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Os cinco graves problemas com o PIB
Para começar, ele foi criado com o intuito de avançar a agenda keynesiana

A maneira tradicional de se calcular o PIB de um país é por meio da seguinte (e extremamente simples) equação:

PIB = C + I + G + X - M

C representa os gastos do setor privado, I representa o total de investimentos realizados na economia, G representa os gastos do governo, X é o total de exportações e M, o de importações.

Logo de partida, já é possível notar dois problemas graves: gastos governamentais são considerados atividades econômicas viáveis; e importações são consideradas negativas, e são subtraídas das exportações, que são consideradas positivas.

Mas não é só. Há inúmeras distorções

1. O mensurador não mensura

O cálculo do PIB tem o propósito de mensurar a atividade econômica. Só que ele não mensura — e nem tem como mensurar — a qualidade, a lucratividade, a amplitude, as melhorias e os avanços dos bens e serviços produzidos. E é isso o que realmente importa para uma economia.

Por exemplo, se um navio — construído a custos altos — estiver navegando sem passageiros, sem cargas, e sem conseguir pescar nada, ainda assim sua construção terá contribuído para o crescimento do PIB. Não importa se tal navio foi lucrativo para os investidores ou se ele atolou na areia; ele contribuiu para aumentar o PIB. Navegando nos mares ou enferrujando abandonado em um estaleiro, o PIB do país cresceu por causa de sua construção.

Colocando de outra maneira, o PIB não avalia corretamente o valor dos bens e serviços fornecidos por uma economia, e, consequentemente, é incapaz de estimar o padrão de vida de uma sociedade. O PIB é uma régua com uma métrica totalmente irregular.

Eis uma evidência empírica que comprova esse absurdo: em 1990, o PIB soviético equivalia à metade do PIB americano, de acordo com o CIA Factbook de 1991. Só que ninguém que visitasse a União Soviética em 1990 iria acreditar que a economia deles sequer chegasse perto de ter 50% da qualidade e da quantidade dos bens e serviços produzidos nos EUA. As estatísticas de produção definidas pelo PIB podiam ser robustas, mas construir estradas que vão do nada a lugar nenhum, fundir aço que não será utilizado na fabricação de nenhum produto, e fazer pães intragáveis é forçar demais a definição de "produção".

2. Gastos, de qualquer tipo, aumentam o PIB

A equação do PIB não distingue as transações econômicas que beneficiam a saúde da economia do país daquelas que apenas a enfraquecem. Atividades destruidoras de riqueza são incluídas em pé de igualdade com atividades produtoras de riqueza. 

Quando há um furacão ou uma enchente devastadora, os esforços de reconstrução fazem o PIB aumentar, não obstante toda a destruição e todas as perdas trágicas enfrentadas pela população. Outras despesas negativas, como gastos para se proteger contra a criminalidade, gastos com médicos, gastos com divórcios, gastos com a defesa nacional, gastos para se reparar depredações etc., tudo isso aumenta o valor do PIB, sendo, portanto, considerado geração de riqueza e bem-estar econômico.

Quando alguma indústria, para produzir algum bem, consome recursos naturais até seu completo esgotamento, isso também gera um aumento no PIB. Quando uma petroleira faz lambança e deixa vazar petróleo no mar, o dinheiro gasto para limpar o oceano aumenta o PIB. Se algum lixo tóxico é derramado em um rio, o dinheiro gasto para descontaminar o rio estimula o PIB.

Mais absurdo ainda: o dinheiro que foi gasto para criar esse lixo tóxico também gera acréscimos ao PIB.

3. Atribui importância exagerada ao consumismo

Quais transações deveriam ser incluídas no cálculo do PIB? Dado que a maioria dos produtos foi produzida utilizando outros produtos que já haviam sido produzidos, os arquitetos do cálculo do PIB tentam evitar essa "dupla contagem" incluindo na equação apenas bens e serviços finais

Por esse método, a produção de um carro é contabilizada (como um aumento nos estoques), mas os metais, as borrachas e os plásticos comprados durante o processo de produção do carro são desconsiderados. Essa exclusão de determinadas transações "intermediárias" simplesmente exclui volumes significativos da atividade econômica.  Sendo assim, o PIB simplifica em demasia a real situação da economia ao superestimar o consumo em detrimento dos investimentos produtivos.

Só que variações no investimento e nas cadeias produtivas influenciam muito mais a economia do que variações no consumo.

E tudo piora: se toda a população resolvesse gastar tudo o que tem isso elevaria enormemente o PIB. Só que o consumismo não gera nenhum crescimento econômico. O que gera crescimento são investimentos, e investimentos só são possíveis quando há poupança, que é o exato oposto do consumismo.

Uma sociedade que consumisse 100% da sua renda teria um PIB bastante aditivado, mas não haveria um único bem de capital existente. Dado que ela não poupa, ela não consegue acumular capital. Sem capital acumulado, não consegue aumentar sua produtividade. Sem aumento de produtividade, não sai da pobreza.

Assim, em uma sociedade extremamente consumista não haveria moradias, não haveria fábricas, não haveria infraestruturas, não haveria meios de transporte, não haveria maquinários, não haveria escritórios e imóveis comerciais, não haveria laboratórios, não haveria cientistas, não haveria arquitetos, não haveria universidades, não haveria nada.

Simplesmente, todos os indivíduos estariam permanentemente ocupados produzindo bens de consumo básicos — comidas e vestes — e não se dedicariam à produção de bens de capital, que são investimentos de longo prazo que geram bens futuros. Por definição, se uma sociedade consumisse 100% da sua renda, ela não produziria nenhum outro bem que não fosse de consumo imediato. 

Mas o PIB seria bastante impulsionado por esse consumismo.

4. Os gastos do governo impulsionam o PIB, sendo que são maléficos para a economia

Talvez o mais sério problema com o PIB esteja no fato de que ele inclui os gastos do governo como se fossem um componente tão legítimo quanto os outros.

Para começar, os gastos do governo só são possíveis porque ele tem o poder de extrair dinheiro do setor produtivo: dos trabalhadores assalariados e dos empreendedores. Consequentemente, as receitas do governo são auferidas de maneira coercitiva, e advêm do setor produtivo da economia. 

Logo, um aumento dos gastos do governo (o que aumenta a equação do PIB) significa, de maneira muito simples, que o governo ou aumentará os impostos para fazer frente a esses novos gastos ou irá se endividar ainda mais — o que significa que, dado que o governo está tomando mais crédito, sobrará menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos. 

Assim, dado que os gastos do governo são financiados via impostos e endividamento do governo, eles desestimulam a poupança, a produção e o investimento futuros.

Nada disso pode ser visto como positivo para a economia.

Mas piora: o gasto do governo é inevitavelmente de má qualidade. O governo gasta o dinheiro alheio (dos impostos) com terceiros (funcionalismo público, subsídios para grandes empresários amigos do regime, obras públicas feitas por empreiteiras ligadas a políticos, artistas e eventos culturais etc.) e consigo próprio (salários, benefícios e mordomias para políticos; ministérios, agências reguladoras, secretarias e estatais; campanhas eleitorais; contratação de apadrinhados; propagandas etc.).

Nenhum desses gastos está ligado à maximização do bem-estar social.

Gastos, de qualquer natureza, só podem gerar benefícios na economia quando são feitos voluntariamente em troca de bens e serviços prestados. Porém, no que tange ao governo, a situação é totalmente diferente: os gastos do governo se baseiam na coerção (impostos) e não necessariamente têm relação com os serviços que ele presta à população (queira ela ou não). Com efeito, é simplesmente impossível mensurar estes serviços.

E há também o problema dos custos de oportunidade. Se o governo, por exemplo, construir uma ponte ligando o nada a lugar nenhum, e fizer tal obra utilizando materiais caros e pagando preços superfaturados (os fornecedores, por saberem que o governo não tem preocupação com custos, irão cobrar o máximo possível por seus materiais), o PIB subirá.

Só que estes mesmos recursos poderiam ter sido mais bem utilizados pelo setor privado, o qual é sensível à demanda e tem de se preocupar com custos e com o sistema de lucros e prejuízos. Aquilo que foi utilizado pelo governo em um setor será necessariamente retirado de outro setor. Se os gastos do governo imobilizam recursos em um setor, então outros setores ficaram sem estes mesmos recursos.

Consequentemente, por ter sido despojada de recursos escassos (os quais foram imobilizados pelo governo em obras esbanjadoras), a riqueza futura desta economia será menor.

Dado que os serviços do governo não são vendidos voluntariamente no mercado, eles não possuem preços determinados pelo mercado. Logo, não há como calcular seu real valor de mercado para aqueles que se beneficiam deles. E quanto mais esbanjadores forem os gastos do governo, maior será o PIB — uma contradição total.

