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Você simplesmente ama o livre mercado. E seu comportamento demonstra isso
Você gostaria que seu Uber tivesse a mesma eficiência dos Correios?

Sim, é fato: você ama o capitalismo e a livre concorrência.

E sim, também é fato: você odeia o governo e seus serviços.

Provar isso será bem fácil. Acompanhe.

Criações capitalistas

Você utiliza um iPhone? Um Android? Um Macbook? Um notebook da Dell, da Sony, da HP?

Você lê no Kindle ou em algum outro tablet?

Você assiste a filmes e seriados no Netflix? Assiste a vídeos no YouTube?

Você faz compras pela Amazon?

Você ouve músicas no Spotify?

Você faz procuras no Google?

Você se locomove pelo Uber ou pelo Cabify?

Você dirige utilizando o Waze?

Ao viajar, você recorre ao Airbnb?

Você está no Facebook? Ou no Instagram? Ou no Snapchat?

Sim, você provavelmente utiliza várias das — se não todas as — ferramentas acima. E, se você é como eu, você as adora. No mundo de hoje, elas já se tornaram uma necessidade prática.

E de onde você imagina que elas vieram? Exato: de empreendedores que tiveram grandes idéias e, principalmente, a liberdade de testá-las no mercado. Elas vieram de pessoas que investiram seu capital (ou tomaram emprestado o capital alheio) em uma ideia com a esperança de que esta sua ideia iria satisfazer os consumidores.

Isto é o que chamamos de capitalismo.

Será um capitalista bem-sucedido aquele que não apenas souber como atender aos desejos da massa, como também estiver sempre tentando aumentar a satisfação dela.

E a lógica é simples: os consumidores possuem exatamente aquilo que os produtores querem: dinheiro. Produtores e empreendedores estão no mercado para ganhar acesso ao dinheiro dos consumidores. E, para conseguir este dinheiro, terão de estar sempre fornecendo produtos melhores e de mais fácil acesso. Eles ganharão dinheiro no volume e na qualidade, e não em preços altos.

Por isso, é um grande equívoco imaginar que o capitalismo funciona primordialmente para beneficiar os produtores. O capitalismo genuíno opera em benefício do consumidor, pois o consumidor possui aquilo que os produtores querem: dinheiro. E, para adquirem esse dinheiro, os produtores terão de satisfazer os consumidores.

Criações do governo

Agora, considere algumas outras coisas que você provavelmente também utiliza.

Você já esteve em uma repartição pública?

Você já foi ao DETRAN?

Já utilizou um hospital público?

Já foi a uma escola pública?

Como você foi tratado na alfândega e nos serviços de segurança aeroportuária?

O que você acha dos serviços dos Correios?

Como a Receita Federal trata você?

Como é o serviço de saneamento básico? Ele é universal?

Qual é, afinal, a diferença entre estatal e privado?

Por que ir a uma loja da Apple, almoçar em uma churrascaria rodízio ou jantar no Outback é tão divertido, mas ir ao DETRAN, a uma repartição pública qualquer ou aos Correios é tão doloroso? Em tese, todos estão vendendo serviços a você; logo, todos deveriam tentar lhe agradar. Mas não é o que ocorre. 

E a resposta é simples: porque as três primeiras não têm nada a ver com o governo, ao passo que as três últimas são o governo. As três primeiras têm de satisfazer seus clientes caso queiram sobreviver e prosperar. Já as três últimas vivem da extração forçada do dinheiro de toda a população (via impostos) e independem da qualidade de seus serviços para continuar existindo.

O propósito do governo não é criar produtos e nem oferecer serviços de qualidade. Com efeito, ninguém realmente espera isso do governo. Mais ainda: se você pensar um pouco mais detidamente, e deixar a ideologia de lado, concluirá que não quer o governo envolvido em absolutamente nenhum serviço que empresas privadas possam fazer. E você pensa assim porque sabe que indivíduos em busca do lucro têm de se esforçar e trabalhar bem para satisfazer seus consumidores — no caso, você.

Já as agências do governo e seus funcionários não têm de agradar a absolutamente ninguém. Seus salários são garantidos pelos seus impostos, independentemente da qualidade do serviço.

Vá a uma repartição pública caso não esteja convencido.

No livre mercado, você é o rei

Você consegue imaginar como seria o mundo hoje se Steve Jobs tivesse de obter aprovação do governo para cada novo design do iPhone? Nem sequer teríamos o iPhone 3G.

Mais: veja a Uber. Há apenas alguns anos, ter um motorista particular à sua disposição, o qual chega apenas alguns minutos após você clicar em um aplicativo no seu celular e que leva você para onde quiser, era um serviço disponível apenas para os milionários. Mas hoje, graças ao capitalismo, serviços de transporte privados já se tornaram uma alternativa barata para pessoas de todas as classes sociais ao redor do mundo.

Antes da Uber, se você estivesse na rua de uma grande cidade e começasse a chover, sua única opção era tentar achar um táxi (um serviço monopolista protegido pelo estado). E você raramente conseguia um. Havia muitas pessoas ensopadas e muitos poucos taxis disponíveis. Já a Uber teve uma ideia melhor. Quando chove, a demanda por serviços de transporte aumenta. Consequentemente, os preços sobem temporariamente, e isso incentiva mais motoristas da Uber a fornecerem seus serviços naquela localidade. Problema da falta de transporte resolvido. E, se você não estiver satisfeito com os preços da Uber, pode tentar a Cabify.

Os aplicativos de carona fizeram com que até mesmo os mais pobres tivessem o luxo de um motorista particular (e barato) disponível a apenas um clique de celular. Aquele serviço que, há apenas alguns anos, era disponível apenas para o 1% mais rico da população, hoje, graças a empreendedores e ao livre mercado, já se tornou uma alternativa acessível para os 99%.

O Airbnb é outro exemplo. Há apenas alguns anos, se você estivesse viajando de férias com sua família ou com seus amigos, hotéis seriam sua única opção. Mas hotéis são caros (pois a entrada no mercado é regulada pelo governo, o que restringe a oferta) e dificilmente fornecem muito em termos de espaço, amenidades ou localização interessante. Se você quisesse, digamos, encontrar um indivíduo que porventura estivesse disponibilizando um quarto em seu apartamento por algumas noites, teria de fazer uma busca às cegas pela internet.

