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A desregulamentação econômica e o livre comércio resolveriam o problema fiscal do governo
Teoria e prática confirmam isso

A esmagadora maioria dos governos ocidentais está com um problema devastador: eles já alcançaram o limite suportável da tributação (alguns já até ultrapassaram, como o Brasil), mas seus custos não-discricionários, como os gastos com bem-estar social e previdência, estão acelerando.

Todos estão perfeitamente cientes disso, mas não encontram nenhuma solução. Ninguém quer cortar gastos nem com benefícios sociais nem com funcionalismo público, pois isso seria eleitoralmente fatal. Igualmente, uma reforma previdenciária abrangente é politicamente inviável. E não há mais espaço para elevar impostos; qualquer elevação irá apenas desacelerar a economia e, com isso, derrubar a arrecadação.

No entanto, a solução sempre existiu. Já foi aplicada antes e com grande sucesso. E só foi revertida porque houve uma grande mudança na ideologia predominante nos governos ocidentais. Nada impede que, hoje, esta solução volte à prática.

A solução é o livre comércio em conjunto com a desregulamentação econômica.

Um dos principais economistas do Reino Unido, Patrick Minford, publicou uma interessante monografia sobre o assunto, a qual — não inesperadamente — obteve pouca repercussão na mídia. Intitulado Trading on the Future, seu trabalho mostra os grandes benefícios fiscais que o governo do Reino Unido teria caso adotasse o livre comércio pleno pós-Brexit.

Sua constatação, na realidade, nada mais é do que uma mera questão de bom senso, algo que qualquer leigo inteligente — e que não tenha sido contaminado por ideologias e por viciados modelos macroeconômicos — é capaz de entender.

Como o protecionismo afeta a economia e, consequentemente, a arrecadação do governo

Tarifas de importação nada mais são do que um imposto aplicado aos produtos estrangeiros que chegam aos portos do país, o que eleva diretamente seu preço final. Com os bens estrangeiros mais pesadamente tributados, as indústrias nacionais têm mais espaço para cobrar mais caro por seus produtos (e não se preocuparem tanto com a qualidade destes).

Tendo de pagar mais caro por produtos nacionais de qualidade mais baixa, os consumidores nacionais ficam incapacitados de consumir mais e de investir mais. A restrição às importações cria reservas de mercado que fazem com que a capacidade de consumo e de investimento da população seja artificialmente reduzida. 

Com a capacidade de consumo e de investimento artificialmente reduzida, lucros e empregos diminuem por toda a economia. Empregos de baixa produtividade nas indústrias protegidas são mantidos à custa de empregos de maior produtividade em empresas que tiveram suas vendas reduzidas por causa da queda da capacidade de consumo e de investimento das pessoas. 

Adicionalmente, tarifas protecionistas também afetam as empresas domésticas que precisam importar bens de capital e maquinários modernos para incrementar sua produtividade. Tarifas as obrigam a pagar mais caro por seus insumos ou então a comprar insumos nacionais mais caros e de pior qualidade. 

Isso reduz sua produtividade e aumenta seus custos. Sendo menos produtivas e operando com custos maiores, sua capacidade de investimento futuro e de contratação de mão-de-obra também é afetada.

Sob este arranjo, toda a economia vai se tornando cada vez mais ineficiente. E tudo isso afeta a própria arrecadação do governo.

Como o livre comércio estimula a economia e, consequentemente, a arrecadação do governo

Já o livre comércio, o professor Minford argumenta, reduz os preços praticados dentro de uma economia, beneficiando os consumidores e consequentemente estimulando os investimentos e a criação de empregos.

Dado que, como dito, tarifas de importação nada mais são do que um imposto aplicado aos produtos estrangeiros que chegam aos portos do país, a abolição deste imposto imediatamente faz com que os preços dos bens estrangeiros caiam substantivamente.

Com preços menores dos produtos estrangeiros, todos os outros bens fabricados nacionalmente também terão de baratear para poder concorrer com os estrangeiros.

Neste cenário de preços mais baixos gerados pela maior concorrência, os consumidores nacionais ficam com mais dinheiro. Tendo acesso a produtos mais baratos, o total despendido com gastos em consumo diminui. Sobra mais dinheiro ao fim do mês.

Com mais dinheiro sobrando, as pessoas podem ou investir ou gastar mais em outros produtos e serviços. Se você gasta menos comprando bens importados mais baratos, sobra mais dinheiro para você gastar em outros setores da economia. E sobra mais dinheiro para você investir (mesmo que seja aplicando em um CDB de banco, pois esse dinheiro será emprestado para terceiros investirem) e, com isso, gerar empregos em outros setores.

Com mais investimento e com mais demanda em outros setores, emprego e produção crescem. 

Mas e os trabalhadores demitidos daquelas indústrias ineficientes que perderam mercado para os produtos importados?

Estes tornam imperativa uma desregulamentação econômica, a qual, ao tornar mais fácil o empreendedorismo e a criação de empregos, permite uma rápida realocação desta mão-de-obra.

Vale enfatizar que vivemos em um mundo de escassez, o que significa que nossas demandas de consumo jamais serão plenamente satisfeitas. Sendo assim, sempre haverá trabalho a ser feito para nos saciar. Sempre haverá bens e serviços a serem produzidos para atender nossas infinitas demandas. Sempre haverá a necessidade de satisfazer os infinitos desejos e necessidades dos consumidores. E, se esses consumidores têm agora mais dinheiro disponível para gastar em outros bens e serviços, saciar essa demanda irá necessariamente gerar mais empregos.

E isso não é apenas uma questão de teoria, não. A própria empiria confirma isso.

O quadro abaixo, elaborado pelo economista argentino Iván Carrino, mostra os países que têm a maior abertura comercial de acordo com a pontuação (de 0 a 100) — estabelecida pelo Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation — e a taxa de desemprego de cada um deles para o ano de 2015.

fig1.png

À exceção da Bulgária — que nunca foi um exemplo de país historicamente estável ou de economia livre —, a conclusão a partir dos dados é clara: o desemprego não tem nada a ver com a abertura econômica. Como mostram os 4 primeiros países, quanto mais aberto ao comércio, menor a taxa de desemprego.

(Artigo relacionado: Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?)

Sim, alguns empregos são destruídos pela concorrência estrangeira, mas estes são empregos, por definição, ineficientes. São empregos em indústrias que não demonstraram ser tão eficientes quanto as estrangeiras em prover bens de qualidade e mais baratos. Logo, são empregos que custam caro à sociedade.

Por causa do aumento da renda e da capacidade de consumo da população permitido pelas importações, estes empreendimentos ineficientes serão substituídos por empreendimentos eficientes em outros setores, os quais criarão agora empregos mais produtivos. Ao final, todos, até mesmo empregados demitidos por causa da concorrência estrangeira, ficam em melhor situação.

E tudo isso é benéfico para o governo do seu ponto de vista fiscal.

O sucesso do livre comércio unilateral

Toda a tese acima tem um precedente histórico.

