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Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria - e é isso o que o protege contra abusos
E como os salários realmente aumentam em uma economia

É bastante comum ouvir a afirmação, feita majoritariamente por políticos e intelectuais, de que o "trabalho não é uma mercadoria". Não sendo uma mercadoria, o preço do trabalho (o salário) não pode ficar ao sabor das flutuações do mercado.

Consequentemente, para garantir um "valor justo" para a mão-de-obra é imprescindível: a) estipular por lei um valor mínimo para o salário; b) proibir reduções salariais durante recessões econômicas; c) fomentar a atividade sindical, pois apenas os sindicatos poderiam proteger os trabalhadores e impor um valor salarial justo para a mão-de-obra.

Poucos se atrevem a questionar essa "verdade", a qual parece ser tão evidente que está praticamente arraigada em nossos profundos sentimentos humanos.

Ademais, a própria história da civilização é a luta do homem contra essa tão odiosa instituição que foi a escravidão, na qual vários seres humanos eram comprados, utilizados e vendidos como se fossem animais. Esse nosso lamentável histórico ajuda ainda mais a propagar a ideia de que o trabalho humano não pode ser tratado como uma mercadoria.

Mas é uma mercadoria

No entanto, apesar das considerações anteriores, a realidade é que os serviços efetuados pelo trabalho humano (e não nos referimos à pessoa humana em si mesma, a qual é indiscutivelmente inalienável) estão submetidos às mesmas leis econômicas que valem para todas as outras mercadorias e fatores de produção.

E as leis econômicas afetam de forma inexorável a todos os agentes que intervêm no mercado, independentemente de qual seja o sentimento popular em relação às mesmas.

Em concreto, são duas as leis econômicas mais importantes relacionadas ao fator trabalho: a lei "da oferta e da demanda", e a lei que diz que "o salário será determinado pelo valor presente da esperada produtividade marginal futura do trabalho".

1ª Lei: Oferta e demanda

A primeira lei é básica, lógica e perfeitamente compreensível para qualquer leigo inteligente.

Ela afirma que um aumento da demanda por determinados serviços efetuados pelo trabalho humano tende a aumentar o preço destes serviços — isto é, os salários.

Quanto mais demandada for uma mão-de-obra, maior o preço (salário) que os patrões estarão dispostos a pagar por ela.

Igualmente, um aumento da oferta desta mão-de-obra — isto é, um aumento da quantidade de pessoas dispostas a trabalhar no mesmo setor — gerará o efeito oposto: fará reduzir seu preço.

2ª Lei: Paga-se hoje pela produção daquilo que só será vendido no futuro

A segunda lei é de grande transcendência. Ela diz que o trabalhador recebe hoje o valor integral daquilo que ele produz e que só será vendido no futuro. Consequentemente, há um inevitável desconto no valor, pois o valor futuro de algo é trazido ao seu valor presente.

Sempre que o valor futuro de algo é trazido ao seu valor presente, o valor presente é menor. São os juros intertemporais.

Logo, o valor do salário é calculado no momento em que ele produz o trabalho e não quando todo o processo de produção é completado.

Isso é muito importante quando se considera que os processos produtivos modernos duram um período de tempo muito prolongado. A experiência prática mostra que são muito poucos os trabalhadores que estão dispostos a esperar todo esse tempo para receber o valor integral do produto final elaborado com seu trabalho, o qual só depois de muito tempo estará pronto para ser vendido no mercado.

Os trabalhadores que os empreendedores e capitalistas empregam hoje não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários. Os capitalistas e empreendedores adiantam um bem presente (salário) aos trabalhadores em troca de receber — somente quando o processo de produção estiver finalizado — um bem futuro (o retorno do investimento). Existe necessariamente uma diferença de valor entre o bem presente do qual os capitalistas e empreendedores abrem mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e o bem futuro que eles receberão (se é que receberão).

(Com efeito, esta lei evidenciou, há mais de um século, quão absurda é a teoria marxista da exploração: pagar ao trabalhador "hoje" o valor integral daquilo que só estará completado em um distante "amanhã" significa pagar a este trabalhador um valor substantivamente maior do que ele próprio produziu hoje).

Esta segunda lei é de fácil demonstração prática: se aos trabalhadores fosse paga uma quantidade inferior ao valor presente descontado de sua produtividade marginal esperada, os lucros do empresário aumentariam caso ele contratasse mais trabalhadores. Só que contratar mais trabalhadores significa aumentar a demanda por mão-de-obra, o que gera uma tendência de elevação dos salários.

O contrário acontece no caso em que o salário é maior que a produtividade: o empresário terá menos lucros e, consequentemente, irá demitir ou deixar de contratar trabalhadores até que a produtividade aumente ou os salários diminuam. (Porém, se houver leis trabalhistas rígidas que proíbam reduções salariais ou encareçam demissões, este reajuste será forçosamente feito pelo mercado, e o desemprego passará a ser alto e perdurará indefinidamente).

Como aumentar os salários

Destas duas leis anteriores é possível deduzir que existe um fenômeno, e somente um fenômeno, capaz de aumentar os salários de todos os diferentes tipos de trabalho e, por conseguinte, o padrão de vida das pessoas: a acumulação de capital.

Quanto maior a quantidade de bens de capital utilizados por um trabalhador, maior será sua produtividade.

Se, por exemplo, um operário norte-americano ganha quatro vezes mais que o espanhol ou cem vezes mais que o indiano, isso não se deve ao fato de ele ser mais trabalhador ou mesmo mais capacitado. A explicação é muito mais simples: o norte-americano utiliza quatro ou cem vezes mais capital investido pelo mercado (máquinas, ferramentas, instalações industriais, meios de transporte etc.) que seu colega espanhol ou indiano, respectivamente.

O capital investido é o que aumenta a produtividade, os salários e, consequentemente, o padrão de vida de uma sociedade. A acumulação de capital, ao tornar o trabalho humano mais eficiente e produtivo, é o que permite aumentos salariais para todos. Trabalhar menos e produzir mais é o resultado direto da acumulação e do uso do capital.

Consequentemente, aqueles sistemas econômicos que mais favorecem a poupança (é a poupança o que permite os investimentos que criam bens de capital) e a acumulação de capital são os mais benéficos para as massas. Acima de tudo, são os mais cruciais a serem colocados em prática nos países mais subdesenvolvidos.

Consequências de se ignorar as leis econômicas

Assim como a lei da gravidade continua plenamente em vigor ainda que você a considere "inaceitável" pelo fato de matar pessoas que caem de cabeça no chão, o mesmo ocorre com as leis da economia. Não há demagogia política ou sindical capaz de revogá-las.

Leis estipulando um salário mínimo, leis que proíbem reduções salariais e encargos sociais e trabalhistas que encarecem o custo final da mão-de-obra podem até servir para tranquilizar os espíritos socialmente mais "sensíveis", mas ainda assim condenarão ao desemprego e ao desespero todos aqueles trabalhadores que, por produzirem um valor inferior ao custo total de sua mão-de-obra estipulado pelo governo, não conseguirão emprego.

Se o mercado de trabalho é engessado por regulações trabalhistas e tributos sobre a folha de pagamento — os quais encarecem sobremaneira o preço do trabalho legal —, o governo está simplesmente fazendo com que empreender e gerar empregos legalmente seja proibitivo em termos de custos. Consequentemente, a mão-de-obra de qualidade mais baixa terá dificuldades para encontrar empregos formais, pois não é produtiva ao ponto de gerar mais receitas do que custos para seus empregadores. Seu poder de barganha será nulo, não haverá disputa por sua mão-de-obra e seus salários serão permanentemente baixos.

