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Para uma sociedade evoluir é necessário que ela seja homogênea?
A liberdade não é consequência da homogeneidade; é a solução para o "problema" da heterogeneidade

É estranho escrever sobre este assunto 25 anos após eu já tê-lo dado por completamente resolvido em minha mente.

Mas, pelo visto, nada realmente pode ser dado como "completamente resolvido".

A questão que eu havia analisado há muito tempo diz respeito a uma falácia histórica e econômica básica que recentemente voltou com força total: a alegação de que a sociedade precisa de homogeneidade para que possa haver ordem, progresso e liberdade.

Essa é uma das principais reivindicações da direita nacionalista e de seus simpatizantes (e, de uma maneira diferente, também da esquerda progressista e da extrema-esquerda).

É essa crença o que os leva a rejeitar a liberdade como um meio de progresso e a abraçar o controle estatal sobre a demografia.

E ela é completamente errada. Caso já tenha se deparado com ela, esse artigo é para você.

Começo com um caso que ocorreu comigo no passado. Antes de sua morte, o famoso escritor e teórico "nacional-socialista" Samuel Francis, autoproclamado fascista, conversava comigo durante um almoço. Eu estava tagarelando sobre a liberdade, como de costume. E então ele me interrompeu e disse, parafraseando: "Os direitos humanos e a liberdade são slogans que usamos. Muito mais fundamental é a demografia. Você precisa ter homogeneidade para que a sociedade seja ordenada e funcione adequadamente. Sem isso, não há qualquer chance de haver direitos e liberdades".

Francis estava certo?

Não respondi nada porque eu realmente ainda não havia pensado muito sobre aquilo. Será que ele estava certo? Você não ouve esse tipo de asserção na universidade. As pessoas que falam assim são politicamente incorretas, e não dizem algo do tipo em companhias mais chiques e elitizadas. Esse posicionamento leva a pensamentos proibidos e tende à celebração de pecados cívicos como o racismo, o sexismo e a xenofobia. Então, eu nunca tinha pensado com muita ênfase nisso. Isso significa que eu fui pego de surpresa. Fiquei um pouco confuso.

Demorou alguns dias, mas cheguei a uma conclusão A liberdade não é a consequência da homogeneidade. Ela é a solução para o aparente problema da heterogeneidade. A liberdade cria instituições como arranjos comerciais que geram oportunidades para transações e livre comércio. Tais arranjos criados pela liberdade permitem que as transações comerciais e os aprendizados sejam mutuamente benéficos. A maneira como a liberdade reconcilia as diferenças entre as pessoas — e cria riqueza a despeito das divergências — é exatamente a fonte de sua grande magia.

Retroceda no tempo e pense no fim das guerras religiosas. Os pensadores do Iluminismo propuseram que a solução para as diferenças religiosas não era a queima de hereges e a imposição de um credo oficial, mas sim permitir que as pessoas acreditassem no que quisessem desde que não agredissem as outras. E o sistema funcionou. De quantas maneiras diferentes essa ideia de liberdade funcionaria? Gradualmente, esse conceito de liberdade passou a influenciar os discursos, a imprensa e o comércio. No fim, levou à ampla emancipação dos escravos e das mulheres. Criou um mundo novo, no qual o poder do estado foi restrito e contido, e desmantelou o antigo mundo baseado em uma hierarquia compulsória.

Você não precisa ser um profundo conhecedor de história. Visite um agitado bairro comercial de qualquer grande metrópole e observe o fervilhante mosaico de etnias, idiomas, religiões, raças e culturas. Ali, todas as pessoas estão comprando, vendendo e interagindo de acordo com seus próprios termos. Por que não há o caos? Por que há a coexistência? Porque a presença de uma liberdade comercial permite que todos busquem seu interesse próprio de uma maneira que também beneficia aos outros. Eis aí a beleza da mão invisível em ação.

A alegação de que a liberdade é pré-condicionada à semelhança da população ignora o próprio problema que a liberdade resolve com grande eficiência. Afinal, qual é o problema que a ordem social está tentando resolver? Ela busca fornecer um arranjo em que as pessoas prosperem como indivíduos. Com efeito, um arranjo em que todo o grupo tenha uma oportunidade de uma vida melhor. As diferenças entre as pessoas são resolvidas pela liberdade. Esta foi uma visão que mudou o mundo para melhor.

Com efeito, concluí que quando há uma pequena tribo da mesma raça, língua, religião e normas culturais, a questão da liberdade não precisa nem ser levantada. A coordenação do grupo ocorre devido ao conhecimento pessoal, à comunicação verbal e às expectativas iguais em relação às necessidades, que são semelhantes para todos. E, geralmente, há um único líder.

O problema é que uma unidade tribal homogênea e isolada, gerenciada desde cima, sempre será pobre — praticamente vivendo de subsistência, como as pequenas tribos da Amazônia hoje —, pois o modelo não permite a expansão da divisão do trabalho. Pode funcionar em algumas condições raras. Mas, na ampla maioria das vezes, a vida sob uma homogeneidade imposta tende a se degenerar naquilo que Thomas Hobbes disse sobre o estado da natureza: sórdida, brutal e curta.

O impulso para se integrar

A liberdade, por outro lado, recompensa uma crescente integração voluntária entre pessoas de todos os tipos. Ela faz com que seja lucrativo para todos praticá-la. Você é perfeitamente livre para ser fanático, racista e avesso a todas as outras visões religiosas e diferentes estilos de vida. Porém, quando se trata de melhorar sua vida, você prefere lidar com um médico judeu a ter um ataque cardíaco, almoçar em um restaurante de comidas árabes, contratar um imigrante mexicano para reformar seu banheiro, ouvir sua banda pop favorita integrada por negros, e assim por diante.

E sabe o que acontece? Gradualmente, sob estas condições, o modo de agir primitivo e tribalista começa a diminuir.

É exatamente por isso que qualquer regime que busque impor a homogeneidade deve necessariamente se voltar contra o mercado e a favor da coerção. Vale lembrar que o Partido Nazista, no início, incentivava apenas apenas boicotes pacíficos a estabelecimentos comerciais judaicos, protestos com cartazes na frente das lojas, e outras ações similares, e deu instruções explícitas para que ninguém fosse agredido. Isso não funcionou. As Leis de Nurenberg foram uma medida desesperada para resolver o "problema" de o mercado não ter excluído as pessoas.

Ou então pense na experiência americana. Havia um pânico generalizado sobre a imigração no final do século XIX. E não pelo fato de os imigrantes estarem "roubando empregos", mas pelo fato de que a presença de judeus, italianos, eslavos e irlandeses diluiria a raça americana. Políticas e teorias malucas foram apresentadas e acabaram levando a medidas totalitárias, como a eugenia forçada, as licenças para casamentos, conspirações para executar negros etc — tudo justificado em prol de se manter a homogeneidade.

