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Na verdade, é a esquerda progressista quem acredita que o mercado é perfeito e imune a falhas
Os intervencionistas são os verdadeiros fundamentalistas

Rotular o oponente de maneira pejorativa tornou-se uma prática bastante comum. É muito mais fácil estereotipar o interlocutor, atribuindo-lhe rótulos depreciativos, do que engajar em uma discussão significativa e racionalmente honesta.

Por exemplo, se, em meio a um debate econômico sobre pobreza, saúde, educação, infraestrutura ou mesmo comércio exterior, você sugerir uma solução de mercado, dizendo algo do tipo "deixem o mercado cuidar disso", você será, na mais benevolente das hipóteses, rotulado de "fundamentalista" ou mesmo "reacionário".

Aparentemente, defender soluções de mercado faz de alguém um "fundamentalista" porque tal pessoa estaria se comportando de maneira ingênua e com uma devoção religiosa.

Só que a posição do "deixem o mercado cuidar disso", longe de ser ingênua, é a mais realista que existe. Ela reflete o entendimento de que qualquer problema que você possa imaginar — reconstruir uma terra arrasada por um terremoto, fornecer educação e saúde de excelente qualidade para crianças e adultos, reduzir congestionamentos em ruas e estradas, fornecer uma moeda de qualidade, construir pontes e estradas, fornecer água tratada e encanada — será mais bem resolvido, com muito mais eficiência, presteza e baixo custo, por indivíduos atuando livremente na arena das trocas voluntárias e pacíficas (mercado) do que por burocratas do governo.

Recomendar o mercado (a livre interação entre pessoas) em lugar do governo (a intervenção de burocratas) significa a humildade de reconhecer que ninguém possui informação e conhecimento suficientes para determinar, ou mesmo prever, quais métodos específicos são os melhores para lidar com o problema. Significa recomendar que se permita que milhões de pessoas criativas, cada uma com perspectivas distintas e com seus próprios conhecimentos e percepções, voluntariamente contribuam com suas próprias idéias e esforços para lidar com o problema. 

Isso é o exato oposto de ingenuidade e fundamentalismo.

Agora, em contraste a isso, se você analisar as principais posições dos estatistas e intervencionistas nas mais diversas áreas — impostos, subsídios, agências reguladoras, tarifas protecionistas e leis trabalhistas —, você imediatamente perceberá que eles é que são os verdadeiros ingênuos e fundamentalistas de mercado.

Quem é o fundamentalista?

Impostos

Comecemos pela questão dos impostos. Aqueles que defendem aumentos de impostos acreditam sinceramente que eles não só não afetarão a economia, como também irão aumentar o bem-estar de todos.

Já a teoria econômica ensina que aumentos de impostos diminuirão a quantidade de capital disponível para financiar investimentos, expandir a capacidade produtiva e contratar mão-de-obra. Com mais impostos, há mais dinheiro nas mãos de burocratas e menos nas mãos de empreendedores e de consumidores. Isso, por si só, não tem como aumentar o bem-estar de todos e nem como tornar a economia mais rica.

No entanto, para os defensores de aumento de impostos, eles não geram problema nenhum. De alguma maneira, as empresas, mesmo sendo mais tributadas, irão dar um jeito de arcar com este ônus e ainda assim contratar mais pessoas, investir mais, produzir mais e, com isso, manter altas taxas de crescimento econômico.

Igualmente, os consumidores, mesmo tendo agora uma menor renda disponível, irão de alguma maneira consumir mais, gerar mais lucros para as empresas e, com isso, aumentar empregos e investimentos em toda a economia.

Para os intervencionistas, portanto, tanto empreendedores quanto consumidores irão se adaptar aos maiores impostos, de modo que as potenciais consequências negativas — menor criação de riqueza e menores níveis de produção — podem ser perfeitamente evitadas.

Sinceramente, isso sim representa uma extraordinária crença na capacidade do mercado. Tratar a economia como à prova de impostos significa colocar uma enorme e ingênua fé no mecanismo de mercado. Infelizmente, o mercado não é tão poderoso assim, não obstante essa profunda fé dos estatistas. Impostos, com efeito, geram consequências econômicas e significativos efeitos adversos.

Subsídios

Subsídios funcionam da mesma maneira.

Intervencionistas acreditam que o governo tomar dinheiro de uns e repassar a outros é algo que pode trazer enriquecimento para todos.

Eles ignoram que subsídios empobrecem aqueles de quem o dinheiro foi confiscado e beneficiam aqueles recebedores, os quais irão ser contemplados de acordo com suas conexões políticas. Igualmente, eles ignoram que subsídios aumentam a ineficiência da economia como um todo, pois quem recebe os subsídios não mais precisa se preocupar em agradar os consumidores para auferir receitas, e sim apenas fazer os conchavos com os políticos que estão no poder. Empresa beneficiada por subsídios tem de agradar a políticos (para continuar recebendo o butim), e não aos consumidores.

No final, os subsídios distorcem toda a economia e geram inúmeras ineficiências. Empresas eficientes são tributadas para bancar as ineficientes. As ineficientes se expandem (graças ao apoio do governo), adquirem maiores fatias de mercado (pois seus custos operacionais efetivos são menores graças ao dinheiro que recebem do governo) e com isso expulsam as mais eficientes. No final, empresas que tinham potencial são preteridas por aqueles que possuem conexões políticas.

No entanto, para os intervencionistas, nada disso irá acontecer e o mercado saberá arcar com esta intervenção distorciva de maneira sublime, sem sofrer nenhum distúrbio. E todos irão enriquecer.

Isso sim é ter uma crença fundamentalista na capacidade do mercado.

Agências reguladoras

Para a esquerda intervencionista, agências reguladoras criarem reservas de mercado — impondo inúmeras regras e custos para estipular quem pode operar em determinados mercados — é algo que trará mais bem-estar e maior qualidade de serviços para os consumidores.

Intervencionistas acreditam que agências reguladoras não só protegem os consumidores contra cartéis, como ainda fazem com que essas empresas se tornem mais eficientes e mais preocupadas em agradar os consumidores.

A esquerda intervencionista ignora que agências reguladoras nada mais são do que um aparato burocrático que tem a missão de garantir um oligopólio para as empresas favoritas do governo, protegendo essas empresas contra o surgimento de novos concorrentes, principalmente vinda de outros países.

A esquerda intervencionista genuinamente acredita que colocar o governo para regular preços e especificar os serviços que as empresas operando dentro de uma reserva de mercado devem ofertar é algo que trará um bem-estar muito maior aos consumidores do que simplesmente abrir o mercado para a vinda de empresas de todos os cantos do mundo, as quais disputariam consumidores via redução de preços e aumento da qualidade dos serviços. 

