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Privilégios, reformas, resistência das elites e a pobreza brasileira
Uma sociedade próspera é aquela que limita poderes, e não uma que distribui direitos e privilégios

Quando William Lee inventou sua máquina de tecelagem em 1589, ele levou o projeto à Rainha Isabel I da Inglaterra para conseguir sua patente e poder vender sua invenção. Ele estava certo de que sua invenção faria com que a produção de tecidos inglesa fosse muito mais eficiente e, com isso, ele se tornaria um homem rico.

Sua soberana, no entanto, lhe respondeu:

Considere o que a invenção poderia fazer para meus pobres súditos. Com certeza lhes traria a ruína, privando-os de emprego e tornando-os mendigos.

Depois da negação, Lee se mudou com o irmão, nove trabalhadores e nove máquinas para Paris. Lá, Henrique IV da França acreditou na sua ideia. No ano de 1601 ele instalou uma pequena fábrica em Rouen e começou a operar. A iniciativa durou até 1610, quando seu mecenas real morreu. Apesar das tentativas de firmar uma parceria com o empresário Pierre de Caux, suas reivindicações de patente e permissão para operar a fábrica foram ignoradas. Sem a presença do rei que lhe era amigável, nada funcionou.

Lee morreu pobre em 1614.

Após sua morte, seu irmão James voltou à Inglaterra. Também sem êxito para conseguir uma patente, deixou o que sobrou do equipamento com o aprendiz de Lee e foi morar nos arredores de Nottingham. A invenção continuou ociosa por mais de um século até sua adoção em massa, agora movida a vapor, ao longo do século XVIII. Começava a Revolução Industrial.

Não é coincidência: os dois países em que empreender e produzir eram condicionados a ter conexões com o poder eram pobres. Eles sofriam do mal que o economista turco Daron Acemoglu chama de "instituições extrativas". Tratam-se de instituições cuja finalidade, em última instância, é extrair renda de uma camada da população para canalizá-la a outra.

É claro que a rainha negou o pedido de Lee. Ela estava preocupada em manter os lucros das guildas de artesãos e das demais corporações de ofício — ou seja, de "seus amigos".

Tal política de proteção a interesses poderosos e consolidados sempre é mascarada por rótulos emotivos que afetam algum tipo de preocupação e benevolência para com os mais pobres. Mas, no final, continua sendo apenas isso: a manutenção de privilégios de elites em detrimento do resto da sociedade. Instituições extrativas em seu esplendor.

A adoção da tecnologia que estava sendo desenvolvida só veio a ocorrer em massa na Inglaterra depois da Revolução Gloriosa e do desenvolvimento de um arranjo — ainda incipiente, porém funcional — que impunha limitações ao poder real e às concessões de monopólios e privilégios.

O processo que a monarca inglesa sem querer delineou e que toda elite teme tem nome: "destruição criativa", cunhado pelo economista Joseph Schumpeter. É o processo de morte de certos produtos, técnicas ou profissões devido à ascensão de maneiras melhores e mais produtivas de satisfazer as necessidades que até então eram atendidas pelas indústrias que morreram.

Máquinas de tecelagem substituíram os artesãos; carros tiraram dos cavalos a tarefa do transporte urbano e condenaram toda a indústria de charretes; a luz elétrica faliu os fabricantes de velas; a mecanização da agricultura acabou com vários trabalhos manuais no campo; computadores desempregaram os datilógrafos e afetou a indústria de calculadoras; e a internet não só matou a carta como segue destruindo vários empregos (e criando milhões de outros).

Alguém irá dizer que essas mudanças foram maléficas, mesmo que tendo causado a falência de certas indústrias? Quem gostaria de voltar a viver em um mundo sem carros, computadores, internet e eletricidade, com todos nós tendo de trabalhar exaustivamente no campo apenas para sobreviver?

No entanto, nem sempre a marcha do progresso é rápida. O Brasil ainda nem sequer abraçou a revolução dos aplicativos de transporte. Se tanto, nossos corpos legislativos foram em grande medida capturados pelos interesses setoriais de muitos taxistas. A questão não parece muito diferente daquela que Isabel I elaborou ao negar o pedido de William Lee. "Pense em quantos taxistas perderão o emprego!" é o argumento mais comum.

Existe uma atemporalidade no medo da destruição criativa.

Mas não precisamos nos reter apenas na questão dos táxis. O escopo da manutenção de privilégios é muito maior.

Por que funcionários públicos, além da estabilidade, têm aposentadorias bancadas pelos pagadores de impostos e em um regime separado do setor privado, com regras e benefícios muito melhores? E o alto escalão militar?

Por que existe um imposto sindical obrigatório, pago até mesmo por quem não é filiado a sindicatos? O Brasil tem mais de 15 mil sindicatos habilitados a receber a contribuição, e os valores movimentados pelo Imposto Sindical chegam a R$ 3 bilhões por ano. A imensa maioria dessas entidades só existe para captar esse recurso. Boquinha invejável.

Por que as mais simples tarefas exigem centenas de documentações carimbadas e dezenas de procedimentos legais, os quais só servem para criar atravessadores e lucros para a indústria dos cartórios?

Por que empresários com ligações com o governo têm acesso aos juros do BNDES — subsidiados por nós, pagadores de impostos — e isenções concedidas por decreto presidencial?

Por que há empresas e empresários que podem operar confortavelmente dentro de reservas de mercado protegidas pelo governo, que os blinda da concorrência por meio de tarifas de importação e agências reguladoras?

Nenhum destes privilegiados quer reformas. Todos se dizem a favor de reformas, mas apenas das reformas que mexam com os outros. 

No mais, pode observar: todas estas distorções — e enumerei apenas as mais explícitas — são, como já dito, defendidas e justificadas com "rótulos emotivos que afetam algum tipo de preocupação e benevolência para com os mais pobres", por mais distante da realidade que isso seja.

Vai doer, mas terá de ser feito

O fato é que, quando um governo tem poderes a conferir e categorias têm interesses a assegurar, essas duas partes irão inevitavelmente transacionar. Somando isso ao ímpeto incontrolável de "garantir direitos" — o que está na constituição federal brasileira —, temos um quadro em que a qualquer grupo de interesse é prometido tantas reivindicações quanto conseguir enumerar.