Porém, dado que o anseio por pureza racial e cultural sempre é e sempre será frustrado pela existência da liberdade, o passo seguinte sempre acaba sendo o mesmo: a violência em massa.

Há outro fato que torna todo o clamor por homogeneidade uma tolice: a realidade de que ninguém é igual a ninguém. No fundo, todos sabemos disso. Pense em um amigo que possui a mesma religião, raça, linguagem e sexo que você. Agora, pense nos valores seus que diferem dos dele. Sempre existira a possibilidade de conflito porque não há duas pessoas iguais. Suas amizades sobrevivem apesar disso, pois você valoriza sua amizade mais do que as diferenças. Vale mais ser amigo do que se tornar inimigo.

Expanda esse modelo para toda a ordem social e você começará a entender como e por que as diferenças não levam ao conflito, à desordem e ao ressentimento, mas sim à amizade, à prosperidade e ao engrandecimento.

Toda essa conversa sobre acabar com a diversidade é uma obsolescência. Não existe uma raça pura, nenhuma religião verdadeiramente ortodoxa, nenhuma linguagem sem variação ou incorporação de estrangeirismos, nenhuma unidade suprema entre duas pessoas em termos de pensamento, palavra ou ação. Ninguém age ou pensa como um grupo ou um coletivo. O mundo social sempre será uma constelação de diferenças.

Por isso, precisamos do melhor sistema social possível para lidar com esse fato e fazer algo bonito emergir dele.

A nova percepção

Fiquei extremamente satisfeito ao dar por resolvido esse problema em minha mente. Tal como acontece com a maioria dos conflitos intelectuais, você se torna melhor como resultado. No fim, passei a ter uma ainda maior apreciação e compreensão do que a liberdade significa para o mundo. Outros estudos posteriores apenas reforçaram a minha convicção de que todo o propósito da liberdade é fazer com que a heterogeneidade radical funcione para todos.

É por isso que fiquei tão extasiado com La Convivencia, o período de 700 anos (731-1492) antes da Alta Idade Média, quando o islamismo, o judaísmo e o cristianismo coexistiram visando ao seu melhoramento mútuo (que todos os grupos foram beneficiados por essa associação é algo que ninguém questiona, apesar do debate em curso sobre quanta tolerância realmente existia).

Compreender o incrível poder da heterogeneidade significa adotar uma visão diferente em relação à própria sociedade. Significa abraçar a principal reivindicação liberal: a sociedade não precisa de dirigentes atuando de cima para baixo, pois contém em si a capacidade de sua própria administração. Igualmente arrebatadora é a ênfase de Frédéric Bastiat na harmonia como sendo o meio pelo qual vivemos vidas melhores.

Em contraste, a postura mental de que a homogeneidade é uma condição necessária leva a uma série de estranhas obsessões sobre conflitos intermináveis na sociedade. Você começa a exagerá-los em sua mente. Parece que você está cercado por uma infinidade de guerras insolúveis. Há uma guerra entre negros e brancos, homens e mulheres, gays e heteros, cristianismo e islamismo, pessoas com e sem deficiência, "nosso país" versus "o país deles", e assim por diante. Esta é a mentalidade típica que une a extrema-esquerda e a direita nacionalista.

E, adivinhe só? Se você constrói um estado grande, que a tudo deve regular, esses conflitos realmente parecem ser mais reais do que são, simplesmente porque o estado joga as pessoas umas contra as outras. Você começa a odiar um grupo porque seus membros não votaram em seu candidato, porque eles recebem mais dinheiro de impostos, ou porque eles defendem várias formas de restrição à sua liberdade. Graças a esse estado intervencionista, você sente como se estivesse cercado por inimigos e mal enxerga a possibilidade de compreensão humana.

Liberdade e diferença

Voltemos à afirmação original de Samuel Francis, hoje amplamente compartilhada e promovida por nacionalistas coletivistas e seus simpatizantes. Não há nada de novo nela. Os oponentes da liberdade têm insistido neste caminho errado por cerca de 200 anos, como eu explico em meu mais recente livro.

"Você precisa ter homogeneidade para que a sociedade seja ordenada e funcione adequadamente", dizia Francis. Esta afirmação equivale a uma rejeição do próprio liberalismo. Portanto, vamos corrigi-la. Você tem que ter liberdade para lidar com a realidade inescapável da heterogeneidade. É o anseio por semelhança que leva ao conflito, ao despotismo e a vidas humanas empobrecidas.

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P.S.: para os leitores interessados na origem e no desenvolvimento da teoria liberal da sociedade, recomendo efusivamente o primeiro terço do livro Socialism, de Ludwig von Mises. Ali, ele formula uma teoria sobre a cooperação e uma outra que ele rotulou de Lei da Associação. Ambas são elaborações poderosas sobre a teoria da divisão do trabalho. O resultado é uma teoria social séria e robusta — a qual Mises nunca mais voltou a explicar com o mesmo grau de profundidade em suas outras obras. Particularmente, considero essa a melhor explicação sobre sociedade, propriedade e progresso que já li.

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Leia também:

Multiculturalismo forçado é relativismo moral



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Capital Imoral  19/10/2017 14:09
    Gibi do Capital Imoral

    Helio Beltrião e o Castelo Assombrado - Parte 1

    Noite fria com fortes chuvas do lado de fora da mansão de Helio beltrião; um menino anão, sem pescoço, e peitoral grande.
    - Mamãe, eu não gosto desta trovoada. Sempre que trovoa eu vejo o castelo assombrado de frente de casa.
    - Pare com essa bobagem meu filho! Todo mundo sabe que o castelo em frente está à muito tempo abandonado. Desde que o MC Nego do BrBr morreu naquele tiroteio com a polícia, ninguém mais quer morar lá. Vá ler Mises, Helinho.
    - Sim, Mamãe.

    Helinho estava lendo à teoria praxeológica e começou refletir sobre as escolhas humanas que levou MC Nego Do BbBr a ser morto no castelo assombrado. Até que Helinho percebe que uma luz do castelo assombrado se acende.
    - Mas o que será aquilo?
    - Helinho Liga para seu amigo Daniel frata; um magrelo,cabeçudo, 4 olhos.
    - Daniel tem uma luz piscando no castelo assombrado. vem aqui em casa.
    - Deus não existe! Compre Bitcoins!
    - Daniel! Para se ser mala e vem logo!
    - Tô indo.

    10 minutos depois.

