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Por que apagamos um texto

Temos uma postura de não apagar conteúdo publicado. Isso é algo que raramente é feito pelo Instituto Mises Brasil.

Na semana que passou, no entanto, fomos surpreendidos pelas atitudes do cidadão norte-americano Cristopher Cantwell em Charlottesville, EUA. Em 2014, um texto de Cantwell foi publicado em nosso site, como assim o são diariamente textos de diversos autores de vários países do mundo, cuja biografia nem sempre conhecemos profundamente.

Apagamos o texto do nosso site porque o Instituto Mises Brasil repudia veementemente toda e qualquer forma de violência iniciada contra inocentes. Em suas ações o IMB busca: a) promover os ensinamentos da escola econômica conhecida como Escola Austríaca; b) restaurar o crucial papel da teoria, tanto nas ciências econômicas quanto nas ciências sociais, em contraposição ao empirismo; e c) defender a economia de mercado, a propriedade privada, e a paz nas relações interpessoais, e opor-se às intervenções estatais nos mercados e na sociedade.

Na sociedade que vislumbramos, a divergência é saudável, mas a agressão é inaceitável. Em nossa intransigente defesa do individualismo, condenamos veementemente toda e qualquer forma de coletivismo, seja racismo, nazismo, socialismo, fascismo, comunismo e nacionalismo, as quais ferem a liberdade do indivíduo e a responsabilidade decorrente dos atos pessoais.


Por fim, segue para sua análise o artigo publicado no Instituto Mises Brasil.


Dez razões pelas quais os libertários podem não ser muito simpáticos com você

Christopher Cantwell

Várias pessoas frequentemente reclamam que os libertários são rudes e insolentes.  Para ser sincero, este não é nem de longe um problema tão grave e comum quanto essas pessoas querem fazer crer.  Aliás, se isso realmente pode ser chamado de problema, o fato é que nós libertários sinceramente não estamos nem aí para o que você realmente pensa sobre nós ou sente por nós. 

No entanto, apenas para deixar as coisas mais claras, decidi criar essa lista explicitando algumas das principais razões de os libertários nem sempre serem simpáticos com você. 

(E tenha em mente que até mesmo aqueles libertários que eventualmente forem simpáticos com você estão internamente tão irritados com o seu estatismo quanto nós.  Eles apenas sabem controlar melhor seus sentimentos e sabem ser mais falsos.)

Libertários não são muito simpáticos com você porque:

10. Ridicularizar funciona

Creia-me: nós realmente preferiríamos que a humanidade fosse racional e reagisse à razão e às evidências.  Se ela fosse assim já teríamos vencido o debate e nem sequer estaríamos tendo essa discussão.  O estado não existiria e discussões políticas nem sequer fariam parte do cotidiano.

Ao contrário de você, nós já percebemos — ao sermos obrigados a vivenciar todo esse processo eleitoral e todas as propagandas políticas desse lixo chamado democracia que você tanto idolatra — que toda a política se resume a um candidato dizer que você deve votar nele porque "aquele outro candidato é muito pior". 

De um lado, os esquerdistas dizem que todos aqueles que se opõem a suas políticas são fascistas, racistas, fanáticos religiosos, reacionários, homofóbicos, gananciosos e socialmente insensíveis.  De outro, os direitistas dizem que todos aqueles que se opõem a suas políticas são socialistas, progressistas, devassos, vagabundos, inimigos de Deus e da família.

E isso é o que hoje é considerado um "debate democrático de alto nível".

Vocês obtiveram tanto êxito político em serem completamente idiotas, que nós libertários simplesmente descobrimos que ridicularizar vocês é a melhor maneira de vencer batalhas políticas.  Por isso, somos obrigados a agir assim.  Nós fazemos troça de vocês simplesmente porque esse é o único linguajar que, talvez!, vocês são capazes de entender; essa é a única natureza das discussões políticas que vocês conseguem apresentar.  Nós destroçamos seus ídolos políticos e suas ideias democráticas simplesmente porque são nocivos para a humanidade, e não queremos que nenhum incauto leve vocês a sério.

9. Dado que vocês já têm uma ideologia, nós realmente não estamos muito preocupados em tentar convencê-los de alguma coisa

A maioria das pessoas não tem absolutamente nenhum conceito de política, de economia ou de filosofia.  No entanto, se, por algum acaso, alguma pessoa vier a ter algum interesse em algum desses assuntos por causa de algo que dissemos — ou porque ficou genuinamente interessado em descobrir algum tipo de verdade objetiva —, aí então realmente teremos alguma esperança em trazê-la para o nosso lado.  Estas são as únicas pessoas com quem realmente estamos interessados em despender algum tipo de energia.