Esses "direitos" são, no fundo, aquilo que acometeu William Lee. Quem é marginalizado nesse processo de troca de favores é exatamente quem sustenta essas regalias todas. É quem paga pelos produtos mais caros, quem arca com os juros mais altos, quem banca os sindicatos e as cotas parlamentares, quem sustenta cartórios e quem possibilita a generosa previdência do funcionalismo.

No país da meia-entrada, quem paga o pato é quem paga a inteira.

Uma agenda de reformas que ignore estes pontos básicos jamais será reformista. Limitação de poderes discricionários, e regras uniformes, simples e exequíveis: eis o básico do básico. Fazer como qualquer país desenvolvido no mundo faz: tratar os iguais como iguais. Sim, isso dói; são as convulsões do crescimento. Implica entender que se aposentar aos 55 e viver para lá dos 80 ganhando muito acima do que um trabalhador normal ganha é transferência de renda inversa, dos mais pobres para o funcionalismo. Implica entender que lucrar com privilégios estatais e com mercados protegidos condena o país ao atraso. Implica entender que viver com o dinheiro extraído coercitivamente do trabalhador é imoral. 

Implica, enfim, entender que uma sociedade próspera é aquela que limita poderes, e não uma que distribui direitos e privilégios.

O Brasil tem elites, sim, mas não aquelas caricatas que "não gostam de pobres em aviões"; as elites que temos são as reais, que vivem de extrair muito de todos nós.



autor

Pedro Cavalcante Oliveira
é Assistente de Pesquisa no Laboratório de Instituições, Políticas Públicas e Governo da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (EBAPE/ FGV) e estudante de Economia na Universidade Federal Fluminense (UFF). Tem interesse especial na área de economia das instituições, da educação e do desenvolvimento. É Assistente de Pesquisa do Instituto Mercado Popular.



  • João  09/06/2017 16:21
    O que o Brasil gasta com funcionalismo público e políticos é um crime, quase não há meritocracia. E o cidadão comum fica lagarteando tirando uns mil por mês, em um país gigantesco como o nosso. É muita grana.
  • Futuro economista  09/06/2017 17:28
    A meritocracia existente dentro do setor público é o concurso, todos querem depender do dinheiro do povo. Não acho errado mas viver encostado com benefícios exorbitantes é terrível para nós, pagadores de impostos. Diminuir o número de cargos públicos seria o essencial, sei que existe seres competentes e dispostos a ajudar!
  • zilmar vargas ilha  09/06/2017 21:00
    Esta meritocracia, medida pelo concurso existe só até o cara passar e ser chamado....depois disto produtividade, e méritos são coisas raramente consideradas.
  • João de Alexandria  12/06/2017 14:06
    Vira letra morta Zilmar...

    Já comentei aqui que fui funcionário público concursado em nível estadual e federal...a meritocracia só vai mesmo até o concurso, porque a partir fica impossível produzir algo. Você até chega animado, com ideias e disposição, mas muitos colegas só querem mesmo é receber os salários, e entram em pânico com ideias novas.

    Promoção só se você jogar politicamente, e nessa situação, não é o mais capacitado que sobe, é o mais bem relacionado, quando não, grosseiramente falando, o mais puxa-saco. Isso dentro de um mandato, pois a cada quatro anos a coisa ainda pode piorar com a troca de poder. No meu último ano de funcionalismo público federal, já nos governos do PT, chegaram de uma vez dois chefes de seção e três diretores que não faziam absolutamente nada, a não ser ficar medindo quem era mais próximo do ministro e assediar as funcionárias bonitinhas.

    Ainda tenho amigos no funcionalismo, e vejo alguns morrer aos poucos porque se sujeitam a tudo isso mas estão impossibilitados de sair porque não ganhariam nunca na iniciativa privada o que ganham no funcionalismo federal e vão se anulando.
  • Cristovam Nunes  15/06/2017 14:31
    É isto. A grande maioria dos funcionários públicos tem como única preocupação o contra cheque no final do mês.
  • anônimo  14/11/2018 23:37
    triste.
  • Reinaldo Amaral  09/06/2017 16:22
    Tem também aquele tal sistema "S" , Sesi, Sesc, Senac....arrecada horrores e não tem transparência nenhuma
  • Edigar  09/06/2017 16:23
    Este arranjo, de um grupo privilegiado viver às custas de outro grupo, lembra a escravidão, ou mesmo o parasitismo. Além de ser terrivelmente imoral, pois trata-se de um roubo disfarçado, o arranjo em questão empobrece a sociedade, pois requer impostos cada vez maiores para sustentar a sanha dos funcionários públicos por aumentos de salários e benefícios. Isso sem contar as propinas cobradas do setor privado para que este possa produzir.
  • Economista Heterodoxo  09/06/2017 17:48
    Esqueceram de mencionar o segmento da sociedade que explora os trabalhadores e esmaga o setor produtivo: os rentistas.

    Enquanto o governo não estabelecer um teto para o gasto de despesas financeiras (ao invés de impor um teto com despesas sociais), vamos continuar sendo um país emergente. Precisamos parar de obedecer o receituário do FMI.
  • Eudes  09/06/2017 18:10
    Embora claramente irônico, vale aproveitar a deixa: só existe "rentista" quando o governo gasta mais do que arrecada e precisa tomar dinheiro emprestado.

    Quem odeia rentista tem de odiar déficits. Quem odeia déficits tem de odiar gastos do governo. E quem odeia gastos tem de odiar estado inchado, que é exatamente a causa de tudo.

    Só existe rentista quando o governo gasta mais do que arrecada e tem de pedir emprestado. E sem rentista pra emprestar dinheiro para o governo, o governo deixa de existir no dia seguinte.

    Artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2578

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2530
  • Cristovam Nunes  15/06/2017 14:34
    Bem dito. Esta é a pura e cruel realidade.
  • Cassiano Ricardo de Souza ferreira  06/09/2018 05:09
    Investimento, e não gasto, governamental gera retorno, não divida. Essa dívida brasileira é um tatu no toco. Está aí para beneficiar rentistas e provavelmente não tem base real. O estado brasileiro foi tomado por corruptores privados que o impedem de exercer sua função própria. Transformaram o Estado numa máquina de transferência de renda do mais pobre para o mais rico. Não é a toa que não querem fazer auditoria da dívida. Isso deve e vai acabar. Essa é a verdade.
  • Reinaldo   06/09/2018 15:48
    De minha parte, sou inteiramente a favor de toda e qualquer auditoria da dívida brasileira. Quanto mais auditoria, melhor.

