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Afinal, os nazistas eram capitalistas, socialistas ou “terceira via”?
Ludwig von Mises, à época, já havia explicado tudo

A controvérsia parece nunca ter fim: afinal, qual era a ideologia econômica dos nazistas?

Recentemente, deparei-me com uma postagem no Twitter até bem espirituosa. A pessoa, de esquerda, afirmou o seguinte, parafraseando: "Pessoas que dizem 'Os nazistas eram socialistas; o próprio nome do partido assume isso!' devem se sentir atordoadas ao lerem 'buffalo wings'[1]."

Hoje, parece ter virado senso comum dizer que os nazistas eram capitalistas, e não socialistas, apesar do capcioso nome do seu partido: Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei ou Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Traga o assunto à baila e a reação sempre será a mesma: os intelectuais arregalarão os olhos e dirão que qualquer pessoa com formação universitária tem a obrigação de saber que os nazistas eram capitalistas; se não no nome, ao menos em princípio.

Obviamente, tal alegação não faz nenhum sentido, pois não sobrevive ao mais básico teste de lógica, como será mostrado mais abaixo. No entanto, o primeiro mistério a ser desvendado é: de onde surgiu este mito de que os nazistas eram capitalistas?

Ludwig von Mises, com efeito, já havia respondido a esta pergunta em 1951 em seu ensaio "Planned Chaos".

Durante o século XIX, quando o socialismo estava começando a ficar em voga na Europa, não havia nenhuma distinção entre "socialismo" e "comunismo". Sim, havia formas distintas de socialismo, mas estas não eram diferenciadas pelos termos "socialismo" e "comunismo". Cada intelectual possuía a sua preferência, mas os termos "socialismo" e "comunismo" eram utilizados de maneira intercambiável.

Sobre isso, Mises escreveu: "Em 1875, em seu Crítica ao Programa de Gotha, do Partido Social-Democrata Alemão, Marx fez uma distinção entre a fase precoce e a fase posterior da sociedade comunista. Mas ele não reservou o nome "comunismo" à fase posterior, e não rotulou de "socialismo" a fase precoce, para diferenciá-la do comunismo".

Segundo Marx e sua teoria sobre a história, o socialismo era inevitável. De acordo com sua análise determinista, todos os países do mundo estavam destinados a seguir o mesmo caminho: do feudalismo para o capitalismo, e do capitalismo para o socialismo, quando a história acabaria. Para Marx, essa progressão era inevitável.

Na Alemanha, os primeiros propagadores do "socialismo de estado" surgiram um pouco antes de Marx. Johann Karl Rodbertus, assim como Marx, rejeitava várias das teorias socialistas então em voga, dizendo que eram insustentáveis. Rodbertus foi o primeiro pensador socialista a defender o controle tanto da produção quanto da distribuição. Segundo ele, para alcançar isso, os socialistas teriam de usar o estado. Já o maior propagador dessas idéias foi Ferdinand Lassalle, cujo proselitismo levou a um rápido crescimento da popularidade daquilo que Mises viria a rotular de "socialismo de padrão alemão".

O socialismo alemão, como Mises o definiu, diferia do "socialismo de padrão russo". O socialismo de padrão alemão, disse Mises, "mantinha, ao menos aparentemente, a propriedade privada dos meios de produção e permitia, ao menos nominalmente, o empreendedorismo e as transações de mercado".

No entanto, tal arranjo era apenas superficial. Por meio de um abrangente e complexo sistema de regulações e intervenções econômicas, a função empreendedorial dos proprietários dos meios de produção era totalmente controlada pelo estado. Industriais e comerciantes, por exemplo, não mais tinham a função empreendedorial de tentar antecipar quais seriam as demandas futuras dos consumidores para então fazer as devidas alocações de recursos visando à satisfação desta demanda e, consequentemente, ao lucro. Assim como na União Soviética, essa função de especulação empreendedorial e alocação de recursos era feita exclusivamente pelo estado.

Consequentemente, dado que era o estado quem estava no controle efetivo da alocação de recursos, o cálculo econômico de preços e custos se tornava impossível.

"Na Alemanha nazista", disse Mises,

Os proprietários dos meios de produção eram chamados de dirigentes comerciais, ou 'Betriebsführer'. O governo dizia a estes supostos empreendedores o que produzir, como produzir, em quais quantidades e a que preços. O governo também determinava de quem eles deveriam comprar, a quais preços e a quem poderiam vender. O governo decretava os salários que deveriam ser pagos para cada trabalhador. E determinava também para quem e sob quais condições o capitalista deveria investir seus fundos.

As transações de mercado não eram genuínas; eram apenas um fingimento, uma simulação.

E, dado que todos os preços, salários e taxas de juros eram estipulados pelas autoridades, eram preços, salários e juros apenas na aparência. Com efeito, eram termos meramente quantitativos em meio a um ordenamento autoritário que determinava a renda, o consumo e o padrão de vida de cada indivíduo. Era a autoridade, e não os consumidores, quem comandava a produção.

O comitê central de gerenciamento da produção era supremo. Todos os cidadãos se transformaram em meros funcionários públicos. Isso nada mais é do que um arranjo socialista camuflado sob uma aparência externa de capitalismo. Alguns termos que remetiam a uma economia capitalista foram mantidos, mas seu significado era totalmente diferente daquele de uma genuína economia de mercado.

Em suma: os nazistas praticaram controle de preços, controle de salários e arregimentaram toda a produção. A propriedade dos meios de produção continuou em mãos privadas, mas era o governo quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos, e a quem tais produtos seriam distribuídos, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos, e quais dividendos ou outras rendas seria permitido ao proprietário privado nominal receber.

Desnecessário ressaltar que determinar preços e salários, e estipular o que deve ser produzido, como e para quem, representam um claro ataque à propriedade privada, pois retiram dos produtores as opções que eles teriam no livre mercado para aplicar seus recursos. Trata-se de uma intervenção estatal que, na prática, proíbe os proprietários de investirem seus recursos onde e como bem quiserem.

A propaganda soviética

Mas os próprios soviéticos também tiveram um papel crucial em criar o mito de que os nazistas eram capitalistas. Os nazistas nunca tentaram esconder suas propensões socialistas (afinal, não obstante os twitteiros sarcásticos, o socialismo estava no nome deles); eles simplesmente estavam implantando o socialismo seguindo uma estratégia diferente daquela dos socialistas marxistas.

Os soviéticos rotularam os nazistas de capitalistas simplesmente porque eles já haviam começado a redefinir os termos "socialismo" e "comunismo". Os membros de seu partido, os bolcheviques, agora eram diferentes dos outros grupos socialistas rivais. Os termos "comunismo" e "socialismo" ainda eram usados de maneira intercambiável, e a própria União Soviética era apenas uma abreviação de "União das Repúblicas Socialistas Soviéticas". Só que, ao rotularem seu grupo de "Partido Comunista", o título "Comunista" — que agora significava um membro do partido de Lênin — se tornou uma maneira de dizer que aquilo era "o socialismo verdadeiro", por assim dizer.

"Foi somente em 1928", explicou Mises, "que o programa da Internacional Comunista ... começou a diferenciar o comunismo do socialismo (e não somente comunistas de socialistas)." Essa nova doutrina afirmava que, no arcabouço marxista, havia outro estágio de desenvolvimento entre capitalismo e comunismo. Esse estágio, obviamente, era o socialismo, e era neste estágio que se encontrava a União Soviética.

Em sua teoria original, Marx fez uma distinção entre o comunismo em sua fase inicial e o comunismo em sua fase final: a verdadeira igualdade só seria alcançada no estágio final do comunismo, após o estado ter sido bem-sucedido em seguir todas as políticas recomendadas por Marx e os seres humanos já terem evoluído para alem de sua "consciência de classe". Na nova doutrina, "socialismo" simplesmente se referia ao estágio inicial do comunismo marxista, ao passo que o verdadeiro comunismo — a fase final do comunismo marxista — só seria alcançada quando todo o mundo fosse comunista.

Assim, a União Soviética era meramente socialista, mas os membros do partido eram comunistas, pois representavam os poucos iluminados que já estavam trabalhando em prol do objetivo supremo do comunismo.

Por outro lado, os nazistas ainda alegavam ser socialistas e, com efeito, agiam de maneira muito semelhante à teoria socialista, com suas abrangentes e autoritárias intervenções econômicas. Só que, como ainda havia desigualdade econômica entre os cidadãos da Alemanha nazista (assim como havia na União Soviética, mas isso não interessava à narrativa), e como os nazistas mantiveram alguns dos termos técnicos de uma sociedade capitalista — especificamente, ainda havia a existência superficial de propriedade privada, ainda que em termos meramente nominais —, isso já bastava para serem vistos como o exato oposto de seus congêneres comunistas.

E então, quando os nazistas invadiram a União Soviética, Josef Stálin e seus lacaios recorreram à nova narrativa comunista para redefinir o socialismo nazista — o qual, embora não fosse marxista, se baseava nas teorias dos socialistas alemães originais que influenciaram diretamente as idéias de Marx — como "capitalista".

De acordo com essa nova narrativa, os nazistas estavam na etapa suprema do capitalismo, a qual seria a pior de todas.

Em uma época em que vários membros da intelligentsia européia estavam encantados com a União Soviética, essa narrativa de que os nazistas eram capitalistas passou a ser uma falácia extremamente conveniente. Mas trata-se de uma ideia sem o mais mínimo fundamento em princípios econômicos. É apenas uma deturpação soviética com base no arcabouço marxista. Os nazistas, que apregoavam orgulhosamente seu socialismo e que implantaram políticas socialistas com grande consistência, passaram a ser chamados de capitalistas pelo simples motivo de que eles não se encaixavam pristinamente na visão de mundo soviético-marxista.

Esta narrativa segue viva até hoje.


[1] Buffalo wings, ou asas de Búfalo, nada mais são do que asas de frango apimentadas. O nome se deve ao fato de tal prato ter sido inventado na cidade americana de Buffalo, Nova York.

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50 votos

autor

Chris Calton
é estudante da Mises University e historiador econômico.  Veja seu canal no YouTube.


  • cmr  07/11/2017 14:47
    Ou seja; os nazistas eram socialistas, assim como os fascistas.
  • Jonas  07/11/2017 16:34
    O fascismo italiano era, de fato, de terceira via.

    O intervencionismo de Mussolini não era tão extremo ao ponto querer controlar todas as transações do mercado, como o de Hitler.

    Aliás, outra tática desonesta que os soviéticos cometeram e que permanece até hoje é dizer "nazifascismo" como se os dois fossem a mesma coisa, quando não eram.
  • cmr  08/11/2017 14:19
    "Tudo no estado, nada contra o estado e nada fora do estado" - Mussolini.

    Quer mais socialismo do que isso ?
  • Cristian  02/10/2018 19:39
    E "terceira via" no fim das contas é socialismo.
  • João  20/09/2018 15:45
    No que concerne a economia, segundo o texto, sim.
  • Raphaell  07/11/2017 15:17
    O professor Leandro Karnal discorda desse artigo...




    Pelo que me parece o termo não tem a ver com economia, mas com pessoas ULTRA conservadoras(por isso Direita), que chegam ao ponto de ser racistas(como é o caso do Nazismo).
    Então esses grupos ficaram conhecidos como EXTREMA-DIREITA.

  • Andrade  07/11/2017 15:30
    Ué, mas o artigo em momento algum recorre aos termos "esquerda" e "direita", pois são obtusos e desfasados demais para qualquer consideração.

    Um analfabeto funcional a gente reconhece de longe. Aliás, ele próprio se entrega. Se você ao menos lesse o artigo antes de comentá-lo passaria menos vergonha.

