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Uma solução prática para acabar com o poder dos políticos, dos lobistas e dos grupos de interesse
O governo por loteria é uma medida já historicamente testada

Os libertários desejam que as atividades do estado sejam reduzidas ao máximo para abrir mais espaço ao livre mercado. Quando o estado encolhe, quando seus gastos e suas regulações diminuem, o livre mercado — isto é, a livre interação comercial dos indivíduos — cresce.  

No entanto, o sistema de democracia baseado em partidos políticos e em eleições fomenta exatamente o contrário. Eleições tendem a ser ganhas por aqueles políticos que mais prometem "almoço grátis" para grupos específicos do eleitorado.

H.L. Mencken já dizia que a democracia possibilita que os demagogos, "em virtude de seu talento para o absurdo e para as tolices", insuflem a imatura imaginação da massa.

acrescentou:

Os políticos raramente, se nunca, são eleitos apenas por seus méritos — pelo menos, não em uma democracia. Algumas vezes isso acontece, mas apenas por algum tipo de milagre. Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos.

Será que algum deles iria se arriscar a dizer a verdade sobre a real situação do país? Algum deles iria se abster de fazer promessas que ele sabe que não poderá cumprir — que nenhum ser humano poderia cumprir?

Iria algum deles pronunciar uma palavra, por mais óbvia que seja, que possa alarmar ou alienar a imensa turba que se aglomera ao redor da possibilidade de usufruir uma teta que se torna cada vez mais fina?

Eles todos prometerão para cada homem, mulher e criança no país tudo aquilo que estes quiserem ouvir. Eles todos sairão percorrendo o país prometendo remediar o irremediável, socorrer o insocorrível, e organizar o inorganizável. Todos eles irão curar as imperfeições apenas proferindo palavras contra elas. Quando um deles disser que dois mais dois são cinco, algum outro irá provar que são seis, sete e meio, dez, vinte, n.

Em suma, eles saberão que, em uma democracia, os votos são conseguidos não ao se falar coisas sensatas, mas sim ao se falar besteiras; e todos eles dedicar-se-ão a essa faina com vigoroso entusiasmo.

Ao final, todos pagam a conta. Neste processo, o estado cresce, os gastos públicos aumentam, a dívida pública dispara, a carga tributária explode e toda a economia sofre.

Para piorar, o sistema da democracia baseada em partidos políticos cria o capitalismo de estado, também chamado de "capitalismo de quadrilhas", "capitalismo de laços" ou "capitalismo de compadres", o qual gera privilégios, reservas de mercado, propinas, subornos e toda a sorte de corrupção.

E o qual sempre se degenera em uma cleptocracia.

Portanto, o primeiro obstáculo à redução do estado é a própria política. Logo, reduzir o estado requer reduzir a politicagem. Ou, melhor ainda, eliminá-la. Como fazer isso?

Uma maneira seria substituir o sistema de eleições por um sistema de escolha dos parlamentares e governantes por loteria. Este sistema se chama "demarquia", e contrasta com a democracia convencional.

O termo "demarquia" ("demarchy") foi cunhado por Friedrich Hayek em seu livro Direito, Legislação e Liberdade. O conceito se refere à seleção dos membros da assembleia representativa não por eleições mas sim por uma loteria — como ocorre com os membros de um júri.

Neste sentido, pode-se dizer que a "demarquia" seria uma "democracia aleatória". Em inglês, utiliza-se também o termo "sortition" (sorteio).

Com efeito, a seleção dos representantes do povo por sorteio conta com uma velha e honrosa história. Para Aristóteles (384-322 a.C.), a escolha dos representantes políticos por sorteio seria o verdadeiro cerne da democracia, ao passo que a escolha por voto seria a mais perfeita descrição da oligarquia.

"Para ser democrática, a seleção para a ocupação dos cargos oficiais deve ser por sorteio; quando feito por eleições é oligárquico" (Aristóteles, Política, IV, 9, 1294b 7-9).

Da mesma forma, Montesquieu (1689-1755) declara em seu "O Espírito das Leis" que o método de escolher regentes por loteria representaria a verdadeira "natureza da democracia".

Na polis ateniense, o "Grande Conselho dos 500", assim como juízes e funcionários do estado, era nomeado por sorteio. A Suíça manteve tais procedimentos desde o século XVII até o século XIX. Na República de Veneza, o sorteio para selecionar o governo e seus membros foi aplicado de várias maneiras, e durou do século XII até o século XVIII. Na Inglaterra, a loteria foi praticada até o século XVII. Atualmente, como dito, este método é utilizado em vários países para a escolha de jurados.

A lógica por trás do processo de sorteio advém diretamente da ideia de que "o poder corrompe". Por isso, os atenienses da Grécia Antiga, quando tinham de escolher indivíduos para ocupar posições de poder, recorriam ao sorteio. Isso praticamente eliminava a influência de lobbies e dos grupos de interesse, impedia a perpetuação de políticos profissionais e retirava da equação aquela fatia do eleitorado que era ou comprada ou beneficiada pelo governo (como funcionários públicos que votam em políticos que lhes prometem aumentos salariais ou pessoas que vivem do assistencialismo).