Quanto mais regulada e burocratizada a economia, e quanto maiores os encargos tributários sobre a folha de pagamento, menores as disponibilidades de emprego, menor o poder de barganha dos trabalhadores, menores os salários, maior a insatisfação, e maiores as chances de abuso.

Efeito semelhante sobre o desemprego tem as políticas sindicais que impõem aumentos de salários por meios coercitivos (como greves). O resultado sempre é o mesmo: alguns poucos trabalhadores, aqueles que conseguiram manter seus postos de trabalho, saem favorecidos à custa de todos aqueles outros que acabam sendo empurrados para a informalidade ou que ficam no desemprego.

A falta de solidariedade entre os próprios trabalhadores não poderia ser mais patente do que neste caso: aqueles trabalhadores privilegiados conservam seus postos de trabalho sob condições que não ocorreriam em um livre mercado, e à custa de todos os outros milhões de desempregados que gostariam de trabalhar mas que não conseguem empregos porque sindicatos e leis trabalhistas estipularam um custo mínimo extremamente alto.

Também chama a atenção o fato de que muitos governos são obstinados em dilapidar o capital existente no país por meio de impostos confiscatórios (tanto da renda quanto do patrimônio), os quais são impingidos com o intuito de "redistribuir renda", mas que logram apenas empobrecer as massas, pois, ao reduzirem a acumulação de capital disponível por trabalhador, causam uma redução generalizada dos salários reais. Impossível aumentar salários ou mesmo pagar bons salários se os impostos confiscam os lucros e impedem empresas de aumentar seus bens de capital.

O lado bom de tudo

Por fim, é crucial ressaltar que é realmente uma maravilha o fato de o trabalho estar submetido às leis objetivas e impessoais do mercado: uma distribuição da renda salarial que fosse baseada em outros critérios diferentes dos do mercado seria inevitavelmente arbitrária, subjetiva e sujeita aos caprichos de um ditador econômico.

Consequentemente, é fácil constatar que não há melhor defesa para os direitos das minorais marginalizadas por sua religião, raça, opção sexual etc. que a possibilidade de poderem vender livremente no mercado produtos altamente úteis aos consumidores — os quais, por necessitarem deles, não se importam com a religião, raça ou opção sexual de quem participou de sua eficiente produção.

Por tudo isso, da próxima vez que o leitor escutar a informação de que "o trabalho não é uma mercadoria", lembre-se de que é inútil e prejudicial para as próprias massas trabalhadoras ignorar e lutar contra as leis da economia. E que, no dia em que o trabalho deixar de ser uma mercadoria do ponto de vista econômica, cada trabalhador terá perdido sua liberdade e estará sujeito às decisões puramente subjetivas e arbitrárias do ditador econômico do momento (tenha sido ele democraticamente eleito ou não).

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autor

Jesús Huerta de Soto
, professor de economia da Universidade Rey Juan Carlos, em Madri, é o principal economista austríaco da Espanha. Autor, tradutor, editor e professor, ele também é um dos mais ativos embaixadores do capitalismo libertário ao redor do mundo. Ele é o autor de A Escola Austríaca: Mercado e Criatividade Empresarial, Socialismo, cálculo econômico e função empresarial e da monumental obra Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos.


  • Daniel Galvao  25/10/2017 14:41
    Já estava sentindo falta dos magistrais artigos do Huerta de Soto e suas explicações claras e precisas. Mais!
  • Júlio Cesar   25/10/2017 14:47
    Quem adora falar que o trabalho não pode ser tratado como uma mercadoria porque "nosso povo não é bode" é o inefável Ciro Gomes.

    Aliás, já perceberam que aqui no Brasil toda a retórica política se baseia em tratar os pobres como coitados incapazes? E o pior é que quem faz isso sempre faz em benefício próprio. Em qualquer lugar sério isso seria denunciado como uma vergonhosa autopromoção à custa dos desvalidos. Já aqui no Brasil isso é "discurso político sério e maduro".
  • Luiz  25/10/2017 15:15
    Quer dizer então que, se no caso produzirmos e não vendermos nada, não temos direito
    ao salário? isso se chama trabalho comissionado..
  • Carlos  25/10/2017 16:00
    Até tem. Você receberá ao menos um mês de salário de acordo com o contrato firmado com seu patrão. E só. Após isso, a empresa vai à falência. E seu emprego vai junto.

    Sério mesmo, qual a dificuldade em entender a lógica? Se você fabrica artesanalmente um sorvete que tem gosto de bosta, não conseguirá vender nada. Ao não conseguir vender, você não terá receita. Sem receita, não conseguirá bancar nenhum custo. Consequentemente, se há um empregado nesta sua sorveteria, você pagará a ele o salário acordado em contrato no primeiro mês. No segundo, é demissão e empresa fechada.

    Gostaria de saber quais seriam os argumentos emotivos poderosos o bastante para revogar esta lógica econômica.
  • Nordestino Arretado  26/10/2017 14:15
    Creio eu que o capital de giro existe justamente para cobrir as despesas enquanto as vendas não atingem o suficiente para cobrir todos os gastos, e isso inclui os salários dos funcionários. Ninguém dá tiro no escuro, quando você abre um negócio você já tem um planejamento financeiro para isso.
  • João Vitor  26/10/2017 17:11
    Mas o problema é esse amigo, nenhum micro e pequeno empresario tem capital de giro, nosso capital é sugado por impostos e outras burocracias.
  • Miguel Gomes  04/07/2018 10:14
    Este artigo comete algumas incorreções "maliciosas": Numa economia sã, onde o mercado de trabalho tem oferta suficiente para permitir a mobilidade de trabalhadores entre empresas (se eu estou farto de trabalhar aqui, vou trabalhar para ali), é responsabilidade da gestão da empresa garantir a sustentabilidade do seu negócio irrespectivamente da duração da estadia dos seus trabalhadores nos quadros da empresa: o salário atribuído a cada posição (especializada ou não) deverá fazer parte da parcela estipulada para salários no orçamento da empresa para aquele ano fiscal...O cenário que estou a descrever ocorre em todo o mundo evoluído: tendencialmente capitalista como nos Estados Unidos da América, confuso entre capitalismo e socialismo como no Brasil ou assumidamente capital/socialista como na Europa.

    A forma de aumentar salários em larga escala com o regime actual da Europa é uma conjunção de factores:

    - É necessário uma Economia forte, com uma balança de exportação saudável (uma boa parcela dos impostos do estado advém de capital estrangeiro na forma de receita de exportação, por forma ao estado poder aliviar os impostos sobre o trabalho e sobre o consumo interno)
    - É necessário mão de obra altamente especializada, por forma a criar uma economia assente em produtos exclusivos, que façam a economia ter algo extraordinário a oferecer a outras economias.
    - É necessário criar incentivos fiscais para que empresas multinacionais de alta-tecnologia queiram ter sede na sua economia...quanto mais empresas concorrentes tiver na sua economia, maior a mobilidade da força de trabalho e melhor a oferta de emprego....melhores os salários.

    Mas cada país tem a sua receita :) Eu cá gosto da receita Europeia.

    Abraço desde Portugal
  • William  04/07/2018 12:16
    Li todo o seu comentário à espera das "incorreções maliciosas" e me decepcionei. Nada encontrei sobre isso. Vi apenas perorações deslocadas e até mesmo bobagens sobre a balança comercial.