    Fica a dica.
  • Tobias Botelho  08/11/2017 17:41
    Concordo.
    Esquerda e direita já não significam espectros econômicos, e sim a guerra cultural em busca do imperativo categórico de Gramsci.
  • Bruno   07/11/2017 15:32
    O artigo simplesmente descreve a política econômica dos nazistas. Se o Karnal quiser argumentar que aquilo não era esquerda, ele que trata de apresentar argumentos econômicos.

    No vídeo, não há nenhum. (Como, aliás, ocorre em tudo relacionado ao Karnal; muito papo emocional e zero argumento racional).
  • Rafael Oneto   13/09/2018 10:46
    Bom dia,

    Karnal é auto-ajuda transvestida de filosofia.
  • Juliano  07/11/2017 15:34
    Eu nem sou desses que ficam classificando os outros de esquerda ou direita, mas se Karnal diz que é uma coisa então pode saber que é o exato oposto.

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2554
  • Me too  07/11/2017 17:19
    uahauhauhauha
  • Ildomar Roloff  07/11/2017 18:43
    também não levo a sério esse Karnal.
    o que es´ta no vídeo não tem nada a ver com o texto.
    o.O?
  • OLDEMAR SOUZA FIGUEIREDO  03/09/2018 17:42
    Concordo plenamente contigo e, se me permitires complementar eu resumiria que ele é um bobalhão que não engana mais do que a bobos que não leem nada. Um boçal que escreve sobre o que não sabe ler!
  • Gabriel  07/11/2017 15:37
    Asneira pura. Desde quando o fato de nazistas terem mandado esquerdistas pra campo de concentração torna eles direitistas? Se fosse assim, a União Soviética também era de direita. Esse argumento de "só porque tem socialismo no nome não quer dizer que é socialismo" é até verdade, mas as AÇÕES dos nazistas os colocam SIM como socialistas, como demonstrado nesse artigo e em muitos outros. E tem essa do seu comentário também:

    "Pelo que me parece o termo não tem a ver com economia, mas com pessoas ULTRA conservadoras(por isso Direita), que chegam ao ponto de ser racistas(como é o caso do Nazismo).
    Então esses grupos ficaram conhecidos como EXTREMA-DIREITA. "

    Santo Deus, desde quando racismo é coisa exclusiva de direita??? Quem fala isso é esquerdista que quer um jeito fácil de rotular outros como extrema-direita para poder se distanciar deles.
  • CHARLES  13/11/2017 20:08
    Foi a direita que acabou com a escravidão. Durma com essa.
  • Ricardo  07/11/2017 15:59
    Raphaell

    Não se trata de ultra-conservadorismo, e sim por conta que os nazistas não insuflaram a luta de classes. Por isso o regime é extrema-direita, não havia luta de classes para definirmos como esquerda ou extrema-esquerda, fato que havia ali um grupos de empresários e de empresas que se beneficiaram dos nazistas, mas o regime não provocou a guerra de classes, uma medida encontrada essencialmente nos escritos de Marx, por isso Hitler em seu livro escreveu que odiava o marxismo.

    Justo isto, o nazismo é extrema-direita assim como o fascismo.
  • Régis  07/11/2017 16:14
    "Não se trata de ultra-conservadorismo, e sim por conta que os nazistas não insuflaram a luta de classes. Por isso o regime é extrema-direita, não havia luta de classes para definirmos como esquerda ou extrema-esquerda"

    Não havia luta de classes, mas havia luta de raças, luta de religião, luta de etnias, e luta pela identidade nacional.

    Ou seja, a mesma bosta.

    Aliás, dado que os judeus eram os ricos da Alemanha, dizer que não havia luta de classes é quase que um atentado à lógica.

    O que é totalmente explícito é que se trata de um movimento coletivista, anti-mercado, anti-libertário e estatizante até o âmago. Eles não eram camisas vermelhas, mas sim camisas marrons.

    "fato que havia ali um grupos de empresários e de empresas que se beneficiaram dos nazistas"

    Isso também está ocorrendo neste exato momento no socialismo venezuelano. A menos, é claro, que você agora venha dizer que o regime venezuelano é de extrema-direita (sabendo da honestidade da esquerda, aliás, não duvido nada que isso venha a ocorrer).
  • Gustavo  07/11/2017 16:24
    Isso sem contar o polilogismo, que os nazistas chuparam diretamente de Marx.
  • Ricardo  07/11/2017 16:40
    Régis

    "Aliás, dado que os judeus eram os ricos da Alemanha, dizer que não havia luta de classes é quase que um atentado à lógica."

    Resposta usando seu comentário:"Não havia luta de classes, mas havia luta de raças, luta de religião, luta de etnias, e luta pela identidade nacional."
    Viu? Você se auto-refutou. O fato dos judeus serem ricos e o combate dos nazistas aos judeus não se deu por conta de que eles eram ricos, e sim por conta de fatores raciais.

    "Isso também está ocorrendo neste exato momento no socialismo venezuelano. A menos, é claro, que você agora venha dizer que o regime venezuelano é de extrema-direita (sabendo da honestidade da esquerda, aliás, não duvido nada que isso venha a ocorrer)."

    O regime venezuelano está combatendo e não beneficiando a classe empresarial, por isso a economia venezuelana está em plena crise, por conta do boicote dessa classe empresarial por tomarem seus meios de produção acelerando assim a encrenca econômica que o país se encontra, isso tudo junto com a inexorável manipulação comercial e financeira dos americanos para destruir ainda mais o regime pró-socialista da Venezuela.
  • Régis  07/11/2017 16:53
    Não, meu doce. Eu não me contradisse. Deixa eu tentar desenhar para você.

    De início, pelo bem do debate, demonstrando enorme gentileza e elegância, aquiesci ao seu ponto e lhe dei de bandeja a afirmação de que não havia luta de classes (e em seguida enumerei todas as outras lutas que ocorriam).

    Aí, feito isso, apenas complementei dizendo que, dado que os judeus eram os ricos da Alemanha, e dado que os nazistas atribuíam a eles todas as mazelas econômicas, então, ora, temos aí um evidente sinal de luta de classes.

    No entanto, e ainda assim, fui elegante e lhe dei de bandeja a hipótese de que não havia lutas de classes (aceitei, portanto, seu argumento em prol do debate), e em seguida citei todas as outras lutas que havia (raça, religião, étnica, nacionalista etc.) para mostrar que, assim como no socialismo soviético, o socialismo alemão também se sustentava na luta de uns contra outros.

    Mas é compreensível seu desespero. Quando nossas idéias são refutadas, a única bóia de salvação que nos resta é tentar pegar o interlocutor em um bobinho jogo de palavras (ainda que tal interlocutor tenha lhe demonstrado enorme gentileza no debate).

    "por isso a economia venezuelana está em plena crise, por conta do boicote dessa classe empresarial por tomarem seus meios de produção acelerando assim a encrenca econômica que o país se encontra, isso tudo junto com a inexorável manipulação comercial e financeira dos americanos para destruir ainda mais o regime pró-socialista da Venezuela."

    Ah, pô, só agora que eu vi que você está aqui de zoeira. Achei que você era um esquerdista daqueles sérios, mas só agora que vi que você é um liberal fazendo troça com o discurso caricato da esquerda. Tipo o Capital Imoral. Foi mal, aê. Devo estar meio lento hoje.
  • Cristiano  09/11/2017 01:01
    Regis, excelente resposta!! Nem preciso falar nada!
  • Tio Patinhas  08/11/2017 16:35
    "O regime venezuelano está combatendo e não beneficiando a classe empresarial, por isso a economia venezuelana está em plena crise, por conta do boicote dessa classe empresarial por tomarem seus meios de produção acelerando assim a encrenca econômica que o país se encontra, isso tudo junto com a inexorável manipulação comercial e financeira dos americanos para destruir ainda mais o regime pró-socialista da Venezuela. "

    Mas se o governo tomou os meios de produção, o boicote é tecnicamente impossível, aliás, a importação, produção e distribuição de comida está nas mãos do governo, daí a fome é inevitável.

  • Gabriel  07/11/2017 16:38
    Quer dizer que se eu seguir toda a cartilha à risca, estatizar toda a economia e o caralho a quatro, mas não sair por aí perseguindo burguês, eu seria um ultra-direitista? Parece verídico.
  • Felipe  20/09/2018 19:06
    Não houve luta de classes porque Hitler acreditava que a consciência do indivíduo era definida por sua raça, diferente dos marxistas que acreditavam que a classe social definia a consciência do indivíduo. Indivíduos esses que eram igualmente separados por grupos coletivistas e discriminados pelo Estado. Na USSR o Estado colocava Proletários contra Burgueses enquanto Hitler fazia isso com os Judeus x Alemãos. O Capitalismo não prega políticas coletivistas, pois é a favor da meritocracia e do individualismo. Pára de falar bobagens.
  • Juliano  07/11/2017 16:43
    O Nazismo não tinha nada de conservador. Era revolucionário, imperialista e prometia a criação de uma nova sociedade. Sim, se baseavam em uma suposta sociedade ariana passada, que representava uma grandiosidade a ser resgatada. Mas toda a retórica e ações eram com o intuito na criação de uma nova sociedade mais pura e poderosa. As referências às teorias de Darwin são também muito explícitas.

    Lembremos que o Socialismo do Século XXI também usou uma estratégia um pouco parecida ao resgatar Bolívar (chegaram a exumar o corpo do cara), assim como a Coreia do Norte também apela para um nacionalismo quase que transcendental, citando a grandeza do passado. Mussolini também fazia referências com o Império Romano.

    Essa utilização do nacionalismo faz todo sentido para promover movimentos coletivistas, para justificar a preferência da coletividade sobre os indivíduos. As pessoas passam a ser apenas pequenas engrenagens de um sistema muito maior, que deveria ter sempre preferência.

    Se enxergar o conservadorismo como apego a tradições, valores e ceticismo com grandes mudanças, não dá pra encaixar absolutamente nada no Nazismo.
  • Diogo Siqueira  07/11/2017 16:55
    Rapaz, quando o botão do "curtir" para o seu comentário? Excelente. Disse tudo.
  • Raphaell  07/11/2017 18:22
    Corrigindo o que você disse:

    "Se enxergar o conservadorismo como apego a tradições, valores ARIANOS, dá pra encaixar absolutamente tudo no Nazismo."

    Por sinal se você olhar a história de como Hitler conseguiu chegar no poder, vai ver que ele teve muito apoio dos conservadores. Depois que ele enlouqueceu, muitos ficaram contra, óbvio.

    mas como já disseram, o Nazismo é uma espécie de filho feio que a Direita não quer assumir rsrs
    Seria terrível pra retórica deles ter o Nazismo como exemplo.

    Outro detalhe, se for levar ao pé da letra o que vocês pregam aqui, NENHUM, repito NENHUM país é economicamente de direita. Nem a Suíça e nem a Áustria.
  • Gabriel  07/11/2017 19:42
    Raphaell, já que conservadorismo nada tem a ver com isso que falou, sua "correção" é risível.

    "o Nazismo é uma espécie de filho feio que a Direita não quer assumir rsrs"

    Sujo falando do mal lavado.

    "Outro detalhe, se for levar ao pé da letra o que vocês pregam aqui, NENHUM, repito NENHUM país é economicamente de direita. Nem a Suíça e nem a Áustria."

    Ora, se for levar ao pé da letra toda a sua logorreia então nenhum país é de direita também.