Renascimento

Já faz algum tempo que esta ideia de "democracia aleatória" vem vivenciando um renascimento em decorrência da crise da democracia atual, a qual aflige não apenas o Brasil, mas todo o mundo. A moderna tecnologia torna tudo ainda mais fácil, oferecendo a oportunidade de aplicar o "governo por loteria" em qualquer país ou em qualquer extensão territorial.

Já há uma crescente literatura sobre o assunto, especialmente por parte da ciência política, na área da teoria da democracia. Com isso, seria possível aplicar o método de seleção aleatória para a democracia de massa e fazer uma assembléia verdadeiramente representativa do povo inteiro, principalmente das parcelas produtivas da sociedade.

As vantagens de tal sistema são evidentes, mas as mais prementes são:

a) independência dos representantes em relação a grupos de interesse;

b) redução da corrupção;

c) eliminação do papel de partidos políticos como agentes a soldo de interesses corporativos, sindicais e de movimentos sociais;

d) representação exercida por cidadãos comuns, e não por pessoas que querem se perpetuar no poder;

e) eliminação do custo das campanhas eleitorais;

f) administração pública transparente;

g) minimização do estado (menos gastos do governo e inevitável redução de impostos; afinal, só aumenta imposto governo que tem sólida base de apoio e sustentação)

Críticas e respostas

Obviamente, há críticas ao modelo.   

Por exemplo, costuma-se dizer que uma assembléia escolhida da forma aleatória pode dispor de menos experiência que um parlamento eleito, e que isso elevaria o poder da burocracia.

Porém, a realidade é exatamente oposta: é exatamente naqueles parlamentos cujos membros são, acima de tudo, políticos profissionais e especialistas em ganhar e manter o poder, que há falta de sabedoria e de bom senso, além de pouca expertise técnica

Adicionalmente, vale também ressaltar que, no atual sistema de eleições democráticas formado por partidos políticos, há uma vasta e cada vez maior burocracia, cujos poderes só fazem crescer, e a qual constitui uma das mais importantes causas da expansão da atividade do governo.

E, para piorar, a concorrência entre partidos políticos que visam ao poder gera uma inevitável degradação da moral e dos escrúpulos. Como disse Lew Rockwell em seu artigo A democracia estimula o pior tipo de competição:

Na política, as pressões competitivas geram resultados exatamente opostos aos da concorrência de mercado. Em vez de aprimorar o desempenho, a competição política gera degradação. Os partidos recorrem ao mais sórdido denominador comum entre eles, e parecem dispostos a reproduzir as piores peculiaridades de cada oponente. Em vez de excelência, ficamos com mediocridade. E com um agravante: a tendência é sempre declinante.

A qualidade está sempre em queda. As únicas melhorias ocorrem nos procedimentos que envolvem más ações: mentir, fraudar, iludir, manipular, trapacear, roubar e até matar. 

Já os preços dos serviços políticos estão constantemente aumentando, seja nos impostos que pagamos ou nas propinas dadas em troca de proteção (também conhecidas como 'contribuições de campanha'). [...]  Os piores sempre chegam ao topo.  E, o que é pior, não há prestação de contas e nem imputabilidade: quanto mais alto o cargo, maior a transgressão criminosa da qual o sujeito pode se safar.

As eleições para cargos públicos reproduzem todos os piores aspectos do socialismo.  Os candidatos tornam-se livres e desimpedidos para mentir abertamente ao público, com o propósito de adquirir poder sobre uma instituição da qual eles não são os proprietários, mas que irão gerenciar por quatro anos, tempo durante o qual a quadrilha vencedora irá implementar medidas econômicas destrutivas que irão beneficiar apenas a si própria e a seus auxiliares (públicos e privados) nesse esquema de extorsão.  

Com efeito, a crítica ao parlamentarismo e ao presidencialismo baseado na concorrência de partidos políticos chega de todos os lados ideológicos. Não são apenas os libertários que criticam a democracia atual. Enquanto Hoppe, por exemplo, critica principalmente os desastrosos efeitos da democracia dos partidos sobre o desempenho da economia, a análise da demarquia no contexto de sistemas políticos identifica este sistema como uma forma de governança que minimiza a concentração do poder e maximiza a participação popular — uma linha de pesquisa que foi iniciada por John Burnheim.

O governo por loteria — embora longe do ideal — ao menos tem a vantagem de ser o sistema que oferece a menor concentração de poder e uma maior participação popular (principalmente dos membros produtivos da sociedade). É o exato oposto da ditadura, que representa a máxima concentração de poder com o mínimo de participação popular.

