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A violência em Charlottesville e a ascensão neonazista
E a fonte ideológica destas pessoas

Em qualquer país, a vasta maioria da população não tem nenhum interesse em conflitos de rua envolvendo grupos ideologicamente diferentes. As pessoas já têm muitos problemas com os quais se preocupar, como contas a pagar, criar os filhos, pagar planos de saúde, e manter o padrão de vida sob as contínuas dificuldades do cotidiano, de modo que tudo o que elas querem é que esses desajustados sumam.

Por isso, é claro que as pessoas normais ficaram perplexas com as cenas ocorridas nas ruas de Charlottesville — uma pitoresca cidadezinha no estado americano da Virginia, com uma universidade fundada por Thomas Jefferson —, que foram tomadas por aproximadamente 500 neonazistas gritando "os judeus não irão tomar nosso lugar!".

O que vimos nos vídeos e nas reportagens (veja pelo menos os três primeiros minutos deste vídeo) foi algo apavorante: um grupo de supremacistas que mais se parecia com uma perigosa força paramilitar, oriundo de todos os cantos do EUA (nenhum integrante da própria cidade), com uma visão de mundo que remetia ao período da Segunda Guerra Mundial, carregando tochas, bandeiras e insígnias de estilo nazista, e gritando slogans racistas e anti-semitas.

Era uma marcha completamente diferente de qualquer outra coisa já vista no país. Não tinha absolutamente nada de semelhante com nenhuma manifestação do Tea Party. Foi algo totalmente atípico e verdadeiramente aterrorizante para os residentes daquela idílica cidade.

Em si, o movimento era completamente avesso aos valores americanos, repleto de ódio, contrário às normas do comportamento civilizado, verdadeiramente perigoso para a ordem pública, e de estranha origem estrangeira. Não havia nada de liberdade de expressão naquilo tudo; era apenas um grupo de pessoas fazendo ameaças. Não se tratava de pessoas querendo liberdade, mas sim exigindo poder. Não se tratava de uma marcha sobre direitos humanos, mas sim uma marcha fazendo ameaças a terceiros e exigindo poderes totalitários.

Em outras palavras, foi algo abertamente deplorável. Na prática, representou a saída do armário de uma ideologia que até então subsistia apenas nas franjas da internet, tornando-se agora mundialmente conhecida.

As principais consequências práticas de toda essa manifestação explícita de neonazismo serão um aumento da vigilância governamental sobre todo e qualquer grupo que venha a ser considerado (arbitrariamente ou não) uma ameaça à ordem pública, mais monitoramentos das comunicações online, e mais restrições às organizações de cunho político — tudo em reação às cenas ocorridas, e contando com a aprovação de um público compreensivelmente assustado.

São exatamente eventos como este que fazem as pessoas perderem suas liberdades básicas. Se os participantes desta marcha neonazista realmente acreditavam estar lutando pela liberdade, conseguiram exatamente o oposto. Mas também há o seguinte: grupos como estes prosperam com o vitimismo. Eles nunca desaparecem, especialmente este, pois boa parte de seu etos se resume a uma apologia ao coitadismo, dizendo o quanto as suas demandas foram suprimidas e oprimidas por todos. Torne-os vítimas e eles prosperarão ainda mais.

A mentalidade grupal

É difícil de ver e doloroso de ouvir. Mas essa gente não desaparecerá tão cedo. Para pessoas cujas cabeças estão repletas de uma ideologia violenta, o que aconteceu até agora (3 mortos e 20 feridos) ainda não é o bastante. Elas imaginam que com suas marchas, suas bandeiras, seus uniformes, seus slogans, seus cantos e seus gritos irão fazer com que a história dramaticamente mude a seu favor e contra as pessoas que eles odeiam (majoritariamente, negros e judeus).

O que realmente causa essas coisas? É um erro dizer que são apenas "pessoas ruins". Não se trata apenas de "pessoas ruins", mas sim de idéias ruins. Idéias ruins são como vírus que entram no cérebro e fazem pessoas imaginar coisas que não existem. É como uma doença que a pessoa nem sabe que tem. Faz a pessoa fervilhar de ódio por nenhum motivo aparente, desejar o extermínio de pessoas que jamais fizeram nada de errado, e imaginar que batalhas sociais — que têm zero chance de ser bem-sucedidas — trarão resultados positivos para elas.

A implausibilidade de suas idéias é mascarada por uma psicologia de grupo. São pessoas que formam grupos compostos exclusivamente por indivíduos que pensam exatamente igual e que incitam uns aos outros a ter os mesmos ressentimentos em relação a terceiros e a sonhar com novos poderes que conseguirão adquirir caso ajam agressivamente, impetuosamente e com determinação. Eles evocam os "culpados de sempre" (negros, judeus, mulheres, gays) e passam a acreditar que a única solução para as suas aflições (como dito, são pessoas inerentemente vitimistas) é destruir todos esses culpados por meio de uma grande insurreição, após a qual eles assumirão o poder e governarão para sempre.

Sim, parece insano. Mas se há algo que a história sempre demonstrou é que nenhuma ideia é insana demais para ser descartada por um grupo infectado pelo desejo de mandar. Qualquer meio para se alcançar este fim serve.

As raízes ideológicas

Com efeito, tudo o que já aconteceu até agora, com uma real destruição de vidas e propriedade, já foi muito além da política convencional, e pressagia algo verdadeiramente terrível do passado, algo que muitos de nós imaginávamos que não mais se repetiria.

Boa parte da mídia relata que tudo começou com uma desavença sobre o destino de uma estátua do general Robert E. Lee, que comandou os confederados durante a Guerra Civil americana. A estátua está localizada no centro de Charlotesville e a câmara de vereadores aprovou sua derrubada. Os neonazistas não teriam gostado disso e teriam ido para lá para protestar, com tudo terminando em violência.

Mas a realidade é que essa questão da estátua foi apenas um pretexto, e se tornou uma forma de desviar a atenção em relação à real motivação de tudo.

O que realmente aconteceu foi uma explosiva expressão de uma ideia que já vinha sendo fermentada há um bom tempo, e que foi transformada em um movimento maligno que já vinha ganhando tração nos subterrâneos. Após o fim da Segunda Guerra, quase todo mundo imaginava que a ideologia nazista estava extinta da terra e que a única ideia totalitária que ainda trazia ameaças à liberdade era o comunismo. Isso pode até ter sido verdade por algumas décadas, mas as coisas começaram a mudar na década de 1990, quando novas e violentas tendências estatistas começaram a surgir.

Nos últimos dois anos, escrevi copiosamente sobre a história mais profunda destas violentas tendências estatistas, as quais podem ser alternadamente descritas como nazismo, fascismo, direita alternativa, supremacia branca, nacionalismo branco e, o meu preferido (criado por Ludwig von Mises), hegelianismo de direita.

Analisei as obras de pessoas como Johann Fichte, Friedrich List, Houston Stewart Chamberlain, Thomas Carlyle, John Ruskin, Charles Davenport, Oswald Spengler, Carl Schmitt, Julius Evola, Giovanni Gentile e outros (vários de meus escritos sobre essas pessoas podem ser encontrados aqui). Todas essas idéias já existiam muito antes de Hitler e dos nazistas — e causaram enormes estragos no mundo muito antes do Holocausto — e continuam existindo muito depois deles.

Sim, é bem verdade que provavelmente nenhum daqueles criminosos em Charlotesville tenha lido esses pensadores. Sendo assim, como podemos atribuir alguma culpa a eles?

O problema é que idéias são estranhamente mágicas, como um DNA espiritual que viaja no tempo, movendo-se de cérebro para cérebro como uma mutação genética, e tão imprevisível quanto. Keynes estava certo ao dizer que a maioria dos políticos é escrava de algum economista defunto; da mesma maneira, aqueles violentos baderneiros são escravos de algum filósofo defunto que odiava a ascensão de uma liberdade universal ao redor do mundo durante o século XIX, e que estava determinado a refreá-la.

Ao mesmo tempo, é necessário haver algum canal de transmissão para as idéias. Os líderes deste movimento servem bem ao propósito, mas há uma raiz mais profunda.

Sempre fui extremamente relutante em mencionar aquele que pode ser o mais influente tratado neonazista da história, e que certamente está por trás da ascensão deste violento movimento nas décadas mais recentes. No entanto, considerando-se os últimos acontecimentos, chegou a hora. O livro se chama The Turner Diaries, escrito por "Andrew McDonald", que na verdade era apenas um pseudônimo para William L. Pierce, um brilhante cientista cuja mente foi completamente infectada pela ideologia nazista exatamente por ele ter sido um voraz leitor dos autores acima mencionados.

Recomendo ferrenhamente não ler este livro. Uma vez lido, é impossível esquecê-lo. Não dá para apagá-lo de sua mente. Este livro se tornou a bíblia dos neonazistas. Lembro-me vivamente da primeira vez que o li. Foi uma experiência aterrorizante, a qual me abalou profundamente. Foi ali que comecei a perceber a nova tarefa que nos esperava: combater este horror com cada joule de nossa energia intelectual.

O livro, que é uma história de ficção, narra o surgimento de uma pequena junta de nacionalistas brancos que decide reverter o curso da história mundial por meio de uma série de assassinatos, começando com judeus, depois indo para os negros, depois para os comunistas, depois para os comerciantes e empreendedores e, então, inevitavelmente, para os libertários (sim, eles também nos odeiam).

O que você aprende no livro é que este movimento é absolutamente socialista, só que de uma maneira distinta do típico socialismo de esquerda. Eles não são camisas vermelhas, mas sim camisas marrons. Logo, eles têm uma agenda diferente. A luta deles não é a luta de classes, mas sim a luta de raças, a luta de religião, a luta de gêneros, e a luta pela identidade nacional. O que é totalmente explícito é que se trata de um movimento coletivista, anti-mercado, anti-libertário e estatizante até o âmago. 

E o que ocorre no livro? A junta insufla as massas a ficar do seu lado por meio de um crescente banho de sangue, adquire o controle do governo, estabelece um estado socialista responsável por planejar centralizadamente a economia, assume o controle de todo o estoque nuclear do mundo e então dizima todos os não-brancos do mundo.

Desculpe o spoiler.

O código genético

Não é segredo nenhum que este livro sempre foi o manifesto que converte, agrega e norteia os neonazistas. O verbete da Wikipéedia traz várias fontes a respeito.

Sendo assim, por que alguém criaria todo um movimento baseado nas ideias de um livro tão horrendo? De novo, a mente humana é capaz de imaginar coisas terríveis, e aquilo que imaginamos ser verdade influencia ações. Idéias têm consequências. Uma pessoa que tenha acompanhado a transmissão dessas idéias ao longo das últimas décadas consegue ver para onde tudo isso pode ir.

O que acontece agora? De um lado, um robusto movimento de esquerda está explorando esses acontecimentos com o intuito de contra-balançar essa crescente ameaça neonazista, a qual eles atribuem à ascensão da "direita". De outro, há um governo pronto para explorar o conflito entre esses dois grupos estatistas para atacar ainda mais nossas liberdades. Trata-se da tempestade perfeita.

Nossa tarefa

E é exatamente por isso que é tão importante que nós libertários falemos abertamente a verdade, e com convicção e coragem. Simplesmente não podermos permitir que a esquerda seja a única voz ideológica de oposição a isso.

Sendo assim, o que fazer? A resposta jaz na fonte do problema. Toda a bagunça começou com idéias ruins. O único meio disponível — e é o mais poderoso de todos — é combater idéias ruins com idéias boas. Todos nós temos de nos atirar, e com grande empenho, nesta batalha intelectual, desmascarando esse inimigo.

