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“Meu desejo é um direito! Se quero algo, devo receber gratuitamente!” - eis o atalho para a tragédia
A imoral ideia de que desejos implicam direitos

Nota do editor

Observe a cena política ao seu redor: há uma lista, em contínua expansão, de coisas a que as pessoas afirmam ter o "direito" de receber "gratuitamente". Vai desde saúde, educação e transporte até estabilidade no emprego, aposentadorias nababescas, lazer, cultura e cirurgias de mudança de sexo.

No entanto, quando se considera o assunto seriamente, simplesmente não há nenhuma base lógica e racional para tais demandas. Há apenas desejos e vontades, em ampla escala, por bens e serviços — algo que supostamente implica a necessidade de que eles se tornem um direito.

A partir daí, é apenas um passo para que grupos de interesse façam pressão e lobby sobre o governo, e recorram a tentativas legislativas ou judiciais para criar tais direitos — os quais serão, em seguida, promovidos pelo próprio governo como melhorias sociais.

Poucos pensaram tão cuidadosamente sobre esta confusão entre desejos e direitos do que Leonard Read, particularmente em seu ensaio "Quando desejos se tornam direitos", de 1967. Em nosso mundo atual, no qual as emoções viraram uma categoria de pensamento, transformar um desejo em um direito político leva a novas transmutações, ainda mais abrangentes, de outros desejos em direitos. E, a cada uma dessas etapas, as liberdades individuais vão se erodindo. Neste contexto, as visões de Read ainda merecem sérias considerações no 50º aniversário de sua publicação.

Eis alguns trechos essenciais.

_________________________________

Quando os desejos viram direitos

Que maravilha seria para os pretensos filantropos se todos esses desejos estivessem dentro do seu poder de realização.

Se os objetivos de um indivíduo pudessem ser alcançados apenas por meio de simples desejos, a deterioração do mundo e das relações sociais seria a inevitável consequência.

O esforço consciente, a dedicação, o trabalho, a criação de valor, e o uso de suas potencialidades e aptidões são essenciais para a sobrevivência. E ainda mais cruciais para o progresso. Isso é algo claro e inquestionável para alguns.

Porém, a maioria das pessoas hoje quer uma espécie de Lâmpada Maravilhosa de Aladim. Querem satisfazer seus desejos à custa de terceiros. Querem que terceiros banquem todas as suas necessidades. Tais sonhadores estão entre nós aos milhões, todos em busca de ter algo em troca de nada — a gratificação sem o esforço.

Essas pessoas vêem no aparato político a sua própria lâmpada mágica. E que gênio vive dentro desta lâmpada! Ao passo que o gênio da lâmpada de Aladim atuava apenas quando solicitado, a nossa atual versão é muito mais benevolente, pois este gênio:

a) inventa desejos para as pessoas;

b) persuade as pessoas de que estes desejos são delas próprias e, em seguida, solicita ativamente que elas exijam sua realização;

c) convence as pessoas de que a realização destes desejos são seus direitos naturais;

e, finalmente,

d) coloca-se no papel do "grande realizador".

O gênio é ardiloso. Ele consegue incutir esses objetivos dourados na mente das pessoas como se fossem desejos plenamente realizáveis. O gênio está em todas as áreas e camadas sociais, propagandeando seus dotes realizadores para todos os tipos de pessoas de todas as faixas de renda.

No entanto, seria muito difícil para este gênio realizar desejos caso as pessoas atendidas fossem acometidas por algum complexo de culpa por saberem que seus desejos se dão à custa do bolso alheio. Sendo assim, como faz o gênio para abolir esta culpa? Simples. Ele simplesmente transforma desejos em "direitos".

Exceto que, nesta maravilhosa terra do nunca, seria absurdo ressaltar o fato de que um mero desejo por melhorias materiais não cria automaticamente o direito de tais melhorias serem concretizadas. Um desejo não estabelece — em nenhum sentido moral ou ético — o direito de reivindicar a propriedade de terceiros.

No entanto, é exatamente isso o que é aceito como normal para a maioria das pessoas: cada cidadão tem o direito de reivindicar a propriedade alheia para satisfazer seus próprios desejos.

Quando as pessoas dizem ter direito à saúde gratuita, ao lazer gratuito, ao transporte gratuito, à educação gratuita, à cultura gratuita, ou mesmo a baixas tarifas de eletricidade, a um padrão de vida decente e aposentadorias fartas, elas simplesmente estão dizendo que têm o direito de confiscar a renda alheia para saciar suas próprias vontades. Estão dizendo, em suma, que possuem o direito de viver à custa dos frutos do trabalho alheio.

E onde estão as bases para esta reivindicação? Exato: na noção de que um desejo é um direito.

Toda a absurdidade desta ideia de que "meu desejo é um direito" se torna clara quando reduzimos o problema a um cenário em que há apenas você e eu. Teria eu o direito — moral, racional ou ético — de reivindicar a sua renda para mim?

A maioria das pessoas vitimadas por essa mágica transmutação de desejos em direitos irá responder a essa pergunta com um 'não'. No entanto, essas mesmas pessoas parecem não perceber que o problema não é alterado em nada se acrescentarmos mais uma pessoa, ou uma centena de pessoas, ou mesmo milhões de pessoas.

E, ainda que se contra-argumente dizendo que os números fazem sim a diferença e alteram toda a situação, então a pergunta inevitável é: qual seria o número mágico? Uma maioria? Sendo assim, não poderíamos então deduzir deste clichê ("a maioria decide") a indefensável ideia de que "o poder faz a razão"?

O gênio moderno, no entanto, deve ir ainda além para efetuar sua mágica. Afinal, não basta apenas criar desejos para as pessoas, convencê-las a aceitar esses desejos, e então solicitar a satisfação desses desejos. Igualmente, apenas transmutar desejos em direitos não faz o truque. O gênio deve ir além e não só se apresentar para fazer todo o trabalho como também ser popularmente aceito no papel de realizador de sonhos. Ser visto como um mero batedor de carteiras, alguém que rouba Pedro para dar a Paulo, destruiria todas as ilusões.

Assim, o gênio moderno, não tendo poderes sobrenaturais, não pode fazer chover maná dos céus. Sendo mundano, seu maná será de origem mundana. Não tendo nada que seja produzido por ele, seus "presentes" devem advir daquilo que ele confisca coercitivamente (pleonasmo intencional) de terceiros.

De acordo tanto com as leis da moral quanto com o código penal, aquele que se apossa da propriedade alheia sem o consentimento deste proprietário está cometendo um crime. Quando tal propriedade espoliada é a passada adiante e aceita por um terceiro, este é julgado como cúmplice do crime.

Eu não posso dar a alguém aquilo que não é meu. Assim, as benesses distribuídas pelo gênio não podem ser classificadas como presentes, mas sim como esbulho. Pessoas que vivem — ou que se beneficiam — deste arranjo, e que se orgulham dele, deveriam apenas ter a hombridade de dizer: "Vejam o que estamos fazendo com o esbulho que o governo nos repassa".

