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Prestando a devida homenagem a este grande empreendedor
Sem Travis Kalanick, não haveria Uber. E nem Lyft e Cabify. E nem táxis melhores

Em 2008, tornou-se mundialmente famoso o caso dos irmãos gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss, que ganharam pelo menos US$ 65 milhões após uma batalha judicial com o CEO do Facebook Mark Zuckerberg.

Os gêmeos, então alunos de Harvard, pediram a Zuckerberg para que este escrevesse o código para um site que ambos estavam criando, o Harvard Connection, que no final acabou se transformando no ConnectU.  Zuckerberg, porém, tinha outras e mais elaboradas ideias fervilhando em sua mente. E ali surgiu o Facebook.

Assim que o Facebook decolou, os irmãos Winklevoss começaram a reclamar e, após tentarem de todas as formas possíveis destruir o Facebook, sem lograr êxito, os gêmeos resolvem processar Zuckerberg por violação de sua propriedade intelectual, ainda que os códigos de ambos os projetos não tivessem absolutamente nada em comum.

Os gêmeos simplesmente alegaram ser os donos da ideia original do Facebook, dizendo que Zuckerberg havia se apropriado dela e ficado com a fama e com o dinheiro.

Se é verdade que Zuckerberg se apossou da ideia dos gêmeos, então eles foram muito sortudos de o terem conhecido. Por mais empreendedores que tenham sido os irmãos Winklevoss, a verdade é que são pouquíssimas as pessoas neste mundo que poderiam ter alcançado o que Zuckerberg alcançou. Raro é o visionário CEO que consegue transformar uma simples e humilde startup em uma colossal empresa global avaliada em US$ 430 bilhões.

Sem esta suposta expropriação de idéia feita por Zuckerberg, o mundo provavelmente jamais teria conhecido o Facebook. Talentos visionários com os de Zuckerberg são extremamente raros, assim como são raros os esportistas que realmente alcançam façanhas.

Travis Kalanick, ascensão e queda

O que nos traz a Travis Kalanick, co-fundador da Uber.

Kalanick nasceu em 1976, em Los Angeles, onde cresceu e cursou a UCLA. Mas não completou o curso. Começou a trabalhar e se dedicou à programação informática desde o início de sua carreira, abandonando seus estudos depois de ter criado uma startup.

Sua primeira empresa, a Scour, foi a precursora da Napster, permitindo a busca e o compartilhamento de música e vídeos on-line. Fundada em 1997, a empresa só sobreviveu três anos: a indústria americana do cinema e da música a levaram à falência, depois de exigir um pagamento de US$ 250 bilhões (uma quantia obviamente impagável, e imposta com o único intuito de quebrar a empresa).

Em 2001, Kalanick foi o co-fundador da Red Swoosh, também voltada para o compartilhamento de arquivos on-line. Viveu três anos sem salários (tendo de voltar a morar com os pais) e enfrenta dificuldades financeiras. No entanto, a empresa prospera e se torna um sucesso. Em 2007, ele consegue vendê-la e vira milionário aos 30 anos.

A ideia de criar a Uber veio em uma noite de inverno de 2008, em Paris. Kalanick e Garett Camp (que viria a ser o co-fundador da Uber) não encontravam táxi. Tiveram então de gastar US$ 800 contratando os serviços de um motorista particular. Desde então, ambos se propuseram ao desafio de encontrar maneiras de reduzir drasticamente o custo dos serviços de transporte particular.

Mais especificamente, ambos passaram a estudar maneiras de criar um serviço em que um carro com motorista particular poderia ser acionado pelo celular, e a custos populares.

O UberCab surgiu no ano seguinte, na cidade de São Francisco, tornando-se um serviço corriqueiro já em 2010.

Sete anos mais tarde, a empresa encurtou seu nome para simplesmente Uber. E o resto é história. Presente em mais de 500 cidades ao redor do mundo, a Uber revolucionou a ideia de transporte particular, levando-o até as massas. Há apenas alguns anos, ter um motorista particular à sua disposição, o qual chega apenas alguns minutos após você clicar em um aplicativo no seu celular e que leva você para onde quiser, era um serviço disponível apenas para os milionários. Hoje, graças ao empreendedorismo de Kalanick, usufruir um serviço de motorista particular já se tornou uma alternativa barata para pessoas de todas as classes sociais ao redor do mundo.

A Uber possibilitou que até mesmo os mais pobres tivessem o luxo de um motorista particular (e barato) disponível a apenas um clique de celular. Aquele serviço que, há apenas alguns anos, era disponível apenas para o 1% mais rico da população, hoje, graças às qualidades visionárias de Kalanick, já se tornou uma alternativa acessível para os 99%.

Porém, desde o dia 22 de junho, Kalanick não é mais o CEO da Uber. Embora houvesse dito que iria se afastar apenas temporariamente do cargo, em luto pela trágica morte de sua mãe, a saída se tornou definitiva. Por pressão de investidores, Kalanick anunciou que não mais estaria ligado à Uber. Motivo: a exuberante e bastante desregrada cultura que imperava dentro da Uber estaria ficando fora de controle, segundo membros do conselho administrativo. Alegações de assédio sexual e discriminação no trabalho se avolumavam contra Kalanick.

A cultura de uma empresa começa no alto escalão. Sendo assim, a saída de Kalanick, mesmo que apenas temporária, foi vista como uma maneira de corrigir os rumos culturais da Uber.

A princípio, isso soa belo. Mas, obviamente, a deposição de Kalanick foi apenas uma tentativa de apaziguar os críticos ofendidos por seu estilo áspero e jogar um buquê de flores para a polícia do politicamente correto.