Em meados do século XIX, o governo britânico revogou as Corn Laws (Leis dos Grãos; tarifas de importação para sustentar os preços do grão britânico doméstico contra os concorrentes estrangeiros) e, em seguida, aboliu todas as tarifas comerciais sem esperar que os outros países reduzissem as deles. Preços mais baixos para os alimentos fizeram com que os trabalhadores britânicos médios, em vez de trabalharem apenas para se alimentarem, ficassem com mais dinheiro sobrando para comprar outros bens.

Consequentemente, o padrão de vida do cidadão médio começou a melhorar substantivamente, e o emprego na indústria — e em todos os outros setores da economia — aumentou.

Atualmente, países como Suíça, Hong Kong e Cingapura adotam tarifa zero de importação. O Canadá tem uma tarifa média de 0,8%.

Esse é o argumento básico por trás da monografia do professor Minford. Não é necessário um modelo computacional para entender tudo isso. Uma economia mais dinâmica sempre gera mais receitas para os governos. Com efeito, historicamente, os governos sempre crescem em cima do dinamismo econômico. No caso específico do Reino Unido, o professor Minford estima que a adoção do livre comércio pleno após o Brexit, ainda que unilateral, irá gerar um aumento de 7,3% nas receitas tributárias. Isso resolveria todo o déficit fiscal do governo.

A resistência

A resistência ao livre comércio é essencialmente política. Grandes empresas e indústrias, em conjunto com os grandes sindicatos, fazem lobby junto ao governo exigindo protecionismo com o argumento de que tal política mantém empregos.

A verdade, obviamente, é que eles não querem enfrentar a concorrência.

Do ponto de vista deles, a medida até faz sentido. Afinal, se você tem uma fábrica que produz o mesmo que seu concorrente estrangeiro, mas tem de pagar todos os encargos sociais e trabalhistas, mais toda a carga tributária necessária para bancar um estado social-democrata, e está preso a um emaranhado de burocracia e regulações trabalhistas, a concorrência estrangeira mais eficiente e que não está submetida a estes custos certamente colocará você fora do ramo.

Consequentemente, não é difícil fazer os políticos restringirem o livre comércio e erigirem barreiras comerciais para proteger empregos. Os políticos ganham pontos perante esses setores (o que se traduz em contribuições de campanha), os empregos naquelas indústrias são mantidos (o que é bom perante a opinião pública), e não é necessário fazer nenhuma reforma tributária ou trabalhista.

E assim, todo este arranjo ineficiente se perpetua.

Por causa desta inércia, o capital está se tornando cada vez mais ineficiente em todas as economias ocidentais adeptas do estado de bem-estar social. Na Ásia, se a produção de uma determinada indústria não mais é desejada pelos consumidores, os trabalhadores são dispensados daquele setor, fazem um novo treinamento, e se mudam para outro setor, o qual está mais demandado pelos consumidores. A flexibilidade das leis trabalhistas faz com que a liberação de mão-de-obra e de recursos escassos para empregos mais produtivos seja rápida e eficiente.

Já nos países ocidentais social-democratas, tal arranjo sofre grande oposição. Se os produtos de uma determinada indústria não mais estão sendo comprados pelos consumidores, o governo passa a subsidiar sua produção. Em vez de tal indústria fechar e liberar mão-de-obra e recursos escassos para ser utilizados em outros setores mais demandados pelos consumidores, o governo faz de tudo para manter e perpetuar essa ineficiência.

Com isso, o rearranjo lucrativo do capital nas economias social-democratas está cada vez mais ineficiente.

Conclusão

Com o protecionismo, você consegue ver os empregos protegidos e os salários artificialmente elevados naquelas indústrias protegidas. Mas você não vê os empregos perdidos e a queda de salários naqueles outros setores da economia que tiveram sua demanda reduzida porque os consumidores tiveram de gastar mais dinheiro para adquirir os produtos daquelas indústrias protegidas.

O fim do protecionismo e a desregulamentação da economia trariam um dinamismo tão grande à economia, que até mesmo os problemas fiscais do governo seriam resolvidos. Teoria e prática confirmam isso.

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Diversos Autores

  • Arduíno  28/08/2017 14:56
    Para se ter uma ideia da potência do esbulho, este site tem uma calculadora que permite calcular, por estado, quanto você irá pagar de tributos ao importar um bem.

    www.tributado.net/

    Se você mora no Rio Grande do Sul e decidir importar um produto que custa US$ 1.000 (R$ 3.160) mais US$ 50 de frete, você pagará R$ 3.368 só de tributos, o que dá mais de 100% do preço do produto.

    O preço final total será de R$ 6.685.

    Obviamente, quase ninguém vai comprar.

    Ou seja, as indústrias nacionais, começando pela FIESP, estão sem nenhuma concorrência estrangeira.
  • Leandro  28/08/2017 15:11
    Por isso, é de crucial importância distinguir entre tarifas de importação com intuito protecionista e tarifas de importação com intuito arrecadatório. Uma é o exato oposto da outra.

    Uma tarifa com intuito protecionista é imposta exatamente para impedir que as pessoas importem. Se ela realmente lograr tal objetivo, a receita do governo será zero. Óbvio. Se o intuito do governo é desestimular as pessoas de importar -- e se as pessoas realmente não importarem --, então a arrecadação do governo com essa tarifa será zero. E ele não ligará, pois era isso o que ele queria.

    Já uma tarifa com intuito arracadatório existe, ao contrário, para trazer o máximo possível de receita para o governo. Ela não está ali para impedir as pessoas de importar; ao contrário, o governo está torcendo para que as pessoas importem o máximo possível, pois só assim ele terá muitas receitas.

    E se o governo exagerar na tarifa, então ela vira meramente protecionista, e a arrecadação do governo tenderá a zero -- exatamente o contrário do que ele almejava.

    As tarifas de importação do governo Sarney e do governo Dilma, por exemplo, eram meramente protecionistas. Assim com são as atuais sobre os automóveis estrangeiros. Já as vigentes nos países ricos -- excluindo aquelas específicas, como por exemplo as agrícolas na Europa e nos EUA -- são arrecadatórias.
  • Kelvin  28/08/2017 17:02
    E os EUA depois da vitória do Norte, por acaso não aplicaram tarifas protecionistas e impondo sua vontade aos sulistas?
    E os EUA com a expressão Big Agra? Por acaso não são protecionistas?

    Os neoliberais não aprendem mesmo. Vocês estão querendo transformar o Brasil numa Somália.
  • Leandro  28/08/2017 17:11
    O crescimento e a industrialização dos EUA começaram na década de 1820 com as ferrovias com locomotivas a vapor. E então vieram as estradas macadamizadas, assim chamadas em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam. Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew Carnegie.

    Tudo isso antes de 1860 (quando realmente houve elevação das tarifas de importação, que foi o estopim da Guerra Civil).

    Os estados americanos que mais se enriqueceram durante esse período anterior a 1860 foram os do nordeste. E o motivo é simples: os grandes industriais europeus aportaram lá, na Nova Inglaterra. Esse é um fenômeno que simplesmente não pode ser ignorado em qualquer análise econômica minimamente séria.