    Mas tem uma coisa que os seguidores dessa ideia -- inventada por uma tal Maria Lucia Fatorelli -- vivem gritando e eu nunca entendi: o que seria uma "dívida ilegal"?

    Estaria ela dizendo que alguém, que não o governo, emitiu dívida em nome do governo?

    Ou estaria ela dizendo que o governo emitiu dívidas para privilegiar nababos?

    Se for a segunda opção (como sei que é), digo apenas: Nossa, que espanto!

    Por acaso a Fatorelli comprova que algum cidadão privado invadiu o Tesouro e emitiu títulos sem que nenhum burocrata, político ou regulador soubesse? Se é isso, estou interessado em saber.

    Se não é isso, então ela está apenas chovendo no molhado: descobriu tardiamente que o estado é uma gangue de ladrões em larga escala que existe apenas para privilegiar quem está dentro da máquina e que vive à custa de quem está fora dela e é obrigado a bancar toda a esbórnia.

    E ainda há otários que defendem governo...

    E complemento:

    Até onde sei -- e gostaria que alguém me provasse errado --, quem emite títulos para financiar seus gastos é o governo (ou seja, políticos, burocratas e reguladores) e só. Ninguém mais tem acesso ao Tesouro para, fortuitamente, emitir títulos em benefício próprio.

    E, até onde sei, o governo se endivida exatamente porque gastou mais do que arrecadou. E ele gasta mais do que arrecada exatamente para saciar os exorbitantes salários dos políticos, burocratas e reguladores, além de privilegiar seus empresários favoritos com subsídios e empréstimos subsidiados pelo BNDES (com o nosso dinheiro de impostos).

    Agora, se alguém sabe de algo mais, é bom compartilhar.
  • Marcos  06/09/2018 15:51
    Sim, a dívida pública é uma fraude, mas não do tipo que necessita de uma "Auditoria Já!".

    Quem afirma que o problema da dívida pública se resume a uma mera questão de auditoria não apenas embaçando o debate, como ainda está ajudando a perpetuar o real problema, pois está dando um manto de legitimidade a um arranjo inerentemente imoral: a dívida continuará sendo fraudulenta mesmo que uma eventual auditoria comprove que não há nada de contabilmente errado com ela.

    Tampouco o problema da dívida está nos juros: ela é igualmente imoral não importa se os juros são de 1% ou de 100%.

    O problema da dívida é outro, muito mais complexo e anti-ético do que auditorias e juros.

    E de nada adianta xingar os "rentistas" se você continua defendendo o próprio arranjo que permite a existência deles. Afinal, só existem pessoas que emprestam para o governo porque a população concede ao governo uma carta branca para que ele gaste mais do que arrecada. Caso nós cidadãos exigíssemos que o governo fosse restrito e estritamente limitado ao que arrecada, a figura do rentista desapareceria por completo.

    De novo: só há rentistas porque o governo é populista e gasta em demasia para acomodar as demandas da população, que quer que o estado ofereça de tudo. Quanto maior o escopo do governo, quanto maior a variedade de áreas em que ele intervém, e quanto maiores e mais diversas as tarefas que os eleitores querem que ele faça, mais irão prosperar os rentistas.

    Logo, criticar rentistas mas não defender uma maciça redução do papel do estado é uma total contradição.

    Confira qual é o real problema da dívida pública.

    Sim, a dívida pública é uma fraude - mas não da maneira como é afirmado por aí
  • Kantynho  09/06/2017 17:59
    E as cotas, agora chanceladas pelo STF?

    Todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros...

    Quanto tempo até que seja instituída a "Corte Racial", pra definir a raça de cada um que queira garantir seus privilégios?
  • Viking  09/06/2017 19:07
    já existe em alguns lugares

    www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/tribunal-racial-e-oficializado-no-brasil/
  • HHH  09/06/2017 19:52
    Bom, Ninguém é igual a ninguém.

    Todos são forçados a pagar a faculdade pública(ou concursos), se, hipoteticamente falando, um grupo estiver destinado a fracassar e outro destinado a vencer, Então a própria existência de tal instituição pública já é um privilégio.
  • Skeptic  09/06/2017 18:26
    Uai, mas patente também não é um obstáculo ao producionismo?
  • Bruno Moreira  11/06/2017 06:32
    A ''patente'' requisitada por Willian Lee era o simples direito de poder usar sua invenção.
  • AssessorDeImprensa  09/06/2017 18:42
    O Temer vai substituir os funcionários públicos por robôs nos próximos meses. Mais detalhes depois do julgamento. Vamos Aguardar.
  • Thomas  09/06/2017 18:56
    Seria excelente. Aliás, se há um setor que pode ser inteiramente trocado por robôs é o funcionalismo público. A carga tributária poderia cair para, no máximo, 5% do PIB. Não haveria greves e a economia explodiria por causa do aumento da produtividade gerado pela menor burocratização.
  • Andre  09/06/2017 23:32
    Se substituísse funças por robôs a maioria deles não consumiria 1 único watt o dia inteiro.
  • Gabriel  10/06/2017 07:29
    Mais útil ainda seria substituir todos por bonequinos do Topo Gigio.
  • Lel  11/06/2017 17:35
    Deus te ouça, amigão.
  • zé pergunta  09/06/2017 19:08
    Gostaria de saber se existe algum texto específico sobre cartórios, uma das atividades mais surreais do Brasil.

    Tomem como exemplo o reconhecimento de firmas:

    Se A se apresentar para B munido de um documento expedido por uma instituição oficial, disser que se chama A e assinar igual ao documento de A, sua assinatura simples poderá ser recusada por B.

    Por este motivo, A tem que se dirigir ao cartório C, que não conhece nem A nem B, onde sua assinatura recebera um carimbo e selo dizendo que a assinatura de A é realmente de A.

    Agora sim, com a ajuda do desconhecido C, B aceitará feliz a assinatura de A.
  • Adalberto Felipe  09/06/2017 21:55
    Boa sugestão.