O gráfico abaixo mostra a posição da "demarquia" no espectro dos sistemas de escolha política em comparação com a oligarquia, com a monarquia e com a ditadura.

demarquia.png

Conclusão

O ideal, obviamente, continua sendo a abolição do estado. E também o separatismo.

Mas a demarquia oferece várias esperanças para o movimento libertário. Eliminar a política é o primeiro passo para reduzir o estado. Em vez de aplicar a "demarquia" já para nações inteiras vale iniciar um movimento que implante a "democracia aleatória" em nível local e regional.

A experiência brasileira com sua precária situação política dá um incentivo extra para se tomar um papel de pioneirismo. Se há um país onde a ideia da eliminação da política controlada por partidos pode encontrar um campo fértil, este país é o Brasil.

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Leituras complementares:

Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar um outro

Para desmantelar o estado, temos de ser "oportunistas" e não "gradualistas"

 


autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Pino  24/05/2017 16:07
    Uma ditadura liberal continua sendo melhor.
  • Minarquista  24/05/2017 20:23
    Oxímoro!
  • Minarquista  24/05/2017 20:36
    Muito mais importante do que QUEM deve estar no poder, é o QUÊ as pessoas no poder podem fazer.
    Quais ações do estado são justificáveis, e por quê?

    Uma vez limitada ao mínimo a ação do estado, o incentivo para que as quadrilhas tomem o poder será substancialmente reduzido.
    Caso elas ainda cheguem ao poder mesmo assim, o dano causado à sociedade será diminuto.
    E com todos os olhos da sociedade e da imprensa voltados para as poucas atividades remanescentes do estado, a possibilidade dos corruptos serem pegos será enorme, desestimulando ainda mais a corrupção.

    []s
  • Jango  25/05/2017 10:01
    Concordo 100%.

    Demarquia e Democracia são para frouxos iludidos. Monarquia e Ditadura são para libertários realistas.

  • Deilan Nunes  26/05/2017 19:52
    ai depois que o ditador liberal morre,a população volta com o socialismo...olhe para o chile hj, revertendo quase tudo de liberal que existe la
  • Gabriel  24/05/2017 16:13
    Boa tarde a todos. Sou leitor diário dos artigos postados neste Instituto há algum tempo e simpático aos conceitos austriacos. Percebo, no entanto, que os artigos raramente abordam a maneira de como as ideias seriam colocadas em prática. Alguém saberia indicar algum autor ou obra da escola austríaca onde esteja previsto algum modelo ou plano de transição para uma sociedade libertária? Como já falei anteriormente sou simpático aos conceitos libertários da escola austríaca, porém não vejo como colocar em pratica tais fundamentos em um país como o Brasil neste momento. Seria a única saída investirmos na educação e transmissão dos conceitos austríacos para a população e esperar que em um futuro distante estas ideias sejam colocadas em prática? No curto prazo acho incabível propor a extinção ou redução significativa do estado, uma vez que para fazê-lo seria necessario uma entidade mais poderosa que o estado, o que geraria uma contradição conceitual. Por favor, gostaria de ouvir as vossas opiniões sobre estes questionamentos.

    Obrigado!
  • Mario  24/05/2017 16:49
    Aqueles que não fazem isso remetem a links que mostram exatamente isso.

    Por isso você sempre deve clicar nos links fornecidos.

    Eis alguns meus, de cabeça:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2341

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2352

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1692

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=95

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1982

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=285


    Agora, acima de tudo, para quem quer explicações detalhadas e antecipadas sobre como funcionaria um arranjo de liberdade, só posso recomendar este artigo (publicado recentemente, o que coloca em xeque sua afirmação de que é "leitor diário"; se fosse, já o conheceria):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2225
  • Gabriel  25/05/2017 15:55
    Boa tarde,

    Creio que meu questionamento não foi compreendido da maneira como eu imaginava. O ultimo texto ao qual você se referiu (o qual eu já havia lido) defende a liberdade, mostrando seus aspectos positivos e argumentos, porem reitero meu questionamento: como? Sinto falta de proposições práticas que possam ser aplicadas na nossa realidade. Como livrar-se da tabela progressiva do imposto de renda? Como livrar-se do imposto de renda? Como reduzir o estado? Imagino que não há saida se nao pela educacao. E nesse caso concordo que levará algum tempo para inserirmos os princípios austríacos na cultura popular.
  • Leandro Campos  24/05/2017 23:44
    Você está correto na sua colocação, não existe, a única forma é a conscientização e a esperança de que uma maioria diga não ao estado.
    Isso só ocorrerá daqui uns mil anos, sendo otimista
  • Marcos Sandrini Lemos  02/06/2017 13:59
    "...para fazê-lo seria necessario uma entidade mais poderosa que o estado, o que geraria uma contradição conceitual"

    Os individuos representam uma entidade mais poderosa que o estado.
  • Tiago Morelli  09/06/2017 01:26
    Que resposta mais prepotente, hein, Mario?

    A pergunta do rapaz é completamente coerente e válida. Pra que tanta grosseria e agressividade?