Mas então surgiu o Airbnb, que deu a cada indivíduo munido de um computador ou de um smartphone acesso a mais de 2 milhões de imóveis em 190 países ao redor do mundo. Você pode se hospedar em imóveis com banheira de hidromassagem e piscina, ou pode ficar em um quarto de uma casa, ou mesmo apenas em um sofá. Você escolhe de acordo com seu orçamento.

De novo: no capitalismo, você consumidor é o rei. Os ofertantes querem o seu dinheiro e, para consegui-lo, terão de se esforçar e ser criativos. Eles ganharão seu dinheiro no volume de ofertas e na qualidade dos serviços, e não apenas cobrando preços altos.

Com o governo, você é o servo

O governo jamais poderia ter criado nada disso. Que motivação ele teria? A existência do governo, assim como o salário de seus funcionários, independe da criação de serviços. E muito menos da qualidade destes. A receita é extraída à força dos cidadãos. O dinheiro vem de qualquer maneira.

Em termos empreendedoriais, como o governo sequer saberia que os consumidores querem serviços como Uber e Airbnb? Nós mesmos nem sabíamos que isso era possível, até que empreendedores dispostos a assumir riscos fizeram com tudo realmente acontecesse. Graças ao capitalismo.

E tudo apesar do governo, que apenas quer atrapalhar. A grande constante do universo é o impulso natural do governo em querer regular e controlar tudo aquilo que ele pode regular e controlar. O lema do governo parece ser: "Funciona bem e agrada aos consumidores? Vamos regular ou proibir!". Faz sentido. Afinal, qual mais seria a função das várias agências governamentais e de todos os burocratas que as infestam?

Várias cidades ao redor do mundo estão erigindo barreiras para conter ou mesmo abolir serviços como Uber e Airbnb. Criar empecilhos aos produtores e atrapalhar a vida dos consumidores é a única área em que o governo possui criatividade. Por isso, o crescimento econômico só tem chance de ocorrer na ausência de regulamentações estatais.

É exatamente por isso que a internet, apenas para citar um exemplo importante, só se desenvolveu e prosperou porque surgiu em um ambiente regulatório de "inovação sem pedido de permissão". Os burocratas, inerentemente lentos, não conseguiram imaginar em que a internet se transformaria. Quando perceberam o fenômeno, já era irreversível.

Quando empreendedores podem satisfazer as demandas de seus consumidores sem antes terem de pedir aprovação ao governo, o bem-estar de todos aumenta.

Conclusão

Praticamente tudo o que você utiliza e adora é produto do capitalismo. E praticamente tudo o que você não tolera, mas acaba tendo de usar, é produto do governo.

Você ama o capitalismo e a livre concorrência? É claro que sim. Você recorre ao mercado diariamente. É hora de defendê-lo.


autor

Jared Meyer
é membro do Manhattan Institute, bacharel em finanças e colunista da revista Forbes.



  • Anti-Estado  20/06/2017 15:37
    Perfeito! Uma ilustração exata de como é a antítese Estado X Iniciativa Privada, ou seja, Servidão X Liberdade.
  • Poeta Coleridge   20/06/2017 15:40
    Se ocorre um assalto na lojinha da Apple, ela vai ser a primeira a acionar a polícia.
    E se a polícia encontra os responsáveis e os pune, é uma maravilha não é ?
    AH e se a lojinha da Apple pegar fogo hein ?? Bombeiros ??? Sim...


    AH... e tem também aquelas situações em que você recebe seu Iphone com defeito, a loja não quer trocar, você aciona a justiça, ganha um Iphone novo e uma indenização gorda. Ah... Como é bom quando o sistema funciona.
  • Guilherme  20/06/2017 16:12
    "Se ocorre um assalto na lojinha da Apple, ela vai ser a primeira a acionar a polícia."

    Provavelmente sim, pois este é um serviço monopolizado pelo estado. O estado não permite a concorrência de serviços policiais privados, de modo que não resta alternativa.

    Aliás, curioso: se houve um assalto à loja, então isso não configuraria uma falha fragorosa do serviço estatal de segurança? Se a polícia estatal fosse realmente boa, não haveria assalto nenhum. Se houve assalto, então o estado fracassou no fornecimento dos serviços de segurança.

    "E se a polícia encontra os responsáveis e os pune, é uma maravilha não é?"

    Não seria nenhuma maravilha. O que realmente seria uma maravilha é se o serviço estatal de policiamento fosse bom. Aí nem sequer haveria assalto. A polícia prender o assaltante é simplesmente uma tentativa de remediar sua própria falha.

    E, ainda assim, as chances de a loja recuperar intacto o produto do roubo será ínfima.

    Portanto, não houve nenhuma maravilha. Houve, isso sim, um enorme prejuízo à loja, decorrente do fracasso dos serviços estatais de proteção.

    "AH e se a lojinha da Apple pegar fogo hein ?? Bombeiros ??? Sim..."

    Se a lojinha pegar fogo, aí foi incompetência dela, que utilizou instalações incorretas (por isso eu nunca ouvi falar de loja da Apple pegar fogo).

    (E se isso ocorrer no Chile, ela pode acionar os serviços dos bombeiros privados. Lá não há bombeiros estatais.)

    "AH... e tem também aquelas situações em que você recebe seu Iphone com defeito, a loja não quer trocar, você aciona a justiça, ganha um Iphone novo e uma indenização gorda."

    Em nenhum país minimamente capitalista funciona assim. Em qualquer país do hemisfério norte, se você adquire um produto defeituoso e reclama, a loja imediatamente lhe restitui outro, no questions asked. Nos EUA é assim. E não só na Apple; em qualquer supermercado o procedimento é o mesmo.

    Óbvio: o empreendedor sabe que, se ele não lhe der um produto novo e sem defeito, você não só não mais comprará ali, como também irá fazer um grande burburinho nas redes sociais, podendo afetar enormemente as receitas futuras desta loja.

    Aliás, eu já fui restituído por compras feitas na Amazon de um cara que eu nem conhecia. Foi nos EUA. Ele me mandou um CD (videogame) que não rodou no meu laptop. Mandei um email, devolvi o CD e ele prontamente me enviou outro, que funcionou.

    Óbvio também: se ele não fizesse isso, eu acabaria com a reputação dele no sistema de classificação do site (as estrelinhas). E aí as receitas futuras dele estariam comprometidas.