E quais são essas boas idéias? O progresso dos últimos 500 anos nos mostra exatamente quais são: harmonia social, direitos humanos (cada indivíduo tem o direito de que não retirem sua vida, sua liberdade e sua propriedade honestamente adquirida), aspiração a uma dignidade universal, a economia de mercado como um meio para a paz e a prosperidade, a convicção de que todos nós podemos cooperar visando a uma vantagem mútua, e, acima de tudo, a beleza e a magnificência da própria ideia da liberdade.

Todos os que veneram a paz, a prosperidade e o progresso humano não devem se desesperar, mas sim se dedicar com ainda mais afinco à missão de substituir idéias ruins pelas boas. Nossos antecessores nesta missão tinham chances muito menores que as nossas, e ainda assim prevaleceram. E eram numericamente muito menores do que nós.

Iremos prevalecer também, desde que pensemos, falemos e atuemos com coragem e convicção em prol de tudo aquilo que é verdadeiro. É assim que este ciclo de violência envolvendo rótulos (fascismo e socialismo, nazismo e comunismo, direita e esquerda) será derrotado e substituído.

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Leia também:

Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Carlos Alberto  20/08/2017 16:49
    Eu queria ter a honra de passar todos os artigos do IMB para vídeos. Sempre colocarei o site na descrição dos vídeos, Se acharem a ideia interessante - responda esse comentário :D. Com Prazer, Um grande fã da IMB.
  • Matheus Almeida  20/08/2017 20:47
    Sim, seria de grande ajuda.
  • Helio  21/08/2017 00:21
    Grande ideia!
  • Galbetti  21/08/2017 12:23
    Hélio, dá uma chance para o cara!
    É o poder de uma ideia para divulgar várias ideias boas!
    Abraço e boa semana!

  • Glaucio Israel   21/08/2017 10:33
    Boa !!
  • Guilherme  20/08/2017 17:06
    Acho, porém, que o que muitos estão ignorando é o fato de que a ascensão dessa "direita alternativa" se deu por conta do aumento desenfreado da atuação de grupos radicais de esquerda, como Black Lives Matter e AntiiFa, com o apoio da mídia tradicional e de políticos importantes, como o então presidente Barack Obama.
    As ideias que esses grupos defendem são tão radicais e nocivas quanto as desses imbecis neo-nazistas, mas não ficam explícitas nos noticiários tradicionais.
  • L Fernando  20/08/2017 17:44
    Não conheço a politica desta cidade, mas acho interessante em saber porque os vereadores não fizeram esta proposta no governo do Barach Obama.

    O texto em si ficou de dificil entendimento, isto é, as causas do conflito.
  • Anthony  20/08/2017 21:00
    As causas? Estão lá no vídeo, com os próprios integrantes do movimento nazista falando tudo.

    Os caras chegaram marchando e gritando slogans racistas e fazendo ameaças de morte.

    A população da cidade -- formada por pessoas normais que não são obrigadas a reagir com indiferença ao ver sua cidade sendo tomada por um desfile de nazistas ameaçando a ordem pública e fazendo ameaças de morte -- começou a gritar exigindo a saída deles.

    Aí um carro dirigido por um neonazista saiu fazendo strike (exatamente como fazem os terroristas muçulmanos na Europa), atropelando e jogando vários negros pro ar, inclusive mulheres (tudo isso está no vídeo).

    No final, nada disso teve absolutamente nada a ver com estátuas. A estátua foi só uma desculpe para o encontro do grupo.
  • Pobre Paulista  20/08/2017 19:10
    Sim, exato. Lei de Newton para movimentos sociais: Toda ação causa uma reação de mesma intensidade em sentido contrário.

    E por mim, podem todos se matar à vontade.
  • Roberto  20/08/2017 20:27
    Esses grupos todos que você citou, como sendo antagônicos, na verdade trabalham para o mesmo patrão.
    George Soros quem finacia toda essa baderna desses grupos neo-nazis para com isso acusar o governo Trump de estar se inclinando para a extrema direita e assim abatê-lo com mais facilidade.
  • Leopoldo Ribeiro  20/08/2017 21:27
    Sim.

    E, aliás, ambos os lados -- neonazistas e progressistas -- são formados por derrotados e fracassados. Uma gente que não consegue se impor pelo talento e pela competência em bem servir aos outros no mercado. E que por isso descarrega suas frustrações em terceiros, dizendo que os outros é que são os culpados por eles serem uns completos fracassados.

    Para um esquerdista progressista, o responsável por ele ser um fracassado na vida são o sistema capitalista, o machismo, o preconceito, a heteronormatividade, a propriedade privada, e a "insensibilidade" das pessoas.

    Para um neonazista, o responsável por ele ser um fracassado são os judeus, os negros, as mulheres, os gays, os árabes, os imigrantes e qualquer outra coisa não-ariana.

    Dois grupos de derrotados que poderiam perfeitamente se unir num beijo da morte.
  • Ricardo  22/08/2017 22:08
    Excelente comentário
  • Pedro  20/08/2017 20:10
    Absolutamente ridículo o instituto mises entrando nessa onda da ditadura do politicamente correto.

    Como já dito aqui, esses neo-nazistas (pra mim são simplesmente nazistas) são tão autoritários e intolerantes quanto os grupos contrários (antifas e black lives matter).

    Porém como a mídia e o establishment são todos esquerdistas e fazem apenas militância política criticam apenas os neo-nazistas, se esquecendo do pessoal do outro lado que são tão racistas quanto.

    Nunca pensei que iria ver o Instituto Mises se juntando ao coro autoritário e intolerantes dos "progressistas".
  • Lauro  20/08/2017 20:39
    Esse aí, coitado, menstruou geral e se entregou todo.

    Quer dizer então que criticar uma ideologia coletivista que prega a morte de pessoas inocentes só porque são de outra raça agora é um "postura progressista"? Isso é "ceder ao politicamente correto"?

    Você, ao pensar assim, se revelou por completo. Lamento decepcionalá-lo, mas você está no site errado.
  • Magno  20/08/2017 20:47
    Exato. Se esse Pedro acha que o fato de neonazistas serem uma contra-reação ao politicamente correto os isenta de ataques e críticas severos, então ele ainda não entendeu absolutamente nada sobre libertarianismo. E nem muito menos sobre este site e este Instituto (o qual seguidamente arrebenta o politicamente correto).

    Ele pode muito bem vazar daqui. Seria um queima-filme total para o movimento.
  • Pedro  20/08/2017 22:20
    Acorda para a vida seu fanático, se o problema fosse a "ideologia coletivista que prega a morte de pessoas inocentes" toda a mídia estaria criticando também os autoritários e intolerantes integrantes de movimentos como o "antifa" e o "black lives mater".

    E o Instituto Mises, a partir do momento que faz coro a todo o discurso esquerdista da mídia e dos burocratas, condenando apenas um lado nesse quebra-quebra em Charlotesvile, presta um ENORME serviço CONTRA as idéias liberais que o site diz tanto defender.

    E eu vou escrever em caixa alta para ficar bem claro, antes que me chamem de "racista", "fascista", "xenófobo" e todo aquele mi...mi...mi... esquerdista:

    CRITICAR APENAS OS NEO-NAZISTAS E SIMPLESMENTE IGNORAR O FATO DE QUE OS MOVIMENTOS CONTRÁRIOS (ANTIFA E BLACK LIVES MATER) SÃO TÃO AUTORITÁRIOS E INTOLERANTES QUANTO OS NEO-NAZISTAS É APENAS DEFENDER TODO O DISCURSO DESSA MIDIA ESQUERDISTA QUE VISA APENAS REFORÇAR A IDEOLOGIA COLETIVISTA E ESQUERDISTA, COM A DESTRUIÇÃO DAS LIBERDADES INDIVIDUAIS EM PROL DO TAL "BEM COMUM".

    Ou seja, nós temos dois grupos coletivistas (antifas e black lives mater x neo-nazistas e KKK) e a favor da destruição da liberdade dos indivíduos, mas esses hipócritas e mal intencionados APENAS CONDENAM UM LADO DA HISTÓRIA.

    Me desculpe ter escrito esta ultima parte em caixa alta, mas é que com essa turma só assim para não ser taxado de "racista", "fascista", "nazista", "homofóbico" e etc...

    Mas pela menos o Instituto Mises conseguiu arrancar elogios daqueles que ele diz tanto lutar contra, parabéns se a ideia é reforçar ideologias coletivistas que pregam a morte de pessoas inocentes, os socialistas devem estar orgulhosos de verem que definitivamente venceram a guerra cultural.
  • Humberto  21/08/2017 00:08
    Eis a prova de que a mentalidade coletivista e a imbecilidade não são monopólios da esquerda. O indivíduo acima -- Pedro -- está dizendo que movimentos progressistas que nem sequer estavam presentes no ato é que deveriam ser criticados como sendo os reais causadores da baderna causada integralmente por neonazistas!

    Isso é o ápice da mentalidade coletivista: os culpados não são aqueles que realmente fizeram tudo, mas sim aqueles que existem mas que não estavam presentes. Incrível.

    (Aliás, veja o vídeo: os nazistas saíram atropelando negros moradores da cidade pelo simples fato de que eles, os negros, estavam incomodados com aquela invasão de nazistas dizendo que iriam matá-los. O próprio líder do grupo nazista, mais tarde no vídeo, diz que "se essa gente fosse mais esperta, não ficaria no caminho do carro").

    E você vem dizer que criticar esses seres bestiais significa dar as mãos à esquerda progressista?!

    Ah, meu, vaza.

    Por essa mesma lógica, quando esquerdistas fazem manifestação e saem quebrando tudo e depredando propriedade na avenida Paulista, então a culpa deve ser atribuída à direita, pois é contra ela que essa esquerda está protestando.

    De novo, vaza daqui, Pedro. E vá assumir sua real identidade ideológica. Você é qualquer coisa, menos libertário. Ser visto em sua companhia é degradante.
  • Emerson Luis  21/08/2017 13:04

    "...movimentos progressistas que nem sequer estavam presentes no ato..."

    Estavam presentes sim. E foram convocados por políticos esquerdistas justamente para provocar um confronto que seria usado depois para reforçar a narrativa e a agenda dos socialistas. Veja os links do meu comentário abaixo.

    * * *
  • Régis  21/08/2017 14:15
    Sim, eu li sua "postagem abaixo". E ela foi completamente destruída pelo leitor Antonio Andrade.
  • Max   21/08/2017 15:03
    E também pelo leitor Guilherme.
  • Emerson Luis  02/09/2017 11:56

    Você também:

    Se você chama aquilo de "destruir", então ainda tem muito a aprender e amadurecer. Veja minha tréplica para ter alguma noção.

    * * *
  • Emerson Luis  02/09/2017 11:55

    Se você chama aquilo de "destruir", então ainda tem muito a aprender e amadurecer. Veja minha tréplica para ter alguma noção.

    * * *
  • Gabriel  20/08/2017 22:25
    Lauro, me parece que oque o Pedro quis dizer é que o problema não é criticar uma ideologia coletivista, o verdadeiro problema é fazer isso de forma parcial e hipócrita, criticando neo-nazistas e KKK porém passando a mão e fazendo propaganda pró movimentos como antifas e Black Lives Mater, que tem a mesma visão autoritária e intolerante que os neo-nazistas e KKK.