O que é realmente ignorado por aqueles desgostosos com a "cultura bad boy" da Uber é o fato de que apenas um bad boy como Kalanick poderia fazer o que foi feito, transformando um mero conceito em uma marca global que corajosamente desafia monopólios protegidos pelo estado, como o cartel dos taxis.

Não, a Uber não foi o primeiro serviço de compartilhamento de caronas. Mas a Uber foi o primeiro serviço de compartilhamento de caronas a alcançar uma escala global, e tudo graças à coragem e à disposição de Kalanick em bater de frente com o cartel dos taxis ao redor do mundo, quebrando seu monopólio e acabando com sua reserva de mercado.

Não apenas Kalanick corajosamente forçou a entrada da Uber em vários mercados fechados e protegidos pelo estado — utilizando métodos que alguns consideram "ilegais", como o simples fato de operar mesmo tendo sido proibido pelo estado —, como ele também teve a coragem (e o sangue-frio) de gastar milhões de dólares com os trâmites judiciais necessários para legalizar a Uber em vários outros países.

E foi exatamente esta coragem de Kalanick que abriu as portas para seus próprios concorrentes, como Lyft e Cabify. Pode-se também creditar a Kalanick a melhoria observada nos próprios serviços de taxi ao redor do mundo, os quais, temerosos da concorrência, também criaram seus próprios aplicativos, passaram a conceder grandes descontos e melhoraram bastante o trato dispensado ao passageiro.

Não fosse a inabalável crença de Kalanick de que a Uber atenderia a uma demanda do consumidor, provavelmente não haveria nem Lyft, nem Cabify e nem muito menos uma melhora nos serviços de taxi. Ao expandir sua batalha local para um nível global, Kalanick satisfez uma demanda que vários consumidores ao redor do mundo nem sabiam ter — e nem muito menos sabiam que ela poderia ser atendida.

Para dizer o que já deveria ser óbvio, a Uber não é Uber sem Kalanick. Pessoas como Kalanick e Zuckerberg não crescem em árvores. Eles dão um novo significado à expressão sui generis. Embora seja possível que a Uber venha a se beneficiar com a chegada de Eric Schmidt (ex-CEO da Google), o fato é que seu atual valor de mercado — de US$ 70 bilhões — reflete muito mais uma cultura "bad boy" capaz de superar barreiras à inovação incrivelmente altas (erigidas pelo estado) do que a suposta chegada de um executivo bem mais velho, trazido para moderar exatamente aquilo que fez a empresa crescer.

Conclusão

Assim como o Facebook não seria o Facebook caso os irmãos Winklevoss houvessem conseguido tomar o controle de Zuckerberg, tampouco a Uber irá se tornar tudo aquilo que seus investidores esperam que a empresa seja caso o visionário que a tornou incrível seja deposto.

Kalanick construiu um empreendimento que vale hoje US$ 70 bilhões. É até possível que o substituto de Kalanick tenha a visão, a capacidade, a habilidade e a energia para superar o co-fundador da Uber, mas as chances são baixas.

O comércio e o bem-estar dos indivíduos são — sempre e em todo lugar — melhorados e aprimorados por aqueles que o economista Reuven Brenner rotulou de "os poucos essenciais". Kalanick é essencial de uma forma que apenas uma fatia microscópica da população mundial também o é. Em vez de afastá-lo para apaziguar os ultra-sensíveis entre nós, é hora de nos tornarmos adultos e reconhecermos que, para alcançar o progresso humano, algumas vezes necessitamos de "bad boys" dispostos a romper barreiras fortificadas e protegidas por políticos.




  • Thiago Teixeira  29/06/2017 16:07
    Entendi a tonica do texto. E concordo.

    Mas vamos ser realistas: se o cara estiver exagerando de verdade (assedio sexual, etc), isso nao é razao pra deposicao do cargo de chefia? Ele é onipotente, por ser um dos "poucos essenciais"?

    Vale lembrar do exemplo de Steve Jobs: foi substituído na Apple, no período de "exilio" certamente corrigiu muitas falhas, e voltou por cima, mas inovador e produtivo do que nunca. Fico na toricida de que ocorra o mesmo com Kalanik.
  • Rafael  29/06/2017 16:37
    Isso é totalmente imaterial para mim, na condição de consumidor. Estou interessado em bons serviços a preços baixos, e não em futricas internas dentro da empresa (só lembrando que "assédio sexual", no linguajar politicamente correto de hoje, nem sequer precisa envolver contato físico; um simples elogio à aparência da mulher -- ainda mais em uma cidade ultra-progressista como São Francisco -- já bastam para o cara ser processado).

    Capitalismo significa empresas concorrendo entre si pelo dinheiro do consumidor. E, para conseguir o dinheiro do consumidor, essas empresas terão de fornecer serviços melhores a preços menores. Por isso, p capitalismo é um sistema que, quando liberado para funcionar, privilegia o consumidor. Não é um sistema voltado para privilegiar nem empresário e nem trabalhador assalariado. É um sistema voltado apenas para privilegiar apenas o consumidor.

    Pouco me importa o que ocorre dentro da Uber. Só trabalha lá quem quer. E, quem não gosta, tem toda a liberdade para sair. Eu, na condição de consumidor, quero apenas continuar usufruindo serviços bons e baratos. E isso o Kalanick me ofereceu. Se sua saída alterar esta filosofia, pararei de utilizar os serviços da empresa. Se não alterar nada, continuarei utilizando normalmente.
  • Matias Cardoso Rocha  29/06/2017 19:11
    Rafael, excelente ponto. É exatamente isso mesmo. Como consumidores, estamos preocupados com bons serviços e a preços baixos. Futricas internas da empresa também não são do meu interesse.