Uma descrição mais acurada da atividade econômica seria eliminar os gastos do governo do cálculo do PIB.  Ou, indo mais além, deduzir do PIB todos os gastos do governo, uma vez que todo o gasto governamental representa uma clara depredação, e não uma adição, à atividade econômica.  Veja mais detalhes sobre esse método aqui.

5. As importações são subtraídas das exportações

O cálculo do PIB considera que as importações subtraem riqueza da economia. Isso possui várias implicações contraditórias.

Para começar, ao subtrair as importações, a equação do PIB seriamente subestima a contribuição do comércio para a atividade econômica como um todo. Uma economia que exporta $1 e importa $1 terá a mesma contribuição ao PIB (zero) que uma economia que exporta $100 bilhões e que importa $100 bilhões.

No entanto, por motivos óbvios, a segunda economia é muito mais dinâmica e rica.

Ademais, dar às importações uma conotação negativa não faz nenhum sentido econômico. Se, por exemplo, a economia está importando maquinário e bens de capital, isso irá torná-la mais produtiva, e não menos, que é o que a equação sinaliza. 

Olhando-se estritamente do ponto de vista contábil, as importações são subtraídas porque o PIB está preocupado apenas com aquilo que é transacionado dentro das fronteiras do país, sem se importar com a nacionalidade do produtor. Assim, um Audi fabricado no Paraná gera um aumento no PIB; porém, se uma empresa brasileira atuando no exterior vendesse para o Brasil um produto seu fabricado lá fora, mesmo que fosse um bem de capital que aumentasse a produtividade da economia, tal transação diminuiria o PIB.

Tratar as exportações como algo positivo e as importações como algo negativo é um resquício da mentalidade mercantilista. Se o objetivo do PIB é mensurar os bens e serviços fornecidos às pessoas que vivem dentro de uma região geográfica, então as importações — e não as exportações — é que são benéficas. Um aumento das importações indica que o poder aquisitivo da população aumentou; indica que o bem-estar da população aumentou. Já um aumento das exportações indica que a população agora possui menos bens ao seu dispor, pois estes foram enviados para fora. Pode também indicar que o poder de compra da população está em queda, o que significa que a exportação foi a maneira de as empresas se livrarem de seus excedentes não consumidos. Em ambos os casos, o padrão de vida da população diminuiu.

O PIB foi criado com o intuito de avançar a agenda keynesiana

O russo Simon Kuznets (1901-1985) foi quem revolucionou a econometria e padronizou a mensuração do PIB. Após ter afiado suas habilidades estatísticas na Rússia bolchevista, ele se mudou para os EUA para continuar suas pesquisas, as quais culminaram em seu livro, lançado em 1941, chamado National Income and Its Composition, 1919–1938 (A Renda Nacional e sua Composição, 1919-1938).

Embora não fosse um keynesiano per se, a natureza e o momento exato de suas pesquisas serviram para aditivar a revolução keynesiana, uma vez que o planejamento central requer estatísticas econômicas: afinal, as estatísticas são os olhos e os ouvidos do burocrata, do político, do reformador socialista. É somente pelas estatísticas que eles conseguem descobrir, em toda a economia, quem "necessita" do quê, e quanto de dinheiro o governo deve gastar para fazer isso acontecer.

As instáveis bases teóricas do PIB, bem como sua aceitação politicamente conveniente, distorcem o desempenho e a natureza de uma economia ao mesmo tempo em que são incapazes de estimar de maneira satisfatória o real padrão de vida de uma sociedade.  Com efeito, o próprio Kuznets entendeu isso. Em seu primeiro relatório ao Congresso americano, em 1934, ele disse que "o bem-estar de uma nação dificilmente pode ser inferido de uma mensuração da renda nacional".

Ainda assim, o uso cego e fanatizado do PIB persiste até hoje. O fato de que sua existência e persistência servem apenas às políticas keynesianas de estimular o consumismo, defender aumentos dos gastos governamentais, incentivar as exportações por meio de desvalorizações cambiais e restringir as importações por meio de tarifas protecionistas não é algo que deve ser considerado uma mera coincidência.

Infelizmente, as consequências de tudo isso — estagnações econômicas, aumento do endividamento e inflação — são tão inevitáveis quanto previsíveis.

34 votos

autor

Christopher P. Casey
é contador e gerente do fundo de investimentos WindRock Wealth Management.


  • Régis  18/10/2017 14:20
    Para mim, a questão dos gastos do governo é a pior de todas.

    Obras governamentais faraônicas e sem nenhum sentido econômico aditivam o PIB. Estádios da Copa, refinaria Abreu e Lima, estaleiros (abandonados) da Sete Brasil (falida): tudo aumentou o PIB.

    Já um governo prudente, que realmente reduza os gastos com burocracia, será imediatamente acusado de derrubar o PIB.

    O que pode dar errado?
  • Alberto  18/10/2017 14:27
    É perfeitamente possível turbinar o PIB ao simplesmente imprimir dinheiro e dar para as pessoas cavarem buracos. Como os preços não subirão imediatamente, o PIB real crescerá bastante em um ano. E trará muita popularidade ao governo.

  • Professor  18/10/2017 14:37
    Ou então se todas as pessoas se endividarem maciçamente para sair consumido. O item C do PIB vai explodir, mas a equação não leva em conta toda a dívida que terá de ser quitada. E nem muito menos a maciça alocação errônea de capital que tamanho endividamento irá provocar.
  • Demolidor  18/10/2017 17:33
    Pois é. Olha como se deu o efeito Mantega.

    C = crédito para MCMV, subsídio ao consumo
    I = PAC
    G = expansão da máquina
    X = subsídios/desonerações
    I = taxação agressiva de importados

    O mais engraçado é que isso funciona por alguns anos, mas sem uma produção genuína, nem o PIB consegue se segurar lá no alto. O triste é que o resultado na vida das pessoas é muito mais feio do que apontam os números.
  • Thiago Vieira  19/10/2017 13:51
    Resumo perfeito !
  • Felipe   18/10/2017 14:28
    O principal problema do PIB é que ele não mensura a satisfação dos consumidores. Um governo pode desviar recursos para setores escolhidos arbitrariamente por ele em vez daqueles que atenderiam melhor os consumidores.

    Para o PIB está tudo ok, mas para os indivíduos não.

    Para o PIB a produção é um fim, mas para os indivíduos é só um meio.
  • Demolidor  18/10/2017 14:29
    Excelente artigo que corrobora a visão que tenho do mundo. O PIB esconde a verdadeira tragédia econômica europeia, por exemplo. Nitidamente, sul da França e Itália são hoje lugares pobres. Por mais que o PIB diga outra coisa, não dá para considerar que não seja pobre um lugar em que as pessoas não têm dinheiro sequer para consertar o reboco de suas casas, ou para trocar seus carros velhos, de aparência surrada, que raramente apresentam algo comum no Brasil, como câmbios automáticos ou vidros elétricos.

    Além disso, país que tem mais de 60% do PIB composto por governo, só pode ter suas estatísticas maquiadas. É preciso desarmar essa falácia o quanto antes. Nosso bem estar e até nossas vidas dependem disso.
  • Tannhauser  19/10/2017 15:28
    Talvez a Paridade do poder de compra seja um indicativo melhor neste caso.
  • Demolidor  20/10/2017 02:02
    Na verdade, PPP é pior ainda. Dá ainda mais poder para o governo manipular e deprimir a taxa de câmbio sem causar impacto no PIB. Desvalorizações maciças tendem a aumentar exportações e diminuir importações, o que é até melhor para o PIB, mesmo que o nominal sofra uma brutal diminuição.

    Exemplo disso é o próprio Brasil, que teve uma queda de mais de 30% no PIB nominal entre 2011 e 2016. Para quem ganha em real e, por qualquer razão, ainda precisa gastar em dólar, é isso que importa.

    De todos os índices, o que mais me agrada é o índice de consumo doméstico per capita. Este faz muito mais sentido e, salvo algumas exceções, passa uma ideia mais acurada da qualidade de vida em determinados países. Não é perfeito, leva em consideração inclusive taxas e licenças governamentais, mas exclui impostos.

    Os dados da Wikipedia já são antigos. Acredito que hoje veríamos a Venezuela numa situação muito pior, México em uma situação um pouco melhor, e toda a Europa em situação pior que na tabela. Ainda assim, batem com minhas observações em minhas andanças mundo afora.

    Opiniões?
  • Demolidor  20/10/2017 04:31
    Só um adendo aos amigos austríacos: acredito fortemente que, a exemplo do que ocorreu com o PIB do Brasil quando foi manipulado, o efeito de uma moeda fraca na produtividade econômica e, em consequência, nas exportações, também seja negativo no longo prazo.