    Podiam fazer um texto sobre isso!
  • alexsander Santos  10/06/2017 06:03
    Não cheguei a estudar a fundo, mas ouvi um professor meu comentar que os únicos países que tem cartórios são: Portugal, Brasil, Timor Leste...Todos colonizados por Portugueses.
  • Antonio Carlos  10/06/2017 21:44
    Blockchain pode substituir os cartórios facilmente, e não vai demorar muito tempo.
  • Kal  11/06/2017 02:44
    "Blockchain pode substituir os cartórios facilmente, e não vai demorar muito tempo."
    Como assim? Poderia explicar pra mim.
  • 4lex5andro  25/10/2017 21:06
    Blockchain ou certificação digital, parece.
  • Esquerda  09/06/2017 20:38
    Vocês são financiados? Olha esse link

    apublica.org/2015/06/a-nova-roupa-da-direita/
  • Julio  10/06/2017 03:36
    Nossa, agora essa é a nova linha de frente de ataque?

    Para começar este instituto é sustentado pelas contribuições dos leitores, talvez seja o único instituto sendo bancado apenas por leitores, um dos motivos para eu acompanhar somente este site. De todos os citados, o Millenium eu sei que recebe financiamento de empresas e empresários estrangeiros, por isso o IMB se destaca dos demais, o que torna imune a este tipo de "submissão" de grandes interesses de terceiros.
    O mais interessante, é que quanto mais batem nesta tecla, eu defendo com maior vigor o liberalismo econômico, é o maior vilão dos grandes empresários. Veja que Ron Paul e Gary Johnson, que podemos dizer assim que tenha a mesma linha de pensamento econômico que este instituto e dos leitores, tem uma base eleitoral bem pequena se comparada aos republicanos e democratas convencionais, até mesmo o Tea Party que deveria dar apoio a esses candidatos não cumprem tal função, apenas servem ao status quo. Por isso que o status quo odeia os genuínos liberais ou libertários, eles sabem que defendemos a desregulamentação total da economia, os grandes beneficiados é o povo e os grandes prejudicados é justamente o status quo.

    E para terminar, sugiro este vídeo:

    Mesmo se considerássemos os capitalistas americanos "nos" financiando, a diferença é gritante para o lado da esquerda.

    www.ceticismopolitico.com/megacapitalista-que-financia-mst-e-midia-ninja-reconhece-luta-contra-a-direita-em-nivel-mundial/
    https://extra.globo.com/noticias/brasil/sem-mimimi/a-esquerda-brasileira-quer-definir-que-voce-pensa-com-dinheiro-de-bilionario-americano-19988968.html
  • Igor  10/06/2017 11:00
    Engraçado que a esquerda adora acusar os outros de serem financiados, mas a prova de financiamento aponta justamente para a mídia da esquerda. George Soros que o diga...
  • Canjica  09/06/2017 21:06
    No país da meia-entrada, quem paga o pato é quem paga a inteira.

    O Brasil ta que nem aquela música :

    "Olha, isso aqui tá muito bom
    Isso aqui tá bom demais
    Olha, quem ta fora quer entrar
    Mas quem tá dentro não sai"

    Quem paga "meia" não vai querer voltar a pagar a inteira... Não sei onde vai parar...


  • Ciro 2018  09/06/2017 21:47
    A china é a principal causadora da Crise Brasileira.

    A CHINA TEM PARTICIPAÇÃO DE MAIS DE 10% no comex brasileiro, os 5% que vocês falam é MANUFATURADO.

    Ou seja, se a china desacelera, enfraquece nosso mercado interno.

    Pega um gráfico do VALOR das commodities. Não volume. Barril de petroleo a mais de 100 dolares, lembra? Hoje ta 50. Minerio de ferro idem.

    Alias, digo mais. Faz um grafico com o valor das commodities que o brasil exporta e a cotação real/dolar. Vc vai ver que a curva é IDENTICA.


    O PT não causou crise nenhuma, ele só não ajudou a evitar mas a parcela de culpa do PT é pequena.

    Desoneraram impostos e folha de pagamento abeça, o PT ta mais pra direita do que pra esquerda.
    Protegeram os Ricos e muitas empresas...

    Não forcem a barra poxa
  • Vladimir   10/06/2017 11:22
    Bom dia!
    Infelizmente devido a nossa economia semisocialista partidos como pt e fins vao proliferar até transformar finalmente nosso país num pesadelo comunista pleno, com direito a campos de extermínio e afins.
  • Gabriel  10/06/2017 16:54
    "A china é a principal causadora da Crise Brasileira."

    Tá parecendo a Dilma, mas vamos prosseguir.

    "A CHINA TEM PARTICIPAÇÃO DE MAIS DE 10% no comex brasileiro, os 5% que vocês falam é MANUFATURADO.

    Ou seja, se a china desacelera, enfraquece nosso mercado interno."

    A China tem uma participação de 4% no Brasil, colocando valores de 2015, quando de fato encrencou a nossa economia, a exportação para a China era de $35,9 Bilhões, e a importação era de $30 Bilhões, o PIB total do Brasil era de $ 1,77 Trilhões.
    Arrendondando o valor comercial com a China para $70 bilhões, isso é aproximadamente 4% do PIB brasileiro em 2015. Se você conseguir me responder como uma relação comercial que representa 4% de um PIB, consegue levar um país a recessão fazendo o PIB diminuir 3,5%, eu acreditarei em você. E mais, desacelerar em décimos percentuais não é bem uma desaceleração grande para fazer um PIB cair 3,5%, isso é economicamente impossível.
    Fonte


    "Pega um gráfico do VALOR das commodities. Não volume. Barril de petroleo a mais de 100 dolares, lembra? Hoje ta 50. Minerio de ferro idem.

    Alias, digo mais. Faz um grafico com o valor das commodities que o brasil exporta e a cotação real/dolar. Vc vai ver que a curva é IDENTICA."


    E por que isso? Será que é o dólar?

    "O PT não causou crise nenhuma, ele só não ajudou a evitar mas a parcela de culpa do PT é pequena.

    Desoneraram impostos e folha de pagamento abeça, o PT ta mais pra direita do que pra esquerda.
    Protegeram os Ricos e muitas empresas...

    Não forcem a barra poxa"

    Imagina, agora o culpado é a China com sua desaceleração que quebrou os estados do Brasil e o governo federal. É realmente sua teoria é bem fundamentada, mas querer colocar PT a direita é digno de pena. PT se encaixa perfeitamente no âmbito corporativista, sua ligação com a plutocracia brasileira apenas deixa a par que tipo de governo a esquerda queria.
    Você que não força a barra.
  • Bruno  10/06/2017 22:43
    China causou a crise Brasileira?

