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O Bitcoin foi o que impediu minha família de morrer de fome na Venezuela
Quando o mercado impede que o governo destrua tudo o que você tem

Nota do Editor

Não importa se você considera o Bitcoin uma moeda, um ativo altamente especulativo e de extremo risco, ou simplesmente um modismo temporário que irá desaparecer futuramente.

O fato concreto é que, hoje, o Bitcoin é uma ferramenta — criada pelo livre mercado — que possui a virtude de tornar as pessoas completamente independentes do sistema bancário convencional, o qual é controlado pelo governo.

E a importância disso não pode ser menosprezada: em países devastados por uma hiperinflação e sofrendo com severos controles cambiais impostos pelo governo — o que praticamente impossibilita às pessoas converterem a moeda nacional em dólares para poder importar itens básicos —, poder recorrer ao Bitcoin pode significar a diferença entre preservar toda a sua poupança acumulada durante uma vida de trabalho ou perder completamente tudo em decorrência das políticas do governo.

Pode significar, em suma, a diferença entre continuar vivo e definhar.

E é isso o que está ocorrendo na Venezuela, um país cuja população — uma minoria, é verdade, mas crescente — está cada vez mais recorrendo ao Bitcoin para conseguir sobreviver (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). A Venezuela já é o principal mercado de bitcoins na América Latina.

No relato abaixo, um venezuelano que vive nos EUA — e que prefere se manter no anonimato por motivos óbvios — relata como o Bitcoin ajudou sua família a não ter sua riqueza financeira destruída pelo governo da Venezuela e, com isso, a não morrer de fome.

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Estou escrevendo isto em resposta a comentários que recebo quando tento explicar o que é o Bitcoin. Foram incontáveis as vezes em que pessoas pouco informadas já me repetiram que bitcoins são utilizados apenas por criminosos e lavadores de dinheiro.

Quero aqui rechaçar este mito e explicar como o verdadeiro potencial dos bitcoins é muitas vezes maior do que o mercado negro jamais poderá ser.

Sou venezuelano e moro nos EUA. Mas minha família — meus pais e irmã — mora na Venezuela. O Bitcoin não apenas está literalmente salvando minha família da fome, como também está lhes garantindo a liberdade financeira que lhes permitirá emigrar no futuro próximo.

Para aqueles que não estão bem informados sobre o que está ocorrendo na Venezuela, eis um brevíssimo resumo:

1. Um governo socialista incrivelmente incompetente está no poder desde 1999.

2. Com o intuito de financiar suas fantasias socialistas, esse governo passou a imprimir dinheiro sem parcimônia. Isso gerou uma hiperinflação avassaladora e a moeda perdeu todo o seu poder de compra.

3. Para evitar que a população se livrasse desta moeda hiperinflacionada e passasse a comprar moedas estrangeiras, o governo venezuelano a tornou inconversível: ele impôs severos controles cambiais, os quais tornaram impossível para as pessoas converterem a moeda nacional — o bolívar — em qualquer outra moeda estrangeira.

4. Assim, se você é um empreendedor e precisa importar algum bem de capital ou de consumo, você precisa da estrita aprovação da burocracia estatal para trocar a moeda nacional por dólares americanos.

5. Isso fez com que empreender ou mesmo administrar um simples comércio se tornasse praticamente impossível. Para continuar funcionando, você tem de ou comprar dólares no mercado negro — a preços altíssimos, pois o vendedor não quer abrir mão de dólares em troca de uma moeda, o bolívar, extremamente hiperinflacionada — ou subornar algum funcionário do governo para conseguir a liberação.

6. Quando os preços do petróleo caíram, o governo praticamente perdeu suas receitas, o que o fez intensificar ainda mais sua impressão de dinheiro, acelerando a hiperinflação. As estimativas são que a inflação de preços será de 1.800% em 2017.

7. Apenas de 2013 até hoje, a inflação acumulada está em 31.000%.

Foi em 2014 que a situação começou a ficar realmente péssima na Venezuela. Naquele ano, meu pai tinha uma oficina, até então bem-sucedida, de conserto de aparelhos de ar condicionado. Mas ele já pressentia que as coisas só iriam piorar dali por diante.

De início, pensamos em abrir uma conta bancária nos EUA e converter todos os nossos bolívares para dólares, enviando o dinheiro eletronicamente para lá. Mas isso se mostrou impossível por causa dos controles cambiais. 

Como segunda hipótese, pensamos em recorrer ao mercado negro para converter todos os nossos bolívares em cédulas de dólar americano para então levar pessoalmente todo esse dinheiro em espécie para um banco americano. Mas havia vários problemas logísticos que impediam essa operação. Para começar, transportar fisicamente o dinheiro para fora do país era algo totalmente inseguro. Caracas é uma das cidades mais violentas do mundo. Sequestros de famílias que estão dentro de um carro parado no semáforo são corriqueiros e as pessoas são assassinadas apenas por causa de seus telefones celulares [neste artigo, há um vídeo de um assaltante sendo queimado vivo em público na Venezuela]. Para piorar, a polícia aeroportuária é totalmente corrupta e abertamente ladra, de modo que nosso dinheiro poderia facilmente ser confiscado.

Por fim, pensamos apenas converter nossos bolívares em dólar no mercado negro e manter esses dólares em casa. Mas isso também gerava dois problemas: o preço dos dólares no mercado negro e a insegurança de manter esses dólares em casa. Não só a polícia do governo pode fazer batidas, como também assaltantes podem fazer arrastões.