    E aí houve o inevitável: regiões industrializadas sempre viram protecionistas. Em 1860, o Congresso aprovou a Morrill Tariff, que elevou enormemente as tarifas sobre importações para proteger as indústrias do norte bem como seus altos salários, prejudicando severamente os estados do sul, que agora tinham de arcar com os altos custos de importação, mas que não tinham como repassar estes altos custos para seus preços, pois vendiam três quartos da sua produção para o mercado mundial. Vestuário, equipamentos agrícolas, maquinários e vários outros itens ficaram extremamente caros de se obter. O sul queria livre comércio porque também era a única maneira de exportar sua produção.

    Isso impulsionou os estados do sul se rebelaram. Aí deu-se origem àquela maravilha que foi a Guerra Civil Americana, com 600.000 mortos.

    (Recomendo este texto a respeito, que faz uma ótima compilação destes eventos.)

    Com a vitória do norte, tarifas protecionistas foram implantadas que vigoraram até o ano de 1900, caindo a partir dali).

    Como consequência dessa imposição tarifária e da destruição do livre comércio, o sul empobreceu (e, até hoje, é mais pobre do que o norte).

    Tarifas fizeram exatamente o que prometiam: protegeram (de 1865 a 1900) aquelas indústrias do nordeste americano que já estavam estabelecidas, e empobreceram o resto do país. E, de quebra, mataram 600.000 civis em uma guerra.


    Alguns detalhes:

    1) Até 1913, a única forma de o governo federal americano se financiar (a única forma que era permitida pela Constituição) era por meio de tarifas de importação. Ou seja,toda a carga tributária federal se resumia a tarifas de importação.

    2) A Morrill Tariff elevou progressivamente a tarifa de importação de 15% em 1860 para 44% em 1870. Foi uma década perdida para os EUA.

    A partir de 1870 a tarifa voltou a cair, chegando a 27% em 1880, a 15% em 1910 e a 7,7% em 1917.

    E vale um adendo importante: como os preços só caíam por causa da moeda forte (os EUA viviam o padrão-ouro), os preços nominais dos produtos importados também só caíam. Logo, os custos nominais dessas tarifas -- que já eram decrescentes -- caíam ainda mais.

    3) De resto, repito o que disse acima: é de crucial importância distinguir entre tarifas de importação com intuito protecionista e tarifas de importação com intuito arrecadatório. Uma é o exato oposto da outra.

    Uma tarifa com intuito protecionista é imposta exatamente para impedir que as pessoas importem. Se ela realmente lograr tal objetivo, a receita do governo será zero. Óbvio. Se o intuito do governo é desestimular as pessoas de importar -- e se as pessoas realmente não importarem --, então a arrecadação do governo com essa tarifa será zero. E ele não ligará, pois era isso o que ele queria.

    Já uma tarifa com intuito arracadatório existe, ao contrário, para trazer o máximo possível de receita para o governo. Ela não está ali para impedir as pessoas de importar; ao contrário, o governo está torcendo para que as pessoas importem o máximo possível, pois só assim ele terá muitas receitas. E se o governo exagerar na tarifa, então ela vira meramente protecionista, e a arrecadação do governo tenderá a zero -- exatamente o contrário do que ele almejava.

    Por uma questão de lógica simples, sabendo que o governo americano da época sobrevivia exclusivamente com as receitas dessas tarifas, então a conclusão lógica é que, à época (antes de 1860 e pós-1870), elas não tinham caráter protecionista. Se tivessem, o governo não teria receita.

    As tarifas de importação do governo Sarney e do governo Dilma, por exemplo, eram meramente protecionistas. Já as americanas eram arrecadatórias.

    E, ainda assim, eram mais baixas que as nossas atuais.

    4) Os EUA cresceram porque havia ampla liberdade de empreendimento e o governo federal era mínimo (excetuando o período Lincoln). Não havia regulamentações (ao menos, não como as de hoje), e o governo federal coletava impostos unicamente via tarifas sobre importados, pois esta era a única maneira permitida pela constituição.

    Excetuando-se o período da Guerra Civil, os EUA cresceram de 1820 a 1929. E, até 1913, como não havia um Fed, era um crescimento com queda de preços.

    Livre mercado e moeda-forte. Combinação que jamais deu errado.


    P.S.: de resto, vale lembrar que os EUA nem sequer foram citados no artigo acima, muito menos mencionados como exemplo para algo. Logo, sua afirmação soa como desespero.
  • anônimo  28/08/2017 19:29
    Leandro, explica pra ele porque a Somália é subdesenvolvida e o seu povo vive na miséria.
  • Tulio  28/08/2017 21:05
    Essa é fácil. Até eu sei. O que gera riqueza é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Sem isso, não há investimentos estrangeiros, que é o que traz crescimento para países pobres.

    Nenhum país da África tem isso, tampouco a Somália, tem essas características.
  • Matheus  29/08/2017 00:57
    Quais as consequências dessas reportagens?
    https://oglobo.globo.com/boa-viagem/brasileiros-querem-mais-companhias-aereas-atuando-no-pais-21757023
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,cai-tarifa-de-importacao-para-4-9-mil-produtos,70001940895
  • Jorge Soros  28/08/2017 20:26
    O governo brasileiro é tão parasita que não consegue mais decidir qual tarifa quer cobrar da população. Cobra com intuito protecionista e também arrecadatório e manda o dedo do meio pros brasileiros.
  • Aduaneiro  28/08/2017 22:05
    "Uma tarifa com intuito protecionista é imposta exatamente para impedir que as pessoas importem. Se ela realmente lograr tal objetivo, a receita do governo será zero. Óbvio. Se o intuito do governo é desestimular as pessoas de importar -- e se as pessoas realmente não importarem --, então a arrecadação do governo com essa tarifa será zero. E ele não ligará, pois era isso o que ele queria."

    Ah, isso funciona muito bem contado como uma piada. Fui pesquisar e descobri que isso é mais explícito do que parece. São os chamados tributos extrafiscais, que têm unicamente a função de restringir o comércio. E nem o ICMS ou o IPI escapam dessa classificação.

    Qual o sentido de manter impostos que provavelmente até prejudicam a arrecadação do governo? Emparvoecedor.
  • Jucimar   01/09/2017 08:39
    Carros importados terão livre entrada no país e sem sobretaxa
    Com o fim do Inovar-Auto em 31 de dezembro termina a cota de importação e o IPI majorado em 30 pontos percentuais
    Por Isadora Carvalho
    31 ago 2017, 19h10
    Não haverá mais limite de importação de modelos estrangeiros
    Não haverá mais limite de importação de modelos estrangeiros (APPA/Divulgação)
    A Organização Mundial do Comércio (OMC) deu um prazo de 90 dias para o Brasil suspender o Inovar-Auto, de acordo com relatório divulgado nessa quarta-feira, 30.

    A OMC considerou que o Inovar-Auto é um subsídio ilegal ao ferir as leis de livre comércio, afetando empresas estrangeiras de forma injusta.