    No presente artigo, é ignorada as escolhas daqueles que seriam sorteados, por exemplo.

    Mais humildade, pessoal. Mais humildade.
  • Emerson  09/06/2017 02:05
    Não vi prepotência nenhuma na resposta do Mario. Muito pelo contrário: ele teve o trabalho, e a gentileza, de postar uma coletânea de links que respondem às perguntas do Gabriel. Impossível gentileza maior do que esta.

    Aliás, justiça seja feita, o próprio Gabriel não teve nada desta afetação que você sentiu.

    Incrível como as pessoas estão cada vez mais delicadas...
  • Fernando Cáritas de Souza  09/07/2017 23:26
    Já levantei essa questão por aqui Gabriel: Existe algum trabalho por parte do Instituto Mises Brasil para difundir as ideias da Escola Austríaca de Economia nas escolas brasileiras? Eles me responderam que não. Ou seja, as ideias libertárias continuarão desapercebidas pela população brasileira enquanto que as ideias socialistas estão cada vez mais arraigadas no coletivo, quase que se tornando um texto canônico, uma regra de conduta inquestionável. Acordem!!!
  • Rafael  10/07/2017 00:44
    Nas escolas não, mas nas universidades sim. Eis o acontecimento mais recente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2707
  • Rafael  10/07/2017 00:45
    Ademais, vários membros do IMB são frequentemente chamados por alunos de determinadas universidades para palestrar ou debater professores ali.
  • Engenheiro Falido  24/05/2017 17:00
    Bem elucidado professor, obrigado!!

    Seria interessante mesmo aplicar a demarquia à gestão pública, talvez no moldes sob exigência de um currículo mínimo e auto adesão ao sorteio, em um mandato de período curto e com baixa remuneração.
  • Futuro economista  29/05/2017 19:50
    Isso seria um trabalho voluntário de alguém bem desenvolvido economicamente!
  • Luis  24/05/2017 17:08
    Fora do topico: houve o evento de Conferencia sobre escola Austriaca 12 e 13 de maio. Acho que os leitores que nâo pueram comparecer gostariam de artigos com as palestras dos convidados.
  • anônimo  24/05/2017 17:24
    Mais uma vez o Prof. Muller nos presenteia com um excelente artigo.

    Eu, achando que já possuo bastante conhecimento, acabo de conhecer o conceito de demarquia! Realmente, somos eternos ignorantes.

    Cada artigo que leio aqui sinto mais satisfação ainda em doar pro Instituto.


    Abraço a todos do Mises Brasil pelo esplêndido trabalho.
  • Fernando  24/05/2017 18:00
    Tava sentindo falta dos textos do professor Antony Mueller. Escreva mais pro IMB. Abraço!
  • anônimo  24/05/2017 18:08
    E se o candidato do PCO ganhasse na loteria?
  • Rui Pimenta  24/05/2017 18:35
    Aí ele não conseguiria fazer absolutamente nada. Ele não teria nenhuma base de apoio (como já não tem hoje), não teria respeito, e não teria poder nenhum. Ele ficaria completamente paralisado e acossado pelos outros sorteados (oriundos majoritariamente do setor produtivo, até mesmo por uma questão de probabilidade estatística).

    Exatamente como tem de ser.

    Um governo paralisado nada faz contra as liberdades pessoais. Um governo paralisado ou não faz absolutamente nada ou acaba sendo obrigado a fazer coisas certas. Isso é empiria pura. Vai desde o governo Obama a partir de 2013 até o atual governo Temer, passando pelo próprio governo Dilma no segundo mandato.


    P.S.: com o fim do fundo partidário, não haveria partidos políticos de aluguel. Dificilmente haveria qualquer coisa semelhante a um PCO.
  • Marcos  24/05/2017 18:40
    Há um movimento americano que defende o aumento do número de deputados para a casa dos milhares. O argumento é que, quanto mais deputados, menores as chances de consenso e mais caras ficariam as propinas pagas pelos lobistas, tornando a corrupção e o suborno inviáveis.

    Consequentemente, também ficaria praticamente impossível a aprovação de leis e regulamentações que atravancam a economia e o progresso.

    O Congresso ficaria completamente paralisado. E para sempre.

    É verdade que isso praticamente anularia as chances de reformas positivas, mas, por outro lado, extinguiria por completo qualquer hipótese de aprovação de leis e regulamentações ruins (que é o que sempre ocorre).
  • Jonas  22/06/2018 03:39
    Nesse sistema de demarquia todos os cargos políticos continuariam existindo, mas todos seriam providos por sorteio? Tanto os cargos do Executivo quanto os do Legislativo ?
  • Elivélton  22/06/2018 13:04
    Não haveria motivos para manter uns 90% deles, que poderiam ser extintos. Pense aí em uns 10 cargos e posições estatais. Tranquilamente uns 9 só existem para acomodar apadrinhados políticos e para trocas de favores partidários.