Mas a triste realidade é que a esmagadora maioria das pessoas envolvidas nessas coisas não está realmente interessada em descobrir nenhum tipo de verdade objetiva.  O fato de que tais pessoas ainda não são libertárias é uma prova mais do que suficiente disso.  Por algum motivo insondável, elas já escolheram um lado e estão dispostas a defendê-lo a todo custo.  Progressistas não estão propensos a se tornar conservadores, conservadores não estão propensos a se tornar progressistas, e ambos não querem se tornar libertários.  Na melhor das hipóteses, ambos tentam ludibriar os libertários para conseguir nosso apoio às suas próprias agendas políticas anti-libertárias.  E, convenhamos, até agora eles vêm fazendo um ótimo trabalho nessa área. 

Portanto, todas as vezes em que fomos compreensivos com vocês e aceitamos trabalhar juntos, acabamos nos estrepando.  Já aprendemos essa lição e não mais estamos dispostos a ignorá-la.

Ter uma ideologia implica possuir algum conhecimento do assunto em questão.  Se você já estudou o tópico 'governo', e já concluiu que tal instituição tem algum potencial de fazer alguma coisa positiva, então isso significa que você realmente não é muito bom em processar informações.  O histórico de fracassos do estado é tão grande e tão ridiculamente óbvio, que nós realmente cremos ser impossível que qualquer pessoa minimamente racional defenda sua existência.  Sua "instruída" defesa dessa absurdidade prova que você está além de qualquer capacidade de salvação.

Portanto, pode acreditar: quando libertários se predispõem a debater com você, eles não estão tentando convencê-lo de nada; eles estão pensando única e exclusivamente na eventual plateia de observadores do debate, a qual pode ser formada por pessoas menos ideologizadas.  Tal "debate" nos dá a oportunidade de difundir um pouco mais as nossas ideias.  E quanto mais você se esforça para recusar nossos fatos e argumentos, mais fazemos você parecer um idiota perante essa plateia.  E, mesmo que as pessoas dessa plateia não se tornem libertárias, elas ao menos terão agora uma opinião amplamente negativa sobre você e suas ideias, de modo que elas não mais irão se juntar à sua causa e defender a sua agenda totalitária.

8. Não estamos tentando vencer eleições

Qualquer libertário que diga estar tentando vencer uma eleição está ou mentindo sobre seu objetivo, ou mentindo sobre ser libertário, ou completamente desinformado e perdido.  Até onde sabemos, eleições são uma péssima maneira de resolver as coisas.  Queremos abolir eleições, e não vencê-las.

A natureza do estado é fazer falsas promessas para angariar o apoio de incautos e derrotados.  O estado promete que irá proteger você de bichos-papões, que irá resolver todos os seus problemas econômicos, que irá fazer de você uma pessoa melhor, e que irá ser norteado exclusivamente por princípios nobres.  Nós libertários sabemos que isso é totalmente ridículo, sabemos que não tem como dar certo, e sabemos que a maioria das pessoas é imbecil o bastante para acreditar nisso, e irão morder gostosamente a isca.  Logo, sabemos que não temos como competir por meio do voto popular.

Libertários são naturalmente anti-estado, saibam eles disso ou não.  Aqueles que ainda estão iludidos ao ponto de acreditar que podem vencer alguma eleição e levar um pouco de sanidade à máquina estatal não passam de meros idiotas úteis a serviço do regime.  O objetivo não é vencer as suas malditas eleições; o objetivo é converter uma minoria ampla o suficiente contra a legitimidade do estado de modo a impossibilitar a continuidade de seu funcionamento. 

Sendo assim, não temos absolutamente nenhum interesse em ajudar vocês a glorificar esta insanidade chamada "processo eleitoral"; não temos nenhum interesse em promover candidatos, algo que apenas derrotados incapazes de cuidar da própria vida fazem.  Vocês estão corretos quando dizem que "nenhum candidato é bom" para nós: não importa quem esteja concorrendo, iremos ridicularizá-lo e destroçá-lo simplesmente porque ninguém tem o direito de nos governar.

7. Já tivemos essa mesma discussão centenas de vezes

Se você ao menos já tivesse se dado ao trabalho de ler as obras de pelo menos um dos grandes teóricos libertários, não estaria fazendo as mesmas perguntas idiotas de sempre.  Primeiro você pergunta "quem irá construir as estradas?" ou "quem irá cuidar da polícia e do judiciário?" ou "quem irá cuidar dos pobres?"; depois você diz, com ares de superioridade, que "tudo isso é muito utópico", e daí desanda a repetir os clichês mais banais e surrados, como se fossem o pensamento mais original da galáxia.  Isso apenas comprova que você não se deu ao trabalho de investir nem sequer 10 minutos de sua vida infeliz para fazer um mínimo esforço para entender o básico do que estamos falando.  Por que deveríamos perder tempo com um coitado como você?