Esbulhar não é ajudar. Quem esbulha não é um ajudante. E quem aceita o produto do esbulho não está realmente sendo ajudado, mas sim corrompido.

Desejos, vontades e aspirações estão entre as mais importantes forças-motrizes do progresso humano, da evolução e da ascensão. O que está em debate aqui são apenas os meios desta gratificação.

Aqueles que rejeitam esquemas ilusórios não estão proibindo terceiros de terem uma boa vida. Estão simplesmente mostrando que essas panacéias políticas, insustentáveis no longo prazo, podem apenas gerar finais desoladores. Nenhum final positivo e moral pode ser alcançado pela escolha de um caminho errado e imoral.

O arranjo que é o maior gratificador de necessidades e desejos humanos já criado — quando seu funcionamento é livre e permitido — é aquele que permite e incentiva as transações voluntárias, o comum acordo, a responsabilidade própria e a liberdade de oportunidades. Ele respeita o direito de cada indivíduo de usufruir a renda do seu próprio trabalho. Acima de tudo, ele respeita a propriedade honestamente adquirida. Esse arranjo é o livre mercado. Em seu estandarte está escrito "liberdade individual".

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Conclusão

Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros. Se não fosse por este corrompido encanto de que é possível ter algo em troca de nada, as pessoas há muito já teriam rejeitado a ideia de que desejos implicam direitos.

No entanto, à medida que cada vez mais benesses vão sendo acrescentadas à lista de "direitos", as pessoas estão se tornando cada vez mais propensas a acreditar que o esbulho disponibilizado por esses direitos inventados é moralmente superior aos fardos que eles impõem a terceiros.

Se a atual tendência desta noção de que desejos são direitos não for revertida, nossa cobiça pela propriedade alheia irá nos corromper ainda mais.

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autor

Leonard Read
foi o fundador do instituto Foundation for Economic Education -- o primeiro moderno think tank libertário dos EUA -- e foi amplamente responsável pelo renascimento da tradição liberal no pós-guerra.

  • JOSE F F OLIVEIRA  13/11/2017 14:26
    Quantas décadas precisarão para REVERTER essa cultura burra e enviesada ?
  • Constatação  13/11/2017 14:48
    Aqui em banânia e num palpite otimista, talvez umas três gerações (considerando 20 anos para cada). Isso se uma mudança drástica na mentalidade das pessoas, no sistema educacional e no papel do poder público começasse a acontecer HOJE. E havendo boa vontade para tal. Senão, creio que 80 ou 100 anos seria uma expectativa mais adequada.
  • Kantynho  13/11/2017 16:29
    Concordo com sua observação. Acredito que daqui mais ou menos 80 pra 100 anos pras coisas começarem a se ajeitar.
  • Mídia Insana  13/11/2017 15:29
    Até o imigrante ilegal sente pretensão ao dinheiro dos outros sem ter contribuído um centavo ao sistema. Imagina dizer ao cidadão idoso quem foi espoliado a vida inteira que ele não tem direito à "saúde pública", à "previdência" ou a quaisquer direitos previstos pela seguridade social. Ou dizer isso ao veterano de guerra, por exemplo.

    Não acho que educação sobre a falácia dos direitos positivos faça diferença.

    Há libertários mais conhecedores de filosofia e economia que nós dois juntos e eles aceitam salários do governo. Nenhum vai rejeitar seu pagamento e ficar desempregado porque o dinheiro vem da coerção estatal. Se gente verdadeiramente educada está aceitando algo do estado, imagina o cidadão que escutou a mitologia estatal por 60+ anos?

    A única forma que eu vejo de reverter a situação é simplesmente esperando o estado ficar sem dinheiro e ter de cortar os "direitos" por falta de fundos. Mas mesmo assim, a ideia de que tais "direitos" eram morais e corretos agitará a população para eleger algum "campeão do povo" para trazê-los seus direitos de volta assim que possível. Somente aí entra a importância da educação e o ativismo intelectual libertário em impedir a repetição da tragédia.

    O sistema estatal desabará organicamente, queira o povo ou não.
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  14/11/2017 09:45
    Será que o dinheiro estatal irá acabar ? Porque existem impressoras de dinheiro ? Está aí um algo que desconfio que aconteça sem sabermos : montanhas de dinheiro são impressas para cobrir rombos. Ou, basta alterar dígitos de contas governamentais. Sei lá. ACho que tudo isso é uma grande farsa.
  • Felipe  14/11/2017 14:21
    Não sei se foi a intenção, mas esse artigo foi feito sob medida pra você.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2800
  • Victor Magno  13/11/2017 17:40
    Eles partidos/corporações investem na ignorância, e talvez por isto; este mundo nunca mude.

    Os pobre/classe media defendem que o governo puna os ricos com impostos para oferecer melhores condições e mais direitos aos coitadinhos. Mas o que os coitadinhos não sabem e que estão punindo a si mesmos.

    Os verdadeiramente ricos/corporações/pessoas com inteligencia financeira montam Sociedades anônimas (S/A) para obter incentivos e isenções fiscais, e tem investimentos cuja liquidez cobrem seus gastos e impostos.

    Os governos não vão punir as corporações que são responsáveis por 40% dos empregos e pagam (ao menos pagavam) suas campanhas. A alternativa é oferecer direitos para ganhar idiotas uteis votantes e depois punir eles com os mesmos impostos dos direitos que eles pediram. (OS FAMOSOS IMPOSTOS INDIRETOS que ninguém conhece)

    Se ensinassem na escola como é difícil abrir uma empresa, a burocracia, ter que passar fome e dar 80% do lucro para pagar empregados nos primeiros 3 anos devido aos altos impostos. Ensinassem sobre finanças, inflação e poder de compra. E principalmente sobre investimentos. O MUNDO SE CONSERTARIA SOZINHO.

  • Francisco  13/11/2017 14:48
    O problema é que ninguém mais tem autossuficiência e autoconfiança. Todo mundo quer apenas o caminho mais fácil e que garante a vida boa o mais rapidamente possível, não importa quão imoral e antiético seja isso. A clássica confusão entre 'desejos', 'necessidades', 'direitos' e 'deveres' segue ferrando com a cabeça de muitas pessoas.

    Além do aumento da quantidade de megafones e da penetração das redes sociais -- que servem para exigir direitos recém-criados --, a sociedade é hoje formada por uma geração que nunca realmente passou por uma crise econômica grave (essa última é peanuts perto do que o país vivenciou na década de 1980). Vários obstáculos reais já foram removidos pelo capitalismo e pelo trabalho das gerações anteiores, de modo que a geração atual quer gratificação instantânea para tudo, e sem ter de passar pelo fardo do trabalho pesado de seus antecessores.

    Até que as pessoas mais velhas aprendam a dizer não -- inclusive para essa casta de funcionários públicos sultões que se acham no direito de viver nababescamente à custa dos desdentados -- não haverá progresso. A autossuficiência e a autoconfiança já viraram coisas obsoletas.
  • Individualista coletivo  13/11/2017 15:10
    "Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros."

    Como assim sem ter desempenhado nada ?