    É por isso que eu digo que o espectro esquerda-direita se tornou inútil. Prefiro utilizar o espectro autoritário-libertário. Nazismo é autoritário. Socialismo é autoritário. Capitalismo de livre-mercado NÃO É. E, como já foi dito no artigo, de capitalismo o nazismo não tinha nada.
  • Gabriel  07/11/2017 20:20
    "Ora, se for levar ao pé da letra toda a sua logorreia então nenhum país é de direita também. "

    Só pra corrigir, quis dizer "então nenhum país é de ESQUERDA também".
  • Kira  22/09/2018 03:21
    Mude os nomes e mantenha os mesmos esquemas, os idiotas úteis completamente imbecis, por efeito da semântica estética e estilística da propaganda vão acreditar que são coisas diferentes, quando estão sendo manobrados pelos mesmos esquemas.
  • Juliano  07/11/2017 20:17
    "Se enxergar o conservadorismo como apego a tradições, valores ARIANOS, dá pra encaixar absolutamente tudo no Nazismo."

    Não. O tal apego às tradições como forma de manter o tecido social dos conservadores é exatamente o oposto de um ambiente revolucionário, de uma tentativa de reconstruir a sociedade, como queriam os Nazistas. O Nazismo não teve nada de prudência, de mudanças graduais, de desconfiança de um líder mágico. É exatamente o oposto disso.

    Repetindo o que eu disse antes, essa tentativa de reconstruir uma sociedade baseada em grandezas do passado são facilmente identificáveis em vários regimes de esquerda. Seja o Socialismo do Século XXI, seja vários movimentos, inclusive do Brasil, de "resgate das nossas raízes". Virou um slogan da esquerda nacional chamar de "entreguista" qualquer um que não queira manter tudo nas mãos do Estado, nas mãos de brasileiros.

    A esquerda sempre teve uma ala bem nacionalista. A tal "filosofia" Juche, da Coreia do Norte, é extremamente nacionalista. A própria Coreia do Norte é um grande exemplo de um nacionalismo extremo, com um sistema de castas que pode muito bem ser encaixado como um modelo de "pureza étnica" (conta, inclusive, com um sistema de extermínio de castas impuras).


  • Raphaell  07/11/2017 21:51
    Estude HISTÓRIA...

    Emil Ciorán um filósofo de DIREITA conservador que apoiava Hitler(Extrema Direita)


    conservador no sentido do desânimo,pessimismo com a natureza humana, não alimenta esperanças (diferente dos de esquerda).

    O assunto não se limita a economia.
  • Eita poha  07/11/2017 17:34
    Nem vou entrar nessa rinha infantil de "Nazismo era de esquerda! Nazismo era de direita!".

    Só acho curioso como todos os péssimos exemplos são empurrados para o "outro lado". E também como os bons exemplos são disputados por todos. Ninguém é macho o suficiente para dizer: Cara, foda-se se aquele verme era um extremista, ele não representa todo o meu pensamento, etc, etc. (não estou falando só do nazismo ok).

    Fato, Nazismo era nacionalista, extremista, imoral, e foda-se se era de direita ou esquerda. Qualquer um que defenda a existência de um "ser" tomando a força a propriedade dos outros (não interessam as "razões"), não tem moral para criticar o nazismo.
    Condenar o Nazismo e defender a existência de um Estado desapropriando e espoliando, fazendo uso da violência e até matando, é um completo absurdo. O Estado mata milhões de pessoas no mundo nas filas de seus péssimos hospitais sucateados, restringindo o direito das pessoas de se auto-defenderem, resguardando para si a prerrogativa da defesa (etc, etc e mais etc...), tudo isso por um arranjo imoral para beneficiar meia dúzia de burocratas. Qual a moral dessa gente para condenar o Nazismo?
  • Paulo henrique  08/11/2017 15:10
    se peixe boi não é boi, cavalo marinho não é cavalo e nacional socialista não socialista então o Pt não é de esquerda já marxismo gramishista não é marxismo
  • gustavo  09/11/2017 11:53
    Karnal é socialista, basta assistir ele falando sobre temas políticos que fica fácil perceber. O posicionamento dele contra o Escola Sem Partido é uma forma simples de perceber. Mesmo sem ler nada sobre o projeto, o criticou veementemente, em defesa da doutrinação comunista nas escolas e universidades públicas, sendo que o projeto apenas solicita que toda sala tenha os deveres dos professores e direitos dos aluno, direitos e deveres esses que já existem em lei, mas são desconhecidos da ampla maioria e desrespeitados por milhares de professores ao redor do Brasil. Quero ver o que o Karnal vai achar sobre um professor de direita doutrinando seus alunos.
  • OLDEMAR SOUZA FIGUEIREDO  03/09/2018 17:39
    Esse cara só fala bobagens. Não traz fatos convincentes nunca, nem como argumento sustentável que dê para se pensar ou sustentar por amor ao debate. É boçal, enganador de bobos e esquerdista e fanático, como todos os que se fazem de comunistas, por sinal.
  • Renato Farias Neto  25/09/2018 18:25
    Mermão, depois de ler o texto o cara coloca uma merda dessas...fala sério...
  • Evandro  07/11/2017 15:31
    Tenho uma dúvida...
    Em todos os documentários sobre Hitler e o Nazismo que vi, eles diziam que a economia estava em frangalhos, e assim que Hitler entrou no poder tudo começou a melhorar de maneira muito rápida. Afinal, a Alemanha melhorou sua economia com esse sistema socialista (o que não faz sentido) ou o que?
  • Mesquita  07/11/2017 15:47
    Falso. Os números do PIB nazista foram bons simplesmente porque havia gastos do governo (a metodologia do PIB é uma piada) e porque o país estava partindo de uma base econômica muito baixa (quanto uma economia está em contração, qualquer pequeno crescimento subsequente turbina fortemente os números do PIB).

    A economia da Alemanha nazista foi toda ela voltada para o esforço de guerra. Tudo o que era produzido no país era produzido tendo em mente a indústria bélica. Todo o sistema produtivo estava voltado para suprir a indústria bélica (até mesmo a construção das autobahnen tinha este propósito).

    Quem afirma que aquela economia era pujante está simplesmente dizendo que o segredo para o sucesso econômico de um país é mobilizar toda a mão-de-obra e toda a indústria para a produção de tanques, metralhadoras, bombardeiros, submarinos e bombas.

    Tal pessoa, desnecessário dizer, é economicamente ignara.

    Na Alemanha nazista havia pleno emprego (todo mundo trabalhava para a indústria bélica ou para indústrias que serviam à indústria bélica), mas havia escassez de tudo. Só havia abundância de armas.

    A Alemanha nazista não apenas tinha uma economia dirigida e inteiramente voltada para o esforço de guerra, como também toda a população vivia sob intenso racionamento. Como todos os recursos escassos eram direcionados para a produção de tanques, metralhadores e aviões de guerra, nada de útil era produzido para a população.

    O fato de tal arranjo ser visto como o ideal de economia pujante apenas mostra a miséria intelectual de algumas pessoas.
  • AGB  20/09/2018 14:31
    É bom lembrar que em 1939 a Alemanha hitlerista estava a beira da falência, com possibilidade do povo passar fome, apesar da enorme produção e pleno emprego. Não havia divisas para importar alimentos. Alguns historiadores acreditam que esta deterioração econômica favoreceu a decisão de invadir a Polônia onde havia terras férteis para obter grãos.
  • Francisco  07/11/2017 15:48
  • Eita poha  07/11/2017 17:36
    Nunca acredite em dados fornecidos pelo governo. Pesquise sobre IBGE, como funciona o calculo da inflação, desemprego, etc.
  • Economista do futuro UFSC  07/11/2017 15:31
    Se o meu professor de história econômica geral ler esse artigo é capaz de ter um surto psicótico. Não sei como historiadores ainda insistem em falar esse tipo de bobagem. Daqui uns 10 anos vão existir explicações "comprovando" que a Venezuela era capitalista e que as causas da crise foram questões macroeconômicas (em relação que do preço do petróleo desconsiderando fatores internos, como um youtuber saiu falando por aí).
  • Mídia Insana  07/11/2017 16:34
    Estatistas tiveram séculos e centenas de milhões de mortos para refutá-los e nunca mudaram de ideia.

    O artigo acima infelizmente só realmente interessará aos que já são anti-estatistas e aos leigos ainda não orientados.

    Fatos são de nenhuma valia justamente aos fidalgos quem têm mais a ganhar com a agenda estatista (políticos, intelectuais e os Betriebsführer da vida). Se argumentos fossem de qualquer valia, Mises já teria matado no peito a bola do socialismo ainda em 1920. Os estatistas travestirão qualquer evidente fracasso do seu plano como obra do capitalismo e ao contrário dos anti-estatistas, eles são inescrupulosos e utilizarão o aparato educacional (e inevitavelmente, a censura e a prisão) do estado para calar qualquer oposição atrevida.

    Se nem mesmo os democídios do século XX impedem os estatistas de comemorar o centenário do seu maior fracasso, não será teoria econômica que o fará.
  • Jorge  07/11/2017 16:51
    Não discordo do texto, mas acredito que tentar mudar a opinião dominante sobre o tema é uma batalha praticamente perdida.
    Mesmo entre os que abominam simultaneamente fascismo, nazismo e comunismo, existem muitos que os vêem como regimes totalmente distintos.
    Defender o contrário é pedir para ser tratado como louco ou ignorante e ter sua opinião totalmente desprezada, independentemente dos argumentos que a embasem.
    Parece-me muito mais produtivo defender que, independentemente de ser de direita ou esquerda, capitalista ou socialista os regimes nazista e comunista têm em comum o totalitarismo, o dirigismo estatal, o intervencionismo e a supressão das liberdades individuais, devendo ser repudiados pela humanidade.
    É uma forma muito mais simples e eficaz de aproximar nazismo e comunismo e difundir o ideal de que ambos devem ser combatidos.
  • Silvio  07/11/2017 16:57
    "Parece-me muito mais produtivo defender que, independentemente de ser de direita ou esquerda, capitalista ou socialista os regimes nazista e comunista têm em comum o totalitarismo, o dirigismo estatal, o intervencionismo e a supressão das liberdades individuais, devendo ser repudiados pela humanidade."

    Ué, mas se algo é totalitário e recorre ao dirigismo e ao intervencionismo estatal, e suprime as liberdades individuais, então, por definição, tal regime não tem absolutamente nada de capitalista.

    Sendo assim, qual a lógica de fazer esta concessão que você sugere? Isso não é nem covardia, mas sim desonestidade intelectual.

  • Jorge  07/11/2017 17:15
    O que você educadamente chama de covardia ou desonestidade intelectual ou chamo de senso prático.
    Se José e João são genocidas, por que perder tempo tentando provar que eles são gêmeos, irmãos, primos, parentes distantes ou completos desconhecidos, para, a partir deste argumento, tentar convencer os outros de que ambos merecem repúdio por suas atitudes.
    Não é muito mais simples dizer que ambos devem ser repudiados por serem genocidas?
  • Flavio  07/11/2017 17:23
    Ora, é simples: se uma pessoa diz que o nazismo era a própria expressão do capitalismo, e em seguida você não a refuta e simplesmente acrescenta que o nazismo é uma ideologia genocida que deve ser repudiada, então, por definição, você aceitou que o nazismo era uma ideologia capitalista e que, portanto, o capitalismo é uma ideologia genocida que deve ser repudiada.

    Lógica pura e direta.

    No mundo de hoje, jogo de palavras é tudo, meu caro. Perceba que a esquerda e os socialistas não aceitam nem por um segundo serem identificadas com o nazismo. E estão corretos nesta postura (eu faria o mesmo). Sendo assim, por que o outro lado deveria ser inerte e condescendente?

    Você ainda não entendeu que o mundo gira em torno da guerra de propagandas. Jamais conceda ao outro lado um mísero milímetro de vantagem neste terreno.