    - Ufa, ainda bem que seu motorista do Uber pago com bitcoins foi eficiente em servir este serviço. Mas, Daniel, Eu gostaria de falar sobre outra questão. Não vamos entrar em debates filosófico-religioso, mas sim, em questões que envolvem outras dimensões humanas.
    - Cara! A gente só tem 9 anos. Pare de falar como adulto, vá direto ao assunto.
    - Vamos entrar no castelo assombrado e ver quem acendeu a luz!
    - Você está louco? e o direito de propriedade?
    - Crianças não respeitam direito de propriedade, Daniel!
    - Eu não quero ser ladrão. Minha mãe vai me bater se ela souber que desrespeitei o direito de propriedade. =(

    Helinho, Pensou: Droga! Daniel é tão racionalista que nunca vou convencer ele a se arriscar. Tenho que pensar em algo... Já sei!
    - Daniel, você tem o jogo pokemon go no seu celular?
    - Sim!
    - Você ficou sabendo da nova promoção que quando você pega um pokémon dentro de lugares de difícil acesso, você ganhar Bitcoins!
    - Sério?
    - Sim! Isso vai te ajudar naquela poupança de bitcoins que você falou. Era para o que Mesmo?
    - Para pagar a faculdade dos meus filhos.
    - Cara! você só tem 9 anos.
    - Sim. mas o bitcoin vai valorizar tanto que vai dar para pagar a minha e a dos meus filhos. Agora só falta eu achar uma mulher que aceite bitcoins.
    Cada um com sua loucura...pensou, Helinho.
    - Enfim, você topa ou não entrar no castelo assombrado?
    - Ok. Tudo por Bitcoins.

    Continua...

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Constatação  19/10/2017 14:35
    Isso não dá aval ao "multiculturalismo" promovido pela esquerda?
  • Errada  19/10/2017 14:47
    Muito pelo contrário. A esquerda quer multiculturalismo forçado pelo estado, com subsídios e redistribuição de renda de um grupo para o outro. Acima de tudo, quer que o estado puna um grupo e promulgue o outro. A esquerda multiculturalista, em suma, abomina as livres transações do mercado e anseia por uma sociedade dirigida exatamente nos moldes e configurações que ela quer.

    Exatamente aquilo que o artigo explica levar ao totalitarismo.

    Multiculturalismo forçado é relativismo moral

    A ameaça dos relativismos moral e cultural

  • Rogério  19/10/2017 14:48
    A última coisa que a esquerda multiculturalista quer é diversidade. Ela quer, isso sim, é a supremacia de uma etnia (imigrantes), de uma religião (os otários sonham ser possível uma aliança pacífica entre ateus e muçulmanos contra os cristãos), de uma opção sexual (o homossexualismo), de um gênero (no casa, a ausência de gêneros) e de um estilo de vida (poliamor e sem famílias).

    O multiculturalismo deles significa a supremacia da cultura própria deles.
  • Walter  19/10/2017 14:49
    Multiculturalismo é a imposição de programas de reeducação, em que os proponentes da diversidade doutrinam estudantes, intimidam professores dissidentes, e impõem sobre empregados, gerentes e executivos toda a agenda politicamente correta que já foi pré-estabelecida como sendo a única aceitável.

    Parte dessa doutrinação advoga a proibição de se fazer qualquer julgamento crítico, ensinando que qualquer estilo de vida é tão válido e respeitável quanto os outros, e que todas as culturas e seus respectivos valores são moralmente equivalentes.

    Para os adeptos do multiculturalismo, coisas como cultura, ideias, costumes, artes e habilidades são uma questão racial, e são determinadas pelo grupo ao qual você pertence. Para tais pessoas, assim como um indivíduo não tem controle sobre a raça a que pertence, ele também não tem controle sobre sua cultura. Essa é uma ideia racista, mas é um racismo politicamente correto. Ela diz que as convicções, os valores e o caráter não são determinados pelo discernimento pessoal e pelas escolhas feitas, mas sim determinados geneticamente. Em outras palavras, como os racistas de outrora afirmavam: a raça determina a identidade.

    Como bem disse Thomas Sowell, "o multiculturalismo se resume a isso: você pode elogiar qualquer cultura do mundo, exceto a cultura ocidental; e você não pode culpar nenhuma cultura do mundo, apenas a ocidental".
  • Igor  19/10/2017 14:52
    Um mercado livre é o maior equalizador de direitos já criado. A única coisa que interessa no mercado é quem cria e fornece mais valor para os consumidores. Não interessa qual é a sua cor, a sua opção sexual, o seu nome, a sua religião, os genitais que você carrega, o gênero que você acha que deveria ter nascido, a sua idade. Tudo isso é totalmente secundário e até mesmo insignificante.

    Se você cria valor para seus clientes, você será admirado e respeito.
  • anônimo  19/10/2017 14:56
    O instituto Mises repetindo o erro de falar que fascismo é de direita?
    Fascismo não é de direita, é de esquerda.

    "É por isso que fiquei tão extasiado com La Convivencia, o período de 700 anos (731-1492) antes da Alta Idade Média, quando o islamismo, o judaísmo e o cristianismo coexistiram visando ao seu melhoramento mútuo (que todos os grupos foram beneficiados por essa associação é algo que ninguém questiona, apesar do debate em curso sobre quanta tolerância realmente existia)."

    Outra mentira. Quando o islamismo surgiu no século 7 ele nunca conviveu pacificamente com o judaísmo ou com o cristianismo. E a Europa cristã só se deu conta do que estava ocorrendo na terra santa quando os mesmos islamistas chegaram no sul da Espanha matando quem não se convertia. Depois disso, no mesmo período de suposta convivência harmônica, tivemos pelo menos 8 cruzadas e ainda como consequência uma inquisição na Espanha para perseguir os muçulmanos falsamente convertidos ao cristianismo. Foi uma guerra de 700 anos.
    Só existiu convivência mais ou menos pacífica depois do século XV, quando o império otomano não era mais tão islâmico.

    É triste vir aqui esperando ler mais um excelente artigo do Instituto Mises e ler isto.
  • Conservador genuíno  19/10/2017 15:32
    Favor apontar exatamente onde no artigo está escrito que "fascismo é de direita" e não de esquerda. Faço o desafio. Até porque ha, inclusive, um artigo neste site explicando didaticamente o que o é o fascismo:

    O que realmente é o fascismo

    "Quando o islamismo surgiu no século 7 ele nunca conviveu pacificamente com o judaísmo ou com o cristianismo."

    Aí o próprio autor escreveu lá, de todo o tamanho, que há "um debate em curso sobre quanta tolerância realmente existia".

    Toda a sua logorreia, portanto, é desnecessária.