    Cadê, afinal, as informações maliciosas?
  • Lucas-00  28/02/2019 10:07
    Ainda tem cara que vem falar de balança comercial.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2827
  • Imperion  26/02/2019 00:37
    Seu patrão é obrigado por lei a pagar pelo seu trabalho, é ele que ao não vender toma prejuízo e acaba falindo. O risco é todo dele. Ele contrata vc pra fazer um trabalho , esperando que com o produto pronto na venda ele ganhe algum . Isso se chama lucro, que é o único salário que ele vai ter. Se não tiver lucro, não recebe nada. Vc recebe , ele não. O trabalho de empreender e buscar compradores é dele. Planejar é dele e as vezes não recebe nada.
    Mas o empregado tem que receber, ele foi contratado pelo trabalho. Trocou horas do seu tempo pra fazer algo pelo patrão. É assim que funciona.
  • None  25/10/2017 15:23
    https://oglobo.globo.com/economia/trump-considera-dois-nomes-para-comando-do-banco-central-21976394
  • Noel  25/10/2017 15:55
    "...e não nos referimos à pessoa humana em si mesma, a qual é indiscutivelmente inalienável..."

    Sai de cima do muro, IMB.

  • Rosa  25/10/2017 16:04
    Qual muro, queridão? Não entendi.

    O corpo e a alma de um indivíduo são propriedades inalienáveis deste indivíduo (por isso a escravidão é condenável). Já o valor de sua mão-de-obra não é; ela flutua de acordo com tudo o que foi discutido no texto.

    Agora, se você acha que corpo, alma e valor da mão-de-obra são coisas absolutamente iguais -- e é exatamente isso que você está insinuando -- então seu caso é sério. E grave.
  • Dênis  25/10/2017 16:25
    Quem dera se algo tão simples fosse amplamente entendido pelo povo. Por aqui ainda estamos na crença de que os salários só são baixos por causa da maldade do empresário, e que todos os salários poderiam aumentar magicamente caso o governo assim impusesse. Nenhuma palavra sobre como a carga tributária e os encargos sociais e trabalhistas afetam exatamente a capacidade de empresas e pessoas pagarem salários maiores. O povo acha que impostos altos, estado de bem-estar, funcionalismo público com salários nababescos e economia burocratizada não têm nenhum efeito sobre os salários baixos do setor privado.

    São os enormes os danos que a sociedade causa a si mesma por desconhecer as leis mais básicas da economia.
  • Beautiful  25/10/2017 17:22
    Vocês viram o Jornal Hoje? Eles entrevistaram algumas pessoas em São Petersburgo sobre o 100 anos da Revolução Russa e nem o pessoal mostrava simpatia por isso. Um cara lá disse que foi até uma tragédia isso ter ocorrido na Rússia.
  • Gustavo  25/10/2017 17:49
    Achei a matéria muito bacana, até dá pra falar que foi imparcial. Ahhhh se as aulas de história fossem assim...
  • Ricardo  25/10/2017 18:34
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,parecer-de-senador-do-pmdb-diz-que-nao-existe-deficit-na-previdencia,70002057146

    E agora, qual a desculpa?
  • Atuarial  25/10/2017 18:49
    Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

    www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

    Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

    Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

    "O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

    Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

    Mas aí ela complementa:

    "Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

    Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

    Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

    A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

    Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista quando estava -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

    De resto, o que realmente importa não é a qualidade da gestão do INSS. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo. Por quê? Por causa da demografia.

    O problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada. Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.

    Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
  • GD  25/10/2017 18:56
    Ufa!
    Ainda bem que temos boas almas como a do senador Hélio José (PROS-DF), para aclarar a situação de nossa antes falida (agora robusta) previdência social!
    Eu sabia, eu tinha certeza de que os sucessivos Governos estavam cuidando muito bem de nossas contribuições e que, certamente, as reverterão no futuro em gordas aposentadorias ao seu povo!
    Obrigado por compartilhar essa grande boa nova!
  • José  25/10/2017 18:53
    Certo que o trabalho é uma mercadoria e que valor deve estar ligado as leis de mercado eu entendi.
    Agora se as Leis de Livre Mercado resolvem tudo então como ela irá impedir que o Coronel Ciro force você a trabalhar como quase um escravo na fazenda dele lá nos grotões de Alagoas?
  • Mauro  25/10/2017 19:05
    Uma pessoa sequestrar outra e escravizá-la é algo que envolve segurança pública (monopólio estatal) e não "leis econômicas de mercado". Se um indivíduo é sequestrado e escravizado, isso denota um patente fracasso do setor público, que nem sequer conseguiu prover segurança a este cidadão (sendo que fornecer segurança é a função autodeclarada e monopolista do estado). Querer que o mercado resolva um problema causado pelo monopólio estatal é o ápice do desespero argumentativo.
  • José  25/10/2017 20:26
    Não foi isso que o que estava escrito no titulo da matéria Mauro.
    Sim, o trabalho assalariado é uma mercadoria - e é isso o que o protege contra abusos
    Quer dizer então que quando o Livre Mercado não consegue resolver uma questão a culpa é do Estado?
    Como eu estou no meu ápice do desespero argumentativo.
    Vamos fazer uma suposição.
    Suponhamos que estamos em um pais que adota plenamente as praticas liberais e que o estado não detenha o monopólio de prover segurança.
    Minha pergunta é como os Liberais iriam lidar com a questão do Coronel Ciro lá dos grotões de Alagoas?
    Como o trabalhador irá se proteger desse tipo de gente?
  • Mauro  25/10/2017 20:48
    "Quer dizer então que quando o Livre Mercado não consegue resolver uma questão a culpa é do Estado?"

    Hein? Você cita sequestro e diz que isso é culpa do livre mercado?! Meu caro, sequestro (assim como assalto, estupro, ou passageiro de ônibus ejaculando em mulher) é questão de segurança pública, e segurança pública como o próprio nome diz é monopólio estatal.

    Não tem como o mercado resolver um problema causado pelo estado. É como perguntar qual a solução do mercado para o toma-lá-da-cá feito por deputados na Câmara.

    Agora, se uma pessoa fosse sequestrada em um estabelecimento privado, ou então se vivêssemos no anarcocapitalismo e a pessoa fosse seqüestrada em uma rua privada, aí sim você teria motivos para exigir respostas.

    "Como eu estou no meu ápice do desespero argumentativo"

    Parabéns por reconhecer.

    "Vamos fazer uma suposição."

    Vejamos.

    "Suponhamos que estamos em um pais que adota plenamente as praticas liberais e que o estado não detenha o monopólio de prover segurança."

    Aí começou a falar algo com mais sentido.

    "Minha pergunta é como os Liberais iriam lidar com a questão do Coronel Ciro lá dos grotões de Alagoas? Como o trabalhador irá se proteger desse tipo de gente?"

    Para começar, como ele se protege hoje, num ambiente estatal? Sua única chance é por meio de uma denúncia anônima, certo? É só por meio de uma denúncia que os sacrossantos fiscais do trabalho descobrem algum "trabalho escravo" e vão lá fazer pose de salvadores.

    Pois é, com segurança privada é a mesma coisa. Você denuncia, a empresa vai lá, salva os escravos e, com isso, ganha uma bela publicidade, aumentando enormemente suas chances de conseguir novos clientes. "Opa, essa empresa é boa, vou ser cliente dela. Certamente estarei mais seguro". Seria um ótimo negócio. Se eu fosse CEO, torceria para isso acontecer.


    P.S.: neste exato momento, deve haver vários sertanejos sob o controle de jagunços e coronéis, os quais operam em conluio com os políticos locais e, por isso, cometem crimes sob proteção oficial. E aí, como o estado resolve isso? Por que ele não está resolvendo? Fracassou? Quem é que realmente deve explicações?

