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O básico que você precisa saber sobre o governo, em duas histórias
Sem o governo, quem irá destruir as estradas e as escadas?

Em 2016, na Bielorrússia, empreendedores que operam no mercado negro — chamados pelo governo de "contrabandistas" pelo simples fato de transportarem frutas (sim, frutas) sem pagar taxas e tributos e, assim, alimentarem consumidores desejosos — atribuíram a si mesmos a tarefa de aprimorar suas rotas de transporte. 

Como a estrada estatal que utilizavam — de Minsk a Moscou — era de cascalho e apresentava péssimas condições de rodagem, encarecendo o preço final de seus produtos, eles arregaçaram as mangas e foram às obras: pavimentaram a estrada, alargaram, e acrescentaram vários entroncamentos e pontos de retorno para aumentar e melhorar o acesso de seus caminhões pesados (frutas pesam muito).

Esse projeto, inicialmente secreto, foi rapidamente recompensado com um acentuado aumento no volume de tráfego.

Depois que tudo estava pronto, o governo não só encampou e retomou o controle da estrada até então abandonada, como ainda colocou uma barreira alfandegária no local.

A questão é: se operadores do mercado negro podem exitosamente construir uma estrada clandestinamente, imagine então o que empreendedores "legítimos" seriam capazes de construir abertamente?

The Moscow Times conta toda a história:

Contrabandistas secretamente reformam estradas para impulsionar os negócios

Quadrilhas contrabandeando bens para a Rússia reformaram, clandestinamente, uma estrada na fronteira com a Bielorrússia a fim de impulsionar os negócios.

Os contrabandistas transformaram a estrada de cascalho na região de Smolensk com o intuito de ajudar seus pesados caminhões a trafegarem pela rota, disse Alexander Laznenko, da agência alfandegária da região de Smolensk.  O grupo criminoso pavimentou, alargou e elevou a estrada, além de acrescentar vários entroncamentos e pontos de retorno, disse ele.

A estrada, que liga Moscou à capital bielorrussa Minsk, é conhecida por ser utilizada por contrabandistas que querem evitar os postos alfandegários. Agora, ela está sob vigilância oficial.

Recentemente, um comboio de caminhões foi interceptado na estrada carregando 175 toneladas de frutas polonesas estimadas em 13 milhões de rublos (US$ 200.000).  As frutas foram destruídas.

Os guardas da fronteira, os oficiais da alfândega e os policiais já pararam mais de 73.000 veículos entrando na Rússia oriundos da Bielorrússia este ano, disse Laznenko, alegando que o número de veículos pesados cruzando a fronteira vindos da Bielorrússia aumentou dramaticamente no último ano.

Os intervencionistas sempre perguntam: sem o governo, quem irá construir as estradas?

A resposta sempre foi a mesma: qualquer empreendedor que veja ali uma oportunidade de lucro. 

E a oportunidade de lucro na construção de uma estrada é tamanha, que até mesmo pessoas que operam à margem da lei farão isso.

A vez do Canadá

O exemplo acima tratou do confisco estatal de uma infraestrutura construída por indivíduos que alguns podem considerar "criminosos". Sendo assim, há quem apóie tal medida.

Mas o que dizer do confisco de um empreendimento completamente lícito e até mesmo humanitário?

Eis que entra em cena o Canadá. Sim, o invejado e civilizado Canadá. Vem de lá o mais recente exemplo da (falta de) eficiência e racionalidade do aparato estatal.

Este fato ocorrido em Toronto é um poderoso exemplo da diferença entre ação governamental e atuação privada.

Cidadão de Toronto constrói escadas em um parque por $ 550 — e irrita a prefeitura, que havia estimado o projeto em $ 65.000

Um cidadão de Toronto, que gastou $ 550 do próprio bolso construindo uma escada para facilitar o acesso a um parque comunitário, diz não ter nenhum arrependimento. A prefeitura diz que ele deveria ter esperado pela execução de um projeto, que custaria algo entre $ 65.000 e $ 150.000, para a mesma escada, a ser efetuado pelo poder público.

