clube   |   doar   |   idiomas
Como a Anvisa prejudica (e mata) os brasileiros para ajudar o orçamento do governo
Eis mais uma consequência nefasta da socialização da medicina

Imagine que você esteja gravemente doente. Já existe um determinado medicamento que garante maior bem-estar ao longo de seu tratamento, e milhares de pessoas ao redor do mundo, com a mesma doença que você, já o utilizam.

No entanto, você não pode ter acesso a esse medicamento para se cuidar melhor.

Tudo porque esse medicamento ainda não foi aprovado pela agência reguladora competente e, por isso, não está disponível no mercado brasileiro. Mais: provavelmente, quando for liberado, você já não estará aqui para fazer uso dele, diante da lentidão para sua aprovação.

Essa situação absurda é vivida por milhares de brasileiros. Por causa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o processo de validação e incorporação de novos medicamentos no Brasil é muito lento. Há casos em que a espera para que inovações e avanços sejam permitidos legalmente — e, aí sim, introduzidos em benefício dos pacientes — leva mais de uma década.

Para exemplificar, o medicamento Lenalidomida, utilizado para tratamento quimioterápico para leucemia e outros tipos de câncer, é permitido em dezenas de países com base em trabalhos publicados ainda na década passada e que comprovaram sua efetividade. Contudo, a Anvisa indeferiu o registro da droga alegando entender não haver estudos suficientes sobre sua eficácia.

Entre as funções da autarquia está garantir a segurança e a eficácia dos medicamentos disponíveis para os brasileiros; entretanto, sua execução nessa tarefa é bem questionável.

Infelizmente, as restrições impostas equivocadamente pela Anvisa vão muito além da Lenalidomida: ela barra o registro de vários outros medicamentos já aprovados nos Estados Unidos e na Europa e que poderiam salvar vidas de pacientes que sofrem de diversas doenças. Apenas entre 2012 e 2014, a agência brasileira negou o registro de quatro medicamentos que auxiliariam no tratamento a cânceres.

Atualmente, há pelo menos dez remédios contra câncer já aprovados pelo FDA (a Anvisa americana) e por agências europeias que não podem entrar no Brasil porque a Anvisa tarda em aprová-los. Essa burocracia, como era de se esperar, criou um mercado negro de remédios no Brasil. Não é incomum ver operações em que a Receita Federal combate o "terrível" crime de se trazer remédios importados a doentes brasileiros...

Mais: em 2010, a Anvisa deixou de aceitar certificações internacionais, como a do FDA (a Anvisa americana), para aprovar a importação de equipamentos médicos. Só que os burocratas da agência demoram em média quatro anos para certificar equipamentos. Por causa dessa demora, um hospital interessado em trocar um aparelho de ressonância é impedido de importar máquinas de última geração. Só pode comprar a que foi lançada há quatro anos, que já tem a certificação da Anvisa.

Afetando as pesquisas

Tudo isso afeta diretamente as pesquisas privadas. Além de seu alto custo, a morosidade e a burocracia imposta pela agência reguladora são um dos principais entraves para a inovação na pesquisa médica e farmacêutica no Brasil.

A causa do primeiro fator se dá pelos custos da legislação trabalhista, bem como pelo sistema tributário, que dificultam e eventualmente inviabilizam a pesquisa privada. Já no que toca à burocracia, a lentidão para aprovar novos medicamentos inibe investimentos por parte das indústrias farmacêuticas, que deixam de fazer aportes financeiros em ensaios clínicos no Brasil.

Aprovar um ensaio clínico no país demora, em média, 270 dias. Entretanto, não é raro demorar mais de 480 dias. Em comparação, nos Estados Unidos, Canadá e Coreia do Sul e outros países da América Latina a espera é de 30 a 90 dias.

Uma das justificativas para tamanha morosidade é o fato de a Anvisa ser a agência sanitária com um dos maiores escopos regulatórios do mundo: 2.200 funcionários analisam mais de um milhão de processos por ano.

Uma solução para isso seria a flexibilização da aprovação dos medicamentos. Nos Estados Unidos, a legislação permite que drogas em estudos de fase II (a fase que avalia eficácia da medicação) tenham registro preliminar. A justificativa é simples: eventual demora na aprovação de medicamentos pode custar a vida de pacientes.

Entrementes, essa lógica não norteia as regulamentações da Anvisa.

Uma proposição simples seria a aprovação automática de medicamentos aprovados pela Food and Drugs Agency (FDA) e European Medicines Agency (EMA), que são as agências reguladoras dos Estados Unidos e da União Europeia. Elas possuem regulamentações bastante criteriosas e, ainda assim, são mais céleres na liberação de licenças.

A autarquia brasileira continuaria avaliando e aprovando novos medicamentos, contudo os remédios poderiam ser disponibilizados de imediato durante o processo de validação. Assim, a Anvisa examinaria as drogas e colocaria avisos sobre elas, evidenciando as que fossem mais arriscadas, a depender das classificações obtidas nas avaliações prévias. Certamente, empresas e pacientes mais cautelosos esperariam pela aprovação da agência reguladora, ao passo que outros analisariam o custo de oportunidade delas e, diante de suas condições clínicas e orientações de seus médicos, poderiam decidir e optar — ou não — por iniciar o tratamento com medicamentos de vanguarda.