    Não há nada de "senso prático" nessa postura.
  • thiago  20/09/2018 11:21
    Boa!
  • Murilo Miranda  07/11/2017 16:57

    Perfeito.

    Reconheço que se alguém criar um partido chamado "Partido dos Anjinhos Brasileiros", isto não significará necessariamente que os seus componentes sejam anjinhos. Mas o que eu sempre digo é: Por que diabos justamente os Nazistas — que são tidos como o arquétipo perfeito e acabado do ultradireitista colérico e malvado — colocariam o adjetivo "socialista" no nome do próprio partido que eles criaram?!! Se eles são tão visceralmente direitistas como dizem, eles não deveriam ter urticária só em escutar a palavra "socialismo"?!!!

    Ou seja: Reconheço que o nome de um partido não seja necessariamente a expressão da realidade — podendo ser apenas uma intenção não materializada — e que, portanto, possa ter havido apenas uma intenção do Partido Nazista de parecer socialista. Mas este é o ponto: Por que haveria esta intenção?! Em princípio uma pessoa com a camisa do flamengo pode ser vascaína, mas a questão é: Por que diabos o vascaíno faria isto?!!!

    Alguém poderia responder-me: "Por razões eleitorais! Prevendo (acertadamente ou não) que com uma imagem socialista teriam mais chance de alcançar o poder, teriam adotado o velho truque do lobo em pele de cordeiro."

    Só que isto não teria sentido — já que, sendo assim, uma vez no poder, os capitalistas deveriam ter feito adotado o capitalismo como sua ação substantiva ("lobo") e mantido uma propaganda socialista ("pele"). Mas o que aconteceu foi o oposto: A ação substantiva foi o socialismo, disfarçado de capitalismo ("pele").

  • Fernando  07/11/2017 17:06
    Perfeita colocação.

    Se eu crio um partido político chamado "Partido Capitalista Seguidor da Escola Austríaca", os libertários e capitalistas podem até criticar os pontos do meu programa e dizer que eu não represento o verdadeiro capitalismo ou as idéias da Escola Austríaca. Isso é perfeitamente válido. Agora, o que não faria sentido nenhum seria eles dizerem que eu não só não sou capitalista e libertário, como, na verdade, sou comunista e totalitário.

    Com o nazismo ocorre exatamente a mesma coisa.

    É perfeitamente compreensível que a esquerda socialista diga que os nazistas não eram os genuínos representantes do socialismo (é uma crítica válida). Agora, o que não dá é dizerem que um partido que se auto-intitulava socialista era na verdade a antítese do socialismo, e que só colocou o 'socialista' no nome para zoar.
  • Murilo Miranda  18/11/2017 00:13

    Concordo integralmente.
  • Cristiano Firmino  07/11/2017 17:02
    Há um erro no texto em "Sobre isso, Mises escreveu: "Em 1875,". Mises nasceu em 1881.
  • Marcos Rocha  07/11/2017 17:18
    Você está falando sério? É zoeira, né? Deixa eu reescrever o que está escrito ali, mas com outras palavras. Ficaria assim:

    Mises disse que o ensaio de Marx intitulado "Crítica ao Programa de Gotha", publicado por Marx em 1875, fazia uma distinção entre [...].

    Entendeu agora? 1875 é o ano em que o ensaio de Marx intitulado "Crítica ao Programa de Gotha" foi publicado.

    O fato de Mises ter nascido em 1881 não impede que ele comente algo que foi escrito em 1875, pois a escrita é para sempre.

    Pela sua lógica, eu que nasci em 1980 não poderia ler nada que tenha sido publicado antes disso.

    Cada um...
  • Eita poha  07/11/2017 18:17
    Sério que tem que entender de língua portuguesa para ler e comentar aqui? Ta zuando né? UAHUAHUAHUAHUHA
  • Pobre Paulista  08/11/2017 12:41
    Tá sofrido viu...
  • Anderson  07/11/2017 17:12
    Efim Marx esteve sempre certo. Do feudalismo entramos no capitalismo e inevitávelmente no socialismo já que a maioria das pessoas é até hoje seduzida por essa idiotice. Como o socialismo inevitávelmente fracassa, então será o "fim da história" e, vejam só, exatamente como o "profeta" Marx disse.
  • Luiz Moran  07/11/2017 17:45
    O capitalismo é inerente à humanidade, é uma simbiose natural e inseparável da condição humana e de seu modo de vida.

    O capitalismo não é uma ideologia, não é, portanto, uma utopia ou uma seita ocultista. O capitalismo é real, é palatável, é a única via.

    Nazismo, fascismo, anarquismo, comunismo e socialismo são ideologias políticas, são ferramentas utópicas de controle e tirania, são esquemas de dominação das massas, que idiotizam, que subjulgam, que escravizam e matam.
  • robson santos  07/11/2017 18:29
    É obvio, e batido, que canalhas acusam os outros do que ele é.
    Também é meio obvio de por que a onda nacional de classificar a direita ( ??? ) assim, e mais: de fascistas, de extremistas etc.. sempre que um boçal aparece na mídia dizendo à fulana que não merece ser estuprada, não interessa o passado da Esquerda, pois alegam agir e pensar diferente hoje. Portanto qualquer termo é distorcido e a pecha cai para a "direita".. A Esquerda tá doida para que o tal "mito" concorra em 2018, pois só assim sabem que terão uma chance!

    Continuando, sobre a nossa realidade, não vejo futuro algum aqui, já que em países civilizados embora se pratique abertamente políticas de livre comércio, respeito à propriedade privada e incentivo ao empreendedorismo, os mesmos não propagandeiam ao resto do mundo isso, não criticam euforicamente os países socialistas de fato. Teria que ser por pressão externa para ajudar a mudar o pensamento de coitadismo estatal enraizado por aqui, pois infelizmente sozinhos os portais de ideais liberais não conseguirão essa proeza. Quem é que vai no Youtube e Facebook procurar vídeos e textos sobre as tragédias e falácias do comunismo/socialismo, e quem dá entrevista ou opina sobre Libertarianismo no Jornal Nacional???

    Eu fico um pouco deprimido, só se comenta sobre "perdas de direitos", "enfraquecimento sindical", e o jogo atual de provocações nos museus e nas mídias; ninguém lamenta a falência de um empreendimento burguês que não é amigo do rei, e os idiotas-úteis ainda exigem carro "limpinho e cheirozinho" com balinhas e água dentro senão vão reclamar à Uber.. Todos queremos direitos ao custo de não querer se saber de quem, e ninguém pode combinar a qualidade de um serviço sem a autoridade, chancela e o custo do Estado-babá ou simplesmente sem a pressão popular..

    Adianta votar em supostos defensores da família e moral cristã??? Os mesmos irão extinguir ou radicalizar no corte dos impostos de importação? No imposto sobre herança ? E o Laudêmio? Vão resolver minha aposentadoria compulsória de 50 anos trabalhados que no final recebo uma merreca não rentável, e também não corrigida devidamente, e aí morro? Aliás o povão é adestrado a achar que tamanho problema previdenciário vai continuar se empurrando com o aumento da contribuição, ou que só é assim porque roubam, e a conta maior é sempre para a próxima geração, finalizam assim satisfeitos com esses argumentos..

    Não vão. Irão sempre reduzir alguma coisa pontualmente aqui, continuar dificultando o processo ali.. Muito dessas coisas são feitas no mundo desenvolvido mesmo que em menor grau. Isto já é objeto para comparações falaciosas.

    Tudo está encampado pelo governo: de escolas, sindicatos, órgãos de classe, artistas, bolsistas, funcionalismo público, a guerra midiática do bem x mal que faz muito bem ao status quo.. então tudo é manipulado para se evitar a possibilidade de uma representativa soma de votos nulos, que seria o povo começando a demonstrar interesse genuíno num confronto contra o Estado, um sinal que se rebelaria em breve contra taxas, impostos e multas covardes, e não só contra a justificativa padrão de corrupção; sinal vermelho claro ao governo; sinal verde claro à futuros secessionistas.

    É desanimador, embora eu sempre envie textos do Mises e de outros portais à minha família e amigos, e tente conversar, é desanimador..

    Ah se eu pudesse, se eu pudesse..
  • Igor Diniz  07/11/2017 18:37
    O que é descrito no texto deixa bem claro pelo aspecto econômico o quão semelhantes são as ideologias nazistas e socialistas, comunistas... Isso é inegável. Agora essa retórica ensaboada que o pessoal de esquerda gosta de usar, para empurrar o irmão rejeitado (nazismo e fascismo) para a direita é algo complicado de debater, por causa de toda a flexibilidade que grupos de esquerda tem de se auto renomear. Um exemplo que posso dar dessa estratégia desonesta é lembrarmos da eleição para presidente de 1989, onde no segundo turno o PSDB apoiou o PT. Quatro anos mais tarde a esquerda hegemônica se renomeia e passa a rotular o PSDB como um partido de "direita"e recentemente já ouvimos o pessoal do PSOL dizer que o PT se "corrompeu" virou de "direita" e que o PSOL é a "verdadeira" "esquerda". ou seja discutir isso com eles é perda de tempo, são mais escorregadios que um bagre. Então prefiro por essas ideologias assassinas e desumanas, todas como movimentos revolucionários. Percebemos essa mentalidade revolucionária ao longo da história e suas ramificações, em seus espectros, culturais, religiosos, econômicos, políticos etc...
  • Demolidor  08/11/2017 20:13
    Eu vejo que não se deve permitir nem conceder isso a eles em espaços públicos. Como disse um colega forista ali em cima, vivemos num mundo onde há uma guerra de propaganda. É preciso jogar o jogo.

    É preciso enfatizar o tempo todo o termo "socialista" do partido nazista. Lembrar o que foi a União Soviética e todos os movimentos de esquerda. O tempo todo.

    Inclusive porque não se fala somente com o interlocutor. A grande maioria das pessoas que vêm a este site não interage nos comentários nem esboça qualquer reação que possamos ver. Mas estão aí, vendo os argumentos e tecendo suas considerações. Muitas delas subjetivas, analisando aspectos emocionais, levando em conta quão convicto o argumentador se apresenta, e se ele se preocupa com os mais pobres e desfavorecidos.

    Neste sentido, é preciso escolher um lado. E o nosso está muito bem representado. Todos os países deturparam a ideologia capitalista/liberal/libertária/conservadora/de direita, mas EUA, Suíça, Hong Kong, Cingapura e, até mesmo, Chile (onde a deturpação foi maior), são lugares onde a população em geral, especialmente os mais pobres e pertencentes a minorias, alcançaram padrão de vida muito superiores àqueles dominados por esquerdistas.

    Já a esquerda conseguiu tornar países antes ricos, como Venezuela, Argentina, e mais recentemente a Europa Ocidental, em sociedades pobres e instáveis politicamente. Gerou a Coreia do Norte, Cuba, a Itália fascista e a Alemanha Nazista.

    Pessoal de direita precisa agir mais como eles. Não aceitar a rejeição de seu filho nazista. Expor a covardia, a falta de caráter. Expor os resultados, especialmente para os mais pobres. Escrachá-los e jogá-los ao ridículo perante as massas. Fazer suas próprias famílias (que eles querem abolir) ter vergonha deles.
  • anônimo  07/11/2017 19:31
    Off-topic. Hoje a revolução russa está fazendo 100 anos e eu vi algumas matérias de grande alcance escritas por jornalistas comunistas totalmente tendenciosas.
    Já teve muitos bons artigos sobre o assunto aqui, mas seria legal ter um de aniversário de 100 anos pra rebater esses sofistas.
  • Carlos  07/11/2017 19:54
    Você pode rebater esses sofistas usando qualquer artigo daqui. Não há um artigo deste site sobre o socialismo que não rebata tudo o que já foi dito.
  • Mídia Insana  07/11/2017 23:20
    Vamos conversar um pouco sobre Revolução Russa, então?