    "É triste vir aqui esperando ler mais um excelente artigo do Instituto Mises e ler isto."

    De minha parte, lamento apenas que site que eu goste seja também lido por analfabetos funcionais. Isso sim queima a reputação. Aliás, nem sei por que esses comentários caluniadores, feitos por quem visivelmente nem leu o artigo com atenção, são publicados. Não agregam nada e ainda trazem confusão e poluição.

    P.S.: você tem algo de substantivo contra o texto além de um parágrafo que você claramente não leu com atenção e de um conceito sobre o qual você delirou ("fascismo é de direita"?)

    P.S.2: existe coisa mais efeminada e desprezível do que ver um marmanjo supostamente conservador dizendo que "ficou triste" com algo que seus delicados olhinhos leram? Não é a toa que a maioria venera um militar. Querem um macho para cuidar deles.
  • anônimo  19/10/2017 15:48
    É verdade que eu não li com muita atenção, mas logo no início do texto ele já dá uma rateada.
    "Essa é uma das principais reivindicações da direita nacionalista e de seus simpatizantes (e, de uma maneira diferente, também da esquerda progressista e da extrema-esquerda)."

    É por causa de pessoas arrogantes assim que o povão analfabeto funcional é seduzido pelas idéias da esquerda.
  • Conservador genuíno  19/10/2017 15:59
    Peraí, você está defendendo a direita nacionalista? Que é protecionista, estatizante (não há nacionalismo sem estatismo) e tem ojeriza a tudo que é estrangeiro (a começar por produtos importados de qualidade e baratos)?

    Se sim, então você ainda não entendeu absolutamente nada deste site. Sim, aqui a esquerda (de todos os matizes) é desprezada, mas essa direita nacionalista, estatizante e retrógrada também é igualmente espinafrada. Aqui não há puxação de saco de nacionalistas estatizantes.

    Aqui se defende a livre concorrência (o que inclui a concorrência com produtos estrangeiros de qualquer país), o direito ao porte de armas, e todas as liberdades individuais que não envolvam agressão a terceiros inocentes (o que exclui o aborto e inclui o uso recreativo de drogas).

    Se o povão (que odeia a esquerda progressista) também se voltar contra esta ala tosca da direita nacionalista e estatizante, isso sim seria progresso. E o fato de você estar preocupado com isso mostra bem as suas preferências. E você ainda chama os outros de analfabetos funcionais?


    P.S.: em todo o caso, saúdo-lhe por ter reconhecido seu erro.
  • anônimo  19/10/2017 16:59
    Não estou defendendo a direita nacionalista conforme vc descreveu.
    Mas eu defendo uma direita como a de Trump ou Bolsonaro. Eles são pró mercado e liberdade. É verdade que tem seus erros, mas ninguém é perfeito e creio que é muito melhor do que PT ou PSDB novamente.
  • Conservador genuíno  19/10/2017 17:14
    Ué, se você defende esses dois (os quais, segundo você próprio, não têm nada de nacionalistas e estatizantes), então por que você ficou brabinho quando o autor criticou apenas a ala nacionalista e estatizante da direita, bem como toda esquerda progressista e a extrema-esquerda?

    Muito confuso você.

    Da próxima, sugiro mais atenção, sobriedade e comedimento antes de comentar. Principalmente em um local frequentado por pessoas de inteligência bem acima da média encontrada nas redes sociais.
  • Felipe Neves de Aguiar  19/10/2017 18:31
    Acho que o anônimo estava somente criticando a associação que o autor fez entre direita nacionalista e fascistas
  • Vitor  19/10/2017 18:47
    Onde há essa associação, por gentileza? Perguntado sobre isso, o próprio reconheceu que fez uma conclusão apressada e errada.
  • Hans  19/10/2017 18:48
    Não há essa associação, mas deveria haver. A direita nacionalista é, por definição, fascista. E a esquerda também. Ambas odeiam tudo que é estrangeiro, e querem tudo dentro do estado e nada fora do estado. acima de tudo: querem proteção total às grandes empresas nacionais via subsídios, reservas de mercado e tarifas protecionistas extorsivas, para proibir os consumidores de comprar dos estrangeiros.

    Os militares brasileiros, de Médici em diante, foram fascistas. Celerados criadores de estatais e ávidos detratores do livre comércio, o que culminou na proibição de importações para proteger as empresas nacionais. Definição precípua de fascismo.

    Mas não se preocupe: a esquerda nacionalista, capitaneada por Brizola e alçada ao poder com Dilma, defendia a mesma coisa.

    Ambos fascistas. Ambos toscos. Ambos um lixo completo, do qual nada se salva.

    Otário é quem fica procurando rótulos para se encaixar.
  • Tio Patinhas  20/10/2017 17:41
    Bolsonaro é pró-liberdade e pró-mercado?

    Ele é um estatista, contra a liberdade que agora acha que tem chance de ser presidente e começa a fazer um discurso no sentido de conseguir votos dos liberais, mas ainda assim mesmo se esforçando para tentar conseguir votos dos liberais, não consegue defender um pouco de liberdade.

  • Jairdeladomelhorqptras  19/11/2018 01:53
    Caro anônimo,
    Houve sim, ao menos durante a dominação islâmica na península ibérica, períodos de convivência relativamente harmônica entre cristãos, judeus e muçulmanos. Existia uma diferença de taxação. Mas nada que impedisse os cristão e judeus de viverem sob o domínio do Islã. Tanto que lá viveram sob domínio do Islã por 700 anos.
    Alguns autores judeus, inclusive, se referem a "uma idade de ouro" dos judeus sob o domínio islamita na península Ibérica. Com a "reconquista" cristã, aí sim, os judeus foram expulsos.
    O autor deve estar se referindo a este período de convivência que lá existiu..
    Quanto aos duzentos anos de cruzadas na Terra Santa, aí sim, houve conflitos mais sérios. E a convivência e trocas culturais foram mais problemáticas. Mas mesmo assim, a maioria dos cavaleiros cristãos (analfabetos) muito aprenderam com a civilização islâmica.
    Se algum erro houve no texto, pode ter sido tradução. Foi quando se refere a data e "Alta Idade Média" que não se coaduna com a data de divisão de Baixa e Alta Idade Média que nos utilizamos por aqui. ( E não tenho certeza se é usada no resto do mundo. Creio que sim.)
    Abraços
  • Hideki  19/10/2017 15:26
    E a África?
  • Gustavo  19/10/2017 15:34
    Não seria a África o auge da homogeneidade?
  • Daniel  19/10/2017 18:14
    Não. A África é MUITO heterogênea. Uma das principais causas de conflito na África foi a convivência forçada de etnias diferentes, por causa de populações deslocadas devido ao tráfico de escravos.