Enquanto isso, estamos continuamente atentos ao lixo propagandista que você consome, sempre construir argumentos que o refutam.  Escrevemos artigos reflexivos, criamos vídeos informativos, e produzimos áudios irrefutáveis explicando em grandes detalhes o que exatamente seus políticos e propagandistas estão dizendo, e por que estão errados.

Já você simplesmente não presta nenhuma atenção a qualquer conteúdo que não seja oriundo de pessoas do "seu time", e todos do "seu time" repetem exatamente as mesmas baboseiras.  Portanto, todas as vezes que incorremos em um debate político, já sabemos de antemão exatamente o que você irá dizer, já sabemos qual é a resposta correta para a sua propaganda, e já sabemos que você irá gemer e espernear perante nossa resposta. 

Acredite: todo esse processo é indescritivelmente maçante.  Sempre que imaginamos que finalmente seremos confrontados com algo genuinamente original e desafiador, somos frustrados com a mesma logorreia de sempre, repetida como se fosse uma verdade trepidante.  Esses debates repetitivos são extremamente aborrecidos, pois não produzem nada de positivo para nós.

6. Sabe todos aqueles "mas, e se..." que você tanto repete?  Pois é, são chamados de escolhas

Você vai cair de costas ao ler isso, mas a melhor coisa sobre a liberdade é que as pessoas podem fazer suas próprias escolhas.  E realmente não entendemos bem por que isso lhe incomoda tanto.  Todas as vezes que você nos pergunta "mas, e se...", temos milhares de respostas diferentes.  Se você não gostar da primeira, podemos fornecer várias outras.  O principal objetivo é: você pode escolher para si próprio o que mais lhe aprouver em um arranjo de mercado.

Você se tornou tão acostumado em ter o estado como arbitrador supremo de todas as coisas, que você entra em pânico a cada momento de incerteza.  O mais engraçado de tudo é que o estado nunca lhe forneceu absolutamente nenhuma certeza.  Há um caos absoluto no mundo, os governos assassinaram mais de 260 milhões de seus próprios cidadãos apenas no século XX (e não estou incluindo aí as guerras!), e você ainda está se descabelando com limites de velocidade, cigarro em restaurante, e plantio de maconha.

5. É impossível ensinar economia em 140 caracteres ou menos

Um ponto positivo da internet é que ela nos possibilita comunicarmos com várias pessoas muito rapidamente.  Um ponto negativo é que essa gratificação instantânea vem fazendo com que as pessoas acreditem ser possível obter respostas para tudo sem absolutamente nenhum esforço.  Se você realmente acredita estar qualificado para ir a uma urna e decidir quem irá gerenciar o país em que você vive, então você deveria, no mínimo, ter o bom senso e a decência de estudar economia.

Na prática, toda essa discussão que estamos tendo realmente se resume a economia.  Políticos e propagandistas se alimentam de seus medos, incertezas, preconceitos e emoções simplesmente porque essa é a maneira mais fácil de manipular você e, com isso, fazer com que você aja de acordo com os interesses deles e contra os seus.  Essa tática — extremamente funcional — permite que eles operem em uma dimensão em que frases de efeito e palavras fáceis simplifiquem assuntos extremamente complexos.

Explicar para você tudo o que há de errado nessas frases de efeito não apenas é uma tarefa difícil e trabalhosa, como também requer que você tenha algum conhecimento sobre economia, sobre ação humana, e sobre como os seres humanos reagem a incentivos.  Não é possível explicar tudo isso em uma "tuitada" ou em uma postagem de Facebook.  Nós produzimos milhares de páginas de texto, e incontáveis horas de áudio e vídeo explicando todas essas coisas.  O melhor que podemos fazer em uma "tuitada" ou em uma postagem de Facebook é enviar um link que contenha este material, e esperar que você irá ler/ver/ouvir.  Mas você nunca faz isso, certo?

4. Sim, nós somos mais inteligentes que você

A Triple Nine Society, uma organização cuja filiação é reservada exclusivamente para pessoas de altíssimo QI (pessoas que estão acima do 99,9º percentil), fez uma pesquisa sobre as opiniões políticas de seus membros.  Os resultados não são nada surpreendentes: seus membros macicamente apóiam a descriminalização de todas as drogas, da prostituição e do jogo.  Também apóiam o porte de armas e o livre mercado.  São contrários à intervenção do estado na saúde e aos impostos sobre a renda.