    Com o fim desse regime automotivo, em 31 de dezembro deste ano as determinações do programa deverão ser extintas. Desde outubro de 2012, o Inovar-Auto definiu que cada marca só poderia importar 4.800 carros por ano.

    Até então, cada unidade que ultrapassasse esse limite seria sobretaxada em 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

    "A sobretaxação e as cotas de importação serão extintos na nova política automotiva, o Rota 2030. E assim garantiremos a isonomia tributária entre importadores e montadoras locais", afirma a especialista do setor, Leticia Costa, sócia-diretora da Prada Assessoria.

    A notícia deve ser comemorada por todos os consumidores de carros, pois, segundo especialistas do mercado, essa nova realidade irá contribuir para baixar os preços.

    Outra vantagem será o desembarque de novos modelos importados.

    Novos modelos a partir de 2018

    Estilo agressivo, com direito à versão GT
    Com a nova política, novo Picanto deve chegar em meados de 2018 (divulgação/Kia)
    Já estão certas para 2018 a nova geração do Picanto e as versões hatch e sedã do Rio. "Devemos trazer também um novo SUV compacto, o Optima GDI e o esportivo Stinger", afirma José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors.

    Sem a cota de importação, a JAC pretende se consolidar como uma marca focada em carros de grande porte. "Devemos começar a importar o T40 com câmbio CVT, uma picape média diesel 4×4, um SUV de grande porte, que devemos chamar de T70, e até um aventureiro de entrada, batizado de T20", diz Sergio Habib, presidente da JAC Motors.


    JAC T40 com câmbio CVT chega no primeiro trimestre de 2018 (JAC Motors/Divulgação)
    Ele salienta que a partir de janeiro a JAC poderá a voltar a competir no mercado como fez em 2011, antes da entrada do regime automotivo.

    Gandini, que também responde como presidente da Abeifa, associação das importadoras, afirmou em entrevista ao site AutoIndústria, que a perspectiva é dobrar a venda de importados no ano que vem e chegar a 60.000 unidades.

    "Todo o benefício concedido pelo Inovar-Auto ficou restrito às montadoras instaladas no país, mas agora todos os atores da cadeia produtiva serão considerados", diz Gandini.

  • Bernardo  01/09/2017 11:44
    Excelente notícia!
  • Maurício de Oliveira  28/08/2017 15:24
    A abertura comercial, concordo, é um dos instrumentos fundamentais ao crescimento econômico de uma nação. A conformação do estado, como o conhecemos nas democracias ocidentais deve ser um esteio ao estado de direito, à iniciativa privada (o empreendedorismo), o respeito aos contratos, a igualdade dos cidadãos frente às leis e assim por diante.

    E tudo isso tem que estar assentado em algo chamado educação, que forma pessoas e não apenas profissionais, mas cidadãos partícipes na construção de uma nação.

    Saber que tudo isso, esse pensar, ainda está tão longe dos próprios profissionais que passaram por uma academia, haja visto a alienação política de nossos concidadãos, a visão estatizante da sociedade, o esquerdismo oco, o estado babá, a regulação de nosso cotidiano, as agências reguladoras, a legislação trabalhista, a fiscal, a ambiental, e tome taxa que o governo resolve.

    Pergunto: que país estamos construindo, quando os políticos nos dão os instrumentos para o agigantamento do estado e a alienação da cidadania?
  • Lee Bertharian  28/08/2017 16:48
    Rearranjando as palavras: a educação deve vir DA FAMÍLIA, que forma pessoas pensantes e com princípios; o ensino deve formar sim apenas profissionais - de preferência SEM um planejamento central que visa exclusivamente a criar "cidadãos partícipes na construção" de um estado gigante.
    A "alienação política" seria desejável no sentido oposto à "exorbitante importância política" reinante em Pindorama: quanto mais ignorarmos (de preferência fiscalmente) esses homenzinhos políticos, menos precisaremos que eles "nos dêem instrumentos" ou "sejam um esteio" para qualquer coisa.

    Realmente vai demorar gerações até desencrustarmos o estatismo de nosso DNA...
  • Kaiowá  28/08/2017 15:27
    A lógica do livre mercado me parece bastante correta se considerarmos que todos os países produzem em condições de igualdade ou ao menos parecidas no que diz respeito a direitos trabalhistas. Porém, como aplicar a mesma lógica quando a China, por meio de um governo autoritário e ditatorial submete a sua imensa população a condições semi-escravas de trabalho? Evidente que nenhuma empresa nacional conseguirá competir com esses produtos.
  • Economista  28/08/2017 15:32
    Esse argumento do "trabalho semi-escravo da China" é um dos mais estapafúrdios imagináveis. Desde quando "trabalhadores semi-escravos" conseguem produzir bens de qualidade ao ponto de quebrarem todas as indústrias de um país? Aliás, de todos os países do mundo (já que o temor em relação aos chineses é mundial)?

    Esses chineses são realmente espetaculares. Trabalhando sob um chicote, conseguem produzir com mais competência e capricho do que trabalhadores que ganham altos salários no ABC.

    Se isso realmente ocorre, então, francamente, essa turma do ABC deveria sumir do mundo, nem que fosse de vergonha. Se um semi-escravo fizesse constantemente um serviço melhor que o meu, eu morreria de vergonha, ficaria quietinho no meu canto (com medo de alguém me ver), e jamais teria a cara de fazer qualquer exigência.

    Extrapolando, se toda a indústria do país conseguiu a façanha de ser quebrada por "semi-escravos", então ela realmente não tinha nada que existir. Era uma vergonha perante o mundo, e um constrangimento para nós.

    Outra coisa: se a população brasileira voluntariamente opta por comprar produtos baratos chineses em vez do lixo produzido pela FIESP, por que ela deve ser proibida disso?

    P.S.: na década de 1980, todo mundo tremia de medo dos japoneses. Todos diziam que o mundo seria dominado por grandes conglomerados japoneses. Hoje, ninguém nem lembra mais deles. Com os chineses será a mesma coisa.
  • Régis  28/08/2017 15:34
    O salário médio da indústria da China já supera o do Brasil e do México. Logo, esse argumento de que os chineses praticam "trabalho escravo" não mais se sustenta.
  • Constatação  28/08/2017 15:35
    É que o povo chinês ainda não cobrou a conta...
  • Roberto  28/08/2017 17:16
    Leia Bastiat, meu caro, em especial "A falácia da vidraça quebrada". Todo capital que antes era empregado numa indústria ineficiente agora passa a poder ser empregado para atender outras demandas dos consumidores. E sim, demandas para consumo existem, sempre existirão e jamais acabarão!

    Comprar produto importado mais barato irá, sim, gerar desemprego temporário naqueles indústrias ineficientes, os quais SERÃO RECRIADOS em outros setores tão mais rapidamente quanto mais o ambiente local for livre para entrada de novos empreendedores.

