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Por que a Espanha deveria deixar a Catalunha decidir
O princípio básico da liberdade é a auto-determinação

Localizada no nordeste da Espanha, a Catalunha é uma província cujo histórico é complexo: historicamente, ela sempre foi seu próprio principado; porém, e ao mesmo tempo, ela tem sido alternadamente conquistada e reivindicada tanto pela França quanto pela Espanha.

Apesar de todos os esforços para erradicá-lo, a província ainda mantém um idioma próprio. E também possui uma identidade nacional própria. Assim como também possui representantes políticos próprios. De acordo com a mais recente constituição espanhola, a Catalunha possui um certo nível de autonomia em relação ao governo espanhol.

E agora ela quer se separar da Espanha.

Aliás, o termo "agora" talvez seja um tanto enganoso. A Catalunha tem se mostrado contrária ao domínio espanhol já faz um bom tempo, sendo que o movimento de independência política começou formalmente em 1922. O movimento rapidamente ganhou tração e conseguiu fazer com que a região se tornasse politicamente autônoma em relação ao governo espanhol. Mas isso foi antes de estourar a Guerra Civil espanhola, em 1936. Após a guerra civil, o ditador e general Francisco Franco prontamente aboliu a autonomia, em 1939.

Já o atual movimento de independência da Catalunha começou em 2006, com a Catalunha readquirindo uma nova autonomia dentro da Espanha. Desde então, várias e notórias figuras públicas catalãs passaram a fazer campanha ostensiva por um estado independente, e vários referendos simbólicos já foram feitos sobre o tópico, todos eles resultando em um resoluto 'sim' em favor da secessão.

Por causa deste forte apoio, a província da Catalunha marcou um referendo, agora formal e decisivo, para decidir sua independência em relação à Espanha. O referendo será dia 1º de outubro (próximo domingo).

Mas o governo espanhol não está gostando nada disso.

A Espanha responde

O governo espanhol declarou que o referendo é ilegal. Na quarta-feira passada, dia 20 de setembro, soldados da Guarda Civil espanhola deram batidas em vários órgãos do governo catalão e prenderam 14 ativistas, políticos e funcionários pró-independência, vários deles do alto escalão. Também na quarta-feira, o ministro do interior da Espanha anunciou que a Guarda Civil e a polícia nacional estarão em massa na Catalunha para impedir a realização do referendo, o que aumentou enormemente as tensões.

Em uma entrevista à Bloomberg, o ministro das relações exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, declarou: "Essas pessoas [separatistas] estão, na prática, tomando atitudes nazistas, pois estão colocando cartazes com os rostos de todos os prefeitos que não estão querendo participar desta farsa." E prosseguiu dizendo que "Um referendo não é a mesma coisa que democracia. O general Franco organizou dois referendos."

Perceba que a tática é sempre a mesma, em qualquer país: quem não concorda com você é um nazista. No entanto, o senhor Dastis está errado: um referendo é exatamente a mesma coisa que democracia. Não faz sentido defender eleições majoritárias, mas se opor a referendos. Quem defende um tem necessariamente de defender o outro.

E, por mais que eu seja um cético em relação à democracia e à escolha de um governo pela maioria, é fato é que os cidadãos da Catalunha estão tendendo decidir, de maneira estritamente pacífica e não-violenta, se quere ser um estado independente. Já o governo espanhol está violentamente interferindo nesta tomada de decisão. Isso sim é anti-democrático, e não o referendo em si.

Escalada de tensões

É perfeitamente possível entender por que a Espanha quer manter a Catalunha. Trata-se de uma região extremamente industrializada, a qual, apesar de seu tamanho relativamente pequeno, possui o maior PIB dentre todas as províncias espanholas. Logo, é compreensível que o governo espanhol não queira abrir mão deste cofre, especialmente quando se considera quanto a economia espanhola ainda continua combalida.

No entanto, criminalizar o direito de auto-determinação não é uma maneira de manter a Catalunha.

Mesmo porque um referendo sobre a independência da Catalunha nem sequer é uma garantia de que haverá secessão em relação à Espanha. Pesquisas feitas dois meses atrás mostraram que 49,4% dos catalães eram contra a independência. Dito isso, quanto mais tirânico e opressivo o governo espanhol se comportar em relação aos catalães, maior a probabilidade de eles quererem a independência. As ações do governo espanhol já geraram violentos protestos em Barcelona, a capital da Catalunha. Carles Puigdemont, o presidente da generalidade da Catalunha, rotulou os ataques de 'violação aos direitos humanos'. Até mesmo membros do governo italiano — outro país em que vicejam movimentos separatistas — condenaram as ações do governo espanhol.

Toda a situação pode rapidamente sair do controle do governo espanhol. Aguardemos.

Deveria a Catalunha ser independente?

Somente os catalães, e ninguém mais, podem responder a esta questão. Alguns catalães se consideram espanhóis. Outros, não. Vários espanhóis consideram que a Catalunha é parte da Espanha. Outros, não.

Mas o que já está realmente claro é que há milhões de catalães (há 7,5 milhões de habitantes na Catalunha) que se consideram politicamente dominados e usurpados de sua soberania, e ressentem isso. Sendo assim, por que eles deveriam continuar vivendo sob um governo espanhol, sendo que sua história, sua cultura e seu idioma não são espanhóis?

Essa é uma pergunta justa e direta, para a qual as democracias ocidentais não têm uma resposta fácil. Se a intelectualidade ocidental venera tanto a democracia, ao ponto de dizer que as eleições democráticas são sacrossantas, então os resultados também teriam de ser sacrossantos, independentemente de quais sejam. Será que os democratas realmente defendem a democracia? A realidade é que não. Para eles, a democracia só é boa quando concordam com seus resultados.

Ludwig von Mises já havia resumido sucintamente o problema em seu livro Liberalismo — Segundo a tradição clássica:

A circunstância de se ver obrigado a pertencer a um estado, contra a própria vontade, por meio de uma votação, não é menos penosa do que a circunstância de se ver obrigado a pertencer a esse estado em razão de uma conquista militar.

Certamente, há vários indivíduos que se sentem como os catalães em vários países do mundo. Eles não consideram que o governo central seja legítimo (independentemente de como este governo foi formado) e represente seus verdadeiros interesses. Mais: eles sentem que "seu" governo não só não os representa, como também lhes é abertamente hostil. Por que obrigar tais pessoas a continuar sob este jugo?

A secessão deveria ser permitida para aquelas pessoas de quem discordamos?

Mas há também outras questões extremamente pertinentes sobre o que uma Catalunha independente realmente significaria, não só para a economicamente combalida Espanha, mas também para a vizinha França e o resto da União Europeia.