    No curto prazo, fica muito mais vantajoso vender os estoques e produção atual para o exterior. O X do PIB aumenta (assim com este próprio). No longo prazo, porém, o custo de reposição de capital, de retenção de mão-de-obra especializada (muitos profissionais de alto gabarito decidem vender seu trabalho em outros países), dentre outros, aumentam a ponto de tornar a economia menos competitiva. E aí não tem jeito, PIB e exportações caem.
  • Vladimir  18/10/2017 14:30
    Achar que PIB maior é sinônimo de uma economia melhor cria incentivos ao aumento do número do PIB sem que isso se reflita na qualidade de vida.

    Aplicação da Lei de Goodhart: "When a measure becomes a target, it ceases to be a good measure."(Quando uma medida se torna uma meta, ela deixa de ser uma boa medida).
  • Fraga  18/10/2017 14:33
    "As estatísticas de produção definidas pelo PIB podiam ser robustas, mas construir estradas que vão do nada a lugar nenhum, fundir aço que não será utilizado na fabricação de nenhum produto, e fazer pães intragáveis é forçar demais a definição de "produção"."

    Algo semelhante a isso está em curso na China, vide suas inúmeras cidades-fantasmas. Ainda vai demorar, mas quando aquilo estourar não será algo bonito de se ver (nem de viver).

  • Capital Imoral  18/10/2017 14:34
    Danilo Gentili e o desprezo pela escola.

    Sobre o novo filme do Danilo Gentili, Como se tornar o pior aluno da escola, podemos encontrar os seguintes comentários no trailer: "Já reparam que a escola quer que você se comporte como os grandes gênios da humanidade? É meio ridículo" ; "Estudar traz tristeza"; "para com esse negocio de perder tempo copiando matéria e a lição". No artigo de hoje iremos relembrar a importância da escola e como o capitalismo destruiu nossa cultura.

    O maior triunfo do Renascimento talvez seja o amor pelo saber humano, pois naquela época, as novas escolas de pensamento começaram a afirmar a importância centro do ser humano, considerado a obra suprema de Deus. portanto, o homem: "tornou-se a medida de todas as coisas"; idéia essa conhecida como humanismo e que estava em choque pelo idéia teocentrista, até então, em que Deus era a fonte de todo conhecimento. Eu afirmo isso porque a paixão pelo conhecimento foi tanta que era comum encontrar homens que dominavam mais de uma área do pensamento humano; foi o caso do pintor, escultor, arquiteto, anatomista, urbanista, engenheiro, inventor e desenhista Leonardo da Vinci.

    Mas o principal de tudo isso está nas escolas. Foi durante o Renascimento que foram fundadas várias escolas laicas para atender os filhos nobreza e da grande burguesia européia. Segundo a nova concepção, educar tornou-se uma questão de moda e exigência social das elites. Aquele que era educado estava à frente do seu tempo; estava a frente de seus conterrâneos, e isso levava às pessoas a ter um respeito pelo homem que detém o saber. Isaac Newton afirmava: "Se vi mais longe do que os outros homens, foi porque me coloquei sobre os ombros de gigantes."

    Voltemos para o século 21, absolutamente tudo tornou-se um grande entretenimento; os homens não querem mais ser cientistas, ou não agem com o espírito no eterno. O grande sonho de uma criança é ser jogador de futebol ou humorísta de televisão, obviamente uma profissão que não exige tanto trabalho intelectual. Mas qual o problema de querer ser humorista de televisão? ora, nenhum. O problema é quando uma nação inteira perde como referência os verdadeiros homens que merecem ser reverenciados; E tudo isso ocorreu por culpa do capitalismo e do livre mercado. Pra que diabos eu vou ler aquele livro chato do Isaac Newton, se eu posso ver filme o dia inteiro e jogar video game? tudo se trata da cultura que despreza o verdadeiro conhecimento. - sim! existe a pedra de toque e ela está nos pensadores humanistas.

    Para concluir, eu gostaria de dizer que o capitalismo é o culpado pela nossa degradação cultural. Tudo que aqueles jovens irão ver nos filmes do Danilo, eles irão carregar dentro da alma, pois idéias culturais têm consequências culturais. Ou estou mentindo? o negócio é ser malandro; fazer bastante sexo; zoar todo mundo; ter bastante dinheiro. Só não reclame depois quando tornarmos sub humanos.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Fábio de Salles  18/10/2017 14:46
    Gostei de aprender sobre o PIB. De fato, agora me parece óbvio que ele é contraproducente. Se Hong Kong nunca teve nenhum, ou muito pouco, e chegou onde chegou, será sensato adotar indicadores? E qual indicador seria interessante? Ou melhor ainda: o mercado precisa de indicadores?
  • John  18/10/2017 15:53
    Sobre Hong Kong e estatísticas:

    "Desde os dias de John Maynard Keynes, a ciência econômica vem sendo atormentada pela ideia de que a ação humana deve ser destilada em números, os quais se transformam em uma "pretensão ao conhecimento" para aspirantes a planejadores centrais. Nas várias faculdades de economia atuais é difícil saber quando acaba a matemática e quando começa o real conhecimento econômico.

    Para Sir John James Cowperthwaite, que foi nomeado secretário das finanças de Hong Kong para o período de 1961 a 1971, a compilação de estatísticas para planejamento econômico era um anátema. Ele simplesmente se recusou a coletá-las.

    Quando Milton Friedman lhe questionou, em 1963, a respeito da "escassez de estatísticas", Cowperthwaite respondeu: "Se eu deixá-los coletar estatísticas, irão querer utilizá-las para planejar a economia".

    Perguntado qual era a coisa mais premente que os países pobres deveriam fazer, Cowperthwaite respondeu: "Eles deveriam abolir seus institutos de estatísticas econômicas".

    Ele acreditava que, se estatísticas fossem coletadas em Hong Kong, elas estimulariam o governo britânico a implantar políticas supostamente corretivas, o que inevitavelmente afetaria a capacidade da economia de mercado funcionar corretamente. Isso gerou consternação no governo britânico. Uma delegação de burocratas foi enviada a Hong Kong para descobrir por que as estatísticas não estavam sendo coletadas. Cowperthwaite literalmente mandou-os de volta a Londres no primeiro avião."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804
  • Capital Imoral  18/10/2017 16:23
    Mas que macumba é essa? Caro instituto Mises estão flodando a sessão de comentários dos meus artigos. Por gentiliza dar ban nesse malditos.
  • Marcos  19/10/2017 00:31
    Concordo Capital Imoral

    Na URSS todos queriam ser astronautas, cientistas, engenheiros espaciais, com a queda da URSS, os russos hoje só querem saber do emprego que paga melhor, se movem por dinheiro.

    Não é mesmo?
  • Viking  18/10/2017 14:36
    qual outra medida poderia ser utilizada para avaliar o crescimento economico/enriquecimento de um cidade/estado/regiao?
  • Federico Fernández  18/10/2017 14:52
    Sugerido ao final do item 4. Clique no link.

    Por mim, eu tirava os gastos do governo. (Há quem defenda que eles devem entrar subtraindo, dado que eles representam depredações da riqueza privada. Isso também é interessante).

    E colocava as importações como adição. Se um país se facha inteiramente para as importações e passa a viver sob autarquia, produzindo produtos totalmente precários, o PIB sobe!
  • Flávio  18/10/2017 14:42
    PIB não mede nem pretende medir bem-estar. Seu objetivo é tão-somente medir a capacidade produtiva de uma economia, e deve portanto ser julgado de acordo. PIB desconta importações precisamente porque o que foi produzido fora não ajuda a medir a capacidade de produção interna. Pelo mesmo motivo, exportações de produção interna conta positivamente no PIB.
  • Gomes  18/10/2017 14:47
    "PIB não mede nem pretende medir bem-estar."

    E o artigo em momento algum fala isso.

    "Seu objetivo é tão-somente medir a capacidade produtiva de uma economia, e deve portanto ser julgado de acordo."

    Então piorou tudo. Se o PIB mede a "capacidade produtiva" da economia, então ele está todo errado.

    Por exemplo, gastos do governo afetam a capacidade produtiva da economia; no entanto, na equação do PIB, eles aumentam a capacidade produtiva da economia.

    Importação de bens de capital e maquinários em geral aumenta a capacidade produtiva da economia. No entanto, na equação do PIB, a importação desses produtos reduz a capacidade produtiva da economia.

    Faz sentido?

    "PIB desconta importações precisamente porque o que foi produzido fora não ajuda a medir a capacidade de produção interna."

    E a importação de máquinas e bens de capital modernos? Isso não ajuda na capacidade de produção interna?

    "Pelo mesmo motivo, exportações de produção interna conta positivamente no PIB."

    Nada contra.
  • Leandro  18/10/2017 14:48
    "[O objetivo do PIB] é tão-somente medir a capacidade produtiva de uma economia"

    Errado. Nem mesmo os apologistas do PIB dizem isso.