O mecânico aposentado Adi Astl diz que ele tomou a iniciativa por conta própria após vários vizinhos terem caído e se machucado ao tentarem descer o íngreme acesso ao parque comunitário Tom Riley, no distrito de Etobicoke, Toronto. Astl disse que seus vizinhos voluntariamente deram dinheiro para o projeto, o qual acabou custando apenas $ 550 — valor muito aquém dos $ 65.000 a $ 150.000 estimados pela prefeitura para a consecução da obra. [...]

Astl diz que contratou um sem-teto para ajudá-lo e construiu os oito degraus em poucas horas. [...] Astl afirmou que os membros do seu grupo de jardinagem lhe estão muito gratos por ter assumido e concluído o projeto, especialmente após um deles ter quebrado a mão ao cair da ladeira ano passado.

Ou seja, um projeto que foi estimado pelo governo, conservadoramente, em $ 65.000 — mas que muito provavelmente chegaria a $ 150.000 —, foi concluído efetivamente por $ 550 ao ser feito privadamente.

E, quando se considera que todas as obras do governo tendem a ser superfaturadas e sofrer um descontrole de custos, certamente a escada custaria muito mais que $ 150.000.

A parte mais cínica de mim diria que obras governamentais sempre são superfaturadas para atender aos lobistas e grupos de interesse (empreiteiras) que subornam políticos em troca do privilégio da execução de obras públicas. A empreiteira paga a propina ao político, o político concede a ela o privilégio da obra, e o custo final — bancado integralmente pelos pagadores de impostos — é superfaturado para agradar a empreiteira que subornou o político.

No entanto, vale lembrar que superfaturamento e descontrole de custos não são exclusividade de governos corruptos. Ocorre em todos os governos, variando apenas a intensidade.

E não necessariamente se trata de corrupção; a culpa está nos incentivos perversos relacionados ao setor público.

Há uma infinidade de razões por que programas governamentais sempre acabam sendo mais caros do que deveriam, mas creio não ser desarrazoado dizer que a maioria delas se enquadra em uma dessas quatro categorias.

1. O governo é inerentemente ineficiente e esbanjador (algo óbvio para qualquer um que já lidou com alguma repartição pública e que conhece os salários dos funcionários públicos);

2. O governo não está realmente interessado em solucionar problemas, pois o fracasso de cada tentativa é usado como justificativa para se elevar o orçamento para o ano seguinte;

3. Os burocratas que produzem as estimativas de custos, por mais ínclitos e probos que sejam, não têm como levar em consideração os efeitos comportamentais envolvidos nos projetos que envolvem dinheiro público (pessoas agindo de modo a tirar vantagem do butim distribuído pelo governo).

4. Políticos deliberadamente subestimam custos com o intuito de seduzir os pagadores de impostos e conseguir o apoio deles (sim, é chocante descobrir que políticos mentem).

No exemplo específico do Canadá, temos mais exemplo prático de como uma iniciativa privada — quando efetuada sem auxílio do governo — sempre é mais eficiente e menos custosa do que um empreendimento levado a cabo pelo governo. Além do custo final da obra, apenas imagine quanto tempo ela levaria para ser efetivamente concluída pelo governo?

Mas há outra parte dessa história que me chamou a atenção. A burocracia ficou furiosa.

A cidade está ameaçando destruir a escada, pois ela não foi construída segundo os padrões estatais de regulação. [...] Funcionários da prefeitura isolaram a escada, fechando seu acesso, enquanto os oficiais decidem o que fazer com ela. [...] O prefeito John Tory disse que eventuais demoras da prefeitura não justificam que cidadãos contornem as regulamentações e construam infraestruturas públicas por conta própria.

Mas há uma consolação. Movido por uma infinita misericórdia, o governo ainda não pretende colocar o senhor Astl na cadeia ou obrigá-lo a pagar uma multa. Pelo menos, não ainda.

Astl ainda não foi acusado de nenhum tipo de violação.

Puxa, quanta bondade e sensatez.

Quem melhor resumiu e concluiu a situação foi esta mulher:

Dana Beamon, moradora da área, disse que estava muito feliz com a escada ali, pouco importando se a prefeitura a aprovava ou não. "Temos uma burocracia excessiva", disse ela. "Não temos muito iniciativa própria na prefeitura. Por isso, estou impressionada."

E esta é a lição que todos deveriam tirar. Iniciativas privadas são mais eficientes, mais rápidas e mais baratas que iniciativas estatais. Tanto na Bielorrússia quanto no Canadá.