Há quem argumente que a Catalunha é a Espanha, e que suas antigas reivindicações de independência nada mais são do que um movimento nacionalista repleto de propagandas falsas com o intuito de criar um movimento político. Segundo essa crítica, os separatistas seriam espertalhões à procura de mais poder político, e estariam fazendo isso se aproveitando de um sentimento minoritário.

Ainda que seja verdade, isso não aborda a questão fundamental, que é a da auto-determinação. Logo, a principal questão continua sem resposta: deveriam os catalães ser proibidos de tomar suas próprias decisões, ainda que estas decisões sejam "ruins" e contrárias ao que nós (ou a Espanha ou a União Europeia) pensamos?

Sim, é fato que algumas pessoas ficariam em pior situação em caso de uma Catalunha independente. Porém, de mesma maneira, alguns espanhóis também ficarão objetivamente em melhor situação como resultado de não mais estarem politicamente presos à Catalunha. No mínimo, não mais teriam de lidar com políticos catalães enviados a Madri para impor ao resto da Espanha regulações, tributos, subsídios e tarifas protecionistas que supostamente são do interesse exclusivo da Catalunha.

Trata-se de uma questão factual complexa, e ambos os lados têm argumentos. Mas o fato crucial é este: se uma Catalunha independente estará em melhor ou pior situação é algo altamente subjetivo, não cabendo a nenhum de nós decidir.

A auto-determinação sempre deve ser o supremo objetivo político

O que nos leva ao ponto principal: a auto-determinação. É isto, e apenas isso, o que deve conduzir toda e qualquer medida política.

Para os libertários, a auto-determinação é o supremo objetivo da política. Em termos puramente políticos, auto-determinação é liberdade.

Em um mundo ideal, a auto-determinação se estenderia até a menor das minorias, que é o indivíduo, o qual deve usufruir uma completa soberania política sobre sua vida. Afinal, se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar um outro.

Porém, em um mundo imperfeito, os libertários deveriam sempre defender governos menores e mais descentralizados como sendo uma medida pragmática rumo a uma maior liberdade. Nosso objetivo deve ser o de fazer regredir poderes políticos sempre que possível, retirando-os da esfera federal e centralizadora e devolvendo-os a estados e, melhor ainda, municípios autônomos. O objetivo sempre deve ser a descentralização, fazendo com que estados grandes e centralizadores sejam menos poderosos. Barcelona sempre será menos perigosa que Madri. A legislatura de um estado americano sempre será menos temível que o Congresso em Washington.

Alguns libertários costumam argumentar, de maneira nada prática, que a secessão é uma coisa negativa porque "cria um novo estado". Mas este é um ponto de vista bastante simplista, dadas as realidades geográficas do planeta Terra. A menos que alguém esteja formando um novo estado situado completamente em águas internacionais, ou na Antártida, ou no espaço sideral, a criação de qualquer estado novo terá necessariamente de ocorrer à custa de algum estado existente.

Assim, a criação de um novo estado — por exemplo, na Catalunha — seria feita à custa do atual estado conhecido como "Espanha".  Por causa da secessão, o governo espanhol seria privado de receitas dos impostos dos catalães e das vantagens militares do território. 

Consequentemente, o estado que perde território torna-se necessariamente enfraquecido. (Vale lembrar, por exemplo, como a dissolução da URSS em dezenas de novos países enfraqueceu aquele estado. Mesmo a divisão da Tchecoslováquia em República Tcheca e Eslováquia também foi um golpe ao poder centralizado.)

Portanto, a secessão, em vez de ser vista como apenas "um ato que cria um novo estado", deve ser vista como um ato que enfraquece um estado existente.

Adicionalmente, além de enfraquecer estados, a vantagem, pela perspectiva do indivíduo, é que ele agora tem à sua disposição dois estados para escolher, onde antes havia somente um. Agora, o indivíduo tem mais opções: ele pode, mais facilmente, escolher um lugar para viver que seja mais adequado ao seu estilo de vida pessoal, ideologia, religião, grupo étnico e assim por diante. Um mundo composto de centenas, milhares ou mesmo dezenas de milhares de estados (ou de regimes de diversos tipos) ofereceria muito mais escolhas para os residentes que desejassem mudar sua situação de vida.

Mais: governos pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos. Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra. O governo ficará sem recursos e será forçado a revogar suas políticas confiscatórias. Quanto menor o país, maior a pressão para que ele adote um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas protecionistas.

Tudo isso é extremamente saudável para a liberdade. Separatismos nos deixam mais próximos do objetivo supremo, que é a auto-determinação em nível individual. É sempre positivo para liberdade reduzir o número de indivíduos sobre os quais um determinado governo pode exercer sua autoridade.

A secessão fornece um ambiente que genuinamente tolera a diversidade, pois cria um arranjo em que pessoas de cultura, religião e comportamento distintos não estão todas sob a mesma canga estatal e não mais são obrigadas a conviver sob as mesmas regras.  A secessão fornece um arranjo que permite que pessoas com visões e interesses completamente divergentes vivam pacificamente como vizinhos, em vez de serem obrigadas a sofrer sob um mesmo governo central que as joga umas contra as outras.

Toda e qualquer secessão deixa o indivíduo mais próximo do ideal da auto-determinação.

Conclusão

Para que a defesa do princípio da auto-determinação tenha sentido, é necessário permitir que outras pessoas tomem decisões com a quais não concordemos. A concorrência política é algo que só pode trazer benefícios ao indivíduo.

Por isso, deixem a Catalunha se separar, caso assim ela decida.


autor

Jeff Deist
é o atual presidente do Ludwig von Mises Institute.


  • Capital Imoral  25/09/2017 15:14
    Alguém já percebeu que as oportunidades só vale para os ricos?

    [ Estive no Rio de Janeiro, e essas são minhas reflexões enquanto estive passeando pela cidade. ]

    Nunca na história do mundo houve tantas oportunidades para tornar-se rico. Os jornais berram a todo momento: "A cada um segundo nasce um novo milionário", "O mundo nunca foi tão rico", "Investidores nerds lucram um trilhão no bitcoin". Mas porque será que a mídia diz uma coisa dessas, e na realidade, vemos pessoas miseráveis nas periferias do Brasil inteiro? Veja o caso do Rio de Janeiro. Você encontra miseráveis por todo canto naquela cidade. - Estive ausente do Instituto pois estava no Rio de Janeiro - Veja que são sempre o mesmo tipo de pessoas que têm acesso a essas oportunidades? ou seja, classe média alta, brancos, pessoas que estão em países desenvolvidos etc. A verdade é que essas oportunidades - assim como todo resto - só é acessível para camada mais rica da sociedade. Ou seja, o Capitalismo só vale para uma camada da sociedade. Neguinho de favela não usa bitcoin meu amigo.