    A equação do PIB mede apenas o valor monetário de todos os bens e serviços finais que foram comprados e vendidos dentro das fronteiras do Brasil em um dado ano.

    Ou seja, o PIB é apenas um cálculo de todas as transações monetárias envolvendo bens e serviços finais. Ele é utilizado para mensurar o gasto agregado da economia.

    Só isso.

    Portanto, o que os economistas chamam de "crescimento econômico" mensurado pelo PIB de um ano para o outro nada mais é do que aumento do valor final (preço) das transações monetárias de um ano para o outro. Esse resultado nominal é dividido por um questionável deflator de preços, para se obter o PIB real.

    Ponto.

    Agora, se, a partir dos valores obtidos, as pessoas decidem fazer elucubrações sobre o real estado da economia, aí elas já fazem isso por sua própria conta e risco.

    Vale lembrar que o crescimento do PIB durante o governo Sarney foi maior do que o do governo Dilma e maior também do que o do governo FHC. No entanto, não apenas ninguém sentiu esse "crescimento econômico", como, na verdade, sentiu uma brutal recessão. Tanto é que o cidadão saiu do governo com 6% de aprovação e tem altíssima rejeição até hoje. O PIB não explica isso.

    Que a atual equação do PIB ainda seja levada a sério mostra bem o estado em que se encontra o estudo da ciência economia.
  • Oliveira  19/10/2017 01:23
    Leandro

    Por qual razão é questionável o uso do deflator de preços?

    E mais, eu li os artigos sobre o PIB e os comentários e teve um leitor que me demonstrou que demonstrou sua dúvida e eu também fiquei, são os 2 últimos comentários do Matheus neste artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2095

    Valeu.
  • Leandro  19/10/2017 01:34
    É o mesmo problema do IPCA, só que em escala bem maior: é impossível utilizar, de maneira acurada, um único valor geral para todos os itens da economia.

    O IPCA é um valor ponderado, e tenciona ser uma média geral do aumento de preços dos bens e serviços finais. Mas a inflação percebida é diferente para cada indivíduo, para cada família e para cada camada social.

    Igualmente, ela é diferente para cada um dos itens que compõem o PIB.

    No entanto, o deflator pretende unificar em um só valor todas as inflações de absolutamente todos os produtos específicos que foram transacionados na economia, cada um em volumes distintos.

    Ou seja, utiliza-se um valor geral para itens com características diferentes. É claro que não tem como ser algo acurado.

    Assim como existe "licença poética", podemos dizer que o deflator é uma "licença estatística". Na melhor das hipóteses, ele faz apenas uma aproximação -- a qual pode acabar sendo muito errada.

    Quanto à outra dúvida, respondi lá.

    Abraços.
  • Oliveira  19/10/2017 12:42
    Entendi. Obrigado.
  • Renan  18/10/2017 15:43
    Sobre esse conto de fadas que é o PIB, vale lembrar que a Venezuela -- país onde as pessoas literalmente morrem de fome, há escassez generalizada de itens básicos e remédios, e a taxa de pobreza superou os 85% -- é a terceira maior economia da América Latina, atrás apenas de Brasil e Argentina!

    Ou seja, a Venezuela é mais "rica" que Colômbia e Chile!
  • Lel  18/10/2017 16:51
    Lógico. Os gastos do governo aumentam o PIB.
    O governo pode ficar pegando dinheiro emprestado e rasgando esse dinheiro pagando a burocracia ciclicamente que o PIB aumenta.
    Mais um exemplo que o PIB não serve pra mesurar verdadeiramente nada.
  • Pensador Consciente  19/10/2017 12:56
    Renan para provar que sua tese é verdadeira basta lembrar estes esquerdalhas que o PIB da Venezuela esta com a renda concentrada nas mãos dos boliburgueses,chefões regionais do partido chavista,Maduro e corporativistas amigos ou seja 15% da população está com 80% da renda e 85% da população abaixo da linha da pobreza fica com 20% da renda.

    Observação:Estes números usados são fictícios,mas qualquer pesquisa séria sobre o PIB e a renda da Venezuela,irá constatar essa concentração de renda,quem viveu nos anos 80 na era Sarney sabe o que é concentração de renda e eu não tenho saudade nenhuma daqueles tempos de hiperinflação,controle de preços na era do cruzado(1986),pacotes e mais pacotes para controlar a inflação e todos fracassados e reserva de mercado,quem não se lembra da reserva de mercado no mercado de informática uma lei que atrasou-nos sei lá quantos anos de ter acesso ao melhor do melhor em computadores,enfim vou parar por aqui e relembrar que na época,Sarney vivia se fazendo de vítima igual a Lula hoje em dia ao difamar Sérgio Moro e MPF de Curitiba.
  • Jararaca, Bothrops  18/10/2017 16:25
    Caramba, é a primeira vez que eu vejo a fórmula do PIB. Na escola, o professor e os livros didáticos abordam esse conceito como se fossem algo consolidado no senso comum. E sobre as importações, acho que não devem lhe ser dadas conotações nem positivas nem negativas, já que , como disse o autor do artigo, podem ter sentido positivo (poder aquisitivo aumentou) ou negativo (país tem parque industrial precário, o que, diante da terceira revolução industrial, na qual a tecnologia agrega valor como nunca antes, é algo péssimo). Outra dúvida é o que acontece com o fluxo de serviços como netflix e compra de jogos digitais, são também contados como importações ?
  • iury  18/10/2017 17:03
    Excelente artigo, muito bem elabora e abre caminho para futuras discussões a respeito dessas mensurações agregadas macroeconômicas e seus descolamentos da realidade empresarial.
  • L Fernando  18/10/2017 17:26
    Aproveitando que o assunto é o PIB

    Internacional
    Imigrantes na Itália geram PIB superior ao da Hungria, diz estudo

    www.correiodopovo.com.br/Noticias/Internacional/2017/10/631731/Imigrantes-na-Italia-geram-PIB-superior-ao-da-Hungria,-diz-estudo

    Agora tem de ver se gerando riqueza ou extraindo riqueza
  • Hernan  18/10/2017 17:38
    Sou argentino e trabalhei muito no Brasil, agora como consultor em viabilidade econômica de negócios por todo o continente e fico demasiado desconfiado desta fórmula do PIB, muito por as importações subtraírem PIB, segue comparações:
    Argentina, país que diz crescer 2,5% que tem certa industrialização em 2017, não há investimentos e os trabalhos para mim são apenas adaptar uso ou recuperar máquinas velhas e encerrar negócios pouco viáveis;
    Paraguay, país que diz crescer 3,8% importa quase tudo, sobra trabalho de novos galpões, máquinas novas, ferramentas novas e projetos novos, quem lá vive diz sentir que o PIB parece crescer 10%;
    Chile, país que diz crescer 1,4%, importador, este sim está estagnado, investimentos apenas para manter market share, quase nenhuma expansão da produção, muitos profissionais liberais com poucos trabalhos
    Brasil, 0,7%, bom nível de industrialização, não tem investimentos para expansão de produção, as empresas apresentam uma consistente recuperação no faturamento e no lucro.
  • Alan  18/10/2017 17:52
    Trabalho na Alemanha, dizem que aqui cresce 2% mas todas as fábricas estão cheias de serviço, estive recentemente na Romênia para umas vendas pois o país cresce mais de 5%, está um marasmo maior que na Itália e França que devem estar no 0 ou 1%.
  • Fernando Milani  18/10/2017 18:32
    O cálculo do PIB é o mesmo em todos os países ou existem países onde o cálculo é feito conforme proposto no artigo?
  • Skousen  18/10/2017 18:45
    Todos seguem a fórmula de Kuznets, com uma ou outra variação.

    No entanto, nos EUA, o Departamento de Comércio começou a publicar a Produção Bruta, a qual incorpora transações intermediárias e não apenas as finais. Utilizando a Produção Bruta, a estatística do consumo americano -- que atualmente responde por 70% da economia americana -- despenca para apenas 40%.
  • Historiador Honesto  18/10/2017 18:49
    A mensuração do PIB foi introduzida nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial unicamente para mensurar a capacidade de produção da economia americana naquele período belicoso. Sua intenção inicial era exclusivamente essa. Sendo assim, ele até fazia algum sentido para aquele período. Hoje, não mais. Hoje, ele inadvertidamente passou a ser visto como mensurador de bem-estar, de modo que todas as transações monetárias por ele calculadas passaram a ser vistas como sendo um progresso e uma contribuição para a saúde econômica do país.