Essa solução simples daria segurança e permitiria que nenhum paciente fosse impedido de adquirir um medicamento, se assim o desejasse, evitando, por conseguinte, a esdrúxula situação explicitada alhures.

A realidade é ainda pior

Diante desse cenário, fica a indagação: como interpretar o fato de mais de 80 países considerarem um medicamento eficaz e o Brasil não?

O professor da UFRJ e presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Homoterapia e Terapia Celular (ABHH) Angelo Maiolino dá a dica: muitas vezes, a negativa da Anvisa para a entrada de medicamentos é realizada sem absolutamente nenhuma consistência científica.

A justificativa para a demora e muitas vezes não-aprovação de medicamentos pela agência reguladora se dá, também, segundo o diretor clínico da Oncoguia, Rafael Kaliks, pelos altos custos de alguns medicamentos, os quais, ao serem utilizados na saúde pública, afetariam fortemente o orçamento do governo. Diz ele:

A não aprovação de um medicamento nem sempre é feita devido a questões médicas. É para evitar um desconforto de ter de aprovar um medicamento caro, a ser utilizado apenas pela medicina suplementar e não pelo SUS. Assim se evita o constrangimento de evidenciar um Brasil com duas medicinas.[...]

O pensamento no SUS até tem lógica. Por que iria permitir a aprovação de um medicamento caro para 1% de pacientes com um câncer específico enquanto não se consegue resolver o problema da fila para cirurgia?

Ou seja, Kaliks diz acreditar que tanto a lentidão quanto a não-aprovação da Anvisa tem origem no fato de que, se o medicamento for aprovado, haverá um grande distúrbio no equilíbrio entre a medicina suplementar  (planos de saúde) e a pública. Isso além do fato de que a liberação acarretaria custos muito altos para o orçamento da saúde.

Kaliks conta como exemplo o caso de mulheres com câncer de mama, das quais 20% têm metástase. Elas deveriam receber uma medicação chamada Herceptin, já aprovada há mais de dez anos. Segundo o médico, porém, o SUS ainda não a incorporou, enquanto na saúde suplementar (planos de saúde) já está havendo a combinação deste medicamento, agora nem tão avançado, com outras drogas mais sofisticadas.

— "Uma pessoa com câncer desse tipo tem sobrevida de 56 meses com tratamento na saúde suplementar. No SUS a melhor hipótese de sobrevida é entre 20 e 22 meses. São três anos de diferença na continuidade da vida de uma pessoa. É muita diferença."

Ou seja, em vez de se ater apenas a analisar a segurança e a eficácia de medicamentos, a Anvisa, ao atrasar ou não autorizar registros de medicamento, é utilizada como ferramenta de contenção de despesas pelo governo. Isso é apenas uma das inevitáveis e nefastas consequências de se ter um sistema de saúde socializado.

Mas por que então a Anvisa não simplesmente libera o medicamento, ficando a critério do SUS utilizá-lo ou não? Ora, por motivos óbvios. Com a negativa de registro pela agência reguladora, o governo brasileiro evita o desconforto de aprovar um medicamento caro que seria utilizado apenas pelo terço dos brasileiros que possuem plano de saúde. Assim, ao impedir quem poderia arcar com o tratamento de ter acesso a ele, o governo evita o desconforto social de haver um paciente do SUS com tratamento diferente de um paciente usuário de planos de saúde.

Uma outra razão é que, se aprovado o medicamento, o sistema de saúde brasileiro — que é socializado e, por isso, enfrenta grave crise com o fenômeno da judicialização da saúde — sofrerá pressões judiciais para custear esses novos procedimentos, considerados dispendiosos.

Com isso, há a configuração daquilo que, nos EUA, passou a ser chamado de death panel: ao eventualmente não liberarem medicamentos, burocratas acabam escolhendo indiretamente quem é digno de ter acesso a cuidados de saúde e quem não é. Quem é digno de viver e quem é digno de morrer. Não é muito diferente daquilo que ocorreu recentemente no Reino Unido com o bebê Charlie Gard.

Conclusão

No final, a socialização da medicina faz com que os medicamentos disponíveis aos brasileiros não sejam aqueles aos quais os brasileiros pensam que deveriam ter acesso, mas sim aqueles que especialistas da Anvisa acham que devemos ter, sopesando, inclusive, a despesa que o governo teria caso liberassem os medicamentos.

Apenas de câncer, na última década, 1,5 milhão de brasileiros morreram com a doença, ao passo que se estima que mais de meio milhão de brasileiros sejam diagnosticados anualmente com algum tipo de câncer, com uma taxa de mortalidade de 40%. Dezenas de outras doenças poderiam ser mais bem tratadas se os medicamentos fossem liberados de forma mais célere.

Além disso, com a desburocratização para a realização de testes clínicos, teríamos um impulso nas pesquisas, barateando a busca por inovações farmacêuticas.

A despeito desse lamentável diagnóstico, os números não parecem sensibilizar os burocratas e legisladores brasileiros a fim de promoverem reformas institucionais que tornem mais célere a criação e liberação de novos medicamentos no Brasil.