    As pessoas pagam IMPOSTOS

    Já ouviu falar em Consórcio ? Vaquinha ? Pois é...

    Reza a lenda que se tiver mais gente envolvida, o fornecedor ainda dá um desconto maior.
  • Alexandre  13/11/2017 16:20
    Sua ironia foi boa. De fato, essa mentalidade é a melhor de todas. "Ei, já que eu pago impostos, então tenho o direito de receber absolutamente tudo o que eu quiser de graça!" E aí simplesmente não há fim para as demandas, que são infinitas por definição.

    E o interessante é que ninguém leva essa lógica à sua conclusão suprema e inevitável: se eu tenho direito a tudo pelo simples fato de pagar imposto, então a escassez foi abolida. E o governo de fato é capaz de fazer cair maná dos céus.

    O governo é capaz de transformar a escassez em abundância ao simplesmente coletar impostos ou imprimir dinheiro. Vide a Venezuela.

    P.S.1: normalmente, as pessoas que mais exigem direitos são as que menos pagam impostos. Funça, por exemplo, paga zero de impostos (entenda por que aqui) e é o que mais exige mordomias.

    P.S.2: mesmo pagando imposto, é impossível exigir algo do estado -- mesmo pagando impostos -- sem que isso afete terceiros inocentes. Entenda por que aqui.
  • Individualista coletivo  13/11/2017 16:28
    Seu raciocínio ja está errado na primeira linha.

    Se eu pago imposto então não é de graça.

  • Constatação  13/11/2017 16:25
    A raiz do erro: "cumpro meus deveres para com o estado, então quero meus direitos".
  • Individualista coletivo  13/11/2017 18:21
    Não há erro.

    É constitucional.

    Igual ao seu direito de PROPRIEDADE.

  • Individualista coletivo  13/11/2017 18:31
    O maior erro das pessoas aqui desse site é o individualismo exacerbado.

    Com individualismo nem capitalismo se faz.

    Você precisa que as pessoas sigam as regras. A regra é coletiva, não é individual.

    Como alguém havia comentado...Somos mimados ? Talvez... um país que nunca sofreu uma guerra de nível mundial talvez seja um país mimado mesmo. Pessoas egoístas, sem nenhum senso de cidadania. Não sabem o que é ter que se unir, se organizar para se reconstruir.

    Eu vou dar um simples exemplo para os libertários refletirem. Um edifício... cada morador pode fazer a reforma nos seus próprios apartamentos, cada um pode ser egoísta. Mas o prédio uma hora vai se desgastar. Os elevadores, as escadas, a estrutura do prédio vai cair SE os moradores não agirem coletivamente, não fizeram as reformas pensando na COLETIVIDADE. É assim que a ideia de impostos e serviços públicos funciona.

  • Pedro  13/11/2017 16:27
    "Eu pago imposto, tenho direito".

    Então o fato de você ser pilhado deve lhe dar o direito de pilhar os outros para que você seja subsidiado?.

    Infelizmente, esses anos e anos de doutrinação esquerdista nas escolas criou um bando de pessoas mimadas que acreditam terem o direito de serem sustentadas pelos outros. E isso independe de classe social. Vale para pobres, classe média, empresários, atores e artistas, cientistas, intelectuais e etc...

    Todos acreditando que têm o direito de serem sustentados pelos outros. E o resultado qual foi? Uma legião de bebês chorões cuja única coisa que sabem fazer é "berrar" para conseguir um pouco da "mamadeira".

    E infelizmente pelo andar da carruagem será muito difícil reverter esse ideal socialista, até porque o próprio Judiciário já incorporou tal aspecto e ele também será um grande entrave para essa mudança.
  • Bernardo  13/11/2017 16:32
    "até porque o próprio Judiciário já incorporou tal aspecto e ele também será um grande entrave para essa mudança."

    O judiciário e seus membros são o principais propagadores e usufrutuários desta ideia.
  • Tarantino  14/11/2017 01:16
    Na verdade, é algo que beira o surreal, pessoas exigindo direitos à custa do dinheiro alheio...só que estas mesmas pessoas que exigem seus direitos também são exploradas por outros, que por sua vez também exigem seus direitos, e assim por diante. No final, é um enrabando o outro numa suruba que não tem fim.
    Mas convenhamos, se eu sou obrigado a pagar por serviços que não contratei voluntariamente, sob pena de retaliação por parte do estado, não acho injusto clamar por aquilo que eu já paguei, mesmo contra minha vontade. O difícil é realmente definir o que realmente eu teria direito a usar, de acordo com o montante que paguei, já que o dinheiro dos impostos se desvanece misteriosamente e eu sequer sei onde ele foi parar...
  • Eduardo  13/11/2017 16:38
    Foi o Thomas Sowell quem melhor resumiu:

    "O argumento utilizado pelos defensores da saúde pública é o de que os custos da saúde são altos demais. Sendo assim, a população não tem condições de arcar com médicos, hospitais e remédios. Consequentemente, os serviços de saúde têm de ser fornecidos pelo estado.

    Mas se a população não pode bancar médicos, hospitais e remédios, então como é que ela poderá bancar médicos, hospitais, remédios e mais toda uma burocracia federal para administrar todo este sistema de saúde estatal?"

    E completou:

    "Quando você quer um "serviço grátis", o que você realmente está querendo é dar o seu dinheiro para um burocrata do estado, que então irá repassá-lo terceiros escolhidos por políticos, os quais irão prover o serviço de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não por você, consumidor."
  • Lawrence  13/11/2017 16:39
    Sempre vale repetir.

    Para algo ser um direito, seu usufruto não pode levar a nenhum conflito ou a nenhuma contradição lógica.

    Se uma pessoa tem um determinado direito, então todos os outros seres humanos devem logicamente ter esse mesmo direito. Não pode haver conflito. Um indivíduo não pode, sem cair em contradição, alegar que possui um direito humano e, ao mesmo tempo, negar esse direito para terceiros. Fazer isso seria o equivalente a admitir que esse direito não é realmente um direito "humano", mas, aí sim, um privilégio.

    Adicionalmente, tem de ser possível que todos os indivíduos possam usufruir esse suposto direito simultaneamente. Se, quando eu exerço um direito que alego possuir, estou fazendo com que seja impossível outra pessoa exercer esse mesmo direito ao mesmo tempo, então minha ação implica que este suposto direito não é inerente à natureza humana. Minha ação implica que tal direito é apenas meu, e não de outra pessoa.

    Suponha que eu alegue ter o direito de receber serviços de saúde ou de educação gratuitos.

    Se tal alegação significa que eu terei acesso a estes serviços sempre que eu quiser ou necessitar (e o que mais ela significaria?), então tem de haver outra pessoa com o dever de me fornecer estes serviços. Ou então, ainda mais realisticamente, tem de haver outra pessoa com o dever de pagar para que eu receba estes serviços.

    Médicos e professores não trabalham de graça. E nem deveriam. Logo, se eu quero que eles me forneçam serviços gratuitos, então uma terceira pessoa tem de ter sua renda (propriedade) confiscada para bancar os serviços destes médicos e professores.