Este era o cenário.

Em 2014, o Bitcoin ainda era uma tecnologia muito recente, e toda a minha família ainda era cética quanto a ele. Mas não havia nenhuma outra alternativa. Foi então que começamos a comprar.

E isso nos salvou.

Adiantemos agora para 2017. A economia da Venezuela está morta. Meu pai perdeu sua oficina de ar condicionado (pois o povo não tem renda para isso) e as pessoas da vizinhança — que eram de classe média e classe média alta há apenas alguns anos — mal conseguem comer uma vez por dia.

Porém, minha família, graças à contínua subida do preço do Bitcoin de 2014, se tornou parte de uma minoria afortunada que ainda tem condições de comprar comida, de ajudar a alimentar seus vizinhos, e de potencialmente emigrar para outro país no futuro. Em meados de 2014, um bitcoin custava 40 mil bolívares. Hoje, custa 36,4 milhões de bolívares, aumento de quase 90.000%, o que protegeu minha família da hiperinflação.

Como funciona

Na Venezuela, há várias maneiras de as pessoas transacionarem o Bitcoin.

Na mais tradicional, você transfere bitcoins, via smartphone, para um vendedor e ele então lhe repassa bens de consumo essenciais.

Outra alternativa é você transferir bitcoins para uma pessoa em troca de bolívares em espécie. Isso é muito comum. Imagine, por exemplo, um mecânico que passou o dia inteiro consertando carros em troca de 2 milhões de bolívares. Ele sabe que, no dia seguinte, esse dinheiro já não valerá muito. Logo, ou ele gasta imediatamente esse dinheiro ou ele o troca por bitcoins. Seu vizinho, por sua vez, possui bitcoins e quer vender um pouco em troca de bolívares, pois tem de pagar suas contas e comprar comida nos supermercados estatizados (mesmo porque o bolívar é a única moeda de curso legal na Venezuela). Logo, esses dois irão transacionar e o mecânico não mais terá um dinheiro que perderá poder de compra no dia seguinte.

Também outra alternativa é você transferir bitcoins para uma pessoa em troca de dólares em espécie e então usar esses dólares no mercado negro para conseguir muito bolívares, com os quais irá comprar bens essenciais, como comida. Na Venezuela, o dólar em espécie no mercado negro é mais caro que um dólar em Bitcoin (pois a demanda por dólares no mercado negro é maior). Sendo assim, muitos venezuelanos ganham dinheiro com essa arbitragem: vendem dólares no mercado negro por 10.000 bolívares (número puramente ilustrativo), utilizam 7.500 bolívares para comprar um dólar em bitcoin e então direcionam os 2.500 bolívares de lucro para comprar bens perto da fronteira da Colômbia, principalmente comida.

Ou então você pode fazer como é tradicionalmente feito nos outros países: trocar bitcoins por bolívares nas casas de câmbio virtuais (na Venezuela, as mais populares são Localbitcoin, Cryptobuyer e Surbitcoin).

O fato é que o Bitcoin dá a qualquer pessoa a capacidade de transacionar livremente e de se proteger contra governos corruptos, incompetentes e destruidores de riqueza. Se os cidadãos da Venezuela tivessem convertido apenas uma pequena quantia de sua poupança em bitcoins, isso já teria representado uma proteção incrível contra as destruições do governo.

Conclusão

É claro que o Bitcoin, por si só, não vai tirar nenhum venezuelano da pobreza. Afinal, ele está imerso em uma economia devastada pelo governo, na qual o simples ato de produzir, empreender e comercializar foi criminalizado. Assim, não há como criar riqueza. Consequentemente, não há como cada cidadão usufruir esta riqueza que não foi criada.

O que o Bitcoin pode fazer, e de fato fez e continua fazendo, é evitar que o governo destrua tudo o que cidadão conseguiu acumular após uma vida de trabalho; é possibilitar que as pessoas ao menos consigam guardar sua riqueza em uma unidade de conta e reserva de valor que não pode ser destruída pelas políticas do governo; é, em suma, dar a liberdade de as pessoas transacionarem utilizando um meio de troca não deturpado pelo governo.

Pode até ser que o Bitcoin desapareça no futuro. Porém, para mim, o que importa é que, no presente, ele salvou minha família.

Em um mundo de 6 bilhões de pessoas, a maioria das quais não tem acesso ao sistema bancário — ou mesmo não são aceitas por ele — e cada vez mais governos atacam direitos humanos básicos, invadem nossa privacidade e inflacionam suas respectivas moedas, o Bitcoin pode não ser a salvação que queremos, mas é a de que precisamos no momento.

Minha família na Venezuela é a prova disso.

Por fim, quanto à alegação de que o Bitcoin é usado por criminosos, ela é inócua, pois o dinheiro em espécie também é. Aliás, sempre foi. E o fato é que os vários e possíveis usos legítimos do Bitcoin superam em muito eventuais usos com intenções maléficas.

Os benefícios do Bitcoin só podem ser realmente apreciados por quem teve sua vida literalmente salva por ele.

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Leia também:

Após sua estrondosa valorização, ainda vale a pena comprar o Bitcoin?

A pequena cripto que pode proteger o indivíduo da sanha estatal

Defendendo o Bitcoin em Mordor


autor

Carlos Peña
é o pseudônimo de um venezuelano que prefere o anonimato para proteger sua família.