    Por isso, o problema não é ir contra a ideologia coletivista, mas sim fazer isso de maneira parcial, o que na prática acaba fortalecendo essa mesma ideologia que se diz tanto criticar.
  • Roberto  20/08/2017 20:23
    Seria bastante oportuno fazer uma análise meticulosa deste fato antes de fechar qualquer conclusão precipitada.
    Observando aquele evento de vários ângulos não fica difícil enxergar ali a mão do "Deep State". Infelizmente quase toda a mídia global engoliu a isca.
    Os globalistas não pouparão tempo nem recursos para remover Donald Trump do poder.
    Aqueles "neo-nazis" foram estrategicamente plantados naquela manifestação que tinha tudo para ser uma simples manifestação pacífica e ordeira.
    Não seria loucura nem teoria conspiratória afirmar que esses grupos radicais são funcionários de George Soros.
  • Raphael   20/08/2017 20:46
    Delírio seu. Esses caras sempre se juntaram em trono do site The Daily Stormer (que foi agora retirado do ar e voltou sob um novo endereço russo), um dos mais antigos sites neonazistas da América. Influência zero de George Soros. O mesmo vale para o The Radical Agenda, outro influente movimento anti-semita.

    Desprezo George Soros com todas as minhas fibras, mas ficar acusando-o de tudo serve só pra embaçar todo o debate. Nem tudo de ruim se resume a George Soros. A coisa não é tão explícita é bem definida assim.
  • Gabriel  20/08/2017 22:29
    O curioso é ver a esquerda encher a boca para falar que os neo-nazistas são antissemistas. Isso porque não existe movimento mais antissemita que o esquerdista, a única diferença é que eles defendem a destruição do Estado de Israel e dos judeus não pela via armada como os neo-nazistas, mas sim pela via cultural/politico/social.

    Inclusive esse movimento começou logo após a guerra dos 6 dias, os muçulmanos perceberam que não conseguiriam destruir Israel pela via armada e então começaram, com o auxilio da esquerda, a sua cruzada contra Israel usando a Palestina como um pretexto para chegar aos objetivos.

    É só ver a ONU e todas essas organizações globalistas, a ONU tá muito mais preocupada com Israel do que com a Coréia do Norte, Venezuela e o problema Russia/Crimeia.
  • Mídia Insana  20/08/2017 20:58
    O fracasso real: Charlottesville chama 10000 policiais e não contém a violência por mais de duas horas de 5 mil civis desarmados.

    Ou foi uma brutal incompetência da polícia ou foi proposital. O prefeito não queria mesmo a manifestação pela proteção da estátua, então há uma tese que narra que a polícia abandonou propositalmente o plano de defesa, deixou a briga ocorrer e aí levou o governador a declarar estado de emergência para acabar de vez com a manifestação.

    Mas quem estamos enganado? Foi só incompetência mesmo. E eles querem que trabalhemos metade do ano por isso.

  • MB  20/08/2017 21:45
    Enfim todo movimento que prega ódio e eliminação de rivais devem ser repelidos sem dó e piedade,devemos ser contra nossos inimigos que pregam contra nossas Liberdades individuais,portanto libertários qualquer movimento que pregue ódio e limitação de Liberdades individuais e for anti-Livre-Mercado saiam fora e condenem para seu e nosso próprio Bem.
  • MB  21/08/2017 03:03
    Me expressei mal e quero retificar,devemos repelir todo movimento violento denunciando seus discursos de ódio para que estes movimentos não ganhem corações ingênuos,enfim nós é quem devemos ganhar as mentes e corações para nosso lado,para o nosso próprio bem e de todas as pessoas de bem.

    Viva o IMB,baluarte do libertarianismo no Brasil e mundo afora com sua mensagem de paz,prosperidade e Liberdade,preceitos básicos que precisamos propagandear para os quatros cantos deste país.

    Pois discurso de ódio e perseguições quem faz são nossos inimigos e nós ao contrário pregamos o princípio da não-agressão,enfim violência jamais,defender-se sim,mas sempre buscando o dialogo e argumentando com fundamentação nossos pontos de vistas e ideais...
  • Victor  21/08/2017 00:10
    Isso não vai acabar bem. Os muçulmanos são uma classe que possui muito dinheiro e o exemplo do que ocorreu com os judeus é um sinal. Só não ocorreu algo até agora porque eles não controlam bancos como os Rothschild, mas é só uma questão de tempo.
  • Ayn  21/08/2017 00:11
    Bom texto. O que mais me impressionou nessa história toda foi como a direita se deixa capitular pela esquerda, como são politicamente ingênuos e estéreis, sendo massacrados todo dia, exemplificadamente com a discussão nos principais jornais do país sobre qual era o lado do nazismo de acordo com a preferências destes. Essa coisa da narrativa é a tônica do século XXI. Basta uma simples associação pra mostrar quem rege as mentes difusas. Ainda há um candidato perfeito que resgata a antiga e preferida narrativa, a da ditadura militar, num momento de debilidade pra esquerda, um presente, a munição inesperada em ótima hora. Talvez pra ela seja até melhor que ele vença. Enquanto isso, colunistas se preocupam com o que acontece lá fora, com as eleições da França, com o Brexit. Acusar a esquerda nacional de ser abstrata - ao olharem para si mesmos no espelho - é engraçado e só revela juventude política de quem o faz.
  • Alexandre   21/08/2017 00:34
    Infelizmente, essa interpretação está toda errada, pois parte de pressupostos errados.

    Esse conflito não foi e não é orgânico e foi apenas o primeiro capítulo. A política não é parte ingênuos.

  • Pedro  21/08/2017 00:53
    "O indivíduo acima -- Pedro -- está dizendo que movimentos progressistas que nem sequer estavam presentes no ato é que deveriam ser criticados como sendo os reais causadores da baderna causada integralmente por neonazistas!"

    Com todo o respeito, mas se estás falando que os antifas e Black Lives Mater não estavam presentes então ou tu vive em outro planeta ou tu é mal intencionado, porque ai já não é nem uma questão de interpretação mas sim de percepção da realidade.

    "Isso é o ápice da mentalidade coletivista: os culpados não são aqueles que realmente fizeram tudo, mas sim aqueles que existem mas que não estavam presentes. Incrível."

    Tu não podes estar falando sério, agora criticar a hipocrisia da mídia em demonizar apenas UMA linha ideológica coletivista virou o "ápice da mentalidade coletivista", cara tu só pode viver em um mundo paralelo ou ser extremamente cínico e mau caráter.

    "Por essa mesma lógica, quando esquerdistas fazem manifestação e saem quebrando tudo e depredando propriedade na avenida Paulista, então a culpa deve ser atribuída à direita, pois é contra ela que essa esquerda está protestando."

    Depois dessa realmente tu só pode ser mau intencionado, quando esquerdista faz manifestação e quebra tudo a culpa é deles porque eles tomaram aquelas atitudes.

    A GRANDE QUESTÃO É QUE QUANDO ESQUERDISTA SAI QUEBRANDO TUDO A MIDIA ACHA BONITO ELES BRINCAREM DE REVOLUCIONÁRIOS REVOLTADINHOS, AGORA QUANDO ESSES NEO-NAZISTAS FAZEM A MESMA COISA VIRA UM ABSURDO SEM TAMANHO.

    DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS.

    O que eu não aguento é isso, essa hipocrisia cínica da mídia e do Establishment.
  • Lucas  21/08/2017 01:23
    Texto extremamente covarde.

    O KKK e companhia limitada está bem longe de ser uma ameaça para a sociedade liberal (que oops na América já virou sinônimo de socialismo). Basta uma demonstração e todos sentam o pau.

    Agora, BLM, antifa e islamofacismo recebem o aval explícito da grande mídia. "Precisamos combater a supremacia branca" "Extremismo islâmico é uma ofensa à comunidade islâmica, 50 morreram hoje, mas islamofobia é algo muito mais grave que terrorismo"

    Pra quem não acredita, só procurar a reportagem da CNN (que até mudaram o título de tão mal que pegou) falando que os grupos de anti-protesto buscavam "paz através da violência."

    Não é a toa que o último candidato libertário do EUA foi Gary Johnson.
  • anônimo  21/08/2017 02:02
    Todos esses grupos são criados pela esquerda como por exemplo KKK cria do Democratas, a esquerda serve só para criar problemas na sociedade.
  • Emerson Luis  21/08/2017 11:32

    Lamentável o artigo condenar apenas os supremacistas e nem sequer mencionar os fanáticos do BLM e dos Antifas convocados pelos políticos democratas justamente para provocar um confronto e reforçar a narrativa esquerdista.

    NÃO estou dizendo que os supremacistas não estão errados também.

    NÃO estou dizendo que o comportamento do BLM e do Antifa justifica o dos supremacistas.

    Estou dizendo que políticos democratas (1) jogaram o grupo A e o grupo B um contra o outro para provocar um conflito para (2) depois dizer que toda a culpa foi apenas do grupo A e que o grupo B são heróis e (3) usar isso como justificativa para avançar a agenda esquerdista de controle total da economia, da cultura e de toda a vida da população.

    Deu certo, em grande medida: até libertários caíram na manipulação!


    Artigo e vídeos do Leandro Ruschel (que mora nos EUA) sobre o assunto:

    A manipulação da imprensa esquerdista sobre Charlottesville segue a todo vapor






    * * *
  • Antônio Andrade  21/08/2017 12:29
    Ah, meu, para de delírio. Pra começar, ainda que isso fosse verdade, não haveria nada de errado em um grupo ir manifestar contra outro grupo.

    Se há nazistas fazendo marchas, brandindo tochas, gritando slogans raciais e pedindo a morte de grupos étnicos, então os antifas e os BLMs estão mais do que corretos em reagir e gritar contra. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas admiro a coragem deles ao fazerem isso (3 morreram e 20 ficaram feridos).

    Quem sai fazendo desfile em propriedade pública (ruas não são propriedade privada) pedindo a morte de determinados grupos não tem o direito de achar ruim caso encontre uma reação do grupo ameaçado. Seria covardia o grupo ameaçado ficar em silêncio apenas olhando.

    Você, ao dizer que os Antifa e os BLMs estavam errados em reagir contra, está simplesmente dizendo que os nazistas tinham o direito de marchar em paz em propriedade pública, e de fazer ameaças sem sofrerem reação contrária. Em suma, está agindo exatamente como um progressista relativista moral.

    Eu sou branco e católico. Se houvesse uma marcha de negros ubandistas pedindo minha aniquilação, pode estar certo de que eu também reagiria.

    Pare com esse tesão compulsivo de querer defender qualquer coisa que seja anti-progressismo.

    "usar isso como justificativa para avançar a agenda esquerdista de controle total da economia, da cultura e de toda a vida da população"

    Qual o nome do psicotrópico que você está usando?
  • Guilherme  21/08/2017 12:41
    O Antônio matou a questão. Dizer que os grupos de esquerda estavam errados ao reagir contra pessoas pregando a sua morte é o ápice da covardia e do relativismo moral.

    Nunca pensei ver membros da direita chegando a este ponto. "Ai, não estou defendendo os neonazi, mas temos também de culpar os negros que reagiram contra! Eles tinham de ter ouvido quietinhos um grupo de nazistas pedindo seu extermínio! Onde já se viu reagir contra isso? Os culpados são eles!"

    Surpreendente. Não sabia que havia uma fatia de pessoas tão covardes assim na direita. Comparado a eles, os gays e os negros que estavam ali e reagiram contra (inclusive mulheres) são monumentos à coragem.
  • Emerson Luis  21/08/2017 14:25

    "Dizer que os grupos de esquerda estavam errados ao reagir contra pessoas pregando a sua morte é o ápice da covardia e do relativismo moral. "

    Simplesmente não foi isso que eu disse. Aprenda a interpretar textos antes de sair opinando, pequeno "alfabetizado pelo método Paulo Freire".

    Você leu o texto e viu os vídeos do Leandro Ruschel que linkei? Parece que não.

    Surpreendente. Não sabia que havia uma fatia de pessoas ainda tão doutrinadas pelo esquerdismo assim na direita. (Bom, na verdade sabia sim, mas estou lhe parodiando)

    * * *
  • Emerson Luis  21/08/2017 14:14

    "Pra começar, ainda que isso fosse verdade, não haveria nada de errado em um grupo ir manifestar contra outro grupo. "

    "Ainda que isso fosse verdade"? Você viu os vídeos e leu o artigo linkado?

