocratas que irão decidir qual tratamento é primordial, qual é secundário e qual é desnecessário. Com base nessa triagem, são os burocratas que irão decidir quais indivíduos serão admitidos imediatamente, quais ficarão na fila de espera, quais terão suas cirurgias canceladas e quais serão mandados de volta pra casa,

    Isso não tem absolutamente nada a ver com corrupção, cidadão.

    Começou a entender agora?
  • Vladimir  31/01/2018 15:13
    Calma, dá um desconto pro cara. Sendo brasileiro, ele foi acostumado a ver corrupção em tudo e a acreditar que tudo o que ocorre de errado se deve à corrupção, mesmo quando corrupção nada tem a ver com a calamidade.

    Aliás, vários brasileiros juram que a situação econômica da Venezuela se deve à corrupção.

  • wagner  05/02/2018 23:51
    então a solução é restringir o acesso a um número reduzido de pessoas que dispõem de recursos a fim de se evitar a escassez e racionamento? é isso? Neste casso, um outro burocrata estará decidindo não quais tratamentos são ou não necessários mas quais pessoas serão ou não tratadas.
  • Moura  06/02/2018 11:59
    A solução é distribuir a saúde da mesma forma que se distribui alimentos: com livre entrada no mercado e, consequentemente, livre concorrência.

    Isso gera preços baixos e serviços acessíveis a absolutamente todas as pessoas, como ocorre no setor alimentício. Não há escassez, não há racionamento e não há ninguém totalmente privado disso.

    Você tem alguma ideia melhor e que funcione tão bem quanto? Se sim, sou todo ouvidos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=105
  • wagner  06/02/2018 22:19
    só que no universo da alimentação um prato de feijão com arroz pode muito bem ser substituto de um Zillion Dollar Lobster Frittata, mas em matéria de saúde existe procedimentos caríssimos e essenciais aos quais a grande maioria não teria acesso.
  • Edmar  15/04/2018 22:43
    Penso que tratar saúde como mercadoria é, no mínimo, perigoso! A racionalização proposta pela lógica do mercado é fundamentalmente reduzir custos e ampliar o lucro, com isso pode-se estimular tratamentos não tão racionais, mas lucrativos. Vejo cotidianamente na assistência de saúde privada a solicitação de exames desnecessários (ou pq o paciente quer já que pagou pela consulta ou pq o profissional gosta de fazer uma rotina de exames sem qualquer fundamento em evidências científicas), prescrição de medicamentos de marca (quando medicamentos genéricos fazem o mesmo efeito) ou pior a indicação de procedimentos invasivos sem a devida justificativa. Na cabeça dos pacientes isso é ótimo! Mal sabem que muitas vezes são submetidos a procedimentos desnecessários e que podem acarretar prejuízos para a própria saúde. A saúde plenamente privada não é a solução, vejam o quanto os usuários dos planos de saúde reclamam, principalmente quando precisam de procedimentos de alta complexidade que também são "racionalizados".

    Por outro lado, todo sistema público de saúde enfrenta problemas seja de financiamento, resolubilidade, modelo entre outros. No caso do NHS fica claro que existe uma falha na atenção primária que perdeu força ao longo dos últimos anos acarretando uma enorme sobrecarga dos serviços hospitalares e de urgência. Parte da lógica privada seria bem vinda ao setor público, especialmente em termos de eficiência.



  • Bacha  16/04/2018 13:14
    "Vejo cotidianamente na assistência de saúde privada a solicitação de exames desnecessários (ou pq o paciente quer já que pagou pela consulta ou pq o profissional gosta de fazer uma rotina de exames sem qualquer fundamento em evidências científicas)"

    No primeiro caso (o paciente quer), isso nada tem de errado. Trata-se simplesmente da manifestação de um desejo voluntário, contra o qual você não tem autoridade nenhuma (felizmente). Na prática, você está dizendo que sabe mais que o indivíduo sobre aquilo que é melhor para ele próprio.