  • Jose  26/10/2017 10:15
    Mauro compreendo seus argumentos.
    Mas porque em países que tiveram seus governos depostos a iniciativa privada não chegou lá e pôs ordem na casa?
    Sito países africanos e do oriente médio e no continente americano temos o exemplo do Haiti.
    O que se vê nesses países é que a ausência de governo é substituída por milicias e senhores da guerra ou seja o equivalente aos coronéis Ciros da vida.
  • Fabrício  26/10/2017 11:20
    "Mas porque [sic] em países que tiveram seus governos depostos a iniciativa privada não chegou lá e pôs ordem na casa?"

    O único país que realmente teve um governo deposto e em seguida ficou sem governo nenhum foi a Somália de 1991 a 2006. E, enquanto não havia governo, as coisas lá melhoraram substantivamente em todas as áreas, principalmente na oferta de serviços privados. E isso não é papo de anarcocapitalista, não. É algo reconhecido até mesmo por organizações globalistas como o Banco Mundial, que odeiam não estar no controle de nada.

    en.wikipedia.org/wiki/History_of_Somalia_(1991%E2%80%932006)#Social_organization

    Aí, algum tempo depois, voltaram a criar um governo (criaram até Banco Central). Desde então, tudo voltou a degringolar. E vigorosamente.

    "Sito [sic] países africanos e do oriente médio e no continente americano temos o exemplo do Haiti."

    O Haiti nunca ficou sem governo. Nem os outros países africanos. Todos sempre tiveram governo. Apenas a Somália de 1991 a 2006 se encaixa na definição de sem governo. Learn your history.
  • Pensador Consciente  26/10/2017 11:20
    Mauro demoliu o troll,os argumentos libertários são simples aproveitem para aprender e se libertarem do sonho comunista.
  • WDA  26/10/2017 12:36
    Eita, espertinho!

    Se você está sendo sendo forçado a trabalhar, então não está havendo liberdade nesta relação. Isto é o exato oposto de um ato de LIVRE comércio. Pois, não está havendo uma troca livre da mercadoria trabalho.

    Como você pode botar no livre mercado a culpa do seu oposto?

    Quanto às "leis do livre-mercado resolverem tudo", quem está dizendo esta bobagem é você! Onde está isso no texto? O que lá se diz é que as leis do funcionamento econômico são inescapáveis, o que significa dizer que tentar contrariá-las irá trazer consequências negativas.

    No caso do seu exemplo o Coronel Ciro não quis tratar o trabalho do outro sujeito como mercadoria a ser contratada mediante acordo livre entre as partes, resultado: alguém se deu mal. Pena que não foi o Coroné Ciro.

    Do seu próprio exemplo conclui-se que: não tratar o trabalho como mercadoria piora a situação do trabalhador! (Que é quem você supostamente gostaria de defender...)

    Como o próprio texto mostra, o trabalhador estará melhor em um ambiente de verdadeiro livre-mercado, onde seu trabalho seja tratado como mercadoria.

    E a própria qualidade do trabalho provavelmente será bem maior se feita por alguém que quer realizá-lo e é valorizado por isso, do que por um escravo. Lamentavelmente, porém, pessoas como você e o Coronel Ciro parecem não ligar muito para esses detalhes e preferem impor suas toscas visões de mundo aos outros, independentemente das inevitáveis conseqüências.
  • Jose  26/10/2017 16:06
    Porque quando eu falo o nome Ciro vocês libertários ficam arrepiados?
    Calma não precisam ficar nervosos só porque ele deu uma surra no Constantino a uns duzentos anos atrás.
    Gosto das ideias liberais acho até que são perfeitas na área econômica.
    Só questiono as aplicações dessas ideias num contesto social, as aplicações praticas delas.
  • Fabrício  26/10/2017 16:52
    Você falou dele? Não vi. Ah, você está dizendo que aquele "Coronel Ciro escravizador de inocentes" é o próprio Ciro Gomes?!

    Caramba, que descrição sensacional. Tal confissão vinda de um próprio apoiador dele é bastante elucidativa. Não sabia que a coisa estava nesse nível na esquerda: idolatria a um coronel escravizador.
  • José  26/10/2017 17:55
    Fabricio.
    Pareço mesmo de esquerda?
    O Coronel Ciro escravagista de Alagoas foi inspirado sim em Ciro Gomes e não,não sou apoiador dele. Foi só trollagem mesmo.
    Quanto a minha simpatia pelas ideias liberais na área econômica é uma verdade. Quanto as minhas duvidas a respeito das aplicações praticas destas ideias em todas áreas da sociedade também é uma verdade.
    Entenda duvida como incerteza sobre algo e não negação de alguma coisa.
  • WDA  27/10/2017 14:59
    José,

    pelo menos você tem a boa vontade de procurar aprender. Isso é sem dúvida positivo.


  • Cleriston Magalhães  25/10/2017 22:19
    Infelizmente, conforme o avançar do tempo percebe-se que o Brasil caminha a passos largos para o completo fracasso. Será que tem jeito, já que vivemos em uma sociedade completamente idealizada no controle estatal? Destruir todo esse pensamento implantado na cabeça das pessoas, haja vista o monopólio do pensamento nas escolas, faculdades e na mídia, parece ser impossível.
  • Lucas Miranda  25/10/2017 23:51
    "Assim como a lei da gravidade continua plenamente em vigor ainda que você a considere "inaceitável" pelo fato de matar pessoas que caem de cabeça no chão, o mesmo ocorre com as leis da economia. Não há demagogia política ou sindical capaz de revogá-las."

    Fantástico essa frase
  • PauloBat  26/10/2017 02:47
    Muito boa a correlação entre leis naturais (lei da gravidade) e econômica.

    Além do artigo. er muito bom.

    Após uns 40 anos como empregado, de pai-trão, depois contratado sem carteira, estagiário, empregado de: empresa de economia mista e privadas, tornei-me consultor independente da indústria do petróleo.

    Hoje, após 2,5 anos, não consigo mais me ver como empregado. Mesmo tendo tido perdas monetárias não previstas por mim (por, talvez displicência) como não tenho mais feriadose férias remuneradas, 13º, gratificação de férias e FGTS, auxilio almoço, a. refeição , seguro de vida, INSS (apesar de estar aposentado após 38 anos de contribuição), não troco a liberdade de ganhar por dia efetivamente trabalhado pelo trabaho assalariado.

    E olha que sempre amei minha profissão. Mesmo sendo empregado.

    Acho que o problema de ver algo, para mim hoje, que coisa artificiais como o FGTS que é expoliação de parte do seu salário que será remunerado a juros vis, e não um direito não é fácil. Principalmente com apropaganda associada à criação destes "penduricalhos".

    Por isto, acho graça de quem critica a CLT mas defende a volta de governos militares.

    Afinal, o FGTS não é CLT, mas um mecanismo criado em 1966, governo Castelo Branco, qu expropia parte do seu salário, paga juros que são metade da poupança e sempre foram utilizados para financiar obras tocadas pelo Clube das Empreiteiras, criado pelo Decreto Lei 64.345, de 10/04/1969 que alijou estrangeiras em contratos do governo.

