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Defendendo o Bitcoin em Mordor
Membro do IMB vai a Brasília se posicionar contra a regulação estatal da moeda digital

O artigo abaixo é uma adaptação do discurso proferido em Brasília, no dia 05 de julho de 2017, por ocasião da Audiência Pública da Comissão Especial de Moedas Virtuais, a qual estuda a regulação de bitcoins e moedas digitais conforme proposto pelo PL 2303/15

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Quando a invenção do bitcoin foi anunciada e publicada em uma monografia, em outubro de 2008, descrevendo um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer, poucos deram atenção. Nem mesmo os especialistas em criptografia acreditavam que o projeto tinha alguma chance de sucesso. A ideia não era novidade; alguns já haviam tentado desenvolver uma moeda para a era da internet, mas nenhuma iniciativa havia conseguido decolar.

O objetivo era conceber um dinheiro puramente eletrônico, digitalizando as propriedades do dinheiro em espécie (o "cash", em inglês). Mais especificamente, o objetivo era criar uma moeda digital que apresentasse as mesmas características do dinheiro vivo, a saber: ser um ativo ao portador; possibilitar transações sem intermediários e irreversíveis; e ter ampla privacidade.

Ao utilizar os dígitos eletrônicos da nossa moeda, deixamos rastros e necessitamos de intermediários (o sistema bancário). Com o bitcoin, isso não ocorre. Ele funciona exatamente como o dinheiro em espécie. Mas eletronicamente.

Por isso, o bitcoin é uma invenção revolucionária da ciência da computação. Em sua essência, contudo, ele nada mais é do que um protocolo, um conjunto de regras pelas quais se comunicam computadores conectados à rede peer-to-peer do sistema. Não há uma empresa por trás da rede e ninguém é dono do protocolo, assim como nenhuma entidade é proprietária dos protocolos de comunicação da internet, TCP/IP.

Igualmente, não há um servidor central monitorando o cumprimento das normas. Primeiro, porque estas incentivam o comportamento honesto; segundo, porque todos são monitorados por todos. A confiança e a segurança são alcançadas de forma descentralizada, graças ao uso engenhoso da criptografia moderna, e sem que seja necessário conhecer a identidade dos participantes.

O feito extraordinário deste protocolo — e sem precedentes na era da computação — foi recriar a escassez do mundo físico no mundo digital. Um bitcoin é um bem digital que não pode ser reproduzido ou falsificado; sua titularidade de propriedade está devidamente registrada no blockchain — o grande livro-contábil da rede, o qual é único, público e replicado por todos os participantes do sistema, que o mantêm constantemente atualizado e em sincronia à medida que novas transações vão ocorrendo.

Liberdade, privacidade e responsabilidade

Até a invenção do bitcoin, segurança e descentralização pareciam termos antagônicos. A nossa moeda corrente, as nossas instituições financeiras e sistemas de pagamentos — todos dependem da confiança em uma autoridade centralizada, encarregada pela segurança e prevenção de fraudes, e responsável pelo exame minucioso de quem pode ou não ter acesso.

Já o bitcoin, assim como outras moedas digitais similares, inverte o modelo de segurança de sistemas tradicionais — fechado e centralizado — para um aberto e descentralizado, em que a confiança é atingida pela força computacional.

Além de ser uma quebra de paradigma, o bitcoin também requer uma mudança cultural; simplesmente não estamos acostumados a essa forma de organização. Por isso, quando expostas pela primeira vez a essa nova realidade, as pessoas logo se perguntam "Mas quem controla? Quem é o responsável?".

Apesar de prover certo grau de privacidade, a rede é, paradoxalmente, transparente, pública e aberta. Os próprios códigos do sistema podem ser inspecionados por qualquer um; trata-se de um software de código-fonte aberto.

Por conta de todos esses atributos, a rede como um todo e, especificamente, o blockchain (o livro contábil digital) jamais foram violados em mais de oito anos de operação ininterrupta. Isso significa que não há registros de desvios de fundos, transações inautênticas ou qualquer tipo de adulteração da rede.

Neste modelo, porém, é delegada ao usuário a responsabilidade tanto de custódia quanto de transferência de saldos. As implicações deste arranjo é que a guarda das senhas é de inteira obrigação do titular, não sendo possível recorrer a nenhum terceiro em caso de extravio ou mau uso. Por ser um dinheiro digital, os cuidados necessários com o papel-moeda tradicional são igualmente válidos ao bitcoin, mas com uma crucial diferença: é possível realizar quantos backups das senhas forem desejados.

Por ser uma plataforma tecnológica aberta, a possibilidade de inovar sem autorização ou licença prévia assemelha-se à da internet, que nos últimos 20 anos propiciou um ritmo alucinante de inovações, resultando em grande crescimento econômico, valor agregado aos consumidores, oportunidades de negócios e empregos.

Ao contrário do senso comum, o pseudo-anonimato dos usuários não decorre de nenhuma tentativa deliberada de ocultação ou evasão; esse atributo é, em realidade, parte chave e inerente à segurança e à inviolabilidade da rede.

Por definição e desenho do protocolo, a proteção ao consumidor é um atributo intrínseco à rede, uma vez que as transações não revelam informações sensíveis das partes e não dependem de intermediários, eliminando, dessa forma, o risco de vazamento de dados pessoais, números de cartões de crédito, e qualquer outra informação financeira sujeita ao uso criminoso por atores mal intencionados.

Essa forma de transacionar é diametralmente oposta aos sistemas financeiros tradicionais, sejam bancos, sejam empresas de cartões de crédito, em que o usuário deve fornecer diversas informações pessoais, independente do valor da compra, elevando sobremaneira o risco de furtos de identidade e clonagem de dados financeiros.