    Perceba a diferença entre o mapa político e o mapa étnico: profwladimir.blogspot.com.br/2012/02/mapas-de-etiniasnacoes-e-paises-no.html
  • Souza  19/10/2017 18:24
    Exato. Convivência forçada. As fronteiras étnicas são muito menores que as fronteiras políticas. Mas como o separatismo é proibido, os conflitos são inevitáveis.

    A heterogeneidade só funciona quando espontânea e ocorrendo sob um arcabouço de mercado (como ocorre com os imigrantes em São Paulo, por exemplo). Quando é imposta por governos, é explosão na certa.
  • Infiliz  24/10/2017 20:18
    E os escandinavos?
  • Daniel  26/10/2017 17:13
    Os escandinavos têm livre comércio, ué. Foi assim que eles cresceram.

    Sobre a invasão da Suécia pelos muçulmanos e pelos ciganos, os problemas só ocorrem por causa do estado de bem-estar social, que atrai vários imigrantes para uma vida de parasitismo.

    https://pt.gatestoneinstitute.org/7985/suecia-mendigos

    Se os muçulmanos tivessem que ganhar a vida trabalhando e respeitando a propriedade alheia, ficariam pianinho.
  • Infiliz  26/10/2017 19:01
    Sim, mas o que quis dizer, fazendo o advogado do diabo, é que abre aquela defesa: o povo escandinavo é homogeneo e por isso fodástico. O comercio (ou qualquer outra coisa) seria, quando muito, algo meramente secundário e sem importancia.
  • Emerson  19/10/2017 15:36
    A estrutura lógica universal da mente humana: esta é a verdadeira homogeneidade a ser reconhecida.
  • Realista  19/10/2017 15:39
    Como diria o filósofo Pondé: "Você só precisa pagar a fatura do VISA..."

    Essa é a única lei que os libertários exigem....o resto tudo se resolve pelo mercado, desde que pague a fatura do VISA rsrs
  • Daniel  19/10/2017 18:11
    Errado. É bom filtrar o que o Pondé fala. Ele fala muita coisa necessária, mas também fala muitas fezes.

    Não é só pagar a fatura do VISA. Nem tudo tem preço. Por valor nenhum se justifica matar ou escravizar um inocente. Libertários acreditam nas trocas de propriedades legítimas, mas acreditam mais ainda na inviolabilidade da propriedade.

    Se você estava realmente brincando, desconsidere meu tom sério.
  • Realista  19/10/2017 20:57
    Você acabou de corroborar o que o Pondé disse.
  • anônimo  19/10/2017 15:48
    Historicamente, os EUA sempre foram um país de diversidade cultural. E assim ele se tornou o mais próspero e invejado do mundo, com essa diversidade sendo intermediada por uma grande liberdade institucional.

    O Brasil é um caldeirão cultural ainda mais profundo que os EUA. Povos de culturas completamente diferentes, como o japoneses, alemães, libaneses, judeus e portugueses coexistem pacificamente. Apesar de ainda não estarmos em posição de inspirar o mundo em termos de liberdade e de segurança (um dia, quem sabe) devemos sim nos orgulhar de nossa tolerância à diversidade. Embora tenhamos problemas (não relacionados a isso), não conheço outro lugar no mundo com o nosso nível de assimilação e respeito pela diferença cultural.

    O único risco para esse vibrante caldeirão é o autoritarismo, que prospera no contexto do pós-modernismo, do relativismo moral da esquerda radical, e do globalismo (que é o oposto de globalização).
  • Paulol Henrique  20/10/2017 04:39
    O problema, não é ser multicultural, quando essas culturas não são essencialmente diferentes, o próprio Brasil é multicultural,mas compartilha uma mesma raíz cristã, ibérica..

    Agora Coloque um Indiano, Um chines, Islâmico, Judeu e cristão, no mesmo pacote, com um numero populacional semelhante para cada grupo, para ver se algum mercado mantem a paz ali ou se essas culturas vão se preservar, ao invés de uma sobrepujar a outra *provavelmente a que tiver maior numero demográfico vence por natalidade. Isso se não se matarem antes.
    Não é preciso ir longe, alguns países da Europa vão rezar para Alá em não muito tempo
  • Francisco  20/10/2017 10:58
    Todos os conflitos causados por culturas diferentes ocorrem quando a coexistência entre as pessoas é forçada pelo governo, seja por meio de subsídios à imigração ou até mesmo pela integração forçada estimulada por movimentos multiculturalistas.

    Quando a convivência é espontânea, causada naturalmente por forças de mercado, não há conflito nenhum (o que não significa que não haja desentendimentos, algo que ocorre até mesmo entre vizinhos).

    Exemplo: você já viu alguém no Ocidente fazer protestos maciços e violentos contra a presença de asiáticos? Eu nunca nem ouvi falar disso. Asiáticos são trabalhadores, dedicados, produtivos e inteligentes. Mas não tentam impor sua cultura a ninguém. Ao contrário até: fazem questão de se isolar e viverem quietinhos em seus cantos. Exatamente como deveria ser. No entanto, transacionam comercialmente de forma pacífica e produtiva com todos. E você nada tem contra transacionar com eles.
  • Luiz Moran  19/10/2017 16:04
    Desisti de ler o artigo quando cheguei no 4.º parágrafo.
  • Lucas  19/10/2017 18:01
    Esse negócio de "parei de ler em" é tão esquerda... Aliás, típico da esquerda progressista facebookiana. Você será acusado de apropriação cultural.
  • Bruno Diniz  19/10/2017 18:06
    Já eu nunca entendi por que algumas pessoas têm orgulho da própria incapacidade. Eu, quando começo a ler algo e não gosto ou não me interesso, simplesmente paro e vou fazer outras coisas. Jamais perderia meu tempo avisando ao mundo que "me senti ofendido pelo texto" e "não consegui ler". Aliás, teria até vergonha. Já outros, pelo visto, têm orgulho.
  • Luiz Moran  20/10/2017 12:52
    Lucas e Bruno, obrigado por comentarem meu post com educação e sem me rotular.

    Isto prova a imensa superioridade intelectual de vocês.

    Parabéns !
  • Quentin  19/10/2017 18:06
    Nem a homogeneidade nem a heterogeneidade deveriam ser vistas como dogmas. Se um indivíduo traz algo de valor para o grupo, então ele deve ser acolhido. Caso contrário, deve ser excluído. Fim.

    Qual a grande dificuldade de esquerda e direita aceitarem isso?
  • Fascista Acidental  20/10/2017 01:06
    Porque o cidadão que se adapta hoje terá filhos. E os filhos dele não necessariamente se adaptarão.