Diante disso, torça para que a situação descrita no primeiro parágrafo não aconteça com você ou com um familiar.

 


autor

Luan Sperandio
é graduando em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e faz MBA em Liderança e Desenvolvimento Humano na Fucape Business School. Atualmente, é vice-presidente da Federação Capixaba de Jovens Empreendedores, editor do Instituto Mercado Popular e colaborador do Ideias Radicais.


  • Narloch  18/08/2017 15:32
    Vale também ressaltar a questão dos cigarros eletrônicos, que têm dez vezes menos substâncias cancerígenas que cigarros comuns e não produzem fumaça, apenas vapor, sem prejudicar a saúde de quem vive perto de fumantes.

    Por isso os "e-cigarettes" são febre no mundo todo — com exceção da Turquia e do Brasil.

    Desde 2009, a Anvisa proíbe a venda do produto por aqui. O mais incrível é que os diretores da Anvisa dizem que têm o objetivo de aprimorar a saúde no Brasil. Sim, eles aprimoram dificultando o acesso de fumantes ao produto, que poderia rapidamente substituir o cigarro e com substantivas melhorias.
  • Igor  20/08/2017 03:11
    É verdade. E no cigarro eletrônico o fumante pode ir dosando a dosagem de nicotina para menos aos poucos, o que cria a chance de redução no consumo e até mesmo pode abrir as portas para combater o vício. Já existem pesquisas científicas neste sentido, mas o Brasil prefere... bem... dizer não e ponto final!
  • anônimo  20/08/2017 06:53
    Independente se fizesse bem pra saúde, deveria ser autorizada sua venda legal.
    Agências reguladoras não deveriam existir, mas já que existem, apenas deveriam registrar os produtos que estão em circulação.
    Todo o resto o Mercado se encarrega de resolver. Assim como sempre foi nesse setor no próprio Brasil.
  • Alexandre  18/08/2017 15:33
    A ANVISA se acha melhor que o FDA americano e proíbe a comercialização de inúmeros fármacos e princípios ativos aprovados nos EUA, Europa e até mesmo pela rigorosíssima agência japonesa...."por falta de estudos", dizem eles....desprezando conclusões científicas de estudos dos melhores centros de pesquisas e universidades do mundo.
  • Guilherme  18/08/2017 15:38
    Por trás da Anvisa há uma porção de empresas nacionais que se beneficiam de um mercado fechado. Este também é um dos grandes motivos das restrições às importações. Empresas nacionais subornam os burocratas da Anvisa, conseguem a proibição de importações e com isso ficam com uma enorme reserva de mercado aqui no Brasil.

    Todos sabemos muito bem que as outras organizações mundiais são mais competentes, mas para que deixar as farmacêuticas nacionais concorrer com as empresas de fora? O bom mesmo é ter um mercado cativo para medicamentos, substâncias, médicos e, claro, impostos.
  • Marcio Cajado  18/08/2017 15:56
    Concordo. Penso que as proibições da ANVISA estão relacionadas às importações. Proibir, regular, cansar as pessoas para que elas consumam das empresas brasileiras, proibindo que gastemos dinheiro fora do país. As nacionais lançam na mídia (Fantástico, Jornal Nacional, Ana Maria Brega) notícias chamando suplementos importados de "contaminados", sendo que estão em condições infinitamente melhores que os nacionais.
  • Helio Angelo  18/08/2017 16:01
    Num passado não tão remoto não existia indústria farmacêutica e os medicamentos eram todos manipulados e faziam efeito terapêutico. Existe um cartel apoiado pelo governo para a existência de farmacêuticas nacionais que fabricam remédios ineficazes. Num passado não tão remoto esses medicamentos eram chamados de B.O. = "Bons para Otário" e hoje eles são o quê? Creio que não mudou muita coisa...

    O preço do medicamento no Brasil é absurdamente caro para o consumidor. A ANVISA trava o livre mercado farmacêutico com suas resoluções absurdas e suas proibições de importação. Do jeito que a coisa anda, muita gente irá morrer e a saúde no Brasil continuará um caos.
  • Henrique  18/08/2017 15:39
    Exato.

    ANVISA: Oficialização de cartéis. Não pagou comissão para eles, esquece. Você pode ter o melhor produto do mundo que eles engavetam.
  • anônimo  18/08/2017 15:43
    Mesmo se não houvesse nenhum estudo, deveria ser aprovada a venda legal do mesmo jeito.
  • robson santos  19/08/2017 01:21
    Mas foi explicado no artigo que não tem nada disso de a anvisa "se achar melhor do que a FDA", são dois os principais pontos: se caso aprovado a entrada de tais medicamentos, devido ao custo somente segurados suplementares terão acesso evidenciando que a medicina socializada não está funcionando como o povo está sendo ludibriado a pensar que funciona, escancarando classes distintas de segurados de saúde; e com isso o risco do governo sofrer pressão popular e consequentes derrotas judiciais para aprovar a incorporação de tais medicamentos no SUS devido ao "direito social à saúde", mas tais medicamentos hoje são mais caros ainda, o que aumentaria demasiadamente e sucessivamente os gastos, mas devido ao desgaste político isto então acabaria sendo feito com o propósito de tentar esconder essa diferenciação de classes, empurrando como sempre a conta pra frente..
    Juntos esses dois fatores derrubariam a imagem de políticos e do estado, ou seja, o "custo social" para a classe política.