    E aí começa a contradição: essa outra pessoa não mais tem o mesmo direito que eu tenho. Meu direito é receber serviços gratuitos; o "direito" dela é me fornecer — ou financiar — estes serviços. Meu direito criou um dever para essa pessoa: ela agora é obrigada a efetuar uma ação que ela não necessariamente queria efetuar. Embora nós dois sejamos humanos, a liberdade de escolha dessa pessoa foi subordinada à minha liberdade de escolha. Aquele direito que concedi a mim (saúde e educação gratuitos) está sendo negado a esta outra pessoa, pois ela, ao ficar com o fardo de pagar pela minha saúde e educação, perdeu seu "direito" à educação e saúde gratuitos.

    Para que eu adquirisse um direito, essa pessoa teve de arcar com uma obrigação.

    Pior ainda: ela teve sua propriedade espoliada, o que seria uma flagrante agressão ao seu direito de propriedade.

    Aplique esse mesmo raciocínio a coisas como moradia, transporte, alimentação, lazer, seguro-desemprego etc. Ao dizer que você tem o direito de usufruir estes bens e serviços gratuitamente, você está necessariamente dizendo que terceiros têm a obrigação de fornecer (ou financiar) tais coisas a você.

    Você pode acreditar que tem o direito à moradia, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a pagar por sua moradia.

    Você pode acreditar que tem o direito ao transporte gratuito, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a pagar pela sua locomoção.

    Você pode acreditar que tem o direito ao lazer, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a bancar — ou subsidiar — o seu lazer.

    Você pode acreditar que tem o direito à saúde, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a pagar pelos seus serviços de saúde.

    Você pode acreditar que tem o direito à educação, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a pagar pela sua escola ou faculdade.

    Todos esses "direitos" exigem que haja uma transferência forçada de recursos (propriedade) de alguns pagadores de impostos para outros cidadãos.

    Nenhum desses "direitos" configura um direito humano. Dado que eles significam que indivíduos irão receber saúde, educação, moradia, comida e lazer independentemente do desejo das outras pessoas, então eles não representam direitos humanos fundamentais.

    Todos nós temos o direito fundamental de nos oferecermos para comprar ou vender serviços de saúde, educação, moradia, comida e lazer nos termos que quisermos; porém, se não encontrarmos terceiros dispostos a aceitar nossas ofertas, então não temos o direito de forçá-los a aceitá-las.

    Sempre que um suposto direito reivindicado por alguém impõe uma obrigação sobre outra pessoa, a qual agora será obrigada a efetuar uma ação, este suposto direito é uma fraude. Na realidade, ele é um privilégio. Ele não pode ser efetuado simultaneamente por ambas as partes sem que haja uma contradição lógica.

    Da próxima vez que você gritar "Eu tenho esse direito!", faça a si mesmo a seguinte pergunta: "E de quem é a obrigação?"

    Se houver um fardo recaindo sobre um terceiro, o qual agora terá a obrigação de fazer qualquer outra coisa que não seja não coagir você, pergunte-se: "Por que teria eu o direito de subordinar aquela pessoa aos meus caprichos?"
  • Andre  13/11/2017 17:15
    Partindo do princípio de que a afirmação "Pago impostos, quero meus direitos" seja correta, pelo menos matemática financeira básica você deve conhecer:

    Dado que a renda per capita BR está em US$8.600,00 por ano, carga tributária no BR de 33%, considerando 100% de eficiência na conversão de impostos em serviços públicos e câmbio de R$3,30:

    (8600x0,33x1x3,3)= R$9.365,40, na mais impossível das utopias é este o valor máximo que você pode receber hoje do estado brasileiro, 9 mil reais para dar conta de educação, saúde, reparo de vias públicas, segurança, programas sociais, forças armadas, investimentos em infraestrutura, aposentadoria entre outros.

    Se você acha que 9 mil reais chegam para tudo isso, não entende o mínimo de dinheiro e merece ter roubado cada tostão via impostos e recebendo os mesmíssimos serviços públicos estatais que está recebendo.
  • Tarantino  14/11/2017 01:29
    Mas o fato é que realmente temos, por 9.000,00 por ano, ruas, hospitais, forças armadas, etc...tudo de baixa qualidade, mas temos. Se formos pensar assim, está até barato. É um lixo, mas coisas boas custam caro. Fazer o quê, aumentar os impostos? Sou completamente a favor das privatizações, mas aqui no Brasil, quanto custaria para ter essas mesmas coisas feitas pela iniciativa privada? Sei que as empresas privadas são mais eficientes e a concorrência é algo saudável e favorece os consumidores, mas em números reais, quanto custaria tudo isso feito privadamente?
  • Andre  14/11/2017 18:12
    Tarantino obrigado pela resposta, os 9 mil reais são como disse "na mais impossível das utopias " onde o estado devolve 100% dos recursos dos impostos e taxas em serviços. Colocando o peso da realidade na análise: Segundo o impostômetro 2016 foram roubados da população 2 trilhões de reais e 80% do orçamento dos governos são para pagar aposentados, funças e juros da dívida pública, o restante deste dinheiro é que de fato vai ser aplicado para prover serviços públicos e investimentos para os 200 milhões de habitantes do país:

    (2trilhões x (1-0,8) / 200 milhões= R$2.000 por habitante por ano para, infraestrutura, recursos para segurança, educação, saúde, manutenção de vias e iluminação pública, forças armadas, programas sociais, juros subsidiados para programas habitacionais, entre outros, sem contar a corrupção.

    A conta correta é: Você trabalhador produtivo e na ativa está pagando R$9000 e recebendo R$2000 faz sentido pra você continuar neste arranjo?
  • Tarantino  15/11/2017 15:44
    Entendi, grato pelo esclarecimento. Realmente, o problema maior é mesmo a tal da Lei de Gérson.
  • Fernando U.  13/11/2017 17:19
    Se existe uma lição de economia que todo indivíduo precisa saber é esta:

    Tudo o que o estado tem, saiu do seu bolso. Tudo o que estado gasta, é você quem paga.

    Agora pense: se você quiser comprar algo, qual seria o melhor arranjo: você usar o seu dinheiro e comprar para si mesmo, ou dar o seu dinheiro para um burocrata do estado comprar para você?

    Quando você quer "transporte grátis", o que você realmente está querendo (sem saber) é dar o seu dinheiro para um burocrata do estado, que então irá repassá-lo para uma empresa escolhida por políticos, a qual irá prover o serviço de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não por você, consumidor.

    Você realmente acha que isso vai dar certo?

    Não faz sentido dizer que aquilo que é caro para ser comprado diretamente ficará mais barato se você repassar seu dinheiro para burocratas e políticos, os quais irão intermediar o serviço para você.

    Aliás, na prática, o arranjo é ainda pior, pois você paga ao estado na forma de impostos, os quais, no fim, formam uma espécie de saco sem fundo do qual o governo se utiliza para sacar todo o dinheiro coletado e "alocá-lo" de acordo com as demandas populares. Isso significa que você não paga exatamente pelo que quer e, por consequência, o governo não gasta exatamente naquilo que você está demandando.