  • Eduardo  22/09/2017 15:43
    Eu nem sou muito fã de bitcoin. Jamais colocaria nele toda a minha poupança, por exemplo. Ainda não confio muito no sistema. Mas devo reconhecer que para países devastados pelo governo realmente não há alternativa melhor. Se, no futuro, ele ficar conhecido apenas por ter ajudado tais pessoas, isso já será um feito digno de louvor.
  • Daniel F.  22/09/2017 15:47
    Já eu multipliquei meu patrimônio por 8 vezes em apenas um ano e meio com Bitcoin. Enquanto os desconfiados atrasam sua entrada (inevitavelmente entrarão, pois esta é a tendência do futuro: desbancarização e abolição de atravessadores), os iniciantes lucram o tubos.

    Hoje, um bitcoin custa R$ 14 mil reais. Imagina o patrimônio de quem entrou quando custava 1 centavo?
  • MB  23/09/2017 19:45
    Poucas pessoas conseguiram este feito de manter sua poupança com esta valorização estrondosa,ou seja mesmo o bitcoin é girado,as pessoas compram e vendem de acordo com suas necessidades,não conheço nenhum especulador que conseguiu manter um ativo por tanto tempo com esta valorização,enfim a vantagem do bitcoin além da especulação é manter nossas poupanças a salvo de confiscos chamados eufemisticamente de política econômica,fico feliz ao saber que meus irmãos e amigos venezuelanos estão encontrando proteção e guarida nesta ferramenta monetária que o Mercado criou e Deus abençoe que tenha vida longa pois só assim estes governantes pilantras se curvaram anti a realidade de que do meu patrimônio cuido eu...
  • David  24/09/2017 00:21
    Quero comprar bitcoin mas nao confio muito nisso como fasso pra saber se é mesmo seguro
  • Filipe Olegário  24/09/2017 23:35
    Foxbit é tradicional no Brasil, eu compro lá.
  • Ricardo Bahia  26/09/2017 20:59
    Acredito que você seja o Daniel Fraga. Estou certo?
  • Frank  22/09/2017 15:53
    Eduardo, eu sempre defendi o uso do ouro, mas não visualizo o ouro sendo usado na Venezuela. Ninguém vai ser maluco de sair transportando ouro pelas ruas, e mesmo o ouro não teria essa facilidade de transação. Aliás, acho que nem sequer teria igual liquidez, pois ele não é exatamente divisível e fracionável. E, principalmente, não dá pra ser transacionado eletronicamente sem passar por canais monitorados pelo governo.

    No final, não vejo algo que poderia ser melhor que o bitcoin para a Venezuela. Um viva a essa tecnologia blockchain (na qual ainda não confio muito, mas confesso que é mais por ignorância mesmo).
  • Demolidor  22/09/2017 17:10
    Eu sinceramente não vejo o ouro (e a prata) sendo usado, para transações comerciais do dia a dia, em lugar algum do mundo. Foram justamente essas dificuldades de divisão, transporte, verificação, que deram origem ao papel-moeda: um contrato que garante uma certa quantidade de metal precioso, para ser sacado quando seu detentor quiser.

    Isso deu margem ao surgimento de reservas fracionárias e manipulação, o que acabou sendo a causa do fim do padrão-ouro muito depois, em 1971. Desde então, nosso dinheiro é baseado somente na confiança.

    E aí surge o bitcoin, uma moeda absolutamente segura (até hoje, fraudes e roubos foram só em exchanges e carteiras, nunca no algoritmo), que não pode ser falsificada, com taxa de inflação previamente definida em algoritmo, com oferta absolutamente previsível e impossível de ser manipulada, com criptografia tão forte que é muito mais rentável minerar do que tentar quebrar um único endereço... e extremamente fácil de ser usada: se você quiser enviar um centésimo de centavo para alguém, é só especificar o endereço e pronto: estará na carteira da outra pessoa em alguns minutos.

    Enfim, embora muito provável, não digo que ela seja necessariamente a vencedora dentre as criptomoedas, mas no meu ver essa situação é irreversível. Não ligo para oscilações de curto prazo. A tendência é realmente para cima.
  • Milton  26/09/2017 14:49
    Talvez você ainda não tenha percebido, mas o Brasil é um país devastado pelo governo
  • William  22/09/2017 16:03
    A prova de que o Bitcoin veio pra ficar e pra desbancarizar foi o recente chilique no Twitter do CEO do JP Morgan, Jamie Dimon.

    Quando um grande banqueiro vai a público xingar o bitcoin e seus usuários, e fazer papel de ridículo, é porque ele sabe que o futuro do negócio dele (uma reserva de mercado protegida pelo governo) já está traçado.
  • Hugo  22/09/2017 16:04
    Em junho 2016 de peguei 19 mil reais e inventei montar uma loja no Brasil. Se tivesse investido em Bitcoin, em junho 2017 (nem quero calcular agosto!), eu teria quase 102 mil reais! Mas, agora, já era! Quem investiu, investiu... BTC de agora pra frente, a tendência é cair e chegar num preço estável perto dos 2.000 dólares. Ainda mais com esse demente desse gordo da coreia.
  • Alfredo  22/09/2017 16:11
    Discordo. Pode até ser que caia no curto prazo (pode até cair muito no curto prazo), mas a tendência de longo prazo é pra cima. Apenas uma ínfima quantidade de pessoas ao redor do mundo usa BTC hoje, de modo que o potencial de crescimento da demanda futura é quase que infinito. Quanto mais pessoas ficarem conhecendo, mais entrarão.