    O BLM e o Antifa não foi lá apenas para se "manifestar", eles foram lá com o intuito de partir para a violência, como os Black Blocs. Já ouviu falar do Princípio da Não Agressão?


    "Se há nazistas fazendo marchas, brandindo tochas, gritando slogans raciais e pedindo a morte de grupos étnicos, então os antifas e os BLMs estão mais do que corretos em reagir e gritar contra."

    Faz tempo que os antifas e os BLM fazem marchas gritando slogans raciais e pedindo a morte de grupos étnicos. Eles não são contra todo racismo e violência, eles são contra o racismo e a violência dos outros, mas acredita que o racismo e a violência deles próprios são mais do que corretos.

    Parabéns por defender grupos que pregam o "racismo do bem" e praticam a "violência correta". É exatamente o que os políticos esquerdistas queriam que você fizesse!


    "Você, ao dizer que os Antifa e os BLMs estavam errados em reagir contra, está simplesmente dizendo que os nazistas tinham o direito de marchar em paz em propriedade pública, e de fazer ameaças sem sofrerem reação contrária. Em suma, está agindo exatamente como um progressista relativista moral."

    Nem todos os que estavam protestando contra a retirada da estátua eram neonazistas. Muitos estavam ali por diversos motivos, vários deles válidos.

    Os antifas e os BLM não estavam simplesmente 'reagindo contra", eles estavam ali para impor o seu próprio racismo e autoritarismo via violência.

    Eu condeno todo e qualquer racismo, autoritarismo e violência. Isso é liberalismo e conservadorismo. Você condena apenas o racismo, autoritarismo e violência "do mal", mas defende o racismo, autoritarismo e violência "do bem". Então é você que está "agindo exatamente como um progressista relativista moral".


    "Eu sou branco e católico. Se houvesse uma marcha de negros ubandistas pedindo minha aniquilação, pode estar certo de que eu também reagiria. "

    A autodefesa em si é um direito natural. A questão é: COMO você reagiria?

    Pois, é: o BLM faz marchas pedindo a aniquilação de pessoas brancas; você está diz que reagiria se alguém fizesse o que o BLM faz, mas ao mesmo tempo defende o BLM e condena todos os que se opõem a ele por rotulá-los indiscriminadamente de "neonazistas e supremacistas brancos". Entrou em contradição de novo...


    "Pare com esse tesão compulsivo de querer defender qualquer coisa que seja anti-progressismo."

    Eu não defendo indiscriminadamente "qualquer coisa que seja anti-progressismo". Sei que há pessoas de esquerda sinceras com pautas válidas. Mas também sei que tanto as análises de problemas quanto as soluções que a esquerda apresentam são infundadas.

    E sei que esquerdistas sociopatas podem usar pautas corretas em si mesmas para promover suas agendas.

    Assim, mesmo quando o que eles dizem parece correto em um primeiro momento, devemos confirmar os fatos e analisar as propostas deles para perceber o que eles realmente querem.

    Você realmente acredita que os militantes profissionais, os políticos e os burocratas esquerdistas lutam contra o racismo e contra a injustiça e querem o fim destes?

    Todas as políticas governamentais são bem-sucedidas no longo prazo

    ""usar isso como justificativa para avançar a agenda esquerdista de controle total da economia, da cultura e de toda a vida da população" - Qual o nome do psicotrópico que você está usando? "

    Que argumento fulminante! Convenceu-me de que os esquerdistas não possuem agendas de total controle socioeconômico e cultural! Escola de Frankfurt, Foro de São Paulo, Saul Alinsky e Gramsci nunca existiram. Venezuela é um paraíso!

    * * *
  • Max   21/08/2017 13:29
    E você é um manipulado pela dicotomia "conservadorismo/anti-progressismo vs. progressismo".

    E são justamente os manipulados por essa dicotomia que ajudam a promover o "controle estatal da economia, da cultura e de toda a vida da população".

  • Erivelton  21/08/2017 15:58
    Prezado Emerson Luis:

    "O BLM e o Antifa não foi lá apenas para se "manifestar", eles foram lá com o intuito de partir para a violência, como os Black Blocs. Já ouviu falar do Princípio da Não Agressão?"

    Aí você já entrou para o terreno da adivinhação. Como você sabe que eles queriam isso?

    E outra. Vamos supor que você esteja 100% correto (para o bem do debate): o que há de errado em reagir contra um grupo que marcha pedindo seu extermínio?

    Esse é todo o ponto.

    O Princípio da Não-Agressão fala exatamente sobre isso: você é livre para dar opiniões sem ser agredido. Mas a partir do momento que você explicitamente ameaça outra pessoa de morte, essa outra pessoa está totalmente correta em reagir. Você próprio feriu o PNA.

    "Faz tempo que os antifas e os BLM fazem marchas gritando slogans raciais e pedindo a morte de grupos étnicos."

    Menos, meu caro. Eu não tenho a mais mínima simpatia por essa gente (e, por mim, eles e os neonazi se pegariam e se matariam a todos). Mas daí a dizer que eles fazem marchas "pedindo a morte de grupos étnicos" é uma inverdade. O BLM faz protesto contra policiais. Mas eles não pregam o genocídio de uma raça. Pelo menos, não até hoje.

    E, se começarem a pregar, que apanhem também. Mas não vou me aliar a neonazistas para isso. O inimigo do meu inimigo não é meu amigo. Tenho princípios inegociáveis.

    "mas acredita que o racismo e a violência deles próprios são mais do que corretos."

    De novo: no dia em que começarem a fazer marchas pedindo explicitamente a morte de terceiros, aí serei o primeiro a aplaudir quem descer o cacete neles. Idem para o dia em que começaram a agredir pessoas a esmo e gratuitamente.

    "Parabéns por defender grupos que pregam o "racismo do bem" e praticam a "violência correta". É exatamente o que os políticos esquerdistas queriam que você fizesse!"

    Ok, eu vou morder a isca.

    Vamos supor, mais uma vez, que você esteja 100% correto nesta sua afirmação de que o BLM defende o extermínio de raças e sai pelas ruas praticando violência a esmo (isso é uma calúnia, mas, pelo bem do debate, vamos supor que você esteja correto).

    Como -- por favor, me diga -- esse comportamento valida a existência de neonazistas? Como -- por favor, me diga -- esse comportamento isenta as práticas dos neonazistas (que saíram atropelando mulheres e mataram 3 pessoas e feriram 20)?

    Por que, em suma, a existência do BLM torna proibida a crítica à ideologia neonazista?

    Juro que me contento com qualquer argumento meia-boca.

    Perceba que todas as críticas ao artigo acima se resumem exatamente isso: "ai, o autor não pode criticar a ideologia neonazista sem também criticar o Black Lives Matter, que é tão perigoso quanto!".

    Só uma dica: o BLM é formado majoritariamente por estudantes progressistas e delicados, feministas e gayzistas, os quais não têm coragem de portar nem uma pistola. O máximo que eles podem fazer é dar um beliscão. Dê um espirro e todos eles saem correndo "em desabalada carreira".

    Aliás, confesso que nunca entendi por que a direita de hoje tem tanta preocupação com os atuais grupos progressistas de esquerda. Em toda a história, nunca tivemos uma esquerda tão frouxa e delicada quanto esta.

    A esquerda de antigamente era formada por brutamontes barbudos e armados, que prometiam confiscar propriedade e matar os "burgueses capitalistas". Eram majoritariamente sindicalistas musculosos, que fumavam, bebiam e não tinham medo de sair no braço com ninguém. Era realmente uma esquerda que amedrontava.

    E como é a esquerda de hoje? Um bando de meninotes universitários gayzistas, frouxos e delicadíssimos, que não sabem usar nem um estilingue, e que morrem de enfisema se você simplesmente colocar um cigarro na boca. Uma gente que desmaia perante um simples convite para uma briga de rua.

    Se você realmente tem medo desta esquerda, ah, meu caro, então eu tenho péssimas notícias para você.

    "Os antifas e os BLM não estavam simplesmente 'reagindo contra", eles estavam ali para impor o seu próprio racismo e autoritarismo via violência."

    Aí você tem de provar.

    Você tem de provar que os antifas e BLM já haviam marcado uma marcha para ali antes dos neonazistas. E que então os neonazistas marcaram a sua marcha apenas depois que souberam que os BLM estariam lá, de modo que isso incitou BLMs a reagiram violentamente contra esses "penetras", impondo "o seu próprio racismo e autoritarismo via violência".

    "Você condena apenas o racismo, autoritarismo e violência "do mal", mas defende o racismo, autoritarismo e violência "do bem". Então é você que está "agindo exatamente como um progressista relativista moral"."

    Isso foi tão torpe, baixo e infantil, que é preferível apenas ignorar, para não ferir a decência.

    "Pois, é: o BLM faz marchas pedindo a aniquilação de pessoas brancas"

    De novo?!

    "você está diz que reagiria se alguém fizesse o que o BLM faz, mas ao mesmo tempo defende o BLM e condena todos os que se opõem a ele por rotulá-los indiscriminadamente de "neonazistas e supremacistas brancos". Entrou em contradição de novo..."

    Não via contradição nenhuma ali, sinceramente. Mas vi calúnia de sua parte. O Antonio em momento algum defendeu o BLM. Apenas disse -- e, a meu ver, corretamente -- que se um grupo X ameaça de morte o grupo Y, então o grupo Y está mais do que correto em contra-reagir. Seria covardia se não o fizesse.

    (Vi os vídeos do Ruschel e não há absolutamente nada ali que comprove suas afirmações; esse, aliás, é o grande mal das ideologias. As pessoas ficam cegas e passam a querer enxergar apenas o que lhes convém).

    Já você deixou escapar uma que foi hilária. Você disse que aqueles que estavam em Charlotesville e combateram os BLMs estão sendo "indiscriminadamente" chamados de supremacistas. Isso não pode ser sério. Os próprios caras se definem assim (ver entrevista com eles no vídeo linkado no artigo).
  • Eliseu  21/08/2017 16:28
    "Aliás, confesso que nunca entendi por que a direita de hoje tem tanta preocupação com os atuais grupos progressistas de esquerda. Em toda a história, nunca tivemos uma esquerda tão frouxa e delicada quanto esta.

    A esquerda de antigamente era formada por brutamontes barbudos e armados, que prometiam confiscar propriedade e matar os "burgueses capitalistas". Eram majoritariamente sindicalistas musculosos, que fumavam, bebiam e não tinham medo de sair no braço com ninguém. Era realmente uma esquerda que amedrontava.

    E como é a esquerda de hoje? Um bando de meninotes universitários gayzistas, frouxos e delicadíssimos, que não sabem usar nem um estilingue, e que morrem de enfisema se você simplesmente colocar um cigarro na boca. Uma gente que desmaia perante um simples convite para uma briga de rua.

    Se você realmente tem medo desta esquerda, ah, meu caro, então eu tenho péssimas notícias para você."


    Haha, melhor comentários de todos! E o pior é que eu também já venho pensando isso há um tempo. Rrealmente, essa esquerda de hoje é o adversário dos sonhos. É inteiramente formada por frouxos e incapazes. Antigamente, a meta era a tomada dos meios de produção e o assassinato dos burgueses. Hoje, o objetivo é mudar de sexo, colocar homem pra mijar no banheiro de mulher, e denunciar a perigosíssima "apropriação cultural".

    Quem tem medo dessa esquerda consegue ser ainda mais frouxo do que ela.
  • Emerson Luis  04/09/2017 17:15

    Caro Erivelton:

    "Aí você já entrou para o terreno da adivinhação. Como você sabe que eles queriam isso?"