    Você não pode esta falando sério....
  • GD  12/06/2017 16:58
    Parei de ler em "Ciro 2018"...
  • Mais Mises...  13/06/2017 01:13
    Pensei na mesma coisa!!!!!!!!!!!!!
  • Rangel  10/06/2017 01:53
    Como explicar para um jovem que a China cresce por causa do liberalismo econômico e não pelas estatais e pelo intervencionismo do governo?
    E mais, como explicar como a Coreia do Sul se tornou essa potência com a economia de mercado?

    E uma outra pergunta, quais são os impactos da Rota de Seda?
  • Mídia Insana  10/06/2017 19:00
    O Brasil não tem empresas estatais e intervencionismo do governo em setores estratégicos também? Não entendo como ter o governo cobrindo os prejuízos de uma empresa a estimule a ser produtiva, livre de corrupção e lucrativo. Assim como não entendo como privar uma empresa de competição a torna mais competitiva. É um raciocínio ignóbil de tão insano em qualquer esfera da experiência humana. Vale lembrar: as estatais petrolíferas chinesas caíram no buraco sem fundo do Pré-Sal junto com a Petrobrás.

    Rota da Seda = Governo chinês desesperado para manter o já zumbi setor de construção civil com dinheiro e recursos através de gastos obscenos com infraestrutura em economias restritas e atrasadas da Ásia Central.

    Você sabia que eles já consumiram mais cimento em 10 anos que os EUA em toda sua história? Imagina quantas empresas e pessoas fizeram má-alocação de recursos encima do setor da construção civil na China. O que o governo não pode permitir é que os preços - seja dos aluguéis, dos imóveis ou dos recursos que os compõem - caíam e revelem vulnerabilidade no setor.

    Na prática, se houvesse rentabilidade na Ásia Central, os chineses já teriam investido há tempos e por iniciativa própria.
  • João  11/06/2017 01:58
    Digite "cidades fantasmas China" e veja o grande sucesso que é a Rota da Seda.

  • Leonard  11/06/2017 16:44
    Amigos, gostaria de tirar umas dúvidas sobre a China.

    Sabemos que a reforma de Deng Xiaoping fez a China migrar ao liberalismo econômico, mesmo que algumas restrições em alguns setores, mas ainda outros setores se têm um liberalismo.

    A primeira pergunta: O grande crescimento da China até 2000, foi possibilitado por esses liberalismo devido aos investimentos estrangeiros?

    2º - Duas características inerente asiática é de um povo trabalhador e poupador, isto eleva a poupança de um país e com isso possibilitando mais investimentos, podemos considerar isso como uma alavancagem do crescimento econômico chinês?

    3º - Essa bolha imobiliária começou em que ano exatamente?

    4º - Essa bolha foi intensificada na década passada e atual, isso seria um modo para postergar e esconder a crise?

    5º - Para encerrar, podemos dizer que os investimentos estrangeiros assim como a poupança interna que estimula mais investimentos é o grande responsável pelo crescimento econômico chinês, mas o governo querendo assumir uma posição de destaque no comércio global rapidamente, construiu uma bolha tanto imobiliária, de crédito, ações...?
  • Mídia Insana  13/06/2017 04:14
    É pra já, Leonard. Verei se posso ajudar.

    Amigos, gostaria de tirar umas dúvidas sobre a China.

    A primeira pergunta: O grande crescimento da China até 2000, foi possibilitado por esses liberalismo devido aos investimentos estrangeiros?

    Teoria do capital básica, Leonard. Capital vem da abstinência do consumo. Como assim? Capital é o tempo e recurso que você não gasta para seu próprio lazer mas para investimento / poupança. Pense em uma fazenda, uma fábrica ou uma escola. Aquilo ali não foi presente da natureza. Antes de ser o que é, alguém teve que limpar a terra e nisso sacrificou tempo e recursos (os tijolos não são presente da natureza, são? Alguém teve de criá-los). Um povo com pouquíssimo capital pode até ter tempo em mãos, mas não tem recursos para sair por aí construindo fábricas cujos bens de capital custam na faixa de milhões de dólares. Faz-se imprescindível o investimento estrangeiro (o estrangeiro vem para lá comprar o tempo dos chineses em troca do capital que eles não têm) que além de produzir produtos competitivos lá que são acessíveis a um povo mais humilde, aumentam os salários nominais (historicamente baixíssimos na China e Índia) e trazem poder de compra à moeda em relação à moeda estrangeira, facilitando que o chinês compre insumos e bens de capital do exterior e assim tornando o investimento mais fácil.


    2º - Duas características inerente asiática é de um povo trabalhador e poupador, isto eleva a poupança de um país e com isso possibilitando mais investimentos, podemos considerar isso como uma alavancagem do crescimento econômico chinês?

    Sim.

    3º - Essa bolha imobiliária começou em que ano exatamente?

    Difícil de saber. Mas se você procurar o valor dos imóveis da China, ela disparou em 2003 e subiu de foguete em 2007.

    https://www.globalpropertyguide.com/real-estate-house-prices/C#china

    4º - Essa bolha foi intensificada na década passada e atual, isso seria um modo para postergar e esconder a crise?

    O problema não é simplesmente o setor da construção civil viciado no crescimento chinês na China e fora. É também o fato de que os chineses compram imóveis como investimento por causa da impressionante rentabilidade deles (valorização de 14% no terceiro trimestre de 2007! Fora desse mundo).

    Se os preços colapsarem, muitos chineses perderam anos de poupança. Aqueles que contavam com imóveis para suas aposentadorias ficarão abalados. Isso somado à uma potencial recessão colossal pode gerar uma forte instabilidade política.


    5º - Para encerrar, podemos dizer que os investimentos estrangeiros assim como a poupança interna que estimula mais investimentos é o grande responsável pelo crescimento econômico chinês, mas o governo querendo assumir uma posição de destaque no comércio global rapidamente, construiu uma bolha tanto imobiliária, de crédito, ações...?

    Para o crédito do governo chinês, é consenso na política mundial de que os preços dos imóveis têm de subir. E eles vêm tomando cautelas para filtrar calotes em potencial (como exigir entradas maiores para financiamento) no mercado imobiliário (ninguém quer um novo Lehman Brothers com ativos podres). Por outro lado, o governo ele mesmo através de projetos suntuosos de infraestrutura vem tomando para si uma parcela cada vez maior do setor de construção civil. Já deve haver um milhão de Odebrechts Made in China atuando na África, Ásia e na própria China.