    Ou seja, se o cara for um genuíno capitalista, preocupado com receitas e lucros futuros, ele irá lhe restituir um novo produto. Agora, se ele não for capitalista -- ou se ele operar em um mercado protegido pelo governo, como é o caso do Brasil -- então ele realmente não lhe dará outro produto. Aí o defeito é exatamente da ausência de capitalismo.

    "Ah... Como é bom quando o sistema funciona."

    Onde há livre concorrência funciona. E bem. Sei disso pois já morei no exterior em vários países (EUA, Canadá e Europa). No Brasil, como ainda não descobrimos o capitalismo, realmente não tem por que funcionar.
  • Jo%C3%83%C2%A3o de Alexandria  20/06/2017 19:52
    É incrível como com 60 mil assassinatos por ano que a Polícia não consegue resolver 5%, recém-nascidos dormindo em caixas de papelão por falta de espaço, educação pública a míngua e outras atrocidades ainda tenha gente que idolatra o Estado...
  • Diose  21/06/2017 13:37
    Guilherme, perfeito seu comentário kkkkkk Sensacional, mesmo. Refutou ponto a ponto, sem restar dúvidas.
  • Felipe Lange S. B. S.  21/06/2017 22:30
    Você está certíssimo. É notório como em áreas com mais concorrência os lojistas tratam melhor os clientes. Lembro de quando o Dâniel Fraga comprou uma câmera no exterior e, após ele falar que a câmera chegou com defeito, eles enviaram outra, sem cobrar nada e ele nem teve que enviar a câmera de volta para eles. Enquanto aqui, não é bem assim. Ora vem com nota fiscal, tem que pagar o frete... a culpa não é deles. É que os custos são MUITO altos e há pouca concorrência.
  • Eliseu Drummond  20/06/2017 16:14
    Ouch! Depois dessa, o "Poeta Coleridge" foi rebaixado a Paulo Coelho. (Aproveite que as iniciais são as mesmas).
  • Anti-Estado  20/06/2017 16:27
    Absolutamente tudo o que você mencionou aí é monopólio do Estado, feito por meio de coerção e uso da violência.

    "Se ocorre um assalto na lojinha da Apple, ela vai ser a primeira a acionar a polícia."

    Se todos tivessem o direito de portar armas não haveria necessidade de monopólio da Polícia. Somente imbecis assaltariam um lugar com pessoas armadas (bem, existem muitos por aí...)


    "E se a polícia encontra os responsáveis e os pune, é uma maravilha não é ?"

    Polícia não pune e nunca puniu. Punição é concordar com uma lei feita por burocratas que permite a soltura sem restituição?


    "AH e se a lojinha da Apple pegar fogo hein ?? Bombeiros ??? Sim... "

    Se pegar fogo na sua casinha de campo que fica a quilômetros longe da civilização o todo poderoso Estado vai te salvar como? Fazendo uma lei proibindo você de ter uma casa no campo? As leis que obrigam você a ter extintor ajuda alguém a evitar o fogo? Fogo pode ser apagado por pessoas que não são bombeiros, sabia?

    "AH... e tem também aquelas situações em que você recebe seu Iphone com defeito, a loja não quer trocar, você aciona a justiça, ganha um Iphone novo e uma indenização gorda. Ah... Como é bom quando o sistema funciona."

    Aí você já entrou na esfera da Moralidade, coisa que o Estado não possui. Que empresa séria não restitui um produto defeituoso? Aqui no Brasil não temos bons exemplos, mas não generalize para o resto do planeta.

    Tente mais uma vez, lambe saco do Estado!
  • FL  20/06/2017 16:30
    Chamar a polícia: a loja da Apple provavelmente contrata seguranças privados que fazem um trabalho infinitamente melhor que os coitados dos policiais, largados às traças pelo papai estado.

    Chamar os bombeiros: além de a loja ser esperta o suficiente para instalar um sistema de prevenção, ela também deve ter contratado um seguro privado para casos como esse. Chamar os pobres bombeiros, mal equipados e em pequeno número, e achar que isso é a única solução não é muito inteligente.

    Você recebe um produto que não funciona: use alguma dessas malditas invenções capitalistas (facebook, twitter) e divulgue o que a empresa tem feito. Você é o rei, o risco de uma mancha na reputação não compensa a crítica. E, se mesmo assim não resolver, você pode usar uma câmara de arbitragem privada, muito mais eficiente do que qualquer instância da justiça comum estatal.

    Tenta de novo.
  • RAFAEL GONCALVES  21/06/2017 19:00
    Tipico comentário socialista. balbuciados pelos cegos e vigorosos marxistas. São essas pessoas que sufocam o Liberalismo com argumentos equivocados, mas isso está mudando em nosso País. É só uma questão de tempo.
  • e.p  27/06/2017 03:28
    Melhor ficar quietinho ein Poeta COleridge, teus argumentos foram completamente refutados
  • Paulo Ricardo  20/06/2017 15:59
    Texto simples, direto, fácil de compreender, divulguem o máximo possível, obrigado ao site e ao Instituto por nós trazer esse conteúdos, parabéns pelo trabalho, continuem assim, abraços!
  • Luis  20/06/2017 17:31
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_Internet sobre a origem militar da internet, portanto estatal.

    Ja o www : https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_World_Wide_Web.

    Eu concordo com o argumento, que nao esta neste artigo, que um governo que nao atrapalha arrecada mais, portanto permite invetimentos estatais monumentais como o CERN, corrida espacial ou os experimetos militares.

    Fica a cargo da imaginacao como seriam investimentos privados em telecomunicoes, transportes, pesquisa espacial ou cietifica na ausencia completa do Estado.
  • Almeida  20/06/2017 18:13
    O governo ter criado a internet é uma daquelas lendas urbanas que perduram até hoje. O mito é que o Pentágono criou a internet com o intuito de poder manter operantes suas linhas de comunicação mesmo sob ataque nuclear. A verdade, no entanto, é bem mais interessante, e mostra como as inovações ocorrem no mercado — e mostra também o quão difícil é criar empresas tecnológicas bem sucedidas mesmo quando o governo sai da frente.


    A Internet, ou melhor, sua tataravó, foi de fato concebida em plena Guerra Fria por técnicos da NASA, mediante o ARPA (Advanced Research Projects Agency), mas só se expandiu e progrediu com o desenvolvimento da rede em ambiente mais livre, não militar — ou seja, privado —, em que não apenas os pesquisadores, mas também seus alunos e os amigos desses alunos, puderam ter acesso aos estudos já empreendidos e usaram sua inteligência e desenvolveram esforços para aperfeiçoá-los de uma forma fantástica.