    Tem razão: só porque o BLM e o Antifa foram lá mascarados e portando tacos de beisebol e outros objetos típicos de manifestações violentas, só porque eles bradam com todas as letras que vão agredir e querem mortes, só porque esses grupos foram criados com o propósito explícito de suprimir violentamente todo mundo que discorde deles e têm um histórico de violência (inclusive com armas de fogo) cumprindo essa meta, isso não quer dizer que desta vez tenham ido lá para brigar.


    "o que há de errado em reagir contra um grupo que marcha pedindo seu extermínio? "

    Depende do que se quer dizer com "reagir".

    E por que as pessoas em geral não podem protestar contra o BLM, o Antifa, o politicamente correto e outros movimentos de esquerda que querem o nosso extermínio ou servidão? Todo mundo que discorda da esquerda é neonazista?

    Os "neonazistas" eram apenas uma minoria das pessoas que foram lá protestar pacificamente contra a remoção da estátua.


    "você é livre para dar opiniões sem ser agredido. Mas a partir do momento que você explicitamente ameaça outra pessoa de morte, essa outra pessoa está totalmente correta em reagir"

    Pois, é:

    1º - um grupo heterogêneo de pessoas quis se reunir para fazer um protesto pacífico emitindo uma opinião (eram contra a remoção da estátua e a tentativa de apagar registros históricos sovieticamente);

    2º - daí outro grupo (composto de BLM e Antifas) foi no mesmo lugar e horário, não para protestar a favor da remoção da estátua, mas para suprimir violentamente a livre expressão de ideias das quais eles discordam.

    3° - então a esquerda diz que todos contra a remoção eram "neonazistas" e chama o BLM e o Antifa de "antirracistas"

    E depois pessoas que acreditam ser liberais defendem o BLM e o Antifa, repetindo a propaganda esquerdista travestida de notícia da mídia fake news.


    "dizer que eles fazem marchas "pedindo a morte de grupos étnicos" é uma inverdade. O BLM faz protesto contra policiais. Mas eles não pregam o genocídio de uma raça."

    Claro que eles não usam esse vocabulário rebuscado e nem sempre são explícitos. Mas eles bradam a morte ou supressão de pessoas brancas e pregam o ódio aos brancos. Basta uma simples boa pesquisa para constatar isso.

    Aliás, no final do primeiro vídeo do Leandro Ruschel ele mostra uma foto do BLM neste protesto de um cartaz com um punho desenhado, símbolo do comunismo (ideologia que matou entre 100 a 200 milhões de pessoas no século 20 e considera isso normal, aceitável e até desejável) e a frase "Destruam todos os monstros".

    O que você entende dessa frase? Dicas: Para a extrema esquerda, "monstros" são todas as vidas humanas que obstruem o caminho para a revolução em busca da utopia socialista. E "destruir" significa literalmente "destruir".


    "Mas não vou me aliar a neonazistas para isso. O inimigo do meu inimigo não é meu amigo."

    E quem falou de se "aliar a neonazistas"?

    Estou falando de não ser "ingênuo útil" fazendo o jogo da esquerda!

    A grande maioria das pessoas que foram lá protestar pacificamente contra a remoção da estátua não era "neonazistas". Os "neonazistas" eram apenas uma minoria.

    Todo mundo que discorda do BLM, do Antifa e dos movimentos e pautas da esquerda em geral é neonazista? É isso que os manipuladores da mídia querem que acreditemos. É uma forma de suprimir toda liberdade e pensamento divergente sub os aplausos da população. Não tardará o dia em que os próprios Institutos Mises (americano, brasileiro e outros) serem taxados de "grupos de ódio", "fascistas" e até de "neonazistas".


    "no dia em que começarem a fazer marchas pedindo explicitamente a morte de terceiros, aí serei o primeiro a aplaudir quem descer o cacete neles. Idem para o dia em que começaram a agredir pessoas a esmo e gratuitamente. "

    O BLM e o Antifa já fazem isso. Mas talvez ainda não tenham feito o suficiente para você.


    "Como -- por favor, me diga -- esse comportamento valida a existência de neonazistas? ... Por que, em suma, a existência do BLM torna proibida a crítica à ideologia neonazista?"

    O que estou dizendo é exatamente o oposto disso.

    Primeiro, os neonazistas são uma parcela ínfima daqueles que se opõem ao BLM, ao Antifa e a outros movimentos e pautas da esquerda. Mas a mídia esquerdista propagandeia que TODOS são "neonazistas". Espero que se dê conta dessa mentira antes que chegue a nossa vez de sermos rotulados de "neonazistas".

    Segundo, não estou defendendo os neonazistas nem dizendo que eles não devem ser criticados. Estou questionando o motivo de por que somente eles são criticados.

    Aparentemente, você ainda acredita em algum nível subconsciente que em toda interação entre pessoas ou grupos sempre existe um "lado opressor" totalmente mau e um "lado oprimido" totalmente bom, sem variações individuais; e que a solução mágica dos problemas é os "oprimidos" se revoltarem contra os "opressores".


    "Perceba que todas as críticas ao artigo acima se resumem exatamente isso: "ai, o autor não pode criticar a ideologia neonazista sem também criticar o Black Lives Matter, que é tão perigoso quanto!". "

    Nem todas, mas esta é uma das principais. Recitando-a você demonstra que entendeu, mas não compreendeu. Omitir informações-chave, exagerar ou atenuar outras e inverter os fatos são formas sofisticadas de mentir. E você caiu na narrativa.


    "Só uma dica: o BLM é formado majoritariamente por estudantes progressistas e delicados, feministas e gayzistas, os quais não têm coragem de portar nem uma pistola. O máximo que eles podem fazer é dar um beliscão. Dê um espirro e todos eles saem correndo "em desabalada carreira". "

    Isso, subestime o inimigo. Sun Tzu tem más notícias para você.

    Você acredita mesmo que essa descrição se aplica a todos os esquerdistas? Não existem variações individuais? Aparentemente você enxerga apenas estereótipos grupais e não indivíduos únicos e diferentes que se unem.

    E mesmo que esse estereótipo se aplicasse 100% a todos os esquerdistas:




    "Você tem de provar que os antifas e BLM já haviam marcado uma marcha para ali antes dos neonazistas. E que então os neonazistas marcaram a sua marcha apenas depois que souberam que os BLM estariam lá, de modo que isso incitou BLMs a reagiram violentamente contra esses "penetras", impondo "o seu próprio racismo e autoritarismo via violência"."

    E por que eu tenho que provar isso se o que estou dizendo é praticamente o oposto? Eu digo várias vezes que o círculo é branco e daí você diz que eu tenho que provar que o quadrado é preto?

    Repetindo: a grande maioria das pessoas que foram lá protestar pacificamente contra a remoção da estátua não era "neonazistas". Os "neonazistas" eram apenas uma minoria. Enquanto você chamar a todos de "neonazistas" estará demonstrando que sua percepção foi manipulada.

    O protesto pacífico contra a remoção da estátua foi marcado antes; então depois o BLM e o Antifa marcaram um antiprotesto ou contraprotesto, não para protestar a favor da remoção da estátua, mas para suprimir violentamente o protesto contra a remoção dela. O prefeito democrata induziu a situação.

    O Antifa em especial é um grupo formado especificamente para suprimir manifestações que divergem do esquerdismo, como palestras, eventos e protestos.

    Por definição, um "antiprotesto" ou "contraprotesto" é marcado depois do protesto ao qual se quer contrapor. Preciso explicar? E os fatos mostram que foi isso que ocorreu.


    "Isso foi tão torpe, baixo e infantil, que é preferível apenas ignorar, para não ferir a decência. "

    Lembrei-me do Kiko dizendo ao professor Girafales que a pergunta era tão fácil que ele não ia responder...


    "De novo?! "

    Sim.


    "Não via contradição nenhuma ali, sinceramente. Mas vi calúnia de sua parte. O Antonio em momento algum defendeu o BLM. Apenas disse -- e, a meu ver, corretamente -- que se um grupo X ameaça de morte o grupo Y, então o grupo Y está mais do que correto em contra-reagir. Seria covardia se não o fizesse.
    "


    E eu em nenhum momento defendi os neonazistas. Os "neonazistas" eram apenas uma minoria das pessoas que foram lá protestar pacificamente contra a remoção da estátua.

    E se o grupo Y ameaça de morte o grupo X, então o grupo X está mais do que errado em contrarreagir? Se você só condena as ameaças de X e omite as de Y, é isso que você está subentendendo (deixando implícito), querendo ou não.


    "Vi os vídeos do Ruschel e não há absolutamente nada ali que comprove suas afirmações"

    Mas o que as reportagens da Globo, da Folha, da CNN e do NYT dizem você aceita automaticamente e defende com veemência, sem verificar nem o que a mídia tradicional diz nem o que a mídia alternativa contrapõe.


    "Você disse que aqueles que estavam em Charlotesville e combateram os BLMs estão sendo "indiscriminadamente" chamados de supremacistas. Isso não pode ser sério. Os próprios caras se definem assim"

    Eu disse que não havia supremacistas ou neonazistas entre eles? Um grande grupo de pessoas reunidas para um protesto não pode ser heterogêneo e composto de vários subgrupos de pessoas que foram lá por uma mesma e única pontualidade?


    * * *
  • Mídia Insana  21/08/2017 14:32
    Charlottesville (a prefeitura que queria demolir a estátua) NUNCA quis a manifestação. Emerson tem um ponto.

    Mas o Unite the Right que organizou o evento conseguiu apelar para a justiça federal e ela entendeu que os manifestantes não poderiam ter sua manifestação negada pelo conteúdo dela.

    Então a prefeitura convocou os 10 mil policiais entre os manifestantes e contra manifestantes uma hora e meia depois da chegada deles (tanto que já havia gente apanhando, como o Richard Spencer, um dos organizadores do evento). Por umas duas horas, houve paz na manifestação.

    Até que a polícia desapareceu e aí o caos quebrou solto. Os manifestantes saíram da área do parque e se dispersaram pela cidade. Aí um rapaz esquizofrênico que esqueceu de tomar seus medicamentos antes de dirigir e tinha histórico de violência doméstica atropelou uns manifestantes da esquerda espalhados pela rua. Não sabemos ainda se foi por motivos ideológicos. Mas a esquerda já tentou transformar violência em política, tipo a morte da MP Cox antes da votação do Brexit.

    Com o caos, o prefeito apelou ao governador que por sua vez decretou estado de emergência. Finalmente a prefeitura conseguiu o que queria desde o início: desmantelar a manifestação e destruir a estátua.
  • Pedro  21/08/2017 18:39
    Existem alguns leitores aqui que ou são muito inocentes ou são completamente dissimulados e fanáticos.

    Mas como costumam dizer, vamos aos fatos:

    1º) Fanáticos nazistas defensores de visões de mundo coletivistas fizeram uma manifestação;

    2º) Fanáticos esquerdistas defensores de visões de mundo coletivistas fizeram uma "contra-manifestação";

    3º) Os dois grupos entraram em pé-de-guerra, lembrando em muito a guerra Alemanha x União Soviética;

    4º) Pessoas que se dizem liberais começam a esbravejar sobre o absurdo de os nazistas terem feito uma manifestação, se esquecendo que o outro lado que estava na pancadaria é tão autoritário e intolerante quanto os nazistas.

    Ou seja, o problema para alguns liberais e para toda a imprensa esquerdista não é defender ideologias coletivistas e autoritárias, mas sim criticar e ir contra o movimento de esquerda.