    Tenho um primo que fez trabalho voluntário em uma instituição de caridade. Os serviços desta instituição eram excelentes e ela realmente entregava o que prometia. Mas os casos internos que ele me narrou, envolvendo comportamento de funcionários, eram abismais. De certa forma, achamos que essas coisas não acontecem em instituições sérias, mas a verdade é que são pra lá de corriqueiras. E, apesar de tudo, a referida instituição (nacionalmente conhecida) sempre prestou ótimos serviços.

    No caso da Uber, pouco me importa o que acontece nos escritórios de São Francisco, se há orgias ou rispidez no trato. O que me interessa é que os serviços continuem bons e baratos. Se a troca de administração não alterar isso, para mim é o que importa.
  • Carlos  29/06/2017 17:02
    Algo que também não entendo, é a excessiva divulgação de propaganda negativa por parte de nossa mídia em relação ao UBER.

    Há casos de assedio sexual por parte de taxistas a passageiras, há casos (e esses são muitos) de fraude de tarifa ou tarifa artificial, há casos de "exploração" dos donos de alvarás em relação aos taxistas auxiliares (não detentores de alvará). Há monopólio de alvará, e uma suposta "máfia" por detrás, que beneficia inclusive políticos.

    A mídia não diz absolutamente nada a respeito dos táxis e desses problemas, que são muito maiores dos que os alegados no UBER hoje.

    O abusivo de taxistas mal caráter (felizmente não são todos) perpetrados a décadas, sequer foi motivo de discussão de uma "regulamentação" mais justa em benefício aos passageiros. Agora vem a UBER... e surge especialistas e autoridades de todo canto do país...

    Caso igual, para quem mora em São Paulo, é o da cracolândia. Ninguém nunca fez nada e nem se preocupou em fazer. Quando alguém resolve fazer, vem Conselho de Medicina, Ministério Públicos, ONG's ditar como deveria ser feito...

    Quando você para para analisar, esse modus operandi comportamental, chega a ser doente.
  • Andre  29/06/2017 19:40
    Tudo o que enfraquece o estado e / ou fortalece o indivíduo será severamente atacado pela mídia, a agenda coletivista não pode sofrer retrocessos.
  • Mídia Insana  29/06/2017 16:25
    Sua contribuição mais importante sem dúvidas são a redução no número de motoristas embriagados na rua e a conservação de recursos naturais e dinheiro das pessoas que não precisam mais retirar um carro da garagem para ter transporte acessível e confortável.

    Tudo isso operando à margem da legislação e jurisdição de múltiplos países.
  • Daniel  29/06/2017 16:27
    Espero ansiosamente o dia em que os monopólios das grandes empresas de transporte coletivo serão colocados de joelhos frente às inovações do livre mercado. O número de pessoas beneficiadas pela concorrência será infinitamente maior do que o gerado pelo Uber.
  • Carioca  29/06/2017 16:28
    Já usei o Uber diversas vezes em SP (UberX e Black). O serviço é impecável e os mimos aos clientes fazem diferença, mais ainda quando o preço é mais barato no final das contas.

    Mas um ponto interessante: reparei que alguns (poucos) taxistas melhoraram o serviço. Vi alguns usando terno, abrindo portas para passageiros, com água e balinha cortesia, e ar-condicionado ligado. Se alguém tem dúvida de que a concorrência melhora os serviços, basta ter um olhar mais atento.
  • Alfredo Martins  29/06/2017 16:32
    O senhor Kalanick melhorou e barateou minha vida de uma maneira até então impensável. Decidi vender meu carro e hoje meu custo com transporte é ínfimo. Trajetos que de taxi custavam R$ 50 há alguns anos, hoje mesmo com toda a inflação acumulada não passam de R$ 25 com Uber.

    O ganho em termos reais foi estrondoso.

    Fora que, antes de sair, apenas usando meu celular, posso decidir se uso Uber ou Cabify, pois sei de antemão qual será o preço de cada um (aplicativos de taxi não têm essa funcionalidade). Isso é o livre mercado puro em ação.

    Espero que sua saída não altere em nada o modus operandi da empresa.
  • Lel  29/06/2017 17:40
    Se alterar, novos aplicativos competentes vão se aproveitar da situação.
  • Blockchain  29/06/2017 16:40
    Legal será o dia em que pudermos, por exemplo, trabalhar para uma empresa do outro lado do mundo recebendo em criptomoedas, sem nenhum contrato de trabalho. Aí poderemos sonegar impostos a vontade, mas para isso as criptomoedas tem que vingar pra valer.
  • Guilherme  29/06/2017 16:43
    "Imagine um Uber para diaristas, contadores, advogados, médicos ou professores. Imagine um Uber para a compra de carros, eletrodomésticos ou comida. Imagine que exista um aplicativo que conecte tomadores e prestadores daquele serviço, ou consumidores e produtores daquele bem. Imagine essa plataforma descentralizada, que dá aos usuários um poder real de avaliar e direcionar os preços, quantidades e qualidade desses bens e serviços.