    Hoje, sou partidário da simplificação total do salário. Você recebe pelo dia trabalhado (ou hora) e pronto.
    Quer previdência, seguro de vida, médico, garantia por possíveis perdas de emprego. Corra atrás.
    "Há, mas a maioria não consegue planejar o futuro assim." PHODD@AM-SE!
    Na segunda ou terceira geração todos aprendem. Ou então são extintos. Simples lei da evolução
  • Igor  26/10/2017 09:58
    Empresa de economia mista + experiência em industria do petróleo, está falando que trabalhou na Petrossauro?
  • PauloBat  27/10/2017 00:17
    Não. Trabalhei na PETROBRAS, lider mundial em tecnologia em águas profundas. E tenho orgulho disto.

    Apesar do fato de ser economia mista causou o problema de ter sido vítima de governos sanguessugas a muito tempo.

    Mas, graças ao elevado nível do seu corpo, consegue sempre dar volta por cima e dar lucro aos acionistas.

    Agora mesmo. O petrolão e seus ladrões associados a jogou lá em baixo e, menos de 3 anos depois já está dando a volta por cima. Pela terceira vez foi reconhecida pela Offshore Technology Conference, que anualmente ocorre em Houston e premia as empresas top mundiais em tecnologia em águas profundas.

    Bom, mas fazem mais de sete anos que saí dela. Graças à excelente formação tecnológica que tive nela, tenho uma excelente carreira, primeiro como empregado de uma empresa européia e hoje consultor independente reconhecido no mercado.

    Os bons técnicos dela nunca tiveram medo nem da quebra do monopólio e nem de uma possível privatização.

    Aliás, com a quebra do monopólio, em 1998 e a venda de ações dela em 2001, reduzindo a participação da União de 80% para 39% do capital social a Petrobras teve a melhor fase. O problema é que a União detinha 51% das ações ordinárias, com direito a voto.

    Nos leilões que ocorreram desde 1998 ela competiu em leilões com as gigantes, grandes, médias e pequenas e foi a que teve maior sucesso.

    O segundo lugar em sucesso, as gigantes Shell, BG e Chevron foi em parceria com a Petrobras como operadora. Das que entraram sozinhas, só a Statoil teve sucesso com o campo de Peregrino.

    Pela que o nacionalismo arcaico atrapalhou, mudando a lei do petróleo em 2009 e voltando a ter mais de 50% do capital total (acho que 59% via BNDESpar).

    Agora, o engraçado que fiz meu post mostrando a idiotice da CLT e do FGTS e o tal de Igor fica incomodado que eu tenha trabalhado na Petrobras. É falta do que ter o que fazer.

    Acho que este final de semana nem vou passear com meus netinhos e ficar em casa amuado, pelo fato de ter tido a audácia de postar um comentário neste site e incomodado você Igor.

    Aliás, fazia tempos que não postava comentários. E os editores do site são testemunhas que mais de uma vez elogiei o site por, mesmo sendo contra algumas ideias, nunca fazerem censura proibindo alguém de comentar.

    Igor. O obtsuso ideológico, seja de esquerda radical ou direita radical, ataca o oponente, não a ideia.

    Talvez por isto exista uma teoria da ferradura em relação à extrema esquerda e a extrema direita. Ambos estão próximos como as pontas de uma ferradura.

    Uma boa noite a todos.
  • Igor  27/10/2017 13:24
    Trabalhou décadas como funça na Petrossauro, que vida boa hein? Acumulou conhecimento técnico de ponta e patrimônio a custa dos desdentados deste país. Felizmente seus netos terão todas as condições de seguirem seus passos de funça de sucesso, afinal nenhum liberalismo será implantado por funças liberais.


  • PauloBat  27/10/2017 23:53
    Igor. Vou te contar um segredo. O ódio faz muito mais mal a quem odeia do que a quem é odiado. Você odeia os funças que nem sabem que você existe. Eu mesmo. Você conhece meu nickname e minha profissão, a qual você demonstrou ódio pelo fato de eu ter sido funça. Que aliás o fui por longos 31 anos.

    Segredo dois: Ódio destroi, não constroi.
    Vide Hitler. Seu ódio aos não arianos o levou a loucura que foi a quase destruição da Alemanha. Ódio aos judeus, eslavos, negros, ciganos.

    A Alemanha só voltou a ser o que é quando o ódio hitleriano foi vencido e a Alemanha renasceu sem ódio.

    Por isto, pense: não adianta você destilar o ódio contra quem você despreza. Assim como alcool destilado se volta contra quem o consome em excesso, o ódio destilado só ataca o figado de quem odeia. Não de quem é odiado.

    Por isto que admiro o "viva e deixe viver."

    Ou, "os cães ladram (quem odeia) e a caravana (quem é odiado) passa."

  • Igor  28/10/2017 02:01
    Paulo Bat, fico feliz de ver que progrediu bastante desde seus últimos comentários neste site quando defendia pateticamente suas conquistas técnicas na empresa mais endividada do mundo para ataques pessoais vazios em extremo exercício de subjetividade.
    Não odeio funças, eu os adoro,aqui na cidade maravilhosa eles se ajoelham implorando por meus serviços de agiotagem. O brasilero não é um povo de ódio, é um povo de malandragem.
    Mais estudos locais na próxima.
  • PauloBat  28/10/2017 17:22
    "Cidade maravilhosa" "agiota". Hum. Mais um "ixxperto".

    Olhando a cidade que você mora, vejo que você realmente é um "ixxperto".

    Rio. A cidade mais clientelista do Brasil. Nada funciona sem o estado. E, por isto, muito mal. A segunda maior arrecadação do país, graças as matrizes instaladas aí e o royaltie do petróleo. E o estado mais falido do Brasil.
    E a cidade é um lixo. Uma natureza fantástica e um lixão encravado no meio.

    Olhe o exemplo do futebol. A grande maioria dos times brasileriros tem estádio próprio.

    Mas no Rio "o Maraca é nosso.". Nosso quem cara pálida?

    Agora entendi porque desviou do assunto do artigo e do comentário.

    Boa tarde. Meu último comentário.

  • Carlos Augusto  30/10/2017 16:35
    Ideias tão brilhantes como as da Escola Austríaca de economia, infelizmente, muitas vezes não se difundem e ganham apoiadores por conta desse fenômeno chamado "liberotários", não estão nem aí para o livre mercado, para que o povo passe absorver melhor as ideias liberais, nada disso, se preocupam apenas com seu próprio umbigo, pagar de erudito na internet, odiar todos os funcionários públicos e leigos em economia. Felizmente pessoas como eu e você caro Paulo, sabemos que esse grupo de pessoas não representam em nada o pensamento austríaco, temos que ignorar tais indivíduos e mostrar para as pessoas (funças ou não) as vantagens de ter uma economia livre, através de um debate saudável. Ao outro rapaz só lamento pela sua perspectiva um tanto quanto esquerdista de alcançar o seu ideal através do ódio e como fica implícito em seus comentários, a destruição de toda uma classe, é de pessoas como você Igor que o liberalismo não precisa!
  • thiago  26/02/2019 14:24
    Apoiado!
  • Daniel   26/10/2017 16:35
    "Esta segunda lei é de fácil demonstração prática: se aos trabalhadores fosse paga uma quantidade inferior ao valor presente descontado de sua produtividade marginal esperada, os lucros do empresário aumentariam caso ele contratasse mais trabalhadores. Só que contratar mais trabalhadores significa aumentar a demanda por mão-de-obra, o que gera uma tendência de elevação dos salários."

    Tem um salto argumentativo aí. Os salários só aumentam se aumentar o número de empregadores. O aumento do número de vagas na mesma empresa não aumenta os salários.

    A vantagem de se abaixar os salários é justamente possibilitar que mais pessoas contratem empregados, o que aí sim aumentaria os salários, pela concorrência para contratar. O artigo não abordou esse importante passo do processo.
  • Antônio Carlos  26/10/2017 16:59
    Salto argumentativo nenhum. Você que se embananou todo.