    Ademais, a oferta de bitcoins é escassa (bitcoins não podem ser impressos por governos). Oferta escassa com demanda crescente e o preço só tem com ir pra cima.

    Aliás, na Europa, por exemplo, não faz sentido nenhum a pessao não investir em bitcoin. Lá os juros são negativos; quem deixa dinheiro no banco não só perde pra inflação como ainda tem de pagar juros pro banco. Quem é que quer uma bizarrices keynesiana dessas?! Quando o BTC se popularizar por lá, não vejo como o preço não subir.

  • Leonardo R. Rose  22/09/2017 16:46
    Acredito que o espaço para a valoração do bitcoin ainda é muito vasto. Conforme mais pessoas entram e passam a utilizar a moeda, teremos de fazer sua divisão em partes menores para viabilizar o uso, tendo como consequência a sua valoração.

    Levando em conta que o preço se estabilizasse em $4000 dólares, e tendo em vista que a quantidade de bitcoins é inflexível e limitada aos 21 milhões de moedas, teríamos, somando todos os bitcoins do mundo, o valor de U$ 84 bilhões de dólares... Temos empresas que valem mais que isso.
  • Demolidor  22/09/2017 17:36
    Só o M1 de EUA, China, Japão e Zona do Euro juntos dão US$ 25 trilhões. E estamos falando apenas do dinheiro imediatamente disponível.

    Tem muito chão ainda.
  • César  22/09/2017 16:05
    O Bitcoin também salvou meu capital do socialismo tupiniquim.
  • Humberto  22/09/2017 16:16
    Relato sensacional. Pra mim, o melhor exemplo aplicado de Bitcoin para o Brasil ainda é o que aconteceu com o Daniel Fraga. Ele fez um vídeo no YouTube criticando um juiz, e quando a justiça tentou extorquir dinheiro dele encontraram apenas 15 reais na conta bancária dele. Todo o resto já estava em Bitcoin.
  • Guilherme  22/09/2017 16:38
    Aliás, alguém tem notícias do patrimônio atual do Fraga? Eu lembro que ele começou a comprar BTC quando ainda custava centavos. Hoje, cada BTC vale 13 mil reais. O cara já deve estar bilionário.
  • Waldir  22/09/2017 19:06
    www.atlasproj.com/blog/daniel-fraga-bitcoins-evitar-extorsao/

    www.youtube.com/results?search_query=daniel+fraga+bitcoins

    panampost.com/editor/2017/07/25/bitcoin-is-protecting-the-right-to-free-speech/
  • ed  22/09/2017 23:14
    O endereço Bitcoin que ele divulgava no canal dele para doações era o 12gqLwGvuJfkHPH2jhrVgXRnEwqVmpF1E2

    Basta ver nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=Xz3UaCk577I

    Indo no endereço https://blockchain.info/address/12gqLwGvuJfkHPH2jhrVgXRnEwqVmpF1E2
    vemos que o mesmo recebeu 3.91020515 BTC e distribuiu a grana em diversas outras contas, o que dificulta o rastreamento. Esperteza da parte dele. Com certeza ele deve ter mais.

    3.91 BTC já equivale a mais de 40 mil reais.

    Agora algumas perguntas:

    1 - Esses btc são só de doações ou o próprio Daniel doava para si mesmo?
    2 - Pq ele distribuiu o dinheiro em várias contas? Segurança? 40 mil é um valor ok mas não a ponto de alguém fazer um atentado quanto a isso.
    3 - Existe um software que permite rastrear todas as contas btc que ele criou e ver o saldo total sem investigar uma a uma?

    Não é a toa que ele desistiu de fazer vídeos no Youtube. Deve estar bem de vida com os btc.
  • Sideshow Bob  22/09/2017 16:41
    Eu sou totalmente a favor de moedas virtuais. Mas sou contra o eterno oba-oba do brasileiro de procurar uma forma de ficar rico rápido. Infelizmente a moda da vez é o bitcoin, o novo Telexfree. Precisa arrefecer a loucura para ficar seguro de comprar.
  • Marlon   22/09/2017 17:19
    Concordo. Mas quem compra bitcoin "pra ficar rico" é porque ainda não entendeu absolutamente nada da proposta. O BTC nunca foi criado pra enriquecer ninguém, mas sim para proteger o indivíduo da sanha estatal (como o próprio texto faz questão de ressaltar, no que fez muito bem).

    Ficar nominalmente rico com o BTC é simplesmente um efeito colateral das destruições monetárias praticadas pelo governo. Também acho que o BTC está temporariamente numa bolha e, no curto prazo, a tendência é de queda. Eu mesmo parei de comprar um pouco e estou esperando cair mais pra voltar a comprar.

    Mas minha intenção nunca foi ficar rico, mas sim proteger meu patrimônio contra o estado.

    Por tudo isso, você dizer que BTC é "telexfree" é algo completamente descabido.

    Saudações.

  • Sideshow Bob  22/09/2017 19:04
    Não quis dizer que o bitcoin é um Telexfree, e sim que algumas pessoas estão tratando-o como tal.

    Por exemplo, dizendo aos quatro ventos que vai conseguir 10% de valorização por mês ad infinitum e se aposentar daqui 3 anos e viver da renda. Já vi gente propagandeando 50% de valorização ao mês garantida, o que obviamente mostra que a pessoa nunca abriu um Excel.