    Essa plataforma é o livre mercado."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2185
  • Paulo Henrique  29/06/2017 19:58
    Por mais que ele tenha inovado, e feito um grande serviço ao setor e a ideia da concorrência e livre mercado, ele é um empresário que vive em um mundo de hipertrofia estatal, e assim como os taxistas um dia foram novidade e hoje vivem em um mercado cartelizado, acredito que esse serviço mesmo um dia vai tentar cartelizar o mercado para ele, enquanto houver incentivos para isso. Se ele vai ter sucesso, vai depender de muitos fatores, mas é interessante como aplicativos, softwares em geral, são muito mais resistentes a essas tentativas, qual será a razão disso?
  • Alexandre  29/06/2017 20:39
    Sim, de fato a economia dos aplicativos é a mais desregulamentada de hoje. Exatamente por isso funciona tão bem. E ela é desregulamentada porque é majoritariamente voltada para o setor de serviços locais e pontuais, o qual sempre foi o menos regulado pelo governo.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2673
  • Paulo Henrique  30/06/2017 00:26
    Muito interessante. Outra coisa é que essa desregulamentação acaba afetando setores regulados e tornando sua regulação inútil, como o caso dos taxistas. Ao invés de você entrar no aparato estatal para revogar as leis, elas morrem e ninguém segue. Acho que nem 50 anos de infiltração liberal na política descartelizaria(Existe essa palavra?) o setor de taxis como o Uber fez
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  29/06/2017 20:23
    Parabéns.
  • Leonardo  29/06/2017 20:53
    Meu pensamento, A Uber hj ela entra no seu País, Estado ou município , oferece um serviço transporte e outros, lucra 25% e leva todo o seu dinheiro para fora do País com isso cortando de vez a circulação do nosso capital em nosso País ( Brasil) elevando cada vez mais a crise financeira.
    A diferença do serviço não é pq o Uber da balinhas, motorista educados etc, não é isso só andam de Uber por causa do preço nada a mais, o motorista do Uber gente passa fome horas de trabalhos exautivos desgaste do carro é um absurdo.
    Imaginemos cada pessoa invadir a área de trabalho uma das outras sem preparação sem estudos sem.experiencia irá virar uma bagunceira generalizada isso que a Uber faz hj no nosso País, o mais favorecido hj é o Americano quem vêm rouba o nosso País e tudo termina em.pizza. Nome do Uber ao contrário. Rebu isso que eles estão causando em.nosso País um REBU e estão rindo.

    Palavras de um amigo, que já se escraviazou nessa Uber.

    Dica: Já que estamos com a livre concorrência, vamos criar um UBER Brasileiro sem ajuda dos americanos só assim nosso dinheiro ficaria girando em nosso País, do jeito que está eles irão continuar sugando todo Real e transformando em dólares é isso hj que ela está avaliada em 70 bilhões de Dólares não é Real graças a vcs que acham que estão pagando barato no final menos grana terão para comprar seu arroz e feijão, Se Liga Brasil
  • Inácio  29/06/2017 22:06
    "e leva todo o seu dinheiro para fora do País com isso cortando de vez a circulação do nosso capital em nosso País ( Brasil) elevando cada vez mais a crise financeira."

    Quanto vômito em uma regurgitada só.

    Aprenda uma coisa, cidadão: não existe isso de reais saírem do Brasil. Reais não saem do Brasil. O real não é moeda corrente em nenhum outro país do mundo. Dígitos eletrônicos não saem do Brasil; eles não cruzam fronteiras. Não há como "enviar reais para o estrangeiro". Nenhum real sai do Brasil nem quando um brasileiro importa nem quando uma multinacional remete lucros para o exterior. A quantidade de reais na economia fica a mesma.

    O que ocorre é que dólares, que estão em uma conta bancária em um banco americano, mudam de proprietário.

    Quando uma multinacional remete lucros para o exterior, o que ela realmente faz é vender seus reais para exportadores brasileiros que acabaram de vender para o exterior e que por isso estão em posse de dólares em contas bancárias americanas. A multinacional compra os dólares deste exportador (os quais estão em uma conta bancária de um banco nos EUA), e o exportador fica com os reais da multinacional.

    Nenhum real saiu do Brasil; nenhum dólar saiu dos EUA. todo o ajuste se dá pela taxa de câmbio.

    Pare de repetir merda que você lê em sites de extrema-esquerda. Seu QI está desabando.

    "A diferença do serviço não é pq o Uber da balinhas, motorista educados etc, não é isso só andam de Uber por causa do preço nada a mais, o motorista do Uber gente passa fome horas de trabalhos exautivos desgaste do carro é um absurdo. [...] Palavras de um amigo, que já se escraviazou nessa Uber"

    Em primeiro lugar, aconselho-lhe a realmente se educar. Além de nada saber sobre economia, você mal consegue se expressar. Sendo tão inepto assim, raramente vai encontrar algum empregador disposto a desembolsar uma quantia suficiente para sua sobrevivência.

    Em segundo lugar, a Uber não obriga absolutamente ninguém a trabalhar pra ela. E quem estiver insatisfeito é totalmente livre para sair. A Uber nunca me escravizou e nem nunca me ameaçou com nada.

    Em terceiro lugar, que a Uber tenha crescido tão rápido sob este arranjo é um fenômeno particularmente elucidativo. O mercado de trabalho convencional não mais está funcionando exatamente por causa destas "proteções básicas" que, na realidade, representam fardos onerosos que não ajudam nem os patrões e nem os empregados.

    Tais regulações conseguem apenas diminuir a concorrência em cada setor, restringindo tanto o número de novos empreendedores quanto o de novos empregados. Mas funcionam como uma ótima reserva de mercado para quem já está estabelecido.

    O sucesso da economia digital é a prova inconteste de que o mercado — ou seja, o público consumidor — está implorando por menos obstáculos e por fardos menos onerosos. Quando você obtém sucesso operando sob regime concorrencial, isso é uma evidência de que você está fazendo bem feito (de novo, peço desculpas ao leitor por ser obrigado a falar obviedades).