    Para deixar a questão mais sucinta. Não vamos falar sobre oportunidades; mas vamos imaginar alguém que mora na periferia e alguém que mora no centro de São Paulo. Por exemplo, Helio beltrião mora no centro de Sp e acessa a internet todos os dias; ele é um jovem bastante informado e sabe falar ao menos duas línguas. Por outro lado, temos Daniel que mora na periferia de São Paulo. Ele não sabe ler e nem escrever. A vida de Daniel é um mundo muito pequeno, infinitamente pequeno, restrito, no máximo à pequena comunidade onde ele vive. Mas pensemos-nos na vida de Helio beltrião; ele tem acesso a informação, ele tem acesso aos lugares, ele tem acesso às pessoas, ele tem acesso ao mundo. Quem será que vai comprar bitcoin primeiro?

    Existe um abismo intransponível entre a periferia e centro. È como se a pessoa que vivesse na periferia, vivesse em um mundo separado da pessoa do centro. Enquanto eu estive no Rio de Janeiro, tive a oportunidade de analisar a pobreza e desigualdade naquela cidade. È algo que choca! Você olha os garotos sem camisa, vestindo um short sujo - Na verdade os próprios garotos estavam pretos de sujeira - e fica chocado com tudo isso. Enquanto os americanos tem acesso a um mundo maravilhoso, cheio de oportunidades, de gente bonita e elegante; aqueles jovens não têm nada. Não tem absolutamente nada. Roubaram Deus, roubaram a alma, roubaram a inteligência, roubaram as palavras, roubaram tudo! Não sobrou nada. Vou ficar anos sem voltar para o Rio de Janeiro pois estou chocado com o que vi. Aquilo não é mais uma cidade, aquilo é o inferno. Ali, não vivem mais homens. Vivem sub-humanos.

    O mundo é cheio de oportunidades não é mesmo? Mas o que acontece quando roubam as palavras da sua boca? o que acontece quando roubam sua inteligência e cultura? Será que as oportunidades vão estar tão acessíveis assim? vejo claramente que não. Joguem uma bomba atômica nos Estados unidos! Coloquem fogo em todo empreendedor! Queimem o Ocidente e comecem tudo de novo! Está é minha sentença.

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Paulo Henrique Alves  28/09/2017 19:37
    que são os responsaveis por toda essa desigualdade, será o capitalismo malvadão ou a falta de engajamento dos politicos, lenbrando que ficamos 13 anos sobre as ordens de um governo socialista. a população da favela por falta de informação acaba votando nos poliicos de sempre que os usam com trampolim para alcançar seu objetivos.

    quem era governador do rio de janeiro? Sergio cabral, o homen que trouxe as UPPS para as favelas e as usou como sistema estrategico para impedir que o crime se espalhe para os centros urbanos onde acontece os jogos da copa, homen esse que foi elogiado pelo lula. quem foi o prefeito do rio? eduardo paes, amigo do lula, homen que participou da expulsão de mais de 40 mil familias de suas casas em prol das obras da copa, acabou com a vila autodromo porque ficava perto do parque olimpico e pegava mal so jogadores abrirem suas janelas e se depararem com a realidade do rio. inclusive sua campanha foi financiado pelo carlos carvalho, magnata imobiliario que deu entrevista no estados unidos dizendo que quer transformar o rio numa cidade para a elite. quando as pessoas foram expulsas de sua casas, ele declarou que elas tinham que sair de lá porque o centro pertence a elite.

    no governo socialista do pt, nunca o Bnds emprestou tanto dinheiro para magnatas como eike batista,marcelo odrebech e os irmãos batista.

    ou seja o problema não é o capitalismo, o problema é a ganancia do ser humano que o tornou egoista e passou a não ser reciproco com a vida de outras pessoas. as pessoas da favela sofrem porque muitos votam mal, como boa parte dos brasileiros inclusive. sei que a falta de recursos priva as pessoas da falta de informação, mas as conseqquencias de suas escolhas ´so irá ser carregada por elas e nem eu ninguem vai dividir essa carga.

    nos que somos relativamento privilegiados, devemos usar os recursos que dispomos para votar em bons politicos, não em demagogos, não em legendas com discursos de odio que coloca toda a culpa das desigualdade na classe media ou nos banqueiros de olhos azuis. a trasnformação primeiro começa no pensamento e depois é aplicado na realidade
  • Jau  02/10/2017 00:30
    Seu comentário mostra apenas a sua ignorância com relação ao socialismo. O governo do PT, ao contrário de ser socialista, esteve a serviço do capital.
  • Gustavo Arthuzo  02/10/2017 19:24
    Engraçado, um país com forte influência liberal foi citado por você mesmo como país das oportunidades e desenvolvimento; já um país que só foi governado por partidos de esquerda, que é praticamente socialista, tem um estado ultra intervencionista e regulatório foi citado por você como a escória, lugar onde não há oportunidades e só há pobreza.

    Qual sua solução? Destruir o desenvolvido. Isso é ranço, é inveja, procure uma psicóloga.
  • Célio  04/11/2017 19:48
    Capital Imoral, você condiciona a pobreza à falta de informação, por exemplo, a via internet.
    A criação, expansão e disseminação da internet, só foi possível graças aos capitalistas que, antevendo a possibilidade de ganhar muita grana, assumiram o risco de investir seus recursos na criação de redes, dispositivos e softwares que, felizmente, foram incorporados aos hábitos das pessoas e resultaram em novo capital, que reinvestido, várias vezes, reduziu os custos e expandiu os serviços a milhões de pessoas, inclusive você, que deveria dar graças ao bom e fiel capitalismo pelas oportunidades que tem na vida.
    Isto significa, que os pobre precisam de mais capitalistas interessados em expandir os serviços de internet até eles.
    Destruir o capitalismo, conforme você propõe, resultará apenas na eliminação da única oportunidade que os pobres têm de melhorar de vida.
  • Carlos Mello  25/09/2017 15:54
    Muito bom e esclarecedor artigo.
    Aqui nesta américa portuguesa (brasil) existem várias nações que também serão independizadas,é só uma questão de tempo.
  • anônimo  25/09/2017 16:48
    Quais são, me desculpe a ignorância? O Sul seria uma, mas não sei de outras.
  • Pobre Paulista  25/09/2017 17:15
    Eu, sendo um bom Paulista, luto ativamente pela independência do Rio de Janeiro.
  • Alyson Vasconcelos  25/09/2017 19:19
    Espero que esta luta, a separação Paulista, e tantas outras logrem sucesso o mais breve possível. Ganharam todos, os que se separam e os que permanecem.
  • anônimo  25/09/2017 19:56
    Ah sim, me lembrei q teve um movimento separatista em 1932
  • Viking  25/09/2017 17:29
    varios estados brasileiros tem seus movimentos separatistas:
    MG, SP, RJ, ES, PE, CE são os que me lembro agora, de cabeça
  • anônimo  25/09/2017 19:56
    Olha o que eu achei https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimentos_separatistas_no_Brasil#Movimentos_separatistas_contempor.C3.A2neos
  • WDA  02/10/2017 21:39
    Eu acho esta idéia de separatismo uma rematada idiotice - ao menos para o Brasil. Em primeiro lugar, nada garante que as unidades separadas venham a funcionar melhor após a separação. Sempre existe a possibilidade de surgimento do autoritarismo local e de todo tipo de disfunção.