Conclusão

Na prática, podemos também considerar este exemplo como uma manifestação de um super-federalismo ou de uma super-descentralização. De certa forma, houve até mesmo uma secessão em nível municipal.

Agora, imagine quão mais caro seria se fosse o governo federal — em vez da prefeitura — o responsável por construir as escadas? Imagine quanto tempo levaria? Certamente a obra chegaria aos milhões de dólares e levaria alguns anos.

O mesmo raciocínio se aplica caso a obra fosse efetuada pelo governo estadual (no Canadá, governo provincial). Talvez o custo e a demora não seriam tão grandes como no caso de uma obra federalizada, mas certamente a obra ainda seria muito cara e demorada.

Quando os reais usuários de algo assumem a responsabilidade por esse algo (tanto em termos de ação quanto de dinheiro), tudo ocorre de maneira mais rápida, barata e eficiente. Isso vale até mesmo para estradas e escadas.

Em outras palavras, façamos uma descentralização radical. E a mais radical forma de secessão ocorre quanto a ação privada substitui o governo.

____________________________________________________

Nota do editor

Após a publicação original deste artigo, a prefeitura destruiu a escada de Astl, citando "padrões de segurança". A escada será substituída por outra que, segundo a prefeitura, custará $ 10.000.

Veja abaixo um vereador se regozijando com a destruição.

vereador.png


autor

Daniel Mitchell
é membro-sênior do Cato Institute e especialista em política fiscal e o fardo representado pelos gastos do governo. É também membro do quadro editorial do Cayman Financial Review.


  • reinaldo  31/07/2017 16:15
    E aqui o Brasil tem quem aplauda o governo querendo regular o que é e o que não é chocolate

    www.ilisp.org/noticias/projeto-petista-que-regula-e-aumenta-precos-dos-chocolates-avanca-na-camara/

    Ou seja, tem quem queira que o Estado diga até o tipo de doce que você pode comer
  • sergio  31/07/2017 19:16
    Não podemos esquecer que até recentemente a PMSP ditava: a quantidade de sal que eu podia comer nos restaurante e a cor do saco de plastico que eu recolhia o cocô do meu cachorro. Não podia ser verde.
  • Capital Imoral  31/07/2017 16:19
    O Bitcoin é uma ferramenta do neoliberalismo para acabar com as minorias

    Desde o começo da internet já havia uma discussão, nos fóruns mundias da esquerda, de como iriamos usar o poder tecnológico para implementar o Socialismo no mundo. Afirmavámos entre nós:"Finalmente o Grande Capital vai perder o monopólio da comunicação, seremos livres". Não contávamos que o homem se deixaria corromper, novamente, pelo sujo dinheiro. Neste artigo, eu pretendo comentar sobre como estamos nos deixando corromper pelo poder do Capitalismo.

    Sim! Bitcoin, a famosa moeda digital "autónoma" que vem conquistando corações mundo afora; Nerds de todo mundo, Neoliberais Malucos, Daniel Fraga, Jogadores de casino, Especuladores, Ladrões, Amantes do lucro rápido, Gente com dívidas, todos apostam suas fichas na famosa moeda digital. O Bitcoin tornou-se o Messias dos tempos modernos. Tua mulher te traiu? È melhor você comprar Bitcoin.

    È interessante notar que o Bitcoin carrega está mesma esperança que as pessoas tinham com relação à internet; Elas apostaram tudo o que tinham para abrir uma loja virtual, e isso acabou gerando a famosa bolha da internet. Não tenho dúvidas que com o Bitcoin irá ocorrer a mesma coisa. Pois a especulação é justamente isso: Uma guerra de informações onde um pisa no outro - Não existe glória-. Mas o problema não está somente nesta especulação que irá matar várias pessoas pelo suicídio; o problema é que ninguém pode controlar as criptomoedas e isso irá se voltar contra as minorias que o Estado protege.

    Agora está nítido, o porque todos países do mundo devem se reunir para regulamentar e controlar, sim! o Bitcoin e as criptomoedas. - Deposite seu choro aqui- Um País sem dinheiro, significa que não haverá hospitais, segurança, educação, auxílios para artistas e minorias assistidas etc. E tudo isso só é possível porque o Estado detém o controle da moeda.