    O que não dá é empobrecer toda a população para manter a boa vida de poucas pessoas que estão nos setores protegidos. Pense na indústria automotiva, por exemplo.
  • Edson  29/08/2017 15:55
    Semi escravos com:
    - maior frota de veículos do mundo, com uma venda de carros mais de 3 vezes superior aos EUA
    - maior mercado privado de ouro do mundo

    A mão-de-obra chinesa se tornou tão cara para certos setores que a maior parte das fábricas têxteis migraram de regiões com Shenzhen e Guangdong para Vietnã, Laos, Filipinas, Camboja. Lá, talvez, você encontre alguns "semi escravos" em condições parecidas com os bolivianos em São Paulo que ficam desesperados quando libertados de seus "senhores".

    Fontes:
    www.daniel-allen.net/wp-content/uploads/2014/07/ITB_Aug_AsiaManufacturing_Jul71.pdf
    www.gold.org/supply-and-demand/chinas-gold-market-progress-prospects
    carsalesbase.com/china-car-sales-analysis-2016/
  • Igor  28/08/2017 15:51
    Tenho uma profissão regulada pelo estado, trabalho em uma indústria protegida, tenho um excelente salário, serviço garantido se fizer tudo direito e sempre que alguma empresa tenta importar equipamento semelhante o MDIC encaminha a solicitação para eu avaliar se vamos fabricar o item ou não, e só consegui entrar nessa porque durante a bonança dos 2000 os filhos dos bacanas queriam especular com imóveis e sobraram vagas para as pessoas comuns, agora que a coisa apertou aqui e nos concorrentes só entram filhos de amigos no esquema.

    Meu irmão caçula é 15 anos mais novo, mesmo muito inteligente e estudado só consegue subempregos informais, tem muita gente experiente disponível pra trabalhar, um garoto de 18 anos que entrou no mercado de trabalho numa crise dessas não está tendo 10% das oportunidades que tive.

    Esse artigo me ajudou a perceber como dentro da minha própria família as consequências de atos incautos de governos nos colocam em lados opostos, meu irmão estava com um plano de vender sucos rápidos na faculdade, vou ajudá-lo com capital e projeto, devolver um pouco do que o governo roubou dele e deu para mim.
  • Humberto  28/08/2017 16:59
    Prezado Igor, parabéns pela constatação e pela consciência. É bem por aí mesmo. Já que você não pode reverter o sistema (mesmo porque não foi você quem o criou), ao menos tente ajudar aqueles que foram prejudicados por ele.
  • Max Stirner  28/08/2017 15:57
    Eu tava aqui pensando com meus botões na tamanha contradição que esse site está inserido...

    vejam

    Para o capitalismo funcionar, a noção de PROPRIEDADE e afins, precisamos do DIREITO.

    É o Direito que vai modular a conduta dos agentes, vai estipular as regras, as garantias...

    E o Direito é o governo regulamentando...

    Como diria o filósofo Pondé : "o futuro da ética é a judicialização da vida. A ética "real", pouco a pouco, se torna um "mercado da ética", que enriquece advogados, juízes, procuradores, promotores e "assessores"."

    Ou seja...os burocratas.




  • Amante da Lógica   28/08/2017 16:24
    "Para o capitalismo funcionar, a noção de PROPRIEDADE e afins, precisamos do DIREITO."

    Correto.

    "É o Direito que vai modular a conduta dos agentes, vai estipular as regras, as garantias..."

    Correto.

    "E o Direito é o governo regulamentando..."

    Completamente errado. Aliás, não só errado como também incoerente.

    O Direito vem antes do Estado; e a propriedade privada originou o Direito

    O direito é uma ordem espontânea e não algo deliberadamente criado por "iluminados"

    A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica


    Se isso era tudo o que você tinha como prova de "contradição", então você se estrepou belamente.
  • Max Stirner  28/08/2017 16:50
    "Completamente errado. Aliás, não só errado como também incoerente.

    O Direito vem antes do Estado; e a propriedade privada originou o Direito

    O direito é uma ordem espontânea e não algo deliberadamente criado por "iluminados"

    A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica "


    Completamente errado não, rapaz...

    veja... o que você acha e o que artigos do IMB dizem acerca do Direito não mudam o FATO... não mudam a forma como o Direito funciona realmente.

    O Direito é o governo regulamentando...

    Passar por cima disso de forma infantil como você fez agora vai fazer com que vocês continuem no mesmo lugar de sempre, rodando em círculos... cometendo os mesmos erros.

    Se isso era tudo o que você tinha como prova de "contradição", então você se estrepou belamente.

    Não seja tolo...

  • Adriel  28/08/2017 22:41
    veja... o que você acha e o que artigos do IMB dizem acerca do Direito não mudam o FATO... não mudam a forma como o Direito funciona realmente.

    Ué, mas "como o Direito funciona realmente" é o que é amplamente criticado nos artigos linkados. Ao menos os leu?

    O Direito é o governo regulamentando...

    Qual o seu ponto? Nunca ouviu falar em regulamentação privada ? Essas empresas também são o Direito (seja lá o que quer que isso signifique!) ?

    Passar por cima disso de forma infantil como você fez agora vai fazer com que vocês continuem no mesmo lugar de sempre, rodando em círculos... cometendo os mesmos erros.

    Exatamente o que você fez ao nem os artigos, ou ler e não entender. Fica a recomendação para o artigo linkado aqui: leia-o todinho com as leituras recomendadas sobre empresas regulamentadoras, entenda e argumente coerentemente ao invés de "passar por cima disso de forma infantil como você fez agora".
  • Edson  29/08/2017 22:54
    Contraditório é o próprio Estado julgar disputas envolvendo a si mesmo.

    Por mais que os poderes sejam separados, a estrutura arrecadatória e, em conseqüência, a origem dos recursos para Executivo, Legislativo e Judiciário é a mesma. Não raro, os interesses do Estado são compartilhados entre os três poderes.

    O Estado pode até fazer algumas concessões e ter alguns juízes decidindo contra si, mas no geral este arranjo é desfavorável a quem está fora e contribui para o agigantamento do Estado.

    Ou seja. A realidade atual é contraditória.
  • Raskolnikov  28/08/2017 16:03
    "A esmagadora maioria dos governos ocidentais está com um problema devastador: eles já alcançaram o limite suportável da tributação (alguns já até ultrapassaram, como o Brasil), mas seus custos não-discricionários, como os gastos com bem-estar social e previdência, estão acelerando."

    É óbvio que aqui em banânia não teremos desregulamentação econômica e livre comércio.
    Dada esta situação, qual a outra "solução" que os governos adotam? Inflação.
    Os dados estão aí, trabalhem com eles. É só saber identificar as oportunidades e enriquecer com elas...
  • Andre  28/08/2017 16:25
    E tem cachorro grande falando isso também, começo a achar o desastre econômico brasileiro mais escancarado que nunca:

    www.valor.com.br/brasil/5096608/pais-tera-que-aumentar-imposto-diz-pessoa
  • Edson  30/08/2017 14:24
    Cachorro gigante também.

    m.jb.com.br/economia/noticias/2017/08/23/previsao-alarmante-de-ex-banqueiro-para-o-brasil-repercute-entre-economistas/

    Com Bolsonaro, Dória, Lula, Marina, Ciro ou quem quer que seja, em 2019 esse problema terá que ser tratado.