    Olhe, por exemplo, as gerações de descendentes de imigrantes. As taxas de crime apenas aumentam com o passar das gerações.

    Isso é explicado pelo Efeito Flynn. Uma geração tem um QI com deviations acima do QI médio e naturalmente, seus descendentes terão QI médio ou uma deviation abaixo.

    Eu acredito que o livre-mercado irá resolver o problema: quem não conseguir produzir e não se mostrar disposto a produzir mesmo com caridade, terá que voltar para casa. Ponto. Foi assim que a imigração sempre foi: não conseguiu se adaptar? Volta para casa. Deportações voluntárias foram regra para mais da metade dos imigrantes do século XX.
  • Beautiful  19/10/2017 22:49
    Por que esquerdistas vivem dizendo que pobre nao pode ser a favor do capitalismo pq nao tem capital?
  • Leigo  20/10/2017 11:02
    Também não sei, até porque o governo tira todo o capital dos pobres.
  • Gabriel Camara Bizzotto  23/10/2017 15:39
    Boa tarde a todos,

    Eu gostaria de saber a opinião dos libertários e anarcocapitalistas sobre as seguintes questões: como combater o movimento globalista, que representa O Estado dos Estados, através da simples defesa da liberdade? O movimento globalista hoje dispõe de meios concretos de ação e de coerção e não defendem os mesmos princípios que os libertários e anarcocapilatistas. O movimento globalista, que seria a pior estância do arranjo estatal, passa por cima de todos os princípios de liberdade através do uso da força. Não seria a direita conservadora e nacionalista a melhor alternativa realista e concreta hoje para impedir mais coerção da ditadura globalista? Impedir a imigração de muçulmanos é uma medida contra a liberdade? Depende: é a favor da liberdade dos cidadãos do país e contra a liberdade dos interesses globalistas. No fim das contas é pueril defender a liberdade como princípio uma vez que a liberdade total implicaria na total ausência de liberdade, ou vocês acham que o Islã e as elites globalistas dominantes vão seguir o PNA? O PNA só funcionária se partíssemos do princípio que todos o seguissem, como vocês se posicionariam em relação ao Islã e aos globalistas? Dariam exemplares do Ação Humana para eles revestem os próprios conceitos? Eu prefiro que exista um poderio militar suficiente forte para barrar concretamente a imigração de elementos indesejados no meu país. Se você acha muito coercitivo a existência do Estado então sinta-se livre para morar na Somália.

    Obs.: para o bem do nosso aprendizado favor usar a refutação em detrimento da difamação.
  • Neto  23/10/2017 15:57
    "Eu gostaria de saber a opinião dos libertários e anarcocapitalistas sobre as seguintes questões: como combater o movimento globalista, que representa O Estado dos Estados, através da simples defesa da liberdade? O movimento globalista hoje dispõe de meios concretos de ação e de coerção e não defendem os mesmos princípios que os libertários e anarcocapilatistas."

    Ué, mas que inversão de valores é essa? Quem tem de dar essa resposta são exatamente os defensores da existência do estado.

    Não há globalismo sem estado e sem governo. Só há globalismo quando há elites políticas fazendo conchavos entre si. Globalismo é a inevitável consequência natural de existir estados e políticos.

    De novo: o globalismo é um arranjo que só existe por causa de políticos e burocratas. Seria impossível haver globalismo se não houvesse políticos e burocratas.

    O globalismo é uma política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções e decretos autoritários.

    Eis o argumento central do globalismo: lidar com os problemas cada vez mais complexos deste mundo — que vão desde crises econômicas até a proteção do ambiente — requer um processo centralizado de tomada de decisões, em nível mundial.

    Consequentemente, leis sociais e regulamentações econômicas devem ser "harmonizadas" ao redor do mundo por um corpo burocrático supranacional, com a imposição de legislações sociais uniformes e políticas específicas para cada setor da economia de cada país.

    Anarcocapitalistas, ao defenderem o fim do estado e dos políticos, e adoção total e irrestrita da propriedade privada (o que, inclusive, acaba com a imigração subsidiada de muçulmanos) estão atacando exatamente o principal pilar do globalismo. Por definição, é impossível haver globalismo em um arranjo anarcocapitalista. Até mesmo em um arranjo minarquista o globalismo seria bastante enfraquecido.

    Logo, quem tem de dar explicações são os defensores dessa porcaria chamada "estado democrático de direito". Foi exatamente essa desgraça que abriu as portas para o globalismo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2639
  • Gabriel Camara Bizzotto  23/10/2017 16:26
    Obrigado pelo ponto de vista, porém os Estados e o globalismo já estão constituídos e atuantes, independentemente do culpado isto é um fato. Qual é o plano de ação concreto dos ancaps e libertários a respeito desta realidade? Não acho prudente ignorar a importância do Estado hoje na luta contra os interesses globalistas só porque a existência o Estado é eticamente condenável. É ótimo ter ideias e buscar a liberdade dos indivíduos, porém acho que não adianta ficar pregando a abolição do Estado sendo que isso simplesmente não vai acontecer de uma hora para a outra pois os detentores dos meios de coerção e do monopólio do uso da força não querem que isto aconteça. Apesar dos ancaps não gostarem do Estado em 2018 ocorrerá uma eleição neste país queiram ou não e será necessário escolher entre o menos pior ou deixar que os outros escolham por você, neste aspecto acho que escolhendo o menos pior você terá mais liberdade que ao deixar os outros escolherem por você. A liberdade absoluta como princípio é utópica: experimente a liberdade de parar de respirar. No mundo real só podemos fazer ações concretas e sempre estaremos limitados a uma gama de escolhas factíveis, o resto é utopia.

    Obs.: favor informar em qual dos candidatos vocês votariam em 2018: lula, Ciro, Dória ou bolsonaro? Ou vão deixar os outros escolherem por você por que eleições são antiéticas e você não concorda com elas?
  • Neto  23/10/2017 17:04
    "os Estados e o globalismo já estão constituídos e atuantes, independentemente do culpado isto é um fato."

    Beleza. Concordo. Mas então, por favor, tenha a hombridade de fazer o mea culpa. Defensores do estado causaram isso. Logo, são vocês que têm de limpar a cagada. Vocês não têm nada que sair exigindo respostas de anarcocapitalistas (ou minarquistas), que são literalmente as últimas pessoas no mundo a terem qualquer responsabilidade nisso.

    "Qual é o plano de ação concreto dos ancaps e libertários a respeito desta realidade?"

    Ué, mas como é que iremos ter um "plano de ação concreto" se vocês defensores do estado nos proíbem de viver em uma sociedade sem estado?!