    O autor está dizendo que, se um empresário passa a contratar mais trabalhadores, essa maior demanda por mão-de-obra irá pressionar os salários para cima, pois, para conseguir esses mesmos trabalhadores, outros empresários terão de oferecer salários maiores.

    Observe que em momento algum o autor fala que quem irá dar o aumento salarial será este mesmo empresário.

    Na prática, é isso que você falou. Só que o autor respeitou mais a inteligência do leitor.

    "A vantagem de se abaixar os salários é justamente possibilitar que mais pessoas contratem empregados, o que aí sim aumentaria os salários, pela concorrência para contratar. O artigo não abordou esse importante passo do processo."

    Ainda bem que não, né? Porque isso que você falou é completamente contraditório. Se o autor falasse tamanha asneira, perderia completamente meu respeito. Você está dizendo que redução salarial gera aumento salarial, um nonsense total.

    Neste exemplo que você descreveu, se os salários caem e as contratações aumentam, então os salários apenas voltarão ao mesmo nível em que estavam antes de cair. Não houve nenhum aumento salarial líquido.

    Para haver aumento salarial liquido é necessário haver investimento em bens de capital. Apenas assim podem os salários gerais subir. Por outro lado, apenas reduzir salário para aumentar contratações não tem como gerar nenhuma aumento generalizado e líquido de salários.
  • Andre Cavalcante  26/10/2017 17:31
    Só pra apimentar a discussão.

    Do texto:

    "Logo, o valor do salário é calculado no momento em que ele produz o trabalho e não quando todo o processo de produção é completado"

    Resposta: Falso! O operário José foi empregado hoje em uma indústria de TVs. Ele começa a produzir imediatamente. Cada TV que passa pela sua frente na linha de produção, à velocidade de 2 por minuto, fica pronta no mesmo dia, e vai estar, em menos de 2 semana na loja (sendo que a fábrica já vendeu, senão não iria para a loja). Uma TV sai da fábrica por pouco menos de R$1.000,00 e na loja vai custar quase R$ 2.000,00. Apenas duas TVs já pagariam o salário do José. Mas espera um pouco, ele só vai receber daqui a 30 dias quando a fábrica já vendeu pra mais de 1.000 TVs.

    E aí, como fica esta "lei" econômica neste cenário?

    Até já sei a resposta, mas vamos ver o que os atuais leitores do IMB falam.
  • Empreendedor  26/10/2017 18:03
    Essa é fácil. Você está olhando apenas a situação presente e ignorando completamente tudo o que já foi feito até ali.

    Para que aquele trabalhador possa fabricar rapidamente uma TV, houve uma montanha de dinheiro investido naquela fabrica, dinheiro este que ainda não foi recuperado. Todos os gastos investidos na construção da fábrica, na compra de bens de capital, e na contratação de mão-de-obra ainda não foram recuperados pelo capitalista.

    Aliás, uma rápida verificada nos balancetes de qualquer empresa comprova esse fenômeno.

    No seu exemplo, essa empresa investiu, digamos, $ 10 bilhões (construiu a fábrica, comprou maquinários e paga os salários dos trabalhadores) para recuperar, na forma de fluxo de caixa anual, aproximadamente $ 1 bilhão. Ou seja, os capitalistas abriram mão de $ 10 bilhões (e seu equivalente em bens de consumo que eles poderiam ter adquirido no presente) para receber, anualmente, uma receita de $ 1 bilhão.

    Nesse ritmo, serão necessários 10 anos apenas para recuperar todo o capital adiantado. (Fora a inflação do período).

    A pergunta é: os capitalistas que adiantam $ 10 bilhões — que se abstêm de consumi-los e que incorrem em risco para recuperá-los — não deveriam receber nenhuma remuneração por isso? Será que durante os próximos 10 ou 20 anos eles deveriam se contentar apenas em recuperar — isso se tudo der certo — tão-somente os $ 10 bilhões de que abriram mão, sem receber nenhuma remuneração pelo seu tempo de espera e pelo risco em que incorreram?

    Faça um desafio mais difícil na próxima.
  • Nordestino Arretado  31/10/2017 23:26
    Desconheço uma empresa que recupere apenas em 1 ano o investimento, ainda mais somas de grande valor como 10 bilhões. Na atual situação brasileira é pior ainda devido a tantos impostos, encargos, obrigações e regulações, mas mesmo num livre mercado creio que uma empresa não conseguiria repôr o investimento tão rápido, até por que o produto/serviço pode demorar a conquistar mercado e a receita gere o excedente suficiente para recuperar o investimento. Neste meio tempo um novo concorrente pode surgir tornando sua "TV 50 K" ultrapassada e os clientes passem a preferir o novo concorrente. E aí? Seus 10 bilhões vão para o espaço antes do previsto, e nem precisou de governo para isso.
  • Pobre Paulista  26/10/2017 18:28
    Pô André, me deu uma pequena depressão ao ler "os atuais leitores do IMB"...
  • Marcus Lobato  28/10/2017 15:19
    Vou tentar fazer uma abordagem diferente da excelente resposta do Empreendedor. (Como sou um pouco novo na ciência econômica, caso escreva alguma besteira ficaria feliz se algum leitor atual do IMB desse um feedback).

    Primeiro vamos considerar o cenário hipotético no qual o operário José foi contratado para apertar parafusos ganhando 1500$ para isso, sendo que cada TV sai da fábrica por 1000$. Nessa situação apenas duas TVs pagariam o salário de José certo? Errado. A pergunta que deve ser feita é: quanto o trabalho de José adiciona ao valor de uma TV durante o processo de produção, imaginando que seja possível calcular algo dessa natureza? Caso os parafusos apertados por José adicionem o valor de 10$ a cada televisão serão necessárias na verdade 150 TVs para pagar o salário de José, fora os outros funcionários envolvidos no processo de produção, que podem adicionar mais valor por realizar processos que exigem maior domínio técnico.

    Contudo, acredito ser muito difícil, para não dizer impossível, definir a quantia exata em dinheiro de quanto cada funcionário adiciona ao produto. Isso porque durante a linha de produção a maioria deles está contribuindo para um produto que só será completado no fim do dia, digamos. Desse modo, do ponto de vista do consumidor, aquele funcionário que completa a produção dos componentes internos da TV não adiciona valor, pois de nada serve ao cidadão comum ter uma TV incompleta,ou apenas os componentes internos de uma TV, caso o fim desejado seja assistir televisão. No entanto, do ponto de vista do empreendedor, todos os cargos exercidos por seus funcionários têm valor na medida em que estão interligados em uma linha de produção na qual uma TV seja produzida no fim do dia. Quanto de valor o empresário dá a cada cargo? É uma pergunta difícil de ser respondida, pois é preciso considerar a utilidade marginal de cada um, análise que entre a capacidade técnica exigida, o número de indivíduos aptos e desejosos de trabalhar em determinado cargo e a competição realizada pelas outras empresas por estes mesmos trabalhadores.