    Acabando com esse atual arranjo, dá pra enxugar a máquina em 90%.
  • Alexandre Fetter  24/05/2017 18:37
    A ideia da demarquia parece boa, porém não há como não pensar que na República das Bananas os vermes de sempre arranjariam um jeitinho de sabotar essa tal loteria... Não acham?
  • Julio  24/05/2017 19:06
    Pensei a mesma coisa. Logo dariam um jeito de fraudar o sorteio...
  • Rui Pimenta  24/05/2017 19:14
    Tipo, como já é hoje? Essa seria a pior das hipóteses? Aceito. Por favor, veja minha resposta acima.
  • anonimo covarde  24/05/2017 18:57
    "...Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos."

    O que mais me assusta nos políticos não é a capacidade de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos, mas sim os intelectualmente capazes!

    saudações libertárias
  • Leonardo Scattolini  24/05/2017 19:35
    Legal, o texto faz sentido e seria uma boa alternativa ao sistema eleitoral contudo faltou deixar mais claro como seria o sistema politico. Bicameral? Presidencialismo ou parlamentarismo? A pessoa é obrigada a se "candidatar"? Etc etc etc etc etc.
  • Wagner  24/05/2017 20:25

    Sem recorrer ao Google, diga-me:

    1) Quem é o atual presidente da Suíça?

    2) Qual o sistema de governo da Suíça?

    3) Cite um único político suíço do qual você já ouviu falar em qualquer período da história.

    Pois é...

    Você sabe quem é o presidente da Suíça?

    Sobre a demarquia, foi explicado no artigo: não precisa mudar nada. Pode deixar tudo como está. Apenas muda o processo de escolha. Mas, para facilitar, poderia começar de baixo, sendo adotado em nível municipal. Depois estadual. Depois, finalmente, federal.

    Só que, antes de chegar ao federal, já terá havido várias secessões.
  • Ricardo S. I.  24/05/2017 20:33
    A ideia da demarquia parece boa... Mas creio que no Brasil... Não seria um grande avanço em relação à democracia.

    Nada impediria do "Estado oculto" (grandes empresários) comprar as pessoas eleitas, para que elas legislassem de acordo com seus interesses.

    O que impediria uma "JBS"/"Odeberecht" da vida, sair comprando 60% de pessoas eleitas e aprovar tudo que lhes fossem interessante em detrimento do restante da população? Nada (assim como a democracia também falhou nesse ponto). E creio que, como a cada 4 anos novas pessoas ganhariam na loteria ... Esses empresários nem precisariam pagar caro para conseguir os benefícios (já que nessa situação o poder ficaria ainda mais concentrado neles)... Com isso o capitalismo de laços poderia ser piorado.


    Contra o problema acima... Nenhuma das quatro opções estaria imune.


    Mais factível que uma ditadura/monarquia/demarquia, ainda acho que a democracia, com uma forte enfase liberal... Possa ser eficiente... E para garantir isso... Somente diminuindo o estado em toda oportunidade... Acabando com o BNDES, transformando austeridade do estado em lei e brigando muito para que todos os impostos sejam diminuídos ao máximo... Além de fazer com que o salários dos agentes públicos fosse definido pela população. Para fazer com que a maioria do povo acredite nesse ideal... Eu penso em 2 opções:

    1. Secessão: ao quebrar o país, em pequenos países, teremos mais chances de convencer +50% de um país menor a fazer isso. (só não sei como convencer as pessoas a isso).

    2. Cidades pilotos: criação de cidades pilotos com leis próprias. Ao fazer isso, seria possível testar um número grande de legislações... Até identificar modelos mais eficientes. (Nessas cidades pilotos, uma das cidades poderia ter um viés libertário... Outra ser minarquista... Outra focada em ser economicamente liberal, mas conservadora em outros aspectos... Outra, até mesmo, por que não... Socialista... Ou comunista). Pronto... Teria para todos os gostos... E as cidades mais bem sucedidas gerariam pressão do restante do país, para que fossem adotadas medidas semelhantes para a parte maior do país. Pronto... A seleção natural cuidaria do resto... (Eu creio que essa sugestão poderia ser comprada por algum grupo político...).



  • Edson  24/05/2017 21:04
    "O que impediria uma "JBS"/"Odeberecht" da vida, sair comprando 60% de pessoas eleitas e aprovar tudo que lhes fossem interessante em detrimento do restante da população?"

    Tudo.

    Em primeiro lugar, atualmente, elas compram o cara antes de ele ser eleito. Elas pagam a campanha dele e o fazem prometer retribuição. Uma vez eleito, aí sim ele começa a trabalhar em prol delas.

    Na demarquia, não só o eleito nada tem a ver com financiadores de campanha, como ele próprio não tem muito poder após eleito (pelos motivos muito bem explicados acima pelo leitor Rui Pimenta, em 24/05/2017 18:35).