Governo é fraude, e, como todas as outras fraudes, só se mantém graças à ignorância de suas vítimas.  Nós libertários não somos ignorantes, mas você é.  E seu apoio a essa fraude nos prejudica.  Sua estupidez literalmente dói.

3. Nossa superioridade moral é justificável

Sabemos que você tem algumas ideias distorcidas sobre moralidade.  O problema é que, em termos puramente lógicos, a moralidade tem de ser consistente.  Se a sua plataforma moral não pode ser aplicada universalmente, então ela não tem validade nenhuma.  Se a sua plataforma moral aceita exceções, então ela simplesmente não faz sentido.

Se você acredita que roubar é errado, então não há como defender tributação.  Se você acredita que parasistismo é errado, então não há como defender redistribuição de renda ou empregos públicos.  Se você acredita que escravizar é errado, então não há como defender alistamento militar.  Se você acredita que matar inocentes é errado, então não há como defender guerras.  Se você acredita que falsificar é errado, então não há como defender política monetária expansiva.  Se você acredita em livre arbítrio, então não há como defender a proibição de drogas.  Em suma, se você acredita que agredir inocentes é errado, então não há como defender estado, que se financia e sobrevive exclusivamente por meio da agressão a inocentes.

Políticos, religiosos, moralistas e propagandistas sempre são flagrados fazendo coisas que vão exatamente contra as palavras que proferem, e você é rápido em acusá-los.  Religiosos são flagrados cometendo adultério, socialistas acumulam vastas riquezas, moralistas praticam todos os tipos de vale-tudo para se dar bem e desarmamentistas andam com seguranças armados.  Suas plataformas morais são obviamente inconsistentes e isso faz com que elas não tenham nenhum significado.  Você, no entanto, ao se dizer contra agressão a inocentes mas defender a existência do estado, está incorrendo na mesma contradição.

Nossa plataforma moral é basicamente a não-iniciação de agressão contra inocentes.  Desde que não roubemos, agridamos, sequestremos ou assassinemos inocentes, estamos perfeitamente dentro do nosso código moral.  Isso é muito fácil para a maioria das pessoas, uma vez que a prática da violência não é algo atraente para nós.  Logo, nós libertários não somos hipócritas.

2. Não estamos pedindo muito

Se você quer viver sendo submisso a políticos e burocratas, acatando suas ordens e vivendo como eles mandam, isso é problema seu.  Não recomendamos, mas, se você gosta, seremos as últimas pessoas a impedir que você se submeta à autoridade de alguém.  Podemos, no máximo, explicar a você as virtudes da liberdade, mas honestamente não estamos tentando obrigar você a ser livre.  Tudo o que queremos é que você não nos obrigue a viver sob esse mesmo autoritarismo.

Isso é tudo o que pedimos.

Já você, por outro lado, quer confiscar nossa propriedade, tomar grade parte do nosso dinheiro, "educar" nossos filhos, regular nossos empreendimentos, e controlar nossas relações pessoais.  Por algum motivo inescrutável, você acredita que se tais atos violentos forem feitos por uma entidade chamada 'governo', eles deixam de ser imorais.  Se eles fossem realizados por algum ente privado, você corretamente diria ser algo socialmente inaceitável.

Como nós libertários não acreditamos em governo, encaramos tudo isso com o mesmo espanto que você teria caso um lunático tentasse fazer essas coisas com você.

Sério mesmo, qual o problema?  Apenas nos deixe em paz.

1. Você sempre recorre à violência

Discussão polida sobre política e estado é uma ilusão.  Ao final da discussão, não importa quem está certo e quem está errado: a pessoa que está em superioridade numérica irá obrigar as outras pessoas, sob a mira de uma arma, a aceitar suas ideias ruins.  Apenas imagine essa situação de maneira reversa: em vez de terminar sendo ameaçado, você já começa sendo ameaçado.  Ninguém tentaria ser educado ou ter divergências respeitosas nessa situação.

No entanto, uma vez que nós libertários sabemos que estamos em número menor (pois inteligência e sensatez não são virtudes abundantes no mundo), e dado que a minoria sempre se estrepa em uma democracia, é exatamente assim que essa discussão é vista por nós.  Ela começa e termina com a ameaça de violência sobre nós, e o simples fato de que não lhe damos um tiro na cara realmente é uma perfeita ilustração do nosso nível de civilidade.