    Isso é trágico, pois de um lado estimula o populismo e a irresponsabilidade fiscal e monetária, e de outro desencoraja a austeridade, a prudência e a frugalidade.
  • Padawan  18/10/2017 22:15
    Dúvida: de onde surgiu a informação de que o Brasil é um dos países mais ricos do mundo? Esse dado é baseado no PIB?
  • Mauro  18/10/2017 22:34
    Sim. Atualmente é o nono.
  • Rubens  18/10/2017 23:55
    Porém, o Brasil não é um dos países mais ricos do mundo. 9
  • Padawan  19/10/2017 12:24
    Existe outro indicador semelhante e confiável? Digo, excluindo-se os rankings de liberdade econômica.
  • Demolidor  19/10/2017 20:08
    Consumo per capita por lar?

    Esta lista me parece fazer muito mais sentido:

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_household_final_consumption_expenditure_per_capita
  • Padawan  19/10/2017 18:25
    IDH?
  • Gustavo  19/10/2017 11:26
    OFF - Nova Zelândia terá uma feminista-progressista-social democrata como primeira ministra... Até eles...
  • Eudes  19/10/2017 11:39
    Mas ao menos ela é gostosinha. Se é para ferrar a economia, que seja por alguém como ela. Muito melhor ser f... por uma bonitinha do que pela Dilma.
  • Andre  19/10/2017 12:05
    País rico adora um progressismo, olha Canadá, afundados até o nariz em populismo progressista.
  • SRV  19/10/2017 12:30
    Gustavo ou outro leitores,

    Saberiam dizer como a Jacinta cresceu na Nova Zelândia?

    Obrigado.
  • Camorim  19/10/2017 13:17
    O problema não é se o PIB tem ou não erros ou que tenha mais furos que um queijo suíço, mas o seu significado e a função que passa a ter no novo cenário em que toda a humanidade se virou para o socialismo e o controle total da economia pelo estado passa ser a nova realidade. A velha e eficiente contabilidade que orienta o homem de negócio na busca do lucro, agora com o estado no comando não tem mais serventia. O controle estatal da economia visa, entre outros, a eliminação do lucro, uma excrescência capitalista, e a realização de um dos mandamentos marxista que é a distribuição da riqueza que os malvados capitalistas impedem que ocorra. O PIB tem como função apagar o conceito da economia de mercado, de que indivíduos laboriosos e produtivos são os responsáveis pelo progresso econômico agora substituído pela figura do estado. Assim tem-se uma produção que surge do nada e que o governo se incumbe de distribuir eliminando assim a "desigualdade" promovendo então a produção de bens e sua justa distribuição. Deste modo a ideia marxista de que os bens são socialmente produzidos e devem ser distribuídos socialmente se vê realizada. É claro que isso não funciona. Mas tem enganado muita gente. Principalmente aqueles que entram na discussão bizantina se o PIB tem ou não validade para a economia ou querem invalida-la apontando os seus furos. O PIB é como o Chacrinha: não vim para explicar, vim para confundir.
  • Luiz Moran  19/10/2017 14:09
    Quem criou esse conceito de PIB ou é analfabeto ou vigarista.
  • Andre Cavalcante  19/10/2017 21:52
    PIB Austriaco = P + I + M - 2G - X
    Onde:
    P é o tudo o que foi produzido e vendido (somente produtos vendidos são realmente os necessários)
    I é o investimento em bens de capital
    M é o que foi importado
    G é todo o gasto do governo (na fórmula aparece sendo subtraído duas vezes para indicar a depredação dos gastos do governo na economia)
    X é o valor das exportações (riqueza não é dinheiro, são bens e serviços produzidos e consumidos em uma determinada geografia)

    Taí, gostaria de ver um gráfico do PIB dos principais países do mundo e do Brasil sendo calculado assim.
  • Matheus  23/10/2017 14:25
    Eu ainda não concordo com o -2G.
    Não consigo visualizar que os economistas colocaram os gastos do governo como uma criação de riqueza. Explico com números:

    PIB Brasil US$100.

    Carga Tributária: 20% = US$20.

    Logo pelo cálculo do PIB dá: US$120.

    Me diga, qual foi a riqueza criada pelos gastos do governo? Só que ainda sim somou.

    O correto cálculo do PIB que eu acho é esse usado pelos economistas atualmente:

    PIB Brasil US$100.

    Carga Tributária: 20% = US$20.

    Logo pelo cálculo do PIB dá: US$100.

    Viu, os US$20 não entram como somatória do PIB, ele já está incluído.

    Por isso o PPR está totalmente elaborado em raízes fraudadas.

    Agora dá pra fazer um PPR com base no cálculo acima:

    PIB Brasil US$100.

    Carga Tributária: 20% = US$20.

    Logo pelo cálculo do PPR - Modificado - dá: US$80.

    Este sim seria o PPR com arcabouço verídico.

    E mais, pelo PPR baseado em raízes fraudadas, o PIB de muitos países ricos ficam com números pobres, como exemplo do Japão. Já pelo PPR Modificado fica muito mais claro essa presença da realidade do conceito de país pobre e país rico.

    Alguém poderia postar um trabalho, tese ou monografia sobre a metodologia do PIB. Não consigo visualizar esse 2g.
  • Leandro  23/10/2017 14:49
    Mas não é -2G. O caríssimo leitor acima cometeu um erro.

    A fórmula do PPB (Produto Privado Bruto) é: C + I + (X-M)

    Já a fórmula do PPR (Produto Privado Bruto) é: C + I + (X-M) - G

    Nenhuma fórmula apresenta esse -2G (o que realmente não faria sentido).

    O -2G só faz sentido se você pegar o PIB normal (C + I + G + X-M) e transformá-lo em PPR. Aí sim você teria de usar o -2G: uma vez para zerar o G e a outra para colocá-lo como negativo.

    Já a fórmula do André (PIB Austriaco = P + I + M - 2G - X) realmente não existe.

    De resto, vou apenas repetir o que já disse: o PIB hoje coloca os gastos do governo como adição simplesmente porque a equação do PIB mede apenas o gasto agregado da economia. O PIB mede o valor monetário de todos os bens e serviços finais que foram comprados e vendidos dentro das fronteiras do Brasil em um dado ano.

    Ou seja, o PIB é apenas um cálculo de todas as transações monetárias envolvendo bens e serviços finais. De novo: ele é utilizado para mensurar o gasto agregado da economia.

    Só isso.

    Portanto, o que os economistas chamam de "crescimento econômico" mensurado pelo PIB de um ano para o outro nada mais é do que aumento do valor final (preço) das transações monetárias de um ano para o outro. Esse resultado nominal é dividido por um questionável deflator de preços, para se obter o PIB real.

    Ponto.

    Agora, se, a partir dos valores obtidos, as pessoas decidem fazer elucubrações sobre o real estado da economia, aí elas já fazem isso por sua própria conta e risco.

    Quanto à sua confusão sobre os impostos, permita-me um exemplo extremamente simples, mas que explica bem como ocorre.

    Um produtor vende R$ 1.000 em bananas para os consumidores. Destes R$ 1.000 vendidos, R$ 200 vão para o governo como impostos indiretos, os quais serão em seguidas gastos pelo governo.

    Qual a equação do PIB? Simples.

    Se ele vende R$ 1.000 em bananas para os consumidores e R$ 200 vão como impostos para o governo, o volume total dos gastos dos consumidores nesta economia é computado como R$1.000, pois esse foi o montante total que o consumidor gastou para adquirir as bananas. Já governo, ao receber os R$ 200 despendidos pelo consumidor, irá também gastá-los.

    Portanto, ficamos assim: o consumidor gastou um total de R$ 1.000 (R$ 800 foram para o vendedor de bananas e R$ 200 foram para o governo) e o governo gastou mais R$ 200.

    Total de R$ 1.200 em gastos (C + G).