    E, tudo o mais mantido constante, impor um governo forte a uma população relativamente pequena é mais fácil que a uma população numerosa, sobretudo ser for complexa e variada. Há bons motivos por que ditaduras têm perdurado mais em países como Cuba e Coréia Norte do que na própria União Soviética. Ademais, por todo o tempo, nestes países o poder ficou na mão de um indivíduo e/ou sua família. Na URSS, por exemplo, por motivos óbvios isso seria bem mais difícil.

    Além disso, a mais bem sucedida experiência de país que se deu até hoje, ocorreu em um lugar que, sendo uma federação ainda assim constituiu - e constitui - um país grande, em território e população: os EUA (goste-se disso ou não, e com todos os defeitos que esse lugar possa ter). E não há dúvida de quanto auxiliou as trocas voluntárias naquele país o fato de todos falarem a mesma língua e terem uma cultura comum o suficiente para eles se sentirem pela maior parte de sua história mais ligados do que em animosidade e, por isso mesmo, inclinados a realizarem estas trocas.

    Também é óbvio que a extensão ampla e a riqueza de um território favorecem a riqueza da população local,se esta dispõe dos incentivos certos e, em geral, dos elementos necessários para aproveitá-la.

    No Brasil, temos muito mais coisas nos unindo do que nos separando. Deveríamos aproveitar isso em nosso favor. O mesmo não se passa com a Catalunha em relação ao resto da Espanha. O povo catalão tem língua própria e cultura e história em grande parte diferentes do resto do país, fora um histórico de animosidade com este.

    A idéia de separatismo fomenta a animosidade, o conflito e a não cooperação. Acho que num site liberal/libertário sabemos, ou deveríamos saber, o quão essencial é a cooperação humana e o quanto os conflitos, as guerras e a animosidade a ela se opõem; além dos custos, perdas e desperdícios gerados por conflitos que esse tipo de idéia costuma suscitar, como se vê ao longo da história.


  • Geraldo  02/10/2017 21:48
    Só que tudo isso que você falou é irrelevante. A secessão, por definição, dá às pessoas mais liberdade de opção, pois agora elas podem escolher entre dois governos sob os quais querem viver.

    Repita o processo uma dezena de vezes e estaremos fazendo progresso.

    Ademais, a secessão, por definição, traz descentralização: são dois estados menores em vez de um estado grande.
  • WDA  03/10/2017 13:52
    Irrelevante - aliás completamente falso - é o que você falou.

    "A secessão, por definição, dá às pessoas mais liberdade de opção, pois agora elas podem escolher entre dois governos sob os quais querem viver." Mentira: no mundo real nada garante que a separação de um território em relação a um país será acompanhada pela possibilidade de trânsito livre entre ambos.

    "Repita o processo uma dezena de vezes e estaremos fazendo progresso." Infelizmente o mundo real não se subsume a uma "narrativa" criada com o objetivo específico de fazer crer na infalibilidade da "Secessão".

    "Ademais, a secessão, por definição, traz descentralização: são dois estados menores em vez de um estado grande." Infelizmente não basta gritar "secessão", para fazer esta palavra produzir seus efeitos mágicos.
    Uma coisa é a realidade do seu discurso, outra a realidade dos fatos. Destas, só a primeira pode mostrar-se verdadeiramente irrelevante.

    Por aí a gente vê que não são só esquerdinhas revolucionários que vivem no mundo do faz de conta. O ideário liberal é muito bom, mas não é uma panacéia para os males da estupidez humana...
  • João Guilherme  30/10/2017 21:39
    Discordo que a separação cria um estado mais simples, uma separação feita pela Catalunha, por exemplo, não pode ser feita a toque de caixa (o movimento é antigo, mas a formalização como vemos é atual) é extremamente perigosa. A Espanha tem uma dívida pública enorme, diversas leis federais, as relações com o resto da Espanha e com a União Europeia. É um processo muito mais complicado do que era antigamente, o sistema se tornou muito mais sofisticado e complexo, desamarrar todos os pontos que ligam a Catalunha da Espanha leva tempo e esforço. Pense nos inúmeros pontos a serem pensados, O que será feito em relação com a União Europeia e outros milhares. Eu devo reforçar que estamos falando de uma nação razoavelmente desenvolvida e rica, não é o caso do Brasil ou do Sudão do Sul, que ficou independente à pouco tempo. Se o seu objetivo é um mercado mais livre e simples e não um anarcocapitalismo, esse não é o caminho. A União Europeia tem uma série de entraves legais por causa das várias legislações que ela deve atender. Vários estados brasileiros independentes teriam o mesmo problema de comércio entre eles
  • Alexandre WB Júnior  25/09/2017 16:06
    Ótimo texto,
    Gostaria de perguntar se o movimento separatista proposto pelo "Sul é meu país" seria, portanto, legítimo?
  • Gustavo  25/09/2017 16:14
    Todo e qualquer movimento separatista é legítimo. Não há argumentos a favor de manter alguém submisso a um governo que ele não reconhece.

    No caso da secessão do Sul seria melhor ainda, pois assim eles parariam de mandar lixos para o Congresso nacional. Os piores petistas do país são os gaúchos e os paranaenses. E depois vem os de São Paulo. Esses petistas do Sul conseguem ser piores que os coronéis enviados pelo Nordeste.