Regulação, confiança, globalização e internet

Há uma percepção errônea de que protocolos como o do bitcoin carecem de regulação e por isso impõem sérios riscos aos seus usuários. Em realidade, a rede é extremamente auto-regulada, tanto pelos algoritmos criptográficos quanto pela supervisão constante dos participantes.Qualquer tentativa de fraude é rapidamente detectada e frustrada. Qualquer tentativa de burlar o protocolo, como a regra de criação de bitcoins, é inviabilizada pela absoluta transparência da rede.

Isso não quer dizer que os usuários estejam livres de todo e qualquer risco. Vejo três grandes pontos de atenção decorrente do uso dessa tecnologia:

1) Risco de sistema: alguma falha do software, algum bug que possa impactar negativamente a confiança. Embora esse risco seja mitigado por ser um software livre, aberto e que está sendo constantemente auditado e aprimorado.

2) Risco de mercado: àqueles que usam o bitcoin como meio para transferência de valor ou investimento, não há nenhuma garantia sobre o preço de um bitcoin. Ele é definido livremente no mercado.

3) Risco de usabilidade: não faltam notícias de usuários que perderam bitcoins por não fazer backups das senhas ou por puro esquecimento destas.

A maior parte do que foi dito até aqui faz referência majoritariamente ao uso do protocolo como sistema de pagamentos, para transferência de valores ou para puro investimento. Contudo, e aqui jaz a razão de tanto fascínio e entusiasmo por essa tecnologia que inspira empreendedores e idealistas, os usos e aplicações possíveis vão muito além do que um mero dinheiro digital.

A revista britânica The Economist definiu como o "Protocolo da Confiança". E ela tem razão, pois o blockchain, enquanto protocolo, distribui a confiança entre todos os participantes da rede, removendo pontos centrais ou únicos de falha, tornando o sistema incrivelmente robusto e seguro.

Hoje, bitcoin e outras moedas criptográficas já são consideradas apenas uma ramificação — ou um simples uso — de algo muito maior: a tecnologia do blockchain.

O estágio em que nos encontramos com essa tecnologia é semelhante ao do início da era comercial da internet na metade dos anos 1990. À época, internet era sinônimo de correio eletrônico, vírus e nada mais. Um ambiente obscuro e suspeito, o qual nenhuma empresa idônea planejava acessar.

Mas, com o tempo, novos usos, novas aplicações, e tudo a um ritmo frenético de inovação, acabaram criando uma rede aberta de comunicação mundial, a partir da qual as mais diversas empresas e modelos de negócios surgiram.

Hoje, a economia global depende da internet. Aliás, já é inimaginável a economia moderna na ausência dessa rede.

As novas aplicações do blockchain, assim como a internet lá atrás, estão recém sendo descobertas, criadas e desenvolvidas, e o leque de usos possíveis aumenta a cada dia.

A Nasdaq, a bolsa de empresas de tecnologia dos Estados Unidos, está usando o blockchain para negociação e registro de ativos como ações.

O governo da Suécia está migrando parte dos registros de imóveis para o blockchain.

O governo japonês está buscando integrar o blockchain ao seu sistema de licitações online.

Na Europa, o porto da Antuérpia assim como o de Rotterdam estão com projetos pilotos para utilizar a tecnologia para otimizar a operação portuária e diminuir drasticamente a papelada, um dos grandes custos do transporte marítimo.

Muitas empresas com processos produtivos mais alongados estão registrando as etapas de produção no blockchain para o monitoramento e rastreabilidade de toda a cadeia de suprimentos.

Uma das principais firmas de auditoria e consultoria do mundo, a Deloitte, está desenvolvendo uma espécie de SmartID, ou identidade inteligente, em blockchain.

Na indústria do tabaco, empresas estão usando o registro em blockchain como forma de contornar o contrabando, provendo autenticidade de origem dos produtos.

No Brasil, temos uma bela startup, a OriginalMy, desenvolvendo inúmeras aplicações da tecnologia como: prova de autenticidade de documentos, prova de existência, comprovação de integridade de documentos, assinatura de contratos. É uma analogia à notarização, que se baseia em dispositivo em lei — porém, digital e em blockchain.

E se falarmos em contratos inteligentes, ou SmartContracts, entramos em uma nova gama de aplicações, muitas bastante ambiciosas. Um exemplo é o OpenBazaar, um mercado completamente peer-to-peer (imaginem o Mercado Livre sem uma empresa por trás). Outro exemplo é a Arcade City, desenvolvida no blockchain do Ethereum, que é um aplicativo de carona também peer-to-peer criado para concorrer com a Uber (imaginem o Uber sem uma empresa por trás).

Enfim, esses são apenas alguns poucos exemplos das infindáveis aplicações do blockchain e uma prova da amplitude da diversidade de usuários (governos, ONGs, empresas e indivíduos).

Portanto, ao se buscar introduzir e adotar qualquer tipo de regulação, é imprescindível ter bem claro que estamos lidando com uma tecnologia aberta, inovadora e em constante processo de mutação — não quanto à essência da tecnologia em si, mas com relação às mais variadas aplicações.

Recorro, novamente, ao caso emblemático da própria internet: foi fundamental permiti-la crescer e florescer. Tivéssemos tentado impor restrições artificiais lá atrás, provavelmente jamais teriam surgido muitas das inovações que hoje fazem parte do nosso dia-a-dia e que são ferramentas do cotidiano da economia.

Por fim, é preciso reconhecer que aplicar a regulação atual, estabelecida para o modelo de segurança centralizado, poderá ser não apenas inócua, como também contraproducente, ao enfraquecer ou até mesmo comprometer os mecanismos intrínsecos de segurança de redes descentralizadas.

Marco jurídico

Para que essa tecnologia possa crescer e se desenvolver, gerando empregos e oportunidades de negócios no Brasil, é preferível clareza legal a regulações que atravanquem ou impeçam empresas de operar em território nacional, sem trazer benefício algum aos consumidores.