    Questão é como se dará o calote? Hard ou soft (inflação)?
  • Andre  30/08/2017 16:30
    As definições de pessimismo foram atualizadas com sucesso, isso me lembra muito a Argentina de 2001. Obrigado pela indicação.

    Voto pelo calote soft, este já temos bastante know how.
  • Leandro  30/08/2017 16:42
    Não visualizo o governo dando calote em seus títulos. Com efeito, não visualizo nenhum governo dando calote em seus títulos, pois isso inviabilizaria sua própria existência.

    Como já expliquei neste artigo, nenhum governo minimamente racional dá calote em seus títulos (nem mesmo o governo da Venezuela fez isso; o da Argentina deu o beiço nos credores estrangeiros, mas não nos nacionais). E o motivo é muito simples: hoje, os governos só conseguem se manter porque pegam dinheiro emprestado. Sem pegar dinheiro emprestado, os governos não fecham as contas. Sem dinheiro emprestado, não conseguiriam sequer honrar a folha de pagamento.

    Sendo assim, os governos precisam se endividar continuamente simplesmente para continuar funcionando.

    Ao darem um calote, os governos estariam fechando exatamente aquela fonte que lhes permite continuar funcionando. Estariam fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhes esteve disponível. Você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e permite fechar suas contas.

    Os governos farão de tudo, menos fechar a única coisa que os mantém funcionando.

    Sim, haverá calotes. Mas os calotes não serão nos títulos da dívida. Os calotes ocorrerão nas promessas assistencialistas feitas pelo governo e sobre aqueles grupos que têm menos poder político (aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo). Esses terão cortes em seus proventos. Mas antes disso ainda haverá cortes na saúde, na educação e em vários outros repasses, como abono salarial, bolsa-família etc. Haverá haircuts na previdência.

    No artigo linkado acima, do ano passado, fiz a seguinte previsão:

    "[...] haverá cortes na saúde, na educação e na cultura. Terá de haver. Assim como também terá de haver vendas de ativos. Haverá privatizações, mesmo que a contragosto. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas)."

    Isso já está acontecendo.

    O calote futuro será nas promessas assistencialistas feitas pelo governo. Não haverá nenhum calote da dívida, pois isso seria de uma burrice atroz e levaria o próprio governo ao fechamento.
  • Eustácio  30/08/2017 17:23
    Tomara que ocorra tudo isso e tomara que não seja o suficiente. Para enfim o governo começar a cortar os gordos gastos da burocracia. Só assim para isso ser possível ocorrer nesse país.
  • Edson  30/08/2017 17:27
    De certa forma, é alentador ler isso Leandro. Mas aumento de impostos e inflação não estariam descartados, estariam?
  • Empreendedor Frustrado  28/08/2017 17:00
    Estava procurando uma certa câmera reflex na internet, e deu assim:

    Ebay: U$ 300,00.
    BR: R$ 5.000

    Também já pensei em abrir um negócio focado na fabricação de clones de Arduino e shields em geral, alguns que eu projetei e não existem, embora haja uma demanda enorme, mas graças ao nosso glorioso, mais que soviético e draconiano imposto de importação de 60%+ICMS local, o capital inicial requerido para o meu negócio seria altíssimo, e olha que nem considerei as etapas burocráticas e registros que não tenho a mínima ideia do que precisaria ser feito para a coisa ser "legal".

    Como o negócio estaria iniciando, eu venderia os produtos com preços bem menores. De fato, se fosse possível importar tudo de Shenzhen sem impostos, mesmo com o câmbio no patamar atual, o custo individual seria irrisório, mas enfim.

    Sem essas amarras, eu poderia complementar a minha renda trabalhando para mim mesmo. O governo se intrometeu e quer ser o meu sócio de qualquer maneira.

    E cobra caro, muito caro por isso.

    Estatistas não fabricam, e se forem importar, pagam as taxas de boa fé "em nome da proteção da indústria nacional", e da destruição da iniciativa de quem queria começar a fazer dinheiro e vender produtos a preços mais realistas.

    Foda-se o Estado, porque desde que comecei a pesquisar sobre liberalismo, estou convicto como rocha de que contrabando é autodefesa.
  • Marcelo  28/08/2017 17:18
    Isso não é nada. O meu ramo, oftalmologia e optometria, é protegido para ninguém, pois não tem fabricantes nacional. Mas as tarifas de importação são violentas.

    Precisei comprar um oftalmoscopio wellch&allyn. Nos EUA, 300 dólares; aqui 3.200 reais.

    E não existe um mísero fabricante nacional. A proteção se dá para os fornecedores de peças de reposição da indústria de ótica.

    Um autorefrator que custa 2.500 dólares nos EUA chega a 35 mil reais no Brasil. Comprei o meu seminovo por 15 mil reais com um ano de uso de um amigo que fechou o consultório.

    Parece que o objetivo é lascar quem tem problemas de visão porque não vejo razão minimamente racional pra fazerem isso.
  • Realista  28/08/2017 19:20
    Desregulamentar é coisa de país pequeno, países grandes fazem isso aqui:

    https://www.publico.pt/2017/08/28/economia/noticia/danone-envia-5000-vacas-para-a-russia-para-combater-restricoes-na-importacao-1783627
  • Matheus  29/08/2017 00:53
    Realista

    Situação trágica e cômica ao mesmo tempo.
  • Luiz Moran  28/08/2017 19:52
    O Estado brasileiro é fascista em seu mais alto grau.

    Somente uma ruptura da sociedade através da prática incessante da desobediência civil, até que o último governante caia, poderá nos dar alguma chance.

    A elite governante, os empresários com boas conexões políticas, os parasitas burocratas, os sindicalistas, as ong's, a mídia vendida e seus jornalistas analfabetos e mentirosos, o MST, o MTST, e, os marajás do funcionalismo público, formam uma minoria dominante que suga e escraviza a maioria produtora.

    Somo maioria, só nos falta vergonha na cara, um pouco de organização e ação.

    Chega desse descalabro nefasto e pernicioso !
  • eugenio  29/08/2017 01:31
    SÓ QUE A POPULAÇÃO NEM SEQUER ENTENDE ISSO,
    COMO MUDAR se maioria nem aritmetica sabe direito,
    Sabem muito de futebol,samba,
    tampouco quer aprender e evoluir;
    como fazer mudança só com nem um por cento agindo?
    sonho,puro sonho...
    A escola sendo usada como maquina de implantar ideo]ogia socialista,e o eleitor vota em seminalfabeto que não reconhece o que é o alheio, e
    investe recursos escassos em outros paises,bilhões
    esquecendo saude educação no proprio pais.
  • Luiz Moran  30/08/2017 22:08
    Comece fazendo a sua parte, funciona, eu já consegui fazer vários petistas enxergarem a verdade e com isso aliviei as pobres almas desses ignorantes.

    Faça o mesmo, militância é isso, dá trabalho mas vale a pena.