A esquerda, em suma, acredita que criar reservas de mercado nos setores de telecomunicações, de planos de saúde, bancário, aéreo, elétrico, petrolífero e de transportes não só não abalará a qualidade dos serviços ofertadas no mercado, como ainda aumentará o bem-estar de todos.

Isso é ou não é uma crença fundamentalista na capacidade do mercado de tolerar distorções?

Tarifas de importação

A esquerda protecionista acredita que proibir os cidadãos de comprar produtos baratos e de maior qualidade do exterior, forçando-os a comprar os produtos mais caros e de qualidade inferior fabricados nacionalmente, é algo que aumentará a riqueza de todos.

Eles genuinamente acreditam que criar uma reserva de mercado para o grande baronato industrial nacional não só não irá afetar em nada a eficiência econômica, como ainda aumentará o bem-estar de todos, principalmente dos mais pobres, agora obrigados a pagar mais caro por produtos de qualidade inferior.

Para a esquerda, estabelecer esse monopólio das grandes indústrias nacionais não criará nenhuma ineficiência econômica, não criará privilégios, não aumentará a desigualdade de renda (industriais e sindicatos mais ricos, e pobres mais empobrecidos) e não afetará o crescimento econômico.

A esquerda, em suma, ignora que quando a população é obrigada a comprar produtos nacionais artificialmente mais caros, sobra menos dinheiro para investir ou gastar em outros setores da economia, como lazer, alimentação, educação, vestuário, o que acaba reduzindo o emprego e a renda nestas áreas.

Isso é ou não é uma crença fundamentalista na capacidade do mercado de absorver tamanho privilégio garantido pelo governo?

Leis trabalhistas

De acordo com seus defensores, estipular um salário mínimo e impor vários encargos sociais e trabalhistas que oneram a folha de pagamento das empresas não trará nenhuma consequência negativa ao mercado de trabalho.

Para a esquerda, o governo estipular um preço mínimo para que se possa contratar legalmente mão-de-obra, e em cima deste preço mínimo acrescentar encargos que simplesmente dobram o custo legal desta mão-de-obra, não representa nenhum obstáculo ao emprego e não empurra a mão-de-obra menos qualificada para o mercado informal.

Miraculosamente, impor fardos adicionais aos empregadores não afetará a disposição deles em empregar mais pessoas. Um preço artificialmente mais alto para a contratação de mão-de-obra não irá afetar em nada a demanda por mão-de-obra, principalmente da menos qualificada.

Assim, para a esquerda, as empresas continuarão operando normalmente, ignorando por completo este aumento de custos. Afinal, quem se importa com custos operacionais mais altos? O mercado é tão forte e resistente que pode sobreviver a tamanho obstáculo. Sendo assim, nada nesta área deve ser alterado.

Acreditar que custos trabalhistas artificiais não impactam a lucratividade de empreendimentos, e consequentemente não afetam a disposição das empresas para contratar mão-de-obra, representa uma formidável crença (fundamentalista) na capacidade do mercado de absorver custos artificialmente impostos.

Conclusão

Quem, portanto, são os verdadeiros fundamentalistas que acreditam que o mercado é imune a falha? Quem é que acredita que intervenções estatais, não importa quão grandes e abrangentes, não têm o poder de afetar a eficiência do processo de mercado?

Pois é. Paradoxalmente, são os estatistas e intervencionistas de esquerda os verdadeiros fundamentalistas e apologistas do mercado.

46 votos

autor

Thiago Fonseca
é graduado em administração pela FGV-SP e é empreendedor do ramo de eletroeletrônicos


  • Leonardo Ribeio Rose  01/12/2017 14:41
    Excelente artigo, muito esclarecedor.
  • Mises Datado  01/12/2017 14:45
    O governo, assim como o mercado, é fruto da "livre interação entre pessoas"...

    O governo não é um ser alienígena que veio de fora,estranho a nós e nos escravizou... não ...
    o governo é feito por gente, gente igual a que faz o mercado.
    Condenar intervencionistas é condenar o próprio ser humano, que é intervencionista por natureza.

    Tudo é construção humana. Tudo é intervenção.

    Dinheiro só vai atrás de dinheiro.
    Ta cheio de lugar no mundo sem luz elétrica,sem estrada... o empresário bonzinho não vai nesses lugares e nunca irá se isso não for lucrativo. Uma tribo indígena nunca vai chegar numa Suíça sem a organização de um governo.

    Capitalismo só floresce em lugar com governo, com instituições consolidadas, com regras que garantam a PROPRIEDADE PRIVADA e segurança jurídica.

    Portanto o libertário mises está sempre num paradoxo, correndo atrás do próprio rabo como um tolo.
  • Edson  01/12/2017 14:55
    Esse aí, coitado, após apanhar impiedosamente na seção de comentários do artigo de ontem, veio agora com um discurso prontinho e ensaiado (e mal escrito de dar dó). Ele só se esqueceu de conferir o assunto do artigo acima, que não tem absolutamente nada a ver com o que ele está falando (se bem que eu nem consegui entender direito o que o sujeito falou, tamanha a tacanhice da escrita).

    A esquerda, além de economicamente ignara, é inacreditavelmente burra. Dá dó.
  • Demolidor  01/12/2017 15:22
    O governo não é um ser alienígena que veio de fora,estranho a nós e nos escravizou... não ...
    o governo é feito por gente, gente igual a que faz o mercado.


    Olha, se você é funcionário público e não gosta de brasileiro (daquele tipo que sempre começa ou termina a frase com um comentário racista sobre nós), eu até entendo. O estado é feito por gente como vocês mesmo.

    Mas nem nisso você acerta. O estado brasileiro foi uma criação portuguesa. Hoje é administrado, em teoria, por brasileiros, mas a ver seus comentários pejorativos contra nós, eu tenho sinceras dúvidas se essa gente se considera brasileira mesmo. Acho que a nacionalidade desse povo, é "seu dotô".
  • Demolidor  01/12/2017 15:34
    Quanta tolice num parágrafo só.

    Dinheiro só vai atrás de dinheiro.
    Dinheiro é apenas um meio de troca. O empresário, querendo ganhar dinheiro para trocar por investimentos em sua empresa ou gastos pessoais é que vai atrás de mercados consumidores e de fornecedores.