Você simplesmente não nos dá nenhuma opção para escaparmos dessa violência.  Somos obrigados a escolher entre a violência da sua gangue, ou a violência da gangue rival à sua.  E as duas gangues nos dizem "Ame-o ou deixe-o" ou "Vá para a Somália!"  como se eu simplesmente não tivesse o mais básico direito de ser deixado em paz em minha própria casa. 

Portanto, entenda: se a única opção que você nos oferece é a violência, e se a violência é o arranjo a que você quer que sejamos submetidos, então você ser nosso objeto de escárnio é um arranjo que sai muito barato para você.


INSTITUTO MISES BRASIL

8 votos

autor

Instituto Mises Brasil

  • Tomaz   20/08/2017 02:35
    Eu gostaria de saber qual é o problema específico do artigo.
  • Tarabay  25/08/2017 18:23
    Do artigo nenhum, do autor sim.
  • Rodrigo  26/08/2017 14:30
    O artigo é comprometedor pois caracteriza-se como coletivismo ao defender um grupo acima daqueles que não pensam como eles.
  • Carlos Lima  28/08/2017 18:58
    Gostei do artigo por diversos motivos. Não o apagaria, mas acho que os donos do site têm todo direito de publicar e apagar o que quiserem. Se podem até extinguir o site, por que não poderiam suprimir um simples artigo por qualquer motivo? No meu entender não precisavam nem explicar as razões da retirada. Mas se acharam importante dar as referidas explicações, também têm o meu apoio. Resumindo: eu não me acho no direito de dizer a eles o que eles devem fazer. São livres, como eu também sou. Podem fazer o que quiserem, desde que arquem com as consequências.
  • Alexandre Jr Mendes  04/09/2017 13:52
    Hlerinha da esquerda logo foram criticar a postagem, um esclarecimento público parece razoável.

    https://www.vice.com/pt_br/topic/instituto-mises-brasil


    Entretanto, não vi nenhuma notícia de repúdio dos partidos que apoiam a violência na Venezuela e as políticas do Maduro, no site deles!

    Bom dia a todos!
  • Felipe Lange S. B. S.  20/08/2017 14:41
    Vão querer deletar também os artigos do Chiocca porque secessão é entendida por ignorantes como um "movimento racista"?
  • Max   22/08/2017 00:18
    O q tem uma coisa a ver com a outra cidadão?

    Que grande bobagem.

    O texto foi apagado pq o cidadão (autor do artigo) participou de atos de agressão em nome do coletivismo, e o site não poderia manter artigo de alguém que participou de atos de agressão.

    Não tem nenhuma analogia com "ignorantes acharem que secessão é movimento racista"

  • Bruno Maia  20/08/2017 15:10
    "Se você quer viver sendo submisso a políticos e burocratas, acatando suas ordens e vivendo como eles mandam, isso é problema seu. Não recomendamos, mas, se você gosta, seremos as últimas pessoas a impedir que você se submeta à autoridade de alguém. Podemos, no máximo, explicar a você as virtudes da liberdade, mas honestamente não estamos tentando obrigar você a ser livre. Tudo o que queremos é que você não nos obrigue a viver sob esse mesmo autoritarismo."

    Isso é utópico. Uma vez que o Estado detém o monopólio da força eles podem fazê-lo e pronto: com uma ordem judicial, fecham seu site, te prendem por sonegar, te acusam falsamente de qualquer coisa, com a condescendência da mídia, até por sair com prostitutas, como acontece no Texas. A nós, cabe questionar. Mas a submissão é quase certa e o único tratamento é a "redução de danos"
  • Viking  21/08/2017 15:18
    o texto faz alguma alusão ao nazismo, supremacia branca, etc?
    Não, então não deveria ser apagado.
    bola fora de vocês
  • Enoch Root  21/08/2017 15:28
    [publicado em outro local na blogosfera]

    Não é corrente no IMB confundirem as ideias com as pessoas. O texto do Cantwell é razoável… Não vi motivo algum para retirá-lo pq seu autor ficou violento.

    É o mesmo que não citar George Bernard Shaw ou Upton Sinclair (ainda que eles tenham frases absurdamente excepcionais) pq eram comunistas… Posso apreciar a mensagem, ou mesmo parte dela, e desprezar o autor. Qual o problema?

    Escorregada do IMB para o politicamente correto, IMHO.
  • Malthus  21/08/2017 16:20
    Foi bom terem apagado. O texto era constrangedor. Não por causa do autor (nem sei quem é), mas por causa da mensagem e da forma como ela foi passada.