    1) Encomendada pela Alemanha

    Há mais ou menos dois meses os mancheviques invadiram a sede do Soviet de Petrogrado e encontraram armas e dinheiro alemães. Os alemães vinham enviando prisioneiros de guerra de tendência revolucionária, mandando agitadores políticos à região (incluindo Lenin) e financiando grupos de interesse. O objetivo dos alemães era tirar a Rússia da guerra para que o país pudesse se focar somente na guerra na frente ocidental.

    Os revolucionários tomaram um forte golpe no estômago com o confisco das armas e ficaram quietos por um mês. Até que...

    2) Desunião no Governo Provisório permitiu a Revolução Russa

    Um general chamado Aleksei Kornilov estava muito insatisfeito com a performance do governo manchevique do Kerensky e queria tomar o poder do país enviando uma força de apoiadores até o soviet de Petrogrado. Seu objetivo final seria formar uma junta militar e então devolver o poder ao Czar, supostamente.

    As notícias da tentativa de golpe do Kornilov vieram como uma ameaça enorme ao governo de Kerensky e ele não viu opção além de armar o Soviet de Petrogrado para unir forças e se defender contra o Kornilov. O problema é que o Kornilov acabou não sendo capaz de unir aliados suficientes para o golpe e já chegou em Petrogrado sem forças.

    Mas já era tarde demais para recolher as armas. O soviet de Petrogrado já tinha sido armado. A Rússia cairia imediatamente.

    3) Lenin, o "Pacifista" com Dono

    Por que é que o povo russo, de viés conservador cristão, apoiou algo tão obscuro e oposto às suas tradições como os comunistas?

    Porque os soviéticos eram os únicos que queriam paz com a Áustria e a Alemanha (a financiadora). A população estava em um estado de miséria profunda depois de 3 anos de guerra. O desempenho tão bom do exército russo nos primeiros meses e durante a Ofensiva Brusilov não serviram para tirar a fome e insatisfação do povo. Kerensky literalmente precisou pegar uma arma e pular em uma trincheira para convencer os soldados russos a atacar em um ponto.

    O russo médio e empobrecido não sabia nada de comunismo. Mas sabia que o soviet de Petrogrado queria paz com o patrão alemão e isso bastava.

    Se não fosse a maldita guerra, não teria havido revolução.

    Na verdade, há um argumento razoável que diz que a Primeira Guerra Mundial foi a pior coisa que já aconteceu à humanidade.

    4) O povo russo queria paz. Não conseguiu.

    "Quem desiste de um pouco de liberdade para ganhar um pouco de ordem não conseguirá nada e perderá as duas." (mais ou menos o que disse Benjamin Franklin)

    Olhe para a lista absurda de guerras nas quais a Rússia entrou depois da Oktyabrskaya Revolyutsiya:
    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_wars_involving_Russia#Russian_SFSR_.281917.E2.80.931922.29

    Boa parte delas foi de agressão contra regimes democráticos. Lenin comeu e não pagou.

    Mas espere, Lenin é o governante da paz, esqueci. Stalin é quem deturpou tudo. O sistema era tão bom que bastou um psicopata para corrompê-lo. Lenin foi o bom rei. Eu sei porque meu professor de história educado em uma federal me disse.

    Conclusão

    O povo russo queria paz e vendeu a alma aos soviéticos. O povo se enganou e comprou mais 6 anos de guerra quase ininterrupta. Porque ligou primeiro, a Rússia levou para casa mais um século de imensurável sofrimento humano a todos os povos.

    Moral da História: Ciro Gomes 2018.
  • Felipe Lange S. B. S.  08/11/2017 00:20
    Como você conseguiu todas essas informações? Há fontes? Muito bom comentário.
  • Mídia Insana  08/11/2017 02:35
    Obrigado, Lange. Eu só vim e escrevi para dividir um pouco sobre a revolução. Aqui estão umas fontes:

    www.dw.com/en/how-germany-got-the-russian-revolution-off-the-ground/a-41195312 (Sobre Israel Gelfand [um jornalista que elaborou o plano para derrubar o governo russo e inspirou o Kaiser a investir o que seriam hoje meio bilhão de euros na empreitada revolucionária] e um pouco sobre Lenin também)

    alphahistory.com/russianrevolution/kornilov-affair/ (A tentativa de golpe do Kornilov e sua importância no rearmamento dos soviéticos)

    https://books.google.com.br/books?id=4ggWNLQYtmAC&pg=PA78&lpg=PA78&dq=kerensky+jumps+in+a+trench&source=bl&ots=aaKsFwa2I8&sig=IOhoJcgKDGI6Hm6OIYybG4Ih3so&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjj3_O8863XAhVHkpAKHfkUCGcQ6AEIMzAC#v=onepage&q=kerensky%20jumps%20in%20a%20trench&f=false (Kerensky pulando em uma trincheira para convencer os russos já exaustos a lutarem em 1917)


    Nada que eu disse é segredo, falando nisso. Não há nenhuma controvérsia sobre nenhum dos fatos. Creio que está em todos os livros sobre a revolução russa. Exemplo:

    www.reformation.org/wall-st-bolshevik-ch3.html (Capítulo de um livro sobre a ajuda alemã e sobre como a Entente [que sabia de tudo] tentou apoiar o Czar e os mancheviques para reverter a situação)

    https://books.google.com.br/books?id=Ao-GCwAAQBAJ&pg=PA222&lpg=PA222&dq=kschessinska+mansion+german+guns&source=bl&ots=Mfy6zK2fNv&sig=JhKP98rW_AHvxQY8vtip3xAwkHU&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjbh7if9q3XAhWHlJAKHS58ArYQ6AEINDAF#v=onepage&q=kschessinska%20mansion%20german%20guns&f=false (Mansão Kchessinska, sede dos bolcheviques, é invadida por soldados que encontram metralhadoras e dinheiro alemães. Parte dos 'Dias de Julho')

    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_wars_involving_Russia#Russian_SFSR_.281917.E2.80.931922.29 (Lista de guerras do governo Lenin). A Wikipedia é confiável para fazer uma lista)

    www.bbc.co.uk/schools/gcsebitesize/history/mwh/russia/leninandbolshevikrevolutionrev_print.shtml (Aqui está uma pequena cronologia dos eventos de 1917 [Kornilov, Dias de Julho, etc])

    Aqui estão umas palavras-chave que ajudam na pesquisa:

    Lenin, July Days, Kornilov Affair, Israel Gelfand, October Revolution, Kerensky, Petrograd Soviet, Bolsheviks, russian revolution german support,
  • 4lex5andro  20/09/2018 13:37
    Excelente contribuição com informações muitas vezes desprezadas, em pleno centenário da "revolução" que originou a infame URSS.
  • Jr  07/11/2017 20:59
    Qual a diferença entre Marxismo, Comunismo e Socialismo?
    É a mesma diferença entre merda, coco e bosta.
  • Arnaldo  08/11/2017 16:57
    Igual esquerda e direita.
    A única coisa boa são as minhas regras que aplico em minha propiedade.

    Não entendo esse sede de defender a direita no mises...

    Visão política não passa de idéias estúpidas vindo do governo.
  • Pobre Paulista  07/11/2017 22:01
    "O Professor Karnal discorda" Hahahahahhahahahahaha

    Rapaz, o que tem tido de paraquedista ultimamente aqui no Mises não tá no gibi. Esse é o lado ruim do sucesso...
  • Gabriel  08/11/2017 14:34
    Já eu acho o lado bem bom. No mínimo divertido e, na melhor das hipóteses, quem vier ler os comentários vai ver argumentos bestas serem destroçados.
  • Paulo Henrique  07/11/2017 22:27
    Mas estatizar a economia é algo exclusivo do socialismo? A ditadura militar Brasileira era de esquerda, socialista, então? A extrema direita propõe a criminalização de toda a esquerda, a imposição da uniformidade moral e religiosa sob a bandeira de valores tradicionais, a transmutação de toda a sociedade numa militância patriótica obediente e disciplinada. Não é o apelo à violência que define, ostensivamente e em primeira instância, os dois extremismos: tanto um quanto o outro admitem alternar os meios violentos e pacíficos de luta conforme as exigências do momento, submetendo a frias considerações de mera oportunidade, com notável amoralismo e não sem uma ponta de orgulho maquiavélico, a escolha entre o morticínio e a sedução. Isso permite que forjem alianças, alternadamente ou ao mesmo tempo, com gangues de delinqüentes e com os partidos legítimos, às vezes desfrutando gostosamente de uma espécie de direito ao crime.

    Não é uma coincidencia que, quando sobem ao poder ou se apropriam de uma parte dele, os dois favoreçam igualmente uma economia de intervenção estatista. Isto não se deve ao slogan de que "os extremos se tocam", mas à simples razão de que nenhuma política de transformação forçada da sociedade se pode realizar sem o controle estatal da atividade econômica, pouco importando que seja imposto em nome do igualitarismo ou do nacionalismo, do futurismo utópico ou do tradicionalismo mais obstinado;

  • anonimus  08/11/2017 13:20
    Mas estatizar a economia é algo exclusivo do socialismo? A ditadura militar Brasileira era de esquerda, socialista, então?

    A ditadura militar Brasileira estatizou a economia? Sim? Nesse quesito ela já caminhou pra esquerda.
  • Leandro  08/11/2017 13:30
    As políticas econômicas dos militares foram péssimas.

    Eles foram os maiores estatizadores que este país já teve a infelicidade de conhecer. À exceção de um breve período no governo Castelo Branco -- quando de fato foram feitas algumas reformas --, nada se salva no regime militar.

    Resumidamente, todo o período se resumiu a endividamento do governo em dólares para fazer obras faraônicas (ótimo negócio para as empreiteiras nacionais), inflacionismo da oferta monetária, e câmbio controlado para tentar mitigar os efeitos da inflação monetária sobre a carestia.

    Como a inflação monetária era excessiva, o câmbio controlado passava por várias e sucessivas "desvalorizações controladas", as quais faziam a carestia explodir.

    Porém, como havia o mecanismo da indexação (principalmente salarial) -- algo que o resto do mundo desconhecia --, a coisa foi sendo levada.

    Geisel foi o pior de todos. Pior até do que Dilma. Ninguém expandiu mais o estado do que ele; ninguém criou mais estatais do que ele. Ninguém fechou a economia mais do que ele. Ninguém foi economicamente mais socialista do que ele.

    Já no início da década de 1980, a economia brasileira estava sovieticamente fechada. Importar algo era praticamente proibido. Carestia nas nuvens, moeda sem nenhum poder de compra, e população proibida de comprar produtos estrangeiros. O exemplo mais explícito de reservas de mercado e de povo sendo tratado como gado.

    Vale, adicionalmente, dizer que todas essas empreiteiras atuais cresceram justamente no período militar -- daí a afinidade com o governo petista, igualmente estatizante.
  • cmr  08/11/2017 14:17
    O que mais conheço são velhotes fãs do regime militar, que idolatram, mitificam, e endeusam aquele período.
    Esses velhotes, juntamente com vários jovens, ficam torcendo para um novo golpe militar no Brasil.

    Eu já diria que um novo golpe militar aqui no Brasil, seria um pá de cal nesse paiseco.
  • joao pedro  09/11/2017 21:15
    lendo o seu comentário, lembrei-me de uns pontos interessantes que meu professor de historia comentou ao falar sobre a ditadura militar brasileira.