    Os dois lados estão cegos. Um não sabe pelo quê está pagando; o outro não tem como saber onde e quanto gastar. Não existe pior forma de se fornecer um serviço.

    Resultado? Serviços péssimos e que custam muito caro (embora você ache que sai de graça).

    Essa lição é igualmente válida para a educação, para a saúde — é por isso que se diz que o SUS é o serviço de saúde gratuito mais caro do mundo —, e para qualquer serviço ofertado pelo estado, mesmo que por meio de empresas terceirizadas.

    Da próxima vez que quiser qualquer coisa do estado, lembre desta lição: o estado custa caro e é ineficiente por definição. E continuaria sendo assim mesmo que fosse gerido por anjos e santos.
  • Andre  13/11/2017 15:12
    — Se o brasileiro soubesse tudo o que sei, tendo visitado 15 penitenciárias masculinas e femininas, seria muito difícil dormir — completou.


    Cármen Lúcia ainda rebateu os críticos e os desafiou a assumir o seu lugar e fazer o que faz. Para ilustrar o momento atual do Brasil, a ministra citou um trecho do poema "Nosso Tempo", do mineiro Carlos Drummond de Andrade: "Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos/ As leis não bastam/ Os lírios não nascem da lei/ Meu nome é tumulto, e escreve-se na pedra."
  • Pensador Consciente  13/11/2017 16:26
    É triste viver em uma sociedade imbecilizada,mas precisamos resistir com firmeza pois reformas precisam ser feitas,apesar de sermos libertários anti-estado,mas se tivermos de conviver com o leviatã que ele seja desinflado para alegria dos nossos bolsos.
  • Emerson  13/11/2017 16:40
    Os direitos que o governo cria sempre são privilégios para algumas pessoas e obrigações ou ônus para outras. Em nome da igualdade, monta-se uma hierarquia de seres humanos. Uma pessoa deveria ser respeitada por seu valor intrínseco como indivíduo humano, não por fazer parte do grupo A ou B.
  • Silvio  13/11/2017 16:52
    Grande artigo! No fundo, tudo tem como base aquela velha confusão entre "deveria ser assim" e "tem de ser assim".

    O fato de que A deveria ajudar B -- pois isso é a coisa certa e moral a ser feita -- não significa que A deve ser obrigado a sustentar B.

    A ideia de que é muito mais humano utilizar a riqueza excedente para criar ainda mais riqueza futura do que consumi-la para imediatamente satisfazer algum desejo de outrem é algo totalmente desconhecido e inimaginável para várias pessoas hoje.
  • Walter  13/11/2017 17:05
    Eis como vejo:

    1) Logo após nascermos queremos sobreviver;

    2) Para sobrevivermos, temos de nos alimentar. Para isso, recorremos às nossas mães.

    3) Só que após nossas mães terem cuidado de nós, vem o susto: descobrimos que se quisermos comer temos de trabalhar e produzir.

    4) E, além de comida, também precisamos de roupas e abrigo, o que requer mais trabalho e produção.

    5) Uma vez satisfeitas essas necessidades básicas, é possível finalmente começar uma civilização.

    Essa foi a história da nossa evolução. Consequentemente, ninguém tem nenhum direito de coagir terceiros desconhecidos para receber de mão beijada comida, emprego, abrigo e roupas. Essas são as necessidades básicas da vida e devem ser adquiridas em troca de sua produção. Você só pode demandar algo se antes tiver produzido. Nada mais moral do que isso.

    E, se é imoral escravizar terceiros para conseguir coisas básicas e essenciais como comida, roupas e abrigos, que dirá para lazer, transporte, educação e mudança de sexo.
  • Venceremos  13/11/2017 18:31
    Capitalismo é a exploração
    Desde os primórdios à globalização
    Esse é o rap da desigualdade
    Mc Leandrinho, essa é a hora da verdade!

    Na política, só tem corrupção
    Tudo privatizado, até os meios de produção
    As multinacionais só fazem explorar
    Mão de obra barata já sabem onde encontrar:

    Brasil, África, China, Índia
    Nações atrasadas, subdesenvolvidas
    Resultado de colônias exploradas e fodidas
    Monopólio de comunicação
    Pessoas escravas de uma opinião
    Alienação! Se liga no meu rap então

    Proletariado do mundo inteiro, uni-vos
    Essa é a mensagem que deixo pros meus amigos
    Tenha fé, acredite de novo
    Mas não se esqueça: religião é o ópio do povo
    Eu sei que o homem é seu próprio lobo
    Nada é tão bonito quanto se vê na Globo

    É foda, foda é olhar pro outdoor e ver:
    Não dá pra ter aquilo pra você

    Coca, Nike, Puma, Adidas:
    Exploradoras! Todas elas são bandidas!
    Concentração de renda, hipocrisia
    Fazem a sociedade mais injusta cada dia
    Condições subhumanas, baixos salários
    É a situação dos atuais proletários
    Não se perca, fique sempre ligado
    Pra não se tornar mais um alienado!

    Olha só, cara, o efeito que o sistema fez
    Essa aqui é pra você, burguês!
  • Tarantino  14/11/2017 01:34
    Os EUA, Canadá, Austrália foram colônias, e hoje são os países mais desenvolvidos.
    Por outro lado, o Nepal, Tibete e Etiópia jamais foram colônias, e a situação é péssima.
    Então, esse papo de colocar a culpa no colonialismo pelas desgraças não funciona.
  • Leigo  14/11/2017 10:55
    Seja lá quem postou, espero que volte e leia os seguintes artigos, ou continue sem saber o que o IMB defende, abraços.

    Capitalismo é a exploração
    Desde os primórdios à globalização
    Esse é o rap da desigualdade
    Mc Leandrinho, essa é a hora da verdade!

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2723

    Na política, só tem corrupção
    Tudo privatizado, até os meios de produção
    As multinacionais só fazem explorar
    Mão de obra barata já sabem onde encontrar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2457
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1927
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=973
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=204
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1376

    Brasil, África, China, Índia
    Nações atrasadas, subdesenvolvidas
    Resultado de colônias exploradas e fodidas
    Monopólio de comunicação
    Pessoas escravas de uma opinião
    Alienação! Se liga no meu rap então

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=971
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1957
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=739
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1647

    Proletariado do mundo inteiro, uni-vos
    Essa é a mensagem que deixo pros meus amigos
    Tenha fé, acredite de novo
    Mas não se esqueça: religião é o ópio do povo
    Eu sei que o homem é seu próprio lobo
    Nada é tão bonito quanto se vê na Globo

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1856
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=834
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1026

    É foda, foda é olhar pro outdoor e ver:
    Não dá pra ter aquilo pra você

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2427
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2665
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=761
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1741

    Coca, Nike, Puma, Adidas:
    Exploradoras! Todas elas são bandidas!
    Concentração de renda, hipocrisia
    Fazem a sociedade mais injusta cada dia
    Condições subhumanas, baixos salários
    É a situação dos atuais proletários
    Não se perca, fique sempre ligado
    Pra não se tornar mais um alienado!