    Mesmo assim, é preciso tentar saber qual o valor dado pelo presidente Andre a cada funcionário de sua fábrica de TVs. Acredito que a resposta para isso seja de que Andre espera que cada funcionário contribua para a produção não de um único aparelho, mas do conjunto de todos os aparelhos produzidos no mês. Em outras palavras, o empreendedor baseia seu julgamento de valor na expectativa de produção de X unidades em determinado período de tempo, exposto de outro modo, na expectativa de produção de um conjunto Y de X unidades em um período t de tempo, sendo esse período igual aquele em que os funcionários recebem seus salários, por exemplo um mês. Portanto, o salário de 1500$ de José é uma representação do valor adicionado, do ponto de vista do empreendedor, a todo o conjunto de TVs que ele ajudou a produzir, no período de um mês, apertando parafusos. É importante ressaltar que, caso a empresa esteja lucrando, significa que este julgamento de valor é, no mínimo, compatível com o julgamento de valor daquela parcela da sociedade disposta a comprar a televisão.

    Por fim, o fenômeno do adiantamento temporal dos salários pode estar ligado à não necessidade de venda de todas as X unidades do conjunto Y, ou seja, as TVs produzidas em janeiro não precisam, necessariamente, serem vendidas em janeiro para que o operário José receba seu salário. Ele continuará recebendo, por força de contrato, mesmo que nenhuma TV seja vendida no seu mês de produção, independente da empresa estar lucrando ou dando prejuízo. Nesse sentido, podemos dizer que ele recebe sim bens presentes no lugar de bens futuros, que seria o valor de uma TV inteira no momento da venda. Logo, o valor do salário é calculado no momento em que ele produz o trabalho e não quando todo o processo de produção é completado, incluindo o recebimento do dinheiro pelo empresário através da venda em algum momento no futuro.
  • Demolidor  29/10/2017 07:09
    Mais uma dos empresários exploradores capitalistas comedores de criancinhas:

    https://www.coindesk.com/call-bitcoin-developers/

    Eis a tragédia que gera uma moeda forte. Esses empresários, que só pensam no próprio lucro, precisam agora oferecer salários milionários para desenvolvedores que já ficaram ricos simplesmente por deter uma moeda forte. Esses exploradores precisam até recrutar programadores de blockchain remotos, de outros países, para suprir a forte demanda, exportando salários altos.

    Já imaginaram o desastre que seria se isso ocorresse na economia inteira? Onde vamos parar, se os trabalhadores tiverem dinheiro no bolso e puderem consumir bem e poupar ao mesmo tempo?

    Certa estava a Dilma, a progressista, desenvolvimentista, pró-trabalho e pró-emprego, com suas políticas de incentivo ao consumo: inflacionou a moeda, destruiu o poder de compra e demonstrou, empiricamente, que essas políticas fazem a economia andar para trás, geram atraso, queda no consumo e desemprego em massa, apesar de todo mundo estar mais disposto a trabalhar, para compensar a queda no poder aquisitivo. Além de ter feito a alegria de especuladores, que fizeram short quando ela falava de estocar vento e long quando ela caiu. Este até que foi o lado bom, se é que vocês me entendem...
  • Anon,  31/10/2017 10:55
    Que o trabalho é um produto, ou mercadoria, não é nenhuma teoria, mas pura lógica. Uma lógica que o Subversivo do Século XXI já tinha deduzido em apenas uma frase: "O PATRÃO É APENAS UM CONSUMIDOR DO TRABALHO DO TRABALHADOR". (veja a frase completa no site do subversivo)

    https://subversivoxxi.blogspot.com.br/2017/06/o-patrao-e-apenas-um-consumidor-do.html
  • Skeptic  01/11/2017 02:38
    E aqueles papos keynesianos/neoclássicos de "salários são rígidos", o que tem aí de verdadeiro? Imagino que a rigidez de certos preços seja causada pela interferência do governo que impede o ajustamento natural dos preços.
  • Emerson  01/11/2017 11:09
    Correto.
  • Emerson Luis  26/12/2017 21:25

    Coitados dos americanos! Vocês acreditam que eles não têm direito adquirido a décimo terceiro, férias remuneradas, FGTS e outros direitos trabalhistas que nós temos?

    É por isso que tantos americanos querem vir morar no Brasil: por causa das conquistas sociais obtidas pelos sindicados através das greves e lobbys políticos!

    * * *
  • Galactus  22/05/2018 02:14
    Qual seria a proposta do IMB para o mercado de trabalho brasileiro? Esse será um dos temas mais discutido das eleições por conta do alto índice de desemprego.

    Segundo o site Doing Business, o mercado de trabalho que menos dá benefícios para os trabalhadores é os EUA seguido do Japão. Acham que seria uma boa copiar algum desses modelos trabalhistas no Brasil?
  • MB  25/02/2019 16:47
    A lei da oferta e da demanda é tão certeira que até nas paqueras ela funciona, pois no meio de muitas gatas nós escolhemos a mais bela e vistosa e quando é o contrário somos preteridos por sermos feio, deselegantes e muitas vezes pobres. Essa lei é irrefutável tanto na economia como muitas vezes em atividades lúdicas igual paquerar.
  • Andries Viljoen  25/02/2019 21:50
    Quando nasceu o trabalho assalariado?
    Quando será que foi?? Oriente Médio? Grécia e Roma*? Feudalismo? Velho mundo? ou Apenas com a Primeira Revolução Industrial**?

    O trabalho assalariado é a relação de trabalho caracterizada pela troca da força de trabalho por salário. Difere-se das demais relações de trabalho por prescindir de relações de dependência extra econômicas (na escravidão, por exemplo, o trabalhador é propriedade do senhor de escravos, enquanto na servidão o trabalhador está ligado à terra e é dependente do senhor de terra). Transformado em forma principal das relações de trabalho com o advindo do capitalismo industrial, caracteriza também a transformação da força de trabalho em mercadoria.


    Pré-História

    No chamado Período Paleolítico, os seres humanos viviam em pequenos grupos nômades, cuja organização é pouco hierarquizada.

    O sistema de salário nesta época não existia nem tampouco o dinheiro. No interior da tribo não havia trocas mercantis, mas o escambo era praticado nas relações entre diferentes grupos nômades.

    Com o sedentarismo, ocorreu uma crescente hierarquização das sociedades, um sistema de castas (sacerdotes, guerreiros, artesãos e camponeses) se formou com base no trabalho escravo. Ainda há um amplo debate entre os estudiosos sobre o que causou essa hierarquização.


    Idade Antiga

    A Idade antiga surge com base no trabalho escravo, pois assim surgiram as primeiras civilizações. Desta forma, os escravos eram grande parte da sociedade. Porém, o trabalho assalariado passou então a ser comum nas relações de pequeno porte, como a contratação de alguém por um artesão, ou por um político. Por mais que estes últimos contratassem trabalhadores assalariados, eles raramente tinham chances de enriquecer-se apenas através deles, pois a riqueza era medida, sobretudo, pela posse de terra e de escravos.


    Idade Média

    Na Idade Média (feudalismo), a sociedade é totalmente transformada, e a servidão substitui em grande parte a escravidão, mas pode-se dizer que o trabalho assalariado continue o mesmo: acordos entre pequenos empresários com pessoas comuns; riqueza medida pela posse da terra; e dificuldade de mobilidade social.


    Idade Moderna

    No início da Idade Moderna, o capitalismo comercial se desenvolveu em escala mundial com as descobertas marítimas e o trabalho escravo tornou-se novamente comum, principalmente nas colônias. No entanto, pelos países europeus, cada vez é mais difícil encontrar escravos trabalhando nas cidades, embora no campo a servidão ainda predomine. Nas cidades europeias predomina o serviço livre e algumas vezes o assalariado. Movimentos filosóficos como Renascentismo e Iluminismo, apoiavam a facilidade de mobilidade social, e tendiam a abominar a escravidão.