Cito o exemplo recente e positivo do Japão, cujo governo aprovou legislação reconhecendo o pagamento com bitcoin uma atividade perfeitamente lícita. Isso não significa reconhecer o bitcoin como moeda, mas sim que o pagamento com essa tecnologia representa uma atividade plenamente legítima.

Ressalto, porém, que antes da lei, o uso de pagamento com a moeda digital já era lícito; apenas não havia um posicionamento estatal ratificando essa condição. Este simples esclarecimento reduz incertezas e promove um ambiente mais propício e tranquilo para os empreendedores inovarem com a tecnologia.

Trago também o exemplo da Austrália, que, com o intuito de atrair empresas de tecnologia aplicada às finanças, as chamadas FinTechs, revogou uma dupla taxação que havia sobre o uso do pagamento com bitcoin. A partir deste mês, imposto sobre valor agregado incide apenas na venda dos produtos, e não na compra de bitcoin por qualquer usuário, como ocorria antes.

Além de clareza legal, é recomendável fomentar a auto-regulação por meio, inclusive, da própria tecnologia. Há soluções que podem ser implantadas com simples programação, como, por exemplo, carteiras multisig (que requerem mais de uma assinatura) e escrow accounts (uma espécie de contas-caução).

Conclusão

Hoje, adotar uma regulação abrangente para "moedas digitais" é análogo a uma regulação abrangente para a internet de 1995 por causa do correio eletrônico. Internet é muito mais do que apenas a troca de mensagens em formato digital.

A tecnologia do blockchain é muito mais que apenas uma moeda digital.

A prudência recomenda dar tempo ao tempo. Sufocar essa grande invenção tecnológica ainda no berço somente privará a sociedade do enorme potencial que nem sequer podemos prever em sua plenitude.

Obrigado pela sua atenção.

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Bitcoin: a moeda na era digital - Novo lançamento do IMB

 

 


autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • Antônio Marcos  13/07/2017 16:02
    Ainda existem muitos problemas técnicos a serem resolvidos, como problemas de segurança e de facilidade de uso, mas o BTC já pode ser considerado uma das coisas mais fantásticas que a livre iniciativa produziu.
  • Andre Cavalcante  13/07/2017 20:15

    Olá

    "Ainda existem muitos problemas técnicos a serem resolvidos, como problemas de segurança e de facilidade de uso..."

    Nada não, mas eu escuto isso de problemas técnicos, problemas de segurança e facilidade de uso do bitcoin desde 2010 (ano que comecei a estudar e operar com bitcoins)

    Gostaria de ler alguma coisa efetiva de problemas técnicos do bitcoin e problemas de segurança da rede etc. Até agora os problemas "técnicos" que surgiram foram gritinhos de alguns americanos só porque alguns chineses passaram a ter os maiores centros de mineração. Um fork da blockchain deve vir em breve, mas isso nada tem a ver com "problemas técnicos" - são problemas muito humanos (vaidade, perda de "controle", quem quer dar as cartas - poder decidir sobre o sofware, essas coisas).

    E quanto a problemas de segurança, uma única vez um pool de mineração chegou próximo ao 50%+1 da rede o que, teoricamente, poderia fazer com que a mineradora gastasse duas vezes uma mesma transação (imagina, gastar milhares de dólares em energia elétrica para ter a possibilidade de gastar duas vezes um punhadinho de bitoins em uma transação). Dado o tamanho da rede bitcoin e o seu poder computacional, simplesmente é impraticável esse ataque. E já há quem pense em colocar criptografia quântica na rede, quando tal tecnologia estiver disponível. De resto as únicas questões de segurança foram roubos de wallets ou de exchanges. Agora, alguém rouba sua carteira ou pega sua senha do banco/do cartão de crédito, e faz alguns gastos com o "seu" dinheiro, o problema é o dinheiro ou a sua segurança?

    Quanto a facilidade de uso, isso depende muito do usuário. Há bares na Europa que pagar com bitcoins ou com um cartão visa é encarado praticamente como a mesma coisa. Num caso, o garçom mostra um q-code na parede que vc mesmo escaneia no teu smartphone e faz o pagamento. Após confirmção, vc mostra o "ticket online" (que pode enviar via whats na hora) pro moço e tudo certo. No outro caso ele traz uma maquinhinha, põe seu cartão, digita o valor, você digita sua senha e, após a confirmação, ele te mostra/dá um ticket (em papel) e tudo certo. Sinceramente, o que necessita ser mais fácil que isso?

  • FL  14/07/2017 10:39
    Caro André, há muito tempo vejo vários comentários seus no site, então imagino que você seja um cara confiável.

    Minha dúvida (me perdoe a minha imbecilidade, mas é uma dúvida honesta) quanto aos bitcoins é: como fazer para comprar, guardar e negociar? Ok, imagino que "procura no google" seria uma resposta de alguns leitores, e "não vamos indicar nenhuma corretora/operadora por independência" seria a resposta dos admins do IMB.

    Por isso, pergunto diretamente para você. Já pesquisei bastante, mas nenhuma corretora me pareceu confiável (foxbit? mercadobitcoin?). Sobre as carteiras, no site https://bitcoin.org/en/choose-your-wallet aparecem várias opções, mas não vi nenhuma delas em nenhuma corretora/operadora do Brasil. Eu já estou relativamente confortável com o funcionamento do bitcoin, só não sei como operacionalizar a coisa. Alguém pode me ajudar?
  • Felipe  14/07/2017 13:08
    FL,

    Vou contar a minha experiência (que é bem pouca), mas quem sabe possa servir de referência.
    Há algum tempo atrás eu estava na mesma situação que você. Aí resolvi começar de qualquer jeito, com um valor pequeno, só pra aprender um pouco mais na prática.