    O mesmo processo se deu com a Internet propriamente dita: foram jovens da chamada "contracultura" — e não funcionários do estado —, ideologicamente defensores da difusão livre de informações, que realmente contribuíram decisivamente para a formação da Internet como hoje é conhecida.

    Vinton Cerf foi o indivíduo que desenvolveu os protocolos TCP/IP, que são a espinha dorsal (a rede de transporte) da internet. Tim Berners-Lee merece os créditos pelos hyperlinks. Mas foi nos laboratórios da Xerox PARC, no Vale do Silício, na década de 1970, que a Ethernet foi desenvolvida para conectar diferentes redes de computadores.
  • Ex-microempresario  20/06/2017 21:04
    Lembrando que TCP/IP não precisa de ethernet e ethernet não precisa de TCP/IP, e World Wide Web, que é baseada no conceito de hiperlinks usando HTML, não precisa de nenhum dos dois.

    O que conhecemos hoje como "internet" é um conjunto de padrões que são bastante independentes entre si.

    Nos anos 70/80, a internet se baseava em FTP, troca de e-mails e emulação de terminais. E cresceu anarquicamente, basicamente em universidades dos EUA.
  • Arnaldo  20/06/2017 17:32
    https://youtu.be/SY0V8XVsX1U
  • Poeta Coleridge   20/06/2017 17:54
    Hoje assistindo o jornal de esportes vi uma notícia de um rapaz do RJ que recebeu uma medula óssea que veio de uma pessoa do Nordeste. Era no jornal de esportes porque eles se reencontram num jogo do Fla-Flu. Mas enfim... O governo faz a coleta e administra esses "produtos", além de distribuir aos hospitais, através dos Hemocentros.
    As pessoas que doam, não recebem nada em troca, assim o sistema só pode contar com a boa vontade dos doadores.

    Fiquei pensando... imagina se sangue e seus hemoderivados pudessem ser vendidos...imagina isso num arranjo anarco -capetalista.
    Pessoas com sangue e medula raras ficariam milionárias da noite pro dia( seus "produtos" seriam valiosíssimos, teriam preços astronômicos no mercado) e muitas pessoas doentes, que precisam disso ficariam sem, pois não teriam o dinheiro para comprar.
    Uma pessoa desse site diria que isso seria bom, as pessoas venderiam literalmente seu sangue. É verdade... algumas venderiam até a metade do corpo se pudessem rsrs
    Mercado de corpos, de órgãos, de sangue e seus derivados...pessoas com dinheiro se aproveitariam do sistema e teriam os melhores "produtos".
    Mary Shelley talvez tinha razão...


  • Paulo Coelho  20/06/2017 18:16
    "O governo faz a coleta e administra esses "produtos", além de distribuir aos hospitais, através dos Hemocentros."

    Sim, e ele também proíbe qualquer indivíduo de vender seus órgãos por livre e espontânea vontade. Maior exemplo de escravidão -- quem manda no seu corpo é um burocrata e não você próprio -- não há.

    Qual a conseqüência deste monopólio estatal? Milhares de pessoas morrem diariamente sem receber órgãos. Tanto é que, quando surge um doador, o fenômeno vira até notícia de jornal, tão raro ele é.

    E você aplaude essa falta de humanidade. E congratula burocratas por eles terem causado a morte de milhares de pessoas que não receberam órgãos porque ninguém quer "doar de graça" (pleonasmo intencional).

    A esquerda é patética e anti-humana.

    O livre comércio de órgãos salvaria inúmeras vidas
  • Pobre Paulista  20/06/2017 18:24
    "Pega o marcador de gado lá pra gente ver
    Se ele vai aparecer aqui de novo
    "
  • Ex-microempresario  20/06/2017 21:12
    As pessoas que doam, não recebem nada em troca, assim o sistema só pode contar com a boa vontade dos doadores.

    Essa boa vontade deixaria de existir num sistema ancap? Porque?

    Pessoas com sangue e medula raras ficariam milionárias da noite pro dia( seus "produtos" seriam valiosíssimos, teriam preços astronômicos no mercado)

    Por outro lado, sangue e medula dos tipos mais comuns, que atendem à maioria, seriam baratos.

    e muitas pessoas doentes

    Ué, mas não eram raros? Agora são muitos?

    ficariam sem, pois não teriam o dinheiro para comprar.

    Hoje todos ficam sem, mesmo tendo dinheiro. Mas tem gente que acha que entre duas pessoas morrerem, e morrer uma e a outra se salvar, é melhor que morram as duas, senão seria "desigualdade".
  • Tarabay  21/06/2017 14:03
    "As pessoas que doam, não recebem nada em troca, assim o sistema só pode contar com a boa vontade dos doadores."

    Ex-Microempresário: "Essa boa vontade deixaria de existir num sistema ancap? Porque?"

    R.: Sim, pessoas saudáveis que precisam de dinheiro poderiam vender seu sangue. Inevitavelmente haveria um aumento na oferta de sangue, onde os doadores passariam a ser fornecedores de sangue.


    "Pessoas com sangue e medula raras ficariam milionárias da noite pro dia( seus 'produtos' seriam valiosíssimos, teriam preços astronômicos no mercado)"

    Ex-Microempresário: "Por outro lado, sangue e medula dos tipos mais comuns, que atendem à maioria, seriam baratos."

    R.: Claro que sim, lei da oferta e da procura.


    "e muitas pessoas doentes"

    Ex-Microempresário: "Ué, mas não eram raros? Agora são muitos?"

    R.: Acredito que o Poeta Coleridge quis dizer que raros são os doadores de sangue, que não recebem nada em troca (por isso mesmo o termo DOADOR, obvio), e em momento algum ele disse que "são muitos". Aliás, muitos são os doentes, isso sim disse o Poeta Coleridge.


    "ficariam sem, pois não teriam o dinheiro para comprar."

    Ex-Microempresário: "Hoje todos ficam sem, mesmo tendo dinheiro. Mas tem gente que acha que entre duas pessoas morrerem, e morrer uma e a outra se salvar, é melhor que morram as duas, senão seria "desigualdade".