    Comentário dele sobre o fim da ditadura :

    ``A ditadura militar brasileira foi um período de muito crescimento econômico brasileiro onde o estado brasileiro pegou empréstimos estrangeiros e se endividou aos montes por apresentar crescimento econômico, porêm com o aumento do preço do petróleo no mercado externo, o país mergulhou em uma grande crise. O mercado externo é assim, você cria uma grande dependência do mercado e de produtos de outros países, e logo quando vem mais uma das crises cíclicas do capitalismo, tudo desaba ´´
    Gostaria de saber como você iria começar a criticar o posicionamento dele
  • Ernesto  09/11/2017 21:52
    Eu riria bastante na cara dele devido à tamanha ignorância.

    Governo se endividar para fazer obras faraônicas (e utilizar dinheiro de impostos para quitar a dívida) é o exato oposto de capitalismo. Isso é mercantilismo/fascismo/corporativismo/socialismo.

    E o governo quebrar por causa de suas dívidas externas também é o exato oposto de capitalismo. (Aliás, sabia que o governo da Venezuela recentemente decretou reestruturação de sua dívida externa? Vai ver foi excesso de capitalismo...).

    Ah, e o governo federal brasileiro não quebrou porque o preço do petróleo subiu, mas sim por má gerência é incompetência.

    Até porque o preço do petróleo ficou alto apenas durante dois anos: 1978 e 1979. Na década de 1980 ele desabou forte. E foi exatamente na década de 1980 que o estado brasileiro quebrou e entrou em crise (ou seja, quando o petróleo estava baratinho).

    Aliás, carai, dado que a Petrobras detinha o monopólio estatal do petróleo, não só era para o país ser autossuficiente em petróleo, como também era pra ter bombado com a alta do petróleo.

    Logo, seu professor dizer que o Brasil quebrou por causa da alta do petróleo -- uma commodities que era monopólio estatal -- é uma confissão explícita do gerenciamento de merda feito pelo estado.

    Isso que seu professor falou é o equivalente a dizer que a Arábia Saudita irá quebrar se o preço do petróleo disparar.

    Nada mais normal neste país do que professores falando bosta.

    Artigo para você:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2755
  • Vitor  08/11/2017 13:27
    Não é à toa que Lula (segundo mandato) e Dilma (todo o mandato) sempre foram fãs de Ernesto Geisel, emulando todas as suas políticas.
  • Che  07/11/2017 22:42
    O final da primeira guerra mundial levou ao tratado de Versalhes. Esse tratado ofereceu condições humilhantes ao povo alemão. A ascensão do nazismo encontrou solo fértil na população alemã, ressentida pela derrota e humilhação, e acossada pela crise econômica. O nazismo é a materialização do ressentimento coletivo. O regime não é de direita, mas de esquerda, coletivista.
  • Companheiro Camarada  08/11/2017 00:30
    "Assim, a União Soviética era meramente socialista, mas os membros do partido eram comunistas, pois representavam os poucos iluminados que já estavam trabalhando em prol do objetivo supremo do comunismo."

    Então, por que quando os nazistas chegaram ao poder, quando Hitler se tornou Chanceler do Reich em 1933, praticamente a primeira coisa que eles fizeram foi prender comunistas? Antes mesmo de começarem a perseguir os judeus. Os comunistas não pareciam ser uma classe de iluminados então.
  • Amante da Lógica   08/11/2017 01:12
    Não entendi a sua lógica. Você está tentando contestar uma frase recorrendo a outra que simplesmente não tem nada a ver.

    O trecho que você destacou fala sobre os comunistas que estavam no topo da burocracia da União Soviética. Aí, como que para contestar essa afirmação, você diz que Hitler perseguiu comunistas na Alemanha. O que exatamente tem a ver o c... com as calças? É só desespero seu?
  • Amante do Bom Entendimento  08/11/2017 11:55
    Companheiro, primeiro vem cá! Vamos conversar.

    Qual é o seu problema? Teve que engolir um sapo no trabalho? Perdeu dinheiro na Bolsa de Valores? Seu carro foi roubado? Brigou com a mulher e ela está pondo você para dormir no sofá? Descobriu que tem uma doença terminal? Fique à vontade e pode desabafar aí, se precisar.

    Mas está certo, você não entendeu o que eu quis perguntar e a culpa é minha que não me expressei direito. Para começar, de minha parte não há desespero nenhum, porque em nenhum momento quis contestar a frase que destaquei, e muito menos insinuar coisas do tipo "ah, se os nazistas começaram perseguindo os comunistas então isso significa que o nazismo era capitalista". Absolutamente, não.

    Para não me alongar muito, o problema é que não se respondeu --- e digo definitivamente, de uma vez por todas e com todas as palavras --- a pergunta que é o título do artigo. E, diga-se de passagem, nunca foi intenção do autor dizer se os nazistas eram capitalistas, socialistas ou "terceira via". A única intenção do autor era derrubar o mito de que o nazismo era capitalista, e só isso. E nisso ele foi impecável.

    A culpa é do tradutor, que não tinha nada que colocar esse título. Não tem nada a ver com o artigo. Mas, como sou a favor de que polêmicas como 'foi pênalti ou não foi?', 'é bolacha ou biscoito?' e 'o nazismo era socialismo ou terceira via?' continuem para sempre, então vamos deixar passar. Não precisa responder.

    No mais, força aí.

  • Gabriel  08/11/2017 14:38
    "Amante do Bom Entendimento" é um nome muito irônico. A única coisa que não tem nada a ver com o texto é seu comentário original, que você muito safadamente tentou alterar. Nesses momentos eu acho até bom não ter como editar comentários aqui.
  • Eduardo  08/11/2017 12:15
    Ué, mas a pergunta do título foi plenamente respondida, ainda que isso exija uma certa inteligência do leitor.

    Nazistas eram capitalistas? Nem um pouco.

    Eram socialistas? Majoritariamente, mas não plenamente (ainda havia propriedade privada dos meios de produção, ainda que apenas nominal).

    Eram terceira via? Totalmente, pois mesclaram economia centralizada com propriedade privada dos meios de produção.

    Aliás, eis o que acho engraçado: quando um artigo responde diretamente à pergunta do título, as pessoas reclamam dizendo que o texto é manipulador e não respeita a inteligência do leitor. Já quando o texto respeita a inteligência do leitor e deixa que ele próprio se decida quanto à pergunta do título, nêgo reclama dizendo que o texto deveria ser mais manipulador e assertivo.
  • Enxugando Gelo  08/11/2017 02:29
    O nazismo foi incentivado pelo Stalin. Houve até um tratado de não agressão com o Hitler.

    O Stalin abasteceu o Hitler durante um bom tempo.

    O grande problema dos nazistas começou, quando o Hitler precisou invadir a URSS para conseguir mais suprimentos.

    Depois que a URSS foi atacada, o Moscow desenvolveu o lançador de mísseis katyusha, que dizimou os ataques terrestres nazistas.
  • Voltaire  20/09/2018 12:00
    Não é verdade. A URSS se ajudou o nazismo, foi incentivando a bagunça que os comunistas faziam nas ruas, mas de resto, nada. E o Tratado foi obra da Alemanha para ganhar tempo na sua guerra.
  • Rodrigo Lopes Lourenço  08/11/2017 02:56
    Em primeiro lugar, no livro Minha Luta, entre tantas outras vezes, hitler escreveu sobre o movimento sindical no último parágrafo do item 352: "Ele oferece ajuda e proteção ao trabalhador em sua luta severa pela existência, que ele tem que gerenciar graças à ganância e à miopia de muitos empresários e, portanto, a possibilidade de combater por melhores condições de vida. O trabalhador quer a representação de seus direitos humanos em um momento em que a comunidade organizada, o estado, não se preocupa com isso, e não a arbitrariedade cega de pessoas algumas vezes pouco responsáveis, muitas vezes até sem coração"

    Em segundo lugar, em Dortmund, atualmente no Estado da Renânia do Norte-Westfalia, fotografou-se em 1935 um monumento, encimado por uma suástica, do Front Alemão do Trabalho (DAF) com a seguinte citação atribuida a hitler: "Eu sou socialista porque me parece incompreensível cuidar e manejar uma máquina com esmero, mas ao principal representante do trabalho, a própria pessoa, deixá-la arruinar-se."
    https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Adolf_Hitler_Ich_bin_Sozialist_Monument_for_the_German_Labour_Front,_Deutsche_Arbeitsfront_(DAF),_1935.jpg

    Em terceiro, hitler discursou em 30 de janeiro de 1937, data em que sua gangue completava quatro anos no poder, no Reichstag, o pseudoparlamento da ditadura nacional-socialista. A segunda parte versou sobre economia, contendo, entre outras, a seguinte pérola: "O nacional-socialismo é, como sabemos, o opositor mais feroz da visão liberalista de que a economia está lá para o capital e as pessoas, para a economia. Portanto, estávamos determinados desde o primeiro dia a romper com a falácia de que, por exemplo, a economia poderia levar uma vida independente, incontrolável e não supervisionada pelo estado."
    www.worldfuturefund.org/wffmaster/Reading/Hitler%20Speeches/hitler%20rede%201937.01.30.htm
    Quem conhecer inglês, há um vídeo com legendas em inglês desse discurso: https://www.youtube.com/watch?v=G6MMN1DNQ6g
  • Moore  08/11/2017 04:32
    Uma das maiores contradições da esquerda americana é considerar os países nórdicos como socialistas pelo fato de terem diversos programas sociais, mas não considerar o nazismo como socialista mesmo tendo diversos programas sociais.
    Não que isso seja realmente socialismo, mas mostra que quando um sistema é "bom" eles tentam trazer para o lado deles e quando é demonizado fingem que não possuem nada com ele.

    https://en.wikipedia.org/wiki/National_Socialist_People%27s_Welfare

    E não precisa nem falar que quando o assunto é Coreia do Norte, tentam jogar seus lixos para o outro lado da mesma forma:
    meuprofessordehistoriamentiupramim.blogspot.com.br/2013/10/coreia-do-norte-agora-e-de-extrema.html

    Outro exemplo é Roosevelt. Intervencionista até a medula e é considerado um dos ícones máximos da esquerda americana.
    Se fosse um republicano que tivesse feito as mesmas políticas de Roosevelt seria pintado como o Mussolini ou Hitler americano. No entanto como foi um democrata, o intervencionismo não é de "extrema-direita" e sim de esquerda (e bom como é de se imaginar).
  • Enxugando Gelo  08/11/2017 12:38
    Quando um social democrata abre a economia, ele é considerado moderno e competente.

    Quando um direitista faz a mesma abertura de mercado, ele é considerado um traidor da pátria.

    Para a esquerda, não interessa o que está sendo feito. Eles só querem aplausos.

    O grande problema da esquerda sempre foi o poder e o controle, sem se preocupar com o povo. Eles preferem um serviço estatal pior do que um privado melhor.

  • Rafael Souza  08/11/2017 14:26
    - Todo o intervencionismo pode ser considerado um tipo de socialismo/comunismo ?

    Quando ao texto e depois nos comentários, o texto fala sobre capitalismo x socialismo, mas hoje no Brasil, o debate é sobre o Nazismo ser de esquerda ou direita. Internacionalmente esquerda e direita são diferentes como no Brasil (ao meu ver). Considero o Nazismo com pontos de vista tanto esquerda quanto direita (isso em relação a essas "vias" aqui no Brasil.
    "Alemanha para os alemães", controle migratório, Propaganda de valorização da família Alemã: Direita Brasileira
    Controle de produção, controle de preços, controle de investimentos, controle de mercado: esquerda Brasileira.

    Já vi mais de um alemão falar que o Nazismo é e foi de Direita. Agora que vem a minha ignorância total, existe ou existiu uma direita socialista ?

    E no Brasil um Liberal Clássico pode ser considerado não direita mais esquerda, porém alguém de Centro então ?