    Nenhum político quer isso. Eles querem é continuar controlando a imagem de protetores e fornecedores sociais da saúde. Só que para isto eles precisam de um órgão regulador de embuste, usado como a ferramenta de contenção do orçamento para a área da saúde, para a real finalidade de limitar os gastos e se protegerem legalmente ao praticarem o ato de restrição neste mercado. E nem foi falado sobre a influência de cartéis ou não.

    Ou seja, não tem bobo ou ingênuo aí não ao ponto de se acreditar melhor que os outros, a questão é a imagem estatal sendo golpeada mais uma vez..

  • Lel  18/08/2017 15:38
    Agências reguladoras e funcionários públicos só trazem desgraças a esse país.
  • anônimo  18/08/2017 15:48
    Verdade
  • Felipe Lange S. B. S.  18/08/2017 23:30
    Fato.
  • Felipe  18/08/2017 15:39
    Obrigado Anvisa, Receita Federal, Governo Federal e todos os demais criminosos por acabarem com a nossa liberdade.
  • Ricardo  18/08/2017 15:40
    Incrível pensar que a simples extinção da ANVISA (sem ser substituída por nada) reduziria gastos governamentais inúteis e ainda seria melhor para saúde do brasileiro. Impressiona o nível de arrogância dessas pessoas.
  • Mais Mises...  19/08/2017 04:24
    Meu caro, eu sou farmacêutico e você está coberto de razão. Tenho conhecidos e até alguns amigos que até um tempo atrás eram pessoas 'de boa' enquanto trabalhavam em outro local. Mas após passarem em concurso e irem para a ANVISA, é notável a empáfia que tomou conta de boa parte deles, sobretudo pelo papel de supostos guardiães da saúde pública. A imensa maioria esquerdopata petista doentiamente irritante!
    Não aguento levar 15 minutos de conversa com essa turma. Acham que a população brasileira é totalmente refém do mesquinho mercado farmacêutico regido por regras capitalistas desumanas... e que por isso tem que cuidar 'da saúde do povo', protegendo-o contra as ações meramente de cunho lucrativo da indústria farmacêutica... é de dar nojo e enjoo em comprimido de sonrizal!
  • Marcelo  18/08/2017 15:45
    Sabe aquele carro de cachorro-quente que você tanto gostava e não existe mais? Quer comprar um simples remédio para tratar a doença da sua filha, mas ele não é legalizado no país? Precisa de alto rendimento no esporte, mas importar o suplemento que você precisa é crime?

    Agradeça a ANVISA.

    Quando é o estado quem dá o direito, é ele quem também tem o poder de tirá-lo. Se o estado lhe dá o "direito à saúde", é ele quem também o tira.
  • Andrei  18/08/2017 15:47
    Vale também ressaltar que Código Penal e o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas utilizam a expressão drogas sem nenhuma vez citar quais são suas substâncias. E é assim porque quem define o que são e quais são as drogas no Brasil é a Anvisa, por meio de portarias — atos administrativos normativos de pouca expressão no campo jurídico.

    Nesse sentido, é importante destacar que existe uma corrente doutrinária em nosso país, ainda que minoritária, que defende a inconstitucionalidade dos crimes relacionados ao comércio de drogas, uma vez que é necessária uma lei para definir o crime e sua pena, o que não existe nesse caso.

    De um lado ou de outro, a Anvisa é a principal culpada pela patética guerra contra as drogas no Brasil. E seu poder é ilimitado, pois ela pode continuar elaborando portarias definidas segundo seus próprios critérios sobre quais substâncias devem ser consideradas proibidas ou permitidas. Não há como domá-la.
  • Helio Angelo  18/08/2017 15:49
    A ANVISA é um órgão muito interessante, proíbe a comercialização de certas substâncias no Brasil, porém é ineficiente em proibir os medicamentos similares (os quais, não possuem biodisponibilidade ou bioequivalência com os medicamentos originais, são meras cópias sem nenhuma comprovação de eficácia). Esse é um dos motivos para a SAÚDE PÙBLICA do Brasil ser um caos. Medicamentos sem eficácia sendo distribuídos pelo SUS.

    Há um forte lobby de fabricantes nacionais em manter esse cartel e a ANVISA está em cena para ampará-los.
  • Ivana  18/08/2017 15:53
    Morre bebê que esperava liberação de remédio derivado da maconha

    g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/06/morre-bebe-que-esperava-liberacao-de-remedio-derivado-da-maconha.html

    O garoto aguardava a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre a liberação do uso do canabidiol, substância química derivada da maconha.