    Lembro-me que este artigo foi campeão de reclamações por parte dos leitores, dizendo que a forma como a mensagem foi passada (de maneira arrogante e desdenhosa para com terceiros) foi um verdadeiro tiro no pé. Eu mesmo já havia pedido que ele fosse apagado várias vezes, pois o considerava um verdadeiro queima-filme para aqueles que ainda estavam descobrindo o libertarianismo, mas não fui atendido.

    Felizmente, agora, ainda que por vias tortas, isso aconteceu. Era um texto completamente fora dos padrões (de alto nível) do IMB.

    P.S.: ah, sim, os mais novos aqui não se lembrarão, mas este artigo gerou uma repercussão tão negativa, que o próprio presidente do IMB teve de fazer um blog para falar especificamente sobre ele.

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=1880


    Em suma, good riddance a este artigo
  • John Maynard Keynes  21/08/2017 17:04
    Artigo exageradamente pretensioso. Somos mais inteligentes, moralmente superiores, vocês esquerdopatas são todos uns imbecis, vagabundos, lixos morais. Parece aquelas pessoas que descobriram Mises a semana passada e já se acham valorosos guerreiros lutando contra monstros comunistas. Eu já sei que às vezes é frustrante, décadas de lavagem cerebral socialista, anti-capitalista e anti-liberal tornam o indivíduo imune a auto-crítica. Na verdade todo o discurso socialista é baseado em princípios morais que nem eles mesmos tem. Eles acham que a propriedade privada é imoral e que a liberdade é relativa e é uma construção social. Mas eles não estão dispostos a abrir mão destas coisas. Tem que ter calma com os esquerdistas, explicando, e dar um tempo para a coisa assentar. Não adianta ficar vomitando conceitos econômicos liberais, sistema de preços e etc na marra.
  • WDA  21/08/2017 17:23
    Nada deveria ter sido apagado. Nós não saímos por aí queimando livros de Marx apesar de aquele vigarista ter sido, por força das idéias que criou, um verdadeiro genocida.

    O texto de Cantwell foi um tanto prepotente no estilo, mas na essência a mensagem é correta. Até um mentiroso contumaz pode dizer a verdade em um dado momento. Que faríamos, então? Negar a verdade que ele diz?

    Em vez de apagar o texto, bastaria acrescentar uma nota dizendo: "publicamos o texto tal porque a mensagem está correta, mas não endossamos a pessoa e a conduta do autor, que fez: isso, isso e aquilo em tal ocasião".

    Apagando-se um texto perdem-se também os comentários, que em geral rendem boas discussões e referências.

    O site não é responsável pela conduta pessoal dos autores cujos textos ele compila. Só um idiota pensaria o contrário. Deveríamos corroborar a idiotice?

    Felizmente podemos conferir o texto aqui, pelo menos para formar a nossa própria opinião. Senão nem isso! Mas, e os comentários?

    Por fim, ainda não sei o que o sujeito fez de errado, pois o site nem mesmo especifica. Vou ter procurar na internete. Será que ele foi mesmo culpado de alguma coisa? Ou ele só estava presente a um evento de consequências trágicas? Todo mundo é inocente até que se prove o contrário.

    P.S.: se fôssemos suprimir liminarmente as opiniões de pessoas politicamente incorretas (e até mesmo - pasmem - de assassinos, genocidas, etc.) não teríamos história. Marx, Hitler, Stalin... Bertrand Russel, George Bernard Shaw (pois é, esses aí eram eugenistas!) ... e também, Cesar, Nero, Ivan o Terrível entre outros tantos seriam apagados das páginas de nossa história. O problema é que isso não impediria - ao contrário, favorecia - a repetição de seus erros.

    Nós somos melhores do que isso. Temos a razão, a lógica, a argumentação, a verdade, para opor ao erro. Nada precisamos apagar. Precisamos, sim, aprender e superar.
  • McFly  18/08/2018 15:51
    Perfeito, WDA
    Ia tentar escrever algo parecido, mas felizmente resolvi ler os comentários antes... E você resumiu magistralmente!
    Acho que, tão importante quanto o crivo dos leitores, é o julgamento da história: basta lembrar que a inquisição queimava livros...
  • Alexandre Fetter  21/08/2017 18:43
    Vejo nos comentários de quase todos os textos publicados muuuuuuito mais arrogância e agressões que o texto censurado pelo IMB. Nem por isso vocês os apagam.
    Pela falta de critérios, erraram feio...
  • Inácio  21/08/2017 19:01
    Eu até concordo que os coices não são bons. Porém, sendo eu um frequentador assíduo deste site já há alguns anos, sou obrigado a reconhecer: nunca vi ninguém que fez uma pergunta educada e humilde levar coice.