    Ta cheio de lugar no mundo sem luz elétrica,sem estrada... o empresário bonzinho não vai nesses lugares e nunca irá se isso não for lucrativo.
    Usou um espantalho.

    Primeiro que não tem muito lugar no mundo assim hoje em dia. Se tem um punhado de gente morando num lugar, mesmo na África, você pode apostar que o pessoal estará com luz acesa de noite e haverá carros no lugar.

    Segundo porque nos lugares onde se verifica isso, você sempre terá um monopólio do estado na construção de estradas e energia elétrica. O empresário é tão mesquinho, que não deixa faltar cerveja nem num lugar remoto como Fernando de Noronha. Mas a água, monopólio estatal, esta falta:

    g1.globo.com/pernambuco/blog/viver-noronha/post/moradores-de-fernando-de-noronha-esperam-horas-para-comprar-agua-mineral.html

    Uma tribo indígena nunca vai chegar numa Suíça sem a organização de um governo.
    Há tribos indígenas indo para a Suíça? Essa é nova para mim. Explique melhor, estou curioso.
  • Sempre Mais do MESMO  05/12/2017 21:00
    Péra aí!!!

    Um empresário vai lá e contrata toda essa gente miserável para produzir bens e serviços úteis e eles receberão por seu trabalho.

    O empresário vai sim!!! ...o problema é que o governo vai exigir muitos impostos desses empresários para deixa-los melhorar as condições de vida dessas pessoas bnesses lugares miseráveis. AÍ o empreendimento ficaria deficitário e então mo empresário não vai POR CAUSA do GOVERNO que EXIGE PAGAMENTO para o empresário levar progresso a este lugar de gente miserável.

    ESSE É O PROPBLEMA!!! ...Nãoa fosse os governos exigirem "o deles" adiantado, antes mesmo do empresário faturar, e nem haveriam lugares assim.

    Fora isso que se faça caridade para os incapazes. ....MAS OS GOVERNOS FAZEM da CARIDADE COM O BOLSO ALHEIO UMA ATIVIDADE LUCRATIVA PARA SI MESMOS!!!
  • Gabriel  01/12/2017 15:49
    É depois dos comentários do artigo de ontem e mais esse agora, tô achando que é mais um troll, só que bem mais realista por não ser rebuscado como os outros.
  • Pensador Consciente  01/12/2017 16:40
    Só falou merda,já que ama o estado,então seja minarquista,mas você deve ser mais um esquerdista boçal a favor de intervencionismos que só beneficiam meia-dúzia,enfim esse discurso não cola mais.
  • Olegário  01/12/2017 23:53
    O pior é "O governo, assim como o mercado, é fruto da "livre interação entre pessoas""

    É claro, eu sou livre para não pagar impostos.
    É claro, eu sou livre para tocar uma empresa de ônibus sem conceção estatal.
    É claro, eu sou livre para portar armas.
    É claro, eu sou livre para não pagar o FGTS.

    É numa hora como essas que eu digo: Maldito IMB que vai me barrar se eu chingar nos comentários.
  • anônimo  02/12/2017 00:25
    A postura de não censurar comentários no site por mais obtusos que sejam é admirável.
    Mas flood e posts repetidos são proibidos até em fórum de prostitutas onde a putaria é literalmente liberada, a administração do site pode aplicar regras para organizar a sessão de comentários.
  • Márcio  03/12/2017 00:11
    Diferente do mercado o estado exige coerção, o exato oposto do mercado, gangues também são criações humanas, humanos assassinam, humanos matam, humanos roubam. Nem tudo o que o ser humano faz é bom, mas qualquer relação não coercitiva entre seres humanos envolve ganhos para ambos os lados.
    O estado não é como o mercado. O mercado é a relação de todas as pessoas para com elas mesmas, ninguém precisa saber de tudo, nem acertar sempre, não exige perfeição de ninguém. O estado perfeito seria aquele em que os burocratas detém todo o conhecimento sobre a economia, acertam sempre, não são corruptos, sabe o desejo e as necessidades de cada pessoa, exige perfeição.
    O estado é sim criação humana, e é o exato oposto do mercado, se um cresce outro diminui, então é preciso escolher a instituição que mais benefícios trouxe a humanidade.
  • Sempre Mais do MESMO  05/12/2017 20:49
    Uma quadrilha de assaltantes estupradores e assassinos, assim como o governo, é fruto da "livre interação entre pessoas" ...hehehe!!!

    A questão dos impostos, vista lá no amago do problema, significa que estará havendo CONSUMO SEM UMA CONTRAPARTIDA.
    Isso significa EMPOBRECIMENTO.
    Óbvio, pois aqueles que vivem do PODER de EXPROPRIAR para CONSUMIR nada necessitam produzir para aqueles a quem EXPROPRIAM (assaltam pela ameaça armada). Assim os que vivem de TRABALHAR e PRODUZIR para TROCAR acabam CEDENDO parte do que produzem ao consumo estéril dos que vivem do PODER.

    É mais que lógico que aqueles que TROCAM ENTRE SI terão que cobrir os CUSTOS de PRODUÇÃO APENAS SUBTRAINDO-OS DE UMA PARTE DAQUILO QUE PRODUZEM. Afinal, a outra parte do que produzem é ESTERILIZADA pelo CONSUMO dos que vivem do Poder e não do trabalho.

    É exatamente por isso que a emissão de créditos ou moeda, gerando inflação de preços (subida generalizada de preços) não consegue aumentar a prosperidade na sociedade.

    É ÓBVIO que o CONSUMO ESTERILIZADOR jamais poderá gerar riqueza ou prosperidade. Já que os custos de produção (investimentos e insumos) terão que ser deduzidos apenas de uma parte dos bens e serviços produzidos, POIS OUTRA PARTE É CEDIDA SOB AMEAÇA aos que VIVEM do PODER e que ASSIM PODEM CONSUMIR SEM A NECESSIDADE DE PRODUZIR NADA DE ÙTIL ou MESMO NADA PRODUZIR.

    Um recebedor de impostos que toca chocalho numa orquestra sinfônica estatal somente pode consumir porque seu consumo é, no final das contas, fruto da expropriação dos que produzem.

    Os funcionários e mesmo os trabalhadores que construiram o MUSEU do AMANHÃO no Rio de Janeiro, jamais obteriam renda através de TROCAS ESPONTÂNEAS. Portanto consomem devido a EXPROPRIAÇÃO de bens e serviços alheios SEM QUE FORNEÇAM CONTRAPARTIDA ACEITÁVEL.