    Abraço a todos...
  • Mídia Insana  08/11/2017 16:13
    É comum que libertários fiquem tão aversos ao estado que qualquer intervencionismo vira socialismo. Por exemplo, se você procurar a frase "Friedman era socialista" no IMB, verá mais de um punhado de comentários em que ela aparece. Então a resposta é 'sim' se você estiver em um circulo libertário. Socialismo é sinônimo de intervencionismo por aqui porque o libertário entende que toda intervenção é danosa e é um deslize escorregadio (uma intervenção, mesmo que pena, sugere outra por princípio [veja, o estado pode ajudar também!] e por consequência [a intervenção fracassará miseravelmente]).

    As nomenclaturas de Direita e Esquerda como um espectro não são populares aqui. Uma outra divisão é mais interessante: plano cartesiano em que o eixo vertical é autoritarismo versus libertarianismo no que diz respeito às liberdades individuais; e o eixo horizontal é Estatismo versus Liberalismo Clássico no que diz respeito às liberdades econômicas e intervenção estatal. Sendo assim, surgem quatro espaços no plano cartesiano: Direita Socialista (tipo Mussolini), Direita Libertária, Esquerda Socialista e Esquerda Anarquista.
  • Demolidor  09/11/2017 07:14
    Nossa, eu pensei que já havia lido de tudo. Mas "direita socialista" é a primeira vez que vejo.

    Melhor vocês tomarem cuidado com a viagem, senão podem ficar ofuscados com o brilho da escuridão, pegar insolação de madrugada e ainda repetir as palavras que ninguém jamais disse.

    Tomem que o filho é teu, esquerda. Essas coisas que vocês dizem me convencem de que não estamos lidando com pessoas normais. Basta ver a ficha criminal dos expoentes mais famosos do lado de vocês.
  • Tiago Cefas  08/11/2017 16:47
    Ótimo artigo!

    Hayek também escreveu sobre as origens socialistas do nazismo no livro O Caminho da Servidão. Hayek vai buscar nas teorias de Werner Sombart e Johann Plenge as origens do Nacional Socialismo.
  • Luiz Moran  08/11/2017 18:23
    Citar o esquerdinha caviar do Karnal como contraponto a um artigo no Mises, um parasita burocrata semi-analfabeto da Comuniscamp, que vive do dinheiro de quem paga impostos e envenena seus alunos com marxismo de quinta categoria, é o mesmo que tentar dizer que a Miriam Leitão é tão inteligente quanto a Ayn Rand e tão bela quanto a Charlize Theron.
  • Armando  08/11/2017 18:24
    Tudo isso não passa de construção social.
  • Hero  08/11/2017 19:47
    Por que mises nunca foi refutado???
  • Getulio  09/11/2017 01:54
    Porque ninguém nunca conseguiu.
  • Mídia Insana  09/11/2017 02:56
    Mises já foi refutado. Pesquise a respeito de 'Guido Mantega'.
  • Gabriel Vinícius da Silva  09/11/2017 01:45
    Desculpem minha ignorância, sou um mero iniciante no assunto.
    Sei que não tem nada a ver com o assunto em questão no artigo, mas recentemente em minha faculdade, uma professora disse algo um tanto curioso.

    Pelas palavras dela, o FMI é um banco americano que obriga os países a se endividarem com seus empréstimos para lucrar sempre mais com os juros altos. Logo em seguida ela disse que gostou que tenha ocorrido o impeachment, pois se não fosse por isso, a Dilma poderia ser assassinada por não ter feito empréstimos com o FMI. Em sua visão, vários presidentes de diversos países foram assassinados justamente por não ter tomado tais empréstimos com o banco.


    A meu ver tudo isso é um grande absurdo, mas gostaria de saber a opinião de vocês sobre o assunto.
  • Emerson  09/11/2017 01:55
    Banco obriga governos a se endividarem? Essa é nova. E sim, você próprio já respondeu.
  • Mídia Insana  09/11/2017 02:52
    Teoria da conspiração travestida de aula de economia?

    Banqueiros do FMI forçam governantes a pedirem dinheiro

    Nossa!

    Eu já ouvi falar de Shadow Wars e Economic Hitmen. Tinha curiosidade a respeito. Mas em minha defesa, eu tinha 13 anos.


    Se a Dilma fosse ser assassinada por não ter se endividado em dólares em um governo que mais do que duplicou a taxa de câmbio em menos de um ano, imagina o Adolfo Rodríguez Saá da Argentina que deu o maior calote da história de brinde ao FMI.

    Não me entenda mal: políticos e países são retaliados o tempo inteiro por decisões econômicas (vide a Líbia que ousou querer criar uma moeda lastreada em ouro e o Iraque que ousou vender petróleo mais barato que o cartel da OPEP). Mas isso não tem nada a ver com FMI, mas sim com os EUA tendo de defender sua moeda e o sustento de aliados estratégicos (o que é redundante em tempos em que a mercadoria de maior valor dos EUA é a própria moeda). Embora seja minha perspectiva a respeito, eu não compartilharia minhas conspirações com uma sala de aula.

    MUITOS países não têm linha de crédito com o FMI. Confira a lista dos de fato devedores. A ideia de que o FMI é alguma entidade maldosa controladora de países disfuncionais é mais década de 90 do que o 'É o Tchan!". Eu até consigo escutar a dança da garrafa e acusações de "entreguista" ao FHC. O FMI só empresta dinheiro em dólares aos países e precisa garantir que eles produzam divisas (dólares) para pagar de volta. Daí a história da soja, por exemplo. O voto de confiança de um empréstimo do FMI também significava que o país disfuncional estava ficando sério e dava credibilidade ao credor. Pelo menos era assim até os hermanos fazerem a magia.
  • Alessandro Gusmão  13/11/2017 12:05
    Parabéns pelo nível do texto e dos debates.
    Vejo como extrema importância a bola levantada da questão ligada a "info wars" que vivemos. A própria questão de colocar o nazismo como direita é efeito disso.
    Com o fim da URSS, sobrou para os comunistas a mais sórdida e medonha estratégia de luta para dobrar o ocidente : a guerra de narrativas. Para isso, como fartamente citado aqui, Gramsci foi o estrategista que desenhou o plano de desestruturação do ocidente.
    Ao perceber que as nações são construídas pelas tradições e costumes, transmitidas para o indivíduo pela célula mater da sociedade que é a família, Gramsci propôs a tomada dos núcleos de formação intelectual da sociedade, como as universidades, e a doutrinação intelectual desses núcleos para formarem multiplicadores de corrente marxista (jornalistas, sociólogos, juristas, economistas, etc), interferindo diretamente na estruturação desses costumes e tradições. É o chamado Marxismo Cultural.
    Após décadas de doutrinação nesses núcleos, sem serem importunados, países mundo afora estão vendo seu tecido social, cultural e moral em frangalhos. Nações estão sendo conduzidas pelo viés marxista, criando forte divisão social, alimentando gritante e falsa luta entre negros e brancos, héteros e homossexuais, pais e filhos, empresário e trabalhadores, desconstruindo e como objetivo final, a própria estrutura psicossocial humana e familiar.
    Sem ser dada a devida importância e combate sistemático ao que estamos enfrentando, sem um levante de todos os liberais, libertários, conservadores, cristãos e ateus, para enfrentar decisivamente essa guerra, não vamos conseguir sobreviver como a sociedade que conhecemos e quiçá, como indivíduo.
  • CHARLES  13/11/2017 19:21
    Mais um ótimo artigo.
    Bom seria levar essa informação cada vez mais adiante para os incautos não engajados no socialismo pq para essa massa ignara não adianta mais pois foram "lobotomizados".
  • Ricardo  21/11/2017 16:09
    Os Nazistas também fazem parte da Terceira Via Politica, pois os Alemães eram ultra-nacionalistas, o nacionalismo vem mais da Direita, mas como o governo Nazista era totalitário e socialista entre seu povo, ele também se encaixa na Esquerda. Até o próprio nome do partido Nazista pode se ver isso, Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, onde Nacional se refere ao Nacionalismo, Amor á Pátria e etc... (o que seria a parte da Direita Extrema) e onde Socialismo se refere ao Socialismo que praticavam, como descrito no Artigo que por sinal é ótimo. O simples fato de o governo ser Totalitário já não pode se encaixar com o Capitalismo.
  • Liliane  24/11/2017 13:47
    Veja um esclarecimento importante sobre socialismo aqui carlosliliane64.wixsite.com/magiaeseriados
  • Emerson Luis  28/12/2017 12:04

    Esquerdistas simplesmente não vivem sem manipulação semântica!

    A Revolução Russa está viva 100 anos depois

    * * *
  • Antonio Cirilo  20/09/2018 00:44
    O papel atual da intelligentsia europeia é, juntamente ao discurso da direita negando que o nazismo seja de direita, existiria um discurso de que a direita não reconhece o holocausto. Atacam ao espantalho da negação ao holocausto e afirmam que tudo dito pela direita é falso.
  • Sabio  20/09/2018 04:17
    Nazistas eram de extrema direita.
  • Alfredo  20/09/2018 14:14
    Fique à vontade para atribuir pontos cardeais. O fato inconteste é que o nazismo era anti-capitalista, intervencionista e socialista.

    Se quiser chamar isso de "extrema direita", por mim tudo bem.
  • Lucas de Souza Cardoso  20/09/2018 04:18
    Creio que seja um equívoco histórico alemão não discutir as origens ideológicas do Nazismo, uma vez que, as suas sementes ainda estão latentes na sociedade moderna. Quando definem o NAZISMO como direitista, apesar dos regimes fascistas serem modelos "Socialistas" e "heterodoxos", se apoiam no DARWINISMO SOCIAL (DS). Mas qual é a relação entre o DS e os movimentos Positivistas ou Ortodoxos (que sustentam a direita)? Não existe relação ideológica entre estes movimentos e o DS, além de se tratar de uma analogia anacrônica, visto que, os movimentos Direitistas surgem no iluminismo, enquanto que o DS é bem mais tardio (por volta de 1880). Então porque insistem em tecer argumentos de que o Nazismo é direita, tendo como ancoragem o DS? Houve um autor, contemporâneo do DS que era simpatizante e estudioso do Positivismo e das Escolas Ortodoxas de Economia (Adam Smith, Ricardo, Burke, Mill), e seu nome era Hebert Spencer. Hebert Spencer, além de amante dos conceitos direitistas, também era estudioso do Darwinismo (1870). Spencer tentou estabelecer algumas relações entre o comportamento humano social e o Darwinismo, produzindo literaturas de seus ensaios sociais. Por exemplo, Spencer observava o fenômeno da Adaptabilidade dos Indivíduos às situações de dificuldade, e sob a ótica do liberalismo (laissez faire, direitismo clássico, positivismo, etc.) , estas situações de dificuldade, na maioria das vezes, eram produzidas pelo Estado, pelo intervencionismo do Estado e a centralização do poder. Assim, Spencer propunha que os indivíduos mais "adaptados" tendiam a contornar melhor os problemas sociais, oriundos do Estado. Spencer se inspirava na noção de ADAPTABILIDADE DOS INDIVÍDUOS SOBREVIVENTES de Charles Darwin. Mas é aqui que começa a confusão, e equivocadamente o Nazismo é ligado à direita, por alguns autores. Paralelamente aos estudos de Spencer, alguns pensadores (a grande maioria desconhecida e não notável) distorceram as ideias de Darwin, substituindo o sentido da noção de adaptabilidade, por SUPREMACIA OU FORÇA INDIVIDUAL, de forma que geraram a crença de que "OS MAIS FORTES SOBREVIVIAM MELHOR" - uma clara distorção das propostas de Darwin. Essa distorção foi aceita e divulgada como o movimento do Darwinismo Social. Spencer foi um dos grandes críticos do DS, principalmente pela noção da Supremacia que nada se relacionava à Adaptabilidade sugerida por Darwin. Contudo, por ser o primeiro filósofo a experimentar o Darwinismo no comportamento humano, Spencer recebeu a alcunha de pai do Darwinismo Social. E por Spencer seguir preceitos da Direita, o Darwinismo Social foi imputado como um movimento de Direita. O Darwinismo Social é a base filosófica tomada pelos idealizadores dos movimentos fascistas, italiano e alemão (nazismo), e por ser equivocadamente ligado à Direita, por meio de Spencer, foram classificados como Movimentos de Extrema-direita. Particularmente, essa abordagem ou classificação não é nada congruente e consistente, e por isso, gera tantas discussões e antíteses. Spencer era um direitista contrário ao DS, mas foi erroneamente identificado como seu autor. Spencer é o elo de conexão, forjado, entre os Movimentos Fascistas e as Escolas Direitistas de Pensamento. Mesmo que Spencer fosse realmente o "pai" do Movimento Darwinista Social, não seria justo conectá-lo como Autor do Pensamento Direitista. Spencer não fez nenhuma contribuição pro pensamento direitista (apenas era um simpatizante), assim como, não se conecta temporalmente com os pensadores iluministas que produziram as noções Direitistas. Portanto, se tomarmos para análise os pensamentos de Adam Smith, David Ricardo, Stuart Mill, Targot, Burke, Voltaire e Comte e compará-los com o Darwinismo Social não encontramos nenhuma afinidade ideológica. Portanto, ligar os Movimentos Fascistas à Direita (positivismo) tendo como conexão Hebert Spencer e o Darwinismo Social é muito questionável.?
  • Alerson Molotievschi  21/09/2018 02:16
    poxa, eu gostei muito deste "insight"...obrigado!
  • Nicolas Miguel  20/09/2018 11:39
    Bom dia, IMB. Houve um erro no qual o texto diz em que Mises escreveu o ensaio "Crítica ao programa de Gotha". Esse livro é de autoria de Karl Marx e Mises nasceu em 1881, o livro de 1875.
  • Leitor Atento  20/09/2018 14:10
    Mais atenção, Nicolas. Não é isso o que está escrito. Leia de novo.