    Só leva coice quem chega fazendo afirmações arrogantes, mentirosas e até mesmo caluniosas.

    Quem apenas pergunta com sinceridade e tem humildade é muito bem tratado; já quem chega dando voadora recebe voadora de volta.

    Fica desagradável? Fica. Mas é uma reciprocidade justa? Eu diria que sim.

    Ah, sim, e vale ressaltar o ponto principal: mesmo as respostas brutas contêm argumentos e fontes. É raríssimo ver uma resposta vazia e sem argumentos a uma provocação. Eu mesmo nunca vi.

    De resto, não entendi muito bem o que você defende. Qual destas opções?

    a) quem chega aqui xingando deve ser tratado com flores e delicadeza;

    b) a pessoa que respondeu ao xingamento do agressor deve ter sua resposta apagada, concedendo assim vitória ao agressor gratuito (e cometendo uma total falta de respeito ao cara que se dedicou a escrever a resposta);

    c) Censurar e apagar todos os comentários.

  • Alexandre Fetter  22/08/2017 12:44
    Pois eu vejo arrogância e coice sempre, todos os dias por aqui. Nem por isso deixo de ler, pois como tu mesmo disseste, sempre há uma contribuição interessante ao assunto. Mas está claro que nossas definições de "agressão" são bem distintas.
    No mais, óbvio que nada deve ser censurado. Fiquei desapontado ao saber que eles são adeptos da censura...
  • Tiago  22/08/2017 13:26
    Adeptos de quê?! O artigo está logo ali em cima, meu caro. Na íntegra. Como bem ressaltou o Pobre Paulista abaixo, "Estou confuso, estão reclamando que o texto não deveria ter sido excluído, mas ele está bem aqui. Estão reclamando do quê exatamente?".

    Ah, sim: por favor, aponte um único comentário que tenha sido gratuitamente agressivo -- isto é, alguém fez uma pergunta humilde e sincera e foi respondido com coices e patadas. Só um.
  • Pobre Paulista  22/08/2017 13:16
    Cuidado, esse seu comentário pode ser considerado um "Coice" pelo pessoal mais sensível.
  • Jailma Viana  19/06/2018 15:48
    Caro WDA,
    Parabéns. Muito bem argumentado. Nada a acrescentar.
  • Ex-microempresario  21/08/2017 21:10
    Sou contra excluir qualquer texto, quanto mais por ter sido escrito por A ou B. Deixem o julgamento por conta do leitor.

    História é para ser estudada, não para ser reescrita.
  • Moderado  22/08/2017 05:57
    Apesar de certa arrogância em achar os libertários o máximo, não vejo pq o texto ser apagado. Muitos textos de esquerdistas dizem que os direitistas são burros e os textos de direitistas dizem que os esquerdistas são burros, achei bem humano da parte dele dizer que todos os outros diferentes dele é que são lixo. Eu até me sentia um libertário antes de ler esse texto, mas agora não quero ser mais tão libertário quanto esse cara. Prefiro ser apenas um respeitador das liberdades individuais, e ao invés de oferecer opiniões as pessoas vou procurar oferecer opções. Abs.
  • Pobre Paulista  22/08/2017 13:09
    Estou confuso, estão reclamando que o texto não deveria ter sido excluído, mas ele está bem aqui. Estão reclamando do quê exatamente?

    E convenhamos que o artigo é uma porcaria. Deveria se excluído por ser RUIM, e não por seu autor ser um lixo.
  • Andre  22/08/2017 13:43
    Também estou com essa dúvida, o artigo não esta aí? E também discordo do artigo, apesar de que para quase todos os fortemente atuantes políticos coletivistas é perfeitamente aplicável, a grande maioria da população que só quer trabalhar, pagar as contas, criar os filhos e viver em paz absorve com boa eficiência ideais liberais ou libertários, o voto nulo está aí pra provar.
  • EEp  23/08/2017 03:35
    O artigo é sensacional, não fala nada além da verdade... inacreditável que um cara desses tenha me feito tamanha barbaridade.

    Creio que o texto não deveria ter sido apagado, mesmo porque vcs mantiveram ele no site da mesma forma, realmente não deu pra entender. Entretanto, agradeço por não terem excluído, já que ele é muito bom rs
  • tomás marabo  28/08/2017 14:25
    "pelas atitudes do cidadão norte-americano Cristopher Cantwell em Charlottesville, EUA."