    Pesquisei sobre algumas carteiras e resolvi adotar a MultiBit.

    E para comprar bitcoins usei o Mercado Bitcoin mesmo. Tem a parte de fazer um cadastro, é meio broxante para quem esperava justamente fugir deste tipo de coisa, mas tudo bem. Depois que o cadastro foi concluído e aprovado, comprei R$ 500 em bitcoins (na época a cotação do BTC era ~R$ 2000). Ao fazer isso os seus BTCs vão parar em uma carteira do próprio Mercado Bitcoin. Como não queria deixar o valor lá, transferi para a carteira que instalei no computador de casa. Pronto, foi um início!
  • Lahos  31/08/2017 20:22
    Fl, me intrometendo um pouco, mas se interessar, um passo a passo pode ser o seguinte:
    1 - Se inscrever em uma corretora de bitcoin no brasil (já testei e funcionam bem: mercadobitcoin e foxBit)
    2- Fazer a transferencia de R$ para a corretora
    3- Comprar Bitcoin na corretora
    4- Criar uma wallet virtual (mais barato e funcional). A mais famosa e que eu testei é a blockchain.info
    5- Transferir os bitcoins para essa carteira da blockchain. Dentro da foxbit ou mercadobitcoin, selecionar transferir ou retirar bitcoins e colocar o endereço da sua wallet da blockchain.

    Desta forma seus bitcoins estarão mais seguros, já que o risco de uma corretora quebrar e levar os seus bitcoins não pode ser desprezado.
    Lembre sempre que ao se cadastrar tanto nas corretoras quanto na blockchain é importante você ativar os acessos em 2 passos e outras ferramentas que aumentam a segurança.
    Espero ter ajudado. Um abraço
  • CMR  13/07/2017 16:06
    Com o futuro e inevitável colapso do estado de bem-estar social, o estado virá com tudo para cima do cidadão. A voracidade será enorme.

    Daí a importância deste universo monetário paralelo que está em fase de implementação. Os estados falirão, mas não falirão pacificamente. Com o risco de perderem seus gordos salários, mordomias, privilégios, prerrogativas, os burocratas oferecerão o máximo de resistência. E avançarão sobre todas as economias do cidadão. Se o Bitcoin os proteger disso, ótimo. Mas o estado não deixará facilmente.

    Muitos morrerão.
  • Tommy Jarvis  13/07/2017 16:29
    Não consigo entender como o Bitcoin foi aceito como moeda...(a PRIMEIRA transação com bitcoin...)não consigo entender sua gênese. Não consigo entender o valor que isso tem. Imagine que você é a primeira pessoa com Bitcoin na "carteira", o que vc faz pra outra pessoa aceitar isso ??? E o que essa outra pessoa faz com esse "pedaço de codigo" num mundo em que ninguém conhece isso ??? Esse processo de "convencimento" para que outros lugares aceitem Bitcoin... isso ainda ta muito obscuro pra mim.

    Quando eu me dei conta, o Bitcoin ja era um fenômeno, valendo X dólares. Ou seja, tem gente ganhando bastante dinheiro de verdade(dinheiro criado pelo governo) com o Bitcoin... O Bitcoin ta se "apoiando" em dinheiro de verdade...


    Já li vários artigos aqui e em outros sites sobre o Bitcoin e nenhum explica os detalhes técnicos. Apenas repetem de forma publicitária a mesma coisa, como se Bitcoin fosse a oitava maravilha do mundo.


    O Blockchain então...é outro "monstro" (mais interessante ainda), que foi levemente mais comentado nesse último artigo do Mises. Mas além de sempre repetir a metáfora do "livro caixa", por que não falar o que importa ? Quem criou o Blockchain ? O blockchain usado no bitcoin é o mesmo usado pelas outras empresas ? ou é uma "tecnologia" diferente, e cada um pode criar a sua blockchain ?
    Quais as desvantagens do blockchain ?

    Todas essas tecnologias vão substituir o "dinheiro de verdade"(dinheiro criado pelo governo) ou são apenas instrumentos usados pra ganhar mais "dinheiro de verdade" ????


    Vejam, amigos... não me interpretem de forma errada. Eu sou tão curioso acerca do Bitcoin quanto vcs, até agradeceria se alguém me esclarecesse essas questões.
    Mas eu não encaro o Bitcoin como essa maravilha toda que tentam pintar por aí...
  • Fábio Augusto  13/07/2017 17:51
    Também compartilho dessas dúvidas.

    Qual é o lastro da bitcoin?

    Se hoje o dinheiro usual não tem mais lastro em ouro ou bens, tem lastro no seu "curso forçado" e no pagamento de impostos.

    Sei que a Austrália vai começar a aceitar a bitcoins. Mas, do mesmo jeito, pode deixar de aceitar no futuro.

    Não há chance de pirâmide nisso? Se houver um aumento de desconfiança, poderia haver uma enorme desvalorização, principalmente quando os possuidores descobrirem que, pela falta de lastro, podem ficar com o "mico" na mão, já que não poderão usar tal meio para trocar por produtos ou pagar impostos.

    Ou não?
  • Dave  13/07/2017 19:08
    Compartilho do seu pensamento, eu sou de TI e ainda acho complexo a forma de como funciona o BTC.. gostaria muito de aprofundar.. gostaria de ter "comprado" no passado..
  • Caio  13/07/2017 19:19
    Procure o canal do autor do artigo, Fernando Ulrich, no youtube. Lá ele inicia desde o básico sobre o assunto. Ou mesmo leia seu livro disponível aqui no IMB. O bitcoin é assustadoramente inovador e realmemte devemos explorar melhor o assunto antes de termos uma opinião. Ainda bem que temos o Fernando no Brasil para passar essa mensagem de maneira tão clara e gratuitamente. Só temos de agradece-lo e a todo IMB por compartilharem a verdade. Abraços
  • Andre Cavalcante  13/07/2017 21:01
    Olá

    Deixa ver se ajudo:

    "Não consigo entender como o Bitcoin foi aceito como moeda...(a PRIMEIRA transação com bitcoin...)não consigo entender sua gênese."