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2619
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1946
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=204
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1654
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2332
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=339

    Olha só, cara, o efeito que o sistema fez
    Essa aqui é pra você, burguês!

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1176
  • Paulo Hern any de Araujo  13/11/2017 18:41
    Mais pagar eu sou obrigado,ne?
  • Luiz Moran  13/11/2017 18:57
    A melhor definição de propriedade foi feita pelo Papa Leão XIII: " Trabalho Acumulado".

    Quer moradia ?
    - Vai trabalhar, e, ajude a tirar o governo das nossas vidas.
  • graice kelly de oliveira silva  13/11/2017 19:20
    Todo direito tem um custo que retorna a toda coletividade. Excelente artigo. Lamentavelmente nossa jurisprudência não compreende as reais funções do Estado. Garantir oportunidade de todos buscarem seu próprio sustento é diferente de garantir que ninguém passe fome ou todos tenham o mesmo nível.
  • Pessoa de bem  13/11/2017 20:17
    "Querer ter acesso a bens e serviços sem ter desempenhado nada a ninguém significa simplesmente querer escravizar terceiros".

    Gostaria de saber quem são essas pessoas que não desempenham nada a ninguém e que escravizam as outras.
    Por acaso são aquelas que não têm dinheiro para pagar um hospital e recorrem ao SUS? Aquelas que não podem pagar uma escola particular e entram em uma pública? Ou simplesmente aquelas que usam o asfalto em frente à própria casa, a eletricidade e a água encanada?

    E quem é escravizado? A comunidade von Mises e todos esses trabalhadores que aqui comentam?

    Por que a manada do "pensamento" libertário não luta primeiro contra os impostos? Tirar direito é muito fácil, só precisa de meia dúzia de evangélicos e ruralista, quero ver conseguir diminuir a carga tributária...


  • ...e que quer privilégios  13/11/2017 20:39
    "Gostaria de saber quem são essas pessoas que não desempenham nada a ninguém e que escravizam as outras."

    Qualquer uma cujos proventos não ocorram no mercado livre, mas sim via corporativismos e privilégios. Isso inclui funcionários públicos, grandes empresários que vivem de subsídios, e parasitas (ricos e pobres) que não trabalham.

    "Por acaso são aquelas que não têm dinheiro para pagar um hospital e recorrem ao SUS? Aquelas que não podem pagar uma escola particular e entram em uma pública?"

    Também, muito embora a maioria dessas pessoas paga impostos indiretos, e, assim estão pagando por esses serviços porcos. Se elas estão satisfeitas com isso e querem manter esses arranjo, não é por mim.

    E, justiça seja feita, nunca vi passeata de pobre exigindo mais saúde e educação gratuitas. Isso sempre foi movimento de gente bacana e endinheirada, normalmente estudantes de classe média e sindicatos de funcionários públicos.

    "Ou simplesmente aquelas que usam o asfalto em frente à própria casa, a eletricidade e a água encanada?"

    Idem acima.

    "E quem é escravizado?"

    Qualquer um que trabalhe e produza no setor privado e tenha a sua renda confiscada pelo governo, que então irá distribuí-la para todos os parasitas (pobres e ricos) supracitados.

    "Por que a manada do "pensamento" libertário não luta primeiro contra os impostos?"

    Tá de zoeira, né? Ora, mas isso é tudo o que este Instituto fazer. Seja bem-vindo. Vou lhe dar apenas dois aperitivos. Aí você procura mais por conta própria.

    Impostos nada mais são do que roubo legalizado

    Impostos, moralidade e ética

    "Tirar direito é muito fácil, só precisa de meia dúzia de evangélicos e ruralista, quero ver conseguir diminuir a carga tributária..."

    Direito? Você nem sabe o que é direito. Só é direito aquilo que não é dever para terceiros. Você confunde direito com privilégio.

    Para algo ser um direito, seu usufruto não pode levar a nenhum conflito ou a nenhuma contradição lógica.

    Se uma pessoa tem um determinado direito, então todos os outros seres humanos devem logicamente ter esse mesmo direito e poder usufruí-lo simultaneamente. Se, quando eu exerço um direito que alego possuir, estou fazendo com que seja impossível outra pessoa exercer esse mesmo direito ao mesmo tempo, então minha ação implica que este suposto direito é apenas meu, e não de outra pessoa. Ou seja, é um privilégio.

    Suponha que eu alegue ter o direito de receber serviços de saúde ou de educação gratuitos.

    Se tal alegação significa que eu terei acesso a estes serviços sempre que eu quiser ou necessitar (e o que mais ela significaria?), então tem de haver outra pessoa com o dever de me fornecer estes serviços. Ou então, ainda mais realisticamente, tem de haver outra pessoa com o dever de pagar para que eu receba estes serviços.

    Médicos e professores não trabalham de graça. E nem deveriam. Logo, se eu quero que eles me forneçam serviços gratuitos, então uma terceira pessoa tem de ter sua renda (propriedade) confiscada para bancar os serviços destes médicos e professores.

    E aí começa a contradição: essa outra pessoa não mais tem o mesmo direito que eu tenho. Meu direito é receber serviços gratuitos; o "direito" dela é me fornecer — ou financiar — estes serviços. Meu direito criou um dever para essa pessoa: ela agora é obrigada a efetuar uma ação que ela não necessariamente queria efetuar. Embora nós dois sejamos humanos, a liberdade de escolha dessa pessoa foi subordinada à minha liberdade de escolha. Aquele direito que concedi a mim (saúde e educação gratuitos) está sendo negado a esta outra pessoa, pois ela, ao ficar com o fardo de pagar pela minha saúde e educação, perdeu seu "direito" à educação e saúde gratuitos.

    Para que eu adquirisse um direito, essa pessoa teve de arcar com uma obrigação.

    Pior ainda: ela teve sua propriedade espoliada, o que seria uma flagrante agressão ao seu direito de propriedade.

    Aplique esse mesmo raciocínio a coisas como moradia, transporte, alimentação, lazer, seguro-desemprego etc. Ao dizer que você tem o direito de usufruir estes bens e serviços gratuitamente, você está necessariamente dizendo que terceiros têm a obrigação de fornecer (ou financiar) tais coisas a você.

    Você pode acreditar que tem o direito à moradia, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a pagar por sua moradia.

    Você pode acreditar que tem o direito ao transporte gratuito, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a pagar pela sua locomoção.

    Você pode acreditar que tem o direito ao lazer, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a bancar — ou subsidiar — o seu lazer.

    Você pode acreditar que tem o direito à saúde, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a pagar pelos seus serviços de saúde.

    Você pode acreditar que tem o direito à educação, mas você não tem o direito de obrigar terceiros a pagar pela sua escola ou faculdade.

    Todos esses "direitos" exigem que haja uma transferência forçada de recursos (propriedade) de alguns pagadores de impostos para outros cidadãos.

    Nenhum desses "direitos" configura um direito humano. Dado que eles significam que indivíduos irão receber saúde, educação, moradia, comida e lazer independentemente do desejo das outras pessoas, então eles não representam direitos humanos fundamentais.