    É assim que é calculado o PIB atual, concordemos com a lógica ou não.
  • Sergio Sienkiewicz  20/10/2017 13:59
    O artigo trata de um tópico que muita pouca gente presta atenção : qualidade do investimento.
    O navio construido e deixado para enferrujar é supimpa.
    Mas vamos falar de algo semelhante . O Bolsa Familia . Dar dinheiro para pobre é um bom investimento ?
    Dar dinheiro de forma indiscriminada não é um bom investimento , mas existem casos que não dá para fugir.
    No Nordeste é muito comum encontrar meninas de 15 anos com 3 filhos , cada filho de um pai diferente . Por lá , ser machão é trepar com uma menina que teve a primeira menstruação há um mes atrás e depois de fazer um filho , sair correndo atrás de outra menina . Esta jovem mão , sem escola e sem experiencia , cria seus filhos para serem escravos da pobreza e miséria , sendo que alguns deles passarão toda a vida nas cadeias. Na pratica dependerão do dinheiro publico por todas suas vidas .
    Como resolver isto ? Se alguem sabe , por favor , diga.
  • Mílber  20/10/2017 14:50
    Apenas uma discordância: gastos com defesa nacional, na minha opinião influenciam positivamente na economia. Posso citar alguns exemplos: diversas tecnologias militares passaram a ser usadas para algum tipo de bem estar da população, ou geraram capital. Satélites de comunicação, GPS, aplicação de raios laser, energia nuclear, etc, etc....
    As maiores potências econômicas possuem alto orçamento para a defesa. É difícil imaginar que o gasto dos EUA em defesa não influencie no PIB daquele país, exatamente porque a pesquisa e desenvolvimento na área militar gera retorno para diversas áreas.
    No Brasil vou citar apenas o satélite que recentemente foi posto em órbita e tem capacidade para gerar comunicação segura sem precisar alugar satélites de outros países para esta finalidade. Tem também a capacidade de melhorar a cobertura de internet banda larga no país. Poderia ter sido feito pela iniciativa privada? Acho difícil, porque o risco é alto e o valor envolvido para colocar um satélite em órbita também é alto.
    Algumas vezes é preciso investir onde ninguém da iniciativa privada colocaria dinheiro. Exemplo: Amazônia. Nenhuma empresa privada irá construir uma pista de pouso no meio da selva se não houver um retorno financeiro para este investimento. A COMARA (Comissão de Aeroportos da Região Amazônica), subordinada à Força Aérea Brasileira, construiu praticamente todas as pista de pouso espalhadas na Amazônia. Para que? Para buscar manter a soberania do Brasil sobre aquela região, para dar apoio logístico aos Pelotões de Fronteira do Exército Brasileiro, para levar as urnas de votação nas eleições, para levar médicos nas campanhas de vacinação, para levar desenvolvimento e bem estar para a população que lá reside.
    Seria interessante conhecer o ITA (Instituto Tecnológica da Aeronáutica) e o CTA para compreender que existem muitos projetos de pesquisa e desenvolvimento em andamento, e que serão aplicados em aviões fabricados pela EMBRAER, em satélites, em softwares de controle do espaço aéreo, em auxílio à navegação aérea, em infraestrutura aeroportuária, etc. Tenho certeza que tudo isto contribui para o desenvolvimento econômico do país, portanto, influencia positivamente no PIB.
  • Martins  20/10/2017 15:40
    "gastos com defesa nacional, na minha opinião influenciam positivamente na economia."

    Se influenciam positivamente, então geram lucro. Se geram lucros, seriam feitos pela iniciativa privada. Mas não o são porque tal atividade é monopólio estatal, e só pode ser empreendida por empresas privadas caso haja concessão. E para haver concessão é necessário haver licitações e propinas, o que tira completamente a atratividade do negócio. E tudo causado pelo governo.

    "É difícil imaginar que o gasto dos EUA em defesa não influencie no PIB daquele país, exatamente porque a pesquisa e desenvolvimento na área militar gera retorno para diversas áreas."

    Ué, mas é claro que influencia o PIB! O artigo inteiro é sobre como esses gastos aditivam o PIB. Logo, sua afirmação é sem sentido, pois chove no molhado.

    De resto, os maiores ganhadores dos gastos militares são as empresas privadas que possuem contratos junto ao governo. Isso é corporativismo puro e duro, o exato oposto de livre mercado e criação voluntária de riqueza. Pagadores de impostos têm seu dinheiro coercivamente direcionado para esses empresas, que então enriquecem.

    Boa sorte em mostrar que esse processo de transferência compulsória de riqueza de muitos para poucos gera enriquecimento para todos.

    "No Brasil vou citar apenas o satélite que recentemente foi posto em órbita e tem capacidade para gerar comunicação segura sem precisar alugar satélites de outros países para esta finalidade. Tem também a capacidade de melhorar a cobertura de internet banda larga no país. Poderia ter sido feito pela iniciativa privada? Acho difícil, porque o risco é alto e o valor envolvido para colocar um satélite em órbita também é alto."

    Já respondido lá no início. Se o negócio traz esses benefícios todos, então é lucrativo. Sendo lucrativo seria feito privadamente. Não foi porque não há livre entrada neste setor, que é monopólio do governo.

    Já o seu exemplo da Amazônia, nada daquilo ali que você citou gera riqueza para os financiadores compulsórios de tudo isso, que são os pagadores de impostos do Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Com efeito, não gera riqueza nem mesmo pra quem mora em Manaus ou Belém.

    Você pode perfeitamente achar que construir uma faixa de cimento no meio na floresta com dinheiro coercivamente extraído de impostos é algo sublime, belo e humanitário. Mas dizer que isso gera riqueza para todos atenta contra a lógica mais básica.

    Por fim, quanto à Embraer, ora, é uma empresa privada. É ela quem deve financiar sua própria pesquisa e desenvolvimento. E não os pagadores de impostos. Ou será que estou louco?
  • Mílber  20/10/2017 17:20
    Minha afirmação sobre os gastos em defesa dos EUA foi um argumento contra o seu argumento. O artigo diz que este tipo de gasto não deveria entrar na conta do PIB. Defendi que deve entrar, citando o caso americano. Óbvio que sei que pesa no PIB deles, mas o artigo defende que não deveria entrar no cálculo. A questão é se influencia positivamente no PIB ou não. Você acha que não influencia? Se concorda que influencia de fato na economia americana, então meu ponto de vista está correto.
    A Amazônia não gera riqueza? Então por que tem inúmeras ONG's de diversos países lá? Estão patenteando as descobertas em biodiversidade e descobrindo que tipo de minério tem em cada parte. Alguém precisa tomar conta.
    Compreendo que você entende muito de economia e pouco sobre defesa. Desde sempre na história da humanidade, ninguém, absolutamente ninguém gerou riqueza sem defesa. Quem tentou foi roubado ou invadido por outro mais forte.
  • Martins  20/10/2017 18:22
    "O artigo diz que este tipo de gasto não deveria entrar na conta do PIB."

    Deveria entrar, só que com sinal negativo. Explicarei mais abaixo por quê.

    "Defendi que deve entrar, citando o caso americano."

    Você realmente acha que os gastos em defesa (que envolvem também gastos bélicos em ataque) são positivos para uma economia? Como, por favor me diga, os trilhões de dólares gastos nas guerras do Iraque, Afeganistão e Vietnã enriqueceram os americanos?

    Aliás, mesmo que você conseguisse provar isso (e não vai), você ainda teria de demonstrar que gastos bélicos são sempre positivos para qualquer país do mundo em qualquer situação. Vai ter de explicar, por exemplo, que eles foram positivos para a URSS ao invadir o Afeganistão e ao fazerem a corrida militar contra os EUA. E vai ter de explicar como exatamente a população brasileira ficou mais rica enviando tropas para o Haiti.

    "Óbvio que sei que pesa no PIB deles, mas o artigo defende que não deveria entrar no cálculo."

    O artigo mostra as consequências de incluí-los. E explicou por que são deletérias. Cabe a você agora responder às minhas perguntas acima, explicando como aqueles gastos foram ótimos para toda a população.

    "A questão é se influencia positivamente no PIB ou não. Você acha que não influencia?"

    Positivamente? Não. E vou explicar por que mais abaixo.

    "A Amazônia não gera riqueza?"

    Qualquer coisa pode gerar riqueza quando explorada sob critérios de mercado e com livre concorrência. Não é o caso da Amazônia, cujo território é um monopólio estatal sujeito aos caprichos de políticos. Só pode explorar a Amazônia quem tem conexões políticas. Se você acha que este arranjo gera riqueza para todos, então é você quem deve explicações. Por essa lógica, as negociatas da JBS e da Odebracht também geraram riqueza para todos nós.

    "Então por que tem inúmeras ONG's de diversos países lá?"

    Porque elas molharam a mão dos burocratas certos. Começou a entender agora?

    "Estão patenteando as descobertas em biodiversidade e descobrindo que tipo de minério tem em cada parte. Alguém precisa tomar conta."

    Rá, você colocou o vampiro pra tomar conta do banco de sangue. Incrível a ingenuidade.

    "Compreendo que você entende muito de economia e pouco sobre defesa."

    Já você entende zero de economia e zero de ciência política. E ainda não entendeu a verdadeira natureza do gasto em defesa, que abordarei agora.

    "Desde sempre na história da humanidade, ninguém, absolutamente ninguém gerou riqueza sem defesa. Quem tentou foi roubado ou invadido por outro mais forte."

    Agora sim irei explicar tudo o que fiquei devendo ali em cima.

    Ora, é claro que não há riqueza sem defesa. Mas, mesmo neste caso, o gasto com defesa é um gasto negativo.

    Eu gasto dinheiro protegendo minha casa com cercas elétricas e alarmes. Isso é produtivo? Isso cria riqueza para mim? Ora, é claro que não. É um dinheiro que poderia ter sido mais bem aplicado em outras coisas produtivas, que me gerariam renda futura, mas eu tenho de imobilizá-lo em proteção. É um gasto extremamente necessário, verdade, mas é um gasto negativo. É um gasto que me subtrai riqueza. Se eu tivesse opção, eu não o faria.