    Foi um sujeito que no no grupo de desenvolvimento do software jogou a seguinte mensagem: "Troco 10.000 BTC por duas pizzas ..." (e descreveu as pizzas que ele queria) "... Alguém topa?". Em seguida, outro usuário do grupo disse que sim, comprou duas pizzas do jeito que o primeiro sujeito queria, marcaram um local pra entrega, e o primeiro sujeito transferiu 10.000 BTC para o outro.

    Pronto. Primeira transação com algum valor monetário (isto é, houve uma troca verdadeira entre dois produtos: bitcoins e pizzas), intermediada pelas vontades humanas.

    Note que isso aconteceu somente 1 ano após o "lançamento" do bitcoin como software e a criação do bloco gênese. Antes dessa transação com um valor, houve várias transações com bitcoins numa rede e vários mineradores (a maioria com PCs simples de casa), mas ainda não havia "preço".

    "Não consigo entender o valor que isso tem. Imagine que você é a primeira pessoa com Bitcoin na "carteira", o que vc faz pra outra pessoa aceitar isso ???"

    Nada. Ela vai aceitar se ela quiser. Vontade pura. Na primeira transação, os dois estavam interessados na tecnologia e queriam fazer uma transção de "prova de conceito". Ou seja, eles tinham algum interesse. De resto é assim até hoje. Alguns querem bitcoins para especulação, outros querem para transferir dinheiro para o estrangeiro sem pagar taxas tão exorbitantes, outros querem só entender a moeda, outros querem fugir do governo (vide Venezuela) etc. Algum interesse há. Imagina qual era o interesse dos primeiros usuários do Windows?

    "E o que essa outra pessoa faz com esse "pedaço de codigo" num mundo em que ninguém conhece isso ???"

    Aí você mostra que você não conhece. Mas o mundo não é só você. Já paguei cerveja na Alemanha com bitcoins.
    Seja mais humilde.


    "Esse processo de "convencimento" para que outros lugares aceitem Bitcoin... isso ainda ta muito obscuro pra mim."

    Isso é o mais normal. A Microsoft teve que fazer um belo (mas belíssimo mesmo) esforço de convencimento pras pessoas usarem o seu SO e não o da IBM (que era tecnicamente melhor) ou do da Apple (que era bem mais bonito e fácil de usar). Mas no final, "todo mundo" passou usar o Windows. Hoje ele tá de baixa, mas a história se mantém.


    "Quando eu me dei conta, o Bitcoin ja era um fenômeno, valendo X dólares."

    E isso é algo extraordinário. Pensando bem, ele era para valer zero, se o que o pessoal que acha que dinheiro só pode estar atrelado a governo, que tem que ter lastro em impostos ou em outra commoditie (esquecendo-se que qualquer commoditie pode ser usada para lastrear outras coisas) estivesse com a verdade. O fato de que bitcoin, mesmo quase 10 anos após o seu lançamento valer alguma coisa é notável - mostra que esse pessoal está errado, e que uma moeda pode surgir e proliferar no livre mercado.


    "Ou seja, tem gente ganhando bastante dinheiro de verdade(dinheiro criado pelo governo) com o Bitcoin... O Bitcoin ta se "apoiando" em dinheiro de verdade..."

    Se você chama o dinheiro emitido pelo goveno de dinheiro de verdade, sim. E tem gente ganhando muito dinheiro também com café, soja, petróleo, etc.

    Atualmente a melhor visualização para os bitcoins é que se trata de um ativo. Ele é encarado como um ativo, como papéis do tesouro ou papéis atrelados ao agronegócio. Só não é encarado como dinheiro "de verdade" porque não tem livre-circulação ou aceitação universal, muito por causa de pessoas como você que não entedem a proposta.

    Mas temos que nos render aos princípios que foram espostos por Mises. Nenhuma moeda pode surgir (se intitular moeda e se impor) do nada no livre-mercado.

    Primeiro ela nasce como um produto usado para suprir uma necesside, por exmeplo, transacionar livremente dinheiro de forma quase anônima internacionalmente sem as viseiras do governo.

    Depois aquele produto passa a ser aceito por um grupo, por exemplo, quando vários especuladores começam a usar bitcoins e atrair vários investimentos.

    Só depois é que passa a ter uma aceitação mais universal aí vira dinheiro. O bitcoin ainda não chegou neste ponto.


    "Já li vários artigos aqui e em outros sites sobre o Bitcoin e nenhum explica os detalhes técnicos. Apenas repetem de forma publicitária a mesma coisa, como se Bitcoin fosse a oitava maravilha do mundo."

    Estás procurando nos sites errados, pelo visto. Há várias literaturas e sites específicos sobre as características técnicas da rede Bitcoin. Se quiser realmente começar estudos sobre isso, comece com linguagem de programação e redes de computadores, em especial o protocolo TCP/IP, depois parta para criptografia e, por fim, para algoritmos proof of work. Depois podes olhar o código do software bitcoin (é aberto, podes fazer isso) e estude também as APIs desenvolvidas para se trabalhar com a blockchain.


    "O Blockchain então...é outro "monstro" (mais interessante ainda), que foi levemente mais comentado nesse último artigo do Mises. Mas além de sempre repetir a metáfora do "livro caixa", por que não falar o que importa ? Quem criou o Blockchain ? O blockchain usado no bitcoin é o mesmo usado pelas outras empresas ? ou é uma "tecnologia" diferente, e cada um pode criar a sua blockchain ?"