    Todos nós temos o direito fundamental de nos oferecermos para comprar ou vender serviços de saúde, educação, moradia, comida e lazer nos termos que quisermos; porém, se não encontrarmos terceiros dispostos a aceitar nossas ofertas, então não temos o direito de forçá-los a aceitá-las.

    Sempre que um suposto direito reivindicado por alguém impõe uma obrigação sobre outra pessoa, a qual agora será obrigada a efetuar uma ação, este suposto direito é uma fraude. Na realidade, ele é um privilégio. Ele não pode ser efetuado simultaneamente por ambas as partes sem que haja uma contradição lógica.

    Da próxima vez que você gritar "Eu tenho esse direito!", faça a si mesmo a seguinte pergunta: "E de quem é a obrigação?"

    Se houver um fardo recaindo sobre um terceiro, o qual agora terá a obrigação de fazer qualquer outra coisa que não seja não coagir você, pergunte-se: "Por que teria eu o direito de subordinar aquela pessoa aos meus caprichos?"
  • Humberto  13/11/2017 22:01
    Todo e qualquer indivíduo possui apenas três direitos:

    1) O direito de que não retirem a sua vida;

    2) O direito de que não retirem sua propriedade honestamente adquirida (o que inclui sua renda);

    3) E o direito de que não restrinjam a sua liberdade quando esta não interfere com a de ninguém.

    Esses são os direitos naturais, os quais cada ser humano possui pelo simples fato de serem humanos.

    E são direitos inquestionáveis (lógicos, éticos e morais) exatamente porque podem ser exercidos sem impor deveres a ninguém.

    Qualquer outro "direito" é simplesmente uma desculpa para privilégios.
  • Estevao  13/11/2017 21:52
    Alguém poderia me explicar a seguinte situação ? Sei que não tem nada a ver com o post.
    Então, lá vai: li uma certa vez que os seres humanos nascem pobres e na miséria. Mas e é filho do Cristiano Ronaldo, por exemplo, ele nao nasce pobre. Alguém poderia me explicar isso ?
  • Gutierrez   13/11/2017 22:04
    Desculpe, mas qual exatamente é a sua dificuldade?

    Ah, quer saber por que o CR é rico? Por isso aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2515
  • Estevao Miguel  14/11/2017 10:27
    respondeu um pouco da minha duvida. O que questionei é a situação de "vantagem" do filho do CR7 em relaçao a outras pessoas . Visto que segundo o proprio site (IMB) os seres humanos nascem inerentemente pobres e devem construir alguma riqueza. Neste caso essa teoria esta refutada, certo ?
  • Guilherme  14/11/2017 11:31
    Não, campeão. Você consegue ser melhor do que isso.

    O que sempre é dito, e que é algo irrefutável, é que a pobreza é a condição natural do ser humano.

    A pobreza sempre foi a norma; a pobreza sempre foi a condição natural e permanente do homem ao longo da história do mundo.

    Em qualquer lugar em que não haja empreendedorismo, respeito à propriedade privada, segurança jurídica, acumulação de capital e investimento, a pobreza será a condição predominante. Isole um grupo de pessoas em uma ilha, peça para que elas não tenham nenhuma livre iniciativa, proíba a propriedade de bens escassos, e você verá que a pobreza será a condição geral e permanente dessas pessoas.

    Em termos gerais, indivíduos em particular ou nações inteiras em geral são pobres por uma ou mais das seguintes razões: (1) eles não podem ou não sabem produzir muitos bens ou serviços que sejam muito apreciados por outros; (2) eles podem e sabem produzir bens ou serviços apreciados por outros, mas são impedidos de fazer isso; ou (3) eles voluntariamente optam por ser pobres.

    Por isso, o que é realmente desafiador é discutir as causas da riqueza; discutir o que realmente eleva as pessoas de sua condição natural (a pobreza) para a opulência e a fartura.

    Artigo sugerido:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1956
  • Heinrich  14/11/2017 07:19
    Se você estudou biologia evolutiva e economia sabe que o homem criou sua riqueza meio que do nada, na verdade, criou da propria relação com a natureza e propriedade.

    Então sim, o ser humano nasceu pobre, mas fomos aumentando nossa riqueza através da herança.
  • Leigo  14/11/2017 10:57
    Você deve ter lido que a condição natural do homem é a pobreza e se confundiu.
  • Enxugando Gelo  13/11/2017 22:01
    Será que um dia o capitalismo vai virar um caos, onde alguém constrói uma casa nova, no dia seguinte alguém compra e derruba para fazer um prédio ?
  • Marcelo  13/11/2017 22:07
    No dia em que isso ocorrer é porque já estaremos todos vivendo na extrema opulência e abundância. Afinal, apenas isso explicaria uma atitude que, ao menos hoje, seria considerada economicamente irracional e insensata.
  • Che  14/11/2017 00:15
    Tenho o desejo de que o estado promova a produção de medicamentos para atender a doenças negligenciadas. O mercado não interessa produzir bens que dão pouco lucro. Vejam o exemplo dos antibióticos, como a penicilina benzatina, que esta se tornando escassa em todo o mundo. Como não da lucro, poucos laboratório a produzem. O desenvolvimento de antibióticos não esta na ordem do dia da indústria farmacêutica, pois resulta em menos retorno que drogas para o diabetes e outras doenças crônico- degenerativas. Assim, os poucos antibióticos disponíveis enfrentam a resistência bacteriana e a eclosão de superbactérias. Não me importa do bolso de quem o estado vai sacar a grana para produzir antibióticos; pouco me importa quem será extorquido, desde que as pessoas que de outra forma iriam morrer de infecção por falta de antibiótico eficaz consigam ter acesso. Esse desejo é eticamente superior ao "direito natural" de não ser expoliado.
  • Heinrich  14/11/2017 07:13
    Mermão, se você acha que isso é tão importante, e acredita que há tantas pessoas que se preocupam com isso como você (pelo menos a ponto de eleger um representante que acredite nisso), por que você não faz uma vaquinha e financia essa droga voluntariamente? Divulga sei lá onde, convença as pessoas que é importante doar pra essa causa, assim como as pessoas já doam para várias outras causas. Não falta instituição de caridade no mundo APESAR do governo.