    É estonteante a quantidade de empresas de construção civil na China.
  • Servidor público  11/06/2017 00:40
    Vocês vão me sustentar a vida toda, enquanto ficam nos seus empreguinhos de 8h/dia que pagam 3 salários mínimos com só 30 dias de férias! hahahaha

    Podem chiar à vontade. #oqueéseuémeueternamente
  • Andre  11/06/2017 17:40
    Por mais que eu despreze funças e mantenha alguns deles presos a minha agiotagem sei que este não é o pensamento da grande maioria e não é fazendo este tipo de ofensa inversa que vai combatê-los.
  • João de Alexandria  13/06/2017 15:01
    Se não estiver sendo irônico, e eu não pesquei, tenho pena de você, sinceramente.

    Ou por faltar com a verdade, ou pela falta de iniciativa, quando não os dois.

    Pra quem tem sede de realizações, de produzir, o funcionalismo é fatal...tenho três amigos funcionários públicos federais que estão afastados por síndrome de burnout, sendo que um deles pensa seriamente em se desligar da autarquia.

    Tudo bem tripudiar agora...mas vai chegar o momento, se já não chegou, que quando você disser que é funcionário público em certos círculos que frequenta no mínimo vai ser olhado torto, ou ser chamado de mamador, cupim e ladrão.

    Só o fato de você ter despendido tempo de vir aqui já significa que não está feliz com sua opção, pois se estivesse não teria de vir aqui se afirmar.

    Por que você não faz sua parte para melhorar a imagem dos servidores fazendo bem o que está designado pra fazer ? Se não quer respeitar os libertários desse fórum, respeite ao menos aquelas pessoas que acordam cedo pra pagar o seu salário.
  • Escolástico  13/06/2017 15:19
    "quando você disser que é funcionário público em certos círculos que frequenta no mínimo vai ser olhado torto, ou ser chamado de mamador, cupim e ladrão."

    Mas é exatamente assim que tem de ser.
  • João de Alexandria  13/06/2017 17:18
    Discordo.

    Deixei muitos amigos queridos no funcionalismo,gente de bem que teve seus motivos para optar por essa carreira, as quais não me cabe questionar.

    Respondo por mim. Fui "funça" durante um período dentro de um plano que tinha estipulado pra mim, e não tenho vergonha disso.

  • João  11/06/2017 02:10
    Como responder a alegação de que no livre mercado irá tudo pertencer a poucas empresas?

    Geralmente usam essa imagem: imgur.com/a/fNlxK
  • Marcelo  11/06/2017 02:57
    É simples. Apenas diga uma coisa: como exatamente são formados os cartéis? Quem os sustenta?

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados, protegidos ou subsidiados pelo governo (setor bancário, aéreo, alimentício, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Artigos sobre isso:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados
  • Leigo  12/06/2017 14:46
    Não consegui ver a imagem, presumo que sejam as gigantes atuais Google, Facebook, enfim, alegam que são "monopólios", mas não são, têm várias concorrentes, tal fato impulsiona as gigantes a serem melhores, proporcionando bons serviços a todos para que seus lugares não sejam tomados. Se fossem monopólios, devo discutir que serviços ruins seriam prestados? Acho que é evidente. Também não preciso citar a concorrência.
  • VICTOR ANTUNES  11/06/2017 11:43
    Otimo texto! Também sou da UFF e é bom ver mais um uffiano abracando o movimento libertário.

    Infelizmente o resultado do trabalho demora a aparecer, mas um dia chegaremos lá!

    Parabens e abraco pra vc!
  • Bruno Feliciano  11/06/2017 22:26
    Tatuador que tatuou a testa de um bandido. BELO E MORAL?
    Queria saber a opinião de vocês.

    Porque, sabia que a casa não era do Tatuador e sim de outro cara, no caso o cara que trabalha no farol.

    Então, defesa do direito de propriedade ou um crime violar o direito de propriedade do corpo do meliante?

    Como estudante de Direito eu entendo que, se invadiu a minha casa, vc assumi o risco, ela é protegida por deus e uma arma, se quiser encontrar ambos basta entrar sem a minha permissão.

    Agora, não era a casa do Tatuador, o X invadiu a casa de Y e o Z reagiu agredindo o criminoso.

    Iae?

    Se o dono da casa tivesse feito isso, eu até entendo como defesa do direito.

    Agora, como foi um terceiro, complica.
  • Leigo  12/06/2017 14:52
    Pelo que li hoje no G1, não houve nenhuma invasão.
  • Ze da Moita  12/06/2017 13:09
    outra coisa também são os sindicatos patronais bancados pelo sistema S, se empresas precisam delegar a defesa de seus interesses a alguma associação que o façam por seus recursos
  • Luiz  12/06/2017 16:50
    Realmente, o povo banca privilégios e ainda paga altos impostos
    francamente, que país é esse?
  • Fernandes  12/06/2017 17:43
    Todos esses privilégios continuarão. A grande massa é alheia a isso tudo e é essa grande massa que vota.
    Quer "vencer" no brasil? Entre para classes organizadas, com associações fortes.
    Servidores públicos querendo ou não se organizam em associações e fazem um lobby forte.
    Eu tenho um amigo que trabalha no tribunal regional do trabalho em cargo de nível médio. Trabalha 06 horas por dia. Ganha quase 10 mil por mês e ainda teve um grande aumento parcelado até 2018. Ele mesmo fala que o trabalho dele é muito tranquilo e que além do bom salário tem praticamente duas férias por ano, já que além dos 30 dias de férias ainda tem recesso de final de ano. O projeto de vida dele agora é ser auditor da receita federal, já que pelo que ele me disse o salário de auditor vai pra 31 mil por mês.
    Em plena crise, com a população empobrecendo, algumas categorias tiveram aumento generosos.
    Eu a algum tempo faço dieta de informações, até mesmo aqui no mises, que considero um reduto de informação de qualidade, eu tenho evitado entrar.
    Tenho que parar de me preocupar com o futuro do Brasil e me preocupar mais com a minha vida. Perdi a esperança de que isso aqui possa melhorar.
  • Mais Mises...  13/06/2017 01:23
    Moro em Brasília e, claro, tenho muitos amigos e conhecidos funcionários públicos. Dois deles são auditores da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Ganham seus quase 25 mil e mais um bônus de produtividade conforme conseguem 'reaver' impostos de grandes empresas devedoras. Legal né? Mas se eles não conseguem reaver nada naquele mês, recebem 'apenas' R$ 3.500,00 a mais como um 'bônusinho'. Ou seja, se conseguem 'recuperar' o dinheiro, recebem um gordo bônus. Se não, vem um um capilé básico. Pegaram o melhor do mundo privado com e misturaram no mundo público.