    Boa sorte.
  • Skeptic  28/08/2017 20:29
    E o grande problema do Liberalismo/Libertarianismo está aí:

    Os responsáveis por essa mudança são os políticos e eles não tem grande interesses e vantagens por fazer isso.

    Alguns países conseguiram algo próximo disso mais por acaso do qualquer outra coisa, e nada está garantido.
  • Marcus Daniel  29/08/2017 13:22
    Apenas 0,1% da população brasileira tem a capacidade mental de entender esse texto. Por isso essas idéias não ganham apelo popular.

    É preciso um canal que facilite um entendimento disso através de vídeos desenhados e bem produzidos, para que o pobre lá do sertão possa comprar essa idéia.

    Se ficar só nesse micro-nichozinho aqui não dá em nada.
  • Anderson   29/08/2017 23:18
    Você pode ajudar a alargar esse "micro-nichozinho" se doar ao Instituto. Se não quiser doar, então não se meta a pregar de justiceiro social.
  • Felipe Lange S. B. S.  29/08/2017 23:25
    Isso é verdade, realmente algo precisa ser feito quanto à isso, uma versão libertária abrasileirada do PragerU. Não basta ter boas ideias, boas ideias precisam também de boas divulgações.
  • Felipe Lange S. B. S.  29/08/2017 23:42
    Não vão fazer isso, pelo menos não tão cedo aqui no Brasil.

    Os políticos daqui odeiam o mercado (historicamente aqui só teve protecionismo, um período um pouco melhor foi na década de 90 com o real forte e taxas de importação menores) e, claro, vai continuar uma relação amorosa com vagabundos como o pessoal da FIESP, CNI... fábrica da BMW sendo sustentada com dinheiro roubado vindo do BNDES (e exportando X1 barato para os estadunidenses, enquanto aqui custa de três até seis vezes para o consumidor brasileiro), carro que antes era importado e depois de nacionalizado perde itens e aumenta de preço (Leandro, como você exatamente explicaria isso? Não encontrei o seu comentário que tinha tal resposta).

    Para fazer algum tipo de reforma minimamente razoável aqui no Brasil, primeiro teriam de ou elaborar uma nova constituição ou tentarem mexer nessa, algo que os parasitas atuais não irão fazer pois é a bíblia intocada que os mantém no poder.

    O mais fácil seria cada federação se separar e virar um país independente.

  • Renato  30/08/2017 00:37
    A produção do carro foi nacionalizada, as peças passaram a ser de fornecedores nacionais (que agora contam com uma reserva de mercado), e o preço subiu?! Kkk, peça ao Ciro Gomes (a Dilma de Sobral) para explicar essa. Tô curioso pra ver como os nacionalistas protecionistas e anti-mercado explicariam isso.

    Agora, sabe por que isso aconteceu? Por causa do decreto de Guido Mantega e Dilma, de setembro de 2011, estipulando tarifas de importação de 35% pra carro importado (a qual não se aplicaria se a montadora estrangeira viesse pra cá).

    Aí a Nissan -- que não é boba nem nada -- viu que se viesse montar aqui teria uma reserva de mercado apetitosa. Poderia cobrar o que quisesse, pois os brasileiros simplesmente não teriam como comprar de fora.

    Dito e feito. O resultado taí. Todos pagamos muito mais caro pelo mesmo carro, mas pelo menos com um orgulho no peito. Afinal, os plásticos são nacionais.

    É incrível pensar como fomos governados por uma gente tão obtusa e ignara.
  • Felipe Lange S. B. S.  30/08/2017 02:27
    (era para o comentário ter saído fora da resposta, mas enfim...)

    Verdade, mas tem que levar em conta que mesmo no caso do Kicks (vinha do México, país com o qual o Brasil faz o aCUrdo comercial de livre CUmércio), existia uma cota de carros que podem ser vendidos daquele país, eles concluíram que nacionalizar aumentaria as vendas e teria o lucro garantido com a reserva de mercado. Uma cambada de vagabundos, toda essa quadrilha da Anfavea.

    Eu até acho que 35% não é o imposto total de importados, deve ter muita coisa oculta aí, porque o carro importado é muito caro e há vários outros custos ocultos... burocracia, taxas...

    Com a Argentina não existe a cota (o Cruze hoje é feito lá), mas praticamente nenhum carro de lá presta e só alguns gatos-pingados compram as porcarias que são feitas lá. Pode ver que, provavelmente com a ajuda do estrago econômico da Kirchner, o 308 da Peugeot está na mesma geração há mais de cinco anos (e ainda chegou com atraso em relação à Europa, quando chegou) e atualizar a sua geração provavelmente custaria muito e não iria compensar naquele país ainda caótico.
  • Funça Capitalista  29/08/2017 14:06
    Quando será que o estado brasileiro vai diminuir? Pelo visto a iniciativa não virá do governo. Tudo que o artigo trás faz sentido, porém obviamente nada disso será implementado pelo governo.
    Sou a favor de redução do estado, principalmente na economia, mas não sou a favor do estado zero, afinal, sou funça.
  • Francisco Matera  29/08/2017 16:44
    Na minha opinião nem ao céu nem ao inferno, o estado deve fiscalizar e coibir praticas desleais, ilegais ou que interfiram na livre concorrência. O mercado sem regras se transforma selva, no caos. Mas é evidente que o estado não deve e não é capaz de controlar de forma eficaz o mercado. Portanto o mercado deve ser livre para agir e inovar, mas o estado deve estar atento para corrigir distorções
  • Heráclito   29/08/2017 17:15
    Distorções? Como exatamente o estado corrige distorções? Aliás, como ele sequer reconhece uma distorção? E qual o mecanismo que ele tem para "corrigi-la"?

    Quem corrige distorções são exatamente empreendedores em busca do lucro. Se eu enxergo uma distorção no mercado, irei agir de acordo para lucrar em cima dela. E meu lucro irá atrair outros empreendedores igualmente interessados no lucro, o que fará com que qualquer eventual distorção seja rapidamente corrigida.

    Já quando o estado intervém, ele inevitavelmente cria ganhadores e perdedores, privilegiados é prejudicados. Nada garante mais a perpetuação de distorções do que as próprias regulações do estado.

    Apenas olhe a seu redor: quais são os mercados mais distorcidos que você conhece? Eles são livres ou regulados pelo estado?

    Cite um mercado que você considera distorcido e eu irei citar uma agência reguladora responsável por regulá-lo.
  • Realista  29/08/2017 17:33
    Cite uma única situação onde o mercado estava cometendo um erro e a intervenção estatal a corrigiu.
  • Edvaldo  29/08/2017 17:29
    Falar do imposto sobre produtos importados como medida protecionista é ir longe demais. Vou ser mais breve.