    Livrar o resto do Brasil dessa gente seria um enorme favor.
  • Alexandre WB Júnior   25/09/2017 22:46
    Obrigado pela resposta.
  • L Fernando  25/09/2017 22:57
    O LULA é do sul né
    Separar o SUL seria ótimo mesmo principalmente quando leio isso.
    Se o SUL , poderia ser SC e RS fossem desmembrados, eles estariam muito melhor que o Brasil
    O RS tem duas colonizações, o Norte e o SUL, onde o Norte é formado pelas imigrantes europeus e o Sul pelo colonização mais antiga de portugueses e escravos.
    Grande maioria destes Politicos como Getulio Vargas eram da parte Sul
    Já SC não tem este tipo de colonização
  • Demolidor  26/09/2017 05:00
    No entanto, Álvaro Dias levou uma vaga ao senado com 90% dos votos no Paraná, com um discurso de direita, pró-mercado. É realmente de se pensar se a falta de opções não acaba facilitando a eleição de esquerdistas mais radicais.

    Aliás, a Região Sul passará por uma consulta popular a respeito disso, no dia 7 de outubro. Se conseguir autonomia e impostos menores, já é um grande avanço.
  • Sul americano.  25/09/2017 16:27
    Secessão faz bem e muito, incluindo na eterna atrasada América do Sul , Uruguai se separou do Brasil em 1825, Panamá se separou da Colômbia em 1903 e a região do extremo norte chileno Arica se separou do Peru e se juntou ao Chile em 1929. Todas estas regiões estão em melhores condições econômicas que o outro lado da fronteira desenhada.
    O único lamento é a inocência dos catalães em acreditar que tal processo se dará sem derramamento de sangue.
  • Pobre Paulista  25/09/2017 17:01
    São Paulo é meu país
  • Edson  25/09/2017 20:38
    Se eu fosse paulista e trabalhasse em alguma indústria ligada à FIESP, jamais iria querer secessão. Quem sustenta meu emprego e meus altos salários são as tarifas protecionistas que Brasília aplica ao resto do país, proibindo nordestinos de comprar produtos baratos do estrangeiro e os obrigando a comprar produtos caros e de pior qualidade da FIESP.

    As tarifas protecionistas de Brasília tornam todo o país uma reserva de mercado da FIESP, garantindo altas rendas para quem está na FIESP. Com uma eventual secessão de São Paulo, todo este mercado cativo se perderia e a FIESP se estreparia.

    Nordestino trabalhador que é contra a secessão de São Paulo não entende o mais básico de economia. Sem São Paulo, não haveria mais motivos para tarifas protecionistas. Consequentemente, o nordestino trabalhador teria muito mais liberdade para importar bens baratos e de qualidade do exterior.
  • Corsário  25/09/2017 17:35
    Já morei no Norte, Nordeste , Sudeste e já andei muito no sul e no centro-oeste. Nestes locais vi várias culturas diferentes e bem definidas. Uma língua comum não significa um mesmo pais. Nem a continuidade territorial.

    Talvez as pessoas que moram numa coisa chamada Brasil sempre tiveram a vontade de viver em separado.

    Constitucionalistas de 1932, farrapos, cabanagem, fora aqueles que foram vencidos pelo poder da coerção estatal central representaram o desejo de se separarem, muito antes desta zona que está hoje instalada.

    Seria um bom debate esta idéia de secessão.

    Que tal um plebiscito :

    A) poder centralizado ( já falido);

    B) pacto federativo;

    C) secessão.

    Talvez a população não esteja preparada para o debate. Mas quando vc anda pelo Brasil vê vários países num só.

    Pode ser viagem minha, mas como há várias culturas, o brasileiro não se identifica com os políticos que em tese deveriam representa-lo pois não existe vínculo. Talvez isso contribua com a falta de cobrança da maioria da população e a coisa fica virando mais uma torcida de futebol do que um debate mais apurado e profundo.

    Abs a todos
  • Henrique  25/09/2017 18:50
    As cidades da Serra Gaúcha e do interior de Santa Catarina tem uma cultura que poderia muito bem estar afinada com uma migração maciça de libertários.

    Por tradição eles já tentam se livrar das garras do império há pelo menos 200 anos... Algum município próximo da Argentina, bem distante e "esquecido" pelos governos, com uma população mentalmente sadia, solo relativamente fértil e espaço para industrializar...

    Se me chamar, to dentro. Já estava mesmo resoluto em deixar minha fábrica funcionando no Paraná antes de ir para os EUA...
  • Charles  25/09/2017 17:43
    Desde criança eu sonhava com a separação do Sul do resto do país. Hoje, como vivo aqui em Campo Grande-MS, e após conhecer o libertarianismo e ter me aprofundado nos temas, incluindo o da secessão, meu desejo é ainda maior.

    Primeiro, porque Campo Grande, mesmo não tendo uma grande população (está por volta dos 800 mil), é uma cidade cercada de fazenda e mato em sua volta, nem região metropolitana tem. Aqui é um dos poucos lugares em que a crise afetou menos a população, pois o agronegócio é bastante forte.

    Em nível estadual, o governo daqui tem um viés bem ''menos estatista'' do que muitos outros que já vivi (SC e RS).

    Um dos problemas é conseguir influenciar as pessoas nessa ideia. Outro grande problema é que, ao contrário de Sul e Sudeste, o governo daqui recebe exatamente o que paga de impostos ao governo federal. Ou seja: não é explorado como o sul e sudeste e nem privilegiado como o nordeste. Então esse sentimento de revolta contra Brasília que se tem nos paulistas e sulistas já não ocorre.

    Penso em criar um grupo, nem que seja pra disseminar essa ideia da secessão. Mas, infelizmente, embora seja excelente, a ideia é praticamente utópica no curto prazo. Acho que a única maneira é realmente a informação.

    Só quando todos os cidadãos souberem do que se trata a tal "união", quando souberem que somo uma colônia gigantesca de Brasília, é que poderá haver secessão. Enquanto isso não ocorre, acho que um novo pacto federativo seria uma boa. Mas é claro que isso não é do intere$$e dos políticos. Continuo fazendo meu trabalho aos poucos e alertando sobre o quanto o governo federal nos rouba, como os municípios (principalmente) e os estados são escravos deste esquema, e o quão rico esse lugar seria se houvesse liberdade econômica. Infelizmente esse me parece ser o único caminho. Ainda bem que estamos entrando em uma era de cada vez mais acesso à política e economia através da internet. Quem sabe daqui uns 30 anos, a mentalidade do brasileiro seja outra...
  • Eduardo  25/09/2017 18:12
    Troque reais por bitcoins e estará fazendo a "secessão" econômica, sem precisar ir morar em um local ermo.
  • Moisés Gonçalves  26/09/2017 04:51
    Charles, sou de Chapadão do Sul/MS, e concordo com o que voce descreveu sobre o estado do MS. Existe um grupo de libertários, onde se voce quiser entrar, me chama no Whatsapp 67981743803.
    Vamos procurar libertários no MS, um estado que tem tudo para ser independente e dividido em 5 outros estados.
  • Emerson  25/09/2017 17:45
    Se o Brasil fosse realmente uma federação e assim praticasse o princípio da subsidiariedade, as eleições para prefeito seriam mais importantes do que as para presidente. As pessoas seriam mais responsáveis, produtivas e "antenadas".