    Abraços.
  • Financista  22/09/2017 17:58
    Tomara que os governos mundo afora proíbam com leis inúteis a bitcoin e suas parentes, assim se transforma em um assunto delicado e exponha a nu onde a mão estatal é impossível de alcançar e assim dar o mínimo de liberdade para quem deseja transacionar sem o sistema financeiro estatal e o máximo de tripudiação para quem transaciona em moeda estatal inflacionada porque Renan Calheiros e cia assim desejam.
  • Eduardo Mendes  22/09/2017 18:20
    Mas as transações não são rastreáveis ?
  • anônimo  22/09/2017 19:00
    Não para terceiros. Só pra quem as fez.
  • Demolidor  23/09/2017 00:09
    Não diria isso não. É possível fazer auditoria no blockchain e rastreio das transferências.

    Cada carteira pode ter centenas de endereços e são todos anônimos, mas uma vez que você tenha feito uma transferência de uma exchange para um deles, é possível rastrear sim.

    Monero, Dash e Zcash foram moedas criadas para prevenir esse problema.
  • Empreendedor Pobre  22/09/2017 18:46
    Eu gostei muito desse artigo. Mas gostaria de falar sobre um assunto meio off topic.

    Eu abri recentemente uma pequena cafeteria na minha cidade e gostaria de saber administrar bem meu negócio. Um amigo me recomendou este site. Então gostaria de perguntar: Que livros vocês me recomendam para saber administrar meu pequeno negócio?

    Obrigado.
  • Pedro  22/09/2017 19:01
    De início, recomendo vivamente este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2738
  • Pobre Paulista  22/09/2017 19:42
    Desista antes que seja tarde: Como é empreender no Brasil
  • anônimo  23/09/2017 16:02
    Pra ser empreendedor no Bostil, precisa ser um verdadeiro herói.

    Como eu não sou, virei somente um especulador.

    Boa sorte na jornada.
  • Ranatto  25/10/2017 23:14
    A arte de pensar claramente.pdf (livro para executivos não cair em blefes)
  • Dúvida  22/09/2017 18:54
    Sou relativamente leigo em Bitcoin (entendo o básico, mas não os detalhes), e tenho uma dúvida: até que ponto o usuário do Bitcoin realmente está livre do sistema bancário?
  • Fernando  22/09/2017 19:00
    A partir do momento em que você adquire BTCs, você não mais precisa de recorrer a bancos, desde que as outras pessoas com quem você transaciona também aceitem BTC.

    Vou tentar exemplificar.

    Suponha que você tem R$ 200 mil na sua conta bancária e quer converter tudo para BTC. Você tem duas opções:

    1) Sacar todo dinheiro em espécie e repassar para alguém que esteja em sua presença física lhe vendendo BTCs (essa opção é totalmente improvável); ou

    2) Fazer uma TED para uma das várias exchanges (casas de câmbio) existentes. (Veja aqui a lista delas, e quais bancos fazem essas TEDs gratuitamente.) Esse é o procedimento mais comum.

    A partir do momento em que esta TED se concretiza, você não precisa usar bancos.

    Você converte os reais em BTCs e então envia os BTCs para uma wallet (carteira), a qual apenas você tem acesso e ninguém sabe que existe, muito menos o governo.

    Pronto, seu dinheiro (BTC) está armazenado e apenas você tem acesso a ele.

    E como você vai fazer transações econômicas a partir daí? Simples.

    a) Caso o vendedor aceite BTCs, então é fácil: você irá apenas transferir diretamente BTCs de sua carteira para a carteira do vendedor. Tudo pelo smartphone, sem usar bancos.

    b) Caso você precise de reais em espécie, você pode transferir BTCs a uma pessoa que esteja disposta a vender reais em espécie em troca de BTCs.

    c) Agora, caso a outra pessoa não use BTCs e exija um depósito bancário em reais, aí não tem jeito: você terá de enviar BTCs da sua carteira para uma exchange (veja a lista acima). Na exchange, você vai trocar BTCs por reais. E então vai enviar os reais para sua conta bancária e então transferir para o vendedor.

    Isso, obviamente, decorre exclusivamente do fato de a outra pessoa estar exigindo reais. Se ela exige reais, e quer reais depositados na conta bancária dela, então não tem jeito: você tem de recorrer ao sistema bancário. Não há como fazer mágica.

    Igualmente, se você recebe um salário em reais, e seu empregador quer lhe pagar via rede bancária, aí não tem jeito: você terá de manter uma conta bancária para receber estes reais (afinal, é assim que seu empregador quer). Porém, tão logo os reais caem em sua conta, você pode imediatamente transferi-lo para as exchanges, e reiniciar o processo.

    Observe que o problema todo não está no BTC, mas sim nas pessoas que só aceitam usar a moeda estatal. Aí não há mágica.

    Porém, se, por exemplo, houver uma cidade ou mesmo um país em que o uso de BTC seja generalizado (cada pessoa tem sua carteira), aí ninguém precisa de usar bancos. E nem mesmo as exchanges (casas de câmbio). É tudo direto: um transfere para outro via smartphone, sem ter de usar qualquer atravessador.