    R.: Na lógica de um esquerdopata, provavelmente.
  • Ex-microempresario  21/06/2017 21:50
    Foi dito que "Pessoas com sangue e medula raras ficariam milionárias da noite pro dia( seus "produtos" seriam valiosíssimos, teriam preços astronômicos no mercado) e muitas pessoas doentes, que precisam disso ficariam sem, pois não teriam o dinheiro para comprar. "

    Sangue e medula do doador deve ser do mesmo tipo sanguineo do receptor.

    Se é um tipo sanguineo raro, então não há muitas pessoas que precisam. Se muitas pessoas precisam, então não é um tipo sanguineo raro.

    O "muitas pessoas" do comentário foi só para aumentar o apelo emocional, racionalmente não faz sentido.
  • Percival Lupércio  20/06/2017 18:15
    Fiquei com dó do Poeta Coleridge, vocês precisam de mais Marx no coração

    (Menos Marx, Mais Mísseis!!!)
  • Richard Matthew Stallman  20/06/2017 18:23
    Você utiliza um iPhone? Um Android? Um Macbook? Um notebook da Dell, da Sony, da HP?
    Não. Não. Não. Não. Apenas um PC que eu mesmo montei.
    Você lê no Kindle ou em algum outro tablet?
    Não. Não.
    Você assiste a filmes e seriados no Netflix? Assiste a vídeos no YouTube?
    Não. No YouTube só com adblock.
    Você faz compras pela Amazon?
    Não.
    Você ouve músicas no Spotify?
    Não.
    Você faz procuras no Google?
    Só com adblock e JavaScript bloqueado.
    Você se locomove pelo Uber ou pelo Cabify?
    Não. Não.
    Você dirige utilizando o Waze?
    Não. Não.
    Ao viajar, você recorre ao Airbnb?
    Não.
    Você está no Facebook? Ou no Instagram? Ou no Snapchat?
    Não. Não. Não.

    "Ainda está livre, para as grandes almas, uma vida livre. Na verdade, quem pouco possui, tanto menos pode tornar-se possuído: louvada seja a pequena pobreza!" - NIETZSCHE, Friedrich W.
  • Antônio  20/06/2017 18:43
    Ou seja, você utiliza Google, tem computador (duvido que você mesmo o montou, mas se o fez, teve de comprar as peças e os componentes), e assiste a coisas no YouTube (utilizando funcionalidades também criadas pela livre concorrência, como o adblock). Anda de carro próprio, usa taxi e utiliza grandes redes hoteleiras quando viaja.

    Até aí, beleza. Você tem a liberdade de pagar mais caro por tudo.

    Só que há os serviços do governo, pelos quais você paga compulsoriamente mesmo sem usar. Destes você não escapa. Você compulsoriamente paga os salários de todos aqueles burocratas, ainda que não utilize seus serviços.

    E ainda assim você diz que, por usar tão pouco das boas e baratas comodidades que lhes são oferecidas, é um ser verdadeiramente livre.

    Ora, como você pode ser livre se, além de usar tão poucas das boas e baratas amenidades fornecidas, você ainda é obrigado a pagar por aquelas caras porcarias estatais que você nem sequer usa?

    O melhor tipo de escravo (para o senhor de engenho) é aquele que jura que é livre ao mesmo tempo em que vive na merda bancando a Casa Grande.

    Você é realmente livre?
  • Anti-Estado  20/06/2017 18:51
    Richard Stallman, seu comunista maroto! Vai lá compilar o kernel que você ganha mais.
  • Só quero anonimato  20/06/2017 19:14
    "Você utiliza um iPhone? Um Android? Um Macbook? Um notebook da Dell, da Sony, da HP?
    Não. Não. Não. Não. Apenas um PC que eu mesmo montei. "

    Certo, então você extraiu os minérios de sílica, ferro, cobre, ouro, etc, fabricou seu próprio processador, memória, placa-mão, fez os circuitos, projetou toda a arquitetura de hardware (pfff, Von Neumann para quê?) soldou tudo, depois escreveu os firmwares e projetou um sistema operacional próprio. OK. Você deveria trabalhar na Agência Espacial Federal Russa.



    "Você assiste a filmes e seriados no Netflix? Assiste a vídeos no YouTube?
    Não. No YouTube só com adblock."

    RÁ! Que mauzão! Tirou o ganha pão do Google, poxa vida! Deve ter causado um prejuízo monstro. No RedTube você também usa o adblock?
  • Pobre Paulista  20/06/2017 22:15
    Eu entendi o sarcasmo, Sr. Stallman. Dei risadas aqui.

  • Tarantino  22/06/2017 03:22
    Por esses conceitos, o homem pré-histórico era o humano mais livre que já existiu; caçava sua própria comida, com lanças e tacapes feitos por ele mesmo, fazia seu próprio fogo depois de ficar metade do dia esfregando um graveto no outro, construía suas palhoças com as próprias mãos utilizando os materiais encontrados na natureza...só que, infeliz, não conseguia utilizar a liberdade na qual era pródigo, pois passava 90% do tempo atrás de comida e tentando se defender das feras e das tribos inimigas. Talvez sua única diversão, nos poucos momentos disponíveis, fosse o sexo, isto é, se a patroa não estivesse de mau humor ou se não tivesse sido devorado por algum tigre-dente-de-sabre.

    Mas pelo menos ainda não havia Estado naquela época...
  • Sou de esquerda tenho boas intencoes  20/06/2017 18:50
    Na verdade, amo quem controla o capitalismo ganancioso a fim de garantir o bem comum.

    Câmara aprova imposto sobre netflix: https://tecnoblog.net/184941/camara-imposto-netflix-iss/

    exame.abril.com.br/economia/governo-prepara-novo-imposto-sobre-netflix-e-spotify-diz-blog/

    Vejam como eles reagem, como são gananciosos, não querendo partilhar de sua riqueza para com o bem-estar social: zh.clicrbs.com.br/rs/entretenimento/noticia/2017/06/netflix-aumenta-valor-das-mensalidades-veja-os-novos-precos-9817200.html
  • Tarabay  21/06/2017 14:10
    Espero que tenha sido sarcasmo.
  • Francisco José Mendes Fernandes  20/06/2017 21:01
    Eu ñ discordo das coisas e idéias q ele expôs no artigo, mas eu queria expor uma questão pessoal minha, e q tenho já faz um tempo, pq o capitalismo e a libertade Coréia do Sul chega a ser "exemplar" e existem pesquisas q mostram q mais da metade da população acha o pais um inferno pra se morar, q mostram q 1 em cada 2 jovens(pricipalmente estudante) já pensaram em suicídio, e cerca de 15000 pessoas se suicidam por ano lá, sla as vezes eu penso q capitalismo d+ faz com q as pessoas evoluam mais individualmente e financeiramente e esqueça d evoluir tbm sua parte humana e social; ñ q eu seja contra ( eu gosto d meu celular e tals ), mas eu tenho medo d onde isso vai parar, será q daqui a pouco ñ estaremos trabalhando 24hra por dia 7 dias por semana sla ??
  • Kim  20/06/2017 22:08
    Ué, entrem num consenso mínimo, por favor.