    Aliás, isso vale para qualquer país.
  • André  25/09/2017 18:00
    É por isso que, apesar de me considerar um libertário (crer e tentar viver o princípio da não agressão), pragmaticamente já ficaria muito feliz com o seguinte cenário para o Brasil:

    1) Novo pacto federativo: para dar verdadeira autonomia administrativa para estados e, principalmente, municípios (a justificativa para isso é histórica e cultural: há muitos brasis dentro do Brasil!).

    2) Reforma tributária: os impostos passariam a ser coletados pelas prefeituras e só então enviados para o governo estadual e, por fim, para Brasília (aqui a ideia é para que o prefeito faça de um tudo para manter o dinheiro perto).

    3) Alteração na constituição: para permitir a existência de cidades com exclusão de regras, tais como as cidades privadas de Honduras. Seria uma espécie de Zona Franca, mas mais franca e menos zona. Mesmo que o congresso tenha que aprovar cidade a cidade, mesmo que apenas uma fosse criada, o seu sucesso seria o exemplo para as demais cidades que vão querer imitar.

    4) Alteração na constituição: para por um teto no déficit nominal do governo, bem como limitar a carga tributária a meros 20% do PIB (o quinto dos infernos, mas melhor que os 2/5 que vivemos hoje).

    E tais pautas nem são assim tão longe de serem conseguidas...
  • Emerson Luis  19/12/2017 11:14

    HEI! Como se não bastasse você ter o meu nome, você ainda usa argumentos e fraseologias parecidos com os meus. Até eu fico confuso! Vou processá-lo por plágio!

    * * *
  • Emerson Luis  19/12/2017 11:23

    "Perceba que a tática é sempre a mesma, em qualquer país: quem não concorda com você é um nazista."

    Hoje até o próprio Hitler, se ressuscitasse de volta ao poder, acusaria os judeus de nazistas.

    * * *
  • Patriota  25/09/2017 18:18
    Separação é solução fácil, ao contrário da Catalunha e regiões da Itália historicamente separadas que estão recentemente unificadas na base da canetada, ao Brasil pouco ou não se aplica, o principal argumento é a obvia exploração perpetrada por Brasília sobre as regiões mais produtivas. O momento de estabelecer um novo e mais municipalizado pacto federativo é agora pois nenhuma secessão se dá indo com o povo indo votar e têm o resultado desejado.
    O caminho mais comum é: Guerra civil, genocídio, separação de facto com limitadíssimo reconhecimento internacional, boicote internacional, reconstrução anêmica e normalização, enquanto isso toda a população qualificada não ufanista vai embora para paragens mais pacíficas.
  • Jeff  25/09/2017 18:48
    A política é um indicador retardatário. A política segue a cultura. A cultura comanda, a política segue. Não haverá nenhuma mudança política enquanto não houver uma mudança filosófica, educacional e cultural. Ao longo dos últimos 100 anos, a mentalidade estatizante assumiu o controle da educação, da mídia, das artes, da literatura e da cultura popular — e assim, em consequência disso, eles tomaram o controle da política. Não ocorreu ao contrário. Primeiro houve a mudança cultural, depois a veio a política.

    É por isso que o movimento libertário tem de ser uma batalha pelos corações e mentes. Tem de ser uma revolução intelectual de ideias, pois, neste exato momento, as ideias ruins estão dominando o mundo. Não é possível esperar que ocorra um milagre político libertário em uma sociedade não-libertária.

    O libertarianismo jamais será um movimento político de massa, isto é, defendido pela maioria da população. Várias pessoas sempre irão defender o estado, e não devemos nos iludir quanto a isso. Pode ser por causa de traços genéticos, de fatores ambientais, de influências familiares, de uma escolaridade tendenciosa, ou simplesmente por causa de um inato desejo humano de querer a ilusão da segurança.

    No entanto, será um erro fatal querer diluir a nossa mensagem apenas para buscar aprovação de pessoas que automaticamente serão sempre contra nós. Será uma perda de tempo e energia preciosos.

    O que é importante não é tentar convencer aqueles que fundamentalmente discordam de nós, mas sim tentar sair do controle político deles.

    É por isso que a secessão é uma abordagem taticamente superior: é muito menos hercúleo convencer pessoas de mentalidade pró-liberdade a sair de um arranjo estatal do que convencer aqueles de mentalidade estatista a ignorar o estado.

    A secessão não é uma questão de maiorias ou minorias, mas sim de indivíduos.
  • Skeptic  25/09/2017 19:32
    Sim, o Brasil é um país imenso composto por várias culturas, mas isso é complemente irrelevante sobre a secessão. Secessão é sobre liberdade de associação, uma liberdade individual, que por princípio lógico deve ir até a secessão no nível individual.
  • Skeptic  25/09/2017 19:33
    Há também um movimento de secessão no Irã por parte dos curdos atualmente.
  • Mídia Insana  25/09/2017 20:10
    Excelente artigo. Não duvido da secessão como o melhor meio de reduzir o estado. Mas posso tentar um puxão de orelha?

    "Nosso (nós libertários) objetivo deve ser o de fazer regredir poderes políticos sempre que possível, retirando-os da esfera federal e centralizadora e devolvendo-os a estados e, melhor ainda, municípios autônomos. O objetivo sempre deve ser a descentralização, fazendo com que estados grandes e centralizadores sejam menos poderosos. Barcelona sempre será menos perigosa que Madri. A legislatura de um estado americano sempre será menos temível que o Congresso em Washington."

    Nós celebramos no artigo o sucesso das secessões do Panamá e do Uruguai, por exemplo; mas podemos realmente celebrar a secessão da Índia e dos países africanos?

    No caso deles, a Barcelona se mostrou infinitamente pior que a Madrid e suas populações sofrem até hoje por isso. Os indicadores de padrão de vida receberam um golpe, as instituições coloniais que mantinham territórios e populações imensas usando de menos de 1000 burocratas foram jogadas fora; as liberdades pessoais e os direitos de propriedade foram para o espaço. O estado se agigantou e se tornou um chamariz para todo santo psicopata do país e de fora (URSS e EUA).

    Por que algumas secessões fracassam miseravelmente e criam um estado ainda mais tirânico enquanto outras logram tanto sucesso?

    (Faço a pergunta acima na esfera utilitária [haverá mais ou menos liberdade econômica?]. Concordo com o artigo quanto à ética da secessão)
  • Alberto  25/09/2017 20:31
    Sim, todos os países africanos que foram colônias britânicas e que se separaram se estreparam. Aliás, com efeito, até mesmo o Brasil se estrepou (em termos de impostos e regulamentações).