    Puts, você fez uma salada agora. Blockchain é uma tecnologia. O tal "livro-caixa" é um banco de dados distribuído, mantido pelo algoritmo de proof-of-work. Como é um banco de dados você poderia criar o seu. Cada empresa pode criar a sua. A rede bitcoin mantém UM único banco de dados distribuído que é chamado genericamente de blockchain e contém todas as transações da rede bitcoin.


    "Quais as desvantagens do blockchain ?"

    Aí depende do ponto de vista. Do ponto de vista do banqueiro central a grande desvantagem é que ele é distribuído e, por isso mesmo, foram do controle do banco central. Do ponto de vista do usuário que tá afim de pagar menos taxas isso é ótimo.

    De um ponto puramente técnico, do jeito que está o protocolo, a blockchain não é escalável para as centenas de milhões de transações por segundo necessários no mundo moderno. Daí a criação de uma outra moeda, em breve, para cuidar desses casos e o BTC, como está hoje, deve ficar restrito as poucas grandes transações. Mas isso ainda é incerto. Por isso, o autor defende que se dê tempo para a maturação da moeda, para as inovações e, eventualmente a sua mudança, se o mercado assim o quiser.


    "Todas essas tecnologias vão substituir o "dinheiro de verdade"(dinheiro criado pelo governo) ou são apenas instrumentos usados pra ganhar mais "dinheiro de verdade" ????"

    Se bitcoin virar moeda de aceitação mais ampla, será o fim do que você chama de "dinheiro de verdade".


    "Vejam, amigos... não me interpretem de forma errada. Eu sou tão curioso acerca do Bitcoin quanto vcs,"

    Não é não. Se fosse teria ido direto à fonte: https://bitcoin.org/en/. Uma busca de 5 minutos no google já responderia uns 90% das suas "dúvidas". E, algumas delas, por serem técnicas, só serão respondidas quando decidires estudar engenharia ou ciência da computação.

    "até agradeceria se alguém me esclarecesse essas questões."

    Espero que tenha esclarecido alguns pontos.


    "Mas eu não encaro o Bitcoin como essa maravilha toda que tentam pintar por aí... "

    Não sei que "maravilha" estão pintando sobre bitcoins por aí.

    Ele já morreu 140 vezes: https://99bitcoins.com/bitcoinobituaries/

    E quem é sério sempre fala: bitcoins é um experimento. Gaste com bicoins apenas o valor que você pode perder.

    Abraços

  • Fernando Luís  13/07/2017 16:31
    Cada vez mais se tem a certeza de que não será algum líder que trará a promessas de liberdade e bem estar para a sociedade como um todo. Nem mesmo grupos que se unem por algum objetivo social. Mas sim a tecnologia e a aceitação desta pelas pessoas sem nenhuma interferência governamental.
  • anônimo  13/07/2017 16:32
    Acho impossível temos uma moeda fora do controle estatal.

    O controle sobre a moeda é, disparado, a principal arma do estado. É através dela o estado não só se financia, mas consegue ganhar "independência" da população. Não precisa mais tributar, ele simplesmente "imprimi" o que precisa.

    Portanto, acreditar que o estado aceitará isso é igual acreditar que ele aceitará voluntariamente as pessoas se emanciparem dele.
  • Pobre Paulista  13/07/2017 18:00
    Exato! Qual é o verdadeiro "ganho" para o bitcoin se esse passar a ser reconhecido como moeda pelos países afora? Agora teremos o privilégio de pagar impostos?
  • Andre Cavalcante  13/07/2017 20:19
    Sim, é um "privilégio" (do dicionário: direito, vantagem, prerrogativa, válidos apenas para um indivíduo ou um grupo, em detrimento da maioria; apanágio, regalia). O nome que vc escolheu foi muito bom.

    Mas olha o outro lado. É um primeiro passo. O segundo seria a aceitação (aí sim) univesal da moeda.

    Você poderia receber teu salário em bitcoins. Teu patrão poderia receber em bitcoins e isso tiraria muito do poder do estado.

    Abraços

  • Pobre Paulista  14/07/2017 00:18
    Eu posso hoje receber meu LUCRO em bitcoins ;-)

    Ah, tax free, obviamente!
  • Irineu  13/07/2017 16:35
    Não existe ativo 100% livre de risco.

    Todo ativo existe riscos de mercado, riscos da intervenção estatal, risco naturais etc...
    Pouco importa se é criptomoeda, imoveis, terrenos, ações na bolsa, títulos públicos, poupança, moeda estrangeira e inclusive metais.

    A melhor coisa para se proteger desses riscos é compor uma carteira de múltiplo ativos.

    Mas sem duvida, as criptomoedas são uma tentativa de tirar as mãos cabeludas do estado e sair fora do sistema bancário.
  • Joao  13/07/2017 19:39
    Ainda não li o artigo, mas adorei o título. Parabéns pela criatividade.
  • Ze da Moita  13/07/2017 19:46
    aqui na Terra de Santa Cruz se a CPMF voltasse, transações em bitcoins seriam tributadas?
  • Andre Cavalcante  13/07/2017 21:04
    Em bitcoins não. Somente em reais, quando passassem pelo sistema bancário.
  • Ricardo S.I  13/07/2017 22:36
    Muito legal.... Estou curioso:

    Qual foi a reação dos ouvintes à aula dada?
    Houve algum questionamento esperado?
    Houve algum questionamento plausível?
    As pessoas entenderam?
    As pessoas foram convencidas?
    Havia algum economista ou lobista contrário? Ele chegou a perguntar algo difícil de ser respondido?

    Gostaria muito de saber...