    Podemos ter uma criptomoeda para o futuro? Talvez. Pode ser ele baseado na internet? Talvez. Mas nunca se deve esquecer quem manda nessa bagaça. O dinheiro é um bem público! logo deve ter uma autoridade que responda por ele.
    ...
    Aceito doações em Bitcoin: 1FaBntdnFrRCZb2Pa8ZisQ8veHFbtaJ1ma

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Guilherme Ribeiro  31/07/2017 17:53
    Uma bela bait, diga-se de passagem.
  • frommars  31/07/2017 18:12
    Por isso amo o Bitcoin!
  • Gustavo  31/07/2017 18:37
    Um filósofo (que nunca filosofou fora da internet) dizendo que refutou teoria econômica de um dos maiores ECONOMISTAS da história. Risos.
  • Gustavo Arthuzo  31/07/2017 18:48
    Um outro problema nessa história, é que mesmo que os políticos de Toronto sejam liberais e tenham gostado da iniciativa do cidadão, seriam obrigados a colocar a escada dentro dos padrões de regulamentação, se prevenindo de uma futura ação judicial de alguém que sofra um acidente na escada construída. Desconheço as Leis do Canadá, porém, no Brasil seriam assim.

    Ou seja, na melhor das hipóteses, o Estado gastaria para adequar a escada.

  • Richard Stallman  01/08/2017 13:49
    A moeda Bitcoin não foi criado por neoliberais e no começo era usado por hipsters da tecnologia e a sua primeira demanda foi criada na deepweb, apesar de que desde 2013 os nariz de cocaína se apropriaram dela e estão tentando reescrever sua história e de uma certa forma estão a levando para destruição.
  • F%C3%83%C2%A1bio  08/08/2017 18:02
    Se a esquerda é contra, então deve ser bom.
  • Giuliano  15/11/2017 23:36
    Governo quer o bem da panelinha. Acorda, rapaz. Ou você faz parte de algum grupelho ligado ao governo? Quem quiser dinheiro que vá trabalhar.
  • Marcos  31/07/2017 16:25
    Qualquer um produz mais e melhor que o governo, pois quando você pensa no seu êxito, no seu crescimento e desenvolvimento, você automaticamente impulsiona e beneficia as pessoas ao seu redor. Mais: quando você utiliza dinheiro próprio e tem preocupação com o retorno, você sempre procurará fazer as coisas com a máxima eficiência e qualidade.

    E como o governo não produz nada e só usa o dinheiro dos outros, ele nada pode fazer bem feito, e geralmente só atrapalha e atrasa quem produz.
  • Ricardo Duval   31/07/2017 16:29
    Mas no caso da Bielorrússia, vejam bem: se não fosse o governo, quem iria construir as alfândegas?
  • Diego  31/07/2017 16:29
    Aqui no Brasil aconteceu algo parecido, porém feito por empresários do agronegócio. Vamos ver o que vai acontecer daqui pra frente. Segue link:

    www.ilisp.org/noticias/cansados-de-esperar-pelo-estado-agricultores-constroem-33-km-de-estrada-com-dinheiro-privado/
  • Percival Péricles da Silva  31/07/2017 16:54
    Malditos sejam os vagabundos parasitas.
  • Guilherme   31/07/2017 17:15
    Já eu sou mais cínico (ou seria mais realista?) que o autor. Não importa se é Brasil ou Canadá: governo é sempre igual, e se resume a retirar dinheiro de uns (a maioria pouco organizada) para repassar a outros (as minorias bem organizadas, como lobbies e grupos de interesse).

    Governo é isso e nada mais do que isso.

    No caso do Canadá, é óbvio que o governo já havia acertado algum esquema com alguma empreiteira. É óbvio que a propina já havia ocorrido e o superfaturamento já que estava acertado. Aí veio este cidadão e estragou tudo.

    Consequentemente, sua escada foi destruída (pois a negociata com a empreiteira tinha de ser honrada), mas, para não dar muito na cara, vão construir outra por menos de $ 150.000.

    A empreiteira que pagou a propina vai ter de se contentar com um retorno (de dinheiro de impostos) menor que o esperado.