    O mesmíssimo raciocínio se aplica a uma indústria que tem de pagar seguranças privadas para proteger suas instalações. É um gasto necessário? Ora, claro que é. É produtivo? Gera riqueza para ela? Ora, claro que não. É um gasto que ela não faria caso pudesse optar. Dinheiro que poderia estar sendo direcionado para outros áreas, que aumentariam a produtividade e a geração de riqueza futura, está sendo gasto apenas para evitar assaltos. Isso não gera riqueza para essa indústria.

    Expanda o mesmo raciocínio para qualquer outra área. Vale para bancos (que gastam fortunas para aprimorar a segurança das transações via internets), para operadoras de cartão, para a padaria da esquina e para o próprio estado.

    Espero que agora esteja um pouco mais claro.

    Gasto com segurança é importante? Claro que é. É produtivo e gera riqueza? Claro que não, pois ninguém gastaria nisso caso houvesse a opção de não gastar. Vale para a sua casa, vale para o estado.
  • Luiz  20/10/2017 16:21
    Governo injeta 40 milhões na economia, de onde tiram esse dinheiro? Se não dos próprios
    impostos, ou de algum empréstimo que fez, aumentando a dívida interna, elevando juros
    e depois aumentando impostos em geral.

    A questão é lógica, fácil de dedução, só que a burocracia no país é cabide de empregos, infelizmente.
  • Mílber  21/10/2017 13:51
    A indústria bélica americana emprega milhões de pessoas e fatura bilhões de dólares; produz armas que são vendidas para vários países, assim ela gera riqueza para os americanos. Os recursos usados para fabricar armas poderiam ser usados para produzir outros bens de capital, concordo. Mas é uma questão de demanda. Assim como existe demanda por imóveis, carros, filmes, hospedagem, saúde, educação..., também existe demanda por armas. Seja o indivíduo, o empreendedor ou governo, cada um analisa suas possibilidade e decide onde vai investir seus recursos. Usando a lógica de que o gasto com armas deve ser negativo no PIB, então o gasto com saúde, por exemplo, também deve ser negativo, porque não gera riqueza. Aí alguém vai dizer que sem saúde as pessoas não produzem, e pela mesma lógica eu argumento que sem segurança também não produzem.
    Todos os grandes impérios geraram riqueza para seu povo, e todos foram conquistados por forte poder militar. A medida que o império Romano crescia através de conquistas militares, os próprios soldados se encarregavam de cobrar impostos dos territórios ocupados, assim Roma e seu povo enriqueceu e dominou a maior parte da Europa durante séculos.
    A grande potência antes da Segunda Guerra Mundial era a Inglaterra, que enriqueceu porque tinha a maior Força Naval, sem ela a Inglaterra não teria liberdade para navegar e comercializar seus produtos no mundo. Voltando um pouco na História, uma esquadra Inglesa escoltou a viagem de D. João VI de Portugal para o Brasil, fugindo de Napoleão Bonaparte, em troca o Rei de Portugal abriu os portos do Brasil para o comércio com a Inglaterra. Desta forma a força naval Inglesa foi um meio indireto para se gerar riqueza posterior, através da comercialização de produtos.
    A guerra é a imposição da vontade de um povo (ou Nação, ou Estado) sobre outro, e em diversos casos, senão todos, houve motivos de ordem econômica para o início do conflito. A Guerra do Iraque não ocorreu porque Sadam Hussein mandou invadir o Kuwait. Ocorreu porque se o Iraque dominasse a produção de petróleo do Kuwait, juntamente com sua própria produção, Sadam Hussein teria poder para influenciar o preço do petróleo. Os EUA sendo o maior consumidor, teria que desembolsar mais para comprar o produto. Concordo que a guerra não gerou riqueza, ela apenas evitou um prejuízo.
    A Rússia, em momentos distintos na história, foi invadida por Mongóis, Franceses (Napoleão) e Alemães (Hitler). Milhões de russos morreram nestas invasões e sua riqueza foi reduzida. Após aprender pela dor, hoje ela é uma das maiores potências militares do planeta.
    Pode ser filosófico, mas a primeira e maior riqueza que um povo deve almejar é a liberdade, porque sem ela não há condição de se gerar riqueza material. E a indústria que mantém a liberdade de uma nação é a indústria bélica. Por isto defendo que os gastos em defesa devem continuar sendo positivos na conta do PIB.
  • Martins  21/10/2017 20:50
    "A indústria bélica americana emprega milhões de pessoas e fatura bilhões de dólares; produz armas que são vendidas para vários países, assim ela gera riqueza para os americanos."

    A criminalidade brasileira gera milhões de empregos na indústria de segurança privada, o que consequentemente gera muita renda para a Taurus, gerando assim riqueza para milhões de brasileiros.

    Lógica sensacional, né?

    É cada analfabeto econômico que despenca por aqui. Você deve ser daqueles que acredita na falácia da vidraça quebrada, né? Para você, furacões e terremotos geram riqueza e crescimento econômico.

    Depois desse seu início triunfal, nem tive paciência pra ler o resto. (Mas dei uma espiadinha e vi que você foi parar lá nos mongóis, o que mostra quão firme e segura é a sua teoria). Gosto de ler coisas que me ensinam. Gosto de aprender, e não de ensinar gratuitamente.
  • Mílber  21/10/2017 21:34
    A indústria bélica no Brasil é nanica perto da americana.
    Apesar de ser chamado de analfabeto econômico vou continuar lendo os artigos deste site e vou continuar sendo educado nos meus comentários, conforme sugerido.
    Furacões e terremotos geram destruição e não riqueza.
    Também gosto de aprender. Não tenho intenção de ensinar nada aqui, apenas aprender, concordo com quase tudo que tenho lido neste site, e peço desculpas por expor pequenos contrapontos ao invés de apenas elogiar.
  • Guilherme   21/10/2017 21:46
    A indústria bélica que vende para consumidores voluntários -- exemplo, caçadores e colecionadores -- gera riqueza.

    Já a indústria bélica que se mantém porque usa dinheiro de impostos -- ou seja, que tem o governo como cliente -- é uma sugadora de riqueza. Sua venda não é feita pra consumidores voluntários, mas sim para burocratas do governo que usam o dinheiro confiscado de terceiros.

    A diferença é gritante e explícita. Dizer que confiscar de uns para repassar a outros gera riqueza para todos é o equivalente a dizer que tirar a água da parte funda da piscina para jogar na parte rasa deixará toda a piscina mais cheia.
  • financista  22/10/2017 19:33
    É muito confuso e ate engraçado ler um artigo criticando o metodo do pib e a utilização dele como indicador econômico aqui no mises.org, e neste mesmo site você le artigos utilizando o PIB como indicador para mostrar recuperações economicas e crises economicas. Nao temos algum trabalho academico austriaco sugerindo outro meio de medir sucesso ou crescimento econômico?
  • Analista  22/10/2017 19:52
    Gentileza, pois, apontar ao menos cinco artigos (em um universo de quase 3 mil) que utilizam exclusivamente o PIB para elogiar ou criticar algo.

    São raríssimos os artigos deste site que recorrem ao PIB para exemplificar algo (até hoje só me lembro de um). A maioria dos artigos que mencionam o PIB o utilizam apenas como indicador secundário e de passagem; o PIB jamais é utilizado como argumento principal contra ou a favor de algo. O PIB jamais foi o cerne de um artigo para criticar ou elogiar uma determinada política.

    Ademais, há elementos do PIB que são válidos, como os investimentos (o item mais importante) e o consumo das famílias (que dá uma ideia de como está a renda da população). Sendo assim, se G e balança comercial se mantiverem relativamente estáveis ao longo do tempo, então o PIB pode sim trazer algumas indicações válidas. Mas nem isso vem ao caso.

    Quanto ao indicador alternativo, foi sugerido em um link específico contido no próprio artigo. Leia de novo, agora com mais atenção. Aí você até achará menos "confuso e engraçado" criticar o PIB.
  • Financista  25/10/2017 16:46
    Olá, Analista!

    O motivo para minha confusão e graça foi o primeiro item 1. "O mensurador não mensura". Se o mensurador não mensura, por que o utilizam? E por que são usados nos artigos os valores que utilizam a metodologia padrão e não o "correta" PPR? Não existe nenhuma instituição que calcule dessa maneira?

    Abraço!
  • Analista  25/10/2017 17:10
    "Se o mensurador não mensura, por que o utilizam?"

    Porque é o único que tem disponível para todo e qualquer país. O mesmo, aliás, pode ser dito sobre índices de inflação. Só aqui na minha cidade a gasolina encareceu 17% nos últimos três meses. Já minha conta de luz aumentou 8% no período. E o preço do restaurante onde almoço todo dia não se mexeu. No entanto, o IPCA diz que a inflação nos últimos três meses foi de apenas 0,59%.