    No mais, os únicos que protestam contra a Uber são os sindicatos dos taxistas, gente acostumada com as mamatas de uma reserva de mercado garantida pelo estado. A Uber acabou com isso. E para o bem dos consumidores.
  • Luciano  30/06/2017 15:01
    Eu tenho um sentimento dúbio com o UBER. Não tenho como negar que o serviço funciona (uso muito eventualmente e acho ótimo), que tem um custo bastante atrativo e que resolve uma demanda reprimida da população, e justamente por isso tem o sucesso que tem. Mas por outro lado, trabalho com transporte público, com empresa de ônibus e ao contrário de taxistas que apesar de reclamarem de concorrência desleal do UBER porque o UBER não paga impostos, menos ainda pagam os taxistas que podem inclusive comprar carros mais baratos, empresas de Ônibus pagam muitos impostos e tem mais de 50% dos seus custos ligados a salários e encargos trabalhistas. No meu ramo de negócios, tenho um contrato com o MUNICÍPIO para atender regularmente diversas linhas de ônibus, mesmo as que dão pesado prejuízo, com horários pré-determinados, sendo obrigado a ter motorista e cobrador, todos registrados, em obediência estrita à CLT, tenho ainda que utilizar veículos de acordo com a especificação do contratante (governo) para em troca receber uma tarifa que possa equilibrar os meus custos (inflados pelas exigências que me fazem) e possivelmente me gerar algum resultado ao final, coisa que hoje não ocorre na grande maioria das cidades. Ao permitir uma competição de um UBER da vida, que não tem NENHUMA regulação estatal, que não tem NENHUMA obrigação trabalhista nem qualquer obrigação de regularidade, obviamente que isso faz com que seu custo seja muito baixo e tire passageiros do transporte de ônibus regular.Isto é algo absolutamente compreensível pelo lado do consumidor que opta pelo UBER, PORÉM: ao reduzir o número de usuários do transporte público, mexe-se na equação do equilíbrio econômico financeiro dos contratos de concessão, fazendo com que, para fazer frente aos custos e com menos pagantes, seja necessário aumentar ainda mais as tarifas, o que vai levar (já está levando) o transporte coletivo regular a um colapso. Soluções como o UBER são incapazes de resolver TODA a necessidade de transporte de uma cidade (até por uma questão de espaço da infra estrutura pública que não viabiliza que todo mundo consiga andar de carro ao mesmo tempo) e o transporte coletivo sempre será responsável pelo transporte da maioria da população, embora esteja de fato perdendo muita clientela para o UBER e similares. Entendo que com a queda de pagantes, as tarifas subirão cada vez mais e isso deverá afastar ainda mais os passageiros, torna-se inviável que empresas privadas operem o transporte coletivo público, o qual, mantida essa permissão de competição predatória do UBER (sim, é predatória pois o outro concorrente não pode fazer suas próprias regras nem jogar com as do UBER), não restará outra alternativa que não seja ESTATIZAR o transporte público para que por meio de subsídios o governo mantenha-o funcionando, pois para a iniciativa privada isso não terá mais qualquer viabilidade. No final das contas aqueles que hoje pagam barato para usar o UBER, acabarão pagando também o transporte coletivo, mesmo que não usem, por meio de seus impostos. Faço este relato aqui para que compreendam que, apesar de sua indiscutível funcionalidade e muitas qualidades, o UBER causa sim indiretamente muitos danos graves a uma cidade, seja por colocar em risco empregos formais em troca de informais, seja por aumentar a circulação de carros agravando condições de tráfego ou pelo seu impacto no custo da tarifas de transporte público ao reduzir o número de pagantes para ratear seu custo elevado. É importante que as pessoas tenham essa consciência.
  • Ayan  30/06/2017 16:03
    Sorry, mas nenhuma comoção de minha parte.

    Para começar, você usufrui uma reserva de mercado garantida pelo estado. O estado lhe concedeu o monopólio da exploração de linhas de ônibus, proibindo a concorrência neste setor para garantir seus lucros. E você, usufruidor desta reserva garantida pelo estado, está reclamando que o próprio estado que lhe concede privilégios está também impondo algumas exigências caras.

    Quanto ao Uber, ele veio exatamente para libertar a população deste jugo imposto pelo conluio entre o estado e os grandes empresários, como você. Uber veio para libertar o consumidor dos monopólios protegidos pelo estado, como o seu.

    É natural a choradeira de empresário acostumado com mamata e com um mercado cativo.

    Sugestão: se você está achando ruim de ter perdido a mamata do lucro fácil, feche sua empresa e vire motorista de Uber. Ou de Cabify.

    No capitalismo, quem tem de ganhar é o consumidor. O capitalismo é um arranjo criado para privilegiar o consumidor, e não o empresário, o sindicalista ou o empregado de carteira assinada.
  • Ex-microempresario  30/06/2017 20:03
    "...não restará outra alternativa que não seja ESTATIZAR o transporte público para que por meio de subsídios o governo mantenha-o funcionando, pois para a iniciativa privada isso não terá mais qualquer viabilidade. "

    Pelo contrário. A alternativa óbvia (embora certamente impensável para os estatistas) é tirar o estado do transporte coletivo, da mesma forma que o uber o tirou do transporte individual. Afinal, porque é que alguns iluminados da prefeitura devem determinar por onde o ônibus vai andar, onde vai parar, quando vai sair, etc, etc,etc ??

    Como vc mesmo disse, são exigências e burocracias que só aumentam o custo. Deixem os empresários administrarem o sistema e tudo melhora rapidinho.