    Vamos fazer o seguinte: primeiro, vocês defensores do estado agitam perante o governo para que ele possa permitir que anarcos vivam em um pedaço de terra sem imposto (hoje, isso é proibido). Quando isso acontecer, aí sim você pode vir conversar a respeito.

    Realmente, era só o que faltava: vocês defensores do estado proíbem a existência de territórios sem estado e depois vêm cobrar respostas por uma cagada que vocês fizeram e contra o nosso consentimento.

    "Não acho prudente ignorar a importância do Estado hoje na luta contra os interesses globalistas"

    Meu Deus! Mas é exatamente o estado quem possibilita -- e estimula -- a existência dos interesses globalistas!

    Você está pedindo socorro para a própria instituição que criou e empoderou o globalismo! Será que você não percebe isso?! Na prática, você está dizendo que é importante ter uma raposa para tomar conta do galinheiro...

    "É ótimo ter ideias e buscar a liberdade dos indivíduos, porém acho que não adianta ficar pregando a abolição do Estado sendo que isso simplesmente não vai acontecer de uma hora para a outra"

    Beleza. Aliás, eu também acho que não vai acontecer. Logo -- e vou repetir pela enésima vez --, vocês defensores e mantenedores deste arranjo é que devem explicações pela cagada que fizeram.

    Logo, por favor, dado que você próprio reconhece que o estado não vai sumir, diga-nos, por obséquio, qual é "o plano de ação concreto" dos defensores do estado contra o globalismo (criado e mantido pelo estado)?
    Estou curioso para ver como será o contorcionismo argumentativo.

    "Apesar dos ancaps não gostarem do Estado em 2018 ocorrerá uma eleição neste país queiram ou não e será necessário escolher entre o menos pior ou deixar que os outros escolham por você"

    E aposto que você vai dizer que dentre os candidatos há um messias que irá heroicamente nos salvar dos globalistas...

    E ainda dizem que os anarcocapitalistas é que são ingênuos e delirantes.

    "A liberdade absoluta como princípio é utópica: experimente a liberdade de parar de respirar."

    Se eu li isso é um bom sinal: quer dizer que eu não estou cego.

    O engraçado é que você vem falar merda sobre uma teoria que você abertamente desconhece, e logo em seguida pede "alto nível" nas respostas. É o equivalente a eu chegar xingando sua mãe e, em seguida, pedir que você seja educadíssimo em sua reação.

    "favor informar em qual dos candidatos vocês votariam em 2018: lula, Ciro, Dória ou bolsonaro?"

    Qualquer um que ganhar será totalmente submisso aos interesses globalistas. Todos eles fingem alguma discordância entre si apenas para enganar e atiçar os otários. Nos bastidores, todos eles se abraçam e se beijam.

    E não precisa confiar em mim, não: veja que ninguém menos que Olavo de Carvalho afirmou, em entrevista à Folha (e reiterou várias vezes em seu Facebook), que tem muito apreço por Ciro Gomes e que o considera muito preparado. Disse que votaria em Bolsonaro, mas não descartou voto em Ciro. Já Ciro, por sua vez, já elogiou Olavo (procure no YouTube) e disse que Bolsonaro, a quem ele conhece da Câmara dos Deputados, não é nada daquilo e está só representando um papel. E que são amigos.

    Ou seja, todos esses três vivem de beijinhos. Olavo = Bolsonaro = Ciro.

    Vai me dizer que Ciro Gomes é anti-globalista? Se sim, o ingênuo não sou eu.

    Logo, sobram Lula e Dória. Lula é aquilo que todos conhecem. E Dória também.

    Ou seja, nenhum deles, absolutamente nenhum deles, representa qualquer risco aos globalistas. No entanto, você jura que ao menos um deles será macho para se opor ao esquema, e ainda afirma que quem discorda de você é ingênuo.

    E eu aqui perdendo tempo...
  • Gabriel  23/10/2017 17:26
    "Logo, por favor, dado que você próprio reconhece que o estado não vai sumir, diga-nos, por obséquio, qual é "o plano de ação concreto" dos defensores do estado contra o globalismo (criado e mantido pelo estado)?
    Estou curioso para ver como será o contorcionismo argumentativo."

    Não será necessário conturcionismo: Bolsonaro é o único candidato que defente a revogação do estatuto do desarmamento: isto seria uma ação concreta na direcao oposta ao globalismo. fato é que por mais libertarios que sejam caso andem armados sem um porte concedido pelo governo e sejam pegos poderão ir em cana.
    O Bolsonaro é a favor de um maior controle imigratorio, contra o esquema globalista. O professor Olavo diatingue claramente o bolsonaro das demais candidaturas por ser uma candidadura nacional. Não esta claro para você a diferença entre oa candidatos?


    Pelo que pude concluir das suas respostas, mesmo estando subordinado ao Estado você prefere soluções utópicas e terceirizam a solucao pratica aos defensores do Estado que voce mesmo é contra?

    Por favor, reaponda questão sobre as proximas eleições.
  • Neto  23/10/2017 18:07
    "Não será necessário conturcionismo[sic]: Bolsonaro é o único candidato que defente a revogação do estatuto do desarmamento"

    Isso é imaterial. A revogação depende inteiramente do Congresso e não do presidente. O presidente, por si só, nada pode fazer quanto a isso. Se os deputados e senadores não quiserem revogar, nada feito.

    Bolsonaro, repito, não tem absolutamente nenhum poder em revogar o estatuto do desarmamento.

    E o fato de você aparentemente desconhecer isso mostra que você nada sabe sobre o arranjo que você tanto defende.

    "isto seria uma ação concreta na direcao oposta ao globalismo"

    Que "ação concreta", meu filho? Ele não pode fazer nada disso. Ele não tem poder para isso. Acorda!

    "fato é que por mais libertarios que sejam caso andem armados sem um porte concedido pelo governo e sejam pegos poderão ir em cana"

    Porte concedido pelo governo? Quer dizer então que você está esperando Bolsonaro ser eleito para só então poder comprar um arma (chancelada por políticos)? Enquanto isso sua família está desprotegida?

    É sério que você é tão cordeirinho assim? Cidadão, crie vergonha na cara e arrume uma arma no mercado negro (que é o livre mercado ). Você vai pagar mais caro, mas ao menos vai ter proteção. Agora, se você confia na polícia estatal, meus futuros pêsames.

    "O Bolsonaro é a favor de um maior controle imigratório"

    Outra coisa sobre a qual ele não tem poder nenhum. Isso é função do legislativo.

    Sério, é impressionante seu desconhecimento.

    "contra o esquema globalista".

    O curioso é que não tem um só candidato que se diga "a favor do esquema globalista". Tem? Em termos puramente retóricos, eles são idênticos nesse quesito.