    A esmagadora maioria dos keynesianos e intervencionistas que invadem este site recorrem exatamente à Coreia do Sul como um exemplo impecável de economia desenvolvimentista que funciona exemplarmente bem graças ao forte intervencionismo estatal (embora eles quase nunca consigam citar algum intervencionismo que já não tenha sido aplicado aqui no Brasil).

    Agora você vem e diz que a Coreia do Sul é péssima exatamente pelo excesso de liberdade e pela total ausência de intervencionismo estatal?!

    Cadê a coerência?

    Acho que vocês intervencionistas são bipolares. Não há outra explicação.

    Em tempo:

    O experimento keynesiano da Coréia do Sul se torna global

  • Ex-microempresario  20/06/2017 23:46
    Pelo menos na minha realidade, as pessoas estão trabalhando cada vez menos e melhorando seu padrão de vida.

    Quando comecei minha empresa em 1996, vários funcionários moravam em barracos feitos de tábuas velhas, alguns até sem banheiro.

    Vinte anos depois, praticamente todos os meus funcionários moravam em casas bem construídas, tinham TV, DVD e computador. Vários vinham trabalhar de carro.

    Se vc analisar salário x inflação, vai parecer que não melhorou muito. Mas em termos de poder de compra, é outra história. Materiais de construção são muito mais baratos hoje. Móveis também. Eletrodomésticos, nem se fala. Computadores e celulares, que eram "coisa de rico", até crianças tem.

    Agora, se as pessoas não estão felizes, é uma questão que sai da área econômica. Como não conheço a Coréia, não sei opinar. Meu palpite é que os jovens de hoje, em todo o mundo, se submetem voluntariamente a pressões sociais por conta da tal internet. Já notou que no Facebook todo mundo é feliz, rico, bem sucedido ? Tem gente que acha que isso é a realidade.
  • Percival Péricles da Silva  21/06/2017 12:54
    Simples, é só virar empresário e poderá fazer seu próprio horário. (só não pode reclamar depois se o retorno não for o esperado)
  • anônimo  20/06/2017 21:55
    Olá,desculpem se postei no lugar errado mas surgiram-me umas dúvidas e gostaria que o pessoal daqui as tirasse:

    A primeira é quanto ao modelo econômico adotado por Hitler,por ser um modelo altamente intervencionista fui buscar no site onde ele deu errado,no entanto o que achei sobre o assunto não entendi bem,provavelmente pelo meu entendimento deficitário de economia,apenas a parte que a economia era totalmente dependente do Fuhrer,mas e se eu estivesse discutindo com alguém socialista?Ele não se importaria que a economia fosse controlada pelo Fuhrer e ainda diria que é uma forma de socialismo que deu certo,afinal levantou uma Alemanha devastada pelo tratado de Versales. Gostaria então que me apontassem as falhas do sistema ou se de fato há uma forma da nação ser auto-sustentável através de tamanho intervencionismo.

    A segunda é referente a um comentário que li aqui,que dizia que a Rússia Czarista era mais livre economicamente falando que o governo de Lenin-Stálin,mas se era mais livre por que não era mais rica?Talvez eu esteja desconsiderando os prejuízos que ela sofreu na invasão de Napoleão ou o fato da maior parte ser agrária,mas gostaria que essa questão ficasse esclarecida.

  • Hans Sergei   20/06/2017 22:16
    1) Isso não pode ser sério. A Alemanha nazista não apenas tinha uma economia dirigida e inteiramente voltada para o esforço de guerra, como também toda a população vivia sob intenso racionamento.

    Como todos os recursos escassos eram direcionados para a produção de tanques, metralhadores e aviões de guerra, nada de útil era produzido para a população.

    De novo, para ressaltar: a economia da Alemanha nazista foi toda ela voltada para o esforço de guerra. Tudo o que era produzido no país era produzido tendo em mente a indústria bélica. Quem defende este arranjo está dizendo que o segredo para o sucesso econômico de um país é mobilizar toda a mão-de-obra e toda a indústria para a produção de tanques, metralhadoras, bombardeiros, submarinos e bombas. Ou seja, quem defende isso só pode ser imbecil.

    Na Alemanha nazista havia pleno emprego (todo mundo trabalhava para a indústria bélica), mas havia escassez de tudo. Só havia abundância de armas. Essa é a ideia keynesiana de economia pujante? Passo.


    2) Quanto à União Soviética, sua economia socialista sobreviveu artificialmente graças a três expedientes, em ordem:

    a) A abertura do mercado, feita por Lênin, que atraiu investimentos estrangeiros em quantidade;

    b) a Segunda Guerra Mundial, que, além de ter destruído todas as potências da Europa Ocidental, deu à Rússia (com as bênçãos de Churchill e Roosevelt) o controle de todo o Leste Europeu, o que lhe permitiu espoliar todo o capital destes países, ajudando assim a manter o regime socialista.

    Não fossem estes satélites europeus servindo de vaca leiteira para o comunismo, fornecendo "gratuitamente" (sob a mira de uma arma) bens de capital e mão-de-obra capacitada para a Rússia, não teria como o socialismo russo durar tanto tempo (daí a desesperada invasão do Afeganistão na década de 1980: o capital do Leste Europeu estava exaurido, e a Rússia precisava de novos recursos).

    c) A existência de um mercado negro que vendia ilegalmente de tudo, desde comida e roupas até gasolina e carros (foi desse mercado que surgiram "magicamente" os vários milionários russos após o fim da URSS).

    Mas mesmo com tudo isso, o cidadão soviético comum da década de 1980 consumia menos proteínas do que um súdito do Czar em 1913, e tinha um padrão de vida, sob muitos aspectos, inferior ao dos negros da África do Sul sob o apartheid.