    A mãe do menino chegou a conseguir diretamente na Anvisa a autorização para importar o remédio, que demorou a ser liberado pelas autoridades brasileiras
  • Lucas  18/08/2017 15:59
    Uma curiosidade: Quem criou a Anvisa? Resposta: Ninguém menos que o Fernando Henrique Cardoso, aquele que a esquerda brasileira implica de joelhos que é "neoliberal".
  • Pobre Paulista  18/08/2017 16:51
    Mas essa medida é realmente Neo-Liberal
  • Mais Mises...  19/08/2017 04:30
    Uai... mas o FHC é um neo-liberalóide de primeira turma! O termo 'neo-liberal' surgiu para referenciar os atores políticos da esquerda que diziam que fariam uma nova forma de ser liberal (à esquerda, ou seja, regulando e controlando o mercado). Tony Blair, FHC, Bill Clinton fazem parte dessa turma. Para minha surpresa, até sites militantes de esquerda do Brasil conseguem minimamente dar nome aos bois quanto ao termo e relacioná-los às mesmas pessoas que citei anteriormente.
  • anônimo  20/08/2017 06:47
    Mas é uma política neo-liberal. O erro deles é chamar o neoliberalismo de direita.

    Não dá pra considerar o 'antigo' liberalismo americano de direita e o neoliberalismo latino-americano também de direita. Um é praticamente o oposto do outro.
  • John Maynard Keynes  21/08/2017 11:47
    Neoliberalismo nem existe. Não existe um autor do neoliberalismo, não existe uma teoria política e econômica. Neoliberalismo são medidas desesperadas e muitas vezes erradas para tentar evitar a morte do parasita e do hospedeiro.
  • L. Simonetti   18/08/2017 16:03
    A ANVISA existe justamente para proteger as grandes empresas farmacêuticas contra qualquer eventual concorrência. A importação de remédios bons e baratos é proibida ou dificultada por burocratas. Os preços dos remédios, principalmente para os idosos, são proibitivos por causa dessa bosta de agência.
  • Rodrigo  18/08/2017 16:07
    Foi também a Anvisa que criou as regras que dificultam a venda de medicamentos nas farmácias. Diversos remédios avulsos, incluindo os mais básicos, não podem ficar ao alcance direto dos consumidores, que devem solicitá-los ao farmacêutico (com isso, criando também uma reserva de mercado para a profissão do farmacêutico, como explicado aqui ).

    Como cidadão livre, eu não reconheço o direito da Anvisa de proibir que eu possa comprar um simples remédio para dor de garganta ou cabeça direto da prateleira de uma farmácia. A legitimidade do ato da Anvisa é a mesma daquela de um criminoso que te obriga a fazer algo sob a mira de uma arma, ainda que o criminoso jure que faz isso para o próprio bem da vítima.
  • PJM  18/08/2017 16:34
    Mas agência reguladora é isso, mesmo. Sob o pretexto de regular o serviço, ela cria embaraços exatamente em prol da manipulação do mercado pelos grandes laboratórios.
  • Pobre Paulista  18/08/2017 16:36
    Mas é para nosso próprio bem
  • anônimo  18/08/2017 17:05
    Anvisa proíbe venda de lote de extrato de tomate com pelo de roedor

    RESOLUÇÃO-RE N° 454, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2017

    Graças à Anvisa, vc ingere come pêlo de rato dos produtos da Heinz...
  • Felipe Lange S. B. S.  18/08/2017 23:33
    É uma piada de mal-gosto. Regula mal (coisas como medicamentos fraudados e/ou vencidos) mas atrapalha todo mundo que quer comprar e consumir determinado medicamento.
  • Ex-microempresario  20/08/2017 16:18
    Digamos que devido ao sistema de produção, um pêlo de rato por dia, em média, caia na linha de produção de extrato de tomate. Digamos que a produção de cada dia corresponda a um lote.

    A ANVISA achou um pêlo de rato em uma lata e, como consequência, proibiu a venda DAQUELE LOTE. Isso faz sentido ?

    - Se em média, há um pêlo de rato por lote, o pêlo daquele lote já foi achado. O dos outros lotes, não.
    - Até que ponto faz sentido achar que um pêlo de rato achado em uma lata mostra um problema específico com aquele lote, e não com o sistema de produção ?
    - Não faria mais sentido fiscalizar o contato de ratos com a matéria-prima, e não a existência posterior de pêlos ? Afinal, ratos podem acrescentar fezes e urina aos tomates, e isso não será detectado.
    - Em resumo, a ANVISA diz aos ratos: podem andar no meio dos tomates à vontade. Só não soltem pêlos!
  • OFF-TOPIC  18/08/2017 17:15
    É possível todos serem funcionários públicos?

    Estava discutindo com um funça e ele falou que pelo fato dos empregos públicos serem melhores, o ideal era todos serem funcionários públicos. Algum lugar, como a URSS, já existiu isso?
  • John Maynard Keynes  18/08/2017 19:04
    Na ex-URSS, em Cuba e na Coreia do Norte, não são todos funcionários públicos. Funcionários públicos são somente a Nomenklatura, a elite do Partido-Estado e os iluminados do planejamento central (Gosplan na URSS). O resto do povão é escravo mesmo.
  • Gabriel  18/08/2017 20:48
    E quem vai produzir se todo mundo é funcionário público?
  • Felipe Lange S. B. S.  18/08/2017 23:34
    Não existe. Até na Coreia do Norte há mercado negro. No fim, quem dá comida para o trabalhador é o cara que burla as legislações e passa por baixo dos panos.
  • anônimo  18/08/2017 20:00
    Quem é que faria o controle de datas de vencimento dos alimentos, se não for a Anvisa ou qualquer outro órgão regulador do Estado? Quem controlaria o conteúdo dos alimentos?
  • Mauro  18/08/2017 21:55
    Já pensou nisso? Se não fosse a Anvisa (criada apenas na década de 2000) todos nós brasileiros já teríamos morrido envenenados.