    Porque é isso que se viu em Charlotesvile, pode ser autoritário e intolerante desde que seja para defender as pautas de esquerda ou, melhor dizendo, para defender o "bem comum" ou a "igualdade", coisa que qualquer liberal tem (ou deveria ter) pavor de ouvir, pois ambas as situações levam inexoravelmente a regimes autoritários como os defensores dessas ideias coletivistas.
  • Antônio Andrade  21/08/2017 18:50
    Beleza. Agora é a minha vez de desenhar para você:

    Se há nazistas fazendo marchas, brandindo tochas, gritando slogans raciais e pedindo a morte de grupos étnicos, então os antifas e os BLMs estão mais do que corretos em reagir e gritar contra. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas admiro a coragem deles ao fazerem isso.

    Quem sai fazendo desfile em propriedade pública (ruas não são propriedade privada) pedindo a morte de determinados grupos não tem o direito de achar ruim caso encontre uma reação do grupo ameaçado. Seria covardia o grupo ameaçado ficar em silêncio apenas olhando.

    Você, ao dizer que os Antifa e os BLMs estavam errados em reagir contra, está simplesmente dizendo que os nazistas tinham o direito de marchar em paz em propriedade pública, e de fazer ameaças sem sofrerem reação contrária. Em suma, está agindo exatamente como um progressista relativista moral.

    Eu sou branco e católico. Se houvesse uma marcha de negros ubandistas pedindo minha aniquilação, pode estar certo de que eu também reagiria.

    Pare com esse tesão compulsivo de querer defender qualquer coisa que seja anti-progressismo.
  • Erivelton  21/08/2017 18:55
    Ei, Pedro, por gentileza, entre em consenso com o leitor Luiz Moran mais abaixo. Vocês dois defendem a mesmíssima coisa (tem que xingar todo mundo, e não só os nazistas), mas, segundo o Luiz, tudo aquilo que ocorreu foi uma grande encenação totalmente controlada pelo Deep State e pela Nova Ordem Mundial para manchar Trump. Segundo ele, tanto os neonazistas quanto os negros do BLM eram apenas atores contratados pelo Deep State para simular aquela baderna toda e com isso manchar a reputação do incorruptível Trump.

    (Ou seja, na verdade não faria sentido xingar ninguém, pois foi tudo teatro).

    Você discorda dele ou concorda com ele?
  • Pedro  21/08/2017 22:57
    Na minha visão a partir do momento que em uma mesma manifestação apenas um grupo de defensores de ideologias coletivistas são criticados (com razão) pela midia isso mostra algo muito claro, que a midia não está preocupada em denunciar ideologias coletivistas autoritárias e intolerantes, mas sim fazer militância politica.

    Agora se isso ocorre por causa do Deep State, da Nova Ordem Mundial, da Internacional Socialista, do controle quase que absoluto da esquerda progressista sobre o Establishment, ai já é uma outra história.

    Mas se atendo exclusivamente aos fatos o que nós temos é isso, 2 grupos coletivistas brigando e a imprensa criticando apenas um deles (porque o outro lado é protegido por ela já há muito tempo).
  • Max   22/08/2017 14:20
    Pedro, vamos ver.

    O seu argumento é o seguinte:

    "1) A mídia em geral é enviesada à esquerda, e o relato do episódio Charlottesville corrobora mais uma vez isso;

    2) IMB publicou um artigo criticando a doutrina coletivista nazifascista;

    3) Logo, o IMB encampou o viés torto esquerdista da mídia em geral."


    Não consegue enxergar os diversos furos nesse argumento?

    Se vc não consegue, eu te digo o seguinte: o IMB passa os dias criticando doutrinas coletivistas, notadamente esquerdistas-progressistas; aí sai 1 artigo criticando a doutrina coletivista nazifascista e vc dá piti dizendo que isso implicaria encampar o viés esquerdista pq o artigo não criticou, simultaneamente, a doutrina coletivista-progressista?

    Ou seja, para vc toda crítica à doutrina coletivista nazifascita que vier desacompanhada de crítica à doutrina coletivista progressista implica encampar a doutrina coletivista progressista

    Ora, meu caro, take it easy..
  • Luiz Moran  21/08/2017 11:42
    É surpreendente que Jeffrey Tucker tenha sido tão inocente e desinformado a cerca deste episódio, e por tabela, do que realmente está aocntecendo nos EUA, principalmente desde a eleição do falsário comunista-keynesiano-muçulmano Obama.
  • Marcos  21/08/2017 14:14
    A quantidade de maluco vomitando clichês (aliás, idênticos aos dos sites de extrema-esquerda do Brasil) aqui é uma grande queimação de filme para este site, que felizmente mantém o nível em suas publicações. Aliás, não há um só contra-argumento nas críticas feitas. Há só bateção de pezinho e mãozinha na cintura.
  • Luiz Moran  21/08/2017 15:23
    Eu também poderia te rotular de "libertário sabichão", mas seria perda de tempo.
  • Pedro  21/08/2017 18:45
    Na verdade o que tem me impressionado é a quantidade de pessoas com aquele mesmo discurso podre da esquerda de que "mimimi... quem não concorda comigo é nazista e fascista... mimimi".
  • anônimo  21/08/2017 13:29
    Para mim o erro só é colocar a direita no mesmo saco da esquerda, neo-nazismo, socialismo etc. Direita não tem nada a ver com isso, e nem é ideologia. A direita é a única que quer reduzir o Estado, a única que coloca a liberdade acima de tudo. Não está no mesmo saco.
  • Max  21/08/2017 14:49
    Isso é uma grande besteira.

    Trump, por exemplo, não seria o típico direitista? E Trump não quer reduzir o estado. E os exemplos são inúmeros...

    Então dizer que "direita" quer "reduzir o estado" é uma besteira, ou, quando menos, uma inverdade escancarada aos olhos de todos.
  • Sabino  21/08/2017 16:22
    Trump é considerado direitista pela mídia porque não gosta de imigrantes e é oponente dos democratas.

    Se fosse colocá-lo no Espectro Político ou no Diagrama de Nolan, ele estaria na parte Nacionalista, no centro do "mapa".
  • Max  21/08/2017 21:05
    "nacionalista" não é uma categoria autônoma em espectro político.

    Tanto não é que os economistas "desenvolvimentistas", por exemplo, são esquerdistas e nacionalistas.

    E a direita também é conhecida por suas medidas nacionalistas, como, por exemplo, protecionismo econômico.

    Isso só reforça o ponto: direitista não é sinônimo de querer "diminuição do estado".

    Se você ainda duvida disso, sugiro a leitura de "The Enemy of the State", biografia de Murray Rothbard. Lá vc vai ver que quem acha que "direita" = "querer diminuição do estado" está completamente equivocado.

    E esse foi o meu ponto.
  • outro anônimo  22/08/2017 02:18
    De acordo com o Diagrama de Nolan e o Espectro Político: Direita = mais liberdade econômica, Esquerda = mais planejamento econômico.
    Por isso o conservadorismo e liberalismo sempre foram considerados como direita política e o comunismo e socialismo sempre como esquerda política.

    Não há coerência em colocar o nazifascismo e o desenvolvimentismo dentro do mesmo saco que as democracias liberais estão. O nacionalismo até pode fazer algum sentido relativo, mas o problema é que geralmente também vem acompanhado do desenvolvimentismo, então não.

    Na minha opinião, são termos ultrapassados. Mas se for ser coerente, nacionalismo não é de direita e nem de esquerda, é terceira via. Mesma coisa a social-democracia, que geralmente é colocada na esquerda política.
  • Renato  21/08/2017 13:39
    O pior texto que já li no mises. Desinformação pura e potencialmente eficaz na validação da narrativa anti-Trump. Muitíssimo infelizmente, começo a desconfiar da honestidade deste site, que leio há mais de 5 anos e indico à todas as pessoas que conheço.
  • Galeno  21/08/2017 14:13
    Nossa! Você está preocupado com o efeito que a descrição de um movimento extremista -- e o artigo nada mais é do que a descrição de um movimento extremista -- terá sobre um político?!

    PQP!

    De fato, você não tem nada o que estar fazendo neste site. Se você está preocupado com a popularidade de um político, então seu lugar é qualquer outro que não este site.


    P.S.1: Trump nem sequer foi mencionado no artigo. Com efeito, nem sequer foi feita qualquer alusão a ele.

    P.S.2: o simples fato de você ter pensado em Trump num artigo que apenas fala sobre neonazistas deixa você completamente a descoberto.

    P.S.3: que tal deixar de infantilidade e apontar os erros do artigo? Esse comportamento de xingar mas não dizer nada é típico da esquerda.
  • Max  21/08/2017 14:54
    Você deveria é desconfiar de sua integridade intelectual.

    Em um artigo sobre neonazistas já lhe vem à cabeça o delírio de que "esse artigo valida a narrativa anti-Trump"?

    Quem tem esse tipo de tara por determinado político não compartilha dos princípios desse site.
  • Taxidermista  21/08/2017 14:59
    Quer ficar deprimido ao perceber a distância que pessoas, no geral, efetivamente estão dos princípios libertários?

    Publique um artigo exatamente com o teor desse do Jeffrey Tucker e veja a reação.
  • Juan  21/08/2017 15:23
    Esse e aquele do menino Charlie. O que teve de "libertário" naquele artigo dando chilique dizendo que o estado estava corretíssimo em sequestrar o menino dos pais e mandá-lo para a morte foi impressionante.

    De tempos em tempos, sempre é bom fazer uma depuração para desentocar aqueles que não têm nenhuma consistência filosófica e que estão aqui apenas infiltrados.
  • Luiz Moran  21/08/2017 15:21
    Estou de acordo com você Renato, o Mises Brasil está engolindo a isca da desinformação e por tabela ajudando o discurso dos globalistas.
  • Rodrigo  21/08/2017 17:08
    Traduzindo: segundo Luiz Moran, essa galera supremacista é na verdade formada por uma gente muito boa que só quer combater o globalismo. E quem critica é na verdade um fantoche de George Soros.

    Cabe agora a Luiz Moran explicar por que o líder deste movimento é egresso da extrema-esquerda e estava nas manifestações Occuppy Wall Street, fartamente financiadas por George Soros.

    www.splcenter.org/fighting-hate/extremist-files/individual/jason-kessler

    No aguardo.


    P.S.: esse tipo de coisa acontece com quem é cegado pela ideologia, e só consegue enxergar o mundo de maneira puramente maniqueísta. O sujeito, ao enxergar só um inimigo, acaba se aliando a ele próprio.
  • Luiz Moran  21/08/2017 17:30
    Se vc é libertário, que é cego é vc: toda e qualquer ideologia está baseada na deturpação de fatos para moldar o mundo aos "encantos" e "promessas" de um mundo melhor, mais justo e mais "humano". Eu NUNCA segui ideologia alguma e muito menos acreditei em apenas uma opinião ou de supostos "especialistas".
    Leia este artigo, que tem um outro ponto de vista sobre o assunto e tire suas conclusões:
    midiasemmascara.org/artigos/charlottesville-stalin-ganha-mais-uma/
  • Erivelton  21/08/2017 18:00
    Li. Achei hilário. Obrigado pela diversão. A estrovenga do Heitor de Paolo é um delírio só, mas devo confessar que é um delírio um pouquinho mais coerente que o seu.

    O Heitor de Paola, um conhecido lunático, diz que tudo aquilo que aconteceu foi apenas uma rigorosa encenação completamente controlada pelo Deep State e pela Nova Ordem Mundial com o objetivo único de manchar a imagem de Trump (o qual, segundo de Paola, é um homem incorruptível e que não aceita se submeter ao establishment).

    (Aos leitores que acham que estou fazendo um resumo exagerado e deturpado, por favor confiram o artigo linkado acima e comprovem).

    Desta teoria paolina, podemos tirar algumas conclusões lógicas:

    1) Tanto os neonazi quanto os antifa estão na folha de pagamento do Deep State e da NOM, e fizeram aquilo tudo apenas para macular a pureza de Trump (nem Arnaldo Jabor batia tanta punheta assim pra Obama).