    No segundo caso, temos médicos escroques que querem arrancar mais dinheiro ou do paciente ou das seguradoras. Tal problema (extremamente comum) é consequência inevitável da regulação estatal sobre o mercado de saúde, especialmente sobre os planos de saúde, o que aniquilou a concorrência nesta área. Há artigos inteiros detalhando este problema:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2699
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1866
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=923

    "prescrição de medicamentos de marca (quando medicamentos genéricos fazem o mesmo efeito) ou pior a indicação de procedimentos invasivos sem a devida justificativa."

    Mesmíssimo problema acima.

    Ou seja, você até detectou os problemas corretamente. Apenas não percebeu que eles são causados exatamente pela maciça intervenção do estado neste setor, de modo que a solução está necessariamente em reduzir o intervencionismo de burocratas nesta área crucial.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=105
  • wagner  06/02/2018 22:25
    O Estatal é o melhor sistema, aliás, vocês não apontaram nenhuma deficiência intrínseca do sistema. O PT chegou ao poder e nele permaneceu por longos anos, e sem por isso, alguém aqui questiona o sistema democrático, suponho.
  • rindo adoidado  07/02/2018 03:39
    Estatal o melhor sistema? Kkkkkkkkkkkkk, só se.for em pagar 20 mil para médicos trabalharem 4 horas semanais e ainda atenderem mal... Basta procurar concursos que você acha a rodo. O sistema estatal gera desperdício, as pessoas não se cuidam porque tem a a ilusao de que a saude esta garantida. Faca um estudo a respeito. A saúde estatal não é gratuito e não da acesso a todos. Só um idiota ou muito mal caráter falaria isso... Quer saúde universal? Isensao de impostos para esse setor desde o imposto sobre o território ate o ISS.
  • Júlio Pereira  04/02/2018 19:32
    Minha prima é médica e está na Inglaterra tentando entrar no NHS.

    Ela me disse que o NHS é tipo os concursos daqui do Brasil, todo mundo quer entrar em algum cargo e viver na mordomia até o fim da vida.
  • Rafael  06/02/2018 21:54
    Uma saída para o atendimento de baixa complexidade no Brasil são as clínicas de baixo custo. É impressionante o tamanho potenial destee mercado, dada a dificuldade em ser atendido no sistema público. Na minha cidade, as poucas clínicas de baixo custo existente chegam a ter fila do lado de fora no início da manhã, tamanha a demanda. E aí, o que aconteceu agora em Janeiro?

    m.agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-01/cfm-regulamenta-funcionamento-de-clinicas-populares-e-limita-publicidade

    O CFM Começou a impor restrições ao seu funcionamento, algumas conpletamente absurdas.
  • Nicolas   07/02/2018 01:00
    O governo brasileiro faz de tudo para esse país ser um inferno.
  • Skeptic  08/02/2018 02:09
    "Defendo o estado mínimo, com prioridades, o estado cuidando de saúde e educação."
    Ah, se foder...

    O que tem de "minarquistas" e conservadores defendendo essas bobagens, governo na educação e na saúde, não é brincadeira.
  • Kike  11/02/2018 11:49
    Depois de quase 100 anos enfiando na cabeça das pessoas de que o Estado precisa fornecer educação e saúde, não estou nenhum pouco surpreso.

    Aliás, seu o Estado é tão bom administrador, por que o setor alimentício (o mais básico de todos) é o mais desregulamentado e privado de todos praticamente no mundo inteiro?
    O Estado, que não é nada bobo, sabe que as pessoas começarem a morrer igual moscas, surgirá um massivo descontentamento. Precisa deixar o gado no celeiro, mas não pode deixá-lo morrer de fome.
  • Emerson Luis  08/02/2018 10:26

    Não é surpreendente que Lula e outros da elite esquerdopata prefiram se tratar em hospitais privados do Brasil (como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein) ou de países desenvolvidos/capitalistas?