    O governo pode pagar para milhares de recebedores de impostos ficarem soprando nas calçadas a título de limpa-las, cavar buracos num dia e fecha-los no outro (exemplo classico).

    Essas atividades NÃO ACRESCENTARÃO QUALQUER RIQUEZA ou conforto para a seja lá quem for na sociedade. Porém, seus realizadores ESTARÃO CONSUMINDO RIQUEZA e USUFRUINDO de CONFORTO PRODUZIDOS POR PAGADORES de IMPOSTOS que SÃO ÚTEIS à SOCIEDADE. (SOCIALMENTE ÚTEIS).

    A grande maioria dos RECEBEDORES de IMPOSTOS SÃO SOCIALMENTE INÚTEIS!!! ...por isso vivem do Poder e não do trabalho, pois que ninguém ofereceria coisa alguma em troca do que realizam ou do nada que fazem.

    ESSA É A CAUSA DO EMPOBRECIMENTO, essa é a CAUSA da EXISTÊNCIA DE POBREZA: IMPOSTOS ..que permitem a inúteis consumir sem dar nada em troca.
  • Kira  27/07/2018 22:21
    O estado NUNCA é fruto de livre associação entre pessoas, nem no presente, nem em sua anatomia histórica. Tem sempre alguém pra passar vergonha postando idiotices bem doutrinadas e com discurso pronto aqui.
  • Bruno Rossi  28/07/2018 01:17
    Ta cheio de lugar no mundo sem luz elétrica,sem estrada... ops, acho que esses dois setores o empresario não pode mexer, tem reserva de mercado. Deve ser por isso que esta cheio desses lugares.
  • Nardi  28/07/2018 05:01
    Exato. Se você quiser construir por conta própria uma estrada para concorrer com a estrada estatal ou uma rede elétrica para concorrer com a rede elétrica estatal você simplesmente será enviado a uma penitenciária.

    É proibido empreender livremente nestas áreas. Você só entra no mercado se tiver as conexões políticas certas - e se tiver grana pra molhar a mão dos vários políticos e burocratas que tentarão lhe extorquir ao longo do caminho.
  • BS  30/07/2018 14:44
    "Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o ultimo instante seu direito de dizê-la." ? Voltaire.

    "Dinheiro só vai atrás de dinheiro".

    "Ta cheio de lugar no mundo sem luz elétrica,sem estrada... o empresário bonzinho não vai nesses lugares e nunca irá se isso não for lucrativo"

    "Uma tribo indígena nunca vai chegar numa Suíça sem a organização de um governo".

    ...............


  • BS  30/07/2018 15:00
    Excelente.
  • Matheus Garcia Lana  01/12/2017 14:59
    Sucinta e ótima explanação de conceitos básicos que ainda confundem muita gente, especialmente os mais leigos. Obrigado ao IMB por seu trabalho.
  • Thomas  01/12/2017 16:04
    Intervencionistas são ingênuos utopistas que acreditam que o governo é uma combinação de Papai Noel e um herói da Marvel (ou da DC Comics). Quando estatistas chamam os outros de fundamentalistas ou apologistas do mercado eles estão apenas projetando suas próprias utopias ingênuas em seus oponentes.

    Nenhum economista sério afirma que o livre mercado é uma utopia; nós simplesmente afirmamos que mercados livres, com interações voluntárias e diretas entre consumidores e produtores, representam o arranjo mais propenso a gerar melhores resultados em termos de bem-estar, progresso e criação de riqueza. Acima de tudo, são um arranjo muito superior, inclusive moralmente, em relação às violentas intervenções no mercado geradas pelo estado (que sempre beneficiam poucos à custa de todos).
  • Gabriel  01/12/2017 16:39
    Os intervencionistas acreditam que o livre mercado é a prova de falhas, afinal dizem eles: "Confiar em quem, no Deus mercado? Na mão invisível?". O cerne da questão está justamente nesse paradigma, eles piamente acreditam que o livre mercado está protegido de qualquer crise, e a diferença entre o livre mercado e o intervencionismo nessa questão é a escalada da crise sobre toda a economia. Como consequência do intervencionismo, sempre haverá monopólio nacional para aquela determinada empresa ou indústria, logo o seu peso sob toda a economia, será muito maior do que se fosse em um livre mercado, caso ocorra uma crise tanto nacional quanto internacional que afete esse setor ou essa empresa, essa retração se fará sentir num peso muito maior do que se houvesse um genuíno livre mercado, justamente pelo fato desta empresa não ter o monopólio do setor e sua participação na economia nacional ser muito menor, o que poderá trazer uma pequena recessão em toda a economia, essa é a diferença entre livre mercado e intervencionismo. Basta pensar que intervencionismo é numa escala nacional, em um livre mercado é numa escala regional no máximo.
  • Naldo  01/12/2017 17:21
    Tá, mas peguem, por exemplo, a assistência aos desamparados. Todo o país tem lá o seu percentual de órfãos, oligofrênicos, deficientes etc; Tem gente que por um motivo ou outro cai em momentos muito difíceis. Se não tiver um sistema compulsório para 'arrancar' uma parte parcela TOLERÁVEL da prosperidade (via impostos) e dar esse amparo, não vai ser a caridade privada que vai resolver isso. Ora, não se tolera que parte dos impostos seja destinada à segurança (interna e externa) e às atividades jurisdicionais e diplomáticas? Por que não destinar um parte, repito, TOLERÁVEL das riquezas de um país para assegurar que, na pior das hipóteses ninguém fique desamparado? Se a grana der, e a sociedade topar, qual o problema? Não acredito que a caridade privada resolva esse tipo de problema. Exige planejamento e constância. Quando a situação aperta a primeira coisa que se corta e a caridade a terceiros. Claro que quanto maior o aparato burocrático para lidar com esses programas, mais manipulação política vai ser ter. A solução é vigilância.
  • Regi  01/12/2017 17:27
    "Se não tiver um sistema compulsório para 'arrancar' uma parte parcela TOLERÁVEL da prosperidade (via impostos) e dar esse amparo, não vai ser a caridade privada que vai resolver isso."

    Por que não? Só porque você determinou oniscientemente que assim será?

    Vale enfatizar que, neste cenário de profundo corte de impostos e gastos, haveria muito mais renda disponível para as pessoas, o que lhe permitiria direcionar muito mais para a caridade.

    Quais os seus argumentos em prol do assalto?

    "Ora, não se tolera que parte dos impostos seja destinada à segurança (interna e externa) e às atividades jurisdicionais e diplomáticas?"

    Só para os minarquistas (incoerentes). Anarcocapitalistas também são contra isso.