    E olha, duvido que o uber tire sequer 2% dos clientes do transporte coletivo.
  • Lee Bertharian  30/06/2017 04:07
    É hilário como sempre é possível identificar um "canhotista"...
    A falta de cultura geral começa na falta de domínio da própria língua - principalmente escrita.
  • Etibelli  29/06/2017 21:42
    Offtopic: O consumismo não gera acumulação ao conferir recursos a empresas, sendo que essas empresas poderão expandir investimentos?
  • Ricardo  29/06/2017 21:47
    Confere dinheiro, mas os recursos físicos foram consumidos e exauridos. E terão de ser novamente produzidos. Mas só serão produzidos se houver poupança (no caso, abstenção de consumo). Sem poupança (ou seja, consumismo pleno), não sobrará nenhum recurso para ser utilizado na produção de bens de consumo.

    Artigos inteiros sobre isso:

    O consumismo não gera crescimento econômico - e sua defesa é o cerne da teoria keynesiana

    Por que uma sociedade poupadora enriquece e uma sociedade consumista empobrece

    Produção versus consumo - a confusão que causa miséria

    Não faz sentido estimular a demanda e o consumo; a encrenca sempre foi a produção
  • Dja  29/06/2017 21:50
    Uber é bem legal. Esse modelo veio pra ficar. Ainda tem o Cabify/Easy taxi etc. O que não curto é esse progressismo deles. Foram patrocinadores da parada gay, se for pra angariar clientes ok. Mas me parece é que, em vez de fechar com os defensores da liberdade, eles tão comendo na mão da esquerda. Tiro no pé. Talvez tenha a ver com a saída do Kalanick. E concordo com os demais acima, pouco me interessa o que acontece na empresa, sou consumidor.
  • João Paulo  29/06/2017 23:25
    Boa noite. Leio a pouco tempo esse site e não sou especialista em economia. Sou apenas um estudante de RH e micro-empresário, dono de uma loja de roupas.

    Minha dúvida não tem relação com o artigo!

    Queria saber como seria se os países colocassem de forma literal o capitalismo de livre mercado?

    Assuntos como Previdência, Justiça, Ministério Público, serviços públicos, etc, como ficaria?

    Por exemplo, a "previdência" seria privada?

    Todos os serviços de esgoto e saneamento, serviços bancários, saúde, educação, tudo isso seriam prestados pela iniciativa privada?

    Outros exemplo, Segurança pública, recuperação e construção asfáltica urbana, entre tantos outros, como ficaria?

    Desde já agradeço, possíveis respostas!
  • SRV  30/06/2017 12:40
    Prezado amigo João Paulo,

    Primeiramente bem-vindo. Espero que leia e aprenda bastante e que o conteúdo deste instituto ajude na sua vida em todos os sentidos.

    Não sou representante desta página, mas ficam algumas sugestões:

    1- Todos estes temas que você perguntou já foram discutidos em diversos artigos. Na página principal, existe um ícone de lupa abaixo do logo. Use para pesquisar sobre o tema que você quer ler. Certamente encontrará diversos artigos.

    2- Caso prefira, pode usar a pesquisa do Google digitando (sem as aspas) "site:www.mises.org.br TEMA". Substitua a palavra TEMA pelo que quiser pesquisar. Isso traz resultados diferentes do uso da lupa, então pode ser interessante pesquisar por um tema das duas maneiras.

    3- Para evitar que a área de comentários fique desorganizada, tente comentar apenas no artigo referente ao tema que quer tirar dúvida.

    4- Aproveite este artigo recente com alguns vídeos, muito muito bom. www.mises.org.br/Article.aspx?id=2707

    Boa leitura.
  • Jo%C3%83%C2%A3o Paulo  30/06/2017 15:42
    Muito grato. Vou pesquisar e ler os artigos!
  • Tarantino  30/06/2017 03:30
    Tudo que funciona livre das garras do estado só tende a crescer.
    O melhor exemplo disso é o tráfico de drogas.
  • Kubrick  30/06/2017 17:52
    Na verdade o tráfico de drogas só existe por causa do Estado. Existem duas maneiras de acabar com isso, a primeira é legalizando as drogas e a segunda é combater com eficiência o narcotráfico, porém sabemos que quando se trata de eficiência do Estado não podemos contar com nada menos que desordem e corrupção, principalmente quando o assunto em pauta é a segurança pública.

    Em uma sociedade livre, cada indivíduo tem o poder de decidir oque é melhor para si mesmo e assumir as responsabilidades sem ter a imoralidade do Estado invadindo seus direitos individuais.
  • anônimo  30/06/2017 10:34
    O capitalismo é fantástico e todo mundo já sabe.

    O problema do capitalismo é que os socialistas são pagos.

    Esses sindicatos, políticos, bolsistas, quotistas, jornalistas, etc, são todos pagos.

    As leis são vendidas. Os bolsistas e sindicalistas são comprados. Os jornalistas vendem propaganda ideológica.

    Esse é o maior problema do capitalismo. Se tudo pode ser comercializado, as pessoas se vendem para obter dinheiro.
  • robson santos  30/06/2017 21:51
    Olha, por tudo o que você escreveu, na verdade todo mundo já sabe que você é que não sabe que o capitalismo é fantástico.

    O que tem a ver um arranjo criado para privilegiar a troca voluntária entre as pessoas com a imoralidade e coerção de outras?
    Quer dizer que o problema do capitalismo é um estado-elefante lhe impor que você deve pagar impostos ( e ainda extorsivos ), contribuições sindicais, ter tomado seu labor para sindicatos e órgãos de classe, e bolsistas, lhe coibir de comprar bens de consumo mais baratos e etc ?