    "Mais factível [...] ainda acho que a democracia, com uma forte enfase liberal... Possa ser eficiente... E para garantir isso... Somente diminuindo o estado em toda oportunidade"

    Posso rir? Falam isso desde o século XVIII. E, de lá pra cá, o estado só inchou.

    Isso sim é acreditar em ilusões e delírios. (Acho que nem você próprio conseguiu levar a sério o que escreveu, tanto é que separou suas frases com reticências. Deve ser porque estava recuperando o fôlego de tanto rir).
  • Ricardo S. I.  25/05/2017 23:12
    Ele poderia até não comprar o político antes... Mas o que o impediria de comprá-lo depois?
  • Humberto  25/05/2017 23:25
    Tipo... como já ocorre hoje?!

    E a resposta à sua pergunta se mantém absolutamente a mesma: como e por que você vai comprar alguém que não tem base de apoio, não tem poder pra fazer as coisas e não estará ali daqui a 4 anos? Você não estará comprando ninguém; estará apenas dando dinheiro a fundo perdido.

    No sistema atual, você não compra um ou outro político; você já compra de uma vez um partido inteiro. No mínimo, você compra um bloco de políticos que votam em uníssono. E depois compra de novo a reeleição deles. O atual arranjo é muito mais fácil e propício para a corrupção.
  • Alexandre Jr Mendes  24/08/2017 18:02
    Num sistema diferente do nosso não existiriam JBS E ODEBRECHT! Uma vez que, elas foram frutos de "empréstimos" estatais e cresceram atreladas ao governo, num sistema de corporativismo, capitalismo de estado!

    No mais, o artigo ficou obscuro, não falou quem poderia pleitear as vagas, se todos seriam obrigados a participar, se sorteio valeria pro executivo e legislativo... E, caso alguém recusasse, seria obrigado a participar através da coerção?



    TODO LIBERTÁRIO DEVE CONTINUAR COM IDEIAS FIRMES E DEFENDÊ-LAS SEMPRE QUE POSSÍVEL, ATRAVÉS DO DEBATE INTELECTUAL, PRECISAMOS CONSCIENTIZAR PESSOAS. Multiplicar as ideias libertárias, a fim de, enriquecer o debate, que hoje está concentrado em direita e esquerda. Precisamos mostrar sempre que a menor minoria que existe é o indivíduo e expor a importância da propriedade privada na vidas das pessoas e o quão maligno pode ser um estado grande e controlador.

    No fim das contas estamos falando é de liberdade, de oportunidade para prosperar e como as trocas voluntárias são importantes pra isso. Não podemos nos calar, nosso trabalho é árduo, quase missionário, mas pra isso precisamos ter argumentos sólidos, caso contrário não quebraremos os paradigmas, e continuaremos sendo motivo de chacota e/ou ódio, das extremas direita e esquerda!

  • Paulo Henrique  24/05/2017 21:46
    O problema dessa proposta é achar que o mal na politica vem apenas de uma corrupção do poder ou do lobby, embora essas coisas sejam ruim, não é necessaria ela para quebrar um país. O sorteio iguala ideologias . E ideologias não precisam de desonestidade para ser seguida, e sim , apenas ignorância. Muita gente é de esquerda por estar embuida em um espirito de altruísmo humanitario, e não necessariamente por ser corrupta, são os famosos idiotas uteis.
  • Luiz Barbetta  30/05/2017 14:32
    Paulo, pelo que entendi, a intenção da demarquia é ser um sistema que represente mais fielmente a ideologia da população, não um sistema que garantirá o libertarianismo ou qualquer outra ideologia. Nem será também uma panaceia para todos os problemas. No final do dia, o que realmente importa é a ideologia dominante no povo. Mas um sistema mais robusto pode permitir que as novas ideologias ganhem espaço mais facilmente. No nosso sistema atual, um político libertário teria pouco espaço (quem vai financiar sua campanha?), sendo essa ideologia, então, sub-representada.
    Posso estar sendo muito otimista, mas acredito que a ideologia do cidadão médio do Brasil, apesar de tanta tendência socialista, ainda é melhor do que o que vemos sendo feito nos poderes executivo, legislativo e judiciário pelo país. A demarquia não resolveria todos os nossos problemas, mas, em minha concepção, melhoraria a situação.
  • anonimo covarde  25/05/2017 10:28
    "...Eles normalmente são escolhidos por razões bastante distintas, a principal delas sendo simplesmente o poder de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos."

    O que mais me assusta nos políticos não é a capacidade de impressionar e encantar os intelectualmente destituídos, mas sim os intelectualmente capazes!

    saudações libertárias
  • Wallace  25/05/2017 12:45
    Gostaria de dar uma dica ao instituto, vcs poderiam marcar mais eventos aqui pelo RJ.
    É incrível como o PSOL é forte aqui, tirando os atores globais que q sempre apoiam o partido!
    Sempre incrível!