    Isso é pujança?
  • anônimo  20/06/2017 22:34
    Obrigado pela resposta,a minha dúvida quanto ao regime czarista acabou,mas quanto ao regime de Adolf Hitler ainda me restam certas dúvidas,um outro comentário dizia que o governo de Hitler até 39(antes do início da guerra)foi bem diferente,ou seja a economia não era voltado somente a indústria bélica.Para esclarecer a minha dúvida de verdade não é exatamente a respeito do que Hitler fez mas sobre o modelo econômico no mesmo,ou seja supondo um mesmo modelo aplicado na Alemanha e tudo que fosse produzido fosse apenas para a subsistência,o que tal modelo geraria a longo prazo?

    Grato pela resposta
  • Percival Péricles da Silva  21/06/2017 15:50
    Se a guerra começou em 39, eles não começaram a se preparar só neste ano.

    De fato, Hitler colocou o rearmamento da nação como prioridade máxima em 1933. Em 37 o país estava tão falido que houve racionamento de comida.

  • anônimo  21/06/2017 21:57
    obrigado pelas respostas,acho que minhas dúvidas acabaram,grato
  • Luiz Moran  21/06/2017 10:45
    Keynesiano: come o bolo todo antes de começar a festa.

    Heterodoxo: come o bolo todo antes do parabéns e acusa outra pessoa.

    Ortodoxo: come o bolo durante a festa, diz que não gostou e ensina a sua própria receita.

    Liberal: não vai a festa.
  • Mak  23/06/2017 02:46
    Diria que o Liberal vende o bolo pra eles...kkk
  • MB  21/06/2017 23:39
    Socialistas\Comunistas são mesmo patéticos e sempre com tem esta afetação de que ama os pobres mais do que todo mundo,mas na hora de agir só sabem querer coagir todo mundo a colaborar com seus planos e se alguém não colaborar satanizam,demonizam,perseguem,mutilam e eliminam os mesmos,enfim são uns insanos que se acham os salvadores da pátria,o modus operandi é sempre o mesmo forçar todo mundo a pensar e agir igual a eles,bando de inúteis,conheci um na faculdade que me chamou para ajudá-lo a recolher assinaturas contra a privatização da Vale e em todas as salas em que entravamos eu repetia que respeitava as opiniões contrárias e percebia a cara de incomodado com minha atitude e opinião,enfim nunca mais ele me chamou para ajudá-lo e olha que eu era simpatizante do PT e do socialismo e nem conhecia a filosofia libertária...Mas esses inúteis só sabem semear confusão na cabeça dos estudantes e graças a Deus e ao IMB estou vacinado contra essa porcaria de teoria anti-liberdade e anti-prosperidade que é o Socialismo\Comunismo...

    Socialistas continuem soltando pérolas por aqui,pois é um prazer destroça-las e quanto aos serviços monopolizados pelo estado,nós enquanto usuários somos obrigados a usa-los,mas nunca seremos obrigados a gostar do fornecedor(estado) dos mesmos,enfim somos anti-estados por princípio e por sermos consumidores vítimas deste fornecedor monopólista,pois o dia que tiver concorrência nestes serviços saberemos escolher o melhor para nós,nossos filhos e respeitar o mau gosto de quem quiser continuar (masoquista)sendo extorquido por este lixo de fornecedor(estado) criminoso de serviços.
  • André  22/06/2017 00:09
    Quem disse que o Uber é eficiente?
  • Usuário  22/06/2017 01:14
    Os consumidores, por meio de suas preferências voluntariamente demonstradas -- as quais, aliás, estão gerando protestos nos taxistas.

    Se o Uber fosse ineficiente, ninguém o utilizaria, e aí nenhum taxistas estaria de mimimi.

    Mas o Cabify também é bom.
  • Rodrigo Amado  22/06/2017 09:28
    "Você utiliza um iPhone? Um Android? Um Macbook? Um notebook da Dell, da Sony, da HP?".

    As pessoas usam tudo isso e muito mais.
    Só não usam o cérebro.
  • André   23/06/2017 16:46
    Apenas uma observação. Assim como as empresas privadas citadas funcionam existem inúmeras outras que prestam serviços que deixam a desejar. Exemplo da maioria dos planos de saúde privados, bancos então nem se fala, ficar meia hora na fila é normal. Como é a qualidade da nossa internet fornecida por empresas privadas? E se eu ligar para minha operadora de telefonia para questionar uma cobrança indevida quanto tempo eu fico no telefone? Meia hora ou mais? A JBS é privada, assim como uma tal de Odebrech. E quanto ao estado não funcionar concordo que no Brasil boa parte não funciona. Mas como é a qualidade do ensino publico na Alemanha? Ou Suíça? E os hospitais públicos no Japão? Podemos também citar as enormes estradas norte americanas, como é a qualidade das mesmas? E a segurança publica na maioria dos países desenvolvidos. Se formos olhar privado versus público tem os dois lado, não podemos olhar somente o Brasil como referencia. O ideal é um convívio entre as duas partes, simplesmente tornar tudo privado não funcionaria em uma democracia, lógico tem muitas coisas que o estado não deve se meter. Em nota, existem alguns colégios públicos no Brasil que dão um olé nas escolas privadas, tem muito colégio particular que não é tudo aquilo em termos de qualidade.
  • Mattos  23/06/2017 17:20
    Ué, e você já parou pra pesquisar por que estas não funcionam bem?

    Dica: todas elas -- absolutamente todas elas, sem exceção -- operam em mercados protegidos e regulados pelo governo.

    Empresas privadas que operam dentro de uma reserva de mercado protegida pelo governo, recebendo subsídios com os impostos dos cidadãos, sendo protegidas da concorrência interna por agências reguladoras e sendo protegidas da concorrência estrangeira por tarifas de importação, não têm nenhum incentivo para ser eficientes e agradar aos consumidores.

    Na prática, funcionam como pára-estatais. Nada mais são do que empresas que crescem e se mantêm exatamente por serem protegidas pelo estado. Apenas assim elas podem ignorar as demandas dos consumidores e continuar existindo.

    Há toneladas de artigo sobre isso neste site. É só procurar.