    A questão, no entanto, já foi respondida no artigo: somente os envolvidos na separação é que devem determinar se querem ou não se separar, independentemente do que terceiros pensem das consequências. "Para que a defesa do princípio da auto-determinação tenha sentido, é necessário permitir que outras pessoas tomem decisões com a quais não concordemos."

    Uma das coisas que gostei no artigo foi justamente o fato de ele não fazer proselitismo dizendo que toda e qualquer secessão sempre trará coisas boas para os envolvidos. Ele fala abertamente que algumas pessoas podem ficar em pior situação. E este é o ponto: não cabe a nós decidirmos; isso é exclusividade dos envolvidos. A Catalunha pode piorar após uma secessão? Sim, pode (embora isso seja totalmente subjetivo). Mas isso é algo que só cabe a eles decidir e vivenciar.
  • Engenheiro Falido  25/09/2017 23:11
    Onde se deu errado, fora devido à revolução, e não secessão.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  25/09/2017 22:29
    Não acho que daria certo. Acho que abriria um precedente perigoso.
  • Marcio  26/09/2017 00:22
    OFF: www.terraetempo.gal/artigo.php?artigo=4739&seccion=7 - Venezuela rompe com o petrodólar

    "A partir desta semana o preço médio do petróleo é cotado em yuan chinês", anunciou a 15 de Setembro o ministro venezuelano do Petróleo. Pela primeira vez o preço de venda do petróleo venezuelano deixa de ser cotado em dólares.

    Possíveis consequências dessa medida?

  • Anônimo  26/09/2017 02:45
    Cuspi meu café agora. Já ia dizer que sou do levante e tô com Maduro.

    Mas então eu lembrei disto:

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/21/Oil_exports.PNG/750px-Oil_exports.PNG
    (Dado defasado de 2010)

    Se a Venezuela fosse a Arábia Saudita, eu estaria preocupado. Se os EUA não tivessem gás de xisto, eu estaria preocupado. Eu só torço que a ação da Venezuela não crie um precedente que possa levar a economia americana ao colapso porque eu gosto dos EUA.

    Os EUA tem muito pouco a oferecer ao mundo, na verdade. A indústria se mudou para a China. A maior riqueza americana é o dólar que os estrangeiros querem porque precisam dele para comprar petróleo. Se os produtores de petróleo abandonarem o dólar, os americanos verão uma queda abrupta no seu poder de consumo.

    Mas a Venezuela não pode fazer isso sozinha. Se a Rússia e a Arábia Saudita, ignorando tudo que sabemos sobre diplomacia e política externa dos dois países, seguissem o exemplo do Maduro, aí sim haveria uma preocupação grande.

    Por enquanto fica a nível de curiosidade. Entendi agora o motivo de a Venezuela ter sido colocada na lista de países com veto migratório.
  • anônimo  26/09/2017 05:21
    Como assim os EUA possuem muito pouco a oferecer ao mundo? As maiores empresas de tecnologia estão nos EUA.

    Um americano é muito mais produtivo do que um chinês justamente por causa das tecnologias que eles utilizam.
  • Economista  26/09/2017 02:56
    Consequências? Absolutamente nenhuma.

    A Venezuela não tem poder para nada, ninguém leva o país a sério no cenário mundial e sua produção de petróleo (100% estatal) está em queda, de modo que o país se tornou importador de petróleo (pelo qual paga em ouro).
  • Ed  26/09/2017 00:29
    outro dia conversando com colegas do trabalho, ao defender autonomia para que estados ou regiões (na ocasião falávamos da Espanha mesmo), minha posição causou uma comoção negativa. Em nível pessoal as pessoas entendem que separar-se em uma situação em que ambas as partes não estão satisfeitas é válido (casamento, emprego), mas ao se falar do sacrossanto estado... perdem totalmente a visão!...
  • Ultra-Conservador  26/09/2017 11:39
    Não lembro onde li esse comentário: É a Europa sendo Europa.

    O Pol Pot foi estudar em Paris, voltou para o Cambodja e matou 2 milhões de pessoas tentando implantar comunismo. Sem contar o sequestro de 1 milhão de crianças, que foram separas das famílias e nem lembram quem eram os pais.

    Mesmo tendo feito esse genocídio, os marxistas-leninistas viietnamitas colocaram o Pol Pot em prisão domiciliar.





  • Rogério  26/09/2017 12:50
    Como apareceu a questão do Sul, comento:
    Não tem, cabimento aqui.
    Foi a população brasileira (portugueses, índios, escravos, mestiços) que lutou para manter e aumentar o território Brasileiro empurrando a linha de Tordesilhas para oeste e lutando contra os espanhóis. Isso durou uns 350 anos. Na Guerra do Paraguai, por exemplo, mais de 100 homens de minha cidade natal em MG foram lá lutar para defender o Brasil.
    Depois, quando a situação estava estabilizada, os limites reconhecidos e protegidos, o Brasil decide ABRIR AS PORTAS para estrangeiros europeus para estes ajudarem a desenvolver o Brasil, dando-lhes oportunidade de trabalho de adquirir terras boas nos lugares de clima mais ameno e sem conflitos, doenças, etc.
    Quer dizer, o Brasil abriu as portas para aqueles que depois se invocam superiores e querem um pedaço do Brasil. Aqueles que deveriam ser brasileiros.
    Depois, aparecem uma minoria que quer "separar", sob qual justificativa?
    Esse turma tem que aprender história, em primeiro lugar.
  • Alisson  26/09/2017 14:10
    Disse tudo, amigo. Acredito que cada região, no sentido mais cultural do termo, deva ter sim o direito à secessão; todavia, particularmente não acredito que isso vá agregar de qualquer maneira ao país ou região que se separar.

    Chega a ser inacreditável como os brasileiros, mesmo tendo convivido suas vidas inteiras com as diferenças -- considerando a alta miscigenação do país, inclusive dentro das próprias regiões e estados -- ainda falarem em separação.

    Apesar de ter nascido no estado da Bahia, vivi toda minha vida em São Paulo (nunca voltei lá); a parte das diferenças linguísticas e por vezes de comportamento que encontramos por todo o Brasil, só consigo ver uma nação composta por pessoas de trabalham absurdos e apenas buscam o melhor para si e seus familiares.

    Ninguém é igual a outro, nenhuma região será também. Chega desse papinho furado de divisão, vamos nos unir e fazer desse país um lugar melhor. A unidade do Brasil repousa em suas diferenças.
  • Kalil  26/09/2017 15:16
    Alisson, se você olhar bem, as demandas separatistas nunca são realmente em relação ao Brasil, mas sim em relação a Brasília.