    IMB fake news.

    achei que o IMB fosse um pouco mais maduro politicamente pra não cair na armadilha de Charlottesville. mas não, são crianças políticas.

    quais as atitudes do Cantwell em Charlottesville??
  • Jaci Boreaux  28/08/2017 15:06
    Fez nada, não. Só se entregou para a polícia (não sem antes chorar em um vídeo).Vai ver que é porque era inocente, né?

    edition.cnn.com/2017/08/23/us/urgent--christopher-cantwell-surrenders/index.html

    www.usatoday.com/story/news/nation/2017/08/23/white-nationalist-christopher-cantwell-says-hell-turn-himself/592770001/

    www.telegraph.co.uk/news/2017/08/24/white-supremacist-christopher-cantwell-hands-police/

    www.zerohedge.com/news/2017-08-25/crying-nazi-christopher-cantwell-denied-bail-charlottesville-pepper-spray-attack


    Dica: da próxima vez, informe-se minimamente antes de vir caluniar terceiros. Pelo visto, a "criança política" adepta do "fake news" e da "imaturidade" é você.
  • Dam Herzog  31/08/2017 02:58
    Adorei o artigo, espero que não o apaguem. Este instituto está. Cada dia melhor. Mises Brasil é o pão do meu espírito.
  • zanforlin  12/09/2017 17:24
    Sou frequentador diário do IMB, mas nem sempre leio todos os artigos. As 10 explicações são fundamentadas, embora pareçam uma motoniveladora face às ideias que busca refutar. Considerei os comentários, a favor e contra a retirada do artigo, equilibrados e de elevado nível, em sua maioria. Após refletir, fico com os que pugnaram por sua não exclusão, visto que os comentários ao artigo já são veemente censura a ele. O mundo tem lugares belos e feios, pessoas perfeitas e aleijadas, crianças saudáveis e abandonadas. Não arranquemos os olhos que vêem o que é feio, nem exterminemos os feios, pois isso tudo compõe o mundo em que vivemos...
  • João  17/09/2017 18:17
    Dizer que o artigo não tem nada a ver com o autor que o escreveu é um erro constante que vejo nos comentários.
    Cristopher Cantwell é um merda racista que deve ser punido com a retirada de seu artigo e, quiça, banido da vida pública.

    Parabéns ao Mises Brasil pela escolha certa e prudente!
  • Cetico  17/09/2017 19:17
    Eis o documentário:

    https://www.youtube.com/watch?v=RIrcB1sAN8I
  • Neuciley Pereira da Silva  18/09/2017 04:02
    Quero este artigo de volta:
    Estrada abandonada é reformada por empreendedores do mercado negro, após reforma o estado se apossou novamente da estrada, e até destruiu frutas dos "contrabandistas".
    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2512
  • Leitor Atento  18/09/2017 11:49
  • Marcos  03/10/2017 16:58
    Não entendi a reclamação por apagarem o texto. Ele está aí para quem quiser ler, não houve censura alguma. Achei uma solução elegante para manter as liberdade de expressão ao mesmo tempo em que se evita a acusação de compactuar com o autor do texto.
  • João Vitor  05/10/2017 15:37
    O artigo não deveria ter sido excluído, dizer a verdade não é violento e imoral e quem quer que ficou ofendido por ela não merece desculpas. Assistam a isso: https://www.youtube.com/watch?v=dIEemKcy-4E
  • Paulo Mubarack  27/10/2017 23:46
    Imaginem se um grave for descoberto na vida de Ludwig Von Mises. O pessoal apagará toda sua obra!
    Falando sério, que atitude atrasada apagar o texto, digna dos mais asquerosos comunistas.
  • Luiz  02/01/2018 03:21
    Infelizmente agora até no IMB precisamos ter cuidado com oque é postado, isso porque o site virou uma cadelinha dos politicamente corretos.

    Embora de vez em quando até publiquem textos politicamente incorretos é só a patrulha ideológica de justiceiros sociais coletivistas atacar que ficam com o rabo entre as pernas.

    Daqui a pouco até os textos sobre a guerra de sesseção americana vão ser apagados, tudo por causa do medo de serem atacados pelo exército de justiceiros sociais.
  • Paulo Roberto Cavalcante Junior  28/04/2019 15:58
    Acho o artigo uma peça rara de consistência, solidez, lucidez, e rigor. Me lembra coisas que Rothbard diria, com uma eloquência lógica típica de jusracionalistas.
    As ações do cidadão cabem boicote. O artigo dele é excelente. Irrepreensível no que tange especialmente a superioridade moral.
    Se for pra discutir pessoas ou a a ação humana de um indivíduo em específico, melhor separar da discussão sobre as ideias, ao menos no caso desse artigo. Pois ad hominem ou ad persona não pode de forma alguma refletir em juízo de valor acerca de ideias. O texto é ótimo.


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