    Por que você TEM que OBRIGAR OS OUTROS a pagarem essa sua aparente preocupação moral no bem estar dos mais fracos? Muito fácil gozar com o pau dos outros não é mesmo? E o crédito ainda fica todo pra você "Che, o nobre homem que luta pelos doentes, de raras patologias, usando dinheiro compulsoriamente retirado dos outros". Parabéns, agora os outros que teriam remédio populares não vão ter mais grana pra comprar, vão morrer do mesmo jeito que as pessoas de doenças raras, aliás, vão morrer mais, porque além do dinheiro ter sido desviado da função original, a maior parte foi perdido pra manter a máquina pública "afinal o deputado Che precisa de sua verba de gabinete e salario e gastos de mais de 100 mil reais por mês para fazer todas essas """"boas ações em nome dos mais fracos"""" "

    Parece aquele Zé Celso conversando com o Silvio Santos
  • Leigo  14/11/2017 11:08
    Pois isso me parece um grande dispêndio de dinheiro que poderia ajudar em doenças demandadas pela população. Vamos supor que grande parte da população tem a doença "A", logo, como você disse, ao mercado interessa produzir medicamentos, ela é demandada e dará lucro. Porém uma parte muito pequena da população tem a doença "B", que não gera lucro. Pelo que entendi, você quis dizer que toda população, incluindo os doentes da doença "A" e "B" devem pagar impostos para salvar a muito pequena parte dos doentes de "B", fazendo com que os preços da doença "A" se elevem e nem todos possam ser curados. Além disso, os investimentos feitos pelo governo nem sempre são eficientes, gerando maior gasto. Quando você diz: "Não me importa do bolso de quem o estado vai sacar a grana para produzir antibióticos; pouco me importa quem será extorquido, desde que as pessoas que de outra forma iriam morrer de infecção por falta de antibiótico eficaz consigam ter acesso. Esse desejo é eticamente superior ao "direito natural" de não ser expoliado.", isso gerá uma anomalia tamanha que atrapalha a vida de muitos para privilegiar poucos. É assim com o SUS, o salário mínimo e a maioria dos direitos positivos.
  • Che  17/11/2017 18:00
    Doenças com grande número de casos geram demanda para manter um mercado livre e competitivo. A despeito disso existe oligopólio, e preços elevados dos medicamentos no mundo todo. Parece que as leis da ação humana falham em mercados intensivos em tecnologia, como a química fina. Daí o porque dos libertários combaterem o uso de patentes, para tentar corrigir falha grave na teoria, afinal se os fatos não se encaixam na teoria, mudam-se os fatos.
  • Mário Terán Salazar  17/11/2017 18:15
    "Doenças com grande número de casos geram demanda para manter um mercado livre e competitivo."

    Correto. Mas aí os governos via agências reguladoras, ministérios e tarifas protecionistas fecham o mercado para proteger suas empresas farmacêuticas nacionais e proibir a concorrência das farmacêuticas estrangeiras.

    No Brasil, ANVISA, ANS e Ministério da Saúde fazem isso com perfeição.

    A ANVISA existe para proteger as grandes empresas farmacêuticas da concorrência estrangeira, principalmente barrando a importação de remédios bons e baratos, o que faz com que os preços dos remédios, principalmente para os idosos, sejam estratosféricos.

    A ANS fechou o mercado de planos de saúde para proteger as grandes operadoras e ferras as pequenas.

    E o Ministério da Saúde comanda tudo isso.

    Artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2745
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=292
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1866
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2699

    "A despeito disso existe oligopólio, e preços elevados dos medicamentos no mundo todo."

    A despeito, não. Por causa do estado.

    "Parece que as leis da ação humana falham em mercados intensivos em tecnologia, como a química fina."

    A lei da ação humana se mostra mais válida do que nunca: políticos e grandes empresários fazem conluio para fechar o mercado, abolir a concorrência, garantir lucros para as grandes e, em troca, contribuições de campanha.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=980

    "Daí o porque dos libertários combaterem o uso de patentes, para tentar corrigir falha grave na teoria, afinal se os fatos não se encaixam na teoria, mudam-se os fatos"

    Qual falha na teoria, meu doce Che? Você endureceu, perdeu a ternura ... e desabrochou como uma rosa.
  • Heinrich  18/11/2017 02:37
    Depois desse comentário do Mário não tenho nem mais o que acrescentar. Depois dessa, o Che vai mudar seu nome no cartório pra Ludwig rs

    Esses são os esquerdistas que ainda me dão esperança de serem salvos, porque o cara até tentou argumentar, sem ficar gritando machistas, taxistas, odeia pobres, etc. Talvez com esse comentário ele mude de ideia e veja quão nocivo é ficar depositando suas esperanças no governo. Numa debate racional, não consigo ver algum lugar em que um esquerdista tenha a mais absoluta razão.

    Os outros esquerdistas que gritam como macacos no zoológico, nem leem essas coisas, não debatem racionalmente, são casos perdidos. Só com algo muito grave pra que eles percebam o mal que sua ideologia causa ao mundo
  • Regan  14/11/2017 02:37
    Pra vocês, qual empresa estatal é a menor pior?

    A menos ineficiente, a menos inútil e a menos improdutiva.
    Seria a BBC?
  • Leigo  14/11/2017 11:16
    No Brasil é a Petrobrás https://oglobo.globo.com/economia/bb-petrobras-lideram-ranking-de-eficiencia-das-empresas-estatais-22055000
  • Francisco  14/11/2017 11:31
    Daí já dá pra você ter uma ideia do nível das coisas...
  • FL  14/11/2017 11:49
    Sem dúvida é o Departamento de Parques e Recreação de Pawnee, Indiana.
  • Regan  14/11/2017 22:25
    Estatal nível internacional eu queria saber.

    Acho que a BBC e a NASA se encontram nas ''menos piores''
  • Andre  14/11/2017 12:21
    Tarantino obrigado pela resposta, os 9 mil reais são como disse "na mais impossível das utopias " onde o estado devolve 100% dos recursos dos impostos e taxas em serviços. Colocando o peso da realidade na análise: Segundo o impostômetro 2016 foram roubados da população 2 trilhões de reais e 80% do orçamento dos governos são para pagar aposentados, funças e juros da dívida pública, o restante deste dinheiro é que de fato vai ser aplicado para prover serviços públicos e investimentos para os 200 milhões de habitantes do país:

    (2trilhões x (1-0,8) / 200 milhões= R$2.000 por habitante por ano para, infraestrutura, recursos para segurança, educação, saúde, manutenção de vias e iluminação pública, forças armadas, programas sociais, juros subsidiados para programas habitacionais, entre outros, sem contar a corrupção.

    A conta correta é: Você trabalhador produtivo e na ativa está pagando R$9000 e recebendo R$2000 faz sentido pra você continuar neste arranjo?
  • Buda  17/11/2017 16:58
    Lembrem que essa mordomia ira acabar as moedas privadas estão ai para limitar a voluptuosidade do leviatã. a inteligência artificial que ira acabar com os cargos e serviços mecânicos nesta virada de decada.
  • Simplicidade e Harmonia  28/11/2017 19:22
    Não existe almoço grátis, mas imagens como essa do início do post mostram que a população brasileira (com exceções, felizmente) ainda acredita nessa falácia de forma muito forte.

    O mais desalentador, é que isso vai sendo solidificado e perpetuado cada vez mais...
  • Emerson Luis  29/12/2017 10:51

    "rouba Pedro para dar a Paulo" ficando com a maior parte.

    esbulho
    substantivo masculino
    ato ou efeito de esbulhar.
    jur. ato de usurpação pelo qual uma pessoa é privada, ou espoliada, de coisa de que tenha propriedade ou posse.

    Pergunta: O seu suposto "direito" foi dado pelo Estado em vez de ser um direito natural e requer que ele desrespeite direitos de outras pessoas e lhes imponha obrigações?

    Se a resposta for "sim", não é um direito, é um privilégio.

    * * *


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