  • Ramon  13/07/2017 23:51
    Realmente acho que o sistema monetário não garante o dinheiro de ninguém. E também acho que comprar imoveis não (o governo pode desapropriar), nem dólares (Pode haver inflação nos EUA também) e nem mesmo ouro (que já não é o ativo seguro na crise como esse mesmo artigo mostrou acima)

    Entretanto, eu só vi vantagens no bitcoin. E esse é exatamente o pior problema. Eu trabalho no mercado financeiro há mais de 10 anos. Alguma vez você viu um ativo livre de risco que só tem vantagens?

    Eu sinceramente não. E esse é o meu maior medo em relação ao bitcoin. Só vou investir nisso quando eu realmente entender os riscos, porque senão parece telexfree. Você só ganha com risco zero......
  • Xerox  13/07/2017 23:56
    O que é risco pra você?

    Investir num ativo e ele se desvalorizar? Então bitcoin tem risco, e dos grandes, pois já tem histórico que isso aconteceu.

    Ter sua carteira digital roubada por um hacker? Então a tecnologia de carteiras do bitcoin tem risco e bem grande, inclusive com histórico de que já aconteceu.

    Ter sua aplicação em bitcoins virar fumaça na mão de uma exchange escroque? Bem, já aconteceu isso com milhares de bitcoins e milhares de pessoas mundo afora.

    Agora, ter o governo se metendo em como você vai gastar os seus bitcoins, isso realmente ele não tem como fazer e nisso é bitcoin é livre de riscos.

    Novamente, historicamente, os bitcoins teve seu valor, em dólares, sempre acima deste, enquanto o ouro e outras commodities tem seu valor dependente justamente se o dólar está fraco ou não.

    Estude mais sobre os bitcoins e invista neles somente o que pode perder, por enquanto, a fim de que possa avaliar os riscos de forma mais completa.
  • Murilo Witt  14/07/2017 00:47
    O Blockchain foi a maior invenção depois da internet, na minha opinião, e tão importante quanto.
  • Viking  14/07/2017 13:58
    tem algum manual aqui no site de como comprar bitcoin?
  • Lahos  31/08/2017 20:25
    Viking, se interessar, um passo a passo pode ser o seguinte:
    1 - Se inscrever em uma corretora de bitcoin no brasil (já testei e funcionam bem: mercadobitcoin e foxBit)
    2- Fazer a transferencia de R$ para a corretora
    3- Comprar Bitcoin na corretora
    4- Criar uma wallet virtual (mais barato e funcional). A mais famosa e que eu testei é a blockchain.info
    5- Transferir os bitcoins para essa carteira da blockchain. Dentro da foxbit ou mercadobitcoin, selecionar transferir ou retirar bitcoins e colocar o endereço da sua wallet da blockchain.

    Desta forma seus bitcoins estarão mais seguros, já que o risco de uma corretora quebrar e levar os seus bitcoins não pode ser desprezado.
    Lembre sempre que ao se cadastrar tanto nas corretoras quanto na blockchain é importante você ativar os acessos em 2 passos e outras ferramentas que aumentam a segurança.
    Espero ter ajudado. Um abraço
  • Paulo Henrique  15/07/2017 00:28
    Desculpe o meio-off(não totalmente fora do contexto do artigo)

    Estava lendo sobre a história da suíça, e descobri que antes de criarem o franco-suíço (que é uma moeda forte comparado ao resto do mundo)cada cantão tinha suas próprias moedas, e ai que fiquei surpreso pela quantidade.
    ''Antes de 1850, cerca de 860 moedas diferentes estavam em circulação na Suíça e todas tinham curso legal'' Seria extremamente interessante entender os efeitos disso na economia, se era uma livre-concorrência monetária, qual era a mais aceita.. Se o problema do câmbio não atrapalhava a economia (afinal, ter de ficar calculando a variação cambial para seu negócio não deve ser muito fácil e nem deve ajudar no calculo econômico)

    Imaginar 860 moedas sobre um território do tamanho suíço deve ser coisa de maluco
  • Sérgio W  30/08/2017 16:20
    Off do Off: a um tempo atrás parei em Ciudad del Leste e comprei algumas coisas com a moeda que sobrou da viagem. O preço dos itens era expresso em Guaranis (moeda paraguaia), mas paguei a compra com peso argentino + dólar + real. O caixa fez os cálculos com a maior naturalidade do mundo - coisa corriqueira pra ele. O pessoa se habitua - e eu achei ótimo.

    Na parece havia um painel com a cotação das moedas no momento.
  • Bode  18/07/2017 00:20
    Nesse momento a cotação do Bitcoin e do Ethereum estão despencando forte. Me parece que a bolha estourou.
  • Barreto  18/07/2017 00:26
    Calma, campeão. Menos. Não há queda nenhuma no Bitcoin. Ao contrário, aliás: ele sobe forte neste momento. Sua cotação, em ascensão, é a mesma de 31 de maio.

    Aliás, ele está hoje mais caro do que estava quando este artigo aqui foi publicado, o qual já alertava para uma bolha.

    Sim, o Bitcoin está em bolha e vai estourar. Mas ainda não foi desta vez.
  • Dugin  20/07/2017 22:11
    Quando a bolha estourar, é aconselhável comprar bitcoins?
  • Guri do Sul  19/07/2017 09:08
    Sou franqueado da Caixa Lotérica desde 2001 e dá pra perceber que em 2017 os parasitas públicos estão preocupadíssimos. Estão fazendo de tudo para nos espremer até nosso último centavo. Sabem que em 2018 deverão haver cortes severos para o bem da população.