    "Se a grana der, e a sociedade topar, qual o problema?"

    Se absolutamente 100% dos indivíduos de uma sociedade toparem, sem problemas. Se um se recusar, é roubo.

    "Não acredito que a caridade privada resolva esse tipo de problema."

    Qual seu argumento além do hiper-científico achismo?
  • Frederico  01/12/2017 17:29
    Concordo com o Naldo. O que vai resolver o desamparo é darmos dinheiro para políticos para que estes então repassem o dinheiro para desamparados.

    O que vai resolver o desamparo é contratarmos atravessadores (com salários magnânimos) para que estes (após desviarem um troquinhos para trustes na Suíça e nas ilhas Cayman) entao repassem algumas migalhas para os desamparados.

    Trata-se de uma ideia genial e prática. Qualquer outra ideia que não essa é mero fundamentalismo de mercado.
  • Demolidor  01/12/2017 21:44
    Emirados Árabes. Suíça. Cingapura. Hong Kong.

    Por que discutir isso se a questão da caridade já foi resolvida em outros países?
  • Pobre Paulista  27/07/2018 19:46
  • Insurgente  30/07/2018 18:08
    Em que mundo você vive meu caro?

    Há inúmeras organizações filantrópicas espalhadas por aí, apoiando inclusive no ramo da saúde e do bem estar. Médico sem fronteiras é um exemplo.

    Muito do processo caritativo da sociedade também advém das religiões; Creches, escolas, centros de lazer;

    Institutos associados a conglomerados;

    E quanto aos artistas e empresas trilhardários que constituiu ( Fundação Xuxa Meneghel, por exemplo) e constitui (Instituto Neymar Jr, Airton Senna, Criança Esperança, Teleton, e outros menores e menos conhecidos) fazendo sua parte.

    Agora pense se os impostos não existissem ou fossem aplicadas a percentuais menores?

    E você, já adorou ao seu deus estado hoje?

    Já fez a sua oferta caritativa?
  • Gabriel  01/12/2017 17:31
    "Se não tiver um sistema compulsório para 'arrancar' uma parte parcela TOLERÁVEL da prosperidade (via impostos) e dar esse amparo (...)"

    Se a pessoa não está dando seu dinheiro voluntariamente, então a parcela tolerável é zero.

    "(...) não vai ser a caridade privada que vai resolver isso."

    Por que não? Você tem algum argumento pra substanciar essa sua afirmação? E além disso, mesmo que você aceite que o Estado tem direito a uma fatia da renda da população, tem ao menos que conceder que essa fatia é MUITO além do que seria "tolerável" e, mesmo assim, não resolve o problema.

    "Se a grana der, e a sociedade topar, qual o problema?"

    Quem é a "sociedade"? Quem é essa entidade amorfa? Não existe "sociedade" nesse contexto, e sim indivíduos. Se um indivíduo concorda em ter parte de sua renda utilizada para ajudar pessoas, ele é perfeitamente livre para fazer isso. Se não, retirar essa parcela dele necessita necessariamente de força e, portanto, é roubo.
  • Economista  01/12/2017 17:34
    Funciona assim:

    Empreendedores surgem com uma ideia nova; essa é a parte da inovação. O sistema de lucros e prejuízos sinaliza ao mercado se esse empreendedor teve sucesso ou fracasso em criar valor para terceiros. Se ele tiver tido lucro, outros produtores respondem a esses sinais de lucro entrando neste mercado e produzindo um bem similar. Esse é o processo de imitação e aprendizado econômico.

    Em ambos os processos, o progresso é definido em termos de aprendizado, e esse aprendizado ocorre ao sermos capazes de identificar as inovações bem-sucedidas de terceiros e saber uma maneira de imitá-los. O que constitui o progresso é ser mais bem capacitado para a sobrevivência (na evolução biológica) ou para criar valor para terceiros (no mercado).

    Individualmente, podemos não saber muito; mas, conjuntamente, com as instituições corretas, podemos aprender uns com os outros e, coletivamente, saber muito mais.

    Igualmente, você pode ser a pessoa mais esperta da sua cidade, mas todas as pessoas da sua cidade, quando somadas, são infinitamente mais espertas do que você.

    A justificativa para a liberdade humana, portanto, não é que somos tão sábios e sensatos ao ponto de sermos capazes de gerir nossas próprias vidas perfeitamente bem, mas sim que não somos tão sábios e sensatos individualmente, e que a única maneira de nos tornarmos mais sábios e sensatos é aprendendo uns com os outros.

    Tal aprendizado requer liberdade para inovar e liberdade para imitar. E deve envolver algum tipo de processo confiável que seja um indicador de sucesso. Nenhum de nós sabe o bastante para gerir nossas próprias vidas impecavelmente, e nem muito menos para gerir as dos outros. E é exatamente por isso que precisamos de liberdade — principalmente liberdade econômica — para experimentar, acertar, errar, ser bem-sucedido, fracassar e imitar os outros para aprimorar.

    O argumento em prol da liberdade, portanto, não parte da premissa de que os indivíduos são altamente racionais e capazes de sempre tomaram as decisões ótimas. Ao contrário, ele parte da humilde crença que reconhece que temos limites reais à nossa racionalidade.

    A única maneira de progredirmos é deixando as pessoas livres para inovar e imitar, criando e aprimorando instituições que fornecem a informação e os incentivos necessários para mensurar o sucesso e motivar a imitação.

    É exatamente isso que o livre mercado e a liberdade social fornecem.

    O argumento em prol da liberdade é aquilo que aprendemos uns com os outros, e não aquilo que cada um de nós sabe.
  • Paulo Henrique  01/12/2017 17:44
    Ótimo comentário. E vale ressaltar que não é um problema só de quão sábio você é, mas também uma questão de informação.

    Por mais inteligente, sensato e sábio que seja o presidente, ele está a centenas de quilômetros de você, e não tem nem ideia se você prefere melancia ou laranja, Mercedes ou Audi, samba-canção ou cueca tradicional, e nem de qual médico você precisa ou qual você prefere.

    Planejadores e reguladores jamais poderão saber o suficiente sobre nós, nossa situação e nossas preferências para escolher por nós tão bem quanto nós mesmos escolheríamos, ao vivermos nossas vidas.

    E esse sempre foi o segredo dos países mais ricos de hoje: milhões de pessoas escolhendo livremente, inovando e aprimorando tudo. Tudo isso se perde sempre que uma autoridade central cresce.
  • Filósofo da Unicamp  01/12/2017 17:45
    Existe uma e apenas uma liberdade, que é: viver dentro daquilo que o Estado diz ser liberdade.