    Afinal, todo mundo sabe que a indústria alimentícia lucra muito exatamente ao matar todos os seus consumidores. Deve ser a única indústria do mundo que ganha mais dinheiro com menos clientes. Quanto mais consumidores ela matar, maiores serão deus lucros.

    Genial, não?

    O brasileiro tem uma mentalidade tão anticapitalista, que consegue vislumbrar absurdos como esse. Indústria agora lucra mais extinguindo todos os seus consumidores.

    P.S.: Por que não morríamos antes de criarem a Anvisa?
  • John Maynard Keynes  18/08/2017 23:28
    Li um comentário engraçado em outro texto que era mais ou menos assim. Cada cidadão teria seu "personal funça tabajara" que iria cheirar e experimentar os alimentos antes de você para se certificar de que está ok hahaha.
  • Felipe Lange S. B. S.  18/08/2017 23:39
    Certificadoras e agências privadas que, operando de maneira voluntária, terão incentivo para serem o mais eficientes possíveis, já que, operando em um regime de livre concorrência, terão motivos e estarão preocupadas com conquistar mais clientes.
  • Raquel  19/08/2017 00:51
    Quanto à validade dos medicamentos, um cardiologista me disse que o Brasil é o ÚNICO País onde os remédios têm validade por 2 anos - no resto do mundo são três anos - e que, se a maioria dos medicamentos comercializados aqui são produzidos lá fora, podemos usá-los sim, até os três anos de validade.
  • anônimo  19/08/2017 14:49
    mas antes da Anvisa existir havia muitos de intoxicação, nunca ouviu falar?

    Se não fosse a Anvisa quem descobriria que o molho de tomate da Heinz contem pêlos de rato?
  • Tarantino  19/08/2017 17:54
    Me cite uma única indústria de alimentos que teria interesse em que seus produtos fossem vendidos deteriorados e causassem danos à saúde das pessoas.
  • Edson  20/08/2017 00:00
    Me lembrei de certos produtores de leite (todos devidamente certificados) e certo monopólio de carnes.
  • MB  20/08/2017 14:15
    Edson realmente produtores de leite e frigoríficos foram desleais em suas práticas de controle de qualidade e de práticas sanitárias,mas em um mercado livre teríamos empresas privadas fazendo esse serviço de fiscalização,pois em um mercado concorrencial qualquer deslize significa falência,portanto prefiro agências privadas concorrentes fazendo esta fiscalização do que a Anvisa que fica nas mãos de burocratas(Permanentes) e políticos que só são substituídos de quatro(Acabou a reeleição)em quatro anos,enfim não é da benevolência de burocratas(Safados)e políticos(Corruptos ou incompetentes)que precisamos,mas sim de prestadores de serviços que para lucrarem precisam ser eficientes e éticos pois sem credibilidade eles irão a falência...Lembre-se burocracia morosa,políticos corruptos e incompetentes e grandes empresas corporativistas se servem do povo ao contrário do empresário e capitalista que servem o povo,por saber que se não servir direito não irá lucrar e em último caso irão a falência,portanto viva o Livre-Mercado.
  • Edson  21/08/2017 01:58
    Sim. Por isso mencionei o monopólio de carnes e as empresas de leite num mercado extremamente regulado e cartelizado.

    Fica mais fácil arriscar a imagem da marca quando o consumidor não tem opção.

    Não que esse tipo de coisa não ocorresse em um livre mercado. Não tenho fantasias quanto a isso. Mas é, no mínimo, algo a se pensar quando essas empresas, num mercado tão regulado e cartelizado, por má fé ou negligência, oferecem produtos perigosos aos consumidores e ainda continuem operando normalmente.
  • Pensador Consciente  23/08/2017 11:03
    Ok Edson!Desculpe-me o equivoco,mas sabe como é,temos que rebater os esquerdistas o tempo todo,afinal esta doutrina maldita anticapitalista deve ser combatida sem tréguas e sem fanatismos,pois fanáticos são os esquerdistas,um bando de parasitas que só sabem discursar e na prática não fazem nada de produtivo.
  • Luiz Moran  18/08/2017 20:02
    Como podemos confiar em algo que seja "gerido" por um governo medíocre, paquidérmico e ineficaz ?

    Tenho ouvido de muitas e muitas pessoas, e a cada dia mais, o desejo de ir embora e NUNCA mais voltar para o Brasil.

    Os motivos são basicamente dois:
    1- cansado de trabalhar/produzir e bancar PARASITAS lotados nos governos municipal, estadual e federal.
    2-inexistência de uma política de segurança pública e suas consequências nefastas com mais de 70 mil homicídios.

    Alguém ai consegue enxergar uma mudança nessa bagaça ?

    A elite governamental está cada vez mais dominante, mesmo diante de uma Lava Jato, e a mídia cada vez mais asquerosa.