    Abcs e obrigado por tantos ensinamentos.
  • Questão  25/05/2017 13:43
    Off topic:

    sinceramente, ainda não consegui entender pq tem podcast no site com entrevista com Felipe Moura Brasil.

    Felipe Moura Brasil é discípulo de Olavo de Carvalho, e é manifestamente neocon.

    Ou seja, É FAVORÁVEL às intervenções estatais nos mercados e na sociedade, ao contrário do que prega o IMB.

    Não fosse o bastante, o cara agora integra o blog "O Antagonista", um blog que é um misto de socialismo fabiano com suposto direitismo extremamente estatista (defensores de tributação pesada, p.ex.), são aduladores e adoradores da alta elite do funcionalismo público (especialmente o Ministério Público).

    Então não dá para entender pq o sujeito é entrevistado do site.
  • Marcos  25/05/2017 13:51
    A solução para isso é bastante fácil: basta apenas você não clicar no play. Pronto. Simples assim. Ninguém lhe agrediu; ninguém lhe coagiu; ninguém lhe obrigou a nada. E você também não fez nada disso com ninguém.

    Se você apenas adotar essa postura completamente pacífica e não-agressiva com quem não lhe agrediu e não lhe coagiu a nada, sua vida será muito melhor. Confie em mim.
  • Old Buk  25/05/2017 14:07
    Há mto tempo defendo a ideia da separação da minha cidade, Florianópolis, desse país de merda que atende por Brasil.
    O primeiro passo seria o fechamento das pontes. Só entra na cidade por meio do ar ou mar.
    Depois, retira-se os impostos. Sim, seremos um paraíso fiscal. Quem quiser guardar seu dinheiro e não ser incomodado ou esbulhado, estamos de portas abertas.
    Eu quero ir para a ilha, mas sou um pé rapado coletivista, tem como? Não, aqui ngm te quer.
    Jogatina, prostituição e comércio de entorpecentes serão a base da economia.
    Temos praias, mulheres e maconha de boa qualidade, venha morar no paraíso, esse será o lema.
    Não agredindo o direito de terceiro, pode-se fazer tudo na ilha. Quer fumar? fume; quer dá o brioco? dê; quer fazer a farra do boi? faça. - Malditos moralistas do TRF4 que proibiram a farra do boi, prática tradicional açoriana, pq não proíbem os rodeios seus fdp?

    Dito isso, levanto-me, visto a roupa do trabalho, e, sabendo que isso nunca vai acontecer, vou pra minha jornada diária de servidão. Sim, sou servidor. não aquele concursado ou aquele de cargo comissionado. sou aquele que trabalha o dia inteiro para sustentar o Estado. Afinal, sem ele o que seria de mim e do povo brasileiro?
    Viva o Brasil



  • Cláudio  25/05/2017 14:42
    Há algum artigo no site explicando porque marxistas e esquerdistas odiarem tanto a classe média?
  • Humberto  25/05/2017 14:53
  • Ninguem Apenas  25/05/2017 15:39
    Eu não consigo ver essa forma de democracia como um verdadeiro avanço, será que haverá melhoras deixando ela no modo aleatório?

    Ao meu ver tem dois problemas iniciais, você vai supor sufrágio universal? até mesmo para crianças? senão vai fazer isso, qual será o método de escolha do grupo no meio aleatório?

    vamos supor que seja decidido "aos maiores de 18 anos que querem participar do meio sorteado", agora entra alguns problemas, o primeiro de todos é a amplitude das propostas, qual é o limite das proposições? será formado um parlamento para decidir a proposta? o parlamento também é aleatório? logo, uma pessoa que trabalha e portanto não tem tempo para perder com isso, vai ser excluída por incentivo, já que só os desocupados teriam tempo para perder com isso. Se o parlamentar tiver renda garantida, daí já era, se tornará até pior que o sistema atual, pois no modo "aleatório", nem mesmo as propostas extremas, normalmente limitadas pela janela de Overton, teriam total capacidade de implementação.

    Além de não impedir nem um pouco a corrupção, apenas vai mudar a ordem dos fatores mantendo o resultado. Hoje o estado oculto compra pessoas corruptas escolhidas por eles, e os elegem nesse meio. Com esta mudança, o eleitor potencialmente corrupto terá mais incentivos de participação, principalmente por renda garantida. Basta que o estado oculto compre os já eleitos, e daí ao meu ver trocou apenas a ordem.
  • Júlio César   25/05/2017 21:45
    Se os critérios forem semelhantes aos de um júri, acho que iriam estabelecer um mínimo de condições para os participantes do sorteio. Não seria assim também não, onde qualquer um iria participar.

    E democracia por "democracia", esse regime me parece bem melhor que o atual. Nós sabemos que o que ganha uma eleição são as campanhas, é a propaganda. E é a partir daí que aparecem os financiadores de campanhas, ponto de partida (como dito no artigo) para o estabelecimento do capitalismo de compadres.