    Infelizmente, o fato de termos um governo altamente centralizador e distorcivo gera esses ressentimentos, e fazem as pessoas confundir as coisas.

    Quando sulistas e paulistas defendem separatismo, eles na realidade estão defendendo o fim da soberania de Brasília. Naã houvesse um governo central tributando e redistribuindo, mas sim vários estados autônomos, garanto que nunca mais você ouviria papo de secessão.
  • Alisson  26/09/2017 16:14
    Concordo, Kalil. Mas é válido ressaltar que no meio sempre há laranjas podres, principalmente racistas e pseudo-europeus que acreditam em superioridade racial, cultural, etc. No mais, concordo contigo onde o governo sempre será o ponto de partida para questões como essa.
  • cmr  03/10/2017 14:08
    E daí se é por racismo ou qualquer outro preconceito ?. Todos não tem o direito de se auto determinar ?

    Discriminar é CORRETO E NATURAL. (tem até um artigo aqui no Mises falando disso)

  • reinaldo filho  26/09/2017 14:17
    Na visão do Rogério, os descendentes de pessoas que vieram para o Brasil tentar melhorar de vida e trabalhando duro para isso sem nenhuma ajuda do Governo tem dívida histórica com o mesmo governo que anualmente rouba 40% do que produzem.
    Logo vai querer expulsar todos os descendentes de imigrantes e devolver o País para os indigenas.
  • L Fernando  26/09/2017 15:29
    Impressionante
    Na parte da econômica existe bastante afinidades por aqui
    Quando parte para a parte da sociedade já a coisa degringola
    Comentário do Rogério é ridículo.
  • Arnaldo  02/10/2017 14:48
    Que se foda o brasil, fique você com sua visão romatisada de governo e deixa eu separar em país. Brasileiro come merda e ainda pede mais governo.
  • Luiz Moran  26/09/2017 14:01
    Precisa primeiro ver o que o Barcelona quer: se for importante continuar disputando o Campeonato Espanhol de Futebol, então não haverá separação.

    Não se esqueçam que os latinos priorizam o futebol... todo o resto é secundário.

    hahahaha
  • Demolidor  02/10/2017 00:44
    Querem jogar a Premier League. Assim como o Monaco, da França.
  • Arthur  02/10/2017 19:22
    E o pior que nao e mentira.
    Fui eu pesquisar, na internet, mais sobre os eventos recentes da Catalunya.
    Eis que deparo com a noticia, em um site qualquer:
    Como ficaria o time do Barcelona se a Catalunha sair da Espanha?
    Francamente...

    Ps.: achei o post - clique aqui
  • Demolidor  02/10/2017 19:56
    Ficou quebrado o link. Mas aqui vai outro. Wenger, do Arsenal, já reclamou: https://www.foxsports.com.br/news/325086-barcelona-jogando-premier-league-wenger-reclama

    Quanto ao Monaco, acho que não ficou claro. Ele joga a liga francesa, apesar de ser hospedado no paraíso fiscal (o que torna necessário realizar algumas concessões - até pouco tempo atrás um pagamento anual de 50 milhões de euros à FFF - para que possa jogar em pé de igualdade com times que pagam mais impostos).

    Swansea também joga a Premier League, apesar de ser do País de Gales, país que tem uma liga própria.
  • John  28/09/2017 20:33
    Minha casa é meu país!!!!!!!!!!!!
  • James  02/10/2017 15:06
    OFF:
    Alguém poderia me ajudar a encontrar o artigo do Mises EUA que fala sobre o PIB mostrando que o consumo representa 30%-40% da economia, ao invés dos 70% sempre anunciado pela mídia mainstream.

    vlw
  • Sige  02/10/2017 19:36
    Isso parece birra de criança mimada, que quer levar a bola embora porque não consegue ganhar, e um tanto quanto superficial, sem levar em consideração que toda industria brasileira é voltada basicamente para o mercado interno, e em um eventual estado independente seria literalmente varrida do mapa na competição com a indústria de grandes países, tais como China, EUA, e Brasil.
  • Humberto   02/10/2017 20:37
    É mesmo? Então explica aí como é que as secessionadas Hong Kong e Cingapura possuem os setores industriais mais robustos do mundo.

    Pela sua brilhante teoria, era para as indústrias destes países terem sido dizimadas.
  • Sige  03/10/2017 13:43
    Sim é mesmo, acredite se quiser mas a industria Brasileira vende em sua quase totalidade para o mercado interno. Pesquise e irá aprender mais sobre o assunto.
    Além do mais como os estrangeiros são proibidos de possuir terras no Brasil pela constituição, uma secção, do sul por exemplo, faria com que todos os sulistas em outros estados virem estrangeiros e logo não teriam mais direito a suas terras no Brasil, seria bem interessante ver todos aqueles milhões de hectares de colonos que foram morar em no centro oeste voltar para o controle da união, poderia resolver o problema da reforma agrária no Brasil, até que seria interessante...
    Como eu disse isso além de coisa de criança mimada, é também de criança mal informada.
  • Reginaldo  03/10/2017 14:21
    "Sim é mesmo, acredite se quiser mas a industria Brasileira vende em sua quase totalidade para o mercado interno. Pesquise e irá aprender mais sobre o assunto."

    Quem dera isso realmente fosse verdade. Se fosse assim, então a FIESP jamais encheria o saco da população pedindo para o governo desvalorizar o câmbio para estimular as exportações.

    "Além do mais como os estrangeiros são proibidos de possuir terras no Brasil pela constituição, uma secção, do sul por exemplo, faria com que todos os sulistas em outros estados virem estrangeiros e logo não teriam mais direito a suas terras no Brasil"

    Aí você está se apegando à constituição -- um documento escrito por políticos e para beneficiar os integrantes do setor público -- para dizer que as pessoas não podem ter autodeterminação. Por essa mesma lógica, os juros não podem passar de 12% e a propriedade tem função social (sim, ambos estão na constituição).

    "Como eu disse isso além de coisa de criança mimada, é também de criança mal informada."

    Tradução: se um documento (constituição) inteiramente elaborado por políticos diz que o indivíduo não pode ter autodeterminação, então é claro que querer autodeterminação é "coisa de criança mimada, é também de criança mal informada".

    O brasileiro, de fato, nasceu para ser gado. Merecemos.
  • Capitalista Keynes  04/10/2017 16:48
    O Barcelona vai ser sempre campeão Catalão ....aí não dá né ?. E o clássico contra o Real ? ( brincadeira mode on )


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