  • Felipe Lange S. B. S.  18/08/2017 23:29
    Li esse artigo na aula do meu professor de esquerda (FATEC Mococa Gestão Empresarial) falando mal do mercado e que o mundo está indo em direção "à direita" e que a pobreza mundial só está aumentando (e ainda defende o atraso da CLT)... a Anvisa é mais uma autarquia mafiosa infestada de funcionários e burocratas inúteis que consegue ser pior que a FDA, outra agência estatal que está aí para agredir pessoas pacíficas.

    O que faltou ser comentado no artigo é que a Anvisa também existe para proteger e oligopolizar o setor de saúde, que é extremamente regulado. A solução é viajar e/ou morar em El Salvador.

    A própria existência de uma saúde estatizada subsidia a pessoa que não cuida da sua saúde e fica pedindo para os outros se sacrificarem ao resolverem seus problemas de saúde...
  • Cristian Rahmeier  19/08/2017 07:37
    Comprei uma pomada no Paraguai, quando fui tirar minhas férias em Foz do Iguaçu, julho passado, o nome da pomada é Dolo Reuma, é um ótimo anti-inflamatório, porém sua venda é proibida no Brasil. Recentemente, um homem foi preso pois estava vendendo esta pomada. O cara para a cadeia.Eu tenho esta pomada em casa, é tipo um Gelol só que muito melhor. Paguei 9 reais, quando estou com dores musculares passo a pomada e menos de dez minutos não sinto mais dores, é ótimo para dores no joelho, reumatismo, etc. Outro remédio ótimo para trombose que comprei lá é o Dolo Reumin, ótimo para trombose, meu "padrasto"(82 anos) tomou e a perna dele voltou ao normal em menos de um mês, foi indicação de um amigo dele que estava na mesma situação e melhorou também. Os médicos daqui do Brasil não podem receitar, pois não tem Anvisa. Um curso de medicina no Paraguai custa em torno de R$ 800,00/mês, o preço cai pois não tem tanta burocracia e nem conselhos tentando diminuir a oferta de médicos para manter seus salários altos. Detalhe, são seis anos de curso e a grade não deixa a desejar a do Brasil. Muitos brasileiros cursam faculdade lá e depois fazem o revalida e tornam-se médicos aqui.
  • Thiátira Pinheiro  19/08/2017 10:43
    Tudo gira em torno do dinheiro, diminuir custos do que vai para o contribuinte e aumentar rendimento no bolso dos gestores.
    A Anvisa nega liberação de medicamentos com segurança comprovada nos países referência em pesquisa e libera a Asparaginage chinesa, cheia de impurezas e sem estudos conclusivos de eficácia. Pq? Pq? Pq? Pq era mais barata e com certeza alguém no meio levou uma grana na negociação.
  • Antonio Valdenei Correa da Silva  19/08/2017 11:51
    Imagino que se pesquisarmos à fundo, concluiremos que a intenção é que morramos o mais depressa possível, para aliviar a previdência.
  • anônimo  19/08/2017 15:07
    Já ouviram falar sobre o mal da vaca louca? Se não fosse a proibição do uso da farinha de carne e ossos na alimentação do gado e os serviços de vigilância sanitária para impingir essa proibição, essa doença teria se proliferado. Os casos de vaca louca só começou a diminuir com a proibição da farinha de carne e ossos.
  • Tiozão  19/08/2017 17:03
    Ainda bem que o governo se preocupa com nós.
  • Dalton C. Rocha  19/08/2017 18:48
    "Estão destruindo lentamente a medicina e a imagem do médico brasileiro
    Sabe quem realmente perde com isso? A população brasileira mais humilde, melhor dizendo, todos nós." > www.1news.com.br/noticia/11482/opiniao/estao-destruindo-lentamente-a-medicina-e-a-imagem-do-medico-brasileiro-12042017

    Doutor Raul Marino, um grande neurologista dá uma magnífica entrevista, para Salomão Schwartzman. Vale a pena ver tudo. > tvuol.uol.com.br/video/entrevista-com-o-doutor-raul-marino-0402CC9A3070C8895326
  • marcela  19/08/2017 19:32
    Essa praga chamada ANVISA é tão socialista quanto o nazismo, e só existe porque vivemos em um estado semi totalitário,afinal o socialismo depende do totalitarismo ou semi totalitarismo para existir.Além do mais não há dúvidas de que o nazismo era socialista(as indústrias eram privadas mas Hitler ditava as regras) e até onde eu saiba é inconcebível ter socialismo de direita.Na realidade a direita é basicamente caracterizada pelo sistema capitalista que jamais pode existir em um regime totalitário.Já o socialismo depende de regimes totalitários ou semi totalitários para existir.
  • Emerson Luis  21/08/2017 10:55

    Em sistemas burocráticos acontece uma inversão de prioridades:

    em vez das regras serem feitas para beneficiar as pessoas, entende-se que as pessoas é que existem em função das regras.

    * * *
  • Gustavo  21/08/2017 15:23
    o que esperavam? tratamento de gente? somos óleo de máquina e engrenagens!
  • Leonardo Silva  22/08/2017 05:41
    A ANVISA e os Genéricos vindos da China.