    Meses atrás acompanhei, por meio de fotos em rede social, uma viagem de um desses colegas em belíssimas praias e lugares exóticos em lugares que a maioria de nós jamais sonhará em ir, nos confins do oriente... E quando pensava no que essa pessoa faz, passei a ter asco dela. Não consigo mais falar com ela na mesma empatia de anos atrás, antes do Mises abrir meus olhos!!!
  • Ivan  16/06/2017 19:40
    Por eu ser um empresário bem sucedido de SP (tenho estacionamentos no centro e franquias famosas pela cidade), também tenho amigos e colegas funcionários públicos. Detalhe: todos eles são de famílias de classe média alta e estudaram em ótimos colégios comigo.

    A maioria deles possui uma visão mais socialista, mas nenhum deles quer largar da boquinha. Muitíssimo pelo contrário. Em pleno país em crise fazem greves e conseguem aumentos salariais absurdos. Conexões são tudo nesse país, amigos, por isso aqui nunca será um país sério.

    Políticos e burocratas possuem profunda inveja de pessoas que ganham mais do que eles. Eu ganho mais do que todos esses meus colegas e essa é a justificativa moral para eles não terem remorso do quanto ganham sem fazer nada útil.
  • Felipe  16/06/2017 23:43
    Ivan, quais são as exigências para se abrir um edifício garagem em SP? Impostos e tudo relacionado ao negócio, se puder me esclarecer aqui rapidamente fico agradecido.
  • anônimo  13/06/2017 17:43
    Bom dia, uma pergunta, pq se diz que um imposto baixo para PJ eh bom para os mais ricos?

    Qndo receberem os dividendos das empresas, eh descontado o imposto PJ e depois o imposto de renda de PF?

    Obrigado
  • saoPaulo  15/06/2017 19:39
    Hoje em dia a democracia é tida como sagrada. Famílias têm que ser democráticas, ambientes de trabalho têm que ser democráticos, escolas têm que ser democráticos, enfim, tudo tem que ser resolvido democraticamente. Ser contra isso seria o mesmo que se assumir a favor da tirania, como se fossem as duas únicas opções possíveis:
    A) Um ditador deve resolver se posso comprar carros chineses;
    ou
    B) A "maioria" deve decidir se posso comprar carros chineses;
    Já eu prefiro fugir desta falsa dicotomia e ficar com a seguinte opção:
    C) Eu devo decidir se posso comprar carros chineses.
    Mas isso sou eu, que não gosto da idéia de ter um bando de idiotas interfirindo na minha vida...

    Aliás, acabo de assisir a um vídeo muito interessante, mostrando que mesmo esta "maioria" é bastante difícil de ser determinada. Dependendo do método de votação, pode-se chegar a resultados totalmente diferentes ou, em outras palavras, é impossível se determinar a vontade da "maioria".

  • Serginho  22/06/2017 03:56
    Há algum artigo no IMB explicando como os salários aumentam e como os sindicatos entram nessa história?
  • FREDERICO HAUPT BESSIL  16/07/2017 17:23
    Como chegamos a isso? Sete etapas:

    1ª) Formação colonial-escravagista (séculos XVI a XVIII – o escravagismo se estende, no entanto, até o século XIX): essa formação aconteceu dentro de um contexto mercantilista e evangelizador: o polo dominador explora o polo dominado e faz das pessoas parasitadas mero "carvão humano", como dizia Darcy Ribeiro[1]; houve avanços na metalurgia e na navegação oceânica; nas fazendas e nos sertões valiam o escravagismo e o catolicismo; no século XIX começa a urbanização desorganizada[2]; a quase totalidade do governo Tomé de Sousa (1548) se envolveu em corrupção, a começar pelo "ouvidor-geral da Justiça", Pero Borges (já condenado por corrupção em Portugal); a corrupção sistêmica desse período foi denunciada por Padre Antonio Vieira, no Sermão do Bom Ladrão;

    2ª) Primeira Revolução Industrial (a partir da segunda metade do século XVIII, inovando na indústria textil, na metalurgia e no setor de transportes): Portugal se torna obsoleto e não se estrutura para a formação capitalista-mercantil; não inova em praticamente mais nada; demora muito para receber os benefícios do progresso e se torna uma das nações mais atrasadas da Europa; a colônia segue a ideologia da metrópole (quem podia estudava em Portugal e pensava como a matriz – ver José Murilo de Carvalho); ganham proeminência Inglaterra, França e Países Baixos; as nações ibéricas se tornam arcaicas e extremamene corruptas, não ascendendo à nova civilização em tempo adequado; se comportam como as colônias, experimentando o progresso de forma reflexa; o conservadorismo de Portugal e Espanha impede que se renove seu sistema produtivo, sua rígida estratificação social e sua despótica estrutura de poder[3]; o Brasil se torna independente de Portugal e cai no neocolonialismo inglês;

    3ª) Revolução filosófico-antropológica (Iluminismo do século XVIII): o arcaismo das elites portuguesas assim como das oligarquias nacionais (a partir de 1822) impede o progresso moral e emancipador do humano (Kant); nega sua perfectibilidade contínua, tal como pregava Rousseau, e bloqueia seu acesso à educação (ainda hoje ¾ da população brasileira são analfabetos absolutos ou funcionais); perdemos o bonde da civilização secular bem como do liberalismo político; a velha classe dominante (neocolonialista), latifundiária, estruturou uma sociedade de opressão, que explode com frequência em convulções sociais, que são esmagadas pelo poder; além disso, há incontáveis registros de corrupção nas oligarquias e no sistema eleitoral (onde se digladiavam os saquaremos contra os luzias – conservadores e liberais);