    Aliás, vou facilitar para você. Eis o que está escrito no artigo. Abre aspas:

    Sobre isso, Mises escreveu:

    "Em 1875, em seu Crítica ao Programa de Gotha, do Partido Social-Democrata Alemão, Marx fez uma distinção entre a fase precoce e a fase posterior da sociedade comunista. Mas ele não reservou o nome "comunismo" à fase posterior, e não rotulou de "socialismo" a fase precoce, para diferenciá-la do comunismo".

    Fecha aspas.

    Entendeu agora.
  • Nicolas Miguel  20/09/2018 14:40
    Tens total razão. Peço desculpas por meu erro interpretativo.
  • Ewerton  20/09/2018 17:42
    A Alemanha discorda deste artigo. O consulado alemão no Brasil acabou de fazer um vídeo explicando porque o Nazismo era de extrema-direita.
    Bem, eu prefiro acreditar nos "donos do boi", o resto é conjectura de quem não viveu a história.
    Quem pode contar melhor sempre será aqueles que viveram e ainda sofre as consequências.
  • Hans  20/09/2018 18:17
    Ué, que gozado. A palavra "direita" não aparece em lugar nenhum do artigo. Tampouco a palavra "esquerda" (ao menos não em referência aos nazistas).

    Quer chamar o nazismo de "extrema-direita"? Fique à vontade. Atribua aos nazistas os pontos cardeais que você quiser (direita, esquerda, norte, sul).

    O fato inconteste, no entanto, é que o nazismo era anti-capitalista, intervencionista e socialista. Suas políticas econômicas eram explícitas neste sentido.

    Se quiser chamar isso de "extrema direita", por mim tudo bem. Mas quero ver você refutar os pontos econômicos levantados pelo artigo. Fazer beicinho não é argumento. (Ah, e tampouco o consulado alemão entrou na seara economica, limitando-se apenas a discutir questões meramente semânticas).
  • Guilherme  20/09/2018 18:22
    O que eu já vi de esquerdista e keynesiano elogiando a política econômica dos nazistas não está no gibi. Quer dizer então que esquerdistas e keynesianos estão elogiando uma política econômica de extrema-direita?!

    Aliás, considerando que a política econômica dos nazistas era extremamente semelhante ao New Deal, quer dizer então que Franklin Roosevelt (o político mais adorado das esquerdas) era na verdade alguém de extrema-direita?!

    Rapaz, agora deu tilt. Me ajudem!
  • Lucas  20/09/2018 22:05
    Um adendo:
    O "Socialismo de Estado" (Staatssozialismus) não necessariamente configura uma doutrina econômica e política de esquerda.

    Na Alemanha, ele foi adotado pelo Otto Von Bismarck, quando este instaurou uma série de políticas sociais como a ampliação de um sistema educacional estatal e a criação de um sistema de previdência.

    A respeito disso, tem um livro que é fonte primária (ou seja, escrito muito próximo de quando essas políticas foram implementadas na Alemanha) de 1891 entitulado "Bismarck and state socialism", do jornalista William H. Dawson.
    archive.org/details/cu31924002674350

    O que me permite sustentar que Hitler, ao adotar o termo "Socialismo" esteja se referindo ao modelo bismarckiano, é que este é o Estadista que ele MAIS ELOGIA no Mein Kampf, coisa que não ocorre quando este menciona Marx (pelo contrário, atribui ao socialismo marxista um papel importante para o plano de "dominação judaica mundial").

    Isso significa que esse pensamento era uniforme dentro do NSDAP?
    Não. Havia sim um setor socialista, no sentido mais tradicional do termo, nas fileiras do partido. Estes, representados especialmente por Gregor Strasser, que é o autor daquele discurso "Nós somos socialistas. Nós somos inimigos da propriedade privada..."


  • Aline Wolffenberg  21/09/2018 05:40
    O sistema econômico nazista não visava o bem-estar para todos, mas tão somente àqueles que se enquadravam no padrão racial e cultural imposto pelo Reich. Além de ser favorável à manutenção de privilégios para uma elite. Se o sistema é excludente, por definição não pode ser socialismo. O sistema nazista era capitalista sim, mas protecionista. Depois de ter quebrado com a Crise de 29, devido ao fato de que a maioria dos títulos da dívida alemã estavam nas mãos de norte-americanos, era natural que Hitler tenha dado preferência a uma indústria nacionalista e visse a necessidade de proteger o país de eventuais interferências econômicas estrangeiras.
  • Hans  21/09/2018 13:20
    "Se o sistema é excludente, por definição não pode ser socialismo."

    Haha, sensacional.

    Não, minha querida, a prática mostra que é exatamente o contrário: se o sistema é excludente, então, por definição, ele tem de ser socialista.

    O socialismo é, por definição, o regime mais excludente que existe. O aparato burocrático que comanda o poder vive nababescamente à custa da fome e da miséria de todo o resto da população. Isso se observa em absolutamente todos os regimes declaradamente socialistas do mundo: Cuba, Venezuela, Coreia do Norte e vários países da África.

    Ou você acha que cubanos, venezuelanos, norte coreanos e africanos não são excluídos?

    É cada desinformado que despenca por aqui que dá até dó...

    Por que o socialismo sempre se transforma na doença que pretende curar

    Quem defende políticas socialistas defende a inanição de seres humanos

    O colapso da Venezuela não irá acabar com o poder sedutor do socialismo - e há explicações para isso

    O socialismo inevitavelmente requer uma ditadura
  • Aline Wolffenberg  27/09/2018 04:27
    A construção de um governo socialista visa sempre a distribuição de renda. Isso é o que todos os partidos de esquerda visam fazer. Na União Soviética, por exemplo, várias pessoas receberam casas do governo. Você não pode avaliar somente pelo resultado final. Durante muito tempo, a União Soviética teve algum sucesso econômico, inclusive a nível tecnológico. Chegou a desenvolver bomba atômica, desenvolveu projetos espaciais etc. No entanto, havia o problema da repressão política, assassinatos de opositores e falta de liberdade de expressão. Foram pontos cruciais para o fim do regime.
  • Guilherme  27/09/2018 14:32
    "Na União Soviética, por exemplo, várias pessoas receberam casas do governo."

    E as consequências foram trágicas.

    Quando moradia deixou de ser mercadoria: o desastre soviético

    "Você não pode avaliar somente pelo resultado final. Durante muito tempo, a União Soviética teve algum sucesso econômico, inclusive a nível tecnológico. Chegou a desenvolver bomba atômica, desenvolveu projetos espaciais etc."

    Sim, a URSS tinha satélites, foguetes e tanques. Só que, exatamente para poder ter essas coisas desnecessárias, sua economia era incapaz de produzir outras muito mais essenciais.

    Havia foguetes, mas não havia geladeiras, carros, fogões, máquinas de lavar e nem sapatos. As pessoas tinham de ficar em filas humilhantes para deixar seu nome numa lista para, dali a vários meses (ou anos), conseguir um sapato do governo.

    No socialismo é assim: ou você imobiliza matéria-prima em foguetes e tanques, ou em fogões, geladeiras, carros e máquinas de lavar. É impossível ter os dois ao mesmo tempo.

    Toda a suposta pujança da tecnologia espacial soviética se deu à custa das privações da população. Recursos escassos foram retirados de todo o resto da economia e direcionados para o setor espacial. Havia material para fazer foguetes porque não havia material para construir geladeiras, calefação, automóveis e os mais básicos eletrodomésticos.

    Numa economia dirigida é assim mesmo: o governo direciona todos os recursos escassos para um único setor, no qual ocorre então uma superprodução, gerando por conseguinte escassez em todos os outros setores (que ficam sem esses recursos escassos).

    De novo: havia fartura de equipamentos militares, mas havia escassez de automóveis, geladeiras, máquinas de lavar e, claro, de alimentos.

    Quem louva o poderio militar soviético, mas ignora que ele se deu inteiramente às custas do bem-estar da população (exatamente porque a economia era dirigida e não havia sistema de preços livres) revela grande desconhecimento de conceitos básicos de economia.

    "No entanto, havia o problema da repressão política, assassinatos de opositores e falta de liberdade de expressão. Foram pontos cruciais para o fim do regime."

    Não, não foram. O regime caiu simplesmente porque ninguém aguentava mais a fome e a contínua queda no padrão de vida.

    Há exatos 25 anos presenciei o fim do regime soviético
  • Karnal da Massa  21/09/2018 17:29
    "Se o sistema é excludente, por definição não pode ser socialismo."
    Só pra registrar que isso foi escrito na mesma semana que o Maduro viralizou comendo carnes nobres na Turquia.
  • Nomak  23/09/2018 21:52
    Além da Venezuela, outro país recente que adotou um sistema parecido com a Alemanha Nazista é o Zimbábue.

    O ditador comunista Mugabe não saiu estatizando tudo como Stalin, ele optou pelo tabelamento de preços.

    Quando começou a faltar produtos, ele teve a brilhante ideia de imprimir dinheiro. E esse foi o ponto de diferença do desfecho entre os dois regimes.
  • Emerson Luis  02/10/2018 11:16

    Stalin, Mao, Chávez, TODO ditador comunista criou sua própria versão de socialismo e seus governos continuaram sendo chamados de "esquerda" pelos intelectuais.

    Por que Stalin, Mao, Chávez e outros puderam e só Hitler não podia criar sua própria versão de socialismo? Não é justo! Direitos iguais!

    É que os fatos não se encaixam na narrativa, não é?

    * * *


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