    * * *
  • Kira  15/04/2018 15:41
    A resposta é simples, socialismo não funciona e não funcionará nunca, falha na alocação coerente de recursos, não importa se são 100% dos meios de produção e serviços ou dois ou três setores, falha e falhará, e será sempre causa da ampliação da escassez.
  • Kira  15/04/2018 15:43
    O argumento coringa da esquerda já é de prache... vão dizer que foi a corrupção, e não a deficiência intrínseca a anatomia do sistema que eles defendem.
  • Pérsio  17/04/2018 11:09
    Talvez a solução do problema fosse uma lei que obrigasse o cidadão a ter um plano de saúde. Como ocorre em outros países. A saúde pública poderia cuidar de vacinação em massa e medicina preventiva - o resto seria deixado aos hospitais privados e planos de saúde.
  • Sorrentino Castro  17/04/2018 23:23
    Senhores,

    vocês sabiam desta? É inacreditável!

    "Planos de saúde devem ressarcir SUS por atendimentos na rede pública, decide STF"

    agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-02/planos-de-saude-devem-ressarcir-sus-por-atendimentos-na-rede-publica-decide

    g1.globo.com/politica/noticia/stf-mantem-obrigacao-de-planos-de-saude-ressarcirem-sus-por-tratamentos-de-clientes-na-rede-publica.ghtml


  • Lel  18/04/2018 03:30
    Isso é algo impossível de ser seguido. Se for seguido, todas as seguradoras vão à falência.

    O que irá acontecer são as operadoras ficarem tomando processos e levando com a barriga a papelada.
  • Sorrentino Castro  18/04/2018 17:51
    Isso acontece, meu amigo, e com frequência.

    Como eu sei? Eu trabalho em uma operadora de plano de saúde.
  • Kuririn  05/05/2018 18:11
    Não deixa de ser triste, mas é cômica a burrice de quem defende uma saúde estatal.

    São pessoas que acham uma boa ideia todos pagarem cerca de 50% de sua renda apenas para sustentar um serviço que não é usado por todos a todo momento (diferente de alimentos e eletricidade) que custaria mais barato e seria mais eficiente se houvesse plena competição de mercado no setor.

    E a burrice é ainda mais grave pois o sistema já faliu em vários países, mas os idiotas ainda continuam o defendendo ainda possuindo a cara de pau de falar que é o melhor especialmente para os mais pobres.

    Social-democracia é o sistema que mais agrada a gregos e troianos (empresários e políticos), assim como o Fascismo. Por isso mesmo são os mais populares no mundo.
  • Jeffrey  26/09/2018 02:22
    O artigo foi muito bem elaborado. Sou profissional da área da saúde e sinto na pele esses problemas. Pergunto: vocês têm alguma sugestão de pensadores liberais ou libertários que se debruçaram sobre o problema da saúde? Na academia, só vejo manifestações de esquerdistas, que apresentam uma visão idílica da saúde, e tendem a levar para a estatização. O fenômeno do adoecimento tem como consequência uma sociedade menos produtiva, portanto com menos acumulação de capital e mais pobre. A tecnologia governamental não é a única a resolver esse problema. Como pensar em evitar o adoecimento da sociedade sem recorrer a essa estratégia que, já vimos, não funciona?
  • Rodrigo Domingos da Silva   22/10/2018 16:43
    Tem um artigo de um tal Tim Vickery, jornalista britânico na BBC Brasil, exaltando o sistema de saúde britânico e afirmando que a privatização dos hospitais iria prejudicar os mais pobres. Me pergunto se esse tipo de gente ganha pra mentir descaradamente sobre a realidade do que se passa lá ou se são um bando de iludidos que não querem aceitar o fato de que a social-democracia é um sistema falido.
  • Rodrigo Domingos da Silva  22/10/2018 18:31
    Segue o link do texto Tim Verick exaltando o "excelente" sistema britânico de saúde.

    www.bbc.com/portuguese/blog-tim-vickery-39059732&hl=pt-BR


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