    2) A galera do Deep State, onisciente que só, já sabia desde o inicio que o otário do Trump morderia a isca e viria a público defender os supremacistas -- e com isso, coitado, se queimaria todo.

    3) Os atores que fizeram o papal de neonazistas e de negros já voltaram pra casa, muito bem pagos (provavelmente por George Soros) após um trabalho bem feito.

    4) Mas uma coisa não fecha: dado que os negros e os neonazistas eram meros atores encenando tudo a mando do Deep State, só podemos concluir que as 3 mortes ocorridas ou foram uma mera encenação ou os participantes negros entraram em um snuff movie sem saber. Acho que vale uma investigação.

    5) No final, sempre segundo de Paola, quem realmente ganhou com tudo aquilo foi Stálin! (Sim, tá escrito isso no artigo).


    E por que eu disse que esse delírio é mais coerente que o seu? Porque ele ao menos não defende nenhum dos lados e, imagino eu, não acharia ruim se alguém criticasse a ideologia neonazista (como faz o artigo acima). Já você subiu nas tamancas com a crítica ao neonazismo, dizendo que isso era "ingenuidade" e significava "se aliar aos globalistas"


    Dica: se vocês da extrema-direita continuarem com esses delírios públicos irão afetar severamente a candidatura de Bolsonaro (por quem, estranhamente, eu tenho simpatias, mas majoritariamente por ele ser contra o desarmamento).

  • Pedro  21/08/2017 18:34
    O grande problema que eu vejo é que muitos liberais/libertários são inocentes demais e veem a politica de uma maneira idealista/romantizada, como se fosse algo puro.

    A grande questão é que a partir do momento que eles fazem coro a narrativa do Establishment eles fortalecem aquilo que eles próprios dizem combater (de maneira resumida, a visão estatista).

    Isso porque os novos marxistas se diferenciam em um aspecto dos marxistas "ortodoxos". Isso porque, enquanto os marxistas "ortodoxos" acreditam que a cultura da sociedade vai ser modificada por meio da mudança no modelo econômico, os novos marxistas acreditam que é o inverso, a mudança cultural é que vai levar a uma mudança no modelo econômico.

    Aliás, o próprio Mises já dizia que para mudar essa visão Estatista não adiantaria utilizar de métodos autoritários, era preciso que tal conquista se desse por meio das ideias, através de analises lógico-dedutivas.

    E os liberais, a partir do momento que defendem a hipocrisia da mídia esquerdista CRITICANDO APENAS AS IDEOLOGIAS COLETIVISTAS QUE SÃO CONTRÁRIAS AS IDEOLOGIAS COLETIVISTAS DELES estão, em termos práticos, fortalecendo essa esquerda anti liberdades (lembrem que igualdade e liberdade são inconciliáveis).
  • Taxidermista  21/08/2017 21:19
    "liberais/libertários veem a politica de uma maneira idealista/romantizada, como se fosse algo puro"

    Desculpe, Pedro, mas você está completamente enganado.

    Libertários enxergam a política exatamente como ela é: a institucionalização da extorsão e da espoliação.


    "Aliás, o próprio Mises já dizia que para mudar essa visão Estatista não adiantaria utilizar de métodos autoritários, era preciso que tal conquista se desse por meio das ideias, através de analises lógico-dedutivas"

    Mas é exatamente isso o que defende o Tucker no artigo, meu caro, ao criticar certo método autoritário.


    "a partir do momento que defendem a hipocrisia da mídia esquerdista CRITICANDO APENAS AS IDEOLOGIAS COLETIVISTAS QUE SÃO CONTRÁRIAS AS IDEOLOGIAS COLETIVISTAS DELES"

    O IMB critica toda e qualquer ideologia coletivista, seja de esquerda, de direita, vermelha, azul ou de qualquer nome ou cor. Então isso que vc falou não aplica ao IMB.

  • Pedro  21/08/2017 22:51
    Me desculpe Taxidermista, mas tu pegou as partes do meu texto dissociada das outras e, por causa disso, parece que eu falo coisas sem pé nem cabeça.

    Citar o que eu falo do Mises dissociando do "modus operandi" dos novos marxistas e a relação disso com o auxilio que boa parte dos liberais prestam a mesma esquerda que visa destruir as liberdades individuais e econômicas.

    E quanto ao IMB criticar todas as ideologias, não é o que o texto deixa transparecer, inclusive se não houvesse a menção da autoria do texto eu apostaria que ele tivesse vindo direto do Psolista Guga Chacra da Globo News.
  • Luiz Moran  21/08/2017 18:36
    É mesmo Eistein ?

    Extrema-direita, eu ? Seus argumentos ad hominem não tem fim ?

    Sugestão para você que é tão esperto: vá para uma ilha inabitada e ponha em prática o seu idel libertário, estou certo de que vc não teria dificuldade em juntar alguns milhares de voluntários. Ficarei torcendo para tudo dar certo conforme sua ideologia, e, claro, eu continuarei aqui mesmo na Terra, lendo e acreditando nas ditas "teorias da conspiração".
  • Erivelton  21/08/2017 18:45
    Ah, você encrencou com o rótulo? Eu o retiro, sem problema nenhum. E até peço desculpas por ele.

    Mas gostei de ver que, de resto, você nada opõe ao que eu disse.

    Abraço!
  • Sideshow Bob  21/08/2017 15:03
    Tem coisa errada nessa história toda, e o mundo está caindo como um patinho.
  • Allan  21/08/2017 16:01
    Engracado que durante os 8 anos do Obama, o primeiro presidente negro dos EUA, nao vimos sequer UM PROTESTO com violencia praticado pelos neo nazis, KKK, white supremacists... esse seria o momento para eles destilarem todo o odio mas nada aconteceu

    Foi o Trump ser eleito, a esquerda entrar em panico, partido democrata comecar a desmoronar, que do nada, vemos o "CRESCIMENTO DO ODIO DA DIREITA"

    incrivel... tem gente mto bobinha, acompanha noticia dos EUA atraves de CNN e Globo News da niso
  • Sérgio  21/08/2017 16:16
    O estranho é que o "líder" do United the Right participava daquelas manifestações de extrema-esquerda, Occupy Wall Street. Quem diz isso é o próprio SPLCenter:

    https://www.splcenter.org/fighting-hate/extremist-files/individual/jason-kessler

    Agora ele quer "Unite the Right"?

    Muito estranho.

    Recomendo assistirem os videos do Alex Jones do InfoWars...

    É fato que há um plano dos globalistas para acabar com o patrimônio cultural dos Sulistas (começando pela demolição das estátuas dos herois confederates) e para isso fazem uma campanha nacional e internacional para colocar a opinião pública contra o Sul.

    Vejam que o Sul é pintado "racista", "escravocrata"...enquanto o Lincoln é considerado o "heroi" que "libertou os negros da escravidão".

    Então, eu recomendo ter muito cuidado para não cair no jogo dos globalistas.
  • Rodrigo  21/08/2017 16:25
    Isso apenas comprova aquilo que nós libertários sempre falamos: extrema-esquerda e extrema-direita concordam em tudo no que tange à economia. Apenas divergem em questões sociais. Cada uma tem uma fórmula própria sobre como controlar melhor a população.

    Não é surpresa nenhuma, portanto, que o líder da extrema-esquerda tenha hoje virado o líder da extrema-direita. Em termos ideológicos, a mudança foi ínfima (mudou apenas a cor do autoritarismo, de vermelho para marrom). Em termos econômicos, a mudança foi quase nula.

    Agora, o que é realmente estranho é ver leitor deste site chorando e reclamando porque essa extrema-direita foi impiedosamente criticada e atacada. Estão completamente no site errado.
  • JP  21/08/2017 16:36
    Nunca passou pela sua cabeça que os termos pintados pela mídia estão incorretos?

    Como diabos o conservadorismo e a democracia liberal sempre foram colocadas na direita, e uma ideologia quase tão estatista quanto o socialismo é colocada na extrema-direita?

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Espectro_político
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Diagrama_de_Nolan

    Não é questão de estarem no site errado, isso não faz e nunca fez a menor coerência tanto pelo Espectro Político como pelo Diagrama de Nolan.
  • Rodrigo  21/08/2017 16:57
    Ué, mas eu não discordo de você, não. Estou apenas aproveitando esta notícia -- que é um fato -- para cutucar alguns "libertários" que estão aqui reclamando que o artigo criticou esse movimento extremamente coletivista e estatizante, que é o neonazismo.

    O líder deste movimento supremacista -- o qual não pode ser criticado, segundo alguns "libertários" aqui -- é simplesmente egresso da extrema-esquerda. E tem gênio aqui dizendo que este movimento supremacista (comandado por um egresso da extrema-esquerda) é na verdade feito por gente muito boa que está apenas lutando contra o globalismo (vide Luiz Moran acima)

    Mas pior do que essa postura é o sujeito dizer, como fez o Renato, que neonazismo não pode ser criticado porque isto afeta Trump. E o que é ainda pior é que pelo menos outras três pessoas ali em cima já disseram isso também. Com "libertários" assim, quem precisa de inimigos?
  • Luiz Moran  21/08/2017 17:45
    Rodrigo, se vc tem dificuldade de interpretar um texto, no caso do meu post, não bote palavras na minha boca: Eu Não defendo ninguém, apenas digo que tudo isso não passa de DESINFORMAÇÃO.
  • Renato  21/08/2017 17:48
    Como esses libertários são nervosinhos hein?


    Rodrigo, me mostra onde eu disse que neonazismo não pode ser criticado. Copie o meu post aqui por favor e prove sua afirmativa.

    Eu que eu vejo disso tudo é que é realmente muito estranho esses movimentos aparecerem com tanta frequência, agressividade e com intensa ênfase na mídia, imediatamente a posse de Trump. E enxergo assim apenas por ter lido algumas coisas que descrevem esse tipo de estratégia política. Casa como uma luva. Um livro que lembro sobre isso é o "Rules for radicals", de Saul Alinsky. É só por isso cara. Relaxa, estamos todos no mesmo barco ok?

  • Rodrigo  21/08/2017 18:17
    "Rodrigo, me mostra onde eu disse que neonazismo não pode ser criticado. Copie o meu post aqui por favor e prove sua afirmativa."

    Fácil. Segundo você próprio escreveu lá em cima, o artigo seria "Desinformação pura e potencialmente eficaz na validação da narrativa anti-Trump".

    Caso você tenha se embananado, vou desenhar: dado que o artigo nada mais é do que uma crítica à ideologia neonazista, o fato de você dizer que essa crítica à ideologia nazista é "desinformação pura e potencialmente eficaz na validação da narrativa anti-Trump" significa, por definição, que, para você, uma crítica ao neonazismo é uma "validação da narrativa anti-Trump".

    Pior: segundo você, criticar a ideologia neonazista, que é o que fez o artigo, é motivo para "desconfiar da honestidade deste site".

    Ninguém entendeu nem como você associou uma crítica ao neonazismo a uma agenda anti-Trump e nem por que você diz que criticar o neonazismo implica "desconfiar da honestidade deste site".

    Seria bom você aproveitar a oportunidade para esclarecer.

    Provavelmente você está acostumado com debates de Facebook, dominados por semi-analfabetos incapazes de acompanhar um raciocínio lógico. Aqui não, meu caro. Aqui é alto nível. Quem fala algo é chamado a se explicar.

    Mas há o livre arbítrio: você sempre pode fingir que não viu e não responder.

    "Eu que eu vejo disso tudo é que é realmente muito estranho esses movimentos aparecerem com tanta frequência, agressividade e com intensa ênfase na mídia, imediatamente a posse de Trump."