    Isso é capitalismo ou quadrilha democrática?
  • anonimo  04/07/2017 12:06
    Não entendo porque tanto clamor. A empresa de fato é disruptiva e a idéia dele é sensacional, mas até agora só está fazendo queimar o dinheiro dos que investiram. O Uber provavelmente nunca teve lucro, só prejuízo.

    Ter uma grande idéia disruptiva mas que não gera nenhum centavo de lucro não é exatamente algo que pode ser chamado de absoluto sucesso. Ao menos não onde nos encontramos hoje. Se no futuro ele obtiver lucros, este texto fará mais sentido.

    www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/deficitaria-uber-queimou-pelo-menos-us-8-bilhoes-desde-a-sua-fundacao-7gmgk7ty7xow9w6q3vos6fb1x
  • Rafael  04/07/2017 13:56
    Esse argumento ("Uber nunca teve lucro") sinceramente não faz sentido. E é o próprio mercado, e não eu, quem diz isso.

    Será que uma empresa que realmente "nunca teve lucro" teria um valor de mercado de US$ 70 bilhões?! É óbvio que não.

    Eu, na posição de consumidor, não estou interessado em fofocas e futricas de bastidores de empresa. Estou interessado em serviços bons a preços baixos. O que sei é que o senhor Kalanick me forneceu exatamente isso por meio de seu modelo de negócios. E sei também que ele foi retirado do comando majoritariamente para apaziguar a patrulha do politicamente correto.

    Se a nova direção mantiver o mesmo modelo de negócios que me agrada, ótimo. Se ela mudar, deixo de ser cliente da Uber, e lamentarei para sempre a saída da Kalanick.


    P.S.: insisto no ponto: será que investidores realmente quiseram, de livre e espontânea vontade, a saída de um cara que transformou uma mera startup em uma gigante de US$ 70 bilhões? Faz sentido? Claro que não. Foi tudo pressão do politicamente correto. E, infelizmente, quem hoje não se curva ao polícia do politicamente correto, tem seus empreendimentos arruinados pela calúnia.
  • anonimo  05/07/2017 12:24
    "Esse argumento ("Uber nunca teve lucro") sinceramente não faz sentido. E é o próprio mercado, e não eu, quem diz isso.

    Será que uma empresa que realmente "nunca teve lucro" teria um valor de mercado de US$ 70 bilhões?! É óbvio que não."

    O fato de o "mercado" ter alocado 70 bilhões num projeto que desde quase 10 anos atrás até hoje nunca teve demonstração de lucros não prova absolutamente nada. Vale lembrar que o primeiro resultado financeiro oficial detalhado da empresa saiu apenas ano passado, mostrando prejuízos gigantescos. Ou seja, ele arrancou MUITO dinheiro dos investidores sem nem sequer apresentar dados financeiros críveis ou transparentes. E vale lembrar também que o "mercado" alocou milhões e milhões de dólares num ônibus chinês que andava sobre carros e agora os investidores perderam tudo, era só um esquema para ludibriar investidores.

    Os 70 bi provam, no máximo, que o Travis é muito bom em ludibriar investidores. A maior prova disso foi o fracasso total dele ao torrar mais de 1 bilhão dos investidores tentando emplacar o Uber na China e tomando uma surra, sendo obrigado a vender a parte chinesa do Uber para os concorrentes de lá. O Uber ainda está longe de obter lucros, os dados da empresa mostram que apenas há uma pequena possibilidade disso. Quando, ninguém sabe.

    "Eu, na posição de consumidor, não estou interessado em fofocas e futricas de bastidores de empresa. Estou interessado em serviços bons a preços baixos. O que sei é que o senhor Kalanick me forneceu exatamente isso por meio de seu modelo de negócios. E sei também que ele foi retirado do comando majoritariamente para apaziguar a patrulha do politicamente correto. "

    É tudo muito lindo bonito e perfeito, e você não está errado em gostar do serviço pq o preço é baixo. Mas o Uber só é barato porque as corridas são amplamente subsidiadas com o dinheiro da empresa (investidores). Se não o fosse, seria bem mais caro. (veja aqui uk.businessinsider.com/uber-leaked-finances-accounts-revenues-profits-2017-2 ). É quase como se fosse um Estado, pegando dinheiro de terceiros (neste caso ao menos não é compulsoriamente) para pagar os serviços baratos que você utiliza.

    Mas como dizia Leandro Roque em outros artigos sobre dumping, aproveitemos enquanto há 'trouxas' no mundo querendo voluntariamente ter prejuízo para nos fornecer bens e serviços mais baratos. Seria até estúpido se não aproveitarmos tudo quanto pudermos.

    Não entenda errado, a ideia que ele teve é genial. Mas se no final foi um bom investimento ou se ele realmente ludibriou todos, é algo que só poderá ser definido no futuro, quando a empresa quebrar ou começar a lucrar.

    Portanto, ainda é ceso pra endeusamentos como estes feitos pelo texto.
  • Rafael  05/07/2017 12:44
    Não, cidadão. Preste atenção. Quando se diz que a Uber tem um valor de mercado de US$ 70 bilhões não se está dizendo que a Uber recebeu US$ 70 bilhões em investimentos, mas sim que a empresa vale hoje US$ 70 bilhões.

    Ou seja, se ela for vendida, o comprador terá de desembolsar US$ 70 bilhões por ela.

    E quem fez esta precificação foi o próprio mercado.

    Portanto, clareie seus conceitos. Não teve nada disso de "o mercado alocou 70 bilhões num projeto" ou "os 70 bi provam, no máximo, que o Travis é muito bom em ludibriar investidores".