    O futuro será esse.
  • Polemizer  22/09/2017 19:26
    Libertário que insiste em ter moeda emitida por uma banco central monopolista escravizador é poser.
  • Dúvidas?  22/09/2017 19:34
    Se a quantidade de bitcoins se limitam a 21 milhões de moedas, esse seria o limite de sua oferta monetária?

    Outra dúvida...

    Além do BTC ter como característica a escassez e a quantidade que se limitará a 21 milhões de BTC, existem outras criptomoedas com a mesma característica?

    Obrigado
  • Pobre Paulista  22/09/2017 21:46
    1. sim

    2. sim
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  22/09/2017 22:02
    Qualquer tipo de medida que aumente o poder dos governos deve ser combatido pelos cidadãos.
  • João Girardi  22/09/2017 22:18
    Sou leigo se tratando desse tipo de assunto e tenho duas perguntas: por que o bitcoin é seguro? Não tem risco de ser hackeado? E além do bitcoin, que outras medidas eu poderia tomar para proteger meu dinheiro? Desde já agradeço.
  • Demolidor  23/09/2017 00:21
    Nunca aconteceu e, após 9 anos, é improvável que aconteça. O que ocorre é hacking de carteira e exchange, por isso você deve ter cuidado com seus fundos e chaves.

    No entanto, duas ressalvas (bastante técnica):

    1 - já é um problema conhecido que os algoritmos de hash do Bitcoin, Ripe-160 e SHA-256, podem ser quebrados por computadores quânticos com relativa facilidade. Por enquanto, estamos na infância dessa tecnologia. As máquinas existentes ainda não são tão poderosas e estão sendo empregadas para usos mais lucrativos. Isso certamente demandará uma atualização que, uma vez feita, resolverá o problema.

    2 - o Bitcoin e todas as criptomoedas baseadas em prova de trabalho podem sofrer um ataque de 51%. Ou seja, se 51% da rede estiver nas mãos de um único minerador, este pode gastar os mesmos fundos duas vezes ou invalidar algumas das últimas transações.

    São riscos muito remotos, mas existem.
  • Demolidor  23/09/2017 17:58
    Só vou colocar um adendo: num ataque de 51%, o minerador não pode criar mais bitcoins por bloco que o permitido pelo protocolo. Para reverter uma transação, ele precisa ser rápido, desfazendo-a antes de ir para um bloco. Quando este já estiver criado e propagado, não é possível eliminá-lo, do contrário seus blocos futuros seriam simplesmente descartados como inválidos pela rede. Ele não pode roubar bitcoins de ninguém. No máximo, vai poder negar algumas transações, mas nada realmente muito sério e que afete o passado ou mesmo cause grandes transtornos ao funcionamento da rede.

    Ou seja, há muito pouco ganho para um minerador que tome mais de 51% da rede Bitcoin, além de requerer um investimento extremamente massivo em poder computacional, caro até mesmo para governos. É muito, mas muito mais barato, simplesmente continuar minerando sem causar problemas para a rede como um todo.

    Agora pense no poder que governos emissores de moedas, "com 100% do hashrate" das suas fiduciais, têm: eles podem negar transações de qualquer um; com medidas judiciais ou simples decretos, dependendo do lugar, podem congelar e tomar os fundos de qualquer pessoa; podem emitir moeda à vontade, arriscando até mesmo a confiabilidade da mesma, porque podem forçar seus cidadãos a usá-la (Venezuela, no momento). No entanto, as pessoas ainda as utilizam.

    Por qualquer prisma que eu analise, o bitcoin é uma moeda com muito, mas muito melhores fundamentos que qualquer outra que utilizamos hoje. Não há como falsificá-la ou manipular sua taxa de inflação. A insegurança é somente nas bordas, na manipulação de mercado, no hacking de carteiras e exchanges (o real não é inseguro por causa dos batedores de carteira). E a segurança para os usuários só tende a melhorar.


    Para completar, há este artigo interessante do Zero Hedge.

    As perguntas são boas: uma moeda deflacionária vai fazer com que as pessoas parem de comprar comida porque o preço vai cair? Vão parar de andar de carro ou abastecê-los porque a gasolina estará mais barata em 6 meses? As pessoas param de comprar eletrônicos porque seus preços sempre caem? Não, são demandas inelásticas.

    Há até uma citação do BIS (suíço, um banco de ouro para bancos centrais, que divulga seus balanços em SDRs emitidos pelo FMI - não em dólares): a tendência é que, com a moeda deflacionando e o poder de compra da população aumentando, as pessoas passem, de fato, a consumir mais, não menos. Ou seja, comprarão carros mais caros, casas mais caras e maiores para morar, eletrônicos melhores, comerão em melhores restaurantes, enfim, tudo que estimula a "demanda agregada" de que os keynesianos tanto falam.

    O que aconteceria com uma moeda deflacionária é que haveria uma tendência a que os preços dos ativos não se inflacionasse tanto (e na saída de uma moeda inflacionária para uma deflacionária, caíssem. Isso aconteceu no Brasil, em certo grau, no começo do plano Real, não foi, Leandro?). Isso porque as pessoas não precisariam investir para se abrigar de uma perda de poder de compra futura, algo que ocorre continuamente em muitos países hoje. Ou seja, o que gera as bolhas são as pessoas continuamente fugindo de suas moedas fiduciárias, o que leva a investimentos que não dão retorno sólido em longo prazo.