    E o que exatamente essa sua suposição tem a ver com a descrição do neonazismo? Por acaso descrever o que é o neonazismo e qual a sua fonte ideológica (um livro da década de 1970) significa "desinformação pura e potencialmente eficaz na validação da narrativa anti-Trump"? Significa "desconfiar da honestidade deste site"?

    "E enxergo (surgimento de movimentos anti-Trump) apenas por ter lido algumas coisas que descrevem esse tipo de estratégia política. Casa como uma luva. Um livro que lembro sobre isso é o "Rules for radicals", de Saul Alinsky."

    De novo: o que isso tem a ver com a crítica à ideologia neonazista?

    Ou, indo ainda mais direto ao ponto: Qual trecho do artigo coloca em xeque "a honestidade deste site"? Qual trecho do artigo o torna "desinformação pura e potencialmente eficaz na validação da narrativa anti-Trump"?

    Se você responder apenas a essas duas perguntas já me dou por satisfeito.

    "É só por isso cara. Relaxa, estamos todos no mesmo barco ok?"

    Lamento, mas eu não quero estar no mesmo barco de caluniadores. E muito menos de adoradores de políticos.
  • Pedro  21/08/2017 18:42
    Tem gente que ou é muito inocente ou muito dissimulada, a pessoa vem criticar a parcialidade da midia que diante de duas ideologias coletivistas e autoritárias critica apenas uma delas, e ai acaba virando um defensor dos nazistas.

    Realmente tem uns aqui que fica dificil, parece esquerdista falando "mimimi... todo mundo que é contra as minhas ideias é nazista... mimimi".
  • Renato  21/08/2017 19:50
    Uiuiuiui. Eu sou um caluniador!!! Não se preocupe cara, eu, o caluniador, não disse que você, "debatedor profissional pós-facebookiano", é idiota.

    Vou responder suas perguntas, "debatedor profissional", apesar de saber que não levará a nada:

    "E o que exatamente essa sua suposição tem a ver com a descrição do neonazismo?"

    É óbvio que a descrição destes fatos (em Charlottesville), quando feita de maneira competente e honesta, deve considerar todo o contexto de acirramento político nos EUA. E alguém que entende o texto percebe que o autor não está apenas descrevendo o neonazismo como você faz supor. O autor deixa claro inclusive o caráter temporal excepcional dos fatos em frases do tipo (Observe comparação explícita com Tea Party):

    "Era uma marcha completamente diferente de qualquer outra coisa já vista no país. Não tinha absolutamente nada de semelhante com nenhuma manifestação do Tea Party. Foi algo totalmente atípico e verdadeiramente aterrorizante para os residentes daquela idílica cidade."


    Uma simples descrição do movimento neonazista se encontra em dicionários e enciclopédias. É fria, objetiva e atemporal. Longe das características deste texto. Você entende isso "debatedor profissional?" Se sim, você é bastante malandrinho hein? Mas pelo visto você não é capaz de entender. Ao treinar para passar de fase nas discussões de facebook, você se esqueceu de que precisa ser minimamente inteligente para interpretar textos.


    "De novo: o que isso tem a ver com a crítica à ideologia neonazista? "

    Eu estou querendo entender as razões por trás dos movimentos. Os resultados dos estudos em ciência política, quando utilizados na manipulação de massas, são extremamente eficazes e contemplam uma extremamente complexa e rica cadeia de fenômenos altamente não intuitivos. Toda exposição de argumentos (ou de factóides) em veículos de grande exposição midiática é a manifestação final de longuíssimos (com duração de várias décadas) estudos científicos envolvendo as pessoas mais geniais que pisaram na Terra. Não compro nada a valor de face, tendo em vista, por exemplo, o que Edward Bernays descreve em seu livro Propaganda, de 1927.

    Cara, você é tão infantil, que até hoje você acha lindo textos que criticam a ideologia nazista. Você acha realmente necessário criticar a ideologia nazista? Bater em cachorro morto é fácil "debatedor profissional". Quero ver alguém EXPLICAR as origens da grande exposição desse tema a ponto de fazer o chefe de estado ter de dar explicações à imprensa. Entende isso ou precisa desenhar, seu idiota?

    Sugiro que volte à fase do facebook. Lá, talvez, com algum esforço, você consiga passar pito em algum imbecil semi-alfabetizado politicamente como você.




  • Sirkis  21/08/2017 20:02
    Peraí, aquela parte que você falou do Tea Party é sério?! Não posso acreditar.

    O autor -- que participou de várias marchas do Tea Party -- simplesmente afastou e rechaçou qualquer semelhança entre nazismo e Tea Party, dizendo explicitamente que ambos são completamente opostos, e aí você vem e diz que o autor quis dizer que ambos são iguais?!

    E isso é tudo o que você tem?!

    Olha, vou confessar que até achei que o Rodrigo tinha pegado um pouco pesado com você, mas agora sou obrigado a rever meu conceito. Ou você é muito desonesto ou muito ignorante.

    Ah, e as duas perguntas que ele fez para você passaram incólumes. De novo:

    Qual trecho do artigo coloca em xeque "a honestidade deste site"? Qual trecho do artigo o torna "desinformação pura e potencialmente eficaz na validação da narrativa anti-Trump"?

    De resto, pode xingar à vontade (chamar de "idiota", "malandrinho", "infantil" e "semi-alfabetizado"). Tô aqui só pra tentar entender a lógica de algumas pessoas fanáticas que viram no artigo algo muito além do que ele realmente fala. E também quero entender a tara por alguns políticos, que são vistos como cavaleiros solitários do bem ávidos para nos defender contra as forças sorosianas do mal.


    Ah, sim, gostei demais desse seu trecho:

    "Quero ver alguém EXPLICAR as origens da grande exposição desse tema a ponto de fazer o chefe de estado ter de dar explicações à imprensa. Entende isso ou precisa desenhar, seu idiota?"

    Ui! O homem mais poderoso do mundo, coitado, foi convidado a fazer um pronunciamento sobre um evento violento ocorrido em seu país! Mas onde já se viu isso? Que crueldade com esse estadista! Que falta de respeito com a delicadeza dele! Que coisa mais desumana! Não podemos tolerar que nosso macho alfa passe por essa sessão de tortura! Fora, mídia golpista!

    (Essa sua crítica à mídia americana é idêntica, sem tirar nem pôr, à critica petista à "mídia golpista" brasileira. Mas idêntica. Sem tirar nem pôr. Revelador.)

  • Guilherme  21/08/2017 20:16
    Rapaz, então era isso mesmo... eu queria acreditar que não, mas o pessoal que veio aqui criticar o artigo não está realmente atacando o conteúdo em si, mas sim preocupado com uma eventual repercussão negativa sobre Trump! (que nada tem a ver com o tema do artigo, aliás).

    "Nossa, fizeram o chefe de estado ter de dar explicações à imprensa! É gópi!"

    Surreal essa paixão por político. Mas deve ser gente apenas de passagem por este site. Não podem ser leitores contumazes.
  • John Maynard Keynes  21/08/2017 17:40
    Eu acho querer colocar ideologia política, econômicas e sociais em linhas, planos, ou retas não tem o menor sentido. A extrema-direita seria um modelo de estado autoritário, com poucas liberdades individuais, mas há grande liberdade econômica? Como que seria isso? Você tem plenas liberdades individuais e econômicas, mas não tem voto. Ou do outro lado, você teria grandes liberdade individuais, mas não teria liberdade econômica? Você usar drogas e abortar mas só as produzidas pelo partido-estado. It doesn't make any fucking sense.
  • Sabino  21/08/2017 19:09
    Por isso não faz sentido colocar tudo em esquerda X direita. Nazifascismo e Social-democracia são sistemas de "terceira via".
  • François  21/08/2017 16:39
    Mais um passo na tentativa de destruição da raça branca. Perceba nas músicas, comidas, roupas, hábitos o que esta acontecendo.
  • cmr  22/08/2017 19:57
    Isso é um problema causado pelo excesso de diversidade. Tão louvada aqui no Brasil.

    Em uma sociedade racialmente e culturalmente menos diversificada, movimentos como estes não teriam muito espaço.

    Um país muito diversificado só pode funcionar se o estado sumir, caso contrário, nunca será possível atender a tantos interesses e agendas diferentes. Daí essa merda toda.

    Mas por outro lado, para o estado, todo aquele conflito foi uma bênção.
  • Taxidermista  24/08/2017 22:20
    The Wrong Narrative in Charlottesville

    Jeff Deist


    "The political violence in Charlottesville yesterday was as predictable as it was futile. One person was killed and dozens badly injured, marking a new low in the political and cultural wars that are as heated as any time since in America since the 1960s.

    This relentless politicization of American culture has eroded goodwill and inflamed the worst impulses in society. Antifa and the alt-right may represent simple-minded expressions of hatred and fear, but both groups are animated entirely by politics: the perception that others can impose their will on us politically. The only lasting solution to political violence is to make politics matter less.

    We've allowed politics to invade every aspect of American life, from religion and family life to sex and sexuality, from bathrooms to ball fields to the workplace. But what has it gotten us besides identity politics on steroids? The "personal is political" is hardly the rallying cry of a free and confident nation. Even as we enjoy historically unparalleled material prosperity, we are dispirited by the 2016 election hangover and looking for scapegoats to explain the American malaise.

    It's easy to decry Antifa and its violent leftwing rhetoric. It's easy to decry the alt-Right, neo-Nazis, white supremacists, and fascists. It's more important to understand them as exemplars of a new political age. Progressives demanded permanent revolution; conservatives responded by becoming permanent reactionaries. And the media bias (overwhelmingly anti-right) makes things worse: one "side" becomes convinced of its moral superiority, while the other becomes convinced the fix is in.

    We suspect, without knowing, that a Hillary voter is just a step or two removed from a bandanna-clad Antifa, while a Mitt Romney voter is but a few degrees removed from an alt-Right nationalist marching in the streets. This may seem farcical, but the political society promoted by Clinton and Romney encourages it. Everyone must take a side, and live with the excesses.

    What we saw this weekend was a demonstration of the horseshoe effect, where both groups begin to sound and act like the other-- both illiberal, both demanding omnipotent state solutions to problems mostly created by government in the first place.

    To be sure, Antifa and the alt-right represent only a tiny fraction of the population and have little economic, social, or political power. But they serve as perfect fodder for a media narrative that benefits from a sky-is-falling narrative to ratchet up viewership. The narrative is fed by our vanity and desire to imagine easy solutions to complex problems (e.g. more "education," hate speech laws, welfarism, etc.) And we play along, assuming the worst of others and issuing smug affirmations of our own superiority on Facebook and Twitter.

    In 2018 we will suffer through a round of mid-term congressional elections which will only intensify the political and cultural divide. Both political parties will use events like Charlottesville to serve their shameful partisan goals. The need for each side to vanquish the other, to punish and repudiate the other's existence, demonstrates why politics is termed war by other means. It's not a peaceable process. Yet underneath it all the "policy" differences between Democrats and Republicans are laughably small. Theirs is a turf battle, nothing more.

    In a winner takes all political world, elections are weapons. Unless and until we learn to reject politics as the overarching method for organizing society, hatred and fear of "the other" will remain pervasive. Americans understand viscerally that government has far too much power over who wins and loses in our society, but haven't fully grasped the degree to which the political class benefits from division. We still want to believe in grade-school notions of democracy and voting.

    People of goodwill don't impose themselves on others politically any more than they do militarily. Libertarianism, with its goal of radically diminishing the scope of government and politics in our lives, offers a path to a more peaceful future. Only libertarians can claim the mantle of anti-authoritarianism, because only libertarians would deny government the power and size to become authoritarian. The political world isn't working, so why do we insist on more politics to fix it?"


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