    "O professor Olavo diatingue[sic] claramente o bolsonaro das demais candidaturas por ser uma candidadura nacional."

    Não hora em que foi perguntado, ele se derreteu de amores por Ciro Gomes. Aliás, também disse ter simpatias pelo Dória. Acho que você precisa trocar de heróis.

    "Não esta claro para você a diferença entre oa candidatos?"

    Diferença?! Onde?!

    Aliás, Bolsonaro já votou em Lula e já defendeu José Genoíno para o Mistério da Defesa! Esse é seu herói?

    www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/bolsonaro-quem-diria-ja-votou-no-companheiro-lula-para-presidente-7dupbcvjwqonu5bhia56zcl2s

    "Pelo que pude concluir das suas respostas, mesmo estando subordinado ao Estado você prefere soluções utópicas e terceirizam a solucao pratica aos defensores do Estado que voce mesmo é contra?"

    Frase completamente ininteligível.

    "Por favor, reaponda[sic] questão sobre as proximas eleições."

    Eu até estava inclinado a votar em Bolsonaro. Não seria exatamente um voto nele, mas sim um voto contra os outros. O problema, no entanto, é que sempre que interajo com um defensor do Bolsonaro, vejo que se trata de gente com QI abaixo dos três dígitos. Gente que não faz a mínima ideia de como o atual sistema funciona. E nem faz questão de saber, pois prefere acreditar em messias (ao mesmo tempo em que diz que os outros é que são ingênuos). E eu não quero me ver na companhia dessa gente. A maior arma contra o Bolsonaro é deixar seus defensores falarem. Quanto mais seus seguidores se expressam, maior a repulsa que causam nos indecisos. Caso ele não fique esperto, isso irá derrubar completamente sua candidatura.

    Tendo já descartado Bolsonaro, vou ver se surge alguém que me faça sair de casa no dia para perder meu tempo apertando botõezinhos na urna.
  • Gabriel Camara Bizzotto  24/10/2017 00:18
    Resumindo o seu bla-bla-bla: vai acabar votando em bolsonaro, que era o ponto aonde eu queria chegar. É só isso por hoje, obrigado.
  • Neto  24/10/2017 11:10
    Eu disse que até cheguei a cogitar essa hipótese, mas não mais. Os eleitores dele me fizeram mudar de ideia. (E descobri agora que nem mesmo ler eles sabem).

    De resto, ué, foi você quem chegou aqui cheio de marra exigindo respostas para o globalismo e tal. Após a aula que tomou (você nem sequer sabia que o presidente nada pode fazer em relação ao estatuto do desarmamento e à imigração), mudou de foco?

    Ficou com o rabinho entre as pernas ao finalmente descobrir que seu Messias não terá poder nenhum? E que foi você quem deu sustento ao globalismo ao defender estado? Eu sei qual é a sensação. Já estive aí. Afinal, eu também já defendi a necessidade de estado. Aí cresci.
  • Ricardo  25/10/2017 17:24
    Não há como uma nação evoluir sem uma identidade nacional.
    Brasil é o maior exemplo.
  • Marcelo  25/10/2017 17:42
    Qual a identidade nacional da Suíça? Há simplesmente quatro idiomas completamente diferentes naquele país, e as pessoas de um cantão simplesmente não dialogam com as de outro cantão. Um suíço de um cantão alemão não dialoga com um de um cantão francês, ambos não dialogam com um de um cantão italiano, e nenhum dialoga com um romanche. Sei disso porque já morei lá e já diz intercâmbio com outros suíços. O suíço alemão não considera ter nada em comum com os outros suíços.

    Aliás, qual a identidade nacional de Hong Kong? E de Cingapura?

    Mais: qual é a do Canadá, com sua forte colônia asiática em toda a costa oeste?
  • Daniel  26/10/2017 17:20
    A identidade nacional de Hong Kong é o BRUCE LEE! kkkkkk
  • Valdir  25/10/2017 17:45
    O que mais há no Brasil é "identidade nacional". E há "identidade nacional" em todas as áreas (música, literatura, comportamento, cultura, esporte, politica etc.). São tantas as identidades nacionais que ninguém chega a um acordo de qual deve ser a oficial.
  • Jailma Viana  24/06/2018 16:27
    Caro Ricardo,
    Seu comentário: "não há como uma nação evoluir sem identidade nacional", me conduziu por caminhos jamais dantes pensados. Vou lançar a campanha:
    "Vamos tirar uma identidade para o Brasil". Cá prá nós, não espalha, é só para arrecadar dinheiro. Pois de qualquer jeito o Brasil vai estar ferrado mesmo! Veja o meu exemplo. Tenho identidade deste criancinha e não evoluí nem um tiquinho.
    Abraço fraterno
  • Libertário Realista  09/11/2017 19:08
    Antes eu era a favor da imigração para mostrar que países com o Mercado mais livre atraem mais pessoas em busca de uma vida melhor. Isso forçaria os países estatistas a adotarem reformas pró-mercado.

    Mas o establishment midiático conseguiu a proeza de convencer as massas que isso não entra na equação, ao invés disso citam os "benefícios sociais" que alguns países europeus dão aos imigrantes.

    Além dos políticos de países de terceiro mundo não mudarem absolutamente nada (isso se não criarem mais regulamentações, mais programas sociais e mais impostos), a propaganda pró-mercado não foi efetiva.
    Ao invés disso, os imigrantes estão entrando em programas assistenciais dos países que os acolhem graças à Esquerda. Além de, geralmente, não pagarem impostos, estão recebendo impostos dos outros.

    Em uma democracia, imigração é suicídio. Me tornei um crítico da imigração. Está contribuindo em grande parte para a falência dos países de primeiro mundo.
  • Huerta   09/11/2017 19:17
  • Emerson Luis  25/12/2017 19:44

    "Você precisa ter homogeneidade para que a sociedade seja ordenada e funcione adequadamente"

    Ordenada por quem? Essa afirmação pressupõe a necessidade de planejadores centrais. E que a homogeneidade é uma qualidade, algo bom, desejável e alcançável.

    Mas Mises e Hayek provaram (e a História confirmou) que o planejamento central só leva ao colapso e à tragédia. Só serve para os totalitários terem o poder total que cobiçam.

    E a homogeneidade é impossível, pois somos intrinsecamente diferentes. A outra pessoa é sempre um "semelhante", nunca um "idêntico".

    A única ordem que pode trazer certa medida de paz e prosperidade é a ordem espontânea. E mesmo que a coerção pudesse produzir resultados econômicos tão bons quanto o liberalismo, ainda assim a coerção seria fundamentalmente errada.

    * * *


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