    4ª) Segunda Revolução Industrial (que vai da metade do século XIX à metade do século XX): o Brasil começa tarde sua industrialização, no primeiro terço do século XX (que foi comandado pela República Velha, dirigida pela oligarquia cafeeira); demorou muito para desfrutar da máquina a vapor, da nova produção têxtil algodoeira, do surgimento de mais profissões e mais mercadorias produzidas, do consumo massificado, do crescimento urbano veloz, mecanização do campo, ferrovias, transporte mais ágil, automóvel, telégrafo, rádio, telefone, televisor, avião etc.; avançou no trabalho assalariado, nas eleições e nas novas ideologias; mas construiu uma democracia apenas formal (procedimental, diria Bobbio), dando ensejo aos populismos ou à banalidade venal;

    5ª) Revolução do Estado de Bem-Estar Social (que se intensificou a partir da 2ª Guerra Mundial – 1945 – nos EUA e Europa): nossas oligarquias (políticas e econômicas) nunca deixaram o brasileiro saber o que é isso, impedindo para a maioria absoluta da população o progresso social e educacional que ela representou; as classes médias cresceram e abandonaram os serviços públicos (escola, saúde, transportes, moradia subsidiada etc.), cuja qualidade se definhou brutalmente;

    6ª) Terceira Revolução Industrial (a digital, cibernética, na segunda metade do século XX): está fundada na inovação tecnológica, que no Brasil encontrou desenvolvimento muito precário. Nos tornamos dependentes da tecnologia estrangeira e perdemos muito mercado por causa da globalização; quase não exportamos tecnologia, sim, commodities (aquilo que se arranca da terra, porque essa é nossa vocação desde a época da colonização-escravagista); paralelamente à revolução da informação e das comunicações e à globalização (econômica), promulgamos uma Constituição com um mundo de promessas não cumpridas (e irrealizáveis, enquanto perdurar a ignorância da população majoritária). A Constituição gerou um fenômeno paradoxal: ela serve de utopia para novas lutas sociais, mas desencadeou nas oligarquias a nítida consciência de impotência para fazer dela uma realidade (leia-se: elas desistiram da luta transformadora pelo progresso coletivo, deixando-o ao sabor dos segmentos mais ativos da sociedade civil);

    7ª) Locupletação voraz do dinheiro público pelas oligarquias políticas e econômicas (as que governam e as que mandam nas que governam) durante nossos 516 anos de existência, com ênfase especial a partir da Nova República, quando nosso orçamento chegou à casa dos "trilhões". Foi durante a República Velhaca de 1985 a 2016 (Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma) que nossas oligarquias perderam completamente o bonde do progresso digital e da globalização (obsolescência e arcaísmo digital e global); abandonaram também a ideia de progresso da população porque perceberam a impotência delas para o cumprimento das promessas constitucionais irrealizáveis (embora constituam utopias motivadoras de lutas contínuas). Não havia capital humano preparado para a nova era (baixa escolaridade e analfabetismo intenso, em todas as classes sociais; capital humano de baixa qualidade, produtos não competitivos, baixo produtividade); o país se fechou com o protecionismo e no arcaísmo; de 1985 a 2012 o PIB per capita do Brasil cresceu apenas 1,4% ao ano (número ridículo).

    Cada setor afetado pelo mundo da globalização do mercado e da revolução digital está reagindo de uma maneira. Todos praticam uma espécie de autodefesa psicológica para sufocar a ansiedade que os invade diante do desmoronamento de toda certeza acerca do futuro[4]. Os taxistas, mais primitivamente, estão partindo para a violência diante do Uber; as oligarquias brasileiras (políticas e econômicas), diante da impossibilidade de exportar algo distinto daquilo que se extrai da terra, buscaram compensação no mundo do crime organizado para a prática da corrupção. A polícia está cuidando dos taxistas; a Lava Jato está enquadrando as oligarquias corruptas, mandando-as para a cadeia e empobrecendo-as. É a maior revolução desarmada no Brasil contra os caprichos e desmandos das oligarquias.
  • Emerson Luis  16/07/2017 22:27

    "No país da meia-entrada, quem paga o pato é quem paga a inteira."

    Para ser mais exato, TODOS pagam mais pela entrada por causa da meia-entrada - embora de fato quem paga entrada inteira realmente paga mais.

    O preço da meia-entrada costuma ser próximo do que seria o preço da entrada normal se não houvessem essas leis de meia-entrada. E o que dizer das promoções e serviços especiais que deixam de serem feitos por causa dessas leis?

    * * *
  • Joshimuz  19/07/2017 09:20
    Quem dera que a Carta Capital terá que cortar gastos severamente para não falir e, dessa forma, voltar a ser a revista insignificante que era até a década de 90?

    Quando ninguém ganha benefícios, subsídios ou reservas de mercado, vemos quem realmente é requisitado pela população produtiva e consumidora.
  • Luiz Bella  05/08/2017 08:56
    Excelente!

    Simples assim!
  • edvan  27/08/2018 13:04
    livre-mercado é uma falácia. na primeira gripe, os liberais correm para o estado. correm os banqueiros, os empresários, os ruralistas, enfim, todos. é assim no mundo todo. os neoliberais ricos não sobrevivem sem isenções, empréstimos a perder de vista, perdão de dívidas, doação de terrenos, cargos na administração pública... os eua socorrem os bancos, a europa socorre os bancos, o brasil socorre os bancos.

    se o estado transfere renda para os ricos, pq não transferir algumas migalhas aos pobres?

    e não adianta querer dizer: "ah, mas o ideal seria o estado não socorrer o setor privado!"

    sempre socorreu, e sempre socorrerá

  • Bernardo  27/08/2018 14:13
    "na primeira gripe, [...] os banqueiros, os empresários, os ruralistas [correm para o estado]"

    Os libertários são os únicos a condenarem este arranjo. Libertários defendem que ineficientes devem falir e sair do mercado. E não deve haver protecionismos e nem subsídios para ninguém.

    Agora, sabe quem mais defende este arranjo que você descreveu? A esquerda. É a esquerda quem defende subsídios, protecionismos e socorros.

    Ou seja, você critica um arranjo, mas pertence exatamente ao grupo daqueles que mais o defende.

    Agora, se você critica isso, mas não se considera de esquerda, então seja bem-vindo ao libertarianismo.

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    O capitalismo de estado, ou "rent seeking", é o comportamento que explica a economia do Brasil
  • Alvaro Borba Júnior  18/05/2019 18:30
    Reportagem interessante! Esqueceram de mencionar os benefícios das IGREJAS.
  • Marcelo  18/05/2019 21:14


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