    Exemplo: o povo cubano é enormemente feliz e realizado com sua liberdade, não temos libertários em Cuba, porque? Porque lá é o lugar perfeito para o bem coletivo, o amor do próximo com o imediato.

    Se sua vida segue os ditames do Estado, você necessariamente será um homem perfeito e realizado.
    Sua ação será orienta, não ao ganho egoísta, mas para o bem da humanidade, ou seja, de todos.

    Não importa, vocês nascem com o estado, o estado dá a luz a coletividade.
    Você já nasce sendo membro do coletivo, sua vida é de todos, aceite esse fato e pare de choramingar.

    A "arrogância fatal" é acreditar que existem indivíduos isolados, não existe. Todos devem estar, melhor, estão obrigatoriamente unidos a favor do bem geral. Quem trilha outro caminho é doente, é um louco. Que pode ser tratado, a medicina Cubana até já possui a cura definitiva até do câncer, imagine esse problema de personalidade, pode ser facilmente revertido.

    Estado, ilumine a mente dos incautos. Faça isso pelo bem comum.
  • Metallion  04/12/2017 15:40
    O estado é formado pelos indivíduos que dependem do livre mercado, depois de aprovados num concurso. Por qual processo eles passam de seres humanos limitados, tacanhos e egoístas, para seres esclarecidos?
  • Rene  01/12/2017 18:33
    A maioria dos defensores de regulamentação por parte do governo só está preocupada em manter seus privilégios. Melhorar a eficiência do mercado definitivamente não é algo que lhes tira o sono. Sempre existe uma diferença grande entre o que eles alegam para o público, e o que eles querem fazer de verdade.

    Quanto ao artigo, ele lembrou muito o método socrático, em virtude do uso de ironias para expor as inconsistências dos argumentos dos defensores da intervenção estatal.
  • Alberto  01/12/2017 18:42
    Só que eles nem querem melhorar a eficiência, não. Eficiência nunca fez parte do vocábulo da esquerda.

    Eles apenas juram que suas medidas intervencionistas -- as quais são defendidas puramente na base da emoção, do vitimismo e do coitadismo -- em nada atrapalharão a criação de riqueza e o desenvolvimento da economia.
  • Rene  02/12/2017 19:00
    O que eu falei é que o discurso dos intervencionistas geralmente está completamente desconectado das reais intenções. Eles querem é manter seus privilégios. Acredito que eles sabem que estão prejudicando a economia. Mas melhor é um sistema que não funciona, com eles no comando, do que um sistema eficiente onde eles precisariam trabalhar como qualquer cidadão honesto. É lógico que o discurso será voltado para defender que as coisas continuem como está. Já pensou se eles falassem: "sim, estamos colocando uma bola de ferro de trezentos quilos no pé do cidadão e o Brasil não vai se desenvolver enquanto estivermos aqui. Mas veja o lado bom: estou ganhando cinquenta mil por mês para ferrar com a vida de vocês"
  • Luiz Moran  01/12/2017 19:30
    Veja uma lista de rótulos que os analfabetos e os esquerdopatas colocam nas pessoas que não concordam com eles:
    - olavete
    - radical
    - coxinha
    - revoltado
    - burguesinho
    - agente da CIA
    - bolsominion
    - retrógado
    - homofóbico
    - gordofóbico
    - veganofóbico
    - xenófobo
    - sexista
    - ultradireitista
    - imperialista
    - golpista
    - machista
    - taxista
    - motorista
    - velocista
    - maratonista
    - piadista
    - supremacista
    - capitalista
    - pianista
    - militarista
    - dentista
    - mimimista
    - trumpista
    - vigarista
    - egoísta
    - racista
    - débil mental
    - idiota
    - retardado
    - fascista
    - nazista
    - babaca
    - imbecil
    - porco imundo
    - desgraçado
    - verme
    - misógino
    - opressor
    - reacionário
    - extremista religioso
  • Arnaldo  01/12/2017 21:04
    e não se esqueça do mais comum: pederasta
  • Gabriel  03/12/2017 02:55
    https://www.revistaforum.com.br/2017/08/29/patricia-lelis-e-mais-dificil-ser-de-esquerda/
  • Leigo  04/12/2017 12:20
    Eu tive que voltar ao início do texto pra ter certeza do que a autora queria dizer, kkk
  • Leigo  04/12/2017 12:25
    Depois de pesquisar sobre a autora, estou deveras confuso.
  • Gustavo  01/12/2017 20:19
    o problema é que o discurso retórico não pode ensinar nada, mas apenas usar e rearticular o que o interlocutor já sabe, ao passo que o discurso dialético poderia cumprir essa função... pois bem, atualmente a maioria esmagadora entende qualquer discurso apenas sob a camada retórica.. seja qual fora palavra que vc usar, ele vai significá-la com a massaroca que tem em mente...
  • Fernando  02/12/2017 23:04
    Leandro,

    Nessa situação atual do país, a melhor reforma da previdência não seria cortar todos os encargos trabalhistas, exceto a contribuição à previdência ?

    Claro que as regalias precisam ser cortadas, mas colocar 40 milhões de pessoas com carteira assinada para pagar a previdência, poderia surtir efeitos melhores.

    Os caras precisam cortas as regalias, mas não adianta nada, se não aumentar as contribuições por pessoas que não estão pagando.
  • Fernando  04/12/2017 13:41
    Sabemos que a previdência precisa ser captalizada.

    O problema é pagar quem contribuiu por anos e que agora precisa receber.

    Uma capitalização gradual está cada vez mais difícil.

    Uma transição poderia ser uma aposentadoria mínima, onde todo mundo contribui sobre um salário mínimo, extinguindo o teto de contribuição sobre 10 salários.

    Eu não apoio calotes, principalmente sobre quem foi obrigado a pagar ao governo.


  • Ze da Moita  04/12/2017 10:44
    creio que o Estado(ou qualquer outro nome como Coroa ou Império) teve sua importância quando a violência física era uma opção mais viável que a negociação
  • André Silva  04/12/2017 18:26
    Excelente texto. Acredito que valeria complementar o excerto em que diz ..."Significa recomendar que se permita que milhões de pessoas criativas, cada uma com perspectivas distintas e com seus próprios conhecimentos e percepções..." COM CAPITAL próprio ou um EMPRÉSTIMO no PRÓPRIO NOME ou de quem quer que seja que queira assumir o risco, SEM ENDIVIDAR A "COLETIVIDADE".