    Alguns que eu me lembro de cabeça:

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Liberem empresas aéreas estrangeiras para fazer vôos internos no Brasil

    Como o intervencionismo estatal está destruindo o mercado de saúde privado brasileiro

    Um retrato da saúde brasileira - um desabafo de dois médicos

    O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados

    Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    A "Carne Fraca" pergunta: quem regula os reguladores?

    Conselho a Meirelles: feche o BNDES e acabe com suas quatro consequências nefastas

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

    Vivemos em uma economia planejada pelo governo e poucos se dão conta disso

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado


    Quer empresas privadas realmente eficientes e brigando entre si para agradar o consumidor, fornecendo produtos cada vez melhores e mais baratos? Retire o estado da economia. Enquanto isso não acontecer, os problemas por você elencados irão continuar (e até mesmo piorar).

    E aí você vem e diz:

    "O ideal é um convívio entre as duas partes"

    Ou seja, você está defendendo exatamente o modelo que gerou Odebrechts, Joesleys, Eikes, JBSs etc. Estado e iniciativa privada em conluio.

    É impressionante a incapacidade do brasileiro médio de fazer uma simples ligação de causa e consequência.
  • Rogério  23/06/2017 17:27
    Além do comentário extremamente completo (e arrasador) do Mattos, preciso apenas fazer uma observação adicional sobre este ponto:

    "bancos então nem se fala, ficar meia hora na fila é normal"

    1) Quem vai pra fila de banco é otário. Hoje, dá pra fazer absolutamente tudo pela internet, inclusive depositar cheques. Tudo sem sair de casa. Os bancos menores oferecem esses serviços. Mas o brasileiro, em vez de privilegiar a concorrência oferecida pelos pequenos bancos, adora ser maltratado pelos bancões. Então realmente merecem.

    2) Pior: ao mesmo tempo em que privilegiam os bancões e desprezam os ótimos serviços oferecidos pelos pequenos (que não cobram nenhuma taxa), o brasileiro reclama dos serviços ruins oferecidos pelos grandes. Taí um caso de dissonância cognitiva.

    3) Mas, ainda assim, irei fazer uma pequena defesa dos bancões, pois sou ético. Sabe por que os serviços são ruins? Porque seus funcionários não podem ser substituídos por máquinas. E por que não podem? Porque o governo, em conluio com os sindicatos da categoria, não deixa. Um funcionário do Itaú e do Bradesco é praticamente tão estável quanto um da Caixa e do BB. Por que um caixa de banco seria eficiente se ele sabe que seu emprego não pode ser substituído por uma máquina?
  • Alexandre da Silveira  29/07/2017 21:14
    Se o Todo Poderoso Estado se preocupasse apenas naquilo que interessa à Sociedade, que é fornecer educação, saúde, e saneamento de qualidade, faria a mesma ter condições de prosperar plenamente. Seria interessante o governo incentivar mutirão de empresas para pavimentação de ruas com incentivos fiscais. O nosso "amigo" socialista deve gostar da proteção governamental chamada "CLT", que na minha opinião é só o novo nome bonitinho da escravidão aqui no Brasil.
    você não tem direito de escolher quando nem como tirara férias e ainda acham "lindo isso"! Sinceramente, não acredito que em pleno século XXI existam pessoas com tamanho retrocesso mental.
  • Realista  30/07/2017 14:06
    Ja eu quero o estado BEM longe da educação. O Inimigo não pode cuidar da educação dos nossos filhos, é colocar ovelhas diante do lobo.
  • Igor Moura  22/07/2017 05:47
    Tudo o que está no artigo é pura verdade.
  • Emerson Luis  22/07/2017 20:51

    "...se você pensar um pouco mais detidamente, e deixar a ideologia de lado..."

    * * *
  • N tenho nome mano para de ler  23/07/2017 04:29
    Então quer dizer que ser livre é não ter ajuda dos outros? wtf
  • anônimo  23/07/2017 08:27
    E a crise capitalista neoliberal do subprime americana de 2018 que refletiu no mundo? Sei que crises são normais na livre concorrência mas na hora "H" ninguém quer falir, não é mesmo? Pressionam o Estado em busca de socorro. Exemplo do que ocorreu com o Brasil: Empresas via FIESP pressionando intensamente o governo. Resultado: aumento de subsídios, etc e tal. cadê os liberais nessa hora?Veremos daqui pra frente depois das reformas trabalhistas, qual será a desculpa. Na hora do discurso é tudo muito perfeito tanto proa um lado quanto pra outro.
  • Heraldo  23/07/2017 13:47
    Crise de 2008? Causada e prolongada pelo governo americano em parceria com seu setor favorito e mais protegido, os bancos.

    Como ocorreu a crise financeira americana

    Alguns detalhes pouco conhecidos da crise financeira de 2008

    "Pressionam o Estado em busca de socorro."

    E apenas os libertários criticam este arranjo. Todo o resto -- esquerda e direita -- defendem pacotes de socorro em nome da "estabilidade da economia".

    Só que pacotes de socorro (defendidos por esquerda e direita) nada mais são do que uma premiação aos incompetentes que devem quebrar, usando o dinheiro dos competentes e frugais.

    E você, defende socorros ou é a favor de deixar quebrar? Nós libertários somos irrestritamente a favor de deixar quebrar tudo. Só assim os incompetentes são banidos do mercado e os competentes ganham espaço. E você, o que defende?

    "Exemplo do que ocorreu com o Brasil: Empresas via FIESP pressionando intensamente o governo. Resultado: aumento de subsídios, etc e tal. cadê os liberais nessa hora?"

    Você só pode estar de brincadeira -- ou de ironia -- ao vir afirmar isso justamente neste site, que é de longe o mais crítico ao protecionismo, aos subsídios, e às reservas de mercado garantidas pelo governo.

    Por que o BNDES deve ser abolido

    As diferenças econômicas e morais entre ser pró-empresas e pró-mercado

    Quem realmente ganha com a obstrução do livre comércio?

    Se você é contra o livre comércio, você tem medo da abundância e da prosperidade

    Defender o protecionismo é defender a escassez - defender o livre comércio é defender a abundância

    Protecionismo é violência - cria uma reserva de mercado para os poderosos e empobrece os mais pobres

    Vivemos em uma economia planejada pelo governo e poucos se dão conta disso

    Já eu duvido totalmente que você seja a favor de abolir o BNDES e de zerar as tarifas de importação, como defende este site.

    Aliás, é sempre assim: o sujeito vem cheio de críticas e frases de efeito; mas na hora H, afina.


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