    Estado é isso e nada mais do que isso.
  • lorivaldo  31/07/2017 17:16
    Exemplo tenho aqui mesmo na minha rua: Estávamos cansados da iluminação deficiente ou inexistente e o que fizemos? Trocamos as lâmpadas de 70w vapor de mercúrio (que ilumina porcamente a rua) por lâmpadas de 250w de vapor de sódio. Agora a rua está bem iluminada e mais segura (o alcance da mesma é muitíssimo maior).
  • Guilherme  31/07/2017 17:22
    Espere até a prefeitura descobrir. Vocês podem ir preso.

    A menos que -- e essa é uma hipótese factível -- a prefeitura ainda não tivesse recebido a propina de algum grupo de interesse (provavelmente uma loja de materiais elétricos) e feito a licitação forjada.

    Se a propina e a licitação forjada não ocorreram antes de vocês terem trocado a luz, então de fato há uma chance.
  • 4lex5andro  03/08/2017 18:02
    Podiam ter aproveitado o ensejo e trocar o transformador (subestação elevada no poste) também.

    Multiplicou-se por três a demanda de potência por lâmpada e não espera que vai dar surto de sobre tensão, podendo causar blackout a qualquer momento ?
  • Ex-microempresario  03/08/2017 19:34
    Menos, 4lex5andro.

    Um transformador típico de áreas residenciais tem 75 kVA. Para usar metade disso, precisa trocar as lâmpadas de uns duzentos postes, o que é muito mais do que a área que um transformador atende.

    Mas se fosse o caso, excesso de carga não causa surto, muito menos de sobre-tensão.

    Na wikipédia tem vários artigos explicando o significado correto dos termos técnicos. Dê uma lida, vale a pena.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  31/07/2017 17:38
    A ciência deve prevalecer.
  • Gabriel  31/07/2017 20:07
    E se não for o governo, quem destruirá as frutas na Bielorrússia?
  • Wasabi  31/07/2017 20:24
    Isso me lembra de uma piada.

    Certa vez o governador pediu uma obra.
    E apareceram 3 empresas uma japonesa, outra alemã e outra brasileira.

    A japonesa disse que custaria 1 milhão, a Alemã 2 milhões e a brasileira 3 milhões.

    Intrigado o governador perguntou porque a empresa brasileira estava tão cara.
    E logo o mesmo responde:
    -1 milhão para mim, 1 para você e contratamos a empresa japonesa por mais 1 milhão.

    Adivinha qual foi a escolhida.
  • Luiz Moran  31/07/2017 20:24
    O brasileiro gosta mesmo é de um gigante e escravizador Estado-babá (nas palavras de Tocqueville).

    98% dos brasileiros nunca ouviram falar de Mises ou Hayek; Só pensam em passar num concurso público e pedir mais e mais direitos para a babá.
  • Eduardo  31/07/2017 20:36
    A melhor parte da história da escada foi aquela em que o aposentado contratou um mendigo para ajudá-lo a fazer o serviço. O mendigo forneceu algumas horas de serviço e, em troca, recebeu dinheiro e, principalmente, teve um pouco de sua dignidade restaurada.

    Um perfeito exemplo de conhecimento localizado (em oposição ao centralizado) e recursos escassos sendo direcionados para o uso mais eficiente possível e satisfazendo às necessidades mais prementes.

    Exatamente como Hayek sempre ensinou.
  • Ulysses  31/07/2017 20:45
    Contei 8 degraus. Isso significa que, na escada estatal, cada degrau custará de $8 mil a $18.000.

    Na escada privada, cada degrau custou $ 70.

    Agora, pense em estádios de futebol para Copa do Mundo e Olimpíada. Pense em complexos de refinaria de petróleo. Pense em vultosas obras de infraestrutura.

    Pense, em suma, em como isso ocorre rotineiramente no Brasil.
  • Ulysses  31/07/2017 20:48
    Vale a pena relembrar este caso:

    Anarcocapitalismo em Santa Maria de Jetibá (ES)
  • Renan Faria da Silva  31/07/2017 20:55
    Vejam o que fizeram em um bairro próximo à minha casa, na cidade de Barra Mansa-RJ: g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/rjtv-1edicao/videos/v/moradores-se-unem-e-constroem-por-conta-propria-ponte-que-liga-dois-bairros-em-barra-mansa/5077175/
  • Luis_Zo  31/07/2017 23:19
    Olha esse exemplo no Rio

    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/06/14/rj-em-mutirao-moradores-constroem-com-r-5000-ponte-orcada-em-r-270-mil.htm
  • Tobias Heitor  02/08/2017 15:11

    Luis_Zo Muito bem citado
  • Contra o Sequestro da Liberdade  01/08/2017 01:19
    Contrabandistas de frutas ?