    E aí? A inflação que eu senti na prática foi várias vezes maior que a do IPCA. A quem irei recorrer?

    "E por que são usados nos artigos os valores que utilizam a metodologia padrão"

    De novo, porque é a única que há disponível.

    "e não o "correta" PPR?"

    Porque não há um instituto que seja financiado para se dedicar exclusivamente a escarafunchar os dados de todos os países do mundo para então calcular a série histórica do PPR de todos os países do mundo.

    Isso não é um calculozinho básico que você faz num guardanapo, meu caro. É necessária toda uma equipe muito bem paga e dedicada exclusivamente para montar toda a série histórica de cada país do mundo.

    "Não existe nenhuma instituição que calcule dessa maneira?"

    Não. Não há demanda para isso. Empresas privadas não estão interessadas nisso (mesmo porque as grandes ganham muito dinheiro fazendo contratos com o governo, de modo que o G é de grande interessa para elas). E nem muito menos governos estão interessados nisso (nenhum governo terá interesse em financiar uma metodologia que vê seus gastos como deletérios).

    Isso é bem básico e óbvio, não? É até constrangedor ter de explicar assim tão detalhadamente.
  • Leonardo  25/10/2017 13:02
    Pessoal,

    Não concordei muito com essa afirmação "Um aumento das importações indica que o poder aquisitivo da população aumentou; indica que o bem-estar da população aumentou." No caso de perda de poder aquisitivo no mercado nacional as importações poderiam continuar num mesmo ritmo ou até aumentar em função de fatores externos com a desvalorização de moedas estrangeiras como o Yuan?

    Grato

    Leonardo
  • Alfredo  25/10/2017 14:31
    "No caso de perda de poder aquisitivo no mercado nacional as importações poderiam continuar num mesmo ritmo ou até aumentar em função de fatores externos com a desvalorização de moedas estrangeiras como o Yuan?"

    Sem sentido nenhum. Se houve perda de poder aquisitivo no mercado nacional, isso significa, por definição, que a moeda nacional se desvalorizou. "Perda do poder aquisitivo" é sinônimo de "perda do poder de compra da moeda".

    Logo, se a moeda perdeu poder de compra e se desvalorizou, não há como as importações aumentarem. Será necessária uma quantidade maior de moeda para comprar o mesmo tanto que antes. Isso reduz importações, e não aumenta.

    Moeda que perde poder de compra, por definição, compra menos (é até constrangedor falar essa óbvia redundância, mas é necessário). Moeda que compra menos, por definição, não pode comprar mais.

    Na prática, você está dizendo que quando o dólar disparou de R$ 2,20 para R$ 4,24 em 2015, no governo Dilma, as importações aumentaram, sendo que ocorreu o exato oposto (elas desabaram).

    Ademais, se o real se desvalorizar em relação ao dólar mas se valorizar em relação ao yuan (algo improvável dado que o yuan é acoplado ao dólar, mas tudo bem), isso não muda nada, pois o comércio internacional é feito em dólar. O dólar é a moeda internacional de troca. Se o dólar encarece, não há como importações subirem. Você precisa de mais real para comprar a mesma quantidade de dólar.
  • Leonardo  25/10/2017 16:10
    Alfredo,

    A perda de poder aquisitivo está relacionada, exclusivamente, à desvalorização da moeda? E exclusivamente em função do dólar? Quando determinado produto sobre de preço isso não causa a perda do poder de compra?

    Quando eu fiz a pergunta eu imaginei a seguinte situação pontual:

    Se o preço do alho brasileiro sobe no mercado nacional ( perda de poder aquisitivo pela inflação do preço);
    mas o Yuan é desvalorizado, tendo o Real mantido seu valor frente ao dólar e existindo a demanda pelo produto, não haveria um aumento na importação de alho chinês? (estou confundindo alho com bugalho...rsrs)

    Grato

    Leonardo
  • Alfredo  25/10/2017 16:39
    "A perda de poder aquisitivo está relacionada, exclusivamente, à desvalorização da moeda?"

    Sim, por definição. Se o poder aquisitivo caiu, o dinheiro compra menos. Se o dinheiro compra menos, então, por definição, ele vale menos. E se o dinheiro vale menos, então todas as outras moedas valem mais. Dinheiro que vale menos não tem como comprar mais daqueles outros dinheiros que valem mais.

    "E exclusivamente em função do dólar?"

    Em função de todas as outras moedas.

    "Quando determinado produto sobre de preço isso não causa a perda do poder de compra?"

    É exatamente o contrário: é a perda do poder de compra da moeda o que faz todos os produtos subirem de preço.

    Você está cometendo o erro clássico de dizer que o que causa inflação é aumento de preços. Não, meu caro: aumento de preços é uma conseqüência direta de a moeda ter perdido poder de compra.

    Eis um artigo definitivo sobre isso:

    O que realmente faz com que os preços subam continuamente? Eis a explicação para o Brasil

    "Se o preço do alho brasileiro sobe no mercado nacional ( perda de poder aquisitivo pela inflação do preço);"

    Se apenas o alho subiu (por causa de algum acidente climático), isso não configura perda de poder aquisitivo. As pessoas continuam sendo capazes de comprar todos os outros produtos da economia ao mesmo preço de antes. Foi apenas o alho que subiu, e por causa de um problema pontual de restrição da oferta.

    "mas o Yuan é desvalorizado, tendo o Real mantido seu valor frente ao dólar e existindo a demanda pelo produto, não haveria um aumento na importação de alho chinês?"

    Se todos os outros preços da economia não se alteraram, mas aumentou a importação de alho (porque seu preço nacional subiu), então não há mágica: para se importar mais alho, outros bens estrangeiros deixarão de ser importados. Ou então outros bens nacionais deixarão de ser consumidos. Se há mais dinheiro sendo gasto em alho, haverá menos dinheiro disponível para gastar em outras coisas.

    Em todo caso, ainda não vi como esse aumento na importação de alho pode ser visto como algo ruim (que é o seu ponto). Se as pessoas estão voluntariamente demandando alho, e se importar é bem mais barato que comprar nacionalmente, onde exatamente está a perda de bem-estar ou de poder aquisitivo?
  • Rodolfo  26/10/2017 20:10
    Excelente artigo!

    Mas, que influência realmente tem o PIB em decisões dos gestores? Por que o Sistema de Contas Nacionais me parece ser uma "tentativa", se não muito diferente, mais sofisticada que o PIB para identificar o desempenho da atividade econômica. Além de ser mais fácil de se criticar, pois os dados do SCN não são tão agregados como são nessa estultice do PIB.

    O PIB parece existir mais para satisfazer o imaginário popular sobre a atividade econômica. É uma ilusão, elevada ao quadrado.
  • Economista  26/10/2017 20:23
    Influência? Total. Tudo o que os governos fazem, principalmente os populistas, é visando aditivar os números do PIB para então ganhar manchetes favoráveis na imprensa. Lula em seu segundo mandato e Dilma no primeiro levaram essa técnica à perfeição. Lembra-se do PIB de 7,50% em 2010? Tudo artificial, e só veio descambar depois. Mas garantiu a eleição de Dilma.

    E aí deu no que deu.
  • Pedro  03/12/2017 21:13
    Mudando um pouco de assunto, tem me chamado a atenção o fato do chamado "money velocity" dos EUA estarem caindo pelas tabelas. Entretanto ainda assim não há nenhum sinal de recessão, diferente do que tal situação daria a entender que aconteceria.

    Oque será que está acontecendo? Talvez fique até uma pedida de artigo mais nessa área "macro", pois o tema parece bastante interessante.
  • Emerson Luis  25/12/2017 19:28

    É comum ouvirmos notícias sobre o crescimento (ou a queda) do consumo em comparação com o mesmo período do ano passado: "Estima-se que neste Natal o consumo crescerá X%". Mas raramente fala-se de como anda a produtividade.

    E muitos ainda culpam o livre mercado pelo consumismo. O capitalismo é alicerçado na poupança e na produtividade. Consumismo destrói capital.

    Quem estimula de diversas formas o consumismo é o governo/Estado: crédito artificial, subsídios, obriga as empresas a todo mês pagarem apenas 28 dias de trabalho e reter a diferença para dá-la toda de uma vez no fim do ano ("décimo-terceiro"), etc.

    * * *
  • Luís Gustavo Schuck  12/02/2018 02:14
    Eu estava mais ou menos refletindo obre isto estes dias. Minha inquietação surgiu quando percebi que um serviço inútil acrescenta "valor' ao PIB. Mas como seria possível um serviço inútil gerar riqueza.... no limite esdrúxulo pensei na geração de valor de um serviço em que alguém conte estrelas no céu.... :)
    A próxima pergunta imagino eu seria: como medir a riqueza....


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