    Ainda bem que aproveitei a época boa do país para abrir meu próprio estabelecimento. Estou operando no zero faz mais de 2 anos.
  • Joao  21/07/2017 18:21
    É muito difícil explicar (sequer defender) o Bitcoin para quem não esta disposto a quebrar paradigmas; para quem não esta disposto a abrir a mente e fugir da maneira "comum" de se pensar. Hoje a RFB descumpre descaradamente a CF/88, pois invade sistemática e continuamente a vida financeira das pessoas, sem qualquer autorização judicial, partindo do principio que todos são criminosos, até que a própria pessoa faça o trabalho deles (por meio da declaração de ajuste anual) e prove o contrário.
  • Ubermac  22/07/2017 06:25
    Parabéns para o IMB.
  • Anônimo  27/07/2017 01:28
    Haveria a possibilidade de alguém traduzir a monografia que apresentou o Bitcoin?
    Ficaria muito grato.
  • saoPaulo  27/07/2017 12:20
    Resumo: Uma versão puramente peer-to-peer (ponto-a-ponto) de dinheiro eletrônico permitiria pagamentos online serem mandados diretamente de uma parte para a outra sem passar por uma instituição financeira. Assinaturas digitais proporcionam parte da solução, mas os principais benefícios são perdidos se um terceiro ainda é exigido para prevenir double-spending (gastos duplos). Propormos uma solução para o problema de double-spending usando uma rede peer-to-peer. A rede registra os tempos de transação, calculando os hashes delas e colocando-os continuamente em uma corrente de proof-of-work (prova de trabalho) baseados em hashes, formando um registro que não pode ser mudado sem se refazer os proof-of-work. A chain (corrente) mais longa não somente serve como uma prova da sequência dos eventos testemunhados, mas também prova que ela veio do maior conjunto de poder de processamento. Enquanto a maioria do poder de processamento é controlada por nós que não estão cooperando para atacar a rede, eles gerarão a chain mais longa e superarão ataques. A rede em si requer estrutura mínima. Mensagens são comunicadas a todos com base em best effort (remetente tem a responsabilidade de garantir confiabilidade da mensagem. Ausência de mensagens duplicadas e de mensagens recebidas que não foram enviadas), e nós podem sair e retornar à rede à vontade, aceitando a corrente de provas de trabalho mais longa como prova do que aconteceu enquanto eles estavam ausentes.

    Conclusão: Nós propusemos um sistema para transações eletrônicas sem dependência em confiança. Começamos com a estrutura usual de moedas feitas de assinaturas digitais, as quais fornecem um controle sólido de propriedade, mas é incompleto sem uma maneira de se prevenir gastos duplos. Para resolver isto, propusemos uma rede ponto-a-ponto usando prova de trabalho para registrar um histórico de transações público que se torna rapidamente impraticável, computacionalmente, de ser mudado por um agressor, se nós honestos controlam a maioria do poder de processamento. A rede é robusta em sua simplicidade não estruturada. Os nós funcionam de uma só vez com pouca coordenação. Eles não precisam ser identificados, já que as mensagens não são originadas de nenhum lugar em particular, e e somente precisam serem entregues de maneira best effort. Nós podem sair e retornar à rede à vontade, aceitando a corrente de provas de trabalho como prova do que aconteceu enquanto eles estavam ausentes. Eles votam com seus poderes de processamento, expressando suas aceitações de blocos válidos, trabalhando para estendê-los, ou rejeitando blocos inválidos, se recusando a trabalhar com eles. Quaisquer regras necessárias e incentivos podem ser forçadas com este mecanismo de consenso.

    Peer-to-peer: https://pt.wikipedia.org/wiki/Peer-to-peer
    Digital signatures: https://pt.wikipedia.org/wiki/Assinatura_digital
    Double-spending: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gasto_Duplo
    Hash: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fun%C3%A7%C3%A3o_hash_criptogr%C3%A1fica
    Proof-of-work: https://pt.wikipedia.org/wiki/Prova_de_trabalho
    Best effort broadcast: não achei nada em português.

    Tradução livre e sem revisão. Quem quiser pode traduzir outras partes, ou postar o link para a monografia em português, a qual não consegui encontrar.
  • crypto empreendedor  27/07/2017 11:02
    amigos, gostaria de uma indicação.

    existe uma empresa, equipe ou pessoa a quem eu possa contratar pra desenvolver uma cryptomoeda?

    tenho ideias próprias a respeito do que quero, e um pequeno capital para investir (cerca de 100mil reais para gastar com a empresa como um todo, parte seria destinado ao desenvolvimento da plataforma).


    qualquer informaçao me seria util, pois estudo o assunto por conta própria e empreendo atualmente em outro ramo totalmente distinto, ou seja, nao conheco muitos programadores.

    muito obrigado


  • crypto empreendedor  27/07/2017 18:35
    amigos, gostaria de uma indicação.

    existe uma empresa, equipe ou pessoa a quem eu possa contratar pra desenvolver uma cryptomoeda?

    tenho ideias próprias a respeito do que quero, e um pequeno capital para investir (cerca de 100mil reais para gastar com a empresa como um todo, parte seria destinado ao desenvolvimento da plataforma).


    qualquer informaçao me seria util, pois estudo o assunto por conta própria e empreendo atualmente em outro ramo totalmente distinto, ou seja, nao conheco muitos programadores.

    muito obrigado


  • Emerson Luis  05/08/2017 11:03

    O Estado quer substituir o dinheiro físico para excluir o livre mercado.

    O livre mercado quer substituir o dinheiro físico para excluir o Estado.

    * * *
  • Chev Chelios  06/08/2017 07:41
    Uma pergunta pessoal: alguém aqui comprou Bitcoins antes de 2013?
  • Odir Mattos  03/09/2017 06:47
    Olá a todos.

    Eu li que a previsão de valor para o Bitcoin conseguir chegar é 100 mil dólares em 5 anos. Isso é verdade?

    Estou perguntando isso pois estou pensando investir uma parte considerável do meu patrimônio em Bitcoins. Em Maio de 2015 comprei 27 mil em Bitcoins e me dei bem, mas gostaria da opinião dos frequentadores desse site (que me fez comprá-lo em 2015).

    Obrigado!


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