    No curto prazo, contudo, advirto, bitcoin pode sofrer correções. É normal com algo que sobe rápido. Entra muito especulador que não entende bem em que está investindo, tem pânico ou quer realizar lucro, normal. Ainda não é muito usado também, então a volatilidade existe. Mas a tendência de longo prazo é para cima mesmo, encontrando-se com seus fundamentos, a menos que surja algo melhor ou que governos consigam, com sucesso, proibir seu uso.
  • Pobre Paulista  23/09/2017 20:44
    Não é isso, um ataque de 51% pode gerar transações falsas e registrá-las com sucesso no blockchain. Pode não apenas causar diversos ataques de double-spending como também pode roubar bitcoins para si.

    E há também o risco de fork da rede.

    Criptomoedas são o futuro, mas o BTC ainda é um experimento que deve ser acompanhado com cautela.
  • Demolidor  23/09/2017 23:15
    Na verdade não, Pobre Paulista. É muito menos. Tem no bitcoin wiki. Inclusive é descrito como "provavelmente não é um problema".

    Um atacante de 51% não pode criar bitcoins do nada, não pode criar bitcoins com mais blocos, não pode forjar transações de bitcoin de outras pessoas como sendo dele, não pode se apropriar de fundos que não lhe pertencem. Ou seja, pode muito pouco.

    O máximo que consegue é enviar uma transição para um terceiro e se recusar a colocá-la no bloco, deixando-a vencer e possibilitando enviar a transação para outra parte; também pode se negar a validar transações de outras pessoas, o que não é realmente muito provável.

    Caso ele consiga enviar transações e não validá-las (não pode gerar um bloco, pois se gerar, a transação está efetivada), ele conseguiria, em tese, realizar double spending. Mesmo assim, nenhum bitcoin foi criado. O destinatário da primeira transação verá que sua quantia não está em sua carteira.

    algumas discussões interessantes no reditt a respeito da adoção do segwit. Com os endereços do tipo "qualquer um pode gastar", mineradores poderiam se unir em cartel e se apropriar de fundos de terceiros, forjando endereços. Mesmo assim, cada transação teria de ser gerada novamente e validada e isso estaria essencialmente incompatível com os blocos gerados pela minoria dos minerados. Na verdade, seria um hard fork, pois dividiria a rede, essencialmente, em duas sequências incompatíveis. Poderia gerar uma confusão no princípio, mas dificilmente exchanges e gerenciadores de grandes wallets seguiriam a rede "dos ladrões". Também é muito improvável.
  • Demolidor  23/09/2017 23:36
    Só para adicionar: já ocorreu um ataque 51% na rede Reddcoin há muito tempo, uma rede com tempo menor de geração de bloco (1 minuto) e com muito menos hashpower (mais barata para atacar).

    Causou problemas, mas acabou mitigado.
  • Pobre Paulista  24/09/2017 01:39
    Obrigado pelo esclarecimento. No meu entendimento um ataque de 51% poderia sim gerar entradas "falsas" no blockchain, configurando assim "roubo" de moedas. Mas pelo que entendi, isso na prática seria um fork, que seria tratado da mesma maneira que na Reddcoin.
  • Demolidor  24/09/2017 22:26
    Estava me ocorrendo aqui uma preocupação, que se aplica a todas as criptomoedas baseadas em proof-of-work (POW).

    Imagine que algum governo queira derrubar o mercado de bitcoin. Ele investe massivamente em mineração para adquirir os 51%. Neste ínterim, começa a adquirir ordens de put em empresas envolvidas com bitcoin e ETFs, além de pré-vender seu hardware. Enquanto não chega a este ponto, vai vendendo seus bitcoins em trades automáticos, como quase todo minerador faz, de modo que tenha uma exposição mínima de seus fundos. A partir do momento em que estiver posicionado, lança o ataque. Obviamente não derruba a rede, mas lança uma confusão suficiente para derrubar o mercado, além de gerar um fork que tenderia a ser parecido com aquele que deu origem ao Ethereum e Ethereum Classic. Muito pouco provável, mas ainda assim, uma possibilidade.

    Neste sentido, eu concordo com o pessoal que defende o proof-of-stake (POS). Não é um algoritmo com provas matemáticas robustas como o POW, mas o consenso tende a deixá-lo bastante seguro. Além disso, ele estimula a poupança na própria moeda. Com sistemas de "forging" e "leasing", gera mais fundos quem tem mais posição na moeda, gerando uma menor pressão vendedora. Além disso, a moeda se parece com uma conta em banco, que vai sempre rendendo juros.

    No momento, o market cap das POS é muito pequeno. Os maiores, se não me engano, são NEO e Waves, ainda muito abaixo das POW. Mas vou te dizer, é bem interessante. Minha wallet com Waves tem um leasing para um pool e quase todo dia recebo Waves ou algum outro tipo de token. A maioria sequer chega a valer 1 centavo de dólar, mas às vezes recebo posições de dezenas de dólares em tokens. Tudo automático, sem eu ter que fazer nada, nem investir em hardware muito caro.
  • cmr  22/09/2017 22:49
    Eu estou minerando Ethereum na Genesis Mining, vamos ver no que isso vai dar.

    Já achei algumas migalhas de ETH.
  • anônimo  23/09/2017 01:42
    Há quanto tempo está minerando?
  • cmr  24/09/2017 00:54
    Umas duas semanas.
  • anônimo  23/09/2017 09:44
    Se eu quiser fazer um financiamento com Bitcoin.

    Alguém faz empréstimos em Bitcoin ?