    Neste Período, basicamente dois fatores vão finalizar a escravidão e a servidão e tornar o trabalho assalariado o protagonista das relações de produção:

    1. Revolução Industrial:
    Com base na mão de obra livre decorrente do cerceamento dos campos ingleses e a acumulação de capital nas mãos da nascente burguesia daquele país, criou a chamada classe operária (ou proletariado) e aumentou a produção. Expandiu-se no século XIX a outros países e fez com que países industrializados, como a Inglaterra, incentivassem a abolição da escravidão para a ampliação dos mercados consumidores e de mão de obra;

    2. revoluções burguesas:
    Revoluções como a Americana e a Francesa foram impulsionadas pelo iluminismo, que era contrário á escravidão.

    *O trabalho assalariado nasceu na antiga Roma, onde os soldados eram pagos com sacos de sal, a quantia recebida era chamada de salarium, foi dai que surgiu o salário.

    **O ano é incerto, já que o trabalho assalariado surgiu de mãos dadas com o capitalismo e revolução industrial, cujo país pioneiro era a Inglaterra, notável por sua luta contra o sistema escravocrata, não porque ela era boazinha, mas porque era mais barato manter um trabalhador e pagá-lo só quando ele produzisse, uma vez que o dono do escravo deveria pagar um alto preço pela sua aquisição, como também por sua manutenção, ele produzindo ou não.
    Portanto, o ano é indiferente, desde que seja num contexto de revolução industrial e/ou subsequente.

    Assim você vai entender melhor. Não dava para, só responder este ou aquele. O salário surgiu com as primeiras sociedades, na Mesopotâmia e no antigo Egito, na "Idade Antiga".
    Valeu!!!!!......:)
  • Askeladden  01/03/2019 16:06
    Em realidade somos mercenarios ou mercadoria.

    Assim como um produto precisamos saber nos vender.
    Milho em espiga existe aos milhares e é barato,
    Se vier em uma latinha já lavado o preço sobe.
    Se vier em restaurante por kilo sobe mais ainda
    Em um restaurante Chick com termos em inglês gourmet etc. o valor chega a ser 100 vezes o valor original
  • Marcel  05/04/2019 20:39
    Os escritores Paul e Ronald Wonnacott dizem: "A taxa de salários é o preço do trabalho; e o mercado de trabalho é semelhante ao mercado de um bem como o trigo. Está, entretanto, muito longe de ser igual ao mercado de trigo. O trabalho não é apenas um bem; o trabalho envolve pessoas. Assim, questões maiores de política, que surgem nos mercados de trabalho, não aparecem nos mercados de outros insumos ou de produtos finais (INTRODUÇÃO À ECONOMIA. SÃO PAULO: MAKRON BOOKS DO BRASIL, 2004 p. 727).

    O trabalho não é mercadoria. O trabalho é um bem, juridicamente protegido, no sistema constitucional brasileiro.
  • Juliano  05/04/2019 22:29
    "O trabalho não é mercadoria. O trabalho é um bem, juridicamente protegido, no sistema constitucional brasileiro."

    Eis aí a exata mentalidade que elevou desemprego para 12% (nos EUA é de 3%).

    E o idiota ainda se ufana disso
  • Marcelo  24/04/2019 14:20
    Note, Senhor Juliano, que os próprios norte-americanos não consideram o trabalho mercadoria.
    Por que você não vai trabalhar nos USA, lavando pratos, sem qualquer proteção legal?
  • Juliano  24/04/2019 14:31
    Não preciso. Trabalho aqui no Brasil como free-lancer. Não tanho carteira assinada, não pago INSS e nem FGTS. E nem IRPF. Retenho 100% dos meus ganhos. Vivo bem aqui (por enquanto).

    Por que eu deveria largar tudo (inclusive um bom emprego, que opera em um arranjo muito semelhante ao de livre mercado) e ir para outro país lavar pratos ilegalmente e ser perseguido pela polícia?
  • Juliano  24/04/2019 14:34
    Ah, detalhe: vivo bem e ganho bem no Brasil exatamente porque trato meu trabalho como uma mercadoria (que deve ser de boa qualidade para ser voluntariamente bem precificada por terceiros), e não como um direito adquirido.
  • Marcelo  26/04/2019 15:46
    Senhor Juliano, dentro do sistema legal, ao prestar serviços e não recolher os tributos e depositá-los nas contas do Estado, existe a violação à Lei Federal n. 8.137/90.
    E mais.
    Na situação de V. Sa., ficar enfermo, terá a proteção do Estado que tanto critica, apesar de não cumprir com as suas obrigações.
    Lembro, ainda, que os defensores da ausência de Estado, como senhor Mikhail Bakunin e os "puros" defensores de Von Mises, ainda que em polos opostos, esquerda e direta, se esquecem das lições do jurista e filósofo inglês, Thomas Hobbes.
    Não adote a sua situação pessoal como aquela que deva ser aplicada a todos. Lembro que, na Democracia, interesses divergentes constituem a tônica. É da sua essência.
  • Juliano  26/04/2019 16:26
    "Senhor Juliano, dentro do sistema legal, ao prestar serviços e não recolher os tributos e depositá-los nas contas do Estado, existe a violação à Lei Federal n. 8.137/90."

    Denuncie-me.

    Aliás, é interessante ver um autoproclamado defensor dos "direitos sociais" -- e defensor dos assalariados -- querer me mandar para a cadeia exatamente pelo fato de eu exercer trabalho remunerado.

    "Na situação de V. Sa., ficar enfermo, terá a proteção do Estado que tanto critica, apesar de não cumprir com as suas obrigações."

    Nem se eu quisesse. Se não pago INSS, não tenho direito a nenhum tipo de auxílio invalidez ou seguro desemprego (exatamente como tem de ser).

    Adicionalmente, jamais utilizei SUS e jamais pretendo usar.

    Nessa contradição você não me pega. Tenta outra.

    "Lembro, ainda, que os defensores da ausência de Estado [...] se esquecem das lições do jurista e filósofo inglês, Thomas Hobbes."

    Ao contrário: lembro-me dela diariamente.

    "Não adote a sua situação pessoal como aquela que deva ser aplicada a todos. Lembro que, na Democracia, interesses divergentes constituem a tônica. É da sua essência."

    O quê?! Você está falando isso para mim?!

    Ora, é você quem não aceita o divergente. Eu tô aqui, quietinho no meu canto, sem prejudicar ninguém, apenas cuidando da minha própria vida. (Nem sequer estou fazendo qualquer tipo de agitação política).

    Aí vem você dizendo que eu devo ir para a cadeia exatamente por estar quieto no meu canto sem agredir ninguém. E ainda diz que eu é que não aceito o divergente.

    Ah, vá pra PQP!
  • Marcelo  27/04/2019 00:27
    "Ah, vá pra PQP!
    Tentei ir, mas não encontrei o caminho. Você pode me auxiliar?
  • Intruso  27/04/2019 00:37
    Bom, sem querer me intrometer, mas já o fazendo, creio que o indigitado sugeriu que vossa senhoria vá visitar a senhora sua progenitora.

    Mas posso estar enganado...
  • Hoppean  26/04/2019 18:20
    Democracia é a pior forma de ditadura
  • Marcelo  27/04/2019 11:15
    Tem razão, Intruso.
    Acho que o Senhor Juliano mandou-me visitar a "mama".
    Mas, ela está muito longe.
    Gasta o dinheiro de meu pai em viagem com as amigas para Roma. E eu, no momento, não tenho dinheiro para realizar uma viagem tão longa, porque o meu pai, apesar de ser um "empedernido neoliberal", prefere não deixar herança aos filhos.


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