    Compra de mercadorias para Imobilizado (para quem não sabe, é quando uma empresa compra máquinas, veículos - por exemplo, para uso na empresa (na teoria)) fora do estado onde a empresa está estabelecida, ou seja, operações interestaduais, faz a empresa ser obrigada a recolher o famoso Diferencial de Alíquota. A alegação do Estado é de que fazendo assim, a empresa está deixando de recolher um imposto dentro do seu próprio Estado para dar ao Estado vizinho. O problema é que, as vezes dentro do seu próprio Estado não tem o fornecedor desse maquinário. Aì você é obrigado a pagar 10% de ICMS (dependendo do seu estado) além do valor já pago na Nota Fiscal.

    O buraco é bem mais embaixo do que aprece.
  • Juliano  29/08/2017 18:01
    Ué, não entendi. Você diz que chamar de protecionismo é "ir longe demais", mas aí logo em seguida mostra que a coisa é ainda muito pior do que um simples protecionismo. Foi má escolha de palavras?
  • Edvaldo  29/08/2017 18:57
    Juliano, talvez me equivoquei no uso das palavras. Quis dizer que não precisamos ir muito longe para encontrar medidas protecionistas nos impostos, basta olhar a relação do ICMS nas operações interestaduais. O longe que digo é ESTADO/ESTADO e PAIS/PAIS.

    Peço desculpas pela equívoco, espero ter esclarecido nessa resposta rs
  • Juliano  29/08/2017 19:26
    Ah, agora sim ficou mais claro. Obrigado pelo esclarecimento. Abraço cordial.
  • Dan Nobumi  29/08/2017 20:23
    Não, péra... o IMB tá ensinando os governos a arrecadar mais imposto? É isso mesmo?
  • Stulbach  29/08/2017 20:50
    Defende a liberação da economia e o livre comércio pleno.

    Aumento da arrecadação -- que é o objetivo do governo (que infelizmente existe e não será abolido amanhã) -- seria uma consequência inevitável disso.

    Você é contra? Prefere o aumento direto de impostos e a manutenção da economia amarrada? Se sim, sem problemas, mas apenas tenha a hombridade de falar abertamente.
  • Edvaldo  29/08/2017 23:11
    Bem colocado, meu caro.

    Com a liberação do livre mercado, o aumento na arrecadação de impostos seria inevitável ao longo prazo. Hoje a arrecadação é baixa devida a necessidade de sonegação em grande escala para, ao menos, dar a sensação de viver, e não apenas sobreviver. Com a abertura do mercado, tornando ele mais competitivo, a arrecadação de impostos provavelmente melhoraria na relação CUSTO ESTADO/ARRECADAÇÃO.
  • Dan Nobumi  30/08/2017 20:58
    Como é que eu vou ser a favor do aumento de impostos se foi justamente isso que me incomodou no artigo?

    Por outro lado, aumento de impostos pode ser bom, sim. Estimula a cultura da sonegação.
  • Edvaldo  31/08/2017 19:00
    As alíquotas iriam diminuir, mas o valor nem tanto. Por conta da redução de sonegação. Diminuiria devido a menor necessidade de custear o estado, já que ele diminuiria a participação no dia-a-dia da população.
  • Eduardo  30/08/2017 22:15
    Leandro, poderíamos retornar ao padrão ouro utilizando o mesmo plano econômico desenvolvido por Ludwig Erhard ? Ou seja substituiríamos a base monetária atual por outra moeda, só que atrelada ao padrão ouro.

    Por exemplo, os EUA tem algo em torno de 8 mil toneladas de ouro, se não me engano, então se emitiria uma nova moeda lastreada nessas 8 mil toneladas de ouro, que substituiria os dólares em circulação, alem de se proibir a reserva fracionaria.

    Sei que isso iria gerar uma falência generalizada do sistema(empresas,estado de bem estar e etc), que é completamente viciado e dependente de credito barato, mas acredito que é uma solução viável,porem brutal.

    Para mitigar os problemas gerado e acelerar a recuperação poderia-se abolir todo sistema regulatório estatal(finanças,leis trabalhistas,justiça estatal), além de privatizar todas as estatais.

  • Matheus  01/09/2017 02:04
    Também me pego nessa questão.
    Mas o que importa não é a quantidade de ouro a se lastrear e sim o preço desse ouro.
    Posso estar falando bobagem, por isso precisa da intervenção de alguém para nos explicar como se daria a aplicação de um padrão-ouro.
  • Leandro  01/09/2017 11:51
    Se fosse para fazer isso, eu preferiria este método:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
  • Igor  01/09/2017 02:43
    Existe alguma diferença no processo econômico entre duas nações, uma com uma população pequena e a outra gigantesca?
    Um pergunta referente a isso, a nação com população pequena tende a ser mais rica no curto prazo, enquanto a gigantesca rica no longo prazo? Tipo a China e Singapura, se ambas as nações tivessem o mesmo tipo de liberdade econômica, seria possível ambas se tornarem semelhantes(renda per capita, IDH...) mesmo com a absoluta diferença de população?

  • Hans  01/09/2017 11:48
    De um lado, quanto maior a população, mais rica tem que ser a economia, pois há muito mais pessoas produzindo.

    De outro, quanto menor a população, mais rápido todos podem usufruir da riqueza criada. As pequenas dimensões territoriais fazem com que o processo de externalização da riqueza de um ponto geográfico a outro seja mais rápida.

    Agora, humilhante mesmo é países pequenos terem PIBs maiores que países grandes com alta população. Por exemplo, Alemanha, Japão e Itália baterem Brasil e Índia.
  • Realista  01/09/2017 12:54
    Não. Não existe mágica em economia. Não existe atalho fácil e indolor para o crescimento e o enriquecimento. Como sempre dito aqui, o que gera riqueza e crescimento econômico é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população, respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Todos os países que aplicaram tais regras durante 2 gerações seguidas se tornaram ricos, grandes ou pequenos, populosos ou escassamente povoados, nem a geografia e vizinhos bagunçados são capazes de deter o progresso sob tais circunstâncias, a longínqua e então próspera Buenos Aires dos 1900 pagava salários tão altos aos imigrantes quanto Nova York.

    Se há facilidade por ser pequeno seu efeito é marginal, como comparar o alto GDP per capita de Itália e Espanha com os altíssimos ingressos dos países nórdicos.

  • Emerson Luis  03/09/2017 12:26

    Quem realmente se importa com os mais pobres e se informa (pelo menos minimamente) bem defende o livre comércio e a liberdade econômica de modo geral.

    Também defende as privatizações, a desestatização e a desburocratização.

    * * *
  • Paulo Henrique  20/01/2018 00:31
    Sendo o governo um dos maiores consumidores do Brasil (quase metade do pib), e o Brasil sendo uma das economias mais fechadas do mundo, não esta tendo uma pressão monstruosa nos preços internos da economia? Uma simples abertura comercial levaria a um aumento de bens e serviços ao próprio governo, o que por sua vez, levaria a uma menor pressão nos recursos internos do país?

    Ou até mesmo preços melhores para o consumo do governo (o carro que a prefeitura compra é sobre preço interno sem concorrencia)

    Pensei nisso ao debater com um defensor do protecionismo. Estou certo ao afirmar que menor preços sobre os bens consumido peço governo ajudaria a reduzir o deficit fiscal?


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