  • We, the People  23/09/2017 10:53
    Essas crises políticas, institucionais e democráticas que estão ocorrendo em vários países, são causadas por governos que fazem o inverso do que as pessoas querem.

    As pessoas querem o respeito a propriedade privada, justiça, fim da violência, saúde básica, educação básica, combate a miséria, etc.

    Esse estado desenvolvimentista criou privilégios, desperdício, corrupção e expropriações completamente exageradas. As instituições que deveriam defender as pessoas, acabaram agredindo quem os sustenta.

    Foi uma facada nas costas do povo.

  • Renato  23/09/2017 18:20
    Mudando de assunto rapidinho.

    Vocês poderiam fazer um artigo sobre isso?

    https://www.truthdig.com/articles/japan-is-writing-off-nearly-half-its-national-debt-without-creating-inflation-we-could-too/

    Essa atitude do Governo japonês pode dar certo ou não?
  • Demolidor  23/09/2017 23:20
    Isso é uma pedalada fiscal que faria inveja a Dilma. A LRF brasileira proíbe explicitamente esse tipo de coisa.
  • Irving Fisher  23/09/2017 18:24
    terracoeconomico.com.br/matematica-no-mundo-da-economia

    Aprendam aí, amigos heterodoxos austríacos.
  • Joaquim Saad  23/09/2017 23:05
    Excelente artigo !

    A propósito de cripto-moedas, saibam os admiradores (como até então eu mesmo era) do "libertário" Sr. Peter Schiff, que seu EuroPacificBank simplesmente NEGA abertura de conta naquela instituição a estrangeiros (inclusive brasileiros) que em algum momento tenham operado BitCoins em seus próprios países (caso tais transações envolvendo bolsas de negociação daquele ativo digital apareçam nos extratos bancários solicitados previamente como parte da documentação exigida pelo EPB).
  • Ultra-Conservador  24/09/2017 13:03
    A m... toda já veio degringolando desde a guilhotinagem na França, mas a escalada pelo socialismo foi ampliada mundialmente.

    Acho que o século IXX foi marcado pela queda dos impérios e formação das repúblicas.

    Depois veio o século XX, onde os negros e as mulheres conquistaram direitos.

    Essas lutas por direitos realmente eram necessárias e sempre temos que tomar cuida com erros. Porém, essas lutas acabaram se transformando no direito a tudo. Se todos tem direito a tudo, ninguém tem direito a nada.

    O século XX foi marcado pelo assassinato de 100 milhões de pessoas por regimes socialistas, que supostamente querem defender o povo contra o poder financeiro.

    Falsas democracias foram criadas justamente para derrubar a liberadade do povo, que foi sonhada por séculos durante o imperialismo. Os socialistas conseguiram destruir coisas que eram sonhadas há mais de 300 anos atrás.

    Nós ainda estamos vivendo sob heranças malditas do socialismo do século XX, apesar dos métodos mudarem da luta armada pela doutrinação. Acho que eles perceberam que a luta armada não funcionou e matou gente demais.

    Enfim, a liberdade sonhada há 300 anos atrás está sendo bloqueada pelos comunistas. O imperialismo foi derrubado e agora aparecem esses comunistas safados.

  • Marcio  25/09/2017 13:22
    P/ comprar bitcoin é preciso ter conta num banco? Dá p/ comprar por boleto?
  • Henrique  25/09/2017 19:28
    Leia a resposta do leitor Fernando, lá em cima, em 22/09/2017 19:00.
  • Marcio  25/09/2017 13:25
    Vcs acham que TI é uma área boa?
  • Marcio  25/09/2017 13:26
    Vcs tem planos de fazer concurso público? Entre um emprego ruim no setor privado e um que pague bem e trabalhe pouco, qual vcs escolheriam?
  • Lindomar  25/09/2017 17:43
    Alguém sabe os motivos do DogeCoin não subir?

    Seria a oferta monetária muito alta?
  • Ana de Souza  26/09/2017 18:43
    Vejo que o tema Bitcoin está mesmo em alta pelo Brasil. Estou pesquisando a respeito, mas não posso dizer que entendendo perfeitamente como este mercado funciona. Só sei que, quando o assunto é dinheiro e investimentos, precisamos ser cautelosos antes de sair pulando de cabeça em todas as oportunidades que aparecem. Continuarei acompanhando as notícias sobre o assunto.
  • anônimo  26/09/2017 19:52
    Compre bitcoins e altcoins.
  • Jessica Oliveira  26/09/2017 20:33
    Considerar Bitcoin como um investimento, é meio perigoso. Uma "moeda" que surgiu há poucos anos, que virou moda e agora vale milhares de reais. Acho que já vi esse filme antes. Melhor se concentra em investimentos que realmente dão retorno, com CDL, LCI e Tesouro Direto. Esse site faz várias simulações de investimentos, pode ajudar nas decisões.
  • Emerson Luis  19/12/2017 10:04

    1 Não invista no que você não entende;

    2 Não critique o que você não compreende;

    3 Para compreender o que é uma moeda digital, primeiro você precisa entender o que é uma moeda. Muitos pensam que sabem só porque lidaram com uma ou mais a vida toda.

    * * *
  • Raul  07/01/2019 00:40
    Fiz um investimento no site bitcointree.club e obtive o retorno em alguns dias. Recomendo para todos, entrei na roda de novo e aguardando novo lucro. Boa sorte a todos.


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