    Esta séria advertência está no site da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA), desde 2007! Destaquei alguns pontos que achei importante, e deixo o link.

    "Todo este esforço, porém, não é suficiente para garantir a qualidade dos produtos disponíveis nas prateleiras das farmácias porque, hoje, quase metade dos medicamentos, suas matérias-primas e insumos diversos são importados e entram no Brasil sem fiscalização adequada. Com o sistema atual de importação, a Anvisa não tem a menor possibilidade de garantir a qualidade dos produtos que estão entrando no país."

    "Em 2007, segundo dados do sistema ALICE do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior - MDIC, estarão entrando no Brasil mais de US$ 2 bilhões em medicamentos a granel ou em doses, e bem mais de que US$ 500 milhões em matérias-primas. Toda esta imensa quantidade de produtos está alcançando o mercado brasileiro sob um precaríssimo sistema de controle sanitário."

    "Somente na China há mais de 8 mil fabricantes de produtos químicos que, por não se identificarem como produtores de medicamentos ou insumos farmacêuticos, não sofrem qualquer tipo especial de qualificação e fiscalização. No entanto, boa parte de seus produtos entra na cadeia de produção de medicamentos como matéria-prima."

    Se estava assim em 2007, imagina hoje! Não compro Genéricos de jeito nenhum!

    O link aqui: www.abifina.org.br/historia.php
  • Leonardo Silva  22/08/2017 05:45
    Gostaria de corrigir o link anterior. O link certo é este: Importações: a saúde em perigo.
    www.abifina.org.br/revista_facto_materia.php?id=221


  • Leigo  22/08/2017 14:27
    Seria interessante que fizessem um artigo para explicar os altos preços para se fazer medicina no Brasil + altos salários dos médicos.
  • Álvaro  22/08/2017 15:43
    Os altos salários dos médicos são explicados pelo fato de eles trabalharem em um cartel protegido pelo estado, o qual restringe a entrada de mão-de-obra, mantendo assim os salários artificialmente elevados:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2742

    Já os preços das faculdades são altos porque, como o mercado é regulado e garante altos salários, então as faculdades -- que também são um cartel protegido pelo MEC -- aproveitam para cobrar de acordo.

    Outros artigos relacionados:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=105
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2699
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=642
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1866
  • Wasabi  22/08/2017 17:18
    Normal o governo não quer vivo as pessoas que dependam dele, mas sim contribuintes que paguem seus impostos. (Governos da Inglaterra e Canada tornam isso ainda mais evidente).
    Já os ricos são os primeiros a comprar remédios do Mercado negro ou fazer tratamentos lá fora.



  • Leon Vítor Marques Matos  16/11/2017 22:58
    Ótimo artigo!!!!!!!!!!!!!!!
  • Luis Olimpio Ferraz Melo  22/07/2018 21:57
    Fraudulento

    A Folha revelou que jornalistas alemães publicaram na revista científica, "Journal of Integrative Oncology", um estudo falso afirmando que o extrato de própolis era mais eficaz contra o câncer do que as quimioterapias convencionais. Os jornalistas queriam, na verdade, provar que qualquer sujeito pode produzir um dado falso e torná-lo "verdadeiro" em publicações mercenárias e nada criteriosas de milhares de revistas pseudocientíficas, tidas como predatórias. O doutor em biologia molecular americano, John Bohannon, publicou, propositadamente, com o mesmo intuito dos jornalistas alemães, modificando seu nome, um estudo afirmando que chocolate emagrecia. Após a publicação, o doutor Bohannon fez comunicado à imprensa revelando a farsa e o caso se transformou num grande escândalo. A indústria farmacêutica é especialista nesse tipo de publicação fraudulenta, pois paga bem a certos "cientistas" para publicarem "artigos" defendendo a eficácia e a efetividade de suas novas drogas ou surfam na total ausência de estudos e fiscalização da Anvisa¹, exemplo: o uso psiquiátrico do antialérgico Fenergan® para conter os efeitos colaterais do antipsicótico Haldol®...

    Luís Olímpio Ferraz Melo

    Nota do autor: ¹Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é a responsável pela autorização do uso dos remédios no Brasil e é desconhecida qualquer ação ou estudo dela no sentido de regulamentar remédios "combinados", como no caso acima, bem como no uso do Akineton®, remédio neurológico para o "Mal de Parkinson", usado com o antipsicótico Geodon®.

    www.facebook.com/SempreFreud/
  • Demolidor  06/08/2018 19:49
    Interessante. Então a Anvisa serve para nos defender de artigos pseudocientíficos, sequer citados por outros (um dos critérios para definir a relevância de um artigo, embora eu concorde que tenha margem para manipulações do tipo alunos citam professor e colegas citam colegas). E mais: em revistas científicas de qualidade duvidosa, que pouca gente leva a sério, e que estão mais preocupadas em publicar quantidade que fazer um "peer review" realmente profundo.

    Desculpe o ad hominem, mas me soa quase inevitável. Vindo de um psicanalista, sua defesa parece ainda menos científica.
  • Kaio  05/08/2018 20:40
    Depois dos alimentos, carros e produtos eletrônicos, os remédios são os produtos que mais sofrem do maravilhoso protecionismo tupiniquim.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.