    Eu achei ótimo, pois não precisaria nem que os sorteios fossem feitos de quatro em quatro anos. A cada ano poderia ser realizado um novo sorteio, e as câmaras legislativas seriam renovadas.

    A comunidade liberal/libertária não tem nada a perder em uma mudança de democracia para demarquia. E a população em geral talvez também só tenha a ganhar, com esta forma de governo do povo.

  • Ninguem Apenas  26/05/2017 19:50
    Acho que pelo menos deve-se pensar melhor a respeito. Eu tenho um receio pois o numero de pessoas escolhidas por critério de juri é facilmente corruptível e até a limitação da janela de ideias tidas como aceitáveis é totalmente descartável nesse momento, podendo ter novos Totalitários a cada eleição. Mas é uma alternativa a se pensar.
  • Giovana Depicoli  25/05/2017 22:29
    Interessante! Mas acredito que o Parlamentarismo é bem eficiente na medida do possível. Acho que o mais importante é o número de pessoas a serem governadas e a geografia que envolve esses políticos. Como nós sabemos Brasília é uma ilha paradisíaca, acho que se conseguíssemos algumas secessões já seria esplêndido!
  • Luiz Moran  26/05/2017 08:54
    Jonh Stuart Mill, trecho de seu livro "La liberté", de 1859:
    "[...] existe no mundo uma forte e crescente inclinação a estender o poder da sociedade sobre o indivíduo de forma extrema, tanto por meio da força da opinião como pela legislativa. Pois bem, como todas as mudanças que ocorrem no mundo tem como efeito o aumento da força social e a diminuição do poder individual, esse transbordamento não é um mal que tenda a desaparecer espontaneamente, senão, ao contrário, tende a se fazer cada vez mais formidável.
    A disposição dos homens, seja como soberanos, seja como concidadãos, de impor sua opinião e seus gostos como regra de conduta aos demais, encontra-se tão energicamente sustentada por alguns dos melhores e alguns dos piores sentimentos inerentes à natureza humana, que quase nunca se detém, a não ser quando lhe falta poder. E como o poder não parece estar em vias de se declinar, e sim de crescer, afirmo que devemos esperar, nas presentes condições do mundo, que essa disposição não faça senão aumentar, a menos que uma forte barreira de convicção moral se levante contra o mal".
  • a  27/05/2017 22:29
    Simplifiquem o Brasil de uma vez por todas.
  • Legnar  27/05/2017 23:15
    Creio que a falha não seja o sistema de escolha, mas a forma de como ele é utilizado aqui no Brasil. Um bom exemplo seria a Escandinávia onde é usado praticamente o mesmo sistema e tem uma qualidade de vida melhor, uma economia estável e baixos índices de corrupção.
  • Skeptic  30/05/2017 00:37
    Com o TSE organizando o sorteio, coincidentemente o sorteado seria um Renan Calheiros ou uma aberração do tipo.
  • Emerson Luis  25/06/2017 21:03

    Em um primeiro momento imaginei que fosse um artigo satírico.

    Claro que, com suficiente minimização do Estado, este problema se tornaria cada vez menos importante a ponto das eleições municipais serem mais preciosas do que as presidenciais.

    * * *
  • Arnaldo  18/08/2017 17:13
    Interessante. Mas quem faria o sorteio? A caixa econômica?
  • Scheunemann  30/10/2017 13:06
    O texto gera duas dúvidas:
    1. Quem faria os sorteios?
    2. Qualquer pessoa poderia ser sorteada, mesmo sem capacitação?

    Como eu penso:
    1. Deveria ser feito por um software com código aberto e totalmente auditável.
    2. Poderia participar do sorteio pessoas com formação adequada para cada cargo ou até mesmo testadas através de provas (concurso).
  • thiago  19/07/2018 16:29
    Se pudesse haver candidatos avulsos já seria um grande passo para desestabilizar a oligarquia dos partidos políticos.
  • Intruso  02/08/2018 14:41
    Como é bom sonhar !
  • Victor  31/01/2019 14:01
    Creio que "estado" no texto deve ser escrito com letra maiúscula. " Os libertários desejam que as atividades do Estado...", já que se refere ao Estado, instituição e não um ente federativo.
  • Pasquale  31/01/2019 14:11
    Não. Apenas adoradores de políticos e burocratas grafam "estado" com E maiúsculo.

    Os povos de língua inglesa, generalizando, esperam do estado a distribuição equânime da justiça, o respeito a contratos e à propriedade e a defesa das fronteiras. Mas não consideram uma dádiva do estado o direito à boa vida material sem esforço. Grafam "state".

    Com maiúscula, estado simboliza uma visão de mundo distorcida, de dependência do poder central, de fé cega e irracional na força superior de um ente capaz de conduzir os destinos de cada uma das pessoas.

    Ademais, por que você grafaria "Estado" e "eu"? Por que não "estado" e "Eu"? O estado é mais importante que a sua individualidade?


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