    Isso só pode ser piada.
  • 4lex5andro  03/08/2017 18:06
    Parece piada e circo, mas o palhaço só aparece a cada 2 anos, na frente das urnas.

    www.gazetaonline.com.br/noticias/politica/2017/07/nova-sede-do-detran-e-inaugurada-apos-mais-de-sete-anos-de-demora-1014074060.html

    Foram 6 anos pagando mais de 30 milhões de reais em despesas de manutenção em um imóvel sem uso.

    De novo o estado consegue desperdiçar o dinheiro dos impostos, afinal, veículos sempre vão existir e terão de pagar ipva e licenciamento, certo ?
  • Contra o Sequestro da Liberdade  01/08/2017 02:57
    O mais bizarro é que o próprio governo se tornou um causador de problemas.

    Eles são responsáveis pela segurança, mas os crimes só aumentam e os próprios policiais são mortos. A justiça para indenizações para famílias de policiais mortos por criminosos, que eles mesmos soltaram em crimes anteriores.

    Eles são responsáveis pela saúde, mas o número de mortos nos hospitais só aumentam. As pessoas pagam impostos a vida inteira, para depois morrer na fila de um hospital.

    Eles são responsáveis pela justiça do trabalho, mas o custo da justiça é maior do que indenizações pagas a supostos problemas de pagamentos.

    A liberdade tem um preço, mas é melhor do que ter coisas supostamente de graça e que nunca funcionaram.

    O estado criou tanto dinheiro que é impossível reduzir preços.

    Enfim, uma camisa de força para funcionários públicos, juízes e políticos seria bem adequado.
  • anônimo  01/08/2017 22:07
    Pode-se dizer que o Canadá é menos corrupto que o Brasil porque o governo também é menor que p Brasil?
  • Só pra constar  02/08/2017 18:46
    No caso da escada, digo que não necessariamente precisa ser o caso de corrupção ou propina para ela ser muito mais cara se feita pelo estado. Se fosse para ser feita por aqui, e no Canadá deve ter burocracia semelhante, para a prefeitura construir a escada primeiro deveria fazer um projeto de engenharia, que seria necessário para uma licitação ou outra contratação qualquer conforme a lei. Depois do certame,a empresa que venceu seria obrigada a montar um canteiro de obras, com banheiro para os funcionário da obra, refeitório, barracão de obra, etc. Deveria fornecer EPIs, uniformes e todas as outras obrigações por lei aos trabalhadores. E claro, mesmo que não fosse full time, deveria haver um engenheiro responsável pela obra. Isso sem contar que ela deveria emitir NF, recolher impostos, INSS, etc e etc. Então, sem ter nenhum corrupção ou propina, somente para seguir a legislação vigente, o custo de uma escada dessas ficaria na casa dos milhares de dinheiro, ao invés das poucas centenas como no caso do morador que fez por conta própria, que, em tese, deveria também atender a todos esses quesitos, mas na prática o cara vai lá, faz e pronto.
  • Leonardo Faccioni  04/08/2017 02:14
    Governos são incapazes de orçar uma caixa de alfinetes sem atingir números mastodônticos. Qualquer faixa de segurança exige sempre, para ser pintada, investimento na casa do milhão. Seja fruto de corrupção, seja resultado de distorções de mercado ocasionadas pela gravitação inerente à massa estatal, Estado e prodigalidade parecem indissociáveis - e a manutenção de seu poder depende de inibir a concorrência de agentes privados mais eficientes no fornecimento de "serviços públicos".
  • Leigo  07/08/2017 13:22
    g1.globo.com/distrito-federal/noticia/agefis-quer-demolir-cerca-em-praca-criada-por-moradores-na-asa-norte.ghtml
  • Emerson Luis  08/08/2017 12:17

    "175 toneladas de frutas ... foram destruídas"

    175.000 quilos de frutas destruídas, o equivalente ao peso médio de 2.300 pessoas...

    * * *


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