  • Skeptic  05/12/2017 01:31
    Naqueles debates de internet sobre tributação das igrejas, um liberal disse que se as igrejas não são tributadas, os tributos para o resto da sociedade vai aumentar ou o deficit público vai aumentar, por tanto, taxar as igrejas seria uma solução para existir uma isonomia tributária geral?
    Sei que imposto é roubo e o que o governo não tem nenhum estímulo para organizar suas contas, mas no sentido prático e econômico, isso está certo?
  • Marcos  05/12/2017 02:25
  • Cristiane de Lira Silva  05/12/2017 01:49
    Ei calma aí liberais! Eu não rotulo de fundamentalistas pessoas que acreditam que o mercado resolve. Mas eu não estou tão convencida disso. E também não acredito que o mercado é perfeito e sem falhas. Pelo contrário eu acho que é uma das coisas mais falhas do mundo. Mas o seu livre mercado já me conquistou. Não implico mais com isso. Vocês estão esteriotipando a esquerda também.
    O que vocês jamais vão me convencer é de que o nazismo é esquerda. Não mesmo. E também não vão me fazer parar de chamar de fundamentalistas aquele povo que quer controlar o útero e os genitais dos outros usando o estado para isso. Substituindo a constituição pela Bíblia! Um livro retrógrado que esse povo insiste em enfiar na garganta de quem nem acredita em Deus. São fundamentalistas chatos sim.

    Tenho um pé atrás com essa reforma trabalhista por causa dos casos de escravidão moderna. Já existia antes dela e acho que agora pode piorar. Acho que isso merece mais atenção.
  • Catador  05/12/2017 09:33
    "O que vocês jamais vão me convencer é de que o nazismo é esquerda."

    Nós não precisamos convencê-la.
    Aliás, esqueça essa história de direita e esquerda, pois isso não importa.

    Compare as ações do regime soviético com as do regime nazista.
    Independente da classificação ideológica dada a esses regimes, você notará que são farinha do mesmo saco.

  • Pobre Paulista  27/07/2018 19:47
    Partido nacional-socialista dos trabalhadores alemães.

    Não tem sequer uma palavra de "direita" ali.
  • SRV  27/07/2018 20:33
    Os esquerdistas tiveram duas vitórias fundamentais de marketing, e colhem os frutos até hoje:

    1) Conseguiram desvincular a imagem do totalitarismo de "esquerda" do totalitarismo de "direita". São a mesma coisa, mas na mente das pessoas não são, e as pessoas ainda são muito resistentes a entender que socialismo é só uma forma pela qual o totalitarismo se expressa, da mesma forma como nazismo e fascismo.

    2) Conseguiram "passe-livre" para radicais de esquerda. Se alguém se diz "radical de direita" (no sentido de ser fascista), será imediatamente execrado. Mas alguém que se diz "radical de esquerda" é automaticamente visto como alguém bom, preocupado com o coletivo, com as minorias, com o meio-ambiente, etc...ao invés de ser visto como mais um fascista. Isso está aos poucos permitindo o avanço das agendas socialistas no mundo, vide Bill C-16 no Canadá (IMB poderia fazer um artigo sobre a C-16).
  • Emerson Luis  31/12/2017 19:00

    Se aumentar os impostos causa tantos benefícios e nenhum problema, então por que não aumentá-los para 100% de vez? Isso seria demais? Então qual é o porcentual máximo que se pode aumentar os impostos sem prejudicar a economia? 99%? 98%? 97%? Qual é o número mágico exato? Como se chega a ele matematicamente? Como que se sabe?

    "Isso é ou não é uma crença fundamentalista na capacidade do mercado de tolerar distorções?"

    Não necessariamente. Apenas soldados rasos do esquerdismo (nem todos) realmente acreditam 100% que as intervenções podem gerar os resultados prometidos.

    Quanto mais alto na hierarquia "igualitária", mais cônscio o sujeito é de que o discurso ideológico é pura falsidade, mero pretexto para obter poder total, expropriar a população e fazer qualquer perversidade que quiser com ela.

    Vocês acreditam que uma senadora envolvida com desvio de recursos da aposentaria que faz um discurso caloroso contra reformas dizendo que prejudicarão o "trabalhador" realmente acredita nisso e se preocupa mesmo com os pobres?

    Ou será que ela quer é que a maior parte possível da renda dos assalariados continue sendo confiscada na forma de "direitos trabalhistas" para que ela e seus comparsas tenham mais para roubar? Que a economia do país imploda para poderem posar de "salvadores da pátria" e "defensores dos pobres" e assim retomar o poder?

    Não são ingênuos autoiludidos, são psicopatas mentirosos profissionais!

    * * *
  • marcela  27/07/2018 19:20
    Mais um artigo do tipo "explicando com desenhos". Gostei da perspectiva, nunca tinha visto por esse lado.
  • Anarquista  27/07/2018 23:07
    Quando se estar em uma lógica de mercado os únicos erros deles são individuais e o dono da empresa arcará com tono o ônus da má gestão, ou má alocação de recursos, mas os erros no estado são socializados por todos em suma o mercado é algo abstrato e natural nem penso que seria preciso dar uma conotação moral a algo natural e espontâneo.
  • Neo-Reacionário  28/07/2018 00:33
    Progressistas acreditam no mercado perfeito ?

    O estatuto do PCdoB tem a seguinte frase : "forjar um novo homem".

    Por isso que eu digo que comunista só entende a linguagem da força.
  • distributista  28/07/2018 19:52
    "reconstruir uma terra arrasada por um terremoto"

    Vocês deixariam uma população vítima de terremoto, desabrigada, sem nenhuma ajuda? Mais ainda, vocês achariam justo que os imóveis encarecessem porque a demanda aumentou por causa do terremoto?

    Tem coisas no mercado que eu não acho justo.
  • Realista  30/07/2018 01:25
    Quer ajudar? É só fazer isso aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2898
  • Demolidor  30/07/2018 02:30
    A questão não é deixar a população desamparada. A questão é se o estado deve ou não intervir.