    Nunca houve nenhuma alocação de US$ 70 bilhões na Uber. A Uber vale hoje US$ 70 bilhões. Mas ela nunca recebeu um aporte de US$ 70 bilhões.

    Tendo entendido essa diferença crucial, você está agora pronto para reavaliar seus conceitos. (E seja menos afobado na próxima).
  • anonimo  07/07/2017 13:59
    Ai meu pai... Tudo tem que ser minimamente destrinchado, explicado, desenhado. Vamos lá:

    "Não, cidadão. Preste atenção. Quando se diz que a Uber tem um valor de mercado de US$ 70 bilhões não se está dizendo que a Uber recebeu US$ 70 bilhões em investimentos, mas sim que a empresa vale hoje US$ 70 bilhões.

    Ou seja, se ela for vendida, o comprador terá de desembolsar US$ 70 bilhões por ela.

    E quem fez esta precificação foi o próprio mercado. "


    Nope, a empresa NÃO VALE 70 Bilhões. Isso é uma estimativa que foi feita para os investidores na última rodada de investimentos do Uber. É lógico que numa rodada de investimentos sempre tentam jogar o valor lá em cima. (daí entra a lábia do Travis, e ele estava sendo bem-sucedido nisso) Se a rodada for bem sucedida, então significa que os INVESTIDORES] creem que ela realmente vale isso. Não quer dizer que todo o mercado acha isso ou muito menos que ela será vendida por esse valor caso seja colocada à venda.
    Lembre-se que a empresa não tem capital no mercado aberto, todos estes valores são sempre estimativas ou chutes que podem ser bem imprecisos e até manipulados. Acredita quem quer. Pode ter certeza que se alguém realmente quisesse pagar esse preço, ela ja teria sido vendido faz muito tempo.

    Não quis dizer que os investidores efetivamente desembolsaram 70 BI, mas eles investiram crendo que este é o valor final que o investimento terá alocado. Quem investe investe pensando no futuro. A quantidade real desembolsada pelos investidores desde a fundação da empresa até hoje é de cerca de 15 BI. Link: https://www.crunchbase.com/organization/uber/funding-rounds . Mas eu admito, usei a palavra alocar que fez parecer que eu disse algo que não realmente quis dizer. Falha minha.

    Inclusive especialistas no mercado financeiro acham que ela vale metade disso:

    https://www.bloomberg.com/news/articles/2016-08-17/an-expert-in-valuation-says-uber-may-have-already-peaked

    https://techcrunch.com/2015/10/10/valuing-uber/

    E outros:

    https://www.forbes.com/sites/lbsbusinessstrategyreview/2015/10/09/the-value-of-uber/#7b0a40583da8

    https://techcrunch.com/2017/06/22/as-ubers-value-slips-on-the-secondary-market-lyfts-is-rising/

    Inclusive a Brand Finance no seu ultimo relatório de top 500 marcas em 2017 avaliou o Uber em somente 14,5 BI: Veja pagina 19 do relatório:

    brandfinance.com/images/upload/global_500_2017_locked_website.pdf

    MAS, para o bem da sua argumentação, vamos então considerar então apenas o valor que os investidores efetivamente gastaram, 15 BI como sendo o valor que o Travis conseguiu arrancar dos investidores. Isso nada muda o meu argumento, continua sendo um valor imenso e prova sim, por enquanto, apenas a habilidade dele de encantar os investidores com uma empresa que há quase 10 anos nunca teve lucro. E que aparentemente ainda está longe de lucrar.

    Portanto, clareie seus conceitos. Não teve nada disso de "o mercado alocou 70 bilhões num projeto" ou "os 70 bi provam, no máximo, que o Travis é muito bom em ludibriar investidores".

    Nunca houve nenhuma alocação de US$ 70 bilhões na Uber. A Uber vale hoje US$ 70 bilhões. Mas ela nunca recebeu um aporte de US$ 70 bilhões.


    Veja que se usarmos então 15 BI e não os 70 BI na discussão, meu argumento é ainda mais válido: mais da metade do dinhero dos investidores (8 BI) foi torrado em prejuízo puro e simples, desde a fundação da empresa. Muito obrigado por ajudar meu argumento!

    E note que hoje o Uber tem muito mais concorrentes que na época que ele era realmente uma inovação. Tanto que já foi chutado pela concorrência na China. Se ele nunca teve lucro mesmo na época que praticamente reinava sozinho, como que as perspectivas de lucro futuras poderão ser maiores, com muito mais concorrentes aparecendo a cada dia? Novamente repito: só é barato pq as corridas são subsidiadas pelos investidores.

    Tanto isso é verdade que o Uber começou a investir em carros autônomos, porque aparentemente é a única forma de tentar tornar o negócio rentável, chutando os motoristas. E carros autonomos estão longe de acontecer na maioria dos países no curto e médio prazo. E neste mercado ele vai concorrer pesado com a Tesla, que aparentemente tem bem mais domínio da tecnologia de carros autonomos para poder lucrar (e eles ainda fabricam os carros). É realmente surreal que tenha gente que acredite que o Uber valha 70 BI.

    Então, my point stands, ainda é cedo para endeusamentos como estes feitos pelo texto.

    Por fim, tendo entendido tudo isso e lendo todos os links prestados, você está agora pronto para reavaliar seus conceitos. (E por favor, seja menos afobado na próxima).
  • Emerson Luis  29/07/2017 10:22

    Só faltou mencionar os motoristas, que graças ao Uber puderam encontrar uma fonte de renda ao enfrentar o desemprego ou até arranjaram uma nova profissão.

    * * *


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