    Ajuda privada sempre ocorre, em qualquer tragédia. E ela sempre ocorrerá:

    gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2017/05/campanha-em-escola-arrecada-2-toneladas-de-donativos-para-vitimas-das-chuvas_34272.php

    É desumano deixar que ajuda passe, necessariamente, pelo estado, pois este, dados os incentivos, seu caráter coercivo e, aparentemente, seus métodos inadequados de recrutamento de pessoal, não costuma cuidar bem dos donativos:

    noticias.uol.com.br/cotidiano/especial/santa-catarina/ult7457u9.jhtm

    m.extra.globo.com/noticias/brasil/desvio-de-donativos-em-santa-catarina-provoca-perplexidade-indignacao-entre-brasileiros-reabre-discussao-sobre-etica-626972.html

    Novamente, note que sempre que há uma tragédia, a arrecadação de donativos é majoritariamente voluntária. O estado, pelo contrário, normalmente tem algum entrave burocrático que impede uma ajuda mais rápida e eficiente:

    www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/CIDADES/454236-ESPECIALISTAS-CRITICAM-BUROCRACIA-PARA-LIBERAR-RECURSOS-AS-VITIMAS-DE-DESASTRES-NATURAIS.html

    Esses exemplos acima não querem dizer que toda ajuda estatal necessariamente leve a desvios, nem que eles não possam ocorrer se a doação for essencialmente privada. O que ocorre é que o estado é uma organização centralizada, o que torna qualquer problema universal. Não só isso, o estado não corre o mesmo risco de publicidade negativa que os negócios locais, que podem simplesmente fechar as portas se a população perceber que tiraram vantagem da situação.

    Não vejo problema no governo local realizar medidas de prevenção e ter planejamento de contingência para desastres. Nem mesmo de solicitar ajuda ou de atuar na organização de coleta de donativos. O problema é utilizar, exclusivamente, estruturas do estado para isso. Ou intervir em formação de preços ou na maneira como comerciantes locais, muitas vezes, eles também, vítimas, controlam o acesso a bens que tiveram seu fornecimento, subitamente, interrompido.
  • Leigo  30/07/2018 13:11
    Vocês deixariam uma população vítima de terremoto, desabrigada, sem nenhuma ajuda? Mais ainda, vocês achariam justo que os imóveis encarecessem porque a demanda aumentou por causa do terremoto?

    Tem coisas no mercado que eu não acho justo.


    Você deixaria? O mercado é feito de pessoas. Pessoas podem ajudar as vítimas de um terremoto. Empreendedores podem ajudar. Ricos podem ajudar. Pobres podem ajudar.

    Acho justo encarecer, o artigo enviado acima explica. Injusto é alguém ter que arcar com o prejuízo alheio. É moral ajudar quem sofreu uma catástrofe natural. É imoral tomar de quem não tem nada a ver com o desastre. E se alguém aumentar os preços absurdamente? Bom, junte a população local, expresse sua indignação na internet e não compre mais nesse local, simples.

    Você pode até achar que é imoral aumentar os preços de tal forma, entretanto, ele não tem obrigação de deixar os preços baixos para você, assim como, se acontecer uma catástrofe, você não é obrigado a dar seus pares de calçados que estão sobrando, a água que você estocou, o alimento que você comprou.
  • Demolidor  30/07/2018 14:48
    Em adição ao que o Leigo disse:

    - é imoral arrebentar o cidadão de impostos, prejudicando sua capacidade de fazer sua própria providência para um desastre e, quando uma tragédia ocorre, negar o saque de seu próprio dinheiro, como ocorreu com o FGTS;
    - é imoral fazer publicidade em cima de uma tragédia, quando os fundos arrecadados são extraídos à força de terceiros e/ou são colocados aos cuidados de pessoas desonestas ou incompetentes;
    - é imoral, quando há uma tragédia como o tornado de Xanxerê, apenas dar mais prazo para a declaração de imposto de renda, dando mais tempo para os cidadãos procurarem recibos e documentos nos escombros.
    - é imoral que influência política determine que locais que tiveram prejuízos menores com desastres recebam mais verbas, como ocorreu com Pernambuco en detrimento de Rio de Janeiro e Santa Catarina.

    Mesmo países onde o "disaster relief" é mais correto, com perdão de impostos, como nos Estados Unidos, a burocracia é intensa e ninguém, a princípio, fica desobrigado a declarar e comprovar sua situação. Se perdeu documentos, vai ter uma bela dor de cabeça, justamente num momento em que se precisa de ajuda.
  • Burocrata  30/07/2018 17:17
    Artigo escrito exclusivamente do ponto de vista teórico, principalmente pois inserindo exemplos prático da nossa realidade os argumentos tornam-se menos capaz de validar as conclusões.
    A Reforma Trabalhista não está gerando empregos formais, a dita esquerda progressista visa a redução de impostos pagos pela maior faixa socioeconômica da nossa população, por exemplo.
  • Empreendedor  30/07/2018 17:38
    "Artigo escrito exclusivamente do ponto de vista teórico, principalmente pois inserindo exemplos prático da nossa realidade os argumentos tornam-se menos capaz de validar as conclusões."

    Vejamos.

    "A Reforma Trabalhista não está gerando empregos formais"

    E, se estivesse, aí sim seria um atentado contra a lógica.

    Afinal, desde 2017, o governo elevou impostos (o governo mais que dobrou as alíquotas do PIS/COFINS sobre a gasolina), reonerou a folha de pagamentos (lembra?) e, para completar, a total incerteza política está fazendo com que nenhum investidor se arrisca a tirar o dinheiro da renda fixa e colocar em investimentos produtivos.

    Se houvesse criação de empregos em um cenário assim -- aumento de impostos, reoneração da folha de pagamentos e aumento da incerteza política e jurídica --, aí sim a teoria estaria morta.

    Não há contratação de pessoas se não há investimentos. E não há investimentos se há elevação da carga tributária, aumento artificial dos custos de se contratar mão de obra, e aumento da incerteza política e jurídica.

    Se, ainda assim, empregos formais estivessem sendo criados, aí de fato a teoria econômica estaria revogada.

    Este Instituto previu, ainda em julho de 2017, que seria exatamente esta a consequência.

    "a dita esquerda progressista visa a redução de impostos pagos pela maior faixa socioeconômica da nossa população, por exemplo"

    Errado. É impossível defender redução da carga tributária e ao mesmo tempo defender aumento dos gastos do governo. Apenas pessoas que desconhecem totalmente a contabilidade podem defender isso.

    A menos, é claro, que o sujeito seja um completo ignorante, do tipo que acredita que "basta tributar mais os ricos e todas as contas do governo serão equilibradas".

    Para ignaros assim, realmente, não há solução. Mas, talvez por educação e pelo bem do debate, estes foram considerados como exceções em meio à esquerda progressista.

    Obrigado por demonstrar, ainda que involuntariamente, como o artigo está correto, pois, parodiando você próprio, "inserindo exemplos práticos da nossa realidade, os argumentos tornam-se ainda mais capazes de validar as conclusões"


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